Raízes da África

Gloria Maria prepara filhas para lidar com racismo.

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(...) "Uma mãe naturalmente não quer que os filhos sofram, mas para Gloria Maria é certo que, assim como ela, as filhas vão sofrer preconceito. "É inevitável. Eu não fui preparada para sofrer o preconceito e sofri porque minha família não tinha cultura para isso. Hoje preparo as minhas filhas para enfrentarem o preconceito. Elas estudam, pesquisam, viajam, sabem que tem o mundo branco e o mundo preto", explicou em conversa com o Purepeople. Segundo a jornalista, que não quer que as meninas "sejam esposinhas", é preciso preparar as meninas para enfrentar situações difíceis. Não me preocupo em salvar a minha filha de andar na rua, entrar em um restaurante, a preparo para enfrentar qualquer situação. Ninguém avisa: olha, agora vou te discriminar. Elas podem estar entrando comigo em um hotel luxuoso e alguém vir e nos barrar. Somos nós. As minhas filhas sou eu e eu sou elas, não tem distinção. As preparo porque a barra é pesada", frisou.(...)"


Fonte: https://www.terra.com.br/diversao/gente/purepeople/elas-cresceram-gloria-maria-passeia-com-as-filhas-laura-e-maria-veja-fotos,3382b6c4c47524594679d74fe6ba4bc3afhdizyk.html

"Sacerdote também é ser humano e o suicídio vivia povoando minha mente"-afirma o Babalorixá Ifalola Sangowale.

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"Há uns anos atrás eu me encontrava em um processo depressivo (sim, Sacerdote também é ser humano) e o suicídio vivia povoando minha mente. Procurei auxílio de um Bábalawo que prontamente me atendeu. Jogou, me orientou na melhor forma de sair disto, através de Òrìṣà.
Este Sacerdote não me cobrou nada. Nem consulta, nem a orientação para os ẹbọs, não me chamou pra pertencer a Ègbé dele... NADA.
Já atendi várias pessoas na mesma situação em que eu me encontrava.
Sei na pele o que é depressão.
Sei o que estar com um sorriso no rosto ajudando todo mundo e estar morrendo por dentro.
Não julgue a pessoa está prestes a tirar a própria vida.
De atenção, empreste o ouvido, as vezes só precisamos falar sem sermos julgados.
Se o caso resolve com ẹbọs, você é Sacerdote e tem condições de ajudar a pessoa? Ajude sem pensar em $$$.
Èṣù te recompensará.
Setembro é o mês dedicado a esta campanha.Mas, estamos doentes todos os dias."

Fonte: Facebook de Ifalola Sangowale.
 

Foram os movimentos negros que,em assembléia,apontaram a candidata para prefeita de Salvador,que querem apoiar.

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O carioca Rodrigo Luis Veloso, escreve:
MIREM-SE NO EXEMPLO DE SALVADOR!
"No último 2 de julho, que é data importante na Bahia, os movimentos negros de Salvador se reuniram em multidão, e decidiram aclamar a corregedora-geral da Defensoria Pública, Vilma Reis, como candidata à prefeita na cidade.
Esses movimentos sabiam que, pela maneira como funcionam os partidos de esquerda em Salvador, que nunca teve um prefeito negro, dificilmente alguém identificado com suas lutas acabaria sendo o/a indicado/a.
Como uma espécie de provocação, mas também para acelerar um desejo de mudança nas estruturas da esquerda, os movimentos lançaram uma pessoa sem filiação partidária, avisando publicamente que, a partir do ato, eles conversariam unidos com todas as siglas para ver qual delas aceitaria representar a candidatura do movimento de unidade que eles formaram.
É um caso único em que a candidatura não se definiu pela vontade de dirigentes partidários, e em que a aliança não foi costurada com base em negociações de gabinetes. Foram os movimentos sociais que, em assembleia, apontaram a candidata que eles queriam apoiar."
Fonte: Facebook de Rodrigo Luis Veloso

Instituto Raízes de Áfricas apresenta demandas de ações afirmativas ao Secretário do Gabinete Civil,Fábio Farias.

