Raízes da África

Obrigada, deputada Jó Pereira pela delícia da Império e das goluseimas, que alimentaram a cantiga do " parabéns para você" e trouxeram leveza para alma dessa ativista.

  • 11/08/2020 21:37
  • Raízes da África

Os agrados que ela enviou , na sexta-feira pós aniversário, embalados  em  afetos fizeram um grande bem para a  alma da pessoa,como  sonora reverberação  do bem querer.

E, eu, gostei de saber que ela inventou um tempo, em meio as  assoberbadas pautas diárias,  para celebrar minha vida.  

Lembranças assim criam pontes no coração da gente.

Ela conhece esse meu  jeito exclusivo de praticar a lógica da palavras. Sem metáfora.

O sincericídio da Arísia Barros- diria Olivia Tenório.

Eu gosto da palavra que não engana verdades, que desata nós, mesmo que descortine uma realidade sem poesia.

E,  penso que apesar das discordâncias, nos  campos  de disputas, temos um cultivado  respeito mútuo que desafia as fronteiras das diferenças/indiferenças.

Somos mulheres arretadas, nos territórios que ocupamos.

Ela sabe disso,  

E eu também.

Obrigada, deputada  Jó Pereira, pela delícia da  Império, das goluseimas e do CD da Wilma Miranda, que alimentaram a cantiga do  parabéns para você e trouxeram  leveza para alma da pessoa.

Obrigada, Simone Marques por ser a portadora das boas novas.

Obrigada!

 

 

 

Para a menina de 12 anos, filha de Yemanjá, que teve sua iniciação,violentamente, interrompida pelo racismo religioso.

  • 11/08/2020 12:22
  • Raízes da África

A  jornalista,professora universitária, escritora,filha de terreiro, Stela Guedes Caputo, escreve:

Dedico o dia de hoje para a menina de 12 anos, filha de Yemanjá, que teve sua iniciação violentamente interrompida pelo racismo religioso. Só quem sabe o que o dia de hoje significa, pode imaginar o abominável acontecimento.

 

Orí no chão,

é meu odún.

Saúdo Exu, Yemanjá, Oxum, Oxóssi, Logunedé.

Saúdo o caminho, minha navalha, minha mãe, meu pai e meu orixá, Logun.

Orí no chão, é meu ódun.

Saúdo minha dofona de Oxum, minha fomo de Yemanjá,  

meu barco sagrado. São sete anos.

Orí no chão, é meu odún.

Inlè retesou seu arco,

Oba Igbó,

Rei da floresta,

um passo, depois o outro,

cautela, espera,

lança.

Oke Aro.

Iyepòndá, mãe,

Minha cabeça

a teus pés,

no fundo desse rio teu,

em mim todos os dias.

Ìyá omi níbú

Mãe das águas profundas

Yèyé olómi tutu

Dona das águas frescas

Òóré yeye o!

Mãe da bondade.

Orí no chão, é meu odún.

Olórò a k’ofa re o a k’ofà re o

Dono da cerimônia que carrega arco e flecha

Èmi o re’lé Logun o

Re’le a k’ofá

Eu vou pra casa Logun,

Carregando o arco e flecha.

Eu vou pra casa Logun,

Eu vou pra casa Logun.

...........

Fonte: Stela Guedes Caputo

Saiba mais:https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2020/08/07/mae-perde-guarda-da-filha-apos-jovem-participar-de-ritual-do-candomble.htm

Obaluiaye avisa que a sociedade está doente e que adoece porque se esqueceu do valor da vida-coletiva.

