Raízes da África

Renomado anestesiologista comete suicídio em Maceió,Alagoas, ou, quem cuida do cuidador?

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Ele era um profissional altamente qulificado-contam alguns.
E em  sua profissão de  anestesiologista tinha uma  importância  singular, pois era o cuidador de milhares de  vidas e da segurança de pacientes durante o ato  cirurgico. 
O suicídio,em Alagoas, se torna uma epidemia emergente, mas,a questão,ainda, é extremamente  ignorado pelo poder público.
As vulnerabilidades que levam pessoas a tirar a  própria vida é um problema de Saúde Pública.
Faz tempo que o blog tenta construir um diálogo com o poder público, não só para alertar sobre o tema, como também, visando o desenvolvimento de estratégias de promoção de prevenção de danos e linhas de cuidado integrais em todo os níveis de atenção, para a população tutelada.
Políticas públicas eficazes e efetivas no trato do tema, entretanto, o poder público  continua fazendo ouvido de mercador.
Não é só sobre o suicídio do anestesiologista. É sobre tantos e muitas mortes invisíveis que acontecem no submundo do anônimato ,e  nem ao  menos vem a conhecimento público.
Não é só sobre esse caso. É sobre a urgência e relevância da questão, que pede bem mais do que seminários, em salas refrigeradas, ou  palestras para poucos. 
O aumento dos  suicídios em Alagoas dever servir como  sinal de alerta  e o poder público não pode mais "varrer  o tema para debaixo do tapete".
Como cuidador de vidas, o anestesiologista cuidava  de muita gente, mas,quem cuidava do cuidador?
Hoje o anestesiologista  se matou.
Precisamos falar sobre suicídio!

"Minha filha de 12 anos tem pensamentos suicídas. Fala isso pra mim e me sinto morta por dentro"- diz a mãe.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

A mãe desabafa sobre sua menina que tem 12 anos e uma tristeza profunda:
"Vive pelos cantos, com um olhar longe, como se tivesse uma vazio grande dentro dela. Procuro conversar, fico sempre junto dela, mas, a tristeza só aumenta.
Não quer mais  ir à escola, e não sei porque isso está acontecendo com minha menina. Levei ela ao médico e ele disse que estava parecendo  depressão e ansiedade e passou um monte de remédios. Eu não quero dar esses rémedios todos, minha filha é muito nova- disse isso ao médico e  mandou levar para um psicólogo. Fui com ela. Faz alguns meses que está em tratamento e  nem gosta de ir, tem medo da rua  e quando tem que  sair de casa passa mal. Fica muito nervosa.
Meu medo é que ela tem muitos pensamentos suicidas. Fala nisso pra mim e eu me sinto morta por dentro.
Como ajudar minha filha?"
- pergunta ela.

Suicídio na infância e adolescência

A ideação suicída é comum na idade escolar e na adolescência; as tentativas, porém, são raras em crianças pequenas. Tentativas de e suicídio consumado aumentom com a idade, tornando-se comuns durante a adolescência.
Crianças suicidam com fatores desencadeantes: discussão com os pais, problemas escolares, perda de entes queridos e mudanças significativas na família.
Até os 6 a 7 anos a criança encontra-se na fase do pensamento pré-lógico, com predomínio do pensamento mágioco, com dificuldade de simbolizar e conceituar o que  chega sob forma de percepção.
Aos 11 a 12 anos, há passagem do pensamento concreto para o pensamento abstrato, Estágio das Operações Formais (PIAGET , 2000). Nesta etapa surge a preocupação com a vida após a morte (Toress, 1999).
O jovem entra no mundo através de profundas alterações no seu corpo, deixando para trás a infância e e é lançado num mundo desconhecido de novas relações com os pais, com o grupo de iguais e co m o mundo.
Assim, invadido por forte angústia, confusão e sentimento de que ninguéjm o entendem, que está só e que é incapaz de decidir corretamente seu futuro.
Isso ocorre, principalmente, se o jovem estiver num grupo familiar também em crise, por separação dos pais, violência doméstica, alcoolismo ou doença mental de um dos pais, doença física ou morte (Resmini, 1997).
O jovem que considera o suicídio comum a solução para seus problemas deve ser observado de perto, principalmente se estiver se sentindo só e desesperado, sofrendo a pressão de estressores ambientais, insinuando que é um fardo para os demais. Pode chegara dizer que a sua morte seria um alívio para todos.
Precisamos falar sobre suícidio na infância e juventude.

