Raízes da África
Raízes da África

Postado em 14/04/2017 às 16:51 0

O feminicídio estrutural,sistêmico e naturalizado em Alagoas,mata muito,muito mesmo, Excelência Renan Filho.


Por Arísia Barros

 Desde 1º de janeiro deste ano até a data presente, segundo a Secretaria de Segurança Pública,Al, quarenta e seis mulheres(?) foram mortas, em Alagoas e segundo estatísticas nacionais, Alagoas é o segundo estado do Brasil, onde  a violência contra a mulher é crescente.
 Quando  uma mulher é morta pela condição de ser mulher, associado a isso questões como menosprezo, sentimento de perda do controle e da propriedade( pelos homens), comuns em sociedades marcadas pelo machismo, o nome disso é feminicidio. E o feminicidio tem matado muitas mulheres nas Alagoas dos Marechais, Excelência.
Tomando por base os resultados do Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, o  feminicídio (assassinato por motivação de gênero) entre mulheres negras subiu para 54% na última década. Entre mulheres brancas, caiu 9%, embora os números ainda sejam alarmantes. Mas se a queda de 9% dos assassinatos de mulheres brancas não significa muito, imaginem então o aumento de 54% dos crimes fatais contra mulheres negras.
É preocupante e crescente a negligência institucionalizada em relação às altas taxas do feminicídio e os  níveis de tolerância/naturalização social dessa violência . 
É urgente que o Estado de Alagoas estabeleça   providências, em resposta as agressões/machismo que se perpetuam até culminar no extremismo do assassinato.
São muitas mortes anunciadas e urge que o Estado se instrumentalize para  coibir o problema e garantir  com a adoção de política de estado a proteção à vida.
Existe, em seu governo, Excelência,algum orgãos ou Secretaria que trate da  criação de políticas publicas de prevenção, combate e reeducação à violência contra a mulher?
O feminicídio mata muito, em Alagoas, principalmente as mulheres pretas e pobres,cuja  taxa  de homicídios  é mais que o dobro da de mulheres brancas.
Quais são essas políticas existentes,em Alagoas,  que assegurem que as vidas de milhares de mulheres  deixem de ser estatísticas alarmantes,Excelência?

Qual o Planejamento estratégico que tem o Governo do estado de Alagoas, para a inclusão da dimensão racial nas políticas públicas, adoção de ações afirmativas voltadas para o combate ao racismo, xenofobia, intolerância religiosa e suas lacunas mortais, Excelência?
Qual é a estratégia estatal para decompor, com educação e ações eficazes e eficientes,   a internalizada e naturalizada ideologia racista/machista que violenta o corpo da mulher?
A imobilidade é a qualidade dos mortos e politicamente o Estado de Alagoas precisa reagir ao feminicídio estrutural,sistêmico e naturalizado, que mata muito, muito mesmo.
Reagiremos, Excelência?


Postado em 14/04/2017 às 12:42 0

Mais um crime levou crianças e adolescentes alunos de escolas da rede pública a um cemitério para enterrar amigos. A PM continua seu trabalho diário de sabotar o futuro.


