Você é de Alagoas? Perguntou a moça.

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Você é de Alagoas?  Perguntou a moça lendo a chamada: Alagoas Presente, na plaqueta que carregava eu durante a III Marcha das Mulheres Negras, no 30 de julho, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Com a resposta afirmativa, a moça começou a espalhar emoção na voz embargada:- Minha mãe nasceu em Alagoas e nunca mais voltou. Me deixa tirar uma foto sua para mostrar para minha mãe? Fez a pergunta, já acrescentando explicações:- É como se fosse um reencontro com a terra  dela- afirmou a moça.

Fiz pose com a plaqueta e a moça tirou o retrato.

O nome da moça é Andrea.

Na confusão daquele mundaréu de gente, o nome  da mãe não perguntei.

Espero que a foto com a presença de Alagoas traga alento para o coração da mãe.

 

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Licença prêmio concedida a representante do SINTEAL causa polêmica entre profissionais de educação do município de Maceió,AL.

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A Portaria nº 2802, de 03 de agosto de 2017, que concede licença prêmio  a um professor de Educação Infantil pertencente ao Quadro de Pessoal da Secretaria Municipal de Educação de Maceió e que faz parte da Diretoria do SINTEAL, tem causado grande polêmica junto a profissionais da educação do município de Maceió, nas redes sociais e nos grupos de whatsapp.

Segundo esses profissionais a Licença Prêmio  consta como extinta,no ordenamento jurídico da SEMED/Prefeitura(?)  e  muitos processos com datas anteriores (2003/2000/1998) foram indeferidos, por essa razão. E não se entende como um profissional pode ter direito a concessão de  uma licença que  já não existe.

“Pode ter ocorrido alguma mudança nas regras funcionais ou caso contrário, poderá ser publicado por incorreção"- especula uma servidora.”

"Passei muitos anos ouvindo que essa licença foi  extinta"- inquieta-se um profissional.

E outras vozes fazem  eco: “- Se um teve, há jurisprudência para todos nós! Eu vou querer as minhas licenças também."

Revoltada uma servidora define a insatisfação de muit@s: “Por que existe para uns e outros não. A SEMED, como orgão gestor nos deve  esclarecimentos urgente".

Ligamos para a SEMED buscando esses esclarecimentos. Por telefone falamos com a recepcionista Jessiane que  direcionou ao Setor  de Comunicação. Informamos a Amanda, da Comunicação, que faríamos a matéria e precisavamos do posicionamento da SEMED. Ela  anotou nosso contato para provável retorno.

Os telefones da página do SINTEAL (+55 (82)3221.0893 / 3221.0305 / 3221.0046), não atenderam as ligações.

O Blog está aberto para os esclarecimentos.

 

 

Em reunião com representações institucionais e movimento social, Instituto Raízes de Áfricas discute a preservação do Quilombo na terra do mestre José Zumbi,em Alagoas.

A convite da liderança Cícera Bispo, Secretaria do Meio Ambiente do município de Santa Luzia do Norte, o Instituto Raízes de Áfricas participou de reunião com representantes de segmentos do município, ocorrida dia 26 de julho.

A reunião, que aconteceu no no gabinete do prefeito é parte da ação do Projeto Conversa de Bastidores, idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio da Secretaria de Estado Ressocialização e Incusão Social e SECOM, cuja proposta é afirmar o 25 de julho, como dia Nacional da Mulher Negra e de Teresa de Benguela

 

Diversos assuntos constaram na pauta da reunião, dentre eles, os efeitos nocivos da modernização na preservação das  raízes pretas históricas de Santa Luzia, focando  a recriação do Porto dos Escravos e a criação do Memorial do Quilombo e o pertencimento da comunidade local.

