Raízes da África
Raízes da África

Postado em 24/10/2016 às 19:44 0

Com apoio institucional do Governo de Alagoas, Fundação Cultural Palmares e FIEA, o I Ciclo sobre a Educação Antirracista, aconteceu em São Paulo.


Por Arísia Barros

Com o objetivo de fazer uma reinterpretação social do machismo e racismo que são estruturais e sistêmicos, e se perpetuam a partir da falta de conhecimento, como também substanciar a  discussão sobre a educação antirracista (leia-se Lei nº 10.639/03), o I Ciclo Pedagógico de Discussão sobre a Educação Antirracista fez sua estréia, na tarde da quinta-feira, 20/10, em São Paulo, no bairro da Mooca.

A Lei nº10. 639/03 torna “obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-brasileiras” nas escolas públicas e privadas dos ensinos fundamental e médio, garantindo aos estudantes brasileiros o direito a conhecimentos sobre a “História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional”

O I Ciclo, iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas,  contou com o apoio institucional do governo do estado de Alagoas, SEFAZ e SEPREV, Federação das Indústrias do Estado e Fundação Cultural Palmares.

A ação se deu no auditório da Escola Técnica Camargo Aranha , no bairro da  Mooca, cidade de São Paulo, e  reuniu cerca de 150 alun@s e o corpo docente  instituição.

A palestra ministrada pela  coordenadora  do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros,foi  conduzida mais como um diálogo do que como uma exposição,  estabelecendo assim uma proximidade maior com os jovens presentes. O público estudantil se manifestou, a partir da formulação de perguntas que giravam em torno de temas, como auto-estima, cotas, intolerância, racismo, dentre outras.

Para substanciar o debate o vídeo dos depoimentos Abayomi  https://www.youtube.com/watch?v=iGF-m2Yj6aU&feature=youtu.be foi exibido para o público.

A diretora Márcia Dias considera  que ação da palestra representa uma verdadeira  aula de descobertas dos territórios negros e suas histórias.

O professor de História, da Escola Celso aproveitou a oportunidade para reafirmar a necessidade de aprofundar o exercício pedagógico sobre o racismo no ambiente escolar. Ele asseverou que é importante o desenvolvimento de  ações que combatam o racismo, de uma forma contínua.

Segundo Lucas Rafael, representante da  turma 3MC da Escola Técnica Camargo Aranha: “ A palestra em questão para os alunos da escola FOI de suma importância, pois, nos ajudou a entender melhor sobre a ideologia de gênero presente no Brasil e em especial sobre feminismo negro, a partir da fala da senhora, reconhecida ativista das questões raciais, aprendemos.."

Segundo o professor Celso, o I Ciclo Pedagógico de Discussão sobre a Educação Antirracista terá prosseguimento em 2017.

Participaram da ação o jornalista  alagoano de Murici,AL, Cícero Gomes e a ativista alagoana da da juventude negra, Fernanda Monteiro.


Postado em 21/10/2016 às 21:59 0

Conheci pessoalmente a ativista Luh Souza citada como referência preta pelo The New York Times.


Por Arísia Barros

Luzia Souza, conhecida no facebook como Luh Souza, idealizadora da página: As Ultimas Palavras de Jovens Negros e da página História Preta Fatos e Fotos ,  uma inspiração, por sua qualidade e singularidade.

A História Preta Fatos e Fotos  apresenta conteúdo extremamente bem construído e diversificado, cobrindo tanto o Brasil como outros países.

Luh é a  a mulher que está por trás do teste do pescoço.

O teste do pescoço construído em parceria com o professor Francisco Antero foi citado pelo The New York Times, em 2015, como métrica para investigar se Existe racismo no Brasil.

The New York Times (por vezes abreviado para NYT) é um jornal diário estadunidense, fundado e publicado continuamente em Nova York desde 18 de Setembro de 1851, pela The New York Times Company. O The New York Times ganhou 117 prémios Pulitzer, mais do que qualquer outra organização de notícias

O Teste consiste em contar o número de pessoas brancas e negras em papéis diferentes em circunstâncias diferentes. Estique o pescoço em uma joalheria, por exemplo, e conte quantos vendedores são negros, e então conte quantos são clientes. Ou espie em uma escola particular cara e conte quantos alunos e professores são negros, e quantos são serventes.

