Raízes da África
Raízes da África

Postado em 10/01/2017 às 00:51 0

Lei Federal nº 10.639/03 é pauta de agenda política com presidente do Senado e Vice-Governador do Estado de Alagoas.


Por Arísia Barros

Em reunião acontecida na noite desta segunda-feira, 09 de janeiro, a coordenadora  do Instituto Raízes de Áfricas,Arísia Barros, presidenta do PMDB Afro em Alagoas, Fernanda Monteiro, representante da ONG ELROI, Nelma Nunes, a estudante de Propaganda e Publicidade, Arianne Barros  e a deputada estadual, Jó Pereira estiveram presentes em uma mesa de debate com o presidente do Senado, Renan Calheiros e o vice governador de Alagoas, Luciano Barbosa.

A reunião, articulada pelo Instituto Raízes de Áfricas, enfocou os 14 anos que marcam a criação da  Lei nº 10.639/03, neste 09 de janeiro.

A 10.639/03 estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileiras e africanas nas escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio, através do  o Parecer do CNE/CP 03/2004 que aprovou as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Africanas; e a Resolução CNE/CP 01/2004.

A Lei ressalta a importância da cultura negra na formação da sociedade brasileira.

O Presidente do Senado  e Luciano Barbosa mostraram receptivos em discutir uma proposta de parceria buscando   estreitar laços de diálogo, propondo a efetivação de um trabalho coletivo entre Estado e  sociedade.

Uma outra questão apresentada a  Renan Calheiros foi a proposta  do Governo Federal em abrir o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento para perfis de pessoas não contempladas na ação.

Diversos outros assuntos foram tratados como a universalização do ensino, Programa Mulheres Mil.

Nelma Nunes falou sobre  a questão dos egressos dos Sistema Socioeducativo e fez a sugestão de uma escola em tempo integral dentro das unidades socieducativas.

Fernanda Monteiro  reafirmouuma   que  é necessário a política permanente do investimento human..

A deputada estadual Jó Pereira  colocou seu mandato parlamentar a disposição para fomentar  a .articulação com os movimentos sociais

Renan Calheiros reiterou a disposição dele, do vice-governador para colaborar, no que for possível, em promover o desenvolvimento das políticas públicas já existentes, principalmente, as que priorizam as populações mais vulneráveis.  

Ao final do encontro, como referendo ao 9 de janeiro e a Lei nº 10.639/03,  o presidente do Senado entregou a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas,   Arísia Barros, um exemplar do livro LEGBA- a Guerra Contra Xangô em 1912, de Fernando Antônio Gomes de Andrade.


Postado em 08/01/2017 às 23:11 0

Artigo “A Pequena África chamada Alagoas” é publicado na SECULT em Cena.


Por Arísia Barros

Atendendo a convite de  Rosiane Rodrigues, secretária adjunta da Secretaria de Estado da Cultura, a escritora, publicitária e ativista preta, Arísia Barros tem em destaque nas páginas da 2ª edição da Revista da SECULT em Cena,o artigo “A Pequena África Chamada Alagoas”,  escrito originalmente, em 2007 e publicado  no Caderno  Saber, da Gazeta de Alagoas, pelo jornalista Enio Lins .

O artigo vem cumprindo o papel a que foi destinado, de servir como ponto de referência interpretativa e a complexidade sobre a realidade racial nos espaços da escola  e das Alagoas de Palmares.
O Pequena África teve grande circulação na mídia, foi reproduzido em vários sites e vem servindo como fonte de pesquisa para inúmeros trabalhos acadêmicos, dentre eles o  TCC de Antonia Matilde Sarmento de Souza, intitulado  Práticas de letramento na Educação de Jovens e Adultos, pela Universidade Federal de Alagoas, em 2010.

Serviu de referência para o trabalho acadêmico denominado: ”Estudos acerca da identidade negra afro-religiosa na Baixada Fluminense: a construção histórica de uma relação entre identidade, reivindicação política e religião”, que faz parte dos Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH , São Paulo, julho 2011, tendo como autoras a  doutora em Sociologia  e professora Adjunta no Departamento de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Andrea Lopes da Costa Vieira e Adriana Maria Braga Botelho e Silva, graduada em Licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – UFRRJ. graduanda no Curso de Licenciatura em História da Universidade do Grande Rio  para a composição do artigo:

Foi também publicado na Revista eletrônica da Fundação Cultural Palmares e deu título ao livro A pequena África chamada Alagoas, lançado em 2007, pela editora pernambucana, Edições Bagaço.. 

