Raízes da África

Resistência Coletiva nos Tempos de Cólera é tema de Roda de Conversa de Mulheres Pretas,no Rio.

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Com a proposta de reunir mulheres pretas  para  a escuta  de narrativas sobre  existências, pertencimento e  resistência coletiva, em tempos de recessão de direitos , o Instituto Raízes de Áfricas(Alagoas) e a  Associação de Mulheres de Ação e Reação ( Rio de Janeiro) realizam a Roda de Conversa Re(existir).
Re(existir) como reinvenção de novos caminhos de existir, como vozes de resistências coletivas , da manuntenção das liberdades/afetividades.
 Segundo a Organização: "Faz tempos duros e reunir-se em roda é uma forma do abraço coletivo que fortalece caminhadas e reafirmar a unidade  ds mulheres pretas como política de resistência.
Resistir para existir.Resistência é força motriz/ ancestral das mulheres pretas/africanas."

Entre na roda. A gente precisa estar mais juntas, trocar experiências, colher informações e trocar abraços, nestes tempos sombrios. Como vozes da resistência.
A Roda acontece neste sábado ,04 de maio, 15 horas, na  Rua da Lapa, 180/304-Rio de Janeiro, sede da Associação de Mulheres de Ação e Reação-AMAR.
Mais informações:  WhatsApp 21 99664-9202/ 82- 98827-3656 mulherescomacaoereacao@gmail.com


Sobre a AMAR.
Somos uma instituição de Saúde voltada para o acolhimento de Mulheres utilizando como base as Praticas integrativas e complementares de Saúde.
Atendemos Mulheres de todo o Estado do Rio de Janeiro em nosso espaço situado na Lapa. Acreditamos que ao restabelecermos nossas irmãs energeticamente, psicologicamente e fisicamente, contribuímos para uma sociedade melhor.
Em nosso acolhimento oferecemos cursos e atendimentos com psicoterapia holística, grupos terapêuticos, massagens com pedras, massagem ayurveda, massoterapia, homeopatia, terapia com florais, cristaloterapia, aromaterapia, barras de access, cromoterapia, thetahealing e tantas outras técnicas naturais. Além da nossa formação em Naturopatia.
https://psicopretasterapia.wixsite.com/amarpsicopretas

Criança de 11 anos comete suicídio em Jequiá da Praia, Alagoas.

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Contam que ele era um menino calado, retraído, triste, que vivia pelos cantos.
Quando mexiam com ele na escola ficava  muito nervoso-disse a moça.
A  alma do menino era uma caminhante solitária. Sofria de abandono afetivo.
O menino  vivia momentos estressantes e tinha ideação suicida 
Ele só tinha 11 anos e se matou.
Suicidio é um epidêmico problema de saúde pública e, os números crescentes em Alagoas, apontam para a  urgente  necessidade do poder público  estabelecer ações, como políticas públicas, eficazes e eficientes, de prevenção a automutilação e  suícidio e de cuidado aos sobreviventes.
Alagoas precisa  falar ,urgentemente, sobre adoecimento mental e suicidio.
"Sintomas das crianças e adolescentes 
A dificuldade em apontar os próprios sintomas e em entender que algo está errado fazem com que os sinais de depressão e outros distúrbios mentais sejam diferentes entre as crianças e adolescentes do que com relação aos adultos. Fique atento aos seguintes sinais:
Crianças
Apatia, voz monótona;
Sintomas físicos, como dor de barriga, dor de cabeça e dificuldade para dormir recorrentes;
Irritação;
Queda no desempenho escolar ou não gosta mais de ir para a escola;
Mudança na alimentação – ou come demais ou come pouco;
Adolescentes
Conseguem relatar de uma forma mais clara através de frases como: “eu sou um peso para a família”, “não tenho valor nenhum”, “ninguém gosta de mim”;
Demonstrar grau de desesperança;
Irritação ou agressividade;
Mudança nos hábitos: desempenho escolar em queda, alimentação diferente, etc.
Um detalhe importante é ficar atento a esses sinais que os adolescentes, embora não pareça, eles dizem o que estão sentindo. Saber escutar é muito mais importante do que correr atrás de sintomas escondidos“, explica Marcelo Heyde, médico psiquiatra.
 

"Estou com o coração nas mãos"- diz o professor Jorge Riscado-sobre desaparecimento do filho.

