Raízes da África

Sindicato pede prisão da reitora da UFAL, Valéria Correia- denuncia Osvaldo Maciel.

F3ec8148 1b18 493b 8fbf 76b9ff8a1d1c

Osvaldo Maciel, professor da Universidade Federal de Alagoas denuncia, em sua página da rede social:

“O sindicato ao qual eu sou filiado, Adufal, numa conjuntura grave de ataques às universidades e a toda a sua comunidade, que tem como alvo privilegiado desde os segmentos discente, docente e técnico, passando pelos que ocupam cargos de administração, pois bem, o meu sindicato pede a prisão da única reitora do Brasil que falou que era golpe publicamente antes do golpe de 2016 se consumar! Uma reitora e uma equipe de gestão que usa o diálogo e a negociação como estratégias de construção das pautas e encaminhamento das demandas. Uma gestão liderada por uma reitora que vem dos movimentos de base e que possui uma história de compromisso com as questões sociais que é elogiada e referenciada em âmbito nacional.
Estudo a história do sindicalismo brasileiro há muitos anos. Tenho mestrado e doutorado na área. É difícil encontrar um ato deste nível em toda a história do sindicalismo brasileiro.

Um sindicato que representa docentes da UFAL, e que colabora com o projeto atualmente em curso de destruição da universidade brasileira.

Perguntado do por que da ação do Sindicato, Osvaldo explica: Existem causas ganhas de vários anos que, por não terem sido incorporadas aos vencimentos, estão sendo retiradas pelo governo federal em várias universidades brasileiras, inclusive na UFAL. A Adufal, por uma leitura absolutamente equivocada do processo ou por má fé, julga que a culpa é da reitora. A partir desse entendimento, todas as ações do sindicato têm sido em torno de atacar a reitoria em vez de entender melhor quem é o verdadeiro inimigo.

Fonte:https://www.facebook.com/osvaldo.maciel.

Menino de oito anos é estuprado no banheiro, em escola de elite, por quatro adolescentes. A escola abafou o caso.

6db92048 8714 4d68 87ad 2585254fe8e7

O menino, na época, tinha oito anos e vinha sendo, constantemente, estuprado por quatro adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, filhos de família da alta sociedade, da cidade de João Pessoa, capital da Paraíba,

Os adolescentes, com a ajuda do zelador da época, que teria participado ativamente dos abusos, estupravam o menino no banheiro do famoso Colégio Geo Tambaú,uma das escolas de elite mais renomadas da cidade.

O caso só veio à tona porque a escola avisou aos responsáveis pela criança, que o menino apresentava comportamento agressivo e de isolamento, além de idas constantes ao banheiro.

A família conversou com a criança, e ela confessou que estava sofrendo abusos.

A família, imediatamente, alertou a escola, pediu providências e levou o caso até a polícia. O caso, que aconteceu em maio de 2018, foi para o âmbito judiciário e, só agora, foi determinada a apreensão dos quatro adolescentes. Foram levados para o Centro Educacional do Adolescente (CEA). Um deles fugiu.

Para “preservar” a identidade dos adolescentes o caso está sob sigilo da justiça.

E  em um áudio vazado de uma suposta reunião ocorrida na segunda-feira (11/03) entre pais de alunos e a diretoria do colégio Geo mostra que a escola teria abafado o suposto caso de abuso sexual. O áudio mostra ainda a revolta de muitos pais porque a escola não informou sobre o fato, não tomou providências e anunciou medidas , para que alunos sejam acompanhados por um adulto quando forem ao banheiro.

 

Mais informações: http://www.polemicaparaiba.com.br/polemicas/caso-geo-audio-vazado-de-reuniao-com-pais-de-alunos-mostra-que-escola-teria-abafado-abuso-sexual/

 

Pedro com oito anos é um menino trans e a mãe o acolhe e o protege. Amor superlativo.

Eb8f6847 24be 45c6 b007 52bcd8982437

Ialandalu Conceição, dona de muitas palavras, percebeu a transexualidade do filho logo cedo,desde os 3 anos, daí, descobriu o amor substantivo. Aquele que acolhe, protege. No superlativo.

O menino dela, aos  8 anos, veste rosa e azul , porque há poesia e acolhimento no amor que a mãe tem por ele.

