Blog da Raíssa França

É mulher e deseja empreender? Evento de empreendedorismo feminino será realizado em Maceió

  • Raíssa França
  • 19/11/2019 10:35
  • Blog da Raíssa França
Foto: Agência Arca
Meline Lopes e Laís Casado

É comemorado nesta terça-feira (19), o dia do Empreendedorismo Feminino que ganha cada vez mais espaço no mercado de trabalho. Engana-se quem acha que empreendedorismo feminino é apenas aquele que está ligado às grandes empresas ou projetos.

A mulher que vende salgado dentro de casa e é conhecida pela população também é uma empreendedora. Além disso, o empreendedorismo feminino vai além de abrir um negócio: ele empodera, dá mais espaço e incentiva quem deseja empreendeder.

As mulheres estão empreendendo mais. Dados da pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, conduzida pelo Sebrae, mostram que o país tem aproximadamente 24 milhões de mulheres empreendedoras. Entretanto, a múltipla jornada feminina é um dos grandes desafios para mulheres empreendedoras que precisam cuidar da casa, dos filhos, administrar um negócio, estar com o marido e ainda cuidar dela. Apesar disso tudo, o empreendedorismo feminino possui suas inúmeras vantagens e que com planejamento correto, o seu lugar no mercado de trabalho será consolidado e respeitado.

Para ajudar as mulheres a empreenderem e se consolidarem no mercado, a Agência Arca [referência em marketing digital exclusiva para mulheres profissionais liberais do Nordeste] vai realizar um evento “secreto” de empreendedorismo feminino no dia 23 deste mês, das 9h00 às 13h.

Para a especialista em marketing Meline Lopes, o evento será uma oportunidade de ajudar as mulheres que pensam em empreender, mas que por motivos diversos, não tiraram ainda a ideia do papel ou para aquelas que já possuem um negócio. “Vai ser um encontro para estimular a criatividade, o espírito empreendededor, o networking e um momento de lazer também”, explicou.

Segundo Meline, a jornada feminina é um dos grandes desafios para as mulheres empreendedoras já que elas precisam conciliar o trabalho, com a maternidade, o casamento, entre outros. “Sabemos o quanto isso é pesado e trava a criatividade da mulher. Por este motivo, criamos esse evento. Queremos despertar o lado criativo dessas mulheres e empoderá-las para que elas consigam ganhar destaque no mercado”, falou.

Laís Casado, especialista de marketing digital da Arca, disse que a Agência surgiu após ela e Meline saírem da zona de conforto de um emprego privado para empreender.

“Não foi fácil, mas sempre que contamos nossa trajetória para as mulheres, eles se sentem mais fortalecidas a darem o primeiro passo. E nós sabemos que muitas alagoanas têm esse potencial de abrirem o seu próprio negócio e de serem referência no empreendedorismo feminino. Queremos impulsionar cada vez mais as mulheres”, finalizou Casado.

Para se inscrever no evento basta clicar aqui

Mais informações no Instagram: @vocearca

 

Black Beef em Maceió vende hambúrguer a R$ 1,00 pelo iFood

  • Raíssa França
  • 18/11/2019 10:40
  • Blog da Raíssa França
Divulgação/Black Beef
Promoção é válida durante todo o mês de novembro para novos usuários

Black Friday é algo que todo mundo gosta. E quando ela se une com comida, aí sim fica melhor. Já imaginou em comer hambúrguer por R$ 1,00? Boa notícia: agora será possível.

O The Black Beef trouxe uma ótima novidade para os amantes de hambúrgueres artesanais de Maceió: durante todos os dias do mês de novembro, os hambúrgueres vão sair por R$ 1 para pedidos realizados no aplicativo Ifood.

Mas, atenção! Até o dia 29 de novembro, os novos usuários do app podem comprar o Black Beef, feito no pão australiano, burger artesanal bovino, mussarela, cheddar e cebolas caramelizadas, por R$ 1.

Para quem é cliente da plataforma, a promoção do hambúrguer por R$ 1 será apenas no dia 29 de novembro. O Burger da promoção será o Cheeseburger, feito no pão tipo brioche, burger de costela bovina e 3x mais queijo.

A promoção é válida enquanto durarem o estoque destinado à oferta para pedidos realizados nas unidades Aracaju, Maceió, Salvador, Brasília (Águas Claras, Asa Sul e Sudoeste), Belo Horizonte (BH Shopping, Diamond, Savassi, Shopping Cidade e Uberlândia), Goiânia, Campinas, Ribeirão Preto, Guarulhos, Ibirapuera, Market Place, Shopping ABC, Vila Olímpia e West Plaza.

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Mulher não pode comprar apartamento? Outdoor com frase machista é colocado em Maceió

  • Raíssa França
  • 17/11/2019 10:40
  • Blog da Raíssa França
Foto: Reprodução Twitter
Outdoor machista foi colocado em Maceió

Costumo dizer que a luta contra o machismo precisa ser diária e que ele está presente em todos os lugares. Quando falamos sobre o machismo ainda é comum ouvirmos que isso é “mimimi” e que a mulher tem ganhado seu espaço dentro da sociedade, ou que ela quer ocupar o lugar que foi dado ao homem, ou até mesmo que machismo não existe.

Essa semana uma frase machista estava exposta em um outdoor em Maceió. Vi a frase após um designer que sigo no Twitter ter publicado a foto fazendo uma crítica ao outdoor. 

Não sei se essa peça publicitária foi de fato criado por um publicitário ou se foi feito por alguém que sequer da área é. Sei que quem fez disse algo que nunca deveria ser colocado em outdoor. 

Para quem não entendeu, eu explico: no outdoor tem escrito ‘na compra de um apto, o presente quem ganha é a sua esposa’. Quando analisamos essa frase é possível perceber que APENAS o homem pode comprar o apartamento. 

Só o homem trabalha e consegue independência financeira? Só o homem pode comprar um apartamento e a mulher vai ganhar dele? 

Outra questão é que quando o homem compra o apartamento, a mulher ganha um relógio rolex. Ou seja: a mulher ganha um brinde. Colocando-a como se ela não pudesse (também) comprar um relógio ou apartamento, ou como se ela merecesse um brinde, enquanto o marido fica com a melhor parte. 

Há quem pense que foi apenas uma frase. Por trás dela, há todo um contexto de sempre colocar a mulher como dependente do homem, inclusive financeiramente. Se não desconstruirmos o “machismo nosso de cada dia” não vamos encontrar apenas um outdoor no meio da rua, mas também vamos retroceder em tudo que já foi conquistado.

Quantas mulheres vocês conhecem que são incríveis, independentes, donas do seu próprio negócio e que podem comprar um apartamento sem depender de um homem? Eu conheço várias. 

Para quem fez a peça publicitária, deixo o recado: foi infeliz. Independente do “presente” que se ganha quando o homem compra o apartamento, colocar a mulher em segundo plano como se ela fosse incapaz de comprar algo por meio dos seus esforços é machismo, sim! 

 

Pesquisa divulga a personalidade de pessoas que mais traem; ficou curioso? confira!

  • Raíssa França
  • 13/11/2019 10:25
  • Blog da Raíssa França
Foto: Cortesia ao blog
Oito tipos de pessoas estão mais propensas a trair

Ninguém gosta de ser traído, isso é fato. Nós sabemos que traição é um assunto polêmico e que rende em uma roda de conversas. O site Rubi, de relacionamentos, enviou ao blog uma pesquisa que divulga a personalidade das pessoas que mais traem. Ficou curioso? Confira a lista dos tipos de pessoas que estão mais propensas a trair.

1. Homens ricos

Homens com alto poder aquisitivo, estão acostumados a terem o controle da situação, e a terem tudo que desejam. Por esse motivo, agem dessa maneira, por estarem acostumados a não terem consequência de suas atitudes. O site de Relacionamentos Meu Rubi, fez um levantamento dos seus usuários, que mostra que 45% deles são casados e estão a procura de mulheres. 

