Nos acompanhamentos da internação da minha mãe, 94 anos, durante 12 dias, no Hospital da Unimed,( Farol), conheci Valda, na quinta-feira, (22) , que também estava com a mãe, 96 anos hospitalizada.
As conversas fluíram, naturalmente, por conta dos assuntos comuns: a idosidade das genitoras e os desadoros decorrentes das burocracias hospitalares.
Em um desses entraves burocráticos que causou um descontentamento grande, nesta ativista, pelos serviços prestados, armei-me com argumentos importantes, legais e o posicionamento se fez, de forma incisiva, no reclamar sobre o atendimento prestado pela empresa médica.
No retorno para o quarto, encontrei Valda, ao telefone, dizendo: ‘Estou aqui com Arísia Barros, a defensora dos quilombolas.’
Parei, ouvi e ri um riso questionador:- Ôxe!
Perguntei a Silvana, a fiel escudeira da mamãe:- Você falou sobre mim ?
E ela:- Disse só o nome da senhora, e com o nome ela reconheceu. A senhora é conhecida.
Fiquei em um estado de involução de palavras, até o Edmundo, marido de Valda entrar e mostrar seu novo objeto de leitura, o livro ‘Como Ser um Educador Antirracista’, da professora Barbara Carine.
Esta ativista: que legal!
E a Valda se antecipando:- Ele é um companheiro maravilhoso, partilha comigo todos os momentos, na saúde e na doença, e, tem minha filha Débora gosta muito das comunidades quilombolas e, é tua fã. Quando falei que estavas aqui ela só disse:- Mãe, Arísia Barros é maravilhosa1
E , foi assim, em um espaço inusitado, em meio as incertezas enfermas, reafirmando os propósitos do ativismo-missão, tenho o inenarrável prazer em ter conhecido Valda, seu companheiro Edmundo e sua filha Débora ( por telefone)
-Foi um prazer, família.
Sou Arísia Barros, a ativista!
É a vida?
É bonita ,e, é bonita!













