Raízes da África
Raízes da África

Postado em 09/11/2016 às 11:59 0

Instituto Raízes de Áfricas e TV Educativa dão continuidade a gravação dos depoimentos Abayomi.


Por Arísia Barros

O racismo é um mal histórico que, inegavelmente, precisa ser discutido e combatido em todas as esferas da sociedade brasileira

Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, na língua  africana,ioruba dá nome a série de depoimentos iniciados em julho de 2016.

Idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e produzido pela TV Educativa, em Maceió, Alagoas.

Os depoimentos  trazem como tema central o Racismo, e em sua segunda edição teremos a participação de  Mirian Soares, 18 anos,  jovem alagoana, universitária, feminista preta que falará sobre “ Racismo e a Estética” e André Fabrício da Silva Rocha, estudante e poeta cuja temática é  “Racismo e a Literatura da Periferia.”

As gravações acontecem nos estúdios da  TV equipe TVE/AL.

A serie de depoimentos Abayomi chega para problematizar o silêncio social na terra preta do Quilombo dos Palmares, em relação ao racismo,como sistema estrutural.

Vai assistindo...

 

 


Postado em 09/11/2016 às 05:56 0

Quem é este homem que votou no Donald Trump?


Por Arísia Barros

*Marcos Romão escreve:

Sim eu vejo na Rússia, na Hungria, na Alemanha, na Polônia, na Argentina, nos EUA, na Argentina e no Brasil, e para onde eu olhar, um homem, em geral precarizado no mundo do trabalho, que perdeu todos os direitos que tinha ao perder o trabalho seguro que tinha. 
Este homem rumina toda tarde diante da televisão, com uma cerveja ao lado, e destila no saco um ódio, a todos os vizinhos, mexicanos, muçulmanos, negros, estrangeiros, mulheres, gays, que ele imagina que ocuparam o seu lugar e são as causas de sua desgraça e perda, do poder, que tinha em um mundo em ordem num passado distante.

Este é o homem que sai nas ruas da Alemanha contra refugiados, este é o homem que na Rússia sai na rua para espancar gays. 
Este é o homem que nos EUA destila o ódio contra todo o resto do mundo que não mais reconhece a sua supremacia imperial.
Este é o homem que aplaude os esquadrões da morte no Brasil e nas Filipinas.

Este homem frustrado e ressentido descobriu o voto. 
Descobriu o mesmo voto que os lutadores pelos direitos civisdescobriram na década de sessenta.

O voto agora mudou de mão.

O voto voltou de volta para as mãos dos homens que tinham a supremacia da voz, antes dos movimentos de libertações dos diferentes do mundo.

Me preparava para ir ver o mar,.

No ponto de ônibus da minha esquina está impossível chegar, 

O tiroteio discriminatório recomeçou.

Creio, que mesmo sem tiroteio, como um homem negro, também não sairia de casa hoje na Flórida, nem em um bairro pobre da Saxônia.
Este homem ressentido e cheio de ódio, acaba de ser fortalecido em cada esquina do mundo.

Os dois caveirões que vejo pela fresta de minha janela, só confirmam este poder da morte do vizinho, que acaba de ser elevado à poder mundial aceito.

Vale xingar a mãe e cuspir na cara.

 

*João Marcos Aurore Romão, jornalista,sociólogo formado na UFF, jornalista e ativista pela Anistia,pelos direitos humanos e do movimento negro década de 70. Coordenador da Rede Rádio Mamaterra Brasil Alemanha. Coordenador da iniciativa Sos Racismo Brasil.Viveu na Alemanha como jornalista de 1989 a 2012, onde foi representante do Conselho de Brasileiros no Mundo de 2005 à 2012, quando voltou para Niterói, Brasil.


Postado em 08/11/2016 às 13:03 0

Em reunião com George Santoro, Instituto Raízes de Áfricas, discute visita técnica de Comissão alagoana a Incubadora Afro, no estado do Rio de Janeiro.


Por Arísia Barros

Em visita, que acontece ainda no mês de novembro,  uma comissão formada por secretarias do governo do estado de Alagoas e o Instituto Raízes de Áfricas  viajam a cidade do Rio de Janeiro , com o objetivo de agregar a teoria uma visão técnica da transferência e reaplicação da tecnologia social de incubação de negócios desenvolvida pela Incubadora Afro Brasileira,no Rio de Janeiro para Alagoas.

