Raízes da África

Por que profissionais [email protected] são invisíveis,ou,a clara padronização da imagem da Saúde,em Alagoas.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O Brasil tem cerca de 3,5 milhões de profissionais da saúde, e aproximadamente 50% são da enfermagem, destes 86% são mulheres e 53% são [email protected] e desde sua origem, a enfermagem era vista como  uma profissão elitizada e excluiu as mulheres negras.
E o preconceito é ,ainda, um fato cotidiano.
Dia 12 de janeiro é dia Internacional da Enfermagem, não é dia do enfermeiro, assim no gênero masculino,.Uma marca da naturalização social e da acepção  forte do patriarcado e da  linguagem sexista.
O dia Internacional da Enfermagem foi marcado por homenagens  a profissionais ,que fazem enfrentamento à doença  pandêmica, nestes tempos de dor e terror.
Homenagem  mais do que justa, mas, inquietou-me a base monoétnica das homenagens.
A  imagem da “enfermeira padrão” homenageada foi  em geral, branca.
Não existem profissionais [email protected] na enfermagem em Alagoas?
Há um emudecimento coletivo diante da questão, seja da  sociedade, guiada pelo imaginário social estruturado no racismo, que  pensa ser normal a ausência de profissionas pretos, no contexto da saúde, como dos próprios sindicatos da area.
Existem bancos de dados com o recorte de raça e cor?
[email protected][email protected],[email protected],auxiliares [email protected] temos em Alagoas?
Saúde é espaço elitista e  branco de poder e  a mitificação social das dessemelhanças  étnicas, atua como impeditivo para  inserção igualiáaria destes profissionais, como promotores  e produtores da vida.
[email protected][email protected] infectologistas [email protected] há em Alagoas?
O Brasil é uma invenção colonial que se retroalimenta de conceituais  apartaicos perpetuados na contemporaneidade, impositivos nas instituições e no cotidiano das relações entre seres humanos, e  a sociedade alagoana moldada pelo escravismo de [email protected] (salve, Aqualtune!) e indigenas  desapercebe  e invisibiliza,naturalmente, a presença de nã[email protected] ,em espaços elitistas.
É preciso fomentar uma prática transversal de combate ao racismo , e a saúde tem um papel fundamental no sentido de criar espaços e ações como elemento de  autoafirmação e combate à invisibilidade da presença do povo negro, na dimensão institucional  
[email protected] [email protected], você conhece, que exercem atividades na area  da saúde?
Onde estão?

Quer saber mais sobre enfermeiras pretas? Segue o link 

https://bitongatravel.com.br/blog/12-enfermeiras-negras-negligenciadas-na-historia-para-conhecer/?fbclid=IwAR04NcFu9d1agC-ENCXAkpoISA7DsQAU5D82_b9reBFz2rz3IVOVchpVPJo

Foto ilustrativa

"Troco uma máscara por um alimento"- diz o cartaz da menina preta,ou a reinterpretação do 13 de maio.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

A proposta da menina preta, no sinal de trânsito,  é quase uma metáfora de vida.
Ela nos conta que estamos na mesma tempestade, mas, uma grande fração populacional, está em barcos diferentes.
A centralização da renda , as condicionantes políticas , econômicas e raciais da miséria.
A moça fala em  sobrevivência e em troca, a partir do produto que "comercializa" oferece o oxigênio para vida.
E eis que surge o  capitalismo fazendo troça da pobreza, como cultura da neutralização.
A pobreza é a arma mais requintada do estado. É uma forma econômica de violentar,desestruturar, matar gentes.
Em tempos pandêmicos é preciso  que haja decisões politicas de interesse coletivo, como  estratégia de salvaguardar, principalmente, as  vulnerabilidades de vidas,.
Essas mesmas vidas que conhecem, bem de  de perto,  a linha da letalidade.
A menina preta troca a fome,como expressão social da pobreza, por uma  máscara.
Uma cruel metáfora de que há  de se fazer enfrentamento de duas doenças de nomes feios. Uma delas secular é a fome. Aguda e crônica,a outra é o racismo estrutural e assassino..
No Brasil a fome tem endereço certo, cor, gênero e quase nunca  usa máscaras.
E o 13 de maio?

