Raízes da África
Raízes da África

Postado em 28/07/2016 às 08:04

Estou em Minas Gerais para ser homenageada no 3º Destaque Mulher Negra.


Por Arísia Barros

Estou em Minas Gerais, para  ao lado de dezenas e  representativas mulheres do Brasil, ser homenageada  no 3º  Destaque Mulher Negra, que acontece na Assembleia Legislativa, da capital  Belo Horizonte, às 18h, na quinta-feira, 28 de julho..

Meu nome foi indicado pelo Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais, Centro de Referência da Cultura Negra de Venda Nova, Coletivo de  Entidades Negras MG e Beleza Negra de Montes Claros, como representante do ativismo da mulher negra, em Alagoas.

O 3º Destaque Mulher Negra é  um projeto que busca consubstanciar as efemérides que empoderam a mulher preta brasileira e africana, dentre elas,  a simbologia do 25 de julho, que marca, no Brasil,  o Dia Nacional da Mulher Negra e de Tereza de Benguela, como também dar visibilidade as mulheres pretas que atuam em diversos setores na vastidão desse país, mais  de 50% negro.

Estou em Minas Gerais  saudada por  suas pedras sabão que  expõe a olho nu,  a  arquitetura barroca  e o conhecimento gestado pelo povo africano: técnicas, instrumentos, ferramentas específicas pra trabalhar com a pedra sabão.

Estou nas Minas Gerais, o estado que no final do século XVIII , tinha a maior população de libert@s e  nascidos livres não brancos, no Brasil e o 3º Destaque Mulher Negra  celebra a luta permanente pela legitimação da  identidade, pertencimento e ativismo, do nosso  povo, principalmente, das mulheres pretas

 Simboliza o acolhimento do legado de uma geração de mulheres  pretas que nos antecederam. Estabelece uma conexões  entre as ricas  histórias das  gentes , lutas e possibilidades...

Gentes que extraem ouro dessa coisa de seguir adiante, assim como bem o fizeram homens e mulheres de tempos idos,  que trouxeram de Áfricas,  experiências avançadas  no extrair ouro  e pedras preciosas e com isso muit@s compraram sua liberdade, chamada de alforria.

Estou em Minas Gerais, e como ativista negra representando o estado preto de Aqualtune,  Alagoas, receberei homenagem, no 3º  Destaque Mulher Negra.

E está em  Minas Gerais só foi possível  graças ao esforço concentrado do Dr. José Carlos Lyra, Presidente da Federação das Indústrias do  Estado de Alagoas, um parceiro de décadas, George Santoro, Secretário de Estado da Fazenda, e do Jardel Aderico, Secretário de Estado de Prevenção da Violência.

Saúdo a espiritualidade que concedeu  a permissão pela caminhada nossa.

Saúdo minha mãe, minha filha e todas irmãs pretas.

Saúdo a tantas e muitas e anônimas mães pretas e pobres , órfãs de seus filhos roubados da vida pela chaga do racismo.

Saudações pretas coletivas.

Estou em Minas Gerais.

 


Postado em 24/07/2016 às 11:39

Grupo de Articulação de Mulheres Negras é formado em Alagoas.


Por Arísia Barros

 

O SESC Centro em Maceió,AL foi palco, no sábado 23 de julho,de uma visceral Roda de Conversa com mulheres pretas alagoanas. Cerca de 30 mulheres e 2 homens, das mais variadas idades e localizações das Alagoas de Aqualtune se fizeram presentes.

A iniciativa surge sob a liderança do Grupo Percussivo BATUQUE YÀ  que buscou redimensionar  o debate em torno do  EMPODERAMENTO FEMININO NO SÉCULO XXI.

O Grupo percussivo Batuque Yá, coordenado por Dani Lins,  é  formado por mulheres, e o único no gênero em Alagoas.

Antes do inicio dos debates, a Ekedy Luh Silva , discutiu sobre a história e a importância dos turbantes para a religiosidade e a afirmação do povo preto. E a palavra emendou com a  ação produtiva em  uma concorrida oficina de turbantes.

