Raízes da África
Raízes da África

Postado em 03/01/2017 às 22:21 0

Presidente do Senado recebe carta pela liberdade de Rafael Braga.


Por Arísia Barros

 

Em reunião ocorrida na noite desta terça-feira, 03/01, o presidente do Senado, Renan Calheiros recebeu a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros e a presidenta estadual do PMDB Afroabrasileiro, Fernanda Monteiro.

A reunião teve como pauta pedir o apoio da presidência do senado para  a campanha internacional que pede a liberdade de Rafael Braga, o morador de rua, preso injustamente  e condenado por portar uma garrafa de pinho sol, nas manifestações de junho de 2013.

Rafael Braga é o único preso das manifestações de 2013 e segundo Carlos Eduardo Martins, do Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (DDH): “Se trata do caso mais simbólico de racismo institucional da última década no Rio de Janeiro”.

Na ocasião, o presidente do Senado recebeu a carta formal pela liberdade de Rafael Braga, já entregue pelo Instituto Raízes de Áfricas, ao presidente Michel Temer, quando de sua vinda a Alagoas, no dia 27 de dezembro.

Renan Calheiros colocou-se a disposição para dar o suporte necessário ao esclarecimento do caso e afirmou que apesar  do recesso parlamentar e da justiça  buscará agilizar o processo.

Arísia Barros reafirmou sobre a omissão do estado brasileiro sobre o crimedo  racismo que mata e criminaliza, preferencialmente, a população preta.

Participaram da reunião, o cardiologista José Wanderley Neto, membro do Diretório estadual do partido e  o advogado,Luciano Guimarães.. 

Entenda o caso Rafael Braga:

Acusado de portar material explosivo quando levava apenas duas garrafas plásticas de produtos de limpeza – uma de água sanitária da marca Barra e outra de desinfetante da marca Pinho Sol -, Rafael foi preso enquanto acontecia, no Centro do Rio, a grande manifestação de 20 de junho de 2013. Mesmo sem ter qualquer ligação com a manifestação, durante a qual outras pessoas foram presas e logo liberadas, ele foi denunciado pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e, com uma agilidade atípica em processos judiciais, condenado em primeira instância apenas cinco meses depois – tendo permanecido preso enquanto aguardava o julgamento por um crime que nunca cometeu.

 

 

 


Postado em 25/12/2016 às 23:29 0

Com apoio da FIEA, Instituto Raízes de Áfricas, articula agenda afirmativa para 2017, em Brasília.


Por Arísia Barros

Com apoio da Federação das Indústrias do estado de Alagoas, o Instituto Raízes de Áfricas articulou uma agenda afirmativa, com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério de Educação, IPHAN Nacional e Secretaria Nacional da Juventude

O objetivo das intervenções foi, no primeiro momento, pontuar o diálogo com orgaos  do  Governo Federal  e  iniciar a  discussão centrada no processo de construção de uma  agenda de trabalho para o ano de 2017, com ações conjuntas entre governo federal, estado, municípios, iniciativa privada e movimentos sociais.

Uma agenda que garanta a participação social e sistêmica, no processo de implementação das ações afirmativas, a partir da realidade do estado de Alagoas.

Durante as discussões, diversos pontos foram destacados, dentre eles a iniciativa do estado de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Fazenda, em parceria com o movimento negro para a criação do Fundo Estadual para Promoção da Igualdade Racial.

Em reunião com Tamara da Silva, chefe de gabinete da SEPPIR e, Camila, a responsável pela agenda institucional ouvimos a assertiva de que a Secretaria está à disposição para contribuir com as ações afirmativas do estado.

Com Ivana Siqueira, Secretária da SECADI foram tratados temas como processos para  desburocratização e implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana,/Lei Federal nº 10.639/03, a Lei estadual nº 6.814/07. Participantes da reunião Raquel Nascimento Dias, coordenadora-geral de Educação para as Relações Étnico-Raciais da Diretoria de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-Raciais discorreu sobre a importância de agregar diversos segmentos na implementação de políticas públicas extremamente relevantes, John Carter, responsável pelos Fóruns Permanentes para Educação Etnicorraciais falou sobre  a retomada da ação dos fóruns.

O Fórum Permannete em Alagoas está desativado.

Ivana Siqueira afirmou da satisfação em recepcionar o Instituto Raízes de Áfricas, uma das representações do movimento negro, em Alagoas e colocou-se a disposição para o diálogo com as outras representações negras do estado.

