Raízes da África
Raízes da África

Postado em 30/03/2017 às 23:15 0

A interpelação. O ministro. E uma profissional de assistência social.


Por Arísia Barros

 

Na quarta-feira, 22/03, o  ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, esteve em Alagoas para o lançamento do Programa Criança Feliz .

Segundo Osmar  o Programa  tem caráter intersetorial e  a finalidade de promover o desenvolvimento integral de gestantes e crianças até 6 anos, considerando a vulnerabilidade social das famílias.

Durante o lançamento  Terra  ministrou uma verdadeira aula sobre o processo de construção da personalidade/identidade/auto-estima da criança ,a partir da barriga da mãe.

Falou com propriedade e no final mostrou que em uma localidade   indígenas forma qualificados para lidar com seu povo.

Desfeita a mesa e por entre o burburinho da sala, interpelamos o ministro buscando o esclarecimento sobre aspectos viscerais e estruturantes da saúde materno - infantil no Programa Criança Feliz.

Interpelamos Osmar Terra afirmando que se o público elencado  são as   famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, esse  público tem  cor determinante. É majoritariamente preto. E partindo dessa premissa, perguntamos a Excelência, quais são as  diretrizes do Programa Criança Feliz relacionadas ao racismo institucional que produz efeitos perversos na saúde das pretas grávidas, desde o pré-natal.

 O mesmo racismo que resulta em 70,5% dos óbitos gestacionais das pretas e pardas.

 O mesmo racismo, institucionalizado na saúde, que resulta em uma negligência histórica sobre doenças prevalentes na população preta, como anemia falciforme, hipertensão arterial e diabetes II.

Perguntei ao ministro como  as equipes de trabalho do Programa vão lidar com essa  cultura  racista da saúde  no universo do Programa Criança Feliz?

Serão qualificad@s?

E no meio da interpelação ouvi a voz de comando de uma representante do poder público afirmando que era preciso liberar o ministro porque tinha muita gente querendo tirar foto com a Excelência.

Ministro liberado, mas, antes que  o mesmo se retirasse para atender o público das fotos, surge uma profissional da assistência, que ,deseducadamente, e de forma arrogante invade a conversa e ironicamente diz:- Ministro por que o Sr. não faz um plano só para as crianças pretas?

Tanto eu quanto  o  ministro olhamos  para a profissional de assistência sem respostas

O Programa Criança Feliz terá profissionais preparados para lidar com o racismo institucionalizado em seu  universo?

Eis, a questão.

( Abrimos parenteses para esclarecer que a crítica é dirigida a  uma profissional especifíca da Assistência Social e não a toda uma  classe de profissionais)

Com informações: http://populacaonegraesaude.blogspot.com.br/2015/09/o-racismo-comeca-na-gravidez.html


Postado em 29/03/2017 às 13:27 0

No março das festas, o feminicídio tem levado muitas mulheres para os cemitérios, principalmente as pretas, pobres e periféricas, nas Alagoas de Palmares.


Por Arísia Barros

Somos uma população  em torno de um milhão e setecentas mil mulheres  no estado de Alagoas.

Entre as pardas e pretas somos a maioria.

E é essa maioria que convive, rotineiramente, com direitos minoritários, com a discriminação, as  desigualdades raciais e a violência que mata.

Pretas  do lado de fora do ar condicionado.

Tomando por base os resultados do Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o  feminicídio (assassinato por motivação de gênero) entre mulheres negras subiu para 54% na última década.

 Entre mulheres brancas, caiu 9%, embora os números ainda sejam alarmantes. Mas se a queda de 9% dos assassinatos de mulheres brancas não significa muito, imaginem então o aumento de 54% dos crimes fatais contra mulheres negras.

O feminicídio mata muito, em Alagoas, principalmente as mulheres pretas e pobres.

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher. Suas motivações mais usuais são o ódio, o desprezo ou o sentimento de perda do controle e da propriedade sobre as mulheres, comuns em sociedades marcadas pela associação de papéis discriminatórios ao feminino, como é o caso brasileiro.

A taxa de mulheres negras vítimas de homicídios no País é mais que o dobro da de mulheres brancas. Para cada 100 mil habitantes, o número é de 7,2 e 3,2 respectivamente. Os dados estão no Diagnóstico dos Homicídios no Brasil: Subsídios para o Pacto Nacional pela Redução de Homicídios, divulgado nesta quinta-feira (15) pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça.

