Raízes da África
Raízes da África

Postado em 04/12/2016 às 16:26 0

Vamos fazer um Governo Presente temático, com as Políticas para a Igualdade Racial, Excelência Renan Filho?


Por Arísia Barros

 

Quero confessar-lhe que fico, realmente,  impressionada a cada  edição  do Governo Presente , como Vossa Excelência consegue  agregar tod@s secretári@s de estado, no final de semana, sem hora nem pressa ,em  municípios fora da capital para discutir e entregar propostas que agreguem o bem estar público.

Fico mais impressionada com as postagens no facebook , com a satisfação, as entregas de obras, participação junto a comunidade e etc e tal.

Obviamente que isso acontece, porque Vossa Excelência tem um grupo seleto de gestor@s, sem esquecer as devidas exceções.

Sempre me pergunto, Excelência, por que as políticas públicas para igualdade racial não são prioridades no teu governo?

O racismo deseduca, segrega, segmenta, fere auto-estimas e mata.

 E isso acontece, cotidianamente, Excelência em muitos espaços da tua governança.

Secretári@s, comissionad@s e servidor@s públicos precisam ser requalificados nessa coisa da diversidade étnica. Há um transbordo, naturalizado,  de racismo latente em vários espaços da tua gestão.

Como também há um silêncio de cacos de vidros.

Quem no seu governo tem expertise para dialogar com os anseios gritantes da juventude preta alagoana. Essa mesma que tem no racismo ignorado e invisibilizado institucionalmente, seu maior inimigo.?

Quem no seu governo dialoga  com a Lei nº 6.814/07 que estadualizou a Lei Federal nº 10.639/03?

Quem em seu governo dialoga com o feminicidio da mulher, mas, especificamente da mulher preta?

Quem em seu governo percebe Alagoas como um estado substantivo em desenvolvimento sustentável a partir da   história de pret@s?

Salve, salve Secretário de Estado da Fazenda, George Santoro.

Vamos fazer um Governo Presente tendo como foco as políticas públicas para promoção da igualdade racial,  com a a presença do governador e todos os secretários de Estado,daí  poderemos pautar a implementação de políticas públicas ampliadas.

São políticas já existentes faz um tempo e  só carece da vontade política para saírem do papel e como Chefe do Executivo em Alagoas, Vossa Excelência tem poder  para fazê-lo.

Compra essa idéia, Excelência.

Vamos realizar um Governo Presente temático?

Vamos!

 

 


Postado em 04/12/2016 às 07:50 0

A foto da Home Page do SINTEAL é o discurso normatizado da construção social racista.


Por Arísia Barros

Posso te pedir um favor?

Faz uma análise da Home Page do SINTEAL,http://www.sinteal.org.br/, em que homens e mulheres representam o papel de  servidores e servidoras  da educação em Alagoas.

Analisou?

Agora conte quant@s pret@s tem nessa imagem?

Contou?

Deu para perceber que a única mulher preta da foto da Home Page do SINTEAL  está presa ao imaginário escravocrata, que pulula na cabeça de quem pensou, e aprovou essa foto?

Só para informa que na contextualização dos trabalhadores da educação do Estado de Alagoas, há um  substancial contingente de mulheres professoras e, desse contingente  um grande percentual de pretas.

A foto da Home Page do SINTEAL  é o discurso normatizado da construção social racista, que atrela significantes e significados  segmentadores à  luta da mulher preta.

Uma luta crescente por acesso nos espaços de decisão, de estar nas salas de aula, diretorias, gerencias, etc e tal.

Tão importante quanto decidir sobre espaços que nós, mulheres pretas, vamos ocupar é ver-se representado neles.

A Home Page do SINTEAL deslegitima a pretitude das professoras que estão em sala de aula, das filiadas, e até mesmo aquelas que compõem as muitas diretorias do sindicato.

Enquanto mulher preta  e professora  ressaltamos e reafirmamos que a discussão das relações etnicorraciais e educação, deve passar pelo re-conhecimento da condição da professora preta na escola.

Para nós, mulheres pretas, nossas opiniões, vivências e lugares de fala e representação importam muito.

Representatividade importa. 

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras.

E os dois homens pretos da foto?

Ah! Isso é uma outra história...

 A propaganda do SINTEAL é um discurso racista. 

 

PS: Home page  é a página inicial de um site da internet . É A uma apresentação do site e de todo seu conteúdo. Seria como a capa de uma revista, um cartão de visita.

