Raízes da África

Luis Henrique nasceu no dia em que a lua cheia pariu um eclipse.

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Luis Henrique Nunes de Lira Fonseca estreou no mundo no dia que escolheu, e na hora que achou mais apropriada. 
O nascimento do bebê, através de uma cesárea, já estava,melimetricamente, planejado.
Mamãe, papai e  a médica tinham tudo sobre controle ,na ponta do lápis, mas, esqueceram de combinar com o principal interessado.
Na madrugada,da sexta-feira,ansioso para ver o brilho do mundo todinho, o bebê ,exagerou nos chutes e estourou a bolsa da mamãe. 
Luis Henrique nasceu, na manhã do 05 de junho, dia em que a lua bem cheia de esperança pariu o eclipse.
Na verdade o bebê tinha pressa  de conhecer o rosto da voz que o embalara por exatos nove meses, como também  já sofria com  espaços apertados.
E a alma de Amanda, a mamãe,ao conhecer seu menino, ( o filho tão desejado) se fez feliz, com uma felicidade que brota na palma da mão do mundo todo.
Luiz marca a essência substantiva do significado da palavra continuidade.
E Amanda, Rafael vovó Nelma Nunes  e a família imensa comemoram o nascimento de Luis Henrique.
Seja bem vindo menino e traga consigo tempos benignos.
Que seus caminhos sejam de luz
!

Você vai me matar? -perguntou a meninazinha preta ao policial branco.

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A meninazinha marchava, na  terça-feira (3), durante um protesto pela morte de George Floyd em Houston, no Texas (EUA) e vendo emoções alheias começou a chorar.
 É uma menina preta de 5 anos e mesmo tão pequena,  já tem plena consciência de que a cor da pele que carrega é bélica para o sistema.
É apenas uma criança com medo da violência policial que mata,mata,mata,mata mais gente preta.
É apenas uma criança que não tem tempo de viver a infância , pois, o racismo que se estrutura no apartheid da indiferença à vida, não permite.
É uma meninazinha adultizada  pela perversidade  do racismo.
No meio da rua, a meninazinha preta chorando  perguntou para o policial:- Você vai me matar?
O policial respondeu:- Estamos aqui para protegê-la, não para machucá-la.
E daí?

Temos que lutar contra a morte de pessoas negras.Chega! - afirmou, Renan Filho. Precisamos conversar, governador!

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Alagoas é terra do Quilombo dos Palmares parido lá na Serra buchuda decantada em versos e prosa, mas, que sofre de uma exausta invisibilidade política.
A Serra da Barriga, assim como o antirracismo que,por hora vigora  nas redes sociais se consistem em pauta de ocasião. Tem um momento de booom e depois é facilmente esquecida
Palmares é um Quilombo de luta, que primeiro foi gestado por uma mulher, a princesa africana Aqualtune, resistindo por 100 anos, ao desmantelamento político e  que nos trouxe Ganga Zumba e Zumbi.
Um Quilombo que surgiu sob o signo da luta preta e de todo sangue derramado nas águas da lagoa dos Negros.
Os tempos do Quilombo se vão distantes, mas, a essência do apartheid de direitos é vizinho intimo de [email protected] contemporâneos, principalmente se forem pobres, perifé[email protected]
Em pesquis científica, Alagoas já foi citada como uma "Pequena Africa", não como uma acepção positiva,mas para marcar a imensa desigualdade social que separa a vida da população branca da preta.E também como um estado acanhado, pardo  na implementação em políticas públicas afirmativas.
 A ausênciade oportunidades esvazia as possibilidades de ascensão e gera mortes de vidas..
E, nestes tempos de hashtags  #VidasNegrasImportam! é hora de fazer valer toda luta histórica de Zumbi.
Vamos conversar, Renan?!

Edna tinha bronquite crônica, o médico insistiu que era covid 19.Edna fugiu do hospital.

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Edna foi a UPA,em São Paulo com um quadro importante: febre alta, falta de ar,tosse, e disse ao médico que os sintomas eram tipicos da bronquite que tinha desde a infância e se manifestavam, em toda quadra invernosa. Todos os anos era a mesma coisa.
O médico ouviu atento, pediu exames e diagnosticou que a moça tinha contraído a  covid 19 e iria encaminhá-la ao hospital de campanha, imediatamente.
Aflita a paciente  argumentou que  tinha bronquite crônica e que o mais certo  era esperar o resultado dos exames, o médico irredutível , colocou Edna em um quarto com pessoas já contaminadas, para ser transferida, no dia seguinte, para  o hospital de campanha.
Mesmo com a  interferência desesperada  do marido da moça, o médico não voltou atrás e solicitou a enfermeira para agilizar a internação.
Indignada a profissional de enfermagem disse a Edna que  ninguém poderia obrigá-la a fazer o que não queria.
A moça aproveitou a deixa e fugiu do hospital. Após a fuga tirou a prova dos nove e 
fez uma sorologia.
Deu não reagente!
Edna não é portadora da covid 19.
E agora?

