Somos escrav@s modern@s, porque os senhores de engenho estão de olho na gente.- disse a moradora do Quilombo dos Palmares.

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Meu pai,Denônio Ferreira de Morais (Seu Louro), 59 anos, um dos mais antigos moradores da área amava essa Serra da Barriga e depois de tanta indiferença por parte dos governos desmotivou e foi embora para São Paulo, fazer a vida por lá.

O desabafo é da filha do Sr. Louro, que faz cerca de 20 anos mora na Serra da Barriga, em União dos Palmares,AL e vive na corda bamba de uma desocupação, por conta de uma ação do governo federal.

Na casa do  Sr. Louro há um pequeno restaurante, o único lugar, em que turistas ou visitantes, ao aventurem a escalar a Serra encontram como ponto de apoio para uma refeição.

Na restaurante do Sr. Louro o visitante encontra simplicidade, acolhida e uma boa comida caseira. Destaque especial  para tapioca com café.

A filha de Louro que ficou na casa reclama:-" Como vou servir almoço se não tem infraestrutura?

Tenho sonhos simples como construir um banheiro em minha casa e não posso. Tem senhor@s de idade que se levantam na madrugada para ir ao banheiro coletivo e correm o perigo de se acidentarem...

O ruim de tudo isso é que  a gente fez um curso culinária africana, mas, não temos direito de colocar em prática. Bem diferente das pessoas que chegam de fora e tem todas as regalias e nós que estamos aqui faz tempo, somos ignorados.

Quem vai nos indenizar por todos esses anos de cuidado e preservação da Serra? Somos nós que ao longo desse tempo guardamos e zelamos por essas terras. A gente vai sair com uma mãe na frente e outra atrás?"

Quem responde?

 

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Instituto Raízes de Áfricas realiza Conversa Preta em Honra e Gratidão aos ancestrais, no Espaço Abdias Nascimento,Serra da Barriga.

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O Instituto Raízes de Áfricas realizou na data consagrada ao dia dos finados, 02 de novembro, uma Conversa Preta em honra e Gratidão aos Ancestrais, no Espaço Abdias Nascimento, Serra da Barriga.

O Conversa Preta é a primeira ação do  Projeto Ayê: Afro-Conversas em Série:Vidas Pretas: Territórios, Representatividades e Identidades.

A ação aconteceu no entorno do  Baobá,  onde estão depositadas as cinzas de Abdias Nascimento, quando um grupo composto de 10 pessoas dialogou sobre a importância da gratidão aos antepassados e das experiências que subsidiam passos e construção de novos caminhos  pretos na contemporaneidade, como também foi feita a leitura e reflexão sobre a vida e obra do ativista Abdias Nascimento.

A série Afro-Conversas é organizada para estimular e facilitar, principalmente à nova geração o acesso ao conhecimento substantivo, crítico da história, vivências e saberes, produzido pelos ancestrais pret@s, que tem em Abdias Nascimento, cujas cinzas se encontram depositadas na Serra da Barriga, um dos seus principais ícones.

O Instituto Raízes de Áfricas busca acima de tudo, instigar uma série de conversas fluentes e acolhedoras que promova uma troca de saberes e o olhar para a gratidão a quem veio antes.

Segundo Milena Santos , do alto dos seus 11 anos, uma das  mais novas participantes do Instituto Raízes: "Vir aqui, na Serra da Barriga  é como se eu lembrasse de algo que não vivi. E esse espaço Abdias Nascimento é como se contasse uma história do passado."

As atividades do Projeto Ayê: Afro-Conversas em Série:Vidas Pretas: Territórios, Representatividades e Identidades prosseguem ao longo do mês de novembro.

 

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Já, já vou embora- escreveu Izadora que tinha 13 anos e foi enterrada hoje. A menina cometeu suicídio.

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O amigo da menina faleceu e a tristeza tomou conta de sua alma.

Ninguém deu muita atenção à tristeza da menina, mas, o sentimento de perda era tão sufocante que ela  buscou   ajuda pelas redes sociais.

Frases como:"Minha alma só gritava e não  havia paz, ou o meu coração perdeu  a direção” - foram súplicas feitas pela menina.

Aos 13 anos, Izadora tirou a própria vida e foi enterrada hoje no Rio de Janeiro.

Izadora cometeu suicídio. Falam que foi por causa da depressão.