No IPHAN discutimos com Andrey Rosenthal Schlee, diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização e Hermano Fabrício Oliveira Guanais e Queiroz, diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial sobre  a importância  do  Espaço Abdias Nascimento, onde repousam as cinzas do estadista preto, na Serra da Barriga,AL  e a necessidade da construção  do diálogo entre o IPHAN e outros outras institucionalidades, dentre eles, a Fundação Cultural Palmares,  para  as devidas autorizações  visando qualificar  e estruturar o Espaço Abdias Nascimento, como um espaço de contemplação,

Estivemos ainda com Bruno Moreira Santos, secretário da Secretaria Nacional da Juventude e Anderson Neto, gerente de projeto, onde tratamos do Programa Juventude Viva que segundo o gestor será transformado em Plano.

 E encerrando a programação da agenda afirmativa dialogamos com o consultor do Senado Federal, Mário Theodoro sobre a conjuntura do movimento negro no contexto atual.

Foi definido um calendário de trabalho, com o objetivo de reunir propostas e estratégias coletivas para consolidar o diálogo, como  permanente.

"Agradeço o convite do Instituto Raízes de Áfricas para participar dessa agenda que é tão importante para que os acordos, pendentes, em relação a política da igualdade racial  que já existem precisam possam ser cumpridos", afirmou Fernanda Monteiro, presidente da Comissão do PMDB Afro, em Alagoas, que  participou da agenda.

 

 


Postado em 14/12/2016 às 09:25 0

Com seu discurso repleto de amorosidade, Adalberto de Sousa encantou as meninas da UIF. E a nós também.


Por Arísia Barros

Ele foi convidado,na manhã nervosa do dia 11 de novembro,  através de um telefonema, horas antes, para ocupar o espaço deixado pela falta de compromisso de outrem.

A proposta era  participar de uma rodada de conversa com as meninas internas da Unidade de Internação Feminina, órgão da Secretaria de Estado de Prevenção á Violência e sob a gerencia de Samara Veluma.

A ação aconteceu no 2º dia de realização do I Ciclo de Formação em Direitos Humanos e Diversidades: Sistema Penal e Racismo' que foi dedicado à sociedade civil.

Pego de surpresa, Adalberto de Sousa, Srelações públicas,, em Maceió,AL, me dizia, avexado:- Arísia, não tenho muita técnica ou mesmo conhecimentos mais abalizados para falar para essas meninas. Como posso te ajudar? E depois de segundos de reflexão decidiu: - Como sinto isso como um chamado, vou atender seu pedido de socorro. Fecharei algumas pendências no trabalho e as 15h estarei lá

E ele foi. E com sua voz modulada pausada e apaziguadora derramou a essência da amorosidade por toda sala.

A Roda de Conversa com Adalberto Sousa  possibilitou carinhos n’alma, abraços, sorrisos, auto-encontros. Permitiu que aquelas meninas abrissem corações embaçados pelo descaso cotidiano.

Adalberto Sousa ofertou  às meninas um  oceano de palavras, a coragem de apostar na fé.

Fez aquelas meninas internas se balançarem em um território de conforto, tranqüilidade, confiança e humanização.

As meninas socioeducandas ouviram atentamente cada palavra, com um sorriso pendurado nos lábios e a cabeça numa dança sicronizada em sinal de concordância, os olhares atentos dissecavam significados e significantes que desbrava o conhecimento tão integral, tão simples.

Adalberto Sousa é um palestrante motivador, desses que fala direto ao coração, meticuloso, cuidadoso com as palavras.

As meninas externaram frases de agradecimento afirmando que: O Sr foi o único que olhou para nós e perguntou quem a gente era, de onde veio, o que queria da vida.  O Sr, realmente nos viu. E o melhor fala bem e explica para gente o  significado  das palavras difíceis.

O Sr. Agora é  nosso amigo- decretaram no final de um diálogo emocionante.

Não é todo mundo que tem sensibilidade e perspicácia para lidar com os que  socialmente vulneráveis e marginalizados, vivem  nas periferias da história. Adalberto Sousa tem expertise nessa  técnica de aliar o amor a palavra que fala em  fortalecimento subjetivo, coletivo conhecimento.

Com seu discurso  repleto de amorosidade Adalberto Sousa encantou as meninas da UIF e a nós também.