Crédito da Foto:https://www.facebook.com/padremiguelnews- Em Recreio dos Bandeirantes-Rio de Janeiro

Jorge Mussi, vice presidente do STJ se envergonha de ter um filho com a empregada doméstica-diz Tiago Silva.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Tiago Silva é filho reconhecido pela justiça, do ministro Jorge Mussi,empossado,em 5 de maio, para o cargo de  vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, biênio 2020-2022. 


"Não recebi o convite.


É com essa frase que tenho respondido as pessoas que me parabenizam pela nomeação do meu pai a vice presidência do Superior Tribunal de Justiça. Não recebi o convite para a posse. Fiquei sabendo da sua nomeação como todos os outros, pela imprensa. Nem todos sabem, mas sou filho do Ministro do STJ e ex Desembargador, Jorge Mussi. Nunca falei publicamente sobre isso. Mas recentemente, após uma longa batalha na justiça, tive o direito a paternidade reconhecida.
Fruto de uma relação do filho da patroa com a empregada, não tive o nome do pai no meu registro. Não tive sua presença, seu carinho, seu apoio, da infância a vida adulta. Isso nunca me impediu de trilhar o meu cominho e conquistar minhas vitórias. Lutei duras batalhas. Contra a desigualdade, o preconceito, a falta de oportunidades. A pobreza. O meu pai trilhou o seu também, formado em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina e de família influente ingressou na magistratura como desembargador. Em dezembro de 2007, foi nomeado ao cargo de ministro do STJ e foi membro do Tribunal Superior Eleitoral. Assim como agora não fui convidado para nenhuma de suas posses. Ele se envergonha de ter um filho com a empregada doméstica. O que me leva a concluir que tal caminho de êxito e sucesso, como homem que aplica a lei, não o sensibilizou do meu direito, como filho de ter um pai. Mas a justiça só é justa quando feita com coração.
Em respeito a minha mãe, não tornei púbica essa luta. Não usei da visibilidade das minhas conquistas pessoais, como diretor do Procon municipal ou como vereador mais votado de Florianópolis em 2008, para tornar pública essa injustiça. Mas esse ano, a vida levou a minha mãe. Uma mulher guerreira que com ajuda da minha avó decidiu não brigar com o homem que era o pai do seu filho para ajudar a me criar. Desde muito jovem ela também precisou enfrentar inúmeras dificuldades. Entre elas a de criar um filho sozinha.
Mas eu, por decisão própria enfrentei, sozinho, uma intensa e turbulenta batalha na justiça. O meu pai, ministro Jorge Mussi, utilizou de toda a sua influência e aproveitando-se da morosidade dos processos judiciais do país para dificultar o reconhecimento de paternidade. A ponto de a rolar uma testemunha que morava nos Estados Unidos para ser ouvida. O que não impediu que a justiça fosse feita. Venci. Me tornei, nos documentos, Tiago Silva Mussi. Porém, muitas pessoas que acompanharam essa luta me questionam porque não assino usando o Mussi. Me sinto mais confortável sendo um Silva. Somos um país construído por Silvas. Muitos inclusive, sem pai, mas a maioria honestos e éticos."

Fonte: Facebook do Tiago Silva.


 

A moça pulou direto para a morte. Mais um suicídio, em Maceió,AL.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Tempos de doença  pandêmica, de isolamento social, de gatilhos depertos: o crescimento desacelerado da ansiedade, da depressão.
Tem muita gente com a alma em sofrimento.
Tem muita gente  com adoecimento mental.
O estado de Alagoas tem que fazer cumprir os cuidados com a saúde mental da população tutelada.
Precisamos tirar o Comitê Estadual de Prevenção ao Suicídio,criado em 2018, das gavetas institucionais.
A moça esgotou-se de viver e cometeu suicídio.
Nesta segunda-feira, em Maceió. 


