Raízes da África

JB tem 20 anos, já cantou com Martinho da Vila, e, é uma das atrações do Palavras Pretas.

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JB tem 20 anos, já cantou com Martinho da Vila, e, é uma das atrações do Palavras Pretas. 
Josiberto Moisés, o JB já esteve em um mesmo palco que o grande sambista Martinho da Vila, durante o  8ª Ciclo Nacional de Conversas Negras, na 8ª Bienal Internacional do Livro, no Centro de Convenções,em Maceió.
Martinho veio a Maceió  a convite do Instuto Raízes de Áfricas.
A música já ensaiva os passos na alma do menino, desde os  3 anos quando começou a cantar em um coral da Igreja Católica, que a avó participava.
Aos 8/9 anos JB começou a rascunhar suas composições  e aos 15 anos  decidiu-se pela carreira musical.
Crescido em um bairro periférico, o cantor diz que escutava todos os tipos de gêneros musicais , mas,o reggae sempre o cativou. Fez da música seu voo, apesar de todas as atribulações por ser menino preto e periférico.
E JB que aos 18 anos cantou ao lado do grande sambista, Martinho da Vila  traz consigo um novo discurso, uma  outra voz  nascida nos territórios periféricos  como  resistência do re/existir.
Re/existir, enquanto artista, nas periferias.
JB é voz&violão e  tão apaixonante que  embala o coração da gente do "toca mais uma!
Se você ainda não ouviu, essa é  a hora.
JB é uma das atrações do IX Festival Alagoano das Palavras Pretas.
Convide amig@s,fique a vontade e prestigie  as  pratas-pretas da casa.  
Mais informações: (82)988273656
Serviço: IX Festival Alagoano das Palavras Pretas
Dia: 24/05, às 19 horas
Aracajé -Av Paulo Falcão 641, Jatiúca,
 

Que o Brasil abra novas vagas de emprego, diz o gari Rodrigo, em seu dia

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São 5 horas e alguns minutos que se separam da madrugada, o relógio já se aproxima das 6 horas da manhã. Os vejo de longe fazendo a limpeza na areia da praia de Cruz das Almas em  Maceió,Al,como 16 de maio é  comemorado o dia do gari resolvo ir até eles. Perguntei-lhes se topavam conversar. Toparam.
Cristiano, tem 36 nos e faz 4 anos  que é gari: "Eu estava sem emprego, daí minha esposa  soube da vaga na em na empresa e me avisou. Aproveitei a oportunidade, hoje estou aqui e gosto muito do que faço. Meu maior sonho é ter a possibilidade de crescer profissionalmente  e construir minha casinha. Quero que meu filho cresça com  segurança."
 Rodrigo tem 30 anos e o tempo de gari já são 5 anos, também é casado e acalenta um sonho que o Brasil abra mais vagas de emprego, principalmente para os jovens. "A gente só pode trabalhar se tiver emprego. Ser gari é uma oportunidade de pagar as contas e dar dignidade a minha família."
O Tássio é o mais novo dos três tem 25 nos e faz só 6 meses que está exercendo a função, casado com dois filhos, deseja ter forças e saúde pra construir a casinha e ser feliz. "Sim, eu quero ser feliz"- afirma.
E após a conversa eles continuram na lida do trabalho e esta blogueira seguiu o caminho manhã adentro.
Parabéns,meninos pelo dia.


Sobre o dia do Gari
A palavra gari é uma homenagem ao empresário francês Aleixo Gary, que se destacou na história da limpeza da cidade do Rio de Janeiro. Em 11 de outubro de 1876, ele assinou um contrato com o Ministério Imperial para organizar o serviço de limpeza da cidade, que incluía a retirada de lixo de casas e praias e o transporte para a Ilha de Sapucaia, atual bairro Caju. Seu contrato venceu em 1891 e seu primo Luciano Gari o substituiu. A empresa acabou em 1892 e foi criada a Superintendência de Limpeza Pública e Particular da Cidade, cujos serviços não eram bons. No ano de 1906, o órgão tinha somente 1.084 animais de carga para trabalharem na coleta das 560 toneladas de lixo. A partir dessa data, teve início a coleta de lixo com equipamentos mecânicos. A data lembra o dia da publicação da Lei que instituiu a categoria, em 16 de maio de 1962.

