Raízes da África
Raízes da África

Postado em 03/03/2017 às 06:05 0

Instituto Raízes de Áfricas articula com Presidência da República, a vinda de 11 ministérios, para I Encontro de Gestor@s, em Alagoas.


Por Arísia Barros

 

O I Encontro de Gestores sobre Projeto Estruturais de Políticas Públicas para População Negra, acontece dia 06  de março, às 10h na Associação dos Municípios de Maceió, no bairro do Farol.

O Encontro é resultado de uma intervenção política do Instituto Raízes de Áfricas, junto ao presidente da República, quando da sua vinda a Alagoas, e conta com a coordenação  da Secretaria Nacional de Articulação Social da Presidência.

A proposta do encontro é  reunir prefeit@s e gestor@s das três esferas de governo, na criação de  uma discussão aproximada para o conhecimento e conseqüente implementação das políticas públicas, já existentes, que impactem na vida  da população negra de Alagoas, uma das mais pobres no país.

O Encontro visa também dialogar sobre a Campanha “21 Dias de Ativismo Contra o Racismo”, que será lançada no dia 06 de março, em diversas partes da cidade e estado do Rio de Janeiro e em Maceió,AL, com atividades se estendendo até o  dia 27 de março.

18 técnic@s representantes do Governo Federal, representando 11 ministérios e órgãos federais, participam da  atividade,  tendo como missão sensibilizar e  expor projetos de políticas públicas de cada pasta, para o conjunto da população negra, especialmente a rural, demonstrando o passo-a-passo para captação de recursos e como acessar os  projetos.

O Encontro idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, conta com o apoio institucional da Associação dos Municípios de Alagoas Governo Federal, Associação dos Municípios de Alagoas , Governo Estadual e Federação das Indústrias do estado de Alagoas.

A programação será desenvolvida nos dias 06 e 07 de março, com encontros entre gestor@s e representações dos movimentos negros, em Alagoas.

Para participar é necessário confirmar presença pelos telefones 3231-4201/98827-3656

 

Sobre a Campanha 21 dias de Ativismo Contra o Racismo.

 De 6 de março à 27 de março ativistas, estudantes, professores, entidades religiosas e outros segmentos da sociedade civil estarão discutindo uma série de questões relacionadas ao combate ao racismo em diferentes partes da cidade e do estado do Rio de Janeiro,e em Maceió,AL.

 A campanha trará rodas de conversa, cine clubes, exibição de documentários, performances, debates e uma série de atividades que vão colocar como foco o protagonismo das pessoas negras na formação do Brasil.

 

 


Postado em 01/03/2017 às 19:28 0

Qual mulher preta se vê representada ou homenageada em uma caricatura satânica?


Por Arísia Barros

 

Alagoas é considerado o estado  berço da liberdade e marca a origem do primeiro estado livre e negro das Américas. É  terra natal da princesa Aqualtune e foi no carnaval das Alagoas que o  artista plástico de renome decidiu “homenagear” a mulher feminista preta, no carnaval, se fantasiando de “Ângela Davis”, com um grotesco e horrendo black face.

Na tradução literal do inglês, blackface significa “rosto negro”, em português.

E como acreditamos que a arte não tolera, ou justifica nenhuma forma de discriminação, e que  artistas em sua essência, tem o papel  fundamental  de combater preconceitos, buscando a  construção de uma sociedade mais justa e igualitária, contestamos a fantasia do artista.

Uma fantasia esdrúxula que  transformou a caracterização do corpo da mulher preta e intelectualidade acessível a satirização e ao ridículo, das ruas por onde desfilou, consubstanciando estereótipos e padrões de opressão e violência.

 O blackface  potencializa os estereótipos racistas contra pret@s, muitas vezes oprimidas por possuírem essas identidades.

Pintar a cara com tinta preta e pôr um black power, no carnaval, não presta homenagem a mulher preta, configura-se sim, em uma atitude depreciativa,  desrespeitosa e racista, para nós, mulheres pretas conscientes.

Insistimos em afirmar que o artista plástico alagoano desmerece, desqualifica a construção histórica e os significados da luta diária de tantas e inúmeras mulheres pretas que  travam uma luta imensa para viver com dignidade e, não para serem  ridicularizadas, de modo extravagante, no carnaval.