Segundo Arísia Barros: “O livro é uma coletânea de artigos publicados em jornais locais e na Internet. Para começar os artigos contei com o incentivo máximo do jornalista  Enio Lins que me “intimou” a colocar as idéias no papel, daí surgiu o  produto final."

A 2ª edição da SECULT em Cena será lançada posteriormente.

 

Sobre a SECULT em Cena.

Para  Melina Freitas, secretária de estado da Cultura, “A revista Secult em Cena chega como um novo capítulo na história da cultura alagoana, fazendo um registro da nossa identidade, daquilo que devemos reconhecer como nosso, que devemos valorizar e nos apropriar.  Nossas manifestações folclóricas, danças, religiosidade são nossas raízes, são a base para a construção dos caminhos que iremos trilhar. Por isso, tenho sempre frisado a necessidade de aflorar o sentimento de pertencimento no alagoano”.

“Esta produção é uma forma de despertar o sentimento de pertencimento, mostrando para a sociedade tudo o que vem  sendo produzido no universo cultural alagoano. A revista reafirma o compromisso do Governo de Alagoas com o fomento e o desenvolvimento de nossas manifestações culturais e também abrir ainda mais o diálogo com toda a sociedade”, destacou a secretária.

 


Postado em 08/01/2017 às 17:09 0

Estima-se que 42 dos 434 mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura eram negros.


Por Arísia Barros

Como a ditadura perseguiu militantes negros

Documento inédito mostra como a repressão monitorava integrantes do então embrionário movimento negro brasileiro

 

 

 

Com medo de que a luta pela igualdade racial crescesse à luz de movimentos internacionais como o Panteras Negras e se voltasse contra a polícia, a ditadura passou a seguir os passos de militantes e reuniões do embrionário movimento negro brasileiro.

Documento de 24 de outubro de 1979 mostra como o IV Exército, no Recife, descrevia um foco de “problemas”. “A partir de 1978 apareceu um novo ponto de interesse da subversão no País, particularmente nos estados do Rio de Janeiro e, com mais ênfase, na Bahia: a exploração do tema racismo, procurando demonstrar a sua existência e colocar o negro brasileiro como motivo de discriminação”, diz o texto de sete páginas. 

O relatório nunca antes divulgado revela que o “método” utilizado para a obtenção das informações deu-se pela “infiltração em entidades dedicadas ao estudo da cultura negra, por meio de palestras em reuniões e simpósios”, como a IV Semana de Debate sobre a Problemática do Negro Brasileiro, em abril de 1978 na Bahia. A temática das palestras, segundo os militares, tratava de temas como “a tão falada democracia racial não passa de um mito”, “o racismo no Brasil é pior do que no exterior, porque é sutil e velado”, “a existência da Lei Afonso Arinos, contra o racismo, é prova de que ele existe”, “a Abolição da Escravatura foi imposta pelas necessidades da economia capitalista e não por uma preocupação sincera com a situação do negro”. 

O documento havia sido solicitado em 11 de junho, por meio da Lei de Acesso à Informação, ao Comando do Exército, que oito dias depois respondeu não possuir arquivos sobre o monitoramento de ativistas negros. A Controladoria-Geral da União (CGU) encontrou, no entanto, o relatório no Arquivo Nacional, em Brasília, há duas semanas. Segundo o ouvidor-

adjunto da CGU, Gilberto Waller, esta é a primeira vez que se encontra um documento confidencial elaborado exclusivamente para tratar do tema, quando o que se via até então eram trechos e citações a outros textos. “Vemos que o Estado se preocupou com o movimento negro a ponto de ter classificado as informações”, explica. “Na visão da CGU, em termos de acesso à informação, é um grande ganho conseguir algo de valor histórico tão relevante.” 

