Nanci Helena Rebouças Franco é soteropolitana e, em anos outros,  esteve docente na Universidade Federal de Alagoas, dando ênfase especialíssima à Educação para as Relações Étnico-Raciais e Pesquisas relacionadas.

Com pós-doutorado em Sociologia da Educação na Universidade de Minho, Portugal (2016-2017),  em 2023  foi eleita como primeira mulher a assumir a direção da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia.

Que bacana!

Quando esteve em Alagoas, a professora Nanci foi uma ponte de incomensurável importância na criação do  diálogo entre o fazer acadêmico e o Instituto Raízes de Áfricas, coordenado por esta ativista, Arísia Barros.

Ajuntou suas alunas e incentivou-as a participar,  investir nas vivências negras, como processo de letramento racial, a partir das  muitas ações realizadas pelo Instituto Raízes de Áfricas.

 Lembro, especialmente, da Laura e Adjane Ramos, atualmente professora na UFAL

Como mulher negra, politicamente, letrada, a professora, Nanci Rebouças fez a diferença na ótica exclusivista da Academia.

Não só incentivou suas discentes, como também levava, Giovana e  Guilherme, sua filha e filho, para  o Festival das Palavras Pretas, iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, um espaço privilegiado para celebrar a Poesia Preta, ressignificando a literatura negra, com a universalidade dos movimentos de auto-afirmação da consciência, além do mês de novembro.

E em um desses Festivais ( realizamos nove), tanto Giovanna quanto Guilherme, irmanados pela energia africana, subiram ao palco, e sob aplausos efusivos da platéia deram boniteza a palavra verso.

Eram bem crianças, ainda, e nesses tempos de agora, Nanci  me envia uma mensagem que acaricia a alma e retroalimenta a missão desta  ativista.

A mensagem diz: “Olá Arisia,

Tudo bem? E a família?

Passando para dizer que no meu Memorial para Titular  cito você e também o Instituto Raízes de  Áfricas.

Giovanna já é Médica Veterinária e Guilherme, o menino que insistiu para recitar mais poemas, está fazendo Engenharia de Petróleo 

Abraços amorosos,  Nanci.”

E só pra te dizer, Nanci que tua mensagem abriu um oceano de saudades no coração desta ativista.

Obrigada, por ter sido tão presente e diga  a Giovana e Guilherme que precisamos de mais uma edição de um Festival da Palavra Preta.

Dê-lhes meu abraço e diga que me sinto representada pela trajetória do ‘ ir além’, por onde caminham.

Obrigada, por ter sido tão parceira,  e saudades, querida.

Fonte: 

https://cojira-al.blogspot.com/2012/07/vii-festival-alagoano-das-palavras.html

https://boletimsemed.blogspot.com/2011/02/ii-festival-alagoano-das-palavras.html

https://www.geledes.org.br/personalidades-alagoanas-recebem-o-trofeu-guerreiro-quilombola-no-ii-festival-alagoano-das-palavras-pretas/

https://www.geledes.org.br/o-festival-alagoano-das-palavras-pretas-faz-sua-estreia-em-piracicaba-sao-paulo/

https://www.geledes.org.br/certificacao-mojuba-o-luku-mi-e-entregue-no-dia-internacional-da-amizade/

https://portalcapoeira.com/geral/cultura-e-cidadania/iii-festival-alagoano-das-palavras-pretas/