Raízes da África

Com 11 anos me tornei faxineira- afirma a psicóloga Aline Maia

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E, é  psicóloga, Aline Maia quem conta sua história....


"Com 11 anos me tornei faxineira,assim como as outras mulheres da minha família.Aos 18 anos Sarah Maia chegou E aos 21 Madu Oliveira Maia. Depois do nascimento delas quis ir além, comprar minha carta de alforria. Com 24 anos voltei pra escola. Aos  27 anos passei no vestibular e ganhei uma bolsa de estudos e aos 31 me formei.
Os ciclos da minha vida se renovaram por conta de Mulheres , eu quero todo dia um mundo melhor por elas minhas meninas e outras mulheres"-
conclui Aline

Eu soube que ele decidiu ir embora, muito tempo depois, que já tinho partido. Tinha 23 anos.

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Ele era um menino bonito, um tanto arredio, um tanto calado, quieto. Conheci-o na Serra da Barriga, em um 20 de novembro, guardado na lembrança. Quem me apresentou foi o Bial com uma manifestação efusiva:- Ele te admira muito  pela sua coragem de escrever os textos do blog raizesdafrica. Diz que você não tem medo.
Era um fã adolescente e, eu me senti feliz e ao mesmo tempo envergonhada pela admiração explícita e feliz pelo reconhecimento ao blog.
E ficamos ali, fazendo daquele momento no Quilombo  dos Palmares, um movimento de insurgência, numa conversa rasgada de identidade, pertencimento , salpicada de afetos e reconhecimentos.
Isso faz uns três ou quatro anos. Talvez mais...
Ele era um menino despertando, ainda, para a trajetória  de idas e vindas carregadas de vida e decidiu ir embora, por conta própria.
Eu soube que ele decidiu ir embora, muito tempo depois, que já tinho partido. 
Tinha 23 anos.
Que encontre a paz tão desejada!
Precisamos ir além, de somente falar, sobre suicídio...


 

Lembram-se daquela mulher que roubou um pacote de manteiga???

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Trabalho toda a minha vida contra todas as formas de preconceito e racismo.
Posso afirmar que a justiça brasileira, além de só dar acesso aos privilegiados, é institucionalmente racista.
Mas seria um preconceito meu, sem conhecê-lo afirmar que este juiz é racista.
Posso sim dizer, sem medo de errar que ele faz parte de uma maioria de juízes especializados em condenar negros e pobres.
Lembram-se daquela mulher que roubou um pacote de manteiga???
Marcos Romão já não mais está entre nós, mas, o que escreve é excessivamente atual...
A Justiça condenou a empregada doméstica Angélica Aparecida Souza, 19 anos, a quatro anos de prisão em regime semi-aberto por ter tentado roubar um pote de manteiga no dia 16 de novembro de 2005, no Jardim Maia, em São Paulo.
De acordo com o jornal Diário de S.Paulo, ela afirmou que o ato foi causado por desespero, porque ela não aguentava ver o filho de 2 anos passar fome. Angélica entrou no mercado e foi surpreendida pelo dono, Dadiel de Aráujo, com o pote de 200 gramas de manteiga escondida no boné.
A polícia foi acionada e Angélica passou 128 dias na cadeia de Pinheiros. Seu advogado, Nilton José de Paula, pediu liberdade provisória por quatro vezes, mas todas foram negadas. Ele recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça, alegando que sua cliente não tinha antecedentes. Depois de quatro meses, Angélica foi libertada. Mas agora, foi condenada a cumprir pena em regime semi-aberto.
Isso é que é justiça rápida!!!
no Brasil é assim, escreveu não leu - o pau comeu!!!
Não é???????"
Marcos Romão
13 de setembro de 2013
Fonte: Rosane Romao Guarani Kaiowa

“Crianças trans precisam ser ouvidas, nós não somos doentes e vocês não nos podem mudar“-afirma Willa Naylor, uma menina trans, 7 anos.

