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Arapiraca se prepara para lançar editais com recursos da Lei Aldir Blanc

  • 23/09/2020 16:09
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Texto e foto: Lourdes Rizzatto

 

Artistas e fazedores da cultura em Arapiraca foram informados, na terça (15), através de reunião on line com a secretária de Cultura, Lazer e Juventude, Rosangela Carvalho, que o município se prepara para lançar editais com recursos federais do Ministério do Turismo, através da Lei Aldir Blanc. Arapiraca recebeu R$ 1.616.900,00 e, segundo a secretária, o objetivo é premiar todos os segmentos culturais de Arapiraca impactados pela pandemia da Covid-19.

 

A primeira ação referente aos editais, ainda este mês de setembro, será o chamamento de agentes culturais com o objetivo de auxiliar na inscrição dos projetos da sociedade civil. O chamamento da Comissão Avaliadora (pareceristas) também será nesta etapa. Serão credenciados dez agentes culturais e o valor do edital será de R$6.000,00. A Comissão Avaliadora (pareceristas) terá seis vagas e o edital será de R$5.000,00. Os inscritos nestas modalidades não poderão participar de outros editais do município. 

 

A segunda etapa contará com chamamento público referente aos Incisos II e III da Lei Aldir Blanc. Voltados ao subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, bem como iniciativas de fomento à cultura, estes itens ao todo irão beneficiar mais de 291 projetos. O edital “Art 2 LAB”, com recursos na ordem de R$ 495.000,00 será destinado, pela SMCLJ, ao recebimento de propostas de empresas e espaços culturais (escolas de arte, dança, estúdio fotográfico...) que tiveram suas atividades interrompidas durante a pandemia. O edital “Destalo” será voltado a editais de projetos e de premiação artística. Nesta etapa R$ 1.031.900,00 será destinado a comunidade cultural arapiraquense. 

 

Segundo, Janu Leite, superintendente de gestão da SMCLJ,  as regras de distribuição dos recursos dos editais serão: 100 Prêmios de R$1.000,00 (projetos individuais para trabalhadores da cultura); 50 Prêmios de R$4.000,00 (tem que agregar no projeto no mínimo três artistas e trabalhadores da cultura); 20 Prêmios de 10.000,00 (que agregue, no mínimo, sete artistas e trabalhadores da cultura); 10 Prêmios de R$20.000,00 (que agregue, no mínimo, quinze artistas e trabalhadores da cultura) e 05 Prêmios de R$30.000,00 (que agregue, no mínimo, vinte e dois artistas e trabalhadores da cultura).

 

Janu também informou a existência de prêmios especiais destinados aos patrimônios culturais. Serão cinco prêmios de R$10.000,00 para quadrilhas juninas; setenta prêmios individuais de R$1.000,00 para sanfoneiros, zabumbeiros e triangueiros, além de trinta e um prêmios de R$2.000,00 para as Destaladeiras de Fumo de Arapiraca (Cânticos de Trabalho). “Ouvimos e contamos com sugestões dos segmentos culturais de Arapiraca para a elaboração dos editais, mas esta foi a forma mais democrática que achamos para as inscrições dos projetos. Foi o modo encontrado para abrir ao máximo a participação da classe cultural e colocar na mão do artista os recursos para a realização do seu projeto”, finalizou Janu Leite. 

 

 

 

 

Fazer artístico e a riqueza da produção cultural feminina é apresentado por Kelcy Ferreira em webinário

  • Texto: Lourdes Rizzatto/ Imagens: Arquivo Kelcy Ferreira e redes sociais
  • 25/08/2020 16:17
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Kelcy Ferreira apresenta “Alagoanas da Imagem”

 

O webinário “Alagoanas da Imagem” realizado neste mês de agosto, através da parceria entre o Alagoar – A Janela do Audiovisual Alagoano e a Cuidadoria do Ser foi encerrado após seis encontros com as produtoras culturais Larissa Lisboa, Kelcy Ferreira e Rosana Dias. A marca deixada pela força e representatividade feminina ao longo da história no mundo, no Brasil e principalmente em Alagoas trouxe à tona várias discussões sobre o fazer artístico nas artes visuais e no audiovisual. 

 

Em matérias passadas, o Click Due apresentou os temas do webinário comandados por Larissa Lisboa no audiovisual e Rosana Dias no audiovisual e artes visuais. A trajetória desbravadora de   mulheres que escreveram seus nomes na história e muitas que, ainda, continuam a deixar uma trajetória repleta de ensinamentos e inspiração, inclusive para uma nova geração que “respira e transpira” arte, foi colocada de forma motivadora. Nesta última matéria sobre o webinário veremos a psicóloga, especialista em arte educação e produtora cultural, Kelcy Ferreira, apresentar “fazeres e saberes”, trajetórias e obras de grandes mulheres que nos levam a refletir o quão grande e brilhante é o universo das artes visuais, especialmente em Alagoas. 

 

Kelcy Ferreira trouxe para discussão o fazer artístico e a riqueza cultural das mulheres originárias (indígenas) das etnias Pankararu, Xucuru Kariri e Kariri Xocó. Falou sobre personalidades que apresentaram um construir criativo repleto de histórias para Alagoas, valorizou trajetórias sólidas e “linkou” passado e presente a jovens determinadas e criativas. Ela fez questão de deixar em aberto um mosaico que é construído com várias linguagens nas artes visuais, para que não esqueçamos que também podemos fazer parte deste construir, basta querer!

 

Koram Xucuru, em oficina na Cuidadoria do Ser

 

Ao apresentar de forma leve a “Cuidadoria do Ser”, onde o processo de cuidar em vários estágios inclui proporcionar encontros, diálogos, práticas terapêuticas como a arteterapia Kelcy, também, revelou que o espaço foi inaugurado em setembro de 2019 com a participação de Koram Xukuru, da etnia Xucuru Kariri, deixando claro, até para leigos, que a importância dos povos originários não está apenas em sua ancestralidade, mas em todo um arcabouço construído por gerações e que nos remete tanto às nossas origens quanto ao nosso presente repleto de influências. 

 

Koram trouxe o “fio da meada” desta jornada das Alagoanas da Imagem com a força das mulheres originárias com o seu fazer artístico e cultural, com a produção de artefatos, mandalas, além de seus conhecimentos sobre plantas e ervas. Nazaré Pankararu, representando as originárias sertanejas, reflete a importância do “fazer” em coletividade (roça, construção de casas, pesca, rituais...). Vilma (Pankararu - sertão) e Vandete Ferreira (Kariri Xocó - agreste) mostram seu respeito pelo barro e pela herança continuada da tradição da cerâmica. 

 

Ao apresentar essa força feminina sobre as artes visuais, Kelcy convida a uma reflexão sobre séculos de falta de consideração a toda forma de conhecimento, arte e fazer dos povos originários em detrimento do que foi trazido e ditado como única interpretação de arte pelos europeus colonizadores. Ela também mergulha em um túnel do tempo onde uma linha muito tênue entre o século passado e atual, com vivências pessoais em Bienais, reportam exemplos de mudança de olhar para com os povos originários.

 

Os exemplos das 24ª (1998) e 30ª (2012) Bienais Internacionais de Arte de São Paulo visitadas por Kelcy foram citados para enfatizar que, em pouco mais de uma década, a arte originária passou de ausente a valorizada por curadores em grandes eventos. Saber que a Bienal de 2012 contou com obras de artistas originários e ouvir Kelcy dizer “isso para mim foi uma grande alegria porque as curadorias vêm trabalhando com novas perspectivas contemplando coletivos artísticos e pessoas que antes estavam fora dos circuitos de exposições” também me despertou para um olhar mais atento sobre a rica herança do passado, nossa postura no presente e nossa conduta futura para um Brasil mais respeitoso com a memória e o fazer ancestral de nações originárias que habitam esse país continental.

 

Foto redes sociais: Mestra Irinéia

 

O webinário destacou uma grande representante da mulher negra nas artes visuais, a remanescente de quilombola do povoado Muquém em União dos Palmares, a mestra ceramista e Patrimônio Vivo de Alagoas, desde 2005, Irinéia Rosa Nunes da Silva, que traz em sua história a herança do barro transmitida de geração a geração. 

 

Ao narrar a ligação de mestra Irinéia com a cerâmica, Kelcy inicialmente reporta-se a uma realidade comum a todos que se dedicam ao ofício da produção de utensílios domésticos, seja para uso em casa ou para comercialização em feiras livres. Mas, ao entrar em um universo criativo particular onde a confecção de personagens também ganhou o imaginário de mestra Irinéia, uma nova realidade é apresentada através de um trabalho autoral reconhecido por sua estética singular.

 

As “Cabeças”, obras de mestra Irinéia, ganharam visibilidade e impulsionaram uma produção criativa com formatos únicos de animais, mulheres amamentando e beijos entre casais, com destaque para a famosa obra repleta de simbolismo “A Jaqueira – Árvore da Vida” (obra criada após a enchente de 2010 que retrata os moradores do povoado empilhados e abrigados em uma jaqueira para conseguirem sobreviver à enchente). 

 

O reconhecimento do talento de mestra Irinéia como uma das grandes ceramistas do Brasil, com obras em galerias de Arte em todo o país, é algo que nos faz refletir sobre a emoção que o seu fazer criativo provoca no público e como esse despertar de sentimentos é construído desde a concepção até a entrega de cada obra. 

 

Observar, mesmo que através da tela do celular, o sorriso e o encantamento de Kelcy ao falar desta grande mulher que foi uma das finalistas do Prêmio Unesco de Artesanato da América Latina e Caribe, apresentou suas esculturas na Expo Milão e, em 2018, recebeu uma homenagem do governo do Estado de Alagoas ao ter uma réplica da sua obra “O Beijo” em escultura gigante na orla de Maceió (Lagoa da Anta, praia de Jatiúca) é também mergulhar em algo que amplia a nossa visão para as artes visuais. É compreender que não há arte menor quando somos tomados pela riqueza de fazeres e saberes. 

 

Visita das bordadeiras BordAzul à Ilha do Ferro.

 

A viagem das “Alagoanas da Imagem” apresentou um tom a mais de delicadeza ao relembrar Nise da Silveira e seu trabalho transformador com a criação de ateliês de artes dentro do Hospital Pedro II, no Rio de Janeiro, e ao expor a trajetória das bordadeiras do litoral norte de Alagoas (BordAzul) e da Ilha do Ferro (Art Ilha). O “toque transformador da arte” que proporcionou mudanças de saúde física e mental trazidas tanto pelo livre criar (Nise da Silveira) quanto pelo aprendizado do bordar histórias, vidas e sonhos (projetos desenvolvidos pelo Sesc Alagoas) revelaram-se também “remédio” que contribuiu para o despertar de almas e corações para um admirável mundo novo. 

 

 

Da esquerda para direita: Kelcy Ferreira, mestra Zezé, Maura e Tita. Exposição Casa Bordada, Crab Sebrae RJ, 2018.

 

O reconhecimento do público e o reconhecer-se como artista, inclusive com participações em exposições, a exemplo da Exposição Casa Bordada, no Rio de Janeiro(2018), que contou com a participação de todas as bordadeiras do Borda Azul ( Kelcy e três representantes do BordaAzul visitaram a exposição que faz alusão a uma casa, com todos os espaços bordados desde o teto, paredes, portas...) deixa evidente que é necessário provocar o olhar e a intenção, dos artistas e do público visitante ao questionamento que essa não é uma arte menor. 