E aqui fica a todas as trabalhalhadoras e trabalhadores que fazem parte do corpo que alicerçam o andamento da  vida das escolas, como merendeiras e todos dos serviços gerais.


Postado em 03/12/2016 às 14:16 0

“O grande diferencial dessa experiência é que Alagoas é o primeiro estado no Brasil a pensar a questão racial, com foco na economia”- afirma Geovanni Harvey.


Por Arísia Barros

 

Idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio de George Santoro,  Secretário de Estado da Fazenda, o governo do Estado de Alagoas promoveu  uma inédita uma viagem afro-técnica ao Rio de Janeiro, tendo como interesse conhecer profissionais,  ferramentas e   modelos de gestão  utilizados pela Incubadora Afro Brasileira, buscando  o desenvolvimento de empreendimentos de base econômica, agregados ao valor étnico para  implementação no estado de  Alagoas.

A missão, iniciada na manhã do dia 28/11 e guiada por Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro Brasileira,  foi composta por visitas técnicas a instituições e profissionais que são referenciados  mundialmente , como também em espaços incubados e proporcionou a delegação alagoana  a apreensão e ampliação de  conhecimentos,  a partir da percepção do mercado e das estratégias que são utilizadas pela Incubadora Afro Brasileira.

Essas novas percepções fomentam ações direcionadas ao mercado alagoano e colaboram com o crescimento e desenvolvimento de novas oportunidades de afros-negócios.

No roteiro do primeiro dia da  missão a delegação alagoana conversou com o  arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Washington Menezes Fajardo, atualmente presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural.

Nossa segunda conversa foi com Alberto Gomes Silva diretor-presidente da  Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp).  Criou e coordenou os programas Porto Maravilha Cidadão e Porto Maravilha Cultural. Durante 4 anos dirigiu a Ong ActionAid em Moçambique após ter coordenado programas da instituição no Brasil entre 2000 e 2006.

O projeto do Porto Maravilha, ( Cais do Valongo) na zona portuária do Rio de Janeiro, serviu de referência para suscitar o debate, que  trouxe em sua pauta, aspectos como a análise dos aspectos gerenciais e mercadológicos (diagnóstico empresarial), Identificação dos negócios, mobilidade e acessibilidade, bem como a requalificação dos espaços públicos e equipamentos culturais e a conservação de sítios históricos, e monumentos patrimônio cultural tombado.

Ainda na noite do dia 28/11 a delegação participou de um jantar na Associação  Terreiro Contemporâneo de Arte e Cultura, onde conhecemos bailarino e coreógrafo Rubens Barbot, um dos nomes de referência da dança contemporânea nacional, com seus trabalhos centrados na cultura afro-brasileira, o diretor e produtor argentino Gatto Larsen e a jovem atriz negra, Sol.

O segundo dia, terça-feira, 29/11, foi reservado  para  conhecimentos das experiências exitosas  na área da cultura de pret@s. Visitamos o Ateliê Cretismo, da consultora e designe de moda, Marah Silva, e lá conversamos, também com a emprrendedora prtea, Sônia Maria Menezes Pinto, a Baiana, como é conhecida pelos seus famosos acarajés e a gastronomia baiana.

Visitamos ,ainda, no  Centro Cultural Pequena Àfrica, dirigido pela Yalorixá Celina Rodrigues, o compositor, jornalista, roteirista, teatrólogo, radialista, gráfico, cantor, ativista, talento múltiplo, repositório da mais pujante energia afro-brasileira,  Rubens Confete e com ele desvendamos os caminhos da memória e história do povo preto no Rio de Janeiro.

A atividade de visitas foi encerrada no SEBRAE, onde fomos recepcionados por Flávia Guerra , que coordena a gestão da  Economia Urbana.

A profissional  discorreu sobre as boas práticas e contribuição para a reabilitação econômica de áreas degradadas e vazios urbanos a partir dos pequenos negócios.

A programação foi encerrada com um  jantar-debate cuja temática girou em torno  do sítio histórico da Serra da Barriga,Quilombo dos Palmares, em União dos Palmares,AL.

Da reunião participaram o sociólogo, jornalista e referência na militância negra no Rio de Janeiro, BrasilHamburgo-Alemanha, criador do SOS Racismo,  Marcos Romão e  Patrícia Mourão, que é formada em Cinema pela New York University e produziu documentários e programas de televisão, como o Conexão Internacional na TV Manchete e o Sounds Brazilian sobre música brasileira veiculado em diversos canais americanos na década de 80.

