Raízes da África

O sol de Porto Alegre é como um beijo de Deus- disse o homem.

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É boquinha da noite  da segunda-feira e a luz do sol  captura as sombras das superficíe da  capital, Porto Alegre.
Porto Alegre é capital do Rio Grande do Sul, do povo gaúcho (tchê!), e segundo pesquisas é uma das cidades mais arborizadas e alfabetizadas do país.
 É o lugar das águas do Guaíba, o grande lago. 
Mesmo, invadido pela modernidade e descaso político, o Centro Histórico, no centro da capital,  é um respiro significativo. Celebra lugares e memórias de começos...  
Chego a Porto Alegre para o Fórum Social Mundial e outros diálogos ,com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e do Governo do Estado, atrvés da SEPREV e da SECOM,  numa segunda quase noite e  o sol  encantatório se põe a brilhar  até  quase 20 horas.
Bem bonito!
O sol de Porto Alegre é como um beijo de Deus- disse o homem.
Que seja!
 

Umbelinda da Conceição, minha avó paterna era uma preta "fula"- diz minha mãe.

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Antonio Pedro, meu pai foi o  menino  do estilingue pronto pra  qualquer aventura.
Meu pai  teve um pai amoroso,o velho, Antonio Pedro, que acobertava a infância do filho, entretanto,  para fazer  oposição a amorosidade  paterna, a mãe,Umbelinda da Conceição trazia  como sobrenome, a brabeza.
Umbelinda da Conceição , minha avó paterna era  uma preta "fula"- diz minha mãe.
Todo dia, a preta demarcava tantos hectares para o filho roçar,  e caso o menino não desse conta,o castigo disciplinava, daí Antonio Pedro, o velho roçava o terreiro, enquanto o filho, meu pai,  saia pra caçar passarinhos.
 Contam  que ,aos 10 anos, o menino Antonio, com o seu inseparável estilingue estrilhaçou uma montanha de pratos, que uma senhora lavava na porta de casa. A louça dissolveu.
Só para lembrar que nos idos de outros anos ( será séculos?), as pessoas lavavam os pratos na porta de casa.
Com a queixa da vizinha dos pratos quebrados, Umbelinda, minha avó surtou. Pegou o filho , pendurou de cabeça para baixo,  em uma mangueira e bateu. Bateu, muito.
Se não fosse um padre para acudir,  o menino teria sido morto pelo castigo inexorável.
Essa era a única forma que minha avó paterna  conhecia para  imprimir no filho, a questão dos valores morais, e penso que conseguiu.
Meu pai foi um sujeito honesto que zelava pela imagem. 
E, os ecos dos passos que vieram de longe( ancestralidade) continuam trazendo  ecos/vozes, do  meu avô paterno, Antonio Pedro dos Santos, da minha avó, Umbelinda da Conceição e  de Antonio Pedro dos Santos Filho,o mestre funileiro.
Antonio Pedro dos Santos Filho, meu pai, asseverava, quase sempre: " a maior herança que a gente tem  é o nome, minha filha,zele por isso."
E eu zelo.

O governador Rui Costa, da Bahia de São Salvador, quer vender uma escola pública para a iniciativa privada.

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Rui Costa, do PT,  é o governador da Bahia
O Colégio Estadual Odorico Tavares está localizado no Corredor da Vitória, em uma das áreas mais luxuosas em Salvador.
O Odorico Tavares é patrimônio do estado  e Rui Costa quer vender a escola pública para a iniciativa privada.
Propõe um escambo: a venda do  espaço da escola na área nobre, e em troca a empresa  compradora se compromete em financiar a construção de mais escolas na periferia de Salvador.
Para o governador da Bahia o lugar da escola pública é a periferia.
Alun@s  do Odorico  já fizeram inúmeros protestos, mas, Rui está inflexível.
É uma visível higienização do espaço nobre. 
Até o prefeito de Salvador,ACM Neto, do DEM, faz críticas ostensivas a politica segregadora do governo de Rui Costa.
Parece coisa de novela.
E daí?

 

O maior medo de uma sociedade racista é a de pretos se amando.

