São duas mortes, por suicidio, nos últimos três dias, na capital Maceió, em Alagoas.
A saúde mental da população tutelada está à deriva.
Tantas vidas perdidas e o avanço descontrolado dos transtornos mentais deveria soar como apito de emergência, o alarme para o Poder Público.
Problemas socioeconômicos como desemprego, pobreza, falta de moradia , discriminação e o racismo letal podem desencadear pensamentos suicidas.
Mas , apesar dos casos cotidianos e crescentes, o poder público alagoano, ainda, não leva a sério o problema do auto-desviver de gente, que às vezes, não quer morrer, de verdade.
Erros e preconceitos são historicamente repetidos contribuindo para formação de estigmas em torno da doença mental e do comportamento suicida
A associação americana de Suicidologia, o centro de controle e prevenção de doenças americano (CDC) defendem que aprender sobre os suicídios, sinais de alerta sobre ideação, fatores de risco e proteção e como intervir em crises são importantes medidas de prevenção.
O suicidio continua a ser visto como uma epidemia silenciosa e o Estado vai deixando para depois, com ações paliativas e descontinuadas.
Por que Alagoas não cria um Observatório para Aprender sobre o Suicídio , como Medida de Prevenção?
Entre Janeiro é Branco e Setembro Amarelo tem a depressão, que insiste em continuar matando gente.










