Aqui em Girau do Ponciano,AL, as famílias estão em pânico, já não sabem mais o que fazer com tantos casos de suicídio- diz o leitor do blog.

608e2ced 36e4 4b9a ad97 dc4e3fb687c5

 Aproximadamente 7% da população mundial enfrenta, ano a ano, o luto por alguém que se matou. No Brasil, em média, 32 pessoas por dia tiram a própria vida, fazendo com que o suicídio continue sendo a segunda maior causa de morte em jovens dos 15 aos 29 anos de idade e a principal entre mulheres dos 15 aos 19

"Em Girau do Ponciano, município alagoano, em menos de sete  dias, três pessoas se mataram. No dia que a agente pública do estado morreu mais dois jovens tentaram se matar em Girau do Ponciano. Uma tomou remédios e o outro tentou com uma corda.

Na sexta-feira anterior a morte da Agente do Estado, outra jovem de 28 anos se enforcou.

E há anos, os números só tendem a crescer. O problema está ser tornando  uma epidemia"- diz o leitor do blog, lá de Girau

"Em menos de três anos já se foram 10 vidas através do suicídio. Perdemos  as contas das tentativas, e também da quantidade de adolescentes se auto mutilando- complementa o internauta-leitor.

Aqui em Girau as famílias estão em pânico, pois já não sabem mais o que fazer com tantos casos de suicídio ocorrendo, automutilação e às várias tentativas. Estamos vivendo sobre um caos  e nenhuma autoridade faz nada.Ninguém está fazendo nada, a população está se revoltando"-acrescenta o internauta.

E o blog reafirma: Suicídio é um problema de saúde pública, e com os números crescentes em  Alagoas deve ser tratado como ação prioritária do governo.

Só porque qualquer vida  importa.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

A agente do Estado se matou em Girau do Ponciano, a cidade da 7ª região, em Alagoas, onde suicídios são recorrentes.

900c6791 87d5 4be5 8b99 39ca6ef854ec

A moça, ainda bem jovem e agente do Estado, resolveu abortar o  futuro todo, que teria pela  frente.

A moça se matou.

É  mais uma morte auto-provocada.

A moça se matou, e enquanto o Estado não considerar  o suicídio como problema de saúde pública, muitos outras moças e moços abandonarão a vida, assim, subitamente.

Abruptamente.

Segundo um relatório da Secretaria de Estado da Saude-SESAU dados sobre  suicídios apontam a  sétima região de Saúde do Estado de Alagoas, com números preocupantes e importantes de mortes auto-provocadas.

A sétima região de Saúde é a maior de todas de Alagoas, e de uma extrema e vital  importância. Comporta 17 municípios e fica na região central do Estado. Tem o município de Arapiraca , como a grande referência para toda esta localidade.

Em Arapiraca as taxas de  mortes por suicídio são altas.

E no município de Girau do Ponciano que  faz parte da sétima região de Saúde do Estado de Alagoas, os dados não são  nada animadores.

A cada 45 minutos, um pessoa no Brasil comete suicídio.

Sim.

O Estado precisa falar sobre suicídio.

 

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Conheci a senhora no Pelourinho, em Salvador- disse-me a mulher encarcerada no Presídio Santa Luzia

3f5dfec7 5a46 4f5e 90fd 21a80dc16ef5

-A senhora esteve no Pelourinho, em Salvador  este ano não esteve?- me perguntou uma das presas que participava da Parada da Feijoada Solidária com as Mães Encarceradas, ou as Grades dos 130 anos da Abolição Inconclusa, realizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, no Presídio Santa Luzia, na segunda-feira, 14/05.

Afirmei que sim, ela exultante virou-se para a companheira que estava ao lado e falou:- Eu não disse? Não esqueço um rosto, e retomando a conversa: Estava dizendo pra minha colega aqui, que já tinha visto a senhora quando eu estava do lado de fora. Lá no Pelourinho, em Salvador. Até assisti uma palestra sua.

