Raízes da África
Raízes da África

Postado em 17/03/2017 às 15:48 0

O menino Samuel,agora, sobe uma escadaria que o levará ao céu, ou não existe céu para meninos pretos e pobres?


Por Arísia Barros

O menino Samuel morava em uma das grotas da grande Maceió, AL, bolsões  humanos onde a pobreza excessiva é castradora e incapacitante.

Na maioria das grotas, as crianças gozam de uma liberdade, sem vigília, ou controle, fruto de famílias já desestruturadas pela falta de perspectivas.

Algumas famílias desafiando as expectativas e rompendo barreiras investem no seguir, além do destino pré-determinado, pelo olho aguado/ausente  dos governos em relação a políticas públicas  sociais estruturantes e efetivas.

O menino Samuel, aos 7 anos, deveria ser um menino como tantos outros, com sonhos de soltar pipa e ser igual ao seu herói.

Não o era.

Samuel era produto da negligencia emocional familiar, a toxicidade do abandono,  e há, por aí  tantas crianças, como ele.

Qual seria o herói de Samuel?

As  grotas, espaços  de subterrâneos  sociais , onde a pobreza excessiva é castradora e incapacitante,são cenários disputadíssimos, em período pré eleitoral.

Espaços onde a  arquitetura conceitual  dos governos  desvirtua o conceito de humanização, a partir da construção de concretos.

Humanização parte de um processo de ouvir pessoas, discutir direitos, criar  igualdade de oportunidades  para todos que ali vivem.

Sem isso não haverá  nenhunazinha  revolução social.

Samuel aos 7 anos foi morto por outra criança como ele, de 13 anos.

As grotas pela flagrante ausência dos  governos vão se tornando um novo campo do lento extermínio dos "descartáveis", e o povo assiste a tudo isso em um petrificado silêncio social.

O menino Samuel agora sobe uma escadaria que o levará ao céu, ou  não existe céu para meninos pretos e  pobres?

 


Postado em 16/03/2017 às 22:38 0

Com inscrições abertas, Roda de Construção de Diálogos Yépada ,celebra o 21 de março.


Por Arísia Barros

Iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, a Roda de Construção de Diálogos Yépada, sob o tema: “Como afirmar a diferença garantindo a igualdade? Como afirmar a igualdade sem negar a diferença?, acontece no dia 21 de março, das 11 às 17 horas.

Yépada quer dizer transformar na língua ioruba.

A Roda faz parte da Campanha “21 dias de Ativismo contra o Racismo” e  tem o objetivo de oportunizar uma discussão/comunicação/interação coletiva, dinâmica e produtiva entre os sujeitos, buscando  a criação de instrumentos para o combate ao caráter estrutural do racismo institucional, como também visibilizar o 21 de março como Dia Internacional de Luta Pela Eliminação da Discriminação Racial.

O Yépeda terá a participação do sociólogo Carlos Martins, da UNINASSAU/AL, da deputada estadual, Jó Pereira, de adolescentes da Semi-Liberdade-Unidade de Internação Feminina/SEPREV e Yá, Advogada,Kandysse Melo- ( Escritório da Mulher).

A Roda acontece no auditório da Secretaria    de Estado da Infraestrutura,  e conta com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e Governo do Estado de Alagoas, através da  Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria de Estado da Comunicação, Secretaria    de Estado da Infraestrutura e Secretaria de Estado de Prevenção à Violência.

A atividade terá certificação, com carga horária de 7hs.

Para se inscrever basta enviar nome, endereço, instituição para o e-mail raizesdeafricas@gmail.com

Mais informações: 98827-3656/3231-4201

 

Serviço: Roda de Construção de Diálogos Yépada

Dia: 21 de março

Horário: 11h  às 17h.

Local: Auditório da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra)
Endereço: Rua Cincinato Pinto, 530 – Centro – Maceió – AL (antiga SOPROBEM)

 


Postado em 15/03/2017 às 21:30 0

Sistema FIEA garante oportunidade de transformação nas vidas de jovens e adolescentes e dá exemplo da inserção socioprodutiva.


