Encontre-se por Carol Fontan

O PARAÍSO DA INFÂNCIA

  • 21/01/2021 16:34
  • Encontre-se por Carol Fontan

O PARAÍSO DA INFÂNCIA

Há algum tempo li um artigo que falava que a criança é o ser de maior capacidade para se viver a felicidade. O autor demonstrava um exemplo de crianças que mesmo em situação de pobreza extrema, guerras e todos esses cenários caótico  (triste realidade de muitas), e mesmo assim essas crianças conseguiam brincar, correr, fazer amizades, gargalhar. Tudo isso utilizando sua habilidade criativa e ausência de senso crítico.

É bem verdade que quando pensamos em “ser uma criança” ligamos ao fato de um mundo de fantasias, onde não existem problemas, todos se aceitam como são e a única coisa que buscam é viver essa felicidade intrínseca da forma mais intensa possível.

Eu gostaria muito de continuar a concordar com esse pensamento, mas, sou tentada a falar que o mundo contemporâneo ou talvez seja só  a realidade, é bem diferente desse paraíso infantil....

Como em todas as vezes, observando o meu entorno e todas essas crianças que fazem parte da vida de meu filho, eu me peguei questionando: “onde estão estas crianças”? Sim! Essas crianças que não julgam, essas crianças que aceitam os outros como são, essas crianças autenticas e tão alegres? Para onde elas foram?

Essas crianças são os adultos de amanhã, e já mostram o que estão aprendendo com os exemplos que as rodeiam em casa, na rua, na escola, na tv e na internet. Então, me pego fazendo outro questionamento: Onde estão esses pais? Que não percebem que suas crianças estão perdendo sua essência infantil e inocente e se tornado uma “criança adulta”?

Porque ensinar as crianças a guardarem magoas e rancor do colega? Porque ensinar uma criança a ser orgulhosa? porque ensinar uma criança a excluir e humilhar outras crianças? Porque permitem que seus filhos finjam ser outras pessoas dentro de casa e fora delas “tocar o terror”, porque ensinar que são melhores e mais espertos ou mais bonitos que os outros? Sim, você ensina tudo isso com seu estilo de vida, com sua maneira de tratar as outras pessoas, com sua maneira de falar com eles. O que eles serão amanhã é responsabilidade sua, seja pelas suas ações ou ausência delas.

Onde estão os valores? Ensinar a viver é algo que a própria vida se encarrega de fazer, talvez o nosso papel seja ensinar as ter as ferramentas necessárias para isso “valores pessoais”.

Meu filho tem TDAH e mesmo sendo uma condição neurobiológica e que não traz nenhum tipo de limitação ou risco social, pode ser um fator determinante para conflitos sociais na infância, pela agitação, irritação e dificuldade de compreensão em alguns momentos. Sempre que fico de longe olhando sua interação com colegas, me abre um buraco no peito de tanta dor por vê-lo sendo rejeitado nas brincadeiras, deixado de lado, sozinho e fazendo de tudo para chamar a atenção e com sorte ser aceito por eles, me abre um buraco quando um colega o insulta com palavras bem adultas como: egoísta, você não é de Deus, eu não gosto de você, e outras muito piores que prefiro não relatar...

Me abre um buraco no peito quando as mães vêm me reclamar que ele fez isso ou disse aquilo, sendo que não viram o que o seu próprio filho fez e vem fazendo antes disso para com ele.... 

Me abre um buraco no peito quando ele pede desculpas por algo que nem fez só para ser reinserido no meio, me abre um buraco quando os colegas aprontam e correm e o deixa lá como o culpado, já que ele é sempre o culpado de tudo.

Me abre um buraco quando menosprezam, gritam, julgam, excluem, insultam, rotulam e o fazem sofrer diariamente.... quase como uma copia perfeita do que acontece em suas casas. Essas crianças também sofrem e por isso ferem. 

 Eu me pergunto mais uma vez, onde estão as crianças sendo crianças? Onde está a inocência e a essência de felicidade?

A vida tem o ensinado a reagir, a bater, a se encolher, a aguentar, a superar... Eu sigo lutando e fazendo minha parte de lutar contra a maré, sigo o enxergando como de fato ele é, sigo fortalecendo sua autoestima e mostrando que não há nada de errado em ser como ele é … 

E se terei êxito eu realmente não sei, mas o farei incansavelmente. E se ele seguir meu exemplo na fase adulta, eu ficarei feliz por seguir seus valores. Por enquanto eu só desejo que ele seja criança.

 Essa guerra social não precisa existir agora, deixa isso para quando eles estiverem de fato nessa guerra, não ensine seu filho a ser um guerreiro de ataque, mas se seu lema é que a vida é uma guerra de lutas diárias,  então ensine-o a ser um soldado da paz, e que também há tempo de descanso, que no caso deles é o agora no paraíso da infância.

E como em todas as vezes eu falei para mim e talvez faça algum sentido para você. 

Somente dentro de mim encontrarei o outro.

Uma vida de "Fake News"

  • 12/01/2021 14:47
  • Encontre-se por Carol Fontan

Barriguinhas chapadas, alimentação saudável, cabelos hidratados e esvoaçantes, festas e muita cantoria com amigos, declarações de amor, viagens, premiações de trabalho, personalidade do ano, mensagens de superação e motivação, amor e muitos sorrisos….  

Isso é só um pouco do mundo que vemos nas famosas redes sociais, e acredito que essa sempre foi a proposta né?! compartilhar os momentos agradáveis, era para ser assim se soubéssemos utilizar e não sermos nós os usados. 

Esse fim de ano visitei algumas pessoas, algumas eu  só conhecia através das redes e outras eu já conhecia pessoalmente, comecei a observar que em ambas as situações, se tratava de vidas bem diferentes compartilhadas pela mesma pessoa. Tal observação chegou até me entristecer… 

Se você se propor a enxergar o outro, talvez perceba a tristeza profunda que carregam em seus olhos enquanto forçam um sorriso, talvez percebam o enorme esforço para socializar e se manter em uma conversa no qual estam desinteressados enquanto lutam com sua vontade de estar em sua cama dormindo. Talvez percebam que eles estão se embebedando por que no fundo estão desesperados por uma direção e respostas para suas angústias, que nem vontade para fazer lista de meta eles tem mais, mas talvez até faça para ter um conteúdo para postar no stories. 

