Blog da Raíssa França

Mulher não pode comprar apartamento? Outdoor com frase machista é colocado em Maceió

Foto: Reprodução Twitter Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Outdoor machista foi colocado em Maceió

Costumo dizer que a luta contra o machismo precisa ser diária e que ele está presente em todos os lugares. Quando falamos sobre o machismo ainda é comum ouvirmos que isso é “mimimi” e que a mulher tem ganhado seu espaço dentro da sociedade, ou que ela quer ocupar o lugar que foi dado ao homem, ou até mesmo que machismo não existe.

Essa semana uma frase machista estava exposta em um outdoor em Maceió. Vi a frase após um designer que sigo no Twitter ter publicado a foto fazendo uma crítica ao outdoor. 

Não sei se essa peça publicitária foi de fato criado por um publicitário ou se foi feito por alguém que sequer da área é. Sei que quem fez disse algo que nunca deveria ser colocado em outdoor. 

Para quem não entendeu, eu explico: no outdoor tem escrito ‘na compra de um apto, o presente quem ganha é a sua esposa’. Quando analisamos essa frase é possível perceber que APENAS o homem pode comprar o apartamento. 

Só o homem trabalha e consegue independência financeira? Só o homem pode comprar um apartamento e a mulher vai ganhar dele? 

Outra questão é que quando o homem compra o apartamento, a mulher ganha um relógio rolex. Ou seja: a mulher ganha um brinde. Colocando-a como se ela não pudesse (também) comprar um relógio ou apartamento, ou como se ela merecesse um brinde, enquanto o marido fica com a melhor parte. 

Há quem pense que foi apenas uma frase. Por trás dela, há todo um contexto de sempre colocar a mulher como dependente do homem, inclusive financeiramente. Se não desconstruirmos o “machismo nosso de cada dia” não vamos encontrar apenas um outdoor no meio da rua, mas também vamos retroceder em tudo que já foi conquistado.

Quantas mulheres vocês conhecem que são incríveis, independentes, donas do seu próprio negócio e que podem comprar um apartamento sem depender de um homem? Eu conheço várias. 

Para quem fez a peça publicitária, deixo o recado: foi infeliz. Independente do “presente” que se ganha quando o homem compra o apartamento, colocar a mulher em segundo plano como se ela fosse incapaz de comprar algo por meio dos seus esforços é machismo, sim! 

 

Pesquisa divulga a personalidade de pessoas que mais traem; ficou curioso? confira!

Foto: Cortesia ao blog Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Oito tipos de pessoas estão mais propensas a trair

Ninguém gosta de ser traído, isso é fato. Nós sabemos que traição é um assunto polêmico e que rende em uma roda de conversas. O site Rubi, de relacionamentos, enviou ao blog uma pesquisa que divulga a personalidade das pessoas que mais traem. Ficou curioso? Confira a lista dos tipos de pessoas que estão mais propensas a trair.

1. Homens ricos

Homens com alto poder aquisitivo, estão acostumados a terem o controle da situação, e a terem tudo que desejam. Por esse motivo, agem dessa maneira, por estarem acostumados a não terem consequência de suas atitudes. O site de Relacionamentos Meu Rubi, fez um levantamento dos seus usuários, que mostra que 45% deles são casados e estão a procura de mulheres. 

2. ‘’Garanhões’’ 

Homens bonitos, consequentemente, tem mulheres bonitas ao seu dispor, o que faz com que seja mais fácil para eles conseguirem brechas para traição. 

3. Os homens franceses

Eles são charmosos; seja pelo sotaque, pela forma que se vestem ou pela forma que sabem conduzir uma mulher. Mas a verdade é que sabem como conquistá-las. Segundo uma pesquisa da realizada pela LELO, confirma que 70% dos franceses traem.

4. As Loiras

As famosas loiras, que chamam atenção por onde passam, podem te causar problemas. E são as que mais traem, segundo pesquisas. Sendo 42% delas, enquanto as morenas, apenas 11%.

