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Webinário "Alagoanas da Imagem" inicia discussão sobre mulheres no audiovisual e artes visuais

  • Texto: Lourdes Rizzatto/ Fotos: arquivo pessoal Larissa Lisboa, Kelcy Ferreira e Rosana Dias
  • 05/08/2020 15:01
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Fotos: arquivo pessoal (Larissa, Kelcy e Rosana)
Webinário Alagoanas da Imagem
Webinário Alagoanas da Imagem

 

O webinário “Alagoanas da imagem”, idealizado pelo Alagoar em parceria com a Curadoria do Ser, iniciou na terça (04) o primeiro de seis encontros programados para este mês de agosto, onde serão apresentados recortes sobre a presença feminina na produção do audiovisual e nas artes visuais. No comando desses encontros estão as produtoras culturais Larissa Lisboa, Kelcy Ferreira e Rosana Dias, mulheres com vivências na cena cultural alagoana e que trazem na bagagem uma rica trajetória em aprendizado, pesquisa e preservação da memória da cultura local. Elas irão abordar trajetórias, conquistas e desafios, tanto das pioneiras quanto das mulheres que na atualidade constroem a representatividade do audiovisual e das artes visuais em Alagoas. 

 

O primeiro webinário (seminário na internet) trouxe uma rápida apresentação de Kelcy Ferreira e Rosana Dias aos participantes e, ambas, de forma concisa, falaram sobre alguns dos temas que serão tratados nos próximos encontros. A noite, porém, foi toda de Larissa Lisboa. Jornalista, formada pela Universidade Federal de Alagoas, ao discorrer sobre sua trajetória abordou seu projeto de conclusão de curso em 2008, o Catálogo da Produção do Áudio Visual Alagoano. Atrevo-me a dizer que esse catálogo foi a semente do site mais interessante e informativo disponível atualmente sobre o audiovisual alagoano, o Alagoar.

 

A noite da terça (04) foi um presente para os(as) apaixonados(as) pelo audiovisual. Em pouco mais de duas horas Larissa narrou suas experiências e filmografias, fez um breve histórico sobre a presença da mulher no cinema mundial, brasileiro e alagoano trazendo à tona as batalhas travadas pelas pioneiras Alice Guy-Blaché (primeira cineasta e roteirista de filmes ficcionais, na virada do séc. 19), Cléo Verbena (primeira brasileira a dirigir um filme, em 1931), além da alagoana Ana Severina Conceição, na direção do documentário “A prece do mendigo”, em 1979, em Super 8. 

 

A trajetória de outras grandes diretoras representantes da luta feminina frente a um universo tipicamente masculino foi abordada de forma didática, mas nem por isso menos provocativa a discussão do que fora no passado e do que é atualmente a participação da mulher no audiovisual. A presença feminina destacada por Larissa Lisboa nos Festivais de Cinema de Penedo, na famosa “Quebra do Balcão”, em iniciativas como Ateliê Sesc de Cinema e em uma década da Mostra Sururu de Cinema (2009 a 2019), e em inúmeros outros festivais, em editais públicos, inclusive dos financiados pela Ancine, revela que apesar de conquistar espaço ao longo dos anos no panorama do cinema alagoano, a presença da mulher corresponde a pouco mais de 30% no cenário estadual.

 

De forma instigadora Larissa encerrou o encontro fazendo, inicialmente, uma provocação ao grupo para a realização de futuras pesquisas sobre as primeiras mulheres do cinema alagoano que trabalharam em equipes técnicas. E, na sequência, deu dicas de conteúdos sobre cinema reunidos no site Alagoar e na plataforma de filmes online Cardume. Neste primeiro encontro, o “gostinho de quero mais” ficou entre os participantes do webinário e aumentou a responsabilidade do alto nível dos próximos encontros que acontecerão nos dias 07, 11, 14, 18 e 21/08 das 20h às 22h. Portanto, agora é esperar porque o Click Due acompanhará de perto estes momentos!

 

Próximos encontros

A psicóloga, arte educadora e produtora cultural Kelcy Ferreira apresentará um recorte da produção de mulheres originárias (indígenas), quilombolas e do panorama das artes visuais em Alagoas, e em Arapiraca. 

A produtora cultural Rosana Dias abordará como surgiu o audiovisual no Brasil, cinema lésbico e cinema negro. O foco das produções realizadas em Arapiraca será em filmes que tiveram direção com mulheres ou direção coletiva de mulheres. Nas artes visuais abordará as Irmãs Petuba, além de produções atuais de mulheres na fotografia, pintura e desenho. Larissa Lisboa terá mais um encontro para ampliar o diálogo sobre a presença feminina no audiovisual. 

 

E, para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o audiovisual alagoano é só acessar o alagoar.com.br. Para saber mais sobre como está a produção cultural neste período de pandemia, Larissa dá a dica das lives Criar na Quarentena, que acontecerão no @alagoar. No dia 06/08, às 19h, com Maysa Reis e Paulo Silver, e no dia 12/08, com Elizabeth Caldas e Bruna Teixeira, às 20h, também no @alagoar. Vale a pena conferir!

 

Capital do agreste acorda com desafio de atividade física no Lago do Perucaba

  • Foto aérea: Alex Teixeira / Foto e texto: Lourdes Rizzatto
  • 27/01/2020 15:40
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O domingo (26) começou na capital metropolitana do agreste com foco em desafio físico e gosto de superação para cerca de duzentos atletas amadores e profissionais de Arapiraca e região convocados, em sua maioria pelas redes sociais, para o primeiro “Desafio no Lago do Perucaba”. O evento realizado pelo Centro Atlético Força de Campeão (CAFC), em parceria com a Equipe SuperAção Treinamento Físico, e com o apoio do 3º BPM, 7º GBM, Unimed Metropolitana do Agreste e Perucaba Bairro Planejado, contou com um percurso de seis quilômetros e meio e atividades físicas adicionais em quatro estações voltadas a potencializar a resistência dos participantes.

 

Para reforçar a premissa que atividade física é para qualquer faixa etária, e que promoção da saúde com uma pitada de desafio e superação podem ser extremamente motivadores, as atividades físicas iniciaram às 05h30 com aquecimento dos atletas para enfrentarem, literalmente, o “Desafio pessoal” que estava por vir.

 

 

O evento, com certeza, foi pensado nos mínimos detalhes e, visivelmente, isso foi comprovado através das quatro estações de atividades físicas (com exercícios de polichinelo, agachamento e subida de escadaria). O percurso compreendeu saída do CAFC, no Condomínio Empresarial Zona Sul, corrida no entorno do Lago da Perucaba, passando pelo Perucaba Bairro Planejado, retornando em direção ao Planetário e a sede do CAFC. Foram vários exercícios com supervisão de uma equipe técnica de apoio, inclusive com voluntário do curso de educação física da UNIP (Universidade Paulista), seguido de hidratação dos participantes com a distribuição de garrafas de água mineral.

 

 

O evento buscou levar a mensagem do “ecologicamente correto” com a colocação de lixeiras junto às estações para a coleta das garrafas plásticas e de qualquer lixo produzido pelos participantes. Para nós do Click Due, o que mais chamou a atenção no evento foi a disposição de cada participante em dar o seu melhor, ultrapassar limites seja correndo ou caminhando, e sentir que cada atleta trazia em seu semblante o “quão” valoroso e gratificante era a conquista de mais uma etapa vencida. Ver o esforço e a satisfação expresso em suor e determinação foi motivador!

 

Além do Click Due, o evento contou com a cobertura ao vivo da TV Liberdade Alagoas e da PH Fotos. Os registros marcaram o início de uma nova etapa de promoção da saúde na região dos bairros próximos ao Lago da Bacia do Perucaba. Segundo João Carlos de Oliveira do CAFC, “este foi o primeiro passo para motivar nos moradores do entorno do Lago do Perucaba hábitos físicos mais saudáveis com uma pitada de desafio e superação”.

 

 

“Apesar de ter sido totalmente gratuito, os participantes que concluíram o desafio receberam medalhas.  Nós solicitamos aos participantes inscritos que trouxessem um quilo de alimento não perecível no dia do evento para que posteriormente fossem distribuídos junto à comunidade carente local. Este pequeno gesto foi com a intensão de motivar os participantes a pensarem sobre atitudes que podem contribuir para um mundo mais saudável e humano mesmo cada um tendo que enfrentar seus desafios pessoais, afinal de contas essa é a missão de um verdadeiro atleta, seja ele profissional ou amador”, concluiu João Carlos.

Pré-lançamento da segunda edição do maior evento de confeitaria de Alagoas, a Expo Golden Cake

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 11/01/2020 16:20
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 O primeiro post de 2020 vem, nas entrelinhas, com o desejo de que a jornada deste ano seja doce e repleta de realizações, assim como a trajetória da Expo Golden Cake. O evento que acontece nos dias 10 e 11 de fevereiro na casa de eventos Levinos Hall, em Arapiraca, promete ser o maior congresso de confeitaria de Alagoas, com a presença de profissionais com destaque no cenário nacional, a exemplo da cake designer Núbia Morais, 4º lugar no Reality Bake Off Brasil 4, do SBT.

 

No pré-lançamento que aconteceu na quarta (08) na casa de eventos Primavera Fest, a idealizadora da Expo Golden Cake, a cake designer Neide Oliveira, reuniu parceiros, patrocinadores e a imprensa para falar sobre as novidades que o evento traz para este ano. A primeira delas é o número maior de profissionais participantes, entre “cake designers” e “chocolatiers” serão vinte e sete profissionais, vinte a mais do que na primeira edição do evento, em 2019.

