Raízes da África
Raízes da África

Postado em 23/08/2016 às 07:59 0

PUC de Goiânia sedia a 7ª edição das Conversas Negras, do Agosto Negro.


Por Arísia Barros

 

A  Pontifícia Universidade  Católica de Goiás, em Goiânia recebe, no período de 25 a 26 de agosto  de 2016, a 7ª edição do  Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta, “Eku abo -  Tempos de Áfricas-Sobre Lutas, Ativismo e Resiliência do Povo Preto”.

Idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, representação do movimento negro, em Alagoas, as Conversas Negras é na verdade um fórum aberto, com o intuito de agregar pessoas,idéias,experiências e propostas que enriqueçam e impulsionem a real implementação de políticas públicas, com ênfase, na promoção da igualdade racial.
É um fórum que busca consolidar a construção de parcerias e a prática do diálogo aberto e transparente com diversos segmentos sociais, como investimento, através do trabalho conjunto, para transformação das desigualdades raciais.

Investindo na articulação com o contexto mais amplo da  sociedade civil,como também com a  pesquisa e a produção de conhecimento

 A 7ª edição, que acontece, em Goiânia tem a frente a articulação e mobilização da  Associação de Negros de Goiás - ANEGO e Fórum de Entidades Negras - FENEGO.

A programação contará  com a participação de palestrantes locais e nacionais .

O VII Ciclo de Conversas Negras ocorre em agosto na Área II da PUC.

A abertura terá inicio dia 25 de agosto,às 9h.

As inscrições para participação estão abertas e  mais informações sobre hospedagem poderão ser realizadas no link do Ciclo : https://docs.google.com/a/sint-ifesgo.org.br/forms/d/e/1FAIpQLSeYDErpEmRbPh_6PcruOli30RWel4ihGhtNuzcdXdCG9gwvfA/viewform , ou presencialmente no dia do encontro.

Ainda não se inscreveu?

Você não vai perder essa chance de trocar experiências e fazer parte dessa construção.
Vai?

 

 

 

 


Postado em 23/08/2016 às 07:44 0

As Abayomis do Projeto Oficina Abayomi terão espaço de exposição na 7ª FLIMAR.


Por Arísia Barros

 

Abayomi é uma boneca preta feita de pano  e  que agrega em si a essência revolucionária da luta e resistência das mulheres-mães africanas.

Abayomi é sobretudo símbolo de uma cultura  de identificação e pertencimento com .Áfricas.

E  durante o Projeto Oficina Abayomi ou  Encontro Precioso que aconteceu de 15  a 19 de março, no SEBRAE diversas Abayomis foram criadas a partir das mãos e vivências das adolescentes do NIF, Projeto Vira Vida e de representantes da juventude de mulheres negras, em Alagoas.

E essas Abayomis estarão  em exposição na 7ª Feira Literária de Marechal Deodoro, FLIMAR, de 31 de agosto a 03 de setembro.

O Projeto Oficina Abayomi, idealizado pelo Instituto Raízesde Áfricas com o apoio institucional da Secretaria de Estado e Prevenção a Violência, Secretaria de Estado da Fazenda e SEBRAE/AL traz a proposta de  transformar a Abayomi,  em um amplo  leque que de possibilidades,buscando substanciar a auto-estima para que as participantes possam  investir em vôos altos na construção de  planos que contemplem sonhos.

 

Sobre a FLIMAR

 

A FLIMAR é  conhecida  como uma das maiores feiras literárias do país.

Promovida pela Prefeitura Municipal de Marechal Deodoro,com apoio da  Braskem, acontece  sob a curadoria de Carlito Lima, capitão reformado do exército, engenheiro civil, cronista, produtor e agitador cultural e  Secretário da Cultura  de Marechal Deodoro, a Feira Literária tem como objetivo estimular o turismo cultural e estimular e desenvolver uma política de hábito de leitura.

A psiquiatra e escritora alagoana Nise da Silveira e o cantor e compositor cearense Raimundo Fagner serão os homenageados dessa edição.

 

 


Postado em 21/08/2016 às 23:09 0

A convite do Instituto Raízes de Áfricas ,representante da Fundação Palmares participa de agenda colaborativa, em Alagoas.


Por Arísia Barros

A convite do Instituto Raízes,Vanderlei Lourenço, o coordenador geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da Fundação Cultural Palmares participou , entre os dias 16 e18 de agosto, de uma substancial agenda em Alagoas.

Na pauta aconteceram encontro com a  Secretária de Estado da Cultura, Mellina Freitas, no qual foram discutidos os novos caminhos  da  gestão do patrimônio material e imaterial, não só da Serra da Barriga, como dos quilombos alagoanos,como também construir base de parcerias. 