E Luh é referência do protagonismo das muitas lutas na valorização do povo preto, em São Paulo e foi  essa guerreira negra, amiga do facebook, que tive  a honra de conhecer, pessoalmente.

Gratidão, Luh, pela partilha, experiências e  aprendizado.

Caminhemos!


Postado em 20/10/2016 às 09:24 0

Coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, fala sobre feminismo negro para alunos da Mooca, em São Paulo.


Por Arísia Barros

A coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, recebeu convite de Lucas Rafael, representante da  turma 3MC da Escola Técnica Camargo Aranha,na  Mooca, São Paulo, tendo como objetivo participar da  Roda de Conversa sobre Feminismo Negro e a Violência contra  a Mulher, organizada pela turma, e  que acontece, na sede da escola hoje, no dia 20 de outubro.

A palestra em questão para nós será de suma importância, pois nos ajudará a entender melhor sobre a ideologia de gênero presente no Brasil e em especial sobre feminismo negro, a partir da fala da senhora, reconhecida ativista das questões raciais - salienta Lucas.

Arísia Barros pretende fazer, a partir das experiências, fazer uma reinterpretação social do machismo e racismo que são estruturais e sistêmicos, e se perpetuam a partir da falta de conhecimento, como objetivo substanciar a  discussão sobre a educação antirracista ( leia-se Lei nº 10.639/03).

Participam, ainda, da palestra dois alagoanos residentes em São Paulo, o jornalista de Murici,AL, Cícero Gomes e a ativista da juventude negra, Fernanda Monteiro.

 


Postado em 16/10/2016 às 10:07 0

As mulheres negras são as mais vitimadas pela violência sexual. Não é um fenômeno. Faz parte de uma estrutura.


Por Arísia Barros

 

Um pequeno trecho da entrevista de Djamila Ribeira, ao jornal El País.

Djamila é  pesquisadora na área de Filosofia Política e feminista, também,secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.

"Uma pesquisa da UNICEF chamada Violência Sexual mostra que as mulheres negras são as mais vitimadas por essa violência. Não é um fenômeno. Faz parte de uma estrutura. Se for pegar o contexto histórico do Brasil, a gente tem um país com mais de 300 anos de escravidão, uma herança escravocrata. E que no período da escravidão as mulheres negras eram estupradas sistematicamente pelos senhores de escravo. Quando a gente fala de cultura do estupro é necessário fazer essa relação direta entre cultura do estupro e colonização. Tudo está ligado, um grupo que combina a dupla opressão: além do machismo, sofre o racismo. Claro que todas as mulheres estão vulneráveis, suscetíveis a essa violência sexual. Mas quando a gente fala da mulher negra existe esse componente a mais que é o racismo. Existe também essa questão de ultra-sensualizar a mulher negra, colocar ela como objeto sexual, como lasciva... São tão desumanizadas que até a violência contra elas de alguma forma se quer justificar. Se eu luto contra o machismo, mas ignoro o racismo, eu estou alimentando a mesma estrutura."  

 

Fonte: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/07/14/politica/1468512046_029192.html?id_externo_rsoc=FB_CC


Postado em 15/10/2016 às 10:14 0

Alagoas tem sua primeira miss preta. É Kassynara Cassiano, Miss Brasil Internacional 2016.


Por Arísia Barros

Alagoas se destacou no cenário nacional, durante o concurso de Miss Brasil Internacional, que aconteceu de 11 a 15 de outubro, no Espírito Santo.

Alagoas tem sua primeira miss preta!

Ela é cirurgiã-dentista, modelo e primeira mulher preta a representar Alagoas, em um concurso de beleza, na Europa.

 Kassynara Cassiano é seu nome e recebeu o título de Miss Brasil Internacional  e vai à Europa representar o país no concurso internacional.

A alagoana conquistou mais dois títulos, no certame: o de Miss Popularidade e Miss Photo Model. 

Economica nas palavras, a  nova Miss Brasil Internacional  sintetiza a vitória: "Muito feliz"!

