Raízes da África
Raízes da África

Postado em 27/02/2017 às 18:22 0

A militante preta e modelo Stephany Mayara é destaque no Bloco Nêga Fulô, em Maceió, AL.


Por Arísia Barros

 

O bloco Nêga Fulô surgiu da ótica cultural do produtor alagoano, Carlito Lima, tendo o objetivo de homenagear Jorge Lima, alagoano que exerceu as funções de político, médico, poeta, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor, romancista.

Jorge de Lima é autor do poema “Essa Negra Fulô”, publicado pela primeira vez, pela editora  Casa Trigueiros, em Maceió, AL no ano de 1928, 

E foi o carnavalesco, também produtor cultural, Fredy Correia, integrante da Diretoria do Bloco que nos fez o convite para  uma participação mais efetiva, para além das festas momescas, no trabalho de  reinterpretar a imagem social da mulher preta nos espaços da rua e nos blocos de carnaval e Fredy afirma: “Essa é uma preocupação de todos nós, hoje, com todo esse ativismo e essas oportunidades que se tem de tratar assuntos que são considerados tabus, e que tem uma grande relevância na nossa vida."

A proposta é a realização de encontros que tragam os muitos olhares  sobre  poema de Jorge de Lima, e o de Oliveira Silveira, com o seu  “A Outra Nega Fulô”.

Enquanto Jorge de Lima nos apresenta uma Fulô coisificada, despersonalizada e hiper sexualizada, objeto do Sinhô, da Sinhá, dos Sinhozinhos e das Sinhazinhas, Silveira nos fala de outra Fulô altiva e não servil voluntariosa e não subserviente senhora do seu corpo e não objeto, decidida em suas escolhas e não sufocada por acovardada indulgência.

 E para  o desfile deste ano  ,em homenagem aos 200 anos de Alagoas,sugerimos a participação da modelo preta Stephany Mayara, 3º lugar no concurso Miss Alagoas Mirim e que já traz em seu discurso a consciência do enfrenatmento diário contra o  racismo. A sugestão foi logo aceita por toda diretoria do Bloco.

E no dia 26 de fevereiro, no domingo de carnaval, Stephany Mayara abrilhantou, nas passarelas das ruas citadinas.

E complementa Fredy Correia : "A Diretoria do Nêga Fulô acha que é importante partir por esse  caminho, de não ficar só no campo da nomenclatura, mas, dá um sentido. Fazer com que as pessoas pensem, e pensar o nosso tempo que  o papel do artista e do ser humano.”

 Com informações: http://www.alagoanidades.com.br/?p=1012


Postado em 23/02/2017 às 22:36 0

Prestigiada por George Santoro, Secretário de Estado da Fazenda, a Roda de Diálogos produziu conversas significativas.


Por Arísia Barros

 

A Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo", aconteceu dia 21 de fevereiro, das 9 às 13 horas, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares, em Maceió, AL.

Idealizada pelo  Instituto Raízes de Áfricas, com apoio da Federação da Indústria  e  Governo do estado de Alagoas a Roda se transformou em  um espaço de formação, de troca de experiências, de desabafos.

Com a lotação bem acima do limite  o  espaço  da Sala dos Conselhos inaugurou diálogos, confraternizou a palavra  das muitas gentes diversas e diversificadas. Das turmas de Direitos do professor Carlos Martins, da UNINASSAU às representações do movimento negro e de matriz africana.

Veio gente do município de Carneiros, AL, e gente da comunidade quilombola de Caboclo.

Também tinha gente do Teatro e da Universidade Federal de Alagoas.

Na abertura da Roda a militante da juventude negra, estudante de Serviço Social da UFAL, Mirian Soares se fez poema preto e declamou resistências.

O silêncio produzido após a exibição do Documentário Abayomi, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e produzido pela TVE Alagoas,  falou do impacto que o racismo causa nas pessoas.

Giovanni Harvey, consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República criou conversas primorosas, com dados ricos em conteúdo e significado, consubstanciando o debate racial com foco na  abordagem da  sustentabilidade social, econômica, cultural e espacial.

Presente a atividade Renata dos Santos, Secretária Especial do Tesouro Estadual, da SEFAZ referendou a  Roda de Diálogos  asseverando que o esforço de  ouvir as diferenças  na busca de discutir a igualdade é um passo importante para a formulação de políticas públicas.

