Raízes da África

Precisa-se de doméstica muito limpa em todos os sentidos- diz o anúncio em Maceió,AL.

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A empregadora posta em uma página de emprego nas redes sociais,da capital Maceió:

 

Precisa-se de secretária do lar, serviços domésticos  para trabalhar de segunda a sábado. Cuidará de toda a rotina da casa (lavar, passar e cozinhar). Deverá ser uma pessoa cuidadosa, discreta; leal e com iniciativa para realizar todos os afazeres domésticos,ou seja  cozinhar, lavar, passar.

Tem ainda serviços auxiliares. Disponibilidade para permanecer além do horário quando requerido.

Que realmente precise trabalhar, e que não tenha criança pequena ou que precise faltar por motivos de ter que sair. Comprometida ao trabalho!

Tem que ser muito limpa em todos os sentidos. Referência dos antigos empregos, antecedentes criminal. Falar comigo no messenger. E depois eu adiciono  no WhatsApp. Não envie. Fale antes comigo. Grata.

E o blog diz: Tirem suas próprias conclusões.

 

Instituto Raízes de Áfricas propõe ao Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, ações de intervenção, contra o suicido em Alagoas.

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A coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, participou, na terça-feira, 28/08, de um encontro com o Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, o alagoano Adeilson Loureiro, e na ocasião falou sobre epidemia do suicídio em território alagoanos, como também solicitou a intervenção do Ministério da Saúde.

A proposta apresentada pela coordenadora cita a criação de ações eficazes, efetivas  que intervenham nos números crescentes das mortes auto-provocadas que vem afetando  famílias, comunidades e  diversos territórios alagoanos, como a 7ª região de saúde e áreas adjacentes.

Arísia Barros também solicitou a participação do Hospital do Açúcar, localizado em Maceió, em uma campanha contra o suicídio, visando não só despertar a atenção para o tema, como também a valorização  do com a vida,

O suicídio é um importante problema de saúde pública em todo o mundo.

Adeilson Loureiro se comprometeu a dar encaminhamento às questões propostas.

Mamãe eu sou gay- declarou o menino,aos nove anos. Pouco depois provocou a própria morte.

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Seu nome era Jamel Myles e o nome de sua mãe Leia Pierce.

Jamel tinha nove anos e declarou  a mãe que era gay. A mãe pensou que era brincadeira de criança, mas ao olhar o rostinho assustado do filho, acarinho-o dizendo: E eu continuo amando você.

Com a  aceitação da mãe, Jamel sentiu-se valente para contar aos coleguinhas de escola. Queria partilhar com eles  a grande descoberta. Sua alma  ficou feliz com isso.

E confiante contou aos coleguinhas: Eu sou gay!

Os coleguinhas da escola o menosprezaram. Alguns insinuaram que  a vida dele não valia nada. E ele acreditou. Aos nove anos o menino provocou a própria morte, porque se descobriu gay.

A mãe do menino  alerta as famílias sobre as conseqüências do bullying. Ela também cobra responsabilização dos pais daquelas crianças que praticam bullying contra outras.

— Nós, pais, devemos ter responsabilidade pelo bullying — afirmou Leia. — Eu acho que os pais devem ser punidos porque, obviamente, eles estão ensinando as crianças a agirem assim ou estão tratando-as dessa forma.

A sociedade  matou o menino. Precisamos falar sobre suicidio.

 

Fonte:https://extra.globo.com/noticias/mundo/menino-de-9-anos-comete-suicidio-apos-contar-colegas-de-escola-que-era-gay-23017086.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=Extra

Promotoras de Justiça cobram prioridade absoluta para infância e adolescência, em discussão da LDO 2019 de Maceió.

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Na manhã de quinta-feira 23/08, na Associação Comercial, no bairro de Jaraguá, aconteceu a audiência pública para discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2019 de Maceió.

 A  audiência pública convocada pela Câmara Municipal de Maceió teve como objetivo a discussão das prioridades que devem ser inseridas na LDO de 2019, e reuniu  algumas representações da sociedade civil, instituições e diversas promotoras de justiça, em especial àqueles com atuação na área da infância e juventude.

Ao utilizaram os microfones entidades representativas cobraram do município de Maceió  as responsabilidade na criação de prerrogativas e instrumentos necessários à proteção dos direitos da parcela infanto-juvenil da população.

O Ministério Público Estadual, através das  promotoras de Justiça da Infância e Adolescência, dentre elas Alexandra Beurlen ocuparam os espaços  para exigirem que, no plano da organicidade institucional da Prefeitura de Maceió, crianças e adolescentes sejam vistos e respeitados como sujeitos de direitos.

Segundo Alexandra: “É preciso discutir a infância e adolescência como titulares dos direitos fundamentais e não como um quadro de patologia social.

Nossa missão, como promotora de justiça é pela  efetivação das garantias constitucionais dos direitos de meninas e meninos e continuamos  a exercitar esses caminhos. Ainda temos um longo caminho até exercermos a nossa cidadania.
Pena que nossos representantes não compreendam isso e e esvaziem ainda mais um momento de extrema relevância como audiência pública da LDO.”

