Raízes da África
Raízes da África

Postado em 09/04/2017 às 15:54 0

Por que a morte da Duda não mexeu com as mulheres do Brasil?


Por Arísia Barros

 

Na tarde da quinta-feira, 30 de março, Maria Eduarda Alves da Conceição, foi morta aos  13 anos, dentro da Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, no Rio de Janeiro, onde estudava.

Duda como os amigos a chamavam deveria estar segura na escola.

Não estava.

Três tiros de fuzil: dois na cabeça e um no quadril mataram a menina, e com ela lá se foi um mundo de sonhos

Um dos sonhos de Maria Eduarda  era ser jogadora de basquete.

Com o basquete, Eduarda, colecionava medalhas e  dizia que  um dia faria parte da equipe da seleção brasileira para dar uma vida melhor à mãe e a família.

Maria Eduarda tinha sonhos...

No Brasil balas-perdidas atingem, certeiramente jovens, em sua grande maioria pret@, pobre e morador@ das periferias.

Eduarda foi morta aos 13 anos pelo poder armado do estado.

Rosilene Alves, 52, a mãe da Duda  desabafou:- Mataram meu bebê.

Por que a morte da Duda não mexeu com as mulheres no Brasil?

#A comoção-no-Brasil-é-seletiva.

 

 


Postado em 09/04/2017 às 14:48 0

“Você prefere que eu te chame de negra ou de preta?” perguntou a diretora da Globo.


Por Arísia Barros

 

Cris Vianna rebate comentário racista de diretora da Globo

 

A atriz Cris Vianna teria rebatido com classe um comentário racista de Maria de Médicis, diretora de novelas da TV Globo, que  teria feito uma pergunta  para a atriz.

“Você prefere que eu te chame de negra ou de preta?”, teria indagado Maria, segundo o jornal “O Dia”.

A famosa, Cris Vianna então, teria respondido: “Eu prefiro que você me chame pelo meu nome”. 

 

Fonte: http://famosidades.com.br/famosos/cris-vianna-rebate-comentario-racista-de-diretora-da-globo.html


Postado em 09/04/2017 às 13:35 0

Aprende uma coisa, meu filho: "A gente não compra as coisas com o dinheiro dos outros"- disse o pai do Vanderlei Lourenço.


Por Arísia Barros

 

 

Quem escreve a primorosa crônica abaixo é do advogado Vanderlei Lourenço, coordenador-geral, do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, da Fundação Cultural Palmares, em Brasília.


Eu tinha dez anos quando me mudei para Alvinópolis, Minas Gerais para continuar os Estudos. Fui morar com meus avós. Ficava de segunda a sexta. Final de semana era sagrado voltar pra casa. Havia um combinado de pai com Jésus ou Zé de João, que transportavam leite para a cooperativa da cidade. Bastava estar no ponto na hora em que eles saiam. Descia e avisava que pai "pagava depois".

No bairro de minha avó sempre passavam uns carros anunciando todo tipo de coisa para vender. Foi numa dessas que me encantei por um pato de porcelana e imaginei que mãe ficaria contente em tê-lo na sala de nossa casa.
Comprei fiado para pagar na semana seguinte, sob a observação de que não se aceitava devolução.

Fim de semana. Cheguei feliz em casa, carregando o pato. "Gostou, pai?" "Bonito", ele disse. "Comprou com que dinheiro?" Falei que era barato e que ele me daria o dinheiro. Daí, ele me respondeu: "Segunda-feira você leva esse pato e devolve. Você tá na casa de sua avó para estudar, não para ficar comprando coisa supérflua." Gelei. Não podia devolver o pato. Onde eu ia arrumar dinheiro? Meus olhos buscaram mãe e ela: "seu pai já falou..."

Tive uma idéia. Em nosso povoado do Toledo devia ter alguém que quisesse um pato bonito daqueles. Aumentei o preço é saí oferecendo. Casa em casa. O bicho pesando e ninguém queria... Passei pela casa de Zé Cansim e não parei. Estava desanimado: "ele também não vai comprar..." 

Fui à última casa. Donana, minha primeira professora. Achava que ia se interessar. "Bonito", ela disse. Mas, não comprou.

