A moça desconhecida, foi minha companheira de viagem nos vôos, da Gol, Maceió- Salvador- João Pessoa e durante todo trajeto criou momentos de delicadezas:
-Quer ajuda? Deixa que ajeito essa bolsa para você.
Ela reunia em torno de si pequenos gestos de gentilezas, exercitando a empatia e proximidade como uma extensão natural do cotidiano.
Um ser humano, com uma natureza terna de quem aprendeu, a lançar olhares necessários para quem caminha ao lado, desafiando indiferenças sociais.
O acolhimento humanizado como essência.
Após a chegada a João Pessoa esta ativista ficou pensando na linguagem bonita da moça de se relacionar com o entorno, até descobrir que ela é parte integrante do Comitê de Equidade SUS, em Alagoas e seu nome é Sâmia Lopes, uma profissional top de linha do Hospital Portugal Ramalho, que nutre por seus ‘pacientes’, um amor incomensurável.
Muito festejada, respeitada, querida.
Que dá abrigo para gatos de rua transformando sua casa em lar para os bichos.
E que ainda ‘arruma’ tempo para acolher crianças e cuidá-las.
Em tempos tão polarizados e irritados, a gentileza ‘gratuita’ é algo para ser celebrada e , esta ativista .
ficou com um sentimento de leveza, primeiro por ter conhecido Samia e segundo por saber que muita gente deve ficar feliz de tê-la por perto.
Seu nome é Sâmia Lopes, mas, pode chamála de senhora Gentileza.
Obrigada, Sâmia!
