Raízes da África
Raízes da África

Postado em 02/02/2017 às 13:01 0

No dia 6 de fevereiro, PMDB Afro Alagoano realiza 1ª Roda de Diálogos, sobre a Queda de Palmares.


Por Arísia Barros

 

O Núcleo do PMDB Afro em Alagoas realiza dia 06 de fevereiro,  a 1ª Roda de Diálogos,:“Pelos Caminhos da Liberdade nas Terras de Pretos, ou a reinvenção de Domingos Jorge Velho, nos Quilombos Contemporâneos.”

 A 1ª  Roda tem como objetivo estabelecer uma agenda de diálogos de responsabilidades políticas,como também reafirmar a importância das ações afirmativas como meio de reparação à população negra.

Segundo, Fernanda Monteiro, presidenta estadual do PMDB Afro: ‘A  atividade é em alusão ao dia  6 de fevereiro de 1694, quando  o fogo da intolerância queimou Macaco, a capital do Quilombo dos Palmares,extinguindo a resistência da confederação de escravos rebelados. Na ocasião- continua- apresentaremos o Núcleo Afro, como agenda para dar sustentação política e social  as políticas para população preta  já existentes.

A Roda de Diálogos terá  duas temáticas:"Pelos Caminhos da Liberdade nas Terras de Pretos, ou a reinvenção de Domingos Jorge Velho, nos Quilombos Contemporâneos" e  "A queda de Palmares como  elemento imperativo  na constituição do racismo contemporâneo, ou o  genocídio e feminicídio de pret@s na sociedade brasileira."

Para se inscrever basta  enviar nome, e número de celular para o e-mail: pmdb.afroalagoas@gmail.com

Informações: 98835-9249

As 30 primeiras inscrições ganham de brinde o livro Legba- A Guerra contra o Xangô, em 1912, de Fernando Gomes

Serviço:

Dia: 06 de fevereiro

Horário: 9 às 12h

14 às 17h.

Local: Auditório Rua Paulina Maria Mendonça, 816 - Mangabeiras. Maceió-AL 


Postado em 31/01/2017 às 10:21 0

Tornar prática a cultura-história  de pret@s é  quebrar as bases de sustentação do racismo.


Por Arísia Barros

Segundo nos conta o  idealizador,articulador-agitador cultural, escritor e  presidente da Associação Cultural Alagoa do Sul, Carlito Lima,o Prêmio Notáveis da Cultura Alagoana, nasceu de uma brincadeira e foi virando coisa séria. Premiar  gentes das artes, realizar rodas de reconhecimento para produção cultural, dos saberes e fazeres locais.
Em sua 13ª edição,a premiação contemplou mais de 30 nomes, em segmentos como teatro, cinema, música e imprensa, e  alargando a representatividade, justamente na 13ª edição do prêmio (para nós o  número 13  sugere transformação, renovação e transmutação), foi acrescida a categoria Cultura Negra e como coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, nosso nome foi escolhido- através do voto popular como  destaque.

A escolha d@s premiad@s se dá por votação direta, eleição via internet. A votação é aberta dia 1º de outubro e encerrada dia 31 de dezembro.
Na entrega da premiação, que aconteceu dia 26 de janeiro, na Barraca Pedra Virada, bairro de Ponta Verde, Maceió,AL, foi bom ouvir os aplausos de um público que, normalmente, não tem convivência e vivências  com o fazer da cultura de pret@s e, como ativista,  ressaltamos  que :"Agregar ao Notáveis a categoria Cultura Negra substancia, mais do que a unicidade de uma trabalho, revisita as   presenças e narrativas que a estrutura hegemônica invisibilizou  durante todos os séculos da nossa existência, e visionário, Carlito Lima e a população dos votantes potencializa e amplia o diálogo  sobre a diversidade do fazer Cultura, nas Alagoas dos Marechais. Revisita lugares de memória. Faz ocupação de espaços."
Ocupar espaços nessas áridas  terras pretas das Alagoas elitizada, formalizada e cheia de  etiquetas segregadoras, onde a  cultura de pret@s é tratada  como arte marginal, nascida e praticada nas periferias esquecidas, ou em rodas de giros para turista "apreciar" em meses de veraneio.
A Cultura das Alagoas  tem só 200 anos. A Cultura Negra tem mais de quatro séculos.
Nessas áridas  terras pretas das Alagoas elitizada, formalizada e cheia de  etiquetas segregadoras,o primeiro e único parque temático sobre a cultura negra das Américas é tratado com um flagrante  desprezo institucional, das três  instâncias do poder público. 
Tornar prática a cultura-história  de pret@s é  quebrar as bases de sustentação do racismo e o  Estado de Alagoas carece  desafiar a invisibilidade, com a inserção da política de estado afirmativa..