Talvez você perceba o quanto estam lutando para parecem serem fortes ou felizes por terem superados todas as suas dores, mas por dentro estão tão despedaçados que não aguentam nem mais um tropeço e estão aterrorizados com essa hipótese, talvez percebam toda a culpa por trás dos sorrisos e gentilezas.  Essas pessoas criaram um personagem para aguentar e continuar, entretanto se sentem presos a eles e querem agora serem livres de disfarces.

Enquanto eu processava todas essas expressões, eu me questionava o quão contraditório era com aquela vida apresentada nas redes, e o quanto deve ser cansativo manter esse papel, essa falsa vida. 

há, mas eu seleciono o que posto, lá eu mostro apenas o que quero que vejam…  Isso é fato, trata-se de  uma vida editada por você. 

E mais uma vez eu me questiono, se é para ser assim? Porquê passar a mensagem que existe uma vida perfeita?  são produtores de uma novela e os que têm uma vida real são os telespectadores que se alimentam de uma fantasia que o destroem e o afastam de sua própria felicidade real…. não seria isso uma crueldade? ou só autossabotagem? 

Quanta discrepância nesse novo estilo de vida, onde as pessoas deixam de estar presentes para registrar em fotos e vídeos para terem o que postar, mas nem sequer apreciam o sentimento de estar ali, quem faz isso por eles? aqueles consomem a vida deles como um produto e deixam de viver as suas… quem está vivendo então?...

Ferramenta é algo que temos e utilizamos quando precisamos, mas nesse caso nós somos a ferramenta….  Ou  de repente pode até ser uma ferramenta de fuga para não encarar a realidade e continuar com sua  autopunição. 

È, eu também faço uso da internet, é o que me permite estar aqui agora falando com você, entretanto acho interessante  que quando deixo de postar por alguns dias, alguns seguidores me cobram a presença digital como se eu não estando ali, eu não postando, fosse um sinal que nada estivesse acontecendo em minha vida, e é justamente o contrário. 

percebe a distorção de percepção que se propagou? como se a vida fosse online. 

Perceba que em todo o texto eu me incluo nas situações, eu faço parte do mundo e todas as suas complexidades, eu penso que a diferença é o perceber e tentar fazer algo a respeito para não virar parte da estatística. se você chegou até aqui é porque você também tem esse desejo. Então REAJA e atente-se que o re-agir é agir de novo, e quantas vezes forem necessárias, lute por você A vida é um presente, não devolva sem antes abrir. 

"A Virada"

  • 29/12/2020 11:05
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Um ano atípico que pegou todos de surpresa com esse turbilhão de sentimentos e emoções em que ainda vivemos, divididos entre o misto e a confusão de medo, negação, histerismo, compaixão, luto, depressão, gratidão, renovação, alívio...

e aí um novo ano se aproxima, e com ele a esperança de renovação e mudanças assolam em nossos corações, uma alegria e compaixão tomam conta e ficamos seres humanos mais benevolentes, fazemos as pazes, perdoamos e pedimos perdão, um novo corte de cabelo, um novo amor.... Mais que pena! Sim, é uma pena que tudo isso se desfaça em menos de uma semana...

Uma dura realidade e bem humana e que precisa ser dita, assim somos. Até o dia 01 de Janeiro o clima ainda está no ar, entretanto, vai evaporando como uma fumaça e logo a mesma realidade bate à sua porta. Sim, os problemas ainda estão lá e ele não vai embora junto com o ano que acabou, as contas ainda chegam, ainda tem brigas no seu relacionamento , seu filho ainda é difícil, o seu emprego ainda é um saco e você ainda se sente infeliz. 

E graças a Deus por isso, sim, graças a Deus! É sinal que você está vivo e se ainda se incomoda com tudo isso é porque verdadeiramente anseia por mudanças, mudanças reais, mudanças permanentes. Mas essas mudanças não acontecem com a virada de um ano, elas acontecem quando não aguentamos mais sofrer e passamos a deixar de só decidir e anunciar a decisão, acontece quando você transforma seu sofrimento em raiva e essa raiva te impulsiona a ação, ação massiva e constante. Sim, raiva de continuar assim a tanto tempo, raiva de sentir pena de si mesmo, raiva de mendigar atenção e aprovação dos outros, raiva de ter tanto medo, raiva de continuar sendo refém de si mesmo. Use essa raiva que você vem nutrindo e escondendo a seu favor e vire essa chave que só você é capaz e lute  por você mesmo. 

Me responde ai: 

Haviam 3 sapos em um galho, 1 decidiu pular, quantos ficaram?

-Isso mesmo, quantos pularam? E quantos ficaram?

-Pense direito, agora responda de novo. 

- A resposta é: nenhum pulou

Ele decidiu, mas não agiu, a decisão sem ação não muda nada, a ação precisa ser reforçada pela decisão diária de manter a constância, persistência é o caminho do êxito. Não é um caminho curto, mais desistir não acelera e não muda nada. Deus te deu espírito de força e coragem porque sabia que precisaria, o descanso é na eternidade, amado. Então levanta e anda.

Não faço ideia para quem estou escrevendo, talvez para mim e talvez faça sentido para você, só estou sendo guiada, assim como em todas as vezes em que sento aqui para falar com e para você. 

SÓ VAI E NÃO OLHA PARA TRÁS.

Uma vida feliz te espera, e ela não é feita de momentos. É inteira.

Me sinto invisível

  • 23/12/2020 11:23
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Me sinto como se não fosse desse planeta, como se não fizesse parte de nada importante, de nenhum grupo ou família... É solitário e às vezes dói muito, mas já me acostumei, e percebi que sou a melhor companhia que posso ter!

Esse é o relato de uma pessoa que aprendeu a ser invisível, no início foi satisfatório usar desse artifício para não chamar atenção para si, mas, hoje dói não ser visto e como conforto acredita-se ser melhor assim.

Sim, desaparecer também pode ser um mecanismo de defesa aprendido. Imagine um lar repleto de caos, pai alcoólatra, mãe com comportamento instável, trabalhava muito e ao chegar em casa despejava seu cansaço aos berros, irmãos brigando e apanhando por estarem aprontando todas para chamar a atenção de seus pais, uma casa barulhenta, lotada, desorganizada, suja e com gritaria constante. O caos ocupava tanto espaço em casa que quando desaparecíamos de cena, ninguém percebia, podíamos estar presentes ou não, ir p/ rua e não voltar, nos trancar no quarto sem fazer barulho. Alguns até riam de nós nos chamando de mudo ou simplesmente diziam que éramos tão bonzinhos que não dávamos trabalho porque até esqueciam que estávamos ali.