 

A Expo Golden Cake 2020 também traz uma “pegada de responsabilidade social” com aulas beneficentes pontuais, onde 70% do valor arrecadado será revertido em cestas básicas que serão destinadas a instituições filantrópicas. Este ano também será cobrado um valor simbólico ao público visitante que poderá usufruir de stands de degustação, aulas abertas pontuais e praça de alimentação com valores acessíveis.

 

O evento também contará com “Aula Show”, palestras e workshops pagos com número limitado de inscrições. Pelo segundo ano consecutivo, o concurso que causa frisson entre o público visitante será realizado novamente às cegas, ou seja, os profissionais que compõem o corpo de jurados votam sem saber qual o profissional responsável pela elaboração do bolo artístico. Os três primeiros colocados só serão revelados aos jurados e ao público no último dia do congresso. O concurso de confeitaria artística, que terá as categorias bolo de casamento, bolo infantil, bolo esculpido, bolo com cremes e doces finos é a principal vitrine para destacar o talento e criatividade dos participantes inscritos. Este promete ser um dos pontos altos do evento.

 

Serviço:

O quê: Expo Golden Cake 2020

Onde: Levinos Hall

Quando: 10 e 11 de fevereiro

Informações no site: expogoldencake.com

Instagram: @expogoldencake

 

Ballet Joyce Vidal encanta Arapiraca com a nona edição do espetáculo de final de ano

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 19/12/2019 12:13
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Embarcar em uma viagem onde a criança, independentemente da idade, pode ser livre tanto para conhecer um universo de magia quanto para revisitar um lindo mundo de “Faz de Conta” é, sem sombra de dúvidas, algo que mexe com a memória afetiva de adultos e reafirma que o encantamento existe dentro de cada um de nós. Essa foi a mensagem que a bailarina Joyce Vidal deixou na nona edição do seu tradicional espetáculo de final de ano nos dias 13, 14 e 15, no Teatro do Sesi, em Arapiraca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Ballet Joyce Vidal trouxe suas alunas e alunos em uma roupagem que não só “encheu os olhos” de mães, pais, familiares, amigos... mas de todos que se permitiram mergulhar em suas memórias da infância para relembrar daquele ursinho, do sonho em ser bailarina, daquela caixinha de música, dos amigos imaginários, do medo de monstros e bruxas, do anjinho da guarda, da fada do dente, dos melhores amigos, das aulas de música, daqueles “legos”, dos jogos de tabuleiro e eletrônicos, dos maravilhosos palhaços do circo, ou simplesmente do quanto fomos curiosos com inúmeros porquês na busca de explicações para todas as dúvidas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O figurino impecável revelou a “vibração” de tons que pulsava a cada nova coreografia exibida com uma paleta de cores que mesclou a suavidade lúdica do vestido da personagem principal, Letícia Henrique, ao intenso e alegre colorido de inúmeros personagens.

O fato é que nesse espetáculo relembramos o quanto foi bom ser criança e o quanto é importante deixarmos criança ser criança, vendo a vida como uma grande festa ou uma gostosa brincadeira, porque o “sorrir” é a porta de entrada para a felicidade e para as melhores lembranças que guardaremos deste fantástico universo do “Faz de Conta”.

 

 

 

 

Escolas de Arapiraca homenageiam sanfoneiros e cordelista

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 10/08/2019 14:39
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Arapiraca é um celeiro cultural e em menos de uma semana nós, do blog Click Due, tivemos o prazer de receber dois convites que comprovaram esta máxima dita pelos arapiraquenses, bem como ver de perto que a nova geração está sendo preparada para valorizar desde já a cultura local e seus representantes.

 

No sábado (03), uma grande festa na Escola de Ensino Fundamental Cônego Epitácio Rodrigues, localizada na Vila São Francisco, zona rural de Arapiraca, mostrou o quão belo foi o empenho de crianças e adolescentes no projeto de pesquisa “Valorizando os Artistas da Nossa Terra”. O envolvimento dos alunos do jardim ao nono ano reverberou com dança, muita música, intepretação teatral e leituras de textos, a vida e obra de seis artistas que trouxeram e trazem em suas sanfonas e acordeons o mais legítimo som das raízes nordestinas.

 

Afrísio Acácio, Bastinho da Sanfona, Ditinha do Acordeon e Maxsuel do Acordeon, foram homenageados lindamente, assim como “in memorian” os sanfoneiros João Roberto e Benedito Miúdo, ambos representados por seus familiares. O mais encantador foi ver a escola se tornar um grande arraiá, em pleno começo de agosto. O colorido das roupas e da decoração, o cuidado com os figurinos e o brilho nos olhos de cada aluno que ficava diante dos homenageados revelava a assertividade de todos os professores e funcionários que abraçaram a realização da sexta edição do “Arraiá Tarda, Mas Não Falha” como o evento que une passado e presente para semear futuros homens e mulheres que respeitam e vibram com a cultura nordestina.

 

Nosso segundo e tão ilustre convite quanto o primeiro, trouxe muitas emoções para a quarta-feira (07). Participar da abertura das comemorações de oitenta anos da Escola Estadual Adriano Jorge (primeira escola implantada em Arapiraca) muito nos honrou. Principalmente, porque nosso querido amigo, o cordelista Valdemir Ferreira, mais conhecido no meio cultural como Cartuxo foi o homenageado.

 

Autodidata, Cartuxo descobriu sua paixão pelo cordel contemporâneo depois dos cinquenta anos e como uma locomotiva, ou melhor, como um Dom Quixote vencendo seus moinhos de vento, de forma independente ele está perto de completar cem produções autorais, entre livros, cordéis, anáforas e contos.

 

Ver este ex-aluno da Escola Adriano Jorge sendo reverenciado por professores, servidores e alunos nos fez acreditar que a magia da escrita vive latente entre adolescentes e jovens e, a cada “provocação”, centelhas despertam não de um pulsar adormecido, mas de um universo criativo que em brasas vê até nas simplórias folhas de papel ofício grampeadas o encantamento do falar em versos e rimas.

 

Constatar que há sementes de cordelistas, escritores e poetas entre alunos da nova geração é ter a certeza que os mestres da Escola Adriano Jorge estão ampliando o horizonte de seus alunos, pois o acessível e a inspiração passam a estar a um aperto de mão, a um sorriso, a uma dúvida esclarecida, na rua ou na esquina ao lado. A inspiração vem de arapiraquenses que como eles foram alunos e que buscaram dar o seu melhor dentro e fora de sala de aula. E, o melhor é que esta odisseia continua até o dia 14 de setembro, com inúmeros ex-alunos que retornarão à escola para ecoar e vibrar sonhos, ideias e inspiração.

Basquete do ASA joga de portões abertos no Ginásio João Paulo II

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 07/06/2019 14:45
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Nesta sexta (07) e sábado (08), os portões do ginásio de esportes João Paulo II, em Arapiraca, estarão abertos para receber a torcida alvinegra na Copa Yvone Santos de Basquetebol 2019. A iniciativa da gratuidade para o público local visa incentivar a torcida da Agremiação Sportiva Arapiraquense prestigiar o confronto do time masculino do ASA contra o Intensivo, hoje às 20h, e amanhã às 15h, contra o CSA.  

 

O time do ASA, formado no final de janeiro, é composto por atletas amadores “pratas da casa”, sergipanos e um cearense. Apesar do pouco tempo de formação, a equipe surpreende pelo nível técnico dos jogadores e pela garra em partidas super disputadas. Vindo de uma vitória contra o time “Marechais” os atletas estão motivados para a primeira disputa do campeonato em casa e com a presença da torcida.

 

A vitória nas duas partidas realizadas na capital metropolitana do agreste colocará a equipe do ASA entre os quatro melhores times do estado dentro da competição. “Serão dois jogos difíceis, mas os atletas estão empenhados em dar o seu melhor em quadra. Estamos treinando muito e o apoio da torcida, com certeza, será um grande incentivo para o time”, afirmou o técnico Pablo Lucini.

Morro da Massaranduba volta a receber o espetáculo da Paixão de Cristo após quatro anos

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 22/04/2019 04:55
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Os portões do Santuário da Santa Cruz, no Morro da Massaranduba, foram abertos na noite da Sexta-feira Santa (20) para receber o espetáculo da Paixão de Cristo, em Arapiraca. O Acesso calçado, porém, muito íngreme, já deixava claro ao público que mais do que um espetáculo a noite reservava uma experiência de fé e doação.

 

Para os espectadores, este ato do “doar” se deu de forma voluntária ao levar um quilo de alimento não perecível como ingresso.  Já para os atores, coordenação e direção o processo de doação se deu a partir  da concepção da proposta de retomar a apresentação do espetáculo no morro. A união de artistas (Craíbas, Arapiraca e Palmeira dos Índios) que já atuaram na Cidade de Maria, na Baixa Grande e Morro Santo da Massaranduba, sob a coordenação do ator Marcos Cordeiro e direção de Jario Barros, com apoio da Diocese de Penedo, tornou possível a volta do espetáculo que é, desde 2011, reconhecido como Patrimônio Imaterial do Estado de Alagoas e há quatro anos não era realizado na capital metropolitana do agreste.