Os quilombolas de Santa Luzia, aos poucos, vão perdendo a ligação com a ancestralidade. Precisamos fazer algo urgente. O Quilombo está morto- afirmou Cícera

O vereador João Maia  reforçou a importância de preservação das valores do quilombo, afirmando que: “Temos compromisso e responsabilidade e temos de alinhar a revitalização do Porto dos Escravos e a preservação do Quilombo como prioridades de políticas públicas.”

Um povo cresce  a partir da valorização da sua história- afirmou o historiador e chefe de gabinete, Eronildo Paz.

Sr. Paulo Ferreira falou que revitalizar os espaços do Quilombo é um dos desafios do poder público.

 

Participaram da reunião o vereador João Maia, Eronildo Paz, chefe de gabinete, Cícera Bispo, Secretaria do Meio Ambiente, Paulo Ferreira e  Claudia Bernardes, representação do movimento social, o  vice prefeito, Jose Ailton, na coordenação do Instituto Raízes de Áfricas, Arisia Barros, Mirian Soares, representante feminista da juventude negra, em Alagoas, José Augusto, Instituto Raízes de Áfricas e Madlene Delfino.

No final da reunião ficou definido a Audiência Pública, com proposição de criação  de um projeto de estudo , visando a preservação  da historicidade de pret@s de Santa Luzia do Norte.

O municipio está localizada na mesorregião do Leste de alagoano, situada a margem direita da laguna Mundaú,  distante a 27 km de Maceió, em Alagoas e  a terra de mestre José Zumba.

 

 

Quem foi José Zumba.

 

José Zumba era um artista plástico brilhante, descendente de africanos, nasceu em Santa Luzia do Norte,  no dia 30 maio de 1920.

A maioria de suas pinturas retrata as figuras de negros velhos, escravizados, cenas de trabalho, belas negras, dentre outras gravuras. Foi agraciado com o diploma de Cidadão de Maceió, do Ordem de Mérito dos Palmares, diploma da Escola de Belas Artes, Comenda Desembargador Mário de Gusmão.

No final da reunião ficou definido Audiência Pública para  discussão de um projeto de estudo , visando a preservação da história da historicidade de pret@s de Santa Luzia do Norte, que está localizada na mesorregião do Leste de alagoano, situada a margem direita da laguna Mundaú, , distante a 27 km de Maceió, em Alagoas e  a terra de mestre José Zumba.

 

Quem foi José Zumba.

 

José Zumba era um artista plástico brilhante, descendente de africanos, nasceu em Santa Luzia do Norte,  no dia 30 maio de 1920.

A maioria de suas pinturas retrata as figuras de negros velhos, escravizados, cenas de trabalho, belas negras, dentre outras gravuras. Foi agraciado com o diploma de Cidadão de Maceió, do Ordem de Mérito dos Palmares, diploma da Escola de Belas Artes, Comenda Desembargador Mário de Gusmão.

 

Meu pai, Seu Antonio, morreu ouvindo as melodias de Luiz.

 

O ano era 2002, mês de fevereiro e o domingo  espalhava um tempo azul,  cheio de  sol na praia de Guaxuma, litoral norte de Maceió,AL.

 O projeto Som Verão, promovido pela Secretaria Estadual da Cultura fazia, em Guaxuma, o show de encerramento do Projeto,  tendo como estrela convidada, o  cantor e compositor Luiz Melodia.

 Nesse domingo meu pai  pediu para ir a praia e insistiu muito para  que todos se fizessem presentes.

E lá se foi a família Barros  à praia ouvir Luiz e suas melodias.

Estava lá, Seu Antonio,  a mamãe, minhas irmãs e irmão, sobrinhos, netos e etc. Na época minha filha tinha 5 anos.

Nesse dia meu pai iria morrer, pressentimento ou não, ele  queria  o agasalho-essência da família em seu último dia de consciência no plano terreno.

Estávamos tod@s lá ao lado do meu pai para assistir o show do Luís Melodia, na praia de Guaxuma.