Voltei desolado. O choro entalado na garganta. Passei em frente ao quintal de Zé Cansim. Resolvi parar. Já não tinha nada a perder. Ele pegou o pato, virou de um lado, do outro... "Eu compro." Meu coração pulou! Ele avaliou. Não valia o que eu pedia. Mas, ofereceu, exatamente, o que havia custado. Voltei feliz e agradecido a Zé Cansim pelo resto da vida. Falei com pai sobre a venda. Ele não esboçou reação. Colocou a mão no meu ombro e falou: "Aprende uma coisa, meu filho: a gente não compra as coisas com o dinheiro dos outros."

Aprendi.


Postado em 09/04/2017 às 11:27 0

Advogada, feminista, preta e do Asé representa “Escritório da Mulher”, em homenagem do Instituto Raízes de Áfricas.


Por Arísia Barros

 

O Escritório da Mulher, iniciativa pioneira em Alagoas das advogadas Kandysse Melo e Paula Lopes, oferece assessoria jurídica especializada para atender exclusivamente mulheres. Mulheres advogando por mulheres.

Oferece  serviços de orientação legal e representação jurídica, no contexto de aspectos estruturais e viscerais, como a segregação naturalizada das mulheres, dentro dos territórios da vulnerabilidade social: pret@s, pobres, LGBT e etc e tal.

É o primeiro escritório jurídico, em Alagoas, voltado ao atendimento de mulheres cis e trans.

 O Escritório dialoga e advoga para as  mulheres vitimas de todas as formas da violência/opressão ,como arma de alta letalidade.

Violência que provoca o feminicidio, o genocídio, a intolerância, homofobia, o descarte social e etc e tal.

As advogadas ainda promovem debates gratuitos em comunidades,  sobre a violência contra as mulheres, racismo,  machismo e empoderamento, gratuitamente nas comunidades

E por acreditar nas possibilidades de reinterpretar a história, a partir da representação jurídica e  de um conjunto de grandes transformações sociais, as advogadas Kandysse Melo e Paula Lopes   dão voz às mulheres no Escritório da Mulher.

Yépada!

E pela iniciativa pioneira no 21 de março- Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, a advogada  cível e criminal, feminista,preta, do Asé e lutadora pelos direitos das supostas minorias,  Kandysse Melo, representando o Escritório da Mulher e a advogada Paula Lopes, recebeu a certificação Yépada, uma justa homenagem do Instituto Raízes de Áfricas a essas mulheres- advogadas acreditam, na mudança  a partir dos primeiros passos.

Yépada que dizer, na língua de pretos, ioruba, transformar.

Kandysse Melo recebeu a certificação das mãos da  ativista da juventude preta, em Alagoas e aluna do serviço social da UNIT, Mirian Soares.

Quer entrar em contato com o Escritório da Mulher?

Anota aí os contatos: (82) 9 8168-3533 9 8728-8563 9 9806-1802

@escritoriodamulher

 


Postado em 06/04/2017 às 20:05 0

A política maior de todo Governo deve ser o bem estar social- afirma Olivia Tenório, Secretária Adjunta Especial da Juventude,em Maceió,AL.


Por Arísia Barros

A coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros esteve reunida, na  segunda-feira, 03/04, com a recém-nomeada  Secretária Adjunta Especial da Juventude , Olívia Tenório , na sede da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, em Maceió,AL.

A reunião, solicitada pelo Instituto Raízes de Áfricas, teve como pauta discutir  perspectivas e possibilidades para a implementação  de projetos estruturantes para juventude em Maceió, mais especificamente, a juventude exposta   a vulnerabilidade da pobreza, intolerância  e do racismo.

O Instituto Raízes de Áfricas realiza sistematicamente reuniões/encontros, rodas de conversa buscando estabelecer articulação política, social,como também  a mobilização de experiências e ações das muitas   diferentes  pessoas, segmentos e lugares, para  inspirar debates , reflexões, na  construção de um marco de referência.

A Secretária Adjunta Especial da Juventude, Olívia Tenório falou sobre a importância dos territórios e  suas práticas, espaços de participação  dos jovens.