Parabéns, Adalberto Sousa.

Obrigada!

 

 


Postado em 13/12/2016 às 22:35 0

Bonecas Abayomis é tema de Consultoria no SEBRAE,AL.


Por Arísia Barros

Em reunião acontecida dia 07 de dezembro, no SEBRAE/AL a artista plástica e consultora do Sebrae , Alagoas, Maria Amélia Vieira,  esteve reunida com a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barro, tendo como pauta, as bonecas Abayomis e as estratégias para o ano de 2017, com o intuito de acompanhamento técnico e criação de consultoria específica, para estimular  a produção/venda  de um  produto étnico, incorporando elementos da cultura local, agregado a isso o  valor econômico.

Na oportunidade, foi apresentado à consultora  alguns resultados da Oficina Projeto Oficina Abayomi ou  Encontro Precioso, que aconteceu de 15  a 19 de março, no SEBRAE, quando diversas Abayomis foram criadas a partir das mãos e vivências das adolescentes Da Unidade de Internação Feminina, Projeto Vira Vida e de representantes da juventude de mulheres negras, em Alagoas.

O Projeto Oficina Abayomi idealizado pelo Instituto Raízesde Áfricas contou com  o apoio institucional da Secretaria de Estado e Prevenção a Violência, Secretaria de Estado da Fazenda e SEBRAE/AL.

Segundo a Gestora de Projetos da UCS, Bruna Yvid : "O SEBRAE é parceiro na ação, pois, é uma forma de apoiar os pequenos negócios , na perspectiva de uma inclusão social e produtiva e no crescimento da economia criativa."

 


Postado em 13/12/2016 às 10:40 0

Iniciativa Afroempreendedora de Alagoas é citada como exemplo, em Cabo Frio, Rio de Janeiro.


Por Arísia Barros

Representantes do movimento negro do município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro,  participaram na quarta-feira (07) de uma palestra que discorreu sobre  aspectos do empreendedorismo aliado a Incubadora Afro Brasileira.

 Proferida pelo investidor social, Giovanni Harvey, que falou sobre a importância   do empreendedorismo e discutiu o desenvolvimento de  ações de turismo para alavancar a economia local.

Na ocasião, Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro Brasileira  citou o  estado de Alagoas, como um exemplo de modelo gestão a ser seguido e explica: “Algumas  instituições,ainda, não concebem a ação da Incubadora Afro como um negócio de desenvolvimento econômico, e sim com um valor mais social,ou mesmo  assistencial, e  o empreendedorismo é mais do que isso. E dentre todos os estados do Brasil, Alagoas traz a percepção inédita  do investimento econômico, um modelo bem igual aos países africanos, que nos convidam para falar sobre a Incubadora- acrescentou Harvey.

A ação da implementação da Incubadora Afro em Alagoas nasceu da iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, com o governo do estado.

O processo foi iniciado  com os Diálogos  de Negócios Abayomi -Tempos de Áfricas:"A Incubadora Afro como Plano de Negócios para o Desenvolvimento Econômico , Turístico  e Cultural em  Alagoas", que aconteceu na quarta-feira, 25 de maio, dia de África, no Auditório Aqualtune,Palácio República dos Palmares, com o apoio da SECULT,SEDETUR e SEFAZ  e agregou secretarias de estado e outras representações, logo após, ocorreu o Laboratório de Transferência de Tecnologia de Incubação de Empreendimentos da Incubadora Afro Brasileira, nos 04/05/07,no SEBRAE/AL coordenado pela equipe multidisciplinar da Incubadora Afro. A  culminância do conhecimento foi a viagem técnica da delegação alagoana, ao Rio de Janeiro, nos dias 28/29 de novembro, com a participação do, então, Secretário Executivo da Fazenda Ercole Brandimarte e Glácia Tavares, representando o Governo do Estado de Alagoas e Arísia Barros, pelo Instituto Raízes de Áfricas.

Segundo, George Santoro, Secretário de Estado da Fazenda, em Alagoas, o impulsionador da ação no estado: “Acredito muito em uma gestão baseada no diálogo, um trabalho humanizado, no fomento de projetos estruturantes e de inclusão social, para obtenção de resultados.

A ação continua em 2017.


Postado em 12/12/2016 às 07:16 0

O roubo foi errado. O soco não foi?