  • 10/08/2020 19:29
  • Raízes da África

Babalorisa Sidnei Barreto Nogueira de Sàngó,escreve:

'Obaluayê não é só o senhor da cura pela restauração da doença. Obaluaiye não é uma maldição. Obaluaiye é a própria doença [que permite a restauração]. A doença necessária para que não haja morte prematura. Obaluaye é a febre, a ferida, a alergia porque para que haja empatia é preciso sentir no próprio corpo o que o outro sente ou pode sentir. É desrespeitoso pedir saúde ao Òrìṣà - doença. A ele pedimos que se acalme e que não haja mais doenças - "Ko sí arun." No Ocidente é impossível crer que a doença é algo bom e necessário, mas é. A doença pede respeito, cuidado, proteção. A doença é um alerta. Sim. Nós temos uma divindade - doença e, se não a tivéssemos, seríamos todos bestas das mais violentas prontas para matar e morrer prematuramente e sem sentimentos ou empatia. A doença - Obaluaiye nos ensina o valor da vida. O valor do cuidado com a saúde, o valor do ser-humano e do criador e dos Òrìṣà que nos habitam. Obaluiaye pede respeito. Obaluiaye avisa que a sociedade está doente e que adoece porque se esqueceu do valor da vida-coletiva. Não é Obaluaye quem decide quem pode viver e quem pode morrer. É justamente isso que o Deus-doença quer evitar. Ele é um sábio. Ele é o senhor da igualdade. Ele pede respeito pela vida de todos. Ele mata e come - O pá ní jẹ. Ele quer silêncio - atoto! É hora de aprender a lição."

Fonte: Babalorisa Sidnei Barreto Nogueira de Sàngó, Professor Dr. em Semiótica e Lingüística Geral pela Universidade de São Paulo, especialista no discurso racista e totalitário, em línguas africanas e em língua portuguesa.

E qual feminismo que luta por espaços práticos de empoderamento para Das Dores e mulheres pretas, ex-reeducandas,igualzinhas a ela?

  • 10/08/2020 15:07
  • Raízes da África

Das Dores é uma ex-reeducanda e foi  a primeira  a ser eleita delegada na   1ª Conferência Estadual de Saúde das Mulheres,  para levar a voz das mulheres encarceradas para 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, que aconteceu, em Brasília,ano de 2017.

A participação da Das Dores nasceu da  iniciativa do Instituto Raizes de Áfricas, com o apoio da SERIS.

Das Dores viajou eufórica, numa alegria  difícil de medir, coração saindo pela boca. Foi a primeira vez que andou de avião. Foi a primeira vez que ultrapassou os portões da invisibilidade que marca a trajetória das mulheres pretas,presas. Foi a primeira vez que deu entrevista para jornalistas da Secretaria Nacional de Saúde. Brilhou feito estrela.- Me senti muito poderosa!- confessa

No dia 25 de julho, dia nacional da mulher negra e de Teresa de Benguela foi recepcionada pelo secretário do gabinete civil do governo do estado, Fábio Farias.

Em fevereiro de 2020, em um ônibus , encontrei Das Dores ,ela com uma alegria genuína,  me apresentou ao motorista tecendo  fartos elogios. Perguntei-lhe da vida e disse que desempregada passou a vender tapioca na porta de uma secretaria.

Das Dores não é mais uma menina de colégio e vender tapioca sol a sol é um processo de sobrevivência desgastante, exaustivo.

Fiquei feliz de encontrá-la, mas, também muito triste. Das Dores é um mulher quase idosa, pobre, preta e ex-reeducanda e, sofre  uma invisibilidade social de uma crueldade sem tamanho.

Lembrei muito dela nesse período pandêmico e de exceções gritantes.

Quais as políticas de inserção, em   parceria com a iniciativa privada, que o Estado fomenta , para possibilitar  oportunidades e possibilidades na vida de ex-reeducandas, nesse mundão de Deus?

E qual feminismo que  luta por espaços práticos de empoderamento para  Das Dores e mulheres pretas, ex-presas igualzinhas a ela?

Hoje conheci, a argentina, Mariela e apresentei pra ela as delícias da Império Gold.