2. ‘’Garanhões’’ 

Homens bonitos, consequentemente, tem mulheres bonitas ao seu dispor, o que faz com que seja mais fácil para eles conseguirem brechas para traição. 

3. Os homens franceses

Eles são charmosos; seja pelo sotaque, pela forma que se vestem ou pela forma que sabem conduzir uma mulher. Mas a verdade é que sabem como conquistá-las. Segundo uma pesquisa da realizada pela LELO, confirma que 70% dos franceses traem.

4. As Loiras

As famosas loiras, que chamam atenção por onde passam, podem te causar problemas. E são as que mais traem, segundo pesquisas. Sendo 42% delas, enquanto as morenas, apenas 11%.

5. Pessoas arrogantes e egoístas

É o tipo de pessoa que acha que tudo que ela faz está certo, e com isso não mede seus atos. Que acaba por cometer traição. Não pensam no que os outros irão sentir com isso, pois são movidos apenas por seus interesses pessoais. 

6. Pessoas inseguras

Todos tem seu momento de insegurança, mas não estamos nos referindo a esses casos. E sim, a pessoas que se sentem inseguras por se acharem inferiores. Por acharem que não vão ser suficiente pra ninguém, acabam por procurar carinho em outros corpos, em busca dessa aceitação.

7. Pessoas que já traíram antes

Em estudo feito pela Universidade do Sul do Alabama, pessoas que já ‘’pularam a cerca’’, certamente irão trair de novo. De 500 entrevistados, que já haviam traído, 443 confirmaram que trairiam de novo. 

8. Pessoas que usam muito as redes sociais

Pesquisa realizada pela CyberPsychology mostrou que pessoas que usam redes sociais estão vulneráveis a sofrer com conflitos no seu relacionamento, que abrangem desde discussões até traições. A justificativa dada pelo estudo, é que os parceiros se queixam de o outro estarem apenas vivendo o mundo virtual, e esquecendo do próprio relacionamento.

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Em Maceió, monja Coen relata encontro com Lula e fala o que diria a Bolsonaro

  • Raíssa França
  • 07/11/2019 11:53
  • Blog da Raíssa França
Foto: Guilherme Santos/Sul21
Monja Coen esteve em Maceió para participar da Bienal Internacional do Livro

Em Maceió para participar da 9ª Bienal Internacional do Livro, a Monja Coen lotou a rua Sá e Albuquerque do bairro histórico do Jaraguá para fazer uma palestra para ensinar práticas do zen budismo. Antes da palestra, em entrevista à rádio Educativa FM e rádio UFAL, a monja também falou sobre a divulgação do seu novo livro e disse que o ex-presidente Lula é um homem bom e digno. Além disso, Coen também contou o que diria ao presidente Jair Bolsonaro, caso o encontrasse.

Coen falou sobre o livro ‘O que aprendi com o silêncio’ e reforçou a importância de aquietar a mente. “As pessoas confundem e acham que prática meditativa é não pensar nada, mas não tem nada disso. Não pensar nada é morte encefálica. A mente é movimento, vida e transformação. Assim como existe a palavra, existe o silêncio, entre cada palavra minha para que haja sentido existe uma pequena pausa que nem sempre observamos”, explicou.

Segundo Coen, o que ela aprendeu com o silêncio foi que as pessoas podem se conhecer profundamente. “Quem se conhece não é ofendido e nem ofende ninguém. O autoconhecimento para mim é liberdade”.

Atual cenário do país

Sobre a polarização do país e o atual cenário político, a monja disse que existem pessoas que pensam de forma diferente, mas que não sabem dialogar. “Uma democracia é quando temos partidos diferentes, pensamentos diferentes. Mas quando começa a ser ditatorial, quando começa a amedrontar as pessoas, aí entramos em um terreno perigoso. Esse terreno perigoso tem que andar em alerta. Mas lembramos que somos maiores do que isso e que é apenas uma fase que vai passar rapidinho porque a força da sabedoria e conhecimento são maiores”, enfatizou a monja.

Coen também falou que espera que o ex-presidente Lula seja liberto porque ele representa algo “temido”. “Ele é temido porque é um ser bom, digno, e por isso ele é temido por aqueles que não chegaram àquele patamar. Quanto mais quieto ele fica, mais sábio ele fica”, reforçou. Ela também disse em entrevista que Lula pediu para que ela o ensinasse a meditar durante a visita dela na prisão. “Então fizemos meditação juntos e foi agradável”.

O que Coen diria a Bolsonaro?

A monja disse que ouve algumas palavras do atual presidente Jair Bolsonaro e que ela rejeita. “Depois eu penso: ‘de onde ele veio? que educação ele teve? qual o olhar que ele tem para a realidade?’ eu não sou melhor do que ele, eu tenho um olhar e ele tem outro”, disse.

Coen também falou que se pudesse dizer algo ao presidente seria: “O que você tem feito de bom para os nossos seres? Será que o senhor pensa realmente no bem da população? Nas pessoas que são excluídas? Nas relações homoafetivas que o senhor parece contrário? Será que o senhor percebe que são seres humanos importantíssimos?”, questionou.

Ela disse que também questionaria ao presidente se “Jesus não aparece nessas formas disfarçadas?”. “Será que o senhor está seguindo os ensinamentos de Cristo verdadeiramente? Se você segue a Jesus precisa ser um exemplo de acolhida, de amor, de respeito no mundo, e não de exclusão. A ideia de que ‘estou protegendo uma família dita pelos homens não existe mais’. Estamos em outro momento da civilização, mas ele representa uma ala que está crescendo novamente, mas assim como ela cresce, ela vai puxar”, afirmou.

Segredos para meditação

De acordo com Coen, o segredo para meditar é a respiração consciente. “Parece um nada, mas nós não podemos controlar emoções, e é natural. Mas o que você faz com isso que é diferente. Quando você respira sua raiva e pensa em meios hábeis, você está fazendo uma transformação mais orgânica”, finalizou.

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"É uma criança atuando onde o Estado deveria atuar", diz fotógrafo sobre menino coberto de óleo

  • Raíssa França
  • 28/10/2019 15:05
  • Blog da Raíssa França
Foto: Leo Malafaia/AFP
Everton, de apenas 13 anos, representou situação nas praias nordestinas

Foi na praia de Itapuama, em Pernambuco, que o fotojornalista Leo Malafaia viu um menino saindo do mar coberto por um saco de lixo, com os braços manchados de óleo e no rosto, uma expressão de sofrimento. Leo registrou o momento através de uma foto, mas não sabia era que aquela foto iria viralizar a ponto de ganhar destaque nos principais veículos e agências do mundo: Clarín (Argentina), New York Times (EUA), SVT Nyheter (Suécia), Hamshahri (Irã) e a Agência France Press (AFP).

O fotógrafo contou ao blog que no dia da foto estava trabalhando pela Folha de Pernambuco e, ele e a equipe receberam a informação de que na praia de Itapuama, a situação das manchas de óleo estava bem mais complicada. “Fomos pra lá. Quando cheguei, realmente estava bem complicado. Tinha muito voluntário e pouco material de EPI. As coisas eram muito improvisadas, porque os equipamentos estavam chegando aos poucos”, contou.

Leo começou a fotografar a ação dos voluntários e se deparou com uma jangada transportando o óleo que estava preso nas pedras da praia. Foi lá que estava Everton, a criança nordestina fotografada por Malafaia.

"Comecei a acompanhar e fotografar o barco primeiro da areia, depois entrei um pouco mais na água. Everton saltou do barco junto com outra pessoa e voltou pra areia da praia, foi quando fiz a fotografia que viralizou. Sabia que tinha feito uma boa fotografia, mas não sabia que ia viralizar desse jeito”, disse Leo ao blog.

