O psicologo Marco Pereira escreve, e o blog compartilha:
"É preciso contar a história para a nova geração: o assassinato do indígena Galdino, em Brasília, já vai completar 30 anos e permanece como um dos símbolos mais brutais do racismo estrutural no país e da seletividade da Justiça.
Galdino dormia em um ponto de ônibus, após participar de mobilizações indígenas, quando foi queimado vivo por jovens de classe média que alegaram tratar-se de uma “brincadeira”.
O crime expôs a desumanização sistemática dos povos indígenas e a naturalização da violência contra corpos considerados descartáveis. Apesar da comoção inicial e da farta documentação do caso em arquivos jornalísticos e judiciais, a resposta do Estado foi marcada pela leniência.
Penas brandas e rápida liberdade para os autores, que hoje ocupam cargos com bons salários na elite do funcionalismo público, em órgãos como a Polícia Rodoviária Federal e o TJDF. Um deles quase ingressou na Polícia Civil do Distrito Federal.
Passou em todas as etapas do concurso, mas foi barrado na etapa de investigação social."
É sobre isso!
Fonte: https://www.facebook.com/marco.pereira.106