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Júnior tem  25 anos  e, é o filho amado do professor Jorge Riscado da UFAL.
Junior sumiu de casa tem um mês e seu pai está desesperado:- "Estou a base de remédios controlados.Não tenho dormido pensando onde, e como estará, meu menino"- diz Riscado.
O pai conta que o filho está em um estado depressivo, toma remédios controlados,  e não apresenta riscos para sociedade, só para ele mesmo.
"Meu medo- diz o pai- é que façam uma maldade com ele, pois está sujo e maltrapilho, e é um menino preto.Ontem fui até o bairro da Pescaria, pois disseram ter visto ele por lá, mas, não o encontrei."
O  nome do Júnior completo é Jorge Luís de Sousa Riscado Júnior, e o pai o procura.
 

Excelência, Renan Filho, o que Alagoas pensa sobre a declaração-apologia ao turismo sexual feita por Jair?

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Na última quinta-feira (25), durante café da manhã com jornalistas de diversos veículos de comunicação do Brasil , Jair Messias, o presidente,  que muit@s chamam de Bolsonaro afirmou que o Brasil não é um paraíso gay, mas “Quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade.
Declarações como  estas de um chefe de estado  são incentivo ao estupro, em um país onde a cada 10 segundos uma mulher é estuprada.
Jair ganhou a eleição com  um discurso ultraconservador de defesa da família, da moral e bons costumes e, é esse mesmo político  que faz uma declaração imprópria, vergonhosa,machista   desqualificando  toda luta protagonizada, por nós mulheres, em relação às políticas públicas e desconstrói a imagem do país junto à comunidade internacional.
Jair Messias  abre as portas do Brasil para a exploração sexual de mulheres.

Mulheres que são alvo preferenciais da opressão masculina, vide feminicídio, e os números tendem a crescer quando essa mulher é preta, pobre e mora em periferias distantes.
Chefes de estado  do Nordeste , como o Maranhão, Sergipe e Rio Grande do Norte fizeram nota de repúdio público  e rejeitaram enfaticamente, a declaração de Jair, o impróprio.
E como o estado de Alagoas se posiciona,diante dessa violência contra a mulher, Excelência?
 

"Já fui seguida em estabelecimentos por seguranças. Já fui confundida como babá do meu filho"-diz a moça preta de pele clara.

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"Durante anos, a sociedade colocou em minha boca, pele, cabeça e nos papéis que sou "parda". Por causa da minha aparência, dos meus cabelos, da minha cor de pele, e dos meus traços, já fui seguida em estabelecimentos por seguranças, fui confundida como babá do meu filho, e já pediram para eu alisar o cabelo para me enquadrar "melhor" na sociedade. 
Agora, após participar de uma banca de autodeclaração étnico-racial me vejo num limbo, onde fui classificada "indeferida" para o sistema de cotas. Minha história, meus ancestrais tremem aqui dentro. Minha cabeça está afogada em incertezas e minha luta sufocada, mais uma vez. 
Na minha cabeça ecoam questionamentos: E minha representatividade? As respostas chegam acompanhadas de lágrimas: Não importa mais. Não tenho voz, nem história, nem traços. Sou qualquer coisa. Um pedaço de pessoa vagando pelo Mundo sem voz ou vez, mais uma vez. Meus ancestrais foram presos, açoitados e calados. Branca sou? Amarela sou? Eu sou negra. Sou preta. Sou parda. Sou indígena. Sou Dandara. Sou todos e todas que sofrem ou sofreram com o racismo no Brasil."


Fonte:  moça anônima, que teme represálias.
 

O Benedito Bentes nunca mais terá uma vereador como Silvano Barbosa- disse Hailton.

