Raízes da África

Em cinco dias três jovens mulheres provocaram a própria morte, em Arapiraca, Alagoas. Quantas mais precisarão morrer?

 

Elas eram jovens, mulheres e, ao não perceberem a luz no fim do túnel  seguiram  o mesmo caminho: provocaram a própria morte.

Elas eram jovens e segundo as notícias sofriam de depressão.

A morte auto-provocada é um dos sintomas de uma sociedade que negligencia o outro e seus problemas tais como ansiedade, síndrome de pânico, por exemplo.

Trata-se de um grave problema de saúde pública.

O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos, grupo que compreende as três jovens que provocaram a própria morte.

Segundo um relatório da Secretaria de Estado da Saude-SESAU dados sobre  suicídios apontam a  7ª região de Saúde do Estado de Alagoas, com números preocupantes e importantes de mortes auto-provocadas.

A sétima região de Saúde é a maior de todas de Alagoas, e de uma extrema e vital  importância. Comporta 17 municípios e fica na região central do Estado. Tem o município de Arapiraca, como a grande referência para toda esta localidade.

Em Arapiraca as taxas de  mortes por suicídio são altas, acima da média nacional.

A cada 45 minutos, uma pessoa no Brasil comete suicídio.

Sim.

O Estado de Alagoas precisa, urgentemente, discutir estratégias de acolhimento e de cuidado para prevenir novas mortes.  

Quant@s mais precisarão morrer?

Conselho Estadual da Saúde, em Alagoas, realiza Sessão Aberta com os Movimentos Sociais. Participe!

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Com o objetivo de discutir a questão do controle social no SUS e a real importância dos movimentos sociais nos conselhos de direitos, o Conselho Estadual de Saúde realiza a partir do dia 21 de agosto, em 05 regiões de saúde , uma sessão aberta com os movimentos sociais.

Conforme cronograma, a primeira sessão acontece dia 21/08 (terça-feira), na UNCISAL ( próximo ao HGE). com atendimento a 1ª, 3ª e 4ª regiões de saúde.

No dia 23/08 será em São Miguel dos Campos, que abrangerá  a 5º e 6ª regiões.

29/08, Palmeira dos Índios onde estarão as 7ª e 8ª regiões. Em 31/08 ,Piranhas o público será da  9ª e 10ª regiões e encerrando  as sessões, a última acontece no dia 11 de setembro, em Matriz de Camaragibe e atenderá a  2ª região.

Segundo os organizadores: Entre as principais motivações para a ação destacam-se: A necessidade da criação de um  canal de diálogo entre as políticas de saúde/SUS e os movimentos sociais, enquanto  controle social, como também agregar valores humanos na reconstrução de um SUS forte para que as pessoas sejam tratadas com dignidade.

Quer mais informações?

Liga para o Conselho (82)3315-2385/98884-6006

 

 

Sou ator desde 10 anos de idade- afirma Lázaro Ramos.

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Sou ator desde 10 anos de idade. Na verdade, acho que sou ator desde que nasci. Sempre me encantou me colocar na pele de outras pessoas e vivenciar, por alguns momentos, algumas emoções. A princípio, foi uma escolha pra fugir da timidez. Depois, pra me sentir amado. Quanto mais o tempo passa, mais eu entendo que nós atores e atrizes podemos fazer pontes com a sociedade; desde pontes mais leves, como entreter e tornar o dia da pessoa mais leve, até alertar pra alguns assuntos. Sou muito orgulhoso de ser ator e sou muito feliz por fazer parte dessa família de tantos atores e atrizes. Alguns têm visibilidade e muitos nem sempre conseguem viabilizar seus trabalhos, mas fazem trabalhos muito relevantes e que precisam da nossa atenção também. Os atores que fazem a arte se encontrar conosco são peça fundamental pra reconstrução, avaliação, aceitação e orgulho (ou não) de uma sociedade. Feliz dia do Ator! Feliz dia da Atriz!

 

Fonte: @olazaroramos with @get_repost

Aos 12 anos, Aretha Franklin deu a luz a seu primeiro filho. Aos 14, engravidou e pariu o segundo. Antes dos 15 anos, era mãe de dois meninos.