5. Pessoas arrogantes e egoístas

É o tipo de pessoa que acha que tudo que ela faz está certo, e com isso não mede seus atos. Que acaba por cometer traição. Não pensam no que os outros irão sentir com isso, pois são movidos apenas por seus interesses pessoais. 

6. Pessoas inseguras

Todos tem seu momento de insegurança, mas não estamos nos referindo a esses casos. E sim, a pessoas que se sentem inseguras por se acharem inferiores. Por acharem que não vão ser suficiente pra ninguém, acabam por procurar carinho em outros corpos, em busca dessa aceitação.

7. Pessoas que já traíram antes

Em estudo feito pela Universidade do Sul do Alabama, pessoas que já ‘’pularam a cerca’’, certamente irão trair de novo. De 500 entrevistados, que já haviam traído, 443 confirmaram que trairiam de novo. 

8. Pessoas que usam muito as redes sociais

Pesquisa realizada pela CyberPsychology mostrou que pessoas que usam redes sociais estão vulneráveis a sofrer com conflitos no seu relacionamento, que abrangem desde discussões até traições. A justificativa dada pelo estudo, é que os parceiros se queixam de o outro estarem apenas vivendo o mundo virtual, e esquecendo do próprio relacionamento.

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Em Maceió, monja Coen relata encontro com Lula e fala o que diria a Bolsonaro

Foto: Guilherme Santos/Sul21 Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Monja Coen esteve em Maceió para participar da Bienal Internacional do Livro

Em Maceió para participar da 9ª Bienal Internacional do Livro, a Monja Coen lotou a rua Sá e Albuquerque do bairro histórico do Jaraguá para fazer uma palestra para ensinar práticas do zen budismo. Antes da palestra, em entrevista à rádio Educativa FM e rádio UFAL, a monja também falou sobre a divulgação do seu novo livro e disse que o ex-presidente Lula é um homem bom e digno. Além disso, Coen também contou o que diria ao presidente Jair Bolsonaro, caso o encontrasse.

Coen falou sobre o livro ‘O que aprendi com o silêncio’ e reforçou a importância de aquietar a mente. “As pessoas confundem e acham que prática meditativa é não pensar nada, mas não tem nada disso. Não pensar nada é morte encefálica. A mente é movimento, vida e transformação. Assim como existe a palavra, existe o silêncio, entre cada palavra minha para que haja sentido existe uma pequena pausa que nem sempre observamos”, explicou.

Segundo Coen, o que ela aprendeu com o silêncio foi que as pessoas podem se conhecer profundamente. “Quem se conhece não é ofendido e nem ofende ninguém. O autoconhecimento para mim é liberdade”.

Atual cenário do país

Sobre a polarização do país e o atual cenário político, a monja disse que existem pessoas que pensam de forma diferente, mas que não sabem dialogar. “Uma democracia é quando temos partidos diferentes, pensamentos diferentes. Mas quando começa a ser ditatorial, quando começa a amedrontar as pessoas, aí entramos em um terreno perigoso. Esse terreno perigoso tem que andar em alerta. Mas lembramos que somos maiores do que isso e que é apenas uma fase que vai passar rapidinho porque a força da sabedoria e conhecimento são maiores”, enfatizou a monja.

Coen também falou que espera que o ex-presidente Lula seja liberto porque ele representa algo “temido”. “Ele é temido porque é um ser bom, digno, e por isso ele é temido por aqueles que não chegaram àquele patamar. Quanto mais quieto ele fica, mais sábio ele fica”, reforçou. Ela também disse em entrevista que Lula pediu para que ela o ensinasse a meditar durante a visita dela na prisão. “Então fizemos meditação juntos e foi agradável”.

O que Coen diria a Bolsonaro?

A monja disse que ouve algumas palavras do atual presidente Jair Bolsonaro e que ela rejeita. “Depois eu penso: ‘de onde ele veio? que educação ele teve? qual o olhar que ele tem para a realidade?’ eu não sou melhor do que ele, eu tenho um olhar e ele tem outro”, disse.

