Enviei essa foto hoje para o Lula e o relato de uma mulher negra pobre que foi cotista numa faculdade de Direito.

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A preta Luana Vieira mora em Brasília

 

Meu avô chorou quando o Lula ganhou as eleições. Afirmou aos 88 anos que haveria mudanças. Acreditava. Tinha esperança e fé. Pela primeira vez teve orgulho em dizer o nome do Presidente da República. No dia da posse, meu avô me falou que o Lula tinha estudado no SENAI. Tinha maior orgulho por eu ter estudado no SENAI ( técnico em eletromecânica), ele imaginava que era o máximo que eu poderia ter alcançado. Meu avô morreu e não viu as mudanças que ocorreram nos oitos anos de governo Lula.

Saímos da extrema pobreza. Vimos muitos dos nossos também saírem da extrema pobreza. Meu avô era analfabeto é minha avó analfabeta funcional. Meu avô não me viu formar em Direito, cotista. Minha avó não entendeu o que está acontecendo devido ao Alzheimer. Quando me disseram que eu iria conhecer o Lula, logo pensei nos meus avós. Que já tinham falecido. Queria dizer para o Lula, o que significou o seu governo para os pobres. Não consegui. Muita emoção. Representava ali uma geração de negr@s que acessaram a universidade. Que estão na graduação, no mestrado, doutorado e pós-doutorado. Meu avô era um homem muito inteligente e iria me dizer " o que temos que fazer é resistir ,minha neta. Somos pobres. É isso que a vida pede hoje e sempre". Enviei essa foto hoje para o Lula e o relato de uma mulher negra pobre que foi cotista numa faculdade de Direito. Nós sabemos o que foi o impeachment da Dilma e a prisão de Lula. O que eles não sabem é a nossa força. Que vem de longe ! 
Nunca deixamos de ser Lula . Seremos sempre Lula.

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Elas atravessaram o longo corredor do Presídio Santa Luzia, em silêncio, mas, em seus olhos havia asas.

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E na manhã da quarta-feira, 04/04, elas atravessaram o longo corredor do presídio, em silêncio, mas, em seus olhos havia asas. Chegaram curiosas, expectantes. Eram 30 mulheres. 29 mães.

Todas encarceradas no Presídio  Feminino Santa Luzia, em Maceió,AL.

O Instituto Raízes de Áfricas, em parceria com a SERIS propôs uma Roda de Conversa, digamos maternal.

O objetivo da Roda de Conversa Mães Encarceradas: Entre as Grades da Prisão e a Liberdade d@s Filh@s, foi propor um diálogo que extrapole o processo de individualizações, desarmando intransigências.

Falar sobre e com as mães encarceradas que embalam saudades dos filhos, moradores dos perigos que rondam o mundo, lá fora. Vivem sem grades, mas, nem sempre livres.

Convidada a ministrar as oficinas dentro da Roda de Conversa, a educadora e assistente social Veraleide Nazaré, contando com a ajuda da especialista em criança e adolescente Nelma Nunes, mexeu, no vespeiro dos silêncios sem sons. Das rupturas nas relações familiares. Das ausências.

As dinâmicas trabalhadas por Vera deu voz às mulheres que, muitas vezes, tem seus direitos silenciados, ignorados.

A enorme carga de afeto e doação que Veraleide tempera esses momentos promove um olhar mais humano sobre pessoas. E é ela quem diz “Eu aprendi uma coisa na vida: a servir. Servir é muito melhor do que ser servida.” Precisamos aprender a cuidar uma das outras-" falava Veraleide a 60 pares de olhares atentos, outros lacrimejantes.

"Existem prisões na mente, como os  sentimentos. Eles às vezes nos prendem, entretanto ninguém tem o poder de roubar nossos sonhos."

As palavras  ecoaram e Maria Jose se levanta para dizer: “Perdi meu primeiro filho quando só fazia um mês que minha mãe tinha falecido. 10 meses depois perdi a outra filha.”

E Maria chamou o público à reflexão: "Façam uma análise se compensa a gente está aqui. Ganhamos o quê?"

O desabafo se faz essência: ‘Minha mãe tinha câncer e guardou, por 18 anos, essa doença para ela. Ela só esperou  eu sair da cadeia para cuidar dos seus últimos momentos..."

"Eu estou aqui por conta da violência doméstica"- fala mais uma voz querendo ser ouvida. "Violência física a gente cuida. Emocional deixa a alma da gente toda quebrada.Obrigada dona  Vera pela oportunidade de falar de nossas vidas" - concluiu.

