Encontre-se por Carol Fontan

Pais feridos filhos rejeitados

  • 23/06/2021 12:49
  • Encontre-se por Carol Fontan

Tudo o que eu faço é por você, desisti dos meus sonhos para cuidar de você, não fez mais do que sua obrigação, você não faz nada que preste, na sua idade eu era diferente, puxou ao seu pai, puxou a sua mãe, não sei o que fiz para merecer isso, eu não estava pronto para ser pai, não queria ter filhos mas Deus mandou, comigo você se ajeita. São algumas das frases corriqueiras que fazem parte da vida de muitos e muitos.... 

Quando um pai ou uma mãe diz esse tipo de coisa ao um filho, na verdade ele está dizendo:

Você é culpado por eu não ser feliz

Se não fosse você minha vida seria melhor

Isso é o mínimo que você pode fazer depois de eu sacrificar minha vida por você

Eu sou melhor do que você

Se você tivesse puxado a mim você seria uma pessoa melhor

Sou tão bom, merecia um filho melhor que você

Eu não quero servir a você como pai/mãe

Eu não queria você na minha vida, mas sou obrigado a te criar

Vou consertar você…

 

Pois é, é isso que você diz em entrelinhas e é isso que seu filho sente e que você também sentiu um dia e por isso hoje repete esse padrão inconsciente. Isso reflete sentimentos da criança ferida que você foi um dia e que apesar dos cuidados que você acha ser o suficiente para seu filho, você está apenas transferindo as dores que ainda são latentes em você.

Tudo que uma criança busca desesperadamente é ser amada e aceita para se desenvolver com caráter e uma boa autoestima, quando não recebe esse amor altruísta as consequências são devastadoras e permeiam durante toda a sua vida. As marcas da rejeição se mostram nos relacionamentos, no profissional e principalmente no cotidiano de uma família.

Para que possa doar o amor que não recebeu é necessário ressignificar o seu passado, curar-se, limpar-se, jogar fora esse peso que não te pertence mais.

Ser um bom pai ou uma boa mãe está longe de apenas suprir necessidades e dar brinquedos ou algumas idas ao parque, está além de disciplina e educação, é necessário amar, amar sem obrigação de receber algo, é aquele amor que você não lembra se recebeu.

As palavras podem parecer bobas e banais, mais são mais importantes do que você pode pensar. Palavras são carregadas de significado e afeto, tem o poder de construir e destruir, é uma flecha lançada que não pode ser desfeita, palavras tem poder de vida e de morte, geram sentimento que se mostram em comportamentos.

Mesmo que sinta e pense não fale em voz alta aquilo que não vai edificar, elas voltam em comportamentos.

Ter um filho é desapegar de você e desse orgulho infantil ainda ferido, não é mais sobre você. Para ser uma boa pessoa é preciso encarar os próprios fantasmas e fazer o impossível para não passá-los adiante.

E como em todas as vezes, eu escrevi e talvez faça algum sentido para você.

@carolfontann

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A hora de ir embora

  • 10/06/2021 13:15
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SOBRE AUTOESTIMA E SABER IR EMBORA 🚪💕 Autoestima é sobre a imagem que você faz de você, é sobre amar a si, é sobre respeitar sua história, é se colocar no mundo sem precisar se encolher ou se esticar para caber em algum lugar, é sobre dignidade.

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Aceitar situações que te fazem mal é desistir de si mesmo. Autoestima tem haver com a ideia de se despedir, se despedir de situações, relações, amizades e lugares que fazem você se sentir sem valor, que te desrespeita. .

Autoestima tem tudo haver com jogar a toalha, encerrar a conversa, bater à porta quando alguém insiste em te diminuir, em te jogar para baixo e fazer com que você se sinta inferior, inadequado.

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Autoestima é saber ir embora, ir embora das ideias de amor que te fizeram adoecer, das ideias que dizem que vc deve se contentar com o que tem para hoje, das ideias que seu corpo está errado, que seu cabelo não é o adequado, que seu jeito não é o suficiente, e que você precisa se desfazer de você para ter uma relação, ou se desfazer de você para ser aceito em um grupo, se desfazer de você para caber em uma função ou se desfazer de você para permanecer em lugar. .

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Autoestima tem tudo haver com a ideia de saber ir embora. Mas para saber ir embora você precisa descobrir qual o nome da corda que te prende no lugar em que você está. Qual o nome da corda que te prende a um lugar de desvalor... .

Para descobrir é necessário uma viagem no seu interior, é através do autoconhecimento que você encontra respostas para situações que hoje você não entende, não vê sentido, mas não consegue sair dela.

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Não se trata de você buscar entender o comportamento do outro, mas de você buscar entender o seu comportamento em lugares e com pessoas que não agregam valor para sua vida. .

Se trata de amar a si mesmo e respeitar os seus limites, respeitar sua história e seus valores, é se sentir bem com quem você é do tamanho que você é. 💕✅

Fuja de pessoas tóxicas

  • 09/06/2021 14:47
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as 6 horas e sete minutos dessa manhã eu perdi o sono, ainda no escuro e o friozinho do quarto os meus  pensamentos divagavam e me deparei com a lembrança de um post que vi no instagram, que dizia:

  • Fuja de pessoas tóxicas
  • Impossível, todo mundo já magoou alguém
  • Fuja daqueles que não reconhecem suas próprias toxicidades.

--

continuei a pensar e a me questionar os momentos em que tinha consciência de tr toxica para alguém, e fiquei perplexa que só hoje de manhã eu reconheci erros que cometi anos atrás, erros que me dão vergonha, erros que machucaram pessoas, erros que eu defendiz como uma verdade absoluta, erros que me fizeram passar por cima dos meus principios e valores e nem me dava conta disso...

sim, eu fui muito toxica, eu magoei,me meti onde não devia com a desculpa perfeita que me fazia sentir ser uma justiceira, em busca das minhas satisfações eu passava por cima dos sntimentos dos outros.

provavelmente  coisa da idade, a desculpa que da permissão para um jovem inconsequente cometer suas atrocidades de forma legal. Se eu aprendi com meus erros? provavelmente não, pois só me dei conta que foram erros hoje de manhã...

todos nós ja fomos ou somos toxicos em diversos momentos e só quando nos damos conta disso é que deixamos de ser, e  existem pessoas que gostam de ser.

Doeu e senti nojo de mim quando me deparei com minha toxidade, entretanto me libertou, tirou escamas dos meus olhos e me ensinou que posso cometer outros erros aindas desconhecidos por mim, mas jamais os mesmos.

certamente eu escrevi para mim e talvez faça sentindo para voce também.

@carolfontan 

Mães de TDAH

  • 20/05/2021 16:15
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Mal educado, menino danado, ele faz essas coisas por maldade, ele já tem noção do que faz, fez de propósito, se fosse meu filho ele ia ver o que é bom, isso é falta de uma pisa boa, ele tem problemas, precisa de ajuda esse menino, com meu filho ele não brinca, maluco...

Esses são os comentários dos nossos vizinhos e pessoas mais próximas que acompanham nossa rotina, ouvir, perceber, intuir e saber que falam coisas assim de seu filho de apenas 5 anos é como levar uma pedrada em um local que já está ferido.

Preconceito é o julgamento prévio de algo que você não tem conhecimento e por algum motivo se acha apto e superior o bastante para julgar, opinar e até receitar uma solução. Eu chamo de ignorância consciente.

Meu lindo e amado filho, aquele que representa a herança do Senhor na minha vida tem TDAH diagnosticado, e apesar de também ter julgado esse diagnostico no início, percebi que a única maneira de o ajudar seria estudar e aprender sobre o assunto, e para isso eu precisaria primeiro aceitar.

