Blog da Raíssa França

Jornalista cria blog para contar casos de violência contra mulher e desconstruir o machismo

Foto: Ailton Cruz Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Jornalista Luciano Milano criou o blog 'Vida de Marias'

Os casos de violência contra mulher são os que mais crescem a cada ano em todo mundo. Se é difícil para o leitor que encontra notícias sobre violência estampada na primeira capa do jornal ou de sites, imagina para os jornalistas que escrevem - diariamente - sobre esse tema. O arapiraquense e jornalista, Luciano Milano, quis se aprofundar mais ainda nesse assunto e criou um blog para contar histórias de violência contra as mulheres.

O blog de Milano intitulado como ‘Vida de Marias’ poderia ser apenas um local onde o jornalista escreve, mas para ele o significado da plataforma fez com que ele observasse de perto esses casos e percebesse que ele também já cometeu violência, ajudando-o na desconstrução do machismo.

“Sabemos que as violências existem de várias formas: sexual, verbal, emocional, patrimonial, entre outras. Percebi que eu também já pratiquei algumas violências”, contou Milano ao blog.

Foi durante a terapia que Milano percebeu o machismo que estava impregnado nele. “Eu estou em desconstrução, é um processo e escrever sobre isso me ajuda. Entendia e me indignava com a violência física, mas aí fui vendo outros tipos de violência já que entrevisto mulheres”, falou. 

Escrever sobre esse tema fez com que o jornalista olhasse para si e percebesse que precisava mudar. “Eu entendi como era a violência contra a mulher. Sei que o homem não sabe lidar com a liberdade que a mulher tem e conquistou. O homem quer um objeto para ele que só ele pode fazer o que quiser. O blog me faz pensar duas vezes no que vou falar e no que vou fazer".

Embora o blog de Luciano seja um espaço para casos e denúncias para as mulheres, ele também aprende. "O blog serve para que eu reflita sempre".

Conheço mais sobre o blog aqui. 

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Número de suicídios em AL cresceu em 2018 e tentativas acendem alerta de prevenção

Ilustração: Daniel Araújo/SAÚDE é Vital Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Cresce o número de suicídios em Alagoas

Estamos no mês de prevenção ao suicídio. O famoso ‘Setembro Amarelo’ tem um papel importante na nossa sociedade: falar sobre um assunto preocupante e que cresce a cada dia. Os dados comprovam esse crescimento. O Anuário de Segurança Pública desta terça-feira (10) mostrou que em Alagoas, no ano de 2018, 172 pessoas tiraram a própria vida. Em 2017, ainda segundo os dados, foram 135.

Dados do Hospital Geral do Estado (HGE) mostraram que até agosto deste ano, 279 pessoas tentaram tirar a própria vida. A minha pergunta é: como essas 279 pessoas estão sendo tratadas? Será que elas estão sendo acompanhadas por especialistas? Será que elas estão bem? Não sei. As mortes podem ser evitadas e essas tentativas acendem alerta da importância da prevenção.

Quando converso sobre suicídio com alguém uma das primeiras coisas que ouço é: “Meu Deus, o que está acontecendo com as pessoas?” Ou então, ouço coisas como: “É a ausência de Deus”; “É a depressão”. Acredito que queremos encontrar uma justificativa para entender por qual motivo aquela pessoa fez aquilo. 

Uma vez entrevistei uma adolescente que tinha tentado contra a vida dela. Ela teve uma segunda chance e enxergou nisso a possibilidade de fazer diferente. Ela me contou que na época, tinha problemas familiares e achava que ia se resolver se ela fosse embora. Lembro que ela me disse: “eu não queria me matar”. 

Ela sobreviveu, ficou com sequelas, mas disse que o “barulho do baque fez com que ela abrisse os olhos”. Nunca esqueço disso. Não quis me aprofundar nas dores que ela sentia, mas perguntei a ela como ela enxergava aquela nova chance e ela disse: sou uma sobrevivente. Soube depois que ela estava testemunhando o milagre dela (como a chamou) na igreja.

