Raízes da África

Por que os negros brasileiros não se revoltam como os americanos?

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Saiu na Folha de São Paulo,em 29/05/2020 e o blog republica:

"Se você quer uma resposta simples, procure na pergunta. Brasileiro é brasileiro, americano é americano.
Mas acontece que negros de outros países também têm reagido às violências impostas a seu povo. Dos subúrbios de Paris ao bairro de Soweto, do hemisfério norte ao hemisfério sul, negros têm reagido.
Veja bem, a palavra violência ainda não entrou aqui.
Porque o mistério não é nem saber o motivo pelo qual os negros do Rio de Janeiro, por exemplo, não incendiaram a cidade inteira quando foi assassinada a menina Agatha, em setembro do ano passado.
O mistério não é saber porque os negros não reagiram de forma violenta.
O verdadeiro mistério é saber porque os negros sequer reagiram.
Voltemos à frase “acontece que negros de outros países também têm reagido às violências impostas a seu povo”. Taí. Mistério resolvido.
“Seu povo”.
O negro brasileiro é um negro único no mundo porque não se vê como um povo.
Não foi educado para se ver como um povo.
Não é educado para se ver como um povo.
O negro brasileiro foi programado para sequer se ver como negro.
Em 1835, na Bahia, os negros escravos islamitas planejaram um levante, a “Revolta dos Malês”. Tomar a capital Salvador matando quem estivesse na frente.
Educação. Como o judaísmo, o islamismo é uma fonte de educação fundamental (civilizou a Europa) e, principalmente, ensina um povo a se ver como um povo.
O negro brasileiro foi educado para cair no conto do vigário, na versão criada pela elite de que somos “um povo feito por muitos povos”.
Quem se alinha a esse estelionato demográfico, quem pensa que somos mesmo “um povo feito por muitos povos” são os brasileiros que pertecem às classes e raças privilegiadas.
O truque de convencer negros brasileiros de que somos uma grande e bela família diversa, tupis, cafuzos, loiros, negros. E, por isso, ninguém é tupi, nem cafuzo, nem loiro, nem negro. Somos a soma. Logo, negro, no Brasil, posto que aqui tentam nos conhecer de que não há raças, e sim amálgamas, não encontra nem a categoria “negro” para se ver.
E não se vendo, some.
Se em Londres a polícia assassinar uma menina Síria, a comunidade Síria, que se vê como povo, irá botar pra quebrar. Se uma menina rohingyas é estuprada num beco de Cox’s Bazar, na fronteira de Mianmar com Bangladesh, o povo rohingyas irá botar pra quebrar.
No Brasil, se uma menina da etnia negra é baleada nas costas o que vemos são dois meses de noticiários e hashtags.
O truque da deseducação do negro para não se entender como negro e, por consequência, não se entender como povo, como acontece com rohingyas, sírios, judeus e muçulmanos é tão perverso no Brasil que nossa identificação como povo se dá por vias de mercado.
Dispositivos que nos filiam, servindo de cortina de fumaça para vermos a que povo de fato pertencemos.
Exemplo 1 : Se um palmeirense é atacado por corintianos em uma estação de metro, “o povo corintiano” irá jurar vingança. Provavelmente, no confronto, vai gente preta matar gente preta.
Exemplo 2: Se um bandido de uma facção X for assassinado por outro, da facção Y, durante a tomada de uma boca de fumo, “O povo da facção X”, jurará vingança. E unidos, provavelmente veremos mais negros matando negros.
Fora do Brasil, negros são educados, desde criança, a se verem como negros. E todos os movimentos negros norte-americanos que partiram para o confronto, como os Panteras Negras, não o fizeram sem antes muitos estudar, ler livros sobre o assunto, produzir intelectuais robustos que os fizessem escapar da armadilha da “educação ocidental”.
O livro norte-americano “The Miseducation of the Negro”, “A deseducação do negro”, de Carter Woodson, escrito em 1933, é um dos faróis que não tivemos aqui. Apesar de aqui dançarmos até hoje as músicas do álbum “The Miseducation of Lauryn Hill”, onde a cantora fez questão de, na famosa capa do disco, ter imitado o design da capa do livro de 1933.
Seria como se o primeiro disco de Anita trouxesse na capa o geógrafo brasileiro negro Milton Santos.
Mas Anitta não tem culpa de nada. Ela, e você, não leram a fundamental obra de Carter Woodson. E ainda vêm dando sinais de despertar político. Não tem culpa. Nem ela, nem nenhum outro negro que não sabe que é negro, ou que não queria saber que é negro porque é algo que no Brasil dá trabalho, ou não se vê como parte de um povo que é antagonizado e excluído o tempo inteiro pelas etnias que detém o poder no país.
Nós negros brasileiros, fomos todos educados longe de nossa própria cultura e tradição e ligados às franjas da cultura do povo branco.
Todos os povos são lindos. Os brancos, os sírios, os rhohingyas, os judeus. Lindos todos. E todos se vêem cada um como um povo distinto. E não há pecado algum nisso.
Pelo contrário, ver-se como povo é a coisa mais linda que pode acontecer a um.
Como foi publicado aqui, na coluna de ontem, o que o povo preto quer não é nada que não seja dado a todos os outros.
O direito de respirar.
E, no caso do povo preto brasileiro, o direito de ver.
De se ver.'