Afinal o  que é depressão?

 

A doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) ,afeta pessoas de todas as idades e estilos de vida, causa angústia e interfere na capacidade de o paciente fazer até mesmo as tarefas mais simples do dia a dia.

“No pior dos casos, a depressão pode levar ao suicídio, segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos”, destacou a OMS. “Ainda assim, a depressão pode ser prevenida e tratada. Uma melhor compreensão sobre o que é a doença e como ela deve ser prevenida e tratada pode ajudar a reduzir o estigma associado à condição, além de levar mais pessoas a procurar ajuda”, completou a entidade.

A depressão tem tratamento e o primeiro passo é conversar sobre o assunto.

 

Dados

 

Estima-se que um milhão de pessoas morram  de morte voluntaria, anualmente, uma a cada 40 segundos, o que equivale a 1,4% dos óbitos totais. Cerca de 75% ocorrem em países de renda média e baixa. Segundo a Organização Mundial da Saúde, apenas 28 países possuem estratégia nacional de combate à morte voluntária. A média global é de 11,4 por 100 mil habitantes, sendo 15/100 mil entre homens e 8 entre as mulheres. 

Precisamos falar sobre tristeza, depressão e  suicídio, como problema de saúde pública.

Precisamos falar...

Descanse  em paz, Izadora!

 

 

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A ORIGEM DO MOVIMENTO NEGRO DO BRASIL

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Era 18 de junho de 1978 quando Robson Silveira da Luz, um feirante negro de 27 anos, foi acusado de roubar frutas em seu local de trabalho. Levado para o 44º departamento de polícia de Guaianazes, zona leste de São Paulo, foi torturado e morto por policiais militares sob a chefia do delegado Alberto Abdalla. Semanas depois, um grupo de 4 jovens foi impedido de jogar vôlei no hoje extinto Clube de Regatas tietê. Fazia 90 anos da abolição da escravatura.

Em resposta a esses fatos, um grupo de militantes negros se reuniu em um casarão no início da Rua da Consolação, em São Paulo, para discutir a construção de um movimento que pudesse mobilizar o Brasil contra a discriminação racial. Na lembrança de Hélio Santos, doutor em economia, administração e finanças e militante do movimento negro brasileiro, a manhã daquela reunião, que geraria muita repercussão nos anos vindouros, foi gasta discutindo o nome que o movimento teria. “Éramos eu, Abdias do Nascimento, Lélia Gonzalez, os irmãos Celso e Wilson Prudente e muito mais gente”. O nome que prevaleceu foi Movimento Negro Unificado – nascia assim o MNU.

A primeira decisão tomada pelo grupo recém-formado foi ir às ruas protestar. Na fria manhã do dia 7 de julho, posteriormente transformado em data comemorativa do Dia Nacional de Luta Contra o Racismo, mais de três mil pessoas se reuniram em frente ao Theatro Municipal de São Paulo – palco, em 2013, de grande parte das manifestações contra o aumento na tarifa dos transportes. A manifestação de então, intitulada Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial, não era, obviamente, bem vista pelo governo vigente: era a época da ditadura presidida pelo general Geisel, e a política estatal se esforçava em ignorar a questão racial e em mostrar o país como uma democracia das raças. Em um ambiente de muito medo, os manifestantes agitavam cartazes e clamavam palavras de ordem em meio a agentes infiltrados do Serviço Nacional de Informação (SNI) e da Polícia Federal. “Eu lembro de vários policiais federais infiltrados, inclusive negros, se passando por jornalistas e entrevistando Lélia, Abdias e os outros dirigentes do movimento”, rememorou o professor Hélio.
Em um documento que se encontra atualmente no arquivo Ernesto Geisel, depositado no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getúlio Vargas, um agente da repressão estatal escreveu: “Realizou-se em São Paulo, no dia 7 julho de 1978, na área fronteiriça ao Theatro Municipal, junto ao Viaduto do Chá, uma concentração organizada pelo autodenominado ’Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial’, integrado por vários grupos, cujos objetivos principais anunciados são: denunciar,permanentemente, todo tipo de racismo e organizar a comunidade negra. Embora não seja, ainda, um movimento de massa”. Os dados disponíveis caracterizam a existência de uma campanha para estimular antagonismos raciais no País e, paralelamente, revelam tendências ideológicas de esquerda. A presença no Brasil de Abdias do Nascimento, professor em Nova Iorque, ativista negro, ligado aos movimentos de libertação na África, contribuiu para a instalação do já citado “Movimento Unificado”. Outro documento do mesmo ano advertia que “esses movimentos, caso continuem a crescer e se radicalizar, poderão vir a criar conflitos raciais.”