Publicada nas redes sociais do próprio fotojornalista, a foto se espalhou rapidamente. Sobre a proporção que a imagem ganhou, Malafaia acredita que "a foto representa bem a situação, o descaso do poder público e a força que a população nordestina tem". 

Para ele, “a fotografia mostra o que realmente estava acontecendo nas praias sem romantizar o voluntariado". "Que era algo que vinha sendo feito”, falou.

Segundo ele, o feedback foi positivo, mas também vieram alguns ataques que questionaram as crenças políticas dele e disseram que a foto foi ‘parcial’. “A polarização no Brasil insufla o pior nas pessoas. Acho que a fotografia mostra uma realidade que as pessoas se recusam a ver e acreditar. Mas cumpri com meu papel enquanto fotojornalista. Recebi ataques questionando as orientações e viés político dos meus familiares e minhas. As pessoas, ou melhor, os perfis fakes afirmaram que minhas crenças políticas tornaram a foto parcial”, ressaltou.

A foto Everton Miguel dos Anjos, de 13 anos, rodou o mundo inteiro e mostrou a tragédia nas praias nordestinas. Porém, para Leo, a foto mostra que “é uma criança atuando onde o Estado deveria estar”. “Por si só, já é um absurdo”, finalizou.

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Thuca Martins: ele já pagou para banda tocar em festas; hoje, a agenda está cheia

  • Raíssa França
  • 18/10/2019 12:53
  • Blog da Raíssa França
Foto: Leandro Cerqueira
Thuca Martins, alagoano, 21 anos

Aos 11 anos, o alagoano Thuca Martins não sabia que seu destino seria ter uma banda no futuro, mas já sentia paixão pela música quando tocava cavaquinho com o amigo Matheus Bernardo no condomínio do prédio que ambos moravam em Maceió. Tocar e cantar era a brincadeira favorita dos dois. O que Thuca também não imaginava era que aquela diversão poderia ser interrompida pela morte do amigo.

O amigo de Thuca, Matheus, faleceu aos 13 anos de um câncer no estômago. Para homenageá-lo, os amigos escreveram uma música para ele. “Quando ele faleceu, eu e outros amigos nos juntamos, e fizemos uma música para ele e foi aí que tudo começou”, disse.

O alagoano contou ao Blog que pensou em parar de tocar após a morte do amigo, mas que o apoio e incentivo do pai de Matheus fez com que ele continuasse. Thuca juntou os amigos e criaram uma banda de pagode chamada 'central do pagode'.

Com o passar do tempo, já mais velho, a voz de Thuca ganhou notoriedade e ele conseguiu um produtor que investiu na carreira dele. “Eu fui cantar forró, mas depois de um tempo resolvi juntar outros amigos e investir em uma banda”, contou.

Só que iniciar uma banda não foi tão fácil para o alagoano. Segundo Thuca, ele precisou pagar shows e chegou a oferecer a banda em troca apenas de divulgação. “Passei muito tempo assim, mas depois começamos a receber um cachê baixo, a tocar em festas melhores e conquistamos nosso espaço. Era difícil, mas foi valendo a pena quando víamos os resultados”, comentou.

Hoje, aos 21 anos, Martins diz que não enxerga que esses desafios foram ruins. Para ele, começar de baixo fez com que ele crescesse e fosse reconhecido. “As pessoas agora pagam o que realmente minha banda vale. Vejo que também criamos estratégias para que as pessoas fossem conhecendo a gente e essa foi a maneira, apesar de tudo, vejo que hoje deu certo”.

Com o sucesso e reconhecimento, a banda Thuca tem dois CDs lançados e um clipe. Além disso, toca em shows, festas particulares, formaturas e casamentos. Nesta sexta-feira (18), a banda vai gravar mais um videoclipe com a música ‘Boca de bebo não tem dono’ na Feijoada da Maria Gorda, no shopping Pátio, às 22h.

O ensinamento, para Martins, é de que começar "de baixo" pode trazer retornos positivos no futuro. A prova disso é a agenda de shows que está cada vez mais cheia e a banda ganhou repercussão em Alagoas.

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Após ter câncer de mama, alagoana desenvolve app para auxiliar mulheres no autoexame

  • Raíssa França
  • 14/10/2019 09:54
  • Blog da Raíssa França
Foto: Cortesia
Alessandra Pontes desenvolveu, junto com a equipe, o app Touch Saúde

O câncer de mama da alagoana Alessandra Pontes, 44 anos, (Enfermeira e Mestre em Modelagem Computacional) fez com que ela tivesse uma ideia para ajudar outras mulheres e desenvolvesse um aplicativo para o diagnóstico precoce. O aplicativo ‘Touch Saúde’ auxilia a mulher no autoexame e é fundamental para a prevenção do câncer de mama.

Com a doença e durante sua trajetória, Alessandra disse que percebeu que todas sabiam da importância do autoexame, mas não realizavam. “Muitas não sabiam fazer e assim o diagnóstico acabava sendo tardio, o que prejudica também as chances de cura. Fiz uma bateria de exames na minha época e meu diagnóstico foi rápido. Hoje em dia estou curada”.

Como funciona o aplicativo?

Ao blog, Alessandra contou que o aplicativo está disponível na versão android e que ainda está aguardando para o IOS. “É um app gratuito e que serve para todas as mulheres”.

Pontes explicou que a mulher vai colocar a data da última menstruação e que no aplicativo vai constar o melhor dia para fazer o autoexame. “Se as mulheres não souberem, elas vão buscar o passo a passo de como fazer. O aplicativo mostra às mulheres de forma gratuita como reconhecer os primeiros sinais da doença, intensificando o autoconhecimento através do toque e permitindo que se tornem responsáveis pela própria saúde”.

Para a enfermeira, o aplicativo vem para desmistificar o câncer de mama e combatê-lo. “Acontece que o problema também é o medo do diagnóstico e deixamos sempre para depois. O aplicativo também traz essa responsabilidade para a mulher. Se uma mulher pode baixar um aplicativo de maquiagem também pode baixar um app de prevenção”, reforçou Pontes.

Depois do câncer de mama e da iniciativa de desenvolver o Touch Saúde, Alessandra diz que carrega uma frase consigo: “As pedras sempre estarão em nossas vidas, porém transformá-las em muros ou estradas são escolhas nossas. Eu resolvi construir uma nova entrada”.

Além de Alessandra, a plataforma foi feita pela Ângela Nascimento, Kledson Soares e Cristina Campos.

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Vídeo: vendedor de mungunzá ganha tênis de funcionária de banco em Maceió e se emociona

  • Raíssa França
  • 09/10/2019 12:15
  • Blog da Raíssa França
Foto: Cortesia ao blog
Matheus ajuda a mãe vendendo mungunzá no Centro

Um vídeo de um vendedor de munguzá de 16 anos ganhando um par de tênis de uma funcionária de uma agência bancária em Maceió viralizou na internet e fez muita gente se emocionar.

Vi o vídeo hoje pela manhã e foi impossível segurar as lágrimas. Ao blog, a gerente da agência, Raíssa Lósio disse que Matheus Silva ajuda a mãe vendendo mungunzá no Centro da capital há quase dois anos. “E ele entrega mungunzá na agência que eu trabalho faz uns três meses”.

Raíssa disse que notou, na última quinta-feira (03), que o tênis de Matheus estava rasgado e resolveu fazer uma surpresa para ele. “Na sexta comprei o tênis e entreguei para ele. Filmamos porque queríamos mostrar as meninas que não estavam na sala no momento, mas o vídeo acabou viralizando”.

Ao entrar na sala, Raíssa pergunta como foi o dia de Matheus, que responde “hoje não foi um dia bom”. A funcionária – que está com o presente nas mãos – diz que percebeu que ele estava precisando de algo e que tinha uma surpresa pra ele.