 

 

Com poucos apoiadores financeiros, mas com muita coragem, a Companhia Força, Atitude e Determinação (Cia F.A.D) contou a história de vida, morte e ressurreição de Jesus. Momentos bíblicos relevantes trouxeram a força de um pregador que ia do deserto aos templos para falar de um Deus generoso ao conceder milagres e indignado por não respeitarem suas leis. O lava-pés e a última ceia com os apóstolos também trouxeram a face de um Jesus humilde e voltado ao compartilhar.

 

O ator arapiraquense Denis Sylva trouxe dramaticidade ao conflito vivido pelo filho de Deus diante da traição que estava por vir, bem como na briga espiritual de Jesus com o demônio, no Horto das Oliveiras.

 

 

As cenas no templo, Palácio de César, o julgamento por Pôncio Pilatos, o espancamento de Jesus, a humilhação da coroação com espinhos e a escolha entre Barrabás e Jesus, apesar de terem sido feitas no mesmo cenário não comprometeram a formatação do espetáculo. A força de atuação dos atores foi um dos pontos fortes para o público continuar envolvido emocionalmente em cada cena e, principalmente, reviverem momentos decisivos da vida de Jesus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Encontro de Pedro (Sandro Leite) com Judas (Nivaldo Azarias), e o tormento do traidor, trouxeram ao público cenas fortes e intensas, mas foi a aparição do demônio (Henrique Avlis) na cena do tormento de Judas que criou um fato inédito nas apresentações do espetáculo. Devido à aproximação com o público, as crianças foram surpreendidas com a aparição do demônio e o susto criou uma histeria coletiva entre elas com muitos gritos, seguido de risos dos pais. O enforcamento de Judas também gerou apreensão tanto nos pequenos quanto nos adultos.

 

 

A dolorosa Via Crucis e o encontro de Jesus com Maria foram momentos que emocionaram.

 

 

Os detalhes e cuidados com as cenas da crucificação de Jesus, parte mais dramática de todo o espetáculo, o sofrimento, a conversa com os ladrões, a água substituída por vinagre, o questionamento de Jesus a Deus, sua entrega ao Pai, a lança no coração e a retirada de Jesus morto da cruz tocaram profundamente o público que se aglomerou em frente à cena.

 

 

A Ressurreição, com subida de Jesus ao Céu, de forma singela, encerrou de forma digna um espetáculo que teve o comprometimento de retomar a tradição da encenação da “Paixão de Cristo” no Morro Santo da Massaranduba e, principalmente, deixar o recado de força dos artistas do agreste, nas entrelinhas.

 

 

Sensibilização

 

Para quem foi ver de perto a apresentação da Paixão de Cristo, no Santuário da Santa Cruz, pode comprovar mais acertos do que erros por parte do grupo que abraçou a realização do espetáculo.  Mesmo com pouco apoio financeiro conseguido, o público presenciou a encenação com som de qualidade (fundamental para o sucesso da apresentação), uma iluminação muito boa que muito contribuiu na construção das cenas, os figurinos, os cenários e tantos outros detalhes que enriqueceram o espetáculo.

 

Apesar de todo o empenho da Cia F.A.D, e das pessoas engajadas no projeto, os recursos levantados não foram suficientes para cobrir todos os gastos do espetáculo. Para quitar um débito de R$ 5.000,00 com fornecedores, o grupo está solicitando doações voluntárias em dinheiro. Uma campanha com venda de bilhetes a R$ 5,00, com sorteio de prêmios, também está sendo feita em Arapiraca. Quem quiser informações como contribuir pode ligar para o número (82) 9.8149.1021, falar com Graça Barros.

 

Sabemos que fazer arte é difícil, mas... será ainda mais difícil sensibilizar uma população a colaborar com quem abraçou uma causa em prol do retorno de uma tradição onde os beneficiados são os arapiraquenses? Nós do Click Due queremos crer que não!

 

Sertaneja de Canapi apresenta exposição fotográfica resultado de mestrado em Artes na Inglaterra

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 05/02/2019 11:51
  • Click Due

 

Vânia McLeod trouxe para a exposição “Fronteiras: metáforas de um lugar de encontros”, em formato A3, um convite a um mergulho conduzido, somente por olhares atentos, aos detalhes comungados em fronteiras de luz, símbolos, composições, fusões e muita intuição. Sua primeira exposição, aberta no dia 30 de janeiro, na Casa da Cultura, em Arapiraca, sob a curadoria de Judivan Lopes é o resultado do seu mestrado em Artes Fine Art pela Wintchester School of Art – University of Southamptom.

 

De forma intuitiva, durante oito semanas McLeod exercitou o olhar, o observar e o interagir em dois ambientes. Uma sala e uma área externa que transbordava vida através do verde passaram a compor o seu arcabouço criativo e, ao “mergulhar” em um universo insólito, ela trouxe à tona a ressignificação do espaço e do ambiente construindo figuras geométricas a cada cinco minutos, ao redesenhar o caminhar da luz do sol que percorria a sala através de uma porta e janelas de vidro.   

 

 

O reflexo que cada ambiente produziu através dos vidros gerou um forte antagonismo onde natureza e arquitetura transpuseram fronteiras criando fusões repletas de metáforas. Neste fazer artístico a inserção de elementos, literalmente, resgatados tanto do desprezo de outrem quanto da memória afetiva de McLeod contribuíram ainda mais para aguçar o imaginário em torno da obra, tornando-a ainda mais intensa e voltada a inúmeras interpretações por parte do público.

 

 

Ao identificar o olhar de Vânia McLeod sobre sua obra, para quem conhece sua história e trajetória, facilmente lê-se metáforas de uma sertaneja nascida em Canapi, que passou a adolescência e a fase adulta em Arapiraca e após os quarenta anos de idade rompeu fronteiras, redesenhou sua própria trajetória em outro continente e retorna, unicamente, para reverenciar suas origens mostrando seu crescimento através de seus frutos.

 

 

Essa reverência à sua essência sertaneja e agrestina McLeod deixa lindamente explicita em uma intervenção, onde o congelar de suas lentes trazem a simplicidade de uma casa do alto sertão e o impacto do barro vermelho que transborda para o chão da exposição. “Fronteiras: metáforas de um lugar de encontros” fica aberta à visitação até o dia 27 de fevereiro, em horário comercial de segunda a sexta, no salão de exposições da Casa da Cultura. Vale a pena conferir!

 

 

 

Flash back da tradicional Festa Anos 80, em Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 15/01/2019 20:18
  • Click Due

 

“É verão, bom sinal, já é tempo, de abrir o coração e sonhar”, esse trecho da letra do grupo Roupa Nova, lançada em 1981, traz nas entrelinhas o clima que rolou no sábado (12), na maior cidade do interior de Alagoas ao reviver, na Festa Anos 80, os tempos áureos do Clube dos Fumicultores, que ano passado comemorou sessenta e nove anos na “Terra de Manoel André”. Essa que é a mais tradicional festa que abre, oficialmente, para os arapiraquenses, o palco e o salão deste clube que é referência de eventos para gerações, comemorou dez anos em grande estilo e valorizando as “pratas da casa” com DJ Iran Silva e sua Radiola 3 em 1 - 100% vinil e banda Cio Show Band. A banda Versátil (PE) encerrou a noite mantendo o mesmo clima de “revival”.

 

A Festa Anos 80, idealizada e produzida pelo empresário Sérgio Lúcio surgiu, em 2009, com o intuito de reunir uma geração para relembrar uma época “efervescente” de finais de semana agitados onde os jovens queriam dançar muito, seja de rostinho colado ou estilo soltinho performático ao som das bandas e cantores locais interpretando Roupa Nova, o rock do Barão Vermelho, Banda Blitz, além de ritmos baianos dançantes a exemplo de Luiz Caldas, assim como tantas outras baladas internacionais.

 

O projeto deu tão certo que há uma década “tribos” da velha guarda e da nova geração prestigiam o evento reforçando a importância do Clube dos Fumicultores na vida social dos arapiraquenses. O maior barato dessa festa é ver como as pessoas se sentem em casa. Totalmente à vontade para elogiar ou criticar o repertório, cada um tem o sentimento de “pertencimento”, do fazer parte, sempre com alto astral. E, foi neste clima que a mãe do organizador do evento, aniversariante do dia, foi homenageada. Maria Lúcio ao lado da família e amigos foi surpreendida pelas carinhosas palavras do filho Sérgio Lúcio.

 

 

Em clima de surpresa, outro momento também foi compartilhado com todos. O gerente de vendas, Irlan Lima, subiu ao palco para pedir em casamento Cléssia Vicente. O pedido oficial contou com um lindo par de alianças e aplausos de um público que dividiu a emoção com a noiva ao dizer “sim”! Esta, com certeza, será uma festa com muitas recordações tanto para quem foi curtir, como para quem foi fazer a alegria do público.

 

O visceral Iran Silva encantou a todos com o seu 100% vinil, o Cio Show Band formada por “arapiraquenses da gema”, do mais alto nível musical, voltou a tocar após 12 anos de ausência nos palcos da capital metropolitana do agreste e a banda Versátil, pela primeira vez mostrou o talento de músicos Caruaru/PE. Agora é só aguardar a 11ª edição da Festa Anos 80, em 2020, e esperar que o tradicional “melhor a cada ano” continue a se repetir!