Nesses momentos era bom ser invisível, porém, não conseguíamos estabelecer amizades porque nãos nos percebiam, éramos aquela coisa no pátio da escola, sem voz, sem desejos, sem expressão. Isso nos afundou em tristezas insondáveis e na sensação de não ter um lugar no mundo. Crescemos afastados do grupo de seres humanos que vivem suas vidas, estudam, trabalham, se relacionam, se amam, se divertem e tem uma vida social. Algo que parece não ter sido feito para nós.

A solidão e a sensação de não pertencer a lugar nenhum estão sempre presentes. Os benefícios desse personagem estão relacionados com não ter responsabilidade sobre nada. Não existimos, portanto não estamos envolvidos nem temos de sustentar nenhuma relação, nenhum conflito, nenhum desafio. Todos esses problemas são delegados aos outros. O invisível saiu do cenário para se salvar e hoje em dia continua do lado de fora, incapaz de se envolver com algo ou alguém.

talvez você se identifique com algumas partes desse personagem, ele existe em muitas versões.

O Perigo da Lealdade

  • 10/12/2020 10:21
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O perigo da lealdade é ser inquestionável, a lealdade significa que estaremos do lado desse indivíduo ou dessa ideologia, dessa moral ou dessa empresa, aconteça o que acontecer. Pertencemos a esse grupo, e qualquer pensamento autônomo ou diferente será considerado uma traição. Não há meio termo para um funcionamento tão extremista.

Tecemos amizades com base nas alianças, não com base na solidariedade. Teríamos que ser muito mais maduros e conscientes de nós mesmos para sustentar amizades apoiadas na compreensão dos nossos estados emocionais. Preferimos alianças para nos sentirmos seguros.

Ao se dizer Leal o entendimento é de prisão, se algum indivíduo tem a ousadia de tirar a máscara, abandonar o partido, mudar de opinião, dissentir, será considerado traidor, virou a casaca.

A lealdade é um falso pacto de sobrevivência. Ninguém nos dará o amparo emocional que precisamos, ainda que não percamos as esperanças.

Não precisamos da lealdade de ninguém, o verdadeiro poder não é ter pessoas submissas a nós, satisfazendo nossos desejos. O poder é a capacidade de amar é estar a serviço do outro, despojado das nossas necessidades infantis.

Isso significa liberdade para tomar decisões, sem medo. Sem precisar pagar, Sem obedecer a ninguém. Somente sendo fiéis a nós mesmos e á compreensão que tenhamos conseguido acessar. A partir dessa verdade, baseada em indagação pessoal, poderíamos agir em favor do próximo. Livres do medo e fluindo com o todo.

Mais é claro que como em todas as vezes eu falei para mim e talvez faça sentido para você.

Já tinha pensando sobre lealdade desse prisma?

Desamor paterno

  • 27/11/2020 05:16
  • Encontre-se por Carol Fontan

Peço licença para continuar a compartilhar uma experiência pessoal, afinal o meu blog tem o nome de “ Encontre-se”  com a finalidade de ajudar  você a se enxergar através  dos meus textos, e ao meu ver um profissional da área humana deve ter como uma de suas forças pessoais a humanidade, compartilhar minhas experiências de vida pessoal me deixa mais próxima de você e é uma demonstração de humanidade, pois, mais que conhecimento teórico eu tenho como falar sobre vivências e sentimentos que são iguais aos seus. pois é, essa sou eu.

Amar e honrar os pais parece ser uma tarefa difícil quando se está na adolescência, talvez porque a adolescência signifique um segundo nascimento, e diferente do primeiro o HD já não está limpo e já existe marcas de rejeição, da falta de amor que parece nunca ter sido o suficiente. Marcas das magoas e ressentimentos criados pela necessidade de disciplinar e ensinar a vida a um filho… Esse segundo nascimento é como se fosse uma explosão de emoções que ficaram presas durante a primeira infância e que encontrou o momento de se rebelar.

Eu também já fui uma criança reprimida e que me sentia demasiadamente rejeitada, na adolescência eu também fui rebelde e coloquei para fora minha raiva guardada. A adolescência foi passando e aquele sentimento de distanciamento dos meus pais, especialmente do meu pai, ainda permanecia. Em desabafo com amigos eu sempre reclamava em como meu pai era ausente afetivamente e aquilo me afetava. Eu queria tê-lo por perto, não me lembro de ter recebido um beijo. um abraço, um eu te amo, ou um simples “ cuidado filha”…

Nem ao menos as reuniões da escola ou encontros da igreja, aniversários, me buscar na saída da escola… Não, ele nunca estava presente. Ele acha que ser pai é colocar a comida na mesa, era a minha fala aos 11 anos de idade. E sim, meus pais eram casados e morávamos todos na mesma casa.

é claro que esse comportamento do meu pai me trouxe algumas consequências, no meu comportamento, emocional e modelo mental, e para meu irmão também. Sim, minha mãe tem sua parcela de responsabilidade, mas as suas tentativas de aproximação eram mais perceptíveis.

Ok, deixando as lamentações de lado e partindo a olhar com um olhar de observador, como se estivesse de fora da situação. Hoje meu pai é falecido e ele morreu pelo mesmo motivo que manteve ele afastado de nós; O vício  no álcool. Ele era alcoolatra e faleceu de cirrose, antes dele morrer nos aproximamos um pouco e pude enxergar meu pai sóbrio.Essa experiência me despertou o interesse em procurar saber sobre seu passado e o que teria acontecido com ele que o fez levar uma vida se anestesiando em drogas licitas e ilícitas, refugiado em momentos de fantasia, sobrevivendo…. E o que eu descobri refez todo o meu conceito sobre o amor, eu enxerguei nele o amor que ele tinha por nós, o fazendo lutar contra o vicio de uma vida inteira, fazendo sacrifícios, é como se ele estivesse se escondendo dele mesmo para nos dar o melhor que ele tinha para oferecer, mesmo que fosse a distancia. Esse amor foi o que prolongou a vida dele por 62 anos de existência. 

Descobri que em sua juventude ele fazia uso de drogas que são consideradas ilícitas. Os tempos eram de ignorância e responsabilizavam as amizades e influencias, penso que os familiares não tinham conhecimento e bagagem para investigar o que lhe afligia… Ele Casou com minha mãe aos 29 anos depois de engravidar minha mãe do meu irmão mais velho, ele construiu uma família e uma carreira profissional e durante os anos seguintes continuou lutando com o vicio das drogas, fazendo uso de forma escondida e isolada, mantendo as aparências de homem de família, pai, e toda as aparências que o mundo social exige de um homem de respeito. 