O suicida sempre mostra sinais que tem algo errado com ele. Se você conhece alguém assim, busque ajuda para ele. Nós não sabemos como será o amanhã. Não julguemos essas pessoas como fracas ou como pessoas que não conhecem a Deus. Acredite: suicídio não tem nada a ver com ausência de fé.

Nossa sociedade está cada vez mais individualista e egoísta. Quase não temos tempo para ouvir o outro. Nos preocupamos com as nossas dores e achamos que elas são únicas, mas de vez em quando é necessário guardar a nossa dor no bolso e ajudar a quem precisa. Seja ele quem for.

Espero que também o poder público olhe cada vez mais por essas pessoas e encontre estratégias para minimizar esse problema. Espero que você que está lendo esse texto e se sente triste, desanimado e preocupado, encontre a força dentro de você. E que nós possamos estender as nossas mãos, braços e pernas para quem precisar não apenas de um ombro, mas de todo nosso amor.

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O beijo gay, Crivella e a desculpa de proteger as crianças

Foto: Reprodução/Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true HQ com beijo gay virou polêmica na última semana

Na última semana, Marcelo Crivella (prefeito do Rio de Janeiro) amanheceu de pá virada e disse que precisava proteger as crianças. A medida que ele tomou "para proteger as crianças foi determinar que os organizadores da Bienal recolhessem os livros com conteúdos impróprios para menores". Ele mesmo postou na rede social dele que “não é correto que elas tenham acesso precoce a assuntos que não estão de acordo com suas idades”.

Lembro que um dia conversei com uma psicóloga que tem uma filha de aproximadamente seis anos e perguntei a ela como a filha dela tinha “reagido” ao ver um casal gay se beijando. Ela disse: normal, ela reagiu normal porque pra ela é um casal comum. “Ela ficou com dúvidas já que eram dois homens, mas aí eu expliquei a ela que eles eram casados e assim como um homem e uma mulher, eles eram um casal e se amavam. Ela entendeu e hoje os ama muito”, contou a mim na época.

Não sou mãe, mas sei que os filhos se espelham nos pais. Eles seguem padrões, são ensinados pelos pais e quando adultos carregam crenças que aprenderam ainda quando pequenos. Crivella e outros N brasileiros que concordaram com a atitude do gestor mostraram que tipos de pais são ou vão ser.

Aí você deve pensar que era um livro com dois personagens se beijando e que se alguém quiser ser lésbica ou gay que seja, mas que isso não seja “apresentado às crianças” para que elas engulam isso goela abaixo. Você também pensar que não tem nada contra homossexuais, que até respeita, mas que quer longe. Sinto dizer, mas ninguém é gay porque viu num livro um beijo.

Vamos mudar o contexto da cena: imagine que fosse um livro com um personagem de um homem e outro de uma mulher se beijando. Você compraria esse livro para o seu filho? Ou você diria que tem não tem nada contra héteros, que respeita, mas que quer longe?

Deixo essa pequena reflexão para que você observe que aceitar a segunda opção é puro preconceito. Se tratássemos os casais por iguais e ensinássemos aos nossos filhos sobre respeito, não estaríamos debatendo o preconceito. 

Lembre-se que o que Crivella fez - além de censura - foi um ato preconceituoso de alguém que disse que iria “proteger as crianças” retirando um livro de circulação. 

Talvez fosse interessante o prefeito ter o mesmo olhar para as crianças que estão nas ruas, as que são usadas na prostituição infantil, as que trabalham e as que estão conhecendo o tráfico por falta de opções. E essas mesmas crianças que o prefeito ignora por achar melhor ‘combater um beijo gay’ são as que vão morrer amanhã. E elas não vão morrer por causa de um livro.