Mas hoje tudo é TDAH, ele é só uma criança ativa...

Eu também já pensei assim. O fato é que é sim mais comum do que imaginamos e em graus diferentes está presente na vida de muitas crianças e de adultos já cansados também.

Sim é claro, a falta de atenção e foco é só um sintoma dos mais simples, a dificuldade de aprendizagem é mais um, ser estabanado e cair com frequência também é só mais uma coisa de criança, assim como brigar com os coleguinhas seria coisa de uma criança geniosa...

Mas existe mais por trás desse comportamento. Quando pensamos em dificuldade de aprender não me refiro só a escola, mas também de aprender valores morais, o que é certo e errado, a capacidade de interpretação dos fatos. Reações exageradas as frustrações, descontrole emocional, acessos de raiva e de euforia, dificuldades de manter relacionamentos sociais “ter amigos”, dificuldades em planejar e em guardar, não enxergar os perigos e ser desmedido sem muita de espaço.

Mas eles também são espontâneos, de opinião forte, bondosos e generosos, alegres e destemidos, muito inteligentes naquilo que lhes despertam o interesse, são presentes, não fingem ou dissimulam. Só querem ser aceitos como são.

Não! Eles não são deficientes ou “malucos”, eles não têm uma doença mental, não são incapazes. Eles são únicos e mal compreendidos. 

Tem muito adulto que vive sem saber que tem o TDAH e sofrem as consequências por tanta ignorância.

 

Não, não é nada fácil lidar com tantas dificuldades em casa e ainda ter que lhe dar com a rejeição que ele sofre pelo amigos e os pais dos amigos, ter que lhe dar com tanta ignorância e preconceito, com os olhares de reprovação, com a segregação, com a falta de paciência e amor até dos mais próximos, ter que lhe dar com a reclamações constantes do que eles julgam ser mal comportamento, ter que lhe dar com adultos se reunindo para criticar uma criança, ter que lhe dar com outras crianças relembrando cada feito de errado que ele fez meses atrás, com o medo dos pais achando que uma criança de 5 anos causaria algum dano a outra criança...

O mais difícil é vê-lo sofrer de angustia, ansiedade e rejeição e se manter forte para elogiar, defender e fazer ele acreditar que ele só precisa se sentir bem em ser ele, fazer com que ele tenha autoconfiança e uma boa autoestima.

E quem disse que precisa ser fácil? Ser mãe não é fácil, mas amar seu filho é a coisa fácil do mundo e é o que faço de melhor nessa vida.

É fácil amar seu filho quando você entende que você não é mais só um, vai além de você. É fácil amar seu filho quando você o ama mais do que querer ser bem visto pelos vizinhos, que o bem-estar dele é muito mais importante do que qualquer preconceito, é fácil amar quando você deixa de olhar para o próprio ego e enxerga o outro.

Se eu puder dizer algo de útil para outras mães que passam por isso, seria: Aceite o seu filho e não tente fazer com que ele seja diferente, ele não é uma extensão sua, mas tem parte de você e essa parte talvez não seja a sua melhor parte, mas é a que ele precisa ter e é aquela parte que você ainda não aceitou ter.

Amor próprio é se amar, se aceitar e se admirar com és.... Esse amor extravasa  a ponto de você distribuir esse amor. Ter um filho é ter que lhe dar com aquilo que ainda lhe fere a alma, é mostrar que está na hora de  superar por amor a outra pessoa.

Aceite-o e ame-o, é tudo o que vai importar quando ele for um homem. Faça a sua parte.

Carol Fontan

@carolfontann 

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A Disciplina como Refúgio

  • 01/05/2021 10:39
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A DISCIPLINA COMO REFÚGIO

 

Esse personagem é um ótimo refúgio quando provimos do caos emocional, porque nos desliga de todo contato com o “ si mesmo”. É suficiente responder disciplinadamente às solicitações do outro para obter paz e harmonia.

 

Quando me refiro ao caos emocional é o descontrole, desorganização, gritaria, bagunça, brigas constantes. Em alguns casos com pais alcoólatras ou que sofrem de doenças mentais e Emocionais, um verdadeiro caos. Nesses casos é provável que o refúgio na fase adulta seja o controle máximo, onde se encontra um conforto e a sensação de controle e organização, é uma maneira de não precisar entrar em contato com a imensidão do próprio universo emocional, isso não está em jogo.

 

Quando nos tornamos em soldados fiéis não temos surpresas, obtemos alívio e tranquilidade porque alguém se torna responsável pelos nossos desejos, a disciplina e a hierarquia serão sempre as mesmas, não nos faltará nada porque somos parte de um regimento, esses são os benefícios.

 

As desvantagens apareceram quando um dia tivermos o desejo de liberdade, ou pode ser que chegue através do destino como por exemplo ter um filho que seja muito diferente de nós e não conseguiremos compreender, isso pode trazer à tona a sensação de não ter controle...

 

Como também através de uma oportunidade profissional ou social que se transforme em um desafio, este personagem é avesso a imprevisibilidade, a tudo que fuja da rotina e do controle absoluto, ser um soldado acalma diante da angústia sofrida durante a uma infância vivida em meio a um caos.

 

Claro que não é regra, é só mais uma possibilidade de um mecanismo de defesa e refúgio que criamos para não enfrentarmos os próprios fantasmas e evitar dores já vividas. São muitos os personagens que podemos criar...

 

Como diz aquela frase clichê: Todo excesso esconde uma falta (ou falha).

 

Texto inspirado através dos livros de Laura Gutman.

 

@carolfontann 82.99913-5276 

Desenvolvimento Pessoal 

 

Uma prisão imperceptível

  • 20/04/2021 23:15
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Relutei muito em vir aqui falar desse tema “ a tal das crenças limitantes” que provavelmente você já deve ter ouvido falar. Infelizmente foi um tema mal propagando e acabou banalizando algo tão importante e que tem um tremendo impacto no nosso cotidiano, e foi exatamente pensando nisso que resolvi abordar aqui.

Boa parte das travas relacionadas a nossa vida são frutos do passado, da nossa primeira infância. Nascemos com um HD limpinho que vai sendo construído pouco a pouco, aquilo que ouvimos, vemos e sentimos, através das percepções criamos um significado só nosso dessas informações e através desses aprendizados vamos construindo nossa visão de mundo.

São como raízes acomodadas em nosso íntimo e vivem nos lembrando até onde podemos ir e quais os limites das nossas ações, estamos podados.

Conheço muita gente que ainda tem medo de manga com leite, que desvira o chinelo para a mãe não morrer e muita gente que acredita que o difícil vem antes do fácil, ou até mesmo aqueles que dizem não ter sorte com namorados e namoradas...

Somos seres construídos por nossas escolhas, por tanto é hora de fazer escolhas que estejam afinadas com quem somos hoje, com aquilo que pensamos hoje, com a forma em que nós agimos hoje. A pensamentos que não condizem, mas com quem nos tornamos.

Sim, é fato que não é tão simples assim descobrir quais são essas crenças que nos limitam, nos travam e nos impedem. Porém a algumas delas que estão diante de nossos olhos se observarmos as áreas de nossa vida que tem repetidamente um resultado ruim e não permite que você avance, são áreas especificas em que você se percebe andando em círculos.

Entretanto o seu medo de livrar-se delas é maior que o de conviver com elas, afinal de contas ela te proporciona problemas já conhecidos.

Pessoas com crenças limitantes possuem poucas realizações por terem pouca habilidade de buscar resultados, estão aprisionadas.

Quando tiver que decidir entre ficar onde está e seguir adiante, decida ir em frente, porque onde você está já é um lugar conhecido e nosso melhor pode estar no que desconhecemos.

