Raízes da África

Ser pret@ no Brasil é descobrir, todo dia, que o racismo é um gigante camaleão poliglota.

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Cena 1- O local é um salão de beleza, extremamente requintado, no bairro dito nobre, em Maceió, AL. A moça preta, "que se arrumou direitinho", para não causar má impressão, segundo a mãe, abre a porta do salão e entra. 

Cena 2- Ao abrir a porta do salão de luxo, a moça se depara com 5 pares de olhos perscrutadores, céticos e curiosos.Olhos que a analisam, criteriosamente, da cabeça aos pés e questionam: Como ousa entrar aqui? 

Durante segundos nenhum som é emitido, mas todo texto social, secularmente escrito, está estampado nos olhos que, seletivamente, expulsam a moça do espaço: "Você não é adequada para esse lugar."

Cena 3- Tomando atitude, a moça dirige-se, valentemente, à recepção, sem não antes cumprimentar, educadamente, as pessoas que a olham.

Nos olhos da recepcionista há incredulidade em relação a admissão da moça preta ali ,no seu sacrossanto e branco local de trabalho. Depois de procurar o nome na agenda, diz, quase com um suspiro de alivio: Não é aqui, não.

A moça preta perplexa diz:- Como assim? O número confere. Você sabe onde é?

A recepcionista, de muito má vontade, responde: Deve ser mais lá na frente, e , indiferente, se volta para seus afazeres.

Cena 4- A moça sai com a boca do estômago fervendo indignação.Como materializar a sutileza do olhar do racismo, que tem códigos próprios,estruturalmente corrosivos?

Um olhar seletivamente social que consegue perpetrar destruições maiores na alma de tant@s e muit@s de nós. A seletividade desses olhares sociais faz a gente entender que ser pret@ no Brasil é descobrir, todo dia, que o racismo é um gigante camaleão poliglota.

 

Reunião com lideranças negras da região Nordeste e Sudeste discute demandas estruturantes de combate ao racismo. Instituto Raízes de Áfricas representou Alagoas.

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Diversas lideranças  negras  da região Nordeste e sudeste, participaram em Vitória do Espírito Santo da 1ª reunião Interestadual de Lideranças Negras visando a discussão e construção de estratégias de combate ao racismo estrutural.

Fundador do Centro de Estudos da Cultura Negra/ES, Luiz Carlos Oliveira é um dos organizadores da reunião e diz: “a reunião propositiva  discute demandas estruturais e estruturantes, a partir das escuta e de diálogos regionais  comprometidos com a defesa da manutenção das conquistas negras dos últimos anos (2000 a 2018).

Essa  discussão perpassa   pela autonomia e princípios na perspectiva de alcançar impactos e alterações nas estruturas sociais, como enfrentamento ao racismo institucional e estrutural, que tem como conseqüências as violências sofridas secularmente e na atualidade com ameaças, perda de terras e mortes de indígenas, e a continuidade do genocídio do povo negro com o extermínio da juventude negra”- acrescenta Oliveira.

Os estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia e Alagoas representaram as regiões Sudeste e Nordeste na atividade.

O Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio do Governo do Estado (SEFAZ), Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e deputado federal, Paulão,  representou o movimento negro de Alagoas nas discussões.

Diversos segmentos dentre eles representantes de municípios capixabas, ativistas, militantes, estudiosos   fizeram  participaram ativamente de diversas deliberações.

Segundo Crislayne Zeferina representante do Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo (FEJUNES):”É muito importante a participação do FEJUNES na atividade para que possamos dialogar com outras gerações e trocar ideais, porque o racismo estrutural inibe a formação da criticidade social e entre pret@s.”

Amauri Mendes Pereira, doutor em História, do Rio de Janeiro  sintetiza : Nos anos 70 fizemos um levante negro e hoje não sabemos o que fazer e essa reunião que junta gente nos desperta para necessidade da criação de uma base  social negra”.

Inúmeras demandas foram discutidas e relacionadas e todo  resultado da reunião será tema da Carta de Vitória.

Muito brevemente a  Carta de  Vitória será lançada ao público

 

No domingo o homem tentou pular da ponte do Reginaldo. Na segunda, a mulher que tinha Anjos no sobrenome, se matou.

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Ele mora na capital Maceió.

Ela morava no sertão de Pernambuco.

Na tarde do domingo (24), o homem tentou suicídio na famosa "Ponte do Reginaldo".

A ponte é lugar muito procurado pelas gentes em sofrimento psíquico.

A mulher  atravessava momentos de sofrimento e dor.

Em sua página do facebook, a moça postava mensagens sublinhadas, como pedidos de socorro: “Por que as pessoas se chocam tanto quando alguém comete suicídio? O que vocês fizeram para ajudar? Quantas pessoas estão gritando socorro e vocês e ignoram e ainda julgam? Questionava ela.

