Adriana Braga, a mãe do Rafael precisa do nosso sentimento de sororidade. Vamos somar?!

Adriana de Oliveira Braga, catadora de latinhas tem 47 anos, e  é mãe do Rafael Braga Vieira , e como mãe dedicada Adriana tem  investido os tempos, que ela não tem,  para lutar pela liberdade do filho, o único condenado por participar dos protestos que tomaram o Brasil em 2013. Preso por portar duas garrafas de produtos de limpeza ,em uma manifestação da qual não participava, Rafael foi condenado sem provas do crime.

Adriana tem mais outros seis filhos, mas, o coração de mãe se volta a cuidar desse filho preso, duplamente,  de uma forma arbitrária e racista.

Como a grande maioria de nós, mães pobres e periféricas, Adriana é mulher determinada e de luta, mas, apesar da força ancestral, a catadora de latinhas, a mãe de Rafael necessita  da sororidade entre, nós, mulheres.

Que tal apoiar Adriana Braga, com um depósito em reais,( dentro do teus limites financeiros) em sua conta corrente?

A vida não está fácil para ninguém, imagina para ela?

Vamos usar nossa sororidade em afetos e vaquinhas on line para ajudar a mãe de Rafael Braga?

Nome: Adriana  Oliveira Braga. Caixa Economica. Agência: 4064- Conta Poupança: 21304-9- Operação: 13. 

Vamos somar?

Recitei o meu poema "Anjos do Arrebol" e junto com a família e os amigos de fé, sepultamos Luma-disse Geo Santos.

Presente ao sepultamento de Luma, mais uma transexual assassinada, Geoberto Santos, que é professor técnico da Supervisão das Diversidades-SDIVS-SEDUC e Conselheiro Estadual LGBT, escreve:

 

Mais uma Diva é sepultada

Acabei de chegar do sepultamento da Luma, mulher transexual assassinada na madrugada de quinta feira, 20/07, próximo à Vila dos Bancários, na Praça Raul Lemos, no bairro do Poço, em Maceió. Família humilde e tudo muito simples fiquei sabendo que os coveiros queriam sepultá-la às 15 h, mas, a ativista e artista Lilly Barbosa pediu que só sepultasse na hora marcada, e assim eu cheguei a tempo com as flores.

Cheguei ao cemitério antes das 15 h e como não vi ninguém conhecido, resolvi comprar umas flores. Assim que cheguei parece que só aguardavam a minha chegada.Não vi   nenhum conselheiro nem tão pouco pessoas ligadas a grupos LGBT, e ali no cemitério só eu, Lilly Barbosa, Cris de Madri e a outra menina que não lembro agora do nome, representando a Asstal.

Bem o sepultamento ia acontecer sem nenhum discurso. Perguntei a Cris se ela queria falar alguma coisa, ela disse que não. Então tomei a palavra em nome do Conselho LGBT e eu e Lilly fizemos as últimas homenagens de corpo presente, recitei o meu poema "Anjos do Arrebol" e unidos juntos com a família e os amigos de fé sepultamos Luma.

 

Fonte: Geo Santos.

A cor de Taú (preto) é branco escuro- afirmou uma criança.

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A pesquisa dialogando com a negação da pretitude nas crianças pequenas, de uma escola, na cidade de São Paulo.

A pesquisa foi apresentada pela professora no 3º Seminário Luso-brasileiro de Educação de Infância/Educação Infantil (2º SLBEI), Maria Walburga dos Santos, da Universidade Federal de São Carlos e do Fórum Paulista de Educação Infantil (2015-2018).

O 3º Seminário Luso-brasileiro de Educação de Infância/Educação Infantil é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), representada pelo GEPPECI (Grupo de Estudos e Pesquisas em Pedagogias e Culturas Infantis) e a Universidade do Minho (Braga/Portugal), através do Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) e aconteceu de 3  a 5 de julho, 2017.

 

Três crianças (que socialmente poderiam ser declaradas brancas) se autoclassificaram como brancas. Treze crianças se autodeclararam brancas. Zaki (preto) se declarou preto, mas depois se disse moreno, o que mostra uma dúvida por parte da criança, sobre a categoria em que se enquadra. Taú preto (questionou) preto, ué!, como se dissesse “não está vendo?!”

Uma criança interferiu na discussão e afirmou:- A cor de Taú é marrom. Outra criança ressaltou: a cor dele é branco escuro. Zaire (preto) se assumiu como moreno. Aziz (preto) se declarou marrom.