Parece que um tempo depois ele conseguiu deixar ou diminuir o consumo das drogas ilícitas e acabou substituindo pelo álcool e aí começou uma nova batalha, pois esse vicio ele podia praticar de forma disfarçada e bem aceita na frente de todos e assim a frequência era bem maior, ou ele estava trabalhando ou estava bebendo.  

Não se tratava de nós, se tratava dele. Ele sofria por ser viciado mas não sabia ser de outro jeito e não poderia contar a ninguém sobre sua dor. Ao ter uma família ele se tornou responsável por outras vidas, trouxe sentido para a vida dele, o fez lutar contra os vícios, o fez tentar varias vezes, foi por nós que ele viveu por tantos anos.

Ele construiu um muro em volta de si com as drogas, com o álcool , com o trabalho, com o silencio, com a sua dor, com a individualidade, ele achava que não tinha mais nada a oferecer. Mas, foi graças a família, a nossa família toda errada e cheia de turbulências que ele encontrou forças e compreensão para saber o que era amor. 

Muitas vezes nos trancamos também no nosso mundo repleto de ego e orgulho e só enxergamos a nossa dor de não receber e somos incapazes de praticar a compaixão e humanidade para com o próximo que esta dentro da nossa própria casa, a ponto de nos colocar no lugar do outro para entender  o porque ele não pode nos dar aquilo que não tem. 

Por trás de cada pessoa ferida existe uma dor que ainda está latente, eu penso que só estaremos prontos para sermos amados quando então soubermos amar.

Honrar pai e mãe independente de como são ou foram, esse mandamento tem muito fundamento para mim, e se caso você tenha ressentimentos e magoas da maneira como foi tratado ou acha que poderia ter sido diferente, eu te convido a fazer o que eu fiz, pesquisa só um pouco da historia dos teus pais enquanto foram crianças e assim você entenderá que eles podem ter até superado aquilo que recebeu para dar mais a você. 

Eu gostaria de ter feito isso antes de meu pai falecer para que eu pudesse ter a chance de dizer o quanto eu admiro a sua força e garra, por ter lutado tanto por nós, que eu o perdoei pela ausência, pois hoje eu entendo seus motivos e que mesmo assim me senti amada pelo seu esforço e sacrifico por nós, eu o admiro principalmente por não ter desistido…. Se você ainda tem essa chance, aproveita, passa rápido. 

 

Carol Fontan 

@carolfontann

99913-5276

 

Celebrar a vida!!!

  • 19/11/2020 12:18
  • Encontre-se por Carol Fontan

Hoje o post vai ser um pouco diferente do normal, vai ser bem pessoal. È bem provável que cause estranhamento pois o que se prega por aí é justamente a impessoalidade, mas, eu vivo o que eu prego e a minha profissão é um estilo de vida, eu desenvolvo pessoas, nada mais natural que eu esteja em busca de  desenvolvimento constantemente. Somos eternos aprendizes da vida, e acredite que eu não estou tentando te vender absolutamente nada, além, de que você volte a enxergar o brilho da vida.  Tenho isso incomum com Sigmund Freud, ele desenvolveu suas teses que virou parte da psicanálise através da analise de boa parte de suas experiências de vida. 

Compartilho com vocês esse video de aniversario que eu mesma fiz, isso quer dizer que é bem caseiro, em comemoração aos meus 35 anos de vida. E me veio a tona porque quando adulto não mais comemoramos com festas de aniversários ? não estamos felizes em continuar vivendo? 

A Data de aniversário quer dizer que estamos vivos, sobrevivemos a mais um ano de vida, temo ar nos pulmões, batimentos cardiacos e uma nova chance de continuar existindo, celebre a vida, celebre a saúde, celebre a sua existência…

Gostaria de saber sua opinião sobre os posts e próximos temas, se está fazendo sentido para você…

Amor ou dependência?

  • 09/11/2020 12:33
  • Encontre-se por Carol Fontan

 

Amor, superproteção ou dependência? 

Precisamos falar sobre isso

Relacionamentos abusivo, de dependência emocional entre mães e filhos tem aumentado de forma expressiva e considerável, entretanto, de forma sucinta, disfarçada de amor e superproteção. Estaríamos nós vivendo na era de uma “falsa consciência”? Onde exaltamos e lutamos contra alguns comportamentos e outros acontecem diariamente de forma explicita e são taxados de normais perante a sociedade doutrinada a “honrar pai e mãe” enquanto sacrificam a vida de seus filhos em prol de satisfazer os próprios desejos e necessidades não atendidas como a preencher o buraco emocional que lhe assolam no peito.

Existem incontáveis histórias acontecendo com essa sutileza travestida de amor e dedicação e que tiram de seus filhos o direito de liberdade de viver as próprias vidas. Sufocando-os com seu narcisismo e palavras carinhosas de bem querer, obrigando-os a retribuir o tempo e dedicação gasto como uma moeda de troca, se tornando um peso para seus filhos que entram em um conflito emocional e de valores morais. É de uma crueldade sem tamanho, mesmo sabendo que não é propositado e que vem de uma herança abusiva, se não levantarmos uma bandeira de alerta para as consequências que perduram por gerações, não teremos uma ruptura desse padrão "normalizado” através de uma falsa consciência pregada como superproteção.

Após algumas pesquisas realizadas, livros lidos, vídeos assistidos, observações acerca de comportamentos sociais e a minha própria experiência pessoal, pude constatar que esse tipo de mãe são mulheres que tiveram dificuldade em amadurecer emocionalmente para poder ir além e se tornarem disponíveis para seus filhos, engravidaram sem desejo ou levaram a gravidez como tábua de salvação para sua vida. São infantilizadas que invertem os papeis de quem cuida e quem é cuidado no decorrer de toda uma vida de forma abusiva, para que seus filhos cumpram o papel de alivio em suas tensões. 

Projetam em seus filhos suas insatisfações e dificuldades infantis, os privando do direito de serem as crianças. Absorvem seus filhos para servi-las, se colocam como prioridade máxima, exigem de seus filhos a responsabilidade por seu estado emocional e muitas vezes o financeiro.

Esses filhos quando adultos entram em negação sob o comportamento da mãe, e justificam de variadas formas para não entrar em contato com essa verdade inconsciente recalcada, dessa forma fantasiam a realidade e desenvolvem suas neuroses, histerias de forma moderada ou aguda a depender de cada caso. 

Precisam entrar em negação para conviver com essa mãe, afinal estão presos a elas até o final de suas vidas. Se tornam pessoas com necessidades de aprovação extrema, auto nível de exigência consigo mesmo, dificuldades de estabelecer vínculos, alto nível de insegurança, necessidade de reconhecimento exagerado, dificuldade de amar e receber amor, vazio profundo solidão e depressão.