  • 10/08/2020 00:23
  • Raízes da África

A argentina Mariela tem  uma barraca, " Barraca dos Argentinos",  nas areias da praia de Jatiúca  e o que mais me agradou, além do atendimento super gentil, foi o protocolo sanitário adotado,em tempos virulento, e que respeita o distanciamento entre as cadeiras na areia.

Em três ,chegamos  à praia  a tardinha, 16h30 e o vazio de gentes era visível a olho nu (oba!). Perguntei sobre o valor do aluguel  das cadeiras e Mariela muito solícita pediu que ficasse a vontade.

E ficamos bem a vontade, com a alma despojada de preocupações defronte ao belíssimo mar de Jatiúca, na capital Maceió. Em um domingo de  ondas revoltas que faziam uma, duas, muitas  ousadas piruetas.

Ondas grandonas- afirmou Dêdei,o menino.

Ainda não me sinto confortável de sair às ruas, mas, hoje teve motivo especial. (Já percebeu que, de quando em vez,a gente fica se justificando  por  está quebrando o isolamento?) Resíduos profundos na cabeça, nesses  tempos pandêmicos.

E, tendo o pôr do sol como companhia  pedi permissão à argentina para bebericar  a Império Gold, que tinha levado à tiracolo ( afagos no paladar , como presente da deputada Jó Pereira no aniversário desta ativista). Permissão dada,vasculho o cardápio da barraca e encomendo  2 espetinhos, carne e espeto. E o preço chega camarada: seis contos, cada.  

A  garrafinha da Império Gold sobre a mesa,  chamou muita atenção da Mariela, que  me pergunta sobre rótulo, sabor e lugares de compras. Em uma avaliação breve falo em suavidade de paladar, e assumo compromisso de re  passar o mapa da mina, mas, para retribuir a gentileza dei de presente à moça uma Império Gold.

Depois vou saber  o que achou.

E você, que gosta de cerveja, ainda não conhece a Império Gold?  

Experimenta!

 

 

O sexto sentido bem que avisou,mas,ela não deu atenção.

  • 09/08/2020 22:19
  • Raízes da África

Quando o motorista do aplicativo parou à porta ela sentiu desconforto ao olhar nos olhos do cabra. Tinha algo confuso na  energia que ele vibrava. Uma vozinha interna pediu  "chame outro carro!", mas, movida pela pressa fez ouvidos de mercador, entrou no carro.

Com ela estavam ,ainda,  outra mulher e uma criança. Sentou no banco  ao lado do motorista para evitar  aglomeração traseira.  

No caminho inquietou-se com a conversa sem fim do motorista, principalmente pela proximidade, não condizente com  o protocolo sanitário.

Ele falava, falava,falava e se distraiu tanto em seu manólogo ranhento   que errou a primeira rua que deveria entrar, e confessou:- Errei a rua, mas, entro na próxima. Quando chegou na próxima rua, alertou:- É contramão, vamos entrar na outra.

E a conversa interminável ganhava capítulos , quando em cruzamento de uma avenida  da orla da capital Maceió, encontrou uma moto  e bateu de frente.

Foi como cena de filme: um barulho surdo do  carro  em choque  com  a moto, o motociclista voou ,no ar, feito um boneco inflável e caiu, brutalmente no chão, O para-brisa ficou solto na frente do carro. O motorista do aplicativo na ânsia de tentar frear bateu com o rosto no volante e o corte, no nariz, virou sangue.

Ela, que usava cinto de segurança sentiu uma anestesia n'alma. A cena durou segundos, mas foi de um impacto tremendo.  

Enquanto o motorista desceu agitado, ela, a moça e a criança permaneceram no carro [email protected], [email protected]  as pessoas foram chegando.

O motorista do aplicativo pediu que a cliente chamasse um outro carro .Ela a moça e a criança desceram do veículo, e a companheira de viagem  disse:- Desde que entrei no carro percebi que o motorista não estava bem, com a cabeça longe, como se estivesse com uma grande preocupação.