A mulher  se matou em casa.

O homem foi salvo pela Força Tarefa nº16 e 19, comandada pelo Sargento Eduardo..

A mulher  se tornou parte de uma estatística crescente.

Mesmo que ignorada pelo poder estatal, o  suicídio já é uma epidemia.

O suicídio é uma doença social,um problema de saúde pública, portanto está sob a tutela do Estado.

Já passou da hora do Estado de Alagoas encarar o desafio da criação de estratégias, eficazes e eficientes, como políticas públicas,  para prevenção do suicídio e valorização da vida dos  sobreviventes.

Precisamos, urgentemente, falar sobre suicídio.

Abri a porta e o pesadelo começou.Eu dei de cara com o corpo do Rafael, o pai do meu filho.

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Rosangela Santos residente em Maceió,Al escreve e o blog republica:


"A depressão é assim: um dia a pessoa tá bem, rindo, brincado...no outro todas as dores e problemas vem à tona.
Hoje faze 5 meses que eu vivi o pior dia da minha vida.Eu acordei, peguei Otto no colo, abri a porta e o pesadelo começou.Eu dei de cara com o corpo do Rafael, o pai do meu filho.
Uma hora dessa, eu estava ainda de pijama, sem comer, sem beber água, amamentando meu filho em estado de choque. Ele se matou. Ele se matou. ELE SE MATOU.
Às vezes as pessoas ficam chocadas em ver eu falando isso.Mas tem que ser dito: ELE SE MATOU
Crianças estão se matando, jovens estão se matando, pais se matam, mães se matam, idosos se matam!
Sabe aquela amiga que bebe de segunda a segunda, tem se drogado, transa com todo mundo? PODE SER DEPRESSÃO.
Aquele colega meio “babacão egoísta”? Que age sempre no automático, não liga pra ninguém? PODE SER DEPRESSÃO.
A depressão aparece de diversas formas e intensidades.
“Quem tem depressão nunca tem depressão em vida, só descobrem que tinha depois que se matou. Antes tem preguiça, moleza, falta de deus, é puta, vagabundo...nunca depressão”
A gente precisa falar de depressão, dos sinais, temos que oferecer ajuda, ajuda médica!
Nos grandes centros existem pessoas que atendem gratuitamente, ou por um preço muuuuito camarada, pesquise, se informe...chama aquele seu amigo para fazer uma sessão.
Quando alguém te disser que tá fazendo terapia, estimule, parabenize.
Às vezes nem a própria pessoa sabe que tá com depressão e é um possível suicida.
Vocês precisam parar de negar o suicido, como se falar de Suicídio fosse diminuir a pessoa, imagine a dor de quem se mata, o desespero...ninguém quer morrer!
Postar aqui no face “ninguém solta a mão de ninguém” é fácil demaaais! 
Quero ver vocês ligarem para aquele amigo meio ausente, chamar pra um almoço, ouvir a pessoa, se propor a fazer um exercício junto, levar na terapia, dar terapia de presente, chamar para fazer aquela viagem dos sonhos."

Fonte:https://www.facebook.com/rosangela.santos.

 

O blog raizesdaafrica faz um trabalho fantástico!- afirma o Dr. em Educação, Gustavo Forte, do Espírito Santo.

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Gustavo Forte é doutor em educação, pesquisador  em estudos  da afrodescendencia e relações étnico-raciais na educacão, como também  professor adjunto da Universidade do Espirito Santo.

É autor do livro Vozes Negras na história da educação ( racismo,educação e Movimento negro no Espírito Santo(1978-2002), que será lançado nos próximos dias.
Gustavo participou da reunião interestadual de lideranças negras que aconteceu dia 23 de fevereiro no Campus Vitória do Instituto Federal.
A reunião foi uma estratégia política da Centro de Estudos da Cultura Negra do Espírito Santo,  na criação de espaço presencial  reunindo ativistas,estudios@s para discutirmos/reinventarmos  estratégias da luta  de pret@s para o enfrentamento à conjuntura politica.
5 estados do Brasil responderam presente.
Como  o Instituto Raízes de Áfricas, em Alagoas,  recebeu convite para a mesma reunião, eu e o Gustavo nos encontramos, ele exclamativo e agregador, nos saúda:
- Arísia,posso te dar um abraço? Eu acompanho seu blog, mas, não te conhecia pessoalmente. Agora já conheço- diz ele, rindo. E encompridando a conversa:- As matérias que você posta no blog são muito importantes para desconstruir posturas e conceitos que se fazem preconceitos.
O seu blog faz um trabalho fantástico!