E Yara sintetiza: "Eu vejo que minhas escolhas me prejudicaram. Eu sei o sofrimento que é ser mãe e ter filhos distantes."

A Roda de Conversa idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas é um dos  pequenos  ensaios de possibilidades. Um mecanismo ,ainda tosco, buscando criar portas de saídas,  a partir da terapia da palavra: falar e o escutar, respeitando  os tempos e histórias  de cada pessoa.

A equipe do Instituto Raízes de Áfricas e convidad@s, ao dialogar com a diversidade de linguagens dos muitos e outros mundos, percebe o desafio de semear relações de continuidade.

Na cadeia vida se transforma em resumos: “A cadeia me ensinou a ser uma mãe, filha, esposa, uma pessoa melhor. A cadeia não é o fim. É o começo de novos desafios.”

Obrigada  por  você  e o  seu Instituto não nos esquecer

Manda um beijo para toda sua equipe. E volte, viu?

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Entre as Grades da Prisão e a Liberdade d@s Filh@s é tema de Roda de Conversa que acontece no Presídio Feminino Santa Luzia.

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A educadora e assistente social, Veraleide Nazaré e a especialista em criança e adolescente, Nelma Nunes participam, como facilitadoras, nesta quarta-feira, 04 de abril da Roda de Conversa: Mães Encarceradas: Entre as Grades da Prisão e a Liberdade d@s Filh@s, no   Presídio Feminino Santa Luzia- Complexo Penitenciário de Maceió.

Segundo a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros: “A proposta da oficina é estabelecer uma conversa em roda, na qual as mães possam, a partir de um diálogo de afetos, falar sobre  essa construção da maternidade nos espaços da prisão, os  efeitos negativos do encarceramento nessa maternidade e suas perspectivas de futuro para seus filhos e filhas adolescentes,acima  de *12 anos,  que, mesmo fora das grades  estão de certa forma aprisionados  com a ausência do vínculo familiar.”

Idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, a Roda de Conversa conta com o apoio institucional da Secretaria de Estado Ressocialização e Inserção Social.

*Dia 20 de fevereiro a 2ª Turma do STF (Superior Tribunal Federal) concedeu um habeas corpus coletivo para converter a prisão preventiva de todas as presas grávidas e mães de crianças de até 12 anos em prisão domiciliar. 

 

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Rio de Janeiro prepara um Grande Amanhecer por Marielle e Anderson.

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O Blog recebeu a nota abaixo de uma militante do movimento negro do Rio de Janeiro.

 

 

Nesta quarta-feira, dia 4, haverá uma reunião de organização do dia nacional de luta por Marielle e Anderson.

Segundo a fonte da notícia : “A proposta é estruturar um grande Amanhecer por Marielle e Anderson em todo o país, na madrugada do dia 13 para o dia 14 de abril. No Rio de Janeiro, a proposta também abarca a construção de uma grande marcha no início da noite do dia 14, saindo dos Arcos da Lapa até o Largo do Estácio.

A reunião será nesta quarta, às 18h, na sede do Psol - Rua Joaquim Silva, 56, 10o andar.

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Winnie Mandela falece aos 81 anos.

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Winnie Madikizela-Mandela, ativista anti-apartheid e ex-mulher do primeiro presidente negro sul-africano, Nelson Mandela, morreu nesta segunda-feira (2) aos 81 anos, segundo sua assistente pessoal Zodwa Zwane. 

Uma nota da família informou que Madikizela-Mandela morreu em paz após "uma longa doença pela qual ela esteve dentro e fora de hospitais desde o início do ano".

"Ela sucumbiu pacificamente nas primeiras horas da tarde desta segunda, cercada por sua família e por entes queridos." 

Madikizela-Mandela foi casada com Nelson Mandela durante os 27 anos em que ele ficou preso na Robben Island. 

Nesse período, Madikizela-Mandela lutou incansavelmente pela sua libertação e pelos direitos de sul-africanos negros, sofrendo anos de detenções, proibições e prisão pelas autoridades brancas. 

 

Fonte:http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/ativista-winnie-mandela-morre-aos-81-anos-09wxxg66u7thivwivsr4a5key

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Hoje faz 35 anos da partida da cantora Clara Nunes. Salve Clara, a tal mineira!

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Tinha por Clara Nunes um amor incondicional de fã. Quando a conheci pessoalmente, em um show no extinto Clube Portuguesa, centro de Maceió,AL, tinha eu 15 anos.