A DESEDUCAÇÃO DO NEGRO
Preço R$ 40 (180 págs.)
Autor Carter G. Woodson
Editora Medu Neter

Como tantos de vocês, estou triste por estas tragédias recentes-diz Michelle Obama

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Michelle LaVaughn Robinson Obama é uma advogada e escritora norte-americana. É a esposa do 44.º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a 46.ª primeira-dama dos Estados Unidos, sendo a primeira afro-descendente a ocupar o posto.
Michelle Obama escreve sobre estes tempos de genocídios de [email protected] nas Américs:

"Como tantos de vocês, estou triste por estas tragédias recentes. É muita exaustão , o  coração partido que parece nunca parar. Neste momento é George, Breonna e Ahmaud. Antes disso era Eric, Sandra e Michael. Só continua, e continua, e continua...
A corrid contr o racismo  é uma realidade de pessoas pretas e que  tantos de nós crescemos aprendendo a lidar com isso.Precisamos agregar muita gente nesta luta, [email protected] e [email protected] precism lidr com isso. 
Começa com auto-exame e ouvindo aqueles cujas vidas são diferentes das nossas. Termina com justiça, compaixão e empatia que se manifesta em nossas vidas e nas nossas ruas.
Rezo para que todos tenhamos força para essa jornada, tal como rezo pelas almas e pelas famílias daqueles que nos foram tiradas"


Fonte: facebook de Michelle Obama

Afirmou que o vírus é uma invenção política do governo de Alagoas. Ontem enterrou a tia e tem 3 primos na UTI.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true


Faz em torno de 70 dias que o governo de Alagoas, seguindo as orientações da Organização Mundia da Saúde,decretou o isolamento social como forma de conter a propagação do vírus da covid 19.
A covid-19 é uma doença grave e desconhecida, e até agora não há uma vacina para evitar a
propagação e a morte de milhares de vidas, com nome,sobrenome e cpf.
Mas, no Brasil o trato com  doença assumiu um caráter político-eleitoreiro de disputas acirradas e nocivas, e conceitos acéfalos.
No minúsculo estado de Alagoas não é diferente.
A politização da doença tem despertado o vírus do ódio, da intolerância.
Como a indiferença social da moça que, em uma postagem no instagram do governador do estado de Alagoas, fez um comentário afirmando que a referido autoridade estava inventando a doença em Alagoas para ganho político-eleitoral e se declarou contra o isolamento social. Falácias!-disse ela.
Tem gente,muita gente adoecendo e politizar uma doença divulgando inverdades é tão igual ou pior quanto o vírus, porque a falta de conhecimento  científico coloca toda uma população em risco.
A doença é real e existe.
A doença precisa de escuta e enfrentamento científico.
O foco neste momento pandêmico deve ser  só, somente o combate à doença.
Hoje a moça sabe disso. 