 

"No candomblé não é para ninguém ser melhor do que os outr@s, e sim, ser melhor para os outr@s"- afirma o Babalorixá Manoel de Xoroquê.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true


No domingo, 26/05  visitamos o terreiro de Pai Manoel de Xoroquê , no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió,AL, para assistir a Festa das Yabás  em  reconhecimento às principais Orixás femininas que são responsáveis pelo equilíbrio da terra e da vida.
No domingo no terreiro  a festa religiosa  fez homenagem ao maio das mães. Oferendas,  cânticos,  danças e os ritos que encantam a alma.
 Assistimos o girar da  roda feita de humanos e divindades  criando uma espécie de  ponte entre o  Orum, o espaço infinito, e Aiê , o mundo terreno. O espaço  ancestral respirava a essência muitas vezes,  indiscritível e incompreendida por nós, meros mortais.
E ele, o Babá, a alma do terreiro conduzia, instruía, comandava a roda , como uma simbólica renivenção do candomblé.
Além da função sacerdotal,Pai Manoel do Xoroquê coordena trabalhos filantrópicos e solidários com o Instituto Águas de Oxalá – Ilê Axé Legionirê Nitô Xoroquê.
O resiliente sacerdote  é comprometido com as questões sociais e retroalimenta  a função de reunir e unir gentes, afirmando o Ubuntu: a nossa existência depende das existências alheias.  
E  a energia sagrada  que girava igualando tod@s na  roda  consolida a essência do candomblé que Xoroquê professa:  "não é para ninguém  ser melhor do que os outros, e sim,  ser melhor para os outros."
E assim dia após dia  em sua atuação sacerdotal , o Babalorixá  Manoel do Xoroque reinventa a amorosidade como fundamento do  candomblé.
Reunindo e unindo gentes.

 

Fernandes Lima foi o principal responsável pelo MAIOR massacre político contra religiosos de Matriz Africana que já se ouviu falar em Alagoas.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O religioso alagoano de matriz africana, Ítalo Renato escreve:
"Fernandes Lima foi o principal responsável pelo MAIOR massacre político  contra religiosos de Matriz Africana que já se ouviu falar em Alagoas. Ele ordenou por meio da Liga dos Combatentes Republicanos, a destruição de todos os terreiros de Candomblé e Umbanda do estado. Queimando, quebrando e até matando o que e quem fosse encontrado nos terreiros, uma das mais famosas yalorixas assassinada pela milícia de Fernandes Lima foi tia Marcelina e sua última frase "bate moleque, quebra braço, quebra perna, tira sangue, mas não tira saber". 
Vale ressaltar que o Quebra de Xangô de 1912 originou uma triste época para o povo de santo alagoano "o Xangô rezado baixo", onde continuaram exercendo sua religiosidade sem a presença dos importantes ILÚS, ou atabaques, apenas na palma da mão. 
Exaltar um cara desses é no mínimo loucura"
- resume Ítalo.

Já se agendou para IX edição do Festival Alagoano das Palavras Pretas? É na sexta-feira. E a gente espera você!

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Sexta-feira,24/05, a partir das 19 horas, no Aracajé vai ter poesia. Muita poesia autoral  feita por jovens talentos@s, pret@s artistas das periferias de Maceió. Gente que faz da escrita a arte da resistência.
Jovens literat@s mostrando sua arte.
 Literatura negra.
Teremos cantador@s  de vários quilates, soltando a voz ao som do violão.Teremos batalha de poesias.
As poesias impressas estarão espalhadas pelos quatro cantos do Aracajé, caso você queira ocupar o palco aberto e soltar a voz.
Será uma noite boa para ler poesia ao som de primorosas melodias  e conhecer jovens talentos, pratas-pretas das Alagoas de Palmares, e o melhor  você carrega a alma de leveza. 
Tem muita gente precisando relaxar a alma.
A realização da nona edição do Festival é uma iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio do governo do estado, através da SECULT,SEMUDH,SECOM e do Aracajé.
E por falar nisso, o  Aracajé é um restaurante bem simpático e aconchegante, com um acarajé de deixar água na boca. Fica na rua Paulo Falcão, no bairro da Jatiúca. É uma rua por trás da Avenida Amélia Rosa.
A gente faz o convite  torcendo por sua presença.
Afinal, não é todo dia que as palavras criam cores, né, não?
Apareça!