Fizeram o resto do percurso a pé.

O sexto sentido bem que avisou , mas, ela não deu atenção.

É livramento que fala, né?

Ela se pôs de joelho para agradecer a toda espiritualidade!

Obrigada,Rogério Teófilo!

  • 09/08/2020 14:01
  • Raízes da África

Rogério Teófilo  tinha um sorriso do tamanho do mundo, que  agregava as gentes todas em seu entorno, como ouvintes de uma boa prosa.

Empatia e proximidade.

Posso contar que foi um apoiador/parceiro compromissado, nas muitas ações que  esta ativista preta, enquanto gerente de educação étnico racial da SEE/AL  e agora, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, desenvolveu.

E,esse entrelaçar de caminhos entre o gestor e a ativista fez nascer uma forte admiração, pincelada de afetos e respeito mútuos.  

O homem público ,que conheci  foi uma pessoa que trazia consigo o diferencial de conjugar a ciência política com a percepção do bem estar social.

Em janeiro de 2011,prestamos homenagem ao  apoiador/parceiro ,com o “Troféu de Honra ao Mérito Guerreiro Quilombola”, durante o II Festival Alagoano das Palavras Pretas Festival, que contou com   a presença do ator Milton Gonçalves.

Tinha uma entusiasmada visão estruturante das possibilidades, jeitos estratégicos  de pensar respostas para complexas equações políticas.

Faz tempo que não o via, mas, era uma cabra  que eu gostava, por demais, e por quem tenho imensa gratidão.

Siga em paz, companheiro!.

Que toda espiritualidade o receba com festa

 

A pequena Helena tem dois pais: Daniel e Francisco. Uma relação do amor que é para celebrar todos os dias.

  • 09/08/2020 12:40
  • Raízes da África

 

Conheci Daniel, aos 11 anos, em uma atividade na escola onde estudava. Um menino dócil, um tanto introspecto, mas, com um  olhar carregado de confiança boa no mundo

Durante 4 anos ,Daniel,  foi um  dedicado companheiro de aventuras e aprendiz determinado, redescobrindo histórias cheias de profundezas na militância juvenil, no Instituto Raízes de Áfricas. Chegou ao 11 saiu aos 16 anos.

Conta que a participação no Instituto Raízes de Áfricas foi um grande "estágio"  de aprendizado, impulsionou em muitas decisões para vida toda.

Quando Daniel decidiu sair da  zona de conforto incorporou  a atmosfera das possibilidades e da coragem de ser quem é, sem rótulos .

Foi uma construção de anos, embaralhada por  burburinhos inquietos, severas e massacrantes  imposições   sociais, mas,percebeu que a felicidade não iria dar as caras se não criasse oportunidades e, seguiu   garimpando  caminhos .

O menino de 11 anos, que carregava confiança no olhar, hoje é um  homem movido por  certezas n'alma.  

Se faz um promissor futuro jornalista, um empreendedor , companheiro do  Franscisco e pai da pequena  Helena.

É um homem feliz , com uma família feliz.  

E, a partir de famílias como a do Daniel e Francisco, o mundo tem nos convidado a repensar nossa relação com  os unversos díspares da afetividade ,entre pessoas, e suas multiplicidades de sentidos.

A pequena Helena tem dois pais: Daniel e Francisco. Uma relação  do amor que é para celebrar todos os dias.

Todos os dias!

 

A essência do meu pai - em mim- é atemporal

  • 09/08/2020 00:04
  • Raízes da África

Seu Antonio Pedro, meu pai foi um  desses cabra valente,bruto,  ousado que decidiu tomar a redeas da própria  vida, reescrevendo  a história. Fugiu, ainda jovem, da opressão do corte de cana, em Matriz de Camaragibe e ocupou os espaços na capital, Maceió,AL.

Fez-se mestre funileiro.  

Do meu pai herdei essa concepção de que a essência do trabalho nos faz melhores.

