Raízes da África

@ariannedesigner, a estratégia de comunicação entre seu produto e o mundo dos negócios.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Ela é uma jovem profissional, que conheço faz tempo.Imperativa  na capacidade de  reinventar-se , com foco na criatividade, técnica, bom gosto estético e pitadas escancaradas  de talento.
 Redemensiona  lugares, como social media e na criação de  identidade visual.
Determinada , vem pouco a pouco, despindo a roupagem de menina para tornar-se dona de seu próprio destino, temperando com ousadia  e jovialidade, novos e diferentes rascunhos, escorados em vivências/referencias. 
Como design gráfica e apaixonada pelos traços do mundo, vem carimbando colagens diferenciais,  na busca de  novos ângulos,  ressignificando marcas, propostas  e agregando  valor à competitividade de negócios. Influenciando diretamente quem  consome, ou seja, o  público.
Traz a expertise pontuada de intensidades, no campo do marketing e DA (direção de arte),  rompendo com  as  zonas de conforto para experimentar  atmosferas de possibilidades.
O mercado competitivo pede ousadia. Exige criatividade. E isso ela tem, de sobra.
Esse texto é sobre respeito  por essa jovem  profissional de publicidade e propaganda . Com trabalho e dedicação, ela, a design gráfica,  carimba peças únicas nos outodors da cidade, nas redes sociais, dando voz às imagens  e , assim,  ressignificando a noção de mundos e a essência daquilo que acredita, promovendo, a partir de uma linha  cheia de traços bem próprios, um olhar  criativo sobre o tempo que celebra histórias, caminhos e construção de grandes negócios.
Ela , também é  fera na esfera digital. Quer conhecer o portfólio da design gráfica?
Anota aí o instagram e confere: @ariannedesigner.
@ariannedesigner, a estratégia de comunicação entre seu produto  e o mundo dos negócios.

Soldado, o senhor é preto, soldado! O lugar do senhor é aqui, soldado! O senhor já viu jornalista preto, soldado?

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O jornalista carioca, Marcos Luca Valentim escreve:


"Eu quase fui convencido a seguir a carreira militar. Não queria entrar pro Exército, e foi com essa certeza que segui a obrigatoriedade e me alistei na época. Passei por diversas etapas, afirmando em todas elas que não tinha interesse em servir.
Pois bem.
Quando dei por mim, já estavam raspando meu black, e eu, marchando na moral.Os meses foram passando, e nunca escondi que não via a hora de sair.Alguns também não queriam estar ali.
De qualquer maneira, já que não tinha escolha, resolvi dar meu máximo. 
E ganhei certo respeito dos superiores quando recebi meu diploma como melhor do TAF (Teste de Aptidão Física).
Como podem ver na foto, eu era um filé de borboleta. Mas a corrida me salvou.
Eu era um bom soldado. Prestativo, não reclamava, seguia ordens.
Certa vez, no alojamento dos soldados, o assunto voltou.
- Tu tá doido pra sair, né?
- Nem fala...
- Mas por quê?
- Pô, eu quero estudar... Quero ser militar não.
No dia seguinte, perfilado em forma depois de passar a manhã capinando, o sargento me chamou à frente do pelotão. Achei que eu fosse ser escolhido como o xerife da semana, mas, não.
- Senhores, este soldado aqui quer sair daqui, senhores. Ele quer estudar, senhores. O senhor quer estudar o quê, soldado?
- Jornalismo, senhor.
- Jornalismo, é? Entendi, soldado - e, após breve pausa, sacramentou.
- Soldado, o senhor é preto, soldado! O lugar do senhor é aqui, soldado! O senhor já viu jornalista preto, soldado?
Esse momento ficou na minha cabeça, e aquela certeza toda que eu tinha quando entrei no quartel havia se dissipado num nevoeiro de questionamentos. E se o sargento estivesse certo? Eu era um moleque, sem 1/5 da consciência de hoje. Tentei contar quantos jornalistas negros eu conhecia. Um total de zero.
E isso me afundou.
Mas aí lembrei das vezes em que, quando criança, disse à minha mãe que seria jornalista.
Lembrei do meu pai, negro, pobre, que tinha todas as estatísticas contra ele, e se tornou doutor em Letras. (...) Enfim.
O tempo passou, e eu saí do Exército.Tornei-me jornalista.E agradeço aos meus pais.
Democracia racial é lenda.
Representatividade é tudo.
Lugar de preto é em todo lugar. 
Tem que ser."

