Elizabete Moura é uma pessoa, para quem que de certa maneira, apresentei os caminhos tortos e complexos da adultice.
Ela, ainda, não sabe, (às vezes demora para gente saber do tesouro que existe em nós), diante de tantas lutas se tornou gigante em força e coragem.
Quando a conheci, Elizabeth era adolescente e eu, parindo uma juventude revolucionária.
Desde de bem jovem ,agreguei em mim, a coisa de ser chata pra me ver livre das querelas humanas, e a fragilidade de Elizabeth imprimia a necessidade de protegê-la.
Eu fazia, direitinho, do meu modo.
Ela era uma espécie de amiga-filha, a quem eu orientava , mesmo sem ter uma bússola no indicar as trilhas.
Bebemos boas cachaças, que em momentos não tão bons, viravam lamentos chorosos.
Nós, a adolescente e a jovem revolucionária ,estavam construindo o paredão de sustentação para encarar a aridez dos tempos.
Encaramos!
O tempo, senhor da razão, nos espalhou no mundo, mas, o sentimento do afeto, do gostar, sobreviveu a todos os turbilhões, inclusive da distância de décadas.
Minha amada, Elizabeth Moura lembre-se de respirar e saiba que no teu aniversário, levanto um brinde para esta mulher maravilhosa, mãe atipica, determinada, lutadora, que você se tornou.
Sinta orgulho de você mesma, porque eu toda convencida, sei que você é Super.
Abraços fortes, preta,
Desta ativista, Arísia Barros.