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Encontrei com Hailton por um desses acasos do destino ( acaso não existe não é mesmo?)
Pedi um táxi e mandaram em duplicidade. Hailton era o segundo taxista e ao me avistar ele perguntou:- Você é Arísia Barros, professora de Francês?
Disse que sim e  o cabra respirando emoção falou que fui sua professora no Colégio Lafaitte Bello, bairro do Tabuleiro, parte alta da capital, Maceió.
E numa sucessão afetiva de lembranças perguntei  da sua vida, dos estudos. -Terminei a Faculdade,mas, emprego anda dificil e dirijo táxi- disse ele.
Em um  intervalo da conversa lembrei de Silvano Barbosa,o vereador assassinado em 
E a emoção afogou a fala do Hailton que  falou de  ausências e saudades:-"Silvano foi uma grande amigo. Era um sujeito batalhador desde  a época do colégio. Ele se dedicou ao Benedito Bentes como ninguém nunca o fez. O Benedito Bentes nunca mais terá um vereador como Silvano Barbosa.Ele montou um mini pronto socorro para auxiliar a saúde da população.Ele ajudava as pessoas. Ele escutava as pessoas e tentava de todas as formas resolver os problemas. Silvano  era muito presente, e o Benedito Bentes  vai sentir falta das ações feitas pela sua vereança" afirmou com a emoção a flor da pele.
E na despedida Hailton enlaçou-me a alma,em um abraço demorado e cheio de energia boa, desses que a gente sente que o Universo proporcionou o encontro.
E nós despedimos. Eu e o Hailton,um aluno. O outro Silvano está morto.
Assassinado!
 

Jair Messias, o presidente,censura o comercial do Banco do Brasil.Tinha pret@s demais.

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A campanha publicitária e institucional do Banco do Brasil mostrava para um monte de gente a cara diversa que tem esse país.
No comercial do Banco do Brasil tinha, sobretudo, gente preta.
Também tinha gente tatuada.
O comercial do Banco do Brasil feriu os brios de Jair Messias, o presidente  da República Federativa, que no lugar de cuidar do país fica monitorando os comerciais de tv.
E Jair não gostou do comercial do Banco do Brasil.
Tinha pret@s demais.
E não gostando do comercial , Jair procurou o presidente do banco,Rubem Novaes,  sem delongas,e  sem apresentar uma justificativa plausível , bateu o pé.
Alertou para o subordinado que não concordava com a peça publicitária e mandou o verbo: Exclua!
E o subordinado respeitoso nao só excluiu a possibilidade da reinvenção dos olhares para a 
 multiplicidade e diversidade de todo um povo,como também demitiu o diretor de Comunicação e Marketing do banco, Delano Valentim.
A campanha estava no ar desde  o início de abril e a propaganda foi suspensa no último dia 14, após o presidente ter assistido ao filme. 
Ideologicamente, Jair Messias, o presidente segue atropelando a nossa frágil democracia.
E era uma vez um comercial que tinha pret@s do Banco do Brasil.
Foi censurado.
E the end!
 

"Aquele encontro afro causou uma revolução em minha vida"- afirma Alisson, caixa de supermercado.

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Manhã de segunda-feira, após  me examinar, minuciosamente,o  caixa do supermercado lança a pergunta:- Seu nome é Arísia Barros?
Assevero que  sim,e o rapaz ávido pra contar sua história, diz:- Nunca esqueci seu nome, nem seu rosto (sou bom de fisionomia),e lembro  da senhora, porque participei de um encontro sobre negros, no Teatro Deodoro. Na época estudava na Escola Eunice Campos.
Pega de surpresa pela situação inusitada,busco saber em qual ano aconteceu o fato.
O rapaz ri no dizer:- Vixe faz bem uns 15 anos.- respondeu mexendo nas recordações
Não perguntei-lhe  a idade, mas, calculei que está na casa dos 25/27  anos
E as palavras do rapaz saem espalhando perspectivas:-"Aquele encontro afro causou uma revolução em minha vida, me revelou o que é racismo.Foi importantissimo. Ainda hoje lembro da música que cantavam lá." E , entusiasmado cantarola  um trechinho da música.
Eu olho feliz para  aquele rapaz, caixa de um supermercado falando sobre o quanto enriquecedora foi participar de uma discussão sobre racismo e refirmo que é possível mudar paradigmas. Interpretar e reinterpretar constantemente sobre  o poder estrutural do racismo para entender a realidade que nos cerca.
Pelo jeito, Alisson absorveu, compreendeu e ainda hoje compartilha o aprendizado de que o conhecimento/educação é,e sempre será, uma ferramenta poderosa para construção de uma sociedade plural.
Obrigada, Alisson!
 

Ombro amigo nenhum substitui o tratamento especializado com ajuda profissional contra o adoecimento mental e o suicídio.