Acompanhando a reunião estiveram presentes a  coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, a superintendente de identidade e diversidade cultural da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) Perolina Lyra e a artesã paraense Cláudia Muller.

Vanderlei realizou, ainda, uma visita ao Espaço Ubuntu, recentemente inaugurado na Biblioteca Pública Graciliano Ramos e fez doação   de  acervos da literatura negra ao Espaço.

Na quinta-feira o representante visitou o território da Serra da Barriga, ouvindo e discutindo sobre as demandas e necessidades para manutenção do Parque Memorial Quilombo dos Palmares.

Dentre as muitas  reivindicações dos guardas florestais está  a questão da água ( conserto da bomba de água), os áudios que continuam quebrados  dentre outros problemas.

Vanderlei conheceu o Espaço Abdias Nascimento que abriga as cinzas do primeiro senador negro do Brasil e ícone da luta pela emancipação do povo preto.

Ainda em União dos Palmares visitou o restaurante Baobá e conversou com a Yalorixá Neide Oyá D´Oxum

Encerrando a agenda colaborativa o representante dialogou com as meninas do Projeto Oficina Abayomi,que aconteceu de 15 a 19 de agosto,no SEBRAE.

Final do mês de agosto,inicio de setembro, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira da Silva virá a Alagoas.


Postado em 21/08/2016 às 09:57 0

Os dedos ligeiros da menina criam as bonecas Abayomis, redescobrindo as pretas africanas.


Por Arísia Barros

Os dedos velozes da menina-moça desvendam o tecido, tecendo um encontro precioso com as tradições que compõem o universo do povo preto no Brasil.

Os dedos ligeiros da menina criam as bonecas Abayomis, redescobrindo as pretas africanas,  que resistiram aos açoites do abandono, da morte que insinuante, rodeava  as águas dos navios tumbeiros.

Abayomi é elemento de afirmação das raízes  africanas. Símbolo de resistência, tradição e poder feminino.

Poder ancestral.

Os dedos da menina inventam uma conversa ao pé do ouvido, com os nós e tranças do tecido em suas mãos.

Cumplicidade.

A menina retroalimenta a fé e sorri, pensando no vento que bate nas folhas no meio da rua, levantando-as do chão, numa sinuosa dança de liberdade.

E com a dança da liberdade na cabeça,a menina  dá vida a sua Abayomi.

Posso levar para casa?- pergunta à professora

E a professora, curiosa, quer saber por quê. Ela responde que quer dormir com a boneca, fruto de seu trabalho.

A Abayomi desde épocas remotas funciona como talismã ou amuleto de proteção.

A menina, como uma anti-heroína na cultura urbana, constrói suas abayomis com os sonhos passeando pelas lonjuras e a alma pensando nas possibilidades.

O Projeto Oficina Abayomis ou Encontro Precioso, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas,com o apoio da SEPREV,SEFAZ e SEBRE investe em sonhos e sabe que na palavra  possibilidades há inúmeros caminhos de encontros.

 

 

 

 


Postado em 20/08/2016 às 14:54 0

Quantas gestões municipais cabem em 10 anos das mortes dos jovens pret@s e periféric@s,em Maceió,AL?


Por Arísia Barros

Os mortos-matados, muit@s e tant@s jovens, pret@s e pobres nos últimos 10 anos na capital Maceió,AL estão silenciados, em seus túmulos violados, pela seleta indignação social.

Seus títulos de votantes, também.

Cadê o Davi?

O silêncio naturalizado em relação ao genocídio consentido d@s pret@s das grotas, favelas, becos, vielas em Maceió,AL é fato, estruturalmente, cristalizado na eurocêntrica sociedade citadina.

Decididamente a matrização da violência pública não se dá pela questão cultural.

 O genocídio da juventude pobre e preta em Alagoas, e sua capital Maceió é uma guerra étnica internalizada, que vincula o corpo morto, exposto em valas de indiferença,  à história  secular  escravagista de agressão e  opressão do estado.

O silenciamento em relação ao genocídio da juventude preta, pobre, periférica nas campanhas dos candidatos a prefeitura em Maceió,AL é um anacronismo escravagista, social e econômico.

Quantas gestões municipais cabem em 10 anos das mortes dos jovens pretos e periféricos,em Maceió,AL?

Meu voto tem história e pluralidade étnica.


Postado em 20/08/2016 às 07:58 0

Eu, Mirian jovem mulher negra, de periferia, militante do movimento negro e feminista negra, me sinto contemplada.


