Para a pessoa branca estudar é necessário. Para a pessoa negra é fundamental. Não se faz revolução sem um livro na mão.

4f4d90c4 6fe1 4b6d 96e8 730ad841696f
Preta, arquiteta e urbanista, servidora da Câmara Municipal de São Paulo, colunista, Joice Berth escreve sobre negritude, educação e revolução.
Vai lendo...
 
 

"Para a pessoa branca estudar é necessário. Para a pessoa negra é fundamental. É questão de sobrevivência também, ler e refletir sobre o pensamento branco e sobre o pensamento negro. E refletir muito. Mas muito mesmo. Até a exaustão. Essa é a única possibilidade de libertação que temos, nós pessoas negras, em um mundo construído sob a idéia de que nossa alienação é facilitadora do nosso aprisionamento. Estudar também é um ato de rebeldia, também é uma luta. O Brasil está em um processo avassalador que é conseqüência de séculos de trabalho de alienação de mentes. O estudo, a informação, o aprendizado tem sido elitizado, acessível apenas para a parte que quer dominar, a parte privilegiada. Olha a diferença da qualidade e do preço de uma escola pública e de uma escola particular. Não é por acaso. Ao pobre, que não por acaso é preto, o pior ensino. Ao rico, que não por acaso é branco, as mais sofisticadas e caras escolas, além de curso de idiomas, cursinho universitário, etc. 
A burrice da massa popular é um plano político. Não é brincadeira não minha gente.
E isso se mostra com força nesse momento do país. Não adianta vociferar bobagens... Não adianta lutar sem raciocínio bem alimentado. Vamos estudar minha gente... Informação é poder. Não por acaso, as cotas raciais estão é sempre estarão na mira dos poderosos. Negro burro é negro passível de ser escravizado de todas as formas possíveis e imagináveis. Pensam nisso. Não se faz revolução sem um livro na mão."

 

Fonte:https://www.facebook.com/joice.berth.3158?hc_ref=ART8YQM9EkH42l4UIaKQ0mGuClLbqTC2nWdRyWANywsr1gpISBMw92tg2VX0O5qYi2s&fref=nf&pnref=story

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Pela primeira vez na história, mulher trans –homem produz leite e amamenta bebê.

5e1530d6 fe19 4d90 b50d 96e4cb8bfb44

A notícia chega através da BBC Brasil.com que afirma que uma mulher transgênera produziu leite e amamentou um bebê. É a primeira vez que um fato como esse é reportado, cientificamente, segundo pesquisa publicada no períodico Transgender Health.

Com 30 anos de idade, a mulher trans (que nasceu com corpo de homem mas se identifica como uma mulher) quis amamentar o bebê depois que sua companheira, que estava grávida, decidiu que não queria ter essa experiência.

A produção de leite foi possível com um tratamento que envolveu a administração de um coquetel de remédios, incluindo um medicamento que estimula a produção de leite e um bloqueador de hormônios masculinos, e o bombeamento da mama. A mulher trans tem recebido terapia hormonal por seis anos, mas nunca realizou nenhuma cirurgia de mudança de sexo.

Um especialista do Reino Unido disse que a pesquisa é "emocionante" e pode levar a mais casos de amamentação por mulheres trans.

Tratamento para poder amamentar

Antes do nascimento do bebê, a mulher trans se consultou com médicos e manifestou seu desejo. Os médicos então a colocaram em um tratamento de três meses e meio, para ajudá-la a produzir leite artificialmente. Esse tratamento geralmente é fornecido a mulheres que adotaram bebês ou que tiveram filhos com o auxílio de barrigas de aluguel.

Como resultado, a mulher trans foi capaz de produzir uma quantidade "modesta mas funcional" de leite - cerca de 240 ml por dia.

Segundo os pesquisadores, o leite da mulher trans foi a única fonte de alimentação do bebê por seis semanas. Durante esse período, o crescimento, a alimentação e os hábitos intestinais do bebê foram "apropriados ao desenvolvimento".