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O jornalista alagoano,Alexandre  Barbosa escreve:


"Já que falar sobre adoecimento mental e suicídio voltou aos Trending Topics, aproveito para passar aqui e avisar que ombro amigo nenhum substitui o tratamento especializado com ajuda profissional contra essas doenças. Ter a certeza de que há pessoas próximas por nós é importante, mas enquanto acharmos que simplesmente ter onde chorar garantirá a nossa cura, estaremos apenas mascarando e banalizando o problema.
Inteligência emocional é artigo caro, especialmente nos dias de hoje, e deve ser trabalhado junto a quem tem capacidade teórica e técnica para tal. Colocar as expectativas de autorrealização e cura nos ombros de familiares e amigos pode, no fim das contas, gerar um resultado diametralmente oposto ao que se espera e acabar despertando novos quadros de adoecimento, inclusive em quem antes era emocionalmente saudável.
Ofereçam colo, busquem-no também, mas que essa troca de afetos jamais sirva de camuflagem para esconder e/ou reforçar o tabu existente no tratamento psicológico e psiquiátrico. Se falta dinheiro, busquem vagas em universidades públicas e privadas, pesquisem profissionais que trabalham com valor social, mas não sejam negligentes. Depressão, ansiedade e afins, são doenças e, se o objetivo é vencê-las, o primeiro passo é encará-las como tal.
Em tempo, há uma luz no fim do túnel. Sempre há. Continue caminhando. Foco, força e fé."

Apesar dos sorrisos de glamour nas redes sociais, tem muita gente, mas,muita gente mesmo, sofrendo de tristezas profundas.

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Não sei vocês,mas, tenho enfrentado  tempos áridos. A sensação está muito ligada a essa dicotomia politica/social que acontece no país e consequentemente atinge a alma das pessoas. Claro, que há os  ganhos na vida diária, entretanto, em meu entorno,  apesar dos sorrisos de glamour  nas redes sociais, tem muita gente, mas,muita gente mesmo, sofrendo de tristezas profundas. . 
Não sei vocês, mas, meu dia já começa com  alguns pedidos de  socorro e  nos grupos do face que participo há muitas postagens , carregadas  de tristeza, tristeza, tristeza e depressão.Um retrato nu e cru de que estamos à deriva. 
E por favor, não me venham falar que é falta de Deus no coração.
Depressão é uma doença perigosa, letal. E  apesar de, depressão tem cura.
E a cura pode vir, sem que  a pessoa precise se mate.
Eu não sei vocês, mas, ando experimentando uma impotência enorme, porque  juro que  não consigo ser feliz vendo tanta gente triste. Não, não sou boazinha, altruísta ou coisa e tal. Só sou humana, entende? E quem não teve ou tem seus quadros depressivos,no correr da vida?
Minha melhor amiga/irmã se matou, e apesar dos muitos anos a dor/saudade mora  no cantinho da alma.
Como militante/ativista do Instituto Raízes de Áfricas temos desenvolvido nosso papel de controle social em  uma verdadeira jornada junto ao governo estadual, em Alagoas, para que haja uma conscientização institucional sobre a  epidemia massacrante do suicídio, mas, as respostas que nos chegam ainda  são fragéis e evasivas. E o povo continua se matando.
Em Alagoas o indice de suicídios está quase equiparando os os dos homicidios. E , em que mapa entra essa contagem do crescimento da  violência? Ou suicidio não é uma violência?
São mortes silenciadas, ignoradas, esquecidas em nome de um tabu que  gera um ciclo vicioso.
Não sei vocês, mas, sinto que precisamos fazer alguma coisa, nos levantar , e daí  convidei alguns amig@s , como a Peró Andrade,a grande  dama do circo em Alagoas, e o polivalente Aguinaldo Almeida, que é psicólogo, técnico de enfermagem, sub oficial de marinha mercante, judoca, cozinheiro,  para começarmos uma cruzada social no acolher as gentes que morrem de tantas tristezas.
O projeto "Andorinhas fazendo Verão" ainda está em construção:. O projeto de juntar gente , presencialmente, em nome de nós mesm@s. Gente para falar da gente. Do coração da gente. Dos medos da gente. Gente para trocar abraços. De verdade.
Esta semana , em Maceió,Alagoas teremos nossa primeira reunião naquela coisa de que quando uma andorinha chama outras, a gente faz verão. E vamos precisar de mais gente disposta  a sair do seu lugar confortável para partilhar caminhos coletivos.
É um convite.
Verão, entende?
 

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