Matheus aparece no vídeo nervoso, segurando a emoção, mas ao abrir a caixa e perceber que ganhou um par de sapatos novo, o jovem não consegue segurar as lágrimas e abraça a funcionária.

A gerente disse que não esperava a reação de Matheus. “Achava que ele ia gostar, mas não esperava que ele se emocionasse tanto”.

Lósio disse que “um par de sapatos pode ser pouco para alguns, mas que para Matheus pode ter sido algo grandioso”.

Sobre Matheus, só elogios. Raíssa disse que ele é esforçado, trabalhador, educado e prestativo. Agora, com o vídeo viralizado, as pessoas param na rua para tirar fotos com ele.

Para a gerente, a história de Matheus é como uma corrente do bem. “Eu espero que a minha pequena ação faça que Matheus colha os frutos da corrente do bem que está querendo ajudá-lo. A mim mesmo, só gratidão”, disse.

Veja o vídeo abaixo!

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Em palestra, Giovanna Ewbank manda recado: 'adoção não é caridade'; veja vídeo

  • Raíssa França
  • 04/10/2019 09:16
  • Blog da Raíssa França
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Atriz e empreendedora Giovanna Ewbank

O vídeo que vi da Giovanna Ewbank sobre maternidade durante uma palestra, na última quarta-feira (02), foi a melhor coisa que vi essa semana. A atriz deu uma verdadeira lição de moral naquelas pessoas que são preconceituosas com relação a adoção. Além disso, Giovanna falou sobre o machismo que a rodeia, as diferenças entre ela e o esposo, Bruno Gagliasso, e sobre o que não deve se dizer para uma mãe adotiva.

Me identifiquei bastante com a palestra da atriz que adotou duas crianças. Tenho sonho em adotar, é um objetivo de vida, mas toda vez que comento isso com alguém, ouço algo do tipo: “é preciso ter coragem, viu?”; ou então: “filho dos outros não presta porque eles podem virar delinquentes”.

Por qual motivo é preciso ter coragem para adotar alguém? Adoção não é do nada. Você adota um filho ou filha que se identifica, que vai amar, e não por pena. Sobre essa história de que filho dos outros não presta é um comentário disfarçado de preconceito. Afinal, se fosse dessa maneira, os filhos biológicos dariam sempre certo. E sabemos que não é assim que funciona. 

A parte mais marcante da fala de Giovanna foi quando ela disse que “adoção não é caridade”. E não é mesmo. Você não adota porque aquela criança está em um lar e você quer fazer um “ato de caridade”. Você adota por amor, por conexão, por querer entregar tudo de bom que você tem para aquela criança ou adolescente.

A palestra de Ewbank nos faz pensar sobre maternidade. Inclusive, sobre a maternidade que não nasce da barriga, mas sim do coração.

“O meu parto foi naquele chão frio daquele abrigo, com pessoas que eu jamais havia visto na vida e ali era só eu e ela. Foi ela que me tornou mãe, foi ela que me tornou leoa”, disse Giovanna durante a palestra.

Uma vez escutei que só quem era capaz de amar sem limites podia adotar. Que fique esta reflexão!

 

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Ambulatório para população LGBTQ em AL vai contar com Processo Transexualizador

  • Raíssa França
  • 01/10/2019 12:03
  • Blog da Raíssa França
(Foto: Freepik)
Ambulatório em Maceió vai atender população LGBTQI+

O Hospital da Mulher inaugurado nesse domingo (29) não só traz benefícios para as mulheres alagoanas, mas também para a população LGBTQI+. Com essa iniciativa do Governo do Estado, é a primeira vez que Alagoas ganha um serviço exclusivo de saúde no cuidado e acolhimento para o público. E traz também uma novidade: o Processo Transexualizador. 

Separei algumas informações que são importantes e que foram publicadas pela Sesau. O ambulatório é eletivo e não de urgência.

O assessor técnico de Políticas Transversais da Sesau, Robert Lincoln, disse que se um LGBT do município de Santa Luzia do Norte, por exemplo, quiser ser atendido no ambulatório, ele vai ter que se encaminhar até a Secretaria Municipal de Saúde e fazer a solicitação.

“A regulação vai fazer a marcação para o ambulatório e para o acolhimento no Processo Transexualizador, aos travestis e as pessoas transexuais. Qualquer pessoa que se identifique como transexual, o SisReg vai marcar para que esse usuário receba o acolhimento do Processo Transexualizador”, disse.

Para as pessoas lésbicas, gays e bissexuais, ou de qualquer outra orientação, elas devem solicitar pelo SisReg a consulta de enfermagem. Psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais são responsáveis por esse atendimento.

O trio vai avaliar e a partir disso, as pessoas serão direcionadas para as  especialidades médicas, como ginecologia, urologia, proctologia, mastologia, psiquiatria, infectologista e endocrinologista.

“O usuário só vai para o encaminhamento das especialidades médicas depois que passar obrigatoriamente pelo enfermeiro, psicólogo, assistente social e, novamente, pelo enfermeiro, pois este profissional vai fazer o acolhimento, a escuta qualificada, uma ficha de cadastro e de acolhimento e, com isso, vai identificar as demandas. Na segunda consulta, ele vai ofertar os exames preventivos, avaliação de calendário vacinal, os testes rápidos, prevenção combinada e acolhimento pelo nome social”, explicou.

Outro avanço para o estado é que o Hospital da Mulher traz o serviço do Processo Transexualizador do Sus, que atende aos pré-requisitos da Portaria 2.803, de 18 de novembro de 2013. O serviço vai desde o acolhimento, terapia hormonal até o acompanhamento pré e pós-cirúrgico.

Ressalta-se que o Hospital da Mulher não será responsável por realizar procedimentos cirúrgicos nas pessoas transexuais. O hospital vai realizar consultas e exames. Caso a pessoa queira fazer a mudança de sexo, em Recife, por exemplo, ela vai ter o acompanhamento no hospital, por meio da regulação do próprio estabelecimento de saúde ao qual se submeteu no procedimento cirúrgico.

A iniciativa do Estado é um avanço para toda população LGBTQ+. Afinal, o assunto é pouco abordado pelas políticas públicas. O ambulatório permitirá que a população cuide mais da saúde e que os inúmeros casos de câncer sejam evitados.

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(Algumas informações foram retiradas da Ascom Sesau)

"Meu marido não me procura mais para o sexo. O que faço?"; terapeuta sexual responde

  • Raíssa França
  • 27/09/2019 09:23
  • Blog da Raíssa França
Foto: Reprodução/Internet
"Meu marido não me procura mais para o sexo. O que faço?"; terapeuta sexual responde

Perdi as contas de quantas vezes escutei as mulheres reclamando de que os maridos não as procuravam mais para o sexo. Algumas mulheres que me relataram isso afirmaram que não sabiam o que estava acontecendo e que quando conversaram com os companheiros, recebiam as mesmas respostas: “é que a semana foi corrida”; “é o cansaço”.

Conversei com a psicóloga e terapeuta de casal e sexual, Karolayne Melo (CRP 15/5303), sobre o tema. Karolayne explicou que é “importante ressaltar que existem vários tabus quando se trata de sexo e sexualidade já que são coisas distintas”.

“Um desses tabus, é que o homem “só pensa em sexo”, devido a isso, é colocado para os homens a responsabilidade de estar sempre disposto ao sexo ou a procura de sua parceira. Com isso, muitas mulheres ficam a espera de seu parceiro, pois, aprenderam que quem deve procurar para a relação sexual é o homem”, explicou a terapeuta sexual.