O  apartheid  da escravatura sendo forjado pelo descaso estatal.

É na faixa etária dos 15 aos 29 anos que está a maior parte das vítimas mulheres. Para as jovens negras, a taxa de mortes violentas é de 11,5 por 100 mil habitantes, enquanto para as jovens brancas é de 4,6. Os dados são do último levantamento do Datasus, de 2013.

Qual o Planejamento estratégico que tem o Governo do estado de Alagoas (o segundo estado do Brasil, onde  a violência contra a mulher é crescente?)   para a inclusão da dimensão racial nas políticas públicas, adoção de ações afirmativas voltadas para o combate ao racismo, xenofobia, intolerância religiosa e suas lacunas mortais, Excelência?

Mulheres pretas e suas mortes  determinadas, emparedadas vivas.

Qual é a estratégia estatal para decompor, com educação e ações eficazes e eficientes,   a internalizada e naturalizada ideologia racista que violenta o corpo da mulher preta?

Políticas públicas de estado criam probabilidades  e  possibilidades de  enfrentamento ao racismo.

Até quando teremos que morrer, tão silenciosamente?

Até quando?

 


Postado em 26/03/2017 às 15:40 0

Para todas as meninas socioeducandas que passaram por minha vida. Algumas já mortas.


Por Arísia Barros

O texto abaixo: " Como fabricar um@ bandid@" é de autoria do Desembargador do Rio de Janeiro, Siro Darlan, e ao lê-lo pensei em todas as meninas socioeducandas que passaram por minha vida. Algumas já estão mortas. Vai lendo...

"Escolha uma criança, de preferência negra, mas pode ser branca, desde que seja muito pobre, e de uma família de prole numerosa; é recomendável o sexto ou sétimo filho, e que o pai seja omisso no cumprimento do exercício do poder familiar e sequer tenha registrado seu filho. Os irmãos devem preferencialmente ser de pais diferentes e, a mãe, se não for alcoólatra, deve estar desempregada. Deve residir em comunidade onde o poder público só comparece para trocar tiros ou pedir votos e deixar vítimas. Esta não pode ter escola, nem posto de saúde e deve receber com freqüência a visita do "caveirão". Será fácil achar essa comunidade no Rio de Janeiro.

Ensine, desde cedo a essa criança, que ela não é amada, que é rejeitada por sua própria família, que a todo instante demonstra sua insatisfação com esse rebento. Para tanto, espanque-a pelo menos três vezes ao dia para que ela saiba que, na vida, tudo tem que ser tratado com muita violência. Impeça qualquer possibilidade de desenvolver-se sadia, pois esse fato estragará todo o seu projeto. Importante: repita sempre para essa criança que ela é má, coisa ruim, semente do mal como afirmam alguns magistrados, e odiada pela família, principalmente porque chegou para dividir o pequeno espaço que os abriga e a escassa alimentação.

Pode-se optar por deixá-la em casa, na ociosidade, afinal faltam vagas nas creches do município, ou se preferir, encaminhe-a para uma escola onde os professores faltem muito e que as greves sejam freqüentes, caso contrário ela pode correr o risco de gostar de estudar e aí ser muito difícil continuar analfabeta, o que pode colocar em risco o seu projeto.

Uma opção interessante é colocar a criança para trabalhar desde muito cedo. Infância pra que? Perder tempo com brincadeiras não é coisa para criança favelada. Tem mesmo é que ganhar a vida muito cedo e ainda trazer dinheiro para sustentar a família faminta. A rua está cheia de espaço público para que elas fiquem vendendo balas e jogando bolinhas até que possa ser "usada" na exploração sexual, uma atividade lucrativa muito estimulada por adultos.

Fragilize-a. Não permita qualquer acesso à saúde; médicos e medicamentos devem ser mantidos à distância. Para acelerar sua debilidade, aproxime-a das drogas; a cola de sapateiro é um bom começo e ajuda a "matar a fome", mas o "crack" é muito mais eficaz e barato nos dias de hoje.

A campanha pela redução da responsabilidade penal é imprescindível para pôr logo esses "perigosos bandidos" na cadeia. Afinal são eles os grandes responsáveis por tanta violência ainda que os índices oficiais não cheguem a 2% dos atos violentos atribuídos aos jovens, e o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro tenha constatado que eles são agentes de violência num percentual de 9,8% contra 91,2% onde são vítimas. Reduzindo a responsabilidade penal você fica livre mais rápido dessa "sujeira" que ocupa os logradouros públicos, denunciando a incompetência dos administradores públicos para implementar as políticas públicas necessárias para a promoção dos excluídos à categoria de cidadãos.