 

Kelcy falou da sua pesquisa de dissertação de mestrado. Relatou que quando as mulheres do BordaAzul foram provocadas a olharem para o seu entorno para potencializar o seu fazer criativo, trouxe à tona a relação que esse “fazer artístico” tem com a própria vida dessas bordadeiras. “O despertar do olhar para as riquezas e delicadezas únicas dos saberes diários contribuiu para o que o ato de bordar trouxesse saúde física e mental, além de uma forte carga motivacional. Essas são mulheres que não frequentaram Academia de Belas Artes, mas quando provocadas realizam e produzem de forma muito original e viceral”, afirmou. 

 

Eva Cavalcante

 

Duas grandes mulheres das Artes Visuais e muito importantes para Alagoas, Eva Cavalcante e Eva Le Campion também tiveram seu merecido espaço no webinário “Alagoanas da Imagem”.  A linda história de Eva Cavalcante traz o “voar” de uma dona de casa que se redescobre e inicia um trilhar repleto de possibilidades nas artes visuais, é a prova de que o poder criativo está guardado em cada um de nós, independentemente do que façamos em nosso dia a dia, e a ação transformadora desse poder depende exclusivamente de estarmos abertas (os) a novas descobertas. 

 

Eva Le Campion com seu início nas artes visuais repleto de influências e seu construir criativo com recortes de seu trabalho realizados na Cruz Vermelha, em Maceió, foi apresentada por Kelcy de forma intensa. Pintura, desenho, escultura, mescla de materiais e a presença do barro foram colocados para apresentar uma mulher que tece significados em suas obras e que encanta na sua forma de expressar. 

 

Kelcy também apresentou a alagoana Terezinha Motta Lisboa da Fonseca que recebeu uma homenagem por sua dedicação à pintura por todas as mulheres de sua época que ficaram no anonimato, assim como o exercício de museologia e arte educação de Célia Paiva, os trabalhos “Antropomorfia – À sombra dos orixás” e a “Arte da Mediação e Curadoria ou Cuidadoria” de Alice Barros, e a trajetória de Maria Amélia, grande artista plástica e incentivadora da arte em Maceió, também foram destacadas. 

 

Jéssica Conceição

 

Na fotografia, a juventude teve seu devido reconhecimento através de Jéssica Conceição e seu olhar voltado à cultura popular alagoana e expressões culturais afro-alagoanas. Seu currículo traz a participação na 14ª Semana Nacional de Museus realizada pelo Museu Théo Brandão de Antropologia e Folclore com a exposição individual “O Baile Solto do Mané do Rosário”; A exposição coletiva entre “Panos e Ramos: Um Olhar Sobre as Rezadeiras Alagoanas” na 6ª edição do Festival de Fotografia Encontros de Agosto no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura – Museu da Cultura Cearense, em Fortaleza; e a exposição coletiva de fotógrafos negros “Herança e Futuro” no festival de fotografia FotoRio Resiste (Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos – INP, RJ).

 

O primeiro coletivo alagoano de mulheres da imagem, “Punho Coletivo”, trouxe aos participantes do webinário o despertar para o fazer coletivo feminino nas artes visuais. Sua contribuição para a fotografia alagoana foi colocada de forma clara, mas também ficou evidente que a pluralidade dentro das artes visuais no coletivo é bem-vinda. Flávia Correia, outra jovem fotógrafa foi citada por Kelcy. Transitando entre o designer, fotografia, audiovisual e curadoria de exposições essa jovem traz no DNA a sensibilidade e criatividade para as artes visuais. Filha da escultora e mosaicista, Marta Arruda, ela descobriu seu próprio caminho, mas faz questão de sempre contribuir nos projetos da mãe, seja com seu olhar de designer na criação de catálogos ou de fotógrafa, registrando poeticamente o aço que é transformado pelas mãos da mãe artista. 

 

Marta Arruda

 

A artista Marta Arruda foi uma feliz escolha de Kelcy para finalizar toda uma narrativa em torno do “fazer” feminino no webinário, porque a história pessoal e a trajetória profissional dessa mulher gigante em superar desafios reverbera em cada mulher que luta por liberdade e igualdade em universos masculinos. Marta faz pulsar a sua arte, e seu generoso compartilhar conhecimentos com todos que desejarem aprender e isso transforma seu legado em sementes férteis que transformam vidas. 

 

Seu talento reconhecido nacionalmente, suas obras que encantam ambientes públicos e privados em Maceió, Arapiraca..., recortes de seus trabalhos no projeto Ateliê Aberto à comunidade realizado pelo Sesc, no qual Marta ministrou oficinas de escultura em aço em Maceió e Arapiraca, além de exposições memoráveis, foram detalhadas em sua trajetória de artista visual.  

 

A atuação de Marta Arruda como produtora cultural também recebeu seu devido destaque pelos belos trabalhos de arte na rua. Murais coletivos que encantam em bairros de Maceió e em Marechal Deodoro (viaduto da Praia do Francês) e sua participação no @todospelacidade deixaram a certeza que ainda teremos muito de Marta para Alagoas. 

 

Para artistas visuais, artes educadores, jornalistas, curadores, fotógrafas (os) e tantos outros profissionais que participaram do webinário, dois encontros de duas horas foram pouco e passaram muito rápido para compartilhar um conteúdo rico em experiências, informações e vivências pessoais repassadas por Kelcy Ferreira, uma maranhense que escolheu Alagoas para ser o seu Porto. 

 

Aqui, nós do Click Due, agradecemos a Kelcy Ferreira, Larissa Lisboa e Rosana Dias pelo convite a mergulhar neste rico universo feminino. Que os próximos webinários sejam igualmente relevantes em informações e no compartilhar vivências!

Rosana Dias, no “Alagoanas da Imagem”, fala sobre o fazer artístico feminino no audiovisual

  • Texto: Lourdes Rizzatto
  • 12/08/2020 20:38
  • Click Due

 

Foto: arquivo pessoal Rosana Dias

A produtora cultural e feminista Rosana Dias apresentou, na terça (11), no webinário “Alagoanas da Imagem”, a produção feminina no cinema mundial, nacional e alagoano com ênfase a trabalhos realizados em Arapiraca. Com uma trajetória de oito anos de intensa produção nas artes visuais, literatura, audiovisual, música e teatro na unidade Sesc Arapiraca, e com experiência em edital do audiovisual na capital do agreste, Rosana é, atualmente, uma das fortes representantes do engajamento feminino na cultura em Alagoas.

No webinário, que é uma realização do site Alagoar em parceria com a Curadoria do Ser, Rosana Dias teceu um breve histórico com recortes de nomes importantes e obras que são marcas do fazer feminino ao longo de décadas no cinema mundial e nacional, no cinema lésbico e no cinema negro.  De Alice Guy, primeira diretora de cinema do mundo, a cineastas belgas como Agnès Varda e Chantal Akerman (Jeanne Dielman, 23 quai du Commerce, 1080 Bruxelles, de 1975), além de diretoras de várias nacionalidades como a cineasta ítalo-norte-americana Sofia Coppola (Encontros e Desencontros).

As referências nacionais também se fizeram presente com Cléo Verberena (O mistério do Dominó preto/1930) a Carmen Santos (O ébrio/1946), ao cinema lésbico de Laine Milan (Alumbramentos/2002), Patrícia Galucci e Victor Nascimento (Irene/2011), Hylnara Anny Vidal      (Arianas/2015). Já no cinema negro Rosana deu destaque a Adélia Sampaio (Denúncia Vazada e Adulto não brinca, ambos de 1979), Lilian Solá Santiago (Balé de pé no Chão/2005 e Mulheres bordadas/2015), Juliana Vicente (Cores e botas/2010 e As minas do rap/2015), Viviane Ferreira (O dia de Jerusa/2014), e vários outras personagens, além de coletivos que apresentam o vasto universo de obras de mulheres contemporâneas realizadoras.

Em sua narrativa, Rosana também reforçou a importância da mulher negra na produção cinematográfica, seja como protagonista, diretora, roteirista ou atuando nas diversas áreas técnicas e exemplifica com a “Afroflix”, onde a presença feminina negra é obrigatória para a disponibilização dos filmes na plataforma. 

Ao dar ênfase a importância de assistir e compartilhar nas redes sociais os filmes do cinema lésbico, negro feminino, bem como as produções ou mesmo filmes que contam com a participação de mulheres alagoanas, Rosana faz uma provocação junto aos (as) participantes do webinário pela ampliação da divulgação desse olhar cinematográfico, suas influências e sua trajetória histórica, até então não muito conhecida do público cinéfilo.

Um belo recorte de alagoanas também caminha neste fazer artístico com as participações de Mel Vasconcelos (Geração Z Rural), Maria do Carmo Silva Ferreira (Infância no Sertão), Arilene de Castro (direção em O Juremeiro de Xang, e produções em Areias que falam e em Parteiras), Zezinha Dias (As ilhas da minha vida), Regina Celi Barbosa (DJ do Agreste).

Já a produção do audiovisual no interior de Alagoas Rosana Dias dá destaque às oficinas de cinema realizadas no Sesc Arapiraca no período entre 2012 e 2019, e ações realizadas também pelo Sesc Arapiraca em municípios vizinhos com apresentações de filmes em espaços abertos ao público, oficinas de animação voltadas ao público infantil e Mostras de Cinema. E, como não poderia faltar, a realização do Cine+ Arapiraca com o edital Paulo Lourenço (2019) da prefeitura de Arapiraca em parceria com a Agência Nacional de Cinema (Ancine).

O histórico das oficinas de cinema realizadas pelo Sesc Arapiraca aliadas com o exercício do fazer artístico através da direção coletiva é apresentado, por Rosana, de modo a enriquecer ainda mais a trajetória feminina na produção audiovisual em Arapiraca. Sem sombra de dúvidas, atrevo-me a dizer que o documentário Salão dos Artistas (2012) foi a semente plantada e que o documentário Metrópole do Futuro (2015) foi o primeiro fruto colhido. Mas, o documentário Ana Terra (2019) foi o marco para produção cinematográfica feminina no interior de Alagoas. 

Marco, não apenas pela crescente participação da mulher do interior no audiovisual ao longo dos anos, mas também pela presença feminina de Wélliman Kelly ministrando a oficina de cinema ao lado de Leandro Alves e Wagno Godez. Marco pela intensa história de Ana Terra, uma forte protagonista que deu título ao trabalho e pela força da direção coletiva, o que possibilitou inúmeros aprendizados. 

Outro diferencial aconteceu devido há um mergulho na produção, roteirização e nas diversas áreas técnicas do filme, o que abriu um leque motivador para a participação feminina em trabalhos futuros. Porém, fica explícito de forma indiscutível na narrativa de Rosana Dias que a forte presença do Serviço Social do Comércio – Sesc, no Agreste, foi um divisor de águas para o despertar dos cinéfilos do interior. 

As Mostras Sesc de Cinema voltadas às escolas, além das Mostras Navi (Núcleo do Audiovisual de Arapiraca), Mostra Varilux de Cinema, Mostra do Minuto e tantos outros eventos voltados ao audiovisual provocaram esse despertar em um público de faixas etárias variadas e, principalmente, nas mulheres. 