A Roda de Conversa foi um espaço, por excelência, produtor de sentidos e descobertas.

Estiveram na discussão da Roda, Paula Silva do Malungos do Ilê, Nanymoreno Moreno,cordenadora geral do Afoxé Oju Omim Omorewá, a bailarina Joelma Ferreira bailarina, Arísia Barros do Instituto Raízes de Áfricas .

O racismo e seu caráter destruidor, uniformizador e opressor da memória coletiva foi posto em pauta pelas muitas mulheres pretas ativistas, artistas, professoras produtoras de muitas, diversificadas e diferenciadas ações empreendidas e protagonizadas

Discutimos, a partir da nossa memória reprimida, as dores da  segregação instituída.

Discutimos e algumas choraram o massacre cotidiano do  opressivo espaço escolar/social e de professor@s castrador@s de auto-estimas.

O debate foi entrecortado de depoimentos e muitas,muitas lágrimas.

O racismo ainda nos faz chorar.

Nós, as mulheres pretas, ainda, ocupamos ruas pequenas e apinhadas de opressão racista e machista, que sepultam o futuro da juventude preta.O que define  nossa luta, em um estado de perda perpétua,  é a essência de Aqualtune e tantas ancestrais que nos antecederam.

Ancestrais que, em alguns momentos, assassinaram sonhos pessoais para salvar  a história coletiva  que deve seguir adiante.

Ancestrais que nos retroalimenntam no enfrentamento às balas que matam  nossos meninos e  meninas  e roubam suas vidas da  história.

Discutimos pertencimentos, identidades, fragilidades,

Abordamos sobre a formação de grupos de estudo e a criação de permanentes encontros de formação, 

E para encerrar a tarde os tambores das mulheres do Batuqe Yá ecoaram música de pret@s. Mulheres que estão protagonizando uma nova história.

E assim surge o Grupo de Articulação de Mulheres Negras Grupo,em Alagoas, no sábado 23 de julho, no SESC Centro.

Fique a vontade para chegar junto.

Sororidade!


Postado em 22/07/2016 às 10:10

Batuque Yá discute Empoderamento Feminino no século XXI.


Por Arísia Barros

O Empoderamento Feminino no século XXI será discutido em  atividade, que acontece neste sábado, (23), às 10h, no SESC Centro, em Maceió,AL.

O debate é uma ação promovida pelo Grupo Percussivo BATUQUE YÀ, que tem o objetivo  refletir sobre as lutas, como expressão maior, das mulheres, em   busca da igualdade,direitos, identidade, de pertencimento e de respeito às diferenças,naturalmente, existentes entre homens e mulheres.

O Batuque Yá é um grupo percussivo formado só por mulheres.

O debate faz alusão ao dia 25 de julho, DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA LATINO AMERICANA E CARIBENHA.

Para consubstanciar a programação que terá início às 9:00 hrs com oficina de turbantes, as 10:00 hrs, roda de debate contando  com representações de mulheres e lideranças negras, e as 13:00 hrs acontece o ensaio aberto com Batuque Yá.

Toda proposta da atividade gira em torno da  promoção de ações formativas e afirmativas voltadas à causa da mulher, sobretudo a mulher negra no combate à desigualdade racial e de gênero. 
A Entrada franca.
Todas estão convidadas.Paula Silva, do Malungos do Ilê  é aberto a todos os públicos: mulheres e homens.

Portanto, sinta-se convidad@!

 

Serviço: O  Empoderamento Feminino no século XXI

Local: SESC-CENTRO, Maceió,AL

Horas: 9h

Promoção: Batuque Yá

Entrada gratuita.

 


Postado em 17/07/2016 às 22:35

No dia de Nelson Mandela seja bem vind@ ao Ocupação Preta.


Por Arísia Barros

Em 18 de julho de 1918 nascia, Nelson Mandela, um dos maiores ícones internacionais na luta em prol da liberdade.