A auto-aceitação  do menino chamado Pedro,  nasce das certezas da maternidade responsável da mãe dele. Amar é sobretudo cuidar, além de conceitos socialmente engessados no preconceito.

Ialandalu Conceição, doutoranda em Antropologia Social e bolsista Caoes é o ponto de equilíbrio do menino.  

E é essa mãe que tem redesenhado os passos de seu menino tão amado, conta:

Mês que vem, Pedro passará pela triagem do HC na Equipe Multidisciplinar sobreTransversalidade Infanto JuveniJuvenil. Esperamos quase um ano pela vaga.

O objetivo é orientá-lo quanto ao processo da transexualidade. Eu espero que ele possa ter todo o apoio e amparo possível, e que quando começar sua vida adulta ele esteja o mais confortável possível consigo mesmo. Agradeço a todas as mulheres trans que me ensinam e me possibilitam olhar pro meu filho com humanidade e respeito.

Obrigada, muito obrigada.

Parabéns, Pedro pela mãe que você ganhou do Universo.

Parabéns!

 

Lideranças Negras lançam "Carta de Vitória". Instituto Raízes de Áfricas representou Alagoas.

A7264163 0fa8 43c9 8ffc 6e979e292c1f

 

Documento referencial da I Reunião Interestadual de Lideranças Negras realizada no dia 23 de fevereiro de 2019,em Vitória – Espírito Santo. O Instituto Raízes de Áfricas representou Alagoas, com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Fazenda, Federação da Indústria do Estado de Alagoas e mandato do deputado Federal,Paulão.

"Na perspectiva do povo negro se pronunciar politicamente no cenário nacional diante da Conjuntura Internacional e Nacional algumas entidades e lideranças negras atenderam ao convite do Centro de Estudos da Cultura Negra no Estado do Espírito Santo – CECUN para a realização de uma reunião em Vitória-ES com o objetivo de articular a CAMPANHA NACIONAL PARA IMPLEMENTAÇÃO DAS LEIS 10.639/2003 e 11.645/2008, visando discutir e construir estratégias de combate ao racismo estrutural, elencar demandas negras estruturantes e também, a criação de ferramentas, entre essas, uma Unidade Negra Interestadual para ampliar a luta pela Equidade Racial e Combate ao Racismo. A Reunião Interestadual de Lideranças Negras foi realizada no dia 23 de fevereiro de 2019, iniciada ás 08h30min, no mini auditório dois do IFES do Bairro Jucutuquara, em Vitória – Espírito Santo. Como coordenador Estadual Luiz Carlos Oliveira e os membros de outros Movimentos a nível interestadual, sendo facilitadores (as): CECUNES: Movimento Quilombo, Raça e Classe - ES; FEJUNES; Comissão Negra de Baixo Guandu – ES; APNs RJ; Neab – UERJ - Zona Oeste – RJ, representando lideranças do Sudeste; Instituto Raízes – AL e Instituto Búzios – BA, representando lideranças do Nordeste; e demais representantes de instituições, entidades Negras e lideranças presentes. Realidade histórica Não adentrando nas lutas pela libertação até 1888, e na abolição inacabada, o Brasil República não foi generoso nem inclusivo para com o Povo Negro. Deixando para os herdeiros dos quase 400 anos de trabalho escravo, 131 anos de racismo institucional, estrutural e social, e ainda em torno de 100 milhões de aprisionados mentais e tutelados secularmente."

Leia mais copiando e colando o link abaixo:

file:///C:/Users/Windows/Downloads/CARTA%20DE%20VIT%C3%93RIA%20-%20VERS%C3%83O%20FINAL%20(1).pdf

 

“O racismo provoca déficit econômico”- afirmou Arísia Barros ao Secretário de Estado da Fazenda, George Santoro.

37122118 66ee 4493 a77a 67eebe43008b

A coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros, em reunião com o  secretário de estado da Fazenda, George Santoro discutiu a necessidade da incorporação de políticas estruturantes para o combate as desigualdades raciais no âmbito do governo estadual.

