Raízes da África

Ex-caloura mirim do Programa Raul Gil comete suicídio. Tinha 17 anos.

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Yasmim Gabrielle fez inúmeras participações ,como assistente mirim no Programa Raul, ao longo de sua infância. O  programa  era transmitido pelo SBT.
Atualmente,a adolescente contava 17 anos.
Em 2012, a menina  perdeu a mãe e depois o irmão vitimados pelo câncer.
Yasmim  tinha depressão.
A depressão matou Yasmim.
O suicídio foi anunciado, neste domingo, 21/04, através de um amigo dela em sua conta do Facebook.
“Luis Gabriel, o amigo, falou sobre a morte de Yasmim:  "Vocês sabem o que é DEPRESSÃO? Pra quem não sabe ou ACHA que sabe, é uma doença muito grave que atinge o altoestima, psicológico e o emocional das pessoas… Sabem essa princesa? Infelizmente essa “FRESCURA” levou mais uma vítima, uma menina linda, nova, que tinha tantos futuros em sua frente, mas que essa doença bloqueou o seu futuro promissor e feliz…“,
Segundo a Organização Mundial de Saúde precisamos falar de depressão e suicidio como problema de saúde pública.
Precisamos!

Que a menina descanse em paz!

"Não quero falar com você"- diz a menina Yasmim, a Jair Messias, o presidente. Em 79, Rachel, aos 5 anos, ignorou João Figueredo.

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"Tá muito ruim o governo.  Minha mãe que fala"- diz omenino  da Escola Classe 1 da Estrutural, região da periferia de Brasília, em um diálogo com o  presidente da República Federativa do Brasil,Jair Messias,durante uma cerimônia de Páscoa no Palácio do Planalto.
Sem a compreensão da resposta do menino, Jair reforça a pergunta: Tá ruim, o quê?
E o menino responde, convicto: O GOVERNO
Em outro momento  da cerimônia, a menina Yasmim, também aluna da escola,  se recusa a falar com o presidente:- Não vou falar com você. E cruza os braçose , balançando  a cabeça em negativa.
40 anos após , Yasmim  repete o mesmo gesto da menina  Rachel Coelho Menezes de Souza, com 5 anos na época, que em  1979, se recusou a cumprimentar o general João Figueiredo.
Meninas icônicas.
Toda ação aconteceu na quarta-feira, 17/04
 

O livro "Educação nos terreiros" da Stela Guedes Caputo é uma obra prima essencial-diz Atila Bezerra.

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O ator e candomblecista carioca, Atila Bezerra, de São João de Meriti, escreve:


"Se a gente buscar se afastar da ignorância, a gente melhora. A gente se cura e liberta os outros de energias confusas e ruins também. Eu estou terminando de ler "Educação nos terreiros" da Stela Guedes Caputo. Uma obra prima essencial e que eu adoraria que estivesse ao alcance de todos por aí. Essa obra me esclareceu tanta coisa. Me colocou de frente com os primórdios do candomblé no país. 
Stela foi sensível e respeitosa demais ao mergulhar na vida das crianças nos terreiros. O trânsito difícil dos terreiros pra escola. 
É incrível também a passagem a respeito das comidas pros orixás, discussão recente q chegou até o STF. 
É foda também ver a importância da Baixada Fluminense na história do Candomblé no país. Gente! Como a Baixada é importante. Como a Baixada é repleta de beleza e de passagens incríveis e primordiais para o Rio de Janeiro como um todo. Ah se nós e os outros conhecessemos realmente o nosso território.
É preciso estudar meu povo. 
Esse livro é um dos presentes mais lindos que recebi e foi durante a primeira temporada de "Joãozinho da Goméia". Empresto com todo amor, desde que assinem um termo de devolução rsrs
Mas, sugiro que comprem. Busquem, por favor!
LEIAM. LEIAM!

 

 

Meu pai matou minha mãe- disse o menino de 10 anos.

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"Eu não conheci minha mãe. Nunca vi o rosto dela. Não sei como era seu beijo, seu cheiro. Não conheci minha mãe ,porque ela está morta.Meu pai matou minha mãe."
É uma criança bonita, inquieta, desassossegado que  conta suas tragédias de um fôlego só. 
Agitado,  o menino enrola  sentimentos em  palavras incrédulas, e  a mulher que o acompanha não consegue contê-lo. Estamos em uma sala de espera de um consutório de psicologia para  infância.
Ele é uma crinça que faz terapia para manter a sanidade mental, expulsar as zonas sombrias.. É uma criança que perdeu a mãe e busca sentido nas coisas da vida.
O menino segue inconsolável pelos caminhos do mundo..
O pai do menino matou sua mãe.
Feminicidío!
 

