Meu pai me roubou da maternidade assim que nasci, e me levou para um bordel.

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Eu nasci  de uma forma um tanto inesperada. Minha mãe conheceu meu pai, gostou dele, ficaram e ela terminou engravidando. Em uma única noite.  

Fui uma filha sem nenhum planejamento nenhum. Quando minha mãe se descobriu grávida não contou logo para meu pai e nem correu atrás dele para pedir ajuda. Mas, quando soube,  quis me registrar. E claro, minha mãe concordou.

Alguns dias depois que nasci, meu pai passou na maternidade e disse que ia me levar para o cartório para fazer o registro e sumiu comigo.

Fiquei um tempo desaparecida. Quando me encontraram eu já tinha quatro meses e estava em um bordel, desnutrida e a beira da morte. Era meu pai quem cuidava de mim, em um quartinho lá nos fundos do bordel. Minha comida era coxinha com ketchup ( deu nos exames).

Minha mãe disse que me procurava de dia e de noite, parecia que sumi do mapa. E quando me encontraram agradeceu a Deus, mas, teve que rezar muito para que eu sobrevivesse. Passei mais quatro meses no hospital entre a vida e a morte.

Mesmo tendo me roubado e quase me matado, minha mãe perdoou meu pai e  aprendi a gostar dele e com ele convivi  ( bem vigiada pelo olho/cuidado materno), em períodos até sua morte e hoje conto a história que minha mãe me contou.

A história foi  contada  a blogueira em um quilombo das Alagoas de Palmares, pela adolescente consciente da sua pretitude, de 14 anos,que tinha  mãe ao lado. .

 

 

 

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No Conversas Negras tem Martinho da Vila e muito mais gente boa, que discute o enfrentamento ao racismo/sexismo/homofobia. Aparece lá!

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Ciclo é feito uma roda que gira, gira e depois volta para seu lugar de começo.

O Ciclo Nacional de Conversas Negras Agosto Negro Ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta:  é assim. Em sua 8ª edição o Ciclo volta para casa, seu lugar de origem, Alagoas. Antes já esteve em vários estados do Brasil, o último foi Goiás.

Volta para Alagoas e para a Bienal Internacional do Livro, que também está em sua oitava edição.

Idealizado pelo Instituto  Raízes de Áfricas, o Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta   traz a proposta de agregar

pessoas,idéias,experiências  que enriqueçam e impulsionem  uma discussão ampla e significativa que faça enfrentamento ao racismo/sexismo/homofobia.

É sobretudo um fórum que busca consolidar a construção de parcerias e a prática do diálogo aberto e transparente com diversos segmentos sociais, como investimento, através do trabalho conjunto, para transformação das desigualdades raciais.
Nesta 8ª edição o Ciclo Nacional conta com o apoio do  Governo do Estado, através da  SEFAZ, SEDETUR,SERIS, UNCISAL,EDUFAL,Hotel Ponta Verde e Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.

A cada pessoa que se fará  presente, obrigada.

Sejam bem vindos ao Ciclo Nacional de Conversas Negras Agosto Negro Ou o Que a História Oficial Ainda Não Conta, que em sua 8ª edição discute sobre territórios exclusivos, restritivos e racistas.

Com certificação de 8 horas, acontece no  sábado, dia 30 de setembro, no Teatro Gustavo Leite, das 10 às 18 horas, no Centro de Convenções.

Aparece lá!

 

 

Programação:

 

10h- Abertura oficial

Apresentação do Grupo Vozes Pretas da Periferia

11h30- Conversa I-

A Política de Reintegração Social, nos 200 anos de Alagoas e a Parceria do Instituto Raízes de Áfricas, com a SERIS como instrumento de transformação social.

Conversador@s:

Arísia Barros-Coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas/ blogueira do CadaMinuto

Shirley Araújo- Chefe de Reintegração Social e Acompanhamento de Alternativas Penais.