E você veio de Salvador para Alagoas, mulher?- perguntei para aliviar a travessia brusca ,no diálogo sobre  liberdade, por entre as grades.

Ela me respondeu severamente- É vim cair em Alagoas e agora estou aqui.

Era uma  mulher de traços rústicos, uma preta com o volume dos cabelos alisados, feições bastantes definidas entre  a dor e o abandono. Gente assim, como eu e você.

Não sei o crime que ela cometeu, também não procurei saber. Em algumas situações é melhor não saber, para que nossa humanidade não seja provocada por pré  julgamentos.

Mas, a preta presa, continuou em uma conversa amena, como se assim pudesse esticar o tempo de   respirar a liberdade d’antes vivida nos caminhos do Pelourinho, e no fim afirmou:- Gostei do seu visual, era o mesmo que usava quando estava lá fora. Gostei de rever a senhora. Obrigada por esse trabalho.

Ela era uma mulher preta que me conhecia antes de se tornar presa.

E mesmo assim continuamos a falar de liberdade

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Mas, comemorar um casamento real em um país imperialista, colonial e escravocrata como um ganho para a comunidade negra, aí não. Por favor!

414cfcfc b05e 4c2e 9fe4 8a3211ed9269

negrobelchior escreve:

 

A família real britânica não exerce poder político definidor há tempos. Mas seu simbolismo e tradição são algo caro aos ingleses e deveria ser caro ao resto do mundo também. Em especial aos descendentes de africanos e, sobretudo em países vítimas da colonização pelo mundo afora. A família do noivo ruivinho tem uma tradição de cerca de mil anos. Atravessou, portanto, o antes, o durante e o depois dos quase 4 séculos de escravidão mercantil que devastou a África e assolou o chamado novo mundo.
O tráfico de pessoas escravizadas se estendeu por este período e vitimou, por baixo, cerca de 12 milhões de seres humanos africanos. A riqueza gerada pela escravidão rendeu à Inglaterra o acúmulo primitivo de capital suficiente ao advento da primeira revolução industrial e manteve este país como a grande potência mundial nos séculos 18 e 19. Isso mesmo, o sangue do parto do capitalismo mundial é de africanos escravizados, indígenas e seus descendentes. Ainda hoje a família real detém, além do financiamento do governo/estado inglês, o patrimônio de terras e negócios na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte e uma fortuna imensa não revelada.
Todo o glamour, a elegância e a riqueza do casamento dos pombinhos, tem essa origem aí... sacou?

É até bonito ver uma neo-princess-afro sorrindo na tela, uma mãe preta super elegante e emocionada, um coral black super afinado e um pastor preto simpático citando Luther King. Mas comemorar um casamento real em um pais imperialista, colonial e escravocrata como um ganho para a comunidade negra ou para o povo negro, aí não. Por favor! É preocupante a adesão, em especial pela negrada, ao crescente discurso de valorização de uma representatividade vazia de significado, legitimidade e preocupação com a coletividade, cada vez mais liberal e individualista. Será que não aparecemos ali exatamente no lugar de sempre? Servindo, cuidando, cantando, orando e embelezando a vida deles?

Será essa a representação que precisamos alimentar?

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Estou no Presídio Santa Luzia faz 7 anos e quando participo desses encontros, me sinto um pouco livre- afirmou uma das mães encarceradas.

6abb8d1f 8bba 47bb 8152 52ad29ba0c24

O Instituto Raízes de Áfricas realizou na segunda-feira, 14/05, "A Parada da Feijoada Solidária com as Mães Encarceradas, ou as Grades dos 130 anos da Abolição Inconclusa."

A Parada foi um encontro de muitas falas, afetos e a palavra  saudade feito verbo. Em alusão ao  dia das mães, a abolição inconclusa e  a liberdade que , ainda, não veio.

Um dos temas discutidos foi  sobre a responsabilidade de ser uma mãe encarcerada.