"Estamos, ainda tomando ciência dos espaços e coletivos, ações, experiências e protagonismos existentes, para só a partir daí, fortalecer, cada vez mais essa necessidade de transformar tudo isso em diálogos institucionais, com a população, visando a efetivação das políticas de estado."

Durante o encontro foi acordada a elaboração de estratégias para a manutenção do diálogo social como ponte para implementação de políticas estruturantes para jovens pretos, no município de Maceió.

E Olivia sintetizou: "A política maior de todo governo deve ser o  bem estar social".


Postado em 04/04/2017 às 20:13 0

Falar sobre estupro de meninos é tabu social.


Por Arísia Barros

Os meninos também são vítimas de estupros e  existe uma falta de serviços, suporte e os sistemas jurídicos, em Alagoas,  que acolham vitímas do sexo masculino que sofrem   esse tipo de violência sexual- afirmou a promotora de Justiça Micheline  Tenório, do Núcleo de Saúde, do Ministério Público Estadual, em Alagoas.

Falar sobre estupro do sexo masculino  é controverso e  gera um silêncio profundamente estigmatizado.

Do silêncio surge o tabu.

São raras as  discussões/pesquisas sobre estupro masculino.

 Homens estuprados  é um problema subestimado, ignorado  pelas muitas entidades que trabalham com violência sexual e de gênero, voltadas para ajudar mulheres.

A violência sexual contra meninos precisa ser melhor observada. Meninos abusados precisam de cuidados, pois, além da violência física, sofrem, a pressão social devido a “perca” da  masculinidade.

Com a Lei 12.015/2009, o artigo 213 do Código Penal foi alterado, substituindo a expressão "mulher" por "alguém". Logo, o homem também pode ser vítima de estupro.

"Segundo estatísticas produzidas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ-2013) sobre os casos de vítimas do sexo masculino revela semelhanças com os de meninas e mulheres: 57,9% dos 880 estupros de pessoas do sexo masculino, ano passado, foram praticados contra garotos de 0 a 11 anos. Se somada a faixa etária de 12 a 17 anos, o percentual salta para 78,6% dos casos. O levantamento, feito a pedido do GLOBO, é inédito e mostra que 55,2% das vítimas eram negras e pardas. Brancos representam 32,8%, e em 12% dos registros o campo relacionado à etnia não foi preenchido.”

Existe uma cultura de esconder e minimizar esses fatos. É preciso falar sobre ele e criar espaços de discussões- acrescentou a Micheline Tenório, durante  a realização do Fórum de Prevenção e Combate ao Consumo de Álcool, Tabaco e outras Drogas por Crianças, Adolescentes, Gestantes e Nutrizes, ocorrido dia 28 de março,em Maceió,AL.


Postado em 04/04/2017 às 08:41 0

Luislinda Valois pede a STF que detentas tenham mesmo tratamento dado a mulher de Cabral.


Por Arísia Barros

É extremamente pertinente esse posicionamento da ministra de Direitos Humanos, Luilinda Valois, afinal a igualdade de direitos deveria ser a norma no Brasil de brasileir@s...

Vai lendo...

 

"Após enviar mais de 50 ofícios para representantes do Ministério Público e da Justiça, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, convocou uma coletiva de imprensa para explicar o seu pedido de aplicar prisão domiciliar para todas as mulheres em situações análogas à da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo.

De acordo com a ministra, a intenção é incentivar a população brasileira para que o tema seja discutido e, por meio das autoridades responsáveis, estendido a outras mulheres nas mesmas condições. "As mulheres presas hoje são pretas, pobres, da periferia e analfabetas, no máximo semi-analfabetas, filhas de analfabetos", disse.

Nessa quinta-feira (30), Luislinda Valois enviou um documento à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, pedindo "medidas legais urgentes" para que a mesma decisão conferida a Adriana Ancelmo seja adotada "a todas as mulheres brasileiras que se encontrem em situação análoga" . Além do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e da Advogada-Geral da União, Gracie Mendonça, a ministra encaminhou o mesmo pedido às 27 Procuradorias Estaduais e a representantes do Poder Judiciário de todas as unidades da Federação.

