Vou retirar minha candidatura para apoiar a sua, porque a senhora luta muito por nosso povo- disse-me Maria, quilombola de Água Branca.

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O nome dela é Maria Gomes de Barros dos Santos.

E ela tem o meu sobrenome invertido.

Ela é quilombola do sitio Cal em Água Branca, município do sertão alagoano. Eu sou militante/ativista do movimento negro,de algumas décadas nas Alagoas, de Palmares..

Participamos juntas da  IV Conferência Estadual de Promoção de Igualdade Racial (Coepir, ocorrida dias 27/28 no Hotel Ponta Verde, em Maceió,AL, e comigo Maria   era uma postulante  a uma vaga de delegada para defender nossas questões em Brasília, na   “IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CONAPIR, prevista para acontecer em maio de 2018.

Entretanto, durante o processo da eleição, a quilombola Maria,   se achegou a mim e perguntou:- A senhora é candidata?

Assertiva disse que sim e Maria afirmou:- Vou retirar minha candidatura para apoiar a sua, porque a senhora luta muito por nosso povo!

Foi o melhor voto que ganhei na IV COEPIR.

O voto do  reconhecimento de uma das nossas.

 

 

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Dois homens brancos. Um estudante de medicina e outro lutador de MMA mataram a preta Fernanda, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Motivo? Nenhum.

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Fernanda Rodrigues dos Santos, 40, morreu  sem saber porque.

Fernanda foi morta por dois homens, com um tiro no peito, enquanto dormia debaixo de uma marquise.

Fernanda era uma preta de rua, dessas invisíveis, mesmo quando se fazia uma árvore de natal ambulante, pendurando em seus ombros as quinquilharias jogadas, que ia recolhendo na peregrinação das ruas.

Quem matou Fernanda?

Foram Cláudio José Silva, de 37 anos, e Rodrigo Gomes Rodrigues, 24, que a mataram a tiros em Copacabana, na Zona Sul, em setembro deste ano.

Os dois contam que tiveram um bate boca com outro morador de rua, quando voltaram armados para ajustar as contas, não mais encontraram o homem e  como Fernanda estava ali, eles a mataram para não perder a viagem.

E Fernanda morreu sem saber por quê.

E daí?

 

 

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O cabelo crespo e o vazamento de fotos intimas mataram Karina aos 15 anos. Ela enforcou-se na varanda, de casa.

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Precisamos falar sobre ansiedade, depressão e suicidios...

Angela Saifer, 46, estava no trabalho, numa usina açucareira, quando recebeu uma mensagem da filha no WhatsApp perguntando se poderia sair de casa para fazer um trabalho escolar. Eram cerca de 13h30 do último dia 7, uma terça-feira.

Aquele seria seu último contato com a filha.

Karina Saifer Oliveira, 15, aluna do primeiro ano do ensino médio em Nova Andradina, a 300 quilômetros de Campo Grande (MS), passava os dias entre a casa da mãe e a do pai, Aparecido Oliveira, 47, agente de segurança da escola pública onde ela estudava, a Nair Palácio de Souza.

Naquele dia, ela almoçou na casa da mãe, junto com o padrasto. Quando Ângela voltou da usina, não a encontrou no quarto. “Ela era bem estudiosa. Até no dia em que aconteceu isso daí, ela me mandou uma mensagem, falou: ‘mãe, posso ir fazer um trabalho? preciso de nota’. Eu perguntei onde era e ela não respondeu mais. Aí eu fiquei meio preocupada, mas pensei que ela tivesse saído.”

Karina, porém, tinha ficado em casa. Enforcou-se na varanda.

 “O celular dela estava em cima da cama. Chamei: ‘Karina!’. Ela não respondeu. Eu vi a porta do fundo aberta. Deixei minha mochila em cima da mesa. Na hora que eu cheguei no fundo [onde fica a varanda], deparei com aquela cena. Jesus Cristo! Eu não desejo isso para mãe nenhuma. A gente não sabe o que passa na vida da gente. Se eu soubesse…”, contou Angela, em entrevista ao BuzzFeed News.

Karina não dava sinais evidentes do que se passava com ela, disse a mãe. “Ela sempre foi muito meiga. Ultimamente ela sentava no meu colo, jogava as pernas para o lado, ficava passando a mão na minha cabeça. Eu perguntava se estava acontecendo alguma coisa. E ela dizia que não. Só tô te abraçando, ela dizia. Eu não sabia de nada.”