Depois disso, o bebê também começou a tomar leite de fórmula, porque não havia uma quantidade suficiente de leite natural sendo produzida. Ele tem agora seis meses e ainda é amamentado como parte de sua dieta. (...)

 

Fonte:https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/mulher-trans-produz-leite-e-amamenta-bebe-pela-primeira-vez-já  registrada,250cfd4cbb769da187619305dd15db54xeebhd93.html

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Eu condenei um adolescente a morrer na prisão. E me arrependo até hoje.

Vinte anos depois, juíza aposentada dos Estados Unidos se arrepende de condenar jovem de 16 anos a ficar na cadeia até 2201 e o blog republica a matéria.*

 

“Você vai morrer no Departamento Penitenciário”. Essas foram as palavras que eu, como juíza, dirigi a Bobby Bostic, em 1997, quando o condenei a um total de 241 anos na prisão por ter participado de dois roubos a mão armada, com apenas 16 anos de idade.

Bostic e mais um amigo, de 18 anos, roubaram um grupo de seis pessoas que estavam distribuindo presentes de Natal para famílias carentes em St. Louis, nos Estados Unidos. Dois tiros foram disparados. Uma bala pegou uma das pessoas de raspão, mas ninguém ficou ferido de forma grave. 

Depois, os dois roubaram outra mulher — que disse ter sido tocada pelo cúmplice de Bostic antes de ser liberada. O dinheiro roubado dela foi usado para comprar maconha. Bostic quis ir a julgamento, mesmo com tantas indícios de provas contra ele. Foi considerado culpado.

Ele então me escreveu uma carta para tentar explicar suas ações. Mas não demonstrou, na minha visão da época, arrependimento o suficiente. Eu disse a ele: 

“Você é o sujeito mais estúpido que já passou por esta corte... você fez suas escolhas. Agora vai ter que viver com as consequências, e morrer com isso... a data da sua liberdade condicional fica marcada para o ano de 2201. Ninguém nesta sala vai estar vivo em 2201”.

Pensei que estava punindo Bostic pelos seus crimes. Olhando para o passado, percebo que estava o condenando pelo que ele tinha feito e também por sua imaturidade.

Agora estou aposentada, e me arrependo profundamente pelo que fiz. A ciência descobriu tanta coisa sobre o desenvolvimento do cérebro humano nestes mais de 20 anos desde que proferi a sentença. O que aprendi (tarde demais) é que o cérebro das pessoas jovens não é estático; eles estão em processo de amadurecimento. Garotos da idade dele são incapazes de medir riscos e consequências da mesma forma que um adulto faria. 

Um sem-número de pesquisas científicas mostram que os jovens têm uma maturidade e senso de responsabilidade menor que o dos adultos porque eles ainda estão crescendo. E, por esse mesmo motivo, eles têm maior capacidade de melhorar.

Talvez isso não seja nenhuma surpresa. Nós, enquanto sociedade, reconhecemos que crianças e adolescentes não podem e não devem agir como adultos. É por isso que até uma determinada idade você não pode votar, se alistar no exército, participar de um júri ou comprar cigarros e bebidas alcoólicas.

Os próprios tribunais começaram a adequar a lei à noção da sociedade de que crianças são diferentes (e devem ser tratadas de outra forma). No julgamento Graham v. Florida, em 2010, a Suprema Corte se embasou em estudos sobre a mente ao determinar que a Constituição dos EUA proíbe jovens que não tenham sido acusados de homicídio de serem condenados a uma sentença perpétua sem liberdade condicional. É “cruel e incomum”, determinaram, que um jovem que não seja réu por homicídio “morra na prisão sem nenhuma oportunidade real de conseguir a liberdade”.

Estes jovens precisam de uma oportunidade para mostrar que cresceram e estão reabilitados. Eles não podem ser excluídos para sempre da sociedade por algo que fizeram antes mesmo do seu cérebro ter se desenvolvido por completo.

A maior parte das cortes nos EUA interpreta que esta decisão de 2010 da Suprema Corte proíbe sentenças como a que eu determinei para Bostic. Tecnicamente, não o condenei a uma “vida sem condicional”. Mas a verdade é que ele só vai poder pleitear uma condicional aos 112 anos de idade. O que significa que irá morrer na prisão, e não faz diferença se ele conseguiu se reabilitar ou amadurecer, conforme ficou mais velho.