Mandela afirmava que o escravismo, o apartheid e a pobreza são criados pelo homem e só ações humanas podem reverter esse processo.

E no dia do nascimento do herói sul-africano, o Ocupação Preta,como  um projeto piloto de intervenção social, busca, a partir da panfletagem provocar reflexões sobre o racismo e estabelecer diálogos com  a diversidade das gentes nas ruas, em uma linguagem  simples e ampla.

Teremos diálogos e ações: Como a participação do Expresso da Cidadania da Defensoria Pública na orientação jurídica sobre como combater e denunciar práticas racistas. O Expresso da Saúde,do gabinete da deputada Jó Pereira,  com atendimento médico, verificação de pressão arterial e glicose e teste rápido.

Quer ouvir a banda tocar?                                                            

Contaremos com a participação da Banda Afro Gurungumba do município de Viçosa/AL, e Banda da Polícia Militar.

A Livraria Paulina vai expor livros afros  e o poeta Chico de Assis vai fazer poesia.

Idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, o Projeto Ocupação Preta Ekua abo, conta com  o apoio do Governo de Alagoas, Federação das Indústrias do Estado de Alagoas,  Deputada Jó Pereira, Defensoria Pública,  Conselho da  Criança e do Adolescente, Secretaria Municipal de Assistência Social,Livraria Paulinas, Lojas Guido.

A ação contece na bifurcação da rua do Livramento com rua do Comércio, próximo a antiga Lobrás, das 09 às 18 horas, em Maceió,AL.

Contatos: 98827-3656/3231-4201


Postado em 17/07/2016 às 18:57

Ocupação Preta terá Expresso Cidadania - Mais Saúde para Todos.


Por Arísia Barros

Idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, o  Projeto “Ocupação Preta Eku Abo”, que na língua africana iorubá significa “seja bem vindo” acontece na segunda-feira (18), a partir das 8h no calçadão da rua do Comércio(Em frente à loja Emanuelle)  e dentre as atividades contaremos com o ônibus Expresso Cidadania - Mais Saúde para Todos - uma ação do gabinete da deputada estadual Jó Pereira.

O ônibus Expresso Cidadania - Mais Saúde para Todos disponibilizará para o público presente  atendimento médico, verificação de pressão arterial e glicose e teste rápido.

O Ocupação Preta tem como objetivo,a partir do dialogo social, problematizar as relações raciais em Alagoas, realizando ações de territorialização e apropriação dos espaços públicos, visando estabelecer estratégias para o enfrentamento  ao racismo e seus desdobramentos, representações e papel social.

Aberto a todos os públicos a ação acontece das 9 às 18 h e traz uma série de atividades, como o Expresso da Cidadania,da Defensoria Pública para esclarecimentos jurídicos sobre o crime de racismo,apresentações afro-artísticas, momentos de conscientização,panfletagem etc e tal.

O Ocupação Preta conta com o apoio do governo do Estado, Defensoria Pública, Conselho Estadual da Criança e do Adolescente (CEDCA), lojas Guido e Livraria Paulinas.

Contatos: 98827-3656/3231-4201


Postado em 17/07/2016 às 12:39

Helena Rocha, pesquisadora paraense será palestrante no 7º Ciclo Nacional de Conversas Negras, na PUC de Goiás.


Por Arísia Barros

Helena do Socorro Campos da Rocha, ou  Helena Rocha é uma das grandes ativistas acadêmicas pelos direitos do povo preto no Instituto Federal do Pará, Campus Belém, no Pará.

Estudiosa/pesquisadora e especialista em relações étnico-raciais, idealiza e realiza uma diversidade de ações pedagógicas que buscam desestruturar o racismo nos espaços acadêmicos.

 É professora de Educação Especial e Educação para Relações Étnico Raciais (IF/PA),como também  coordenadora do curso de Especialização em Educação para Relações Étnico Raciais (CEFET-PA) e do Núcleo de Estudos Afroabraileiros (NEAB-IFPA).  Foi membro do Comitê Acadêmico Nacional da Rede de Diversidade - MEC/SECAD/UAB.