Por Arísia Barros

O homem era preto e muito, muito esquálido. Sorrateiro apossou-se de objeto do alheio, de uma das lojas do calçadão das terras paulistanas. Ao perceber o roubo uma moça e um jovem rapaz saíram em disparada a caça do moço esquálido -que surrupiou uma calça jeans da loja- e ao encontrá-lo o cabra bem nutrido-forte-fortinho desfechou   um soco-socado-cereteuro nas costelas esquálidas do cabra preto.

 O barulho do soco ecoou no calçadão.

Eu ,passante nas terras estranhas disse ao cabra fortinho: Prende ele, mas não bate. Não tem precisão.

E o cabra: - E se fosse com a senhora?

E alguém ainda grita: -E você acha que a polícia vai fazer carinho?

Sei não, mas acho que o mundo está um tanto assim estranho.
O roubo foi errado. O soco não foi?

 

 


Postado em 11/12/2016 às 10:48 0

Ercole Brandimarte celebre todos os lugares por onde passou e siga a passos largos para os recomeços...


Por Arísia Barros

Vou sentir saudades parceiro e Sr.Secretário Executivo da Secretaria de Estado da Fazenda , em Alagoas,Ercole Brandimarte, mesmo que o Rio de Janeiro seja logo ali.

Sentirei saudades do cabra, que possui uma  humanidade substancial em sua forma de abraçar as diversidades  do mundo. Traz n’alma a expertise de ser gente, de ter o olhar agudo da partilha, ouvidos atentos para o aprendizado. Um historiador curioso, com a  alma substancialmente suculenta.

Nos dois dias, 28 e 29 de novembro, quando dividimos experiências e vivências na viagem afro-técnica ao Rio de Janeiro, conheci o Secretário Executivo da Secretaria de Estado da Fazenda que, diligente, com as leituras do mundo empreendedor incorporou-se a nossa agenda de trabalho, a partir da perspectivas de caminhadas e conversas pelo Rio de Janeiro para o reconhecimento dos lugares de memória-histórias e canções da ancestralidade de pret@s e se fez representante institucional do Governo de Alagoas,através da Secretaria da Fazenda. Fez-se um  canal humano-institucional de intercâmbio com essas novas percepções, que fomentam ações direcionadas ao mercado alagoano e colaboram com o crescimento e desenvolvimento de novas oportunidades de afros-negócios.

A missão com o objetivo do desenvolvimento de empreendimentos de base econômica, agregados ao valor étnico para  implementação no estado de  Alagoas, aconteceu dias 28/29 de novembro,no Rio de Janeiro, e teve  como instrutor-guia, o   investidor social, Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro Brasileira e  foi composta por visitas técnicas a instituições e profissionais que são referenciados  mundialmente , como também em espaços incubados e proporcionou a delegação alagoana  a apreensão e ampliação de  conhecimentos,  a partir da percepção do mercado e das estratégias que são utilizadas pela Incubadora Afro Brasileira.

Conheci, também, um sujeito homem que se revelou especialíssimo, quando enchia a palavra de amorosidade ao falar do núcleo familiar e as responsabilidades com ele assumidas. Das coisas do espírito e da necessidade de atendê-las.

Um parceiro que abarcou territórios de encontros e suas multiplicidades de gentes, que entre as escadarias da vida e águas revoltas foi um suporte nas travessias.

Foi um prazer inenarrável te conhecer e reconhecer na caminhada terrena,Ercole Brandimarte. 

E a vida nos lembra que o presente e o futuro são feitos do passado e, em alguns momentos, precisamos olhar  para trás, para poder dar passos adiante.

Celebre todos os lugares por onde passou e siga a passos largos para os recomeços no teu Rio de todos os janeiros.  

Desejo-te toda sorte de obséquios, querido.

Até mais ver.

 

 


Postado em 11/12/2016 às 08:40 0

A PM matou o meu filho. Essa dor nunca irá se cicatrizar- afirma a cantora Tati Quebra Barraco


Por Arísia Barros

 

Yuri Lourenço da Silva, de 19 anos, filho da cantora de funk Tati Quebra Barraco, foi morto a tiros na madrugada deste domingo na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio.

De acordo com parentes, Yuri Lourenço da Silva, foi baleado no rosto pouco depois de 1h e chegou a ser socorrido para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu. A família acusa policiais militares da UPP local de terem disparado contra o jovem. Segundo parentes de Yuri, outro rapaz que estava com ele também foi baleado e morreu.