Coen também falou que se pudesse dizer algo ao presidente seria: “O que você tem feito de bom para os nossos seres? Será que o senhor pensa realmente no bem da população? Nas pessoas que são excluídas? Nas relações homoafetivas que o senhor parece contrário? Será que o senhor percebe que são seres humanos importantíssimos?”, questionou.

Ela disse que também questionaria ao presidente se “Jesus não aparece nessas formas disfarçadas?”. “Será que o senhor está seguindo os ensinamentos de Cristo verdadeiramente? Se você segue a Jesus precisa ser um exemplo de acolhida, de amor, de respeito no mundo, e não de exclusão. A ideia de que ‘estou protegendo uma família dita pelos homens não existe mais’. Estamos em outro momento da civilização, mas ele representa uma ala que está crescendo novamente, mas assim como ela cresce, ela vai puxar”, afirmou.

Segredos para meditação

De acordo com Coen, o segredo para meditar é a respiração consciente. “Parece um nada, mas nós não podemos controlar emoções, e é natural. Mas o que você faz com isso que é diferente. Quando você respira sua raiva e pensa em meios hábeis, você está fazendo uma transformação mais orgânica”, finalizou.

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"É uma criança atuando onde o Estado deveria atuar", diz fotógrafo sobre menino coberto de óleo

Foto: Leo Malafaia/AFP Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Everton, de apenas 13 anos, representou situação nas praias nordestinas

Foi na praia de Itapuama, em Pernambuco, que o fotojornalista Leo Malafaia viu um menino saindo do mar coberto por um saco de lixo, com os braços manchados de óleo e no rosto, uma expressão de sofrimento. Leo registrou o momento através de uma foto, mas não sabia era que aquela foto iria viralizar a ponto de ganhar destaque nos principais veículos e agências do mundo: Clarín (Argentina), New York Times (EUA), SVT Nyheter (Suécia), Hamshahri (Irã) e a Agência France Press (AFP).

O fotógrafo contou ao blog que no dia da foto estava trabalhando pela Folha de Pernambuco e, ele e a equipe receberam a informação de que na praia de Itapuama, a situação das manchas de óleo estava bem mais complicada. “Fomos pra lá. Quando cheguei, realmente estava bem complicado. Tinha muito voluntário e pouco material de EPI. As coisas eram muito improvisadas, porque os equipamentos estavam chegando aos poucos”, contou.

Leo começou a fotografar a ação dos voluntários e se deparou com uma jangada transportando o óleo que estava preso nas pedras da praia. Foi lá que estava Everton, a criança nordestina fotografada por Malafaia.

"Comecei a acompanhar e fotografar o barco primeiro da areia, depois entrei um pouco mais na água. Everton saltou do barco junto com outra pessoa e voltou pra areia da praia, foi quando fiz a fotografia que viralizou. Sabia que tinha feito uma boa fotografia, mas não sabia que ia viralizar desse jeito”, disse Leo ao blog.

Publicada nas redes sociais do próprio fotojornalista, a foto se espalhou rapidamente. Sobre a proporção que a imagem ganhou, Malafaia acredita que "a foto representa bem a situação, o descaso do poder público e a força que a população nordestina tem". 

Para ele, “a fotografia mostra o que realmente estava acontecendo nas praias sem romantizar o voluntariado". "Que era algo que vinha sendo feito”, falou.

Segundo ele, o feedback foi positivo, mas também vieram alguns ataques que questionaram as crenças políticas dele e disseram que a foto foi ‘parcial’. “A polarização no Brasil insufla o pior nas pessoas. Acho que a fotografia mostra uma realidade que as pessoas se recusam a ver e acreditar. Mas cumpri com meu papel enquanto fotojornalista. Recebi ataques questionando as orientações e viés político dos meus familiares e minhas. As pessoas, ou melhor, os perfis fakes afirmaram que minhas crenças políticas tornaram a foto parcial”, ressaltou.