Ao lado de Zeca Pagodinho, Martinho da Vila meu pai, o Seu Antonio, o mestre funileiro  nutria simpatias pela música de Luiz.

 Meu pai morreu no show de Melodia e isso ficou marcante em minha memória de filha.

Hoje Luiz morreu e espero que lá nas bandas da outra dimensão eles possam se encontrar e tecerem uma boa prosa.

Meu pai morreu no verão de 2002, aos 72 anos

Melodia foi agora, em pleno inverno.

Descanse em paz, negro gato!

 

 

Ambos moram na mesma periferia marcada pela arrogância tirana da pobreza.

A menina preta tinha 12 anos quando iniciou o namoro com o menino preto,  de 15 anos.

Ambos moram na mesma periferia marcada pela arrogância tirana da pobreza, dessas gentes expatriadas.

A periferia fica na grande Maceió, em Alagoas.

A menina aos 12 anos, descolarizada, hormônios em ebulição  foi namorar o menino, desestudado. 

Aos 12 anos e alguns meses a menina dormiu com o menino, e  nove meses depois, quando completou 13 anos, pariu.

Gravidez de alto risco- diziam os médicos.

Maternidade superlativa em ocasos.

Na hora de parir, a menina sofreu feito gente grande e  suplicou aos céus, piedade.

O médico, impassível jogou no colo da menina:- Não achou bom fazer, agora agüente!

A menina preta sentiu a dor duas vezes.

O pai de 15 anos se negou a segurar a criança nos braços, alegou que  tinha medo de quebrar o bebe.

Havia lágrimas nos olhos assustados do menino-pai, solitário em seu medo enorme dessa responsabilidade não planejada, dessa súbita maturidade.

 Pensava por longos silêncios, intercalados por suspiros de assombro.

Bem feito- diziam alguns- Por que não se preveniu?

A avó- mãe  da menina- toma remédios controlados e não sabe ainda como replanejar a vida doméstica, a partir dos descontroles juvenis.

O Programa  Farmácia Popular foi extinta pelo Governo Federal

E mais uma família preta se forma nas terras das Alagoas de Palmares, moldada a partir da opressão da pobreza que deslocalizam passos para  labirintos escuros.

The End?

Como protagonistas mulheres encarceradas, em Alagoas, ressignificam o, 25 de julho, Dia Nacional da Mulher Negra.

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Elas são quase todas naturais de Alagoas, a terra preta da guerreira  Aqualtune, primeira grande comandante do Quilombo dos Palmares.

Elas também vêm de outros estados, além de Palmares. São baianas, cearenses...

 O presídio Santa Luzia, em Maceió, Alagoas tem entre suas grades um grande percentual de mulheres pretas. Em torno de 89%. É um espaço negro, em permanente movimento.

Muitas delas analfabetas. Muitas delas saídas de espaços vulneráveis e agora viajando pelas entranhas das consequencias do  crime,  dor e da culpa.

O Encontro, que aconteceu dia 25 de jullho, denominado  “Conversa de Bastidores”, idealizado  pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio institucional da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social,  surgiu como uma das demandas propostas pelas presas, durante a 1ª Conferência Livre da Saúde das Mulheres Encarceradas e a Conferência Livre de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, ação inédita do gênero no país, ocorrida dia 21 de junho, no Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL.

A ação do Conversas  foi gestada como diálogo direto com as mulheres privadas de liberdade .

Um diálogo que ao mesmo tempo em que impulsiona a  auto-reflexão  serve de acolhimento , afirmação de identidades em conflito e reafirmação  dos espaços de direitos das mulheres encarceradas..

- Um alento. Um suspiro- como definiu uma das mulheres.

O “Conversa de Bastidores” foi pensado para que as mulheres assumissem o protagonismo, e assim foi.

Duas encarceradas desempenharam com desenvoltura o papel de mestras de cerimônia, três sentaram à mesa de abertura e outras 15 outras apresentaram um jogral, com o poema “Retalhos de Palavras”. Poema esse escrito a muitas mãos. Por elas.