Tinha os desejos e planos normais, de adolescentes. “Ela fez 15 anos no dia 6 de junho. O sonho dela era ter uma festa. A gente nunca teve condição de fazer. Ela sempre falava que queria ser uma delegada, que queria estudar. O pai é bacharel em Direito e ele sempre apoiava ela.”

Mas Karina estava vivendo um ano de inferno pessoal. Conhecera aos 14 anos um rapaz de 17 com quem tivera uma relação sexual. A história se espalhou pela cidade, de apenas 50 mil habitantes, e pela escola, de 900 alunos. Havia a fofoca de que ele divulgara fotos íntimas dela, como um troféu. Não se sabe se as fotos de fato existiam, mas o estrago estava feito.

“Faz dois meses ela veio conversar comigo que ela estava se sentindo uma pessoa vulgar porque tinha acontecido isso com ela. Eu disse que não tinha nada a ver”, contou o pai de Karina, Aparecido. “Eu só soube o que aconteceu depois que o rapaz já não estava morando na cidade.”

Esse não era o único problema. Karina sofria perseguição de colegas na escola, que implicavam com ela — e com seu cabelo. Filha de mãe branca e pai negro, ela tinha o cabelo crespo e costumava alisá-lo.

“Ela era muito perseguida na escola. Depois que ela morreu, nós pegamos mensagens de alunos no WhatsApp dela, de ódio, de alunos que zoavam o cabelo dela por ser meio afro, porque ela usava chapinha. Vinham há mais de ano provocando ela”, disse Aparecido.

(...) “Ela não gostava do cabelo porque as pessoas ficavam criticando o cabelo dela. Isso é racismo”, disse o pai. “Porque o bullying é uma coisa transitória. Racismo é quando você mexe com uma coisa que você não pode mudar, como o cabelo, a cor da pele”, afirmou Aparecido. Ele contou que, por causa da tristeza da filha, chegou a planejar uma mudança de cidade para contornar a situação. Mas não deu tempo.

(...)

Afinal, quantas e quais pessoas “suicidaram” Karina? 

Leia matéria completa: http://www.polemicaparaiba.com.br/brasil/karina-15-se-matou-com-medo-do-vazamento-de-fotos-intimas-e-entao-vazaram-fotos-de-seu-suicidio/

 

 

 

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Se a Globo fala com 100 mil pessoas por dia, o blog raízes da áfrica já é franco concorrente.Em 48 horas, mais de 100 mil pessoas acessaram o blog.

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Mais de cem mil pessoas daqui e d'alhures  acessaram nas últimas 48 horas o blog raízes da áfrica do site CadaMinuto.

É como se a metade da população do município de Arapiraca estivesse debruçada sobre as notícias do blog

Arapiraca  é a segunda maior cidade de Alagoas cuja população aproximada é de  234.185 pessoas.

O resultado dessa soma nos enche de orgulho. Dá-nos a  certeza que as publicações do blog tem despertado o interesse de uma gama de pessoas.

Faz uns 8 anos que recebi o convite do jornalista Eduardo Carleal para criação do blog, cujo foco é se constituir em  uma ferramenta ( aliada as ações fisicas promovidas pelo  Instituto Raízes de Áfricas) para discutir o racismo, promovendo intervenções e interações sociais, como também instigar os governos ( principalmente o de Alagoas) a investir em políticas públicas que trabalhem a equidade na gestão de pessoas. É o único do gênero, conduzido por uma ativista preta, em um grande portal de notícias, em Alagoas.

Obrigada, a cada um de vocês que acessam os conteúdos do blog e comentam  e são contra e não são e etc e tal..

Se a Globo fala com 100 mil pessoas por dia, o Blog Raízes da Áfricas já é franco concorrente. 

Mais de cem mil pessoas.

 Uau!

Obrigada!

 

 

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Igreja Evangélica doa onze mil reais para reconstrução do barracão de Terreiro de Candomblé.

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Um gesto singular mostra a fé rompendo fronteiras - Igreja Evangélica doará R$ 11.000,00 (onze mil reais) para o barracão de candomblé da mãe de santo Conceição d`Lissá, incendiado há três anos, a ajuda vem em boa hora, será utilizada na reconstrução do espaço.