Policiais da UPP local confirmaram que houve tiroteio e duas pessoas foram atingidas, mas afirmam que houve confronto com traficantes de drogas. De acordo com eles, um grupo de PMs que fazia patrulhamento de rotina foi surpreendido por criminosos armados na Rua Quintanilhas. Segundo os PMs, houve confronto e dois criminosos foram baleados e, com eles, foram apreendidas drogas e armas.

O assunto ganhou as redes sociais quando a cantora fez uma postagem em sua página no Twitter. "A PM tirou um pedaço de mim que jamais será preenchido A pm matou o meu filho Essa dor nunca irá se cicatrizar". A cantora teria tomado conhecimento da morte do filho durante um show em Belo Horizonte, e, muito abalada, já está a caminho do Rio. Vários fãs e seguidores responderam com mensagens de apoio.

Um familiar do jovem que pediu anonimato disse que policiais "atiraram para matar":

— Quando você é preto e pobre, a polícia te mata. Os policiais ainda tiraram fotos dele baleado e espalharam pelo Facebook. Eles não têm direito de tirar a vida de ninguém — disse um parente do rapaz, que morava na Cidade de Deus.

Fonte: http://extra.globo.com/casos-de-policia/filho-da-funkeira-tati-quebra-barraco-morto-tiros-na-cidade-de-deus-20626354.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=Extra

 

 


Postado em 04/12/2016 às 16:26 0

Vamos fazer um Governo Presente temático, com as Políticas para a Igualdade Racial, Excelência Renan Filho?


Por Arísia Barros

 

Quero confessar-lhe que fico, realmente,  impressionada a cada  edição  do Governo Presente , como Vossa Excelência consegue  agregar tod@s secretári@s de estado, no final de semana, sem hora nem pressa ,em  municípios fora da capital para discutir e entregar propostas que agreguem o bem estar público.

Fico mais impressionada com as postagens no facebook , com a satisfação, as entregas de obras, participação junto a comunidade e etc e tal.

Obviamente que isso acontece, porque Vossa Excelência tem um grupo seleto de gestor@s, sem esquecer as devidas exceções.

Sempre me pergunto, Excelência, por que as políticas públicas para igualdade racial não são prioridades no teu governo?

O racismo deseduca, segrega, segmenta, fere auto-estimas e mata.

 E isso acontece, cotidianamente, Excelência em muitos espaços da tua governança.

Secretári@s, comissionad@s e servidor@s públicos precisam ser requalificados nessa coisa da diversidade étnica. Há um transbordo, naturalizado,  de racismo latente em vários espaços da tua gestão.

Como também há um silêncio de cacos de vidros.

Quem no seu governo tem expertise para dialogar com os anseios gritantes da juventude preta alagoana. Essa mesma que tem no racismo ignorado e invisibilizado institucionalmente, seu maior inimigo.?

Quem no seu governo dialoga  com a Lei nº 6.814/07 que estadualizou a Lei Federal nº 10.639/03?

Quem em seu governo dialoga com o feminicidio da mulher, mas, especificamente da mulher preta?

Quem em seu governo percebe Alagoas como um estado substantivo em desenvolvimento sustentável a partir da   história de pret@s?

Salve, salve Secretário de Estado da Fazenda, George Santoro.

Vamos fazer um Governo Presente tendo como foco as políticas públicas para promoção da igualdade racial,  com a a presença do governador e todos os secretários de Estado,daí  poderemos pautar a implementação de políticas públicas ampliadas.

São políticas já existentes faz um tempo e  só carece da vontade política para saírem do papel e como Chefe do Executivo em Alagoas, Vossa Excelência tem poder  para fazê-lo.

Compra essa idéia, Excelência.

Vamos realizar um Governo Presente temático?

Vamos!

 

 


Postado em 04/12/2016 às 07:50 0

A foto da Home Page do SINTEAL é o discurso normatizado da construção social racista.


Por Arísia Barros

Posso te pedir um favor?

Faz uma análise da Home Page do SINTEAL,http://www.sinteal.org.br/, em que homens e mulheres representam o papel de  servidores e servidoras  da educação em Alagoas.

Analisou?

Agora conte quant@s pret@s tem nessa imagem?

Contou?

Deu para perceber que a única mulher preta da foto da Home Page do SINTEAL  está presa ao imaginário escravocrata, que pulula na cabeça de quem pensou, e aprovou essa foto?