É claro que eles já têm maturidade para responder por seus atos criminosos. Afinal, assistem diariamente às nossas pedagógicas novelas e são informados pelos despretensiosos meios de comunicação social, que mesmo tratando o telespectador como a família Simpson, jamais influencia a nossa "livre" opinião. E, claro, todas as crianças e adolescentes do Brasil têm à sua disposição as melhores escolas do mundo. A miséria é matéria prima essencial para que haja sempre o que noticiar, sem esse ingrediente não há lucros.

A educação pública também deve ser da pior qualidade. Aquela ideia maluca de construir escolas de atendimento integral, com médicos, dentistas, atividades profissionalizantes, prática esportiva felizmente já saiu de pauta. Afinal de conta era muito caro. Ficamos livres daqueles insanos, que já morreram. Queriam aplicar todo nosso dinheirinho dos mensalões, lava jato e sangue sugas em educação. Que desperdício! Com a Copa do Mundo e as Olimpíadas nossa lavanderia prosperou muito.

Pode-se até fazer concessões com relação ao lazer. Deixe-a soltar pipas e foguetes, somente se estiver a serviço dos bandidos. Isso pode ser muito lucrativo para essa criança. O tráfico dá a ela a oportunidade que os empresários negam, de participar na divisão das riquezas com seu "trabalho ilícito".

Mantenha-a em uma comunidade comandada pela bandidagem. Ali ela não terá outra opção: ou adere ou morre. Se aderir, isso será por pouco tempo, porque logo será presa; é mais fácil prender crianças como "bucha de canhão" do que os adultos que as exploram e coagem; ou, então, logo ela será um número nas estatísticas do extermínio. Vez por outra, deixe-a fazer um estágio nas "escolas de infratores". A convivência com outros adolescentes de mais idade, que praticam infrações mais graves, poderá aperfeiçoá-la e promovê-la a outra categoria na escala do crime. Detalhe: essa "escola" deve estar à margem das normas do Estatuto da Criança e do Adolescente e os "educadores" devem odiar crianças e estar sempre munidos de palmatórias e cassetetes. Não pode essa escola ser dotada de qualquer proposta pedagógica, porque corre o risco de desviar o adolescente de seu destino criminológico.

Providencie uma poderosa campanha publicitária na mídia para que a opinião pública eleja essa criança seu inimigo público número um. Exiba sempre, nas primeiras páginas dos jornais, toda e qualquer infração praticada por criança ou adolescente, ainda que essa violência a eles atribuída seja uma raridade. Repita, sempre, nos maiores jornais e emissoras de televisão que ela é uma perigosa assassina, responsável por toda a violência existente no país. Nunca admita a efetivação dos preceitos constitucionais que lhes garantem direitos fundamentais que são costumeiramente desrespeitados pela família, pelo Estado e pela sociedade. Nunca diga que ela é vítima da omissão e da ausência de políticas básicas; isso pode ser considerado demagogia e a até acusarem você de defensor dos direitos humanos, o que é um conceito pejorativo no meio dos "humanos".

Tudo que você proíbe a essas crianças estimule aos outros adolescentes. Deixe que frequentem boates promíscuas onde podem exercitar suas carências afetivas agredindo os outros e usando drogas. Lá a venda de bebidas alcoólicas é livre para adolescentes abastados. O sexo é livre e sem limites. Nossos filhos precisam aprender a serem "homens" desde cedo. O acesso às drogas é permitido e até estimulado. Deixe que essa criança perceba que existe essa diferença no tratamento entre uns e outros cidadãos que vivem sob a mesma lei. Isso servirá para aumentar as diferenças sociais, o ódio e a frustração de não poder ser tratada com igualdade.

Pronto, você conseguiu, finalmente, criar o seu monstro.

Agora conviva com ele!

por Siro Darlan

[Fonte: Jornal do Brasil - País - Sociedade Aberta - 20/03/2017]


Postado em 23/03/2017 às 09:17 0

Personalidades alagoanas recebem certificação Yépada, no Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.


Por Arísia Barros

 

Yépada na língua de pret@s, iorubá quer dizer transformar.

Transformar é buscar caminhos substantivos para provocar a inércia, instigar passos do ir além.