Em meados de 90, se mudou para Alagoas onde exerceu por quase quinze anos diversos cargos públicos como secretária de comunicação e posteriormente de turismo de Maceió; secretária de turismo, de articulação externa e de defesa das minorias do estado de Alagoas, respectivamente.

A partir de 2007, assumiu a diretoria executiva do Instituto Magna Mater, à frente do qual desenvolveu vários projetos de turismo sustentável , como o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, União dos Palmares,AL.                                                                         

O secretário Executivo da Secretaria de Estado da Fazenda, em Alagoas, Ercole o Secretário George Santoro através da Secretaria de Estado ad Fazenda, reafirma o interesse do estado e acrescenta: “O grande diferencial dessa experiência é que Alagoas é o primeiro estado no Brasil a pensar a questão racial, com foco na economia, segundo nos afirmou Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro no Brasil. É muito bom reconhecer a capacidade de gerar negócios com real valor social e econômico nos territórios, contribuindo para a  redução da violência, assim como o surgimento de equipamentos culturais importantes e mobilizadores.”

Arísia Barros, avaliando a ação diz que: “Trouxemos  na bagagem experiências e conhecimentos para  implementar ,em um futuro próximo, uma efetiva e eficaz política de estado,  no que  diz respeito à igualdade racial.”

A auditora Fiscal Glácia Tavares participou da delegação


Postado em 03/12/2016 às 11:51 0

Vocês, que tem o cabelo crespo por exemplo, o ideal é cortar baixinho, tipo joãozinho, para não chamar muito atenção- disse a professora.


Por Arísia Barros

"Quando eu tinha 17 anos a minha professora de redação do 3º ano estava falando sobre padrões de comportamento e aparência em entrevista de emprego.

Não lembro de tudo que ela "ensinou" naquele dia, mas jamais esquecerei sobre o ponto em que ela citou o padrão perfeito para a aceitação de mulheres como eu (negra e de cabelo crespo)
" Vocês, que tem o cabelo crespo por exemplo, o ideal é cortar baixinho, tipo joãozinho, para não chamar muito atenção"

Acho que a maioria das minhas amigas não devem nem recordar desse dia, mas eu, apesar de não ter emitido nenhuma opinião na ocasião, mesmo por que me faltava o empoderamento e a retórica necessária para contra argumentar o " mestre" Ainda assim, não deixei de sentir a dor da rejeição.

Essa é só uma memória, dentre tantas que me constituem.
Muitas não foram nunca compartilhadas...
Muitas nem se quer foram percebidas como manifestação do racismo à época.
E muitas pesaram tanto que preciso diariamente lutar para dissolvê-las.

Entender que o racismo é cada vez mais subjetivo é essencial para a luta e o combate.

Estão vista nossa pele...

" No momento da discriminação não há diploma que te salve"


Postado em 28/11/2016 às 09:44 0

Precisamos falar sobre a Natália, Excelência Renan Filho.


Por Arísia Barros

 

Excelência, Renan Filho, lembra da jovem Natália, interna  da Unidade de Internação Feminina?

Aquela mocinha preta com o  discurso eloquente que o  deixou emocionado?

Pois, é, Natália já está livre. Cumpriu sua pena e agora está no caminho de retorno a vida social, desafiando as expectativas, ousando romper barreiras de inserção, mas, não está sendo fácil, Excelência.

Nascida em uma família desestruturada, periférica e sem muitas oportunidades de vida, a mocinha que busca construir sua liberdade traz consigo estigmas que a excluem: É  mulher, preta, pobre e ex- socioeducanda.

Aos 8 anos a menina conheceu as drogas e nelas afogou-se por longos e destrutivos 10 anos e só agora, aos 18 anos, depois da sua 24ª internação  se  permite dizer recuperada.

A UIF me salvou costuma dizer nas palestras para as quais é convidada pelo Instituto Raízes de Áfricas.

Por que para conhecer algumas coisas boas, lazer, saúde, educação, eu tive que ir para a UIF?  Pergunta-se em um tom de releitura social.

Preciso de uma ocupação, professora Arísia, me diz ela. Preciso ganhar meu próprio dinheiro para tocar minha vida, continuar meus estudos, afirma Natália.