 

Sobrinho de enfermeira, Mathias,de 10 anos doou dinheiro do cofrinho, para ajudar na luta contra a pandemia.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Mathias Krein tinha trezentos e trints e sete reais no cofrinho. Um dinheiro que vinha juntando, pacientemente, para comprar legos.
Ele é apaixonado por legos,mas diante da realidade pandêmica do país, o menino  repensou prioridades  e  decidiu doar seu rico dinheirinho para o Hospital São José, em Arroio do Meio, no interior do Rio Grande do Sul, no Vale do Rio Taquari, 
É Mathias, quem explica o por quê do gesto: “.Eu vi que o hospital estava precisando. E se eu pegar o coronavírus, eu vou pra lá, né!?"
Viva, Mathias!



Fonte:https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2020/05/09/menino-de-10-anos-doa-economias-para-ajudar-hospital-de-arroio-do-meio-contra-o-coronavirus.ghtml
 

Eu tenho em mim, minha mãe, minha filha e tantas outras mulheres do mundo.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Minha mãe nasceu nos tempos  ásperos da vida cerzida no ocaso, do papel de embrulho, como embalagem de presente. 
Tempos  imperativos rotulados de ausências e sonhos emparedados.
Tempos que vestiu-se de fortaleza, ao lado do homem-marido, para dar vazão a criação do do balaio transbordante com  nove  [email protected]
"Estudem, para não terminar  na cozinha dos brancos"-dizia às filhas-
Minha mãe não sabia o significado da palavra racismo, mas, respirou para [email protected] espaços libertários. 
Traz legado de grandes lutas , dores antigas de mulheres pretas e histórias cheias de profundezas. 
Minha filha é pássaro novo e  reúne os voos em busca do auto-encontro.
É uma menina-mulher que traz a  ousadia de  sair da zona de conforto, da barra da saia da mãe, na reinvenção de  ingredientes no traçar passos para celebrar  a juventude, na construção do ser pessoa.
Minha filha está no aprendizado de fincar raízes, ao promover um olhar mais inteligente sobre o tempo,multiplicando histórias,  respeitando  os tempos das coisas.
É discreta,habilidosa,comedida. Desacelera e reconecta no tempo para aprofundar passos nesse universo de energias ancestrais.
E no meio das duas, e tantas outras mulheres do mundo,  estou eu. 
Filha de uma. Mãe da outra e carregando no lado esquerdo do peito,o menino, Samuel, meu Dêdei, que traduz o garimpo do afeto genuíno.
Identidade.
Representatividade
Celebremos as permissões de vida!

 

Há mães que morrem no dia das mães,(a moça morreu), e gente cúmplice que exalta a política do genocida.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

É domingo consagrado às mães do mundo todinho.
Mães todas que podem festejar [email protected] e suas revoadas para o chão da vida.
Mas, tem aquelas que  são orfãs da ausência,literal, de abraços. Mães que não podem mais  ser abrigos. Orfãs  de [email protected] [email protected] pelo genocídio secular consentido, e, outras pelo genocídio contemporâneo e virulento.
Minha amiga liga para falar da dor: "estou arrasada". A irmã morreu. Uma mulher em muitas. Além de irmã era mãe de 2 [email protected],filha,amiga. Um mundo que se apequena por conta da realidade cruel e dura.
Solidária arrumo as  palavras, em um apertado abraço.
São tempos de abraços com energia tecnológica.
E no meio de toda essa  tempestade da manhã do domingo, quase festivo, o cabra, que vive das benesses do estado de Alagoas me manda um vídeo,com suas teorias absurdas,convocando para uma guerra contra os governadores e a governadora exaltando, ainda, o genocida.
A arrogância da ignorância.
E ponho o verbo no papel, numa cirurgia de palavras.
Uma pena que não tenho o hábito de dizer palavrão, como pa-ra-le-le-pi-pe-do.
Merecia!

