Raízes da África

Conheci Brivaldo Marques, filho do falecido vereador Silvano Barbosa.

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Ele tem 26 anos é, é  prefeito comunitário de um dos mais populosos  bairros de Maceió,AL o Complexo Residencial Benedito Bentes. 
Conheci-o  em um dia de atividade do Instituto Raízes de Áfricas,no Loteamento Bela Vista, um desses lugares periféricos  da capital Maceió, que de tão longe e desprezado pelas  políticas públicas, nem cabe no mapa.
Foi uma conversa cheia de pontuações e referências. Falei-lhe do  pai,meu ex-aluno,  que desde cedo decidiu não se curvar as dificuldades da pobreza . Ele falou em saudade e do desmembramento abrupto da equipe do pai, dias após a morte, e os caminhos de construção política.
Ele tem o verbo da comunicação e da empatia . Discutimos e  falamos em igualdade e diferenças. Discutimos a cor da periferia. Ele é  um  jovem articulador , com ideias  e argumentos consistentes, e ainda não contaminado  pelo  umbigo da política partidária, que se faz  egocêntrica. Seu nome é Brivaldo Marques, filho "de consideração" como ele diz do falecido vereador Silvano Barbosa.
Uma liderança que se constrói frente ao Complexo Benedito Bentes. As pessoas próximas falaram de humildade e presença. Gostei do menino. Disse-lhe que tínhamos um trabalho , em relação a questão racial para ser feito.Ele concordou em participar da roda de construção, e nos tornamos parceir@s!

Pode contar comigo-disse ele.
Seja bem vindo, menino!
 

Ela era psicóloga, tinha 32 anos e se matou.

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Ela se matou em um dia qualquer do mês de julho. O mês mal começou e ela já deu por terminada um vida inteira.
Ela era psicóloga e cuidava da cabeças das muitas gentes, mas, chegou um tempo que descuidou da própria cabeça.
Andava macambúzia, triste e com uma depressão profunda. No consultório  conseguia apontar caminhos alheios, mas, na vida real se percebia numa bifurcação, em um longo labirinto em que não encontrava saída.
Ela era psicóloga e estudou para cuidar da sanidade do mundo d'outros, mas, internamente, o mundo enlouqueceu em um emaranhando de teias.
Ela era psicóloga, tinha 32 anos e se matou.
Quem cuida da cuidadora?
Precisamos falar sobre suicídio no ambiente de trabalho.
 

Odo-Concurso Preto de Poesia para Jovens da Periferia:“Eu, jovem pret@ resisto e insisto” é lançado em Alagoas

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As periferias  invisiveis produzem arte. Uma arte que  é vista como marginal e se faz resistente. A arte que traz dinâmicas próprias, relações de vivências feito uma  batalha que cria  espaços de troca de poesias.
E jovens pretos, no afã de criar  fôlego para sobreviver aos caos do racismo, da segregação,  se apropriaram  da arte, do escrever  poesias para formular novos textos como  ocupações de espaços nas periferias cheias de vulnerabilidades.
Essas produções criativas  de jovens são manifestos  baseados em  suas existências que geram resistências  e reorientam  a  visão do que do ser jovem pret@ em territórios de vulnerábilidades.
Para trazer para o centro do palco literário as vozes pretas  das periferias, o Instituto Raízes de Áfricas e o  Instituto Águas de Oxalá,  com o apoio da SECULT,SECOM,SERIS e SEINFRA apresentam  o Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia, sob  a temática:  “Eu, jovem pret@, resisto e insisto”.
O concurso, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas,  é  uma proposta de ruptura, uma ousada forma de legitimação e reconhecimento da literatura de jovens pret@s da periferia que  escrevem e querem ser considerados escritor@s como quaisquer outr@s. E são!
O Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia  terá duas categorias de 14 a 17 anos e 18 e 21 anos. Os 1º,2º,3º lugares por categorias terão premiação em dinheiro. Além erão escolhidos 30 poemas que  farão parte da antologia Odo- O  Livro Preto de Poesias como uma forma de celebração  do fazer poético desses jovens e as vivências da a realidade sociocultural.
Regulamento e inscrição serão on-line, a partir da segunda-feira, 08/07 
Informações: 98827-3656(zap)
O lançamento  acontece  na sexta-feira, 05/07, às 15 horas , no Instituto Águas de Oxalá – Ilê Axé Legionirê Nitô Xoroquê, Loteamento Bela Vista, Quadra 28, Número 26, Benedito Bentes II

 

"O desenho está feio como você"- disse a "tia" da creche para menina negra, de 4 anos.