 

O que faz com que as pessoas sintam empatia/indignação pela morte de João Pedro, no Rio de Janeiro e, no restante do Brasil, não?

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

O ator baiano Angelo Flavio Zuhale, escreve:


NECROLIKES”, um caso de comoção e cegueira no Brasil.
"Esta semana acompanhei, intrigado, diversas publicações de celebridades, artistas, influenciadores digitais e dos noticiários jornalísticos sobre o assassinato do adolescente João Pedro Mattos, de 14 anos, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, durante uma operação da Polícia Civil e da Polícia Federal, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
O assassinato deste jovem que sonhava ser advogado, morto dentro de casa, dilacera o coração de um país. Nos embrulha o estômago. Sabemos que este não é um caso isolado no Brasil. É apenas mais um, entre milhares noticiados pela imprensa e comunidades, que deixam claro o descaso social e a sua correlação com a segurança pública Apesar de toda dor sofrida e sentida- as evidências me trazem questões de caráter empático-sócio-virtuais. Me pergunto : - “O que faz com que as pessoas sintam empatia/indignação pela morte de João Pedro no Rio de Janeiro e, no restante do Brasil, não? MELHOR: - “O que faz com que as pessoas, que não são do Rio de Janeiro, se indignem com a violência que aconteceu em um outro estado do sul e ‘ignorem publicamente’ os corpos e a violência em seus estados, cidades e capitais de origem?” Impiedoso, pensei: - “ Tem um monte de gente surfando nas águas do Rio para ganhar “necrolikes”.
Por outro lado, também, pensei: temos uma imprensa, cujo JORNALISMO NACIONAL se concentra no eixo Rio -São Paulo, e por tabela, a ‘comunicação de massa’, em sua recepção nacional, está ancorada no sentimento e triagem destas cidades. Não se trata, aqui, de desqualificar ou desmerecer a comoção sócio-virtual diante da violência e dor sofrida s empaticamente pela família do adolescente. Trata-se, no entanto, de problematizar tais fenômenos que, ao mesmo tempo, nos causam empatia e cegueira via mídias digitais.
De acordo com dados do Atlas da Violência de 2019, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Brasil apresentou o maior nível histórico de letalidade violenta intencional no país, pois 59,1% dessas mortes violentas acometem principalmente a população masculina jovem entre 15 a 19 anos. Os negros representam 75,5% das vítimas desses homicídios. Os números revelam: há quinze estados que matam mais que a média nacional no Brasil (69,9 por grupo de 100mil), dentre eles, Rio Grande do Norte (152,3), Ceará (140,2), Pernambuco (133,0) Alagoas (128,6), Sergipe (125,5), Bahia (119,8). Todos eles (pasmem!) apresentam as maiores taxas de homicídios para a população jovem negra promovido pela necropolítica estatal, termo cunhado e disseminado no contemporâneo pelo filósofo camaronense, Achille Mbembe.
Os cinco estados com as maiores taxas de homicídios da população jovem e negra, estão localizados na região Nordeste. Reconheço e admito, que o Rio de Janeiro está fazendo a sua parte, denunciando literalmente o seu estado de dor e violência policial, através da sua gente , jornalismo, artistas e celebridades. Fazendo com que o seu grito e indignação ecoem em todo país. A Bahia e outros estados têm apresentado índices bem superiores (ou alarmantes) que os do eixo Rio-São Paulo, aqui apontados. Precisam, por sua vez, fazer a sua parte através do protesto de sua gente e de suas múltiplas mídias e de suas redes de artes. É básico, inevitável, inescusável, imprescindível se indignar publicamente, mesmo que não haja chuva de likes porque o post publicado não engaja audiência nacional.
É preciso gritar as suas/nossas violências cotidianas e fazê-las chegar à garganta do país. Para que juntos, como nação, possamos combater a violência que tem vestido a nossa segurança, publicamente, de sangue."