E é importante que  a sociedade referência  ativa das políticas públicas fique atenta a essas discussões que afetam diretamente de forma positiva ou não, a vida de cada pessoa- acrescentou a promotora.

O Instituto Raízes de Áfricas propôs e o Dep. Ronaldo Medeiros realiza Audiência Pública sobre Prevenção ao Suicídio.

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Em um encontro ocorrido no gabinete do senador Renan Calheiros, dia 14 de agosto, entre a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas e o deputado estadual, Ronaldo Medeiros, o tema suicídio veio à tona, quando o parlamentar asseverou para Arísia Barros ser leitor assíduo do blog raízes da africa e que estava acompanhando com grande preocupação a temática..

Aproveitando o ensejo a blogueira e  coordenadora solicitou ao deputado a realização de uma Audiência Pública para dar visibilidade a questão.

O deputado garantiu que providências seriam tomadas e o fez.

O suicídio-tema ainda considerado tabu-é um problema de saúde pública, necessitando de políticas públicas que discutam mecanismos para tentar frear o crescente número de casos registrados, em Alagoas, principalmente na 7ª região de saúde.

Segundo um relatório da Secretaria de Estado da Saude-SESAU dados sobre  suicídios apontam a  7ª região de Saúde do Estado de Alagoas, com números preocupantes e importantes de mortes auto-provocadas.

A sétima região de Saúde é a maior de todas de Alagoas, e de uma extrema e vital importância. Comporta 17 municípios e fica na região central do Estado. Tem o município de Arapiraca, como a grande referência para toda esta localidade.

Em Arapiraca as taxas de  mortes por suicídio são altas, acima da média nacional.

A cada 45 minutos, uma pessoa no Brasil comete suicídio

A Audiência Pública com debate sobre prevenção ao suicídio., acontecerá brevemente na Casa Tavares Bastos, em Maceió,AL.

Importantíssimo o trabalho do Instituto Raízes de Áfricas na Penitenciária- nos diz cantora Leila Pinheiro.

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Conheci Leila Pinheiro, em Copacabana, no Rio de Janeiro,  na casa de Laurita Mourão, a mãe de Patrícia, minha amiga tão querida.

Leila Pinheiro é cantora, compositora e pianista brasileira e tem a MPB e Bossa Nova como  gênero musical . Além do mais é de Belém do Pará, terra na qual morei por quase seis anos e que me acolheu com os abraços do Ver-O-Peso.

Belém é minha segunda pátria.

Leitora do nosso  blog raízes da áfrica, de quando em vez Leila Pinheiro faz alguns comentários e das opiniões emitidas, uma em especial nos causou grande prazer.

E Leila diz: “Muito bonito, emocionante e importantíssimo o  trabalho do Instituto Raízes de Áfricas,  na Penitenciária. Arisia!!! Ajudar a minorar o peso dos dias ali as fortalece pra lutar com garra na saída! Parabéns!  Boa sorte pra ela e pra todas! Bjs Leila.”

E caminhando e cantando, o Instituto Raízes de Áfricas vai seguindo a canção e abrindo portas...

Obrigada, Leila Pinheiro!

 

Apesar de tudo, eu vou vencer. A senhora pode acreditar- afirmou a ex-presa.

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E na descida das escadarias da Associação Comercial, no bairro de Jaraguá, em Maceió,AL esbarrei com o abraço dela. Tinha tantos sorrisos nos olhos, que foi impossível não sorrir em retorno. Sem reconhecê-la, perguntei-lhe de onde eu a conhecia.

Ela respondeu: Do Sandra Luzia.

O Santa Luzia é o presídio feminino localizado na capital Maceió, em Alagoas.

É no Presídio Santa Luzia que o Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio institucional da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social  vem realizando ações voluntárias e permanentes de humanização junto às presas.

Ela me falou que saiu faz três meses e se prometeu que iria recuperar o tempo perdido: Quando fui para lá estava grávida e, hoje, meu filho é meu maior tesouro. Meu porto seguro. E nos mostra  a foto do RG de um meninão de olhos claros e excesso de fofura.

Quanto tempo você ficou presa? -pergunta Nelma Nunes, que presenciou o encontro. Ela respondeu: Dois  anos e três  meses.

E  emenda:  “Participar dos  encontros do  Instituto Raízes de Áfricas  para mim foi de grande ensinamentos, me permitiu uma comunicação com o mundo aqui  fora,  e depois que voltava para cela, dava conselhos as minhas amigas que não podiam participar.Eu sempre tive bom comportamento e a Dona Nadja  me indicava para os encontros.’

Esses dias mostrei uma foto da senhora para minha mãe e disse que iria encontrar a senhora de qualquer jeito,  e encontrei- diz satisfeita.

Estou correndo atrás da minha documentação e vou voltar aos meus estudos. Meu pai quer que eu faça o EJA, mas, eu prefiro começar de novo, do começo e aprender, de verdade.

Ela me disse o nome, a idade, e quer saber? Eu fiquei encantada com essa moça e o desafio posto diante da vida.

Apesar de tudo, eu vou vencer. A senhora pode acreditar- afirmou ela.

Eu acredito.