(Gina (preta) ficou em silêncio.Sanya ( parda) e Abdu (preto) se autodeclararam vermelho.

Nessa turma tinha um total de 20 crianças classificadas pela pesquisadora como pretas e pardas e três crianças, que ao olhar do outro poderiam ser classificadas como brancas, porém a professora da turma as classificou como parda, talvez pelo fato de conhecer os pais e saber da ascendência racial das crianças.

Fonte: ( Sousa , 2016, pag 165)

No, 25 de julho, dia Nacional da Mulher Negra, mulheres alagoanas encarceradas dramatizam poema nascido no cárcere.

 

Retalhos de palavras é um poema construído cheio de emoções, palavras e  muitas mãos.

O Instituto Raízes de Áfricas  selecionou frases carregadas de palavras significativas de um questionário respondido pelas presas, durante a 1ª Conferência Livre da Saúde das Mulheres Encarceradas e de Promoção da Igualdade Racial, ação inédita, ocorrida no Presídio Santa Luzia. As palavras/frases foram agrupadas no papel feito retalhos de vida e Eureka surge o poema.

E as palavras como  retalhos  feito  poema do Presídio Santa Luzia,em Maceió,AL,será apresentando no  Conversa nos Bastidores, dia 25 de julho, no dia Nacional da Mulher.

No Presídio Santa Luzia  cerca de 90%  das mulheres são pretas.

Idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, a 1ª Conferência, contou com o apoio institucional da Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e parceria da SEADS, SEDETUR e Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.

                                          Retalhos de Palavras

Autoria: Mulheres do Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL

 

Eu estou presa, mas, meu espírito não. Ele voa todos os dias em busca da liberdade.

Já passei muito fome, mas, agradeço a Deus pela vida.

Eu aconselho: Não chegue perto das drogas. Não tem futuro.

Quero sair do mundo do crime e ser feliz

E fico pensando que apesar da prisão, Deus me mostrou que amo a vida.

Meu sonho é receber meu alvará para ir embora daqui.

Não tenho nenhuma memória feliz da minha infância.

Sou agradecida a vida pela minha filha.

Sinto saudade de ser criança e brincar de boneca.

Eu perdi minha família e confesso: Dessa vez irei mudar.

Quero estudar para ser alguém na vida.

O dia perfeito para mim será o dia da minha liberdade.

Eu gostava de brincar com meus irmãos. Como era bom tomar banho no rio!

Minha maior conquista foi me libertar do vício

Para mim, família é tudo.

Eu era feliz quando tinha meu pai.

 Eu adorava brincar de corda. Mas, o dinheiro fácil me trouxe para prisão.

Todo dia é dia de mudar.

Sinto-me muito triste, porque perdi tudo na vida.

Quero sair desse pesadelo e voltar para casa.    

Sinto saudades da minha mãe.

Sinto, ainda, o beijo do meu pai que ganhei na infância. 

Fiz coisa errada por que passava necessidade.

Se a gente soubesse, ouvia os conselhos da mãe.

A minha mãe é maravilhosa.

Eu quero estar longe daqui.

Eu errei.

Bem, que eu poderia mudar de comportamento.

Não tenho nem palavras para dizer que minha mãe é importante para mim.

Eu me sinto constrangida em relação a minha mãe

Não faça o que fiz.

Ouça sua mãe. Ela é sua única amiga.

Tenho saudades de quando trabalhava na roça com minha mãe.

Eu consegui ter o perdão da minha mãe e do meu irmão.

Minha mãe me abandonou aos 12 anos.                                                                                                                                                                                                                                             

Eu me sinto uma mulher forte, por tudo que passei.

Sou do candomblé e quero que as pessoas não tenham receio, com a minha religião.

Amo meus filhos, mas, eles não vêm me visitar.

Fui iludida por um amor bandido.

Ela segurou um falso contra mim. Eu sou inocente.

Acho que nunca fui feliz.

Lembro quando minha mãe me levava para escola.

Eu estou presa, mas, meu espírito não. Ele voa todos os dias em busca da liberdade.

 

 

 

Instituto Raízes de Áfricas e SERIS promovem, no 25 de julho, o Conversa de Bastidores, no Presídio Santa Luzia.

 O Conversa nos Bastidores  surge como uma das demandas propostas pelas presas, durante a 1ª Conferência Livre da Saúde das Mulheres Encarceradas e a Conferência Livre de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, ação inédita do gênero no país, ocorrida dia 21 de junho, no Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL.