Essa moça, governador é uma líder em potencial, carismática e com apreensão da leitura dos muitos mundos, por onde andou. Mundos que foram importantes para forjar  em seu espirito a determinação atual, de  se manter inteira.

A história dessa moça traz outras vidas  substantivas, alimentadas pelo diálogo dos medos alheios e exclusão social. Se o ambiente social para a juventude pobre e preta é naturalmente  segregador, para quem  é oriundo Unidade de Internação, ele se torna desumano.

 Excelência, precisamos criar braços longos e institucionais  para propiciar territórios de mudança para a Natália e todos os jovens que saem da UIF.

Um lastro para prosseguir a jornada de ressocialização.

Precisamos de políticas públicas robustas, eficazes e eficientes para trabalhar os espaços de igualdade social para jovens pretos e periféricos, dos quais nos fala a Carta Magna.

Com uma tenacidade fora do comum e com a vontade suculenta de ressignificar todos os aprendizados recebidos, Natália está pronta para recomeçar.

E recomeço pede um trabalho que dignifique seus passos.

Vossa Excelência pode ajudar Natália.

Ajude!

 


Postado em 27/11/2016 às 11:01 0

Ninguém está negando que em Cuba a chance de um menino preto se tornar médico é maior que no Brasil.


Por Arisia Barros

A pan-africanista de Brasília, Anin Urasse escreve e compartilho a fala.

Vai lendo:

 

 

Vou contar um segredo: não é só Carlos Moore que fala sobre o racismo em Cuba.

Ano passado, conheci uma autora cubana chamada Teresa Cárdenas, que esteve no brasil tb esse ano. Teresa Cárdenas tem 2 livros publicados aqui: "Cartas para minha mãe" e "Cachorro Velho" (meu favorito). Ambos são de literatura. Especialmente no "Cartas para minha mãe", Teresa deixa nítido o racismo da sociedade cubana: são cartas que uma menina preta escreve para sua mãe morta, em que ela conta o drama sofrido por causa de seu cabelo, nariz, pele... (Aquilo tudo que a gente vive na pele).

Teresa fez algumas falas, e numa delas contou como o debate racial é suprimido em Cuba. Como toda vez que se falava de raça, o governo respondia que naquele momento não havia tempo pra cuidar disso porque estavam lutando contra o imperialismo norte-americano.

Ano passado, também, conheci o programa cubano de doença falciforme (uma doença, como sabemos, de preto) através de um dos ex-secretários de saúde de Cuba que estava num workshop de hemoglobinopatias no Pará (vejam como o mundo é pequeno). Cuba impede o nascimento de crianças com doença falciforme. O médico comemorava que, em 20 anos, reduziu em 40% o nascimento destas crianças, através de um programa de aborto direcionado a mulheres (obviamente) negras. Eugenia pouca é bobagem. Podem pesquisar.

Eu poderia falar mil coisas aqui. Há que parar com a afetação. Toda vez que lhe contarem uma história, se pergunte onde estava o nosso povo naquela história.

Ninguém está negando que em Cuba a chance de um menino preto se tornar médico é maior que aqui. Que houve luta contra o imperialismo. Que a educação e o sistema de saúde beneficiam o povo preto. Mas em que valores sua sociedade se assenta? O povo preto está no poder? Um sistema de saúde incrível não resolve, se ele servir pra implementar programa que impeçam o nascimento de crianças com DF. É disso que estamos falando. A gente não quer só comida, certo?

Mas quem fala isso deve ser reacionário pan-africanista de direita financiado pela cia. Eu só sei que, se Fidel Castro fosse um homem preto ele estaria morto há muitos anos. Eu não conheço nenhum revolucionário preto que tenha morrido de velhice aos 90 anos. Eita mundão infantil.

 

 


Postado em 23/11/2016 às 09:34 0

Quem vai chorar pelo menino morto?


Por Arísia Barros

 

A bala veio zunindo pelo espaço vazio e atingiu o corpo cheio de vida do menino.
A bala o matou.

Mais um menino preto foi morto por uma bala, certeiramente, perdida.

Menos um "problema" para o estado.

É novembro das festivas celebrações em nome da  liberdade nas terras pretas de Palmares.

Novembro das festas quilométricas e haja  danças estilizadas ao  toques de atabaques, exposições, lançamentos de livros, oficinas de turbantes, comidinhas afro e etc  e tal.