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O "Boteco do Helder" fala ,principalmente de amor, preto e o blog reproduz a boniteza da escrita:


"E isso não tem apenas a ver com afetividade em relacionamentos amorosos, mas tem também. Pretos se amando é a única coisa que realmente assusta a sociedade em que vivemos.
É o amor preto que lhe faz parar e ajudar uma pessoa negra que está sendo acusada de roubar algo por seguranças racistas, é o amor negro que faz as minas e manos se amarem tanto que obrigam marcas de produtos a terem que lhes contratar e pagar pra divulgar sua marca nas redes sociais, é amor preto que faz a gente escolher consumir em lugares negros.
Agora imagina se todo preto começar a pensar fora da caixa, deixar para traz os ensinamentos europeus e começar a ressignificar as suas necessidades, transformando nossos pensamentos egoístas e individuais naturais de um sistema de competição em pensamentos coletivos, pensando em nós, só uma vez no dia.
Se uma vez no dia todo preto que leu esse texto parar e fazer algo por nós, e aí vai desde uma leitura afrocentrado a organizar uma conversa sincera com o amigo ou amiga que nega pessoas negras porque acha mais fácil se relacionar com pessoas não negras. Se uma vez no seu dia você parar e repensar os seus próprios pensamentos que lhe negam o direito de amar a si mesmo, assim lindo como você é, uma pessoa negra, nosso poder de construção se tornará ilimitado.
O amor preto é a revolução mais violenta. E digo isso porque uma vez que você acorda para a condição de pessoa negra, já não há como voltar atrás. Já foi. Daí em diante você é negro e todas as suas ações precisam ser tomadas sob essa perspectiva.
O despertar é transformador mas também muito agressivo porque acordar para o racismo daquela pessoa que você tinha como amigo, machuca no começo. Mas é só no começo, acredite em mim, eu sei.
Então façamos nós mesmos a revolução mais violenta e comecemos a nos amar, por nossas características individuais e coletivas. E precisando conversar, passa no boteco e chama nós. Toda pessoa preta tem algo a ensinar e a aprender e nosso aprendizado oral é uma das armas mais poderosas em nome dessa revolução que tá cada dia mais perto de chegar. O amor preto é a revolução mais perigosa." 


Fonte:@botecodohelder

Roubaram minha cadeira de rodas-lamentava o homem jogado ao chão.

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Manhã de sexta-feira, o homem jogado na grama, lacrimejava sua estupefação em palavras : roubaram minha cadeira de rodas.
Ele é um dos muitos que percebe a rua como a escapatória da fome e dela faz casa.
Vive à mercê do abandono social e, cadeirante,  perambula por logradouros  da capital turística, em busca de "trocados."
Mas, na madrugada de sexta-feira, nas proximiddes da Lagoa da Anta, em Jatiúca, Maceió,AL a cadeira do homem que não tem mobilidade nas pernas foi roubada, e ele ficou preso  ao chão.
"A cadeira pode ter sido levada para ser vendida ou trocada por drogas, do próprio grupo"- disse alguém.
Componentes do Programa  Ronda do Bairro estavam no local, acudindo o homem.
Nos dias atuais, a  solidariedade é artigo que se partilha em prestação, ou não?

 

A cada 4 horas,uma menina é estuprada por seu pai, padrasto, tio, primo ou vizinho.

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E o blog acrescenta: o  componente raça/cor foi ignorado na pesquisa de dados.


