Em 2015, a advogada Jó Pereira, ao assumir o primeiro mandato de deputada estadual, na Casa de Tavares Bastos, era só a irmã de Joãozinho Pereira, o mago das articulações políticas, lá das bandas do interior de Alagoas.
Depois de eleita esperava-se o básico da atuação de Jó Pereira, afinal, ela não tinha nenhuma intimidade com o mundo político, mas, eis, que, aos poucos, a parlamentar foi criando sua marca, com discursos incisivos, feito de argumentos bem construídos, precisos, ações mobilizadoras em diversos territórios sociais, daqui e d’alhures, o que causou certos incômodos no engessamento político de seus pares, na Casa Legislativa e no executivo estadual..
A deputada Jó Pereira foi, legitimamente, reconhecida como a voz contundente, inquebrantável em defesa da garantia de direitos das mulheres alagoanas, em diversos âmbitos.
Representatividade feminina em espaços arbitrários de apagamentos homéricos, machistas e seculares.
Cumpriu dois mandatos no parlamento estadual (2015-2023) e assumiu a missão de compor uma chapa, como vice-governadora, nas eleições de 2022.
Mesmo sendo a ‘segunda’, Jó Pereira era a preferida do povo, para estar à frente do processo decisório, a verdadeira ‘cabeça’ de chapa.
E, quatro anos se passaram, desde aquela disputa de 2022, depois de uma longa abstinência e no desembrulhar dos arranjos políticos, sempre centralizado no universo masculino ( poder em Alagoas tem gênero e raça, mesmo que sejamos cerca 1.630.264 mulheres, ou (52,1%, da população alagoana ), pode ser bem significativo ter uma representação feminina como ‘terceira via’ na candidatura para o governo do estado.
E para enfrentar os desafios de romper os silêncios, em surdina, dos privilégios masculinos no cenário político, em Alagoas, Jó Pereira é um excelente nome.- afirma esta ativista.
Afinal, o lugar de mulher é onde ela quiser.
Né?!











