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Sertaneja de Canapi apresenta exposição fotográfica resultado de mestrado em Artes na Inglaterra

Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto|

 

Vânia McLeod trouxe para a exposição “Fronteiras: metáforas de um lugar de encontros”, em formato A3, um convite a um mergulho conduzido, somente por olhares atentos, aos detalhes comungados em fronteiras de luz, símbolos, composições, fusões e muita intuição. Sua primeira exposição, aberta no dia 30 de janeiro, na Casa da Cultura, em Arapiraca, sob a curadoria de Judivan Lopes é o resultado do seu mestrado em Artes Fine Art pela Wintchester School of Art – University of Southamptom.

 

De forma intuitiva, durante oito semanas McLeod exercitou o olhar, o observar e o interagir em dois ambientes. Uma sala e uma área externa que transbordava vida através do verde passaram a compor o seu arcabouço criativo e, ao “mergulhar” em um universo insólito, ela trouxe à tona a ressignificação do espaço e do ambiente construindo figuras geométricas a cada cinco minutos, ao redesenhar o caminhar da luz do sol que percorria a sala através de uma porta e janelas de vidro.   

 

 

O reflexo que cada ambiente produziu através dos vidros gerou um forte antagonismo onde natureza e arquitetura transpuseram fronteiras criando fusões repletas de metáforas. Neste fazer artístico a inserção de elementos, literalmente, resgatados tanto do desprezo de outrem quanto da memória afetiva de McLeod contribuíram ainda mais para aguçar o imaginário em torno da obra, tornando-a ainda mais intensa e voltada a inúmeras interpretações por parte do público.

 

 

Ao identificar o olhar de Vânia McLeod sobre sua obra, para quem conhece sua história e trajetória, facilmente lê-se metáforas de uma sertaneja nascida em Canapi, que passou a adolescência e a fase adulta em Arapiraca e após os quarenta anos de idade rompeu fronteiras, redesenhou sua própria trajetória em outro continente e retorna, unicamente, para reverenciar suas origens mostrando seu crescimento através de seus frutos.

 

 

Essa reverência à sua essência sertaneja e agrestina McLeod deixa lindamente explicita em uma intervenção, onde o congelar de suas lentes trazem a simplicidade de uma casa do alto sertão e o impacto do barro vermelho que transborda para o chão da exposição. “Fronteiras: metáforas de um lugar de encontros” fica aberta à visitação até o dia 27 de fevereiro, em horário comercial de segunda a sexta, no salão de exposições da Casa da Cultura. Vale a pena conferir!

 

 

 

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SOBRE O AUTOR

Blog sobre cultura e entretenimento em Arapiraca

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