"Vamos ver se o Presidente da Fundação Cultural Palmares consegue alavancar a Serra da Barriga, de forma coletiva"- diz o empreendedor Adeilton Lima

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Com a palavra Adeilton Lima, graduado pela UFAL, MBA pela FGV, sócio diretor na empresa Balneário Mirante das Águas, em União dos Palmares:


'Acho engraçado como ainda tem gente que defende algo que não existe. Grupo gestor da serra não avança! Afirmo com propriedade. Onde estão os artefatos retirados da Serra? Qual destino? Duas escavações já foram feitas nos ultimos 12 anos. Kd o plano de ação pra estimular o turismo cultural da região e de União dos Palmares? Quais as entidades e suas respectivas ações e seus prazos? Quais investimentos financeiros e econômicos desse grupo pra tornar a Serra um equipamento religioso sustentável? As fontes de financiamento do governo federal aos poucos vão se esgotando...e aí? Quem vai pagar a conta? Existe um sentimento de pertencimento da comumidade (sociedade, entidades, associacoes, governo ee grupos religiosos?). Ou as açoes desse grupo só repele os citados acima? São muitas as perguntas sem respostas. Pouco querendo ser donos que na verdadd só atrasa o equipamento Serra. E o título de Patrimônio do Mercosul?? Algum avanço para explorar essa joia dd titulo? Sim explorar de forma que respeite a história e ele a valoração da Serra. Esses alguns itens de varios outros questinamemtis que temos inclusive por escrito. Lamentável! Vamos ver se o novo Presidente consegue alavancar essa serra em.conjunto com todos."


Fonte:https://www.facebook.com/adeilto.lima.9


 

-Ô, mulher por que você está aqui?- perguntei pra jovem de 19 anos, presa no Santa Luzia.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

É terça-feira dia de atividade do Instituto Raízes de Áfricas, no presídio feminino Santa Luzia, em Maceió,AL.
 As reeducandas estão sentadas ao chão participando das conversas em grupo, na Conferência Livre de Saúde sob o tema:"Democracia-Saúde &Ubuntu-Movimentando  ideias pelo Respeito à Saúde na Prisão".

Ao passar por um dos grupos a menina me chama, com uma alegria incontida. Vou até ela, mas não reconheço a feição e ela se apresenta :- Sou fulana. Eu estava na Unidade de Internação Feminina,quando a senhora  fazia encontros lá, lembra?
Sim, lembrei dela e me bateu uma tristeza do tamanho do mundo.
-Ô, mulher por que você está aqui?- fiz a pergunta à menina de 19 anos, presa no Santa Luzia.
-  Foi um bocado de coisas, professora e desviou-se  do assunto.
Perguntei-lhe da idade. 19 anos afirmou  ela e continua: passei 1 ano e 6 meses na rua, em liberdade, depois que saí da UIF , caí aqui. Me conta isso como se  fosse um fato  simples da vida comum.
É ainda uma menina.
Uma menina  preta,muito linda, moradora de territórios precarizados pela pobreza, mas com uma mãe que abarca o mundo para salvar sua princesa das drogas,mas, o "mundão" é perverso.
Antes de me direcionar  na orientação de outro grupo,acarinho-lhe o rosto e peço  que tome juízo, a mas, a imagem da menina grudou em minhas emoções.
Ter encontrado essa moça,aos 19 anos, entre as 4 paredes de um presídio, me  tirou do eixo  e  consolidou a certeza de que estamos abandonado nossos jovens à própria sorte.
À própria sorte!