Por Arísia Barros

Palavras de um professor do Wesley no Ensino Fundamental:
"Hoje acordei com uma notícia que eu gostaria que fosse mentira. Um ex-aluno meu, do sétimo ao nono ano, de 15 anos, chamado Wesley de Paula foi morto, levando vários tiros nas costas, numa "ação policial" na noite do último domingo no Morro do Fallet, no Rio Comprido, Região Central do Rio.
Eu fui professor desse garoto desde que ele tinha 12 anos e tenho certeza absoluta de que ele não tinha nenhum envolvimento com o tráfico. Conheci o pai dele, que sempre se preocupou com o bem estar do Wesley e por quem eu tenho uma enorme admiração pelo carinho e cuidado que ele sempre teve com o filho.
Essa mensagem além de ser uma homenagem ao Wesley, que era um garoto especial, inteligentíssimo e um talento da dança e da performance (ele adorava Rap, dançava Passinho como um profissional, tinha carisma fora e encima do palco...) além da homenagem ao Wesley, que era um cara especial, esse pequeno texto é um apelo ao povo Carioca e Brasileiro, sobre o rumo que queremos dar a essa cidade e ao nosso país. Blindar escolas, apartheid social, violência policial, nada disso é solução. Você que apoia discursos de ódio, de candidatos como Bolsonaro e cia, se coloque no lugar de quem é pobre, mora numa comunidade, é negro, ou nordestino, índio, homossexual, trans e tantas outras "minorias". Educação é a base pra uma sociedade mais pacífica e é um investimento de médio e longo prazo. Lute pra melhorar a vida de todo mundo, seja social, cultural, econômica ou espiritualmente. Quando a vida de todo mundo melhora, a sua também fica melhor. A Vida do Wesley foi tirada covardemente, mas que essa história nos ajude a repensar o que a gente quer pra nossa vida. São muitas questões pra resolver, mas tenho certeza que a educação de qualidade que deveria chegar a todos, inclusive a quem um dia vai se tornar policial, é a base de uma sociedade mais justa e menos violenta.
Um dia te reencontro na eternidade Wesley! Ainda estou sem acreditar que isso aconteceu com você. Só me resta a certeza da saudade e da necessidade de ajudar a resgatar o amor, que muitos esqueceram e que é necessário e urgente. Sigo aqui como quem perdeu um aluno, um sobrinho de consideração, um amigo que teria uma vida brilhante pela frente."

Fonte: Página do facebook-onir.araujo


Postado em 14/04/2017 às 10:40 0

Somos, nós, pret@s, peças descartáveis de um sistema que ameaça fazer da escravidão uma realidade ao alcance de toda a população.


Por Arísia Barros

 O artista militante de Belo Horizonte,Ricardo Aleixo, nos fala:

 "Cada pessoa negra neste país precisa ser alertada quanto ao papel que a história nos reserva em tempos, como agora, quando já nenhum projeto coletivo, de tipo "democrático", anima o conjunto da sociedade brasileira. Menos que os cidadãos e as cidadãs de segunda classe, que sempre fomos, tornamo-nos peças descartáveis de um sistema que ameaça fazer da escravidão uma realidade ao alcance de toda a população.

Farão, por isso, os do andar de cima, com que aumente a nossa exposição à máquina mortífera do racismo estrutural, ativada pelas polícias militares e potencializada pelo processo em curso de eliminação dos direitos elementares, sob o silêncio empenhado, interessado, quase militante, eu diria, dos representantes daqueles setores historicamente definidos como "progressistas", hoje entregues à tarefa de salvar a própria pele.

Dizer que vejo saídas a curto prazo seria afiançar uma ideia de país que só poderá dar certo se puder continuar a fazer do direito das pessoas negras à vida uma mera hipótese a ser relativizada conforme as circunstâncias. E, sim, admito que tenho dois medos:

1) o de, por expressar tão abertamente o que penso, vir a deixar minhas filhas e meu filho sem pai;

2) o de começar a pensar que, por ser quem eu sou, encontro-me em situação menos vulnerável do que a do rapaz negro, morador de alguma favela daqui ou de qualquer cidade brasileira, forçado a abandonar a faculdade por não dispor do dinheiro para a passagem. Sei que vocês gostariam de pensar que exagero."

Fonte: Ricardo Aleixo- Belo Horizonte


Postado em 11/04/2017 às 13:45 0

Sete homens, médicos e a apologia ao estupro no Espírito Santo.


Por Arísia Barros

Sete homens,quase médicos,se fotografaram em  "pose-brincadeira”, com as calças arriadas.

Sete homens, futuros profissionais de medicina, com especialização na área de ginecologia, da Universidade de Vila Velha no Espírito Santo, publicaram uma foto vestindo simbólicos jalecos brancos e fazendo gestos obscenos, com as mãos, simulando uma genitália feminina, em uma clara instigação ao crime de  estupro.

Serão as mulheres o sujeito passivo da macheza dos futuros profissionais?

Sete  homens trajando jaleco e calças abaixadas até o tornozelo, futuros ginecologistas.

Seu futuro médico?

Sete homens, com a consciência da adultice, de forma consciente e proposital, fizeram a foto polêmica e publicaram no Instagram no domingo 10/04.

Na legenda, os estudantes escreveram as hashtags “Pintos Nervosos” e “MedUVV”.