E sua  essência - em mim- é atemporal

Seu Antonio me levava, ainda criança, para fazer feira no Mercado  da Produção, no bairro da Levada, em Maceió,AL. Ir à feira com ele era o melhor da festa. E ainda hoje sigo a  trilho. O  abandonado Mercado é lugar de  lembranças e afetos.

O cabra de Matriz de Camaragige era analfabeto funcional, mas, tinha letramento da vida.

Nisso foi mestre!

E foi com ele que descobri o prazer das letras. Da luta. Do não desistir.

A lembrança do meu pai é alimentada pelos caminhos que hoje traço.

Sei que teria orgulho.

Os 78 anos de Caetano e suas posições reacionárias [email protected], anti-cotas.

  • 08/08/2020 10:17
  • Raízes da África

 

Ras Adauto escreve,lá da Alemanha.

 

"Ontem Caetano Veloso completou 78 anos e nao vi a live, que muita gente está falando. Se fosse tempos atrás, eu não iria perder essa.

Caetano foi um dos artistas que mais me influenciaram, desde o momento em que tomei ciência dele, ainda jovem suburbano de Padre Miguel. Ele e Gilberto Gil tinham um panteoen dentro de mim e Caetano era o que eu mais gostava, li tudo o que ele escrevia, as entrevistas que rolavam, comprei os livros, estava na estréia do lancamento do filme "Cinema Falado", ouvia todas as músicas. Caetano era uma influência direta e genuína..

Aí houve o baque, quando Caetano, o tal mulato nato democrático do litoral", juntou-se a horda [email protected] e assinou o famigerado manifesto anti-cotas e comecou a defender posições reacionárias contra nós, inclusive defendendo o livro "Não somos racistas", do Ali Kamel. Aquilo foi foda, mas a gota d'água foi quando Caetano respondeu agressivamente e petulante o questionamento do cineasta Joelzito Araújo sobre o porque ele tinha assinado o manifesto reacionário contra as cotas de [email protected] para a universidade.

Depois disso, acompanho o "caretano", mas não como o cara, não me entusiasma mais e nem faço questão de acompanhar como fazia, entusiasticamente, enquanto jovem. É um dos maiores artistas brasileiro, isso eu sei, mas agora é "egal" (tanto faz), como se diz em alemão. Não é mais a minha bandeira colorida, e foi muito bom que Gilberto Gil nao caiu nesse erro que Caetano caiu, de negar aos [email protected] sua entrada nas universidades , assinar um manifesto nefasto como aquele. tem coisa para mim que nao tem desculpas e essa nao tem retorno pra mim.

Parabéns, Caetano Veloso!!!!"

Fonte: negra panther

 

Precisamos substantivar a discussão sobre saúde mental, pós-pandemia.

  • 07/08/2020 20:20
  • Raízes da África

O isolamento social  é uma das normas do protocolo de saúde para prevenir  o avanço da doença e proteger , a população dos efeitos  do coronavírus.  

Porém, desde o início da pandemia e o consequente ,isolamento social, as redes sociais foram invadidas com solicitações de busca por  pessoas desaparecidas. O número de pessoas que sumiram do "confinamento" aumentou, consideravelmente.  

É um número "alarmante"- diz um especialista..

Quais são os motivos  desses sumiços?  Tem como vincular o aumento dos casos, como  decorrentes  do processo pandêmico do coronavírus no Brasil?

Como o isolamento social, as incertezas cotidianas, como gatilho,  afetaram  a saúde mental da população confinada?

Como o estado tratará dos efeitos da pandemia  na saúde mental da população?

Precisamos substantivar a discussão  sobre saúde mental, pós pandemia.

 

Ela tinha 6 anos, foi estuprada e o corpo colocado em um saco de lixo. O fenômeno do estupro, no Brasil, é estrutural-diz a pesquisadora.