Fonte: https://www.facebook.com/recordtvoficial/videos/583504659212139/?v=583504659212139
 

Em Alagoas CPFs pretos, realmente importam?

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Alagoas tem na Serra da Barriga, o Quilombo dos Palmares, símbolo máximo do levante centenário  pela liberdade de [email protected],mas,o Estado não tem políticas, em voga, que combatam o racismo estrutural.
Segundo inúmeras pesquisas científicas,e pelo atravessamento do racismo, jovens [email protected], pobres e perifé[email protected] vivem sob o permanentemente,signo da morte. 
Quilombolas, [email protected] de Zumbi, ainda,  habitam territórios em condições insalubres, precárias e de exclusão.
Alagoas que tem o Quilombo dos Palmares, o maior símbolo de resistência contra a escravidão no país, não tem experienciados e produzido políticas públicas, que combatam a desigualdade substantiva e alcançe CPFs [email protected], pobres e periféricos.
É preciso que tenhamos compreensão que o genocídio vai além da morte do corpo físico. Quando  se indiferencia a geografia da história, mata-se pertencimentos. Identidades são engolidas.Invisibiliza-se a  manutenção de vidas.Atropela-se tradições de um povo.
Cadê a aplicabilidade da Lei Federal nº10.639/03 e Lei Estadual nº6.814/07?
O racismo estrutural marginaliza a história da primeira república negra das Américas e sequestra as oportunidades,possibilidades.
É preciso que o o Estado, no exercício da sua soberania,desperte da secular e anacrônica letargia, e substantive espaços legitimos, para administrar o  contrato social de cidadania, assumindo o compromisso com as políticas públicas afirmativas.
A sanção do Fundo Estadual de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial, que mofa desde 2015, nos gabinetes institucionais é política antirracista ,e de suma importância para dialogar com o racismo estrutural.
Aqui está valendo a # políticas públicas, em Alagoas são urgentes para o combate ao racismo estrutural. 
O Instituto Raízes de Áfricas está a disposição para o diálogo
Vamos conversar, Renan Filho?
Zumbi agradece!

Ronnie Marruda,o "Cigano"da novela Senhora do Destino vende bolos na rua para sobreviver

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Ronnie Marruda é ator e participou de diverss novelas, dentre els Alma Gêmea, Guerra dos Sexos e Senhora do Destino, (Globo, 2004-2005),quando  interpretou  o personagem Cigano.
Desde que ficou sem convites para atuar e com as dificuldades batendo à porta Ronnie e a mulher fazem bolos e vendem na rua.
É Yamê Lopes, cunhada de Ronnie quem fala:"A carreira artística do preto é complicada e sabemos os percalços que os nossos enfrentam para se firmarem na profissão.Meu cunhado segue tentando, lutando pra continuar vivendo daquilo que sabe fazer: ARTE!
Apoiar, enaltecer e contratar o serviço de pessoas pretas, dar visibilidade e apoio aos projetos, atividades culturais e tudo que contribui para a nossa luta, é o caminho!
E, pede: 'Curtam as publicações, comentem, compartilhem, se gostarem do trabalho dele!
Quanto mais visibilidade, mais chances de novos trabalhos!
SIGAM O PERFIL DO MEU CUNHADO NO INSTAGRAM!!!
(https://instagram.com/ronniemarruda?igshid=9wfw3jkr7d98)
Ele também é músico e tem feito lives incríveis! Apoiar artistas [email protected] é  aliar-se à luta antirracista'- complementa.


Fonte: Yamê Lopes

Mundo da música faz protesto contra o racismo estrutural, nesta terça (2)

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O nome da mobilização é ““The Show Must Be Paused” (o show deve ser interrompido) e,acontece  nesta terça-feira, 02 de junho.
A ideia  surge de personalidades da indústria musical no Brasil e Estados Unidos, que tem como objetivo a a paralisação  dos negócios,  por um dia,ou seja diversas emissoras de rádio farão um momento de silêncio,  nas transmissões,como forma de protesto/enfrentamento coletivo  contra a brutalidade seletiva por parte da força policiale da morte de George Floyd, um homem negro que foi morto brutalmente por um policial branco.
A “Blackout Tuesday” (ou terça-feira de apagão) é um engajamento político e antirracistas. da indústria musical.
Um importante posicionamento coletivo contra o racismo.


Fonte: https://portalpopline.com.br/gravadoras-e-empresas-de-musica-farao-dia-de-silencio-em-protesto-contra-racismo/
 

O blog aplaude o lançamento do "Alô Saúde Mental", em Alagoas.