Sete homens, futuros médicos, seus pintos nervosos” e a apologia ao estupro , em uma Universidade de Medicina de Vila Velha, Espírito Santo.

Como  será que Hipócrates, o Pai da Medicina, dissecaria essa postagem?

Que haja punição!


Postado em 10/04/2017 às 10:12 0

Ser pret@ é fazer parte de um povo que deu origem à humanidade.


Por Arísia Barros

O texto abaixo é de Anin Urase, pan africanista, baiana, e o blog transcreve:

Ser pret@ é descender das Candances. É fazer parte do primeiro povo a surgir da história na humanidade, a norma evolutiva dos hominídeos.

Ser pret@ é fazer parte dos 94% do universo que tem massa escura, e captura pela pele os eflúvios cósmicos solares. É possuir melanina do tipo verdadeira, é ser criador das artes, filosofia, religião, arquitetura, medicina, matemática. Ser preto é descender de uma terra vasta, quente e úmida, matriarcal. É fazer parte do povo que inventou o primeiro código de justiça, o primeiro sistema de valores, as grandes obras ha história da humanidade que até hoje a "ciência" não explica, como as pirâmides de Kemet e as muralhas do Zimbábue.

Ser pret@ é descender do povo que chegou à América cerca de 200 anos ANTES de Colombo (na idade moderna), mas não destruiu nada nem matou ninguém, porque nosso espírito não é de destruição.

Ser pret@ é fazer parte de um povo que respeita a natureza, que cultua os ancestrais, e que deu os fundamentos das grandes religiões do mundo. É aquele povo que abre as portas pra todo mundo, que divide a comida, que tem comida farta, que come junto e com a mão. Que acolhe. Um povo que em suas sociedades pessoas cegas surdas ou epilépticas têm status de oráculo, mensageiros, curandeiros.., e não são jogadas penhasco abaixo como faziam com as crianças com deficiência em Esparta.

É ser inventor da língua, da escrita, dos instrumentos de escrita, do papel, dos livros, das bibliotecas, das universidades e dos templos. Ser preto é ter uma história de 200 mil anos sobre a face da terra (ao contrário de uns e outros com seus parcos 10 mil).

Ser pret@ é tomar um banho de melanina ao ser constituído. É ter sua glândula pineal descalcificada. Por um escorregão, temos uma mancha branca na nossa história de 500 anos que nos fez estar na situação que estamos hoje. Mas são 200 mil anos de história, o que me leva a crer que iremos, sim, voltar ao nosso estado normal - só e somente só, quando nos dermos conta de quem realmente somos. E somos muito mais que opressão.

Podem falar o que for,  a verdade será sempre a verdade. E a verdade é que ser pret@ é fazer parte daquele povo que deu origem à humanidade. Fazer parte disso é privilégio.

Vida longa aos filh@s de Áfricas! Povo da melanina!

Povo escuro como o universo! 

Fonte: Anin Urase


Postado em 09/04/2017 às 15:54 0

Por que a morte da Duda não mexeu com as mulheres do Brasil?


Por Arísia Barros

 

Na tarde da quinta-feira, 30 de março, Maria Eduarda Alves da Conceição, foi morta aos  13 anos, dentro da Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, no Rio de Janeiro, onde estudava.

Duda como os amigos a chamavam deveria estar segura na escola.

Não estava.

Três tiros de fuzil: dois na cabeça e um no quadril mataram a menina, e com ela lá se foi um mundo de sonhos

Um dos sonhos de Maria Eduarda  era ser jogadora de basquete.

Com o basquete, Eduarda, colecionava medalhas e  dizia que  um dia faria parte da equipe da seleção brasileira para dar uma vida melhor à mãe e a família.

Maria Eduarda tinha sonhos...

No Brasil balas-perdidas atingem, certeiramente jovens, em sua grande maioria pret@, pobre e morador@ das periferias.

Eduarda foi morta aos 13 anos pelo poder armado do estado.

Rosilene Alves, 52, a mãe da Duda  desabafou:- Mataram meu bebê.

Por que a morte da Duda não mexeu com as mulheres no Brasil?

#A comoção-no-Brasil-é-seletiva.

 

 


Postado em 09/04/2017 às 14:48 0

“Você prefere que eu te chame de negra ou de preta?” perguntou a diretora da Globo.