Artistas plásticos e artesãos se despedem da UNEAL nesta quinta-feira

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 04/10/2018 18:16
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O projeto “Sexta das Artes UNEAL” encerra nesta quinta (04), no pátio do estacionamento da Universidade Estadual de Alagoas, das 18h às 21h, com a certeza que a aproximação de moradores e comunidade acadêmica à cultura local pode ser feita através de iniciativas simples, mas eficazes. Ao todo foram nove exposições (contando com esta quinta) apresentando trabalhos de pintura, desenho, escultura, música, dança, comida regional, artesanato, trabalhos manuais e cantores da terra.

 

O idealizador do projeto, Aermerson Barros, aluno formando do curso de história da UNEAL e produtor cultural local, tem uma linda trajetória junto à cultura da capital do agreste e esta iniciativa em parceria com a UNEAL é mais uma delas. Segundo Aermerson, a “Sexta das Artes” foi inspirada na antiga FeirArte, realizada na praça Luiz Pereira Lima por volta de 2002 e 2003.

 

“Naquela época os artesãos, artistas plásticos e escultores encontraram na FeirArte uma forma de mostrar seus trabalhos, mas tudo foi feito sem muita estrutura para os participantes. Aqui na UNEAL, há todo um aparato de barracas (cedidas pela secretaria de agricultura do município) e tendas, aparelhagem de som e cachê para os músicos, patrocinados pela UNEAL. Esse apoio dado é o que motiva quem expõe, já quem visita o evento se sente acolhido e tem a certeza que os shows, assim como os artistas e artesãos aqui presentes, são legítimos representantes da cultura nordestina e da produção cultural local”, finalizou.

 

Os grupo de expositores da “Sexta das Artes UNEAL” é formado em sua grande maioria por membros do coletivo “Galeria de Artes Arapiraca”, composto por jovens e representantes da velha guarda arapiraquense. Entre eles estão os artistas plásticos Cícero Brito, Cícero Dário, Zeny Alcântara, Rosenvaldo, Edmário Calixto, Evoneide Lima e Xiluva. Expondo desenhos estão Anderson Lourenço, Roberto Vieira.

 

O artesanato local está representado no evento por Wilma Costa, Lidiane Barbosa, Joselma Maria da Conceição, Maria Luiza da Silva, Edimilson Alves da Silva, Eliane Maria Barbosa, Ruan Teixeira. Os escultores locais estão representados por Jackson Lima e Aderval Monteiro da Silva Júnior.

 

Aermerson também explicou que o encerramento do evento está sendo nesta quinta-feira devido a solicitação do prédio pela Justiça Eleitoral, a partir da sexta (05), para a preparação do local para o pleito do dia 07. “Quando o projeto foi formatado, infelizmente, este detalhe não foi cogitado. Porém, este detalhe não impedirá o encerramento do projeto com “Chave de Ouro” com a entrega de certificados e troféus”, comentou.

Caminhada de Rodrigo Cunha leva uma multidão para as ruas de Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto & Silvestre Rizzatto
  • 02/10/2018 15:10
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Em Arapiraca, no último sábado (29), o coração do comércio da capital do agreste pode ver pulsar a vibração de eleitores que acreditam em políticos que podem fazer a diferença em Brasília. No comando desta “onda” de “política do bem” estava o deputado estadual e candidato ao senado Rodrigo Cunha que, ao lado de candidatos à Câmara Federal e ao legislativo estadual, caminhou reafirmando seu comprometimento em representar de forma transparente os interesses do povo alagoano.

 

 

O QG da concentração da caminhada “Reaja Alagoas” foi no conhecido posto de combustíveis “Zé Pivete”, no período da manhã. A cavalaria da polícia militar fez ronda no local e agentes de trânsito da SMTT marcaram presença para dar fluidez e segurança ao percurso de quase um quilômetro de caminhada. Os deputados federais Pedro Vilela e JHC, candidatos à reeleição e apoiadores declarados de RC, participaram do pelotão de frente da caminhada ao lado da também candidata a uma vaga na Câmara Federal Tereza Nelma, e da vereadora de Arapiraca Aurélia Fernandes, uma fervorosa apoiadora do movimento “Reaja”.

 

No percurso, RC reafirmou seu compromisso com um novo formato de política com maior participação popular. Seguindo seu estilo de não agressão verbal aos adversários, mas de reiterar a necessidade de mudanças diante da falta de transparência da velha forma de se fazer política no estado, RC ratificou a importância de legislar ao lado de políticos comprometidos com a ética e a transparência para a formação de uma forte corrente em prol do desenvolvimento de Alagoas.

 

A receptividade positiva do eleitor ao candidato RC foi tanto das centenas de pessoas que participaram da caminhada, quanto daqueles que estavam nas calçadas e lojas do comércio. Sua irmã, a pediatra Adriana Cunha, engajada no movimento “Reaja Alagoas”, mais uma vez mostrou seu apoio a RC e a forma com que ele tem honrado o legado de Ceci Cunha e Juvenal Cunha. Porém, um eleitor chamou a atenção, em especial. O Sr. Cição, de Lagoa da Canoa, ao saber da caminhada saiu de seu município para declarar seu voto a RC. O detalhe é que ele fez questão de mostrar a Rodrigo que foi eleitor de sua mãe e dele quando concorreu à Assembleia Legislativa e, que agora confirmará novamente seu voto não apenas pela gratidão a Drª Ceci, mas pelo trabalho realizado por RC nestes quatro anos de mandato e pelo que ele irá realizar no senado federal. 

O Sr. Cição é um grande exemplo tanto para Rodrigo Cunha, como para todos os candidatos que concorrem ao pleito de 2018, de que o eleitor tem memória, que confia em seus representantes políticos e que sabem a importância do voto. O que cabe a cada “político eleito”, no dia 07 de outubro, é honrar os inúmeros “Cições” deste país!

 

Comérdia sobre sexo, A Kamasurta, é a dica cultural deste sábado para os arapiraquenses.

  • Texto: Lourdes Rizzatto/ Foto: divulgação
  • 15/09/2018 15:52
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Para quem leu o título desta postagem e viu o nome da peça “A Kamasurta” e fez alguma analogia com o livro “Kama Sutra” que traz lições de amor e sexo, não está tão equivocado... na realidade está muito equivocado. O tratado escrito em sânscrito pelo indiano Mallanaga Vatsyayaba, por volta do século III, foi visto por muitos como um guia que procurava ensinar sexo como ciência, já a peça que será apresentada no Teatro do Sesi, neste sábado (15), a partir das 19h, traz de forma leve e engraçada tabus sobre as relações sexuais, inclusive com a “introdução” de um terceiro elemento no relacionamento de um casal como uma opção contemporânea para dar um “UP” na vida a dois.

O roteiro que busca falar de sexo de uma maneira divertida toca em aspectos que invadem “possíveis” situações, dilemas e desejos de casais que enfrentam anos de relacionamento e que podem se deparar com a falta do “querer”, do “fogo” da paixão. O que fazer quando a “febre” dá espaço a “insatisfação”, quando há amor, mas a cama não motiva? Será que buscar “apimentar” a relação com alguém a mais é “surtar”? Para responder estas e outras indagações sobre uma relação à três com direitos a inúmeras fantasias sobem ao palco Paulo Sarmento, Daniela Cattivaz e Cristiano Marinho.

Vale a pena conferir e dar muitas gargalhadas!

 

Serviço:

Comédia: A Kamasurta

Dia: 15/09/2018

Hora: 19h

Ingresso: R$ 25,00 (preço único)

Local: Teatro do Sesi, bairro Primavera  - Arapiraca

Produção Cultural Local: Aermerson Mídia e Produções 

Capital do agreste recebe o Festival de Gastronomia Unicompra

  • Texto: Lourdes Rizzatto/ Fotos: Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 14/09/2018 18:42
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A rede de supermercados Unicompra reuniu cinco chefs de cozinha, sommeliers, nutricionistas, mestre cervejeiro, artistas plásticos, cantores, cursos de gastronomia e fornecedores para o primeiro “Festival de Gastronomia Unicompra”, em Alagoas. O evento que iniciou na quarta (12) e encerra nesta sexta (14), acontece na área externa de um dos supermercados na capital do agreste (Bellacompra na rua São João), das 17h às 22h.

O evento que trouxe “aulas show” com os chefs Jonatas Moreira e Júnior Freire nos dois primeiros dias, nesta sexta encerra com a participação do chef Raul Nunes - responsável pelo cardápio dos restaurantes da rede, tanto em Alagoas (Maceió), quanto em Pernambuco (Caruaru), que ensinará como preparar um “Ragu suíno com talharim e parma crocante”. O sommelier Lucas Morais participou nos dias 12 e 13, nesta sexta (14), subirão ao palco para aula show, o mestre cervejeiro Márcio Lima e a nutricionista Larissa Pessoa.

O festival, além de uma gastronomia requintada, apresenta produtos conhecidos do consumidor arapiraquense de uma maneira mais envolvente, onde as orientações sobre as harmonizações, em sua maioria, colocadas pelos próprios expositores aos visitantes, torna os produtos mais atraentes possibilitando um novo olhar sobre o cozinhar diário, o receber amigos e até para aquele lanchinho que pode se tornar mais requintado, saboroso e caprichado.

Queijos e vinhos, café, cervejas artesanais e música, tornam o ambiente muito agradável e um grande ponto de encontro de amigos. Telas dos artistas plásticos Marcelo Mascaro e Albério Carvalho tornam o ambiente ainda mais charmoso.