Por Arísia Barros

São trinta oportunidades de mudança de vida que o Sistema Fiea proporciona a um grupo de alunos do ViraVida que, em breve, será inserido no programa de jovens aprendizes. A iniciativa criada em 2008 pelo Conselho Nacional do Sesi apóia meninos e meninas, com idade entre 15 e 22 anos, em situação de vulnerabilidade social.

“É uma oportunidade muito importante porque estou enxergando novos horizontes e acreditando mais no meu potencial”, afirma Y.F., de 17 anos. Ao longo dos anos, o ViraVida se mostra como um exemplo bem sucedido de como a educação, o desenvolvimento humano, a qualificação profissional e a inserção socioprodutiva podem transformar as vidas de adolescentes e jovens.

Conforme Soraya Peixoto, da Área Compartilhada de Recursos Humanos do Sistema Fiea, em maio próximo os jovens iniciam o curso de aprendizagem industrial em Processos Administrativos, a ser ministrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/AL).

Nos seis primeiros meses, o grupo terá aulas teóricas e, no semestre seguinte, vai estagiar nas unidades operacionais do Serviço Social da Indústria (Sesi/AL), com acompanhamento da Área Compartilhada de RH.

Desde 2011 atuando em Alagoas como uma tecnologia de intervenção social que promove o desenvolvimento humano e a inserção socioprodutiva, o programa ViraVida alcança, no Estado, percentual de empregabilidade dos jovens e adolescentes superior a 65%.

Em reconhecimento a esta parceria fundamental para o programa em Maceió, o Sesi/AL recebeu o Selo Social ViraVida, que é uma premiação às instituições que têm abraçado esta causa.

“Todos nós que fazemos a equipe ViraVida estamos muito felizes com a articulação e o apoio do superintendente [Carlos Alberto Paes] e da Área Compartilhada de RH em promover a inclusão dos nossos alunos no Sistema Fiea", ressaltou Adriana Barreto Gomes, coordenadora do programa.

 

Fonte: http://www.al.sesi.org.br/noticias/sistema-fiea-contrata-30-aprendizes-do-programa-viravida-5#.WMgAFqKSA_c.facebook

 

 


Postado em 14/03/2017 às 05:10 0

Nenhum Conselho de Direito deveria estar na estrutura de Governo- declara a deputada Jó Pereira , em Audiência Pública.


Por Arísia Barros

 

De iniciativa da deputada Jô Pereira (PMDB), em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos, a Assembléia Legislativa de Alagoas realizou na tarde desta segunda-feira, 13 de março, Audiência Pública, Com o tema “200 anos de Alagoas: Mulheres - Lutas e Conquistas”,  alusiva as comemorações do  Dia Internacional da Mulher.

Com os espaços da plenária lotada, por mulheres  e homens de todos os segmentos sociais, dentre o poder público e movimentos sociais e  outros  a deputada Jó Pereira  agradeceu a participação de cada mulher presente , afirmando que “ O objetivo  da audiência é traçar um mapa da rede de proteção à mulher, no Estado, com o intuito de avançar na construção das políticas públicas voltadas para o universo feminino.

E para isso contamos com a participação do Conselho Estadual do Direito da Mulher”.

Após a fala de uma das mulheres da plenária relatando  como se deu a criação do Conselho Estadual do Direito da Mulher, a deputada tomou da palavra para dizer que “Na minha opinião nenhum Conselho de Direitos (nenhum) deveria estar na estrutura de Governo.

O Conselho deveria ser composto pela sociedade civil, pois foi feito para pensar políticas, fazer o controle social, garantir os direitos da população. Ele é a voz do povo dialogando com o governo. É esse o papel de todo Conselho e quando incorporado a estrutura governamental ele perde muito  dessa essência”- acrescentou.

Segundo apuração do Instituto Raízes de Áfricas, recentemente, mais uma conselheira do CEDIM foi lotada na Superintendencia da Mulher, da Secretaria de Estado da Mulher, que administra o Conselho, tornado-se assim mais uma agente do estado.