Psicóloga e terapeuta sexual

Uma das frases que mais ouço é que a rotina é assassina do prazer. A terapeuta sexual disse que vários problemas podem interferir na energia sexual e que saber qual a origem da dificuldade na vida sexual ajuda o casal a lidar com a situação. Segundo ela, o diálogo é essencial.

“Para não chegar  ao limite da relação e deixar o sexo de lado, é necessário que o casal reflita sobre as mudanças que aconteceram. O diálogo é essencial, pois, por meio dele os casais podem juntos analisar e perceber determinadas insatisfações e consequentemente melhorá-las”, comentou Melo.

Estou casada e meu marido não me procura. O que fazer?

A terapeuta sexual contou ao blog que a mulher desconstrua alguns conceitos que foram formados ao longo do tempo e comecem a procurar o parceiro. Karolayne explicou que é importante analisar quando o comportamento desse parceiro foi modificado e buscar compreender o que causou tal mudança.

“Muitas vezes, com a mudança de comportamento do parceiro, boa parte das mulheres, começam a catastrofizar a situação. Tendo vários pensamentos negativos, como, por exemplo: Será que meu marido está me traindo? Será que estou feia? E se ele não me amar mais?”. A terapeuta contou que “pensamentos ou questionamentos desse tipo podem levar a deterioração da relação”.

Mulher e a liberdade sexual

Para Melo, a mulher têm evoluído bastante nesse sentido, buscando o prazer e se descobrindo sexualmente. Porém, a terapeuta chamou atenção de que na prática clínica, as questões culturais, religiosas e familiares estão muito arraigadas e ainda interferem bastante no processo. “Muitas mulheres procuram a psicoterapia por tal motivo”.

Como dica, a terapeuta disse que é importante não visualizar o sexo como um aspecto meramente quantitativo, mas como a conquista de prazer, de poder desejar e ser desejada.

“Arrisco dizer, que as mulheres não se contentam não é apenas com uma relação sem sexo, mas com o sexo sem relação, relação de respeito, independência e autonomia para ser quem ela quiser, como quiser e quando quiser. À sua maneira!”, finalizou.

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Para internautas, Fábio Assunção financia o tráfico; você sabe o que é dependência química?

  • Raíssa França
  • 24/09/2019 10:42
  • Blog da Raíssa França
Foto: Reprodução/Internet
Fábio Assunção foi criticado nas redes sociais após publicar foto em velório da menina Ágatha

A cena do ator Fábio Assunção em uma caminhada no Rio de Janeiro após o velório da menina Ágatha Felix (morta durante uma ação policial) repercutiu nas redes sociais e o ator foi atacado por vários internautas que disseram que Fábio financiava o tráfico. Não costumo olhar comentários, mas precisei olhar alguns para escrever este texto.

Não sou a favor do tráfico, muito menos de quem o financia. Porém, lendo alguns comentários, percebi que as pessoas desconhecem uma doença chamada: dependência química. Imagine só que você coloca um filho no mundo e pergunta o que ele quer ser quando crescer. Você acha que esse filho vai dizer: “quero ser dependente químico?”. Não. Ninguém escolhe ser dependente químico.

Por mais que as nossas escolham sejam próprias, algumas pessoas entram em algumas situações, se viciam e não conseguem mais sair. E isso não acontece apenas com os pobres e negros, a dependência química não tem classe social, raça, cor, gênero.

O ator Fábio Assunção sempre foi alvo de críticas, virou memes, fizeram música com a doença dele e compartilharam vídeos dele drogado em festas. Tudo isso que vocês fizeram também é considerado crime.

Um dos comentários que vi na publicação do ator foi a de um rapaz dizendo: “foi fazer o que na caminhada? Buscar um pozinho?”; no outro, a mulher escreveu: “suas mãos estão sujas de sangue porque você financia o tráfico”. A publicação foi compartilhada por autoridades. Autoridades estas que mostraram que concordam com tudo que foi escrito e que pelo visto, não vão lutar pela prevenção/tratamento da dependência química.

Uma pesquisa divulgada ainda em 2013 mostrou que ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar que é dependente químico, de acordo com o Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Vocês já pararam pra pensar se fosse o seu familiar fazendo essa caminhada no lugar do Fábio Assunção? E que esse seu familiar, assim como o ator, lutasse contra a doença, fizesse tratamento, mas recaísse por motivos que só ele sabe? Você já parou pra pensar que atacando uma pessoa doente, fazendo músicas com ela ou compartilhando vídeos, você prejudica também outros dependentes que estão precisando de ajuda?

A luta não precisa ser contra um dependente químico. O caso da menina foi triste (assim como outros casos) e só a família dela sabe a dor que sentiu ao perdê-la. A família quer Justiça e muitas pessoas tomaram a dor da família. Que esse caso seja esclarecido e que os culpados sejam punidos. A cada dia que passa, percebo que o nosso país está mais dividido e que a falta de entendimento é uma doença.

Aos que atacaram o ator dizendo que ele financiava o tráfico, recomendo que pesquise sobre dependência química e estudem sobre. Assim como o câncer, a dependência química é devastadora, atinge os familiares, destrói famílias e pode matar quem tem um vício (seja ele de álcool, drogas ou medicamentos).

Ser viciado em algo não é uma escolha, é uma doença. E para a dependência química existe tratamento, internamento, apoio da família. Mas para quem não entende sobre o assunto e faz críticas em cima do próprio achismo, existe um remédio: o conhecimento.

Maju: aplicativo de transporte para mulheres já está funcionando em Maceió; saiba como usar

  • Raíssa França
  • 23/09/2019 10:43
  • Blog da Raíssa França
Foto: Reprodução/Internet
Aplicativo Maju vai garantir mais segurança para as mulheres

O aplicativo Maju, exclusivo para mulheres, já começou a funcionar em Maceió. O aplicativo de transporte tem o objetivo de oferecer mais segurança para as motoristas e usuárias. O blog testou como funciona o app e vai contar tudo para vocês!

Busquei o aplicativo pelo App Store e encontrei apenas o Maju para motoristas. Entre no site https://www.maju.com.br e baixei o aplicativo para usuárias por lá. Assim que baixei, fiz um cadastro e tive um pequeno problema na hora de receber um SMS de confirmação (baixei o app ontem, no domingo). O SMS demorou a chegar, mas finalizei o cadastro apenas nesta segunda-feira (23).

Li os termos de uso e chamo atenção para algumas informações. Segundo consta nos termos, “as passageiras poderão levar acompanhantes, desde que sejam de gênero feminino, idosos (com idade ou superior a 60 anos ou crianças até 12 anos”. Ou seja: nada de homens.

Fiz uma simulação da minha primeira viagem. Quando coloquei o endereço para o local que queria ir, três opções de carros apareceram: Maju cristal (valor mais baixo); maju esmeralda (preço médio) e maju diamante (preço mais alto).

Dinheiro e cartão de crédito são as opções para pagamento. A melhor notícia é o que o valor cabe no nosso bolso. Além do Maju oferecer mais comodidade e segurança, o aplicativo também tem um botão de pânico que pode ser acionado independente de estarem em viagem. 

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Jornalista cria blog para contar casos de violência contra mulher e desconstruir o machismo

  • Raíssa França
  • 18/09/2019 12:42
  • Blog da Raíssa França
Foto: Ailton Cruz
Jornalista Luciano Milano criou o blog 'Vida de Marias'

Os casos de violência contra mulher são os que mais crescem a cada ano em todo mundo. Se é difícil para o leitor que encontra notícias sobre violência estampada na primeira capa do jornal ou de sites, imagina para os jornalistas que escrevem - diariamente - sobre esse tema. O arapiraquense e jornalista, Luciano Milano, quis se aprofundar mais ainda nesse assunto e criou um blog para contar histórias de violência contra as mulheres.