 O relatório, cujo rodapé alerta: “Toda e qualquer pessoa que tome conhecimento de assunto sigiloso fica, automaticamente, responsável pela manutenção de seu sigilo. Art. 12 do decreto no 79.099, de 6 de janeiro de 1977”, cita a mobilização nacional em torno da formação do movimento contra a discriminação racial. “Os grupos do Movimento Negro de Salvador são: Ialê, Malê, Zumbi, Ilialê, Cultural Afro-Brasileiro. Esses grupos apresentaram, no dia 8 julho de 1978, ‘moção de solidariedade aos integrantes do movimento paulista contra a discriminação racial, pelo ato público antirracista do Viaduto do Chá’”. 

O objetivo era evitar que a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos alcançasse o País

O ato, segundo a socióloga Flavia Rios, autora da tese Elite Política Negra no Brasil: Relação entre movimento social, partidos políticos e estado, diz respeito à marcha que saiu naquele dia do Viaduto do Chá em direção ao Teatro Municipal para a criação do Movimento Unificado contra a Discriminação Racial, que mais tarde se tornaria o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial. “Ele é formado por ativistas de várias regiões do País, tem essa característica nacional”, conta a também coautora da biografia sobre a militante negra Lélia Gonzalez. “Havia uma preocupação da ditadura de que ideais do movimento armado Panteras Negras, por exemplo, e da luta dos direitos civis americanos pudessem chegar aqui. Por isso, o regime acompanhou vigilantemente manifestações políticas e encontros.”

O informe até pouco considerado inexistente fala ainda sobre uma “campanha artificial contra a discriminação no Brasil” e lembra que, “em virtude das restrições políticas”, o Movimento Negro de Salvador passou a realizar reuniões paralelas e a adotar organizações celulares, com base nos “centros de luta”, compostos de três integrantes. A capital baiana teria sete desses centros, cuja função era “mobilizar, organizar e conscientizar a população negra nas favelas, nas invasões (de terras urbanas), nos alagados, nos conjuntos habitacionais, nas escolas, nos bairros e nos locais de trabalho, visando a formar uma consciência dos valores da raça”.

Além do encontro nacional do Movimento Negro de Salvador, entre 9 e 10 de setembro de 1978, no Rio de Janeiro, os arapongas descrevem a Terceira Assembleia Nacional do Movimento Negro Unificado, em 4 de novembro de 1978, na capital baiana, com militantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. Citam o Congresso Internacional da Luta contra a Segregação Racial entre 2 e 3 de dezembro de 1978, em São Paulo. E relatam o ciclo de palestras do Núcleo Cultural Afro-Brasileiro, no segundo semestre de 1978 em Salvador, do qual participaram opositores como o deputado federal baiano Marcelo Cordeiro e o paulista Abdias do Nascimento, professor emérito na Universidade de Nova York. Além do acadêmico, são citados militantes monitorados como José Lino Alves de Almeida e Leib Carteado Crescêncio dos Santos, além do senador baiano Rômulo Almeida e “agitadores angolanos no movimento negro, caracterizados como refugiados da guerra civil”.

Em relação ao teor da agenda do Movimento Negro à época, os repressores ressaltam que a pauta era composta de pontos como a necessidade de se contestar o regime, aprofundar o engajamento no movimento pela anistia, projetar no exterior a imagem do “mito da democracia racial brasileira”, escolher o 20 novembro para o Dia Nacional da Consciência Negra, melhorar as condições de emprego da população negra, e buscar dar fim à sua marginalização na sociedade e à maior proporção de negros nas penitenciárias. 

Estima-se que 42 dos 434 mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura eram negros.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/revista/867/a-paranoia-nao-tem-cor-1121.html

 

 


Postado em 03/01/2017 às 22:21 0

Presidente do Senado recebe carta pela liberdade de Rafael Braga.


Por Arísia Barros

 

Em reunião ocorrida na noite desta terça-feira, 03/01, o presidente do Senado, Renan Calheiros recebeu a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros e a presidenta estadual do PMDB Afroabrasileiro, Fernanda Monteiro.

A reunião teve como pauta pedir o apoio da presidência do senado para  a campanha internacional que pede a liberdade de Rafael Braga, o morador de rua, preso injustamente  e condenado por portar uma garrafa de pinho sol, nas manifestações de junho de 2013.