E enquanto todo mundo se remexia ao som da música fiquei lá parada, feito estátua, olhando-a nos olhos, capturando cada imagem que pudesse guardar, saboreando a música vinda direto para o coração, embevecida por ter Clara ali tão perto.
E mesmo o salão abarrotado de gente,Clara sentiu minha emoção, saiu do palco e ofereceu-me uma rosa vermelha. Guardei essa rosa por tempos inteiros, hoje não sei mais onde anda.
Quando morreu Clara Nunes, meu coração se partiu em mil pedaços.
Hoje faz trinta e cinco anos que ela se foi e que saudades que tant@s de nós trazemos.
E que saudade de Clara cantando:" o mar serenou quando ela pisou na areia... "

E  o carioca Vagner Fernandes escritor, jornalista, pesquisador afirma que: "Clara Nunes foi personagem de fundamental importância para a compreensão do processo evolutivo da música brasileira, por cuja obra e trajetória tenho verdadeira paixão. Não foi sambista apenas, como erroneamente alguns assinalam, muito mais por desinformação do que por uma suposta intenção de caráter reducionista, uma tentativa de destacá-la como intérprete de um só gênero. Clara foi, de fato, uma das maiores artistas de todos os tempos da MPB. Cantou Chico, Tom, Luiz Gonzaga, Caetano, Dorival, Antonio Maria, Dolores, mas ganhou o mercado e conquistou o público com seus registros magistrais de obras de Candeia, Toninho Nascimento e Romildo, João Bosco, Dori, Paulinho da Viola e Paulo César Pinheiro, com quem foi casada de 1974 até a morte, em 1983. Gravou 16 discos em 17 anos de vida profissional intensa (de 1966 a 1983)."

Salve Clara, a tal mineira!

 

 

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91 anos, 11 filhos, 28 netos, 48 bisnetos e 3 tataranetos Maria Pereira concluiu o ensino médio e prepara-se para cursar a Faculdade de Teologia.

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Aos 89 anos ela decidiu retomar os estudos, que ficou pela metade. Contou com o entusiasmo da família.

Nascida circulada pela pobreza, Maria Pereira da Silva, moradora do Recanto das Emas, região a 35 km de Brasília é natural do Rio Grande do Norte e sempre gostou de estudar, mas, a vida, a constituição da  família, o cuidado com os  filhos pequenos e as muitas dificuldades a impediram de realimentar seus sonhos dos estudos..

Ela diz: “Entrei muito tarde na escola com 10 anos. Não tinha colégio por lá. Estudei até a terceira série. Aos 14, tive que parar. Fui dar aula na prefeitura da cidade para crianças mais novas.”

E no mês da mulher, março, Maria aos 91 anos colou grau no ensino médio, o tal canudo tão esperado agora é seu, e com louvor. A nota 7,5 e a aprovação traz lembranças da  trajetória e dos  grandes percalços para chegar até onde chegou:

“Tinha que ajudar em casa, na renda. Minha mãe não trabalhava, tinha que cuidar dos meus irmãos e também não tinha muita oportunidade de emprego. Eu dava aula de matemática, caligrafia e leitura. Ganhava 40 mil réis. Ralava, mas gostava. Sempre gostei de ler, fazer contas. Era uma forma de me manter nos estudos. Depois, me casei e vim embora para Brasília”

E o sonho de Maria não para na conclusão do ensino médio. Quer fazer Faculdade de Teologia. Quanto mais  estudo a pessoa tem é melhor- sintetiza, Maria.

Éla, tomando a palavra conta, com entusiasmo seus sonhos  de futuro: “Sim, quero sim fazer faculdade. Sou evangélica, uma leitora assídua da Bíblia. Amo estudá-la. Então, esse curso tem mais minha cara. Sei que faculdade precisa de mais esforço, dedicação, espero estar bem para conseguir. Mas, tenho vontade sim, viu?’

E a preta  Maria, aos 91 anos,  concluinte do Ensino Médio aconselha: “Acredite sempre nos seus sonhos. Vale a pena persistir. Não fique pensando no dia de amanhã, faça o que tiver vontade.”

 Salve, salve  preta Maria!

 

 

Fonte/com informações: UOL Educação

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Sete anos de via crucis para aposição da lápide de Abdias Nascimento, na Serra da Barriga, em Alagoas.

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Abdias Nascimento, o poeta, ator, escritor, dramaturgo, artista plástico, professor universitário, deputado federal, senador e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras, morreu em 23 de maio  de 2011. Foi cremado na sexta-feira (27) na Santa Casa de Misericórdia, no Cajú, na Zona Portuária, no Rio de Janeiro.