Qual mulher  preta se vê representada ou homenageada nessa caricatura  satânica?

 Uma sociedade só escreve sua história se ela tem a memória da rota da escravidão.

Racismo não é brincadeira.

Racismo não é piada.

Blackface é mais uma ferramenta de opressão e  que longe de ser uma forma de humor, é uma forma racista que, se hoje é mais sutil, não é menos ofensivo.

A fantasia do artista plástico alagoano é uma opressão disfarçada de brincadeira.

Enquanto prática racista, o blackface não pode ser naturalizado ou encarado como humor e não, não abrimos espaço para concessões, disso ou daquilo..

E, para o artista plástico alagoano, deixo um conselho: No próximo carnaval respeite quem vivencia uma realidade que não é a sua e sim  de milhões de pret@s, que lutam diariamente para combater o preconceito nesse país.

Mulher preta não é alegoria de carnaval. 


Postado em 01/03/2017 às 15:42 0

Já é hora da Prefeitura de Maceió rever essa questão.


Por Arísia Barros

 

O alagoano escritor Graciliano Ramos nasceu em 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, AL, e, é considerado um dos grandes exponenciais da literatura brasileira

Em 30 de novembro de 2015, a Prefeitura de Maceió, AL, inaugurou uma escultura talhada em bronze do escritor, instalada na  orla marítima de Maceió, em comemoração aos 200 anos da capital.

A estatua de Graciliano está plantada em um dos  bairros nobre da capital alagoana..

Segundo o que escreveu em sua mini-biografia, o poema chamado de “Autorretrato” Graciliano não tinha muita simpatia pela sociedade burguesa.

Impavidamente solitário, na praia do bairro nobre, Graciliano olha com certa indiferença para o burburinho de turistas que manipula celulares, alguns raros com máquina fotográfica ( como eu) para se auto-retratarem ao lado da estátua em bronze.

Graciliano não gostava de vizinhos e dizia ter horror às pessoas que falam alto e detestava rádio, telefone e campainhas.

O menino pequeno chega curioso e depois de muito observar a estátua da ponta do pé até a cabeça olha para a mão de Graciliano que porta um cigarro  e pergunta à mãe:

 -E ele fuma, é?

A mãe: Fumava, mas faz muito tempo, porque ele já morreu.

E foi o cigarro quem matou?- pergunta o menino curioso e a mãe:- Não sei.

(Sim. Graciliano fumava três maços, por dia, do cigarro "Selma". Morreu  vítima de câncer do pulmão, em 20 de março de 1953)

E voltando para a tarde do domingo carnavalesco observo uma família inteira chegar para tirar foto ao lado da estátua e invasiva, pergunto para  a meninazinha com a esperteza no olhar:- Você sabe quem é o homem? E o  que essa estátua representa?

A menina, que deveria ter uns dez anos  balança a cabeça, em um veemente não.

A mãe que estava mais adiante baixa a cabeça, envergonhada. Ela também não sabe quem  é o personagem imortalizado em estátua.

E novamente pergunto: E por que você está tirando foto?

E a menina, na maior logicidade do mundo:- Por que todo mundo tira. É tipo moda, entendeu?

Fiz que entendi, sem entender nada,para não demonstrar minha incompreensão.

Busquei no entorno placas informativas e instrutivas que possam levar o público a conhecer a história do escritor, valorizando assim os aspectos de interesse cultural e turístico.

Uma placa bilíngüe e que tivesse, também, a leitura em braile para deficientes visuais e  que contasse uma breve historinha de quem foi Graciliano Ramos, e nada  encontramos.

E saí dali pensando que a precariedade da sinalização do patrimônio impacta negativamente no turismo, na cultura e na história..

 Quando a pessoa recebe informações sobre o escritor, ela se sente parte da história.

Mesmo sendo ateu, indiferente à Academia e um discordante de quase tudo, penso que nesse quesito, Graciliano teria concordância.

Já é hora da Prefeitura de Maceió rever essa questão.

 


Postado em 27/02/2017 às 18:22 0

A militante preta e modelo Stephany Mayara é destaque no Bloco Nêga Fulô, em Maceió, AL.


Por Arísia Barros

 

O bloco Nêga Fulô surgiu da ótica cultural do produtor alagoano, Carlito Lima, tendo o objetivo de homenagear Jorge Lima, alagoano que exerceu as funções de político, médico, poeta, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor, romancista.