O evento é aberto ao público e totalmente gratuito. Vale a pena conferir!

Rodrigo Cunha inova mais uma vez, e inaugura a Casa Reaja Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto & Silvestre Rizzatto
  • 27/08/2018 18:24
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Mobilização, engajamento, comprometimento e criatividade são as palavras que descrevem a noite do domingo (26), na capital do agreste. A inauguração da Casa Reaja Arapiraca pelo candidato ao senado Rodrigo Cunha trouxe explícito, já na fachada, que seu discurso de contenção de gastos, diálogo acessível da população com o poder público, e a mensagem de que inovação se faz com simplicidade e criatividade será reverberado também na sua campanha ao senado.

Já na sua chegada, RC mostrou que suas alianças políticas são mais do que meros acordos de campanha, são resultado de trabalho e de relações equilibradas e respeitosas ocorridas ao longo dos anos. Sua proposta construída dentro de uma lógica onde o “fazer” em prol da população tornou-se uma “missão”, também deixa nas entrelinhas, para quem quiser ler, seu posicionamento nesta campanha.  

 

O formato alternativo da Casa Reaja Arapiraca também resultou em um momento diferenciado para “todos” os convidados, principalmente para a classe política que foi convidada por RC a sentar-se no picadeiro da arena de debates para compartilhar o momento surpresa de homenagens.

O cerimonial, preparado por sua equipe de campanha, assegurou que os formatos ultrapassados de discursos de candidatos não tomassem voz para falar de si e de RC. Ao invés disso, foi dado vez e voz a quem o conheceu desde a infância, vivenciou sua adolescência e a fase adulta. Para quem não conheceu o menino, o jovem e o advogado, mas o político Rodrigo Cunha durante o seu mandato, pode também ter seu momento de representatividade para reafirmar a RC a assertividade de sua jornada.

Me atrevo a dizer que se a intenção da sua equipe foi reportar aos convidados a “essência” de um menino moleque, como tantos outros, que soube crescer com senso de justiça, transparência, ética, e renovação diante das agruras para reescrever sua história de forma digna honrando o que recebeu de seus pais, afirmo que a missão foi lindamente cumprida.

 

Adriana Cunha foi a responsável pelo depoimento que mais emocionou, não só por revelar a admiração e a credibilidade no trabalho do irmão RC, mas por deixar explícito que Ceci e Juvenal criaram e deixaram um legado de respeito ao próximo, e de que é necessário fazer a diferença para o bem, pois só assim se transformam vidas.

Adriana, pediatra e cirurgiã cardíaca infantil, salvando vidas e contribuindo para que famílias reescrevam suas histórias, e Rodrigo, legislador, reiterando que pode-se fazer políticas públicas com ética e transparência para proporcionar maior respeito e dignidade à população e a todos os seus segmentos, são sementes de um “Reaja” gerado por seus pais e que não floresceu agora, mas quando ambos, cada um ao seu modo, se permitiu e se comprometeu em espelhar o bem que trazem do berço e da genética.

 

Para quem foi à Casa Reaja Arapiraca viu de perto que o “movimento reaja” traz um conceito de vida e não apenas uma leitura, um engajamento, uma agitação momentânea, e isso foi o que realmente tocou a quem teve ouvidos atentos e um olhar generoso para ver além do ato político.

Encerrando a noite, Rodrigo Cunha deixou evidente que a Casa Reaja Arapiraca é mais uma ferramenta a serviço da população, tanto para conversar sobre política com lideranças e diversos segmentos da sociedade, quanto para as pessoas ficarem conhecendo um pouco mais sobre sua trajetória política.

 

O local, também é interessante falar, irá criar uma maior aproximação com o eleitor que queira material de campanha, incentivar o engajamento, adesivar veículos e tirar dúvidas, afinal de contas a “Casa” estará aberta diariamente, das 08h às 20h, como suporte a campanha de RC não só em Arapiraca, mas em toda a região agreste sertão e vale do São Francisco.

 

 

Agenda cultural gratuita em Arapiraca nesta semana, de quinta a domingo.

  • Texto: Lourdes Rizzatto. Fotos: Silvestre Rizzatto e divulgação Cia do Chapéu
  • 14/07/2018 20:08
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O que se vê nas metrópoles do sul e sudeste do país, apresentações culturais de alto nível e gratuitas, pode ser visto e apreciado na capital metropolitana do agreste. Na quinta (12), teatro ao ar livre encenando Shakespeare e apresentações de música popular e erudita, além de dança contemporânea, na sexta (13), encantaram os arapiraquenses que foram ao Parque Ceci Cunha e ao Teatro Hermeto Pascoal, na unidade do Sesc. E, não para por aí porque neste sábado (14) e domingo (15) tem espetáculos da 1ª etapa do “Cena em Fluxo”, também no Hermeto Pascoal.

No Parque Ceci Cunha, a noite Agrestina tornou o ambiente ainda mais agradável para a apresentação da trupe baiana “Teatro Popular de Ilhéus”. Encenada na área externa do ginásio João Paulo II que fica em frente ao Bosque das Arapiracas, o grande palco, o belo figurino e a atuação performática dos atores prenderam todas as atenções para o desenrolar da peça “Medida por Medida”. Mas, a novidade para o público arapiraquense foi o espetáculo trazer a audiodescrição e a presença de intérpretes de Libras. Recursos que deixaram nas entrelinhas a necessidade de apresentações artísticas serem também inclusivas.

O espetáculo “Medida por Medida”, que está circulando por várias cidades do Brasil após ser selecionado pelo programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2018/2019, aborda temas como abuso de poder, combate à corrupção, traição, hipocrisia, sexo e justiça. Assuntos conduzidos com maestria por William Shakespeare e que levavam a questionamentos no século XVI e ainda hoje continuam a provocar reflexões em sua plateia. Em Arapiraca, o projeto dos atores baianos também contou com apoio da prefeitura municipal e da produtora cultural Sue Chamusca.

 

A noite cultural também trouxe para os amantes da boa música duas belas apresentações no Teatro Hermeto Pascoal, com mais uma edição anual do “Sonora Brasil”. Desta vez, o projeto que em vinte anos já realizou mais de cinco mil e setecentas apresentações oportunizou a difusão da beleza sonora de metais e percussão para o público da “Terra de Manoel André”.

A primeira banda a subir ao palco foi a Banda de Música do 3º Batalhão de Polícia Militar, a convite do Sesc Arapiraca. Sob regência do maestro Antônio Carlos Feitosa, os músicos do 3ºBPM apresentaram um repertório variado de músicas nacionais e internacionais, incluindo clássicos que tiraram aplausos da plateia.

A apresentação principal da noite com a Corporação Musical Cemadipe, formada por jovens de bandas civis de Aparecida de Goiânia, trouxe no repertório hinos e marchas, inclusive de relevância histórica, além de composições de músicos goianos. A força de instrumentos de fanfarra deu um brilho a mais à apresentação regida pelo maestro Rogério Francisco Leite.

Na sexta (13), o Teatro Hermeto Pascoal mais uma vez teve sua capacidade máxima atingida por uma plateia que valoriza roteiros culturais para os momentos de lazer. Desta vez foi o projeto Sesc das Artes, que trouxe ao coração do agreste alagoano um espetáculo de dança urbana com o grupo Hope – Resgate Crew.

O grupo com mais de dez anos de trajetória é conhecido por suas apresentações em espaços urbanos, escolas, igrejas, mostras e festivais. Mesclando estilos de breaking, freestyle looking, krump, popping step e house conquistou espaço na cena cultural por definir um estilo próprio com muita técnica e, principalmente, por aproximar a dança urbana de diversos públicos.

Neste sábado e domingo, o grupo de teatro de Maceió, Cia do Chapéu, apresentará no Teatro Hermeto Pascoal os espetáculos “Tarja Preta” e “Alice”. As apresentações fazem parte do projeto “Cena em Fluxo” que tem a proposta de apresentações nas cidades de Arapiraca e Penedo, além de Maceió.  As apresentações do projeto no interior contempla ainda intercâmbio com grupos de teatros das duas cidades.

 

O Cena em Fluxo também irá apresentar em Maceió os espetáculos Remendó, do grupo Flôr do Sertão e dos espetáculos “Mateu Errante, Mateu Brincante” e “Le Monde Bleu”, da Cia Raízes da Terra. O que chama a atenção para este projeto é que ele foi financiado por uma campanha na plataforma Catarse (voltada ao financiamento coletivo, vaquinha virtual), que ficou no ar de 01 de abril a 15 de maio, na categoria “Tudo ou Nada” - onde o valor total do projeto tem que ser alcançado até o último dia de campanha, caso contrário os doadores recebem seu investimento de volta.

Com o êxito da campanha e o apoio de parceiros como o Sesc Alagoas, mais um projeto cultural de qualidade circula por nosso estado e quem lucra com isso somos nós, plateia. Isso nos mostra mais uma vez que iniciativas culturais com e sem o apoio do poder público são frequentes e que basta apenas você estar ligado no que acontece, e no que estar por vir, para desfrutar de tudo de bom que a cultura tem a oferecer.