O diálogo inter-religioso prova que a união ganha força, a ação partiu da congregação evangélica em conversa com a CCIR – Comissão de Combate à intolerância Religiosa, que tem como interlocutor o Babalawô Ivanir dos Santos, e vem há anos chamando à razão da sociedade para a falta de respeito ao sagrado, principalmente, os sofridos pelas religiões de matrizes africanas.

Frente às violências perpetradas por grupos ditos evangélicos aos terreiros de candomblé e umbanda no Rio de Janeiro, e diante da destruição do terreiro de Conceição d´Lissá em Duque de Caxias, em 2013, a então presidente do Conselho de Igrejas Cristãs do Estado do Rio de Janeiro (CONIC-Rio), Pastora Luterana Lusmarina Campos Garcia, teve a ideia de promover a reconstrução do mesmo. Aprovada pela diretoria do CONIC-Rio, e uma campanha de reconstrução foi iniciada. (...)

Essa ação contou com a CCIR, que viabilizou o contato e a comunicação entre as pessoas e organizações envolvidas neste processo. Mais do que a reconstrução do espaço físico, esta ação reconstrói relações e afirma que é a partir da solidariedade que é possível estabelecer a paz, a comunhão e o amor entre as diferentes religiões.

“Onde uns destruam, outros ajudam, temos que combater todas as ações de ódio, preconceito, racismo e intolerância religiosa, nos unir em prol das diversidades, liberdades, pluralidade e humanidades para que juntos possamos construir, efetivamente, um país das liberdades e diversidades respeitando as alteridades”, atesta o Ivanir dos Santos  

 

Entenda o caso.

 Em 2014 -  O segundo andar do barracão - Cazo Kweceja Gbe, da mãe Conceição d`Lissá, foi incendiado no bairro Jardim Vale do Sol, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na noite do dia 26 de junho, registrado na 62º Delegacia de Polícia. E não foi o primeiro incêndio e muito menos foi o primeiro caso de violência patrimonial que a casa sofreu. Esse foi o sexto atentado contra a casa e sua dirigente, que também foi vítima de uma tentativa de homicídio. Conceição afirma “que que há cunho religioso, já que sua vida é pautada na questão religiosa".

 

Fonte: Babalawô Ivanir dos Santos

 

 

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Jesus, Papai Noel, Machado de Assis, Cleópatra, quatro pessoas que eram pretas e que a história representa como brancas Você sabia disso?

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Vários nomes da história apenas chegam até nós por relatos de textos, quadros ou documentos diversos que foram feitos em momentos diferentes com alguma intenção de passar uma mensagem. Por conta de situação social ou preconceito racial, as imagens de algumas personalidades que deixaram o seu nome na história foram alteradas.

Em um contexto social de preconceito racial, por exemplo, não era conveniente representar uma figura de poder, respeito e autoridade como um negro, pois não passaria a mensagem desejada. por causa disso, várias personalidades perderam seus traços originais e trocaram de etnia ao longo dos anos em representações artísticas e culturais.

Essa lista vai revelar algumas verdades sobre personagens da história que você quase sempre viu relatados como brancos, mesmo que eles não fossem assim.

1 - Papai Noel

 

Primeiramente já é bom deixar bem claro que a gente sabe que o papai Noel é uma figura fictícia. Apesar disso, a figura em que ele foi baseado, São Nicolau, era real. Por mais que Noel e até mesmo o próprio santo seja representado em várias imagens como um homem branco, ele não era. Nicolau de mira nasceu na Turquia em 270, uma época em que o país era quase uma extensão da áfrica pelo número elevado de imigrantes da África.

2 - Machado de Assis

 

Documentos históricos e análises de fotos do famoso escritor brasileiro já revelaram que, por mais que seja representado como branco em alguns meios, ele era negro. Por mais que também existam relatos que apontem esse fato, os historiadores e especialistas reconhecem que a negação está mais associada ao contexto social de relacionar negros a escravos e classes marginalizadas do que realmente à cor da pele do autor.

3 - Cleópatra

 

Certamente, a última rainha do Egito não tinha traços ou origem branca. Ao longo dos anos, Cleópatra foi freqüentemente representada como uma bela mulher branca em pinturas, filmes e nas mais diversas formas de arte. De naturalidade egípcia, a rainha não tinha os traços europeus que as artes tentaram exibir, mas sim traços de negros do norte da África.