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Modelo denuncia clínica de estética em Maceió após sofrer queimaduras de 2º grau

Foto: Reprodução/Redes Sociais Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Modelo teve queimaduras do 2º grau

O caso da modelo e influenciadora digital, Laura Cavalcante, de 23 anos repercutiu nesta semana após uma publicação dela nas redes sociais denunciando uma clínica de estética de renome em Maceió. A modelo sofreu queimaduras de 2º grau nas pernas após um procedimento realizado no local. 

Laura não disse o nome da clínica já que foi aconselhada pelos advogados a não fazer. Além das queimaduras, a modelo teve riscos de infecção e ficou com sequelas físicas. A vítima contou que não recebeu orientações por parte dos profissionais antes do tratamento.

Nas redes sociais, Laura disse que foi convidada para participar de uma campanha de divulgação da clínica em troca do tratamento de fotodepilação (que remove os pelos a laser).

A influenciadora disse que não recebeu orientação sobre os riscos e recomendações, e nem assinou algum termo de consentimento.

Laura disse que no procedimento sentiu dor e avisou aos profissionais, mas recebeu a resposta que a região do corpo estava sensível.

“Depois que ela tirou o gel, me perguntou se estava ardendo. Eu respondi que sim, então, logo em seguida, chamou a avaliadora com a qual tive o primeiro contato. Ambas começaram a passar pomada, mas a dor só aumentava. Utilizaram um aparelho de alta frequência, me disseram que era para acalmar a pele, mas não passava. Cheguei a me tremer de dor e elas falaram que era só frio e nervosismo",contou.

Ela contou que uma das funcionárias disse que o médico passaria um antialérgico já que era apenas uma reação da pele. Laura foi levada para o hospital e a equipe médica constatou que ela tinha tido queimaduras de primeiro e segundo grau.

Só após dois meses que Laura resolveu expor a situação nas redes sociais e ganhou apoio de várias pessoas. O post dela foi compartilhado e serve de alerta para quem faz procedimentos estéticos em clínicas.

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Elas se demitiram e abriram a primeira agência de marketing digital para mulheres de AL

Foto: Cortesia ao blog Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Laís Casado e Meline Lopes fundaram a primeira agência de marketing digital de AL

Laís Casado e Meline Lopes trabalhavam em uma grande empresa privada em Maceió. As duas passaram em um concurso público e trabalharam por anos no local. Laís é formada em administração, e Meline, em jornalismo e direito. Por causa disso trabalhavam em setores diferentes. O que elas não sabiam era que, mais tarde, as duas iam trabalhar juntas, e os propósitos iam se unir.

As duas mudaram de setor e se conheceram. A busca pelo novo e a vontade de sair daquela rotina de ‘bater o ponto’ diariamente fez com que as duas se unissem com outro funcionário da empresa e pedissem demissão. Após a saída em 2017, o que elas mais ouviram das pessoas foi que eles tiveram coragem em sair de algo confortável para mergulhar no novo.

Os três abriram uma empresa voltada para o marketing digital que não durou muito tempo. Com o encerramento desse negócio, Laís e Meline precisaram se apoiar e descobriram que podiam renascer (apesar da sensação de ‘fracasso’). 

O aprendizado com a primeira empresa fez com que elas estudassem, avaliassem o mercado e percebessem que o universo feminino as chamava [já que 90% das clientes delas eram mulheres].

Não demorou muito para que as duas abrissem a primeira agência de marketing digital só para mulheres em Alagoas: a agência Arca. A arca simboliza renovação, transformação, proteção, o divino, destino e tesouro.
 
A Arca é ‘nova’ no mercado, mas já se tornou referência em Alagoas e fora do estado. “Já fizemos workshop em Aracaju, cidades do interior de Alagoas, São Paulo e Natal”, contou Meline.

Muito além de uma agência. Laís reforçou que elas ajudam as mulheres a encontrarem o propósito delas. “Ajudamos as clientes a se posicionarem bem nas redes sociais e a mostrarem o potencial delas”.