E na programação do 7ª edição do  Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta, “Eku abo -  Tempos de Áfricas-Sobre Lutas, Ativismo e Resiliência do Povo Preto”, a professora Helena Rocha comporá mesa de debate, no dia 25 de agosto,  sob o tema: “Poder, estado, democracia e racismo no Brasil do século 21.

Idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, representação do movimento negro, em Alagoas, o Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” , ação itinerante já percorreu os estados de Alagoas, Minas Gerais, Belém do Pará, Brasília e agora aporta em Goiás.

A professora Helena Rocha foi anfitriã do V Ciclo que aconteceu em Belém do Pará.

A 7ª edição do 7º Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” acontece em Goiânia/Goiás, nos dias 25 e 26 de agosto, na Pontifícia Universidade Católica, a PUC.

Em Goiânia o Ciclo é comandado por uma equipe de mulheres ativistas e empreendedoras: Sol Santos, Magda Coffee e Jacy Costta.

O Ciclo é na verdade um fórum aberto, com o intuito de agregar pessoas, idéias,experiências e propostas que enriqueçam e impulsionem a real implementação de políticas públicas, com ênfase, na promoção da igualdade racial.

É um fórum que busca consolidar a construção de parcerias e a prática do diálogo aberto e transparente com diversos segmentos sociais, como investimento, através do trabalho conjunto, para transformação das desigualdades raciais.

Nessa edição teremos alojamentos para os participantes que moram distantes da capital  Goiânia. Já reservou o seu. As vagas são limitadas.

Com inscrição gratuita tem carga horária de 16 horas. A inscrição pode ser solicitada pelo e-mail magdacaffe@hotmail.com , raizesdeafricas@gmail.com ou pelos telefones watssap/ (62) 98327 1318 (82)8827-3656/3231-4201

Você não vai perder essa chance de trocar experiências e fazer parte dessa construção.
Vai?


Postado em 17/07/2016 às 10:19

Ainda tem vaga de alojamento para a 7ª edição do Ciclo Nacional de Conversas Negras, em Goiás. Já reservou a sua?


Por Arísia Barros

A 7ª edição do 7º Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” acontece em Goiânia/Goiás, nos dias 25 e 26 de agosto, na Pontifícia Universidade Católica, a PUC.

Em Goiânia  o Ciclo é comandado por uma equipe de mulheres ativistas e empreendedoras: Sol Santos, Magda Coffee e Jacy Costta.

Idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, representação do movimento negro, em Alagoas,  o   Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” , ação itinerante já percorreu os estados de Alagoas, Minas Gerais, Belém do Pará, Brasília e agora aporta em Goiás.

O Ciclo é na verdade um fórum aberto, com o intuito de agregar pessoas,idéias,experiências e propostas que enriqueçam e impulsionem a real implementação de políticas públicas, com ênfase, na promoção da igualdade racial.

É um fórum que busca consolidar a construção de parcerias e a prática do diálogo aberto e transparente com diversos segmentos sociais, como investimento, através do trabalho conjunto, para transformação das desigualdades raciais.

Nessa edição teremos alojamentos para os participantes que moram distantes da capital  Goiânia. Já reservou o seu. As vagas são limitadas. Pra reservas entre em contato com Magda ou Jacy pelo telefone watssap/ (62) 98327 1318 ou pelo e-mail magdacaffe@hotmail.com

Com inscrição gratuita tem carga horária de 16 horas. A inscrição pode ser solicitada pelo e-mail: magdacaffe@hotmail.com, raizesdeafricas@gmail.com ou pelos telefones watssap/ (62) 98327 1318 (82)8827-3656/3231-4201

Você não vai perder essa chance de trocar experiências e fazer parte dessa construção.
Vai?


Postado em 17/07/2016 às 08:48

7ª edição do Ciclo Nacional de Conversas Negras acontece na PUC, de Goiás.