Jorge de Lima é autor do poema “Essa Negra Fulô”, publicado pela primeira vez, pela editora  Casa Trigueiros, em Maceió, AL no ano de 1928, 

E foi o carnavalesco, também produtor cultural, Fredy Correia, integrante da Diretoria do Bloco que nos fez o convite para  uma participação mais efetiva, para além das festas momescas, no trabalho de  reinterpretar a imagem social da mulher preta nos espaços da rua e nos blocos de carnaval e Fredy afirma: “Essa é uma preocupação de todos nós, hoje, com todo esse ativismo e essas oportunidades que se tem de tratar assuntos que são considerados tabus, e que tem uma grande relevância na nossa vida."

A proposta é a realização de encontros que tragam os muitos olhares  sobre  poema de Jorge de Lima, e o de Oliveira Silveira, com o seu  “A Outra Nega Fulô”.

Enquanto Jorge de Lima nos apresenta uma Fulô coisificada, despersonalizada e hiper sexualizada, objeto do Sinhô, da Sinhá, dos Sinhozinhos e das Sinhazinhas, Silveira nos fala de outra Fulô altiva e não servil voluntariosa e não subserviente senhora do seu corpo e não objeto, decidida em suas escolhas e não sufocada por acovardada indulgência.

 E para  o desfile deste ano  ,em homenagem aos 200 anos de Alagoas,sugerimos a participação da modelo preta Stephany Mayara, 3º lugar no concurso Miss Alagoas Mirim e que já traz em seu discurso a consciência do enfrenatmento diário contra o  racismo. A sugestão foi logo aceita por toda diretoria do Bloco.

E no dia 26 de fevereiro, no domingo de carnaval, Stephany Mayara abrilhantou, nas passarelas das ruas citadinas.

E complementa Fredy Correia : "A Diretoria do Nêga Fulô acha que é importante partir por esse  caminho, de não ficar só no campo da nomenclatura, mas, dá um sentido. Fazer com que as pessoas pensem, e pensar o nosso tempo que  o papel do artista e do ser humano.”

 Com informações: http://www.alagoanidades.com.br/?p=1012


Postado em 23/02/2017 às 22:36 0

Prestigiada por George Santoro, Secretário de Estado da Fazenda, a Roda de Diálogos produziu conversas significativas.


Por Arísia Barros

 

A Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo", aconteceu dia 21 de fevereiro, das 9 às 13 horas, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares, em Maceió, AL.

Idealizada pelo  Instituto Raízes de Áfricas, com apoio da Federação da Indústria  e  Governo do estado de Alagoas a Roda se transformou em  um espaço de formação, de troca de experiências, de desabafos.

Com a lotação bem acima do limite  o  espaço  da Sala dos Conselhos inaugurou diálogos, confraternizou a palavra  das muitas gentes diversas e diversificadas. Das turmas de Direitos do professor Carlos Martins, da UNINASSAU às representações do movimento negro e de matriz africana.

Veio gente do município de Carneiros, AL, e gente da comunidade quilombola de Caboclo.

Também tinha gente do Teatro e da Universidade Federal de Alagoas.

Na abertura da Roda a militante da juventude negra, estudante de Serviço Social da UFAL, Mirian Soares se fez poema preto e declamou resistências.

O silêncio produzido após a exibição do Documentário Abayomi, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e produzido pela TVE Alagoas,  falou do impacto que o racismo causa nas pessoas.

Giovanni Harvey, consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República criou conversas primorosas, com dados ricos em conteúdo e significado, consubstanciando o debate racial com foco na  abordagem da  sustentabilidade social, econômica, cultural e espacial.

Presente a atividade Renata dos Santos, Secretária Especial do Tesouro Estadual, da SEFAZ referendou a  Roda de Diálogos  asseverando que o esforço de  ouvir as diferenças  na busca de discutir a igualdade é um passo importante para a formulação de políticas públicas.

Apoiador/parceiro  da atividade, o  Secretário de Estado da Fazenda, George Santoro, afirmou que atividades como a Roda de Diálogos  se constitui em um valioso instrumento/exercício de escuta e fala, produzindo assim  reflexões sobre o novo olhar  no governo Renan Filho,de pensar o estado,  a partir da sustentabilidade que contemple os diversos grupos.