 

 


Postado em 13/03/2017 às 10:06 0

Quem representa o ocaso dessa moça egressa do Sistema Socioeducativo? Quem se importa?


Por Arísia Barros

Eu já a conheci fora do centro de Ressocialização, contava 20 anos.

Nascida em um prostíbulo, nunca soube quem é o pai. A mãe também não sabe.

Era uma menina marcada por tatuagens em todo corpo. Estava limpa fazia quase um ano, apesar de ajudar a mãe- para ganhar um troco- nos afazeres do bar, que tinham em casa.

Era menina determinada, de fala firme e sempre reforçava o “Vou conseguir”.

Batalhou, muito, muito e muito  por uma ocupação formal no mercado de trabalho.

A vida pregressa e o histórico só atraiam portas, secularmente, fechadas.

Não conseguiu.

Era uma moça se fazendo mulher, como dessas que  a gente tem em casa e chama de filha, mas, o estigma social tornou-a algo descartável.  

A tatuagem-declaração  de amor cravada no pescoço assustava as pessoas.

E as pessoas faziam disso uma arma para excluí-la. O gatilho está sempre atento para gente assim “fora do padrão”.

Um dia se relacionou com igual a ela, que fazia pouco tinha saído do internamento e o descaso social, o racismo camaleão as isolou, em espaços exclusivos e miseráveis.

Depois de quase um ano sem usar droga, a moça preta tatuada conheceu o crack pela mão da amante.

O poder da  droga, a indiferença social iniciaram sua jornada rumo ao pandemônio dos desencontros.

E a moça surtou. Hoje está interna em uma Casa para doentes mentais.

A essocialização das meninas socioeducativas é o grande desafio dos municípios e do Estado.

 Sair da Unidade de Internação e continuar fora dela não é uma tarefa fácil para muitos jovens.

O trabalho e o estudo  são ferramentas chaves para uma  ressocialização bem-sucedida.

Quem representa o ocaso dessa moça  egressa  do sistema socioeducativo?

Quem se importa?


Postado em 12/03/2017 às 14:38 0

As socioeducandas carregam memórias de abandono, que legitimam ausências.


Por Arísia Barros

 

O Instituto Raízes de Áfricas realizou um debate sobre Mulheres Pretas para adolescentes da UIF.

O debate aconteceu na quinta-feira, 09/03 e  foi movido por emoções, a partir das diferentes percepções do mundo e das escolhas individuais.

Quem são elas?

Quem sou eu?

A grande maioria das 14 adolescentes socioeducandas se percebe mulher "negra”.

E falam do preconceito, do escravismo da imagem, das portas fechadas e da saudade de casa.

Todas elas carregam memórias de abandono, que legitimam ausências.

O substantivo se transforma em verbo: Liberdade/libertar.

A partir da palavra dialogada, conduzo-as para um universo que não lhe é desconhecido. O universo do racismo.

E há tantas histórias coletadas no olhar dessas adolescentes. São meninas, quase mulheres, nascidas no ocaso da pobreza, do olho cego do estado para políticas públicas.

São meninas coisificadas socialmente, feito quinquilharias baratas.

Como qualificar o feminismo dessas meninas-mulheres?

Em um momento falo das mães, uma menina cai em prantos e a outra explica que a mãe dela morrera.

Falam de como o espaço de aconselhamento da Unidade de Internação Feminina as ajuda a refletir sobre tudo, inclusive sobre as mães.

Algumas confessam que só a partir do recolhimento na UIF passaram a ver as mães.

As profissionais da UIF são dedicadas no trabalho permanente de  resgatar a auto-estima das meninas, mas, falta tanto...

E as meninas falam em liberdade.

Que liberdade terão essas meninas aqui fora?

Quem as representa?

Quem se importa?


Postado em 12/03/2017 às 07:11 0

Réquiem pelos 18 anos da moça preta, que a vida jurou de morte, ou as celebrações da Semana da Mulher, em Alagoas.


Por Arísia Barros

 

Aos oito anos  ela descobriu o crack.