O blog de Milano intitulado como ‘Vida de Marias’ poderia ser apenas um local onde o jornalista escreve, mas para ele o significado da plataforma fez com que ele observasse de perto esses casos e percebesse que ele também já cometeu violência, ajudando-o na desconstrução do machismo.

“Sabemos que as violências existem de várias formas: sexual, verbal, emocional, patrimonial, entre outras. Percebi que eu também já pratiquei algumas violências”, contou Milano ao blog.

Foi durante a terapia que Milano percebeu o machismo que estava impregnado nele. “Eu estou em desconstrução, é um processo e escrever sobre isso me ajuda. Entendia e me indignava com a violência física, mas aí fui vendo outros tipos de violência já que entrevisto mulheres”, falou. 

Escrever sobre esse tema fez com que o jornalista olhasse para si e percebesse que precisava mudar. “Eu entendi como era a violência contra a mulher. Sei que o homem não sabe lidar com a liberdade que a mulher tem e conquistou. O homem quer um objeto para ele que só ele pode fazer o que quiser. O blog me faz pensar duas vezes no que vou falar e no que vou fazer".

Embora o blog de Luciano seja um espaço para casos e denúncias para as mulheres, ele também aprende. "O blog serve para que eu reflita sempre".

Conheço mais sobre o blog aqui. 

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Número de suicídios em AL cresceu em 2018 e tentativas acendem alerta de prevenção

  • Raíssa França
  • 10/09/2019 11:36
  • Blog da Raíssa França
Ilustração: Daniel Araújo/SAÚDE é Vital
Cresce o número de suicídios em Alagoas

Estamos no mês de prevenção ao suicídio. O famoso ‘Setembro Amarelo’ tem um papel importante na nossa sociedade: falar sobre um assunto preocupante e que cresce a cada dia. Os dados comprovam esse crescimento. O Anuário de Segurança Pública desta terça-feira (10) mostrou que em Alagoas, no ano de 2018, 172 pessoas tiraram a própria vida. Em 2017, ainda segundo os dados, foram 135.

Dados do Hospital Geral do Estado (HGE) mostraram que até agosto deste ano, 279 pessoas tentaram tirar a própria vida. A minha pergunta é: como essas 279 pessoas estão sendo tratadas? Será que elas estão sendo acompanhadas por especialistas? Será que elas estão bem? Não sei. As mortes podem ser evitadas e essas tentativas acendem alerta da importância da prevenção.

Quando converso sobre suicídio com alguém uma das primeiras coisas que ouço é: “Meu Deus, o que está acontecendo com as pessoas?” Ou então, ouço coisas como: “É a ausência de Deus”; “É a depressão”. Acredito que queremos encontrar uma justificativa para entender por qual motivo aquela pessoa fez aquilo. 

Uma vez entrevistei uma adolescente que tinha tentado contra a vida dela. Ela teve uma segunda chance e enxergou nisso a possibilidade de fazer diferente. Ela me contou que na época, tinha problemas familiares e achava que ia se resolver se ela fosse embora. Lembro que ela me disse: “eu não queria me matar”. 

Ela sobreviveu, ficou com sequelas, mas disse que o “barulho do baque fez com que ela abrisse os olhos”. Nunca esqueço disso. Não quis me aprofundar nas dores que ela sentia, mas perguntei a ela como ela enxergava aquela nova chance e ela disse: sou uma sobrevivente. Soube depois que ela estava testemunhando o milagre dela (como a chamou) na igreja.

O suicida sempre mostra sinais que tem algo errado com ele. Se você conhece alguém assim, busque ajuda para ele. Nós não sabemos como será o amanhã. Não julguemos essas pessoas como fracas ou como pessoas que não conhecem a Deus. Acredite: suicídio não tem nada a ver com ausência de fé.

Nossa sociedade está cada vez mais individualista e egoísta. Quase não temos tempo para ouvir o outro. Nos preocupamos com as nossas dores e achamos que elas são únicas, mas de vez em quando é necessário guardar a nossa dor no bolso e ajudar a quem precisa. Seja ele quem for.

Espero que também o poder público olhe cada vez mais por essas pessoas e encontre estratégias para minimizar esse problema. Espero que você que está lendo esse texto e se sente triste, desanimado e preocupado, encontre a força dentro de você. E que nós possamos estender as nossas mãos, braços e pernas para quem precisar não apenas de um ombro, mas de todo nosso amor.

Leia Mais: Esse aplicativo vai te ajudar na prevenção ao suicídio; confira como funciona

Leia Mais: Faça terapia! Confira os locais que oferecem atendimento gratuito em Maceió

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O beijo gay, Crivella e a desculpa de proteger as crianças

  • Raíssa França
  • 09/09/2019 10:23
  • Blog da Raíssa França
Foto: Reprodução/Internet
HQ com beijo gay virou polêmica na última semana

Na última semana, Marcelo Crivella (prefeito do Rio de Janeiro) amanheceu de pá virada e disse que precisava proteger as crianças. A medida que ele tomou "para proteger as crianças foi determinar que os organizadores da Bienal recolhessem os livros com conteúdos impróprios para menores". Ele mesmo postou na rede social dele que “não é correto que elas tenham acesso precoce a assuntos que não estão de acordo com suas idades”.

Lembro que um dia conversei com uma psicóloga que tem uma filha de aproximadamente seis anos e perguntei a ela como a filha dela tinha “reagido” ao ver um casal gay se beijando. Ela disse: normal, ela reagiu normal porque pra ela é um casal comum. “Ela ficou com dúvidas já que eram dois homens, mas aí eu expliquei a ela que eles eram casados e assim como um homem e uma mulher, eles eram um casal e se amavam. Ela entendeu e hoje os ama muito”, contou a mim na época.

Não sou mãe, mas sei que os filhos se espelham nos pais. Eles seguem padrões, são ensinados pelos pais e quando adultos carregam crenças que aprenderam ainda quando pequenos. Crivella e outros N brasileiros que concordaram com a atitude do gestor mostraram que tipos de pais são ou vão ser.

Aí você deve pensar que era um livro com dois personagens se beijando e que se alguém quiser ser lésbica ou gay que seja, mas que isso não seja “apresentado às crianças” para que elas engulam isso goela abaixo. Você também pensar que não tem nada contra homossexuais, que até respeita, mas que quer longe. Sinto dizer, mas ninguém é gay porque viu num livro um beijo.

Vamos mudar o contexto da cena: imagine que fosse um livro com um personagem de um homem e outro de uma mulher se beijando. Você compraria esse livro para o seu filho? Ou você diria que tem não tem nada contra héteros, que respeita, mas que quer longe?

Deixo essa pequena reflexão para que você observe que aceitar a segunda opção é puro preconceito. Se tratássemos os casais por iguais e ensinássemos aos nossos filhos sobre respeito, não estaríamos debatendo o preconceito. 

Lembre-se que o que Crivella fez - além de censura - foi um ato preconceituoso de alguém que disse que iria “proteger as crianças” retirando um livro de circulação. 

Talvez fosse interessante o prefeito ter o mesmo olhar para as crianças que estão nas ruas, as que são usadas na prostituição infantil, as que trabalham e as que estão conhecendo o tráfico por falta de opções. E essas mesmas crianças que o prefeito ignora por achar melhor ‘combater um beijo gay’ são as que vão morrer amanhã. E elas não vão morrer por causa de um livro.

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Modelo denuncia clínica de estética em Maceió após sofrer queimaduras de 2º grau

  • Raíssa França
  • 05/09/2019 10:03
  • Blog da Raíssa França
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Modelo teve queimaduras do 2º grau

O caso da modelo e influenciadora digital, Laura Cavalcante, de 23 anos repercutiu nesta semana após uma publicação dela nas redes sociais denunciando uma clínica de estética de renome em Maceió. A modelo sofreu queimaduras de 2º grau nas pernas após um procedimento realizado no local. 