Só para informa que na contextualização dos trabalhadores da educação do Estado de Alagoas, há um  substancial contingente de mulheres professoras e, desse contingente  um grande percentual de pretas.

A foto da Home Page do SINTEAL  é o discurso normatizado da construção social racista, que atrela significantes e significados  segmentadores à  luta da mulher preta.

Uma luta crescente por acesso nos espaços de decisão, de estar nas salas de aula, diretorias, gerencias, etc e tal.

Tão importante quanto decidir sobre espaços que nós, mulheres pretas, vamos ocupar é ver-se representado neles.

A Home Page do SINTEAL deslegitima a pretitude das professoras que estão em sala de aula, das filiadas, e até mesmo aquelas que compõem as muitas diretorias do sindicato.

Enquanto mulher preta  e professora  ressaltamos e reafirmamos que a discussão das relações etnicorraciais e educação, deve passar pelo re-conhecimento da condição da professora preta na escola.

Para nós, mulheres pretas, nossas opiniões, vivências e lugares de fala e representação importam muito.

Representatividade importa. 

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras.

E os dois homens pretos da foto?

Ah! Isso é uma outra história...

 A propaganda do SINTEAL é um discurso racista. 

 

PS: Home page  é a página inicial de um site da internet . É A uma apresentação do site e de todo seu conteúdo. Seria como a capa de uma revista, um cartão de visita.

E aqui fica a todas as trabalhalhadoras e trabalhadores que fazem parte do corpo que alicerçam o andamento da  vida das escolas, como merendeiras e todos dos serviços gerais.


Postado em 03/12/2016 às 14:16 0

“O grande diferencial dessa experiência é que Alagoas é o primeiro estado no Brasil a pensar a questão racial, com foco na economia”- afirma Geovanni Harvey.


Por Arísia Barros

 

Idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio de George Santoro,  Secretário de Estado da Fazenda, o governo do Estado de Alagoas promoveu  uma inédita uma viagem afro-técnica ao Rio de Janeiro, tendo como interesse conhecer profissionais,  ferramentas e   modelos de gestão  utilizados pela Incubadora Afro Brasileira, buscando  o desenvolvimento de empreendimentos de base econômica, agregados ao valor étnico para  implementação no estado de  Alagoas.

A missão, iniciada na manhã do dia 28/11 e guiada por Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro Brasileira,  foi composta por visitas técnicas a instituições e profissionais que são referenciados  mundialmente , como também em espaços incubados e proporcionou a delegação alagoana  a apreensão e ampliação de  conhecimentos,  a partir da percepção do mercado e das estratégias que são utilizadas pela Incubadora Afro Brasileira.

Essas novas percepções fomentam ações direcionadas ao mercado alagoano e colaboram com o crescimento e desenvolvimento de novas oportunidades de afros-negócios.

No roteiro do primeiro dia da  missão a delegação alagoana conversou com o  arquiteto e urbanista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Washington Menezes Fajardo, atualmente presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e do Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural.

Nossa segunda conversa foi com Alberto Gomes Silva diretor-presidente da  Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp).  Criou e coordenou os programas Porto Maravilha Cidadão e Porto Maravilha Cultural. Durante 4 anos dirigiu a Ong ActionAid em Moçambique após ter coordenado programas da instituição no Brasil entre 2000 e 2006.

O projeto do Porto Maravilha, ( Cais do Valongo) na zona portuária do Rio de Janeiro, serviu de referência para suscitar o debate, que  trouxe em sua pauta, aspectos como a análise dos aspectos gerenciais e mercadológicos (diagnóstico empresarial), Identificação dos negócios, mobilidade e acessibilidade, bem como a requalificação dos espaços públicos e equipamentos culturais e a conservação de sítios históricos, e monumentos patrimônio cultural tombado.

Ainda na noite do dia 28/11 a delegação participou de um jantar na Associação  Terreiro Contemporâneo de Arte e Cultura, onde conhecemos bailarino e coreógrafo Rubens Barbot, um dos nomes de referência da dança contemporânea nacional, com seus trabalhos centrados na cultura afro-brasileira, o diretor e produtor argentino Gatto Larsen e a jovem atriz negra, Sol.