E sobre o Notáveis  o escreve o Diário do Poder:"(...)O reconhecimento é resultado de votação aberta pela internet, na qual Alagoas finalmente se rendeu ao talento de  alagoanos ilustres, a exemplo do chargista Léo Villanova, da chef Silvana Chamusca, da liderança cultural negra Arísia Barros e do folclorista Elvis dos Santos Pereira.(...)

E ao Carlito Lima nossos parabéns por ter  reinterpretando a dinâmica do fazer cultura na  13ª edição do Prêmio Notáveis da Cultura Alagoana.


Postado em 24/01/2017 às 10:07 0

Ela se matou aos 13 anos. Pulou de uma janela da casa, em Campagna, na Itália, onde morava.


Por Arísia Barros

 

Ela se matou aos 13 anos. Pulou de uma janela da casa, em Campagna, na Itália,onde morava. Caiu no  vazio do chão da calçada depois de um vôo de seis metros. A morte a encontrou e quebrou-lhe as asas e o sonho de ter uma vida boa.

Ela tinha só 13 anos, era preta,brasileira e foi adotada por italianos. Ela e mais dois irmãos.

 Fazia 6 anos que vivia  na Itália, chegou no país aos 7 anos e  lá o racismo a matou. Os colegas da escola a intimidavam.Ela tinha a cor inadequada, a pele era desigual. Os colegas da escola  usurpavam da menina preta, o direito de ser feliz, recomeçar a vida em outro lugar. Ela  não  era feliz, pois, se auto flagelava, imprimia na pele as feridas da alma  desesperada. Nem o psicólogo que a acompanhava alcançou a voz do racismo que ecoava, pelejando  por assassinar a auto estima da menina.

A menina  não estava na linha de uma bala perdida, nas favelas do Brasil, mas, mesmo assim o racismo, camaleão poliglota, a  alcançou na Itália e a matou.

Quem vai chorar por essa menina?

Essa , uma ítalo-brasileira, que o racismo matou aos 13 anos, na Itália?

Fonte: http://m.ilmattino.it/salerno/articolo-2208085.html


Postado em 23/01/2017 às 23:15 0

Esse convite é especialíssimo para você.


Por Arísia Barros

Na próxima quinta-feira, dia 26 de janeiro, teremos  a entrega do Prêmio  Notáveis da Cultura Alagoana que já está em sua 13ª edição.

O  prêmio  idealizado pelo  cabra das letras, o  empreendedor  cultural ,Carlito Lima , da Associação Cultural Alagoa do Sul  tem como objetivo referendar as muitas artes e as gentes  que fazem cultura nas Alagoas,  inclusive as pretas..

A escolha d@s premiad@s foi através da votação aberta pela internet,  ou seja,  escolha popular,  e  isso carrega um simbolismo , uma responsabilidade enorme para cada premiado.

A festa cultural  começa a partir das 17 horas., na Barraca Pedra Virada.

Vai ter  música das boas,  lançamentos, folclore , encontros de histórias, a equação prazerosa de encontrar gente e conhecer mais de perto a diversidade da cultura alagoana.

Na 13ª edição do Prêmio  Notáveis da Cultura Alagoana fomos escolhida  na categoria ‘Cultura Negra” e será um prazer contar com sua presença.

A Barraca Pedra Virada fica localizada na Av Silvio Carlos Viana, 30 , bairro da  Ponta Verde ,Maceió, AL , (82) 3231-7194
Olha só a programação:
17:00 às 18:30 - Concerto ao pôr-do-sol - filarmônica aconchego.
18:30 - 19:00 - Entrega dos prêmios
19:00 - Apresentação de cultura e arte.
17:00 - 22:00 - Lançamento da Antologia dos Sete Pecados Capitais.

Esse convite é especialíssimo para você.

Você vai. Não vai?