Por Arísia Barros

 

Cris Vianna rebate comentário racista de diretora da Globo

 

A atriz Cris Vianna teria rebatido com classe um comentário racista de Maria de Médicis, diretora de novelas da TV Globo, que  teria feito uma pergunta  para a atriz.

“Você prefere que eu te chame de negra ou de preta?”, teria indagado Maria, segundo o jornal “O Dia”.

A famosa, Cris Vianna então, teria respondido: “Eu prefiro que você me chame pelo meu nome”. 

 

Fonte: http://famosidades.com.br/famosos/cris-vianna-rebate-comentario-racista-de-diretora-da-globo.html


Postado em 09/04/2017 às 13:35 0

Aprende uma coisa, meu filho: "A gente não compra as coisas com o dinheiro dos outros"- disse o pai do Vanderlei Lourenço.


Por Arísia Barros

 

 

Quem escreve a primorosa crônica abaixo é do advogado Vanderlei Lourenço, coordenador-geral, do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra, da Fundação Cultural Palmares, em Brasília.


Eu tinha dez anos quando me mudei para Alvinópolis, Minas Gerais para continuar os Estudos. Fui morar com meus avós. Ficava de segunda a sexta. Final de semana era sagrado voltar pra casa. Havia um combinado de pai com Jésus ou Zé de João, que transportavam leite para a cooperativa da cidade. Bastava estar no ponto na hora em que eles saiam. Descia e avisava que pai "pagava depois".

No bairro de minha avó sempre passavam uns carros anunciando todo tipo de coisa para vender. Foi numa dessas que me encantei por um pato de porcelana e imaginei que mãe ficaria contente em tê-lo na sala de nossa casa.
Comprei fiado para pagar na semana seguinte, sob a observação de que não se aceitava devolução.

Fim de semana. Cheguei feliz em casa, carregando o pato. "Gostou, pai?" "Bonito", ele disse. "Comprou com que dinheiro?" Falei que era barato e que ele me daria o dinheiro. Daí, ele me respondeu: "Segunda-feira você leva esse pato e devolve. Você tá na casa de sua avó para estudar, não para ficar comprando coisa supérflua." Gelei. Não podia devolver o pato. Onde eu ia arrumar dinheiro? Meus olhos buscaram mãe e ela: "seu pai já falou..."

Tive uma idéia. Em nosso povoado do Toledo devia ter alguém que quisesse um pato bonito daqueles. Aumentei o preço é saí oferecendo. Casa em casa. O bicho pesando e ninguém queria... Passei pela casa de Zé Cansim e não parei. Estava desanimado: "ele também não vai comprar..." 

Fui à última casa. Donana, minha primeira professora. Achava que ia se interessar. "Bonito", ela disse. Mas, não comprou.

Voltei desolado. O choro entalado na garganta. Passei em frente ao quintal de Zé Cansim. Resolvi parar. Já não tinha nada a perder. Ele pegou o pato, virou de um lado, do outro... "Eu compro." Meu coração pulou! Ele avaliou. Não valia o que eu pedia. Mas, ofereceu, exatamente, o que havia custado. Voltei feliz e agradecido a Zé Cansim pelo resto da vida. Falei com pai sobre a venda. Ele não esboçou reação. Colocou a mão no meu ombro e falou: "Aprende uma coisa, meu filho: a gente não compra as coisas com o dinheiro dos outros."

Aprendi.


Postado em 09/04/2017 às 11:27 0

Advogada, feminista, preta e do Asé representa “Escritório da Mulher”, em homenagem do Instituto Raízes de Áfricas.


Por Arísia Barros

 

O Escritório da Mulher, iniciativa pioneira em Alagoas das advogadas Kandysse Melo e Paula Lopes, oferece assessoria jurídica especializada para atender exclusivamente mulheres. Mulheres advogando por mulheres.

Oferece  serviços de orientação legal e representação jurídica, no contexto de aspectos estruturais e viscerais, como a segregação naturalizada das mulheres, dentro dos territórios da vulnerabilidade social: pret@s, pobres, LGBT e etc e tal.

É o primeiro escritório jurídico, em Alagoas, voltado ao atendimento de mulheres cis e trans.

 O Escritório dialoga e advoga para as  mulheres vitimas de todas as formas da violência/opressão ,como arma de alta letalidade.