Fonte: Facebook do Ângelo Flávio , 26/05/2020
 

Não consigo respirar! -suplicava George Floyd,enquanto o policial branco o sufocava,com o joelho...

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Um policial branco matou George Floyd,aos 40 anos, com o joelho apertando o pescoço do homem preto.
No meio da rua, em Minneapolis, nos Estados Unidos,
George Floyd estava algemdo e sem chances de defesa.
George Floyd, imobilizado no chão, chorava e pedia clemência: "Não consigo respirar!",-"Não me mate!".
O vídeo da  morte sufocante  George Floyd , pelo policial branco,causou grande comoção social.  
“Parem de matar [email protected]!”- pedia as gentes  de Minneapolis, em fúria , em manifestação.. 
Não consigo respirar!- gritava George, e o policial branco decidiu, usando o joelho como arma, que vida de [email protected] vale menos que  quinquilharia barata, e assinou a sentença da morte chocante, do homem preto.
Não consigo respirar!- gritava George
George Floyd é mais um [email protected] [email protected],  morto pela polícia genocida, e muitas outras mortes estão em curso.
Não consigo respirar!- gritava George
Vidas pretas não importam?!
O racismo nas Américas nos mata todos os dias.
Até quando?


Saiba mais:https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/05/27/caso-george-floyd-morte-de-homem-negro-filmado-com-policial-branco-com-joelhos-em-seu-pescoco-causa-indignacao-nos-eua.ghtml

George Santoro, secretário de estado da fazenda apresenta o pacote de medidas para redução dos danos econômicos, pós covid 19

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Em tempos de pandemia, o grande desafio institucional é o estabelecimento de bases que dêem suporte, principalmente aos territórios,economicamente,vulneráveis.
E a dinâmica da entrega cotidiana de milhares de cestas básicas e outros materiais fundamentais tem mostrado  o estado de emergência, que vive um grande parcela do povo.
Mesmo que  minúsculo em extensão territorial, Alagoas tem uma população gigantesca exposta às vulnerabilidades sócio-étnico-econômicas,e, diante do cenário pandêmico, o Instituto Raízes de Áfricas, e esta ativista  faz a pergunta crucial: existe um pacote de medidas estatal com o objetivo de reduzir os danos econômicos, pós pandemia?  
O planejamento para o After day?
George Santoro, secretário de estado da Fazenda,em Alagoas diz que sim, e esse foi  mais um dos temas da conversa que tivemos, via-telefone, em 21 de maio. 
O secretário  diz que as restrições do deslocamento humano para evitar a propagação da covid 19 mudou a lógica de produção e consumo de muitos negócios, inclusive do estado, e para reduzir os impactos econômicos do coronavírus  expõe, o pacote de medidas:
- Apoiar e liberação de recursos para trabalhos , com o intuito de refazer a estratégia  de marketing para a atividade turística, que se consolida como um dos mais importantes setores da economia em Alagoas. O  turismo é quem mais emprega no estado.
- Criar estratégias , como a dimunuição do custo das companhias aéreas para trazer de volta os voos ao estado.
-Criar campanha para valorização e compra de produtos alagoanos, envolvendo com isso grupos setorizados.
-Alagoas vai abrir o  maior programa de investimento público do estado ( contratação de operação de crédito que vai financiar 1 bilhão e 500 milhões em obra na area de infraestrutura para turismo e saneamento na região norte no estado).
- Alagoas está licitando a concessão de saneamento,(o edital está em fase de lançamento).
É o maior programa de investimento de saneamento do país, 2 bilhões e 700 mil. O leilão na bolsa de São Paulo, acontece em setembro.Ou seja, será injetado  na economia do estado mais 2 bilhões e 700 mil. Um programa de investimento, com efeito de multiplicação importante  na economia do estado. Com geração de muitos empregos.
-O governador vai iniciar o projeto 'Minha cidade linda', que consiste no calçamento, das ruas das cidades de todo estado, com paralelepípedo  e a  estrutura de saneamento básico.
-Em um curto prazo de tempo faremos a inauguração da  fábrica da Natura,que vai gerar em torno de 300 a 400 empregos.E tem também a Mineradora Vale Verde, que logo começa o funcionamento no estado.
"Em 5 anos , o governo fez  investimento em mais de  4 bilhões de reais, em obras, parcerias entre o setor público outro privado. É um conjunto de obra relevante.
Mesmo em um ano bastante difícil, com uma possível recessão batendo à porta, nosso grande desafio tem sido impulsionar a criação de empregos e a  inserção produtiva de [email protected] no mercado de trabalho. Estamos trabalhando firme para isso"-
complementa Santoro.
E a conversa segue em capítulos. No próximo a gente fala sobre afro-inserção.