Esse comportamento é mais comum em mulheres, mãe para com seu filho homem, o que me levou a um breve questionamento, não de ser um “complexo de Electra invertido”, mas de conter fatores semelhantes, desencadeantes desse tipo de comportamento? 

Temos uma imagem formada do que é ser mãe e o que foge disso é evitado falar é tido como tabu, nem toda mãe é boa e causam estragos permanentes em seus filhos. 

Filhos não substituem amores ou casamentos, filhos não tapam buracos emocionais, filhos não servem e nem têm a missão de cuidar dos pais na velhice, você o gerou e não é dona. Assim como uma árvore não come seus frutos, uma mãe não possui seu filho. Não cobre amor de volta, nesse caso não era amor, ao não ser o amor próprio. 

A Maternidade e suas sombras

  • 30/10/2020 13:43
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O nascimento dos filhos representa também o nascimento de uma mãe, mas do que isso, é o nascimento de uma nova pessoa. E por que digo isso? Com a chegada dos filhos você não vê mais os mesmos programas de tv, não veste mais as mesmas roupas, você muda os temas das suas conversas, a sua percepção de mundo muda completamente. O nascimento de um filho traz de volta a criança que você foi um dia e todo o conteúdo que está escondido no subconsciente parece querer sair e se apresentar a você. 

Com os filhos vem todo o medo, insegurança, raiva, tristeza e todos os sentimentos que guardamos por tanto tempo em nossa primeira infância, alguns por falta de amor, carência, outros por terem sido super protegidos, outros negligenciados, outros abandonados e muitos violentados e por isso não sabem como transmitir aquilo que não tiveram para seus maiores tesouros, e por mais que queiram fazer melhor acabam repetindo o que aprenderam.... é o que conhecem de amor. 

Os filhos trazem consigo aquilo que nos incomoda em nós, aquilo que precisamos tratar se apresenta no comportamento dos pequenos como uma incrível armadilha e forma de nos encurralar a nos curar por inteiro. Se soubermos olhar com oportunidade ao invés de criticar e se vitimizar.... 

É como se Deus nos desse a oportunidade de nos tornar pessoas melhores através do amor que sentimos por eles...  Quando os Pais param de reclamar e sofrer e buscam por ajuda e saem dessa ignorância emocional podem se ajudar em primeiro lugar para assim poder oferecer aquilo que os filhos precisam: amor e aceitação. 

Os filhos não são sintomas, nem causas, eles mostram nossas feridas, nosso ego e principalmente nossas sombras. 

Enxergar a maternidade como oportunidade de fazer diferente e dar aquilo que você não teve, vai além de objetos, brinquedos e educação. É uma chance de humildade, de encontro consigo mesmo, de cura e de aprender amar. A educação também vai além de comportamentos socialmente aprovados, educação é sobre valores e princípios, conceito de uma família estruturada com base no sentimento que os une, o amor. 

E é por amor que os pais devem primeiro olhar para si e para seus próprios comportamentos antes de julgar e castigar. Educar é influenciar pelo exemplo, é ser primeiro e não dizer. 

Os seus filhos serão aquilo que você é hoje, isso te conforta ou te assusta? 

Sua vida em troca do meu amor

  • 22/10/2020 09:52
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PEDI UM AMOR ETERNO E DEUS ME MANDOU VOCÊ.

 

Era isso que Davi escutava de sua mãe que sempre foi tão amorosa com ele. A mãe de Davi se separou de seu pai quando ele tinha 5 anos, com isso passou a ser o amor de sua mãe, sim é verdade, muitas mães substituem. Eram apenas os dois em uma lealdade emocional incondicional.

Foi o Davi que deu forças p/ sua mãe superar a fase difícil da separação, Davi sempre lembra que sua mãe falava que não teve outro marido para se dedicar à sua criação, e sem saber, isso gerava uma culpa em Davi, por sua mãe ter se privado da própria felicidade por causa dele, e agora ele teria de retribuir todo amor e dedicação.

Davi já era um rapaz e ainda morava com sua mãe, que lavava sua roupa, fazia sua comida e esperava-o chegar da faculdade para poder dormir. Davi se apaixonou, noivou e resolveu casar, mas se angustiava ao pensar o que poderia fazer p/ preencher o vazio que ficaria na vida de sua mãe.

Davi casou, visitava sua mãe com frequência para almoçar e às vezes jantar, no fim de semana levava sua mãe para dormir em sua casa...

O que causou muitas discussões com sua esposa, pelo seu distanciamento a mãe de Davi adoeceu, a esposa de Davi não aceitou que morasse todos juntos, o que levou a Davi praticamente morar na casa da mãe...

Davi então se separou, voltou para sua mãe, que logo melhorou de saúde. Com o tempo Davi virou o pai de sua mãe, dava comida na boca, levava ao médico e para tomar banho de sol. Os vizinhos achavam lindo a atitude nobre de Davi de renunciar a própria vida para cuidar de sua mãe, mas, Davi era um homem triste, deprimido, raivoso e sem realização, já não tinha muitas expectativas quanto ao futuro pois já tinha uma certa idade.

Essa é a história de Davi, mais provavelmente você conhece alguém assim. Diferente das outras relações, a maternidade é uma relação de doação e não de troca, onde não se deve cobrar retorno. Quando uma mãe expressa para seus filhos o quanto ela se anulou para criá-lo é isso que está fazendo, cobrando. Onde não se sentiram livres para viver suas vidas. Se uma mãe deixa de trabalhar ou ou não quer mais relacionamentos, assuma a responsabilidade por suas escolhas, amor não se cobra. 

 

 

URGENTE X IMPORTANTE

  • 08/10/2020 10:28
  • Encontre-se por Carol Fontan

 

Importante é aquilo que vai te trazer crescimento pessoal, evolução contínua. Urgente é tudo que nos oferece riscos, são os incêndios diários que apagamos constantemente. Nossa mente foi treinada para sobreviver, fugir do perigo de forma constante.
Muitas vezes nós criamos esse perigo ou simplesmente nos habituamos a viver correndo e apagando incêndios, porém, precisamos continuar evoluindo e para isso é preciso investir no que realmente importa, Você!
Aceita o desafio e separa esses 30 minutos iniciais do dia para fazer algo para você , ao longo do dia você vai continuar apagando incêndios, só que com outra sensação, a de produtividade. Depois me conta como foi.