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Willa Naylor tem apenas 7 anos e já é ativista pelos direitos de gênero, direto da ilha de Malta. Ela conta que sua vida como um garoto era muito ruim, até que um dia ela disse para os seus pais que se sentia como uma menina. Eles aceitaram e a deixaram se vestir como uma dentro de casa.
Quando a experiência trouxe bons resultados e Willa passou a se sentir mais confortável, ela pôde finalmente ser menina fora de casa, pois só assim sua vida faz sentido: “Se eles não tivessem me deixado viver como uma menina, eu seria muito triste”, conta ela no vídeo.
“A lei que reconhece a identidade de pessoas transgênero foi dedicada a mim e me sinto muito orgulhosa por isso”, diz Willa, completando: “Crianças trans precisam ser ouvidas, nós não somos doentes e vocês não nos podem mudar“.
Assista o vídeo: https://www.youtube.com/watch?time_continue=109&v=KidrQCFVo2M

 

Fonte: https://www.hypeness.com.br/2016/06/nao-somos-doentes-e-voce-nao-pode-nos-mudar-menina-trans-de-7-anos-grava-video-com-mensagem-poderosa/


 

 

Gloria Maria prepara filhas para lidar com racismo.

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(...) "Uma mãe naturalmente não quer que os filhos sofram, mas para Gloria Maria é certo que, assim como ela, as filhas vão sofrer preconceito. "É inevitável. Eu não fui preparada para sofrer o preconceito e sofri porque minha família não tinha cultura para isso. Hoje preparo as minhas filhas para enfrentarem o preconceito. Elas estudam, pesquisam, viajam, sabem que tem o mundo branco e o mundo preto", explicou em conversa com o Purepeople. Segundo a jornalista, que não quer que as meninas "sejam esposinhas", é preciso preparar as meninas para enfrentar situações difíceis. Não me preocupo em salvar a minha filha de andar na rua, entrar em um restaurante, a preparo para enfrentar qualquer situação. Ninguém avisa: olha, agora vou te discriminar. Elas podem estar entrando comigo em um hotel luxuoso e alguém vir e nos barrar. Somos nós. As minhas filhas sou eu e eu sou elas, não tem distinção. As preparo porque a barra é pesada", frisou.(...)"


Fonte: https://www.terra.com.br/diversao/gente/purepeople/elas-cresceram-gloria-maria-passeia-com-as-filhas-laura-e-maria-veja-fotos,3382b6c4c47524594679d74fe6ba4bc3afhdizyk.html

"Sacerdote também é ser humano e o suicídio vivia povoando minha mente"-afirma o Babalorixá Ifalola Sangowale.

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"Há uns anos atrás eu me encontrava em um processo depressivo (sim, Sacerdote também é ser humano) e o suicídio vivia povoando minha mente. Procurei auxílio de um Bábalawo que prontamente me atendeu. Jogou, me orientou na melhor forma de sair disto, através de Òrìṣà.
Este Sacerdote não me cobrou nada. Nem consulta, nem a orientação para os ẹbọs, não me chamou pra pertencer a Ègbé dele... NADA.
Já atendi várias pessoas na mesma situação em que eu me encontrava.
Sei na pele o que é depressão.
Sei o que estar com um sorriso no rosto ajudando todo mundo e estar morrendo por dentro.
Não julgue a pessoa está prestes a tirar a própria vida.
De atenção, empreste o ouvido, as vezes só precisamos falar sem sermos julgados.
Se o caso resolve com ẹbọs, você é Sacerdote e tem condições de ajudar a pessoa? Ajude sem pensar em $$$.
Èṣù te recompensará.
Setembro é o mês dedicado a esta campanha.Mas, estamos doentes todos os dias."

Fonte: Facebook de Ifalola Sangowale.
 

Foram os movimentos negros que,em assembléia,apontaram a candidata para prefeita de Salvador,que querem apoiar.

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O carioca Rodrigo Luis Veloso, escreve:
MIREM-SE NO EXEMPLO DE SALVADOR!
"No último 2 de julho, que é data importante na Bahia, os movimentos negros de Salvador se reuniram em multidão, e decidiram aclamar a corregedora-geral da Defensoria Pública, Vilma Reis, como candidata à prefeita na cidade.
Esses movimentos sabiam que, pela maneira como funcionam os partidos de esquerda em Salvador, que nunca teve um prefeito negro, dificilmente alguém identificado com suas lutas acabaria sendo o/a indicado/a.
Como uma espécie de provocação, mas também para acelerar um desejo de mudança nas estruturas da esquerda, os movimentos lançaram uma pessoa sem filiação partidária, avisando publicamente que, a partir do ato, eles conversariam unidos com todas as siglas para ver qual delas aceitaria representar a candidatura do movimento de unidade que eles formaram.
É um caso único em que a candidatura não se definiu pela vontade de dirigentes partidários, e em que a aliança não foi costurada com base em negociações de gabinetes. Foram os movimentos sociais que, em assembleia, apontaram a candidata que eles queriam apoiar."
Fonte: Facebook de Rodrigo Luis Veloso

Instituto Raízes de Áfricas apresenta demandas de ações afirmativas ao Secretário do Gabinete Civil,Fábio Farias.