A manifestação seguiu pacífica e, apesar da tensão, terminou sem casos de violência policial. Mas a vida da maioria dos seus organizadores não foi a mesma nas décadas que se seguiram. “Durante esse período da luta dos anos 70, o meu telefone foi grampeado várias vezes por conta da minha militância. O meu e de outros. O MNU era considerado pelo governo como subversivo, o racismo era um tema tabu”, relembra Hélio. Ivair Alves dos Santos, professor de Ciências Sociais na UNB e vice-presidente do primeiro conselho da comunidade negra, criado no governo Montoro, em São Paulo, também esteve presente na manifestação. Lembra com tristeza das consequências que viu seus amigos sofrerem por terem participado de um movimento que buscava direitos em tempos de ditadura. “Aquilo afetou profundamente a vida das pessoas, de uma forma muitas vezes negativa. Muitos que lideraram aquele processo tiveram a vida profissional e pessoal modificada, acabaram perseguidos pela polícia, pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tiveram uma vida muito conturbada. Alguns foram levados ao suicídio por essa perseguição. As principais lideranças pagaram um preço alto, nunca usufruíram do sucesso daquele movimento, nunca foram lembradas ou efetivamente homenageadas.” A luta de 1978 mudaria muita coisa nos anos seguintes. Apesar das consequências funestas para muitos, a manifestação de 7 de julho de 1978 catalisou um sentimento de insatisfação e de luta por direitos contra o racismo que estava plantado em comunidades negras do país inteiro

Fonte:TEXTO: Mariana Brasil | Acervo Agência Globo | Adaptação web: David Pereira

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Tamires tem 9 anos e adquiriu nas ruas uma maturidade esquizoide.

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Estávamos eu e Luh partilhando palavras, bebidas e comes econômicos na noite da sexta-feira, 21/10, bairro Moema/SP, quando rasgando a noite aparece Tamires.

Tamires preta,menina bonita, falante do alto dos seus nove anos, vendendo "um chiclete por 3 e três por 5", ou se a "senhora" quiser a caixa toda por trinta reais...
Perguntei a Tamires pela mãe e ela aponta o outro lado da rua e que  o tio estava ali, acompanhando-a no trabalho," (o tio é um pouquinho mais do que uma criança).

 Luh insiste para saber se ela estuda, e a menina  com a sabedoria das ruas se esquiva das respostas.

Tamires tem nove anos, é uma  menina e desenrolada e leitora dos ambientes, adquiriu nas ruas uma maturidade esquizóide.

Aos nove anos, a bela preta Tamires vai fulanizando identidades.

Tamires é preta pelas ruas de São Paulo.

E daí?

 

 

 

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Problema algum em ter um papel higiênico preto. A questão é a agência escolher uma frase que remete a um movimento internacional, que foi e é utilizada para elevar a auto-estima de milhares de pessoas negras.

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Sobre o lançamento do primeiro papel higiênico preto do país, a  ativista e atriz Maíra Azevedo escreve:

Problema algum em ter um papel higiênico preto, a questão é uma agência escolher uma frase que remete a um movimento internacional que foi e é utilizada para elevar a auto-estima de milhares de pessoas negras, que sempre foram subjugadas. Para quem decidiu usar a frase Black is Beatifull o combate ao racismo é uma grande MERDA! Não foi sem querer! Não foi erro, não foi brincadeira! Racismo é crime e, é importante que as pessoas entendam isso! Ótimo ter um papel higiênico preto, mas não peguem nossas palavras de ordem para vender algo que limpa cocô! A gente cansa de viver em estado de alerta, o RACISMO não nos dá um descanso! Muitos vão dizer que é mimimi, que é bobagem, ou que a gente briga por coisas bobas! Mas não! Black is beatifull, is Power e não vamos permitir que vocês ridicularizem, menosprezem e mininimizem nossas dores! 