Eu a conhecia aos dezesseis anos, em um centro de Ressocialização.

Era mais uma tentativa de voltar à vida “normal”.

Sua 24ª internação.

Adolescente determinada e com forte potencial de liderança, a moça falava em recomeços, caminhos, possibilidades.

No fundo, no fundo ela  fantasiava o mundo aqui fora. Esqueceu de como a sociedade, os poderes podem ser cruéis com os "fora do padrão".

A moça preta participava de Rodas  de discussões do Instituto Raízes de Áfricas, e em um dessas discussões  ela pegou o microfone e falou direto para os renomados palestrantes:- Vocês falam muito bonito, e eu admiro a fala de vocês, mas, preciso  confessar  uma coisa: Não entendi nada, do que vocês disseram..

A moça era assim: aguda em suas observações, perspicaz na leitura do cotidiano.

Quando entregaram a liberdade em suas mãos, fora dos portões fechados de onde se encontrava, a moça preta reinterpretou o significado  do que vem a ser  exclusão social, preconceito, racismo tudo junto.

A liberdade  e o ócio não fazem uma boa combinação. E ela me dizia:- Eu preciso arrumar um trabalho. Ter dinheiro para comprar minhas coisas...

E  saímos na missão  de bater portas- secularmente-fechadas na busca de inserir a moça no mercado de trabalho.

Muitas promessas e nada aconteceu.

Foram  três  meses de peregrinações.

Todo  santo dia o  crack a chamava de volta: Venha. Venha. Venha!

 Sem  nenhuma forma de  acompanhamento estrutural para  egressa-socioeducativa,  a  moça preta que ficou na abstinência das drogas durante 365 dias, sucumbiu a sedução e  voltou para o lugar  que a sociedade a percebe: Voltou para o crack.

Para a prostituição.

Para  a vida do crime.

A moça preta está marcada para morrer.

Aos  dezoito  anos.

Quem representa essa moça preta?

E, quem se importa com isso?


Postado em 10/03/2017 às 12:51 0

"Um evento desses seria bem visto aqui em Berlin"- disse o Gestor na Alemanha, referindo-se ao I Encontro de Gestor@s, em Alagoas.


Por Arísia Barros

 

O I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra surgiu como resultado de uma intervenção política do Instituto Raízes de Áfricas, junto ao presidente da República do Brasil e aconteceu nos  dias 06/07  de março, em Maceió,AL.

A proposta do encontro foi  reunir prefeit@s e gestor@s das três esferas de governo, na criação de  uma discussão aproximada para o conhecimento e conseqüente implementação das políticas públicas, já existentes, que impactem na vida  da população negra de Alagoas, uma das mais pobres no país.

E foi essa iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas que despertou o interesse do Gestor que trabalha com refugiados na Alemanha, Adauto de Souza, assim falou ao responder o convite formulado pelo Instituto Raízes de Áfricas: “Acho da maior importância o projeto e te digo que um evento desses seria bem visto aqui em Berlin. Parece um pouco com projetos chamados de integração de migrantes aqui na Alemanha. E têm muitas organizações sociais, fundações atuando nesse conceito. Tanto na busca de soluções nas questões básicas, que aqui se compreende: educação, moradia, saúde, trabalho ou qualificação profissional, desenvolvimento e sociabilização.

E acrescenta: “Eu mesmo nesses meus 17 anos que aqui moro, passei por várias fases da minha integração aqui na Alemanha. E hoje, pode-se dizer, que na sequencia passei a gestor também e com o meu grupo estamos trabalhando com refugiados (africanos, sírios, iraquianos, etc) juntamente com várias organizações e fundações nesse processo de gerar políticas publicas para atender e integrar e colocar na sociedade pessoas que vieram muitas das vezes em condições de vida quase destruídas em seus países em guerra e conflitos. Acredito mesmo, pelo que vivo e vejo aqui, que esse tipo de ação deveria ser espalhar por todo o país e com a participação de todos à nível de governo federal, estadual e municipal e as organizações voltadas para esse tipo de luta junto a população que precisa, nesse caso seu a população negra de Alagoas.