Rafael Braga é o único preso das manifestações de 2013 e segundo Carlos Eduardo Martins, do Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (DDH): “Se trata do caso mais simbólico de racismo institucional da última década no Rio de Janeiro”.

Na ocasião, o presidente do Senado recebeu a carta formal pela liberdade de Rafael Braga, já entregue pelo Instituto Raízes de Áfricas, ao presidente Michel Temer, quando de sua vinda a Alagoas, no dia 27 de dezembro.

Renan Calheiros colocou-se a disposição para dar o suporte necessário ao esclarecimento do caso e afirmou que apesar  do recesso parlamentar e da justiça  buscará agilizar o processo.

Arísia Barros reafirmou sobre a omissão do estado brasileiro sobre o crimedo  racismo que mata e criminaliza, preferencialmente, a população preta.

Participaram da reunião, o cardiologista José Wanderley Neto, membro do Diretório estadual do partido e  o advogado,Luciano Guimarães.. 

Entenda o caso Rafael Braga:

Acusado de portar material explosivo quando levava apenas duas garrafas plásticas de produtos de limpeza – uma de água sanitária da marca Barra e outra de desinfetante da marca Pinho Sol -, Rafael foi preso enquanto acontecia, no Centro do Rio, a grande manifestação de 20 de junho de 2013. Mesmo sem ter qualquer ligação com a manifestação, durante a qual outras pessoas foram presas e logo liberadas, ele foi denunciado pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e, com uma agilidade atípica em processos judiciais, condenado em primeira instância apenas cinco meses depois – tendo permanecido preso enquanto aguardava o julgamento por um crime que nunca cometeu.

 

 

 


Postado em 25/12/2016 às 23:29 0

Com apoio da FIEA, Instituto Raízes de Áfricas, articula agenda afirmativa para 2017, em Brasília.


Por Arísia Barros

Com apoio da Federação das Indústrias do estado de Alagoas, o Instituto Raízes de Áfricas articulou uma agenda afirmativa, com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), do Ministério de Educação, IPHAN Nacional e Secretaria Nacional da Juventude

O objetivo das intervenções foi, no primeiro momento, pontuar o diálogo com orgaos  do  Governo Federal  e  iniciar a  discussão centrada no processo de construção de uma  agenda de trabalho para o ano de 2017, com ações conjuntas entre governo federal, estado, municípios, iniciativa privada e movimentos sociais.

Uma agenda que garanta a participação social e sistêmica, no processo de implementação das ações afirmativas, a partir da realidade do estado de Alagoas.

Durante as discussões, diversos pontos foram destacados, dentre eles a iniciativa do estado de Alagoas, através da Secretaria de Estado da Fazenda, em parceria com o movimento negro para a criação do Fundo Estadual para Promoção da Igualdade Racial.

Em reunião com Tamara da Silva, chefe de gabinete da SEPPIR e, Camila, a responsável pela agenda institucional ouvimos a assertiva de que a Secretaria está à disposição para contribuir com as ações afirmativas do estado.

Com Ivana Siqueira, Secretária da SECADI foram tratados temas como processos para  desburocratização e implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana,/Lei Federal nº 10.639/03, a Lei estadual nº 6.814/07. Participantes da reunião Raquel Nascimento Dias, coordenadora-geral de Educação para as Relações Étnico-Raciais da Diretoria de Políticas de Educação do Campo, Indígena e para as Relações Étnico-Raciais discorreu sobre a importância de agregar diversos segmentos na implementação de políticas públicas extremamente relevantes, John Carter, responsável pelos Fóruns Permanentes para Educação Etnicorraciais falou sobre  a retomada da ação dos fóruns.

O Fórum Permannete em Alagoas está desativado.

Ivana Siqueira afirmou da satisfação em recepcionar o Instituto Raízes de Áfricas, uma das representações do movimento negro, em Alagoas e colocou-se a disposição para o diálogo com as outras representações negras do estado.