Keila Soares dos Anjos -reeducanda do Sistema Prisional

12h30- Pausa para o almoço

14h- Conversa II-

Algemas: Quando elas também estão presentes, ainda que invisíveis, nos hospitais aprisionando a autonomia das mulheres no parir.

Conversadoras:

Aline Nunes- Enfermeira, paramédica, psicanalista e terapeuta/Rio de Janeiro

Carla Perdigão- Doula. Enfermeira. Feminista.

15h- Conversa III-

Conversadeiras:

Feminismo Trans e Negro-Quando o corpo negro e trans é político por si só.

 Sophia Braz- Secretaria de Educação- Coruripe-AL, professora do Programa AABB Comunidade, blogueira do CadaMinuto

Jade Soares- Técnica em enfermagem estudante de enfermagem, Secretária Geral da Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil , fundadora da ONG Metamorfose Lgbt  e uma das integrantes do colegiado do Projeto Pró-Vida Mulher

16h- Conversa IV-

O racismo existe, sim e precisamos falar mais e mais sobre ele.

Conversador: Martinho da Vila, como militante orgânico do movimento negro, escritor  e embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Lançamento do Livro: Conversas Cariocas- Martinho da Vila

18h- Encerramento

 

 

 

 

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Meu namorado me pediu uma prova de amor. Eu dei. Fui lá e acabei o namoro -disse a adolescente.

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Ela é uma menina preta e mora em uma região periférica  no municipio de Rio Largo,AL,em  que a gravidez na adolescência é uma epidemia, e , é vista como algo normal e não causa rebuliço na cabeça das pessoas. Tem algumas  amigas próximas que pariram, até com 12 anos, e hoje carregam o filho nas costas, como uma encomenda entregue em endereço errado.

Ela diz que gosta de namorar, sente prazer em ter alguém por perto para trocar idéias, sair, passear e etc e tal, mas mantém a lucidez quando o assunto é sexo.

Como minha mãe diz: "a gente precisa está preparada para assumir o sexo como algo que faz bem. Eu não tenho ainda maturidade para isso. Meu namorado vira e mexe me pedia a tal prova de amor. E falava do meu corpo. E ficava insistindo, insistindo. E um dia de tanto ele insistir fui ficando  irritada, muito por ser forçada a fazer algo que não queria. Aí fui lá e acabei o namoro."

Minha mãe me ensinou que a gente tem que amar primeiro a gente para depois amar o outro.

Acho que aprendi.

E fim!

 

 

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Criança adotada é devolvida a família biológica ao descobrir-se gay.

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O menino  foi adotado recém nascido, pelo provedor da família  muito tradicional na cidade

O menino cresceu tendo tudo do bom e do melhor, que o dinheiro poderia dar.

Teve, também, o carinho do pai adotivo  que o tinha , verdadeiramente, como filho.

O menino estudava nas melhores escolas, freqüentava os locais de alto padrão.

O menino era, financeiramente, rico.

Aí o tempo passou, o menino cresceu e o pai  adotivo morreu.

Depois da morte do pai,  a família do pai adotivo,  ao descobrir que o menino era gay  o devolveu a família o biológica , que vivia numa pobreza extrema.

O menino, já adolescente, entrou em confusão mental, porque não aceitava ser descartado daquela forma.

E teve que se conformar, pois recebeu ameaças da família tradicional para não  abrir a boca.

E calou-se.

O menino foi devolvido à família biológica porque é gay.

Descem as cortinas?

 

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Eu acredito na cura gay. Sabe quando ela ocorre?

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Quando o pai pede que o filho dê um beijo no namorado para ele tirar uma foto.

Também ocorre quando o neto pergunta para a avó: “O que a senhora faria se eu trouxesse meu namorado aqui na sua casa?” E a avó responde: “Café.”

Ou quando alguém pergunta a uma criança: “O que você acha de um homem se casar com outro homem ou de uma mulher se casar com outra mulher?” e a menininha pergunta: “Vai ter bolo?”