A  visita  técnica foi discutida  em reunião acontecida na sexta-feira,4/11, na sede da Secretaria de Estado da Fazenda, com o secretário George Santoro e Paloma Tojal.

Iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, a proposta de implementação da Incubadora Afro, no estado  traz como interesse  contemplar o empreendedorismo preto nas periferias, com uma  perspectiva mais voltada para inclusão socioprodutiva, que gere emprego e renda,  com foco na valorização do fazer afro, formação de lideranças e na redução da pobreza.

No Rio a  ação de re/conhecimento sobre a Incubadora Afro será coordenada por Giovanni Harvey , fundador da Incubadora Afro Brasileira, no Rio de Janeiro, consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, em Cabo Verde, além de integrar o Fórum da Sociedade Civil no Fundo Monetário Internacional e no Banco Mundial.

O Cais de Valongo  que faz parte do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana e estabelece marcos da cultura afro-brasileira , no Rio será um dos pontos de visitação.


Postado em 07/11/2016 às 22:48 0

Precisamos falar sobre a juventude preta, em Alagoas...


Por Arísia Barros

O I Ciclo de Formação Direitos Humanos e Diversidades: Sistema Penal e Racismo, que acontece dia 10 novembro, tendo como público (agentes de segurança públicos) e dia 11 de novembro ( sociedade civil)  é uma das atividades da programação do mês da Consciência Negra, em Alagoas e tem por objetivo discutir o racismo estrutural e a relação entre sistema penal e grupos vulneráveis, dentre os grupos vulneráveis está a juventude preta.

Segundo pesquisa  do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o  jovem preto que vive em Alagoas, com idade entre 12 e 29 anos, é o que mais está exposto à violência (conseqüentemente é o mais vulnerável), em relação a outros estados do Brasil. Aqui, a chance dele ser vítima de homicídio é oito vezes maior do que um jovem branco. A média nacional é de 2,5 vezes. Maceió continua sendo uma das cidades mais violentas do País para essa parcela da sociedade.

Com programação diversificada o  I Ciclo de Formação Direitos Humanos e  Diversidades: Sistema Penal e Racismo discutirá temas como: A Importância do Estatuto da Criança e do Adolescente na Promoção da Igualdade Racial, Consciência, Cognição e Segurança, Dinâmicas Institucionais e Preconceito Social e Racial.

O I Ciclo nasce de uma ação dialogada do Instituto Raízes de Áfricas,com o  Governo do Estado, através, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Governo Federal, por  meio da Fundação Cultural Palmares.

As inscrições de participação para o dia 11 de novembro,cujo público é a   sociedade civil, podem ser realizadas

pelo e-mail raizesdeafricas@gmail.com basta enviar nome,Instituição e  telefone.

Precisamos falar sobre a juventude preta, em Alagoas.

E você não vai ficar de fora.

Vai?

 

Serviço:

I Ciclo de Formação Direitos Humanos e Diversidades: Sistema Penal e Racismo

Dia 10/11- Público Agentes de Segurança Pública

Dia 11/11- Sociedade Civil

Horário: 8 às 18h

Local: Auditório Aqualtune- Palácio República dos Palmares

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Postado em 07/11/2016 às 10:45 0

O I Ciclo de Formação Palmares Sistema Penal e Racismo e a programação do 20 de novembro,em Alagoas.


Por Arísia Barros

O “I Ciclo de Formação Direitos Humanos e Diversidades: Sistema Penal e Racismo, é uma das atividades da programação do mês da Consciência Negra, em Alagoas e tem por objetivo discutir o racismo estrutural e a relação entre sistema penal e grupos vulneráveis e conta com a participação de palestrantes nacionais.

A ação nasce de uma ação dialogada do Instituto Raízes de Áfricas, com o  Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Governo Federal, por  meio da Fundação Cultural Palmares.

As inscrições de participação para o dia 11 de novembro, cujo público é a   sociedade civil, podem ser realizadas pelo e-mail raizesdeafricas@gmail.com basta enviar nome,Instituição e telefone.