Candidatas dos 26 Estados mais o Distrito Federal concorreram ao importante título sendo avaliadas nos quesitos como desfile de passarela, popularidade, comportamento social, beleza, simpatia e nos trajes típicos, de banho e de gala.

Kassynara Cassiano foi preparada por Juliana Rocha, coordenadora estadual do concurso, com assessoria de Bruno Cassiano, contou, também como o apoio de diversos profissionais de beleza e moda.

 

​O que é o Concurso.​

Segundo Flavio de Holanda,  Diretor Presidente Visual Fashion Brasil e coordenador do concurso no Brasil: "Todos os anos o evento acontece no Brasil, elegendo os finalistas para a etapa internacional. O principal objetivo do Miss Brasil Internacional, é promover a cultura e paz mundial,  realizando um grande intercambio entre os estados e os países do mundo.”

Um dos critérios do concurso é incentivar o ativismo de  causa  e trabalhos sociais, os quais   serão atribuídos pela Organização Internacional, sendo estes principalmente para o benefício das famílias que participaram e envolveram direta e indiretamente em catástrofes, problemas sociais, violência doméstica e contra o preconceito de qualquer gênero.

​Como miss Brasil Internacional, Kassynara Cassiano tem como tarefa maior a elaboração de proposta de projeto-Paz para ser apresentado à Organização das Nações Unidas (ONU). Como também, cumprirá uma extensa agenda de atividades estabelecido pela organização  Nacional e Internacional.

 Dentre elas está  excursões para diversos os países que a  solicitem, a fim de cumprir os objetivos da Organização, que são os laços culturais e de paz para o mundo

 


Postado em 14/10/2016 às 19:48 0

Tripulação quase deixa passageiro morrer por não acreditar que mulher negra pudesse ser médica.


Por Arísia Barros

Quando viu que um passageiro, duas fileiras à sua frente, havia perdido a consciência e precisava de atendimento imediato, a obstetra e ginecologista americana Tamika Cross fez o que se espera de qualquer médico: imediatamente se prontificou a atende-lo.

O que ela não esperava era esbarrar em uma doença mais difícil de curar do qualquer mal súbito: o preconceito. Tamika é negra, e aparentemente não se encaixa na imagem que se imagina de um médico.

Em um post no Facebook ela contou todo o ocorrido, em um vôo da companhia aérea Delta. Diante de um pedido de socorro da mulher do homem desacordado, Tamika se ofereceu para atendê-lo imediatamente. Uma comissária de bordo, no entanto, primeiramente sequer considerou a oferta e, quando enfim compreendeu que se tratava de uma profissional para atendê-lo, iniciou um verdadeiro interrogatório, como que para comprovar que se tratava de fato de uma médica.

“Eu levantei minha mão para lhe chamar a atenção. Ela me disse: ‘ah, não, querida, abaixe sua mão, estamos procurando por um médico ou uma enfermeira ou alguém que possa atendê-lo, não temos tempo de falar com você. Eu tentei lhe informar que eu sou médica, mas continuei a ser cortada com comentários condescendentes”, conta Tamika em seu post.

A cena continuou, enquanto o passageiro seguia necessitando de atendimento urgente. “Ela disse: ‘ah, você é de fato médica? ’”. Eu respondi que sim. Ela disse: “Deixa eu ver suas credenciais. Que tipo de médica você é? Onde você trabalha? Onde estava em Detroit? (Por favor, lembrem-se que o homem seguia precisando de ajuda e ela estava bloqueando o corredor impedindo que eu sequer ficasse em pé enquanto me bombardeava com perguntas”.

Outro médico ofereceu ajuda, que foi imediatamente aceita, sob a justificativa de que “ele tinha credenciais” – que evidentemente não foram mostradas em momento algum. Aparentemente o homem simplesmente “parecia” um médico, mais do que uma mulher negra. O paciente melhorou e ficou fora de perigo, e a comissária não só pediu imensas desculpas à médica como ofereceu milhas como uma indenização por seu lamentável comportamento.