A cura ocorre, quando a culpa desaparece, quando a pessoa deixa de se sentir errada, quando consegue ser feliz sem medo, sem pensar em doença, ou pecado.

A cura vem quando se tira o peso das costas, quando não se percebe como o estranho no ninho, quando a pessoa se sente amada.

Desse processo de cura precisamos todos nós. 

E o que é mais legal é que quando eu deixo o outro ser do jeito que que ele quer ser, o mundo fica mais fácil para eu ser do jeito que eu quero ser.

Este debate todo nasceu da decisão de um juiz do Distrito Federal, mas o tsunami que ele causou nas redes sociais é muito válido, pois, como disse o Rafael Corrêa, mostra quanta gente faz parte de um círculo de amor, de pessoas do bem!

Aliás, psicólogos são as pessoas indicadas para ajudar a resolver questões mal resolvidas, uma delas é “Por que a felicidade dos outros incomoda tanto?” ou “Por que ver pessoas bem resolvidas tira tanto o sossego?”

Aí sim, tem muita gente precisando de ajuda.                       

Fonte:  Grupo de wathzap sem autor

 

 

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Excelência, Promotor Alfredo Gaspar, como é que o MP/AL cria um Fórum para discutir os direitos humanos e o movimento social não é convidado?

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O papel do Ministério Público Estadual é de atuar como defensor do direito ao exercício pleno da cidadania, ou seja, seguindo esse principio cabe a instituição criar pontes de escuta  e diálogo com a sociedade civil.

Pensar a cultura dos direitos humanos, Excelência é incorporar as ações, sem colocar parênteses entre os diferentes, tornando-os dessemelhantes  e desiguais, na hora da construção.

Como foi pensada a construção da I Conferência Estadual em Defesa da Cultura dos Direitos Humanos, ocorrida dia 20, no Teatro Gustavo Leite/Centro de Convenções, Excelência?

A palavra construção rima com coletividade, na  lógica de concepção de sujeito constituído no público, nas multiplicidades de  culturas, nos diversos  campos sociais, das experiências vivenciadas.

Como o movimento social vai se inserir em uma Conferência/ Fórum  que se constrói exclusivamente no âmbito privado do MP/AL e das hostes do governo?

Às vezes para construir possibilidades é preciso desconstruir conceitos engessados.

O Ministério  Público do estado de Alagoas carece redimensionar os conceitos sobre os movimentos sociais e percebê-los protagonistas, não meros espectadores.

Como é que o MP/AL, cria um Fórum para discutir os direitos humanos e a diversidade dos movimentos sociais, das muitas gentes que tem muito a contribuir na construção de espaços não são  convidad@s, Excelência?

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Solicitação de aposentadoria por ser gay.

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Dino Alves da ONG Pró-Vida em Alagoas, escreve:

 

 

Requerimento de Aposentadoria Compulsória Retroativa por “Homossexualismo”

 

Ao: Exmo. Sr. Doutor Juiz Federal

Waldemar Claúdio de Carvalho

SAU/SUL Quadra 2, Bloco G, Lote 8, Brasília - DF

CEP: 70070-933 Telefone: 3221-6000

c.c. Exma. Sra. Raquel Dodge

Procuradora-Geral da República

c.c. Exmo. Sr. Ronaldo Nogueira

Ministro do Trabalho e da Previdência Social

c.c. Exmo. Sr. Ricardo Barros

Ministro da Saúde

Em 15 de setembro de 2017, o meritíssimo juiz federal Waldemar Claúdio de Carvalho concedeu liminar que permite o uso por psicólogos/as de terapias de “reversão sexual” de pessoas homossexuais, contrariando a Resolução 001/1999 do Conselho Federal de Psicologia, bem como as deliberações da Organização Mundial da Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde e do Conselho Federal de Medicina, entre outras organizações científicas, e promovendo o curandeirismo e o charlatanismo, uma vez que a decisão infere que as pessoas homossexuais são doentes e passíveis de tratamento, liberando assim a “cura gay”.