A foto Everton Miguel dos Anjos, de 13 anos, rodou o mundo inteiro e mostrou a tragédia nas praias nordestinas. Porém, para Leo, a foto mostra que “é uma criança atuando onde o Estado deveria estar”. “Por si só, já é um absurdo”, finalizou.

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Thuca Martins: ele já pagou para banda tocar em festas; hoje, a agenda está cheia

Foto: Leandro Cerqueira Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Thuca Martins, alagoano, 21 anos

Aos 11 anos, o alagoano Thuca Martins não sabia que seu destino seria ter uma banda no futuro, mas já sentia paixão pela música quando tocava cavaquinho com o amigo Matheus Bernardo no condomínio do prédio que ambos moravam em Maceió. Tocar e cantar era a brincadeira favorita dos dois. O que Thuca também não imaginava era que aquela diversão poderia ser interrompida pela morte do amigo.

O amigo de Thuca, Matheus, faleceu aos 13 anos de um câncer no estômago. Para homenageá-lo, os amigos escreveram uma música para ele. “Quando ele faleceu, eu e outros amigos nos juntamos, e fizemos uma música para ele e foi aí que tudo começou”, disse.

O alagoano contou ao Blog que pensou em parar de tocar após a morte do amigo, mas que o apoio e incentivo do pai de Matheus fez com que ele continuasse. Thuca juntou os amigos e criaram uma banda de pagode chamada 'central do pagode'.

Com o passar do tempo, já mais velho, a voz de Thuca ganhou notoriedade e ele conseguiu um produtor que investiu na carreira dele. “Eu fui cantar forró, mas depois de um tempo resolvi juntar outros amigos e investir em uma banda”, contou.

Só que iniciar uma banda não foi tão fácil para o alagoano. Segundo Thuca, ele precisou pagar shows e chegou a oferecer a banda em troca apenas de divulgação. “Passei muito tempo assim, mas depois começamos a receber um cachê baixo, a tocar em festas melhores e conquistamos nosso espaço. Era difícil, mas foi valendo a pena quando víamos os resultados”, comentou.

Hoje, aos 21 anos, Martins diz que não enxerga que esses desafios foram ruins. Para ele, começar de baixo fez com que ele crescesse e fosse reconhecido. “As pessoas agora pagam o que realmente minha banda vale. Vejo que também criamos estratégias para que as pessoas fossem conhecendo a gente e essa foi a maneira, apesar de tudo, vejo que hoje deu certo”.

Com o sucesso e reconhecimento, a banda Thuca tem dois CDs lançados e um clipe. Além disso, toca em shows, festas particulares, formaturas e casamentos. Nesta sexta-feira (18), a banda vai gravar mais um videoclipe com a música ‘Boca de bebo não tem dono’ na Feijoada da Maria Gorda, no shopping Pátio, às 22h.

O ensinamento, para Martins, é de que começar "de baixo" pode trazer retornos positivos no futuro. A prova disso é a agenda de shows que está cada vez mais cheia e a banda ganhou repercussão em Alagoas.

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Após ter câncer de mama, alagoana desenvolve app para auxiliar mulheres no autoexame

Foto: Cortesia Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Alessandra Pontes desenvolveu, junto com a equipe, o app Touch Saúde

O câncer de mama da alagoana Alessandra Pontes, 44 anos, (Enfermeira e Mestre em Modelagem Computacional) fez com que ela tivesse uma ideia para ajudar outras mulheres e desenvolvesse um aplicativo para o diagnóstico precoce. O aplicativo ‘Touch Saúde’ auxilia a mulher no autoexame e é fundamental para a prevenção do câncer de mama.

Com a doença e durante sua trajetória, Alessandra disse que percebeu que todas sabiam da importância do autoexame, mas não realizavam. “Muitas não sabiam fazer e assim o diagnóstico acabava sendo tardio, o que prejudica também as chances de cura. Fiz uma bateria de exames na minha época e meu diagnóstico foi rápido. Hoje em dia estou curada”.

Como funciona o aplicativo?

Ao blog, Alessandra contou que o aplicativo está disponível na versão android e que ainda está aguardando para o IOS. “É um app gratuito e que serve para todas as mulheres”.