Lembrando da situação econômica de muitas das presas e mencionando que muitas estão encarceradas mesmo após terem cumprido sua condenação, a ministra disse que a solução para o caso poderia passar por recursos ingressados pelas defensorias públicas. Segundo a ministra, uma ideia é promover um mutirão para agilização dos casos mais urgentes.

"Só se pode ir à Justiça através de um advogado, de um defensor. Nós temos profissionais de primeiríssima categoria, mas o volume de serviços é muito grande. Então, eu acredito que a coisa não vai acontecer em um piscar de olhos. Precisa que todos nós brasileiros colaboremos para que esses profissionais também tenham os meios, porque não se peticiona ali sentado no banco da praça, se peticiona com fontes de pesquisas, com lápis, caneta, computador. É esta a minha demanda em termos de convocar a sociedade", disse a ministra.

De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, recentes dados penitenciários informam que duas em cada três mulheres presas são negras e cerca de 30% ainda não possuem condenação.

Indagada se trabalha com algum prazo para que os ofícios sejam respondidos, Luislinda respondeu que não tem uma expectativa porque o início das atitudes não depende dela. "Cada situação é uma situação. Não podemos padronizar, até porque nenhum crime é igual. A situação tem que ser estudada caso a caso, até com as provas dos autos. E não sou eu que vou julgar. São todos os juízes brasileiros que receberem processos dessa situação", disse, se referindo aos tipos de crimes que, na sua avaliação, estariam contemplados na proposta.

Na última quarta-feira (29), Adriana Ancelmo ganhou o direito à prisão domiciliar após decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura, do STJ, que levou em conta o fato de a ex-primeira dama ter dois filhos, de 11 e 14 anos, e de o pai das crianças também estar preso."

Fonte: Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil


Postado em 02/04/2017 às 18:59 0

Militância tem coerência ou partido?


Por Arísia Barros

Sim,Michel, o Temer , atual presidente do Brasil não dispõe de muita popularidade.
É fato!

Mas,o que vamos fazer?

Como transpor essa muralha pontiaguda das ideologias- que as vezes nos limitam- para alçancar as  gentes que tem empatia na luta , compromissada, dentre el@s técnic@s, nas hostes do Governo Federal ?
Sim, o problema continua a ser o  estigma do Michel, o Temer.

Mas, o  que  a gente  vai fazer para  romper o ciclo da miséria provocado pelo racismo?
Fico cá matutando: É para jogar fora a água que restou na bacia, em prol das nossas ideologias?
E em relação as políticas conquistadas pelo povo preto, vamos deixá-las ser dissolvidas, gradativamente?
Sem lutas?
Militância tem coerência ou partido?

Alguém responde?

 


Postado em 02/04/2017 às 13:33 0

Deputada federal, por Alagoas, afirma: "Não são só os negros. Eu também sofro preconceito por ser loirinha dos olhos azuis".Racismo reverso?


Por Arísia Barros

 

A deputada federal, por Alagoas, Roseane Freitas ( Rosinha da ADEFAL) em sua fala durante o Encontro das Mulheres Nordestinas, patrocinado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, que aconteceu na sexta-feira,31/03, no Centro de Convenções, em Maceió,AL, fez uma declaração que causou grande incômodo na plenária.

Ao falar de sua trajetória como mulher cadeirante, afirmou que: “Eu também sofro preconceito, por ser loirinha dos olhos azuis, não são só negros que sofrem racismo”.

Importante afirmar para a Excelentíssima Deputada que detém o controle sobre a Secretaria de Estado da Mulher e Direitos Humanos, em Alagoas, que o nome do preconceito que pret@s sofrem é  escrito em letras maiúsculas: RACISMO.

E RACISMO é um fenômeno antipret@.

Racismo é um produto social feito um selo de ódio e aversão às pessoas descendentes de Áfricas cujo fenótipo (conjunto de características físicas de uma pessoa) incita ofensas e intolerâncias.

O racismo, no Brasil, é um crime histórico sustentado pelas elites sociais e  escravocratas, faz bem uns quinhentos anos, tem o poder de desumanizar pret@s atribuindo a est@s características  de inferioridade (gente amaldiçoada,cabelo de bombril, suja, violenta, cabelo duro e ruim e etc).