Laura não disse o nome da clínica já que foi aconselhada pelos advogados a não fazer. Além das queimaduras, a modelo teve riscos de infecção e ficou com sequelas físicas. A vítima contou que não recebeu orientações por parte dos profissionais antes do tratamento.

Nas redes sociais, Laura disse que foi convidada para participar de uma campanha de divulgação da clínica em troca do tratamento de fotodepilação (que remove os pelos a laser).

A influenciadora disse que não recebeu orientação sobre os riscos e recomendações, e nem assinou algum termo de consentimento.

Laura disse que no procedimento sentiu dor e avisou aos profissionais, mas recebeu a resposta que a região do corpo estava sensível.

“Depois que ela tirou o gel, me perguntou se estava ardendo. Eu respondi que sim, então, logo em seguida, chamou a avaliadora com a qual tive o primeiro contato. Ambas começaram a passar pomada, mas a dor só aumentava. Utilizaram um aparelho de alta frequência, me disseram que era para acalmar a pele, mas não passava. Cheguei a me tremer de dor e elas falaram que era só frio e nervosismo",contou.

Ela contou que uma das funcionárias disse que o médico passaria um antialérgico já que era apenas uma reação da pele. Laura foi levada para o hospital e a equipe médica constatou que ela tinha tido queimaduras de primeiro e segundo grau.

Só após dois meses que Laura resolveu expor a situação nas redes sociais e ganhou apoio de várias pessoas. O post dela foi compartilhado e serve de alerta para quem faz procedimentos estéticos em clínicas.

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Elas se demitiram e abriram a primeira agência de marketing digital para mulheres de AL

  • Raíssa França
  • 04/09/2019 09:00
  • Blog da Raíssa França
Foto: Cortesia ao blog
Laís Casado e Meline Lopes fundaram a primeira agência de marketing digital de AL

Laís Casado e Meline Lopes trabalhavam em uma grande empresa privada em Maceió. As duas passaram em um concurso público e trabalharam por anos no local. Laís é formada em administração, e Meline, em jornalismo e direito. Por causa disso trabalhavam em setores diferentes. O que elas não sabiam era que, mais tarde, as duas iam trabalhar juntas, e os propósitos iam se unir.

As duas mudaram de setor e se conheceram. A busca pelo novo e a vontade de sair daquela rotina de ‘bater o ponto’ diariamente fez com que as duas se unissem com outro funcionário da empresa e pedissem demissão. Após a saída em 2017, o que elas mais ouviram das pessoas foi que eles tiveram coragem em sair de algo confortável para mergulhar no novo.

Os três abriram uma empresa voltada para o marketing digital que não durou muito tempo. Com o encerramento desse negócio, Laís e Meline precisaram se apoiar e descobriram que podiam renascer (apesar da sensação de ‘fracasso’). 

O aprendizado com a primeira empresa fez com que elas estudassem, avaliassem o mercado e percebessem que o universo feminino as chamava [já que 90% das clientes delas eram mulheres].

Não demorou muito para que as duas abrissem a primeira agência de marketing digital só para mulheres em Alagoas: a agência Arca. A arca simboliza renovação, transformação, proteção, o divino, destino e tesouro.

A Arca é ‘nova’ no mercado, mas já se tornou referência em Alagoas e fora do estado. “Já fizemos workshop em Aracaju, cidades do interior de Alagoas, São Paulo e Natal”, contou Meline.

Muito além de uma agência. Laís reforçou que elas ajudam as mulheres a encontrarem o propósito delas. “Ajudamos as clientes a se posicionarem bem nas redes sociais e a mostrarem o potencial delas”.

Mesmo com tantos desafios e quedas, elas não desistiram e continuaram seguindo o que elas acreditam. Empreender, segundo elas, requer coragem, mas é gratificante quando os resultados aparecem. E para quem se doa com conhecimento, amor e dedicação, os resultados sempre aparecem.

Quer conhecer mais sobre o trabalho delas? Siga no Instagram: @vocearca

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Setembro Amarelo: Carlinhos Maia, o 'influencer' do suicídio e da falta de empatia

  • Raíssa França
  • 02/09/2019 10:13
  • Blog da Raíssa França
Foto: Reprodução/Internet - Site Metrópoles
Carlinhos Maia

O alagoano Carlinhos Maia é considerado um dos influenciadores digitais mais conhecidos. De Penedo, em Alagoas, Carlinhos começou fazendo piada com seus familiares e amigos na vila que morava, e logo, arrastou uma legião de fãs por meio do Instagram.

Nesse domingo (01), início do Setembro Amarelo (mês dedicado à prevenção do suicídio) Carlinhos ‘estreou’ chamando os adolescentes que mandam mensagens para ele dizendo que vão se matar de ‘imbecis’.

“Você achava mesmo que ia ser fácil? Eu vejo meninos aqui com 16 anos me mandando ‘Eu quero me matar’. Vai, ô, imbecil. Vai se matar porque você nem começou a vida ainda”, afirmou Maia.

Após essa fala infeliz, Carlinhos foi bombardeado de comentários criticando a fala dele. O que Carlinhos parece não ter entendido (quando no vídeo ele compara uma idosa que cata latinha na rua para sustentar a família com um adolescente) é que ninguém tem o direito de menosprezar o que o outro sente/vive.

Somos seres humanos únicos. Cada um com suas dores, vontades, desejos, dificuldades. Se você passa por um problema de forma ‘positiva’ e consegue superar aquela situação, que bom para você! Existem pessoas que não conseguem isso. Não significa que aquela pessoa é mais fraca do que o que consegue superar positivamente. Cada um tem sua história de vida e seus passados.

Se Carlinhos é um influenciador e sabe que tem um grande alcance, ele deveria aproveitar essa ‘fama’ para influenciar que no Setembro Amarelo, por exemplo, as pessoas cuidassem da saúde mental e procurassem ajuda. O número de suicídio cresce a cada ano, em Alagoas, a situação não é diferente. 

Menosprezar a dor do outro, na minha opinião, é a prova de que Carlinhos pode ter fama, mas não tem maturidade e empatia. 

Quero deixar uma reflexão para vocês: ninguém se suicida porque quer e nem por falta de Deus; antes, o suicida avisa, deixa mensagens, mostra que precisa de ajuda. Se esses adolescentes mandaram mensagens para Maia é porque eles - de uma forma ou de outra - encontraram no influenciador alguém que eles poderiam desabafar.

Por outro lado - eles e vários outros brasileiros que passam pela mesma situação - ganharam uma mensagem de ‘incentivo’ de Carlinhos que expôs o que ninguém gostaria de ouvir. 

Acredito que esse influenciador reflete bem o que está acontecendo com a nossa sociedade. Ou melhor: em quem a nossa sociedade se espelha.

Do sítio ao sucesso: profissional da beleza vira referência na parte alta de Maceió

  • Raíssa França
  • 28/08/2019 10:19
  • Blog da Raíssa França
Foto: Rafael Oliveira/Cortesia ao CM
Liu Hair se tornou referência na parte alta de Maceió

Aos 18 anos, Liu Ferreira saiu da cidade de Quebrangulo, interior de Alagoas e foi morar em Maceió. Movido por sonhos, o cabeleireiro que morava em um sítio localizado na cidade pequena atendia a domicílio, mas tinha sede de crescer na profissão que escolheu.

Ele sabia que não ia crescer - o tanto que queria - se continuasse morando em Quebrangulo. “Ao terminar o ensino médio fui morar em Maceió com a cara e a coragem”, contou Liu ao blog.

Ao chegar em Maceió, Liu buscou se atualizar, estudar e trabalhou por três anos em um salão. Após anos de trabalho como funcionário, finalmente Liu alcançou o que tanto sonhava: ser dono do seu próprio salão de beleza. “Juntei dinheiro e comprei meu salão. Passei 3 anos nele, mas o espaço ficou totalmente pequeno e precisei ampliar o salão”.