"A discrepância do PIB entre pret@s e branc@s causa déficit ao estado"- afirmou ela."As políticas estruturantes visam trabalhar a base do problema  provocadas pelo apartheid do racismo. E  oportunizar para igualar é uma das formas estatais de criar um terreno fértil para o desenvolvimento sustentável, com  lucro social e material, portanto equilíbrio econômico"-reafirmou.

Receptivo, o secretário da SEFAZ George Santoro disse que "políticas devem ser pensadas de forma conjunta e para tal o estado numa parceria inédita com Fundação Getulio Vargas, que por  meio da FVG Projetos, executaram o “Caderno Técnico Alagoas: Caminhos para o Futuro” , lançado no Rio de Janeiro, em fevereiro,durante o seminário "Alagoas: Caminhos para o Futuro".

O  estudo minucioso evidenciado em 12 capítulos traz artigos analíticos dos principais temas e políticas públicas do Estado, como também, propõe um planejamento com indicadores bem traçados, de modo a ser possível estruturar mudanças,no estado,  a curto,médio e longo prazo.

O Caderno Técnico de Alagoas será lançado, brevemente, no estado.

Finalizando a reunião George Santoro fez à entrega de um exemplar do estudo a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, reafirmando a parceria.

Fotos: ASCOM/SEFAZ

 

 

Pelo Twitter Bia acusa: Ministério da Educação do Brasil faz plágio da obra de cartunista mexicano.

12dbc77d ed17 4ed1 8bcd 02dad1d6c01d

Segundo Bia,  o plágio refere-se a imagem  utilizada pelo Ministério da Educação do Brasil, (onde aparece uma mulher segurando uma bandeira mexicana na mão, e na outra acolhe a mão de um menino), para ilustrar uma campanha de incentivo para que crianças brasileiras aprendam o  hino nacional.
A  ilustração plagiada  é do cartunista mexicano, já falecido  Jesús Helguera 1910-1971, artista comunista , cuja obra é  chamada de "La Pátria". No plágio "os artistas" no governo de Jair Messias  apagaram a bandeira mexicana e colocaram a do Brasil.
O suposto plágio foi revelado através do Twitter no primeiro dia de semana  pela Bia: 
"Sabe a ilustração que a galera do "HINO SIM" nas escolas estavam compartilhando esses dias? Então, é plágio de uma  obra de Jesus Helquera, artista comunista que retratou nela a Revolução Mexicana. Essa gente não cansa de passar vergonha?"
E o  que o ministro colombiano de educação tem a dizer sobre o plágio?
Valeu, Bia!

Fonte:https://heraldodemexico.com.mx/tendencias/ministerio-de-educacion-de-brasil-se-roba-imagen-de-la-patria-mexicana/?

 

"Hoje sou copeira,mas, ainda serei uma perita criminal." E Tatá conta história.

361a9d46 9e6d 44f3 b0e2 53626491ab8f

Tatá é uma preta linda, simpática, carismática  que trabalha como copeira no gabinete da Secretaria de Estado da Fazenda, em Alagoas.
Uma das carateristicas de Tatá é o acolhimento.A moça sabe como recepcionar as gentes  visitantes da SEFAZ, com um cafezinho quente, adoçado com muita simpatia. 
Ela conta que iniciou a sua vida na SEFAZ como serviços gerais.Já fiz muita limpeza-diz ela. Entretanto, sua apresentação diferenciada criou espaços de convite para assumir o lugar de copeira no gabinete. 
"Em junho deste ano faço 7 anos de SEFAZ.E hoje trabalhando com o secretário Sr. George fico muito feliz. Ele é uma pesoa compreensiva, muito maravilhoso, nos respeita"- acrescenta
Se eu tenho sonhos? Sim. Tenho sonhos e fé de ser uma perita criminal. Estou me organizando para voltar a estudar, mas, isso , não é muito fácil. Sou mulher, mãe de 3 filhos e tenho meu trabalho extra-casa. As vezes é muita coisa para uma pessoa só fazer. É uma correria só.
Já fui muito discriminada, mas, tão discriminada que hoje levo isso como um jogo de e para vida
Ainda hoje sou discriminada. Quem é pret@ sabe o que é  sofrer racismo no trabalho, e ainda tem minha religião que é muito discriminada, mas se tem uma coisa que acredito é que vou vencer.
E essa convicação ninguém me tira. Pode escrever aí
-diz cheias de identidade.
Essa é a  Ataíde do Nascimento Costa ou a Tatá da SEFAZ. 
Você a conhece?
 