Ir além é entrar na Roda, construir Pontes, provocar Diálogos, agregar as diversas gentes e estabelecer uma arquitetura que legitima histórias e nos levam a observar outras culturas, investigar o que nos é desconhecido.

E são ações como estas que  receberam reconhecimento na Roda de Construção de Diálogos Yépada, em 21 de março, como a celebrar a resistência  do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

A data foi instituída pela ONU, em memória à tragédia que ficou conhecida como “Massacre de Shaperville”, em 1960, na cidade de Joanesburgo. É uma data para aprender com tragédias históricas para combater a discriminação hoje.  

Buscando potencializar os discursos e ações de enfrentamento ao racismo, o Instituto Raízes de Áfricas homenageou, dia 21 de março, na programação da Roda de Construção de Diálogos,  o professor mestre e sociólogo Carlos Martins, pelo pioneirismo da criação no Centro Universitário da UNINASSAU  da  Liga Acadêmica de Raça, Etnia e Cultura (Larec), de caráter interdisciplinar, conta com a  participação da comunidade e  propõe  o estudo  das questões socioculturais, promove ações de responsabilidade sociais.

A Liga Acadêmica, com essa vertente  é  única no universo das Faculdades privadas, em Maceió,AL.

O SEBRAE/AL foi outros dos homenageados pela ousadia de apostar na parceria com o Instituto Raízes de Áfricas, no desenvolvimento de ações, tendo como foco o  empreendedorismo de pret@s, exemplo é  realização  da Oficina de Bonecas Abayomis.

A estratégia criativa  do surgimento do Escritório da Mulher, uma ação entre mulheres advogadas,  que visa  a conscientização e orientação jurídica para mulheres, enfocando  questões como  violência, machismo, racismo, lesbofobia e a transfobia e os crimes de intolerância racial.

O significativo protagonismo feminino no parlamento estadual, em Alagoas, da deputada Jó Pereira, recebeu aplausos da plenária, por pautar temas significativos para a população preta.

A Certificação  Yépada  é  celebração, reconhecimento e gratidão para pessoas e instituições, que, a partir dos seus lugares de fala, fazem o enfrentamento  cotidiano às resistências históricas, ao racismo que mata..

A todas essas pessoas e as muitas que virão.

Yépada! 


Postado em 21/03/2017 às 07:55 0

No 21 de março, Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial tem programação na Roda Yépeda.


Por Arísia Barros

                                                   Programação

Roda de Construção de Diálogos Yépada :”Como afirmar a diferença garantindo a igualdade? Como afirmar a igualdade sem negar a diferença?”

11h- Abertura Oficial:

11h30- Conversas da Roda de Construção:

Conversa I:

Como afirmar a diferença garantindo a igualdade? Como afirmar a igualdade sem negar a diferença?

Um debate sociológico sobre as  desigualdades, em direitos,  da população preta.

Conversador:

Carlos Martins- Sociólogo- UNINASSAU/AL

12h30-  Debate/Conversa ampliada com o público

14h-Conversa II

A atuação do Poder Legislativo ante as demandas da sociedade civil organizada representante da população negra  alagoana.

Conversadeira: Mandato da Deputada/AL Jó Pereira- Advogada, procuradora Municipal

14h30- Debate/Conversa ampliada com o público

15h-Conversa III-

Precisamos falar sobre nós, jovens sócio-educandas

Conversadeiras:  Adolescentes da Semi-Liberdade-Unidade de Internação Feminina/SEPREV

15h30-   Debate/Conversa ampliada com o público

                   

16h- Conversa IV:

O Racismo, como uma das invisíveis  violações  dos Direitos Humanos- Uma abordagem do Escritório da Mulher.

Conversadeira: Kandysse Melo- Yá , Advogada ( Escritório da Mulher)

17h- Encerramento

 


Postado em 21/03/2017 às 06:41 0

Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial é lembrado na Roda de Construção de Diálogos Yépada.


Por Arísia Barros

 

Hoje é dia da Roda de Construção de Diálogos Yépada.

Yépada, na língua de pret@s ioruba, significa transformar.

Segundo a Organização das Nações Unidas 21 de março é dia de “Aprender com tragédias históricas para combater a discriminação racial hoje”. 

E visando oportunizar caminhos substantivos, para discussão/comunicação/interação coletiva, dinâmica e produtiva entre os sujeitos, buscando  a criação de instrumentos para o combate ao caráter estrutural do racismo institucional, o Instituto Raízes de Áfricas realiza a Roda de Construção de Diálogos Yépada.

Iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, a Roda de Construção de Diálogos Yépada,  acontece no auditório da Secretaria    de Estado da Infraestrutura  e conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e Governo do Estado de Alagoas, através da  Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria de Estado da Comunicação, Secretaria    de Estado da Infraestrutura e Secretaria de Estado de Prevenção à Violência.

O 21 de março.

O 21 de março é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), em memória à tragédia que ficou conhecida como “Massacre de Shaperville”, em 1960, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul.

Na ocasião, vinte mil negros protestavam contra a lei do posse -- que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles poderiam transitar na cidade -- quando se depararam com tropas do exército, que abriram fogo sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186. 

A Roda faz parte da Campanha “21 dias de Ativismo contra o Racismo”

A atividade terá certificação, com carga horária de 7hs.

Para se inscrever basta enviar nome, endereço, instituição para o e-mail raizesdeafricas@gmail.com

Mais informações: 98827-3656/3231-4201

Serviço: Roda de Construção de Diálogos Yépada

Dia: 21 de março

Horário: 11h  às 17h.

Local: Auditório da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra)
Endereço: Rua Cincinato Pinto, 530 – Centro – Maceió – AL (antiga SOPROBEM)

 

 

 


Postado em 20/03/2017 às 23:17 0

A Yá e advogada, Kandysse Melo participa da Roda de Construção, em Maceió, AL.


Por Arísia Barros

Com o tema: “O  Racismo como uma das invisíveis  violações  dos Direitos Humanos”, a Yá e advogada do Escritório da Mulher, em Maceió,AL, Kandysse Melo analisa a persistência de violação dos direitos humanos sob o olhar das práticas e situações de racismo envolvendo diversos grupos/segmentos da população negra.

A proposta da mesa  é incitar a proteção e promoção dos direitos humanos, em relação à população negra, alvo da violação dos direitos humanos, com maior persistência pelas forças policiais.

Iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, a Roda de Construção de Diálogos Yépada,  acontece no auditório da Secretaria    de Estado da Infraestrutura  e conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e Governo do Estado de Alagoas, através da  Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria de Estado da Comunicação, Secretaria    de Estado da Infraestrutura e Secretaria de Estado de Prevenção à Violência.

A atividade terá certificação, com carga horária de 7hs.

Para se inscrever basta enviar nome, endereço, instituição para o e-mail raizesdeafricas@gmail.com

Mais informações: 98827-3656/3231-4201

 

Serviço: Roda de Construção de Diálogos Yépada

Dia: 21 de março

Horário: 11h  às 17h.

Local: Auditório da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra)
Endereço: Rua Cincinato Pinto, 530 – Centro – Maceió – AL (antiga SOPROBEM)

 

 

 


Postado em 20/03/2017 às 21:17 0

Jô Pereira, deputada estadual,AL, fala sobre o poder legislativo, na Roda de Construção de Diálogos Yépada.


Por Arísia Barros

 

Advogada, procuradora municipal e deputada estadual, AL, Jó Pereira, participa de mesa temática na  Roda de Construção de Diálogos Yépada, sob o tema: “A atuação do Poder Legislativo ante as demandas da sociedade civil organizada representante da população negra  alagoana.”

A deputada  propõe discutir a relação/participação dos grupos com demandas sócio-étnicas alagoanas relativas às políticas de ações afirmativas, a partir da sua atuação no parlamento estadual.

Qual a participação da sociedade civil, ou representações do movimento negro em Alagoas na formulação de  demandas  ao parlamento estadual  buscando a criminalização da discriminação racial?

Quais são as reivindicações dos grupos?

Estas cobranças jurídicas ou sociais podem transformar em políticas públicas?

Questionamentos que subsidiarão a discussão temática.

Roda de Construção de Diálogos Yépada.

Iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, a Roda de Construção de Diálogos Yépada, sob o tema: “Como afirmar a diferença garantindo a igualdade? Como afirmar a igualdade sem negar a diferença?", acontece no dia 21 de março, das 11 às 17 horas.

Yépada quer dizer transformar na língua iorubá.

A Roda faz parte da Campanha “21 dias de Ativismo contra o Racismo” e  tem o objetivo de oportunizar uma discussão/comunicação/interação coletiva, dinâmica e produtiva entre os sujeitos, buscando  a criação de instrumentos para o combate ao caráter estrutural do racismo institucional, como também visibilizar o 21 de março como Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial.

A Roda acontece no auditório da Secretaria   de Estado da Infraestrutura  e conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e Governo do Estado de Alagoas, através da  Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria de Estado da Comunicação, Secretaria de Estado da Infraestrutura e Secretaria de Estado de Prevenção à Violência.

A atividade terá certificação, com carga horária de 7hs.


Postado em 20/03/2017 às 13:22 0

“Qualquer plano de turismo tem por obrigação, gerar emprego, negócios e sobretudo, oportunidades”- afirmou o ministro de Turismo,Marx Beltrão.


Por Arísia Barros

 

Em reunião acontecida na manhã desta segunda-feira, 20/03, no  Hotel Best Western Premier, em  Maceió,AL , a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, esteve com o ministro do Turismo, Marx Beltrão, tendo como pauta a discussão de projetos estruturais que traga sustentabilidade a segmentos sociais vulneráveis, dentre eles, as adolescentes egressas do sistema socioeducativo.

A coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas propôs ao ministro, a  inserção no programa no turismo nacional de uma cota no mercado para as egressas do sistema socioeducativo.

Receptivo o ministro, Marx Beltrão, afirmou do interesse em criar instrumentos para a inserção das socioeducandas e garantiu discutir com a equipe técnica do ministério pestratégias  para o desenvolvimento  da questão.

Segundo, Marx Beltrão: “Qualquer plano de turismo tem por obrigação, gerar emprego, negócios e  sobretudo, oportunidades.”

 O diálogo com os segmentos sociais fortalece o olhar do Estado para problemas, que em muitos momentos se tornam invisíveis a nossa realidade, e é esse olhar do movimento social que nos alerta para algumas realidades garantindo assim, mais agilidade na resolução dos problemas.

Estou à disposição “- disse na despedida.

 


Postado em 19/03/2017 às 09:35 0

Coordenador da LAREC/ UNINASSAU/AL, Carlos Martins, promove conversa na Roda de Construção Yépeda.


Por Arísia Barros

 

A primeira conversa da Roda de Construção de Diálogos Yépada traz a participação do pesquisador e sociólogo, e coordenador da  Liga Acadêmica de Raça, Etnia e Cultura (Larec) da  UNINASSAU/AL,Carlos Martins, que  debate sobre “Como afirmar a diferença garantindo a igualdade? Como afirmar a igualdade sem negar a diferença?”, que acontece dia 21 de março, às 11h30.

Segundo a organização, a  questão-chave do debate é a busca de se definir espaços avaliativos específicos quando se fala em igualdade, assim como é importante identificar quais diferenças são realmente válidas e necessárias para tratarmos das questões fundamentais desse reconhecimento.

Yépada quer dizer transformar na língua ioruba.

 

Quem é Carlos Martins.

Martins é escritor, professor, coordenador da  Liga Acadêmica de Raça, Etnia e Cultura (Larec) da  UNINASSAU/AL mestre em Sociologia pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas, e desenvolve pesquisas e ministra palestra nas áreas das relações étnico raciais e segurança pública, membro-sócio da Associação Brasileira de pesquisadores negros (ABPN), pesquisador das relações étnicorraciais no Brasil e da atividade policial. Atualmente desenvolve atividades como docente na Faculdade Mauricio de Nassau - Maceió onde leciona as disciplinas sociologia, filosofia e ética, bioética, comunicação e expressão, projeto integrador, jogos empresariais, história geral da educação e empreendedorismo e professor-coordenador da Liga Acadêmica de Raça, Cultura e Etnia na mesma instituição de ensino.

Sobre a Roda de Construção de Diálogos Yépada.

Yépeda faz parte da Campanha “21 dias de Ativismo contra o Racismo” e  tem o objetivo de oportunizar uma discussão/comunicação/interação coletiva, dinâmica e produtiva entre os sujeitos, buscando  a criação de instrumentos para o combate ao caráter estrutural do racismo institucional, como também visibilizar o 21 de março como Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial.

A Roda acontece no auditório da Secretaria    de Estado da Infraestrutura  e conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e Governo do Estado de Alagoas, através da  Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria de Estado da Comunicação, Secretaria    de Estado da Infraestrutura e Secretaria de Estado de Prevenção à Violência.

A atividade terá certificação, com carga horária de 7hs.