Esse é meu primeiro dia das mães- disse o cabra com um sorriso do tamanho do mundo.

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Pego um carro de aplicativo,ao entrar, inicio uma conversa alheiatória, com o motorista,até que comentamos sobre o segundo domingo de maio, dia das mães e o homem abrindo um sorriso incadescente fala da filha nascida faz 10 meses. "É minha princesa, e eu nunca pensei que poderia amar alguém tanto assim.Foi uma filha esperada há 12 anos. É  o tempo do meu casamento. Minha esposa- segundo o médico- não podia ter filhos. Nós tentamos tudo, fizemos inúmeros exames e quando a gente deixou pra lá, quase jogando a toalha minha esposa engravidou. Do nada!
Ah! que presente maravilhoso que o Criador nos deu.
Eu vivi a gravidez  como se carregasse o bebê na barriga. Até dores e enjôos senti.
Quando nossa menina nasceu, o mundo todo ficou  iluminado . Que maravilha!
O pior é que  minha mulher morre de ciúmes,  porque além de nascer com minha cara, a primeira palavra que ela disse foi "papá", e é um grude só comigo.
Minha filha é outro coração pulsando fora do meu peito , e esse primeiro dia das mães é muito importante pra mim"
-disse o homem com os olhos marejando emoções.
O  motorista de aplicativo me contou a história , eu a ouvi e  agora reconto para vocês.
É sobre o amor...

 

SECULT/AL garante apoio para IX edição do Festival Alagoano das Palavras Pretas.

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Em reunião no gabinete da SECULT, o  Instituto  Raízes de Áfricas discutiu com a secretária de estado da Cultura, Mellina Freitas a proposta de realização da IX edição do Festival Alagoano das Palavras Pretas, que acontece dia 24 de maio, a partir das 19 horas no Aracajé, em Jatiuca.
Idealizado  e organizado pelo Instituto Raízes de Áfricas, o  Festival tem   finaldade de fazer uma  re-leitura , como também redemensionar a literatura, na recuperação do espaço histórico, social, e étnico do Brasil preto. 
O Palavras Pretas é um palco estratégico  de resistência cultural pra  amostrgem da arte de jovens literatos pret@s e periféric@s 
Segundo Mellina Freitas: "A proposta do Festival é muito boa e faz com que, nós gestor@s, tenhamos outro olhar  para  amplitude do que vem a ser literaturas e artes."
Presente à reeunião , Perolina Lyra, superintendente de Fomento e Apoio à Produção Cultural  afirmou que o olhar diferenciado do movimento negro sobre a questão da literatura serve como uma forma de aprendizado institucional. 
Durante o Festival, a SECULT fará a distribuição ao público presente dd Festival Em Cantos, promovido pela Cultura.
Arisia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas agradeceu  o apoio  da SECULT.

13 de maio é marcado por invasão e depredação em terreiro de candomblé, em Maceió,AL.

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Na madrugada do dia 13 de maio, a Casa de Resistência Abassá de Angola,coordenada pela 
Yalorixa Veronildes Rodrigues , conhecida como Mãe Vera, sofreu  invasão e teve o templo sagrado  depredado. O Abassá de Angola fica localizado no Conjunto Otacílio de Holanda,, na Cidade Universitária bairro Tabuleiro dos Martins, Maceió,AL.
 É  uma periferia marcada pelo abandono social e a Casa possui um espaço, aonde a líder espiritual Mãe Vera, atualmente, acolhe pessoas que chegaram em situação de completa vulnerabilidade social.   
A líder espiritual conta que: "Na noite ouviu-se uma movimentação estranha nos portões e fomos verificar o que ocorria , quando invasores perceberam que tinha gente na casa ,  evadiram para retornar na madrugada e prticarem  a depredação.Não foi só uma pessoa,pois uma dos aguidás destruídos é muito pesado e uma pessoa sozinha não daria conta.Infelizmente ainda não podemos professar nossa fé com a liberdade que nos é de direito- confessa, entristecida." 