4 -

Jesus

 

Na bíblia, não há referências sobre a aparência e os traços de Jesus. A descrição mais próxima da sua forma física se encontra no livro de Isaías, que diz: "ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse nada em sua aparência para que o desejássemos". Isso apenas nos indica que ele era um homem comum, como todos daquela região, que não tinha etnias caucasianas, como a igreja passou a representar Jesus na Europa e no mundo ocidental. Acessa a nossa matéria para saber mais sobre a verdadeira aparência de Jesus.

Você já sabia a verdade por trás das etnias dessas personalidades? Provavelmente, mesmo que já conhecessem algumas dessas informações, já foi enganado em algum momento da vida por pinturas históricas ou filmes que representaram os personagens a sua própria maneira, não é mesmo?

 

Fonte:https://www.fatosdesconhecidos.com.br/5-pessoas-que-eram-negras-e-que-historia-representa-como-brancas/

 

 

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Você sabe por que o chocolate da Lacta se chama Diamante Negro? Então, vou te contar.

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Quem nunca degustou o saboroso chocolate da marca "Diamante Negro"? Pois é! O diamante negro está ligado ao futebol onde um negro cravou o seu nome na História. O ano era 1924, trinta e cinco anos após a abolição da escravatura, o preconceito nesse período era terrível, pois a elite não aceita o fim da escravidão. Porém foi nesse período que apareceu o lendário jogador de futebol Leônidas da Silva, tido por muitos como o maior jogador de todos os tempos maior, até mesmo que o próprio Pelé.

Leônidas teve uma pequena passagem pelo Vasco e botafogo além de ter sido a primeira negocio  do futebol brasileiro ao estrangeiro (Uruguai), mas, foi no Flamengo e no São Paulo que ele escreveu a sua História, conquistou um carioca pelo Flamengo e cinco paulistas pelo São Paulo. Foi o inventor do gol de bicicleta além de ter sido o melhor jogador das copas do mundo de 1934 e 1938, todas essas conquistas levaram a imprensa a apelidá-lo de Diamante Negro.

A Lacta se interessou e pagou a Leônidas três mil dólares pelos direitos do apelido no intuito de batizar assim o seu até então anônimo chocolate. Leônidas aceitou o acordo e a Lacta então se tornou dona dos direitos, e batizou o seu produto com o apelido do craque que hoje é um dos chocolates mais famosos do mundo. Leônidas morreu em 2004 aos 90 anos de idade com mal de Alzheimer passando grandes dificuldades enquanto a lacta e o diante negro crescem cada vez mais.

Fonte: Museu do futebol/estádio do Pacaembu/SP

 

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Brasil é o país com maior população negra fora da África.

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Em torno de 25 milhões de pessoas que têm origem africana vivem fora do continente negro, porém há também afrodescentes que nasceram em toda parte do mundo. No futuro próximo, a população africana aumentará, atingindo em torno de 40% da população mundial até o final deste século. A seleção é criada usando como fonte dados de Institute for Cultural Diplomacy sobre diáspora África no mundo.

Com quase 86 milhões de residentes com origens africanas, o Brasil classifica como líder nesta seleção, dos 10 países com maior população negra fora da África.

Como nos Estados Unidos, a comunidade negra no Brasil é muitas vezes sujeita à violência policial. Além disso, os dados mostram que a maioria das vítimas de homicídio é afro-brasileira, enquanto os adolescentes afro são 3 vezes mais propensos a serem mortos em comparação com seus pares brancos.

 

Fonte:http://top10mais.org/top-10-paises-com-maior-populacao-negra-fora-da africa/#ixzz4xbwDOPmP

 

 

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Funcionári@s do hotel, agentes de turismo desestimulavam a visita ao Quilombo dos Palmares, perguntando: Por que vocês querem ir lá? Não tem nada lá- disse a escritora carioca.

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A frase foi dita pela escritora carioca Sonia Rosa que relatou das dificuldades para realizar o sonho de conhecer o solo sagrado do Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga em União dos Palmares, AL.

Foi uma tarefa hercúlea para chegar até aqui a Serra, ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares.

O que mais me causou surpresa foi o desconhecimento do próprio povo alagoano por essa história tão fartamente rica, acontecida neste sitio histórico. Há certa resistência coletiva de dar visibilidade a história de Zumbi e tantos heróis negros.

Na praia do Gunga busquei informações com um rapaz negro, de uns 24 anos e perguntei-lhe da Serra e ele respondeu que não sabia de qual Serra eu falava, e muito menos conhecia Zumbi.