Entende-se que a partir dessa decisão, em torno de 20 milhões de pessoas brasileiras que são homossexuais (segundo estimativas científicas baseadas no estudo de Kinsey, 1948) tornam-se inválidas e, portanto, elegíveis para receber aposentadoria por invalidez. Reconheço que o pagamento desse benefício imprevisto possa quebrar a Previdência Social uma vez por todas, mas sugiro que o déficit incorrido seja recuperado por meio da taxação da renda das igrejas que promovem a “cura gay”.

Como ainda não existe tabela para essa doença, sugerimos que o valor mensal do benefício seja 24 salários mínimos, com isenção de todo e qualquer imposto por motivo de crença (ou melhor, doença), e com direito a passaporte diplomático para poder empregar o tempo ocioso em viagens ao exterior, buscando a cura em centros avançados, e também divulgando a boa nova brasileira relativa à cura do “homossexualismo”.

Sendo uma dessas pessoas inválidas, devido à minha condição homossexual que é de notório saber, venho por meio deste requerer minha aposentadoria compulsória, com direito a acompanhante especializado, retroativa até o início das primeiras manifestações da minha homossexualidade, por volta do ano de 1997.

Nestes termos, deferimento.

Maceió - Alagoas, 18 de setembro de 2017

Dino Alves

Diretor de Planejamento, Gestão e Finanças da Ong Pró-Vida

 

Fonte:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1540889759332646&set=a.111185488969754.25296.100002349101158&type=3&theater

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O mito da miscigenação brasileira serve de pano de fundo para mascarar, normatizar e internalizar o racismo cotidiano.

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O racismo no Brasil é uma patologia epidêmica que espia pelas frestas das fragilidades humanas e se aloja entre a razão e o bom senso.

Com o advento da Lei federal nº10.639 de 09 de janeiro de 2003- que cria a obrigatoriedade do estudo da África e dos negros e negras descendentes no currículo escolar, as escolas brasileiras têm pela frente a tarefa de preencher, com possibilidades pedagógicas, o hiato presente na história que se conta e criar espaços estratégicos para o estudo das relações inter-raciais nesse universo.

A história do povo negro é seqüestrada diariamente no cotidiano das salas de aula, nas páginas dos livros didáticos e em cada esquina do conhecimento pedagógico. Recentemente, uma professora afirmou em sua aula de história que o “país” África era pária do mundo, não muito contente com a abrangência do substantivo mundo, ampliou para universo.

Meninos e meninas demonstraram uma má disfarçada inquietação. Não que ousassem contestar a absurda avaliação histórica da mestra, simplesmente não sabiam o significado de “pária”.

Reinventam-se fórmulas para a perpetuação da “teoria das raças”. Emudece a voz histórica e as nossas concepções eurocêntricas ganham a interpretação de história verdadeira. Vira-se a página!

Outra professora transformou em lenda a história de Zumbi dos Palmares. Uma meninazinha levantou o braço e perguntou? Tia, Zumbi não existiu? E a mestra enfática: não foi bem isso que quis dizer, mas disse, afetando de modo decisivo a percepção de crianças, ainda pequenas sobre Zumbi, o Rei de Palmares!

É a pedagogia caduca na busca dos semelhantes e da exclusão dos “diferentes”, ganhando sobrevida nas salas de aula, criando espaços estéreis feito páginas em branco, onde tudo pode ser imaginado, segundo a preferência do freguês/freguesa.
É nossa ignorância histórica limitando as muitas possibilidades para que meninos e meninas, mesmo não tendo uma linguagem comum, estabeleçam espaços de partilha ética e respeito ao outro/outra. É o racismo nosso de todo dia que põe a burca e europeíza nosso olhar.

O mito da miscigenação brasileira serve de pano de fundo para mascarar, normatizar e internalizar o racismo cotidiano. Qual a escola brasileira que se atreve a dizer que a Princesa Isabel foi uma lenda?