No IPHAN discutimos com Andrey Rosenthal Schlee, diretor do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização e Hermano Fabrício Oliveira Guanais e Queiroz, diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial sobre  a importância  do  Espaço Abdias Nascimento, onde repousam as cinzas do estadista preto, na Serra da Barriga,AL  e a necessidade da construção  do diálogo entre o IPHAN e outros outras institucionalidades, dentre eles, a Fundação Cultural Palmares,  para  as devidas autorizações  visando qualificar  e estruturar o Espaço Abdias Nascimento, como um espaço de contemplação,

Estivemos ainda com Bruno Moreira Santos, secretário da Secretaria Nacional da Juventude e Anderson Neto, gerente de projeto, onde tratamos do Programa Juventude Viva que segundo o gestor será transformado em Plano.

 E encerrando a programação da agenda afirmativa dialogamos com o consultor do Senado Federal, Mário Theodoro sobre a conjuntura do movimento negro no contexto atual.

Foi definido um calendário de trabalho, com o objetivo de reunir propostas e estratégias coletivas para consolidar o diálogo, como  permanente.

"Agradeço o convite do Instituto Raízes de Áfricas para participar dessa agenda que é tão importante para que os acordos, pendentes, em relação a política da igualdade racial  que já existem precisam possam ser cumpridos", afirmou Fernanda Monteiro, presidente da Comissão do PMDB Afro, em Alagoas, que  participou da agenda.

 

 


Postado em 14/12/2016 às 09:25 0

Com seu discurso repleto de amorosidade, Adalberto de Sousa encantou as meninas da UIF. E a nós também.


Por Arísia Barros

Ele foi convidado,na manhã nervosa do dia 11 de novembro,  através de um telefonema, horas antes, para ocupar o espaço deixado pela falta de compromisso de outrem.

A proposta era  participar de uma rodada de conversa com as meninas internas da Unidade de Internação Feminina, órgão da Secretaria de Estado de Prevenção á Violência e sob a gerencia de Samara Veluma.

A ação aconteceu no 2º dia de realização do I Ciclo de Formação em Direitos Humanos e Diversidades: Sistema Penal e Racismo' que foi dedicado à sociedade civil.

Pego de surpresa, Adalberto de Sousa, Srelações públicas,, em Maceió,AL, me dizia, avexado:- Arísia, não tenho muita técnica ou mesmo conhecimentos mais abalizados para falar para essas meninas. Como posso te ajudar? E depois de segundos de reflexão decidiu: - Como sinto isso como um chamado, vou atender seu pedido de socorro. Fecharei algumas pendências no trabalho e as 15h estarei lá

E ele foi. E com sua voz modulada pausada e apaziguadora derramou a essência da amorosidade por toda sala.

A Roda de Conversa com Adalberto Sousa  possibilitou carinhos n’alma, abraços, sorrisos, auto-encontros. Permitiu que aquelas meninas abrissem corações embaçados pelo descaso cotidiano.

Adalberto Sousa ofertou  às meninas um  oceano de palavras, a coragem de apostar na fé.

Fez aquelas meninas internas se balançarem em um território de conforto, tranqüilidade, confiança e humanização.

As meninas socioeducandas ouviram atentamente cada palavra, com um sorriso pendurado nos lábios e a cabeça numa dança sicronizada em sinal de concordância, os olhares atentos dissecavam significados e significantes que desbrava o conhecimento tão integral, tão simples.

Adalberto Sousa é um palestrante motivador, desses que fala direto ao coração, meticuloso, cuidadoso com as palavras.

As meninas externaram frases de agradecimento afirmando que: O Sr foi o único que olhou para nós e perguntou quem a gente era, de onde veio, o que queria da vida.  O Sr, realmente nos viu. E o melhor fala bem e explica para gente o  significado  das palavras difíceis.

O Sr. Agora é  nosso amigo- decretaram no final de um diálogo emocionante.

Não é todo mundo que tem sensibilidade e perspicácia para lidar com os que  socialmente vulneráveis e marginalizados, vivem  nas periferias da história. Adalberto Sousa tem expertise nessa  técnica de aliar o amor a palavra que fala em  fortalecimento subjetivo, coletivo conhecimento.

Com seu discurso  repleto de amorosidade Adalberto Sousa encantou as meninas da UIF e a nós também.