Apoiador/parceiro  da atividade, o  Secretário de Estado da Fazenda, George Santoro, afirmou que atividades como a Roda de Diálogos  se constitui em um valioso instrumento/exercício de escuta e fala, produzindo assim  reflexões sobre o novo olhar  no governo Renan Filho,de pensar o estado,  a partir da sustentabilidade que contemple os diversos grupos.

Prestigiada a Roda de Diálogo agregou gentes e produziu conversas e resultados  significativos.

Foi um sucesso!

 

 


Postado em 23/02/2017 às 05:46 0

Os meninos pretos, meus alunos, são hoje insignificantes cadáveres acomodados em covas rasas.


Por Arísia Barros

Eu os conheci, ainda meninos, entre 10 e 11 anos, o Daniel e o Cícero.

Foram meus alunos.

Os dois pretos, moradores de um dos bairros mais vulneráveis para jovem preto viver, em Maceió, AL.

Eram bons alunos e  trazia na bagagem diária suas histórias de vidas substantivas/subversivas.

Eram bons meninos e traziam consigo caminhões de sonhos. Sonhavam com o futuro, ( todos nós sonhamos),  mas, o presente os encontrou bem antes.

 As  descobertas da vida  periférica abriram  buracos fundos de experiências marginalizadas, e com histórias de vida diferentes,  e o racismo desenfreado, internalizado e consentido nas Alagoas dos Palmares,a morte os enlaçou.. Ambos pretos. Ambos meus alunos.

Os meninos pretos, meus alunos, são hoje insignificantes cadáveres acomodados  em covas rasas.

Relegados as extremidades da história, como água empoçada.
Estão mortos, antes dos 20 anos.
Eita, Zumbi!


Postado em 19/02/2017 às 08:17 0

A Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo" apresenta sua programação.


Por Arísia Barros

Dia 21 de fevereiro, das 9 às 13 horas, o Instituto Raízes de Áfricas, com apoio do governo do estado de Alagoas promove a Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo", das 9 às 13h, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares, em Maceió, AL.

Com uma programação diversificada a Roda tem como objetivo propiciar a escuta e troca de experiências, redefinindo e redimensionando a questão racial na sociedade, dando-lhe uma dimensão e interpretação políticas, consubstanciando o debate racial com foco na  abordagem da  sustentabilidade social, econômica, cultural e espacial.

Na abertura da atividade teremos a militante jovem negra, Mirian Soares realizando uma performance afro-poética-artística, como também a exibição de depoimentos do Documentário Abayomi, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e produzido pela TVE Alagoas, que serão comentados por Arísia Barros, Fernanda Monteiro e Mirian Soares.

O convidado que vem de fora é Giovanni Harvey, consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. 

Programação

9h- Abertura da Roda de Diálogos

9h20- Apresentação afro-artística: Eu, poemando- Mirian Sousa- ativista da juventude negra, em Alagoas.

9h30- Exibição do Documentário Abayomi- (Instituto Raízes de Áfricas - TV Educativa-AL)

Múltiplos diálogos sobre racismo, com Arísia Barros, alagoana, faz o exercício cotidiano do ativismo social preto-político, nas Alagoas de Palmares e Fernanda Monteiro, presidente PMDB Afro Alagoas.

-Apresentando  Abayomi, a boneca

10h30- Roda de Diálogos: Leituras Contemporâneas sobre  Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo-

Giovanni Harvey- consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

11h30- Diálogo ampliado

13h30- Lanche/Encerramento

Para se inscrever basta enviar um e-mail, com nome, instituição, contato para raizesdeafricas@gmail.com, ou arisia.barros@gmail.com

Inscreva-se logo, pois as vagas são limitadas.

Haverá certificação.

Mais informações: (82) 3231-4201-98827-3656

 


Postado em 19/02/2017 às 07:46 0

“Você nunca será igual a nós brancos,carrega no sangue o DNA de um escravo e sempre será tratado como tal."- disse a mulher branca.


Por Arísia Barros

Por que o racismo é um ENORME camaleão poliglota. Vai lendo...

 

"Passei aqui na sua casa só para deixar um recadinho, "fada dos doces" como tem gente cínica, você sabe que a maioria das pessoas branca, não gostam de gente de cor como você, pena que poucas tem coragem que tenho, a maioria diz não ser racista, a verdade é que nem um branco dá o mesmo valor a uma pessoa de cor. Você nunca vai ganhar como um branco, nunca terá o mesmo valor de um branco, nunca será recebida igual uma de nós branca, tenho um conselho para você. Aceita que é melhor você nunca será igual a nós brancos, carrega no sangue o DNA de um escravo e sempre será tratado como tal...."