Mesmo com tantos desafios e quedas, elas não desistiram e continuaram seguindo o que elas acreditam. Empreender, segundo elas, requer coragem, mas é gratificante quando os resultados aparecem. E para quem se doa com conhecimento, amor e dedicação, os resultados sempre aparecem.

Quer conhecer mais sobre o trabalho delas? Siga no Instagram: @vocearca

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Setembro Amarelo: Carlinhos Maia, o 'influencer' do suicídio e da falta de empatia

Foto: Reprodução/Internet - Site Metrópoles Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Carlinhos Maia

O alagoano Carlinhos Maia é considerado um dos influenciadores digitais mais conhecidos. De Penedo, em Alagoas, Carlinhos começou fazendo piada com seus familiares e amigos na vila que morava, e logo, arrastou uma legião de fãs por meio do Instagram.

Nesse domingo (01), início do Setembro Amarelo (mês dedicado à prevenção do suicídio) Carlinhos ‘estreou’ chamando os adolescentes que mandam mensagens para ele dizendo que vão se matar de ‘imbecis’.

“Você achava mesmo que ia ser fácil? Eu vejo meninos aqui com 16 anos me mandando ‘Eu quero me matar’. Vai, ô, imbecil. Vai se matar porque você nem começou a vida ainda”, afirmou Maia.

Após essa fala infeliz, Carlinhos foi bombardeado de comentários criticando a fala dele. O que Carlinhos parece não ter entendido (quando no vídeo ele compara uma idosa que cata latinha na rua para sustentar a família com um adolescente) é que ninguém tem o direito de menosprezar o que o outro sente/vive.

Somos seres humanos únicos. Cada um com suas dores, vontades, desejos, dificuldades. Se você passa por um problema de forma ‘positiva’ e consegue superar aquela situação, que bom para você! Existem pessoas que não conseguem isso. Não significa que aquela pessoa é mais fraca do que o que consegue superar positivamente. Cada um tem sua história de vida e seus passados.

Se Carlinhos é um influenciador e sabe que tem um grande alcance, ele deveria aproveitar essa ‘fama’ para influenciar que no Setembro Amarelo, por exemplo, as pessoas cuidassem da saúde mental e procurassem ajuda. O número de suicídio cresce a cada ano, em Alagoas, a situação não é diferente. 

Menosprezar a dor do outro, na minha opinião, é a prova de que Carlinhos pode ter fama, mas não tem maturidade e empatia. 

Quero deixar uma reflexão para vocês: ninguém se suicida porque quer e nem por falta de Deus; antes, o suicida avisa, deixa mensagens, mostra que precisa de ajuda. Se esses adolescentes mandaram mensagens para Maia é porque eles - de uma forma ou de outra - encontraram no influenciador alguém que eles poderiam desabafar.

Por outro lado - eles e vários outros brasileiros que passam pela mesma situação - ganharam uma mensagem de ‘incentivo’ de Carlinhos que expôs o que ninguém gostaria de ouvir. 

Acredito que esse influenciador reflete bem o que está acontecendo com a nossa sociedade. Ou melhor: em quem a nossa sociedade se espelha.

Do sítio ao sucesso: profissional da beleza vira referência na parte alta de Maceió

Foto: Rafael Oliveira/Cortesia ao CM Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Liu Hair se tornou referência na parte alta de Maceió

Aos 18 anos, Liu Ferreira saiu da cidade de Quebrangulo, interior de Alagoas e foi morar em Maceió. Movido por sonhos, o cabeleireiro que morava em um sítio localizado na cidade pequena atendia a domicílio, mas tinha sede de crescer na profissão que escolheu.

Ele sabia que não ia crescer - o tanto que queria - se continuasse morando em Quebrangulo. “Ao terminar o ensino médio fui morar em Maceió com a cara e a coragem”, contou Liu ao blog.