Nem tudo é sobre você

  • 02/10/2020 17:37
  • Encontre-se por Carol Fontan

NEM TUDO É SOBRE VOCÊ... .

Sabe aquela sensação de rejeição? Rejeição é a mensagem não respondida, o convite não aceito, a ligação não atendida, a indiferença. Mas nem sempre é assim, também pode ser aquela prova no qual você não passou, aquela seleção em que você não foi o escolhido, aquela separação que você não queria, aquela resposta ríspida. São muitas as situações da nossa vida em que nos sentimos rejeitados, ofendidos e humilhados, mas em outros momentos você também já fez alguém se sentir assim e talvez nem saiba disso.

Talvez o motivo da separação não tenha sido você, ela só precisava de um tempo sozinha, talvez aquela resposta ríspida não foi com você, mas sim porque a outra pessoa está passando por um momento difícil e não sabe como lidar com isso. Talvez naquele momento em que você rejeitou alguém, não foi pela pessoa e sim por sua insegurança, talvez aquele NÃO que você deu mesmo querendo dizer sim foi pelo simples fato de você acreditar que você não era suficiente, talvez você esteja exigindo do outro algo que só você pode se dar.

Pois é, nem sempre é sobre você. .

Eu já me senti muito assim e ainda sinto, mas não preciso mais de alguém para me afirmar ou para reconhecer meu valor. Pessoas que sofrem de baixa autoestima crescem tentando se ajustar para caber em algum lugar, tem medo de se posicionar por medo de ser rejeitada mais uma vez e isso vai te fazendo se encolher a ponto de você não mais se reconhecer.

Dizem que as pessoas mais bonitas são aquelas que se vestem delas mesmas, hoje eu me me sinto linda e consigo me aceitar com tantas imperfeições. .

Um dos princípios da educação emocional é você reconhecer seus sentimentos, saber lidar com eles e assim reconhecer nos outros também. E só assim você começa a entender que NEM TUDO É SOBRE VOCÊ.

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Inteligência ou Educação Emocional?

  • 29/09/2020 14:49
  • Encontre-se por Carol Fontan

As pessoas têm me perguntado bastante sobre inteligência emocional, penso que seja porque habitualmente resumem ao controle emocional, e o controle emocional é percebido nos momentos de crise. .

A inteligência emocional vai muito além disso, porém, faz parte. É um eterno desenvolvimento, uma reeducação que eu chamo de Consciência Emocional, porque é trazer a consciência ao que era desconhecido e educação porque requer prática. .

O mais interessante é que normalmente as pessoas tratam Corpo e Mente como sendo distintos um do outro, mas a real é que o corpo influencia a mente e a mente influencia o corpo, trabalham juntos em busca de equilíbrio. .

A alimentação tem interferência no nosso humor e disposição, através dos neurotransmissores e hormônios que são disparados em nosso corpo, o que interfere nos nossos pensamentos e forma de enxergar as situações e que por consequência são gatilhos que disparam as emoções e geram comportamentos. Um conjunto de hábitos alimentares, exercícios físicos e prática do autoconhecimento são capazes de transformar a mentalidade e a forma de viver a vida, como também nossos resultados. .

A maneira como lidamos com as crises tem relação direta com as nossas memórias, crenças que formataram nossos comportamentos e nos deu um modelo mental. Eu penso que para lidar com crises é necessário um investimento prévio das emoções, um casamento que passa por uma crise mas que foi abastecido e alicerçado em parceria e amor, vai sobreviver a uma crise... Uma empresa que tem um fundo de reserva também consegue sobreviver. .

Uma boa rotina consegue ativar áreas do cérebro que são responsáveis pelo autocontrole e decisões, aliado a isso relaxa também as atividades da amígdala (área reativa e mais primitiva do cérebro). .

É uma construção pautada na decisão de ser e viver melhor. A vida é presente, não devolva sem abrir 💓🌳🧠.

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Coração de Gelo

  • 22/09/2020 15:08
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DIFICULDADE PARA DEMONSTRAR SENTIMENTOS 💓

O congelamento do universo afetivo funciona perfeitamente como uma muralha de proteção à dor, ao contrário do que se imagina as pessoas que são vistas como “frias” são extremamente sensíveis e é bem provável que venha de uma infância de desamor e desprezo o que a fez criar um personagem como estratégia de fuga ao sofrimento já conhecido. .
Congelam as emoções e logo podem funcionar nas relações afetivas, nas relações profissionais e dentro dos interesses pessoais, sem sofrer.
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O cenário de inibição emocional é muito comum nas famílias durante a infância, a criança mais sensível sofre ao expressar seus sentimentos, é desconsiderada, é comparada às outras crianças, é inferiorizada com rótulos de manhosa, chata, dengosa e etc.
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O Aprendizado dessa criança pode ser: que demonstrar o que sente ou se expressar é sinal de fraqueza, que força é aguentar calada, que ser forte é ser indiferente...
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Quando congelamos nossas emoções, não percebemos se machucamos alguém, porque quase sempre somos pessoas amáveis, atentas, servis e disponíveis. Nunca uma agressão, nunca um confronto ou conflito. Os outros podem até mesmo afirmar que é impossível brigar conosco, já que exibimos um equilíbrio invejável. Os benefícios são todos para nós: não sofremos nenhuma dor. As desvantagens são para os outros, porque, nesse “não sentir o outro”, nós o deixamos completamente fora do nosso campo de percepção.
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Não há nada que o outro possa fazer para nos envolver, vivemos relações rasas e superficiais, não nos permitimos nos entregar. Continuaremos impávidos e estáticos dentro do nosso gelo emocional. Esse personagem permite que nos libertemos de sentimentos comprometidos, porque simplesmente não os sentimos. .

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Marcas da Rejeição

  • 17/09/2020 21:18
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Quando falamos em rejeição parece algo muito distante da nossa realidade, a verdade é que boa parte de nós já́ sofremos algum tipo de rejeição em algumas ou muitas áreas de nossas vidas. .

A rejeição não é só́ o abandono em si, existem muitas formas que causam o sentimento e um significado de ser rejeitado; desde a infância quando os coleguinhas não queriam você̂ na brincadeira, as comparações constantes com seu irmãozinho, abuso físico, verbal ou emocional, ausência constante dos pais, conflitos dentro do lar, infidelidade ou divórcio... a lista é enorme.

Cada acontecimento novo só́ reforça esse sentimento e de forma inconsciente demonstramos em nossos comportamentos o grau de profundidade dessa ferida em nosso ser, alguns menos e outros mais. .