Janete Martins, moradora de Araucária também conhecida como "Fada dos doces", recebeu em sua residência uma suposta cliente que teria ido até lá para encomendar alguns doces. A mulher então questionou quem seria a proprietária e Janete relatou que ela era a proprietária. A mulher respondeu que havia recebido indicação de uma amiga e que não sabia que ela era de cor. Janete então respondeu que não era de cor e sim negra mesmo. A suposta cliente então entrou no carro e foi embora.

Na sexta-feira (17) Janete recebeu uma carta que chocou a família, amigos e internautas.

Após o recebimento da carta a filha de Janete fez uma postagem nas redes sociais lamentando muito sobre ocorrido. Janete relatou que está abalada, porém tem recebido apoio de todo o Brasil e até do exterior.

Fonte: https://massanews.com/blogs/policial/plantao-190/doceira-e-vitima-de-racismo-e-recebe-carta-com-ofensas-qomEa.html


Postado em 16/02/2017 às 09:45 0

Com certificação, as inscrições para a Roda de Diálogos estão abertas. Já se inscreveu?


Por Arísia Barros

Acontece dia 21 de fevereiro, a Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo", das 9 às 13h, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares,em Maceió,AL..

 Idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas e com  o apoio do governo do estado e Federação das Indústrias de Alagoas, a Roda de tem como objetivo redefinir e redimensionar a questão racial na sociedade, dando-lhe uma dimensão e interpretação políticas, consubstanciando o debate racial com foco na  abordagem da  sustentabilidade social, econômica, cultural e espacial.

Na abertura da atividade teremos a exibição de depoimentos que faz parte do Documentário Abayomi, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e produzido pela TVE Alagoas.

Como interlocutor dos diálogos  foi convidado Giovanni Harvey, consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. 

 O Instituto Raízes de Áfricas acredita que para  pensar  desenvolvimento socioeconômico sustentável  é  imprescindível propor e articular  diálogos ampliados  com as questões raciais.

As inscrições para a Roda de Diálogos: Leituras Contemporâneas sobre  Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo já estão abertas.

Para se inscrever basta enviar um e-mail, com nome, instituição, contato para raizesdeafricas@gmail.com

Inscreva-se logo, pois as vagas são limitadas.

Haverá certificação.

Mais informações: (82) 3231-4201-98827-3656

 


Postado em 15/02/2017 às 06:58 0

Até o 20 de novembro construo a 6 de fevereiro, como estrada de acesso à Serra da Barriga - afirma Renan Filho, o governador de Alagoas.


Por Arísia Barros

 

A declaração de Renan Filho aconteceu em almoço receptivo, para  algumas representações do movimento negro em Alagoas,ocorrido dia 06 de fevereiro, no Palácio/Museu Floriano Peixoto, em Maceió,AL.

Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas foi uma das convidadas.

Durante o almoço, cujo objetivo é estabelecer uma agenda de diálogos-políticos,reafirmando a importância das ações afirmativas como meio de reparação à população preta, Renan ressaltou a importância da Serra da Barriga para a construção efetiva da sociedade alagoana e falou para os presentes da real necessidade de revitalizar os caminhos  que levam a um dos capítulos mais significativos da  história do Brasil, através  da construção do acesso.

“Precisamos valorizar a Serra da Barriga como patrimônio, criando estrutura lá em cima, e trazendo gente para conhecê-la,para que  assim possamos gerar o  turismo cultural , histórico e sustentável com a criação de empregos e renda.Sem a estrada, ninguém consegue chegar lá de forma tranqüila e conseqüentemente o turismo não acontece” - ressaltou.

E apontando para o Secretario de Transportes e Desenvolvimento Urbano, o engenheiro Mozart Amaral  disse :Essa é sua responsabilidade, viu Mozart. Quero o acesso pronto até o dia 20 de novembro.

Com extensão de 8 km, a via reestruturada pretende faccilitar o acesso  dos moradores e visitantes, como fomentar o turismo em toda região. 

Ao final do almoço, Arísia Barros, propôs ao governador que o próximo encontro de diálogo com o movimento negro envolva as muitas e diversificadas representações de pret@s em Alagoas,principalmente a juventude e a periferia.