Parabéns, Adalberto Sousa.

Obrigada!

 

 


Postado em 13/12/2016 às 22:35 0

Bonecas Abayomis é tema de Consultoria no SEBRAE,AL.


Por Arísia Barros

Em reunião acontecida dia 07 de dezembro, no SEBRAE/AL a artista plástica e consultora do Sebrae , Alagoas, Maria Amélia Vieira,  esteve reunida com a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barro, tendo como pauta, as bonecas Abayomis e as estratégias para o ano de 2017, com o intuito de acompanhamento técnico e criação de consultoria específica, para estimular  a produção/venda  de um  produto étnico, incorporando elementos da cultura local, agregado a isso o  valor econômico.

Na oportunidade, foi apresentado à consultora  alguns resultados da Oficina Projeto Oficina Abayomi ou  Encontro Precioso, que aconteceu de 15  a 19 de março, no SEBRAE, quando diversas Abayomis foram criadas a partir das mãos e vivências das adolescentes Da Unidade de Internação Feminina, Projeto Vira Vida e de representantes da juventude de mulheres negras, em Alagoas.

O Projeto Oficina Abayomi idealizado pelo Instituto Raízesde Áfricas contou com  o apoio institucional da Secretaria de Estado e Prevenção a Violência, Secretaria de Estado da Fazenda e SEBRAE/AL.

Segundo a Gestora de Projetos da UCS, Bruna Yvid : "O SEBRAE é parceiro na ação, pois, é uma forma de apoiar os pequenos negócios , na perspectiva de uma inclusão social e produtiva e no crescimento da economia criativa."

 


Postado em 13/12/2016 às 10:40 0

Iniciativa Afroempreendedora de Alagoas é citada como exemplo, em Cabo Frio, Rio de Janeiro.


Por Arísia Barros

Representantes do movimento negro do município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro,  participaram na quarta-feira (07) de uma palestra que discorreu sobre  aspectos do empreendedorismo aliado a Incubadora Afro Brasileira.

 Proferida pelo investidor social, Giovanni Harvey, que falou sobre a importância   do empreendedorismo e discutiu o desenvolvimento de  ações de turismo para alavancar a economia local.

Na ocasião, Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro Brasileira  citou o  estado de Alagoas, como um exemplo de modelo gestão a ser seguido e explica: “Algumas  instituições,ainda, não concebem a ação da Incubadora Afro como um negócio de desenvolvimento econômico, e sim com um valor mais social,ou mesmo  assistencial, e  o empreendedorismo é mais do que isso. E dentre todos os estados do Brasil, Alagoas traz a percepção inédita  do investimento econômico, um modelo bem igual aos países africanos, que nos convidam para falar sobre a Incubadora- acrescentou Harvey.

A ação da implementação da Incubadora Afro em Alagoas nasceu da iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, com o governo do estado.

O processo foi iniciado  com os Diálogos  de Negócios Abayomi -Tempos de Áfricas:"A Incubadora Afro como Plano de Negócios para o Desenvolvimento Econômico , Turístico  e Cultural em  Alagoas", que aconteceu na quarta-feira, 25 de maio, dia de África, no Auditório Aqualtune,Palácio República dos Palmares, com o apoio da SECULT,SEDETUR e SEFAZ  e agregou secretarias de estado e outras representações, logo após, ocorreu o Laboratório de Transferência de Tecnologia de Incubação de Empreendimentos da Incubadora Afro Brasileira, nos 04/05/07,no SEBRAE/AL coordenado pela equipe multidisciplinar da Incubadora Afro. A  culminância do conhecimento foi a viagem técnica da delegação alagoana, ao Rio de Janeiro, nos dias 28/29 de novembro, com a participação do, então, Secretário Executivo da Fazenda Ercole Brandimarte e Glácia Tavares, representando o Governo do Estado de Alagoas e Arísia Barros, pelo Instituto Raízes de Áfricas.

Segundo, George Santoro, Secretário de Estado da Fazenda, em Alagoas, o impulsionador da ação no estado: “Acredito muito em uma gestão baseada no diálogo, um trabalho humanizado, no fomento de projetos estruturantes e de inclusão social, para obtenção de resultados.