Ao chegar em Maceió, Liu buscou se atualizar, estudar e trabalhou por três anos em um salão. Após anos de trabalho como funcionário, finalmente Liu alcançou o que tanto sonhava: ser dono do seu próprio salão de beleza. “Juntei dinheiro e comprei meu salão. Passei 3 anos nele, mas o espaço ficou totalmente pequeno e precisei ampliar o salão”.

A fama de Liu logo se espalhou e ele se tornou referência na parte alta de Maceió. O salão fica localizado no bairro do Graciliano Ramos e oferece uma super estrutura para os clientes.

Foto: Jaquelino Ferreira

Para Liu, o segredo do sucesso é estudar e fazer o diferencial no mercado. Hoje, aos 29 anos, ele é formado em estética, estudante de psicologia e professor de estética em uma escola que oferece cursos na área. "Dei um passo ousado", confessa.

O salão de Jack Liu (@liu_hair), como é conhecido, foi reinaugurado essa semana e com a reforma, o espaço ganhou uma estrutura diferenciada. “A minha ideia é oferecer o melhor para os meus clientes e chamar novos”. 

Foto: Rafael Oliveira

Como empreendedor, Liu vê na parte alta de Maceió um crescimento. “Nós que somos empreendedores da parte alta precisamos ir acompanhando esse crescimento e oferecer o melhor para todos que nos procuram. Qualidade é o que nossos clientes merecem”.

Mesmo com tantos espaços para beleza na capital, Liu Ferreira buscou sair do comum e garantir seu diferencial: ele é especializado em loiros e designer de cortes masculinos.

Foto: Rafael Oliveira

Liu é movido a sonhos e garantiu que vai continuar lutando por eles. O próximo passo dele, segundo contou ao blog, é abrir mais um salão na parte baixa de Maceió. “Planos para o futuro, mas que estou focado em realizar mais esse sonho. Afinal, Liu Hair já se tornou uma marca”.

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Agosto Lilás: associação cria 'chopp rosa' para arrecadar fundos em Maceió

Foto: Divulgação/Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ação da AME acontecerá no Boteco Lugar Nenhum, na Jatiúca

Já pensou em tomar um chopp rosa por R$ 4,99 e ainda ajudar as mulheres que são vítimas de violência? Você pode fazer isso amanhã!

Neste mês de agosto, a Associação AME em Alagoas realizou uma série de ações em prol das mulheres.  A intenção da AME - neste Agosto Lilás- foi a de chamar atenção da população para as violências que ocorrem todos os dias e ainda arrecadar fundos para as vítimas.

Em parceria com o Boteco Lugar Nenhum e a Cervejaria Deodora, a AME vai realizar atividades de divulgação e arrecadação de fundos no boteco, em Jatiúca, que estará comercializando o chopp cor-de-rosa em valor promocional. 

A ação vai acontecer nessa terça-feira (27), às 19h, no Boteco Lugar Nenhum e toda renda será revertida para a AME que ajuda mulheres alagoanas vítimas de violência.

Que tal participar tomar um chopp e ajudar essas mulheres?

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O preconceito de quem não entende que amor não tem idade

(Crédito: Reprodução/Instagram) Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Luana Piovani com o namorado Ofek Malka

Li um texto essa semana que falava sobre o quanto era patético que a Luana Piovani - por namorar um homem mais novo - se tornasse alvo de críticas na internet e o pior: virasse notícia. Isso mesmo. Luana virou notícia por namorar um homem mais novo. Ela tem 42 anos e ele 23.

Também escutei de uma conhecida que quando ela chega nos lugares com o marido (que é 12 anos mais velho que ela) as pessoas perguntam se ele é pai dela. 

Luana rebateu críticas nas redes sociais por namorar esse homem mais novo. Essa minha conhecida precisa lidar diariamente com comentários preconceituosos e olhares tortos. 