Quem sabe encher o Estádio Rei Pelé para esse diálogo, governador?- insistiu ela.

Renan Filho ressaltou que, juntar  tanta gente , talvez não produza  resultados tão efetivos, e fechou a questão em 200 pessoas.

Participaram do almoço a secretária da Cultura Mellina Freitas e o secretário de Comunicação, Enio Lins.

O almoço-recepção aconteceu na data em que se relembra a última batalha do Quilombo dos Palmares em Alagoas,ocorrida em 6 de fevereiro de 1694.

O Quilombo dos Palmares resistiu por quase um século, tornando-se o maior centro de resistência negra no colonialismo.

Possivelmente,a data  6 de fevereiro, dará  nome a estrada a ser construído, como acesso  a Serra da Barriga, pelo governo de Alagoas.


Postado em 14/02/2017 às 22:18 0

Nos 200 anos de Alagoas, Instituto Raízes de Áfricas, propõe discussão sobre sustentabilidade preta.


Por Arísia Barros

 

 O Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio do governo do estado e Federação das Indústrias de Alagoas, realiza dia 21 de fevereiro, a Roda de Diálogos: Leituras Contemporâneas sobre  Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo, que acontece, das 9 às 13h, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares.

 A Roda de tem como objetivo redefinir e redimensionar a questão racial na sociedade, dando-lhe uma dimensão e interpretação políticas, consubstanciando o debate racial com foco na  abordagem da  sustentabilidade social, econômica, cultural e espacial.

Como interlocutor dos diálogos  foi convidado Giovanni Harvey, consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. 

 O Instituto Raízes de Áfricas acredita que para  pensar  desenvolvimento socioeconômico sustentável  é  imprescindível propor e articular  diálogos ampliados  com as questões raciais.

As inscrições para a Roda de Diálogos: Leituras Contemporâneas sobre  Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo já estão abertas.

Para se inscrever basta enviar um e-mail, com nome, instituição, contato para raízesdeafricas@gmail.com

Inscreva-se logo, pois as vagas são limitadas.

Mais informações: (82) 3231-4201-98827-3656

 


Postado em 12/02/2017 às 10:34 0

Em Alagoas, Luislinda Valois,ministra dos Direitos Humanos, encontra Arísia Barros.


Por Arísia Barros

O convite me chegou via celular, às 10h da manhã do sábado, através de Camila, assessora da recém empossada ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois.

Segundo ela a ministra convidava para um momento de conversa sobre ações afirmativas, no hotel onde está hospedada, no bairro da Pajuçara, em Maceió,AL.

Acompanhada de Fernanda Monteiro, presidente do PMDB Afro alagoano fomos ao encontro da ministra.

Foi uma conversa  topicamente diversa.

Agregamos valor e solicitamos adesão do Ministério  a campanha pela liberdade de Rafael Braga, preso, arbitrariamente, por portar uma garrafa de Pinho Sol, no Rio de Janeiro.

Propusemos a ministra uma política de estado para os egressos do sistema socioeducativo.

Falamos sobre a criação do Fundo Estadual para Igualdade Racial e da inserção, pioneira  e diferencial da Secretaria de Estado da Fazenda, através de George Santoro na amplitude das  discussões.

A ministra iniciou a fala afirmando  que o maior objetivo da vinda dela a Alagoas foi  discutir a inclusão do Estado de Alagoas no Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – SINAPIR-SINAPIR e a partir daí discutir, politicamente, as vulnerabilidades raciais.

A agenda da misnitra em Alagoas  consiste ainda, em visita a Serra da Barriga, neste domingo, como também 

 reuniões, na segunda-feira, 13/02, com o Governador do Estado, Renan Filho, Secretário de Estado da Segurança, Lima Júnior e Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos.

Acompanham a ministram, o  assessor especial Juvenal Araújo e Camila.

Como fomos nós  a anfitriã primeira da ministra na terra de Palmares demos às boas vindas.

Seja bem vinda a Alagoas, Luislinda Valois e que o trabalho seja produtivo, inclusivo e sobretudo afirmativo.


Postado em 08/02/2017 às 21:37 0

Renan Filho, o governador, que conheci mais de perto.