Meus parabéns pelo belo trabalho...”

A iniciativa do I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra, surgida nas Alagoas de Palmares, repercutiu na Alemanha...

 

 


Postado em 10/03/2017 às 06:53 0

Não posso permitir como movimento social, que uma Conferência não aconteça- afirmou uma representante de matriz africana, em Alagoas.


Por Arísia Barros

Esse foi o desabafo da  mestranda em Sociologia  pela Universidade Federal de Alagoas e uma das      representantes da religião de  matriz  africana, Jexaomi  Mônica,  diante da declaração do secretário da SEPPIR, Juvenal Araújo,   que devido a restruturações nos orgãos, a   IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial , que aconteceria  de 5 a 7 de novembro de 2017, em Brasília, sob o  tema “O Brasil na Década dos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, talvez não aconteça  no  prazo previsto.

“Vamos tentar ao menos fazer uma Conferência dos Povos Tradicionais, são quatro anos sem discussões. É muito importante que isso aconteça”- reafirmou Mônica.

Também participante do  2º dia do I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra.a representante da religião candomblecista Nagô, Antônia de Santos, explicou aos gestores e representações dos ministérios as necessidades das religiões de matriz africana no Estado.

“Explanamos aqui nossos problemas e nossas angústias. Ele nós ouviram e esperamos que tenham nos escutado. Nosso povo precisa aprender a gritar; já ficamos quietos e calados por muito tempo”, expressou a militante.

Após o término, o secretário da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial-Seppir, Juvenal Araújo falou : “Ontem 6/03, na Associação dos Municípios Alagoanos, discutimos com os gestores, agora com a sociedade civil, para que formulemos políticas efetivas para Alagoas.

Saio satisfeito dessa reunião e acredito que esse é o papel da sociedade civil. Reunir demandas e discuti-las com o poder público. Dar voz a essas exercendo assim  o controle social.

O Instituto Raízes de Áfricas está de parabéns pela iniciativa.”

Raquel Dias, coordenadora-geral de Educação para Relações Étnico-Raciais, representante do Ministério da Educação explicou:“O que fizemos aqui foi plantar uma semente. Nós mostramos o que o Governo Federal hoje promove e o que é possível acontecer nos municípios, dependendo do interesse e da priorização para que esse tipo de programa esteja no Plano Estratégico de Desenvolvimento desses municípios”.

 O 2º I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra, promovido pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio do Governo Federal, Governo do Estado, AMA e Federação das Indústrias , aconteceu,dia 07  de março, no Auditório Aqualtune e  reuniu representações da religião de matriz africana, LGBT, estudantes e ativistas.

Com informações da jornalista Thais Albino.


Postado em 08/03/2017 às 22:49 0

Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial pode não acontecer, em 2017.


Por Arísia Barros

 

Na abertura do 2º dia do I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra, no  dia 07  de março, no Auditório Aqualtune,que reuniu representações da religião de matriz africana, LGBT, estudantes e ativistas,  a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, fez o lançamento da Campanha “21 Dias de Ativismo Contra o Racismo”, com a exibição de Depoimentos do documentário Abayomi.

A Campanha foi  lançada, em diversas partes da cidade e estado do Rio de Janeiro e em Maceió,AL, com atividades se estendendo até o  dia 27 de março.

O Encontro idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, reuniu técnicos do governo federal e contou com o apoio institucional da Associação dos Municípios de Alagoas Governo Federal, Associação dos Municípios de Alagoas , Governo Estadual e Federação das Indústrias do estado de Alagoas.

Durante as discussões o Secretário Nacional da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, afirmou  que as mudanças políticas ocorridas nos últimos meses causaram alguns impedimentos, um deles financeiros e possivelmente a IV Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial  não ocorra no tempo previsto, ou seja de 5 a 7 de novembro de 2017, em Brasília, sob o  tema “O Brasil na Década dos Afrodescendentes: reconhecimento, justiça e desenvolvimento”, governo e sociedade discutirão soluções para o enfrentamento ao racismo.