 


Postado em 23/01/2017 às 20:19 0

A militante jovem Mirian Soares e o poeta da periferia, André Fabrício falam sobre racismo na TV Educativa.


Por Arísia Barros

O racismo  é um sistema de opressão institucionalizado no Brasil. tem ação, duração seculares  e efeito estrutural.

 E um dos grandes mal do século e  precisa ser desconstruído e combatido em todas as esferas da sociedade brasileira, rompendo o manto de invisibilidade sobre a  questão.

E para fazer intervenção social o Instituto Raízes de Áfricas, o idealizador da proposta, junto a produção da TV Educativa afirmam a existência desses sujeitos histórico a partir da série de depoimentos, denominada Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, na língua  africana,ioruba.

Os depoimentos  trazem como tema central o Racismo e a partir daí gente que entende o poder da segregação  em suas vidas relatam/ discutem diversos sub temas  relacionados , visando  de abarcar o território da resistência negra.

Mirian Soares, jovem militante preta e André Fabrício, poeta da periferia da grande Maceió,AL, contam suas histórias e revelam  experiências.

Os depoimentos foram exibidos pela TV Educativa, em Al e André diz: “Eu amo escrever. Eu escrevo poesias, mas minha poesia é morta todo dia pelo olhar preconceituoso de muitas pessoas. E todo dia tenho que escrever outras palavras para dar vida ao que acredito.”

Copie e cole o link abaixo e assista a série e se depois quiser mandar sugestões e opiniões a gente é toda ouvidos.

https://www.youtube.com/watch?v=gQRDWZqLuuU

https://mail.google.com/mail/u/0/#inbox/159992b3d142fa80?projector=1

 


Postado em 22/01/2017 às 06:16 0

Foram todas minhas professoras. Nenhuma preta.


Por Arísia Barros

Lembro da primeira professora, aos sete anos, seu nome era Auta e na lembrança da infância, no Grupo Escolar Correia da Neves, o Frango Assado, ela era intocável e perfeita.
A segunda professora, já na quarta-série primária e na mesma escola, que me permitiu leituras e questionamento tinha nome de Eunice e ensinava religião. O olhar materno e agregador nos mantinha na linha com uma autoridade suave e férrea. Com ela aprendi mitos e ritos e incorporei a “culpa católica”. Do pecado original.
As outras professoras vieram depois. Ana era a professora de português  no Colégio Cônego Machado trazia sempre um lencinho a mão, e de quando em vez, levava a boca suavemente, como a expulsar sujeiras incômodas. Tinha a leveza das mulheres elegantes e uma amabilidade que despertava em nós a ânsia de fazer mais e melhor, a tal da superação.
A professora Ana capturava nossos espíritos, inocentemente, rebeldes e os fazia cativos das descobertas. Com ela despertei para a magia da escrita. Com ela explorei o mundo das interpretações literárias e me fiz escrevente. Ganhei meu primeiro prêmio literário com a escrita de uma peça teatral, pomposamente chamada de Anhangá, o Rei da Floresta.
Já no curso superior estudei com Tânia Lamenha. De estatura grande carregava consigo a linguagem hábil de quem tinha paixão em ser professora. Mulher de extrema simplicidade foi uma mestra excepcional. Era a professora que revisava meu caderno de poemas.
Foram várias mulheres professoras que marcaram fortemente a minha vida.
Com elas aprendi a reordenar parágrafos. Apreendi a aventura das grandes descobertas.
Foram  únicas.
Todas minhas professoras magníficas.


Postado em 20/01/2017 às 23:44 0

Reunião com o procurador-geral do MPE, Alfredo Gaspar.coloca em pauta a discussão sobre racismo.


Por Arísia Barros

 

Em reunião ocorrida, no dia 17/01 na sede do Ministério Público Estadual, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, esteve  reunida com o procurador-geral do Ministério Público de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça.

A  reunião proposta pelo  Instituto Raízes de Áfricas teve como pauta a discussão sobre o racismo, o papel deste na desumanização de pret@s, focos e  determinantes da violência contra os negros.

O feminicídio, que cresce acodadamente e tem como alvo a mulher preta e o genocídio da juventude preta foram pontos contundentes  da discussão.