O “Conversa de Bastidores” gerou  um enorme contingente de possibilidades de transformação.

Na  Oficina de Escrevinhação: “Carta para a Mulher que existe em Mim”, coordenada por Carla Perdigão e participação de José Augusto, Stephany Mayara e Willames,  muitas mulheres se definiram a partir da  fé e da resistência de continuar caminhando com foco na mudança para  outras vidas:- "Eu sou uma mulher renovada, cheia de sonhos para poder viver. Quero  poder voar, não tenho mais pensamentos inúteis e nada mais me enfraquece. Antes eu era uma “inocente”. Queria viver contos de fadas, mas, depois disso que estou vivendo...Eu não quero só minha liberdade de corpo. Quero ser livre, principalmente, na   minha da mente.”

Sobre o Dia Nacional da Mulher Negra.

O Brasil celebra, nesta segunda-feira (25), o Dia Nacional da Mulher Negra. A data foi instituída pela Lei nº 12.987/2014, inspirada no Dia da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha, criado, em julho de 1992, como um marco internacional da luta e resistência da mulher negra no mundo. Essa data também é o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que viveu no atual Estado de Mato Grosso durante o século XVIII.

 

 

Segunda-feira,31/07, às 17 horas, no Tribunal de Justiça do RJ tem Ato pela Liberdade de Rafael Braga. Vamos?!

No domingo, 30/07,  estávamos tod@s, pret@s politizad@s, em Copacabana, na III Marcha das Mulheres Pretas.
Hoje, na segunda-feira, 31/07 no Tribunal de Justiça, do Rio de Janeiro, é dia de abraçar e partilhar da luta/dor da irmã preta, Adriana Braga, mãe de Rafael Braga.
O ATO PELA LIBERDADE DE RAFAEL BRAGA é uma forma de resistência.
Resistir ao Judiciário racista que condena um jovem preto, ex-morador de rua, sem provas e liberta jovens brancos, da elite, comprovadamente culpados.
Rafael Braga, o único preso político das manifestações de 2013, por portar uma garrafa de Pinho Sol, deverá ser julgado na terça-feira, 01/08.
O julgamento do pedido de Habeas Corpus foi feito pela defesa do Rafael Braga. E para fortalecer a unidade de luta,  a Campanha Pela Liberdade de Rafael Braga  convoca todas as pessoas e coletivos apoiadores da Campanha para nesta, segunda-feira, às 17 horas,pressionar o judiciário e pedir a libertação do Rafael.
A hora deve ser agora.
Tod@s ao Tribunal.
#2013-não-terminou-pela-liberdade-de Rafael-Braga.

Serviço:
O que: Ato pela Liberdade de Rafael Braga
Quando: Segunda-feira, 31/07, 15 horas
Onde: No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

 

Fonte: https://www.facebook.com/liberdaderafaelbragavieira/photos/a.1547187762176072.1073741829.1469106926650823/2028427294052114/?type=3&theater

Não existe racismo no Rio de Janeiro, afirma o simpático Antonio, na III Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana.