Foi um dia pra sentir-se pessoa, gente de carne e osso com sonhos e caminhos de possibilidades.

60 mulheres mães de filh@s distantes, mãe ainda com bebê na barriga e dois bebês, contando seis meses de cárcere, participaram da atividade. Os bebês receberam dengo e muitos braços.

Na Parada  teve  diversas dinâmicas, conduzidas pela psicóloga, Juliana Gomes.

“Primeiro vocês precisam acreditar em vocês, olhar no espelho e se afirmarem: Eu estou aqui, mas, não vou permanecer a vida inteira- falou a Juliana.

Teve a  simbologia da árvore da liberdade  que ficou lotada com um  monte de sonhos escritos e pendurados no desejo da materialização.

Teve mãe que  mandou recadinhos: Dê amor aos seus filhos e não importa qual o tamanho que ele esteja.

Tenho 5 filhos adotivos- disse Jane Daris. O que eu quero pra eles é o melhor de mim.

Vocês, ainda, podem ser referência para seus filhos – dizia a psicóloga Juliana Gomes, acalentando a alma solitária daquelas mães,  no espaço em que as emoções /esperanças eram coletivas.

Uma senhora revelou: "Eu já fui mãe, mas, não sou mais porque meus dois filhos morreram e hoje estou aqui, porque livrei um sobrinho de cair nesse mundo. Estou feliz, ao menos ele pude libertar."

A Parada da Feijoada Solidária despertou o sentimento de  caminhos e liberdade.

O que mais dói em uma mãe encarcerada é a falta de informações sobre os filhos, o medo de não ver mais, perder o dia a dia, fases de crescimento.O que dói em uma mãe encarcerada é não poder ser mais a mãe.-sintetizou a mulher com saudades dos filhos.

A Parada contou com o apoio solidário e pessoal  de diversas autoridades, dentre elas: Emilly Pacheco, Diretora Executiva DA Alagoas Ativos, a promotora de justiça Alexandra  Beurlen,MPE, Helder Gonçalves- diretor-presidente da Alagoas Ativos, George Santoro, secretário da Fazenda, Ênio  Lins, secretário de Comunicação, Cláudia Simões, secretária da Mulher e dos Direitos Humanos , Renata Santos, secretária do Tesouro, a Major Viviane Suzuki, Sub Coordenadora da Assessoria Militar do Governador,  e do coronel Marcos  Sérgio secretário da SERIS. pessoas de secretários de estado.

E com a valiosa participação dos agentes penintenciários, a representnte do Presídio Santa Luzia e do motorista Eder Carlos.

E na Parada teve feijoada.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Ouça bem. Preste atenção...

95be92ed a28f 4a7f 99a5 6cfb88371a0f

 

https://www.youtube.com/watch?v=wnLJTM8hdVg

Quer  ver e ouvir?

Copie e cole o link acima e se quiser pode fazer considerações.

O e-mail é arisia.barros@gmail.com

 

 

 

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Instituto Raízes de Áfricas realiza, em junho, Conversas em Rodas:"Qual o Lugar de Fala das Mulheres na Política Alagoana?

Fe35fcbe 7619 4cf2 a7fa 73405af6f379

 

No Brasil as mulheres constituem  mais da metade d@s eleitor@s no Brasil,entretanto são quase invisíveis, numericamente nos parlamentos seja municipal, estadual ou federal.

Se somos mais da metade d@s que votam, porque não conseguimos eleger um número mais expressivo dos nossos pares?

É verdade que mulher não vota em mulher?

E como se dá esse processo, no estado de Alagoas, uma terra marcadamente sexista?

Idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, com apoio de outros parceiros, a proposta da  Conversas em Rodas Qual o Lugar de Fala das Mulheres na Política Alagoana?  é reunir mulheres candidatas de todos os partidos políticos,visando, em primeiro lugar o reconhecimento entre elas,a  a socialização das candidaturas como também discutir os mecanismos políticos que estabelecem essas sub representação feminina.