Por isso, Excelentíssima Deputada, uma pessoa loirinha dos olhos azuis, não pode dizer que sofreu racismo  porque o racismo é baseada na preconceituosa idéia de superioridade de certas etnias.

Como falar de racismo reverso quando branc@s, ao longo das muitas gerações,  continuam a ter poder e privilégios sociais, mesmo sem as competências essenciais para exercer cargos?

Racismo reverso não existe, Excelência.

Urge desconstruir esse discurso.

Faça-me o favor!

 

 

 

 


Postado em 01/04/2017 às 23:24 0

No Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, o sociólogo, Carlos Martins,da UNINASSAU, foi homenageado com a certificação Yépada.


Por Arísia Barros

Carlos Martins é escritor, professor, mestre em Sociologia pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas, e desenvolve pesquisas e ministra palestras nas áreas das relações étnicas raciais e segurança pública.

É membro-sócio da Associação Brasileira de pesquisadores negros (ABPN), pesquisador das relações étnico-racial, no Brasil e da atividade policial.

Atualmente desenvolve atividades como docente na Faculdade Mauricio de Nassau - Maceió onde leciona as disciplinas sociologia, filosofia e ética, bioética, comunicação e expressão, projeto integrador, jogos empresariais, história geral da educação e empreendedorismo.

E foi o professor  Carlos Martins que  teve  a iniciativa pioneira de criar a Liga Acadêmica de Raça, Etnia e Cultura (Larec) do Centro Universitário Maurício de Nassau em Maceió – UNINASSAU.

A LAREC é a única Liga do gênero nos Centros Universitários em Alagoas.

Segundo Carlos Martins: “A Liga Acadêmica Raça, Etnia e Cultura é um instrumento de formação acadêmica voltada ao entendimento da diversidade cultural marcante na formação da sociedade brasileira através do desenvolvimento de atividades de extensão organizadas dentro e fora dos limites do Centro Universitário Mauricio de Nassau.

A Nassau já tinha outras ligas acadêmicas voltadas para a área de saúde, então já havia terreno para a criação de uma nova liga, e na minha área de pesquisa achei bom contribuir para a formação d@s alun@s em diversidade.

Segundo Martins, a  Profª. Kelly que é a coordenadora das ligas existentes na Uninassau  foi, também, uma  incentivadora nesse processo. Era também do  interesse dela a criação da LAREC.

A LAREC conta com a participação  de alun@s e professores da Nassau  e os cursos que mais participam são os de saúde. O curso de Enfermagem lidera.

Muitos dos estudantes declaram “que:” A LAREC foi importante para desfazer preconceitos

Ainda segundo, Martins: “Durante o ano de participação/formação, dentre as muitas atividades os membros da LAREC são estimulados para leituras,  visitas a quilombos, comunidades indígenas participaram de palestras sobre ciganos e candomblé,de modo que no final é preciso desenvolver um artigo para o recebimento do certificado de participação.”

E Martins reafirma: “Detectamos, ao longo do processo,  uma nítida alteração na forma como os estudantes percebem as diferenças humanas e sociais. Aliado a estes aspectos, o trabalho sob estas bases também concorre para o fortalecimento de identidade negra.

Todo ano tem uma turma nova “-convida

Para o Instituto Raízes de Áfricas: “A  experiências acadêmica  da criação da  LAREC  é considerada  exitosa ,pois  as atividades desenvolvidas resultam  em mudanças decisivas no trato , dos universitári@s, com as questões da diversidade, dentre elas a  étnico-racial.”

E por essa iniciativa ousada e pioneira, o professor mestre Carlos Martins, ao transformar o universo acadêmico, em um espaço diverso,  foi homenageado, dia 21 de março, Dia Internacional  de Luta para Eliminação da Discriminação Racial, na Roda de Construção de Diálogos Yépada, com a certificação-homenagem Yépada.

A homenagem foi recebida das mãos da Bia,  uma aluna-participante da LIGA.

Parabéns, professor mestre, Carlos Martins.

Yépada significa na língua africana-iorubá,de pret@s transformação.


Postado em 01/04/2017 às 17:43 0

Gabi, aos 6 anos, perdeu as duas pernas, mas não perdeu a vontade de viver. O Governo do Estado de Alagoas pode ajudar a Gabi? Pode?