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O cidadão de bem C.L. Franklin também era fã de sexo grupal e organizava orgias em sua Igreja. Há, até hoje, a controvérsia de que religioso seria o pai do filho da própria filha, Aretha, submetida, aos 12 anos, a uma destas orgias na Igreja.

Está tudo em "Respect: The Life of Aretha Franlkin", biografia da cantora, lançada em 2014 por David Ritz.

Mas tratemos do livro que o pai de Aretha Franklin adorava e fervorosamente citava de cor seus salmos - A Bíblia.

A Biblia tem frequentado o noticiário nas mãos de adoradores fervorosos que sabem de cor os seus salmos.

Sempre nas mãos de homens severos, tementes a Deus, anti-aborto, pró-família e anti-comunistas.

Esteve na mão de candidato à presidência em debate eleitoral.

Teve em redes sociais seus salmos clamados por Dr. Bumbum, indiciado por homicídio de uma cliente, e que exercia a medicina no Rio de Janeiro sem autorização.

E também teve seu seu autor, Deus, citado diversas vezes, também em redes sociais, por Luis Felipe Manvalier, acusado de assassinar a esposa, a advogada Tatiane Spitzner.

Todos homens severos, tementes a Deus, anti-aborto, pró-família e anti-comunistas.

Mulheres costumam ser vítimas destes tipos. Mulheres negras, então, não se fale.

Aretha Franklin, mulher e negra, ainda teve mais dois filhos, mais dois casamentos, com dois maridos que a espancavam sempre que lhes dava na telha.

"Respect" é também o nome da canção que Aretha transformou em símbolo da luta das mulheres contra os abusos de homens severos, tementes a Deus, anti-aborto, pró-família e anti-comunistas.

Se aproximam eleições gerais. Quem decidirá, no voto, nossos próximos governantes, serão justamente mulheres.

Terão uma tarefa respeitável.

Noventa por cento dos candidatos das próximas eleições são, justamente,

homens severos, tementes a Deus, anti-aborto, pró-família e anti-comunistas.

Merecerão eles o respeito que não dão a elas?

Como cantava, Aretha, a dama do soul, mulher e negra:

"R-E-S-P-E-C-TG Find out what it means to me"

 

Fonte: Dodô Azevedo

"Estávamos sentindo sua falta e da equipe, Arísia Barros"- disse a presa do presídio Santa Luzia, em Maceió,AL.

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Na sexta-feira, 17 de agosto o Instituto Raízes de Áfricas promoveu mais uma atividade no Presídio Santa Luzia, em Maceió, Alagoas. Foi o 'Isokan", ou Exercício da Solidariedade entre Grades, com o apoio institucional da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social e Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.

Nós, da equipe do Instituto chegamos mais cedo para organizar o ambiente. Eu e o Augusto.

Três  reeducandas também chegaram cedo para higienizar  o ambiente. E ficamos por lá colocando energia nas coisas, pincelando de cor e aconchego os espaços do anfiteatro do Presídio Santa Luzia. Reinventamos uma  decoração para recepcionar as meninas para o encontro, cujo tema foi solidariedade. Elas limpavam daqui e dali para deixarem o espaço mais confortável.

Era uma equipe sincronizada  reascendendo energias em um universo dispare cheio de sons do silêncio.

E no final das nossas arrumações silenciosamente sonoro, a moça, Adriana ( não lembro bem o nome), antes de sair disse:- Estávamos sentindo sua falta e da sua equipe, Arísia Barros. Os encontros que você faz aqui são muito importantes para nós.Não esqueça a gente aqui.

 

 

Presídio Santa Luzia, em Maceió, AL, recebe o “Iṣọkan” ou Exercício da Solidariedade entre Grades.

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O presídio Santa Luzia, em Maceió, Alagoas tem entre suas grades um grande percentual de mulheres pretas. Em torno de 89%. É um quilombo criminalizado, em permanente movimento.

Iṣọkan na língua ioruba quer dizer solidariedade.

São mulheres, quase todas naturais de Alagoas, a terra preta da guerreira Aqualtune, primeira grande comandante do Quilombo dos Palmares.