É aquele sentimento de não ser aceito como você̂ é, então vestimos máscaras na esperança de conseguir aprovação. Muros de proteção são criados para que não corra o risco de sentir a rejeição novamente; como a autodefesa, dificuldade de demonstrar afeto com medo de se relacionar, tentar agradar a todos na expectativa de aceitação.

Muitas pessoas não aceitam errar pois acreditam que precisam ser perfeitas para serem aceitas, outros se tornam grandes empresários para provar seu valor, outras se vitimam porque acreditam que assim receberá amor.

A aqueles que estão sempre inseguros atormentados pelo o que os outros pensam ao seu respeito, são aqueles que precisam agradar e não conseguem dizer não e com isso são alvo fácil dos controladores de plantão. O resultado desses hematomas de rejeição podem ser percebidos pela amargura, ira, culpa, inferioridade, autoimagem pobre, críticas, autodefesa, competição, ciúmes, perfeccionismo e etc. .

Falta de amor próprio é um dos resultados daqueles que tem uma raiz de rejeição em sua vida. Muitos dizem que se amam mais estado se punido constantemente através da falta de autocuidados, de autocompaixão, de autoaceitação. Se punem através de relacionamentos destrutivos, pune seu corpo com alimentação ruim e com vícios.

Ressignificar é adaptar-se por inteiro, atribuir um novo significado para a vida, é enxergar a oportunidade até mesmo nos piores momentos, é ter coragem para mudar, é enfrentar as dores de peito aberto e aprender com elas, é encontrar novos caminhos para realizar os sonhos, é ser perseverante. 

Ressignificar e se conhecer para se aceitar e construir uma boa autoestima é um dos caminhos, mas penso também que se somos imagem e semelhança do Deus vivo, como não se amar?

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Surto de felicidade se espalha pela cidade

  • Carol Fontan
  • 14/09/2020 10:21
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Surto de felicidade se espalha pela cidade 😍 Tá aí uma notícia que gostaria de ser portadora 🤗, brincadeiras à parte, estava eu estudando um pouco  sobre a pulsão de vida e morte e é claro que não vou me a ter a essa explicação técnica  aqui pois seria um tanto entediante, no entanto gostaria de compartilhar uma visão diferente sob a pulsão pela vida. 

Quando a vida pulsa em você é o desejo ardente de viver cada segundo de forma intensa e da melhor maneira, aproveitar bem o seu tempo com tudo aquilo que dê alimento a sua alma, ao seu viver, o pulsar é a motivação intrínseca em busca de uma satisfação e saciação de uma necessidade biológica, que neste caso seria a felicidade.

 Chegamos ao ponto: alimentar a felicidade, cultivar alegrias, investir em momentos prazerosos, o quão seria bom se investíssemos nosso tempo buscando ser mais felizes, se ao invés de criticar pudéssemos estender a mão e  só escutar. Se pudéssemos nos permitir gargalhar a cada problema novo que surgisse, na certeza de sua superação pessoal. 

O quão seria bom se não precisássemos de bebidas alcoólicas para se sentir à vontade para dançar e cantarolar e que isso fosse uma rotina, o quão bom seria se investíssemos mais nosso tempo e nosso dinheiro em boas risadas e boas companhias, investir em boas lembranças, se pudéssemos lembrar mais do nosso passado de forma orgulhosa ao invés de lamentação. Se investíssemos mais nosso tempo em busca de realização ao invés de perder tempo criticando ou com medo de ser criticado. Se pudéssemos ensinar aos nossos filhos a ser mais livres e a ter autoestima ao invés de se preocupar tanto com “as aparências sociais”.

 Quão seria bom se uma atitude de honestidade fosse tão comum que não precisasse virar notícia nacional, quão seria bom se as crianças pudessem correr, gritar e pular sem receber os olhares atravessados dos julgadores já lhe rotulando como mal educados ou até como hiperativos... Quão seria bom se pudéssemos nutrir mais esperança e menos raiva dentro de nós... são tantas coisas que me fazem pensar que o pulsar que vivemos é ao contrário a vida, e o mundo ainda não percebeu que não há vida nisso.

 O devaneio foi tão grande que cheguei a imaginar como seria a escrita na lápide no dia da despedida: Morreu aos 127 anos de forma ativa e lúcida, causa da morte: A vida pulsou tão forte que seu corpo já não acompanhava o mesmo vigor resultando em um surto de felicidade.

 É eu sei que esse texto é um tanto utópico, mais finalizo com uma última reflexão: O quão seria bom que a felicidade despertasse mais o interesse que as doenças e os problemas e até mesmo a morte?! E o quanto de vida pulsa em você neste exato momento? 

 

82.99913-5276  @carolfontann 

NÃO CHAME DE PERSONALIDADE FORTE SUA FALTA DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

  • 09/09/2020 13:39
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Não Chame de Personalidade forte sua falta de inteligência emocional

Ok, não vou dizer para você levar desaforo para casa, mas acredito que você pode deixar na esquina. Vou explicar melhor. 

Levar para casa, ou seja, guardar, não é a melhor saída. Aquilo que é reprimido vai se nutrindo e possivelmente se transformando em algo maior, podendo eclodir, mas tarde de outras formas, isso também acontece quando vamos acumulando pequenos casos de repreensão ao longo do tempo. E mesmo que você quisesse se calar e guardar, mas esse não foi o modelo que você aprendeu quando pequeno, nesse caso só resta a reação mais comum diante de uma discussão: O ataque como defesa ou se preferir a “Explosão” , enfim quando se espalhar difícil vai ser juntar né. 

Isso acontece porque em um momento de raiva nosso corpo é inundado por cortisol que é o hormônio do estresse, aquele responsável em te manter em estado de alerta constante, preparado e focado para o perigo que é eminente, ou seja, o ataque é automático e irracional. Irracional porque a parte do cérebro responsável pela lógica é desativado para que a amigdala funcione, ela que é a responsável pela reatividade emocional. Resumindo: vai da merda. 

Nesses momentos a melhor alternativa seria canalizar sua energia para outra atividade que desvie seu foco e você consiga descarregar um pouco dessa adrenalina, assim você consegue dar tempo para que o corpo metabolize o cortisol e vá voltando a sua normalidade e a sua capacidade de raciocínio também. Não conseguimos combater um pensamento com outro pensamento, para cortar o efeito de um é necessário parar de pensar (pelo menos no fato em específico) e nesses casos, atividades que utilizem o corpo, como corrida, dança, ou até cantar, tomar um cafezinho com um colega, ajudam muito. 