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"Certa vez, quando tinha por volta de quatro anos, após mudar de creche, estava na sala junto com coleguinhas e duas professoras. Ambas conversavam, enquanto nós, crianças, fazíamos vários desenhos. Sempre senti um olhar diferente da professora para mim, mas, como era criança, não tinha condições de decifrar aquele olhar. Foi então que uma coleguinha branca mostrou seu desenho para a professora em questão, que a elogiou. Eu, então, na minha ingenuidade de criança, também quis receber um elogio, e fiz o mesmo que a criança de cor branca, citada acima. Também queria ver o sorriso da professora e fui até ela cheia de alegria. Mostrei meu desenho, perguntei se estava bonito e ela, no alto de sua empáfia racista, me respondeu secamente que o desenho estava “feio” como eu, virando-se em seguida.
Diante daquela manifestação racista, injusta, violenta, eu, criança, senti algo muito ruim, muita vontade de chorar. Me isolei, olhando para o desenho, me perguntando o que ele tinha de feio e porque ela havia dito que eu também era. No fim do dia, ao chegar em casa, relatei o ocorrido à minha mãe, que prontamente foi à creche para perguntar o que houvera. A professora em questão, negou com veemência, e disse que “jamais falaria algo assim para uma criança”. Em seguida, a Diretora conversou com minha mãe, assegurou que ficaria atenta à situação e suplicou para que o caso não fosse levado à Secretaria de Educação. Lembro-me bem que, ferida, que pedi para trocar de sala e não fiquei muito tempo nessa creche, pois chorava todos os dias ao chegar na porta da sala.
Esse foi o primeiro de muitos outros contatos com o racismo (...) "


O relato é da Mariana da Conceição de Andrade, como lembrança da infância de vivenciar o racismo na creche. Aualmente  Marina é graduada em Enfermagem, pela Faculdade UNIFESO/RJ. Experiência em Clínicas de Imunização e atualmente trabalha em uma empresa de Home- Care, Íntegra. Estuda e pesquisa fundamentações na área de Saúde Pública, Saúde Coletiva com viés em questões raciais, Saúde da População Negra, e as influências de raça/cor nos serviços de saúde.


Fonte: https://elasexistem.wordpress.com/2019/06/01/o-racismo-na-vida-de-uma-crianca-negra-inicia-se-na-creche/?fbclid=IwAR3uz2TemqJ5apxM-pUxyiWDoYH-d1FQ8LDr2X4ieMRz_jivrGgR65bBa0A
 

"Eu vou encampar a luta de prevenção ao suicídio"- afirmou Alexandre Ayres, secretário de estado da saúde.

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Na manhã da segunda-feira, 01/07, como coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas estivemos em reunião,  com o secretário de estado da saúde, Alexandre Ayres.
A reunião ocorreu no gabinete da SESAU e tivemos como uma das pautas prioritárias a necessidade de investimento institucional em políticas públicas de promoção da saúde e prevenção ao suicidio e auto-mutilação.
Como ativista enfatizamos da urgência em  focar a questão, como problema de saúde pública, pela grande incidência de mortes auto provocadas e da grande importância de ações estratégicas ,como uma das alternativas de prevenção ao suicídio.
-O que você propõe? - perguntou o secretário.
- Um programa estadual encorpado  e preventivo às vulnerabilidades da saúde mental,  e que tenha como objeto primeiro uma  ampla campanha de conscientização, voltada à valorização da vida.
Atentamos para Alexandre que  a campanha atuará como  ação emergencial , entretanto o problema que é profundo e complexo carece da criação um programa  de esrutura eficaz e eficiente , com  múltiplos olhares para combatê-lo.
Após a exposição, o secretário afirmou: - Vou encampar sua luta. Reunirei minha equipe para discutir o assunto e depois retomamos nossa conversa.
Sim,precismos falar sobre suicídio!
 

O suicídio da moça,The Square e a Ponte do Reginaldo. Dois pesos e duas medidas.