A ação continua em 2017.


Postado em 12/12/2016 às 07:16 0

O roubo foi errado. O soco não foi?


Por Arísia Barros

O homem era preto e muito, muito esquálido. Sorrateiro apossou-se de objeto do alheio, de uma das lojas do calçadão das terras paulistanas. Ao perceber o roubo uma moça e um jovem rapaz saíram em disparada a caça do moço esquálido -que surrupiou uma calça jeans da loja- e ao encontrá-lo o cabra bem nutrido-forte-fortinho desfechou   um soco-socado-cereteuro nas costelas esquálidas do cabra preto.

 O barulho do soco ecoou no calçadão.

Eu ,passante nas terras estranhas disse ao cabra fortinho: Prende ele, mas não bate. Não tem precisão.

E o cabra: - E se fosse com a senhora?

E alguém ainda grita: -E você acha que a polícia vai fazer carinho?

Sei não, mas acho que o mundo está um tanto assim estranho.
O roubo foi errado. O soco não foi?

 

 


Postado em 11/12/2016 às 10:48 0

Ercole Brandimarte celebre todos os lugares por onde passou e siga a passos largos para os recomeços...


Por Arísia Barros

Vou sentir saudades parceiro e Sr.Secretário Executivo da Secretaria de Estado da Fazenda , em Alagoas,Ercole Brandimarte, mesmo que o Rio de Janeiro seja logo ali.

Sentirei saudades do cabra, que possui uma  humanidade substancial em sua forma de abraçar as diversidades  do mundo. Traz n’alma a expertise de ser gente, de ter o olhar agudo da partilha, ouvidos atentos para o aprendizado. Um historiador curioso, com a  alma substancialmente suculenta.

Nos dois dias, 28 e 29 de novembro, quando dividimos experiências e vivências na viagem afro-técnica ao Rio de Janeiro, conheci o Secretário Executivo da Secretaria de Estado da Fazenda que, diligente, com as leituras do mundo empreendedor incorporou-se a nossa agenda de trabalho, a partir da perspectivas de caminhadas e conversas pelo Rio de Janeiro para o reconhecimento dos lugares de memória-histórias e canções da ancestralidade de pret@s e se fez representante institucional do Governo de Alagoas,através da Secretaria da Fazenda. Fez-se um  canal humano-institucional de intercâmbio com essas novas percepções, que fomentam ações direcionadas ao mercado alagoano e colaboram com o crescimento e desenvolvimento de novas oportunidades de afros-negócios.

A missão com o objetivo do desenvolvimento de empreendimentos de base econômica, agregados ao valor étnico para  implementação no estado de  Alagoas, aconteceu dias 28/29 de novembro,no Rio de Janeiro, e teve  como instrutor-guia, o   investidor social, Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro Brasileira e  foi composta por visitas técnicas a instituições e profissionais que são referenciados  mundialmente , como também em espaços incubados e proporcionou a delegação alagoana  a apreensão e ampliação de  conhecimentos,  a partir da percepção do mercado e das estratégias que são utilizadas pela Incubadora Afro Brasileira.

Conheci, também, um sujeito homem que se revelou especialíssimo, quando enchia a palavra de amorosidade ao falar do núcleo familiar e as responsabilidades com ele assumidas. Das coisas do espírito e da necessidade de atendê-las.

Um parceiro que abarcou territórios de encontros e suas multiplicidades de gentes, que entre as escadarias da vida e águas revoltas foi um suporte nas travessias.

Foi um prazer inenarrável te conhecer e reconhecer na caminhada terrena,Ercole Brandimarte. 

E a vida nos lembra que o presente e o futuro são feitos do passado e, em alguns momentos, precisamos olhar  para trás, para poder dar passos adiante.

Celebre todos os lugares por onde passou e siga a passos largos para os recomeços no teu Rio de todos os janeiros.  

Desejo-te toda sorte de obséquios, querido.

Até mais ver.

 

 


Postado em 11/12/2016 às 08:40 0

A PM matou o meu filho. Essa dor nunca irá se cicatrizar- afirma a cantora Tati Quebra Barraco


Por Arísia Barros

 

Yuri Lourenço da Silva, de 19 anos, filho da cantora de funk Tati Quebra Barraco, foi morto a tiros na madrugada deste domingo na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio.

