Oi, Secretário Felipe.

Tudo bem?

Faz uns dois meses, ( em novembro) que o alerta ficou bem aceso, no estado de Pernambuco, por conta de uma sucessão de mortes de profissionais de medicina, em um total de  nove – sete homens e  duas mulheres – e essas mortes  apontam para possíveis suicídios. 

Segundo o jornalista , Luiz Barbosa, do Pernambuco em Tempo’ :’as idades são tão discrepantes quanto o impacto dessas mortes: vão de um jovem de apenas 26 anos a um médico veterano de 91, cuja vida profissional ultrapassa gerações. Todos, porém, tinham algo em comum: carregavam fardos invisíveis, enfrentados em silêncio.’

Quem cuida, de quem cuida?

É importante afirmar, secretário Felipe, que sendo o suicídio  um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, a pauta de saúde mental precisa  da aglutinação de gentes diversas, instituições e do real envolvimento do Estado , para que  a partir de análises, estudos,  pesquisas surgam  políticas de solução.

Precisamos falar sobre suicidio, para além das campanhas sazonais.

 Posvenção, prevenção e  acolhimento aos Sobreviventes.

Claro, que não existem fórmulas mágicas, mas precisamos buscar saídas.

O cenário da saúde mental da população tutelada não é bom.

Assim, como os profissionais de medicina, em Pernambuco tem muita gente se desvivendo.

Todo dia e em todo canto do Brasil, secretário,  e , o mais assustador que cresce o número de crianças e adolescentes na lista.

É preciso quebrar o silêncio institucional sobre a questão, despertar para a ‘epidemia silenciosa’ que engole vidas, por inteiro, secretário.

E, isso é necessário e urgente.

Fonte: https://www.peemtempo.com.br/noticia/o-silencio-que-mata-nove-medicos-mortos-em-30-dias-exponem-colapso-emocional-na-medicina-pernambucana