O filme “Segunda Feira” (2016), que nasceu do olhar urbanístico de alunos do curso de arquitetura do campus da Universidade Federal de Alagoas, em Arapiraca, sobre  a“nova feira livre do município” reordenada em ruas próximas ao Mercado Público Municipal, pode ser considerado um exemplo real do reflexo do “ressoar” do audiovisual na região agreste e de mais uma participação de direção coletiva onde a presença feminina predominou  com a participação de  Olga Francino, Iasmyn Sales, Camila Alves e Leandro Alves.

Rosana Dias finaliza enfatizando a participação significativa de mulheres na direção coletiva, seja só entre mulheres ou com a participação masculina, no edital Paulo Lourenço lançado pela prefeitura de Arapiraca em parceria com a Ancine com recursos de R$1.050.000,00. Entre elas estão Wellima Kelly (Menino Boiadeiro), Isadora Magalhães e Isabela (O Canto), Dayane Teles (De Dentro de Mim),  Anna Kelmany (Pau D´Arco, árvore que se renova), Rosana Dias (Entranhas), Gabriela Araújo (Palestina). 

Assim como a história e a “rica” participação das mulheres no audiovisual do agreste alagoano estão diretamente ligadas às oficinas de cinema ministradas no Sesc Arapiraca por Leandro Alves, Raphael Barbosa, Wagno Godez e Wellima Kelly, há também algo tão importante que não pode ser deixado de lado: a contribuição decisiva de Larissa Lisboa e de Rosana Dias para que essa história fosse escrita. Aqui o Click Due deixa o nosso respeito e admiração ao trabalho incansável realizado por ambas na produção cultural do audiovisual do Sesc Alagoas e do Sesc Arapiraca.  

 

 

Webinário "Alagoanas da Imagem" inicia discussão sobre mulheres no audiovisual e artes visuais

  • Texto: Lourdes Rizzatto/ Fotos: arquivo pessoal Larissa Lisboa, Kelcy Ferreira e Rosana Dias
  • 05/08/2020 15:01
  • Click Due
Fotos: arquivo pessoal (Larissa, Kelcy e Rosana)
Webinário Alagoanas da Imagem
Webinário Alagoanas da Imagem

 

O webinário “Alagoanas da imagem”, idealizado pelo Alagoar em parceria com a Curadoria do Ser, iniciou na terça (04) o primeiro de seis encontros programados para este mês de agosto, onde serão apresentados recortes sobre a presença feminina na produção do audiovisual e nas artes visuais. No comando desses encontros estão as produtoras culturais Larissa Lisboa, Kelcy Ferreira e Rosana Dias, mulheres com vivências na cena cultural alagoana e que trazem na bagagem uma rica trajetória em aprendizado, pesquisa e preservação da memória da cultura local. Elas irão abordar trajetórias, conquistas e desafios, tanto das pioneiras quanto das mulheres que na atualidade constroem a representatividade do audiovisual e das artes visuais em Alagoas. 

 

O primeiro webinário (seminário na internet) trouxe uma rápida apresentação de Kelcy Ferreira e Rosana Dias aos participantes e, ambas, de forma concisa, falaram sobre alguns dos temas que serão tratados nos próximos encontros. A noite, porém, foi toda de Larissa Lisboa. Jornalista, formada pela Universidade Federal de Alagoas, ao discorrer sobre sua trajetória abordou seu projeto de conclusão de curso em 2008, o Catálogo da Produção do Áudio Visual Alagoano. Atrevo-me a dizer que esse catálogo foi a semente do site mais interessante e informativo disponível atualmente sobre o audiovisual alagoano, o Alagoar.

 

A noite da terça (04) foi um presente para os(as) apaixonados(as) pelo audiovisual. Em pouco mais de duas horas Larissa narrou suas experiências e filmografias, fez um breve histórico sobre a presença da mulher no cinema mundial, brasileiro e alagoano trazendo à tona as batalhas travadas pelas pioneiras Alice Guy-Blaché (primeira cineasta e roteirista de filmes ficcionais, na virada do séc. 19), Cléo Verbena (primeira brasileira a dirigir um filme, em 1931), além da alagoana Ana Severina Conceição, na direção do documentário “A prece do mendigo”, em 1979, em Super 8. 

 

A trajetória de outras grandes diretoras representantes da luta feminina frente a um universo tipicamente masculino foi abordada de forma didática, mas nem por isso menos provocativa a discussão do que fora no passado e do que é atualmente a participação da mulher no audiovisual. A presença feminina destacada por Larissa Lisboa nos Festivais de Cinema de Penedo, na famosa “Quebra do Balcão”, em iniciativas como Ateliê Sesc de Cinema e em uma década da Mostra Sururu de Cinema (2009 a 2019), e em inúmeros outros festivais, em editais públicos, inclusive dos financiados pela Ancine, revela que apesar de conquistar espaço ao longo dos anos no panorama do cinema alagoano, a presença da mulher corresponde a pouco mais de 30% no cenário estadual.

 

De forma instigadora Larissa encerrou o encontro fazendo, inicialmente, uma provocação ao grupo para a realização de futuras pesquisas sobre as primeiras mulheres do cinema alagoano que trabalharam em equipes técnicas. E, na sequência, deu dicas de conteúdos sobre cinema reunidos no site Alagoar e na plataforma de filmes online Cardume. Neste primeiro encontro, o “gostinho de quero mais” ficou entre os participantes do webinário e aumentou a responsabilidade do alto nível dos próximos encontros que acontecerão nos dias 07, 11, 14, 18 e 21/08 das 20h às 22h. Portanto, agora é esperar porque o Click Due acompanhará de perto estes momentos!

 

Próximos encontros

A psicóloga, arte educadora e produtora cultural Kelcy Ferreira apresentará um recorte da produção de mulheres originárias (indígenas), quilombolas e do panorama das artes visuais em Alagoas, e em Arapiraca. 

A produtora cultural Rosana Dias abordará como surgiu o audiovisual no Brasil, cinema lésbico e cinema negro. O foco das produções realizadas em Arapiraca será em filmes que tiveram direção com mulheres ou direção coletiva de mulheres. Nas artes visuais abordará as Irmãs Petuba, além de produções atuais de mulheres na fotografia, pintura e desenho. Larissa Lisboa terá mais um encontro para ampliar o diálogo sobre a presença feminina no audiovisual. 

 

E, para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o audiovisual alagoano é só acessar o alagoar.com.br. Para saber mais sobre como está a produção cultural neste período de pandemia, Larissa dá a dica das lives Criar na Quarentena, que acontecerão no @alagoar. No dia 06/08, às 19h, com Maysa Reis e Paulo Silver, e no dia 12/08, com Elizabeth Caldas e Bruna Teixeira, às 20h, também no @alagoar. Vale a pena conferir!

 

Capital do agreste acorda com desafio de atividade física no Lago do Perucaba

  • Foto aérea: Alex Teixeira / Foto e texto: Lourdes Rizzatto
  • 27/01/2020 15:40
  • Click Due

 

 

 

O domingo (26) começou na capital metropolitana do agreste com foco em desafio físico e gosto de superação para cerca de duzentos atletas amadores e profissionais de Arapiraca e região convocados, em sua maioria pelas redes sociais, para o primeiro “Desafio no Lago do Perucaba”. O evento realizado pelo Centro Atlético Força de Campeão (CAFC), em parceria com a Equipe SuperAção Treinamento Físico, e com o apoio do 3º BPM, 7º GBM, Unimed Metropolitana do Agreste e Perucaba Bairro Planejado, contou com um percurso de seis quilômetros e meio e atividades físicas adicionais em quatro estações voltadas a potencializar a resistência dos participantes.

 

Para reforçar a premissa que atividade física é para qualquer faixa etária, e que promoção da saúde com uma pitada de desafio e superação podem ser extremamente motivadores, as atividades físicas iniciaram às 05h30 com aquecimento dos atletas para enfrentarem, literalmente, o “Desafio pessoal” que estava por vir.

 

 

O evento, com certeza, foi pensado nos mínimos detalhes e, visivelmente, isso foi comprovado através das quatro estações de atividades físicas (com exercícios de polichinelo, agachamento e subida de escadaria). O percurso compreendeu saída do CAFC, no Condomínio Empresarial Zona Sul, corrida no entorno do Lago da Perucaba, passando pelo Perucaba Bairro Planejado, retornando em direção ao Planetário e a sede do CAFC. Foram vários exercícios com supervisão de uma equipe técnica de apoio, inclusive com voluntário do curso de educação física da UNIP (Universidade Paulista), seguido de hidratação dos participantes com a distribuição de garrafas de água mineral.

 

 

O evento buscou levar a mensagem do “ecologicamente correto” com a colocação de lixeiras junto às estações para a coleta das garrafas plásticas e de qualquer lixo produzido pelos participantes. Para nós do Click Due, o que mais chamou a atenção no evento foi a disposição de cada participante em dar o seu melhor, ultrapassar limites seja correndo ou caminhando, e sentir que cada atleta trazia em seu semblante o “quão” valoroso e gratificante era a conquista de mais uma etapa vencida. Ver o esforço e a satisfação expresso em suor e determinação foi motivador!

 

Além do Click Due, o evento contou com a cobertura ao vivo da TV Liberdade Alagoas e da PH Fotos. Os registros marcaram o início de uma nova etapa de promoção da saúde na região dos bairros próximos ao Lago da Bacia do Perucaba. Segundo João Carlos de Oliveira do CAFC, “este foi o primeiro passo para motivar nos moradores do entorno do Lago do Perucaba hábitos físicos mais saudáveis com uma pitada de desafio e superação”.

 

 

“Apesar de ter sido totalmente gratuito, os participantes que concluíram o desafio receberam medalhas.  Nós solicitamos aos participantes inscritos que trouxessem um quilo de alimento não perecível no dia do evento para que posteriormente fossem distribuídos junto à comunidade carente local. Este pequeno gesto foi com a intensão de motivar os participantes a pensarem sobre atitudes que podem contribuir para um mundo mais saudável e humano mesmo cada um tendo que enfrentar seus desafios pessoais, afinal de contas essa é a missão de um verdadeiro atleta, seja ele profissional ou amador”, concluiu João Carlos.

Pré-lançamento da segunda edição do maior evento de confeitaria de Alagoas, a Expo Golden Cake

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 11/01/2020 16:20
  • Click Due

 O primeiro post de 2020 vem, nas entrelinhas, com o desejo de que a jornada deste ano seja doce e repleta de realizações, assim como a trajetória da Expo Golden Cake. O evento que acontece nos dias 10 e 11 de fevereiro na casa de eventos Levinos Hall, em Arapiraca, promete ser o maior congresso de confeitaria de Alagoas, com a presença de profissionais com destaque no cenário nacional, a exemplo da cake designer Núbia Morais, 4º lugar no Reality Bake Off Brasil 4, do SBT.

 

No pré-lançamento que aconteceu na quarta (08) na casa de eventos Primavera Fest, a idealizadora da Expo Golden Cake, a cake designer Neide Oliveira, reuniu parceiros, patrocinadores e a imprensa para falar sobre as novidades que o evento traz para este ano. A primeira delas é o número maior de profissionais participantes, entre “cake designers” e “chocolatiers” serão vinte e sete profissionais, vinte a mais do que na primeira edição do evento, em 2019.