  • 06/08/2020 16:01
  • Raízes da África

Ela só tinha 6 anos, igualzinho as meninas, filhas, irmãs, netas que temos em nossos afetos e para elas planejamos um futuro cheio de luz.

Ela era uma menina e foi violada e  morta.

Segundo  o 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a violência sexual contra  meninas de até 13 anos, bateu recorde  foram ( 53,8%),em torno de  66 mil vítimas de estupros.

Ela só tinha 6 anos e  sempre será lembrada como criança, pois,  seu futuro foi brutalmente interrompido, por um adulto pernicioso.

Quatro meninas, de até 13 anos,  são estupradas por hora no país. Ocorrem em média 180 estupros por dia no Brasil.

Ela  foi estuprada, por um conhecido  da família, e seu corpo foi encontrado sangrando em um saco de lixo, jogado em um telhado.

Para a  pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Cristina Neme, "o perfil do agressor é de uma pessoa muito próxima da vítima, muitas vezes seu familiar. Tem algo estrutural nesse fenômeno."

Tem crescido, de forma alarmante o estupro de meninas, no Brasil.  

De cada dez estupros, oito ocorrem contra meninas e mulheres e dois contra meninos e homens.

A maioria das meninas estupradas é  preta.

Ela só tinha 6 anos e morava no sertão alagoano.

Fonte: http://crianca.mppr.mp.br/2020/03/233/ESTATISTICAS-Estupro-bate-recorde-e-maioria-das-vitimas-sao-meninas-de-ate-13-anos.html

 

 

Arísia Barros,eu preciso de um amigo do meu tamanho, para brincar comigo- diz o menino de 4 anos.

  • 05/08/2020 09:35
  • Raízes da África

Filho único, ele tem 4 anos e uma  perspicácia maravilhosa  e  como, muitas e tantas  crianças carrega o estranhamento pelo vírus que congestionou realidades.  

O  isolamento social que distanciou pessoas e o arrancou, abruptamente, da escola causa comichão na alma do menino,e ele conta:- Arísia Barros, eu preciso de um amigo, do meu tamanho para brincar comigo. Estou muito sozinho. Preciso de um amigo para brincar, conversar. Tenho saudades do Rafael. O Rafael é meu melhor amigo da escola e ele gostava de brincar comigo.

O desabafo melancólico do menino, que fala em saudades,  faz com que  os adultos da sala, silenciem, um tanto [email protected] e torcendo para que venham os tempos benignos.

Para que as crianças, como o menino, possam encontrar [email protected] de brincadeiras da infância..

Dêdei!

 

Exemplificando o racismo estrutural:[email protected] de Alagoas vivem nos EUA e os [email protected] em El Salvador.

  • 04/08/2020 13:28
  • Raízes da África

Um dia Alagoas já teve um quilombo de luta.

Segundo o Atlas da Violência o risco de um jovem negro ser vítima de homicídio no Brasil é 2,7 vezes maior que o de um jovem branco. É como se negros e não negros vivessem em países distintos em relação à violência letal. Tomemos como exemplo o caso de Alagoas: “o estado teve a terceira maior taxa de homicídios de negros (69,7%) e a menor taxa de homicídios de não negros do Brasil (4,1%). Em uma aproximação possível, é como se os não negros alagoanos vivessem nos Estados Unidos, que em 2016 registrou uma taxa de 5,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, e os negros alagoanos vivessem em El Salvador, cuja taxa de homicídios alcançou 60,1 por 100 mil habitantes em 2017.Não podemos desconsiderar também que a taxa de homicídios de mulheres negras foi 71% superior à de mulheres não negras." Todos esses dados assustadores estão presentes no Atlas da Violência:

Fonte:  https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/enem/2018/06/19/noticia-especial-enem,966796/por-que-debater-o-racismo-e-necessario.shtml

E se a mulher que desacatou policiais fosse uma preta? Seria ,brutalmente contida,jogada ao chão,com pé no pescoço?