Por Arísia Barros

Na segunda-feira,6/02 , em alusão a 1694, quando  o fogo da intolerância queimou Macaco,a capital do Quilombo dos Palmares, extinguindo a resistência da confederação de escravos rebelados, o governador do estado de Alagoas, Renan Filho recepcionou, com um almoço, no Palácio Floriano Peixoto segmentos representativos do movimento negro.

Tendo como pauta a discussão política  visando a  interlocução da história de pret@s, com as comemorações dos 200 anos de Emancipação Política de Alagoas.    

 Logo após o almoço fui convidada  por Renan Filho para uma conversa, em  seu gabinete, no Palácio República dos Palmares, sede do Governo.

 A pauta inicial da conversa seria a viagem que fizemos, como coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, fizemos a Brasília, a convite da  presidência da República e a socialização da reunião ocorrida, dia 31/01, com o Henrique Villa, secretário Nacional de Articulação Social e equipe.

Depois das amenidades, o homem sentado a minha frente, feito um arquiteto, começou a esboçar no papel desenhos de propostas e perspectivas. Com argumentos precisos rabiscava dados, pontuava metas e reafirmou a educação, saúde, segurança como focos basilares, essenciais e inclusivos, em sua gestão.

Entusiasta, Renan fala do investimento na educação e aproveitando o momento relacionei   as inúmeras aprovações no ENEM de  estudantes das escolas públicas estaduais do interior do estado.

Professoral, o governador,  afirma que: "É  extremamente gratificante acompanhar a ascensão de alunos de escola pública para o Ensino Superior, entretanto o maior dever de casa do Estado é investir, sistematicamente, na reestruturação  da educação."

"Como Governador, Arísia, acredito que é importante qualificar e quantificar as crianças nos  primeiros três anos do Ensino Fundamental, acompanhando, paulatinamente o diagnóstico da Provinha Brasil. Tratar a escrita e a leitura com o cuidado que merecem, para que a juventude tenha oportunidades de crescimento individual e coletivo"- ressaltou.

Evidenciou o esforço que o Estado vem fazendo, mesmo diante do quadro de recessão da economia do país, e que concederá aumento a professor@s.

Enfatizou com entusiasmo a meta-desafio para construção de hospitais.

O diálogo se estendeu por entre assuntos diversos, ousei fazer uma avaliação  sobre a atuação de algumas pastas e principalmente sobre a questão de implementação das políticas para  igualdade racial e a  necessária construção de  agendas proativas para implementação da Lei nº10.639/03, da conseqüente Lei Estadual nº 6.814/07 e a legitimação do Fundo Estadual para a Política da Igualdade Racial.

O Governador falou ainda sobre a política de  reinserção para  reeducandos, considerada uma das melhores do país, parabenizamos e aproveitamos a deixa para reafirmar a urgente necessidade de criação de uma  política de estado, também  para adolescentes egressos do  Sistema Socioeducativo

Foi um encontro muito bom e torcemos para que, na próxima conversa– que espero, seja breve– o convite abarque mais gente, principalmente a juventude preta e os agentes das periferias.

Fizemos a proposta para o Governador reunir mais toda essa  gente preta para um diálogo. Ele topou reunir 200 pessoas.

Essa conversa com Renan Filho me permitiu conhecer  mais de perto, o  homem que cativa pela simpatia e o político, com conhecimento de causa, que  a partir de estratégias esboça desafios no combate  a inércia política.

 Saí positivamente surpreendida.

 

 


Postado em 07/02/2017 às 15:12 0

O Severino quer voltar para casa. Ajude-o.


Por Arísia Barros

A assistente social, Fernanda Moraes,  conheceu o Severino Sabino nas ruas de São Paulo e  está tentando ajudá-lo a encontrar a família.

Severino identifica-se como nascido em Alagoas, e tem 55 anos.

Severino, que vive em situação de rua em São Paulo faz 10 anos, quer voltar para casa, mas,nem ao menos  sabe  a cidade onde mora

 Ele afirma que o nome de  sua mãe  é Maria Santina.

Ele tem uma grande cicatriz na cabeça, talvez e por força de  algum acidente esteja desmemoriado

A assistente social, Fernanda Moraes quer ajudar Severino a encontrar a família e visitou inúmeros cartórios, mas não tem obtido muito sucesso.

 Como a internet é um canal democrático de fácil divulgação, a Fernanda  utiliza-se desse canal de comunicação para ajudar o  Severino  a reencontrar a família.