Alfredo Gaspar , que estava acompanhado de mais dois procuradores   do  orgão afirmou que a intenção  do Ministério Público é fazer a integração com as demandas sociais , para que haja uma discussão, mais aprofundada e coletiva  para implementação das  políticas públicas e garantia de direitos.

Arísia Barros ressaltou que  a questão racial  precisa ser absorvida pela sociedade  alagoana como uma questão social, e não como um “problema” só dos pretos e pretas, e o Ministério Público é uma parceiro  relevante nessa construção..

 “Nós achamos de suma importância estabelecer essa ponte de diálogo  aproximado com os segmentos  sociais para discutir as questões, de  garantia dos direitos.que vocês, como militantes sociais  tem a expertises para reconhecê-los”, pontuou Alfredo Gaspar.

Uma próxima reunião já ficou agendada. Outros temas correlatos ao racismo subsidiariam as discussões.


Postado em 19/01/2017 às 15:11 0

Presidente Temer é imperativo que o Estado tenha lucidez política para libertar, Rafael Braga.


Por Arísia Barros

Rafael Braga, o jovem do "caso do Pinho Sol" está preso desde 20 de junho 2013, na época tinha 23 anos. É o único preso e  condenado,entre milhares de manifestantes, que foram  as ruas no Brasil.

Rafael Braga é o bode expiatório dos protestos de junho de 2013.

Prisão, declaradamente, ilegítima e racista.

Rafael Braga foi preso por policiais civis, no bairro da Lapa, Rio de Janeiro, afirmando que o ,então morador de rua, estava portando  um  coquetel Molotov (supostamente, uma garrafa de Pinho Sol cheia de álcool e um pano no gargalo).

Rafael Braga foi julgado pela justiça brasileira, a mesma que ainda, traz na  memória oficial  a concepção secular e  geracional do escravismo , maximizando a segregação do povo preto.

É absurdo o encarceramento de Rafael Braga, Excelência! Condenado por portar uma garrafa de Pinho Sol.

O Estado negligencia os direitos constitucionais de um homem preto, pobre e socialmente invisível

 É  imperativo que o Estado tenha lucidez  política para libertar,Rafael Braga, e pensar respostas adequadas para  resolução imediata desse caso.

E isso exige tomada de posição política do presidente da República.

A  prisão de Rafael Braga é uma das estratégias intimidadora  da violência institucional, declaradamante racista. É a violência que pune um para dar “exemplo” a tantos a não repetir mais a a história.. É violência pedagógica, que domestica e cristaliza o medo coletivo.

 Domesticação  étnica de uma guerra sem fim.

Liberte, Rafael Braga, presidente Temer, antes que  os danos , como a humilhação, a dor congelada , quebra da identidade e principalmente, o direito a vida   no ambiente iníquo e explosivo da prisão violenta,virulenta, caótica sejam irreversíveis.

Libertar Rafael Braga deve ser uma das políticas prioritárias de seu governo.

Liberte, Rafael Braga, presidente Temer!

Entenda o caso Rafael Braga:

Acusado de portar material explosivo quando levava apenas duas garrafas plásticas de produtos de limpeza – uma de água sanitária da marca Barra e outra de desinfetante da marca Pinho Sol -, Rafael foi preso enquanto acontecia, no Centro do Rio, a grande manifestação de 20 de junho de 2013. Mesmo sem ter qualquer ligação com a manifestação, durante a qual outras pessoas foram presas e logo liberadas, ele foi denunciado pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e, com uma agilidade atípica em processos judiciais, condenado em primeira instância apenas cinco meses depois – tendo permanecido preso enquanto aguardava o julgamento por um crime que nunca cometeu.


Postado em 16/01/2017 às 19:13 0

Carta entregue a Presidência da República, em nome da liberdade de Rafael Braga, ainda não tem retornos conclusivos.


Por Arísia Barros

Em 27 de dezembro de 2016, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, entregou ao presidente da República, Michel Temer uma carta, como instrumento de pressão popular, solicitando providências políticas para a soltura do ex-morador de rua Rafael Braga Vieira,26 anos, único condenado por protestos ocorridos em 2013 no Rio de Janeiro.

A entrega se deu no Centro Cultural e de Exposições Ruth,em Maceió, quando da visita de Temer ao estado de Alagoas.

Após essa data  a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e Secretaria Nacional de Articulação Nacional  tem mantido contato.