Como os partidos aplicam os recursos partidários na promoção da participação feminina?

Os partidos políticos tem apresentado pelo menos 30% de candidaturas femininas em suas listas?

Como se dá o investimento em candidatura de mulheres trans?

Porque as mulheres ocupam tão pouco espaço nas instancias partidárias?

E a representação das mulheres negras, como é tratada?

A autorepresentação das mulheres na política é fundamental, tanto para que atuem como protagonistas de suas próprias lutas, nos cargos eletivos, quanto para, de fato, equilibrar os espaços e as relações de poder, apontando caminhos para um sistema mais inclusivo.

A programação está em construção.

Você sabe qual o Lugar de Fala das Mulheres na Política Alagoana?  

Não?! Então participe das Conversas em Rodas, que acontece dia 21 de junho- Dia de Luta por uma Educação não Racista e sem Discriminação?

O convite está posto e feito.

Mais detalhes nas próximas edições.

Mais informações: 98827-3656 whatsapp

Para o público se inscrver é simples. Envie um e-mail  com os seguintes dados: nome, endereço, instituição e número de celular para raizes de africas@gmail.com

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Projeto que torna LEI o Fundo da Igualdade Racial, em Alagoas, é um dos temas de discussão, entre a ativista Arísia Barros e o Senador Renan Calheiros.

C60a4bcc b27d 4798 9077 86c91fda6c9d

A ausência quase que absoluta de representações do povo preto das Alagoas de Palmares, no campo da disputa política, ou  na discussão, formulação ou decisão dos processos históricos, substancia  a  colonizadora excludência étnica  que vai ressignificando a hegemonia dos espaços de  poder.

Quais são as propostas relevantes na  plataforma política dos candidatos  aos cargos da eleição em 2018,  que venham contribuir  para o enfrentamento ao racismo nos  diversos campos, desde o social , com ênfase no racismo institucional?

Porque é tão nenhuma ou inexpressiva a participação do povo preto no campo político?

A convite do senador Renan Calheiros, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas , Arísia Barros participou de reunião, na tarde/noite da terça-feira,14/05  numa conversa informal  sobre estas e outras questões.

Perguntada sobre as políticas em debate no campo da igualdade racial em Alagoas, Arísia Barros  reafirmou a  importância da necessária e urgente assinatura do projeto que torna  Lei o Fundo Estadual da Igualdade Racial.

 O Fundo financiará ações de  capacitação, aperfeiçoamento e promoção da igualdade, englobando, juventude negra, comunidades quilombolas, indígenas e religiões afro-brasileiras, fazendo assim o enfrentamento aos danos às vítimas de violência do racismo. A proposta de criação do projeto de lei para o Fundo Estadual de Políticas para Promoção da Igualdade Racial surgiu, no ano de  2015,  a partir da articulação do Instituto Raízes de Áfricas  com o secretário de Estado da Fazenda, George Santoro- explicou.

 A ativista reafirmou, ainda, que muitas  das conquistas  com o carimbo das políticas afirmativas estão invisibilizadas. Citou o caso da inexpressividade da gestão da Secretaria de Estado da Educação  com a aplicabilidade da Lei Federal nº 10.639/03 e a quase morta Lei Estadual nº 6.814/07.

O estado de Alagoas negligencia tudo que faz referência a o protagonismo do povo preto- afirmou a coordenadora.

Calheiros ouviu atento e ressaltou do seu interesse na efetivação do projeto de Lei do Estadual da Igualdade Racial e que envidará esforços para que isso aconteça.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Em menos de 24 horas 5 jovens foram assassinados e um baleado em Coruripe, AL. Em Rio Largo foram 3. Quase todos pretos.

97e04946 86ad 49c7 a8fd d55228b03c5a

Eles agora fazem parte da relação  de identificação de corpos necropsiados nos IMLs de Alagoas

Marcos Antonio Gomes de Souza, 16 anos; Edvaldo Daniel Barbosa Luiz, 17 anos;  Ricleson Severo dos Santos,  18 anos;  e Marcos Andre Ferreira Silva, 20 anos  são os mortos de Coruripe, em Alagoas de Palmares.