Espetáculo de projeção audiovisual e show marcam chegada do gasoduto Penedo – Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto & Silvestre Rizzatto
  • 06/04/2018 21:41
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Foto: Lourdes Rizzatto

 

A noite de homenagens à arte e a cultura da capital metropolitana do agreste tornou a fachada da Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho em um enorme “telão ao ar livre”, na quinta (05). A apresentação da cantora Millane Hora também fez parte da programação cultural organizada pela Algás e Governo do Estado, para encerrar o dia de atividades voltado às comemorações da chegada do gasoduto Penedo – Arapiraca.

 

 

O espetáculo de projeção audiovisual mapeada, assinado pelo projeto “Narrativas em Movimento” (Agência Núcleo Zero), reverenciou o artista plástico Marcondes Macedo, o mestre de coco de roda Nelson Rosa, o folclorista Zezito Guedes, a cantora Wilma Araújo, o violonista Fernando Melo (Duo Fel), o músico Hermeto Pascoal, o artista plástico mestre Zezinho, a Banda Mopho, e o gigante ASA.

 

 

Imagens do nosso acervo pessoal de pesquisa sobre manifestações culturais de Arapiraca também fizeram parte das imagens projetadas e ganharam um tom especial ao som das cantigas de trabalho nas vozes de mestre Nelson Rosa e das Destaladeiras de Fumo. Pura emoção para nós que procuramos, desde 2006, conhecer e divulgar a cultura arapiraquense.

 

 

A noite cultural, no Largo Dom Fernando Gomes, foi encerrada no palco montado ao lado da Concatedral com um belo show da cantora arapiraquense Millane Hora. O espetáculo de projeções que acompanhou o show abrilhantou ainda mais a noite dedicada aos moradores da maior cidade do interior de Alagoas.

 

Algás - Programação/Arapiraca

 

A programação realizada em Arapiraca, na quinta (05), foi iniciada no período da manhã com apresentação do processo e conclusão da obra do gasoduto, no Teatro do Sesi. A programação prosseguiu no bairro Itapuã para solenidade na Estação da Algás, com a presença do governador Renan Filho, do prefeito Rogério Teófilo, autoridades da Algás, lideranças políticas e empresários locais para o desenlace da fita inaugural do gasoduto. No período noturno ações culturais foram realizadas no Largo Dom Fernando Gomes.

 

O gasoduto Penedo-Arapiraca tem extensão de 67 km e conta com investimento de R$ 36 milhões de recursos próprios da Algás. O equipamento distribuirá o gás natural a partir da estação da Companhia em Penedo até a estação da cidade de Arapiraca, passando por outros municípios como Igreja Nova e São Sebastião. (Fonte: Agência Alagoas)

 

 

Narrativas em Movimento 


Realizado pelo estúdio de criação Núcleo Zero, o projeto Narrativas em Movimento foi contemplado em edital do “Prêmio Rumos Itaú Cultural (2015-2016)”, um dos principais programas de fomento à cultura do país, para realizar espetáculos de projeção mapeada em seis cidades históricas do interior de Alagoas. A proposta é a criação de vídeos sobre diversos aspectos como lendas regionais e memórias familiares das pessoas locais. Os conteúdos foram projetados em prédios históricos e nos espaços públicos mais representativos para a comunidade, fortalecendo a visão do alagoano em relação à sua terra e sua riqueza cultural.


Após a conclusão do projeto contemplado no Rumos, o Narrativas segue firmando novas parcerias para levar sua caravana de luzes, sons e histórias a outras localidades de Alagoas e do Brasil.

Fonte: https://www.facebook.com/narrativasemmovimento/

 

 

 

Comunidade quilombola e poder público se unem para a primeira edição do Juventude Vez e Voz em Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto
  • 24/03/2018 04:42
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A definição de parceria (reunião de indivíduos para alcançar um objetivo comum) foi o que marcou a primeira edição do Juventude Vez e Voz, na comunidade rural de Pau D’Arco, em Arapiraca, na sexta (23).

A união entre o poder público municipal, presidentes e membros da associação do bairro e da associação quilombola local, Igreja, Centros de Convivência, Procon e o Instituto Embelleze fez acontecer ações voltadas à cidadania que tanto beneficiaram os moradores do Pau D’Arco, quanto de comunidades vizinhas como Taquara, Baixa da Onça e Batingas.   

Segundo a presidente da Associação de Quilombos da Vila Pau D’Arco, Edilma Basílio, esta foi a primeira vez que a prefeitura trouxe tantos serviços para a comunidade. “Há muito tempo tivemos uma ação realizada aqui pelo poder público, mas sem tanto impacto como esta. Para este evento tivemos reuniões com a equipe da Superintendência de Juventude para o levantamento das reais necessidades da comunidade, e a proposta foi tão bem estruturada que conseguimos até o apoio da Igreja e de comunidades vizinhas como a Baixa da Onça, que trouxe integrantes do grupo do Centro de Convivência para participar”, informou.

 Para Edilma a participação de membros do Fórum da Juventude Viva e de Centros de Convivências foi um grande sinal de que o movimento jovem da zona rural está se fortalecendo cada vez mais. Outra liderança na comunidade que destacou o evento como positivo foi a professora Laurinete Basílio. “Este é um momento rico de interação entre as comunidades. Convidamos os moradores através de uma bicicleta de som que circulou no bairro, isso deu tão certo que gerou notícia boca-a-boca nos bairros vizinhos sobre a caravana”, comentou.

“Os moradores e, principalmente os jovens, vieram para a emissão da primeira Carteira de Identidade, Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS), e encaminhamentos para o primeiro emprego. Isso é um sinal significativo de que os jovens estão indo em busca de seu protagonismo no município”, finalizou Larinete.

A agente de saúde Elizabeth Maria, que também é uma liderança no bairro, informou que muitas pessoas do Pau D’Arco e dos bairros vizinhos ainda estavam sem os documentos por causa da distância para o centro da cidade (12Km) e a falta de opções de transporte somados ao custo do deslocamento. “Além dos jovens, vários adultos e idosos também se beneficiaram com esta caravana”, destacou a agente.

O Superintendente de Lazer e Juventude, Valsandy Veras, que esteve na linha de frente da “Caravana da Juventude Vez e Voz”, contou que foi essencial o apoio das secretarias de Assistência Social e Políticas para a Mulher, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SMDETur) e da secretaria de Saúde na oferta dos serviços. “O Procon também foi importantíssimo nas orientações jurídicas sobre o Código de Defesa do Consumidor e cartões de crédito, já o Instituto Embelleze com cortes de cabelos masculinos contribuiu para, principalmente, elevar a autoestima de crianças e jovens da comunidade”, comentou.

Além dos serviços já citados, também foram oferecidos cadastros do Número de Inscrição Social (NIS) e do Cadastro Único (CadÚnico), testes rápidos de HIV, hepatite B e C e hanseníase, aferição de pressão, palestras sobre o tabagismo e dengue, orientações sobre o uso de preservativos, palestras sobre o ID Jovem, etc..

Segundo o Secretário de Cultura, Lazer e Juventude Silvestre Rizzatto, o formato da “Caravana da Juventude Vez e Voz” deixa claro o compromisso do prefeito Rogério Teófilo em ouvir e atender as demandas das comunidades, bem como contribuir de forma efetiva para o protagonismo jovem”, destacou.

Para a feirante Dona Salete, o evento trouxe para a comunidade mais do que a possibilidade de lazer com a apresentação da cantora Jéssica Tenório (Dona Flô), e de ter documentos de forma mais fácil e ágil, para ela a caravana também reacendeu o sentimento de pertencimento do bairro ao município. “Moramos longe da cidade e muitas pessoas aqui tem poucos recursos financeiros, sentir que o poder público chega junto para dialogar e com o apoio da comunidade realizar, desperta algo que nos enche de esperança em termos vez e voz de forma significativa”, finalizou

 

 

 

Click Due, na passarela do samba, registra desfile da bicampeã do carnaval de São Paulo

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 15/02/2018 01:33
  • Click Due

O Sambódromo do Anhembi foi premiado com clima de verão agradabilíssimo e uma energia inenarrável, nos dias 09 e 10, noites em que desfilaram as escolas de samba da capital paulista. A Acadêmicos do Tatuapé, eleita bicampeã este ano, entrou na passarela do samba, na sexta (09), com o tema “Maranhão, os tambores vão ecoar na terra da encantaria”, homenageando as belezas, o folclore e o povo maranhense.

Retratada pelo carnavalesco maranhense Wagner Santos, a Tatuapé valorizou a mistura de raças e a grande diversidade cultural do estado. Na comissão de frente trouxe o encontro dos franceses com índios maranhenses, seguida por caravelas portuguesas, além de carros imensos com cores vibrantes reportando à culinária, a história e a natureza local. Suas alegorias e fantasias, apresentaram um Maranhão também conhecido como Ilha do Amor, Ilha Rebelde, São Luiz -Cidade dos Azulejos, Athenas Brasileira, Jamaica brasileira e Terra das Palmeiras.

 

Intensa e vibrante, a Tatuapé soube contagiar o público com o samba enredo composto por Fabiano Tenor, Mike e Luiz Ramos. Fácil de assimilar, e com refrão ‘chiclete’, não demorou muito para empolgar a avenida. Sua bateria Nota 10 trouxe o que se espera de um desfile de campeã, o pulsar dos instrumentos e a entrega dos três mil e duzentos participantes que, durante algumas “paradas estratégicas” da bateria, inundaram o Anhembi com uma gigantesca "capela"... tudo de arrepiar o público.