Todo tipo de preconceito de fato torna-se responsável, direta ou indiretamente, por maus tratos e mortes em contextos diversos. Esse caso ilustra não só a absoluta ignorância mas também o perigo de se discriminar alguém por qualquer que seja o motivo – as conseqüências podem ser fatais.

 Fonte:  Redação Hypeness

@hypeness_combr


Postado em 12/10/2016 às 20:41 0

Francisco é seu nome.


Por Arísia Barros

O menino chegou a casa com um saco pardo cheiinho de guloseimas. Ele ganhou na festa da rua. Tinha oito anos e já carregava consigo a consciência da partilha.

O menino chegou a casa depositou na mesa, o conteúdo do saco pardo e dividiu-o em sete porções. Eram sete crianças que habitavam no barraco de plástico, uma bolha abrasante de calor no verão e friorenta no inverno, mas, nada disso, agora, importava para o menino, finalmente, ele teria algo para os irmãos no dia das crianças.

O menino preto que carregava o saco pardo só tinha oito anos.

Após, a divisão chamou pela mãe que aparece esbaforida, uma mulher com a curva da tristeza  sobraçando os olhos que vêem o mundo sorriso.

A mulher abriu um sorriso do tamanho do mundo ao ver a divisão em cima da mesa, as lágrimas  teimosas invadem seus olhos, e ela abraça o filho, de uma forma protetora, agradecida. Antes de desabraçá-lo depositou um beijo na cabeça da criança.

A mãe amava aquele menino, não que não gostasse dos outros filhos, mas, aquele era especial. Um anjo mandado por Jesus.

Um anjo que a protegia e fazia às vezes de homenzinho da casa, e ele só tinha oito anos.

Começou a pegar carrego na feira aos cinco anos, sem ninguém sugerir. Está na escola, mas,  não tem muita intimidade com as letras. A pobreza extrema, a ausência paterna e a quantidade de gente dentro do barraco, forçavam o menino a pensar como gente grande, e ele, resolveu arrumar um trabalho para ajudar a mãe.

A mãe dele precisava de ajuda.

E o silêncio da reflexão da mãe é quebrado por vozes infantis de quatro meninos, Manoel, José, Cícero, Lúcio e as três meninas  Maria, Margarida, Márcia. Por um momento as paredes plásticas do barraco se iluminam, os sons invadindo os espaços ocos de alegria.

 E o menino de nome Francisco, os agasalha no dizer:- Feliz dia das crianças e oferece a cada um, o muito que tinha conseguido.

Francisco é seu nome.


Postado em 09/10/2016 às 08:49 0

Presidenta Nacional da Unegro, Ângela Guimarães e militantes são detidas pela Guarda Municipal, em Salvador.


Por Arísia Barros

 

Quem nos conta a notícia em sua página no  facebook  é a Secretária da de Políticas para as Mulheres da Bahia e também Secretária Nacional de Combate ao Racismo e Presidente do PCdoB Salvador, Olivia Santana: "É arbitraria, absurda e inaceitável a atitude da Guarda Municipal, que nesta madrugada conduziu para a delegacia a socióloga e presidenta nacional da Unegro, Ângela Guimarães, e a militante Kadine Bárbara. Os agentes da guarda estavam realizando mais uma, das suas cotidianas operações de perseguição e remoção dos ambulantes do Rio Vermelho, nesta nossa capital do desemprego, e se sentiram incomodados porque Ângela e Kadine estavam registrando a ação truculenta deles. Eles não ostentavam nenhuma identificação, ao contrário do que manda a Lei. Exigiram os documentos de Ângela Guimarães e Kadine Bárbara, que solicitaram também que os mesmos se identificassem. Foi o suficiente para que eles jogassem as duas na viatura e as levassem para a Central de Flagrantes do Iguatemi, acusando-as de desacato.Verdadeiro abuso de autoridade! Estamos tomando todas as providências para liberá-las.Temos que repudiar esse fato humilhante e absurdo."

 

Fonte:https://www.facebook.com/oliviasantana65?fref=ts


Postado em 08/10/2016 às 16:02 0

O estado conseguiu fazer-nos iguais na hora da eleição e do voto, mas desiguais na partilha das riquezas sociais


Por Arísia Barros

Artigo escrito em 20 de fevereiro de 2012 e aqui reproduzido...