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Na tarde da quinta-feira, 12/09, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros,  esteve em conversa  com o Secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias,no Palácio República dos Palmares, sede do governo do Estado de Alagoas.
Na ocasião, a coordenadora  discorreu sobre a 13ª edição do Anuário da Violência, divulgado dia 10 de setembro, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e a política do racismo  que criminaliza a população preta, pontuando  os silenciamentos institucionais,  e  que é necessário o estímulo do estado para que as leis correlatas a questão tenham espaços substantivos para sua implementação.
A inauguração da estrada da Serra da Barriga também foi assunto de pauta.
Ouvinte atento, Fábio Farias se colocou à disposição para uma interação maior, ressaltando que "é de fundamental importância a participação dos Movimentos Sociais na política para o fortalecimento da democracia", e convidou para participação no diálogo, o defensor público do Estado, Daniel Alcoforado, o novo  Secretário Executivo de Integração Política e Social.
Feita às apresentações, Fábio Farias  explicou que  Daniel  será o canal institucional  para a criação das pontes de diálogo. 
E , corroborando com o posicionaento de Fábio, Daniel Alcoforado destacou "o diálogo como o único camminho possível para  estabelecer a parceria com os movimentos sociais , e para que haja mudanças é necessário compartilhar ideais e precisamos conversar mais. Vamos?"
Convite aceito.

SEPREV formaliza apoio ao Instituto Raízes de Áfricas para realização do Encontro "Papo Preto de Poesia com Jovens da Periferia."

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O  Encontro "Papo Preto de Poesia com Jovens da Periferia" ,uma iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, com apoio do Governo do Estado, acontece em setembro, logo após a entrada da primavera, o tempo das flores.
É um encontro que vai reunir jovens que participaram do Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia,sob a temática : “Eu, jovem pret@, resisto e insisto” 
Jovens  protagonistas  reinterpretando  suas realidades, a partir da poesia. A realidade jovem,preta da periferia que resiste ao racismo, ao apartheid.
O Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia é uma ação inédita no estado e que objetiva afirmar e divulgar produções literárias (poesias) das jovens vozes pretas das periferias alagoanas.
Em  setembro, logo após a primavera, no "Papo Preto de Poesia com Jovens da Periferia", o Instituto Raízes de Áfricas anunciará os ganhadores do  Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia, nas duas categorias, de (14 a 17 anos), (18 a 21 anos).
Para tal contaremos com o significativo apoio da Secretaria de Proteção à Violência-SEPREV.
O apoio foi formalizado em reunião ocorrida na manhã da quarta-feira,11/09 no gabinete da SEPREV.
E a titular da pasta, Esvalda Bittencourt, afirma:- "A iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, como representação do movimento negro, e Alagoas, além de inédita é importantíssima e como gestora pública apoiamos ações como o Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia que cria espaços legitimos para que os talentos juvenis possam ser vistos e reconhecidos.'
O Instituto Raízes de Áfricas agradece.

Até hoje eu carrego ódio pela polícia, por esse motivo- afirma Bruno.

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Bruno Eduardo, de Brasília, escreve:
"Com 10 anos eu queria ganhar um dinheiro pra comprar um brinquedo e peguei o carrinho de mão do meu pai e fui fazer frete em uma ferinha que tinha perto de casa.Ao término do dia eu estava com 20 reais, tudo trocado dentro do bolso. Estava voltando pra casa, todo feliz, até que passou um carro da PM e me empurrou na parede.E u sem entender direito comecei a chorar, até que o policial pegou o dinheiro e falou "é esse neguinho aí mesmo.O dono da padaria disse que o dinheiro do caixa estava trocado, certeza que foi esse que roubou."
Resultado minha mãe teve que ir me buscar na DCA, sem eu ter feito absolutamente nada. Até hoje eu carrego ódio pela polícia por esse motivo."

 

Por que os poderes,partidos políticos (todos eles) ignoram a existênca da juventude preta alagoana e suas vulnerabilidades escrachantes?

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O genocídio da juventude preta das Alagoas de Palmares  traduz os números  epidêmicos e complexos de uma violência invisibilizada e naturalizada, socialmente.
A morte de jovens pret@s periféric@s  é a expressão máxima do silêncio institucional, porque na ótica do chicote social,  jovens pretos mortos é "tudo bandido".
É imperativo que se  estabeleça  a criação de mecanismos, dentro e fora do governo  centrado no empoderamento da juventude em situação de risco, e para incentivar   o surgimento das lideranças juvenis, nas periferias vulneráveis ,a partir da reinterpretação das realidades.
É preciso sentar com jovens e ouvir o que el@s tem  a dizer,entretanto, urge estabelecer lugares de falas. As escolas alagoanas precisam educar meninas e meninos para o poder do discurso, das falas argumentativas  que ocupam espaços de protagonismos. 
É  urgente despertar na juventude alagoana, com especificidade para a juventude na extrema vulnerabilidade, ou seja, preta e indigena os lugares de sonhos, com a perspectiva de ascensão .
Por que os poderes,partidos políticos (todos eles)  ignoram a existênca da juventude preta alagoana e suas vulnerabilidades escrachantes?
Sabemos que mudanças não surgem de  fórmulas  mágicas,  e  para dar saltos significativos é preciso estabelecer politica pública de estado que contemple , substantivamente, a juventude , como  simbolismo da renovação presente/futuro desse estado.
É preciso compor  um trabalho institucional diligente e comprometido .
O estado de Alagoas é o segundo pior estado para jovens pret@s viverem.
O que vamos fazer a partir com essa  informação?
Com a palavra o Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, como também os orgãos fiscalizadores como  Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública Estadual e etc e tal.
Até onde somos tod@s iguais?