Muitas delas analfabetas. Muitas delas saídas de espaços vulneráveis e agora viajando pelas entranhas das conseqüências do  crime,  dor e da culpa.

Elas também vêm de outros estados, além de Palmares.

O Isokan, ou Exercício da Solidariedade entre Grades, acontece na sexta-feira, 17 de agosto, nos espaços do Presídio Santa Luzia.

A metodologia do  Isokan consiste na exibição de um filme sob o tema,com direito a pipoca e descontração, logo depois teremos uma conversa dirigida por Thati Nicácio, uma jovem militante por Direitos Humanos e saúde mental, com as mulheres, sobre  a vivência da solidariedade, a partilha e cooperação entre elas dentro dos ambientes  hostis.

Um diálogo que ao mesmo tempo, que impulsiona a  auto-reflexão serve de acolhimento, afirmação de identidades em conflito e reafirmação  dos espaços de direitos que permitam sonhar.

Idealizado  pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio institucional da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social e Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, o Iṣọkan surge como uma das demandas propostas pelas presas, durante a 1ª Conferência Livre da Saúde das Mulheres Encarceradas e a Conferência Livre de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, ação inédita do gênero no país, acontecida lá trás, no  dia 21 de junho de 2017, no Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL.

 

Quem é Thati Nicácio?

Thatiane,mais conhecida como Thati Nicácio é ativista por Direitos Humanos, ativamente contra o genocídio e o encarceramento massivo da população periférica, militante da saúde mental, diretora nacional de mulheres da Articulação nacional de Jovens LGBT e componente do Conselho Nacional de Políticas Para as Mulheres

 

Em ação do Estado e como único representante do movimento popular, Instituto Raízes de Áfricas, coordena mesa sobre suicídio.

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Aconteceu no dia 14 de agosto de 2018, no auditório do Conselho Regional de Psicologia 15ª Região, o encontro sobre prevenção ao suicídio – a construção da linha de cuidado, realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, através da Supervisão de Atenção Psicossocial.

O encontro que reuniu coordenadores dos Centros de Atenção Psicossocial e da Atenção Básica dos Municípios, dentre outros profissionais da saúde tinha como base a construção de uma  linha de cuidado.

Presente à mesa de abertura o Sr. José Medeiros Superintendente de Atenção à Saúde falou à cerca da sua experiência sobre  o tema..

Na primeira mesa, Panorama Atual do Suicídio em Alagoas - Construindo o Diálogo na RAPS, coordenada por Berto Gonçalo da Silva, supervisor de Atenção Psicossocial /SESAU, profissionais da saúde fizeram uma amostragem  técnica sobre o panorama do suicídio em Alagoas.

A segunda e última mesa, coordenada pelo Instituto Raízes de Áfricas, único representante do movimento popular presente, teve como tema, a Intersetorialidade das Ações de Cuidado e Prevenção.

Abrindo as falas da mesa, a professora Arísia Barros propôs um abraço coletivo e um minuto de silêncio em nome da  soldada Layse e todos os mortos por suicídio.

A primeira palestrante Verônica de Medeiros Alves, profa. Dra. da Universidade Federal de Alagoas levantou questionamentos: Depois de todos os  levantamentos sobre o problema, quais são as soluções eficazes e eficientes que temos a apresentar para sociedade?

 Já a presidente do Centro de Valorização da Vida, Delza Leite Góes Gitaí afirmou que a prevenção ao suicídio envolve  a escuta de todos os atores sociais e pediu uma salva de palmas para  todos os sobreviventes e para voluntári@s do CVV.

Arnaldo Santos vice-presidente do CAVIDA, sintetizou: É preciso que tenhamos tempo de ouvir as pessoas. Quem sabe assim possamos salvar vidas?

 

Instituto Raízes de Áfricas oportuniza parceria entre SERIS e UNCISAL.

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Em reunião acontecida na quarta-feira, 08 de agosto, entre Marcos Sérgio, secretário de Estado de Ressocialização e Inclusão Social – SERIS, e a vice-reitora Ilka do Amaral, da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas foi discutida , a partir da articulação do Instituto Raízes de Áfricas,  a realização de um termo de cooperação,visando o projeto para confecção de enxoval hospitalar pelas reeducandas.