Se você conhecer o Severino, ou alguém da sua família  entra em contato pelos telefones (82) 99190-1355 (whatsp)

(11)2347-0086- CAPS/SP.

O Severino  quer voltar para casa e te agradece.

 


Postado em 04/02/2017 às 11:24 0

Atendendo convite da Presidência da República estivemos em Brasília, em nome de Rafael Braga.


Por Arísia Barros

Rafael Braga, de 26 anos, está preso, no Rio de Janeiro, desde junho de 2013.

Braga é a única pessoa julgada e condenada por crime relacionado a protestos no Brasil.

Rafael Braga é preto e  pobre. Foi preso no espaço de casa, na rua onde morava.

Seu crime? Portar uma garrafa de Pinho Sol.

É prisão arbitrária, gritam muitos, mas Rafael continua preso e anonimamente, esquecido, no presídio de Bangu 5, no Rio de Janeiro, onde divide cela com outros e muitos detentos. 

Inúmeras pressões pela liberdade de Braga, já aconteceram no país e fora dele,mas,os percalços burocráticos fazem do  retorno uma completa nulidade. Até a BBC de Londres buscou notícias, sem respostas satisfatórias.

Como ativista preta das Alagoas de Palmares e coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas entregamos ao presidente Michel Temer,em 27 de dezembro de 2016, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió,AL, uma Carta- denúncia pedindo a liberdade de Rafael.

O presidente se sensibilizou, afirmou o porta-voz e autorizou que orgãos do Governo Federal  iniciassem um diálogo sobre o caso Braga.

Após, inúmeros contatos via telefone, durante o mês de janeiro,recebemos o convite para uma reunião presencial.

A reunião aconteceu dia 31 de janeiro, no gabinete do Secretário Nacional de Articulação Social, Henrique Villa da Costa Ferreira, da qual participaram João Mendes da Rocha Neto, Diretor de Diálogos Sociais, a  Coordenadora Geral de Movimentos do Campo e Territórios, Maria Thereza Ferreira Teixeira e a  Assessora Especial,Suzana Dias Rabelo de Oliveira.

Após as preliminares de apresentações e contextualização, para uma melhor compreensão do problema e  traçar um panorama estratégico,  o secretário Henrique Villa mostrou disposição em engajar-se na  empreitada, sem antes questionar : “ Por que o movimento negro do Rio de Janeiro não está nesse processo de denúncia social, sobre o caso Rafael Braga?"

João Mendes, diretor de Diálogos Sociais, acrescentou: “Me causou espécie que  a denúncia sobre a prisão de Rafael Braga tenha vindo da militância de Alagoas e não do Rio de Janeiro”, contudo essa demanda será encampada por esta secretária, pois a aproximação com o território para nós é muito cara e com o movimento social é mais diferencial ainda, pois, esse movimento tem uma forte relação com o território."

Na ocasião, falou assim sobre os encaminhamentos positivos em relação à luta histórica do quilombo Rio dos Macacos.

Ainda com a fala, João Mendes discorreu sobre vários aspectos do caso e nos solicitou uma indicação de entidade do movimento negro no Rio de Janeiro, que pudesse acompanhá-los, localmente. Referendamos  a S.O.S Racismo, do ativista Marcos Romão.

A reunião, como espaço de articulação de estratégias, produziu resultados significativos, subsídios técnicos  potenciais para ampliando  o leque da questão.

Outros desdobramentos estão previstos.

Como se deu a prisão de Rafael Braga.

Em seu depoimento, Vieira disse que estava a caminho de encontrar uma tia quando teria sido abordado por dez policiais. A abordagem, segundo ele, teria ocorrido assim:

“Vêm cá, ô moleque”

“Aí neguinho… ô moleque. O que você tem aí?”

“Ah, cara, você tá com coquetel molotov?”

“Você tá ferrado, neguinho”.

Vieira diz ter respondido que não sabia o que era coquetel molotov. Na seqüência, afirma ter sido agredido no estacionamento da delegacia.

A história é narrada no relatório Clique “Proteção do direito de protesto no Brasil”, da Anistia Internacional.

A ONG decidiu usar o caso do jovem como símbolo para uma campanha, compartilhando nas redes sociais sua foto, junto à hashtag ‪#‎CliqueProtestoNãoÉCrime!. Junto a elas, são divulgadas imagens de outros possíveis abusos policiais.