Tenho uma chaga aberta: minha filha de 3 anos tem câncer no ovário-disse o pai.

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Ele tinha os olhos marejados de lágrimas. E o choro se faz audível. O homem chora.
" Faz tempo que estou em uma jornada de hospitais e médicos.Médicos e hospitais"- desabafa.
Ouço sua história em um  completo e constrangido silêncio.
Ele fala da filha única e diz que compete com a morte.
Ele quer que a sua menina se torne adolescente,  e depois mulher,
Ele tem uma filha que tem 3 anos e  um câncer no ovário.
Ele fala do seu desespero. Da impotência.Do medo de perder a única filha.
Ele alimenta a palavra de fé e clama por Deus. A alma do homem, pai da menina está desnuda. Roga por um milagre. "Minha filha de 3 anos tem câncer no ovário vai se operar nos próximos dias, em Sao Paulo. A mãe está com ela,não pude ir por conta do trabalho.  E confesso para você, meu coração está sombrio. Se você puderem reze pela minha filha e por mim também."
O homem, como um retrato nu do medo depois do desabafo levanta da cadeira e se vai. Segue adiante pelo predregulhoso  caminho  que a vida impõe.
Que  a menina, sua filha, fique bem!
 

Ele tinha 21 anos e se matou em Maceió. Mais um. Mais um. Mais um. Mais um. Até quando?

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Ele tinha 21 anos  e se matou. Mais um jovem. Menos uma vida.
A incidência de mortes auto-provocadas em Alagoas atinge números alarmantes, mas, ainda não temos  estratégias importantes de prevenção e de cuidados para os sobreviventes.
Vale reafirmar que suicídio é uma questão de saúde pública.
O desejo de se matar precisa deixar de ser tabu para ser sintoma de um sofrimento psíquico que, aliviado, impede o suicídio”, afirma o psiquiatra Mauro Aranha.
É preciso  estabelecer o diálogo e a transparência sociais, como ferramentas para prevenção.  
Precisamos quebrar os tabus que foram, secularmente, criados, em torno da questão,  por convenções sociais, religiosas e culturais.
Perguntar sobre o desejo de morrer não é indutor de suicídio. Muito pelo contrário, pois quando você dá oportunidade para a pessoa falar, ela conta com uma referência de acolhimento e auxílio que não tinha antes”, conclui  o Dr.Mauro Aranha.
Quebrar os tabus  sobre o suicidio pode significar o resgate de vidas.
Ele tinha 21 anos e se matou hoje em Maceió.
Mais um. Mais um.Mais um.
Até quando?
Precisamos, podemos  e devemos  falar sobre suicidio.
Suicídio é uma questão de saúde pública.

 

Levarei sua demanda para o ministro- afirmou João Lessa,secretário da SEADS.

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Estive com João Lessa, o atual secretário da Secretaria de Estado e Desenvolvimento Social, em Alagoas.
Foi uma conversa objetiva, pragmática, proativa.
João é assim vai direto ao ponto: Sim. Como posso ajudar?
E eu, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, dona de  longos e detalhistas debates,  me fiz concisão, ao  lançar quatro pontos de intereses coletivos.
Após escutar,atentamente o  novo secretário disse: "Podemos viabilizar esforços para atender  estas duas questões, as outras duas, já estão na alçada da SEADS."
O  cenário  preocupante do  suicidio, que em Alagoas,  que vem se tornando uma epidemia silenciosa foi uma das questões levantadas.  Como militante em atuação informamos sobre o alto indice  de mortes na 7ª região de saúde, dentre elas, Arapiraca ( terra natal do secretário) , maior do que  a média nacional. 
Mencionamos a aprovação pelo senado do Plano Nacional de  de Prevenção a AutoMutilação e Suicidio , cujo autor é o atual Ministro da Cidadania, Osmar Terra e sugerimos o convite ao ministro  para trazer o  debate  a Alagoas,  sobre o Plano Nacional, criando assim possibilidades  reais de ação e espaços para discussões cientificas  sobre as mortes auto provocadas. 
Diligente ,o gestor  afirmou da relevância do tema e garantiu :- Vou a Brasília na próxima semana e levarei para o ministro essa demanda, que é de grande  importância social.
Antes do encerramento da conversa aconselhou: "Se quiser falar comigo não mande whatsapp, ligue direto." E me passou o número do celular.
Essa primeira conversa com João Lessa, o secretário da SEADS  foi extremamente produtiva,respeitosa e positiva. A afirmação de uma grande parceria.
Obrigada, João!
 