Em Maceió não foi diferente funcionários do hotel, agentes de turismo desestimulavam a visita dizendo: Por que vocês querem ir lá? Não tem nada  lá. .É muito difícil a subida, etc e tal.

E ao contratarmos com uma taxista em Maceió, o Welligthon ele disse: Dirijo a 20 anos e nunca nenhum turista me pediu informações sobre como ir à Serra.

Por que colocam tantas dificuldades para chegar até aqui? Por que invisibilizam a história de pret@s? Questiona Sônia.  E, acrescenta:-  outro grande problema é a flagrante ausência de sinalização.

Por que não há sinalização?

Depois dos relatos indignados de Sonia e seu marido, o músico Maneco Dias, perguntei-lhes da impressão de  conhecer a Serra  da Barriga e Maneco afirmou: A energia espiritual é muito forte,mas a estrada  é uma desgraça.

E chegou mais um novembro...

A frase foi dita pela escritora carioca Sonia Rosa que relatou das dificuldades para realizar o sonho de conhecer o solo sagrado do Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em União dos Palmares, AL.

"Foi uma tarefa hercúlea para chegar até aqui,ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares.

O que mais me causou surpresa foi o desconhecimento do próprio povo alagoano por essa história tão fartamente rica, acontecida neste sitio histórico. Há certa resistência coletiva de dar visibilidade a história de Zumbi e tantos heróis negros.

Na praia do Gunga busquei informações com um rapaz negro, de uns 24 anos e perguntei-lhe da Serra e ele respondeu que não sabia de qual Serra eu falava, e muito menos conhecia Zumbi.

Em Maceió não foi diferente funcionários do hotel, agentes de turismo desestimulavam a visita dizendo: Por que vocês querem ir lá? Não tem nada para ver lá. .É muito difícil a subida, etc e tal.

E ao contratarmos com uma taxista em Maceió, o Welligthon ele disse: Dirijo a 20 anos e nunca nenhum turista me pediu informações sobre como ir à Serra.

Por que colocam tantas dificuldades para chegar até aqui? Por que invisibilizam a história de pret@s? Questiona Sônia.  E, acrescenta:-  outro grande problema é a flagrante ausência de sinalização.

Por que não há sinalização?

Depois de ouvir os  relatos indignados de Sonia e seu marido, o músico Maneco Dias, perguntei-lhes da impressão de  conhecer  o berço centenário da resistência negra  e Maneco afirmou: A energia espiritual é muito forte,mas a estrada  é muito ruim e invisibiliza os caminhos do conhecimento para a  história de resiliência da ancestralidade preta.

E chegou mais um novembro...

 

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Alagoas é a barriga da Serra- diz Eizon Henrique, de 4 anos, morador do Quilombo dos Palmares,Alagoas..

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A grafia do nome dele é  única com registro no Brasil, segundo a mãe. Ele tem 4 anos,se chama Eizon Henrique, estuda no Sitio Recanto e mora no Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga em Alagoas.

Questionado sobre como é ser criança na vastidão da  Serra ele responde: Brincar o dia todo.

Você gosta de morar na Serra,Eizon?- Sim, porque a Serra faz a gente ficar mais inteligente, mais sábio- afirmou.

Você sabe o que significa o 20 de novembro 20 e ele diz: -Conheço Zumbi, sabia?

Ao lembrar do avô (Denônio Ferreira de Morais, Seu Louro, 59 anos, um dos mais antigos moradores da área),  a tristeza se pendura nos olhos do menino: Quando meu avô foi embora, meu coração ficou partido. A gente assistia futebol. Sinto falta dele.

Sinto falta da minha irmã,também. Nós dois crescemos na barriga da minha mãe e agora estamos separados.

Questionado onde está a irmã, responde: Em São Paulo com meu avô.

(Depois de conviver com  tanta indiferença por parte dos governos, Seu Louro, o avô de Eizon, cansou da luta, desmotivou e foi embora para São Paulo, fazer a vida por lá.)

Como você se vê, Eizon?- Não sou mais um menino. Eu já cresci.

A família de Eizon tem  cerca de 20 anos  que mora na Serra da Barriga, em União dos Palmares,AL e, é uma das 30 famílias que  vive na corda bamba de uma desocupação eminente, por conta de uma ação do governo federal.

PS: A publicação da foto da criança foi autorizada pela mãe.

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