E a  tal consciência em relação a vida  de pret@s?

Mulher, deixa isso para lá- fala a voz da  maioria  festiva. A vida de pret@s não tem a menor valia.

Vale menos do que poucos dinheiros.

Em Palmares falar sobre a   vida de pret@s é quase heresia, não importa.

E viva Zumbi!

Quem vai chorar pelo menino morto?

 

 

 


Postado em 21/11/2016 às 14:44 0

Nosso povo tem fome, anda nu e não sabe ler.


Por Arísia Barros

Anin Urase, panafricanista, residente em Brasília, afirma:

São milhões de reais gastos em eventos, shows, marchas, oficinas, festas. Todo mundo bonito e arrumado, e, é até importante, Malcolm falou que seria "por todos os meios necessários".

Mas o fato é que nosso povo tem fome, anda nu e não sabe ler.

 


Postado em 19/11/2016 às 17:32 0

De Alagoas a São Paulo Movimentos de direita ‘Vem Pra Rua’ e ‘MBL’ desrespeitam o Dia Nacional Consciência Negra.


Por Arísia Barros

Assim como em Alagoas, berço do simbolismo da liberdade de pretos, os movimentos da direita desrespeitam a celebração do dia da Consciência Negra. Quem nos fala de São Paulo é Douglas Belchior:

"É fundamental a mobilização do maior número possível de negras, negros e da população que defende os valores dos direitos humanos e da democracia, para estarem presentes nesse domingo, dia 20 de Novembro, a partir das 11h da manhã, mas em especial a partir das 14h, no Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista em São Paulo, na Marcha da Consciência Negra.

Em completo desrespeito à tradição e ao simbolismo da celebração do dia nacional da consciência negra, os movimentos de direita ‘Vem Pra Rua’ e ‘MBL’ convocaram um ato e um congresso para a mesma data, horário e local em que se realizará a Marcha da Consciência Negra, em São Paulo.

O Movimento Vem Pra Rua, em sua página com mais de 1 milhão e 400 mil seguidores, está convocando um Ato “em apoio a operação lava jato e às 10 medidas contra a corrupção” para o dia 20 de Novembro, às 15h, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista, mesmo local e horário da saída da 13a. Marcha da Consciência Negra, convocada pelo movimento negro.

Neste mesmo final de semana, o MBL – Movimento Brasil Livre, promove em um Hotel da Alameda Santos, há duas quadras do MASP, o seu Congresso Nacional, que deverá apresentar sua bancada de vereadores neo-liberais aos seus seguidores, bem como contar com a presença das estrelas da direita reacionária e racista brasileira, entre eles o ministro do STF Gilmar Mendes, o Secretário de Educação Mendonça Filho, o prefeito eleito de SP João Dória Junior, a advogada Janaína Pascoal e o colunista Reinaldo Azevedo. Só gente boa…

 

PAUTAS RACISTAS E RISCO DE CONFRONTO

 

Tanto o ‘Vem Pra Rua’ quanto o ‘MBL’ mobilizam desde a parte mais hipócrita da classe média alta, batedores de panelas e jovens desinformados, até setores mais retrógrados que chegam a pedir intervenção militar no país, com participação já comprovadas de fascistase neo-nazistas. Eles também se destacam pela forma desavergonhada e até violenta com que expõe seu racismo e sua homofobia, tanto na defesa política que fazem pelo fim de políticas sociais como bolsa família, prouni, mais médicos, cotas raciais, direitos LGBTs, etc, quanto no trato com os seus funcionários e no cotidiano de suas relações, em especial em momentos de encontros como o que deve se dar no Masp neste domingo.

 

MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA ESTÁ CONFIRMADA

Apesar da convocação da manifestação por parte dos movimentos de direita e do risco de confronto, a Marcha da Consciência Negra reafirma seu caráter pacífico e democrático. A manifestação está mantida, confirmada a sua concentração para a partir das 11h da manhã deste domingo, dia 20 de novembro. Durante todo o dia haverá apresentação de grupos culturais afro-brasileiros. Às 15h deve haver um ato com a presença de lideranças dos movimentos e a saída em Marcha, sentido centro da cidade.

Convoque familiares, amigos e fortaleça nossa mobilização!"

 


Postado em 18/11/2016 às 18:56 0

Ministro da Cultura, Marcelo Calero, entrega carta de demissão a Michel e Roberto Freire será o novo ministro.