 

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Instituto Raízes de Áfricas faz Bate Papo com o escritor Martinho da Vila, na 8ª edição do Ciclo Nacional de Conversas Negras, na Bienal.

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Com uma programação diversificada a 8ª edição do Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta acontece dia 30 de setembro, das 10 às 18 horas, na Sala Jatiúca, no Centro de Convenções Ruth Cardoso e tem como um dos palestrantes, o escritor e  embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Martinho da Vila.

Na ocasião Martinho fará lançamento do  livro,  Conversas Cariocas (Editora Malê).

O tema dessa vez é  Conversa sobre Territórios, Desterritorialização e a  Reterritorialização, sob a ótica racial e de gênero, e o  Ciclo  tem como um dos objetivos aprofundar o diálogo social que contemple e problematize temas relacionados à questão estrutural do racismo.

A realização do  Ciclo Nacional de Conversas Negras do 8º Ciclo, que é parte integrante da programação da 8ª Bienal Internacional do Livro em Alagoas,conta com o patrocínio do Governo do Estado, através da Secretaria da Ressocialização e Inserção Social, Fazenda , SEDETUR, UNCISAL  e EDUFAL.

Sobre o Ciclo

O Ciclo Nacional de Conversas Negras:”Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”  idealização do Instituto Raízes de Africas, vem pontuando, ao longo dos últimos oito anos, a discussão de abordagens e os aspectos críticos fundamentais das temáticas, envolvendo a questão das africanidades em terras brasileiras, como também a gestão política das relações sócio étnica.

A primeira e segunda edições do Agosto Negro aconteceram em Maceió,AL , a terceira edição teve Uberlândia- Minas Gerais como palco de realização, o quarto Ciclo aconteceu em Belém do Pará e o quinto em 2014, no Rio de Janeiro.

A sexta edição Ciclo Nacional de Conversas Negras:”Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”  foi acolhido por Brasília, no Senado Federal. A 7ª edição ocorreu na PUC de Goiânia, Goiás e em sua  8ª edição, o Ciclo reestréia em seu lugar de origem, na programação da 8ª Bienal Internacional do Livro.

As inscrições serão limitadas.Para inscrever-se basta enviar um e-mail com nome, instituição,celular para raizesdeafricas@gmail.com.

Mais informações:  (82) 98827-3656/3231-4201

Entrada franca

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Pessoas riam enquanto eu era levada, dizendo: leva essa negra. Leva ela pra senzala. Faculdade não é lugar dela, não.

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Sobre a prisão estúpida de Mayara Avilla, no  dia 15/09/17,  durante a estadia  de Jair  Bolsonaro em uma Universidade em Belo Horizonte, Mayar assim se manifestou sobre o episódio:

 

" Fui detida. Ouvi discursos fascistas.Racistas.

Doeu.Doeu muito.

Eu estava lá, lutando, indignada pelo fato da Universidade, a qual eu estudo receber um cidadão que vai contra TODOS OS DIREITOS HUMANOS.

Ainda está doendo.

Pessoas riam enquanto eu era levada, dizendo leva essa negra. Leva ela pra senzala, faculdade não é lugar dela não.

Mas eu acredito que o meu lugar é onde eu quiser. E eu venho lutando para que seja em lugares que possam me dar a  sensação de enfim ser valorizada.

Protestamos, contra o que?

Contra um cara chamado Jair Bolsonaro, já ouviu falar?

Seu discurso é de ódio, ódio pela humanidade. Falo  de Gays, Pobres, Negros, Mulheres.

Eu fui detida hoje, o único crime que cometi foi lutar, gritar e chorar por não esta acreditando no que estava acontecendo.

JAIR BOLSONARO prega discurso de ódio, Jair Bolsonaro profere palavras que doem a alma.

Me liberaram, mais a marca vai ficar por um longo tempo, apanhei, minhas costelas estão doendo muito, mas ninguém irá tirar os meus direitos.

Lugar de pobre, gay, negro, mulher é onde a gente quiser!".

 

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