 

A Expo Golden Cake 2020 também traz uma “pegada de responsabilidade social” com aulas beneficentes pontuais, onde 70% do valor arrecadado será revertido em cestas básicas que serão destinadas a instituições filantrópicas. Este ano também será cobrado um valor simbólico ao público visitante que poderá usufruir de stands de degustação, aulas abertas pontuais e praça de alimentação com valores acessíveis.

 

O evento também contará com “Aula Show”, palestras e workshops pagos com número limitado de inscrições. Pelo segundo ano consecutivo, o concurso que causa frisson entre o público visitante será realizado novamente às cegas, ou seja, os profissionais que compõem o corpo de jurados votam sem saber qual o profissional responsável pela elaboração do bolo artístico. Os três primeiros colocados só serão revelados aos jurados e ao público no último dia do congresso. O concurso de confeitaria artística, que terá as categorias bolo de casamento, bolo infantil, bolo esculpido, bolo com cremes e doces finos é a principal vitrine para destacar o talento e criatividade dos participantes inscritos. Este promete ser um dos pontos altos do evento.

 

Serviço:

O quê: Expo Golden Cake 2020

Onde: Levinos Hall

Quando: 10 e 11 de fevereiro

Informações no site: expogoldencake.com

Instagram: @expogoldencake

 

Ballet Joyce Vidal encanta Arapiraca com a nona edição do espetáculo de final de ano

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 19/12/2019 12:13
  • Click Due

Embarcar em uma viagem onde a criança, independentemente da idade, pode ser livre tanto para conhecer um universo de magia quanto para revisitar um lindo mundo de “Faz de Conta” é, sem sombra de dúvidas, algo que mexe com a memória afetiva de adultos e reafirma que o encantamento existe dentro de cada um de nós. Essa foi a mensagem que a bailarina Joyce Vidal deixou na nona edição do seu tradicional espetáculo de final de ano nos dias 13, 14 e 15, no Teatro do Sesi, em Arapiraca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Ballet Joyce Vidal trouxe suas alunas e alunos em uma roupagem que não só “encheu os olhos” de mães, pais, familiares, amigos... mas de todos que se permitiram mergulhar em suas memórias da infância para relembrar daquele ursinho, do sonho em ser bailarina, daquela caixinha de música, dos amigos imaginários, do medo de monstros e bruxas, do anjinho da guarda, da fada do dente, dos melhores amigos, das aulas de música, daqueles “legos”, dos jogos de tabuleiro e eletrônicos, dos maravilhosos palhaços do circo, ou simplesmente do quanto fomos curiosos com inúmeros porquês na busca de explicações para todas as dúvidas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O figurino impecável revelou a “vibração” de tons que pulsava a cada nova coreografia exibida com uma paleta de cores que mesclou a suavidade lúdica do vestido da personagem principal, Letícia Henrique, ao intenso e alegre colorido de inúmeros personagens.

O fato é que nesse espetáculo relembramos o quanto foi bom ser criança e o quanto é importante deixarmos criança ser criança, vendo a vida como uma grande festa ou uma gostosa brincadeira, porque o “sorrir” é a porta de entrada para a felicidade e para as melhores lembranças que guardaremos deste fantástico universo do “Faz de Conta”.

 

 

 

 

Escolas de Arapiraca homenageiam sanfoneiros e cordelista

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 10/08/2019 14:39
  • Click Due

 

 

Arapiraca é um celeiro cultural e em menos de uma semana nós, do blog Click Due, tivemos o prazer de receber dois convites que comprovaram esta máxima dita pelos arapiraquenses, bem como ver de perto que a nova geração está sendo preparada para valorizar desde já a cultura local e seus representantes.

 

No sábado (03), uma grande festa na Escola de Ensino Fundamental Cônego Epitácio Rodrigues, localizada na Vila São Francisco, zona rural de Arapiraca, mostrou o quão belo foi o empenho de crianças e adolescentes no projeto de pesquisa “Valorizando os Artistas da Nossa Terra”. O envolvimento dos alunos do jardim ao nono ano reverberou com dança, muita música, intepretação teatral e leituras de textos, a vida e obra de seis artistas que trouxeram e trazem em suas sanfonas e acordeons o mais legítimo som das raízes nordestinas.

 

Afrísio Acácio, Bastinho da Sanfona, Ditinha do Acordeon e Maxsuel do Acordeon, foram homenageados lindamente, assim como “in memorian” os sanfoneiros João Roberto e Benedito Miúdo, ambos representados por seus familiares. O mais encantador foi ver a escola se tornar um grande arraiá, em pleno começo de agosto. O colorido das roupas e da decoração, o cuidado com os figurinos e o brilho nos olhos de cada aluno que ficava diante dos homenageados revelava a assertividade de todos os professores e funcionários que abraçaram a realização da sexta edição do “Arraiá Tarda, Mas Não Falha” como o evento que une passado e presente para semear futuros homens e mulheres que respeitam e vibram com a cultura nordestina.

 

Nosso segundo e tão ilustre convite quanto o primeiro, trouxe muitas emoções para a quarta-feira (07). Participar da abertura das comemorações de oitenta anos da Escola Estadual Adriano Jorge (primeira escola implantada em Arapiraca) muito nos honrou. Principalmente, porque nosso querido amigo, o cordelista Valdemir Ferreira, mais conhecido no meio cultural como Cartuxo foi o homenageado.

 

Autodidata, Cartuxo descobriu sua paixão pelo cordel contemporâneo depois dos cinquenta anos e como uma locomotiva, ou melhor, como um Dom Quixote vencendo seus moinhos de vento, de forma independente ele está perto de completar cem produções autorais, entre livros, cordéis, anáforas e contos.

 

Ver este ex-aluno da Escola Adriano Jorge sendo reverenciado por professores, servidores e alunos nos fez acreditar que a magia da escrita vive latente entre adolescentes e jovens e, a cada “provocação”, centelhas despertam não de um pulsar adormecido, mas de um universo criativo que em brasas vê até nas simplórias folhas de papel ofício grampeadas o encantamento do falar em versos e rimas.

 

Constatar que há sementes de cordelistas, escritores e poetas entre alunos da nova geração é ter a certeza que os mestres da Escola Adriano Jorge estão ampliando o horizonte de seus alunos, pois o acessível e a inspiração passam a estar a um aperto de mão, a um sorriso, a uma dúvida esclarecida, na rua ou na esquina ao lado. A inspiração vem de arapiraquenses que como eles foram alunos e que buscaram dar o seu melhor dentro e fora de sala de aula. E, o melhor é que esta odisseia continua até o dia 14 de setembro, com inúmeros ex-alunos que retornarão à escola para ecoar e vibrar sonhos, ideias e inspiração.

Basquete do ASA joga de portões abertos no Ginásio João Paulo II

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 07/06/2019 14:45
  • Click Due

 

 

Nesta sexta (07) e sábado (08), os portões do ginásio de esportes João Paulo II, em Arapiraca, estarão abertos para receber a torcida alvinegra na Copa Yvone Santos de Basquetebol 2019. A iniciativa da gratuidade para o público local visa incentivar a torcida da Agremiação Sportiva Arapiraquense prestigiar o confronto do time masculino do ASA contra o Intensivo, hoje às 20h, e amanhã às 15h, contra o CSA.  

 

O time do ASA, formado no final de janeiro, é composto por atletas amadores “pratas da casa”, sergipanos e um cearense. Apesar do pouco tempo de formação, a equipe surpreende pelo nível técnico dos jogadores e pela garra em partidas super disputadas. Vindo de uma vitória contra o time “Marechais” os atletas estão motivados para a primeira disputa do campeonato em casa e com a presença da torcida.

 

A vitória nas duas partidas realizadas na capital metropolitana do agreste colocará a equipe do ASA entre os quatro melhores times do estado dentro da competição. “Serão dois jogos difíceis, mas os atletas estão empenhados em dar o seu melhor em quadra. Estamos treinando muito e o apoio da torcida, com certeza, será um grande incentivo para o time”, afirmou o técnico Pablo Lucini.

Morro da Massaranduba volta a receber o espetáculo da Paixão de Cristo após quatro anos

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 22/04/2019 04:55
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Os portões do Santuário da Santa Cruz, no Morro da Massaranduba, foram abertos na noite da Sexta-feira Santa (20) para receber o espetáculo da Paixão de Cristo, em Arapiraca. O Acesso calçado, porém, muito íngreme, já deixava claro ao público que mais do que um espetáculo a noite reservava uma experiência de fé e doação.

 

Para os espectadores, este ato do “doar” se deu de forma voluntária ao levar um quilo de alimento não perecível como ingresso.  Já para os atores, coordenação e direção o processo de doação se deu a partir  da concepção da proposta de retomar a apresentação do espetáculo no morro. A união de artistas (Craíbas, Arapiraca e Palmeira dos Índios) que já atuaram na Cidade de Maria, na Baixa Grande e Morro Santo da Massaranduba, sob a coordenação do ator Marcos Cordeiro e direção de Jario Barros, com apoio da Diocese de Penedo, tornou possível a volta do espetáculo que é, desde 2011, reconhecido como Patrimônio Imaterial do Estado de Alagoas e há quatro anos não era realizado na capital metropolitana do agreste.

 

 

Com poucos apoiadores financeiros, mas com muita coragem, a Companhia Força, Atitude e Determinação (Cia F.A.D) contou a história de vida, morte e ressurreição de Jesus. Momentos bíblicos relevantes trouxeram a força de um pregador que ia do deserto aos templos para falar de um Deus generoso ao conceder milagres e indignado por não respeitarem suas leis. O lava-pés e a última ceia com os apóstolos também trouxeram a face de um Jesus humilde e voltado ao compartilhar.

 

O ator arapiraquense Denis Sylva trouxe dramaticidade ao conflito vivido pelo filho de Deus diante da traição que estava por vir, bem como na briga espiritual de Jesus com o demônio, no Horto das Oliveiras.

 

 

As cenas no templo, Palácio de César, o julgamento por Pôncio Pilatos, o espancamento de Jesus, a humilhação da coroação com espinhos e a escolha entre Barrabás e Jesus, apesar de terem sido feitas no mesmo cenário não comprometeram a formatação do espetáculo. A força de atuação dos atores foi um dos pontos fortes para o público continuar envolvido emocionalmente em cada cena e, principalmente, reviverem momentos decisivos da vida de Jesus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Encontro de Pedro (Sandro Leite) com Judas (Nivaldo Azarias), e o tormento do traidor, trouxeram ao público cenas fortes e intensas, mas foi a aparição do demônio (Henrique Avlis) na cena do tormento de Judas que criou um fato inédito nas apresentações do espetáculo. Devido à aproximação com o público, as crianças foram surpreendidas com a aparição do demônio e o susto criou uma histeria coletiva entre elas com muitos gritos, seguido de risos dos pais. O enforcamento de Judas também gerou apreensão tanto nos pequenos quanto nos adultos.

 

 

A dolorosa Via Crucis e o encontro de Jesus com Maria foram momentos que emocionaram.

 

 

Os detalhes e cuidados com as cenas da crucificação de Jesus, parte mais dramática de todo o espetáculo, o sofrimento, a conversa com os ladrões, a água substituída por vinagre, o questionamento de Jesus a Deus, sua entrega ao Pai, a lança no coração e a retirada de Jesus morto da cruz tocaram profundamente o público que se aglomerou em frente à cena.