 

A mulher usava uma touca de meia calça na cabeça,ao lado duas meninas e um homem, tudo levava a crer, pelos gestos de intimidade, ser o marido.
Eram nove horas da manhã, na Cidade Sorriso, de um domingo bisonho, com cara de madrugada. A chuva menina com pequenas gotículas, aqui e acolá, fazia a manhã ficar preguiçosa.
A mulher com as duas meninas e o homem que parecia ser marido estavam sentados à beira da grama de um requisitado hotel da orla de Maceió, conversavam, em um diálogo alimentado por um pequena garrafa de aguardente e uma posta de peixe, embrulhada em papel. Beliscavam o petisco com a veneração de mesa farta.
As meninas tomavam um raso café em copos de plásticos e ouviam atentas a conversa dos supostos responsáveis com outro homem. A mais velha deveria contar entre oito a doze anos, vestia calça cor de rosa com uma blusa azul de mangas laranja. A outra menina, entre cinco e oito, vestia short vermelho e camisa de cor indefinida, com mangas também coloridas.
Portavam o colorido desordenado da pobreza que se abriga em vestes alheias jogadas no “mato”. As duas meninas apresentavam uma sujeira corporal de dias, a mulher que parecia ser a mãe servia de modelo às crianças.
O homem com aparência gestual de marido já trazia no semblante os estragos provocados pela vida regrada sob o sol da miséria e do álcool.
Na manhã de domingo, dia de reunir a família cristã em torno da mesa posta do almoço, a mulher de touca de meia calça na cabeça promovia uma reunião pública com sua família , as nove horas da manhã, em torno de uma garrafa de aguardente e uma posta de peixe embrulhada em papel, na orla paradisíaca da grande Maceió, capital marcada pela pobreza, de sua ampla minoria minorizada. 
Pobreza acima da média do Nordeste, em um estado-Alagoas- que agrega uma das populações mais pobres, entre os pobres do Brasil. Uma multidão anônima que vive graças às políticas federais e de transferência de renda. 
Alagoas é um estado federalizado celebrando, continuadamente, a distância exagerada entre o bem estar comum e a mera sobrevivência coletiva.
No domingo sem o brilho esplendoroso do sol a família, desgarrada das políticas públicas imprimia uma imagem anêmica à paisagem social.
E o olhar naturalizado da média alagoaneidade sem interpretar que a violência surge como uma resposta a ausência do contrato estatal com o bem estar da população tutelada, reclama indignada:
Bando de cheira-cola!!
O estado conseguiu fazer-nos iguais na hora da eleição e do voto, mas desiguais na partilha das riquezas sociais e adversários de nós mesmos, como uma massa de pequenas pessoas invisíveis e despolitizadas.
Ególatras seres sociais estamos, hoje, sós em nossas ilhas nucleares.
E no domingo da família cristã continuamos nos reunindo à mesa do almoço com nosso umbigo.
Trancafiad@s!


Postado em 08/10/2016 às 09:38 0

Leio seus textos e me inspiro. Os reproduzo e os levo para sala de aula- diz professor da Universidade do Mato Grosso.


Por Arísia Barros

Bom dia Cara Arísia.
Belas manhãs
Infelizmente ainda não a conheço pessoalmente, mas já a conheço de longa data daqui mesmo, desses fóruns em que insistimos em participar.
Meu nome é Paulo Alberto, professor da Universidade do Estado de Mato Grosso. O mesmo Mato Grosso que elegeu o deputado-que-se-refere-a-autoridade-do-STF-como-moreno-escuro. Em verdade, cara Arísia o termo "moreno", negação da história da população negra nesses territórios é cultivado aqui e lá, MT e MS, que tem sua capital conhecida como "Cidade Morena".
Leio seus textos e me inspiro. Os reproduzo e os levo para sala de aula. Fotocopio em quantidades absurdas e os distribuo e assim vamos problematizando o que se pretende eterno.
Farei o mesmo com este texto e quem sabe dia desses não aprovamos um projeto e você vem para essas terras também de Cabral e de bispos e de padres, mais recentemente de pastores (os alemães da polícia militar e os pentecostais).
Sigamos juntos nossos caminhos.
Meus agradecimentos
Pelo diálogo com tod@s @s orixás que caminham e nos cuidam de lá, de lá do Olurum

Abraços onde há braços

Paulo Alberto Santos Vieira
Universidade do Estado de Mato Grosso


Postado em 03/10/2016 às 22:16 0

Secretário da Fazenda, em Alagoas investe na reinserção de 150 reeducand@s, por meio do trabalho.