Prestigiada a Roda de Diálogo agregou gentes e produziu conversas e resultados  significativos.

Foi um sucesso!

 

 


Postado em 23/02/2017 às 05:46 0

Os meninos pretos, meus alunos, são hoje insignificantes cadáveres acomodados em covas rasas.


Por Arísia Barros

Eu os conheci, ainda meninos, entre 10 e 11 anos, o Daniel e o Cícero.

Foram meus alunos.

Os dois pretos, moradores de um dos bairros mais vulneráveis para jovem preto viver, em Maceió, AL.

Eram bons alunos e  trazia na bagagem diária suas histórias de vidas substantivas/subversivas.

Eram bons meninos e traziam consigo caminhões de sonhos. Sonhavam com o futuro, ( todos nós sonhamos),  mas, o presente os encontrou bem antes.

 As  descobertas da vida  periférica abriram  buracos fundos de experiências marginalizadas, e com histórias de vida diferentes,  e o racismo desenfreado, internalizado e consentido nas Alagoas dos Palmares,a morte os enlaçou.. Ambos pretos. Ambos meus alunos.

Os meninos pretos, meus alunos, são hoje insignificantes cadáveres acomodados  em covas rasas.

Relegados as extremidades da história, como água empoçada.
Estão mortos, antes dos 20 anos.
Eita, Zumbi!


Postado em 19/02/2017 às 08:17 0

A Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo" apresenta sua programação.


Por Arísia Barros

Dia 21 de fevereiro, das 9 às 13 horas, o Instituto Raízes de Áfricas, com apoio do governo do estado de Alagoas promove a Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo", das 9 às 13h, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares, em Maceió, AL.

Com uma programação diversificada a Roda tem como objetivo propiciar a escuta e troca de experiências, redefinindo e redimensionando a questão racial na sociedade, dando-lhe uma dimensão e interpretação políticas, consubstanciando o debate racial com foco na  abordagem da  sustentabilidade social, econômica, cultural e espacial.

Na abertura da atividade teremos a militante jovem negra, Mirian Soares realizando uma performance afro-poética-artística, como também a exibição de depoimentos do Documentário Abayomi, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e produzido pela TVE Alagoas, que serão comentados por Arísia Barros, Fernanda Monteiro e Mirian Soares.

O convidado que vem de fora é Giovanni Harvey, consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. 

Programação

9h- Abertura da Roda de Diálogos

9h20- Apresentação afro-artística: Eu, poemando- Mirian Sousa- ativista da juventude negra, em Alagoas.

9h30- Exibição do Documentário Abayomi- (Instituto Raízes de Áfricas - TV Educativa-AL)

Múltiplos diálogos sobre racismo, com Arísia Barros, alagoana, faz o exercício cotidiano do ativismo social preto-político, nas Alagoas de Palmares e Fernanda Monteiro, presidente PMDB Afro Alagoas.

-Apresentando  Abayomi, a boneca

10h30- Roda de Diálogos: Leituras Contemporâneas sobre  Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo-

Giovanni Harvey- consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

11h30- Diálogo ampliado

13h30- Lanche/Encerramento

Para se inscrever basta enviar um e-mail, com nome, instituição, contato para raizesdeafricas@gmail.com, ou arisia.barros@gmail.com

Inscreva-se logo, pois as vagas são limitadas.

Haverá certificação.

Mais informações: (82) 3231-4201-98827-3656

 


Postado em 19/02/2017 às 07:46 0

“Você nunca será igual a nós brancos,carrega no sangue o DNA de um escravo e sempre será tratado como tal."- disse a mulher branca.


Por Arísia Barros

Por que o racismo é um ENORME camaleão poliglota. Vai lendo...

 

"Passei aqui na sua casa só para deixar um recadinho, "fada dos doces" como tem gente cínica, você sabe que a maioria das pessoas branca, não gostam de gente de cor como você, pena que poucas tem coragem que tenho, a maioria diz não ser racista, a verdade é que nem um branco dá o mesmo valor a uma pessoa de cor. Você nunca vai ganhar como um branco, nunca terá o mesmo valor de um branco, nunca será recebida igual uma de nós branca, tenho um conselho para você. Aceita que é melhor você nunca será igual a nós brancos, carrega no sangue o DNA de um escravo e sempre será tratado como tal...."