Além do I Ciclo a Fundação Cultural Palmares (FCP) em parceria com o estado de Alagoas, preparou uma programação especial, que ocorre entre os dias 9 e 30 de novembro, em Alagoas. Estão previstas exposições, ciclos de palestras, apresentações culturais, lançamentos de romances afro-brasileiros, sessões de cinema e feira de produtos quilombolas. As atividades acontecem na capital Maceió e na cidade de União dos Palmares.

Programação

O dia da Consciência Negra, no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, será marcado por ações culturais que terão início às 5h, com a Alvorada da Capoeira, seguido por um café da manhã dedicado às Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e Mestres de Capoeira. Além de feiras de artesanato e shows, deverá ser promovida a entrega do título da terra da Comunidade Quilombola de Batateira.

Serviço:

Maceió – Alagoas

Exposições:

Raízes

O negro na enfermagem

Pretas, a cor da Beleza

Campanha Filhos do Brasil – exibição de vídeos

Data: 09 a 30 de novembro

Local: A definir

Seminário Sustentabilidade da Fruticultura no Vale do Mundaú

Data: 9 de novembro

Local: Parque Memorial Quilombo dos Palmares

Horário: 9h às 17h

I Ciclo de Formação Direta e Diversidades: Sistema Penal e Racismo do Estado de Alagoas

Data: 10 e 11 de novembro

Local: Palácio Zumbi dos Palmares – Rua Cincinato Pinto s/n – Centro – Maceió (AL)

Horário: 8h às 18h

I Cenafro – Afroempreendedorismo – Promover a cultura afro-brasileira

Data: 16 e 17 de novembro

Local: Cine Arte Pajuçara – Av. Dr. Antônio Gouveia, 1113

Horário: 09 às 22h

Seminário Construção de Indicadores para Salvaguarda da Capoeira de Alagoas

Data: 17 de novembro

Local: Rua Sá Albuquerque, 117 – Bairro Jaraguá – Superintendência do Iphan

Horário: 10h

Apresentações Culturais

Data: 17 e 18 de novembro

Local: Estacionamento do Parque Shopping Maceió

Horário: 19h

Lançamento dos Romances Afro-brasileiros ganhadores do Prêmio Oliveira Silvério

Data: 18 de novembro

Local: Biblioteca Estadual Graciliano Ramos – Praça Dom Pedro II, S/N – Centro, Maceió (AL)

Horário: 18h

União dos Palmares – Alagoas

Cine Palmares no Quilombo – Sessão Infantil

Data: 18 de novembro

Local: Quilombo do Muquém

Horário:

Apresentações Viva o Reggae e Viva o Samba

Data: 19 e 20 de novembro

Local: Praça Basiliano Sarmento

Horário: 19h às 23h

Dia da Consciência Negra – 20 de novembro

Local: Parque Memorial Quilombo dos Palmares – Serra da Barriga

Programação Especial:

5h: Alvorada da capoeira

6h às 9h: Café da Manhã

09h30: Cortejo Issegum Caojubá

10h30: Salva de tiros em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra

11h: Entrega do título da terra da Comunidade Quilombola de Tabacaria (AL) e apresentação de novos projetos para o Parque Memorial Quilombo dos Palmares

09h às 17h: Atividades culturais – exposições, feira de artesanato, rodas de capoeira

Fonte: https://goo.gl/faFBJ0

 


Postado em 07/11/2016 às 09:29 0

Ubuntu: Quando você sobe essas escadas, eu subo junto com você...


Por Arísia Barros

Um depoimento de novembro para despertar a consciência de que é a família , como primeira instituição, a essência da nossa construção como  pessoas e da negritude além da pele. Nos fala Cidinha Silva:

 