Anitta reúne mais de 20 mil pessoas, em meio à pandemia, para discutir política. Vocês têm ideia da importância disso?

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Camila Barbalho escreve:
'Já reclamei muito da Anitta nessa vida, mas vou aproveitar o momento pra elogiar:
A mulher tem um alcance absurdo, e resolveu usar seu perfil para chamar a jornalista, advogada criminalista e comentarista política Gabriela Prioli pra explicar conceitos básicos desse universo pro seu público.
Sim, a Anitta cancelada, cuja música é só pra rebolar etc etc etc (insira sua crítica preferida aqui), nesse momento, reúne mais de 20 mil pessoas, numa sexta à noite em meio à pandemia, pra ouvir outra mulher explicando de maneira didática e paciente como funciona a divisão de poderes no Brasil - enquanto a Anitta faz comentários e perguntas de quem não é desse universo e tá tentando entender o raciocínio.
Vocês têm ideia da importância disso?
Num mundo regido pela indústria cultural e pelo esvaziamento proporcionado pela fruição gratuita, uma artista do pop funk tá usando sua visibilidade pra viabilizar ao seu público o acesso a um conhecimento que, embora não seja hermético, uma parte imensa dele não tem. E que embora muita gente esteja ali só pra ver a Anitta, pode plantar sementes e despertar interesse político em várias pessoas - que, por sua vez, podem querer estudar e entender melhor a estrutura do poder no seu país.
Pois eu achei massa demais. Anitta mandou muito bem."


Fonte: Das redes sociais de Camila Barbalho

'Esse preto de máscara. Assalto?”- disse um internauta referindo-se ao repórter do ‘É de Casa’.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Manoel Soares é repórter do programa ‘É de Casa’,da TV Globo,
Ele é preto, e em época de pandemia e, por determinação da emissora , repórteres de rua são  [email protected] a usar máscaras de proteção, como prevenção ao vírus.
E, como [email protected]  profissional, Manoel Soares segue  às normas da emissora,mas, como ele é preto a máscara o transforma em elemento suspeito.
"Eu não entendi. Assaltante por quê? Quais são as características que me apresentam como assaltante só pelo fato de estar usando uma máscara?”, comentou Soares sobre a fala do internauta.
É o racismo estrutural mostrando sua cara virulenta.
Até, quando?


Fonte: https://bahia.ba/entretenimento/reporter-da-globo-relata-racismo-por-usar-mascara-de-protecao/?fbclid=IwAR2m0HXI357m400Ustk8NevGs0uiLWc2GYd_qA3HI_QmiPs1lJ-vfkm9ncg

SESAU,AL lançará,em breve,o Tele Saúde Mental. Valeu, Alexandre Ayres!

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Em tempos de pandemia da covid 19, a Secretaria de Estado da Saúde do estado de Alagoas, em entendimento com o Conselho Regional de Psicologia, está em preparativos para o lançamento do tele- atendimento de saúde mental , que visa criar espaço de escuta e orientação psicológica para  população reclusa.
Segundo informações já na próxima segunda-feira,11/05,um banco de dados será elaborado, com profissionais que se disponham ao atendimento psicológico  voluntário.
Um diferencial no projeto é o olhar atento a profissionais da saúde que estão na linha de frente no trato com a doença, que,também,adoece almas.
Segundo a SESAU o projeto terá continuidade pós pandemia.
Essa ativista preta, através do  blog  que se propõe a fazer  a intervenção, como  controle social , para implementação de políticas públicas, com eficiência e empenho , agradece ao secretário de saúde, Alexandre Ayres.
Valeu Alexandre Ayres!

 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 [email protected]
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 [email protected]