 

 

A Ressurreição, com subida de Jesus ao Céu, de forma singela, encerrou de forma digna um espetáculo que teve o comprometimento de retomar a tradição da encenação da “Paixão de Cristo” no Morro Santo da Massaranduba e, principalmente, deixar o recado de força dos artistas do agreste, nas entrelinhas.

 

 

Sensibilização

 

Para quem foi ver de perto a apresentação da Paixão de Cristo, no Santuário da Santa Cruz, pode comprovar mais acertos do que erros por parte do grupo que abraçou a realização do espetáculo.  Mesmo com pouco apoio financeiro conseguido, o público presenciou a encenação com som de qualidade (fundamental para o sucesso da apresentação), uma iluminação muito boa que muito contribuiu na construção das cenas, os figurinos, os cenários e tantos outros detalhes que enriqueceram o espetáculo.

 

Apesar de todo o empenho da Cia F.A.D, e das pessoas engajadas no projeto, os recursos levantados não foram suficientes para cobrir todos os gastos do espetáculo. Para quitar um débito de R$ 5.000,00 com fornecedores, o grupo está solicitando doações voluntárias em dinheiro. Uma campanha com venda de bilhetes a R$ 5,00, com sorteio de prêmios, também está sendo feita em Arapiraca. Quem quiser informações como contribuir pode ligar para o número (82) 9.8149.1021, falar com Graça Barros.

 

Sabemos que fazer arte é difícil, mas... será ainda mais difícil sensibilizar uma população a colaborar com quem abraçou uma causa em prol do retorno de uma tradição onde os beneficiados são os arapiraquenses? Nós do Click Due queremos crer que não!

 

Sertaneja de Canapi apresenta exposição fotográfica resultado de mestrado em Artes na Inglaterra

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 05/02/2019 11:51
  • Click Due

 

Vânia McLeod trouxe para a exposição “Fronteiras: metáforas de um lugar de encontros”, em formato A3, um convite a um mergulho conduzido, somente por olhares atentos, aos detalhes comungados em fronteiras de luz, símbolos, composições, fusões e muita intuição. Sua primeira exposição, aberta no dia 30 de janeiro, na Casa da Cultura, em Arapiraca, sob a curadoria de Judivan Lopes é o resultado do seu mestrado em Artes Fine Art pela Wintchester School of Art – University of Southamptom.

 

De forma intuitiva, durante oito semanas McLeod exercitou o olhar, o observar e o interagir em dois ambientes. Uma sala e uma área externa que transbordava vida através do verde passaram a compor o seu arcabouço criativo e, ao “mergulhar” em um universo insólito, ela trouxe à tona a ressignificação do espaço e do ambiente construindo figuras geométricas a cada cinco minutos, ao redesenhar o caminhar da luz do sol que percorria a sala através de uma porta e janelas de vidro.   

 

 

O reflexo que cada ambiente produziu através dos vidros gerou um forte antagonismo onde natureza e arquitetura transpuseram fronteiras criando fusões repletas de metáforas. Neste fazer artístico a inserção de elementos, literalmente, resgatados tanto do desprezo de outrem quanto da memória afetiva de McLeod contribuíram ainda mais para aguçar o imaginário em torno da obra, tornando-a ainda mais intensa e voltada a inúmeras interpretações por parte do público.

 

 

Ao identificar o olhar de Vânia McLeod sobre sua obra, para quem conhece sua história e trajetória, facilmente lê-se metáforas de uma sertaneja nascida em Canapi, que passou a adolescência e a fase adulta em Arapiraca e após os quarenta anos de idade rompeu fronteiras, redesenhou sua própria trajetória em outro continente e retorna, unicamente, para reverenciar suas origens mostrando seu crescimento através de seus frutos.

 

 

Essa reverência à sua essência sertaneja e agrestina McLeod deixa lindamente explicita em uma intervenção, onde o congelar de suas lentes trazem a simplicidade de uma casa do alto sertão e o impacto do barro vermelho que transborda para o chão da exposição. “Fronteiras: metáforas de um lugar de encontros” fica aberta à visitação até o dia 27 de fevereiro, em horário comercial de segunda a sexta, no salão de exposições da Casa da Cultura. Vale a pena conferir!

 

 

 

Flash back da tradicional Festa Anos 80, em Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 15/01/2019 20:18
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“É verão, bom sinal, já é tempo, de abrir o coração e sonhar”, esse trecho da letra do grupo Roupa Nova, lançada em 1981, traz nas entrelinhas o clima que rolou no sábado (12), na maior cidade do interior de Alagoas ao reviver, na Festa Anos 80, os tempos áureos do Clube dos Fumicultores, que ano passado comemorou sessenta e nove anos na “Terra de Manoel André”. Essa que é a mais tradicional festa que abre, oficialmente, para os arapiraquenses, o palco e o salão deste clube que é referência de eventos para gerações, comemorou dez anos em grande estilo e valorizando as “pratas da casa” com DJ Iran Silva e sua Radiola 3 em 1 - 100% vinil e banda Cio Show Band. A banda Versátil (PE) encerrou a noite mantendo o mesmo clima de “revival”.

 

A Festa Anos 80, idealizada e produzida pelo empresário Sérgio Lúcio surgiu, em 2009, com o intuito de reunir uma geração para relembrar uma época “efervescente” de finais de semana agitados onde os jovens queriam dançar muito, seja de rostinho colado ou estilo soltinho performático ao som das bandas e cantores locais interpretando Roupa Nova, o rock do Barão Vermelho, Banda Blitz, além de ritmos baianos dançantes a exemplo de Luiz Caldas, assim como tantas outras baladas internacionais.

 

O projeto deu tão certo que há uma década “tribos” da velha guarda e da nova geração prestigiam o evento reforçando a importância do Clube dos Fumicultores na vida social dos arapiraquenses. O maior barato dessa festa é ver como as pessoas se sentem em casa. Totalmente à vontade para elogiar ou criticar o repertório, cada um tem o sentimento de “pertencimento”, do fazer parte, sempre com alto astral. E, foi neste clima que a mãe do organizador do evento, aniversariante do dia, foi homenageada. Maria Lúcio ao lado da família e amigos foi surpreendida pelas carinhosas palavras do filho Sérgio Lúcio.

 

 

Em clima de surpresa, outro momento também foi compartilhado com todos. O gerente de vendas, Irlan Lima, subiu ao palco para pedir em casamento Cléssia Vicente. O pedido oficial contou com um lindo par de alianças e aplausos de um público que dividiu a emoção com a noiva ao dizer “sim”! Esta, com certeza, será uma festa com muitas recordações tanto para quem foi curtir, como para quem foi fazer a alegria do público.

 

O visceral Iran Silva encantou a todos com o seu 100% vinil, o Cio Show Band formada por “arapiraquenses da gema”, do mais alto nível musical, voltou a tocar após 12 anos de ausência nos palcos da capital metropolitana do agreste e a banda Versátil, pela primeira vez mostrou o talento de músicos Caruaru/PE. Agora é só aguardar a 11ª edição da Festa Anos 80, em 2020, e esperar que o tradicional “melhor a cada ano” continue a se repetir!

Artistas plásticos e artesãos se despedem da UNEAL nesta quinta-feira

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 04/10/2018 18:16
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O projeto “Sexta das Artes UNEAL” encerra nesta quinta (04), no pátio do estacionamento da Universidade Estadual de Alagoas, das 18h às 21h, com a certeza que a aproximação de moradores e comunidade acadêmica à cultura local pode ser feita através de iniciativas simples, mas eficazes. Ao todo foram nove exposições (contando com esta quinta) apresentando trabalhos de pintura, desenho, escultura, música, dança, comida regional, artesanato, trabalhos manuais e cantores da terra.

 

O idealizador do projeto, Aermerson Barros, aluno formando do curso de história da UNEAL e produtor cultural local, tem uma linda trajetória junto à cultura da capital do agreste e esta iniciativa em parceria com a UNEAL é mais uma delas. Segundo Aermerson, a “Sexta das Artes” foi inspirada na antiga FeirArte, realizada na praça Luiz Pereira Lima por volta de 2002 e 2003.

 

“Naquela época os artesãos, artistas plásticos e escultores encontraram na FeirArte uma forma de mostrar seus trabalhos, mas tudo foi feito sem muita estrutura para os participantes. Aqui na UNEAL, há todo um aparato de barracas (cedidas pela secretaria de agricultura do município) e tendas, aparelhagem de som e cachê para os músicos, patrocinados pela UNEAL. Esse apoio dado é o que motiva quem expõe, já quem visita o evento se sente acolhido e tem a certeza que os shows, assim como os artistas e artesãos aqui presentes, são legítimos representantes da cultura nordestina e da produção cultural local”, finalizou.

 

Os grupo de expositores da “Sexta das Artes UNEAL” é formado em sua grande maioria por membros do coletivo “Galeria de Artes Arapiraca”, composto por jovens e representantes da velha guarda arapiraquense. Entre eles estão os artistas plásticos Cícero Brito, Cícero Dário, Zeny Alcântara, Rosenvaldo, Edmário Calixto, Evoneide Lima e Xiluva. Expondo desenhos estão Anderson Lourenço, Roberto Vieira.

 

O artesanato local está representado no evento por Wilma Costa, Lidiane Barbosa, Joselma Maria da Conceição, Maria Luiza da Silva, Edimilson Alves da Silva, Eliane Maria Barbosa, Ruan Teixeira. Os escultores locais estão representados por Jackson Lima e Aderval Monteiro da Silva Júnior.

 

Aermerson também explicou que o encerramento do evento está sendo nesta quinta-feira devido a solicitação do prédio pela Justiça Eleitoral, a partir da sexta (05), para a preparação do local para o pleito do dia 07. “Quando o projeto foi formatado, infelizmente, este detalhe não foi cogitado. Porém, este detalhe não impedirá o encerramento do projeto com “Chave de Ouro” com a entrega de certificados e troféus”, comentou.

Caminhada de Rodrigo Cunha leva uma multidão para as ruas de Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto & Silvestre Rizzatto
  • 02/10/2018 15:10
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Em Arapiraca, no último sábado (29), o coração do comércio da capital do agreste pode ver pulsar a vibração de eleitores que acreditam em políticos que podem fazer a diferença em Brasília. No comando desta “onda” de “política do bem” estava o deputado estadual e candidato ao senado Rodrigo Cunha que, ao lado de candidatos à Câmara Federal e ao legislativo estadual, caminhou reafirmando seu comprometimento em representar de forma transparente os interesses do povo alagoano.

 

 

O QG da concentração da caminhada “Reaja Alagoas” foi no conhecido posto de combustíveis “Zé Pivete”, no período da manhã. A cavalaria da polícia militar fez ronda no local e agentes de trânsito da SMTT marcaram presença para dar fluidez e segurança ao percurso de quase um quilômetro de caminhada. Os deputados federais Pedro Vilela e JHC, candidatos à reeleição e apoiadores declarados de RC, participaram do pelotão de frente da caminhada ao lado da também candidata a uma vaga na Câmara Federal Tereza Nelma, e da vereadora de Arapiraca Aurélia Fernandes, uma fervorosa apoiadora do movimento “Reaja”.

 

No percurso, RC reafirmou seu compromisso com um novo formato de política com maior participação popular. Seguindo seu estilo de não agressão verbal aos adversários, mas de reiterar a necessidade de mudanças diante da falta de transparência da velha forma de se fazer política no estado, RC ratificou a importância de legislar ao lado de políticos comprometidos com a ética e a transparência para a formação de uma forte corrente em prol do desenvolvimento de Alagoas.