Pontes explicou que a mulher vai colocar a data da última menstruação e que no aplicativo vai constar o melhor dia para fazer o autoexame. “Se as mulheres não souberem, elas vão buscar o passo a passo de como fazer. O aplicativo mostra às mulheres de forma gratuita como reconhecer os primeiros sinais da doença, intensificando o autoconhecimento através do toque e permitindo que se tornem responsáveis pela própria saúde”.

Para a enfermeira, o aplicativo vem para desmistificar o câncer de mama e combatê-lo. “Acontece que o problema também é o medo do diagnóstico e deixamos sempre para depois. O aplicativo também traz essa responsabilidade para a mulher. Se uma mulher pode baixar um aplicativo de maquiagem também pode baixar um app de prevenção”, reforçou Pontes.

Depois do câncer de mama e da iniciativa de desenvolver o Touch Saúde, Alessandra diz que carrega uma frase consigo: “As pedras sempre estarão em nossas vidas, porém transformá-las em muros ou estradas são escolhas nossas. Eu resolvi construir uma nova entrada”.

Além de Alessandra, a plataforma foi feita pela Ângela Nascimento, Kledson Soares e Cristina Campos.

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Vídeo: vendedor de mungunzá ganha tênis de funcionária de banco em Maceió e se emociona

Foto: Cortesia ao blog Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Matheus ajuda a mãe vendendo mungunzá no Centro

Um vídeo de um vendedor de munguzá de 16 anos ganhando um par de tênis de uma funcionária de uma agência bancária em Maceió viralizou na internet e fez muita gente se emocionar.

Vi o vídeo hoje pela manhã e foi impossível segurar as lágrimas. Ao blog, a gerente da agência, Raíssa Lósio disse que Matheus Silva ajuda a mãe vendendo mungunzá no Centro da capital há quase dois anos. “E ele entrega mungunzá na agência que eu trabalho faz uns três meses”.

Raíssa disse que notou, na última quinta-feira (03), que o tênis de Matheus estava rasgado e resolveu fazer uma surpresa para ele. “Na sexta comprei o tênis e entreguei para ele. Filmamos porque queríamos mostrar as meninas que não estavam na sala no momento, mas o vídeo acabou viralizando”.

Ao entrar na sala, Raíssa pergunta como foi o dia de Matheus, que responde “hoje não foi um dia bom”. A funcionária – que está com o presente nas mãos – diz que percebeu que ele estava precisando de algo e que tinha uma surpresa pra ele.

Matheus aparece no vídeo nervoso, segurando a emoção, mas ao abrir a caixa e perceber que ganhou um par de sapatos novo, o jovem não consegue segurar as lágrimas e abraça a funcionária.

A gerente disse que não esperava a reação de Matheus. “Achava que ele ia gostar, mas não esperava que ele se emocionasse tanto”.

Lósio disse que “um par de sapatos pode ser pouco para alguns, mas que para Matheus pode ter sido algo grandioso”.

Sobre Matheus, só elogios. Raíssa disse que ele é esforçado, trabalhador, educado e prestativo. Agora, com o vídeo viralizado, as pessoas param na rua para tirar fotos com ele.

Para a gerente, a história de Matheus é como uma corrente do bem. “Eu espero que a minha pequena ação faça que Matheus colha os frutos da corrente do bem que está querendo ajudá-lo. A mim mesmo, só gratidão”, disse.

Veja o vídeo abaixo!

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Em palestra, Giovanna Ewbank manda recado: 'adoção não é caridade'; veja vídeo

Foto: Reprodução/Redes Sociais Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Atriz e empreendedora Giovanna Ewbank

O vídeo que vi da Giovanna Ewbank sobre maternidade durante uma palestra, na última quarta-feira (02), foi a melhor coisa que vi essa semana. A atriz deu uma verdadeira lição de moral naquelas pessoas que são preconceituosas com relação a adoção. Além disso, Giovanna falou sobre o machismo que a rodeia, as diferenças entre ela e o esposo, Bruno Gagliasso, e sobre o que não deve se dizer para uma mãe adotiva.