Esse tipo de crença se alimenta justamente da nossa acomodação e do fato de fugirmos de onde realmente nossas oportunidades nos aguardam.

Essas crenças dão uma falsa sensação de segurança de que tudo está bem e que assim vai continuar, no entanto a cada momento constroem uma prisão que seduz o comportamento das pessoas com esperança de liberdade, uma liberdade que nunca virá se não for conquistada com coragem.

Carol Fontan

Desenvolvimento Pessoal

@carolfontann

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A voz da SUA consciência

  • 12/04/2021 15:55
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É Realmente impressionante como por vezes damos mais importância ao que dizem as pessoas sobre nós do que ouvir nossa essência, é mais impressionante o impacto que tem a opinião alheia ao nosso respeito, colocando em dúvida quem realmente somos. Será que precisamos realmente convencer as pessoas de quem somos ou passar a viver quem somos? Deixo aqui uma pequena reflexão 😊. #carolices

Eu precisava escrever

  • 23/03/2021 18:41
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As vezes é preciso parar e refazer a rota, resolver pendencias do passado que ainda estão presentes, respirar e se questionar se esse caminho ainda serve para você, se o que você queria ontem ainda faz sentido para você. Uma Pausa para se reconectar.

Há situações e informações que por algum motivo nossa mente esconde da nossa consciência nos colocando em estagio de negação absoluta, é quando fantasiamos uma realidade a ponto de se tornar uma verdade por não conseguir lidar com a dor que vem com essa lembrança. 

Podemos adiar esse sofrimento por anos, mas uma hora o subconsciente nos cobra e mesmo não sabendo o que estamos negando continuamos sentindo aquela autocobrança, a sensação que algo não está no devido lugar. Obstáculos enigmáticos que são como pedras no nosso caminho.

Escamas caem, olhos são desvendados, seu corpo e mente cobram e  a conta chega. Com isso a difícil decisão de decidir e executar a sua decisão. 

Essa decisão é mais difícil porque temos que explicar aquilo que nem mesmo nós sabemos , só sentimos e isso se torna o bastante. 

E sim, temos que nos preparar para os olhares, os cochichados, os questionamentos e o estranhamento dos julgadores alheio. E na boa, nem adianta dizer que não se importa com os outros e suas opiniões, por que sim, você e eu nos importamos e muito. 

Então eu preciso dizer que vai doer, e de novo e de novo. Vai ser chato e incomodo ir de encontro ao que os outros esperam de você, você vai frustrar e desapontar aqueles que acreditam saber mais de você do que você mesmo. 

E ai vem um ótimo exercício, sabe aquela balança que pesamos nossos valores e prioridades? assim  é possivel descobrir  o que tem mais peso para você. E nesse momento talvez você se pergunte: E o que penso sobre mim? Eu preciso mesmo enfrentar isso? Alguém faria isso no meu lugar? 

E então você segue firme na sua decisão por que tem aquela outra sensação que é a de certeza do que está fazendo, e também aceita e entende que sua escolha afeta a todos ao seu redor e desde que ela não prejudique a ninguém, é sua e você a dirige. 

Eu fiz essa pausa, enxerguei o que meu consciente  não queria me deixar enxergar, arquei e ainda arco com as consequências e as marcas que me deixou e posso te dizer com propriedade de causa que parece que saiu um elefante das minhas costas e da minha mente. Nada paga a sensação de coerência para conseguir seguir com as minhas verdades e a leveza de uma pendencia resolvida.

E em todos os momentos eu lembrei da força que existe dentro de mim, aquela que existe em você também, e de quantas vezes eu me levantei... Também lembrei das palavras de meu Pai: Espirito de força e coragem e não de covardia e nos cochichos, olhares e autocritica e até quando meus sentimentos me trairam eu me agarrei nessas lembranças e continuei seguindo. Mas tive que esperar o tempo do processo percorrer e só após posso dizer que  amanheceu.

As pausas são necessárias para avaliar se ainda quero chegar a aquele mesmo lugar ou se agora prefiro caminhar por lugares que ainda não estive.

Esse é mais um relato que escrevi para mim e talvez faça algum sentido para você também, porque é dentro de mim que encontro o outro. Sigamos com responsabilidade emocional. 

Carol Fontan 

@carolfontann

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https://fontanncarol.wixsite.com/carolfontan-1

 

De que lado você está?

  • 15/03/2021 13:37
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O rio representa a vida e os lados opostos em como escolhemos viver. 

De um lado se vive de maneira, triste, confusa, com raiva, sem brilho, repleto de frustrações e desanimo. Do o outro lado tem aqueles que apesar dos obstáculos conseguem atravessar esse rio e ressignifica suas dores e luta, continuam no rio, porém, agora sabem nadar. 

Em algum momento todos nós tentamos atravessar esse rio pessoal, muitos desistirão após algumas tentativas frustradas, outros chegarão ao outro tão arrebentado que nem consegue enxergar sua vitória, já outros parecem ter mais facilidade em lidar com os obstáculos e por mais que tenham dificuldade seguem firmes e confiantes. 

Em que momento você encontra agora? Já desistiu? Ou segue firme e confiante? 

Todos nós temos marcas dolorosas, todos nós fomos negados, negligenciados, ignorados, abusados de alguma forma, e não amados em algum momento e em diferentes proporções. A única diferença é em como recebemos e qual o significado que damos a esses acontecimentos a ponto de reger a vida baseado” tão somente” nesse sofrimento. 

As vezes o peso que carregamos na mochila da vida é pesado demais para algumas pessoas, vira um fardo impossível de sustentar. 

É, eu sei. Nem sempre foi assim, você já teve muitos sonhos e aquele brilho no olhar  e esbanjava sorrisos... Mas em algum momento uma chave virou e os acontecimentos naturais da jornada vão acontecendo, os gatilhos despertam o sofrimento ainda latente, a sua força foi escoando e tudo vai ficando sem sentido, como se estivesse perdido, procurando algo que nem sabe o que é...

O brilho dos olhos vai se apagando, já não ligamos para as novidades, já não acreditamos em amor, já nos acostumando com o “é assim mesmo”, “são coisas da vida”... 

 Para algumas pessoas o processo da vida é pesado demais, essas pessoas já não enxergam a beleza e o prazer de viver, e seguem como se estivesse cumprindo a sua penitencia aqui na terra, essa pessoa não vive mais, ela apenas existe.

Assim como zumbi, segue fazendo tudo aquilo que não queria fazer, estando onde não queria estar, falando o que não queria dizer, sentindo o que não queria sentir...

Alguns encontram saída em fantasiar outra realidade fugindo da sua, outras estão destinadas a olhar e apontar a vida do outro, assim consegue aliviar a dor ao perceber que tem outros vivendo igual ou em pior situação. E outros apenas sobrevivem dia após dia como se estivesse carregando uma tonelada de pedras nas costas.  Apesar de ser um tanto dramático é também um tanto real. É só analisar: 

O casamento e ruim, mas continua nele, o emprego é odiado mais continua nele, já não ama e nem é amado e acredita que deve assim mesmo, a distância dos filhos é justificada como coisa de adolescente, acostumou-se com a dificuldade financeira. Assumiu papeis que não sabem mais como sustentar, bebem para esquecer, depositam suas esperanças em festas e encontros...

Essas pessoas carregam uma nuvem negra sob suas cabeças e usam suas dores como uma muleta para continuar seguindo.

Tudo está ruim e não tem perspectiva de melhora, a reclamação é constante, a boca é caída com aquele semblante triste e nem amizades não tem mais.