 

A receptividade positiva do eleitor ao candidato RC foi tanto das centenas de pessoas que participaram da caminhada, quanto daqueles que estavam nas calçadas e lojas do comércio. Sua irmã, a pediatra Adriana Cunha, engajada no movimento “Reaja Alagoas”, mais uma vez mostrou seu apoio a RC e a forma com que ele tem honrado o legado de Ceci Cunha e Juvenal Cunha. Porém, um eleitor chamou a atenção, em especial. O Sr. Cição, de Lagoa da Canoa, ao saber da caminhada saiu de seu município para declarar seu voto a RC. O detalhe é que ele fez questão de mostrar a Rodrigo que foi eleitor de sua mãe e dele quando concorreu à Assembleia Legislativa e, que agora confirmará novamente seu voto não apenas pela gratidão a Drª Ceci, mas pelo trabalho realizado por RC nestes quatro anos de mandato e pelo que ele irá realizar no senado federal. 

O Sr. Cição é um grande exemplo tanto para Rodrigo Cunha, como para todos os candidatos que concorrem ao pleito de 2018, de que o eleitor tem memória, que confia em seus representantes políticos e que sabem a importância do voto. O que cabe a cada “político eleito”, no dia 07 de outubro, é honrar os inúmeros “Cições” deste país!

 

Comérdia sobre sexo, A Kamasurta, é a dica cultural deste sábado para os arapiraquenses.

  • Texto: Lourdes Rizzatto/ Foto: divulgação
  • 15/09/2018 15:52
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Para quem leu o título desta postagem e viu o nome da peça “A Kamasurta” e fez alguma analogia com o livro “Kama Sutra” que traz lições de amor e sexo, não está tão equivocado... na realidade está muito equivocado. O tratado escrito em sânscrito pelo indiano Mallanaga Vatsyayaba, por volta do século III, foi visto por muitos como um guia que procurava ensinar sexo como ciência, já a peça que será apresentada no Teatro do Sesi, neste sábado (15), a partir das 19h, traz de forma leve e engraçada tabus sobre as relações sexuais, inclusive com a “introdução” de um terceiro elemento no relacionamento de um casal como uma opção contemporânea para dar um “UP” na vida a dois.

O roteiro que busca falar de sexo de uma maneira divertida toca em aspectos que invadem “possíveis” situações, dilemas e desejos de casais que enfrentam anos de relacionamento e que podem se deparar com a falta do “querer”, do “fogo” da paixão. O que fazer quando a “febre” dá espaço a “insatisfação”, quando há amor, mas a cama não motiva? Será que buscar “apimentar” a relação com alguém a mais é “surtar”? Para responder estas e outras indagações sobre uma relação à três com direitos a inúmeras fantasias sobem ao palco Paulo Sarmento, Daniela Cattivaz e Cristiano Marinho.

Vale a pena conferir e dar muitas gargalhadas!

 

Serviço:

Comédia: A Kamasurta

Dia: 15/09/2018

Hora: 19h

Ingresso: R$ 25,00 (preço único)

Local: Teatro do Sesi, bairro Primavera  - Arapiraca

Produção Cultural Local: Aermerson Mídia e Produções 

Capital do agreste recebe o Festival de Gastronomia Unicompra

  • Texto: Lourdes Rizzatto/ Fotos: Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 14/09/2018 18:42
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A rede de supermercados Unicompra reuniu cinco chefs de cozinha, sommeliers, nutricionistas, mestre cervejeiro, artistas plásticos, cantores, cursos de gastronomia e fornecedores para o primeiro “Festival de Gastronomia Unicompra”, em Alagoas. O evento que iniciou na quarta (12) e encerra nesta sexta (14), acontece na área externa de um dos supermercados na capital do agreste (Bellacompra na rua São João), das 17h às 22h.

O evento que trouxe “aulas show” com os chefs Jonatas Moreira e Júnior Freire nos dois primeiros dias, nesta sexta encerra com a participação do chef Raul Nunes - responsável pelo cardápio dos restaurantes da rede, tanto em Alagoas (Maceió), quanto em Pernambuco (Caruaru), que ensinará como preparar um “Ragu suíno com talharim e parma crocante”. O sommelier Lucas Morais participou nos dias 12 e 13, nesta sexta (14), subirão ao palco para aula show, o mestre cervejeiro Márcio Lima e a nutricionista Larissa Pessoa.

O festival, além de uma gastronomia requintada, apresenta produtos conhecidos do consumidor arapiraquense de uma maneira mais envolvente, onde as orientações sobre as harmonizações, em sua maioria, colocadas pelos próprios expositores aos visitantes, torna os produtos mais atraentes possibilitando um novo olhar sobre o cozinhar diário, o receber amigos e até para aquele lanchinho que pode se tornar mais requintado, saboroso e caprichado.

Queijos e vinhos, café, cervejas artesanais e música, tornam o ambiente muito agradável e um grande ponto de encontro de amigos. Telas dos artistas plásticos Marcelo Mascaro e Albério Carvalho tornam o ambiente ainda mais charmoso.

O evento é aberto ao público e totalmente gratuito. Vale a pena conferir!

Rodrigo Cunha inova mais uma vez, e inaugura a Casa Reaja Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto & Silvestre Rizzatto
  • 27/08/2018 18:24
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Mobilização, engajamento, comprometimento e criatividade são as palavras que descrevem a noite do domingo (26), na capital do agreste. A inauguração da Casa Reaja Arapiraca pelo candidato ao senado Rodrigo Cunha trouxe explícito, já na fachada, que seu discurso de contenção de gastos, diálogo acessível da população com o poder público, e a mensagem de que inovação se faz com simplicidade e criatividade será reverberado também na sua campanha ao senado.

Já na sua chegada, RC mostrou que suas alianças políticas são mais do que meros acordos de campanha, são resultado de trabalho e de relações equilibradas e respeitosas ocorridas ao longo dos anos. Sua proposta construída dentro de uma lógica onde o “fazer” em prol da população tornou-se uma “missão”, também deixa nas entrelinhas, para quem quiser ler, seu posicionamento nesta campanha.  

 

O formato alternativo da Casa Reaja Arapiraca também resultou em um momento diferenciado para “todos” os convidados, principalmente para a classe política que foi convidada por RC a sentar-se no picadeiro da arena de debates para compartilhar o momento surpresa de homenagens.

O cerimonial, preparado por sua equipe de campanha, assegurou que os formatos ultrapassados de discursos de candidatos não tomassem voz para falar de si e de RC. Ao invés disso, foi dado vez e voz a quem o conheceu desde a infância, vivenciou sua adolescência e a fase adulta. Para quem não conheceu o menino, o jovem e o advogado, mas o político Rodrigo Cunha durante o seu mandato, pode também ter seu momento de representatividade para reafirmar a RC a assertividade de sua jornada.

Me atrevo a dizer que se a intenção da sua equipe foi reportar aos convidados a “essência” de um menino moleque, como tantos outros, que soube crescer com senso de justiça, transparência, ética, e renovação diante das agruras para reescrever sua história de forma digna honrando o que recebeu de seus pais, afirmo que a missão foi lindamente cumprida.

 

Adriana Cunha foi a responsável pelo depoimento que mais emocionou, não só por revelar a admiração e a credibilidade no trabalho do irmão RC, mas por deixar explícito que Ceci e Juvenal criaram e deixaram um legado de respeito ao próximo, e de que é necessário fazer a diferença para o bem, pois só assim se transformam vidas.

Adriana, pediatra e cirurgiã cardíaca infantil, salvando vidas e contribuindo para que famílias reescrevam suas histórias, e Rodrigo, legislador, reiterando que pode-se fazer políticas públicas com ética e transparência para proporcionar maior respeito e dignidade à população e a todos os seus segmentos, são sementes de um “Reaja” gerado por seus pais e que não floresceu agora, mas quando ambos, cada um ao seu modo, se permitiu e se comprometeu em espelhar o bem que trazem do berço e da genética.

 

Para quem foi à Casa Reaja Arapiraca viu de perto que o “movimento reaja” traz um conceito de vida e não apenas uma leitura, um engajamento, uma agitação momentânea, e isso foi o que realmente tocou a quem teve ouvidos atentos e um olhar generoso para ver além do ato político.

Encerrando a noite, Rodrigo Cunha deixou evidente que a Casa Reaja Arapiraca é mais uma ferramenta a serviço da população, tanto para conversar sobre política com lideranças e diversos segmentos da sociedade, quanto para as pessoas ficarem conhecendo um pouco mais sobre sua trajetória política.

 

O local, também é interessante falar, irá criar uma maior aproximação com o eleitor que queira material de campanha, incentivar o engajamento, adesivar veículos e tirar dúvidas, afinal de contas a “Casa” estará aberta diariamente, das 08h às 20h, como suporte a campanha de RC não só em Arapiraca, mas em toda a região agreste sertão e vale do São Francisco.

 

 

Agenda cultural gratuita em Arapiraca nesta semana, de quinta a domingo.

  • Texto: Lourdes Rizzatto. Fotos: Silvestre Rizzatto e divulgação Cia do Chapéu
  • 14/07/2018 20:08
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O que se vê nas metrópoles do sul e sudeste do país, apresentações culturais de alto nível e gratuitas, pode ser visto e apreciado na capital metropolitana do agreste. Na quinta (12), teatro ao ar livre encenando Shakespeare e apresentações de música popular e erudita, além de dança contemporânea, na sexta (13), encantaram os arapiraquenses que foram ao Parque Ceci Cunha e ao Teatro Hermeto Pascoal, na unidade do Sesc. E, não para por aí porque neste sábado (14) e domingo (15) tem espetáculos da 1ª etapa do “Cena em Fluxo”, também no Hermeto Pascoal.

No Parque Ceci Cunha, a noite Agrestina tornou o ambiente ainda mais agradável para a apresentação da trupe baiana “Teatro Popular de Ilhéus”. Encenada na área externa do ginásio João Paulo II que fica em frente ao Bosque das Arapiracas, o grande palco, o belo figurino e a atuação performática dos atores prenderam todas as atenções para o desenrolar da peça “Medida por Medida”. Mas, a novidade para o público arapiraquense foi o espetáculo trazer a audiodescrição e a presença de intérpretes de Libras. Recursos que deixaram nas entrelinhas a necessidade de apresentações artísticas serem também inclusivas.

O espetáculo “Medida por Medida”, que está circulando por várias cidades do Brasil após ser selecionado pelo programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2018/2019, aborda temas como abuso de poder, combate à corrupção, traição, hipocrisia, sexo e justiça. Assuntos conduzidos com maestria por William Shakespeare e que levavam a questionamentos no século XVI e ainda hoje continuam a provocar reflexões em sua plateia. Em Arapiraca, o projeto dos atores baianos também contou com apoio da prefeitura municipal e da produtora cultural Sue Chamusca.

 

A noite cultural também trouxe para os amantes da boa música duas belas apresentações no Teatro Hermeto Pascoal, com mais uma edição anual do “Sonora Brasil”. Desta vez, o projeto que em vinte anos já realizou mais de cinco mil e setecentas apresentações oportunizou a difusão da beleza sonora de metais e percussão para o público da “Terra de Manoel André”.