  • 03/08/2020 12:40
  • Raízes da África

Em vídeo uma mulher , visivelmente, embriagada desacatou , com termos chulos, policiais que faziam ronda na orla de Ponta Verde, em Maceió.

O fato aconteceu no domingo de flexibilização. A mulher  acusava um garçom de  um conceituado bar da orla, de  ter-lhe roubado a bolsa. E a bolsa estava em cima da mesa.

Muito exaltada a mulher deu show de descatos  e autoritarismo, até   se aproximou do rosto de um policial, ( em época de pandemia não usava máscaras), com dedo em riste ,e o policial  não esboçou reação.

Nenhuma reação. E se fosse uma mulher “socialmente”preta?

Seria uma preta bêbada, brutalmente, contida,  jogada ao chão com pé no pescoço?

E se fosse uma mulher preta de rua, policiais teriam a mesma paciência que tiveram com a mulher que os desacatou?

A reação da patrulha só acontece quando a mulher chama um dos policiais de filho de uma p*

E o garçom não prestará queixa por presunção  de roubo?

E se fosse uma preta?

Detalhe: em tempos de pandemia , só um policial da Ronda usava máscaras, o outro estava com a máscara no queixo e os PMs não usavam.  

E daí?  

 

[email protected] rejeitam a mãe idosa e a tratam como ou uma "bomba de dinamite" .

  • 02/08/2020 17:31
  • Raízes da África

Rosilda Alves Pereira tem 86 anos , não anda , não fala e tem mal de Alzheimer.

Rosilda criou, durante a vida inteira,  11 [email protected] e 9 [email protected] e agora no finalzinho da vida a mulher é rejeitada pelas pessoas, por quem deu a vida.

Só a 11ª   filha, a Cida cuida da mãe e diz que a casa que Rosilda tinha foi invadida pelas netas.

Uma das filhas diz que, por conta da doença só fica com a mãe se o juiz determinar   e a compara  com uma "bomba de dinamite" .  

Cida pede ajuda para cuidar da mãe.

O fato aconteceu em maio, mas, o  caso de Rosilda é muito recorrente nos dias de hoje.

[email protected] que tratam a mãe idosa,  como um patrimônio material  a ser explorado, ou um grande  estorvo.

Que tristeza!

Ouçam o áudio na matéria abaixo

Fonte: https://portalcm7.com/noticias/cidades/apos-criar-10-filhos-e-9-netos-mae-e-rejeitada-e-abandonada-aos-86-anos?fbclid=IwAR0u__cvpKQj4oqHx9LLgqgo2NNaQGjMvjOSgOJkF1YL8afmMfQ5EwLhUi8

O preto Jesus sonhava em ser policial e foi assassinado, de joelhos, pela PM.

  • 02/08/2020 11:48
  • Raízes da África

O baiano, Vitor Santos Ferreira Jesus tinha 25 anos, era  motorista  e empacotador em um supermercado e faz pouquinho, com muito esforço  tinha comprado seu primeiro carro.

Jesus era filho único.

Nunca teve antecedentes criminais, mas, era preto.

Faz tempo, que Jesus  pelejava,nos estudos,  para chegar ao topo do sonho: servir a PM e defender a sociedade.

Jesus sonhava em ser policial e foi assassinado pela PM.

O preto Jesus.

A mãe dele está inconsolável.

O preto Jesus.

Assassinado de joelhos, no  domingo (26/07), no bairro de Campinas de Pirajá, em Salvador.

Pela PM.

Vidas Pretas Importam para quem?

Fonte: https://informebaiano.com.br/172025/policia/colocado-de-joelho-e-morto-pela-9a-cipm-exibia-no-whatsapp-sonho-de-entrar-na-pm-veja

 

 

 

Agosto chegou.Pode entrar, meu Velho,a casa é toda sua!