Por Arísia Barros

 

O Ministro da Cultura, Marcelo Calero, que estva no governo desde maio, apresentou carta de demissão do cargo, nesta sexta, 18.

Segundo a assessoria do Ministério  o pedido  está relacionado a incompatibilidades com alguns integrantes do governo.

A secretária-executiva do ministério, Mariana Ribas, assume interinamente o comando da pasta.

Quem assumirá o cargo será o deputado Roberto Freire (PPS-SP) 


Postado em 18/11/2016 às 11:28 0

O Movimento Brasil quer apagar o 20 de novembro em Alagoas- diz Odilon Rios.


Por Arísia Barros

O jornalista alagoano Odilon Rios, editor na empresa Repórter Alagoas, fala de um novo tipo de dominação branca que busca sequesatrar espaçso duramente conquistados pelo povo preto do Brasil daqui e d'ácola,  e corroboro, plenamente,  com suas palavras:

 

"Quer levar oportunistas, malafanhados, dondocas e sinhás para a porta do prédio do senador Renan Calheiros e gritar "Fora Renan". 
Dia 20 é a data da Consciência Negra.

Mas, os negros na casa de algumas damas, nobres e senhores alagoanos (não todos, obviamente) servem para trocar as fraldas dos herdeiros ou ajudar no gozo- como amantes- entre quatro paredes, nos desvarios do sexo proibido, ocultado pelas janelas abertas para o mar da Ponta Verde.

Enfastiado, o Movimento Brasil quer apagar uma data histórica com um tardio Fora Renan.

Como se vê, um movimento de mentirinha que fechará as ruas da orla impedindo o direito de ir e vir das pessoas.

Democracia?

Que nada!"

 

Fonte: https://www.facebook.com/odilon.rios.1?hc_ref=NEWSFEED&fref=nf

 

 

 


Postado em 17/11/2016 às 10:42 0

Dezenas de pessoas prestigiam lançamento de literatura sobre pret@s no Espaço Ubuntu, em Maceió,AL.


Por Arísia Barros

Três meses após sua inauguração, ( em 16 de agosto),  o Espaço Ubuntu  recebe o lançamento das obras selecionadas  no prêmio Oliveira da Silveira, organizado pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP).

Cinco obras foram lançadas, dentre elas do alagoano, Júlio César Farias de Andrade, capoeirista e servidor público da Universidade Federal de Alagoas. Na

O lançamento do livro do Júlio que se chama: Haussá 1815 – Comarca das Alagoas e foi selecionado por júri nacional , representando a região Nordeste no prêmio  Oliveira da Silveira.

Segundo o coordenador-geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra da FCP, Vanderlei Lourenço. "O Prêmio Oliveira Silveira cumpre o importante papel de incentivar produções literárias que valorizem e deem visibilidade às manifestações culturais da população afro-brasileira e lançá-lo no Espaço Ubuntu, na terra de tant@s guerreir@s negr@s, tem valor especial."

Melina Freitas, secretária de Estado da Cultura, ressaltou o empenho do Governo de Estado de Alagoas  de construir pontes e alicerçar os caminhos entre a cultura e a diversidade do povo alagoano, acrescentando que o lançamento no espaço Ubuntu dialoga com a cultura do povo preto e  e desperta o olhar da sociedade para a importância do segmento afro na formação do nosso país.

O que é o Espaço Ubuntu

Surgido da parceria da Secretaria de Estado da Cultura com o Instituto Raízes de Áfricas, o Espaço Ubuntu   é um acervo literário dedicado a obras de escritores negros e que relatam a história e a cultura afrobrasileira.

.Ubuntu que significa ‘Eu sou porque nós somos’, carrega  a  substancia da  geografia, história, literatura  de pret@s, junta os pedaços das africanidades alagoanas e brasileiras,  que  foram fragmentados, segmentados ao longo da história.

Funciona na Biblioteca Pública, no centro da capital Maceió, AL, de segunda a sexta-feira, das 09 às 17h. É o primeiro espaço no gênero, em Alagoas.

Quem é Oliveira da Silveira

Poeta , historiador, pesquisador gaúcho, Oliveira da Silveira, um dos fundadores do Grupo Palmares declarou em 1971, o 20 de novembro, como o dia de Zumbi.

Sete anos depois, o 20 de novembro foi elevado a Dia Nacional da Consciência Negra.