Violência que provoca o feminicidio, o genocídio, a intolerância, homofobia, o descarte social e etc e tal.

As advogadas ainda promovem debates gratuitos em comunidades,  sobre a violência contra as mulheres, racismo,  machismo e empoderamento, gratuitamente nas comunidades

E por acreditar nas possibilidades de reinterpretar a história, a partir da representação jurídica e  de um conjunto de grandes transformações sociais, as advogadas Kandysse Melo e Paula Lopes   dão voz às mulheres no Escritório da Mulher.

Yépada!

E pela iniciativa pioneira no 21 de março- Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, a advogada  cível e criminal, feminista,preta, do Asé e lutadora pelos direitos das supostas minorias,  Kandysse Melo, representando o Escritório da Mulher e a advogada Paula Lopes, recebeu a certificação Yépada, uma justa homenagem do Instituto Raízes de Áfricas a essas mulheres- advogadas acreditam, na mudança  a partir dos primeiros passos.

Yépada que dizer, na língua de pretos, ioruba, transformar.

Kandysse Melo recebeu a certificação das mãos da  ativista da juventude preta, em Alagoas e aluna do serviço social da UNIT, Mirian Soares.

Quer entrar em contato com o Escritório da Mulher?

Anota aí os contatos: (82) 9 8168-3533 9 8728-8563 9 9806-1802

@escritoriodamulher

 


Postado em 06/04/2017 às 20:05 0

A política maior de todo Governo deve ser o bem estar social- afirma Olivia Tenório, Secretária Adjunta Especial da Juventude,em Maceió,AL.


Por Arísia Barros

A coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros esteve reunida, na  segunda-feira, 03/04, com a recém-nomeada  Secretária Adjunta Especial da Juventude , Olívia Tenório , na sede da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, em Maceió,AL.

A reunião, solicitada pelo Instituto Raízes de Áfricas, teve como pauta discutir  perspectivas e possibilidades para a implementação  de projetos estruturantes para juventude em Maceió, mais especificamente, a juventude exposta   a vulnerabilidade da pobreza, intolerância  e do racismo.

O Instituto Raízes de Áfricas realiza sistematicamente reuniões/encontros, rodas de conversa buscando estabelecer articulação política, social,como também  a mobilização de experiências e ações das muitas   diferentes  pessoas, segmentos e lugares, para  inspirar debates , reflexões, na  construção de um marco de referência.

A Secretária Adjunta Especial da Juventude, Olívia Tenório falou sobre a importância dos territórios e  suas práticas, espaços de participação  dos jovens.

"Estamos, ainda tomando ciência dos espaços e coletivos, ações, experiências e protagonismos existentes, para só a partir daí, fortalecer, cada vez mais essa necessidade de transformar tudo isso em diálogos institucionais, com a população, visando a efetivação das políticas de estado."

Durante o encontro foi acordada a elaboração de estratégias para a manutenção do diálogo social como ponte para implementação de políticas estruturantes para jovens pretos, no município de Maceió.

E Olivia sintetizou: "A política maior de todo governo deve ser o  bem estar social".


Postado em 04/04/2017 às 20:13 0

Falar sobre estupro de meninos é tabu social.


Por Arísia Barros

Os meninos também são vítimas de estupros e  existe uma falta de serviços, suporte e os sistemas jurídicos, em Alagoas,  que acolham vitímas do sexo masculino que sofrem   esse tipo de violência sexual- afirmou a promotora de Justiça Micheline  Tenório, do Núcleo de Saúde, do Ministério Público Estadual, em Alagoas.

Falar sobre estupro do sexo masculino  é controverso e  gera um silêncio profundamente estigmatizado.

Do silêncio surge o tabu.

São raras as  discussões/pesquisas sobre estupro masculino.

 Homens estuprados  é um problema subestimado, ignorado  pelas muitas entidades que trabalham com violência sexual e de gênero, voltadas para ajudar mulheres.

A violência sexual contra meninos precisa ser melhor observada. Meninos abusados precisam de cuidados, pois, além da violência física, sofrem, a pressão social devido a “perca” da  masculinidade.

Com a Lei 12.015/2009, o artigo 213 do Código Penal foi alterado, substituindo a expressão "mulher" por "alguém". Logo, o homem também pode ser vítima de estupro.