Por Arísia Barros

A  proposta da 7ª edição do  Ciclo Nacional de Conversas Negras: “Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta” acontecer em Goiânia/Goiás, em 2016, surgiu em um intervalo das atividades na sexta edição.

A sexta edição do Ciclo Nacional aconteceu em Brasília, no Senado Federal, com o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros.

Magda Caffé foi a única representante de Goiás na sexta edição do Ciclo, em  Brasília,  e  ficou tão entusiasmada com a proposta do Ciclo que o polivalente empreendedorismo da artesã, produtora , cantora e professora falou mais alto e foi decisivo para que a sétima edição aconteça em solo goiano.

Mantivemos contato via rede social e assertiva, Magda Caffé, empoderava: “Arísia eu quero saber tudo que é preciso para trazer o encontro de conversas negras para a cidade de Goiânia, não prometo, mas eu vou correr atrás e amanhã já estarei falando com uma pessoa integrada as nossas raízes, sei que um é pouco mas a união faz a força e tenho fé que juntos chegaremos lá.”

E assim fez.

Agregadora  Magda convidou a militante  Sol Santos , depois convidou a baiana Jacy Costta e foi formada a equipe responsável por encaminhar o Ciclo em Goiânia.

Essa 7ª edição será nos dias 25 e 26 de agosto, na Pontifícia Universidade Católica, a PUC de Goiânia.

Idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, representação do movimento negro, em Alagoas,  o   Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta”  ação itinerante já percorreu os estados de Alagoas, Minas Gerais, Belém do Pará,Rio de Janeiro,  Brasília e agora aporta em Goiás.

O ciclo é na verdade um fórum aberto, com o intuito de agregar pessoas,idéias,experiências e propostas que enriqueçam e impulsionem a real implementação de políticas públicas, com ênfase, na promoção da igualdade racial.

É um fórum que busca consolidar a construção de parcerias e a prática do diálogo aberto e transparente com diversos segmentos sociais, como investimento, através do trabalho conjunto, para transformação das desigualdades raciais.

Com inscrição gratuita tem carga horária de 16 horas. A inscrição pode ser solicitada pelo e-mail magdacaffe@hotmail.com , raizesdeafricas@gmail.com ou pelos telefones watssap/ (62) 98327 1318/ (82)8827-3656, (82) 3231-4201.

Você não vai perder essa chance de trocar experiências e fazer parte dessa construção.
Vai?


Postado em 16/07/2016 às 13:20

A notícia da homenagem me chegou pelas mãos da ativista mineira, Mônica Aguiar.


Por Arísia Barros

A notícia da homenagem me chegou pelas mãos da diretora no Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais, Mônica Aguiar de Souza.

Serei homenageada, no dia 28 de julho, como representante do ativismo da mulher negra, em Alagoas, no 3º Destaque Mulher Negra,que acontece na Assembléia Legislativa de Belo Horizonte, as18h.

A ação idealizada e coordenada pelo Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais, Centro de Referência da Cultura Negra de Venda Nova, Coletivo de  Entidades Negras MG e Beleza Negra de Montes Claros tem  como objetivo homenagear  o ativismo de mulheres negras, numa reafirmação da identidade, da história, da resistência e da luta das mulheres pretas, que compõem a parcela considerável da população brasileira.

O 3º Destaque Mulher Negra busca consubstanciar as efemérides que empoderam a mulher preta brasileira e africana, dentre elas,  a simbologia do 25 de julho.

O 25 de julho foi instituído, através da Lei nº 12.987/2014, que entrou em vigor no dia 02 de junho de 2014. A inspiração vem do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, marco internacional da luta e da resistência da mulher negra, criado em 25 de julho de 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, na República Dominicana.

Seremos umas e muitas,homenageadas, mulheres anônimas do Brasil,ou não.

Umas e tantas das esquinas do mundo.

Das esquinas do Brasil, ao mundo de Áfricas.