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A moça se suicidou em maio, no Edificio The Square e dias  após, o blog entrou em contato com Sérgio Cabral,  que é sindico do empreendimento para saber quais providências seriam tomadas para tentar conter a ação de novos casos de  suicídas, ou para que o local não se transformasse em um novo Edificio Brêda. 
Entre as décadas de 70 e 80,o  Edificio Breda,na capital alagoana foi palco de inúmeros suicidios.  
Sergio Cabral, o síndico,nos relatou que a segurança do prédio é muito grande." O  The Square é todo monitorado por câmeras. Todos os passos são monitorados. É quase um Big Brod"-  diz ele.
 E explica que o   registro da morte da moça foi um caso isolado. "Em um raríssimo momento que o operador das imagens tirou os olhos das câmeras ela conseguiu adentrar a cobertura. E agora para evitar novas tragédias vamos instalar sensores nas portas"- explicou.
Em  2005 foi oficializado, através do gabinente de um vereador um oficio direcionado à Prefeitura de Maceió solicitando a instalação de  barreiras físicas de contenção na Ponte do Reginaldo,visando refrear o acesso de pessoas, como também a  onda recorrente de  suicidas. E após 14 anos da solicitação ao orgão municipal , a "ponte da morte", no bairro do Reginaldo continua com livre acesso.
É claro que só a contenção não resolverá a incidência  das mortes auto-provocadas, entretanto a ação é  importante,  porque  cria uma sensação de proteção,uma forma de obstaculizar  às mortes em série. 
O que, na verdade,  vai resolver a questão é o real investimento do Estado de Alagoas em  ações, feito  políticas públicas de promoção de saúde, prevenção ao suicidio, auto-mutilação e apoio aos sobreviventes , ou seja  a família.
Segundo a a psicóloga Gabriela Bothrel Echeverria: *"O suicidio é um fenômeno multicausal, ou seja, uma junção de diversos fatores, como sociais, econômicos, culturais e emocionais. É sabida que a depressão é um dos fatores de risco para quem está passando por um momento difícil e pensa no suicídio como saída. De maneira geral, a depressão pode ser ou não um dos fatores que a fez cometer o suicídio."
Suicidio é problema de Saúde Pública e
Precisamos falar sobre suicidio.


*Com informações de matéria do  site alagoas24horas.

É preciso combater, urgente, a maldição do segundo mandato, Excelência, Renan Filho.

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Excelência faz tempo que não o vejo, mas, escrevo para contar das novidades que ouço aqui e acolá. As novidades das ruas.
As conversas que vem de fora falam, numa quase unanimidade, sobre a falta de ritmo institucional e a sensação de uma certa letargia,nesse novo modelo de gestão governamental.
As vozes das ruas falam que o ano já meiou, e algumas ações efetivas,estruturais e  fundamentais para o desenvolvimento sustentável do estado sofrem o processo da descontinuidade. E como Vossa Excelência me escreveu,afirmando que seu papel como chefe  executivo do Estado é  acompanhar esses  desempenhos institucionais, pela via da competência de gestão, penso que é já hora de fazê-lo.
Que tal uma pesquisa de opinião das ruas, para criar uma reaproximação  com o povo, Excelência?
Como ativista preta,com décadas no  exercitar a cidadania  em territórios distantes das políticas públicas, devo confessar, que vosso segundo mandato  está muito diferente do primeiro, que foi tão fertilíssimo.
É como se as engrenagens da máquina estatal estivessem precisando serem oleadas, provocando o comprometimento da estrutura, entende? Além, Vossa Excelência anda um pouco distante....
É certo que atravessamos uma época tresloucada, confusamente, política. A crise não é braba. É brabíssima. Entretanto como Vossa Excelência é um cabra jovem, dinâmico e propenso aos grandes desafios,  resolvi encrever estas apressadas linhas para dizer: "É preciso combater a praga do segundo mandato, Excelência, Renan Filho."
E assevero que não fazemos aqui  um aconselhamento,( Vossa Excelência tem gente bem mais capacitada, politicamente) para fazê-lo. É  apenas uma breve prosa dessa ativista preta, cidadã insistente na  construção de uma política de estado em que haja igualdade de direitos e de oportunidades, ou seja a política da equidade cujo estandarte mais significativo e significante seja a conquista de um Estado de direitos para todas as pessoas.
E, também, não é sobre direita ou esquerda, continência, volver. É sobre gentes, direitos,deveres e caminhos sustentáveis. Acreditamos que com sua vasta experiência  política, Vossa Excelência sabe qual melhor caminho a seguir.
Que toda espiritualidade  proteja o mandato de Vossa Excelência e, proteja o povo das Alagoas, desta hedionda praga.
Tá bom?