Dados do Anuário de Segurança Pública 2019, revelam esta dramática situação do país que se acentuou após 2016, se compararmos os dados de violência sexual de anos anteriores.
Em 2015 houve redução de 10% em relação ao ano anterior, já em 2016 houve um aumento de 3,5%, seguido de 10,1% em 2017 e 4% em 2018. Neste último levantamento 63,8% tiveram como vítimas, jovens de até 14 anos de idade ou pessoas incapazes de oferecer resistência por alguma enfermidade.
Analisando os dados referentes ao estado de São Paulo, onde ocorreram o maior número de casos relatados de estupro de 11.788 em 2017 para 12.836 em 2018, gerando um aumento de 7,8% dos casos. Quando se observa apenas as vítimas mulheres esse aumento é maior, 9.627 casos em 2017 contra 10.768 casos em 2018, um aumento de 11%.
Seguido pelo Paraná que embora tenha menor número de casos relatados de estupro, o percentual do aumento foi o dobro de São Paulo, 5.781 casos em 2017 e 6.898 casos em 2018 gerando um percentual de 19%. Analisando apenas as vítimas do sexo feminino o percentual também é de aumento, 18%. Dados de outros estados afirmam o perfil das vítimas: jovens do sexo feminino de até 17 anos formam 71,8% das vítimas.
Segundo o Anuário esse tipo de violência atinge mais crianças e adolescentes. Entre as meninas atinge-se um ápice aos 13 anos, mas o principal grupo entre elas são as vítimas de até 9 anos. Quando se observa os dados a respeito das vítimas do sexo masculino, percebe-se que são ainda mais jovens, menores de 7 anos. Algo estarrecedoramente repugnante.
Segundo um levantamento técnico do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) de 2014, estimou-se que naquele ano os 54.000 casos notificados de estupro, representavam apenas 10% do real valor das ocorrências. Isso se deve a que, as vítimas - crianças, jovens ou adultos - se veem incapazes de denunciar o ato. Muitas vezes por algum constrangimento devido ao agressor possuir, majoritariamente, algum grau de parentesco com a vítima, ou pelo fato das vítimas se verem culpadas pelo ato criminoso.
O agressor é tipificado, como aponta o levantamento atual, 96.3% são homens e 75,9% deles são conhecidos das vítimas, sendo pais, padrastos, tios, primos ou vizinhos. Uma vez que estão instalados ou próximos do ambiente familiar das vítimas, não sendo agressões repentinas ou por homens estranhos à vítima. Tal dado desmistifica o mito do qual o agressor é alguém de fora, que é o outro, e de que são pessoas homossexuais.
Muito corrobora com o que se denomina de “cultura do estupro” o pensamento levantado na pesquisa do Fórum de Segurança Pública, o qual 30% entre homens e mulheres concordaram com a afirmação de que “a mulher que usa roupa provocante não pode reclamar se for estuprada” e 43% entre jovens e adultos homens a partir dos 16 anos acreditam que “mulheres que não se dão ao respeito são estupradas. Pensamentos do tipo apenas relativizam e silenciam as vítimas do comportamento muitas vezes sutil de seus agressores, que na grande maioria dos casos divide o mesmo teto com as vítimas.
Para combater esse mal, não será com o conservadorismo presente no governo, tanto federal (Bolsonaro-PSL) como no estadual (João Dória - PSDB) que em dias atrás mandou recolher material das escolas públicas que abordavam sobre a diversidade sexual sem fundamentação alguma. Mas sim, e principalmente com educação sexual correspondente com a faixa etária da criança e/ou adolescente, pois assim elas poderão também identificar esse sutil e perverso crime que atinge os lares familiares.
Ainda relativo ao crescimento das taxas de violência sexual, e de outras formas de violência, o documento afirma que “mais uma vez, [fazendo alusão ao atual governo] o pêndulo da segurança pública pende para soluções reativas e lastreadas apenas na narrativa política desprovida de evidências e bases científicas” como ficou bem claro na ações autoritárias do governo Bolsonaro contra várias instituições científicas brasileiras.

Fonte:http://edicaoms.com.br/

O suicídio é uma epidemia que faz barulho, mas, o poder público faz de conta que não ouve.

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Ela soube da finitude da vida, numa manhã chuvosa. O médico afirmou-olhando nos olhos dela- que havia pouquíssimo tempo.
Ela sentiu a palidez espalhar por sua alma. A família toda se resumia nela e na  filha. Como iria deixar sua menina sozinha no mundo?
A angústia tomou conta da mulher que decidiu.
Chegou em casa matou a filha e se matou.
O suicídio é uma epidemia que faz barulho, mas, o poder público faz de conta que não ouve.
É preciso ir além do Janeiro branco, setembro amarelo e os meses tatuados de alerta, etc e tal. É urgente que  o poder público invista em políticas públicas de valorização à vida.
Precisamos de uma campanha educativa de prevenção ao suicídio, em Alagoas.
Precisamos!

O menino de 10 anos engravidou sua melhor amiga. A menina tem 13 anos.

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Ele tem 10 anos.Ela 13 anos. São amigos próximos desde que eram bem pequenos. Estavam sempre juntos. Um dia,assim"de repente" ela surgiu grávida.  Ele diz que o filho é dele. As autoridades tem dúvidas e pensam que a menina foi engravidada por outra pessoa. Exames serão providenciados.
O casal de crianças grávido, agora desfrutando da intimidade sexual, está feliz. A família dos dois achando tudo muito "bonitinho",romantiza a situação e prometeu ajudar as crianças a  cuidar de  outra criança.
O casal tem até fotinha nas redes sociais com a legenda: casados.
Precisamos de educação sexual nas escolas.