É preciso dar tempo ao tempo.

 

Teve Ciranda de Solidariedade no Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL.

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'Isokan" na língua africana ioruba significa solidariedade.

E na sexta-feira, 17 de agosto, o Isokan se transformou em uma grande ciranda, comandado pela jovem feminista Thati Nicácio..

A proposta de realização do ‘Isokan”, ou Exercício da Solidariedade entre Grades, foi do Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio institucional da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social e Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.

No encontro teve uma ciranda bem assim: “Companheira me ajude que não posso andar só, sozinha ando bem, mas, como você ando melhor”.

Teve troca de palavras e afetos. Rostos contritos e choros silenciosos. Teve gente de todas as idades. Da vovó que anda amparada por outras presas ( isso é solidariedade, né?), como a menina de 18 anos que se agasalhava nos braços, que dei como abraço.

E pensei: 18 anos e já presa!

Teve   dinâmicas de proximidade, daquelas em que você deposita na outra pessoa  a confiança da partilha.

Teve a fala da jovem feminista, Thati Nicácio que levou para dentro do presídio palavras como respeito, sororidade, companheirismo.

Teve o olhar maior para os homens trans que vivem no presídio feminino. Eram três. Um deles enxugava as lágrimas com a manga da camisa, outro se fazia invisível e o último arrasou nas cantorias.

Perguntei seu nome, imediatamente falou no feminino, mas logo depois emendou  com o nome social. Indaguei como gostaria de ser chamado e ele disse: Com o nome de homem.

Teve sacão de pipoca com refrigerante.Só não teve o filme (ai, que chato!) , porque na hora a tecnologia nos deixou a ver navios.

E teve depoimentos entre as grades. "Essa minha companheira - disse uma presa- me ajudou muito quando cheguei aqui. Eu tinha muito medo, mas, ela me acalmou e ficou por perto. Eu nunca vou pagar o cuidado que ela teve comigo. E é minha amiga até hoje."

Sim, o Instituto Raízes de Áfricas falou em solidariedade entre as grades no presídio Santa Luzia.

E o nome disso é Isokan

Essa roda encerrou, mas, novas rodas virão..

Quer vir com a gente?

 

 

 

O Instituto Raízes de Áfricas faz um excelente trabalho de controle social- afirmou o promotor Coaracy Fonseca.

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Como coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas participamos no dia 16 de agosto, do III Encontro de Promotores de Justiça da Infância e Juventude de Alagoas, que aconteceu no Auditório Procurador de Justiça Edgar Valente de Lima Filho, no Ministério Público Estadual , em Maceió-Alagoas.

O convite para participar da atividade nos chegou através da promotora de Justiça Alexandra Beurlen, uma agente de transformação social quando o tema é criança e adolescente.

Com lotação esgotada a ação reuniu promotores de justiça e alguns segmentos sociais e foi uma oportunidade única de interlocução entre os promotores de Justiça com atuação na infância e juventude e movimentos sociais, como também  espaços para proposições,  debates, a troca de idéias e experiências que possibilitam  o planejamento e criação de estratégias para atuação dos Promotores de Justiça de Alagoas, em torno do tema.

Após as diversas colocações foi concedida a fala a plenária e ao assumir os microfones o promotor e ex-procurador-Geral de Justiça, Coaracy Fonseca ressaltou: "Esse foi um momento de grande aprendizado não só para nós, promotores, como para o público em geral. E nesse público vejo a presença da “Dra.” Arísia Barros que, através da sua militância  tem feito um excelente trabalho de controle social.Parabéns, pelo trabalho"- finalizou.

E a gente agradece afirmando que tem horas na vida que um reconhecimento como esse nos dá amis gás de seguir adiante.

Obrigada, promotor Coaracy Fonseca.

 

Em cinco dias três jovens mulheres provocaram a própria morte, em Arapiraca, Alagoas. Quantas mais precisarão morrer?

 

Elas eram jovens, mulheres e, ao não perceberem a luz no fim do túnel  seguiram  o mesmo caminho: provocaram a própria morte.

Elas eram jovens e segundo as notícias sofriam de depressão.

A morte auto-provocada é um dos sintomas de uma sociedade que negligencia o outro e seus problemas tais como ansiedade, síndrome de pânico, por exemplo.

Trata-se de um grave problema de saúde pública.

O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos, grupo que compreende as três jovens que provocaram a própria morte.

Segundo um relatório da Secretaria de Estado da Saude-SESAU dados sobre  suicídios apontam a  7ª região de Saúde do Estado de Alagoas, com números preocupantes e importantes de mortes auto-provocadas.

A sétima região de Saúde é a maior de todas de Alagoas, e de uma extrema e vital  importância. Comporta 17 municípios e fica na região central do Estado. Tem o município de Arapiraca, como a grande referência para toda esta localidade.

Em Arapiraca as taxas de  mortes por suicídio são altas, acima da média nacional.

A cada 45 minutos, uma pessoa no Brasil comete suicídio.

Sim.

O Estado de Alagoas precisa, urgentemente, discutir estratégias de acolhimento e de cuidado para prevenir novas mortes.  

Quant@s mais precisarão morrer?

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Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com