Talvez você não seja essa pessoa, mas talvez convive com alguém assim. Acredite: não é culpa sua e você também não pode fazer nada além de orar por essa pessoa. 

Não se trata de você, não é com você e você não pode salvar essa pessoa de si mesmo. Seria preciso querer ser salvo, enxergar que precisa de ajuda e quando esse momento chegar vai partir dela e não de você. 

Se você notar alguém do seu lado muito mal humorado, é natural sentir que é com você e logo vem a culpo, e para esse sentimento não se prolongar é preciso enfrentar, então pergunta: eu fiz algo? Isso é comigo? Posso ajudar em alguma coisa?  E a pessoa responde, não não é.... Há então se eu puder ajudar é só falar.

Se responsabilizar pelos próprios sentimentos é algo que ainda precisa ser aprendido.

Já para essa pessoa que carrega a nuvem sobre si, quando doer o bastante é possível que procure por mudanças, é necessário ressignificar os acontecimentos passados e seus sentimentos pra que a mochila fique mais leve... Pouco se fala, mais a felicidade também pode ser aprendida, mas só se reconhecermos que ela não está presente em nossa vida. 

O tamanho da dor só sabe quem a sente, temos proporções diferentes. È preciso bem mais do que querer, então não julgue aquele que ainda permanece estático do outro lado do rio, você pode dizer que não sabe o que ela sente e como se sente, mais se precisar você estará lá. 

Quando não souber o que fazer, só ame.

E como sempre, eu escrevi para mim e talvez faça algum sentido para você. 

@CarolFontann 82.99913-5276 

Sinceridade ou grosseria?

  • 22/02/2021 18:34
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DEPENDE DE ALGUNS FATORES 😁
É muito comum presenciarmos grosseria disfarçada de sinceridade, porém, precisamos entender a diferença entre ambos.

A sinceridade é uma comunicação assertiva, é algo positivo e que oferece ganhos tanto para quem diz como para quem escuta.

Entretanto, se a intenção estiver carregada de ideias ofensivas a ponto de não agregar em nada ao outro, é sinal de baixa autoestima de quem fala, são alfinetadas travestidas de sinceridade, ditas por pessoas que projetam as próprias fraquezas nos outros.

Também há aqueles que são mais sensíveis e que usam de uma comunicação mais indelicada de forma proposital para que mantenham uma certa distância como uma forma de defesa.

Já outros são centrados demais em si e adoram essa característica da “sinceridade” e se denominam sinceros pois acreditam se tratar de uma qualidade, e ignoram o outro, os limites, as emoções. Fazem questão de praticar a sinceridade custe o que custar e não percebem a razão das pessoas se afastarem...

Para a sinceridade não se tornar uma grosseria é preciso observar o tom de voz, a elevação, as ênfases, para quem se diz , o momento certo, no lugar certo e tudo isso com uma bagagem elegante.

É preciso também ter um mínimo de relacionamento para com a outra pessoa, caso contrário, qualquer opinião pessoal pode soar como grosseira.

Pense bem antes de falar, e para quem vem sendo alvo de grosserias, pode simplesmente retribuir com educação: solicite que seja mais claro, polido e calmo. Pessoas grosseiras não estão acostumadas com educação e isso já quebra um padrão.

E aí gostou do post? Então já envia prazamigas 🤗.


 

A dor só passa quando é sentida

  • 22/02/2021 11:47
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A Dor só passa se for sentida

Não se trata de uma frase de efeito, mas talvez de um efeito que trata...

Parece um tanto contraditório precisar sentir para que possa passar né?. Ate me lembra aquele ditado" Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come", de tanto tentarmos fugir da dor aprendemos a conviver com ela.  

De forma neuroquímica e funcional, o cérebro tem diversos mecanismos de defesa que ao dectar uma ameaça dispara esses mecanismos que nos fazem lutar para combater qualquer tipo de ameaça que possa nos causar danos ou sofrimento. Para ser mais sincera, também estaremos em fuga de tudo aquilo que for desconhecido para nosso cérebro. uma questão de economia de energia.

O fato é: recalcar sentimentos, reprimir, fantasiar, distorcer, negar, projetar são só algumas maneiras que praticamos diariamente e de forma sutil para nos manter "seguros".  

Há uma metáfora muito interessante, que narra a viagem de um escritor.

Em dado ponto da estrada, que cortava um deserto norte-americano, o homem resolve parar o carro num posto de gasolina para abastecê-lo. Vê um velhinho perto da bomba de combustível e ao seu lado um cachorro deitado, que uivava de dor. O homem pede que o velhinho ponha a gasolina e fica observando intrigado o cachorro, que não para de gemer.

– O que acontece com esse cão? – Perguntou o escritor ao velho. – Por que ele não para de uivar?

– Ah! É porque ele está deitado na tábua.

– Só por isso?

– Bem, é que na tábua há um prego.

– Sei… E porque ele simplesmente não sai de cima do prego?

– Meu amigo – responde o velhinho -, é porque a dor é suficiente apenas para que ele gema e se lamente. Mas não é suficiente para que ele saia de cima do prego.

Essa metáfora nos mostra que é preciso que haja dor suficiente para que nos provoque uma mudança, e essa dor precisa ser sentida para ser processada...

Assim como o cachorro, somos capazes de suportar pequenas dores, aquelas que já conhecemos e chegamos até a cultivar como uma velha amiga...

È preciso confrontar, encarar, meter nos peito o vem ne mim, suportar para superar. não é a toa que muitos profissionais de saúde mental é adepto da técnica do confronto, aquela técnica que te coloca de frente em acariação com suas sombras, com suas verdades ocultas. é preciso doer para curar.

há em nós uma força vital que nos torna capazes de suportar e superar grandes dores e ainda assim seguir a vida sorrindo. Entretanto é necessário permitir que essa força faça seu papel e isso só acontece quando nos permitimos sentir, viver é sentir.

a dor só passa quando é sentida, graça a ela somos capazes de identificar o que é a alegria e o amor. Permita-se sentir, encare-se, não fuja, confronte, esteja disposto a viver e assim verá os epsodios de dor perderem a força e a frequência em sua vida.  

Assim como em todas as vezes eu escrevi para mim e talvez faça sentido para você. E se meus textos fazem alguma diferença para você, compartilha comigo para que possamos sentir isso juntos.  

O PARAÍSO DA INFÂNCIA

  • 21/01/2021 16:34
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O PARAÍSO DA INFÂNCIA

Há algum tempo li um artigo que falava que a criança é o ser de maior capacidade para se viver a felicidade. O autor demonstrava um exemplo de crianças que mesmo em situação de pobreza extrema, guerras e todos esses cenários caótico  (triste realidade de muitas), e mesmo assim essas crianças conseguiam brincar, correr, fazer amizades, gargalhar. Tudo isso utilizando sua habilidade criativa e ausência de senso crítico.

É bem verdade que quando pensamos em “ser uma criança” ligamos ao fato de um mundo de fantasias, onde não existem problemas, todos se aceitam como são e a única coisa que buscam é viver essa felicidade intrínseca da forma mais intensa possível.

Eu gostaria muito de continuar a concordar com esse pensamento, mas, sou tentada a falar que o mundo contemporâneo ou talvez seja só  a realidade, é bem diferente desse paraíso infantil....

Como em todas as vezes, observando o meu entorno e todas essas crianças que fazem parte da vida de meu filho, eu me peguei questionando: “onde estão estas crianças”? Sim! Essas crianças que não julgam, essas crianças que aceitam os outros como são, essas crianças autenticas e tão alegres? Para onde elas foram?