"Fiquei emocionada quando me lembrei que no segundo período do meu curso universitário, tinha aulas aos sábados pela manhã.
No quarto sábado de aula, quando chegava para subir a rampa da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas de Goiatuba, no estado de Minas Gerais saiu esbaforida de um dos prédios chiques que cercavam o antigo e decadente prédio da universidade, uma moça negra que gritava “Parecida, Parecida, me espera”. Aguardei, surpresa.
Era Rosana que havia sido minha colega de turma no segundo ano primário, nove anos atrás. Depois de me abraçar, perguntar se eu me lembrava dela e de ouvir minha resposta afirmativa, ela me disse uma das coisas mais marcantes da minha vida: -“Eu trabalho naquele prédio ali e quando te vi da janela, há três sábados, eu sabia que era você. Eu sabia que você ia conseguir. Eu sabia que você ia fazer faculdade. E eu vim aqui para falar com você, mesmo sem saber se você ia se lembrar de mim, para te dizer que todo sábado de manhã, quando você sobe essas escadas, eu subo junto com você, eu entro junto com você na sala de aula. E quando você sair dali, formada, eu vou me formar junto com você.”
Eu, como vocês imaginam, chorei como choro agora, e só consegui abraçar aquela mulher-gigante e me recostar nos ombros dela, consternada por todo Axé que ela me dava. E, se vocês não entenderam, eu só consegui como Rosana disse, porque tive uma família digna e amorosa, como a família de Subúrbia e que cuidou de mim como criança, quando eu era criança. “


Postado em 07/11/2016 às 00:13 0

Uma conversa in box entre aluno e professora sobre o tema da redação do ENEM, ou a implementação da Lei nº10.639/03.


Por Arísia Barros

 Aluno: Oi professora fiz lá o Enem.

Professora:- Fez?

Aluno: - Sim. Lembrei de você na redação.

Professora: Por quê?

Aluno:- Lembrei dos debates e constrangimentos da turma em relação a intolerância religiosa.

Professora: E aí, você acha que foi bem?

Aluno:- Professora mandei a real! E que real! Como ninguém me conhece falei do meu povo preto. Da lei 10.639/03,.11.645. Do multiculturalismo, das Interculturalidades. Das religiões cristãs. Católicas, ortodoxas. Falei das religiões de matrizes africanas, dos budistas.ateus.Falei de racismo.Falei dos judeus dos muçulmanos e demais religiões e o principal professora.

Professora: O que?

Aluno: Que ninguém tem que tolerar nada e sim respeitar o outro!

Professora: Por esse caminho acho que você foi bem! Parabéns. Espero que a banca entenda esse seu caminho de escrita.

Aluno:- Professora,  nunca escrevi com todo meu coração e alma. Valeu por ter me ajudado nesse caminho.

Professora: Estamos juntos!

 

O nome da professora é da professora e ativista preta Bia Onça, lá do Rio de Janeiro.


Postado em 06/11/2016 às 17:11 0

O Hino a Negritude vem sendo trabalhado na escola,graças ao momento em que estive com você, Arísia Barros.


Por Arísia Barros

Da série porque faço militância...

 

Querida Arísia, boa tarde!

Descobri um universo novo a fascinante na educação, EDUCAÇÃO INFANTIL.

 Tenho trabalhado com minhas crianças a história de nossa gente, iniciando pela África. Tenho aprendido também com eles. Continuo no primeiro horário na escola e o Hino a Negritude vem sendo trabalhado graças ao momento em que estive com você. Todos os dias ao cantar o hino com as crianças citao o professor Eduardo Oliveira e Arísia Barros, a mulher que me apresentou este hino que em muitos momentos me faz chorar ao cantar.

 Houve avanços na construção da Matiz Curricular sobre a identidade do povo brasileiro mas, falta formação continuada, ainda me sinto quanto educadora em débito, quando o assunto se refere a religiosidade e arte, pela falta da formação continuada.

Busco recursos na internet e o canal Futura tem me ajudado, ma,s preciso de mais, de muito mais. Mês passado fui convidada a participar da semana pedagógica  de uma Universidade no município de  Arapiraca para contar a história de Zumbi, o menino que nasceu e morreu livre e para cantar o Hino a Negritude,  e foi isto que me trouxe aqui, vim lhe agradecer.

Foi você quem me fez acordar e buscar conhecer o que o Ensino Médio não me mostrou, o que nunca encontrei em sua totalidade nos livros didáticos, aprendi sobre o Império Romano,sobre a Revolução Francesa, etc..., mas, não me mostraram minhas raízes.