Por Arísia Barros

A oficina Abayomi ou Encontro Precioso, aconteceu de 15 a 19 de agosto, no SEBRAE, com a paraense Cláudia e Arísia Barros, o foco despertar de um novo olhar político para o processo de construção do protagonismo das mulheres negras, envolvendo suas manifestações individuais ou coletivas que alimentam a dinâmica constitutiva da ancestralidade feminina e negra. A oficina teve como público restrito as adolescentes da Unidade de Internação Feminina, meninas do Projeto Vira-Vida e representantes de movimentos sociais."

Agora vou falar um pouco sobre minha experiência nesses 5 dias, primeiro só tenho que agradecer a Arísia Barros pela oportunidade de ter trabalhado nesse projeto maravilhoso, que ainda vai dar muitos frutos. Segundo, quero falar um pouco sobre as meninas do UIF, meninas maravilhosas, amáveis, carinhosas, mas acima de tudo negras de luta, meninas jovens, mas que já sofreram muito e mesmo assim continuam com o sorriso no rosto, eu Mirian jovem mulher negra, de periferia, militante do movimento negro e feminista negra, me sinto contemplada em ter conhecido cada uma daquelas meninas, talvez elas nunca cheguem a ver essa publicação, mas quero aqui com todo meu amor presta o respeito a cada uma delas, respeito a menina negra que no fim dos encontros tocava o violino, respeito a menina que hoje no último dia me presenteou com uma Abayomi, respeito por cada uma daquelas moças que resistiram, e resistem até hoje, que passaram por machismos, racismo e pelo processo cruel da sociedade de exclusão da juventude negra, e elas resistem, e existem, sempre sorrindo, queria citar o nome de cada uma, mas sinto dizer que infelizmente não posso, por mais que queira posta fotos com as moças, marca os nomes delas eu não posso, não agora. Que todas as irmãs sintam-se abraçadas, continuarei lutando por todas. Vou lutar até que todas sejam emancipadas. 
E esse encontro realmente foi um encontro precioso, encontro de mulheres negras e muita energia. 
Gratidão é meu sentimento.

Obrigada Cláudia pelo maravilhoso turbante e ensinamento sobre as Abayomis.

Fonte:https://www.facebook.com/miriankmsoares?hc_ref=NEWSFEED


Postado em 19/08/2016 às 22:03 0

A menina sonha com a liberdade, olhando pela fresta da janela.


Por Arísia Barros

A  menina olha pela fresta da  janela e vê o  vasto mundo.

O mundo dela ainda é uma crosta e ela sonha em  respirar o ar puro das ruas cheias de passos.

A menina tem a cara esperta de quem já viu a vida pelo avesso, entretanto sonha com as possibilidades de ir além, apesar dos erros...

A menina sonha com a liberdade olhando pela fresta da janela que se abre para o mundo.

O mundo é cheio de pássaros que voam.

E a menina  reaprende a voar.

Ousadia.

O  Projeto Oficina Abayomi idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio da SEPREV,SEFAZ e SEBRAE, do qual essa e outras meninas participaram é um  substancial caminho de possibilidades

De acordo com o secretário da SEPREV, Jardel Aderico: “A história da Abayomi é comovente e trará para as meninas uma oportunidade de socialização e aprendizagens indescritíveis. A oficina trará uma gama de conhecimentos conceituais e práticos para que as adolescentes enxerguem nos caminhos presentes a possibilidade de construção futura." 

Se avexe não, meninas. Um dia todas  aprenderão a voar, além das engradadas  janelas abertas para o mundo..

A liberdade é um aprendizado.


Postado em 19/08/2016 às 07:05 0

"Sei que está na moda, mas, filha minha não vai ter cabelo duro não - diz a mãe branca.


Por Arísia Barros

 

A internauta  carioca Juliana Queiroz, escreve, em 17 de agosto às 23:48 · 

Estava hoje andando no centro de Campo Grande, quando passo por uma mulher branca com sua filhinha, uma pretinha linda de uns 5 anos. A mãe fala para uma amiga: "Sei que está na moda, mas assim que der aliso o cabelo dela. Filha minha não vai ter cabelo duro não."

Olho pra menina, olho pra mãe... Sinto um embrulho, vontade de bater naquela mulher, de pegar a pretinha e falar: VOCÊ É LINDA E SEU CABELO TAMBÉM!