Essas crianças são os adultos de amanhã, e já mostram o que estão aprendendo com os exemplos que as rodeiam em casa, na rua, na escola, na tv e na internet. Então, me pego fazendo outro questionamento: Onde estão esses pais? Que não percebem que suas crianças estão perdendo sua essência infantil e inocente e se tornado uma “criança adulta”?

Porque ensinar as crianças a guardarem magoas e rancor do colega? Porque ensinar uma criança a ser orgulhosa? porque ensinar uma criança a excluir e humilhar outras crianças? Porque permitem que seus filhos finjam ser outras pessoas dentro de casa e fora delas “tocar o terror”, porque ensinar que são melhores e mais espertos ou mais bonitos que os outros? Sim, você ensina tudo isso com seu estilo de vida, com sua maneira de tratar as outras pessoas, com sua maneira de falar com eles. O que eles serão amanhã é responsabilidade sua, seja pelas suas ações ou ausência delas.

Onde estão os valores? Ensinar a viver é algo que a própria vida se encarrega de fazer, talvez o nosso papel seja ensinar as ter as ferramentas necessárias para isso “valores pessoais”.

Meu filho tem TDAH e mesmo sendo uma condição neurobiológica e que não traz nenhum tipo de limitação ou risco social, pode ser um fator determinante para conflitos sociais na infância, pela agitação, irritação e dificuldade de compreensão em alguns momentos. Sempre que fico de longe olhando sua interação com colegas, me abre um buraco no peito de tanta dor por vê-lo sendo rejeitado nas brincadeiras, deixado de lado, sozinho e fazendo de tudo para chamar a atenção e com sorte ser aceito por eles, me abre um buraco quando um colega o insulta com palavras bem adultas como: egoísta, você não é de Deus, eu não gosto de você, e outras muito piores que prefiro não relatar...

Me abre um buraco no peito quando as mães vêm me reclamar que ele fez isso ou disse aquilo, sendo que não viram o que o seu próprio filho fez e vem fazendo antes disso para com ele.... 

Me abre um buraco no peito quando ele pede desculpas por algo que nem fez só para ser reinserido no meio, me abre um buraco quando os colegas aprontam e correm e o deixa lá como o culpado, já que ele é sempre o culpado de tudo.

Me abre um buraco quando menosprezam, gritam, julgam, excluem, insultam, rotulam e o fazem sofrer diariamente.... quase como uma copia perfeita do que acontece em suas casas. Essas crianças também sofrem e por isso ferem. 

 Eu me pergunto mais uma vez, onde estão as crianças sendo crianças? Onde está a inocência e a essência de felicidade?

A vida tem o ensinado a reagir, a bater, a se encolher, a aguentar, a superar... Eu sigo lutando e fazendo minha parte de lutar contra a maré, sigo o enxergando como de fato ele é, sigo fortalecendo sua autoestima e mostrando que não há nada de errado em ser como ele é … 

E se terei êxito eu realmente não sei, mas o farei incansavelmente. E se ele seguir meu exemplo na fase adulta, eu ficarei feliz por seguir seus valores. Por enquanto eu só desejo que ele seja criança.

 Essa guerra social não precisa existir agora, deixa isso para quando eles estiverem de fato nessa guerra, não ensine seu filho a ser um guerreiro de ataque, mas se seu lema é que a vida é uma guerra de lutas diárias,  então ensine-o a ser um soldado da paz, e que também há tempo de descanso, que no caso deles é o agora no paraíso da infância.

E como em todas as vezes eu falei para mim e talvez faça algum sentido para você. 

Somente dentro de mim encontrarei o outro.

Uma vida de "Fake News"

  • 12/01/2021 14:47
  • Encontre-se por Carol Fontan

Barriguinhas chapadas, alimentação saudável, cabelos hidratados e esvoaçantes, festas e muita cantoria com amigos, declarações de amor, viagens, premiações de trabalho, personalidade do ano, mensagens de superação e motivação, amor e muitos sorrisos….  

Isso é só um pouco do mundo que vemos nas famosas redes sociais, e acredito que essa sempre foi a proposta né?! compartilhar os momentos agradáveis, era para ser assim se soubéssemos utilizar e não sermos nós os usados. 

Esse fim de ano visitei algumas pessoas, algumas eu  só conhecia através das redes e outras eu já conhecia pessoalmente, comecei a observar que em ambas as situações, se tratava de vidas bem diferentes compartilhadas pela mesma pessoa. Tal observação chegou até me entristecer… 

Se você se propor a enxergar o outro, talvez perceba a tristeza profunda que carregam em seus olhos enquanto forçam um sorriso, talvez percebam o enorme esforço para socializar e se manter em uma conversa no qual estam desinteressados enquanto lutam com sua vontade de estar em sua cama dormindo. Talvez percebam que eles estão se embebedando por que no fundo estão desesperados por uma direção e respostas para suas angústias, que nem vontade para fazer lista de meta eles tem mais, mas talvez até faça para ter um conteúdo para postar no stories. 

Talvez você perceba o quanto estam lutando para parecem serem fortes ou felizes por terem superados todas as suas dores, mas por dentro estão tão despedaçados que não aguentam nem mais um tropeço e estão aterrorizados com essa hipótese, talvez percebam toda a culpa por trás dos sorrisos e gentilezas.  Essas pessoas criaram um personagem para aguentar e continuar, entretanto se sentem presos a eles e querem agora serem livres de disfarces.

Enquanto eu processava todas essas expressões, eu me questionava o quão contraditório era com aquela vida apresentada nas redes, e o quanto deve ser cansativo manter esse papel, essa falsa vida. 

há, mas eu seleciono o que posto, lá eu mostro apenas o que quero que vejam…  Isso é fato, trata-se de  uma vida editada por você. 

E mais uma vez eu me questiono, se é para ser assim? Porquê passar a mensagem que existe uma vida perfeita?  são produtores de uma novela e os que têm uma vida real são os telespectadores que se alimentam de uma fantasia que o destroem e o afastam de sua própria felicidade real…. não seria isso uma crueldade? ou só autossabotagem? 

Quanta discrepância nesse novo estilo de vida, onde as pessoas deixam de estar presentes para registrar em fotos e vídeos para terem o que postar, mas nem sequer apreciam o sentimento de estar ali, quem faz isso por eles? aqueles consomem a vida deles como um produto e deixam de viver as suas… quem está vivendo então?...

Ferramenta é algo que temos e utilizamos quando precisamos, mas nesse caso nós somos a ferramenta….  Ou  de repente pode até ser uma ferramenta de fuga para não encarar a realidade e continuar com sua  autopunição. 

È, eu também faço uso da internet, é o que me permite estar aqui agora falando com você, entretanto acho interessante  que quando deixo de postar por alguns dias, alguns seguidores me cobram a presença digital como se eu não estando ali, eu não postando, fosse um sinal que nada estivesse acontecendo em minha vida, e é justamente o contrário. 

percebe a distorção de percepção que se propagou? como se a vida fosse online. 

Perceba que em todo o texto eu me incluo nas situações, eu faço parte do mundo e todas as suas complexidades, eu penso que a diferença é o perceber e tentar fazer algo a respeito para não virar parte da estatística. se você chegou até aqui é porque você também tem esse desejo. Então REAJA e atente-se que o re-agir é agir de novo, e quantas vezes forem necessárias, lute por você A vida é um presente, não devolva sem antes abrir. 