E  esta blogueira fica gratificada,  por contar com tanta gente boa seguindo os passos do blograizesdeafrica e   se sente  na obrigação de reafirmar a responsabilidade  para que  cada novo texto seja  uma forma ampla de diálogo com quem nos acompanha.
Obrigada, Gustavo!

 

Aos 15 anos, o suicídio foi seu voo final

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A preta tinha 15 anos e se matou.

Ela morava na subida da escadaria e não teve tempo de aprender a voar .

O racismo transvestido de bullying a matou.

Ela,angustiada,gritou por socorro,mas os ouvidos se fizeram moucos.

Frescura-diziam.

Ela morava na subida de uma escadaria,mas, não aprendeu a essência do pertencimento,da liberdade do ser.

E,sem o apoio do abraço,do afeto e,em pleno sofrimento psíquico a preta  se matou.

Ela se matou aos 15 anos.

The end!

Precisamos falar sobre suícidio!

Suicídio mata mais policiais que confronto em serviço, ou precisamos falar sobre os suicídios na PM, em Alagoas.

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Tássia cometeu suicidio faz pouco..
O suicidio de Tássia se junta aos outros 5  suicidios registrados em Alagoas(Maceió, Arapiraca e Girau do Ponciano), entre 2017 e 2018.
Todas mulheres. Todas Policiais Militares.
Segundo contam os números  estão abaixo da realidade, porque alguns casos  são subnotificados.
 Em relatório o ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo, Benedito Mariano (2017), afirma que o suicídio mata mais policiais que confronto em serviço.
Por que policiais se matam?
Policiais são treinados como máquinas de guerra para enfrentamentos aos  confrontos.
Policiais enfrentam a  falta de condições ideais de trabalho.
Policiais tem salários baixos, estresse excessivo  que invalidam a qualidade de vida, e  esse conjunto de coisas, entre outras complexas questões, geram  em muitos momentos, e em alguns perfis, o  sofrimento psíquico.
O sofrimento psíquico gera suicidios.
Mesmo, ainda,  sendo  um grande tabu, o suicidio é uma realidade nos espaços da segurança pública.
E cabe ao estado  alagoano promover  novos diálogos,  mesmos que dificieis,  na construção de uma avaliação diagnóstica do problema e a partir dos dados levantados,  estabelecer, como politicas públicas,   programas e políticas estratégicas e diferenciais de prevenção ao suicidio no campo da segurança pública
Reavaliar o curso de  formação e  treinamento dos policiais é outra questão importante.
“O policial angustiado não faz mal só a ele e à sua família. O policial angustiado é pior para a sociedade, porque vai para a rua para extravasar esse sofrimento”, afirmou a delegada Tatiane Almeida, do Rio de Janeiro,2015.
Precisamos  falar sobre os suicidios na PM, em Alagoas.
 

Lucas confessa que não suportou o ciúmes da moça de cabelos vermelhos e a sufocou até a morte.

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Ele é jovem, descolado ,longos cabelos  que respiram liberdade.
Ela uma mulher dos novos tempos, os cabelos vermelhos,cheios de personalidade.
Estão  na casa dos vinte e poucos anos e namoravam. 
Um namoro de 365 dias.
Ela morava com a mãe e tinha uma filhinha. Ele também morava com os pais. Não tinha filhos.
E ontem ele a matou.
Lucas confessa que não suportou o ciúmes da moça de cabelos vermelhos e a sufocou até a morte.
Sufocou-a até a morte.
A moça dos cabelos vermelhos cheios de personalidade está morta, e sua filha orfã.
Lucas a matou.
O crime de feminicídio dobrou  em um ano. Só em 2019 já são mais de  50 casos. Os números de casos demonstram que o feminicídio é  uma questão de violência estrutural, portanto é urgente  o fortalecimento das políticas públicas  de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher em âmbito nacional.
Até quando homens terão  licença para matar mulheres, impunemente.
Frequentemente?
Até quando? 
 

Esse não é um texto que se limita a falar de parcerias. É sobretudo, sobre amizade. Obrigada, Dr. José Carlos Lyra.

Conheci José Carlos Lyra faz bem uns 15 anos, e o olhar no entorno do tempo fala de uma parceria, sublinhada  pelos vínculos de afeto e confiança.

Desde que o conheci, vi no Dr. Zé ( como é chamado pelos funcionários da Casa da Indústria)  um  homem  apaixonado pelo trabalho, vestido de discrição, avesso aos holofotes

Em nossa primeira reunião travamos um diálogo franco de busca e reconhecimento sobre o tema norteador que me  levou ali: a busca de  apoio às políticas estruturais e estruturantes visando a desconstrução do racismo. Foram horas de conversas elásticas e depois me segredou  que foi a primeira vez que tinha se debruçado sobre o tema , em seguida perguntou como poderia ajudar. Eu disse.