Dentre as problemáticas oriundas das relações inter-raciais, essa inferiorização da nossa estética é a mais marcante na infância. 
Eu ouvi de minha mãe, mulher preta, que meu cabelo era duro, ouvi isso de quase toda a minha família, que também é toda preta. Mas tem um peso e um contexto totalmente diferente quando esse tipo de afirmação vem de um corpo branco, mesmo que seja sua mãe. Eu ouvia que meu cabelo era "duro", mas eu me via em cada uma das minhas tias, me via na minha avó, nos meus primos e tios, eu me via inteira na minha mãe. 

Não havia um sentimento de inferioridade entre eu e as mulheres que me cercam na vida, somos todas pretas, em uníssono. 
Todos no meu âmbito familiar são pretos, então mesmo que tenha doído ouvir que eu tinha "cabelo duro", todos de minha família ouviram isso em algum momento, eles só reproduziam o que lhes foi imposto e mesmo assim, eu me via em cada um ali justamente por compartilharmos das mesmas crises, estórias e afeto. 

Penso naquela menina preta, em como será negada a sua negritude, sua identidade... Se foi difícil pra mim, imagina pra ela que não terá as referências que eu tive?

Termino o dia com a certeza de que estou no caminho certo ao procurar cada vez mais os meus, ao lutar pela permanência e manutenção da unidade familiar PRETA! Cada dia mais certa de que amor, muito além do amor romântico, amor em toda extensão dessa palavra, tem que gerar frutos que sejam espelhos, que reflitam à mim e meus ancestrais. 
O MEU amor tem cor, é PRETO! Cura.

 


Postado em 18/08/2016 às 06:29 0

Elke deve ter chegado lá em cima gargalhando e dizendo para Chacrinha ‘ "A benção painho, cheguei”.


Por Arísia Barros

 

O radialista e blogueiro , David Hernades escreve:          

Meses antes de falecer Ele Grunup já dizia que seu prazo estava vencido não tinha mais tesão de priquita e que marcaria com todos os homens em. outra encarnação.Parecia um presságio da noticia que saberíamos hoje ao acordar com triste noticia hoje pela manhã.

Elke saiu da Rússia ainda criança, indo morar no interior de Minas Gerais onde se deparou com muitos negros. A principio teve medo, mas depois de um dia com eles nunca mais quis sair de perto chegando a dizer ser devota de são Benedito.

Quando questionada sobre a situação e o preconceito sofrido pelos homossexuais Elke citava um fato que seu pai a fez presenciar uma vaca estava prenha e não podia manter relações com o touro reprodutor o fizeram colocaram outro boi para o tal touro se satisfazer emendava se é pecado por que a natureza faz ? Coisas que só Elke podia dizer.

Figura exuberante, alta loira, muito maquiada foi à pioneira chegou bem antes dessas artistas de hoje que se dizem camaleões como lady gaga, Cher, Cindy Lauper e outras. Elke foi também à mãe do que hoje são as drags Quen.

Professora, falava 08 idiomas quando virou manequim da estilista Zuzú Angel e chegou a ser presa ao ver a foto do filho da estilista com a manchete "procurado," rasgou o folheto e passou uma semana detida.

Convidada para participar do júri do programa do Chacrinha a empatia de ambos foi imediata ficando ao seu lado até o falecimento 1988. Sendo em seguida convidada para fazer parte do show de calouros no SBT, logo ganhando seu próprio talk show.

Sobre Sílvio Santos dizia não gostar dele, pois gostava de respeito. Reza a lenda que o motivo foi o fato de Elke ter celebrado um casamento gay às 17 horas horário em que seu programa era exibido “Chacrinha era gente, Sílvio não”.

Hoje após 03 meses em coma Elke Grunup nos deixou. Deve ter chegado lá em cima gargalhando e dizendo para Chacrinha ‘ "A benção painho cheguei"

 

Fonte: http://ofatoal.com.br/noticia/1005/elke-maravilha-foi-muito-mais-que-uma-simples-jurada

 

 


Postado em 17/08/2016 às 06:38 0

O Espaço Ubuntu é uma substancial e significativa Ocupação Preta.


Por Arísia Barros

Na tardinha da terça-feira,16/08, a Secretaria de Estado da Cultura,Mellina Freitas,Mira Dantas, coordenadora da Biblioteca Pública e Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízesde Áfricas,  recepcionaram  as gentes diversas-convidadas para o lançamento do Espaço Ubuntu.

O Espaço Ubuntu  carrega  a  substancia da  geografia, história, literatura  de pret@s, junta os pedaços de Áfricas que  foram fragmentados, segmentados ao longo da história.

Funciona na Biblioteca Pública, no centro da capital Maceió,AL  que traz nome do escritor alagoano revolucionário  na arte de fazer escrita, apesar da aspereza dos caminhos severinos, Graciliano Ramos.