 

A mesma Alagoas que exalta Marta, a jogadora, menospreza o talento da Karolzinha,13 anos.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true


Carla Karolina tem 13 anos, nascida e criada no  bairro do Vergel do Lago,em Maceió,AL, e é uma campeã.
O nome vergel, segundo o dicionário Aurélio Buarque de Holanda, significa, pomar ou jardim.
E desse bairro periférico,com nome de pomar que surge Karolzinha, uma menina que  já ganhou diversos campeonatos de skate fora de Alagoas. É a atual campeã alagoana de skate e vice campeão nordestina. 
Como  Marta, a jogadora, Karolzinha  também sofreu (sofre?)  o preconceito por ser mulher, em um esporte considerado para homens.
"As pessoas me diziam  que o skate era só pra meninos. Até de Maria-homem fui chamada"- diz a menina que almeja participar do campeonato mundal de skate e ser sktista profissional.
E, apesar de ser reconhecida em muitos estados do Brasil e  uma medalhista que honra o  nome de Alagoas, Karolzinha não recebe nenhum apoio do Governo do Estado, ou mesmo da Secretaria  Estadual de Esporte, Lazer e Juventude..
Ariane, a mãe diz:"Uma pena que com tanto talento minha filha não tenha patrocinio, e a família precisa fazer vaquinha com parentes, amigos para poder participar de campeonatos."
E Bob, ao lado da esposa acrescenta: "Essa menina é meu orgulho , mas, o treinamento dela só é possivel, porque  eu, como pai montei uma pista de skate, na igreja do bairro. Alagoas não tem pistas de skates. Um absurdo"
E Luciano Barros, o professor de esportes, arremata:  "A Federação não valoriza projetos. Projetos sociais são discriminados."
E  o blog  conclui que, assim como o estado de Alagoas respalda a imagem de  Marta, a jogadora, é importantissimo,aprender a marcar gols certeiros, com o  apoio  aos talentos de  outras  meninas-mulheres-superação. Um delas de nome Karol.
É preciso investimentos no esporte  feminino.
Pode nos ajudar vereador Lobão? Karolzinha é filha do bairro que deu  a Vossa Excelência uma votação histórica.E o pai, mãe da menina são seus eleitores.
Pode nos ajudar, Secretária Estadual Executiva  de Esporte, Lazer e Juventude,do governo Renan Filho, Morgana Tavares?
Pode?
 

Jesus Cristo era preto e defensor dos direitos humanos.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Frei David, coordenador da Educafro, rede de cursinhos populares para jovens negros e das periferias e  João Luiz Moura, evangélico e mestrando em Ciências da Religião falam sobre a comemoração litúrgica católica chamada, Corpus Christi:


“Nesse Corpus Christi, dia que celebramos o corpo de Deus, é preciso discutir e refletir sobre os corpos humilhados do povo negro, os mais violentados na sociedade. Homens assassinados pela polícia e mulheres assassinadas por seus maridos. Nesse Corpus Christi, nós queremos lembrar de todos esses corpos fragilizados, quebrados pela opressão, humilhação, desemprego, fome, falta de saneamento básico e casa digna.
Quando Jesus assume a condição humana, ele vivencia a exclusão, o sofrimento do mundo, não por prazer, mas por nos dar luz de como trafegar, vivenciar, como passar por esse período da fase da terra como pessoa de luz e de bem.Jesus Cristo era os direitos humanos vivo” 
"A ação de Jesus estava pautada na proximidade com os grupos sociais mais marginalizados. E  só é possível fazer uma “crítica séria” à sociedade se as pessoas “assumirem” as dores dos outros como Jesus assumiu"-
afirma João Luiz Moura, evangélico e mestrando em Ciências da Religião.