Em 11 de janeiro o Ministério da Justiça e Cidadania, através da Secretaria Nacional de Direitos Humanos
encaminhou, por e-mail, à  coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, um ofício, ( datado de 02 de janeiro), como resposta  a denúncia sobre a prisão arbitrária de Rafael Braga.

Sem resultados conclusivos.

Segue abaixo o ofício:

Oficio nº 5/2017/GM-SDH/SDH-MJ

Brasília, 02 de janeiro de 2017.

À Senhora

ARÍSIA BARROS

Coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas

Assunto: Resposta a Carta S/Nº do Instituto Raízes de África. Caso Rafael Braga Vieira.

Senhora Coordenadora,

Cumprimentado-a cordialmente, informo que o caso foi registrado pelo Departamento de Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos, sob o protocolo nº 1271776, recebendo os respectivos

encaminhamentos: Núcleo de Defesa de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio de Janeiro e ​Coordenadoria de Direitos Humanos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

Na oportunidade, informo que tendo em vista o período de recesso do Poder Judiciário, não foi possível contato imediato com os órgãos citados. Entretanto, diante da situação apresentada e das providências solicitadas, o Departamento de Ouvidoria permanece monitorando a denúncia junto às instituições acionadas e tão logo finalize o recesso, buscará informações atualizadas.

Esta Secretaria permanece à disposição para eventuais esclarecimentos que se fizerem necessária.

Atenciosamente,

HERBERT BORGES PAES DE BARROS 

Entenda o caso Rafael Braga:

Acusado de portar material explosivo quando levava apenas duas garrafas plásticas de produtos de limpeza – uma de água sanitária da marca Barra e outra de desinfetante da marca Pinho Sol -, Rafael foi preso enquanto acontecia, no Centro do Rio, a grande manifestação de 20 de junho de 2013. Mesmo sem ter qualquer ligação com a manifestação, durante a qual outras pessoas foram presas e logo liberadas, ele foi denunciado pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e, com uma agilidade atípica em processos judiciais, condenado em primeira instância apenas cinco meses depois – tendo permanecido preso enquanto aguardava o julgamento por um crime que nunca cometeu.

 

 


Postado em 14/01/2017 às 16:06 0

Secretaria de Estado da Fazenda e Instituto Raízes discutem planejamento afro- estratégico para 2017.


Por Arísia Barros

 

Em reunião ocorrida, na quarta-feira, 11/01, na sede do gabinete da Secretaria de Estado da Fazenda, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros ,esteve reunida com o secretário da Fazenda, George Santoro e   Renata Santos, Secretária Especial do Tesouro Estadual tendo como objetivo  discutir um  planejamento afro-estratégico , visando dar prosseguimento as ações afro-empreendedoras, iniciadas em 2016, dentre elas a Incubadora Afro.

Segundo  George Santoro, o Planejamento Estratégico, além de ser imprescindível  para a consolidação de  qualquer projeto, nesse caso  permite ao Estado ter uma visão ampliada das ações a serem desenvolvidas,em parceria, como, também, identificar  as fragilidades e tentar e superá-las, a fim de resultados exitosos, para  haja os próximos anos.

Na oportunidade foi feito um balanço da viagem afro-técnica realizada ao Rio de Janeiro, com o apoio da Secretaria da Fazenda, tendo como fim uma visitação in loco para conhecimento da  ação e resultados da Incubadora Afro do Rio de Janeiro, coordenada por Giovanni Harvey.

 O Projeto do Fundo Estadual para Igualdade Racial, também foi tema da conversa.

Presente à reunião a  Secretária Especial do Tesouro Estadual,Renata Santos, falou que: “ A partir do momento que o Estado apóia ações  com  a ótica de fomentar a economia, na  perspectiva inclusiva torna-se um estado plural.”

Ainda na ocasião, Arisia Barros fez entrega a George Santoro e Renata Santos da  2ª edição da Revista da SECULT em Cena, em que está publicado o artigo “A Pequena África Chamada Alagoas”,  escrito originalmente, em 2007.

No final da reunião, Santoro reafirmou a parceria do Governo do Estado  acrescentando que a implementação da Incubadora Afro  é um investimento em políticas públicas. Políticas estas que  asseguram os direitos sociais e essa é uma das grandes metas do Estado de Alagoas.