Pensando em levar o desaforo até a esquina, você simplesmente ir até lá e respirar profundamente algumas vezes, isso já oxigena o seu cérebro e dá aquele tempinho necessário antes de entrar no gatilho automático da reação. 

È, mas tenho que ser bem sincera com você e te dizer que talvez você não lembre dessas minhas palavras no seu próximo momento de raiva, talvez até lembre, mas só depois que já tiver passado. Isso acontece porque em sua mente já existe um padrão de reação gravado em sua memória de acordo com as suas experiências e alimentado durante toda a sua existência e é automático, por mais que você saiba o correto a se fazer é mais forte que você. Para mudar esse e muitos outros comportamentos é necessária uma DESCONSTRUÇÃO estar disposto e aberto a REAPRENDER uma maneira nova de viver, construída com base em práticas que ativem áreas do seu cérebro e mente te deixando menos reativo e mais receptivo, desenvolvendo a sua inteligência emocional, adquirindo liberdade emocional, porém, esteja ciente que toda liberdade exige um preço.

 

                                                                        @carolfontann 82.99913-5276 

 

O Conto do Cão Alegre

  • 07/09/2020 15:34
  • Encontre-se por Carol Fontan

O  cão alegre

Era uma vez, um cão que sabia esconder muito bem as suas emoções.

Ele ficava amarrado sob uma árvore de sombra.

Ele sempre abanava o rabo era fofo, por isso, era chamado de “O Cão alegre”, tão alegre quanto a primavera.

O cão sempre se divertia muito com as crianças do vilarejo. Porém, toda noite, ele gemia e choramingava quando não havia ninguém por perto.

Ele chorava porque queria se soltar e correr livremente no campo florido.

Mas ele não podia por isso chorava todas as noites.

Certo dia, uma voz dentro dele perguntou ao cão alegre: 

“Porque você não corta a coleira e foge?”

E o cão alegre respondeu:

Estou amarrado há muito tempo, então não sei mais como me libertar.” 

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Esse conto é narrado em uma série coreana disponível no Netflix, trouxe esse assim como trarei outros contos dessa mesma série que aborda de forma tão profunda e leve, alguns aspectos emocionais e comportamentais que gostaria de compartilhar com vocês. 

Muitas vezes vestimos uma mascara para cobrir ou disfarçar aquilo que estamos sentindo, assim escondemos a nossa dor enquanto à usamos, nos acostumamos e por vezes até gostamos do papel que assumimos, mas aquela dor que fingimos não existir, só cresce, porque está sendo nutrida e regada a ponto de se enraizar e de se tornar uma prisão criada por nós mesmo. 

Me pergunto: quantos de nós estamos fingindo alegria enquanto socializamos? E ao anoitecer a dor invade o peito de forma tão forte a ponto de nos fazer gemer, assim como o cão alegre....

Me pergunto ainda por quanto tempo suportamos conviver de forma tão amistosa com algo que nos machuca e nos paralisa? 

Foi a dor que nos incapacitou? Ou já éramos incapazes e nos aproveitamos da dor como muleta para justificar continuar parado onde estamos, aceitando e nos contentando com algumas migalhas?!

A Dor faz parte da vida e teremos que lidar com ela em diversos momentos e de diversas formas, mas ela sempre deverá passar. O seu estado natural não é permanente e a sua função é causar mudança. Não se adapte a ela. 

Carol Fontan

Especialista em Desenvolvimento pessoal

@carolfontann  82.99913-5276

 

Quem você acha que é?

  • 03/09/2020 13:45
  • Encontre-se por Carol Fontan

 

 

Quem é você?

Meu texto de apresentação não poderia ser com outro título, já que não se trata de nenhuma celebridade local ou digital influencer, nem ao menos uma profissional tão famosa á ponto de você reconhecer. Por esta razão se faz necessário a minha apresentação. E é exatamente sobre isso que vim falar, quando conhecemos o rosto de alguém ou talvez o que a pessoa faça, costumamos dizer que conhecemos, mas  o conhecer que vou abordar aqui nao se trata dessa maneira tão abrangente  e banal  que estamos acostumados, mas sim o conhecer-se com ser em essência. 

Começo questionando a forma equivocada como resumidamente nos definimos como pessoa quando respondemos à pergunta “quem somos nós” com o que fazemos e não quem realmente somos em essência. Explicarei melhor.

A pergunta é:  Quem é você? E não o que você faz profissionalmente, claro que se trata de uma pergunta retórica apenas para gerar uma autopercepção, mas acredito que você vai concordar comigo no ponto do quanto é comum as pessoas confundirem o SER com o FAZER.

Habitualmente quando faço essa “simples” pergunta em meus treinamentos ou atendimentos é comum me responderem com um: Sou nutricionista ou Professora... ou seja: o que fazem e não o que são em essência. Você pode está se perguntando agora como saber quem se é em essência? É, essa é uma pergunta realmente difícil de responder e eu penso que faz parte de uma busca eterna pois trata-se do puro autoconhecimento, de um olhar sincero e destemido para dentro de si. 

Para te ajudar nessa busca por autoconhecimento eu posso começar te fazendo algumas:

  • Se você morresse hoje, pelo que você seria lembrado no seu velório?

Se a resposta estiver atrelada SÓ ao trabalho seria interessante reavaliar o que você está fazendo com as outras áreas da sua vida. 

  • Qual suas principais características, aqueles pontos fortes que você tem e adora utilizar e que as pessoas reconhecem em você?

Talvez nesse momento você já esteja se perguntando quem sou eu né? Ok, vou compartilhar um pouco da minha visão sobre mim com você.

Como essência eu tenho descoberto que além de imagem e semelhança do Criador, eu sou uma detetive da alma humana, apaixonada pela vida e pelos enigmas da mente humana, uma mãe leoa, eu amo os seres humanos por ser uma criação divina e por vezes tenho minhas dificuldades de lidar com eles. Adoro tomar banho de sol, dançar sem coreografia, cantar bem alto enquanto dirijo e comer doces escondido de mim mesmo hahaha.

Profissionalmente, sou graduada em marketing de empresas, atuei durante 17 anos como líder em grandes grupos com gestão de pessoas. Sou especialista em Ciência do Bem estar, Analise do comportamento humano, Inteligência emocional, Coaching e Master Coaching, Pesquisadora em Neurociência, Psicanálise em formação. Atuante como Treinadora, Palestrante e Comunicóloga e estarei por aqui a partir de hoje te auxiliando nessa jornada de encontro consigo mesmo.

 

Carol Fontan 

Especialista em Desenvolvimento Pessoal 

@carolfontann  82.99913-5276