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A Secretaria de Estado da Saúde lançou nesta segunda-feira 01 de junho, o 'Alô Saúde Mental",uma ferramenta de saúde que tem como objetivo  minimizar os efeitos colaterais/impactos da pandemia, na saúde mental da população.
O serviço terá atendimento todos os dias, de domingo a domingo, das 7h às 19h e a SESAU explica como será o funcionamento:
"O Alô Saúde Mental terá o mesmo perfil do Alô Saúde, onde será possível acessá-lo através de uma plataforma de atendimento via whatsapp, que está disponível pelo número 3315-1532. Também no portal da Saúde Alagoas (www.saude.al.gov.br), o usuário terá a oportunidade de entrar em contato com psicólogos, por meio de um link exclusivo, via chat, que estará disponível permanentemente, permitindo tirar dúvidas e ser acolhido psicologicamente, quando estiver em situação de desconforto e sofrimento psíquico.'
Este blog se  sente gratificado por ter contribuído, a partir de intervenções pedagógicas e como sociedade civil para a  criação do Alô Saúde Mental.
Parabéns, ao governo do estado de Alagoas.


Fonte:http://agenciaalagoas.al.gov.br/noticia/item/33395-alo-saude-mental-vai-orientar-sobre-transtornos-mentais-em-meio-a-pandemia
 

Por que Alagoas-estado político não se posiciona contra o racismo estrutural?

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A última semana,no mundo, tem sido marcada pela luta contra racismo estrutural,com um tom mais  bélico,de  tolerância zero.
Ocupação das ruas, enfrentamento à naturalização "prosaica" em relação às  mortes de [email protected] 
E,a avassaladora  onda de  enfrentamento  invadiu as redes sociais,grande imprensa e generalizou-se em muitos discursos de ruptura,contra o sistema que nos mata. E  outros e tantos  discursos de ocasião , disfarçados de engajamento antirracista.
Mesmo sendo Alagoas,um dos estados do Nordeste , onde mais morrem jovens [email protected], há um silêncio sepucral das autoridades locais, como também do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, orgão oficializado,em diário oficial, pelo governo do estado,e tem como um dos objetivos propor medidas de defesa de direitos de indivíduos e grupos étnico-raciais afetados por discriminação racial e/ou religiosa e demais formas de intolerância;
O CONEPIP, que tem bem uns 5 anos de existência, está  umbilicalmente,ligado à SEMUDH.
Uma  secretaria que faz parte do orgonograma institucional e tem como uma das funções  promover a  discussão, proposição e criação de polítics públicas de combate ao racismo estrutural, ou seja envolver a sociedade civil e "permitir" que vozes sejam ouvidas.
Em 5 anos de governo, o plano para criação das políticas afirmativas é um retrato oco,  acéfalo , estagnado nestes tempos de pátria, artificialmente, inventada.
Tempos, também, obscuros de direitos para o povo preto das Alagoas, e por onde anda o CONNEPIR e o necessária e urgente intervenção junto ao estado, como  processo da prestação de contas à sociedade?
Cadê a criação das  políticas afirmativas  públicas de estado?
Calaram a boca de Zumbi, Aqualtune, Dandaras e [email protected] mais, para além da Serra buchuda?
E o povo, ao lado indiferençado , agora surge com o pó do pirlimpimpim problematizando,sobre as mazelas do fascismo.
O mesmo povo que  faz tempo , olha para o outro  lado e sempre fingiu não  ver o racismo  sangrento que  nos rouba possibilidades, nas Alagoas.
Somos, em tempos contemporâneos, quilombos destemperados de luta.
Os tempos não nos são benignos.
Cadê o Davi da Silva?

 

Como membro do Comitê Estadual de Prevenção do Suicídio, o Instituto Raízes de Áfricas pergunta: quando iniciaremos os trabalhos?

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Em 18 de fevereiro de 2019,  sob a portaria nº1.113, a Secretaria de Estado da Saúde instituiu o Comitê Estadual de Prevenção do Suicídio,em Alagoas.
O Comitê Estadual de Prevenção do Suicídio em Alagoas é  composto pela Secretaria de Estado da Saúde,Conselho Estadual de Saúde - CES,Secretaria Municipal de Saúde de Maceió,Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca,istrito Sanitário Especial Indígena,Secretaria de Estado da Educação,Ministério Público Estadual,Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas - UNCISAL,como também de instituições da sociedade civil, dentre elas. Instituto Raízes de Áfricas, Centro de Amor à Vida - Cavida,e Centro de Valorização da Vida - CVV.
O Comitê Estadual tem o objetivo de,a partir de estudos científicos, criar estratégias para valorização da vida e prevenção ao suícidio.
O papel do Instituto Raízes de Áfricas,no Comitê, como representação do movimento negro é evidenciar,no contexto institucional, que o racismo é um dos gatilhos para o adoecimento mental, portanto o trato da saúde mental, no estado precisa ser ressignificado.
O Comitê existe faz um ano e outros meses, e como membro do Comitê Estadual de Prevenção do Suicídio e um dos autores que luta pela implementação de políticas públicas eficazes e efetivas, o Instituto Raízes de Áfricas pergunta: quando iniciaremos os trabalhos?
Quando?


https://www.jusbrasil.com.br/diarios/229491671/doeal-poder-executivo-21-02-2019-pg-60
 

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