Obrigada Arísia! Reativei este face para lhe deixar este recado. Uso outro face, Receba meu abraço caloroso. Falei com Verônica sobre este ano poder estar com você , com as crianças cantando o hino e ela disse que nos dará total apoio. Caso precise de nós é só nos avisar ,com a antecedência, para que possamos nos organizar. Estou disponível com eles só no primeiro horário, pois pela tarde estou com a educação infantil em outra escola e fica difícil me ausentar. Beijão


Postado em 05/11/2016 às 22:17 0

Em nome da luta de Abdias Nascimento, o ator Lázaro Ramos recusa homenagem do Senado Federal.


Por Arísia Barros

Nesta sexta-feira (4) Lázaro enviou uma comunicação à Comissão da Comenda Abdias do Nascimento formalizando sua recusa à homenagem.

“Abdias do Nascimento foi um homem que estava na trincheira da luta pelos direitos da população negra e menos assistida do país.

Tem uma história de luta que é referência para todos nós que queremos um país mais igualitário.
Neste momento não me sinto confortável e nem desejoso de nenhuma homenagem pois acho que o momento do país é de conscientização, de organização para compreender em que momento histórico estamos, e quais passos precisamos dar para fazer com que a tão sonhada igualdade aconteça um dia de verdade.

“Então, por esse motivo, recuso essa homenagem na esperança de que tenhamos consciência de que o importante não é o aplauso pelo que foi feito e sim o próximo passo a ser dado”

 

Abdias Nascimento

O jornalista  e ex-senador, Abdias Nascimento, que morreu em 2011, aos 97 anos, é uma das referências do movimento negro brasileiro. Em 1948, junto com amigos, fundou o jornal O Quilombo, que deu voz a grupos sociais esquecidos pela grande mídia.

Quando a ditadura militar instaurou Ato Institucional Nº 5, em 1968, Abdias Nascimento foi para o exílio e ficou 13 anos longe do Brasil. Ele também foi senador pelo estado do Rio de Janeiro  entre  1997 a 1999. Assumiu a cadeira no Senado após a morte do pensador brasileiro Darcy Ribeiro, em fevereiro de 1997.

Abdias Nascimento morreu em 23 de maio de 2011, no  Rio de Janeiro.

As cinzas de Abdias Nascimento estão depositadas no Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, em União dos Palmares, AL.

 

Com informações: http://www.revistaforum.com.br/2016/11/05/lazaro-ramos-recusa-homenagem-no-senado-em-virtude-do-momento-do-pais/

 

 


Postado em 03/11/2016 às 13:58 0

I Ciclo de Formação em Sistema Penal e Racismo abre inscrições para sociedade civil, em Maceió, AL.


Por Arísia Barros

 

O I Ciclo de Formação em Direitos Humanos e Diversidades: Sistema Penal e Racismo’  que acontece nos dias 10 e 11 de novembro é uma estratégia transversal de estabelecer bases de discussão ampla, agregando diversos segmentos sociais, visando a criação de políticas públicas, que perceba o racismo como sistema estrutural.

A ação nasce de uma ação dialogada do Instituto Raízes de Áfricas, com o  Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Governo Federal, por  meio da Fundação Cultural Palmares.

Tem por objetivo discutir o racismo estrutural e a relação entre sistema penal e grupos vulneráveis e conta com a participação de palestrantes nacionais.

No dia 10 de novembro a programação do  I Ciclo que acontece das 8 às 18 horas , no auditório Aqualtune, do Palácio República dos Palmares,  será voltada e restrita aos agentes públicos de segurança, e no dia 11 de novembro é a vez da sociedade civil.

As inscrições para  participação do dia 11 de novembro da  sociedade civil já estão abertas. E para inscrever-se  basta enviar nome,Instituição , telefone para  o e-mail raizesdeafricas@gmail.com

O I Ciclo é parte integrante do calendário do mês da Consciência Negra em Alagoas.

Mais informações:(82) 3231-4201/98827-3656


Postado em 03/11/2016 às 08:26 0

Morador da Cidade de Deus, RJ, escreve carta para miss Brasil, que é preta.


Por Arísia Barros

Fernando Barcelos é diretor de teatro e morador da Cidade de Deus e escreve carta à Raissa Santana, eleita miss Brasil, 2016.