A proposta do Conversas  é afirmar o 25 de julho, como dia Nacional da Mulher Negra e de Teresa de Benguela , reafirmando espaços de direitos para mulheres privadas de liberdade, seja nas prisões, nas ruas, quilombos.

A programação do encontro, além de proporcionar momentos de lazer e prazer, através de  dinâmicas e rodas de conversas abordará temas, como a construção da autoimagem, através do “espelho interno” , como também a percepção da  autoestima.

Dados apontam que 89% das mulheres em situação de privação de liberdade, em Alagoas  são pardas ou pretas.

O Conversa nos Bastidores terá ações no período de  dia 25 a 27 de julho.

Sobre o 25 de julho

O  Dia Nacional da Mulher Negra foi instituída pela Lei nº 12.987/2014, inspirada no Dia da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha, criado, em julho de 1992, como um marco internacional da luta e resistência da mulher negra no mundo. Essa data também é o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que viveu no atual Estado de Mato Grosso durante o século XVIII.

Mais informações: 98827-3656/3231-4201

"Não, ela não é louca. Ela é a dona deste estabelecimento"- disse o garçom.

Um homem rico entrou num bar em Miami. Assim que ele entrou, ele notou uma mulher africana (negra), sentada em um canto.
Ele foi até ao balcão, tirou a carteira e gritou: " Barman! Estou a comprar bebidas para todos neste bar, exceto para aquela mulher negra ali!"
O empregado do bar recolheu o dinheiro e começou a servir bebidas grátis a todos no bar, exceto para a mulher africana. Em vez de ficar chateada, a mulher negra simplesmente olhou para o tipo e gritou:  "Obrigada!"Isto enfureceu o homem rico.

Então, mais uma vez, ele tirou a carteira e gritou: "Empregado! Desta vez eu estou comprando garrafas de vinho e comida adicional para todos neste bar, exceto para aquela africana sentada ali no canto!" O garçom recolheu o dinheiro do homem e começou a servir comida grátis e vinho para todos no bar exceto para a africana. 
Quando o empregado acabou de servir a comida e as bebidas, a mulher africana simplesmente sorriu para o homem e disse: "Obrigada!"O que o deixou furioso.

 

Então, ele inclinou-se sobre o balcão e perguntou ao barman: " O que há de errado com aquela mulher negra? Comprei comida e bebidas para todos neste bar, exceto para ela, e em vez de ficar zangada, ela senta-se ali, sorri para mim e grita: "Obrigada!" "Ela está louca?" O barman sorriu para o homem rico e disse: "Não, ela não é louca. Ela é a dona deste estabelecimento." 

Que os nossos inimigos trabalhem, sem saber. a nosso favor.

Fonte: Internet

Instituto Raízes de Áfricas é escolhido, pelo voto popular, para representar as discussões raciais de Alagoas na 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres.

Sob o tema Desafios para a Integralidade com Equidade a 1ª Conferência Estadual aconteceu nos dias 5 e 6 de julho, das 8h às 17h, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso e objetivou propor diretrizes para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres.

Durante a 1ª Conferência Estadual da Saúde das Mulheres, em Alagoas, o Instituto Raízes de Áfricas, uma das representações negra, em Alagoas foi escolhido pelo voto popular, 1º lugar na categoria movimentos sociais, com 50% dos votos, para fazer parte da delegação alagoana que participará da 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, em Brasília.

Os eleit@s terão direitos plenos à voz, sugerir e propor políticas públicas, para  saúde das mulheres no processo da 2ª  CMSMu , como também,  votar as questões propostas por  outr@s delegad@s.

Mulheres privadas de liberdade, indígenas, LGBT, mulheres da rua, práticas terapêuticas foram outros segmentos  escolhidos Alagoas, na Conferencia.  Os movimento sociais tiveram 8 vagas de representação.

 A 2ª  CMSMu será um privilegiado espaço político de debate de idéias e  formulação de políticas que garantam atenção integral a saúde das mulheres, sem qualquer forma de preconceito ou discriminação.

A 2ª Conferência tem previsão para acontecer em 17 de agosto, em Brasília,  e com um público  estimado entre 1.500 e 1.800 pessoas .

 

 

 

Parabéns, D. Geni, benzedeira das Minas Gerais!

 

A Dona Geni é uma benzedeira, lá das Minas Gerais fazem cura, a partir de chás de ervasbanhos e benzimentos, com rezas e cantos.

A prática do benzimento, ainda, é muito utilizada pelos cantos e recantos do Brasil para diminuir sofrimento do corpo e da alma.