 Estamos fazendo tudo ao nosso alcance para que a Conferência aconteça, só ainda não sabemos a data- acrescentou.

A Conferência é realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), do Ministério da Justiça e Cidadania (MJC), e pelo Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).

A última Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CONAPIR”, aconteceu  no ano de  2013 e lá se vão quase quatro anos.

Qual o papel de uma Conferência

Conferência  tem como objetivo a formulação de novas propostas orientadoras de uma Política Nacional e se constitui em espaços de debates, propostas e diálogos onde são verificados e postos em discussão as políticas públicas de interesse público.

 Sua periodicidade é determinada pela organização nacional, e seu tempo de acontecer pode variar entre 2,3 ou 4 anos. Após feitas estas conferências são realizadas novas conferências para avaliar o desenvolvimento das já realizadas, estabelecendo novas metas adicionando as deliberações anteriores. Estas conferências podem ser realizadas em âmbito local, estadual ou nacional.

 


Postado em 08/03/2017 às 17:20 0

Instituto Raízes de Áfricas participa de debate sobre Mulheres Pretas, na UIF.


Por Arísia Barros

 

A Superintendencia de Medidas Socioeducativas,da Secretaria de Prevenção a Violência-SEPREV,  por meio da Unidade de Internação Feminina realiza desde  6 de março ações,atividades voltadas a celebrar a vida e possibilidades das adolescentes lá internadas, referendado a Semana da Mulher.

Durante  a semana de 6 a 10 ativistas, professores e outros segmentos da sociedade estarão discutindo uma série de questões relacionadas a  Mulher e o combate ao racismo, com especificidade na Mulher Preta.

O Debate acontece na quinta-feira, às 14 horas, com a participação de Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas.

Segundo a gerente da UIF, Samara Veluma, a semana faz parte do planejamento estratégico da unidade, que visa a aproximação das adolescentes com mundo de conhecimento de uma forma lúdica e prazerosa.

A culminância da atividade será um desfile comemorativo, no dia 10 de março às 18 h.

Uma das juradas do desfile será a menina-modelo, de 10 anos,  Stephany Mayara.

A ação acontece na Unidade.


Postado em 07/03/2017 às 05:56 0

Na semana da Mulher, Organização do I Encontro de Gestores repudia a morte de mais dois jovens.


Por Arísia Barros

A primeira etapa do  I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra, aconteceu dia 06  de março,na Associação dos Municípios de Maceió, no bairro do Farol.

Resultado de uma intervenção política do Instituto Raízes de Áfricas, junto ao presidente da República, o I Encontro  trouxe a Alagoas 11 ministérios.

Durante o transcorrer da realização da atividade  foram relatadas duas mortes de jovens, acontecidas nas horas subseqüentes.

Um deles tinha 19 anos e era filho de uma funcionária da gestora da capital, Maceió, o outro remanescente quilombola de Alagoas.

Ambos jovens.

 Ambos pretos.

Ambos invisíveis.

Quando a morte do jovem quilombola foi registrada, houve um silêncio constrangido na plenária, mas, a vida segue...

Vidas como produtos descartáveis, facilmente esquecidas.

Eles fazem parte da estatística do Mapa da Violência   apresentadas na palestra do sociólogo Carlos Martins e nos relatos da Secretaria Nacional da Juventude, nas exposições do do  I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra, 

Estatísticas, como números frios nas pedras do IML.

A proposta do I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra é  aproximar o discurso  da execução das políticas públicas, que impactem, positivamente, na vida  da população negra de Alagoas, uma das mais pobres no país.

A proposta do I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra é efetivar políticas. E políticas efetivadas, salvam, garantem e dignificam vidas.

Enterramos mais dois jovens.

Ambos pretos. Ambos invisíveis.

Duas mães órfãs.

Na semana da Mulher, Organização do  I Encontro de Gestores repudia a morte de mais dois jovens, e a orfandade de mulheres-mães, igualzinhas a nós..

En fim...

E, fim.