A noite estarei no programa"Papo Delas", lá na Bahia.Se liga aí.

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A convite da publicitária Melyssa Chaves estaremos hoje, quinta-feira,27/06, em entrevista, no Programa O Papo Delas,transmitido pela rádio Moderna FM92.1, em  Luís Eduardo Magalhães, lá na Bahia.
O Programa Papo Delas  é feito só por uma bancada de mulheres.
Tem a publicitária Melyssa Chaves, a advogada Isa Shardong, Hulle Horrana  que é atriz. Ainda tem a Débora Muniz  e a estudante  Alexandra Martini que  discutem e problematizam  temáticas ligadas ao universo feminino, às terças e quintas-feiras.
E o convite da Melyssa me chegou assim" Arísia, na quinta vamos falar sobre mulheres negras, lutas e significâncias, dentro ou fora do feminismo. Aí eu pensei em você que acho uma guerreira, uma ativista fantástica e queria saber se você pode participar por telefone, com a gente."
E eu, claro, aceitei.
Se liga aí. É hoje, a partir das 19 horas.
Participe pelo whatasapp (77)3628-2306 ou pelo instagram @papodelas_paraelas
https://www.facebook.com/modernafm92.1/videos/326666134947365/?notif_id=1561474851127355&notif_t=live_video_explicit

Os telejornais das emissoras de TV alagoanas estão parecidos com Denorex: aquele do "parece,mas, não é!"

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Os telejornais das emissoras de TV, em Alagoas estão assim,meio semcara própria, edição criteriosa, pauta local,  sem reportagens especiais produzidas  localmente , por profissionais desbravador@s dos  territórios  das notícias, que de tanto entrarem em nossas casas  já são amig@s de longa data.
Os telejornais das emissoras de tv alagoanas estão assim, tudo muito impostado, frio ,sem graça.
A escassez de jornalistas, que continuam  em greve, desafiados pelos patrões que querem reduzir em 40% o piso da categoria, tem feito  os telejornais  ficarem menos  atraentes.
 Jornalismo de menos.
Falando sobre o Bom Dia, da TV Gazeta, o telejornal está sem o gostinho  de café da manhã de tantas e muitas  gentes do   estado todinho. 
Os telejornais  alagoanos tem sentido  os efeitos da ausência nas bancadas de valoros@s profissionais de jornalismo, que estão em greve, reivindicando direitos. 
Redução, não!
Uma pena que no meio da luta tenhamos  profissionais fura-greve, aquel@s subaltern@s ao sistema, que os massifica. 
Quase 90% da  categoria dos jornalistas em Alagoas está em greve.  E sem el@s o telejornal é  feito Denorex: parece, mas não é.
Denorex, lembra?
Os empresários de comunicação precisam entender  que jornalista é a alma desse negócio todo. Comunicação,entende?
Redução, não!

É bandido o militar da comitiva da Presidência da República Federativa preso com 39k de cocaína?

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Renan Way, de Belem Do Pará escreve:


"Se é um pretinho que mora perto da nossa casa que é pego com umas 10 saquinhas de pó que, muitas vezes, ele está vendendo só pra comprar o almoço, vocês vêm logo com o discurso de que tem que ser tratado com tiro, porrada e bomba, porque ele "ta destruindo as famílias",mas, quando um militar da comitiva da Presidência da República Federativa preso com 39k de cocaína, o único julgamento que vocês  se propõem  a fazer é evidenciar que foi uma atitude isolada do militar. Não vejo ninguém falar em prisão; em bandido bom é bandido morto; ninguém falando sobre destruição de famílias.O ódio de vocês  é muito nítido e seletivo!!

É bandido o militar da comitiva da Presidência da República Federativa preso com 39k de cocaína?
 

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