Por Arísia Barros

O carioca George André Palermo Santoro é secretário de Estado da Fazenda  do estado de Alagoas.

A Secretaria da Fazenda é um órgão da administração direta do Poder Executivo, responsável por auxiliar o Governador do Estado no planejamento, execução e avaliação das políticas financeira, contábil e tributária do Estado de Alagoas..

É uma secretaria extremamente técnica e faz parte do núcleo, considerado, duro do governo, que pensa as políticas de um modo racional.

Entretanto, George investe numa agenda atípica ao cargo que ocupa.

Uma agenda que amplia a visão tradicionalista do direito, que instrumentaliza a política econômica, agregando a esta uma dimensão emancipatória.

Uma política emancipatória endereçada a grupos socialmente vulneráveis, enquanto vítimas preferenciais da exclusão, como  reeducand@s do sistema prisional.

A Secretaria da Fazenda, em uma iniciativa pioneira de parceria com a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), contratou há cerca de um ano, 150 (cento e cinqüenta) reeducand@s do Sistema Prisional.

"Fomos a primeira secretaria a contratar os reeducandos e  essa primazia não foi uma experiência fácil. Aconteceram resistências de vários setores da sociedade, mesmo assim bancamos e enfrentamos e depois de seis meses as coisas normalizaram"- afirma George.

Presente a reunião, Aninha, que é uma das reeducandas contratadas pela SEFAZ intervem: “Trabalhar aqui significa muito, a maior oportunidade da minha vida. Agora posso voltar para a sociedade. E nos empregar é uma boa oportunidade que o estado tem de minimizar a violência. Eu não quero sair daqui, o secretário e a Renata nos tratam muito bem. Gosto muito daqui."

E George complementa: "A iniciativa é fundamental para o trabalho de reintegração à sociedade. Aliado a isso  podem reduzir  três dias da pena. Na verdade o projeto tem papel transformador na vida dessas 150 pessoas, nossos parceiros de trabalho", sintetiza o secretário.

 

 

 

 

 

 

 


Postado em 02/10/2016 às 02:02 0

A miss Brasil, 2016, é preta, e do Paraná, considerado um dos estados mais brancos do Brasil.


Por Arísia Barros

 

E no sábado, 1 de outubro, aos 21 anos, a estudante de marketing Raissa Santana, do Paraná, foi eleita Miss Brasil.

Raissa Santana  representou o estado do Paraná no concurso   Miss Brasil 2016, realizado no estado de São Paulo,  e a   candidata  saiu vencedora e irá suceder Marthina Brandt, a Miss Brasil 2015 .

Santana é a segunda negra coroada Miss Brasil Universo em todos os tempos! A primeira (e única até então) foi Deise Nunes, em 1986; há exatos 30 anos.

Quando defendeu seu nome junto aos jurados do concurso, Santana fez exaltação à beleza negra.

Representante de um estado considerado um dos mais brancos do país, Raíssa, afirma: ‘Estou muito feliz por ter conquistado esse título e por poder representar a beleza negra e incentivar meninas que têm o sonho de ter alguma coisa, de conquistar, de ser uma modelo, de ser uma miss... Agora, quero incentivar essas meninas e mostrar para elas que elas podem”,

A vencedora ganhou uma viagem para a Itália, além de um conjunto de ouro branco cravejado de brilhantes e gemas de topázio da Vivara. Ela também levou um Kia Picanto 2017 zero km, um contrato com a Polishop no valor de R$ 100 mil e uma viagem para Cartagena, na Colômbia, com direito a acompanhante.

Deise D’anne do estado do Maranhão foi a 3ª vendecora.

Também é preta..