O alto nível das escolas encantou quem foi ver de perto o espetáculo e proporcionou uma verdadeira batalha na apuração dos nove quesitos (alegoria, samba enredo, bateria, fantasia, mestre-sala e porta bandeira, comissão de frente, enredo, harmonia e evolução) disputados ponto a ponto, e apurados na terça (13).

 

O empate nos 270 pontos entre Tatuapé, Mocidade Alegre, Mancha Verde e Tom Maior, fez com que o título de campeã do carnaval 2018 só fosse conhecido na apuração da última nota do último jurado e pelos critérios de desempate no quesito alegoria.

 

Diante de tantas emoções, a estreia do Click Due no Sambódromo do Anhembi foi um mergulho nesta linda festa brasileira promovida pelas escolas de samba. No Desfile das Campeãs, na sexta (16). voltam à passarela, a grande campeã Acadêmicos do Tatuapé, a vice Mocidade, a terceira colocada, Mancha Verde e a Tom Maior, que ficou na quarta colocação. Participam também a campeã (Águia de Ouro) e vice (Colorado do Brás) do Grupo de Acesso.

 

 

 

 

 

Minissérie "Entre Irmãs" conta com a participação de três atores alagoanos

  • Lourdes Rizzatto
  • 04/01/2018 02:42
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Esta semana os telespectadores acompanham a minissérie de quatro capítulos, “Entre Irmãs”, na Rede Globo, a partir das 22h. A estreia, na terça (02), conquistou elogios do público e da crítica, segundo os sites de notícias. Editada a partir do longa-metragem “Entre Irmãs”, baseado no livro "O Cangaceiro e a Costureira", de Frances de Pontes Peebles, que estreou nos cinemas em todo o Brasil em outubro do ano passado, o filme que conta a saga de duas irmãs, Luzia e Emília, criadas pela tia no interior de Pernambuco, na década de 1930, traz também em sua bagagem a estreia de três atores alagoanos na “telona” do cinema nacional e na “telinha global”.

O que para o grande público representa um show de interpretação de Nanda Costa (Luzia), Marjorie Estiano (Emília), Cyria Coentro (tia Sofia), Júlio Machado (cangaceiro Carcará), entre outros artistas de renome, em especial para Alagoas, o show é de três alagoanos que atuam como elenco de apoio, além de inúmeros figurantes sertanejos. Alberto do Carmo, conhecido no cenário cultural estadual pela direção de vários espetáculos, foi grande o suficiente para despir-se de vaidades para interpretar o padre que celebra o casamento de Luzia e Carcará (a cena foi ao ar nesta terça,03). Os atores Nivaldo Azarias e Naéliton Santos também entram em cena, na pele de cangaceiros do grupo de Carcará.

 

 

A trama que relata a ligação fraternal entre as irmãs Emília (Marjorie Estiano) e Luzia (Nanda Costa) e a forma com que ambas distintamente vivem o amor, angústias, sonhos e a força da mulher sertaneja ao “costurar” suas histórias em cenários adversos à afirmação feminina, também brinda o telespectador com imagens primorosas sob a direção de fotografia de Leonardo Ferreira. As cenas foram rodadas em Piranhas e em cidades do interior de Pernambuco, onde o bando de Carcará teve seu universo cênico construído.

O ator arapiraquense Nivaldo Azarias, cangaceiro do bando de Carcará, teve vários takes (tomadas) nas cenas desta quarta (03) e, ainda terá muitos mais até o final da minissérie. Dos três atores alagoanos, ele foi o que mais participou do set de filmagem, foram trinta e cinco dias de gravações entre Alagoas e Pernambuco. Segundo Nivaldo, desde o seu teste de seleção a assistente de direção, Cibele Santa Cruz, o elogiou dizendo: “Você já tem cara de cangaceiro”. Neste caso, nós do Click Due, até que concordamos, que ter cara de cangaceiro é um elogio.

 

 

Sob a direção de Breno Silveira, não somente as atrizes protagonistas e atores de renome ganharam atenção, muitos anônimos do elenco de apoio também tiveram seu momento de destaque, seja por um close, por pequenas falas ou por cenas que os revelaram, mesmo que por segundos, ao grande público.

 

 

“Essa foi uma experiência fantástica, porque o sonho de todo artista é participar de uma novela, um filme... participei de um projeto que não houve tratamento diferenciado entre estrelas globais e elenco de apoio, Breno Silveira foi surpreendente pela atenção dada igual a todos e sempre tirando o melhor de cada ator. Está foi a minha primeira grande oportunidade em nível nacional, isso para o meu currículo é mais que um cartão de visita, é um verdadeiro cartão postal. Me sinto privilegiado pelos closes dados ao longo das filmagens, isso é algo que guardarei para sempre”.  Finalizou Nivaldo Azarias.

 

 

A experiência também foi inesquecível para Naéliton Santos, que vivenciou com a equipe da Conspiração Filmes um dos momentos ímpares de sua carreira profissional. Uma coisa é certa. Temos que aplaudir nossos atores por compreenderem que todo papel é digno e por caminharem passo a passo rumo a conquistas maiores além divisas, além limites e quiçá além fronteiras.

 

 

Cantor Daniel leva cerca de 20 mil pessoas para o Natal em Família de Arapiraca.

  • Lourdes Rizzatto & Silvestre Rizzatto
  • 24/12/2017 07:40
  • Click Due

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma das programações mais esperadas dos festejos do “Natal em Família” de Arapiraca aconteceu no dia 22, com o show do carismático cantor Daniel e das arapiraquenses Jéssica Tenório (Dona Flô) e Millane Hora (participante do The Voice Brasil e cantora da Timbalada).

A musicalidade de talentosas artistas da terra e a religiosidade e mensagem de amor familiar levada pelo cantor Daniel trouxeram à maior cidade de interior de Alagoas o tom de união, emoção e espiritualidade que foi retribuída pelo público da capital do agreste com uma noite e madrugada de paz e confraternização.

Jéssica Ténório foi a primeira atração a subir ao palco, em frente ao ginásio João Paulo II. Enquanto uma plateia fervorosa cantava com a jovem Dona Flô, no camarim o cantor Daniel recebia alguns fãs, imprensa local, autoridades do executivo e legislativo e pacientes assistidos pela Pestalozzi e APAE, ambas instituições de Arapiraca.  

 

Jéssica Tenório apresentou um belo repertório de músicas coroadas da MPB e teve o retorno do público sonhado por todo o artista, quando milhares formam um maravilhoso “coro” tornando sua apresentação memorável.

O encantamento maior “que superou as expectativas do público” foi, sem sombra de dúvidas, o show do cantor Daniel. Por quase duas horas ele proporcionou a mais de vinte mil pessoas emoções que foram do romantismo a momentos super dançantes, inclusive com a participação de uma fã. A sortuda da noite foi uma moradora do município vizinho, Limoeiro de Anadia, que subiu ao palco e dançou coladinha ao ídolo.

 

Entretanto, dois momentos significativos ficaram guardados na memória dos arapiraquenses de forma especial. O primeiro com a participação do coro “Sons e Dons”, que acompanhou o cantor Daniel em uma canção que colocou os sentimentos à flor da pele.

 

O segundo, também de emoção ímpar, foi o reverenciar à Nossa Senhora Aparecida, a qual Daniel é devoto confesso. Após o hino à Padroeira do Brasil, o cantor presenteou a cidade com uma imagem da Santa. O público retribuiu com aplausos intermináveis o que marcou de forma significativa o agradecimento de todos ao gesto do cantor.

 

Na despedida do palco, em Arapiraca, as luzes dos celulares reforçaram o clima de uma noite iluminada pela energia indescritível deste artista simples e atencioso. Digo isso não só porque somos fãs de Daniel, mas porque houve um diferencial, uma reciprocidade de vibração positiva, de espírito de família no celebrar, no compartilhar a festa. Algo ímpar... que talvez explique o registro de nenhum incidente e de inúmeros elogios a este show que ficará na memória afetiva de quem presenciou este evento.

 

O encerramento da noite não perdeu o clima de união, mas ganhou o ritmo mais dançante com Millane Hora. Com um repertório de hits do momento, principalmente do “axé music”, ela sensualizou e mostrou porque foi a escolhida por Carlinhos Brown para o Timbalada. O público se despediu aplaudindo mais uma talentosa filha da terra.

 

Esse grande evento, realizado com patrocínio do Ministério do Turismo e contrapartida da prefeitura de Arapiraca, coroou, com grande êxito, o primeiro “Natal em Família” voltado aos arapiraquenses e alagoanos, assinado pela gestão de Rogério Teófilo.

 

 

“Levando a vida na gaita” encerra projeto Sesc das Artes em Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto
  • 08/12/2017 04:03
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“Levando a vida na gaita” é mais do que uma expressão que brinca com uma metáfora, é o diálogo de um músico com seu público através de uma bela história de curiosidade, encantamento e paixão de um jovem por um instrumento.  Narrada e tocada com uma sensibilidade ímpar, o músico Luciano Falcão, soube dosar com maestria um passeio musical por suas lembranças, seus ídolos e suas referências. Este encontro com a plateia aconteceu na quinta (07), no palco do Teatro Hermeto Pascoal, encerrando com “chave de ouro” a edição 2017 do projeto Sesc das Artes, em Arapiraca.