"A Virada"

  • 29/12/2020 11:05
  • Encontre-se por Carol Fontan

Um ano atípico que pegou todos de surpresa com esse turbilhão de sentimentos e emoções em que ainda vivemos, divididos entre o misto e a confusão de medo, negação, histerismo, compaixão, luto, depressão, gratidão, renovação, alívio...

e aí um novo ano se aproxima, e com ele a esperança de renovação e mudanças assolam em nossos corações, uma alegria e compaixão tomam conta e ficamos seres humanos mais benevolentes, fazemos as pazes, perdoamos e pedimos perdão, um novo corte de cabelo, um novo amor.... Mais que pena! Sim, é uma pena que tudo isso se desfaça em menos de uma semana...

Uma dura realidade e bem humana e que precisa ser dita, assim somos. Até o dia 01 de Janeiro o clima ainda está no ar, entretanto, vai evaporando como uma fumaça e logo a mesma realidade bate à sua porta. Sim, os problemas ainda estão lá e ele não vai embora junto com o ano que acabou, as contas ainda chegam, ainda tem brigas no seu relacionamento , seu filho ainda é difícil, o seu emprego ainda é um saco e você ainda se sente infeliz. 

E graças a Deus por isso, sim, graças a Deus! É sinal que você está vivo e se ainda se incomoda com tudo isso é porque verdadeiramente anseia por mudanças, mudanças reais, mudanças permanentes. Mas essas mudanças não acontecem com a virada de um ano, elas acontecem quando não aguentamos mais sofrer e passamos a deixar de só decidir e anunciar a decisão, acontece quando você transforma seu sofrimento em raiva e essa raiva te impulsiona a ação, ação massiva e constante. Sim, raiva de continuar assim a tanto tempo, raiva de sentir pena de si mesmo, raiva de mendigar atenção e aprovação dos outros, raiva de ter tanto medo, raiva de continuar sendo refém de si mesmo. Use essa raiva que você vem nutrindo e escondendo a seu favor e vire essa chave que só você é capaz e lute  por você mesmo. 

Me responde ai: 

Haviam 3 sapos em um galho, 1 decidiu pular, quantos ficaram?

-Isso mesmo, quantos pularam? E quantos ficaram?

-Pense direito, agora responda de novo. 

- A resposta é: nenhum pulou

Ele decidiu, mas não agiu, a decisão sem ação não muda nada, a ação precisa ser reforçada pela decisão diária de manter a constância, persistência é o caminho do êxito. Não é um caminho curto, mais desistir não acelera e não muda nada. Deus te deu espírito de força e coragem porque sabia que precisaria, o descanso é na eternidade, amado. Então levanta e anda.

Não faço ideia para quem estou escrevendo, talvez para mim e talvez faça sentido para você, só estou sendo guiada, assim como em todas as vezes em que sento aqui para falar com e para você. 

SÓ VAI E NÃO OLHA PARA TRÁS.

Uma vida feliz te espera, e ela não é feita de momentos. É inteira.

Me sinto invisível

  • 23/12/2020 11:23
  • Encontre-se por Carol Fontan

Me sinto como se não fosse desse planeta, como se não fizesse parte de nada importante, de nenhum grupo ou família... É solitário e às vezes dói muito, mas já me acostumei, e percebi que sou a melhor companhia que posso ter!

Esse é o relato de uma pessoa que aprendeu a ser invisível, no início foi satisfatório usar desse artifício para não chamar atenção para si, mas, hoje dói não ser visto e como conforto acredita-se ser melhor assim.

Sim, desaparecer também pode ser um mecanismo de defesa aprendido. Imagine um lar repleto de caos, pai alcoólatra, mãe com comportamento instável, trabalhava muito e ao chegar em casa despejava seu cansaço aos berros, irmãos brigando e apanhando por estarem aprontando todas para chamar a atenção de seus pais, uma casa barulhenta, lotada, desorganizada, suja e com gritaria constante. O caos ocupava tanto espaço em casa que quando desaparecíamos de cena, ninguém percebia, podíamos estar presentes ou não, ir p/ rua e não voltar, nos trancar no quarto sem fazer barulho. Alguns até riam de nós nos chamando de mudo ou simplesmente diziam que éramos tão bonzinhos que não dávamos trabalho porque até esqueciam que estávamos ali.

Nesses momentos era bom ser invisível, porém, não conseguíamos estabelecer amizades porque nãos nos percebiam, éramos aquela coisa no pátio da escola, sem voz, sem desejos, sem expressão. Isso nos afundou em tristezas insondáveis e na sensação de não ter um lugar no mundo. Crescemos afastados do grupo de seres humanos que vivem suas vidas, estudam, trabalham, se relacionam, se amam, se divertem e tem uma vida social. Algo que parece não ter sido feito para nós.

A solidão e a sensação de não pertencer a lugar nenhum estão sempre presentes. Os benefícios desse personagem estão relacionados com não ter responsabilidade sobre nada. Não existimos, portanto não estamos envolvidos nem temos de sustentar nenhuma relação, nenhum conflito, nenhum desafio. Todos esses problemas são delegados aos outros. O invisível saiu do cenário para se salvar e hoje em dia continua do lado de fora, incapaz de se envolver com algo ou alguém.

talvez você se identifique com algumas partes desse personagem, ele existe em muitas versões.

O Perigo da Lealdade

  • 10/12/2020 10:21
  • Encontre-se por Carol Fontan

O perigo da lealdade é ser inquestionável, a lealdade significa que estaremos do lado desse indivíduo ou dessa ideologia, dessa moral ou dessa empresa, aconteça o que acontecer. Pertencemos a esse grupo, e qualquer pensamento autônomo ou diferente será considerado uma traição. Não há meio termo para um funcionamento tão extremista.

Tecemos amizades com base nas alianças, não com base na solidariedade. Teríamos que ser muito mais maduros e conscientes de nós mesmos para sustentar amizades apoiadas na compreensão dos nossos estados emocionais. Preferimos alianças para nos sentirmos seguros.

Ao se dizer Leal o entendimento é de prisão, se algum indivíduo tem a ousadia de tirar a máscara, abandonar o partido, mudar de opinião, dissentir, será considerado traidor, virou a casaca.

A lealdade é um falso pacto de sobrevivência. Ninguém nos dará o amparo emocional que precisamos, ainda que não percamos as esperanças.

Não precisamos da lealdade de ninguém, o verdadeiro poder não é ter pessoas submissas a nós, satisfazendo nossos desejos. O poder é a capacidade de amar é estar a serviço do outro, despojado das nossas necessidades infantis.

Isso significa liberdade para tomar decisões, sem medo. Sem precisar pagar, Sem obedecer a ninguém. Somente sendo fiéis a nós mesmos e á compreensão que tenhamos conseguido acessar. A partir dessa verdade, baseada em indagação pessoal, poderíamos agir em favor do próximo. Livres do medo e fluindo com o todo.

Mais é claro que como em todas as vezes eu falei para mim e talvez faça sentido para você.

Já tinha pensando sobre lealdade desse prisma?

Desamor paterno

  • 27/11/2020 05:16
  • Encontre-se por Carol Fontan

Peço licença para continuar a compartilhar uma experiência pessoal, afinal o meu blog tem o nome de “ Encontre-se”  com a finalidade de ajudar  você a se enxergar através  dos meus textos, e ao meu ver um profissional da área humana deve ter como uma de suas forças pessoais a humanidade, compartilhar minhas experiências de vida pessoal me deixa mais próxima de você e é uma demonstração de humanidade, pois, mais que conhecimento teórico eu tenho como falar sobre vivências e sentimentos que são iguais aos seus. pois é, essa sou eu.

Amar e honrar os pais parece ser uma tarefa difícil quando se está na adolescência, talvez porque a adolescência signifique um segundo nascimento, e diferente do primeiro o HD já não está limpo e já existe marcas de rejeição, da falta de amor que parece nunca ter sido o suficiente. Marcas das magoas e ressentimentos criados pela necessidade de disciplinar e ensinar a vida a um filho… Esse segundo nascimento é como se fosse uma explosão de emoções que ficaram presas durante a primeira infância e que encontrou o momento de se rebelar.

