Encontre-se por Carol Fontan
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De que lado você está?

Encontre-se por Carol Fontan|

O rio representa a vida e os lados opostos em como escolhemos viver. 

De um lado se vive de maneira, triste, confusa, com raiva, sem brilho, repleto de frustrações e desanimo. Do o outro lado tem aqueles que apesar dos obstáculos conseguem atravessar esse rio e ressignifica suas dores e luta, continuam no rio, porém, agora sabem nadar. 

Em algum momento todos nós tentamos atravessar esse rio pessoal, muitos desistirão após algumas tentativas frustradas, outros chegarão ao outro tão arrebentado que nem consegue enxergar sua vitória, já outros parecem ter mais facilidade em lidar com os obstáculos e por mais que tenham dificuldade seguem firmes e confiantes. 

Em que momento você encontra agora? Já desistiu? Ou segue firme e confiante? 

Todos nós temos marcas dolorosas, todos nós fomos negados, negligenciados, ignorados, abusados de alguma forma, e não amados em algum momento e em diferentes proporções. A única diferença é em como recebemos e qual o significado que damos a esses acontecimentos a ponto de reger a vida baseado” tão somente” nesse sofrimento. 

As vezes o peso que carregamos na mochila da vida é pesado demais para algumas pessoas, vira um fardo impossível de sustentar. 

É, eu sei. Nem sempre foi assim, você já teve muitos sonhos e aquele brilho no olhar  e esbanjava sorrisos... Mas em algum momento uma chave virou e os acontecimentos naturais da jornada vão acontecendo, os gatilhos despertam o sofrimento ainda latente, a sua força foi escoando e tudo vai ficando sem sentido, como se estivesse perdido, procurando algo que nem sabe o que é...

O brilho dos olhos vai se apagando, já não ligamos para as novidades, já não acreditamos em amor, já nos acostumando com o “é assim mesmo”, “são coisas da vida”... 

 Para algumas pessoas o processo da vida é pesado demais, essas pessoas já não enxergam a beleza e o prazer de viver, e seguem como se estivesse cumprindo a sua penitencia aqui na terra, essa pessoa não vive mais, ela apenas existe.

Assim como zumbi, segue fazendo tudo aquilo que não queria fazer, estando onde não queria estar, falando o que não queria dizer, sentindo o que não queria sentir...

Alguns encontram saída em fantasiar outra realidade fugindo da sua, outras estão destinadas a olhar e apontar a vida do outro, assim consegue aliviar a dor ao perceber que tem outros vivendo igual ou em pior situação. E outros apenas sobrevivem dia após dia como se estivesse carregando uma tonelada de pedras nas costas.  Apesar de ser um tanto dramático é também um tanto real. É só analisar: 

O casamento e ruim, mas continua nele, o emprego é odiado mais continua nele, já não ama e nem é amado e acredita que deve assim mesmo, a distância dos filhos é justificada como coisa de adolescente, acostumou-se com a dificuldade financeira. Assumiu papeis que não sabem mais como sustentar, bebem para esquecer, depositam suas esperanças em festas e encontros...

Essas pessoas carregam uma nuvem negra sob suas cabeças e usam suas dores como uma muleta para continuar seguindo.

Tudo está ruim e não tem perspectiva de melhora, a reclamação é constante, a boca é caída com aquele semblante triste e nem amizades não tem mais.

Talvez você não seja essa pessoa, mas talvez convive com alguém assim. Acredite: não é culpa sua e você também não pode fazer nada além de orar por essa pessoa. 

Não se trata de você, não é com você e você não pode salvar essa pessoa de si mesmo. Seria preciso querer ser salvo, enxergar que precisa de ajuda e quando esse momento chegar vai partir dela e não de você. 

Se você notar alguém do seu lado muito mal humorado, é natural sentir que é com você e logo vem a culpo, e para esse sentimento não se prolongar é preciso enfrentar, então pergunta: eu fiz algo? Isso é comigo? Posso ajudar em alguma coisa?  E a pessoa responde, não não é.... Há então se eu puder ajudar é só falar.

Se responsabilizar pelos próprios sentimentos é algo que ainda precisa ser aprendido.

Já para essa pessoa que carrega a nuvem sobre si, quando doer o bastante é possível que procure por mudanças, é necessário ressignificar os acontecimentos passados e seus sentimentos pra que a mochila fique mais leve... Pouco se fala, mais a felicidade também pode ser aprendida, mas só se reconhecermos que ela não está presente em nossa vida. 

O tamanho da dor só sabe quem a sente, temos proporções diferentes. È preciso bem mais do que querer, então não julgue aquele que ainda permanece estático do outro lado do rio, você pode dizer que não sabe o que ela sente e como se sente, mais se precisar você estará lá. 

Quando não souber o que fazer, só ame.

E como sempre, eu escrevi para mim e talvez faça algum sentido para você. 

@CarolFontann 82.99913-5276 

SOBRE O AUTOR

Especialista em ciência do bem estar, análise do comportamento humano, coaching e psicanálise em andamento eu tenho voltado meus textos a reflexões sobre o autoconhecimento provocativo, comparando aos padrões de comportamentos cotidianos, bem como fortalecimento emocional e gestão das emoções. Pode da uma olhada em alguns que tem no meu Instagram, porém não é o lugar ideias para textos, por isso pensei no blog.

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