E como um ponto de equilíbrio, topou o desafio  e se tornou um amigo da causa. Um apoiador com espírito crítico e acurado.

A  importância do Dr. José Carlos Lyra em Alagoas  extrapola o campo da economia,  é significativo na aposta de potenciais humanos. A ação do gestor estabeleceu a criação de oportunidades para muitas das gentes vulneráveis das Alagoas.

Como o Programa ViraVida  que é um dos exemplos bem sucedido de como a educação e a qualificação profissional podem transformar a vida de adolescentes e jovens, em sua maioria pobres,pret@s das periferias, bolsões de pobreza. O programa, criado em 2008 resgata a dignidade de meninos e meninas, com idade entre 16 e 21 anos, que sofreram abusos sexuais. Os cursos realizados combinam formação profissional e educação básica, além de atendimento psicossocial, médico e odontológico.

Sua gestão frente à pasta aprofunda a percepção de que ações, como estas, podem ser transformadoras para vida de muita gente, aprofundado assim o diálogo com diferentes segmentos sociais.

E por conta do diálogo das lutas que se encontram, recebemos juntos, em 2009, da Câmara Municipal de Maceió, a outorga da Comenda  Zumbi dos Palmares.

Em 2018, o Instituto Raízes de Áfricas indicou seu nome  para o recebimento da  Comenda Tavares Bastos, na Assembléia Legislativa de Alagoas, maior honraria da Casa.

Na hora do discurso, Dr. José Carlos Lyra foi às lágrimas.

É um parceiro agregador que vibra positivamente para que nossa construção como ativista preta dê certo e, agora,  a gente abre parênteses, para afirmar que nossa recíproca é muitíssimo verdadeira.

Esse é o tempo de celebrar a confiança e o apoio para  quem , ao longo destes 15 anos, não desistiu de trilhar os passos, projetando caminhadas,sempre estando  lado: empatia  e proximidade.

Esse não é um texto que se  limita a falar de parcerias. É sobretudo, sobre amizade.

Obrigada, Dr. José Carlos Lyra.

Que tudo dê certo, amigo!

 

Ele é negro, eu sou branca. A gente se conheceu em um filme e se apaixonou-conta a atriz Maria Flor.

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Durante três anos eu namorei o ator @jonathanhaagensen. O Jonathan morava e ainda mora no vidigal. Ele é negro, eu sou branca. 
A gente se conheceu em um filme e se apaixonou. 

Isso não tinha nada a ver com a nossa cor. 

E lá atrás, eu com 19 e ele com 20 anos, a gente não pensou sobre isso. 
Mas estava lá, o tempo todo estava lá. E a gente foi percebendo que não era normal a gente junto em um restaurante, que não era comum a gente fazendo compras no mercado, que não era tranquilo ele dirigir o carro porque seríamos parados na blitz se ele estivesse dirigindo e não eu. 
Eu lembro de um dia que fomos parados na entrada do Vidigal por policiais. 
Jonathan disse que era morador, mas os policiais mandaram ele descer do carro e começaram a revistá-lo. Aquilo era humilhante. 

Eu na minha jovem arrogância desci do carro e gritei com o policial. 
E perguntei indignada o que ele estava fazendo.O Jonathan pediu para eu parar, mas eu gritei e perdi a mão. E o policial nos levou para a delegacia por desacato. Eu nunca vou esquecer o rosto do Jonathan indo para a delegacia. Tudo que ele tinha passado a vida evitando, eu tinha feito acontecer por um capricho meu, por não olhar para tudo a minha volta e perceber que a coisa era muito mais grave. Que abaixar a cabeça tinha sido a realidade dele e eu achei que poderia salvá-lo disso. Eu, branca, garota da zona sul do Rio de Janeiro, achei que podia fazer justiça. Mas não, eu não podia, e eu só fiz ele passar por uma humilhação que eu jamais entenderia. Jamais. 
E mesmo tendo visto e vivido a experiência de ser olhada nos lugares por estar de mãos dadas com um negro, eu jamais entenderei. 

E sim, temos que olhar para o lado e perceber que a não existência de um negro na escola do nosso filho não é normal, que não ter um negro no cinema ao nosso lado não é normal, não ter um negro num restaurante não é normal, não ter um negro no ambiente de trabalho não é normal. 
E não pensamos nisso. Não percebemos nosso próprio descaso diário. E não percebemos o racismo estrutural que existe em nós. 

Hoje eu acho que nosso namoro terminou pela nossa incapacidade de perceber essa gigante distância social que existe na cor da nossa pele.

 

 

 

 

 

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