Logo após sua morte, sua esposa, Elisa Larkin Nascimento, doutora em psicologia pela USP e mestre em Direito e em Ciências Sociais pela Universidade do Estado de Nova Iorque, anunciou o desejo de Abdias Nascimento: que suas cinzas fossem depositadas na Serra da Barriga, situada na cidade de União dos Palmares, zona da mata do Estado de Alagoas, encontra-se a 500 metros acima do nível do mar

Na época, o então Projeto Raízes de Áfricas entrou em contato com Elisa Larkin Nascimento, se colocando a disposição para que a cerimônia fosse realizada. Várias tratativas foram feitas e no dia 13 de novembro, a Serra da Barriga recebeu as cinzas de Abdias, que foram depositadas aos pés de um baobá. Também foi plantado uma muda de irókó.

A ação coordenada, em 2001, pelo Projeto Raízes de Áfricas e o IPEAFRO contou com o apoio das três esferas do governo e a participação  de cerca de mil pessoas, entre militantes/ativistas de todo Brasil e gente  de Áfricas e Estados Unidos.

Dentro da programação estava a aposição da lápide  que  celebra a memória de Abdias, entretanto, como não havia  o material ( cimento e tijolos) para fazer a base, a pedra (doada pelo Projeto Raízes de Áfricas), não foi  instalada e ficou guardada e algumas vezes perdida, no Posto da guarda florestal   da Serra, durante  7 anos.

Como o jejum do fato não consumado precisava ser quebrado, no dia 21 de março de 2018, Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial, o Instituto Raízes de Áfricas,(com as permissões devidas do IPHAN E FCP), realizou uma cerimônia intimista e finalmente, a lápide de Abdias voltou ao lugar que nunca deveria ter saído.

A ação em 2018, contou com o apoio do Governo do Estado, através da SECULT e SESAU, da Prefeitura de União dos Palmares e a preciosa parceria da Associação Comercial Empresarial de União dos Palmares – ACEUP e do seu presidente, Adeilto Lima que fez às vezes de pedreiro. "Um momento para entrar na história"- disse ele.

Participaram da cerimônia: Kênia Maria, Defensora das Mulheres Negras na ONU/Brasil, Maitê Freitas, mestranda em Estudos Culturais (EACH - USP). Jornalista e produtora, a mestra em Antropologia Social, Sérgiana Santos, Coordenadora de Programas para as comunidades tradicionais do Governo do Estado de -Pernambuco ,Bernadete Lopes, membro do instituto Raízes de Áfricas, José Augusto, advogada Olívia Tenório, chefe da guarda Florestal, Diogo Palmeira , Balbino Praxedes ,representação Regional da FCP, dentre outros.

Contudo, a via crucis da lápide de Abdias Nascimento, ainda não teve fim, devido a informação da  funcionária ( Daiane?) do escritório da Palmares, em Alagoas de que  a pedra ( que levou 7 anos para ser posta), logo será substituída por uma nova sinalização.

Como assim?

A pedra que contém a inscrição em homenagem a memória de um dos maiores expoentes da cultura negra no Brasil e no mundo, Abdias Nascimento,  pode ser comparada a uma mera sinalização?

Lápide em latim significa pedra preciosa.

Que assim seja.

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Com remuneração entre R$ 2 e 3 mil reais tem vaga para coordenação de projeto, em Alagoas. Quem sabe essa vaga não é sua?

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O governo de Alagoas inaugurou em 2017 o escritório do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) em Maceió, o primeiro do organismo no Nordeste brasileiro para conduzir  as ações do programa Vida Nova nas Grotas.

E dando  encaminhamento as ações a ONU-Habitat, através de CEASB está selecionando profissional para  coordenação de projetos e daí, a Daphne Besen, analista de programas  da ONU-Habitat solicitou ao blog  espaço para divulgação  da vaga descrita abaixo.

Se você tem o perfil desejado, corra atrás. Quem sabe essa vaga não é sua?