Para se inscrever basta enviar nome, endereço, instituição para o e-mail raizesdeafricas@gmail.com

Mais informações: 98827-3656/3231-4201

 

 

Serviço: Roda de Construção de Diálogos Yépada

Dia: 21 de março

Horário: 11h  às 17h.

Local: Auditório da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra)
Endereço: Rua Cincinato Pinto, 530 – Centro – Maceió – AL (antiga SOPROBEM)

 

 

 

 

 


Postado em 18/03/2017 às 08:24 0

Seja bem vinda, Laura, menina.


Por Arísia Barros

 

Seja bem vinda, pequena Laura, a esse mundo tão grande, saculento e vasto.

Seja bem vinda para olhar o céu mais de perto e perceber as nuvens que te darão fôlego para começar a caminhar em território novo.

Mas, não se avexe, não. Vá conhecendo as coisas aos pouquinhos...

Primeiro experimente o prazer de ter nascido da tua mãe, que antes, resistente a idéia da maternidade, hoje diz que é muito, muito, muito feliz.

Estou me sentindo realizada- diz ela.

Você capturou direitinho o coração da mamãe, Laura.

Seja bem vinda, menina Laura, trazendo toda tua personalidade para reinterpretar o mundo, a partir de novas óticas.

A  gente por aqui torce para que tua infância tenha campos floridos de amor e bem quereres e doces e mimos e  sonhos, muitos sonhos.

Celebro tua vinda pequena porque antes mesmo de você nascer, meio que   te previ pra tua mãe.E ela me perguntava:- Como você sabe que é uma menina?

Sempre asseverei ser uma menina.

Fui a primeira pessoa a saber que você estava vindo ( assim me afirmou sua mãe).

Foi bem assim: Estava eu no ônibus e tua mãe me liga e diz, meio rindo, meio impactada:- Vou te dizer uma coisa.

E eu, interrompendo:- Você está grávida.

Ela:- É!

Eu: E lá vem a menina...

Tua mãe insiste e repergunta: Como você sabe que é uma menina?

Eu: Eu sei.

Seja bem vinda, Laura, toda ancestralidade celebra sua vinda.

Palmas pra você!


Postado em 17/03/2017 às 20:59 0

Adolescentes em semi-liberdade da UIF conversam na Roda Yépada, sob o tema: “Precisamos falar sobre nós, as jovens socioeducandas.”


Por Arísia Barros

 

Dar as adolescentes, em situação de vulnerabilidade social, ferramentas para ao protagonismo juvenil, através da promoção de uma pauta criativa e formação de consciência critica em relação ao universo das socioeducandas é o objetivo  da participação de duas adolescentes,em semi-liberdade, da Unidade de Internação Feminina, na  Roda de Construção de Diálogos Yépada.

Segundo a organização da Roda: “É a partir da  fala das adolescentes  e a sinalização de  algumas problemáticas , que poderemos, como controle social,  fazer intervenções necessárias, no sentido de levar aos espaços políticos a necessidade de que as políticas voltadas a adolescentes em conflito com a lei, sejam sistematicamente discutidas e efetivadas."

Iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, a Roda de Construção de Diálogos Yépada, sob o tema: “Como afirmar a diferença garantindo a igualdade? Como afirmar a igualdade sem negar a diferença?, acontece no dia 21 de março, das 11 às 17 horas.

Yépada quer dizer transformar na língua iorubá.

A Roda faz parte da Campanha “21 dias de Ativismo contra o Racismo” e  tem o objetivo de oportunizar uma discussão/comunicação/interação coletiva, dinâmica e produtiva entre os sujeitos, buscando  a criação de instrumentos para o combate ao caráter estrutural do racismo institucional, como também visibilizar o 21 de março como Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial.

A Roda acontece no auditório da Secretaria    de Estado da Infraestrutura  e conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e Governo do Estado de Alagoas, através da  Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria de Estado da Comunicação, Secretaria    de Estado da Infraestrutura e Secretaria de Estado de Prevenção à Violência.

A atividade terá certificação, com carga horária de 7hs.

Para se inscrever basta enviar nome, endereço, instituição para o e-mail raizesdeafricas@gmail.com

Mais informações: 98827-3656/3231-4201

 

Serviço: Roda de Construção de Diálogos Yépada

Dia: 21 de março

Horário: 11h  às 17h.

Local: Auditório da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra)
Endereço: Rua Cincinato Pinto, 530 – Centro – Maceió – AL (antiga SOPROBEM)