Tony Tornado faz 90 anos, ao lado do pai, ex-escravizado de 108 anos. Podes crer!

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Ray Antenon, o pai de Antônio Viana Gomes, ou Tony Tornado nasceu em Georgetown, capital da Guiana, na costa atlântica norte da América do Sul , depois desembarcou em São Paulo, casou com Maldy Pessanha Viana. Tony nasceu dessa união.
Tony conta:- "Meu pai é mais jovem do que eu! Existe um rudeza nele, por tudo que passou na época da escravidão, (
apesar de a escravidão no Brasil ter sido 'abolida' em 1888, Ray Antenon, ainda trabalhou como 'escravo', em fazenda no interior brasileiro na infância), mas, mesmo assim, está melhor do que eu. E casado pela   sétima vez! É um dos sobreviventes da seita religiosa de Jim Jones, que levou ao suicídio/assassinato de quase mil pessoas, em 1978, na Guiana.
Meu pai fala que, até onde ele contou, tem uns cento e poucos filhos, isso é possível pela profissão dele enquanto escravo e tudo o que ele passou e viveu"-
afirma
Tony Tornado, é ator e cantor brasileiro. 
Foi menino de rua no Rio de Janeiro, vendia amendoim de dia e engraxava sapatos à tarde. À noite, dormia em trens ou sob viadutos. Em 1957, foi para o Oriente Médio participar da guerra pelo Canal de Suez, entre Egito e Israel. 
Influenciado por James Brown introduziu a soul music e o funk na música brasileira. Em 1970, foi o vencedor do V Festival Internacional a Canção com a canção soul "BR-3."Desbancou Caetano Veloso, Gilberto Gil e Jair Rodrigues e subiu ao posto de estrela da MPB. 
O sucesso o pôs na mira da ditadura. Em 1972, num show de Elis Regina, ele subiu ao palco e fez a saudação dos Panteras Negras americanos. "Fui algemado logo que desci"
Fez dezenas de personagens nos seus 40 anos de televisão, além de atuar no cinema
Em 26 de maio, Tony Tornado completa 90 anos, ao lado ao lado do pai com  108.
Ancestralidade!
Parabéns para os dois.
Podes crer!


Fonte: https://www.sescsp.org.br/files/artigo/f61d82dd/46b5/48d6/866a/eb10bec8359d.pdffragmentos  e fragmentos de várias reportagens

Hoje é Dia Internacional de Áfricas.Você sabia? Vivam, Áfricas!