 

O Instituto de Estudos da Religião irá contratar um coordenador de projeto em Maceió (AL) no âmbito do projeto de construção de um diagnóstico participativo e elaboração de estratégias de segurança para a capital do Estado. Atividades a serem desenvolvidas:

 ● Escolher, juntamente com a equipe do ISER, do CEASB e da ONU-Habitat, as regiões onde serão realizados os diagnósticos (mês 1);

● Auxiliar o treinamento das equipes de campo junto com a equipe do ISER e do CEASB (mês 2);

 ● Acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos de campo in loco (mês 2 e 3);

● Analisar o material produzido pelos agentes de campo e produzir sistematizações (mês 2 e 3);

 ● Organização, junto ao CEASB, e condução das reuniões de apresentação do Diagnóstico sistematizado nos territórios para atores-chave (mês 4);

● Organização, junto ao CEASB, e condução das oficinas para construção das estratégias de segurança (mês 4 e 5); ● Sistematização do material elaborado nas oficinas (mês 6);

● Auxiliar a equipe do ISER e do CEASB na sistematização final de todo o processo (mês 6);

● Articular reuniões com membros do governo e atores da sociedade civil relevantes durante todo o processo, para trazer insumos para o diagnóstico e as estratégias de segurança (todo o período);

 ● Participar de reuniões convocadas pela ONU-Habitat (todo o período);

 ● Estabelecer encontros com membros de secretarias-chave de governo a fim de incentivar a criação de um Subcomitê de Segurança Pública, para acompanhar o desenvolvimento das estratégias de segurança, uma vez terminada a consultoria (todo o período). Competências: ● Graduação na área de ciências humanas;

● Mestre ou mestrando na área de ciências humanas (desejável);

● Experiência prévia com coordenação de equipes;

 ● Experiência prévia com pesquisa ou atuação no campo da segurança pública; ● Experiência com metodologias de pesquisa qualitativa;

● Experiência com manipulação de dados estatísticos (desejável). Informações de Contratação: ● Duração de 6 meses;

● 30 horas por semana;

● Preferencialmente MEI;

● Remuneração entre R$ 2 e 3 mil reais (sem benefícios) dependendo das qualificações do candidato;

● Início imediato.

 ● Enviar currículos e carta de apresentação (de no máximo 2 páginas) para mariaisabel@iser.org.br, com o assunto “vaga coordenador Alagoas

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Ayê-diálogo preto idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e MPE reúne 40 promotor@s de justiça.

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O Ayê-Diálogo Preto: "Entre os Saberes e os Fazeres na Implementação das Políticas para a Igualdade Racial” idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas com apoio do Ministério Público, na pessoa do procurador-geral de justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, aconteceu na manhã da quinta-feira (22), no prédio-sede do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL).

A ação que buscou  reafirmar  o quilombismo como  um  um esforço conjunto  dos negros, com vistas a assegurar,a partir da efetivação das políticas afirmativas que possibilitem o desenvolvimento  sustentável para esta população.

Da mesa de honra participaram  a acoordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, Almir Crescêncio, chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, o promotor de justiça José Antônio Malta Marques, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (Caop),Ivaldo Silva, promotor da cidade de Cacimbinhas e o promotor de justiça Flávio Gomes da Costa, presidente da Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal). 

 O Ayê -Diálogo Preto reuniu 40 promotor@s de justiça da capital e interior do estado e movimentos  sociais .

O evento contou ainda com palestras da jornalista e mestranda da USP Maitê Freitas, de Maria Bernadete Lopes, psicóloga e especialista em comunidades tradicionais do estado de Pernambuco, cientista social da Ufal Carlos Martins, da atriz Kenia Maria e a professora, publicitária e coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros que falaram, respectivamente, sobre ‘Direito à memória”, Direitos da População Quilombola”, “A construção de um pensamento de segurança pública no Brasil”,  “Vidas negras” e Militância como direito. 

Os promotor@s escutaram atentamente as demandas dos palestrantes e propuseram iniciativas que possibilitem a paridade de espaço e oportunidades para brancos e negros em Alagoas.

Bruno Batista, promotor de Boca da Mata propôs uma interiorização das ações que discutem o racismo e suas conseqüências.

 As demandas perpassaram por áreas como segurança pública, saúde, racismo institucional, efetiva implantação das Leis Federais 10.639 de 2003 e Lei Estadual 6.8141de 2007 (ensino obrigatório das matérias de cultura e história africanas, afro-brasileiras), ações articuladas para tratar o assunto, e direitos fundamentais negados, entre outras.

Segundo Arísia Barros, a realização do Ayê -Diálogo Preto  só foi possível porque o Instituto Raízes de África tem tido um bom diálogo com o procurador-geral de justiça, Alfredo Gaspar. Ele tem entendido que é preciso abrir espaços, a exemplo desse aqui no com o Ministério Público, para que pontes sejam consolidadas.

"E como sabemos que cor não define caráter e competência de ninguém, defendemos que discussão exista sempre, e alguns dos caminhos para a transformação social que buscamos são a educação e as parcerias com os movimentos que trabalham no combate ao racismo”, complementou  o chefe do MPE/AL, Alfredo Gaspar. 

*Com informações do MPE

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