#blackispower #limpemsuamerdasemserracista
#reconheçaoracismo #procureler #estude#antesdelancaracampanhapesquise #tenhapretonasuaagencia#diversidademinimizaoracismo
#sópesquise

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O depoimento da quilombola Sophia de 2 anos, nos ensina o que é identidade e pertencimento.

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No sábado,21/10,a Associação de Desenvolvimento da Comunidade Remanescente do  Quilombo de Carrasco,localizada na zona rural de Arapiraca ,AL,com o apoio do Instituto Raízes de Áfricas realizou a celebração da criança quilombola.

A atividade coordenada  por Genilda Queiroz, líder quilombola e presidenta da Associação contou com uma programação vasta e reuniu cerca de 200 pessoas, que reafirmaram o exemplo de resistência da comunidade quilombola.

A ação aconteceu no Quilombo de  Carrasco, que tem seu nome originado de uma árvore muito abundante. Desde  2008 o Quilombo é  certificado pela Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura (MinC) .

E durante a festa teve apresentação musical com o Grupo Vozes Pretas da Periferia/ Instituto Raízes de Áfricas. A menina Milena Correia,a os 11 anos,  cantou e encantou o público, acompanhada do Alisson, ao violão. Mirian Soares, vice -presidenta do Instituto Raízes de Áfricas e Amanda Duarte realizaram performances poéticas.

Teve brincadeira de ‘Quebra-pote. Teve oficina de desenho. Teve distribuição de brinquedo. Teve distribuição de lanches.

Genilda Queiroz em agradecimento afirmou que sem o apoio  do Instituto Raízes de Áfricas a festa não teria acontecido. E a coordenadora Arísia Barros acrescentou que: "O  apoio às festividades no Carrasco é uma forma de unir lutas em torno de uma causa comum: o combate ao racismo"..

O ponto alto das comemorações foi quando a quilombola, Sophia de  dois anos segredou para Amanda Duarte , uma preta dona com  um Black poderoso:- Meu cabelo é igual ao seu, mas, minha mãe prende e eu não gosto que minha mãe prenda meu cabelo

E Amanda fala em experiência: Cada experiência que me foi proporcionada, não foram ensaiadas, imaginadas... E me surpreendeu de uma forma que me fez e me faz querer voltar mais vezes ou ter outras vivências das mesmas... Porque é lindo, é luta, é resistência, representatividade, identidade e principalmente AMOR.

O depoimento da menina consolidou o  propósito da ação que foi   conciliar o lúdico  com o ativismo no  despertar  de identidades e pertencimento.

Valeu, Sophia!

 

 

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Ator, gay e em depressão , aos 25 anos, Fabrício Júnior se matou e postou os vídeos no facebook:” Me desculpem todos aqueles que me amam". Precisamos falar sobre suicídio.

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Fabrício era jovem, gay  e ator. Tinha 25 anos e durante meses premeditou seu suicídio. Na madrugada do dia 13 de outubro de 2017, Fabrício Junior se matou. Antes o rapaz gravou três vídeos que postou em seu perfil no Facebook.

Fabrício foi diagnosticado com depressão, a cerca de um ano. Por conta dos efeitos colaterais dos medicamentos o rapaz suspendeu os medicamentos   agravando  assim o quadro da doença  e Fabrício se matou. 

Nas gravações, o rapaz explicou seus motivos, despediu-se de seus amigos e familiares mais próximos e se mostrou muito decepcionado com sua vida nos últimos dias. "Me desculpem todos aqueles que me amam", disse. Durante a despedida, o ator menciona relacionamentos afetivos rompidos, sobre pessoas que lhe fizeram mal e sobre o contexto em que vive, provavelmente, referindo-se a intolerância da sociedade com a população LGBT a qual pertencia. Em alguns momentos do vídeo, sorri, diz querer viver intensamente suas últimas horas e que gostaria de ser lembrado sempre sorrindo. Ao todo, foram três vídeos, dois deles de aproximadamente dez minutos cada, em que o rapaz discursa em suas últimas horas de vida. Algumas informações não oficiais obtidas através de rede social indicam que Fabricio se matou ingerindo uma alta quantidade de medicamentos.

"Mesmo fraco em pedaços, eu prefiro te dizer obrigado por estar aqui", diz ele no vídeo.

O Brasil de dimensões continentais ganha visibilidade nos relatórios: é o oitavo país com maior número de suicídios no mundo, segundo ranking divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2014.