 

O homem não sabe ler,mas, reinterpreta o mundo do seu entorno, como ninguém.

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Ele é um homem preto, analfabeto.
Um homem que foi socializado nas ruas. E nas ruas não tem letras,nem alfabeto formal.
Analfabeto ele é, entretanto tem o dom da fala.
O homem não sabe ler, mas, reinterpreta o mundo do seu entorno, como ninguém.
Ele afirma que a vida de quem vive na miséria, não é vida. É uma espécie de desafio com o tempo. Cada um puxa a corda de um lado, até faltar forças pra  um dos lados. 
Era manhã chuvisquenta e  a garoa que caia mansa e vagarosa molhava não só a roupa do homem, que carregava todas as sujeiras do mundo,como também sua alma.
Era uma manhã chuvisquenta e sem a leitura nos olhos e com um sono danado e importuno, deitou-se sobre  a grama que forrava o  terreno no entorno do Baobá, bem ali no Corredor Vera Arruda, em Maceió,AL . E sem prestar atenção na placa que dizia: é proibido pisar na grama.
O homem deitou-se e  dormiu o sono dos justos.

Se você pode fazer uma criança da periferia sorrir com um brinquedo,porque não o faz? Quer saber como?

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O Instituto da Cultura Afro no Brasil Legionirê e o Afoxé Povo de Exu estão recebendo doações  de brinquedos e roupas novas e usadas para que sejam reformados e assim doadas para crianças em situação de vulnerabilidade, de uma das muitas periferias de Maceió,AL.
O tema da campanha é “Faça uma criança sorrir na periferia”. 
A ação  conta com  cooperação e empenho de todos do Afoxé e os integrantes irão atuar nas arrecadações que serão feitas em diversos bairros como Jaraguá, Ponta Verde, Farol, Tabuleiro, Benedito Bentes 1 e 2 entre outros...
Segundo o Babalorixá Manoel de Xoroquê, mentor espiritual:"Contamos inclusive com uma equipe de costureiros para reformar as roupas usadas que forem doadas.Esta é uma ação feita para que todos se movam em prol de um bem maior que é o sorriso das crianças do Loteamento Bela Vista 2, Conjunto Benedito Bentes II; localidade onde se encontra o Instituto; e a sede do afoxé."
Se você pode fazer uma criança da periferia  sorrir com um brinquedo, porque não o faz?

Para mais informações: (82) 98875-3197 (ZAP)/99620-7209


 

Unimed faz festa racista, tendo como cenário uma favela e um preto como serviçal. Só faltou o chicote

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A operadora de planos de saúde,UNIMED,de São José do Rio Preto (SP) montou, na noite dessa sexta-feira (6), uma festa cujo cenário foi uma favela"estilizada",com as gambirras bem visíveis e uma laje, onde um  homem preto servia os churrasquinhos,para médic@s e convidad@s.
Para  UNIMED, a reprodução de uma favela e suas vulnerabilidades  é uma boa alegoria,motivo de festa.
Com a festa-cenário-favela, a operadora de planos de saúde, retroalimenta, de uma forma perversa,  o imaginário  social das correntes que ligam  pret@s a escravismo e servicialismo. 
Justo em uma época que as periferias vulneráveis do Brasil estão sendo, ainda mais,  açossadas pela violência institucional  e a segregação cotidiana, a UNIMED  precisa aprender a operar os territórios com um olhar mais humanitário.
Antes que digam que a proposta da UNIMED  foi  infeliz , afirmamos  que  foi extremamente racista.
Com sua festa descabida a  operadora de planos de saúde UNIMED retroalimenta o apartheid, tornando-nos mais dessemelhantes e desiguais, a serviço de seus interesses. 
Só faltou o chicote.

 Fonte: https://bhaz.com.br/2019/09/08/unimed-festa-favela/
 

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