A Semu é a secretaria estadual da mulher do governo de Paulo Excelência e tem como missão acolher, discutir, estabelecer políticas públicas para as questões de gênero, dentre elas, o enfrentamento ao feminicídio.

É a Semu a ‘coordenadora-mor ’ para a implementação das políticas de gênero, portanto cabe a ela a responsabilização das respostas estatais sobre a pauta.

Esclarecida essa parte, vamos a outra mais formal.

A Caravana Federativa do Governo Lula vem a Alagoas, ou precisamente, Maceió, a capital, dias 25 e 26 de fevereiro, no  Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, e,  a uma das propostas da Caravana é promover uma escuta articulada entre as três esferas de governo; Município, Estado, União, e a partir desse pressuposto criar uma agenda ampliada, como política de soluções.

Esta ativista está achando tudo muito legal, bem bacana, mas, o pensamento esbarra em percepções estranhas de quem está a alinhavar, essa agenda tridimensional.

Ora, vejam bem, se o Governo Federal se propõe a ouvir o Estado, como se explica a exclusão da Semu, como debatedora, à  mesa de  Diálogos Federativos - As ações e programas - Feminicídio Zero

Afinal, não é a Semu que  monitora e promove a gestão de conhecimento sobre a demanda das políticas públicas no Estado todinho?

E como é que a Caravana do Governo Federal  chega em casa alheia ,e, exclui  a  ‘responsável’ pela pauta?

Ingerência?!

Deve ter alguma explicação plausível, não é mesmo?.

Pode isso, Paulo Excelência?