A fama de Liu logo se espalhou e ele se tornou referência na parte alta de Maceió. O salão fica localizado no bairro do Graciliano Ramos e oferece uma super estrutura para os clientes.

Foto: Jaquelino Ferreira

Para Liu, o segredo do sucesso é estudar e fazer o diferencial no mercado. Hoje, aos 29 anos, ele é formado em estética, estudante de psicologia e professor de estética em uma escola que oferece cursos na área. "Dei um passo ousado", confessa.

O salão de Jack Liu (@liu_hair), como é conhecido, foi reinaugurado essa semana e com a reforma, o espaço ganhou uma estrutura diferenciada. “A minha ideia é oferecer o melhor para os meus clientes e chamar novos”. 

Foto: Rafael Oliveira

Como empreendedor, Liu vê na parte alta de Maceió um crescimento. “Nós que somos empreendedores da parte alta precisamos ir acompanhando esse crescimento e oferecer o melhor para todos que nos procuram. Qualidade é o que nossos clientes merecem”.

Mesmo com tantos espaços para beleza na capital, Liu Ferreira buscou sair do comum e garantir seu diferencial: ele é especializado em loiros e designer de cortes masculinos.

Foto: Rafael Oliveira

Liu é movido a sonhos e garantiu que vai continuar lutando por eles. O próximo passo dele, segundo contou ao blog, é abrir mais um salão na parte baixa de Maceió. “Planos para o futuro, mas que estou focado em realizar mais esse sonho. Afinal, Liu Hair já se tornou uma marca”.

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Agosto Lilás: associação cria 'chopp rosa' para arrecadar fundos em Maceió

  • Raíssa França
  • 26/08/2019 12:37
  • Blog da Raíssa França
Foto: Divulgação/Internet
Ação da AME acontecerá no Boteco Lugar Nenhum, na Jatiúca

Já pensou em tomar um chopp rosa por R$ 4,99 e ainda ajudar as mulheres que são vítimas de violência? Você pode fazer isso amanhã!

Neste mês de agosto, a Associação AME em Alagoas realizou uma série de ações em prol das mulheres.  A intenção da AME - neste Agosto Lilás- foi a de chamar atenção da população para as violências que ocorrem todos os dias e ainda arrecadar fundos para as vítimas.

Em parceria com o Boteco Lugar Nenhum e a Cervejaria Deodora, a AME vai realizar atividades de divulgação e arrecadação de fundos no boteco, em Jatiúca, que estará comercializando o chopp cor-de-rosa em valor promocional. 

A ação vai acontecer nessa terça-feira (27), às 19h, no Boteco Lugar Nenhum e toda renda será revertida para a AME que ajuda mulheres alagoanas vítimas de violência.

Que tal participar tomar um chopp e ajudar essas mulheres?

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O preconceito de quem não entende que amor não tem idade

  • Raíssa França
  • 23/08/2019 10:21
  • Blog da Raíssa França
(Crédito: Reprodução/Instagram)
Luana Piovani com o namorado Ofek Malka

Li um texto essa semana que falava sobre o quanto era patético que a Luana Piovani - por namorar um homem mais novo - se tornasse alvo de críticas na internet e o pior: virasse notícia. Isso mesmo. Luana virou notícia por namorar um homem mais novo. Ela tem 42 anos e ele 23.

Também escutei de uma conhecida que quando ela chega nos lugares com o marido (que é 12 anos mais velho que ela) as pessoas perguntam se ele é pai dela. 

Luana rebateu críticas nas redes sociais por namorar esse homem mais novo. Essa minha conhecida precisa lidar diariamente com comentários preconceituosos e olhares tortos. 

Você já parou pra pensar que a sociedade “não ofende” quando o cara mais velho namora uma ‘novinha?’ Dificilmente ele vai virar notícia. O que pode acontecer é esse homem mais velho receber comentários como: “viu só? ele tá pegando aquela novinha gostosa!”. Com a mulher, a situação é bem diferente. Se torna um escândalo.

Comecei a pensar o que significava a diferença de idade entre duas pessoas e cheguei a conclusão que nada. Cada um tem liberdade o suficiente para conhecer e estar com quem quer que ele ou ela esteja. Aprendi sobre isso quando conheci alguém mais velho do que eu 12 anos. 

Aprendi também que criticar uma mulher por ela namorar com alguém mais velho faz parte de uma sociedade machista e preconceituosa. Que a mulher mais nova é olhada de maneira diferente por estar exibindo o homem mais velho ou por ser mais velha e namorar um homem mais novo.

Aprendi também que esse preconceito é problema apenas de quem sente e que para o amor não tem idade. O amor não pode ser medido pela idade, cor, raça, gênero ou classe social. Amar é.

Meu desejo é que a diferença de idade não vire notícia e que comentários preconceituosos não tenham força para desmotivar o que já se construiu com verdade, respeito e amor.

Que repensemos o que significa amar: você ama pela idade da pessoa ou por quem ela é? Se a diferença de idade é um problema, sinto muito, você não aprendeu nada sobre o amor.

E o mais importante: que a mulher deixe de ser vista como notícia por estar com alguém mais novo ou mais velho. A mulher deve ficar com quem ela quiser.

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Projetos endurecem punição para a prática de stalking, a perseguição obsessiva

  • Raíssa França*
  • 21/08/2019 10:42
  • Blog da Raíssa França
Foto: Reprodução/Internet
Projetos endurecem punição para a prática de stalking, a perseguição obsessiva

Na semana passada, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou projetos que visam endurecer a punição para a prática de stalking. O termo se refere a um tipo de violência na qual o sujeito invade a privacidade da vítima como se fosse uma perseguição obsessiva. Conhece alguém que é vítima disso? Presta atenção abaixo!

A vítima tem a privacidade invadida por meio de táticas de perseguição por meio de ligações, mensagens de texto, publicação de fatos ou boatos em sites da internet, prática de constrangimentos públicos e coletivos, xingamentos e gritarias sem razão, entre outros.

Atualmente, a perseguição, inclusive a virtual, é enquadrada na Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei 3.688, de 1941). O texto em vigor prevê prisão simples de 15 dias a 2 meses para quem “molestar alguém ou perturbar-lhe a tranquilidade, por acinte ou por motivo reprovável”. Pelo texto, que tem quase 80 anos, a pena pode ser convertida em multa “de 200 mil réis a 2 contos de réis”.

O projeto da senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) altera a norma e eleva a pena para de dois a três anos, sem possibilidade de conversão em multa. Além disso, a proposição amplia o conceito da contravenção. Fica sujeito a prisão quem “molestar alguém, por motivo reprovável, de maneira insidiosa ou obsessiva, direta ou indiretamente, continuada ou episodicamente, com o uso de quaisquer meios, de modo a prejudicar-lhe a liberdade e a autodeterminação”.

Caso a vítima da perseguição seja mulher, o juiz pode aplicar medidas protetivas contra o agressor, como a suspensão da posse ou restrição do porte de armas e o afastamento da pessoa agredida.

Já o projeto de lei 1.369/2019 da senadora Leila Barros (PSB-DF) altera o Código Penal e explicita como crime “perseguir ou assediar outra pessoa de forma insistente, seja por meio físico ou eletrônico, provocando medo na vítima e perturbando sua liberdade”.

O texto prevê pena de seis meses a dois anos de detenção ou multa, que pode aumentar para até três anos de detenção, se a perseguição for feita por mais de uma pessoa, se houver uso de armas e se o autor for íntimo da vítima. O PL 1.369/2019 também cria a obrigatoriedade de a autoridade policial informar, com urgência, ao juiz, quando for instaurado inquérito sobre perseguição, para que ele possa definir a necessidade de determinar medidas protetivas.

*com informações do Senado

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