Eu também já fui uma criança reprimida e que me sentia demasiadamente rejeitada, na adolescência eu também fui rebelde e coloquei para fora minha raiva guardada. A adolescência foi passando e aquele sentimento de distanciamento dos meus pais, especialmente do meu pai, ainda permanecia. Em desabafo com amigos eu sempre reclamava em como meu pai era ausente afetivamente e aquilo me afetava. Eu queria tê-lo por perto, não me lembro de ter recebido um beijo. um abraço, um eu te amo, ou um simples “ cuidado filha”…

Nem ao menos as reuniões da escola ou encontros da igreja, aniversários, me buscar na saída da escola… Não, ele nunca estava presente. Ele acha que ser pai é colocar a comida na mesa, era a minha fala aos 11 anos de idade. E sim, meus pais eram casados e morávamos todos na mesma casa.

é claro que esse comportamento do meu pai me trouxe algumas consequências, no meu comportamento, emocional e modelo mental, e para meu irmão também. Sim, minha mãe tem sua parcela de responsabilidade, mas as suas tentativas de aproximação eram mais perceptíveis.

Ok, deixando as lamentações de lado e partindo a olhar com um olhar de observador, como se estivesse de fora da situação. Hoje meu pai é falecido e ele morreu pelo mesmo motivo que manteve ele afastado de nós; O vício  no álcool. Ele era alcoolatra e faleceu de cirrose, antes dele morrer nos aproximamos um pouco e pude enxergar meu pai sóbrio.Essa experiência me despertou o interesse em procurar saber sobre seu passado e o que teria acontecido com ele que o fez levar uma vida se anestesiando em drogas licitas e ilícitas, refugiado em momentos de fantasia, sobrevivendo…. E o que eu descobri refez todo o meu conceito sobre o amor, eu enxerguei nele o amor que ele tinha por nós, o fazendo lutar contra o vicio de uma vida inteira, fazendo sacrifícios, é como se ele estivesse se escondendo dele mesmo para nos dar o melhor que ele tinha para oferecer, mesmo que fosse a distancia. Esse amor foi o que prolongou a vida dele por 62 anos de existência. 

Descobri que em sua juventude ele fazia uso de drogas que são consideradas ilícitas. Os tempos eram de ignorância e responsabilizavam as amizades e influencias, penso que os familiares não tinham conhecimento e bagagem para investigar o que lhe afligia… Ele Casou com minha mãe aos 29 anos depois de engravidar minha mãe do meu irmão mais velho, ele construiu uma família e uma carreira profissional e durante os anos seguintes continuou lutando com o vicio das drogas, fazendo uso de forma escondida e isolada, mantendo as aparências de homem de família, pai, e toda as aparências que o mundo social exige de um homem de respeito. 

Parece que um tempo depois ele conseguiu deixar ou diminuir o consumo das drogas ilícitas e acabou substituindo pelo álcool e aí começou uma nova batalha, pois esse vicio ele podia praticar de forma disfarçada e bem aceita na frente de todos e assim a frequência era bem maior, ou ele estava trabalhando ou estava bebendo.  

Não se tratava de nós, se tratava dele. Ele sofria por ser viciado mas não sabia ser de outro jeito e não poderia contar a ninguém sobre sua dor. Ao ter uma família ele se tornou responsável por outras vidas, trouxe sentido para a vida dele, o fez lutar contra os vícios, o fez tentar varias vezes, foi por nós que ele viveu por tantos anos.

Ele construiu um muro em volta de si com as drogas, com o álcool , com o trabalho, com o silencio, com a sua dor, com a individualidade, ele achava que não tinha mais nada a oferecer. Mas, foi graças a família, a nossa família toda errada e cheia de turbulências que ele encontrou forças e compreensão para saber o que era amor. 

Muitas vezes nos trancamos também no nosso mundo repleto de ego e orgulho e só enxergamos a nossa dor de não receber e somos incapazes de praticar a compaixão e humanidade para com o próximo que esta dentro da nossa própria casa, a ponto de nos colocar no lugar do outro para entender  o porque ele não pode nos dar aquilo que não tem. 

Por trás de cada pessoa ferida existe uma dor que ainda está latente, eu penso que só estaremos prontos para sermos amados quando então soubermos amar.

Honrar pai e mãe independente de como são ou foram, esse mandamento tem muito fundamento para mim, e se caso você tenha ressentimentos e magoas da maneira como foi tratado ou acha que poderia ter sido diferente, eu te convido a fazer o que eu fiz, pesquisa só um pouco da historia dos teus pais enquanto foram crianças e assim você entenderá que eles podem ter até superado aquilo que recebeu para dar mais a você. 

Eu gostaria de ter feito isso antes de meu pai falecer para que eu pudesse ter a chance de dizer o quanto eu admiro a sua força e garra, por ter lutado tanto por nós, que eu o perdoei pela ausência, pois hoje eu entendo seus motivos e que mesmo assim me senti amada pelo seu esforço e sacrifico por nós, eu o admiro principalmente por não ter desistido…. Se você ainda tem essa chance, aproveita, passa rápido. 

 

Carol Fontan 

@carolfontann

99913-5276

 

Celebrar a vida!!!

  • 19/11/2020 12:18
  • Encontre-se por Carol Fontan

Hoje o post vai ser um pouco diferente do normal, vai ser bem pessoal. È bem provável que cause estranhamento pois o que se prega por aí é justamente a impessoalidade, mas, eu vivo o que eu prego e a minha profissão é um estilo de vida, eu desenvolvo pessoas, nada mais natural que eu esteja em busca de  desenvolvimento constantemente. Somos eternos aprendizes da vida, e acredite que eu não estou tentando te vender absolutamente nada, além, de que você volte a enxergar o brilho da vida.  Tenho isso incomum com Sigmund Freud, ele desenvolveu suas teses que virou parte da psicanálise através da analise de boa parte de suas experiências de vida. 

Compartilho com vocês esse video de aniversario que eu mesma fiz, isso quer dizer que é bem caseiro, em comemoração aos meus 35 anos de vida. E me veio a tona porque quando adulto não mais comemoramos com festas de aniversários ? não estamos felizes em continuar vivendo? 

A Data de aniversário quer dizer que estamos vivos, sobrevivemos a mais um ano de vida, temo ar nos pulmões, batimentos cardiacos e uma nova chance de continuar existindo, celebre a vida, celebre a saúde, celebre a sua existência…

Gostaria de saber sua opinião sobre os posts e próximos temas, se está fazendo sentido para você…

Amor ou dependência?

  • 09/11/2020 12:33
  • Encontre-se por Carol Fontan

 

Amor, superproteção ou dependência? 

Precisamos falar sobre isso

Relacionamentos abusivo, de dependência emocional entre mães e filhos tem aumentado de forma expressiva e considerável, entretanto, de forma sucinta, disfarçada de amor e superproteção. Estaríamos nós vivendo na era de uma “falsa consciência”? Onde exaltamos e lutamos contra alguns comportamentos e outros acontecem diariamente de forma explicita e são taxados de normais perante a sociedade doutrinada a “honrar pai e mãe” enquanto sacrificam a vida de seus filhos em prol de satisfazer os próprios desejos e necessidades não atendidas como a preencher o buraco emocional que lhe assolam no peito.