É domingo, 30 de julho, e estamos na III Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, no Rio de Janeiro, como parte da viagem missão, da delegação de Alagoas,com o  objetivo de  vivenciar "in loco"  experiência da reconhecimento da rota,territórios, resistência e as invenções/transformações realizadas  graças  a intervenção e trabalho de ativistas e pesquisador@s.
Há um sol escaldante ( apesar do termômetro indicar, só,  25º graus) e uma multidão de pret@s ocupa espaços, demarca terreno, no  bairro, dito nobre.
Estávamos por ali, observando e matutando sobre os territórios urbanos e o padrão das suas gentes,quando o cabra se aproxima, cordato, simpático, com um enorme sorriso de amistosidade nos lábios.
O cabra se aproxima e faz a intervenção:- Que caminhada é essa? É contra o Crivella?
-Não, respondo. É contra o racismo, machismo e opressão que sofrem as mulheres negras, no Brasil.  
E o cabra, olha para mim, meio que surpreso e exclama, incomodado:- Mas,não existe racismo, no Rio de Janeiro!
Pergunto-lhe de qual sua região de morada no Rio. E me afirma ser de tal região. E Luciana Mello, da Incubadora Afro Brasileira, ao meu lado, que conhece o Rio, afirma ser uma das regiões mais abastadas  e elitizada.
Ficamos conversando com Antonio buscando embaralhar  as certezas dele, mas,o mundo do simpático Antonio tem argumentações fundamentadas em cartilhas próprias, e é muito dificil descontruí-las.
Perguntei se podia tirar um foto dele e prontamente fez a pose.
E  após mais uns tantos de palavras, foi-se, embora o simpático Antonio, mastigando entre os dentes:
-Se, ainda fosse contra o Crivella, mas,não é.  Não exIste racismo no Rio de Janeiro!

E o tal do racismo amigável, como nos fala o carioca Marcos Romão.
Tirei a foto, mas, não vou postá-la. Por quê?

Depoois te conto.

Estamos em missão, no Rio de Janeiro, pelos caminhos de Celebração da Herança Africana.

Reconhecer a rota, resistência e as invenções/transformações realizadas  pelo povo preto.Invenções que sobrevivem, em alguns territórios do Rio de Janeiro, graças  a intervenção e trabalho de ativistas e pesquisador@s é parte da missão da delegação de Alagoas, ao Rio de Janeiro.
Em sua segunda edição, a  viagem missão tem como objetivo dialogar e vivenciar "in loco" a experiência da Incubadora Afro Brasileira, buscando  o desenvolvimento de empreendimentos de base econômica, agregados ao valor étnico para implementação no estado de  Alagoas.
A delegação é constituída da coordenadora do  Instituto Raízes de Áfricas,Arísia Barros, que  como movimento social propôs a ação ao Governo do Estado, que está representado   pela secretária de gestão executiva da Sedetur, Emily Pacheco.

A assessora Larissa da SEDETUR  acompanha a missão.
De sexta-feira, 28/07 a domingo, 30/07, a delegação de Alagoas percorreu pontos estratégicos, como o Porto da Maravilha, Cais de Valongo e várias vias do Centro Histórico do Rio.
Sob a coordenação de Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro Brasileira, a missão foi a resposta do Estado de Alagoas visando  sedimentar aspectos do conhecimento duscutidos  na 1ª missão, em novembro de 2016,como também estabelecer as ferramentas institucionais para os ajustes e adequação  do projeto a realidade local.  
O trajeto da 2ª  Missão no Rio de Janeiro está focado em aspectos mais técnicos, sob a supervisão estatal da Secretária Emilly Pacheco: " O projeto é fantástico. Alagoas só tem a ganhar com esse trabalho. Vamos realizar uma pesquisa acurada, para ,no mais curto espaço de tempo. possamos começar com a ação concreta, em solo alagoano."
Giovanni Harvey afirma que o Estado de Alagoas, a partir da transferência das experiências, dará corpo aos diálogos que vem sendo travados a cerca de dois anos.
Arísia Barros, acrescenta, que : "Aos poucos, avançamos." 

 

Representante do Poder Judiciário ,em Alagoas, participa do Conversa de Bastidores, no presídio Santa Luzia.

Braga Neto, juiz titular da 16ª de vara de execuções penais da capital, em Maceió,AL  participa do 1º Conversa nos Bastidores, que acontece nessa terça-feira, 25  de julho, no Presídio Santa Luzia.

A ação traz como objetivo estabelecer espaços de diálogo e reflexão sobre o Dia Nacional da Mulher Negra e de Tereza de Benguela, reafirmando espaços de direitos para mulheres privadas de liberdade, seja nas prisões, nas ruas, quilombos.