Jovens , em idade produtiva, mas, com os  perfis largamente divulgados como os  da suspeição social: homens, jovens, pretos das periferias pobres.

Segundo o IML, as vítimas de homicídio em Rio Largo foram identificadas como Walisson da Silva Palmeira, Douglas Matheus Pereira Costa, ambos de 14 anos; e André Ricardo de Melo Lira, de 16 Anos.

A ociosidade, a falta de perspectivas, a ausência de programas prioritários que motivem os jovens a assumirem o protagonismo social, gera o clima do “não tenho nada a perder”.

E surgem  os óbitos forjados da ausência  substancial e flagrante de  políticas  estruturais  e públicas e a naturalização de corpos pretos ,como de segunda categoria.

O papel  de todos os governos  é garantir vida da sua população tutelada, inclusive  dos jovens, e quando não o fazem denota uma grave violação ao  direito essencial à vida, humanos e  acordos assinados em convenções internacionais.

"A cada 23 minutos um jovem negro é assassinado no Brasil. Isso equivale à queda de um jato cheio de jovens negros a cada dois dias. Genocídio da população negra é a expressão que melhor se enquadra à realidade atual do Brasil”, afirma a  CPI do Senado Federal, sobre o assassinato de jovens negros 

E em muitos municípios alagoanos os corpos  inertes, a maioria de  jovens pretos, enfileirados na pedra fria dos necrotérios  continuam sem  causar comoção. Seguem como cruzes/lápides espalhadas nos  cemitérios , sob o olhar da indiferença humana.

Do nosso olhar.

Da nossa indiferença.

Até que seja um dos nossos.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Sou um homem negro de 30 anos e celebro todos os lugares por onde passei-afirma Thiago Cesar.

Bae33ab6 34fd 4bbc b944 e8df48fcb92f

 

Ele traz em si longos caminhos. Tem  uma alma  cheias de múltiplas aprendizagens. Muitas tantas inquietações já atravancaram  seu caminho.  Já caí- fala, mas,  Deus  disse que um dia ninguém iria me reconhecer. Que a vitória chegaria. E ela chegou-acrescenta.

É um homem que tem intima ligação com a  fé. Desses que ajoelha e ora.

A vida ensinou-lhe a valorizar pessoas, sentindo a herança viva da solidariedade. Gosto de falar com as pessoas olhando em seus olhos dessa forma há uma troca de verdades, ou não.

Minha educação foi pautada no caminhar adiante. Aos 7 anos já trabalhava em um oficina e ganhava uma quantia considerável pra época. Trabalhei na CBTU entregando água. E um dia tinha emprego ,no outro estava desempregado, foi quando uma empresa me indicou para a jardinagem do Palácio . Fui ser jardineiro  e logo aprendi as técnicas.

O cargo de garçom surgiu depois que fez um curso. E seu bom desempenho despertou o interesse e logo, logo se fez  garçom no Palácio República dos Palmares.

E um exímio fazedor de comidinhas com fartura de quero mais. E a disputa por seus quitutes na copa do gabinete civil é visível e suculenta. Foge dos elogios, mas, o  cuscuz recheado que faz é de se comer de joelhos.  Eu provei. Já ouvi falar também na fama da sopa.

 No próximo ano farei minha faculdade de gastronomia- afirma decidido.

Na transição do governo Teo para Renan foi escolhido para compor a equipe de trabalho e de seu profissionalismo surgiu o convite de Renan Filho para gerenciar a equipe da copa no Palácio República dos Palmares.

Sou um homem negro de 30 anos e  celebro todos os lugares por onde passei. Celebro todas as conquistas. Família, trabalho, amigos  e minha fé. E sou feliz.

Seu nome é Thiago Cesar.

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com