Existem incontáveis histórias acontecendo com essa sutileza travestida de amor e dedicação e que tiram de seus filhos o direito de liberdade de viver as próprias vidas. Sufocando-os com seu narcisismo e palavras carinhosas de bem querer, obrigando-os a retribuir o tempo e dedicação gasto como uma moeda de troca, se tornando um peso para seus filhos que entram em um conflito emocional e de valores morais. É de uma crueldade sem tamanho, mesmo sabendo que não é propositado e que vem de uma herança abusiva, se não levantarmos uma bandeira de alerta para as consequências que perduram por gerações, não teremos uma ruptura desse padrão "normalizado” através de uma falsa consciência pregada como superproteção.

Após algumas pesquisas realizadas, livros lidos, vídeos assistidos, observações acerca de comportamentos sociais e a minha própria experiência pessoal, pude constatar que esse tipo de mãe são mulheres que tiveram dificuldade em amadurecer emocionalmente para poder ir além e se tornarem disponíveis para seus filhos, engravidaram sem desejo ou levaram a gravidez como tábua de salvação para sua vida. São infantilizadas que invertem os papeis de quem cuida e quem é cuidado no decorrer de toda uma vida de forma abusiva, para que seus filhos cumpram o papel de alivio em suas tensões. 

Projetam em seus filhos suas insatisfações e dificuldades infantis, os privando do direito de serem as crianças. Absorvem seus filhos para servi-las, se colocam como prioridade máxima, exigem de seus filhos a responsabilidade por seu estado emocional e muitas vezes o financeiro.

Esses filhos quando adultos entram em negação sob o comportamento da mãe, e justificam de variadas formas para não entrar em contato com essa verdade inconsciente recalcada, dessa forma fantasiam a realidade e desenvolvem suas neuroses, histerias de forma moderada ou aguda a depender de cada caso. 

Precisam entrar em negação para conviver com essa mãe, afinal estão presos a elas até o final de suas vidas. Se tornam pessoas com necessidades de aprovação extrema, auto nível de exigência consigo mesmo, dificuldades de estabelecer vínculos, alto nível de insegurança, necessidade de reconhecimento exagerado, dificuldade de amar e receber amor, vazio profundo solidão e depressão.

Esse comportamento é mais comum em mulheres, mãe para com seu filho homem, o que me levou a um breve questionamento, não de ser um “complexo de Electra invertido”, mas de conter fatores semelhantes, desencadeantes desse tipo de comportamento? 

Temos uma imagem formada do que é ser mãe e o que foge disso é evitado falar é tido como tabu, nem toda mãe é boa e causam estragos permanentes em seus filhos. 

Filhos não substituem amores ou casamentos, filhos não tapam buracos emocionais, filhos não servem e nem têm a missão de cuidar dos pais na velhice, você o gerou e não é dona. Assim como uma árvore não come seus frutos, uma mãe não possui seu filho. Não cobre amor de volta, nesse caso não era amor, ao não ser o amor próprio. 

A Maternidade e suas sombras

  • 30/10/2020 13:43
  • Encontre-se por Carol Fontan

O nascimento dos filhos representa também o nascimento de uma mãe, mas do que isso, é o nascimento de uma nova pessoa. E por que digo isso? Com a chegada dos filhos você não vê mais os mesmos programas de tv, não veste mais as mesmas roupas, você muda os temas das suas conversas, a sua percepção de mundo muda completamente. O nascimento de um filho traz de volta a criança que você foi um dia e todo o conteúdo que está escondido no subconsciente parece querer sair e se apresentar a você. 

Com os filhos vem todo o medo, insegurança, raiva, tristeza e todos os sentimentos que guardamos por tanto tempo em nossa primeira infância, alguns por falta de amor, carência, outros por terem sido super protegidos, outros negligenciados, outros abandonados e muitos violentados e por isso não sabem como transmitir aquilo que não tiveram para seus maiores tesouros, e por mais que queiram fazer melhor acabam repetindo o que aprenderam.... é o que conhecem de amor. 

Os filhos trazem consigo aquilo que nos incomoda em nós, aquilo que precisamos tratar se apresenta no comportamento dos pequenos como uma incrível armadilha e forma de nos encurralar a nos curar por inteiro. Se soubermos olhar com oportunidade ao invés de criticar e se vitimizar.... 

É como se Deus nos desse a oportunidade de nos tornar pessoas melhores através do amor que sentimos por eles...  Quando os Pais param de reclamar e sofrer e buscam por ajuda e saem dessa ignorância emocional podem se ajudar em primeiro lugar para assim poder oferecer aquilo que os filhos precisam: amor e aceitação. 

Os filhos não são sintomas, nem causas, eles mostram nossas feridas, nosso ego e principalmente nossas sombras. 

Enxergar a maternidade como oportunidade de fazer diferente e dar aquilo que você não teve, vai além de objetos, brinquedos e educação. É uma chance de humildade, de encontro consigo mesmo, de cura e de aprender amar. A educação também vai além de comportamentos socialmente aprovados, educação é sobre valores e princípios, conceito de uma família estruturada com base no sentimento que os une, o amor. 

E é por amor que os pais devem primeiro olhar para si e para seus próprios comportamentos antes de julgar e castigar. Educar é influenciar pelo exemplo, é ser primeiro e não dizer. 

Os seus filhos serão aquilo que você é hoje, isso te conforta ou te assusta? 

Sua vida em troca do meu amor

  • 22/10/2020 09:52
  • Encontre-se por Carol Fontan

PEDI UM AMOR ETERNO E DEUS ME MANDOU VOCÊ.

 

Era isso que Davi escutava de sua mãe que sempre foi tão amorosa com ele. A mãe de Davi se separou de seu pai quando ele tinha 5 anos, com isso passou a ser o amor de sua mãe, sim é verdade, muitas mães substituem. Eram apenas os dois em uma lealdade emocional incondicional.

Foi o Davi que deu forças p/ sua mãe superar a fase difícil da separação, Davi sempre lembra que sua mãe falava que não teve outro marido para se dedicar à sua criação, e sem saber, isso gerava uma culpa em Davi, por sua mãe ter se privado da própria felicidade por causa dele, e agora ele teria de retribuir todo amor e dedicação.

Davi já era um rapaz e ainda morava com sua mãe, que lavava sua roupa, fazia sua comida e esperava-o chegar da faculdade para poder dormir. Davi se apaixonou, noivou e resolveu casar, mas se angustiava ao pensar o que poderia fazer p/ preencher o vazio que ficaria na vida de sua mãe.

Davi casou, visitava sua mãe com frequência para almoçar e às vezes jantar, no fim de semana levava sua mãe para dormir em sua casa...

O que causou muitas discussões com sua esposa, pelo seu distanciamento a mãe de Davi adoeceu, a esposa de Davi não aceitou que morasse todos juntos, o que levou a Davi praticamente morar na casa da mãe...

Davi então se separou, voltou para sua mãe, que logo melhorou de saúde. Com o tempo Davi virou o pai de sua mãe, dava comida na boca, levava ao médico e para tomar banho de sol. Os vizinhos achavam lindo a atitude nobre de Davi de renunciar a própria vida para cuidar de sua mãe, mas, Davi era um homem triste, deprimido, raivoso e sem realização, já não tinha muitas expectativas quanto ao futuro pois já tinha uma certa idade.

Essa é a história de Davi, mais provavelmente você conhece alguém assim. Diferente das outras relações, a maternidade é uma relação de doação e não de troca, onde não se deve cobrar retorno. Quando uma mãe expressa para seus filhos o quanto ela se anulou para criá-lo é isso que está fazendo, cobrando. Onde não se sentiram livres para viver suas vidas. Se uma mãe deixa de trabalhar ou ou não quer mais relacionamentos, assuma a responsabilidade por suas escolhas, amor não se cobra.