Me identifiquei bastante com a palestra da atriz que adotou duas crianças. Tenho sonho em adotar, é um objetivo de vida, mas toda vez que comento isso com alguém, ouço algo do tipo: “é preciso ter coragem, viu?”; ou então: “filho dos outros não presta porque eles podem virar delinquentes”.

Por qual motivo é preciso ter coragem para adotar alguém? Adoção não é do nada. Você adota um filho ou filha que se identifica, que vai amar, e não por pena. Sobre essa história de que filho dos outros não presta é um comentário disfarçado de preconceito. Afinal, se fosse dessa maneira, os filhos biológicos dariam sempre certo. E sabemos que não é assim que funciona. 

A parte mais marcante da fala de Giovanna foi quando ela disse que “adoção não é caridade”. E não é mesmo. Você não adota porque aquela criança está em um lar e você quer fazer um “ato de caridade”. Você adota por amor, por conexão, por querer entregar tudo de bom que você tem para aquela criança ou adolescente.

A palestra de Ewbank nos faz pensar sobre maternidade. Inclusive, sobre a maternidade que não nasce da barriga, mas sim do coração.

“O meu parto foi naquele chão frio daquele abrigo, com pessoas que eu jamais havia visto na vida e ali era só eu e ela. Foi ela que me tornou mãe, foi ela que me tornou leoa”, disse Giovanna durante a palestra.

Uma vez escutei que só quem era capaz de amar sem limites podia adotar. Que fique esta reflexão!

 

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Ambulatório para população LGBTQ em AL vai contar com Processo Transexualizador

(Foto: Freepik) Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Ambulatório em Maceió vai atender população LGBTQI+

O Hospital da Mulher inaugurado nesse domingo (29) não só traz benefícios para as mulheres alagoanas, mas também para a população LGBTQI+. Com essa iniciativa do Governo do Estado, é a primeira vez que Alagoas ganha um serviço exclusivo de saúde no cuidado e acolhimento para o público. E traz também uma novidade: o Processo Transexualizador. 

Separei algumas informações que são importantes e que foram publicadas pela Sesau. O ambulatório é eletivo e não de urgência.

O assessor técnico de Políticas Transversais da Sesau, Robert Lincoln, disse que se um LGBT do município de Santa Luzia do Norte, por exemplo, quiser ser atendido no ambulatório, ele vai ter que se encaminhar até a Secretaria Municipal de Saúde e fazer a solicitação.

“A regulação vai fazer a marcação para o ambulatório e para o acolhimento no Processo Transexualizador, aos travestis e as pessoas transexuais. Qualquer pessoa que se identifique como transexual, o SisReg vai marcar para que esse usuário receba o acolhimento do Processo Transexualizador”, disse.

Para as pessoas lésbicas, gays e bissexuais, ou de qualquer outra orientação, elas devem solicitar pelo SisReg a consulta de enfermagem. Psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais são responsáveis por esse atendimento.

O trio vai avaliar e a partir disso, as pessoas serão direcionadas para as  especialidades médicas, como ginecologia, urologia, proctologia, mastologia, psiquiatria, infectologista e endocrinologista.

“O usuário só vai para o encaminhamento das especialidades médicas depois que passar obrigatoriamente pelo enfermeiro, psicólogo, assistente social e, novamente, pelo enfermeiro, pois este profissional vai fazer o acolhimento, a escuta qualificada, uma ficha de cadastro e de acolhimento e, com isso, vai identificar as demandas. Na segunda consulta, ele vai ofertar os exames preventivos, avaliação de calendário vacinal, os testes rápidos, prevenção combinada e acolhimento pelo nome social”, explicou.

Outro avanço para o estado é que o Hospital da Mulher traz o serviço do Processo Transexualizador do Sus, que atende aos pré-requisitos da Portaria 2.803, de 18 de novembro de 2013. O serviço vai desde o acolhimento, terapia hormonal até o acompanhamento pré e pós-cirúrgico.