O Governo do Seu Jair afirma que Alagoas é o quinto estado mais racista do Nordeste.E daí?

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É o   Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), do governo do Seu Jair que aponta  Alagoas,  como um estado racista.
Alagoas é terra  com realidades específicas e complexas  onde o racismo é visto como incômodo,tipo conversa chata de  pret@s ativistas polêmic@s ( essa gente que vê racismo, em tudo!)
Em Alagoas gente ,politicamente, preta tem que fazer enfrentamento, todo dia, para impedir que a identidade seja negada. Uma construção além do  pardismo.
Em Alagoas, 50% preta, o racismo é mais do que um embaraço. É um câncer necrosado, que encontra território fértil para tomar corpo, e  espectadores institucionais  que olham de longe , e de quando em vez  montam uma "festinha de princesa" ,como ação de enfrentamento, igualzinho fez Damares.
O racismo institucional  , em Alagoas ( aquele que agentes públicos  fazem  de conta que não é visto, e se não é visto, nega-se a existência) , provoca uma destruição criminosa no tecido social, desfocando, forçosamente pessoas  do mapa  desse tal  "desenvolvimento sustentável".
Estranho que seja o governo do Seu  Jair ( aquele da afirmação que quilombolas são pesados por arrobas e só servem para procriar) que  desafie  o estado para  imprimir uma identidade institucional, a partir das práticas das políticas antirracistas, a sua história quilombola centenária e tradição ancestral de luta.
A luta contra o racismo, nas terras pretas de Palmares  deve acontecer além de partidos políticos. Seja da esquerda, direita, volver.
A partir do diálogo com a sociedade civil e atores institucionais, o  estado  alagoano precisa criar uma agenda  de ações conjuntas,como instrumento de construção das  políticas de estado de  combate ao racismo.
Afinal, quem trabalha as políticas de  combate ao racismo em Alagoas?
Acefalia.
Seu Jair está errado?

 

No país verde-amarelo de Damares, princesas pretas são mortas na porta de casa, ou dentro da escola, por balas, certeiramente, perdidas.

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Na segunda-feira, 20 de janeiro, Ana Luísa Cardoso Silva, de 9 anos, ganhou uma festinha de princesa, exclusiva, da  ministra, Damares.
Damares é a responsável pelo  Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), do governo do Seu Jair.
A ministra Damares usou dinheiro público para  compor um cenário, bem eurocêntrico na celebração da  pretitude de Ana e , assim afirmá-la princesa.
O vestido e a coroa que a menina  usava não se  assemelhavam a vestimentas de pretas princesas. .
A festinha que Damares fez para Ana, com uma platéia, majoritariamente branca, foi devido a  segregação sofrida pela menina , em um parque público , quando uma adulta afirmou que " meninas pretinhas não podem ser princesas".
Isso foi no primeiro dia de janeiro.
Ana disse que perdoou a mulher. Perdoa racista, não, Ana. O perdão nos foi ensinado pelo colonizador@.
O racismo,que é estrutural, causa impactos danosos do ponto de vista psicológico e social na vida de toda e qualquer criança ou adolescente.Se amar enquanto pessoa preta  é um processo longo e de muito enfrentamento.
E Damares, ministra do país verde-amarelo, decidiu resolver o problema do racismo no Brasil todinho , montando uma festinha de princesa, para Ana. 
Damares  quer discutir o racismo estrutural, com uma varinha de condão, e solenemente ignora  a produção de conhecimento coletivo, ou políticas afirmativas gestado nos últimos anos no Brasil.
Políticas afirmativas  são instrumentos importantes para o combate  ao racismo.
No país verde-amarelo de Damares,  não há lugar para  produção do conhecimento ,como processo de caráter coletivo .
No país verde-amarelo de Damares, princesas pretas são mortas na porta de casa, ou dentro da escola, por balas, certeiramente, perdidas.
Mesmo assim, no país verde amarelo de Damares a ordem é :- Segue o baile!
O racismo no Brasil é um crime perfeito- já dizia  Kabengele Munanga

 

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