São mulheres conhecedoras das folhas, as cascas, os cipós, as luas mais propícias e também, das rezas que orientam sua  na cura.

E para comemorar o 25 de julho- Dia Nacional da Mulher Negra- A data foi instituída pela Lei nº 12.987/2014, a preta Maria Catarina Laborê, militante especialíssima dos caminhos de Divinópolis, Minas Gerais faz essa homenagem a Dona Geni.

Segundo, Catarina, Geni é uma heroína, por excelência, uma curandeira de luta.

E Catarina- pedindo licença- compartilha  o procedimento e a  reza do benzimento com brasas.

 Eis a reza: "Mal do ar, mal do mar, mal do fogo, mal da lua, mal das estrelas, mal do ponto do meio dia, mal do ponto da meia noite. Se tiveres com quebranto, mal olhado, feitiçaria e bruxaria, em nome de Deus e da Virgem Maria, seja levado paras ondas do mar sagrado, onde não canta o galo nem a galinha e nem tem criancinha chorando e nem cristão batizado."

Depois rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria.”
Atenção: Pode-se também realizar com um copo com água, uma tesoura de aço e brasa de fogão. Após ter realizado a ladainha, colocar a brasa dentro do copo com água e tomar 3 golinhos.

 

Morador de Jatiúca usa manequim para inaugurar mais um buraco na Av. Amélia Rosa.

Na manhã desta sexta-feira, 13/07, enquanto o prefeito de Maceió e equipe, inauguravam na orla de Pajuçara/Maceió, a escultura de um grande ator, um  morador do bairro de Jatiúca, usou  a criatividade ,como protesto,  e  simbolicamente inaugurou mais um buraco, na avenida Amélia Rosa, com a colocação da escultura de um manequim.

O manequim serve  de alerta para os motoristas, como uma placa de trânsito: Cuidado, buraco!

Moradores relatam que as crateras e buracos espalhados pela via, colocam em risco , não só a vida de quem dirige, quanto de quem trafega, nas proximidades.

O centro, a orla, as periferias de Maceió estão, literalmente, abandonados, no que diz respeito à pavimentação, em ruas e calçadas.

Um verdadeiro caos.

É precioso resolver a situação  dos muitos  buracos e crateras em Maceió, prefeito Rui Palmeira.

Urgente!

Alagoas é um estado acéfalo de políticas públicas para a juventude preta, esmagada pelo descaso dos poderes instituídos.

Fulano tinha 15 anos, era um trabalhador, tinha 2 irmãos e uma vida inteira pela frente.  Foi morto por uma bala, que perdida, sabia muito bem, quem seria o alvo.

Pret@s são alvos datados das balas-ditas-perdidas.

Fulano tinha 15 anos e uma vida produtiva inteira pela frente. Estava feliz em seu “primeiro” emprego.

Estudava, era um bom aluno. Um menino de ouro- diz a mãe, aos prantos..

Fulano foi morto porque estava na hora certa, no lugar errado.

 O lugar da bala perdida.

O Brasil é o país onde mais se mata jovens pretos, no mundo todo, e Alagoas dá exemplo, com seus cadáveres invisíveis e insepultos.

O genocídio de jovens pretos no Brasil é avassaladoramente maior do que os números  de uma guerra civil em Angola.

A desigualdade racial cotidiana do país encontra sua expressão mais aguda na comparação dos dados de morte por homicídio da juventude, nos diz a pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública(2014).

O genocídio da juventude negra em Alagoas, que  todo mundo finge que não vê, principalmente  a Secretaria de Estado da Juventude ( criada para lidar com as diversidades e adversidades da juventude alagoana , com discussões buscando o caminho das políticas públicas), Secretaria de Estado de Direitos Humanos e movimento negro, dito organizado.

Alagoas é um estado  acéfalo de políticas públicas para a juventude preta, esmagada pelo descaso dos poderes instituídos.

Alagoas é um caso grave ( será terminal?) um estado em que a vida de jovens pret@s corre o risco de 8,7, de morte por homicídio.

A mãe e o pai de Fulano estão órfãos. Perderam o filho.

A avó de Fulano chora a dor de enterrar um neto: ‘Tão novo, meu bichinho!.

A família olha o caixão vestido de vazios e descarta o futuro.

Fulano, pobre, preto, cabelo Black e morador das periferias danosas das Alagoas de Palmares, na cartilha do estado não tinha futuro, nenhum.

Quem era fulano?

Mais um desses e tantos jovens que são mortos, e a gente não registra nem o nome.

Desumanização de corpos negros.

 

 

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