 

Na última semana li uma matéria em que você dizia que não representava a beleza negra, e sim a beleza da mulher, independentemente de cor e raça. Depois disso, resolvi então escrever esta carta para você, uma carta afetuosa, onde, na real, eu estou estendendo minha mão e dizendo, Raissa, que é perfeitamente compreensível que você não ache que representa a beleza negra, mas é importante também você saber que um monte de gente acha justamente o contrário.

Nos últimos dias, tenho visto lindas meninas negras postando sua foto com a palavra “representatividade”. Elas aplaudiram, fizeram textos e vídeos nas redes sociais.

Foi uma verdadeira festa, e tinha realmente que ser. Toda essa comemoração aconteceu, provavelmente, porque nos últimos 30 anos nenhuma dessas meninas e nem você viu uma negra ser eleita Miss Brasil.

É, Raissa, o Brasil é racista sim. Eu sei que é duro admitir isso quando não se pensa no assunto. O Brasil não nos faz pensar no racismo, e isso é tão grave que nos leva a acreditar que existe uma igualdade de raça, mesmo quando, por 30 anos seguidos, a vencedora desse concurso tenha sido sempre branca ou mestiça.

Eu confesso que não é confortável ler você dizendo que representa a mulher independentemente de cor e raça. Isso porque, no Brasil, a mulher branca só representa a mulher branca mesmo, assim como o homem branco só representa ele próprio.

Em cada esquina da cidade e em cada beco de favela e periferia deste país, há uma menina negra que precisa de representatividade. Elas usam os produtos de beleza, os consomem, mas não servem para representar as marcas em suas propagandas.

Sei que este discurso pode parecer antigo, e eu até gostaria que fosse, mas não é. Eu gostaria que, ano que vem, outra jovem negra ganhasse o concurso Miss Brasil; mas as estatísticas dizem que isso não vai acontecer. E mesmo, que acontecesse, para equilibrar essa conta precisaríamos que nos próximos 30 anos todas as vencedoras fossem negras. Será?

Essas meninas abraçaram você e sua vitória. Elas também querem o seu abraço, um abraço que desacorrenta nossos braços e nossa mente de tudo que dizem pra gente, e mentem.

Não ache que você está sozinha — Juliana, Dandara, Lellêzinha, Isadora, Tais, Léa, Ruth, Zezé… representam todas as mulheres negras, e agora você faz parte disso. Mesmo que ainda não saiba!

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/opiniao/carta-prezada-miss-brasil-20402066#ixzz4OwIzwX3m


Postado em 03/11/2016 às 06:46 0

Lista de coisas que ouço muito por ter cabelo Black, ou existe racismo no Brasil?


Por Arísia Barros

 

Mirian Sores, ativista e feminista jovem preta alagoana e estudante do curso de Serviço Social  do Centro Universitário Tiradentes, em Maceió,AL, relacionou uma pequena amostra do racismo que não diz seu nome, mas, se coloca em perguntas “inocentes”, aquelas que “ do sem querer ofender”

Ei-las:

Olá amiguinhos, lista de coisas que ouço muito:
1. Pesa muito? Seu pescoço não dói não?
2. Como você deixa seu cabelo assim? / O que você faz para o seu cabelo ficar assim? (Sempre essa pergunta vem de pessoas que tem o cabelo liso natural)
3. Você penteia seu cabelo como? 
4. Ter o cabelo assim deve ser super em conta, não tem gastos, já que não é nada arrumado. (Essa eu escuto de pessoas que tem o cabelo alisado quimicamente) 
5. Você fica tão desarrumada com esse cabelo.
6. Posso tocar no seu cabelo? Só para sentir se é realmente duro. 
7. Nossa como seu cabelo é cheiroso, não imaginava. 
8. Quem corta seu cabelo? Deve ser difícil de corta. 
9. Você consegue arrumar namorad@s com esse cabelo?
10. Você está sem dinheiro, por isso o usa assim?
11. (Essa aqui escuto quando estou de turbante): você é da “macumba”, ou de alguma religião nessa linha?

Tem muito mais coisas, varias, aliás, e sempre que recebo uma dessas perguntas fico me questionando o que responder, pois a cara das pessoas é de inocência é de: “não tô perguntando por mal”.