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true



25 de  maio é dia de afirmar a liberdade preta/africana.
Dia de resistência e resiliência.
Foi em 1963, no 25 de maio que 30 líderes africanos se reuniram em um grande encontro de debate de ideias e ações para  oficializar a luta do continente contra o colonialismo e o apartheid. 
Territórios! 
A reunião aconteceu em Adis Abeba, capital da Etiópia, e nesse encontro líderes afirmaram a "libertação"  do continente africano das ideias colonizadoras da Europa  e promoveram a caminhada determinante para a emancipação dos países africanos.
Pertencimento!
Uma liberdade, ainda que simbólica,mas, enfatizava o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.
Representatividade! 
Neste encontro foi criada a Organização de Unidade Africana (OUA), que em 2002 foi substituída pela União Africana 
Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de maio como o Dia da África ou, o Dia da Libertação da África.
Após  57 anos da reunião de líderes, sob o peso da invisibilidade, o Continente Africano,  patrimônio cultural e material da humanidade continua em marcha pelo empoderamento e fortalecimento das suas riquezas geográficas, históricas e humanas.
Ancestralidade!
Vivam, Áfricas!

 

"Nós apagamos incêndios, não os provocamos!"-afirma o bombeiro civil sobre o episódio em Coruripe,AL.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Em referência a matéria sobre a abordagem de um bombeiro civil, a um cidadão no município de Coruripe,em Alagoas abrimos espaço para o direito de resposta. É o bombeiro civil quem fala:


"O fato não aconteceu como fala a matéria postada. 
Como bombeiros civis estamos atuando na organização das filas com distanciamento correto na fiscalização dos decreto do estadual e municipal e a conscientização do uso de máscara
O cidadão ,desde logo cedo estava  no setor de triagem dos bancos, com um grupo de pessoas , em estado visível de embriaguês e, a toda hora provocava, ameaçava os profissionais bombeiros que estavam ali a serviço, causando ,inclusive transtornos para as  pessoas no entorno.
Como nossa missão é pacificar, tentamos, por diversas vezes conversar com o cidadão, mas, sem obter êxito. Após um tempo ele deixou o espaço, entretanto no período da tarde voltou, sozinho,  muito mais agressivo, em completo estado de embriaguês  e partiu para a agressão , ameaçando  afrontosamente os profissionais.
Buscamos conter o cidadão, mobilizando-o, sem infringir nenhuma norma de conduta. Mas, como estava extremamente agitado a abordagem envolveu luta corporal.  Logo após  a contenção  acionamos a polícia militar, pois ,como bombeiro civil não temos papel de polícia.
A ação enérgica era exigida, naquele momento, e  nós atuamos. É isso que a sociedade espera.
 É preciso esclarecer que a abordagem  não foi pela cor da pele do cidadão, ou porque não estava portando máscaras, e sim  pela desordem  que estava provocando em via pública.
Afirmar que foi racismo é uma coisa muito forte, porque, respeitamos o direito das pessoas.
Nao houve racismo. Não houve agressão gratuita. Fizemoa a contenção de um cidadão pelo bem da coletividade.
Nós apagamos incêndios, não os provocamos!"-afirma o bombeiro


 

Mães são feitas de abraços.

Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Quando o menino, ainda muito jovenzinho, foi embora para desbravar o mundo, a mãe o abençoou:- Vai, mas volta, viu filho?
O menino atravessou  universos cheio de  pontes incivilizadas.  
Algumas pontes Inconclusas. Inacabadas.
Encontrou pelos caminhos gente parida de desafetos.
Mesmo assim o menino se permitia ver o sol, além  do ocaso.
Um dia, agora homem já feito, o menino retornou  à casa,com  o peito entranhado de saudades  da mãe. Trazia na mala o cheiro de um mundo que o amadureceu e  ensinou-lhe a caminhar, por entre pontes partidas ao meio. 
Ao avistar de longe a  senhora,no terreiro da moradia, correu desembestado e  enlaçou-a em um aperto eterno de saudades. 
A mãe- agora bem mais velha,diminuída pelo tempo- coloco o filho, feito criança pequena, no colo e sussurou em seus ouvidos:- Seja bem vindo, de volta, meu menino. Eu sempre estive aqui..
Mães são feitas de abraços. 

 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 [email protected]
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 [email protected]