 

Presidente da Palmares recepciona lideranças negras no escritório da instituição,em Alagoas.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Como parte da agenda de trabalho em Alagoas, o advogado Vanderlei Lourenço,presidente da Fundação Cultural Palmares recebeu na manhã da terça-feira, 21/03, no escritório  da Fundação Cultural Palmares, em Alagoas, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros e o sociólogo e escritor, Carlos Martins.
Na abertura da conversa, Arísia Barros falou sobre o IX Festival Alagoano das Palavras Pretas, que acontece dia 24 de maio  visando a valorização da literatura negra e de jovens literat@s pret@s e periféricos, e apresentou,ainda  os novos projetos do Instituto Raízesde Áfricas, visibilizando a juventude negra.
Vanderlei parabenizou a ação e ampliando a conversa,com a participação do  sociólogo Carlos Martins falou que tem como meta de gestão as ações de empreendedorismo. Ações que criem oportunidades para a  ocupação afirmativa dos muitos   espaços, pela juventude negra. Ações que potencializem a vocação das comunidades quilombolas visando a autossuficiência, criando  meios estratégicos para a auto sustentabilidade-completou.
O sociólogo,Carlos Martins fez pontuações analíticas  sobre as  muitas sequelas provocadas pelo racismo e ratificando os posicionamentos de Vanderlei falou sobre  sua experiência no governo do estado de Alagoas, tendo como  objeto o microcrédito.

Encerrando o  encontro que serviu para reafirmar parcerias entre a Palmares e lideranças do estado, Vanderlei Lourenço,o presidente da FCP reafirmou sua postura de " que é imprescíndivel escutar  as muitas e diferentes visões das diversas,múltiplas entidades do movimento negro da terra de Palmares, buscando assim agregar valor à causa que é comum: o combate ao racismo."
 

Mulheres aprisionadas do Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL, são protagonistas da Conferência Livre de Saúde.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true


A Conferência Livre de Saúde sob o tema:"Democracia-Saúde &Ubuntu-Movimentando ideias pelo Respeito à Saúde na Prisão", no Presídio Santa Luzia em Maceió,AL  juntou umas gentes bem participativas.
Idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, e com o apoio  agregador de Marcos Sérgio, gestor da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social ,a conferência marca um fato inédito   foi organizada  em um prazo recorde de  3 dias , e  com um final de semana no meio. A vontade de fazer  desburocratizou  todo processo , porque  contou com a habilidade e o compromisso  da  equipe de Marcos  Sérgio  que  fez acontecer.
E aconteceu.
A conferência foi um palco  espaço privilegiado  de fala e escuta . As reeducandas protagonizaram a discussão, rascunharam em papel  40 quilos,  sobre ações de saúde necessárias para mulheres  no sistema penitenciário.
Com um público de 75 pessoas  foi uma ação  coletiva, aquela coisa de "ninguém solta a mão de ninguém". A SESAU  estava lá levando conhecimento,  o Projeto de extensão comunitário do CESMAC  deu grande contributo na orientação  dos grupos de trabalho e o Conselho Estadual de Saúde legitimou a ação.
Veraleide Nazaré , da AABB Comunidade levou  dinâmica, ludicidade, afetos e lágrimas que  lavaram olhos e alma de mulheres aprisionadas.
E, com a intervenção de Veraleide as reeducandas , bem mais do que palavras bordaram  voos de liberdade.
"Precisamos de mais ações como essas para  a gente não ficar pensando besteira, ou não se sentir tão triste"- disse uma reenducanda.
Foi uma roda de conversa, que   desvelou vivências e reafirmou  o diálogo com  a escolha de 4 reeducandas para representarem, como delegadas-suplentes,  o presídio Santa Luzia na Conferencia  Estadual de Saúde . 
Essa foi a melhor conferência livre que participei- disse o conselheiro Cícero Vieira  do Conselho Estadual de Educação.
O Instituto Raízes de Áfricas tem a certeza de missão cumprida!
 

Vanderlei Lourenço, presidente da Palmares, cumpre agenda institucional,em Alagoas.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O presidente da Fundação Cultural Palmares, o advogado Vanderlei Lourenço está em Alagoas cumprindo agenda institucional.
Vanderlei afirma que  o objetivo da visita  é fazer  reconhecimento de algumas pautas, como também estabelecer o diálogo com instituições e movimentos sociais na busca de realizar uma gestão participativa e assertiva.
Na segunda  a tarde o presidente  reuniu-se com  a secretaria de Turismo e  Municipal de Esporte e Cultura de União do Palmares, logo depois fez uma visita  técnica à  Serra da Barriga.
Na continuidade da agenda , em Maceió, Vanderelei  terá conversas com secretarias de estado ,como a SECULT e SEMUDH.
 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com