Mãe  Vera, afirma  que pedirá providências das autoridades locais para esclarecimentos dos fatos.
Hoje é 13 de maio! Dia de Denúncia contra o racismo.

É bom que saibamos que, na real, Isabel, a que assinou a “lei divina”, fez tudo na marra.

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O jornalista Vagner Fernandes, do Rio de Janeiro escreve:


"Temos dificuldade para contar a história que os livros não contam, porque, desde sempre, houve interesse nesse apagamento de registros que pudessem contestar as versões eurocêntricas das narrativas. Como as discussões que versam sobre Palmares e a maior representação negra da história brasileira, com o 13 de maio não é diferente. Isabel, a princesa, não seria a tal progressista como nos acostumamos a reconhecê-la. Tratava mal os próprios escravos, ficou enfurecida quando da aprovação da Lei do Ventre Livre pela Câmara e nos libertou em 1888, porque se viu pressionada com as rebeliões nas senzalas e pela opinião pública. Isabel não era flor que se cheirasse, a doce libertária que a Imperatriz Leopoldinense tratou de alçar ao posto de heroína em desfile, consagrando-se vencedora no Carnaval de 1989, ano do centenário da República. A figura de Isabel sempre gerou controvérsias. Mas nos ensinaram a idolatrá-la. Afinal, não dariam nunca crédito aos pretos que se rebelaram e botaram ela para sancionar a Lei Áurea, após a anuência do Congresso. É bom que saibamos que, na real, Isabel, a que assinou a “lei divina”, fez tudo na marra. Talvez resida aí o motivo por que hoje, assim como o 20 de novembro, não seja feriado nacional. A abolição, atribuída a Isabel e pela qual ainda lutamos, foi parida, verdadeiramente, pelos próprios escravos e abolicionistas."
 

Cabeleireiro oferece cortes grátis para mulheres pretas e desempregadas.

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Renato Oliveira é cabelereiro em São Paulo e fez a seguinte postagem em sua  página de facebook:
 

"Leia com atenção, estarei cortando cabelo de mulheres negras desempregadas de graça, são três tipos de corte, tapered cut, flat top, careca com risquinho ou degradê, precisa residir em São Paulo/SP, precisa ter acabado o período do seguro desemprego, vou conferir a carteira de trabalho, só irei cortar o cabelo de quem realmente está sem nenhum tipo de renda, isso é uma forma de fortalecer as irmãs que não tem condições de pagar por um corte, não sei quando vou conseguir atender, pelo fato da demanda, vou tirar foto do antes e depois, se não quiser aparecer na foto, não tem problema, coloco uma faixa na foto escondendo o rosto, haverá um cadastro do dia e horário, só vou cortar o cabelo de quem estiver no meu cadastro, não adianta aparecer pedindo pra eu cortar sem ao menos ter falado comigo antes, boa sorte.Cadastro vai ser realizado no Instagram @diasporapunkbarber."
Muitos vivs para o preto Renato Oliveira,o cabelereiro.
 

Tem muitas mães orfãs de filh@s viv@s descartadas jogadas em asilos.

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"Eu preferi ficar aqui, pois não aguentava mais ficar sozinha"- disse a senhora com a alma entristecida pelo abandono. "É a primeira vez que passo aqui ( referindo-se ao asilo para onde se mudara). Meu filho único mora longe e nunca vem me ver."
Como ela tinha muitas mulheres no abrigo, algumas entregues pelas mãos das pessoas que  gerad@s  em úteros, porque davam trabalho.
Mulheres que foram responsáveis por alimentar caminhos sustentáveis para garantir a sobrevivências d@s  filh@s e no final da vida se transformam em objetos descartáveis.

Não tenho tempo- afirmam filh@s.
Não tenho tempo- e a cantinela ególatra se repete.
E os asilos ficam abarrotados  de mães orfãs de filhos viv@s.
Descartadas. Descartáveis.
 