O abuso que sofri me levou à tentativa de suicídio, mas agora estou bem-diz Eduarda aos 19 anos.

Eduarda conta que desde os 13 anos sofria com tristezas.

Eduarda conta que foi abusada pelo padrasto.

Eduarda conta que chegou uma hora na vida que tudo aquilo se avolumou, ficou gigantesco  e insuportável,e a menina tentou o suicídio.

Eduarda é uma preta linda, e de conversas longas. Eu a conheci no domingo a noite, quando ela adentrou ao bar, em missão com mais 5 jovens, para vender bilhetes de rifas.

Segundo ela o recurso arrecadado é para manter o programa que fazem de conversação com outros jovens nos muitos  bairros/escolas da capital Maceió.

“Eu falo com os jovens sobre tudo pelo qual passei para alertá-los dos perigos do mundo.”

A menina é evangélica e sua voz firme e convincente me faz perguntar se  pretende servir a igreja como pastora. Sorri e afirma que está nas mãos de Deus.

Insisto em saber  se toma medicamentos, ou faz terapia para a depressão e me afirma que não tem mais necessidade, pois espiritualmente foi abençoada e que agora está bem.

Foi um prazer te conhecer, Eduarda, ou precisamos falar sobre depressão!

PS: Tirei fotos da Eduarda, mesmo com seu consentimento verbal, achei melhor não publicá-las.

Seu cabelo é massa. Você é massa. Seu blog é massa-disse a moça que habita os caminhos do mundo.

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Já me contaram que ela tem pontecialidades enormes e também,  já deu entrada em vários Centros de Atenção Psicossocial -CAPS para tratamento da  drogadição: dependência química e alcoolismo.
Ela é preta e linda.
Ela vive pelos caminhos do mundo, e  sempre  me deparo com ela nas caminhadas diárias. 
 Hoje quando eu a encontrei  falava, em alto e bom som,  com ela mesma. Não estranhei porque também faço isso.
Mas, hoje a conversa era agressiva, com gestos abruptos e inquietos. Havia sofrimento.
Eu a vi chegar de longe e armei o meu melhor sorriso e a moça  que habita os caminhos do mundo, lançou-me  o carinho: 'Seu cabelo é massa. Você é massa. Seu blog é massa.
Disse tudo isso e se foi.
E estou cá a pensar como o blog raizesdeafrica é realmente massa.
E essa moça, também!
Se cuide, moça!
 

Quando o feminismo ocupa os corredores da escola,ou, parabéns meninas do SEB-Maceió.

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Alguns  meninos acariciavam as meninas sem permissão.Passavam a mão  em partes  do corpo das meninas, sem consentimento. Alguns meninos da escola arrotavam o machismo real ,nauralizado pela sociedade.
 O corpo das mulheres como  propriedade de homens.
Faz tempo que as meninas sofriam o assédio, mas, muitas  se calaram com medo das represálias. E, os assédios continuavam acontecendo...Até que as meninas resolveram unir as vozes de muitas pelo respeito a todas elas. Exigiram da escola um posicionamento e as devidas providências. A Escola  fez vista grossa- acusam ela.
As meninas reinventam a força  da luta coletiva e   com  voz carregadas de certezas , afirmam que “assédio sexual não é brincadeira". "Assédio sexual é crime e todas nós queremos justiça”, dizem  as estudantes.
São meninas-mulheres se  reconhecendo  como possuidoras de direitos  constituídos , levantando reflexões importantes sobre a  internalizada  e muitas vezes invisibilizada cultura do  machismo.
 'Não vamos nos calar” - dizem elas ocupando espaços de direitos.
E a voz do feminismo ocupou os corredores da escola.
Parabéns, meninas-estudantes do SEB-Maceió!
 

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