Fonte:https://br.noticias.yahoo.com/jesus-cristo-preto-defensor-direitos-humanos-125206254.html
 

Combater o racismo é uma tarefa que a gente não escolhe, apenas é engolida por ela. A armadura é compulsória

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Jaciana Melquiades, empresária a abrir a primeira loja exclusivamente de bonecas negras, no Brasil.Mora em Rio de Janeiro, nasceu em Belford Roxo. A dona  da loja  "Era uma vez o mundo", escreve:


"O racismo sempre deixa a gente desprotegida. Sempre. E combatê-lo é uma tarefa que a gente não escolhe, apenas é engolida por ela. A armadura é compulsória.
Estar sempre pronta pra uma guerra é cansativo. Guerras cotidianas contra a sutileza, a palavra enviesada, o segurar de bolsas, o elogio escroto. Cansa. Nem vou citar a vulnerabilidade dos nossos corpos, nem contar nossos óbitos. Vou me ater às microviolencias cotidianas. Cansa.
As instituições são racistas: não adianta mudar de banco, de escola, de serviços de transporte, de academia. As instituições são criminosamente racistas por um detalhe importante: pessoas fazem as instituições.
Diariamente somos tragados por essas batalhas e por muito tempo eu escolhi fingir que elas não existiam: e ria da piada, suavizava o péssimo atendimento, mudava de banco. Mas faz tempo que isso deixou de acontecer, sobretudo porque se a gente engole isso todo dia, nosso corpo adoece.
Hoje fui pega na sutileza da dúvida sobre a propriedade da empresa que está no meu nome. Nem RG, documento da gerente, contrato social em mãos, nada disso elimina a pergunda (e a repetição da mesma pergunta por duas ou três vezes ) questionando o comprovado e documentado. .
Eu aprendi a lidar com isso: Hoje eu constranjo. Educadamente. Com a voz baixa. Sorrindo. E, pah! Dou nome aos fatos. Sorrindo, sempre bom sublinhar. Pronto: o racista fica na defensiva. E é isso... Porque é ele que precisa se explicar, não eu."

Senhor@s representantes políticos de Alagoas, se vão ter embates pelo twitter, foquem na vida da juventude negra em Alagoas. #Nossavidaimporta!

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true


É comum acessarmos as redes socias e depararmos com os embates pessoais, entre os representantes que elegemos para  traduzir, nos muitos parlamentos, as demandas populares, sempre, urgentes e necessárias. E o que é pior, os  embates das representaçõeses  políticas, nas redes sociais, se transformam em importante cenário noticialesco.
Como ativista e militante da causa de pret@s fico matutando sobre a  espetacularização dessas conversas midiáticas , muitas vezes inócuas e panfletárias,  em detrimento  a um  cenário político  complexo, e extremamente danoso para a juventude negra em Alagoas ( será que nossos representantes atentaram para o mais novo Atlas da Violência?) e fico, ainda,  a pensar em qual momento os políticos que brigam, entre si, nos percebem. Nós, os corpos pretos atravessados pela violência letal e intencional.
Alagoas é o 2º estado da federação que  tem um aumento assustador das mortes violentas de  jovens pretos,  e , apesar disso, há um emudecimento/silenciamento/naturalização, tanto  institucional, dos partidos políticos (TODOS),parlamentos,  como do  próprio movimento negro.
Será o efeito colateral da abolição inconclusa?
Essa Alagoas que silencia em relação aos muitos assasinatos de jovens pretos é a mesma que comemora o 20 de novembro-Dia da Consciência Negra, como se festa fosse.
Onde está o corpo Davi da Silva, à época com 17 anos? 
Davi foi torturado, assassinado e teve seu corpo ocultado pelos 4 policiais militares , que o mataram. O mês de  agosto marca os 5 anos do desaparecimento de Davi da Silva.
E os tantos outros, muitos Davis enterrados em covas rasas?
O genocídio dos jovens pretos é reflexo do racismo estrutural e institucional.
Qual a política pública eficaz , efetiva e afirmativa que o estado de Alagoas tem posto em prática para salvaguardar a vida de pret@s, alvos preferenciais?  
Nossas vidas não importam?
Senhores representantes políticos do estado de Alagoas,  a violência letal intencional tem  feito uma matança generalizada, nas terras pretas de Palmares , tendo como alvo preferencial, a juventude preta.
É por isso tudo,  e em nome de nossas vidas que sugerimos: querem uma causa para brigar? Briguem  pela vida da juventude preta das Alagoas do Quilombo dos Palmares.
Pode ser até, ser  pelo twitter, mas, briguem.
#Nossavidaimporta!


 

O Café do FETIPAT/AL tem prioridades e sua participação é uma delas. Vem...