O segundo dia, terça-feira, 29/11, foi reservado  para  conhecimentos das experiências exitosas  na área da cultura de pret@s. Visitamos o Ateliê Cretismo, da consultora e designe de moda, Marah Silva, e lá conversamos, também com a emprrendedora prtea, Sônia Maria Menezes Pinto, a Baiana, como é conhecida pelos seus famosos acarajés e a gastronomia baiana.

Visitamos ,ainda, no  Centro Cultural Pequena Àfrica, dirigido pela Yalorixá Celina Rodrigues, o compositor, jornalista, roteirista, teatrólogo, radialista, gráfico, cantor, ativista, talento múltiplo, repositório da mais pujante energia afro-brasileira,  Rubens Confete e com ele desvendamos os caminhos da memória e história do povo preto no Rio de Janeiro.

A atividade de visitas foi encerrada no SEBRAE, onde fomos recepcionados por Flávia Guerra , que coordena a gestão da  Economia Urbana.

A profissional  discorreu sobre as boas práticas e contribuição para a reabilitação econômica de áreas degradadas e vazios urbanos a partir dos pequenos negócios.

A programação foi encerrada com um  jantar-debate cuja temática girou em torno  do sítio histórico da Serra da Barriga,Quilombo dos Palmares, em União dos Palmares,AL.

Da reunião participaram o sociólogo, jornalista e referência na militância negra no Rio de Janeiro, BrasilHamburgo-Alemanha, criador do SOS Racismo,  Marcos Romão e  Patrícia Mourão, que é formada em Cinema pela New York University e produziu documentários e programas de televisão, como o Conexão Internacional na TV Manchete e o Sounds Brazilian sobre música brasileira veiculado em diversos canais americanos na década de 80.

Em meados de 90, se mudou para Alagoas onde exerceu por quase quinze anos diversos cargos públicos como secretária de comunicação e posteriormente de turismo de Maceió; secretária de turismo, de articulação externa e de defesa das minorias do estado de Alagoas, respectivamente.

A partir de 2007, assumiu a diretoria executiva do Instituto Magna Mater, à frente do qual desenvolveu vários projetos de turismo sustentável , como o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, União dos Palmares,AL.                                                                         

O secretário Executivo da Secretaria de Estado da Fazenda, em Alagoas, Ercole o Secretário George Santoro através da Secretaria de Estado ad Fazenda, reafirma o interesse do estado e acrescenta: “O grande diferencial dessa experiência é que Alagoas é o primeiro estado no Brasil a pensar a questão racial, com foco na economia, segundo nos afirmou Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro no Brasil. É muito bom reconhecer a capacidade de gerar negócios com real valor social e econômico nos territórios, contribuindo para a  redução da violência, assim como o surgimento de equipamentos culturais importantes e mobilizadores.”

Arísia Barros, avaliando a ação diz que: “Trouxemos  na bagagem experiências e conhecimentos para  implementar ,em um futuro próximo, uma efetiva e eficaz política de estado,  no que  diz respeito à igualdade racial.”

A auditora Fiscal Glácia Tavares participou da delegação


Postado em 03/12/2016 às 11:51 0

Vocês, que tem o cabelo crespo por exemplo, o ideal é cortar baixinho, tipo joãozinho, para não chamar muito atenção- disse a professora.


Por Arísia Barros

"Quando eu tinha 17 anos a minha professora de redação do 3º ano estava falando sobre padrões de comportamento e aparência em entrevista de emprego.

Não lembro de tudo que ela "ensinou" naquele dia, mas jamais esquecerei sobre o ponto em que ela citou o padrão perfeito para a aceitação de mulheres como eu (negra e de cabelo crespo)
" Vocês, que tem o cabelo crespo por exemplo, o ideal é cortar baixinho, tipo joãozinho, para não chamar muito atenção"

Acho que a maioria das minhas amigas não devem nem recordar desse dia, mas eu, apesar de não ter emitido nenhuma opinião na ocasião, mesmo por que me faltava o empoderamento e a retórica necessária para contra argumentar o " mestre" Ainda assim, não deixei de sentir a dor da rejeição.

Essa é só uma memória, dentre tantas que me constituem.
Muitas não foram nunca compartilhadas...
Muitas nem se quer foram percebidas como manifestação do racismo à época.
E muitas pesaram tanto que preciso diariamente lutar para dissolvê-las.

Entender que o racismo é cada vez mais subjetivo é essencial para a luta e o combate.

Estão vista nossa pele...

" No momento da discriminação não há diploma que te salve"