Neta denuncia: Minha avó foi estuprada pelo próprio genro. Ela tem 101 anos.

5f3b2a06 5d10 4e14 b0b9 8729b71f20f6

Maria Talita é feminista e estudante, residente em  Vitória de Santo Antão, interior do estado de Pernambuco, Região Nordeste do país,desabafa e pede justiça  contra  o ato selvagem que sua avó de 101 anos foi submetida. Leia:


"Essa é minha vozinha, linda né? No último dia 07 véspera do dia internacional da mulher,ela foi estuprada pelo próprio genro, uma mulher de 101 anos que já passou por muita coisa na vida. Quem a conhece sabe. Ela foi estuprada, violentada, não só sexualmente, como psicologicamente também. Nos últimos dias ela acorda chorando e não tem dormido direito, acorda assustada e parece sempre com medo. Eu sinto o medo dela no olhar,quando ela olha pra gente,até quando viveremos assim? Até quando vamos ser usadas e tratadas como lixo ? Com certeza essa sensação que estou sentindo è uma das piores do mundo. Eu e minha família já estamos passando por um verdadeiro inferno nos últimos dias. Sofrendo ameaças. Minha mãe foi espancada na própria delegacia pela irmã do indivíduo, só pelo fato de ter denunciado o crime. Segundo a família dele minha mãe tinha que esconder e comprar uma passagem pra ele fugir para São Paulo. Escutamos essas coisas todos dias “ele era seu marido” a coisa que mais me chocou foi a irmã do mesmo pedir pra que minha mãe tirasse a acusação e levasse minha vó na delegacia e incentivasse a minha vó a dizer que ela permitia os atos e que gostava, e não para só por aí, Obs: tenho todos os áudios gravados. Ontem na audiência de custódia dia 08 dia internacional da mulher, a defesa do estuprador disse que ele era apaixonado por minha avó e ela era apaixonada por ele, como se toda a barra que estamos passando ainda fosse uma besteira para eles.Eles querem insinuar que minha vó de 101 anos que não consegue nem tomar um banho e se quer comer sozinha ESTÁ APAIXONADA PELO PRÓPRIO ESTUPRADOR. Até quando a vítima vai ser a culpada? Até quando vamos ser ameaçadas e intimidadas pela família ? Até onde esse homem vai tentar destruir nossas vidas? Eu só peço a Deus que nos dê muita força pra enfrentarmos o que estamos passando que não é nada fácil, e que a justiça brasileira não falhe. Escrevo esse texto em lágrimas e acreditem não é um texto pra vocês sentirem pena ou ficarem comovidos com essa história.Isso é um desabafo de uma pessoa que não aguenta mais ver sua família sofrer e ser violentada de todas as formas."

Fonte:https://www.facebook.com/maria.talita.940?__tn__=

 

O nome dela é Kelly, preta, técnica de enfermagem.E ela estava muito cansada.

8579cabc 8e40 4770 bcba f6b916450e5f

Começo de tarde da sexta-feira, 8 de março. Sentei em uma banquinho ao lado dela, no centro de Maceió, em Alagoas. Esperávamos o transporte alternativo, catalogado como ilegal ,pelo prefeito de Maceió, AL,Rui Palmeira,(legaliza,Rui!), mas, que liberta  uma parcela da população de ser transportada em ônibus  desconfortáveis.  ladrão de juízos.
Aprendiz de escutas alheias,  lanço a pergunta:- Cansada por que mulher?
E  ela, desenrolando o novelo de palavras , me conta que é técnica de enfermagem e vem de um jornada de 36 horas, cuidando de um paciente com alzheimer. Quase sem dormir.
O rosto abatido e os olhos envoltos de canseira falam  de noites insones.
Sentindo-se acolhida  vai relatando da missão  do cuidado domiciliar , com o idoso.
Conta de gentes, caminhos, compromissos e amor a profissão.
Conta dos cinco anos que esteve ausente para cuidar da mãe, hoje com 73 anos.
Conta de sonhos e passos, mesmo respirando o cansaço do trabalho ,que as vezes põe seu coração em polvorosa.
Conta tanta coisa que quando perguntei sobre o 8 de março, Kelly afirma que um dia é pouco para viver  todas as lutas do 8 de março que ela vive, o tempo todo. Mesmo que a luta seja anônima.
O nome dela é Kelly,mulher preta,  técnica de enfermagem.E ela estava muito cansada.