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Adolescente Trabalhador de Alagoas (Fetipat/AL) é um colegiado que  atua na proteção de crianças e adolescente, bem como no combate ao trabalho infantil  e promove uma mobilização permanente, visando garantir os direitos da criança e do adolescente.
A coordenação geral do FETIPAT/AL  é da administradora, militante da causa pró infância e adolescente Nelma Nunes, da Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (SEMUDH.
Para trabalhar novas dinâmicas e agregar renovados olhares na captação de apoiador@s e parceir@s, o FETIPAI/AL, realiza na segunda-feira, 17/06, o  Café com Prioridades, sob o tema: A aprendizagem profissional como instrumento de resgate da adolescencia.
Nelma Nunes, coordenadora geral do FETIPAT/AL  e servidora da  Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (SEMUDH),  afirma: "O Café com Prioriddes é uma forma de interação com novas perspectivas, visando assim, erradicar velhas práticas que violam os direitos da criança e do adolescente" .
É um momento ímpar de trocar ideias, ter novos conhecimentos e fortalecer a questão da aprendizagem profissional como instrumento de resgate da adolescência.
E  o convidado especial para esse café é o Auditor Fiscal do Trabalho, em Minas Gerais, Antonio Alves Mendonça Júnior, e, é ele quem diz: " A Aprendizagem Profissional é importante porque se insere entre os instrumentos que garantem a proteção absoluta do adolescente de baixa renda e provenientes de escolas públicas, servindo como verdadeiro mecanismo de inclusão social.Garante ao jovem uma perspectiva de futuro."
Na segunda FETIPAT/AL  realiza o Café com Prioridades ,e você não pode perder essa oportunidade de diálogo.
Vai acontecer no auditório da OAB- Jacarecica , em Maceió,Alagoas, a partir das 08 da manhã.
A gente espera você para tomar  esse café conosco.
Até lá!

Ele tem 11 anos é preto, com deficiência e tentou o suicídio. O racismo foi a causa.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true


O menino está em um leito de hospital, entubado, ligado a  máquinas e  lutando para manter-se vivo.
 Ao 11 anos ele tentou o suicidio.
Na escola o menino ouvia o menosprezo dos colegas, com insultos como retardado e estúpido.
Além de preto, o menino tem dificuldades de aprendizagem.
Um  professor teria perguntado a ele  se “o cabelo dele era o motivo pelo qual ele não sabia ler”.
O menino foi alvo preferencial de agressões de  muitos  estudantes e   funcionários da escola,mas, a secretaria responsável pela educação ignorou os apelos por socorro.
E aí o menino preto de 11 anos atentou contra a própria vida.
Foi uma forma-dele- de livrar-se da “violência física crônica, abuso psicológico, intimidação, assédio e comportamento agressivo”, ou seja, o menino era torturado pelo racismo.
E tentou o suicidio.
Precisamos falar sobre racismo na infância!
 

Resumo pra quem ainda não entendeu nada, desde a morte de Teori Zavascki.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O jornalista Tulio Norte, escreve:
"- Moro só poderia garantir a prisão de Lula, se Teori saísse de cena.
- Teori, ministro do Supremo, era crítico da Lava Jato. Ele poderia reconhecer a inocência de Lula, mas sofreu o único 'acidente' de avião em 2017.
- O delegado da PF que investigava a morte de Teori foi assassinado por um frequentador do Clube de Tiro 38, o mesmo clube que os Bolsonaro frequentam.
- Adélio, autor da facada, foi a esse mesmo Clube no mesmo dia em que Carlos Bolsonaro foi. 
- Adélio estava desempregado, mas teve dinheiro para pagar 600 reais por uma hora no Clube, para ficar hospedado por vários dias em Florianópolis, viajar para Juiz de Fora e também pagar 400 reais em dinheiro vivo para se hospedar numa pensão.
- Após estar no mesmo local de Adélio, Carlos Bolsonaro também foi para Juiz de Fora acompanhar uma passeata do pai, coisa que ele nunca fazia.
- Uma semana depois da facada, a dona da pensão morreu e também um outro antigo hóspede foi encontrado morto.
- O Assassino de Marielle é vizinho de Bolsonaro, na Barra.
- Os filhos de Bolsonaro já prestaram inúmeras homenagens a policiais milicianos, condenados pela Justiça, acusados de matarem a juíza Patricia Acioli, em São Gonçalo, que era rigorosa com a milícia. 
- A família Bolsonaro contratou vários desses milicianos e seus familiares como assessores.
- Moro prende Lula com condenação em segunda instância (inconstitucional), em acordo com os desembargadores do TRF4, em tempo recorde, e sem provas, inviabilizando a sua candidatura. A prisão é ilegal, mas Moro atropela a Constituição e faz valer o interesse político.
- A seis dias do segundo turno das eleições, Moro divulga o conteúdo de parte da delação de Palocci, que foi desprezada pelo MP por falta de consistência e provas, com acusações contra Lula, interferindo no andamento da eleições. 
- Moro torna-se Ministro do governo Bolsonaro.
- Moro recebe promessa de indicação de Bolsonaro à próxima cadeira do STF, ainda no exercício do cargo de juiz.
- As informações acima foram amplamente publicadas na mídia e reunidas nesta postagem."