De acordo com parentes, Yuri Lourenço da Silva, foi baleado no rosto pouco depois de 1h e chegou a ser socorrido para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu. A família acusa policiais militares da UPP local de terem disparado contra o jovem. Segundo parentes de Yuri, outro rapaz que estava com ele também foi baleado e morreu.

Policiais da UPP local confirmaram que houve tiroteio e duas pessoas foram atingidas, mas afirmam que houve confronto com traficantes de drogas. De acordo com eles, um grupo de PMs que fazia patrulhamento de rotina foi surpreendido por criminosos armados na Rua Quintanilhas. Segundo os PMs, houve confronto e dois criminosos foram baleados e, com eles, foram apreendidas drogas e armas.

O assunto ganhou as redes sociais quando a cantora fez uma postagem em sua página no Twitter. "A PM tirou um pedaço de mim que jamais será preenchido A pm matou o meu filho Essa dor nunca irá se cicatrizar". A cantora teria tomado conhecimento da morte do filho durante um show em Belo Horizonte, e, muito abalada, já está a caminho do Rio. Vários fãs e seguidores responderam com mensagens de apoio.

Um familiar do jovem que pediu anonimato disse que policiais "atiraram para matar":

— Quando você é preto e pobre, a polícia te mata. Os policiais ainda tiraram fotos dele baleado e espalharam pelo Facebook. Eles não têm direito de tirar a vida de ninguém — disse um parente do rapaz, que morava na Cidade de Deus.

Fonte: http://extra.globo.com/casos-de-policia/filho-da-funkeira-tati-quebra-barraco-morto-tiros-na-cidade-de-deus-20626354.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=Extra

 

 


Postado em 04/12/2016 às 16:26 0

Vamos fazer um Governo Presente temático, com as Políticas para a Igualdade Racial, Excelência Renan Filho?


Por Arísia Barros

 

Quero confessar-lhe que fico, realmente,  impressionada a cada  edição  do Governo Presente , como Vossa Excelência consegue  agregar tod@s secretári@s de estado, no final de semana, sem hora nem pressa ,em  municípios fora da capital para discutir e entregar propostas que agreguem o bem estar público.

Fico mais impressionada com as postagens no facebook , com a satisfação, as entregas de obras, participação junto a comunidade e etc e tal.

Obviamente que isso acontece, porque Vossa Excelência tem um grupo seleto de gestor@s, sem esquecer as devidas exceções.

Sempre me pergunto, Excelência, por que as políticas públicas para igualdade racial não são prioridades no teu governo?

O racismo deseduca, segrega, segmenta, fere auto-estimas e mata.

 E isso acontece, cotidianamente, Excelência em muitos espaços da tua governança.

Secretári@s, comissionad@s e servidor@s públicos precisam ser requalificados nessa coisa da diversidade étnica. Há um transbordo, naturalizado,  de racismo latente em vários espaços da tua gestão.

Como também há um silêncio de cacos de vidros.

Quem no seu governo tem expertise para dialogar com os anseios gritantes da juventude preta alagoana. Essa mesma que tem no racismo ignorado e invisibilizado institucionalmente, seu maior inimigo.?

Quem no seu governo dialoga  com a Lei nº 6.814/07 que estadualizou a Lei Federal nº 10.639/03?

Quem em seu governo dialoga com o feminicidio da mulher, mas, especificamente da mulher preta?

Quem em seu governo percebe Alagoas como um estado substantivo em desenvolvimento sustentável a partir da   história de pret@s?

Salve, salve Secretário de Estado da Fazenda, George Santoro.

Vamos fazer um Governo Presente tendo como foco as políticas públicas para promoção da igualdade racial,  com a a presença do governador e todos os secretários de Estado,daí  poderemos pautar a implementação de políticas públicas ampliadas.

São políticas já existentes faz um tempo e  só carece da vontade política para saírem do papel e como Chefe do Executivo em Alagoas, Vossa Excelência tem poder  para fazê-lo.

Compra essa idéia, Excelência.

Vamos realizar um Governo Presente temático?

Vamos!