Instituto Raízes de Áfricas e AMAR realizam Roda de Conversa com mulheres pretas, no Rio de Janeiro.

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Teve a menina preta poética que espalhou poesia-revolução na sala da  sede da AMAR e despertou emoções.
Teve a preta que falou o quanto foi difícil assumir o cargo de chefia, mesmo sendo grande conhecedora da alma da empresa e, daí  alguém questionou na diretoria: Será que é por causa da cor dela? Eureka, descobriram a pólvora. Ocupou a chefia, mas, houve  resistência:- "Eu não aceito ser chefiada por uma negra", disse a servidora branca. Houve até boicote geral. E ela subiu no salto, convocou uma reunião e jogou o verbo: 'Agora aqui quem comanda sou eu, quem não estiver do meu lado por favor peça para sair.'
Resolveu.
Teve a moça que a avó foi  empregada doméstica, a mãe  foi empregada doméstica e diante das experiências resolveu mudar seu destino. Fez universidade e hoje é professora.
Teve  a Sophia, a falante menina,  de 11 anos que  afirmou não saber porque as pessoas são tão más e praticam o racismo. Relembrou  uma experiência que teve na piscina do prédio: "uma menina falou que não brincaria comigo porque sou negra."
Tem a preta que falou dos ensinamentos da mãe: "Já somos negras e precismos andar bem arrumadas. Cuidado com essa "cinza" nas pernas "-alardeava.
Teve a preta do Morro do Alemão que falou de impotência,mortes,medo,mortes,crianças, mortes e  finalmente do sopro de vida: criação de uma escola panafricanista.
Teve  narrativas de psicólogas,pedagogas, professoras, estudantes universitárias, militantes,ativistas falando em Re(existir) como reinvenção de novos caminhos do existir,vozes de resistências coletivas ,e da manuntenção das li
Teve mulheres pretas do Rio de Janeiro reinterpretando e ressignificando as opressões cotidianas  na Roda de Conversa Re(existir) , acontecida no 04 de maio, 15 horas, na  Rua da Lapa, 180/304-Rio de Janeiro, idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas(Alagoas) , com apoio da Associação de Mulheres de Ação e Reação ( Rio de Janeiro. 
Teve mulheres pretas do Rio.

Gratidão!

Mães não têm tempo livre-diz filh@.

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Entrevista realizada com crianças de 7 e 8 anos de idade sobre suas mães (Ensino Fundamental -  Espanha).
As respostas abaixo foram consideradas as mais interessantes:

Quem é o chefe da sua casa?
1. Acho que a minha mãe, porque ela tem muito mais coisas a fazer do que meu pai
Porque Deus fez as mães? 
1. Porque elas são as únicas que sabem onde estão as coisas em casa
Como Deus fez as mães?
1. Com mágica, super poderes e misturou tudo muito bem.
Quais ingredientes que ELE usou? 
1. Nuvem, cabelo de anjo e tudo de bom que há no mundo e uma pitada de mal.
Por que Deus te deu sua mãe  enão outra mãe? 
1. Porque Deus sabia que ela seria mais minha mãe do que outras mães.
Por que sua mãe se casou com seu pai? 
1. Minha avó diz que é porque ela não pensou direito.
Qual a diferença entre mamães e papais? 
1. As mamães trabalham no trabalho e em casa, os papais só vão ao trabalho.
2. As mães sabem falar com as professoras sem assustá-las.
3. Os papais são mais altos e fortes, mas as mamães tem o verdadeiro poder porque você tem de pedir pra elas quando quer dormir na casa de um amigo.
4. As mães são mágicas porque elas fazem você se sentir bem sem remédio.
O que sua mãe faz no tempo livre? 
1. Mães não têm tempo livre.
Se você pudesse mudar algo em sua mãe. O que seria? 
1. Eu queria que desaparecessem os olhos invisíveis que ela tem atrás da cabeça.
Feliz semana das  mães, porque um dia é  pouco!
 

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