Áfricas de sororidade.Áfricas de irmandade entre as mulheres pretas.

Sororidade:"Eu sou porque nós somos!"

Nós, as mulheres pretas, ainda, ocupamos ruas pequenas e apinhadas de opressão racista e machista, que sepultam o futuro da juventude preta.O que define  nossa luta, em um estado de perda perpétua,  é a essência de Aqualtune e tantas ancestrais que nos antecederam.

Ancestrais que, em alguns momentos, assassinaram sonhos pessoais para salvar  a história coletiva  que deve seguir adiante.

Ancestrais que nos retroalimenntam no enfrentamento às balas que matam  nossos meninos e  meninas  e roubam suas vidas da  história.

Roubam nossas vidas!

Salve o  3º Destaque Mulher Negra,  que chega para celebrar a vida de lutas detantas e muitas de nós, e retroalimentar nossas energias.

Obrigada, Mônica Aguiar de Souza!


Postado em 10/07/2016 às 22:29

Carta à Desembargadora Luislinda Valois, secretária da SEPPIR.


Por Arísia Barros

Joselita de Souza, a mãe do Roberto Penha, o Betinho morreu, abruptamente, na  manhã de quinta-feira, 07/07.  É a sexta vitima dos 111 tiros deflagrados, no final de 2015,  na chacina em Costa Barros,  um bairro pobre na Zona Norte do Rio de Janeiro e  o penúltimo no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). 

A mãe do Betinho, Joselita de Souza infartou de tanta dor, pela ausência física do filho.

Betinho, aos 16 anos, foi covardemente assassinado  pelo estado, junto com os amigos: Carlos Eduardo da Silva de Souza, com a mesma idade, Cleiton Correa de Souza, 18 anos, Wilton Esteves Domingos Junior, 20 anos e Wesley Castro Rodrigues, 25 anos.

Roberto de Souza Penha fazia o Curso de auxiliar de  Administração. O curso era pago pelo supermercado em que ele havia começado a trabalhar há um mês. Ao receber o primeiro salário de R$ 400, fez questão de chamar os amigos para comemorar, mas, na saída encontraram a  Polícia Militar e foram todos fuzilados.

Não houve abordagem, Excelência.

 Não houve perguntas.

Não estavam armados.

Não portavam drogas.

 O crime que cometeram?

Eram todos jovens pretos e pobres. Betinho e seus amigos foram assassinados porque eram pretos e  moravam em territórios de pretos.

E os territórios pretos são periferias sociais e econômicas,  vigiadas, acossadas, oprimidas pela repressão policial.

O racismo é um sistema de opressão institucionalizado no Brasil, Excelência.

 Assim como Costa Barros, no Rio de Janeiro, Cabula, em Salvador e no bairro do Jacintinho, em Maceió os territórios são de pretos. Confinados a um programado  genocídio , naturalizado,consentido e silenciado pelo estado brasileiro.

Vivemos uma diáspora infinita.

Joselita de Souza, a mãe de Roberto Penha,  infartou de indignação por não acreditar na hierarquizada  seletividade da justiça brasileira.

Os algozes de seu filho e outros jovens já estão em liberdade.

Joselita de Souza, a mãe de Roberto Penha, infartou de tanto desgosto. E a alegria foi esvaindo de sua alma. Vivia triste. E tristeza  resultante do racismo, institucionalizado, mata, Excelência.

São tantos, inúmeros, incontáveis, anônimos e  invisíveis corpos pretos que se fundem na estatística invisível dos autos de resistência.

O estado como criatura faz às vezes de um assassino, impetrando  profundos  agravos físicos e letais  no futuro de tantos jovens.

Joselita de Souza, a mãe de Roberto Penha, infartou por viver em um país onde se mata vinte e quatro jovens  por dia, um por hora, quase todos pret@s. 

Realidades cristalizadas.

Estamos em uma Guerra Civil, Excelência. E os inimigos do estado somos nós, o povo preto.