Janete Martins, moradora de Araucária também conhecida como "Fada dos doces", recebeu em sua residência uma suposta cliente que teria ido até lá para encomendar alguns doces. A mulher então questionou quem seria a proprietária e Janete relatou que ela era a proprietária. A mulher respondeu que havia recebido indicação de uma amiga e que não sabia que ela era de cor. Janete então respondeu que não era de cor e sim negra mesmo. A suposta cliente então entrou no carro e foi embora.

Na sexta-feira (17) Janete recebeu uma carta que chocou a família, amigos e internautas.

Após o recebimento da carta a filha de Janete fez uma postagem nas redes sociais lamentando muito sobre ocorrido. Janete relatou que está abalada, porém tem recebido apoio de todo o Brasil e até do exterior.

Fonte: https://massanews.com/blogs/policial/plantao-190/doceira-e-vitima-de-racismo-e-recebe-carta-com-ofensas-qomEa.html


Postado em 16/02/2017 às 09:45 0

Com certificação, as inscrições para a Roda de Diálogos estão abertas. Já se inscreveu?


Por Arísia Barros

Acontece dia 21 de fevereiro, a Roda de Diálogos: "Leituras Contemporâneas sobre Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo", das 9 às 13h, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares,em Maceió,AL..

 Idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas e com  o apoio do governo do estado e Federação das Indústrias de Alagoas, a Roda de tem como objetivo redefinir e redimensionar a questão racial na sociedade, dando-lhe uma dimensão e interpretação políticas, consubstanciando o debate racial com foco na  abordagem da  sustentabilidade social, econômica, cultural e espacial.

Na abertura da atividade teremos a exibição de depoimentos que faz parte do Documentário Abayomi, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e produzido pela TVE Alagoas.

Como interlocutor dos diálogos  foi convidado Giovanni Harvey, consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. 

 O Instituto Raízes de Áfricas acredita que para  pensar  desenvolvimento socioeconômico sustentável  é  imprescindível propor e articular  diálogos ampliados  com as questões raciais.

As inscrições para a Roda de Diálogos: Leituras Contemporâneas sobre  Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo já estão abertas.

Para se inscrever basta enviar um e-mail, com nome, instituição, contato para raizesdeafricas@gmail.com

Inscreva-se logo, pois as vagas são limitadas.

Haverá certificação.

Mais informações: (82) 3231-4201-98827-3656

 


Postado em 15/02/2017 às 06:58 0

Até o 20 de novembro construo a 6 de fevereiro, como estrada de acesso à Serra da Barriga - afirma Renan Filho, o governador de Alagoas.


Por Arísia Barros

 

A declaração de Renan Filho aconteceu em almoço receptivo, para  algumas representações do movimento negro em Alagoas,ocorrido dia 06 de fevereiro, no Palácio/Museu Floriano Peixoto, em Maceió,AL.

Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas foi uma das convidadas.

Durante o almoço, cujo objetivo é estabelecer uma agenda de diálogos-políticos,reafirmando a importância das ações afirmativas como meio de reparação à população preta, Renan ressaltou a importância da Serra da Barriga para a construção efetiva da sociedade alagoana e falou para os presentes da real necessidade de revitalizar os caminhos  que levam a um dos capítulos mais significativos da  história do Brasil, através  da construção do acesso.

“Precisamos valorizar a Serra da Barriga como patrimônio, criando estrutura lá em cima, e trazendo gente para conhecê-la,para que  assim possamos gerar o  turismo cultural , histórico e sustentável com a criação de empregos e renda.Sem a estrada, ninguém consegue chegar lá de forma tranqüila e conseqüentemente o turismo não acontece” - ressaltou.

E apontando para o Secretario de Transportes e Desenvolvimento Urbano, o engenheiro Mozart Amaral  disse :Essa é sua responsabilidade, viu Mozart. Quero o acesso pronto até o dia 20 de novembro.

Com extensão de 8 km, a via reestruturada pretende faccilitar o acesso  dos moradores e visitantes, como fomentar o turismo em toda região. 

Ao final do almoço, Arísia Barros, propôs ao governador que o próximo encontro de diálogo com o movimento negro envolva as muitas e diversificadas representações de pret@s em Alagoas,principalmente a juventude e a periferia.