Pedro é uma criança gay. Ele nasceu assim, essa é uma condição natural dele-diz a mãe, ou precisamos falar sobre crianças gays.

941d09c8 c5a2 4680 88a9 d61bc82c81b1

Ialandalu Conceição é  mãe de Pedro. É mestra em Educação pela  PUC/SP, compõe o Coletivo Di Jejê, um espaço de formação e produção de conhecimento sobre a mulher negra, para a mulher negra, feito por mulheres negras.  É mãe de Pedro e ao escrever sobre a sexualidade do filho constrói a realidade de uma forma muito concreta, como reflexão. 

“Eu acabei de ver Bohemy Raphsody com meu filho, de oito anos. Eu amo cinema, e compartilho esse amor com eles.

Pedro é gay. Ele é uma criança gay. Ele nasceu assim, essa é uma condição natural dele. Sempre mostro para ele pessoas gays, para que ele entenda que é natural ser gay, que não nada de errado com ele.

Ele ama a Liniker, e choramos muito vendo sobre o Freddie Mercury. Numa das cenas do filme, ele me disse: a mãe dele nunca disse pra ele que ele é perfeito e normal mesmo sendo gay?

Eu tenho medo do futuro, mas uma coisa eu tenho certeza, ninguém vai tirar do meu filho a certeza de que ser diferente é ser normal.” 

 

 

Sobre criança, gay

Discutir a comunidade LGBT em relação à infância e pré-adolescência é tabu porque em muitos momentos essa discussão é vista como uma sexualização muito mais do que é uma de representação. A ideia não é subverter ou avançar o desenvolvimento sexual da criança através de representações distorcidas – pelo contrário, é refletir uma realidade para que elas não se sintam tão sozinhas.

"Nasci gay e sou assim", afima Rodrigo de Almeida “Essa preocupação sobre o que as pessoas vão falar parece ser uma constante na vida de um homossexual que não se entende. Pelo menos foi assim comigo. E isso fica ainda pior quando você é religioso. Quando você ouve de pessoas que parecem querer se colocar no lugar de Deus, e elas dizem que homossexuais são aberrações, abominações, que Deus não aceita isso. Passei pelo menos 15 anos de minha vida buscando algum tipo de cura para o que eu sentia em relação aos meninos, ou alguma libertação.  Essa cura ou libertação não chegava. Apesar de eu ser crente, ter fé em Deus, orar incessantemente…”

O psiquiatra Richard Green conduziu o principal estudo nesse campo, nas décadas de 1970 e 1980 e fez algumas especulações.

Ele acompanhou da infância à maioridade, 44 meninos que desafiavam os papéis tradicionais de gênero. 30 deles se tornaram adultos gays ou bissexuais, enquanto apenas uma criança do grupo de controle, contendo 34 participantes em conformidade com os padrões, se tornou gay.

Não existe uma idade mágica na qual as crianças adotam um comportamento estereotipicamente gay, mantendo-o até a maioridade.

É difícil apontar o início e a tendência de uma criança para o comportamento masculino ou feminino, que pode aumentar e diminuir ao longo da infância. 

Algumas mães dizem a psicólogos que sentiram que seu filho era gay ainda na infância.  Na maior parte das vezes as mães superprotegem o filho e fecham os olhos para todo o resto.

Tudo isso são especulações do psiquiatra Richard Green, uma tentativa de explicar a base do comportamento e a reconhecer que elementos de sexualidade e gênero são construídos antes da pós-adolescência

É importante ter um material pedagógico e didático para trabalhar questões de gênero na infância,na escola que é o período onde mais se sofre bullying/homofobia, que causa sofrimento na criança e também nos pais que não sabem o que fazer.

Fonte: Ialandalu Conceição

Com informações: http://www.andrekummer.com.br/2017/12/quando-as-criancas-gays-comecam-ser-gays.html

 

 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com