 

 


Postado em 10/01/2017 às 17:25 0

E nosso nome foi escolhido por votação direta via internet: Espia só!


Por Arísia Barros

 Carlito Lima,o  Prêmio Notáveis da Cultura Alagoana, ex Prêmio Espia foi instituído,em 2005 numa brincadeira, como sátira aos prêmios de fim de ano que têm interesse, meramente,  monetário e contempla mais empresários, políticos ou gente influente. 

Organizado pelo  articulador-agitador cultural e escritor, Carlito Lima, da Associação Cultural Alagoa do Sul, o  Prêmio Notáveis da Cultura Alagoana, vem premiando os artistas que contribuíram para a cultura alagoana durante o ano  de 2016.

A escolha d@s premiad@s se dá por votação direta, eleição via internet. A votação foi aberta dia 1º de outubro e encerrada dia 31 de dezembro.

E na 13ª edição do prêmio , como coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, fui contemplada com o destaque Cultura Negra.

A festa de entrega do prêmio será  realizada, a partir das 17 horas, durante a Festa do Pôr-do-Sol no Acarajé do Alagoinha, Praça Gogó da Ema, orla da Ponta Verde, em Maceió,AL, com direito a pôr-do-sol e boa música.

E Carlito Lima convida: “Participe desse encontro com a cultura alagoana. "Chegue cedo para pegar uma boa mesa e assistir um lindo por-do-sol.

Para a ativista preta, Arísia Barros, escolhida como destaque da cultura negra, em Alagoas  do ano de 2016, receber o  Prêmio Notáveis da Cultura Alagoana  agrega três valores s fundamentais:"O trabalho que está sendo feito, o alcance da ação  e o mais importante: a a participação  popular,".

Obrigada, Carlito Lima.

E no mais espero vocês, lá.

Tá bom?!


Postado em 10/01/2017 às 00:51 0

Lei Federal nº 10.639/03 é pauta de agenda política com presidente do Senado e Vice-Governador do Estado de Alagoas.


Por Arísia Barros

Em reunião acontecida na noite desta segunda-feira, 09 de janeiro, a coordenadora  do Instituto Raízes de Áfricas,Arísia Barros, presidenta do PMDB Afro em Alagoas, Fernanda Monteiro, representante da ONG ELROI, Nelma Nunes, a estudante de Propaganda e Publicidade, Arianne Barros  e a deputada estadual, Jó Pereira estiveram presentes em uma mesa de debate com o presidente do Senado, Renan Calheiros e o vice governador de Alagoas, Luciano Barbosa.

A reunião, articulada pelo Instituto Raízes de Áfricas, enfocou os 14 anos que marcam a criação da  Lei nº 10.639/03, neste 09 de janeiro.

A 10.639/03 estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileiras e africanas nas escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio, através do  o Parecer do CNE/CP 03/2004 que aprovou as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Africanas; e a Resolução CNE/CP 01/2004.

A Lei ressalta a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira.

O Presidente do Senado  e Luciano Barbosa mostraram receptivos em discutir uma proposta de parceria buscando   estreitar laços de diálogo, propondo a efetivação de um trabalho coletivo entre Estado e  sociedade.

Uma outra questão apresentada a  Renan Calheiros foi a proposta  do Governo Federal em abrir o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento para perfis de pessoas não contempladas na ação.

Diversos outros assuntos foram tratados como a universalização do ensino, Programa Mulheres Mil.

Nelma Nunes falou sobre  a questão dos egressos dos Sistema Socioeducativo e fez a sugestão de uma escola em tempo integral dentro das unidades socieducativas.

Fernanda Monteiro  reafirmouuma   que  é necessário a política permanente do investimento human..

A deputada estadual Jó Pereira  colocou seu mandato parlamentar a disposição para fomentar  a .articulação com os movimentos sociais

Renan Calheiros reiterou a disposição dele, do vice-governador para colaborar, no que for possível, em promover o desenvolvimento das políticas públicas já existentes, principalmente, as que priorizam as populações mais vulneráveis.  

Ao final do encontro, como referendo ao 9 de janeiro e a Lei nº 10.639/03,  o presidente do Senado entregou a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas,   Arísia Barros, um exemplar do livro LEGBA- a Guerra Contra Xangô em 1912, de Fernando Antônio Gomes de Andrade.