Você já parou pra pensar que a sociedade “não ofende” quando o cara mais velho namora uma ‘novinha?’ Dificilmente ele vai virar notícia. O que pode acontecer é esse homem mais velho receber comentários como: “viu só? ele tá pegando aquela novinha gostosa!”. Com a mulher, a situação é bem diferente. Se torna um escândalo.

Comecei a pensar o que significava a diferença de idade entre duas pessoas e cheguei a conclusão que nada. Cada um tem liberdade o suficiente para conhecer e estar com quem quer que ele ou ela esteja. Aprendi sobre isso quando conheci alguém mais velho do que eu 12 anos. 

Aprendi também que criticar uma mulher por ela namorar com alguém mais velho faz parte de uma sociedade machista e preconceituosa. Que a mulher mais nova é olhada de maneira diferente por estar exibindo o homem mais velho ou por ser mais velha e namorar um homem mais novo.

Aprendi também que esse preconceito é problema apenas de quem sente e que para o amor não tem idade. O amor não pode ser medido pela idade, cor, raça, gênero ou classe social. Amar é.

Meu desejo é que a diferença de idade não vire notícia e que comentários preconceituosos não tenham força para desmotivar o que já se construiu com verdade, respeito e amor.

Que repensemos o que significa amar: você ama pela idade da pessoa ou por quem ela é? Se a diferença de idade é um problema, sinto muito, você não aprendeu nada sobre o amor.

E o mais importante: que a mulher deixe de ser vista como notícia por estar com alguém mais novo ou mais velho. A mulher deve ficar com quem ela quiser.

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Projetos endurecem punição para a prática de stalking, a perseguição obsessiva

Foto: Reprodução/Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Projetos endurecem punição para a prática de stalking, a perseguição obsessiva

Na semana passada, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou projetos que visam endurecer a punição para a prática de stalking. O termo se refere a um tipo de violência na qual o sujeito invade a privacidade da vítima como se fosse uma perseguição obsessiva. Conhece alguém que é vítima disso? Presta atenção abaixo!

A vítima tem a privacidade invadida por meio de táticas de perseguição por meio de ligações, mensagens de texto, publicação de fatos ou boatos em sites da internet, prática de constrangimentos públicos e coletivos, xingamentos e gritarias sem razão, entre outros.

Atualmente, a perseguição, inclusive a virtual, é enquadrada na Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688, de 1941). O texto em vigor prevê prisão simples de 15 dias a 2 meses para quem “molestar alguém ou perturbar-lhe a tranquilidade, por acinte ou por motivo reprovável”. Pelo texto, que tem quase 80 anos, a pena pode ser convertida em multa “de 200 mil réis a 2 contos de réis”.

O projeto da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) altera a norma e eleva a pena para de dois a três anos, sem possibilidade de conversão em multa. Além disso, a proposição amplia o conceito da contravenção. Fica sujeito a prisão quem “molestar alguém, por motivo reprovável, de maneira insidiosa ou obsessiva, direta ou indiretamente, continuada ou episodicamente, com o uso de quaisquer meios, de modo a prejudicar-lhe a liberdade e a autodeterminação”.

Caso a vítima da perseguição seja mulher, o juiz pode aplicar medidas protetivas contra o agressor, como a suspensão da posse ou restrição do porte de armas e o afastamento da pessoa agredida.

Já o projeto de lei 1.369/2019 da senadora Leila Barros (PSB-DF) altera o Código Penal e explicita como crime “perseguir ou assediar outra pessoa de forma insistente, seja por meio físico ou eletrônico, provocando medo na vítima e perturbando sua liberdade”.

O texto prevê pena de seis meses a dois anos de detenção ou multa, que pode aumentar para até três anos de detenção, se a perseguição for feita por mais de uma pessoa, se houver uso de armas e se o autor for íntimo da vítima. O PL 1.369/2019 também cria a obrigatoriedade de a autoridade policial informar, com urgência, ao juiz, quando for instaurado inquérito sobre perseguição, para que ele possa definir a necessidade de determinar medidas protetivas.

*com informações do Senado

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