Hoje penso que este tipo de sentença é tanto ignorante como injusta. Mas cortes de Missouri e de muitos outros estados ainda permitem este tipo de decisão. E os juízes de Missouri mantiveram a minha sentença.

Esta semana, a Suprema Corte dos EUA vai decidir se irá ou não julgar o caso de Bostic. Caso isto se confirme, eles irão debater se a sentença dele está de acordo com a Constituição. Acredito que a corte deveria pegar este caso e dar a Bostic a chance que eu lhe neguei: de provar que mudou, e que não merece morrer na prisão por algo que fez aos 16 anos de idade.

É errado impor uma sentença perpétua, sem condicional, a uma criança que não cometeu assassinato — seja em uma sentença por um ou por vários crimes. 

Eu puni Bostic por ser imaturo. Condenar jovens como ele a uma vida na prisão sem chance de ver a liberdade, independente de eles amadurecerem com o tempo, é algo injusto, desleal e, pela decisão da Suprema Corte de 2010, inconstitucional.

*Evelyn Baker é juíza aposentada do estado de Missouri, nos Estados Unidos.

Tradução: Naiady Piva

 

*Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/justica/eu-condenei-um-adolescente-a-morrer-na-prisao-e-me-arrependo-ate-hoje-1pdt23krzc5hrmyzfro16o4sf

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Davi da Silva não era um bandido e foi morto. Seu corpo nunca foi encontrado.

A8beb5d4 5f28 4ba3 a7c0 575dc4b719f2

 

Possuidor de um forte argumento o Estado- que produz a miserabilidade e os miseráveis sociais- induz a sociedade, refém do medo criado pela desordem institucional- a crer que a morte do outro que a ameaça a faz sentir-se segura. 
Em agosto de 2014, no bairro do Benedito Bentes, em Maceió, Alagoas, Davi da Silva foi seqüestrado, torturado, assassinado e o corpo ocultado.
Davi da Silva não era um bandido.
Policiais fardados seqüestraram Davi da Silva.
Cometeram os crimes de tortura, seqüestro, cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Davi da Silva tinha 17 anos, não portava arma ou representava ameaça aos seus algozes.
A sociedade alagoana se fez de muda-e-surda diante da morte anunciada do adolescente Davi. 
A sociedade alagoana naturalizou o assassinato de Davi da Silva,preto, pobre e morador das periferias distantes.
Davi da Silva não era um bandido e foi morto. Seu corpo nunca foi encontrado.

E faz mais de três anos que a mãe  chora sua morte.

E daí?

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Nossa casa acaba de ser invadida por uma bala perdida- conta Ana.

35a73f66 9630 494e 809e 78ae45e171d7

 

Ana mora no Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa.

E na Cidade Maravilhosa vidas estão sendo interrompidas por força das balas, certeiramente, perdidas e as vítimas são geralmente crianças e adolescentes pobres, moradores dos morros e  favelas invisíveis.

Mortes em enxurradas, mas, que ainda não causam comoção ou convulsão social, a tal da indignação popular que enche ruas e pede  justiça e destituição de quem gerencia o poder.

Só em 2018, cinco  crianças e adolescentes foram executados.

São algumas das  vítimas oficiais  das  balas perdidas.

As mortes contínuas e ininterruptas na Cidade Maravilhosa e em tantas outras periferias invisíveis (na sua grande maioria das pretas gentes dos morros ),vem se tornando   meras estatísticas, noticiadas na TV.

Estatísticas que contam a história de um povo abandonado e silencioso e silenciado.

Um estudo feito pelas Nações Unidas revelou um dado alarmante: o Brasil é o segundo país da América Latina e Caribe com maior número de casos de balas perdidas e o terceiro em número de mortes causadas por esses disparos. Ficamos atrás apenas da Colômbia e da Venezuela.