Dados no Presídio Santa Luzia apontam que 89% das mulheres presas são pretas.

E a pergunta que devemos fazer é: Por que no encarceramento em massa, o grande percentual de pres@s são pard@s ou pret@s?

Segundo a coordenação do Instituto Raízes de Áfricas, a participação de representante do judiciário surge como uma das demandas propostas pelas presas, durante a 1ª Conferência Livre da Saúde das Mulheres Encarceradas e a Conferência Livre de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, ação inédita do gênero no país, ocorrida dia 21 de junho, no Presídio Santa Luzia, e, é de suma importância na criação de novas pontes e outros diálogos.

Segundo a programação o 1º  Conversa nos Bastidores terá ações no período de  dia 25 a 27 de julho.

 

 

Programação:

Dia: 25/07

Horário: 9 às 15h30

Local: Presídio Santa Luzia 

 

 

9h- Credenciamento

9h30- Café de acolhimento

10h- Abertura

Composição da mesa de abertura:

Apresentação afro-artística:

Leitura dramatizada: Eu sou uma mulher preta, de 10 anos- Stephany Mayara- estudante, modelo

Teatro-dança- O Silêncio das Panelas- Miguel da Conceição- Ator-Bailarino-   Ativista das causas negras                   

11h- Primeira Conversa : Devolutiva da 1ª Conferência Livre da Saúde das Mulheres Encarceradas,  Conferência Livre de Promoção de Políticas da Igualdade Racial e 1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres.

Conversadeiras:

Arísia Barros- Idealizadora da I Conferência Livre e Coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas

Maria das Dores Miranda - 1ª Reeducanda escolhida pelo voto popular a representar Alagoas  na 2ª  Conferência Nacional de Saúde das Mulheres.

11h- Segunda Conversa -

Os Direitos das mulheres  por trás das grades e portas fechadas.

Conversadeira: Paula Simony Lopes-  Advogada- Escritório da Mulher

11h50- Leitura dramatizada: Retalhos de Palavras

Autoria/ apresentação: Mulheres do Presídio Santa Luzia, em Maceió, AL

12h- Pausa para o almoço

14h- Oficina de Escrevinhação: Composição coletiva: Carta à  Mulher que existe em mim.

15h- Leitura dramatizada: Retalhos de Palavras

Autoria/ apresentação: Mulheres do Presídio Santa Luzia, em Maceió, AL

 Encerramento.

 

Dia: 26/07- Dia da Avó

Horário: 9 às 12h

Local: Quilombo de  Santa Luzia do Norte, Alagoas

 

9h- Abertura

9h30- Leitura dramatizada: A Paz é branca
Miriam Souza- feminista e representante da juventude negra, em Alagoas

10h- Mulher Quilombola : Ancestralidade e resistência.

        Representantes da Comunidade quilombola de Santa Luzia do Norte.

10h30- Segunda  Conversa :

Toda mulher quilombola é preta?

Arísia Barros- professora, ativista das questões raciais, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas

11h- Oficina de Escrevinhação:

Composição coletiva: Carta para  mulher quilombola que existe em mim.

12h- Encerramento

 

Dia: 26/07

Horário: 15 às 17h

Local: Núcleo de Internação Feminina/SEPREV

Público alvo: Meninas Socioeducandas

 

15h- Abertura

 

Leitura dramatizada: Eu sou uma mulher preta, de 10 anos- Stephany Mayara- estudante, modelo

15h10- Soma de Afetos: Senta aqui e vamos falar de nós”-Conversa da  mulher reeducanda  com  meninas socioeducandas.

Conversadeira: Maria das Dores Miranda-

15h30- Debate ampliado.

16h- Oficina de Escrevinhação:

Composição coletiva: Carta a Minha avó.

 

 

Dia: 27/07

Horário: 9 às 12h

Público alvo: Mulheres de rua

Atividade livre

 

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