A proposta é que as reeducandas confeccionem enxovais hospitalares, como lençóis, pijamas e outras vestimentas  que será disponibilizado para a rede hospitalar assistida pela UNCISAL.

Segundo Marcos Sérgio, secretário da SERIS: “o trabalho social de florescimento de enxovais vai ser importante, porque dará mais dignidade a mão de obra carcerária,como também oportuniza trabalho para às mulheres.

E o mais importante dessa ação é o trabalho em rede,que  além de aumentar a capilaridade das ações, traz vantagens como a troca de experiências entre os vários atores institucionais.”

E Jilvon, assessor Técnico da Reitoria da Uncisal e um dos mobilizadores da ação, complementa: “Temos muito interesse na formação dessa rede como a construção de boas práticas emancipatórias para a solução de problemas vivenciados pelas instituições.”

Ilka a vice-reitora afirmou que a UNCISAL está à disposição para outras parcerias com SERIS.

Participaram, ainda, da reunião, dentre outros, o chefe de gabinete, Eder, Fabiana Maria, assessora de gabinete e Andrea Rodrigues, da Laboraterapia. Todos da equipe da SERIS.

 

 

Candidato à Presidência da República Federativa do Brasil faz campanha contra Satanás.

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Lançado pela sigla Patriota o Cabo Daciolo é candidato à Presidência da República Federativa do Brasil.

Como candidato presidenciável uma das propostas  da plataforma política de Daciolo é a perseguição a Satanás.

Segundo a Bíblia Satanás significa adversário, e, é um espírito do mal que prejudica as pessoas.

O cabo é figura lendária no Rio de Janeiro. Foi uma das lideranças da famosa greve dos bombeiros, em 2010.

Em 2014 foi eleito deputado federal.

Cabo Daciolo se diz servo do Senhor.

Em 2015 propôs uma emenda constitucional  para alterar o parágrafo primeiro da Constituição Brasileira  de "todo poder emana do povo" para "todo poder emana de Deus", o que fere o estado laico.

Em 2015 defendeu a libertação dos doze policiais acusados de participar da tortura  e morte do pedreiro Amarildo Dias de Sousa, em 2013.

Foi expulso do PSOL.

Em 2017, Daciolo era réu em ação criminal por associação criminosa (artigo 288, parágrafo único, (Código Penal ) e por diversos dispositivos da Lei de Segurança Nacional , porém foi beneficiado por lei de sua autoria que anistiou bombeiros e policiais militares de diversos estados que participaram de movimentos grevistas entre 2011 e 2015.

Com um vasto currículo desses Daciolo que perseguir Satanás?

Olha para o teu rabo, rapaz e deixa Satanás em paz.

Jovem soldada da Banda de música do 3º BPM é mais uma, na estatística silenciosa, de suicídios em Alagoas. Até quando?

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A soldada Laysa Avelino, da Banda de música do 3º BPM atentou contra a própria vida, na tarde deste domingo 12 de agosto.O fato se deu na residência da soldada, em Arapiraca. 

A militar  era  a filha mais nova de  presbítero Francisco  Alvelino, do bairro Brasília e foi diagnosticada com depressão. Estava sob tratamento.

Laysa ingressou na corporação em 2013 e integrou a Banda de Música, bem como prestou serviço no Policiamento Montado, ambos na Unidade Operacional do Agreste.

Segundo um relatório da Secretaria de Estado da Saude-SESAU dados sobre  suicídios apontam a  7ª região de Saúde do Estado de Alagoas, com números preocupantes e importantes de mortes auto-provocadas.

A sétima região de Saúde é a maior de todas de Alagoas, e de uma extrema e vital  importância. Comporta 17 municípios e fica na região central do Estado. Tem o município de Arapiraca , como a grande referência para toda esta localidade.

Em Arapiraca as taxas de  mortes por suicídio são altas, acima da média nacional.

A cada 45 minutos, uma pessoa no Brasil comete suicídio.

Sim.

A Policia Militar precisa falar sobre suicídios.

O Estado de Alagoas, também.

 

 

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