E  Ana nos conta :” A bala bateu na mesa da sala, espatifou o vidro, bateu numa parede e foi parar num outro cômodo. Há alguns minutos atrás eu estava sentada ali! Estamos todos bem! A dúvida que fica é: de onde veio essa maldita? De frente pra janela só tem um prédio.De saco cheio...”

A bala, que ninguém sabe de onde veio, caiu no meio da sala de Ana. Qual seria o alvo da bala perdida?

O que vem depois da bala?

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

O que estava dado no desfile do Paraíso do Tuiutí é que nós, pret@s, estamos sofrendo golpes desde os primórdios da diáspora africana. Não era sobre Temer.

41892bc9 1bca 4951 8c8d 50555d9e8552

 

Winnie Bueno, mestranda em Direito pela Universidade do Vale Rio dos Sinos (Unisinos/RS) na linha de pesquisa Sociedade, Novos Direitos e Transnacionalização, colunista / escritora / pesquisadora de Porto Alegre reinterpreta, com maestria, o desfile do Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti,  sediada no Rio de Janeiro, Brasil.

A Escola teve origem no Morro do Tuiuti,  situada no bairro de São Cristovão.  Estava sediada, até 2010, no mesmo bairro, próximo ao Campo de São Cristovão,  mas perdeu sua quadra nesse ano, para dar lugar a uma unidade da Rio Luz e no carnaval de 2018 trouxe  como enredo os 130 anos da Lei Áurea com  título "Meu Deus! Meu Deus! Está extinta a escravidão?".

“Não sou escravo de nenhum senhor / Meu Paraíso é meu bastião / Meu Tuiuti o quilombo da favela / É sentinela da libertação.”

O desfile da Paraíso do Tuiuti foi apoteótico e causou furor na avenida e nas mídias sociais.

Vai lendo o que nos diz Winnie Bueno:

 

“A esquerda classe média branca descobriu ontem que carnaval é crítica social.

Aliás, o desfile do Paraíso do Tuiutí, (que vocês nem sabem onde fica), definitivamente não era para vocês, para os seus Fora Temer, e ESPECIALMENTE, para o alívio da consciência política de vocês.

Era um desfile feito para a comunidade do Morro do Tuiuti, pela comunidade do Morro do Tuiuti.

É lamentável ver vocês transformarem isso numa mera síntese do "golpe" ao estado democrático pós impeachment da Dilma.

O que estava dado no desfile é que nós, pretos e pretos, estamos sofrendo golpes desde os primórdios da diáspora africana.

Não era sobre Temer.

Não transformem esse enredo importante para a comunidade negra, que vai entrar para nossa história da mesma forma que Kizomba - A festa da Raça, em um fetiche branco.

Edit importante pescado nas palavras do Onir Araújo: o enredo tem muito mais pertinência política com a luta dos quilombolas, que venceram uma luta política importante há uns dias atrás e a mesma esquerda branca deu um total de zero repercussão do que com os patos da FIESP e o "golpe" dos paneleiros.

Se orientem.”

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Minha Avó Morta e a Fantasia de Morcego.

61106671 d404 49e9 86e7 31370aaf21ce

Ras Adauto escreve lá da Alemanha, uma história verdadeira de carnaval:

 

Quando eu tinha 5 anos de idade, minha família morava numa "cabeca de porco", na rua Felício 33, em Cascadura,subúrbio, perto de Madureira, nop Rio de Janeiro.

Um sábado acordei com um grande choro de minha mãe e as mulheres da "cabeça de porco" amparando-a e em cima da mesa no centro do cômodo o corpo de minha avó. Era sábado de carnaval.

O menino não entendeu nada daquele espetáculo e mesmo surpreso, pois nunca vira a mãe naquele estado e desmaiando nos braços das mulheres. quando minha mãe falou comigo, disse:

- Vovó morreu, caiu morta hoje cedo na cozinha, quando foi tomar café.

- E ela não terminou a minha fantasia de morcego, respondi.

A fantasia estava lá na velha máquina de costura, com a qual minha mãe e minha avó costuravam as roupas de todo mundo ali naquela "cabeça de porco", as nossas e das vizinhas.