 

Luciano Falcão, acompanhado pelo violão de Gustavo Bezerra (conhecido como Rolo) e por Cristiano Félix, no Cajon, de forma explicita, desmistificou a gaita como um instrumento mais voltado ao jazz, ao trazer para seu show um repertório que transita e dialoga entre verdadeiros ícones como Beatles, Tom Jobim, Sivuca, Hermeto Pascoal e alagoano Djavan, entre outros nomes da nossa “Terra Brazilis”.

 

O público contagiado pela energia do espetáculo soube “respirar” a leveza e intensidade de cada música e de cada momento, reafirmando, nas entrelinhas do espetáculo, a vocação do Sesc Alagoas como um dos grandes incentivadores de formação de plateia. Que venha a edição 2018 e com ela mais uma grade repleta de artistas incríveis como Luciano Falcão, Gustavo Rolo e Cristiano Félix.

 

 

Projeto Sesc das Artes

 

Em Arapiraca, o projeto realizou oito apresentações no período de julho a dezembro de 2017. O palco do Teatro Hermeto Pascoal recebeu peças de teatro e shows musicais tanto de artistas alagoanos como arapiraquenses.

 

 

Zé do Boi, representantes do Folia de Rua e quadrilheiros, todos juntos e misturados

  • Lourdes Rizzatto
  • 09/11/2017 06:26
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Uma reunião que, literalmente, dá “Liga”, ou melhor, que iniciou o diálogo concreto sobre orientações para a formação da “Liga” dos blocos do Folia de Rua e das quadrilhas da maior cidade do interior de Alagoas foi o que aconteceu na quarta (09), na Casa da Cultura de Arapiraca. À frente deste momento, o renomado brincante, Zé do Boi, que convidado pela Secretaria de Cultura, Lazer e Juventude do município, bateu um longo papo onde mais do que aspectos legais e burocráticos frisou o trabalho social que pode ser realizado por uma Liga.

Com a generosidade de quem sabe compartilhar conhecimento e experiências, José Carlos Santos (Zé do Boi) deu uma aula sobre cultura popular, ressaltou a importância de um relacionamento aberto com o poder público e da união entre os componentes da Liga para o ganho de representatividade, tanto junto ao poder executivo, quanto ao empresariado local.

Ao relatar as principais conquistas e dificuldades da Liga do Bumba Meu Boi de Maceió, desde a sua criação em 2003, Zé do Boi destacou a importância dos editais e da criatividade para manutenção estrutural da Liga. “O edital é a melhor maneira para colaborar com os grupos, mas não podemos ver o poder público como um “paizão”, não podemos querer que ele realize tudo, temos que ser criativos, realizar mobilizações e engajar a comunidade para darmos a nossa contrapartida social”, destacou Zé do Boi.

“Há pesquisas que revelam que para cada real direcionado à cultura, o poder público economiza outros cinco reais em saúde e educação. A Liga do Bumba Meu Boi de Maceió possui quase cinquenta blocos, e isso representa um grande número de adolescentes e jovens que estão envolvidos com a cultura e fora das ruas, do tráfico e de outras ações relacionadas à violência. Temos a consciência de que a cultura tem um poder transformador e isso beneficia a comunidade e a toda a sociedade”, finalizou.

Um dos representantes do Folia de Rua de Arapiraca, Jessé Júnior, destacou o apoio diferenciado que o evento teve do poder público municipal este ano, além do apoio dado pelo deputado estadual Rodrigo Cunha, que também está fazendo a diferença. “Há quatorze anos acompanho o sofrimento dos blocos pequenos, precisamos amadurecer o modelo do Folia de Rua e criar a Liga para que o evento possa captar recursos governamentais. O governo do estado entrou em contato para conversarmos, e isso é um incentivo a mais para a formação da Liga”, concluiu.

A Secretaria de Cultura, Lazer e Juventude de Arapiraca foi, desde o início do ano, a maior incentivadora para a criação da Liga dos blocos do Folia de Rua e das quadrilhas juninas do município. “A intenção do poder executivo é dar apoio a cultura local através de editais, por isso a importância da criação da Liga, pois só assim, além do apoio cultural poderemos oferecer recursos do município através de repasses”, informou o secretário Silvestre Rizzatto.

Zé do Boi é um ótimo exemplo de que o caminho é longo, a jornada é árdua, mas com dedicação e muita disciplina a Liga pode se tornar referência, e que seus brincantes podem escrever uma nova história para a comunidade.

          

 

 

Rock Pró Cultura agita Tenda Cultural com especial CPM22 e Charlie Brown Jr.

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 06/11/2017 13:02
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Em mais uma edição do Rock Pró Cultura, em Arapiraca, o cenário para o encontro de roqueiros foi a praça pública, com evento gratuito de ótima qualidade, no domingo(05). Tribos do skate, nerds, grunges e, por incrível que pareça, de “babys” reafirmaram que todos os primeiros domingos de cada mês a Praça Luiz Pereira Lima é da família, e de quem mais quiser curtir, em paz, o rock na capital do agreste.

Os grupos de Maceió Quebra Mar e Mosh, que subiram ao palco para fazer um especial à Charlie Brown Jr, e CPM22. A energia contagiou a plateia e mostrou que os cento e vinte quilômetros de estrada para chegar à “Terra de Manoel André” não cansou, mas energizou essa galera que esbanjou talento e performance.

O formato do evento é um sucesso indiscutível e deve-se a luta incansável de seu idealizador, Luiz Domingos da Silva. Roqueiro de alma e coração, desde de 2013, ele batalha incessantemente junto a empresários locais, poder executivo municipal e estadual para apoio nesta jornada e, de bater em porta em porta, conseguiu dar uma estrutura profissional de qualidade aos seus eventos.

Com patrocínio de empresários arapiraquenses e do governo estadual, além de apoio cultural da prefeitura de Arapiraca, o “Rock Pró Cultura” tornou-se referência para os grupos e bandas alagoanas. Seu idealizador, produtor executivo e produtor cultural, Domingos Júnior, afirma que o apoio do governo do estado, no segundo semestre deste ano, tem garantido uma melhor estrutura de iluminação aos shows, e isso tem feito a diferença. “O apoio da secretaria de Cultura, Lazer e Juventude de Arapiraca também é um estímulo para continuar nesta jornada”, reforçou Domingos.

“O padrão que temos de som e luz é profissional e melhorou muito desde que o projeto iniciou, por isso preciso no mínimo mantê-lo ou melhorá-lo, já pensando em 2018. Outro ponto também é o cachê das bandas. A galera vem porque conhece a seriedade do evento, e que ele é o único no estado que acontece mensalmente e tem feito a diferença no que se refere a formação de plateia. O rock vem para a praça de forma democrática, acessível, inclusiva, sem preconceitos e em paz, e isso tem unido tribos e tornado o evento maior”, destacou Domingos Jr.

Uma coisa é certa, este evento veio para ficar e, quem sabe ... mostrar que Arapiraca, em um futuro próximo, pode ser a capital nordestina do rock!

Cine Clube é lançado em Arapiraca

  • Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto
  • 06/05/2017 05:15
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Uma noite onde gerações se encontraram para iniciar um novo movimento que, com certeza, reforçará o audiovisual na capital metropolitana do agreste. O lançamento do Cine Clube Trianon é o resultado do empenho do Ponto de Cultura NAVI – Núcleo de Audiovisual de Arapiraca, que é um projeto da Associação dos Artistas de Massaranduba e que tem como objetivo promover a produção de cinema no município, além de usar a arte como instrumento de inclusão social.

Dentro deste contexto os nomes de Wagno Godez e Leandro Alves não podem ficar de lado. Eles articularam, movimentaram a galera jovem de idade e de “cabeça” e buscaram parcerias com profissionais da área como o jornalista e cineasta arapiraquense Raphael Barbosa, além da Unidade Sesc de Arapiraca para fazer vibrar e reverberar as produções de filmes arapiraquenses, sejam eles premiados por editais, ou financiados com recursos próprios.

Aliás, foi em 2015 e 2016, com os cursos de cinema e produção de roteiros realizados em Arapiraca pelo Sesc e ministrado por Raphael Barbosa que eu e Silvestre Rizzatto, e muitos outros curiosos passamos a conhecer um pouco dos encantos da “sétima arte”. Este projeto rendeu frutos com filmes arapiraquenses participando de eventos da área, com cineastas arapiraquenses sendo selecionados em editais do governo do estado, e o movimento de audiovisual ganhando força com a energia e atitude corajosa do NAVI.

O evento realizado no auditório da Casa da Cultura traz nas entrelinhas o diálogo que existe entre o poder executivo e as iniciativas artísticas e culturais na “Terra de Manoel André”. A presença de quem faz teatro, fotografia, música, literatura e produção cultural em Arapiraca, além de jovens estudantes e universitários mostrou que o auditório heterogêneo é um reflexo da amplitude que o Cine Clube Trianon pode tomar no que se refere a formação de plateia.

Os filmes “O que lembro, tenho”, ficção, direção de Raphael Barbosa; “Ponto das Ervas”, documentário, direção de Celso Brandão; “Rua das Árvores”, documentário, direção de Alice Jardim e “Trem Baiano”, documentário, direção de Robson Cavalcante e Claudemir Silva trouxeram um novo olhar para um público ávido de conhecimento, do experimentar, ... de sonhar, ... quem sabe com o seu próprio filme?

Este primeiro passo oficial dado por um grupo que é a semente que germinou de uma oficina realizado pelo NAVI é a prova concreta que Arapiraca respira inquieta e sedenta por engajamentos culturais. Então, salve a inquietude e façamos arte!