A primeira banda a subir ao palco foi a Banda de Música do 3º Batalhão de Polícia Militar, a convite do Sesc Arapiraca. Sob regência do maestro Antônio Carlos Feitosa, os músicos do 3ºBPM apresentaram um repertório variado de músicas nacionais e internacionais, incluindo clássicos que tiraram aplausos da plateia.

A apresentação principal da noite com a Corporação Musical Cemadipe, formada por jovens de bandas civis de Aparecida de Goiânia, trouxe no repertório hinos e marchas, inclusive de relevância histórica, além de composições de músicos goianos. A força de instrumentos de fanfarra deu um brilho a mais à apresentação regida pelo maestro Rogério Francisco Leite.

Na sexta (13), o Teatro Hermeto Pascoal mais uma vez teve sua capacidade máxima atingida por uma plateia que valoriza roteiros culturais para os momentos de lazer. Desta vez foi o projeto Sesc das Artes, que trouxe ao coração do agreste alagoano um espetáculo de dança urbana com o grupo Hope – Resgate Crew.

O grupo com mais de dez anos de trajetória é conhecido por suas apresentações em espaços urbanos, escolas, igrejas, mostras e festivais. Mesclando estilos de breaking, freestyle looking, krump, popping step e house conquistou espaço na cena cultural por definir um estilo próprio com muita técnica e, principalmente, por aproximar a dança urbana de diversos públicos.

Neste sábado e domingo, o grupo de teatro de Maceió, Cia do Chapéu, apresentará no Teatro Hermeto Pascoal os espetáculos “Tarja Preta” e “Alice”. As apresentações fazem parte do projeto “Cena em Fluxo” que tem a proposta de apresentações nas cidades de Arapiraca e Penedo, além de Maceió.  As apresentações do projeto no interior contempla ainda intercâmbio com grupos de teatros das duas cidades.

 

O Cena em Fluxo também irá apresentar em Maceió os espetáculos Remendó, do grupo Flôr do Sertão e dos espetáculos “Mateu Errante, Mateu Brincante” e “Le Monde Bleu”, da Cia Raízes da Terra. O que chama a atenção para este projeto é que ele foi financiado por uma campanha na plataforma Catarse (voltada ao financiamento coletivo, vaquinha virtual), que ficou no ar de 01 de abril a 15 de maio, na categoria “Tudo ou Nada” - onde o valor total do projeto tem que ser alcançado até o último dia de campanha, caso contrário os doadores recebem seu investimento de volta.

Com o êxito da campanha e o apoio de parceiros como o Sesc Alagoas, mais um projeto cultural de qualidade circula por nosso estado e quem lucra com isso somos nós, plateia. Isso nos mostra mais uma vez que iniciativas culturais com e sem o apoio do poder público são frequentes e que basta apenas você estar ligado no que acontece, e no que estar por vir, para desfrutar de tudo de bom que a cultura tem a oferecer.

Espetáculo de projeção audiovisual e show marcam chegada do gasoduto Penedo – Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto & Silvestre Rizzatto
  • 06/04/2018 21:41
  • Click Due
Foto: Lourdes Rizzatto

 

A noite de homenagens à arte e a cultura da capital metropolitana do agreste tornou a fachada da Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho em um enorme “telão ao ar livre”, na quinta (05). A apresentação da cantora Millane Hora também fez parte da programação cultural organizada pela Algás e Governo do Estado, para encerrar o dia de atividades voltado às comemorações da chegada do gasoduto Penedo – Arapiraca.

 

 

O espetáculo de projeção audiovisual mapeada, assinado pelo projeto “Narrativas em Movimento” (Agência Núcleo Zero), reverenciou o artista plástico Marcondes Macedo, o mestre de coco de roda Nelson Rosa, o folclorista Zezito Guedes, a cantora Wilma Araújo, o violonista Fernando Melo (Duo Fel), o músico Hermeto Pascoal, o artista plástico mestre Zezinho, a Banda Mopho, e o gigante ASA.

 

 

Imagens do nosso acervo pessoal de pesquisa sobre manifestações culturais de Arapiraca também fizeram parte das imagens projetadas e ganharam um tom especial ao som das cantigas de trabalho nas vozes de mestre Nelson Rosa e das Destaladeiras de Fumo. Pura emoção para nós que procuramos, desde 2006, conhecer e divulgar a cultura arapiraquense.

 

 

A noite cultural, no Largo Dom Fernando Gomes, foi encerrada no palco montado ao lado da Concatedral com um belo show da cantora arapiraquense Millane Hora. O espetáculo de projeções que acompanhou o show abrilhantou ainda mais a noite dedicada aos moradores da maior cidade do interior de Alagoas.

 

Algás - Programação/Arapiraca

 

A programação realizada em Arapiraca, na quinta (05), foi iniciada no período da manhã com apresentação do processo e conclusão da obra do gasoduto, no Teatro do Sesi. A programação prosseguiu no bairro Itapuã para solenidade na Estação da Algás, com a presença do governador Renan Filho, do prefeito Rogério Teófilo, autoridades da Algás, lideranças políticas e empresários locais para o desenlace da fita inaugural do gasoduto. No período noturno ações culturais foram realizadas no Largo Dom Fernando Gomes.

 

O gasoduto Penedo-Arapiraca tem extensão de 67 km e conta com investimento de R$ 36 milhões de recursos próprios da Algás. O equipamento distribuirá o gás natural a partir da estação da Companhia em Penedo até a estação da cidade de Arapiraca, passando por outros municípios como Igreja Nova e São Sebastião. (Fonte: Agência Alagoas)

 

 

Narrativas em Movimento 


Realizado pelo estúdio de criação Núcleo Zero, o projeto Narrativas em Movimento foi contemplado em edital do “Prêmio Rumos Itaú Cultural (2015-2016)”, um dos principais programas de fomento à cultura do país, para realizar espetáculos de projeção mapeada em seis cidades históricas do interior de Alagoas. A proposta é a criação de vídeos sobre diversos aspectos como lendas regionais e memórias familiares das pessoas locais. Os conteúdos foram projetados em prédios históricos e nos espaços públicos mais representativos para a comunidade, fortalecendo a visão do alagoano em relação à sua terra e sua riqueza cultural.


Após a conclusão do projeto contemplado no Rumos, o Narrativas segue firmando novas parcerias para levar sua caravana de luzes, sons e histórias a outras localidades de Alagoas e do Brasil.

Fonte: https://www.facebook.com/narrativasemmovimento/

 

 

 

Comunidade quilombola e poder público se unem para a primeira edição do Juventude Vez e Voz em Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto
  • 24/03/2018 04:42
  • Click Due

 

A definição de parceria (reunião de indivíduos para alcançar um objetivo comum) foi o que marcou a primeira edição do Juventude Vez e Voz, na comunidade rural de Pau D’Arco, em Arapiraca, na sexta (23).

A união entre o poder público municipal, presidentes e membros da associação do bairro e da associação quilombola local, Igreja, Centros de Convivência, Procon e o Instituto Embelleze fez acontecer ações voltadas à cidadania que tanto beneficiaram os moradores do Pau D’Arco, quanto de comunidades vizinhas como Taquara, Baixa da Onça e Batingas.   

Segundo a presidente da Associação de Quilombos da Vila Pau D’Arco, Edilma Basílio, esta foi a primeira vez que a prefeitura trouxe tantos serviços para a comunidade. “Há muito tempo tivemos uma ação realizada aqui pelo poder público, mas sem tanto impacto como esta. Para este evento tivemos reuniões com a equipe da Superintendência de Juventude para o levantamento das reais necessidades da comunidade, e a proposta foi tão bem estruturada que conseguimos até o apoio da Igreja e de comunidades vizinhas como a Baixa da Onça, que trouxe integrantes do grupo do Centro de Convivência para participar”, informou.

 Para Edilma a participação de membros do Fórum da Juventude Viva e de Centros de Convivências foi um grande sinal de que o movimento jovem da zona rural está se fortalecendo cada vez mais. Outra liderança na comunidade que destacou o evento como positivo foi a professora Laurinete Basílio. “Este é um momento rico de interação entre as comunidades. Convidamos os moradores através de uma bicicleta de som que circulou no bairro, isso deu tão certo que gerou notícia boca-a-boca nos bairros vizinhos sobre a caravana”, comentou.

“Os moradores e, principalmente os jovens, vieram para a emissão da primeira Carteira de Identidade, Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS), e encaminhamentos para o primeiro emprego. Isso é um sinal significativo de que os jovens estão indo em busca de seu protagonismo no município”, finalizou Larinete.

A agente de saúde Elizabeth Maria, que também é uma liderança no bairro, informou que muitas pessoas do Pau D’Arco e dos bairros vizinhos ainda estavam sem os documentos por causa da distância para o centro da cidade (12Km) e a falta de opções de transporte somados ao custo do deslocamento. “Além dos jovens, vários adultos e idosos também se beneficiaram com esta caravana”, destacou a agente.

O Superintendente de Lazer e Juventude, Valsandy Veras, que esteve na linha de frente da “Caravana da Juventude Vez e Voz”, contou que foi essencial o apoio das secretarias de Assistência Social e Políticas para a Mulher, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SMDETur) e da secretaria de Saúde na oferta dos serviços. “O Procon também foi importantíssimo nas orientações jurídicas sobre o Código de Defesa do Consumidor e cartões de crédito, já o Instituto Embelleze com cortes de cabelos masculinos contribuiu para, principalmente, elevar a autoestima de crianças e jovens da comunidade”, comentou.

Além dos serviços já citados, também foram oferecidos cadastros do Número de Inscrição Social (NIS) e do Cadastro Único (CadÚnico), testes rápidos de HIV, hepatite B e C e hanseníase, aferição de pressão, palestras sobre o tabagismo e dengue, orientações sobre o uso de preservativos, palestras sobre o ID Jovem, etc..

Segundo o Secretário de Cultura, Lazer e Juventude Silvestre Rizzatto, o formato da “Caravana da Juventude Vez e Voz” deixa claro o compromisso do prefeito Rogério Teófilo em ouvir e atender as demandas das comunidades, bem como contribuir de forma efetiva para o protagonismo jovem”, destacou.

Para a feirante Dona Salete, o evento trouxe para a comunidade mais do que a possibilidade de lazer com a apresentação da cantora Jéssica Tenório (Dona Flô), e de ter documentos de forma mais fácil e ágil, para ela a caravana também reacendeu o sentimento de pertencimento do bairro ao município. “Moramos longe da cidade e muitas pessoas aqui tem poucos recursos financeiros, sentir que o poder público chega junto para dialogar e com o apoio da comunidade realizar, desperta algo que nos enche de esperança em termos vez e voz de forma significativa”, finalizou

 

 

 

Click Due, na passarela do samba, registra desfile da bicampeã do carnaval de São Paulo

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 15/02/2018 01:33
  • Click Due

O Sambódromo do Anhembi foi premiado com clima de verão agradabilíssimo e uma energia inenarrável, nos dias 09 e 10, noites em que desfilaram as escolas de samba da capital paulista. A Acadêmicos do Tatuapé, eleita bicampeã este ano, entrou na passarela do samba, na sexta (09), com o tema “Maranhão, os tambores vão ecoar na terra da encantaria”, homenageando as belezas, o folclore e o povo maranhense.