Por Tulio Norte

"Eu pedi afastamento para dar tranquilidade ao Conselho Estadual de Saúde"- afirma Jesonias da Silva, ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

 "Estive presidente do CES durante os últimos 4 anos e durante nossa gestão procuramos  redesenhá-lo , estabelecendo  espaços estruturais de diálogos.Elaboramos processos  recheados da diversidade de vozes, principalmente,as  dos movimentos sociais. Fizemos enfrentamento às resistências estruturais e conservadoras, aproximamos o Ministério Público dos Conselhos, e até hoje nossa gestão continua a produzir efeitos. Um desses efeitos positivos foi  a realização da IX Conferência Estadual de Saúde.
A IX COESA reuniu 98 municipios alagoanos e quase 500 pessoas.
Em nossa gestão, mas, do que um desenho político que cria espaços de disputas acirradas e desnecessárias, buscamos a humanização no  desburocratizar acessos de novas entidades ao CES.
Fizemos uma drástica renovação e isso nos trouxe um preço.
A pendência reclamada,  ou a  grande ilegalidade que vicejou a recomendação do  MP de afastamento da FUNERJ,fundação que representava no Conselho,  foi motivado pela ausência do  registro em cartório,  da última ata da instituição. 
Simplesmente isso. Nada mais do que isso.
O que realmente nos constrangeu é que já tínhamos ensejado uma ação na justiça , e a justiça nos deu ganho de causa.
Houve falhas, penso que houve, mas, não posso dizer que são minhas, porque a própria justiça reconheceu que não ocorreu má fé.
Contudo, quando o MP entrou com a recomendação tive que fazer uma reavaliação, pois tinha um grupo opositor  que não nos queria no CES,  e para não desestruturar os trabalhos, pedi pra sair.
Entretanto reafirmamos que nunca uma mesa do conselho esteve tão integrada ao Ministério Público. Fui o único presidente desse conselho que reavaliava , a cada 4 meses, o relatório de gestão da SESAU, como também do CES e, sempre enviávamos para avaliação do MP.
Tenho plena convicção que as demandas que chegam ao MP tem realmente que ser analisadas. E   como orgão fiscalizador fez o que tinha que fazer e  acatei a recomendação de afastamento,pois tenho imenso respeito pela instituição. O mais importante era deixar o conselho funcionando sem aperreios, estávamos às vésperas de uma conferência e com  uma oposição insatisfeita. Eu não poderia pensar no meu umbigo, o CES é um  maior do que tudo isso.
E, essa eleição questionada pela instituição foi acompanhada pelo próprio Ministério Público. 
Tenho no procurador-geral do MP,  Alfredo Gaspar  um grande parceiro de lutas, assim, como a Dra Micheline e o  Dr. Paulo.
Quando estive presidente a relação com o Ministério Público foi muito próxima e respeitosa. 
E é por isso  que senti falta da representação do MP na abertura da IX COESA
 Em um cenário  politico tão complexo, é preocupante  o uso do  Conselho Estadual de S aúde como bandeira política. O que toda pessoa de Alagoas, verdadeiramente, quer  é o fortalecimento do SUS e efetivas e eficientes políticas públicas de saúde. E foi isso que fizemos até aqui , e se tiver chance continuaremos a fazer"-
afirma Jesonias.
 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com