É o primeiro espaço no gênero, em Alagoas. Essa mesma Alagoas  que caminha a passos largos

para seus 200 anos de emancipação política.

Inauguramos o  Espaço Ubuntu na República dos Marechais,  como ruptura ao projeto de invisibilização da outra e primeira República Livre e Negra das Américas: o Quilombo dos Palmares, tendo como objetivo o despertar nas diversas  gentes pretas, o olho gordo para  as múltiplas palavras em formato de  poesia  e prosa.

Gentes das Alagoas, do Brasil e do mundo inteiro. Obras de escreventes pretos serão bem vindas para preencherem  estantes faz séculos ignoradas.

E como, bem  disse o sociólogo-escritor, Carlos Martins: “O Espaço mesmo que pequeno, representa uma ganho incomensurável à história negra”.

O Instituto Raízes de Áfricas, propositor da criação do espaço junto ao Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Cultura, resssignifica o Espaço Ubuntu, como uma substancial e significativa  Ocupação Preta.

Ocupar  os espaços de conhecimento como resistência e reafirmar Ubuntu: Eu sou porque nós somos!

Seja bem vind@ ao Espaço Ubuntu.

Pode  se achegar o Espaço é todo seu.

 

 

 


Postado em 16/08/2016 às 05:34 0

Possibilidades é uma palavra de muitos caminhos...


Por Arísia Barros

O Projeto  Oficina Abayomi ou Encontro Precioso nasceu da vontade de ir além dos discursos estigmatizados em salas,hermeticamente, fechadas.

O Projeto Oficina Abayomi  surgiu, sobretudo,  do diálogo/expertise/articulação do Instituto Raízes de Áfricas,com o secretário  de estado da Fazenda George Santoro,  que num átimo entendeu o poder e estratégia da ação e chamou para construção o parceiro Jardel Aderico, Secretário de Estado da Prevenção a Violência, que de pronto  abraçou a proposta e consolidou-a.

E teve, também, o SEBRAE que tem sido um parceiro precioso no avançar pelos caminhos da interlocução com o Instituto Raízes de Áfricas.

Tenho em  Ronaldo de Moraes,o diretor técnico do SEBRAE, um entusiasta na visibilização da cultura negra, em Alagoas.

E ainda trouxemos a Cláudia Muller, lá de Belém do Pará,como oficineira nessa construção coletiva.

Na segunda-feira, 15/08 foi o lançamento do Projeto Oficina Abayomi, no auditório do SEBRAE/AL  que tem como público as adolescentes da Unidade de Internação Feminina, do Projeto Vira a Vira e representações do movimento negro e do LGBT, iniciou um processo construtivo do olhar para a história negra.

A Oficina prossegue até a sexta-feira, 19/08 e a gente continua a sentir que possibilidades é uma palavra de muitos caminhos...

Atod@s que acreditaram. Ubuntu!


Postado em 14/08/2016 às 19:23 0

Sim, sou Daniel Fabrício, o poeta- afirma o jovem.


Por Arísia Barros

Ele é nascido e crescido nas periferias distantes e invisíveis  da capital Maceió, AL, como milhões de outros  e tantos jovens .Nascido e crescido na periferia onde os horizontes se afunilam em impossibilidades.

É um tanto tímido, talvez pela  vida cotidiana regida por agonias familiares.

É um humano triste, com voz embargada  de dores  alimentadas  pelos abandonos diários e cotidianos. Ele, mesmo já tentou se  abandonar , por três vezes, da vida, mas a poesia o salvou.

Sim,  sou Daniel Fabrício, o poeta- afirma.

E ainda reafirma que  a melhor coisa que faz na vida é escrever.

E quando escreve se sente pessoa, gente importante. Ele existe, apesar  da tristeza.

Escrever para ele é como a válvula que o puxa para a superfície das possibilidades.

Ele é pobre, negro e morador em um dos bairros mais críticos para jovem negro viver, mas, traz consigo o poder da palavra posta, disposta, exposta.

 Ele é triste, mas, escreve.

E ao escrever  incorpora todos os sonhos do mundo. Até o sonho de ser um grande poeta.

Ele é o Daniel Fabrício e  até já  escolheu  o poema "O Poder da África" de sua autoria para declamá-lo na inauguração do Espaço Ubuntu, na terça-feira, 16 de agosto, lá na Biblioteca Pública.

Seja bem vindo, Daniel Fabrício!

Ubuntu!

 

Serviço: Lançamento do Espaço Ubuntu

Dia: 16 de agosto

Hora: 16h

Local: Biblioteca Pública Graciliano Ramos

Entrada franca