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Na tarde da quinta-feira, 12/09, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros,  esteve em conversa  com o Secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias,no Palácio República dos Palmares, sede do governo do Estado de Alagoas.
Na ocasião, a coordenadora  discorreu sobre a 13ª edição do Anuário da Violência, divulgado dia 10 de setembro, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e a política do racismo  que criminaliza a população preta, pontuando  os silenciamentos institucionais,  e  que é necessário o estímulo do estado para que as leis correlatas a questão tenham espaços substantivos para sua implementação.
A inauguração da estrada da Serra da Barriga também foi assunto de pauta.
Ouvinte atento, Fábio Farias se colocou à disposição para uma interação maior, ressaltando que "é de fundamental importância a participação dos Movimentos Sociais na política para o fortalecimento da democracia", e convidou para participação no diálogo, o defensor público do Estado, Daniel Alcoforado, o novo  Secretário Executivo de Integração Política e Social.
Feita às apresentações, Fábio Farias  explicou que  Daniel  será o canal institucional  para a criação das pontes de diálogo. 
E , corroborando com o posicionaento de Fábio, Daniel Alcoforado destacou "o diálogo como o único camminho possível para  estabelecer a parceria com os movimentos sociais , e para que haja mudanças é necessário compartilhar ideais e precisamos conversar mais. Vamos?"
Convite aceito.

SEPREV formaliza apoio ao Instituto Raízes de Áfricas para realização do Encontro "Papo Preto de Poesia com Jovens da Periferia."

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O  Encontro "Papo Preto de Poesia com Jovens da Periferia" ,uma iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, com apoio do Governo do Estado, acontece em setembro, logo após a entrada da primavera, o tempo das flores.
É um encontro que vai reunir jovens que participaram do Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia,sob a temática : “Eu, jovem pret@, resisto e insisto” 
Jovens  protagonistas  reinterpretando  suas realidades, a partir da poesia. A realidade jovem,preta da periferia que resiste ao racismo, ao apartheid.
O Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia é uma ação inédita no estado e que objetiva afirmar e divulgar produções literárias (poesias) das jovens vozes pretas das periferias alagoanas.
Em  setembro, logo após a primavera, no "Papo Preto de Poesia com Jovens da Periferia", o Instituto Raízes de Áfricas anunciará os ganhadores do  Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia, nas duas categorias, de (14 a 17 anos), (18 a 21 anos).
Para tal contaremos com o significativo apoio da Secretaria de Proteção à Violência-SEPREV.
O apoio foi formalizado em reunião ocorrida na manhã da quarta-feira,11/09 no gabinete da SEPREV.
E a titular da pasta, Esvalda Bittencourt, afirma:- "A iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, como representação do movimento negro, e Alagoas, além de inédita é importantíssima e como gestora pública apoiamos ações como o Odo-Concurso  Preto de Poesia para Jovens  da Periferia que cria espaços legitimos para que os talentos juvenis possam ser vistos e reconhecidos.'
O Instituto Raízes de Áfricas agradece.

Até hoje eu carrego ódio pela polícia, por esse motivo- afirma Bruno.

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Bruno Eduardo, de Brasília, escreve:
"Com 10 anos eu queria ganhar um dinheiro pra comprar um brinquedo e peguei o carrinho de mão do meu pai e fui fazer frete em uma ferinha que tinha perto de casa.Ao término do dia eu estava com 20 reais, tudo trocado dentro do bolso. Estava voltando pra casa, todo feliz, até que passou um carro da PM e me empurrou na parede.E u sem entender direito comecei a chorar, até que o policial pegou o dinheiro e falou "é esse neguinho aí mesmo.O dono da padaria disse que o dinheiro do caixa estava trocado, certeza que foi esse que roubou."
Resultado minha mãe teve que ir me buscar na DCA, sem eu ter feito absolutamente nada. Até hoje eu carrego ódio pela polícia por esse motivo."

 

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