À tarde meu pai chegou do trabalho e trazia entre outras coisas de carnaval pra nós, a máscara de morcego da minha fantasia. Logo começaram a chegar a parentada toda, muita gente de longe, amigos da família e outros vizinhos e fizeram o "gurufim" de minha avó até o dia seguinte. Eu no canto, aborrecido com minha avó, que não se levantava daquela mesa pra terminar a minha fantasia de morcego.

O enterro de minha avó saiu às 11 horas da manha e lá fora era domingo de carnaval e a Rua Felício estava animada de batuques e gente fantasiada passando indo em todas as direções. Apesar de bem pobres, no enterro de minha avó tinha muitos carros. e pouco antes das 11 apareceu o coche que ia levar o caixão da morta: dois grandes cavalos (um preto e um branco com penachos ) puxando uma charrete toda ornada de roxo e dourado, parecidos saídos de algum filme.

No momento em que iam colocar o caixão sobre o coche, vinha um bloco de sujo todo animado, na maior batucada e de repente um cara com apito deu o tom e a batucada silenciou
Como num passe de mágica. Os que tinham chapéu na cabeça ou máscaras nos rostos tiraram e ficaram em silencio absoluto. os cavalos seguiram com aquele fila de carros atrás levando minha avó Maria para a sua última viagem.

Todo esse tempo eu fiquei encostado no portão aborrecido, com a máscara de morcego enfiada na cara, ainda sem entender porque a minha avó deixou a minha fantasia lá na máquina de costura e foi levada sem terminá-la.

Muitos anos depois, minha mãe morreu num domingo de carnaval e dessa vez eu não estava presente, estava em salvador. e só fui saber uma semana depois, quando liguei pra minha Irma daquele telefone ao lado da casa de Jorge amado no pelourinho.

Carnaval pra mim é muito estranho sempre.

negra panther

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Com o procurador-geral, Alfredo Gaspar, Instituto Raízes de Áfricas discute desafios para implementação das políticas de ação afirmativas, além da meritocracia.

51886d42 2ec9 4f98 9060 4a2e52e69b94

 

Na tarde da terça-feira, 06/01,a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, esteve reunida com o procurador Alfredo Gaspar de Mendonça, numa aprofundada discussão sobre os desafios que se apresentam para a implementação das políticas de ações  afirmativas para o povo preto, dentre eles a implementação da  Lei nº 10.639/03, que em 9 de janeiro completou 15 anos.

Arísia Barros  ressaltou da necessidade do  poder público estabelecer espaços para a construção de conhecimentos na perspectiva antirracista, mesmo diante das muitas resistências sociais e principalmente do racismo institucional.

É preciso descontextualizar, socialmente, os múltiplos significados do racismo estrutural,como parte do processo de reconhecimento de direitos de um povo protagonista da história brasileira- ressaltou Arísia Barros.

O procurador  falou dos encontros ocorridos anteriormente, com o Instituto Raízes de Áfricas,  de forma a permitir um diálogo  mais aproximado, afim de compreender a complexidade da realidade do racismo e das desigualdades raciais, em Alagoas.  

Sim, precisamos de políticas públicas  no sentido de  valorização da história, cultura e o povo negro dessa  Alagoas,  que tem o Quilombo dos Palmares- como símbolo máximo da liberdade- finalizou.

Outros pontos pertinentes a questão foram discutidos e encaminhados.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Instituto Raízes de Áfricas propõe a SESAU engajamento e um esforço conjunto para o enfrentamento aos transtornos depressivos e doenças correlatas.

701514f2 f79b 4043 b3ef 1b59563c14d5

A depressão e doenças correlatas  tem sido uma das principais causas de óbitos , em Alagoas e tem gerado  sofrimento grande as famílias.

Dados fornecidos por estudo realizado pela Universidade de Harvard indicam que, das dez doenças mais incapacitantes em todo o mundo, cinco são de origem psiquiátrica, dentre elas a  depressão.