Qual será, precisamente, a política que a SEPPIR  adotará para conter esse genocídio institucionalizado, Excelência?

Qual?

 


Postado em 10/07/2016 às 06:08

Branc@ pobre não é suspeito padrão da policia.


Por Arisia Barros

E Cesar Ricco escreve:

Branc@, mesmo periféric@ está abarrotad@ de privilégios, um deles é não levar tapa na cara de policial bandido.

É  ter 89 x mais chances de conseguir um bom emprego com bom salário, devido a exigência empregativa da tal "boa aparência" = ser branc@.

Branc@ pobre não é perseguid@ nas lojas,e nem é considerado o ladrão do próprio carro que dirige.

Branc@ pobre não precisa raspar ou alisar os cabelos para manter o emprego.

Branc@ pobre entra em agencia bancaria sem ser constrangido na porta automática.

Branc@ pobre não é suspeit@ padrão da policia, enfim branc@ pobre NAO SOFRE RACISMO.

Branc@ pobre é tão racista quanto branc@ rico, ambos são branc@s!


Postado em 09/07/2016 às 15:51

Devolve meu iphone seu nego bandido. É negro, só pode ser ladrão...


Por Arísia Barros

Os estereótipos racistas continuam a imputar em nós, o povo preto, uma história que nos inferioriza e deprecia. Racismo é seu nome.Vai lendo...                      

Mulher acusa jovem negro de roubar celular. Que estava na bolsa dela…

Lembrei de todas às vezes em que abri minha boca pra dizer que o racismo não existia, e sei agora o quanto eu estava enganado”. Essas são palavras do universitário David Castro, que denuncia ter sido vítima de injúria, difamação e racismo em hamburgueria de Fortaleza, na última terça-feira (5). Acusado injustamente por um falso sumiço de celular, o estudante de Engenharia Civil acionou a Polícia e relatou o crime do qual foi vítima, no Facebook.

Publicada nesta quinta-feira (7), a postagem já soma centenas de compartilhamentos e comentários e mais de 1,9 mil reações.

Ao Tribuna do Ceará, David ressaltou que foi surpreendido pela atitude da senhora e demorou a perceber que estava sendo vítima de um crime de racismo. Ele preferiu preservar o nome do estabelecimento.

O crime aconteceu quando David fazia um lanche com um amigo, numa hamburgueria na Avenida Dom Luís, área nobre de Fortaleza, e percebeu a movimentação de uma senhora que cobrava providências diante de suposto sumiço de seu celular.

“Todos que estavam no estabelecimento perceberam a movimentação da senhora, até que ela chamou o André (um dos sócios do estabelecimento), que por sinal é meu amigo, e disse em alto e bom som que um negrinho ladrão e safado havia roubado seu celular. Eu não havia percebido que a senhora estava falando de mim, até ela vir na minha frente e dizer: ‘Devolve meu iphone seu nego bandido. É negro, só pode ser ladrão‘”, relatou.

Segundo ele, não havia outra pessoa negra no estabelecimento. “Sou uma pessoa muito política, não costumo discutir com ninguém. Na hora, fiquei sem reação nenhuma”, ressalta.

Apesar de afirmar que não havia furtado o celular da senhora, ela pediu para não deixarem ele sair do local. O rapaz ainda se prontificou para que ela o revistasse. “Ela disse: ‘Eu não discuto com bandido. Você (se dirigindo ao André) revista ele, porque ele tá com meu celular'”, conta.

O sócio do estabelecimento defendeu David e disse que o conhecia e sabia que ele não havia cometido nenhum crime. Foi pedido à senhora que novamente verificasse se o celular não estava na bolsa dela. “Ela foi tirando item por item da bolsa. Um dos últimos foi o celular. Ela olhou pra mim e pediu desculpas e disse que estava enganada. Me chamou de meu filho, antes eu era negro, safado, ladrão”, pontua.

Fonte: http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/cotidiano-2/jovem-relata-episodio-de-racismo-e-difamacao-em-hamburgueria-de-fortaleza