Criador do Mapa da Violência, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz destaca que o suicídio também cresce no conjunto da população brasileira. A taxa aumentou 60% desde 1980.

Em números absolutos, foram 2.898 suicídios de jovens de 15 a 29 anos em 2014, um dado que costuma desaparecer diante da estatística dos homicídios na mesma faixa etária, cerca de 30 mil.

"É como se os suicídios se tornassem invisíveis, por serem um tabu sobre o qual mantemos silêncio. Os homicídios são uma epidemia. Mas os suicídios também merecem atenção porque alertam para um sofrimento imenso, que faz o jovem tirar a própria vida", alerta Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

 

Com informações:

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-3967251

http://revistaladoa.com.br/2017/10/noticias/rapaz-gay-25-anos-grava-posta-videos-antes-tirar-propria-vida-precisamos-discutir

 

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Antes de se suicidar ativista preta de 20 anos postou pedido de ajuda no facebook. Ninguém entendeu.

 

Dáleti Jeovana se matou aos 20 anos.

Dáleti era preta, jovem, ativista, empoderada, cacheada, acadêmica do 5º período de  jornalismo de Tocantins, mas Dáleti se matou.

Dáleti cometeu suicídio na noite deste sábado, 22/10, por volta das 23h30.

O suicídio tem sido um caminho recorrente para sanar dores e depressões da alma, de tantas e muitas gentes do Brasil afora e adentro.

O suicídio tem estrangulado vidas, principalmente de jovens, principalmente de pretos.

De assunto mantido entre quatro paredes a tema de série na internet, o suicídio de jovens cresce de modo lento, mas constante no Brasil: dados ainda inéditos mostram que, em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 - um aumento de quase 10%.

Dáleti antes de se matar escreveu  um pedido de ajuda na rede.

Ninguém entendeu e Dáleti se matou.

Quantas mortes ainda hão de vir?

Precisamos falar sobre depressão,  suicídios...

Precisamos cuidar de nossos jovens e antes de se suicidar  ativista preta de 20 anos postou pedido de ajuda no facebook. Ninguém entendeu.

 

essa hora do dia
Ana pensa em suicídio.
Ana planeja como suicidará seu sofrimento.
Ela planeja o suicídio de sua depressão, sua ansiedade.

Ana só quer ter um tempo para si, e não mais se cobrar além do limite.

Ana só quer um tempo para si, tempo de respirar, estudar, trabalhar, sem nenhuma pressão ou obrigação.

Ana só quer que cada palavra que saia da sua boca, não seja interrompida por um gaguejo de ansiedade.

Ana quer matar, quer abandonar, quer se livrar, dos laços, dos enlanços, do passado, do sapato apertado, da missa, da reza, das prisões que a cercam.

Ana quer matar o silêncio, não quer mais fingir que está tudo bem. Mas ela sabe que todos já estão cansados de seus relatos e histórias tristes.

Ana ao meio dia pensa em suicídio, o suicídio do sofrimento, da dor, da desesperança, do desespero.

Ana pensa em suicídio, suicídio, do amargo, dos trapos, da dor.

Suicídio da alma.”

 

Descanse  em paz, Dáleti Jeovana.

Descanse em paz!

 

Fontes: https://www.facebook.com/jeovana.7

https://www.t1noticias.com.br/a/88566

 

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Uma mulher nua pintada de preta e um homem branco urinado sobre ela. Afinal, isso pode ser chamado de Arte?

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O blog pesquisou sobre a notícia que um artista fez uma performance na USP urinando em cima de uma mulher nua pintada de preto em nome da arte e encontrou essa explicação:

Essa fotografia é de janeiro de 2013 e foi tirada pela fotógrafa Marlène Ramírez-Cancio, durante o 8º Encuentro Hemisférico del Centro de Estudios de Arte y Política, no Departamento de Artes Cênicas da USP, em São Paulo, como podemos ver no site do Instituto Hemisférico Encuentro.

A mulher que está deitada no chão é Regina José Galindouma artista nascida na Guatemala especializada em arte corporal. Na obra intitulada Piedra, Regina se “transforma” em uma pedra e suas performances tentam mostrar a opressão e o sofrimento sofridos pela mulher ao longo dos anos!  

O homem que aparece na foto urinando na mulher não é o artista, mas um espectador!

Afinal, isso pode ser chamado de  Arte?

E você acha?

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