Quem sabe encher o Estádio Rei Pelé para esse diálogo, governador?- insistiu ela.

Renan Filho ressaltou que, juntar  tanta gente , talvez não produza  resultados tão efetivos, e fechou a questão em 200 pessoas.

Participaram do almoço a secretária da Cultura Mellina Freitas e o secretário de Comunicação, Enio Lins.

O almoço-recepção aconteceu na data em que se relembra a última batalha do Quilombo dos Palmares em Alagoas,ocorrida em 6 de fevereiro de 1694.

O Quilombo dos Palmares resistiu por quase um século, tornando-se o maior centro de resistência negra no colonialismo.

Possivelmente,a data  6 de fevereiro, dará  nome a estrada a ser construído, como acesso  a Serra da Barriga, pelo governo de Alagoas.


Postado em 14/02/2017 às 22:18 0

Nos 200 anos de Alagoas, Instituto Raízes de Áfricas, propõe discussão sobre sustentabilidade preta.


Por Arísia Barros

 

 O Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio do governo do estado e Federação das Indústrias de Alagoas, realiza dia 21 de fevereiro, a Roda de Diálogos: Leituras Contemporâneas sobre  Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo, que acontece, das 9 às 13h, na Sala dos Conselhos do Palácio República dos Palmares.

 A Roda de tem como objetivo redefinir e redimensionar a questão racial na sociedade, dando-lhe uma dimensão e interpretação políticas, consubstanciando o debate racial com foco na  abordagem da  sustentabilidade social, econômica, cultural e espacial.

Como interlocutor dos diálogos  foi convidado Giovanni Harvey, consultor em Políticas Públicas, Programas e Projetos de Ações Afirmativas, diretor da Incubadora Afro Brasileira e ex-secretário Executivo da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. 

 O Instituto Raízes de Áfricas acredita que para  pensar  desenvolvimento socioeconômico sustentável  é  imprescindível propor e articular  diálogos ampliados  com as questões raciais.

As inscrições para a Roda de Diálogos: Leituras Contemporâneas sobre  Imaginário, Sociedade, Racismo e Empreendedorismo já estão abertas.

Para se inscrever basta enviar um e-mail, com nome, instituição, contato para raízesdeafricas@gmail.com

Inscreva-se logo, pois as vagas são limitadas.

Mais informações: (82) 3231-4201-98827-3656

 


Postado em 12/02/2017 às 10:34 0

Em Alagoas, Luislinda Valois,ministra dos Direitos Humanos, encontra Arísia Barros.


Por Arísia Barros

O convite me chegou via celular, às 10h da manhã do sábado, através de Camila, assessora da recém empossada ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois.

Segundo ela a ministra convidava para um momento de conversa sobre ações afirmativas, no hotel onde está hospedada, no bairro da Pajuçara, em Maceió,AL.

Acompanhada de Fernanda Monteiro, presidente do PMDB Afro alagoano fomos ao encontro da ministra.

Foi uma conversa  topicamente diversa.

Agregamos valor e solicitamos adesão do Ministério  a campanha pela liberdade de Rafael Braga, preso, arbitrariamente, por portar uma garrafa de Pinho Sol, no Rio de Janeiro.

Propusemos a ministra uma política de estado para os egressos do sistema socioeducativo.

Falamos sobre a criação do Fundo Estadual para Igualdade Racial e da inserção, pioneira  e diferencial da Secretaria de Estado da Fazenda, através de George Santoro na amplitude das  discussões.

A ministra iniciou a fala afirmando  que o maior objetivo da vinda dela a Alagoas foi  discutir a inclusão do Estado de Alagoas no Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – SINAPIR-SINAPIR e a partir daí discutir, politicamente, as vulnerabilidades raciais.

A agenda da misnitra em Alagoas  consiste ainda, em visita a Serra da Barriga, neste domingo, como também 

 reuniões, na segunda-feira, 13/02, com o Governador do Estado, Renan Filho, Secretário de Estado da Segurança, Lima Júnior e Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos.

Acompanham a ministram, o  assessor especial Juvenal Araújo e Camila.

Como fomos nós  a anfitriã primeira da ministra na terra de Palmares demos às boas vindas.

Seja bem vinda a Alagoas, Luislinda Valois e que o trabalho seja produtivo, inclusivo e sobretudo afirmativo.