A depressão não escolhe gênero, classe social, idade, cor. Se não for tratada, ela pode se desenvolver até chegar ao momento crucial: a tentativa de suicídio ou até mesmo ao próprio suicídio. 

O aumento de casos relacionados à tentativa de suicídio em Alagoas é considerado alarmante. Dados do Hospital Geral do Estado (HGE) mostram que, a cada ano, os números aumentam e os maiores casos estão relacionados às mulheres.

Os transtornos depressivos desabilitam pessoas  para a vida.

Como ativista e represerntante eleita nas Conferências Estaduais  de Saúde da Mulher e Conferência de Vigilância da Saúde (2017), a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros se reuniu com o Secretário Executivo de Ações de Saúde, Paulo Teixeira buscando  saber sobre as ações da SESAU, em relação as providencias que o caso exige.

Arísia Barros propôs o engajamento e um esforço conjunto entre o Estado, associações de portadores de transtornos depressivos, familiares e sociedade civil organizada, no sentido de desenvolvimento e fortalecimento de   ações específicas nesta área.

Paulo Teixeira se comprometeu a compilar os dados já existentes sobre depressão e suicídios, realizado pelo HGE e marcar uma reunião ampla, com diversos atores institucionais ou não, para traçar caminhos.

Ao tomar conhecimento da proposta o secretário de Saúde Christian Teixeira, complementou: “Excelente iniciativa. Conte com nosso apoio.”

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Vaquinha on line é criada para ajudar doméstica a concluir faculdade de Direito.

Ea42a76f 5260 4cd5 8a04 8a9207e5a5b1

Marinalva de Deus Barbosa é diretora do Sindicato de Trabalhadores Domésticos do estado da Bahia (Sindoméstico – Bahia, e  também  estudante do sexto semestre do curso de Direito da Faculdade Batista Brasileira em Salvador – BA.

No entanto, tem ficado muito difícil arcar com todas as despesas de uma formação superior diante do cenário atual do nosso país. As mensalidades do curso de Direito noturno nessa instituição custam R$ 976,00. Já estão pendentes 3 semestres, o que significa que apesar de ter prestado as avaliações e cursado as disciplinas, no sistema da Faculdade não consta nada, pois não foi possível fazer a matrícula semestral diante das mensalidades em atraso. Além disso, tem as despesas com livros, fotocópias e materiais de estudo.

Marinalva é uma guerreira e tem uma história de muita luta e resistência. Foi se alfabetizar já adulta. Veio do interior para a capital da Bahia em busca de um trabalho e melhores condições de vida sem saber ler nem escrever, pegava os ônibus guiando-se pela cor. Trabalhou por 2 anos em Salvador sem sequer ter registro de nascimento. Só conseguiu depois de 2 anos trabalhando sem registro algum, quando juntou ela mesma o dinheiro para o seu registro de nascimento e documentos pessoais. Ao longo do exercício da sua profissão como Trabalhadora Doméstica teve dificuldades para se alfabetizar, pois ainda que conseguisse uma liberação no emprego para ir à escola, a exaustiva carga horária de trabalho no emprego e a carência de orientação na escola prejudicava o seu aprendizado. Em 1988 conheceu uma professora que se dispôs a ensinar Marinalva a ler e escrever. Depois disso, não parou mais. Cursou o ensino fundamental, médio e apesar de todas as dificuldades, 13 anos depois de concluir os seus estudos, conseguiu ingressar num curso superior: bacharelado em Direito.

Marinalva é militante da causa das trabalhadoras domésticas, das mulheres negras e do Movimento Negro Unificado. É a primeira entre as diretoras do Sindoméstico a acessar o ensino superior e em breve, assim que regularizada a sua situação e concluídas as disciplinas, será bacharela em Direito. Uma conquista não só de Marinalva, mas de todas as mulheres, mulheres negras, trabalhadoras domésticas.

Sua colaboração pode ser decisiva para a conquista do diploma de Marinalva!

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/marinalva-rumo-ao-diploma-de-direito

Fonte:http://midianinja.org/news/marinalva-e-domestica-e-precisa-de-ajuda-para-conquistar-diploma-de-direito/

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com