"Segundo estatísticas produzidas pelo Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ-2013) sobre os casos de vítimas do sexo masculino revela semelhanças com os de meninas e mulheres: 57,9% dos 880 estupros de pessoas do sexo masculino, ano passado, foram praticados contra garotos de 0 a 11 anos. Se somada a faixa etária de 12 a 17 anos, o percentual salta para 78,6% dos casos. O levantamento, feito a pedido do GLOBO, é inédito e mostra que 55,2% das vítimas eram negras e pardas. Brancos representam 32,8%, e em 12% dos registros o campo relacionado à etnia não foi preenchido.”

Existe uma cultura de esconder e minimizar esses fatos. É preciso falar sobre ele e criar espaços de discussões- acrescentou a Micheline Tenório, durante  a realização do Fórum de Prevenção e Combate ao Consumo de Álcool, Tabaco e outras Drogas por Crianças, Adolescentes, Gestantes e Nutrizes, ocorrido dia 28 de março,em Maceió,AL.


Postado em 04/04/2017 às 08:41 0

Luislinda Valois pede a STF que detentas tenham mesmo tratamento dado a mulher de Cabral.


Por Arísia Barros

É extremamente pertinente esse posicionamento da ministra de Direitos Humanos, Luilinda Valois, afinal a igualdade de direitos deveria ser a norma no Brasil de brasileir@s...

Vai lendo...

 

"Após enviar mais de 50 ofícios para representantes do Ministério Público e da Justiça, a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, convocou uma coletiva de imprensa para explicar o seu pedido de aplicar prisão domiciliar para todas as mulheres em situações análogas à da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo.

De acordo com a ministra, a intenção é incentivar a população brasileira para que o tema seja discutido e, por meio das autoridades responsáveis, estendido a outras mulheres nas mesmas condições. "As mulheres presas hoje são pretas, pobres, da periferia e analfabetas, no máximo semi-analfabetas, filhas de analfabetos", disse.

Nessa quinta-feira (30), Luislinda Valois enviou um documento à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, pedindo "medidas legais urgentes" para que a mesma decisão conferida a Adriana Ancelmo seja adotada "a todas as mulheres brasileiras que se encontrem em situação análoga" . Além do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e da Advogada-Geral da União, Gracie Mendonça, a ministra encaminhou o mesmo pedido às 27 Procuradorias Estaduais e a representantes do Poder Judiciário de todas as unidades da Federação.

Lembrando da situação econômica de muitas das presas e mencionando que muitas estão encarceradas mesmo após terem cumprido sua condenação, a ministra disse que a solução para o caso poderia passar por recursos ingressados pelas defensorias públicas. Segundo a ministra, uma ideia é promover um mutirão para agilização dos casos mais urgentes.

"Só se pode ir à Justiça através de um advogado, de um defensor. Nós temos profissionais de primeiríssima categoria, mas o volume de serviços é muito grande. Então, eu acredito que a coisa não vai acontecer em um piscar de olhos. Precisa que todos nós brasileiros colaboremos para que esses profissionais também tenham os meios, porque não se peticiona ali sentado no banco da praça, se peticiona com fontes de pesquisas, com lápis, caneta, computador. É esta a minha demanda em termos de convocar a sociedade", disse a ministra.

De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, recentes dados penitenciários informam que duas em cada três mulheres presas são negras e cerca de 30% ainda não possuem condenação.

Indagada se trabalha com algum prazo para que os ofícios sejam respondidos, Luislinda respondeu que não tem uma expectativa porque o início das atitudes não depende dela. "Cada situação é uma situação. Não podemos padronizar, até porque nenhum crime é igual. A situação tem que ser estudada caso a caso, até com as provas dos autos. E não sou eu que vou julgar. São todos os juízes brasileiros que receberem processos dessa situação", disse, se referindo aos tipos de crimes que, na sua avaliação, estariam contemplados na proposta.

Na última quarta-feira (29), Adriana Ancelmo ganhou o direito à prisão domiciliar após decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura, do STJ, que levou em conta o fato de a ex-primeira dama ter dois filhos, de 11 e 14 anos, e de o pai das crianças também estar preso."

Fonte: Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil