(Foto: Freepik)
Ambulatório em Maceió vai atender população LGBTQI+

O Hospital da Mulher inaugurado nesse domingo (29) não só traz benefícios para as mulheres alagoanas, mas também para a população LGBTQI+. Com essa iniciativa do Governo do Estado, é a primeira vez que Alagoas ganha um serviço exclusivo de saúde no cuidado e acolhimento para o público. E traz também uma novidade: o Processo Transexualizador. 

Separei algumas informações que são importantes e que foram publicadas pela Sesau. O ambulatório é eletivo e não de urgência.

O assessor técnico de Políticas Transversais da Sesau, Robert Lincoln, disse que se um LGBT do município de Santa Luzia do Norte, por exemplo, quiser ser atendido no ambulatório, ele vai ter que se encaminhar até a Secretaria Municipal de Saúde e fazer a solicitação.

“A regulação vai fazer a marcação para o ambulatório e para o acolhimento no Processo Transexualizador, aos travestis e as pessoas transexuais. Qualquer pessoa que se identifique como transexual, o SisReg vai marcar para que esse usuário receba o acolhimento do Processo Transexualizador”, disse.

Para as pessoas lésbicas, gays e bissexuais, ou de qualquer outra orientação, elas devem solicitar pelo SisReg a consulta de enfermagem. Psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais são responsáveis por esse atendimento.

O trio vai avaliar e a partir disso, as pessoas serão direcionadas para as  especialidades médicas, como ginecologia, urologia, proctologia, mastologia, psiquiatria, infectologista e endocrinologista.

“O usuário só vai para o encaminhamento das especialidades médicas depois que passar obrigatoriamente pelo enfermeiro, psicólogo, assistente social e, novamente, pelo enfermeiro, pois este profissional vai fazer o acolhimento, a escuta qualificada, uma ficha de cadastro e de acolhimento e, com isso, vai identificar as demandas. Na segunda consulta, ele vai ofertar os exames preventivos, avaliação de calendário vacinal, os testes rápidos, prevenção combinada e acolhimento pelo nome social”, explicou.

Outro avanço para o estado é que o Hospital da Mulher traz o serviço do Processo Transexualizador do Sus, que atende aos pré-requisitos da Portaria 2.803, de 18 de novembro de 2013. O serviço vai desde o acolhimento, terapia hormonal até o acompanhamento pré e pós-cirúrgico.

Ressalta-se que o Hospital da Mulher não será responsável por realizar procedimentos cirúrgicos nas pessoas transexuais. O hospital vai realizar consultas e exames. Caso a pessoa queira fazer a mudança de sexo, em Recife, por exemplo, ela vai ter o acompanhamento no hospital, por meio da regulação do próprio estabelecimento de saúde ao qual se submeteu no procedimento cirúrgico.

A iniciativa do Estado é um avanço para toda população LGBTQ+. Afinal, o assunto é pouco abordado pelas políticas públicas. O ambulatório permitirá que a população cuide mais da saúde e que os inúmeros casos de câncer sejam evitados.

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(Algumas informações foram retiradas da Ascom Sesau)