Por Arísia Barros

Gabi, a Gabriela tem 6 anos é  uma menina linda que cativou a todos da equipe da UTI Neo e Pediátrica do Hospital do Açúcar, em Maceió,AL, com seu jeito de mandona, mas sempre simpática.

Gabriela é uma menina pobre e mora em um povoado próximo ao município de Piranhas-Alagoas e Gabi precisa de ajuda.

Gabi tem uma doença grave e por isso teve que amputar as duas pernas, mas apesar das dores, a menina tão novinha não perde o prazer de sorrir e de ter os sonhos próprios da infância.

Gabriela está precisando de ajuda. Está dependente de uma cadeira de rodas e por isso sua casa precisa ser adaptada para recebê-la. A equipe do equipe da UTI Neo e Pediátrica do Hospital do Açúcar, em Maceió,AL, com a hasterg  #TodosPorGaby  está pedindo ajuda para ajudar a Gabi a participar do programa do @lucianohuck no quadro Lar doce lar!

Pedem que curtam e compartilhem a postagem o máximo que puderem!

Mas, a pergunta que nós fazemos é? O Governo do Estado de Alagoas pode  ajudar a Gabi?

Pode?

 


Postado em 01/04/2017 às 13:08 0

A polícia militar executou Maria Eduarda. Ela morreu aos 13 anos. Na escola. O corpo dela caído no chão é o que eu lembro.


Por Arísia Barros

QUEM MATOU MARIA EDUARDA?

Sou professor na escola Escola Municipal Daniel Piza, na Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Estava lá ontem durante o ocorrido. Ela foi executada pela Polícia Militar, pelas costas, o perito contou na minha frente, três furos de bala (cabeça, nuca e costas). No IML acharam mais uma perfuração, na nádega. Isso foi as 15h45min. O corpo só foi removido após as 20h30min! Muita tristeza e dor. Ela tinha 13 anos. Estava na equipe de esporte do colégio. A Educação Física do colégio faz um trabalho exemplar. Ela conseguiu bolsa de atleta pra estudar em outra escola particular. Tinha sonhos com isto. Alunos considerados "perdidos" e "problemáticos", entraram para a equipe de esportes e viraram alunos exemplares em comportamento e interesse pela escola. Eles amam a atividade e a escola. Ela estava em aula-treino, foi beber água. A polícia chegou atirando, assim. Ela não conseguiu se abaixar. Morreu. 
Não havia operação policial. Os policiais passaram do outro lado do rio, viram um com fuzil, apontaram. Da boca deram três tiros de pistola, eles responderam com rajadas de fuzil, que matou o menino do fuzil, outra pessoa que passava (sinceramente não sei se era do movimento), e a aluna. Muitos tiros na direção da escola. De um ângulo que só estava a polícia. Não houve tempo nem de suspender as aulas, como de hábito, foi de surpresa. Ela e outros estavam no meio do caminho, não conseguiu se abaixar a tempo. Não conseguimos socorrer imediatamente. O tiro comeu. Na primeira brecha que deu um funcionário foi ao corpo e já estava morta. Quatro tiros pelas costas (nádega, costas, nuca e cabeça ). Esse momento do funcionário vendo o corpo está registrado no vídeo que mostra os PMs executando os dois no chão. Este é exatamente o ângulo que a polícia deu os tiros no muro. Ligamos pra 193, 190, 192, mas ninguém foi. Ela morreu. Fizemos o que podíamos. A polícia não poderia, em hipótese alguma, ter revidado na direção da escola. Eles assumiram o risco de matar crianças, e o fizeram. Por coisa de centímetros, não foram três mortos no colégio, duas balas passaram de raspão em dois alunos.
A polícia militar executou ela. Ela morreu. 13 anos. Na escola. O corpo dela caído no chão é o que eu lembro. Virará estatística. É mais uma jovem, preta, favelada, morta pela polícia militar e por esta política de extermínio deliberada. 13 anos. Como dormir com isso? Como voltar a escola? Como dar esperança para eles? Ódio e revolta são os sentimentos na favela, justo. Muito justo. A sociedade trata com ódio os favelados, este ódio retornará.

Fonte: Alcidesio Júnior