Retratada pelo carnavalesco maranhense Wagner Santos, a Tatuapé valorizou a mistura de raças e a grande diversidade cultural do estado. Na comissão de frente trouxe o encontro dos franceses com índios maranhenses, seguida por caravelas portuguesas, além de carros imensos com cores vibrantes reportando à culinária, a história e a natureza local. Suas alegorias e fantasias, apresentaram um Maranhão também conhecido como Ilha do Amor, Ilha Rebelde, São Luiz -Cidade dos Azulejos, Athenas Brasileira, Jamaica brasileira e Terra das Palmeiras.

 

Intensa e vibrante, a Tatuapé soube contagiar o público com o samba enredo composto por Fabiano Tenor, Mike e Luiz Ramos. Fácil de assimilar, e com refrão ‘chiclete’, não demorou muito para empolgar a avenida. Sua bateria Nota 10 trouxe o que se espera de um desfile de campeã, o pulsar dos instrumentos e a entrega dos três mil e duzentos participantes que, durante algumas “paradas estratégicas” da bateria, inundaram o Anhembi com uma gigantesca "capela"... tudo de arrepiar o público.

O alto nível das escolas encantou quem foi ver de perto o espetáculo e proporcionou uma verdadeira batalha na apuração dos nove quesitos (alegoria, samba enredo, bateria, fantasia, mestre-sala e porta bandeira, comissão de frente, enredo, harmonia e evolução) disputados ponto a ponto, e apurados na terça (13).

 

O empate nos 270 pontos entre Tatuapé, Mocidade Alegre, Mancha Verde e Tom Maior, fez com que o título de campeã do carnaval 2018 só fosse conhecido na apuração da última nota do último jurado e pelos critérios de desempate no quesito alegoria.

 

Diante de tantas emoções, a estreia do Click Due no Sambódromo do Anhembi foi um mergulho nesta linda festa brasileira promovida pelas escolas de samba. No Desfile das Campeãs, na sexta (16). voltam à passarela, a grande campeã Acadêmicos do Tatuapé, a vice Mocidade, a terceira colocada, Mancha Verde e a Tom Maior, que ficou na quarta colocação. Participam também a campeã (Águia de Ouro) e vice (Colorado do Brás) do Grupo de Acesso.

 

 

 

 

 

Minissérie "Entre Irmãs" conta com a participação de três atores alagoanos

  • Lourdes Rizzatto
  • 04/01/2018 02:42
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Esta semana os telespectadores acompanham a minissérie de quatro capítulos, “Entre Irmãs”, na Rede Globo, a partir das 22h. A estreia, na terça (02), conquistou elogios do público e da crítica, segundo os sites de notícias. Editada a partir do longa-metragem “Entre Irmãs”, baseado no livro "O Cangaceiro e a Costureira", de Frances de Pontes Peebles, que estreou nos cinemas em todo o Brasil em outubro do ano passado, o filme que conta a saga de duas irmãs, Luzia e Emília, criadas pela tia no interior de Pernambuco, na década de 1930, traz também em sua bagagem a estreia de três atores alagoanos na “telona” do cinema nacional e na “telinha global”.

O que para o grande público representa um show de interpretação de Nanda Costa (Luzia), Marjorie Estiano (Emília), Cyria Coentro (tia Sofia), Júlio Machado (cangaceiro Carcará), entre outros artistas de renome, em especial para Alagoas, o show é de três alagoanos que atuam como elenco de apoio, além de inúmeros figurantes sertanejos. Alberto do Carmo, conhecido no cenário cultural estadual pela direção de vários espetáculos, foi grande o suficiente para despir-se de vaidades para interpretar o padre que celebra o casamento de Luzia e Carcará (a cena foi ao ar nesta terça,03). Os atores Nivaldo Azarias e Naéliton Santos também entram em cena, na pele de cangaceiros do grupo de Carcará.

 

 

A trama que relata a ligação fraternal entre as irmãs Emília (Marjorie Estiano) e Luzia (Nanda Costa) e a forma com que ambas distintamente vivem o amor, angústias, sonhos e a força da mulher sertaneja ao “costurar” suas histórias em cenários adversos à afirmação feminina, também brinda o telespectador com imagens primorosas sob a direção de fotografia de Leonardo Ferreira. As cenas foram rodadas em Piranhas e em cidades do interior de Pernambuco, onde o bando de Carcará teve seu universo cênico construído.

O ator arapiraquense Nivaldo Azarias, cangaceiro do bando de Carcará, teve vários takes (tomadas) nas cenas desta quarta (03) e, ainda terá muitos mais até o final da minissérie. Dos três atores alagoanos, ele foi o que mais participou do set de filmagem, foram trinta e cinco dias de gravações entre Alagoas e Pernambuco. Segundo Nivaldo, desde o seu teste de seleção a assistente de direção, Cibele Santa Cruz, o elogiou dizendo: “Você já tem cara de cangaceiro”. Neste caso, nós do Click Due, até que concordamos, que ter cara de cangaceiro é um elogio.

 

 

Sob a direção de Breno Silveira, não somente as atrizes protagonistas e atores de renome ganharam atenção, muitos anônimos do elenco de apoio também tiveram seu momento de destaque, seja por um close, por pequenas falas ou por cenas que os revelaram, mesmo que por segundos, ao grande público.

 

 

“Essa foi uma experiência fantástica, porque o sonho de todo artista é participar de uma novela, um filme... participei de um projeto que não houve tratamento diferenciado entre estrelas globais e elenco de apoio, Breno Silveira foi surpreendente pela atenção dada igual a todos e sempre tirando o melhor de cada ator. Está foi a minha primeira grande oportunidade em nível nacional, isso para o meu currículo é mais que um cartão de visita, é um verdadeiro cartão postal. Me sinto privilegiado pelos closes dados ao longo das filmagens, isso é algo que guardarei para sempre”.  Finalizou Nivaldo Azarias.

 

 

A experiência também foi inesquecível para Naéliton Santos, que vivenciou com a equipe da Conspiração Filmes um dos momentos ímpares de sua carreira profissional. Uma coisa é certa. Temos que aplaudir nossos atores por compreenderem que todo papel é digno e por caminharem passo a passo rumo a conquistas maiores além divisas, além limites e quiçá além fronteiras.

 

 

Cantor Daniel leva cerca de 20 mil pessoas para o Natal em Família de Arapiraca.

  • Lourdes Rizzatto & Silvestre Rizzatto
  • 24/12/2017 07:40
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Uma das programações mais esperadas dos festejos do “Natal em Família” de Arapiraca aconteceu no dia 22, com o show do carismático cantor Daniel e das arapiraquenses Jéssica Tenório (Dona Flô) e Millane Hora (participante do The Voice Brasil e cantora da Timbalada).

A musicalidade de talentosas artistas da terra e a religiosidade e mensagem de amor familiar levada pelo cantor Daniel trouxeram à maior cidade de interior de Alagoas o tom de união, emoção e espiritualidade que foi retribuída pelo público da capital do agreste com uma noite e madrugada de paz e confraternização.

Jéssica Ténório foi a primeira atração a subir ao palco, em frente ao ginásio João Paulo II. Enquanto uma plateia fervorosa cantava com a jovem Dona Flô, no camarim o cantor Daniel recebia alguns fãs, imprensa local, autoridades do executivo e legislativo e pacientes assistidos pela Pestalozzi e APAE, ambas instituições de Arapiraca.  

 

Jéssica Tenório apresentou um belo repertório de músicas coroadas da MPB e teve o retorno do público sonhado por todo o artista, quando milhares formam um maravilhoso “coro” tornando sua apresentação memorável.

O encantamento maior “que superou as expectativas do público” foi, sem sombra de dúvidas, o show do cantor Daniel. Por quase duas horas ele proporcionou a mais de vinte mil pessoas emoções que foram do romantismo a momentos super dançantes, inclusive com a participação de uma fã. A sortuda da noite foi uma moradora do município vizinho, Limoeiro de Anadia, que subiu ao palco e dançou coladinha ao ídolo.

 

Entretanto, dois momentos significativos ficaram guardados na memória dos arapiraquenses de forma especial. O primeiro com a participação do coro “Sons e Dons”, que acompanhou o cantor Daniel em uma canção que colocou os sentimentos à flor da pele.

 

O segundo, também de emoção ímpar, foi o reverenciar à Nossa Senhora Aparecida, a qual Daniel é devoto confesso. Após o hino à Padroeira do Brasil, o cantor presenteou a cidade com uma imagem da Santa. O público retribuiu com aplausos intermináveis o que marcou de forma significativa o agradecimento de todos ao gesto do cantor.

 

Na despedida do palco, em Arapiraca, as luzes dos celulares reforçaram o clima de uma noite iluminada pela energia indescritível deste artista simples e atencioso. Digo isso não só porque somos fãs de Daniel, mas porque houve um diferencial, uma reciprocidade de vibração positiva, de espírito de família no celebrar, no compartilhar a festa. Algo ímpar... que talvez explique o registro de nenhum incidente e de inúmeros elogios a este show que ficará na memória afetiva de quem presenciou este evento.

 

O encerramento da noite não perdeu o clima de união, mas ganhou o ritmo mais dançante com Millane Hora. Com um repertório de hits do momento, principalmente do “axé music”, ela sensualizou e mostrou porque foi a escolhida por Carlinhos Brown para o Timbalada. O público se despediu aplaudindo mais uma talentosa filha da terra.

 

Esse grande evento, realizado com patrocínio do Ministério do Turismo e contrapartida da prefeitura de Arapiraca, coroou, com grande êxito, o primeiro “Natal em Família” voltado aos arapiraquenses e alagoanos, assinado pela gestão de Rogério Teófilo.

 

 

“Levando a vida na gaita” encerra projeto Sesc das Artes em Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto
  • 08/12/2017 04:03
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“Levando a vida na gaita” é mais do que uma expressão que brinca com uma metáfora, é o diálogo de um músico com seu público através de uma bela história de curiosidade, encantamento e paixão de um jovem por um instrumento.  Narrada e tocada com uma sensibilidade ímpar, o músico Luciano Falcão, soube dosar com maestria um passeio musical por suas lembranças, seus ídolos e suas referências. Este encontro com a plateia aconteceu na quinta (07), no palco do Teatro Hermeto Pascoal, encerrando com “chave de ouro” a edição 2017 do projeto Sesc das Artes, em Arapiraca.

 

Luciano Falcão, acompanhado pelo violão de Gustavo Bezerra (conhecido como Rolo) e por Cristiano Félix, no Cajon, de forma explicita, desmistificou a gaita como um instrumento mais voltado ao jazz, ao trazer para seu show um repertório que transita e dialoga entre verdadeiros ícones como Beatles, Tom Jobim, Sivuca, Hermeto Pascoal e alagoano Djavan, entre outros nomes da nossa “Terra Brazilis”.

 

O público contagiado pela energia do espetáculo soube “respirar” a leveza e intensidade de cada música e de cada momento, reafirmando, nas entrelinhas do espetáculo, a vocação do Sesc Alagoas como um dos grandes incentivadores de formação de plateia. Que venha a edição 2018 e com ela mais uma grade repleta de artistas incríveis como Luciano Falcão, Gustavo Rolo e Cristiano Félix.

 

 

Projeto Sesc das Artes

 

Em Arapiraca, o projeto realizou oito apresentações no período de julho a dezembro de 2017. O palco do Teatro Hermeto Pascoal recebeu peças de teatro e shows musicais tanto de artistas alagoanos como arapiraquenses.