Ressalta-se que o Hospital da Mulher não será responsável por realizar procedimentos cirúrgicos nas pessoas transexuais. O hospital vai realizar consultas e exames. Caso a pessoa queira fazer a mudança de sexo, em Recife, por exemplo, ela vai ter o acompanhamento no hospital, por meio da regulação do próprio estabelecimento de saúde ao qual se submeteu no procedimento cirúrgico.

A iniciativa do Estado é um avanço para toda população LGBTQ+. Afinal, o assunto é pouco abordado pelas políticas públicas. O ambulatório permitirá que a população cuide mais da saúde e que os inúmeros casos de câncer sejam evitados.

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(Algumas informações foram retiradas da Ascom Sesau)

"Meu marido não me procura mais para o sexo. O que faço?"; terapeuta sexual responde

Foto: Reprodução/Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true "Meu marido não me procura mais para o sexo. O que faço?"; terapeuta sexual responde

Perdi as contas de quantas vezes escutei as mulheres reclamando de que os maridos não as procuravam mais para o sexo. Algumas mulheres que me relataram isso afirmaram que não sabiam o que estava acontecendo e que quando conversaram com os companheiros, recebiam as mesmas respostas: “é que a semana foi corrida”; “é o cansaço”.

Conversei com a psicóloga e terapeuta de casal e sexual, Karolayne Melo (CRP 15/5303), sobre o tema. Karolayne explicou que é “importante ressaltar que existem vários tabus quando se trata de sexo e sexualidade já que são coisas distintas”.

“Um desses tabus, é que o homem “só pensa em sexo”, devido a isso, é colocado para os homens a responsabilidade de estar sempre disposto ao sexo ou a procura de sua parceira. Com isso, muitas mulheres ficam a espera de seu parceiro, pois, aprenderam que quem deve procurar para a relação sexual é o homem”, explicou a terapeuta sexual.

Psicóloga e terapeuta sexual

Uma das frases que mais ouço é que a rotina é assassina do prazer. A terapeuta sexual disse que vários problemas podem interferir na energia sexual e que saber qual a origem da dificuldade na vida sexual ajuda o casal a lidar com a situação. Segundo ela, o diálogo é essencial.

“Para não chegar  ao limite da relação e deixar o sexo de lado, é necessário que o casal reflita sobre as mudanças que aconteceram. O diálogo é essencial, pois, por meio dele os casais podem juntos analisar e perceber determinadas insatisfações e consequentemente melhorá-las”, comentou Melo.

Estou casada e meu marido não me procura. O que fazer?

A terapeuta sexual contou ao blog que a mulher desconstrua alguns conceitos que foram formados ao longo do tempo e comecem a procurar o parceiro. Karolayne explicou que é importante analisar quando o comportamento desse parceiro foi modificado e buscar compreender o que causou tal mudança.

“Muitas vezes, com a mudança de comportamento do parceiro, boa parte das mulheres, começam a catastrofizar a situação. Tendo vários pensamentos negativos, como, por exemplo: Será que meu marido está me traindo? Será que estou feia? E se ele não me amar mais?”. A terapeuta contou que “pensamentos ou questionamentos desse tipo podem levar a deterioração da relação”.

Mulher e a liberdade sexual

Para Melo, a mulher têm evoluído bastante nesse sentido, buscando o prazer e se descobrindo sexualmente. Porém, a terapeuta chamou atenção de que na prática clínica, as questões culturais, religiosas e familiares estão muito arraigadas e ainda interferem bastante no processo. “Muitas mulheres procuram a psicoterapia por tal motivo”.

Como dica, a terapeuta disse que é importante não visualizar o sexo como um aspecto meramente quantitativo, mas como a conquista de prazer, de poder desejar e ser desejada.

“Arrisco dizer, que as mulheres não se contentam não é apenas com uma relação sem sexo, mas com o sexo sem relação, relação de respeito, independência e autonomia para ser quem ela quiser, como quiser e quando quiser. À sua maneira!”, finalizou.

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