  • 01/08/2020 22:29
  • Raízes da África

Não lembro de tê-lo conhecido na infância, mas, na adolescência sempre me perguntei porque  aquele "índio" me aparecia e desaparecia feito "assombração". Sim, eu tinha medo. Muito!

Demorou um tempo  de folhinha para sabê-lo e   perder o medo, mas,o Velho, nunca desistiu. Sempre esteve por aqui, sendo raiz, palhas de abrigo, trazendo a  energia do universo . Nas últimas seis décadas  foi presença marcante, arrodeando as esquinas da minha vida. Silencioso e protetor. Puxou-me  das profundezas de muitos precipícios de vida. Abraçou-me quando a solidão do mundo tentou, tantas vezes, me engolir inteira.  Alertou sobre máscaras alheias, mas, não impediu d'eu tentar descerrá-las. Deu-me o livre árbitrio para caminhada, mas,  se fez colo ,quando a alma se abria em alegrias explosivas ou dores dilacerantes.

Quando O descobri,verdadeiramente,( mesmo não sendo "feita" ), tornou-se minha referência, meu grande amor, a força que opera curas,  rituais profundos de mudanças.

É meu mestre, um tesouro invisível. Dono da minha cabeça. Meu guia. O Babá que amo tanto,muito mesmo.

Agosto é o mês de Obaluaê,  

Peço-te proteção,meu Velho. Meu Babá.

Atotô, Ajubero, Atotô, Obaluaê!

 

No dia 31 de Julho, Dia Mundial da Mulher Afrikana, um dos top trends da semana é a Doutora Stella Immanuel.

  • 31/07/2020 14:23
  • Raízes da África

Renato Gama, escreve:

"Stella é uma médica preta, do Continente, mais especificamente de Camarões. E tem ganhado publicidade mundial, oportunizada pelo supremacismo brã,  devido seu posicionamento em favor do uso da Hidroxicloroquina para cura da Covid-19, conjugada com outras substâncias. Segundo a doutora, mais de 350 pacientes foram curados por ela, com zero perdas.

Doutora Stella ou Doutora Immanuel está ancorada num contexto de uma pessoa preta infelizmente altamente colonizada, e que ganha tamanha visibilidade por nenhum outro motivo, que não esse.

Através da colonização mental, Dra Stella se torna o clássico bode espiatório dos supremacistas.

Os supremacistas brancos nunca deram a menor visibilidade pra qualquer médico preto ou preta. Você não acha MUITO estranho que estejam dando tamanha visibilidade, espaço e "liberdade" justamente pra ela?

Durante toda sua vida até aqui, quando foi que você viu um (a) médico (a) afrikano (a) ter espaço pra falar o que bem entende sobre suas convicções de tratamento, cura e espiritualidade?

Dra Stella é cristã.  E, a partir desse lugar, culpa bruxas e demônios pelo surgimento das doenças. Não preciso esmiuçar o cristianismo, né?

Você ainda se lembra que há mais de 2 meses a Ilha de Masagascar,  País que compõe o mesmo Continente Afrikano de onde a Dra em questão é originária, foi desprezada por apresentar uma bebida natural, à base de Artemísia, para a prevenção e tratamento da Covid-19?

Por que você acha que a Dra Stella, camaronesa que defende o tratamento da hidroxicloroquina é catapultada, enquanto Madagascar com seu tratamento natural é soterrada?

De novo, e outra vez: Se tá bom pros brancos, tá ruim pra nós!  

Na imagem, a clássica analogia com o filme "Corra". Que, se bobear, você acha normal e nada constrangedor ainda não ter assistido

Talvez a presente analogia entre Dra Immanuel & Corra seja a mais didática possível pra provar que, ao fim e ao cabo, não há a menor diferença entre os brã de direita ou de esquerda que nos colocam no centro do palco. Ambos agem como os caçadores que colocam a isca ou a caça em campo aberto pro abate. Ou diretamente no prato, para serem devoradas no próximo banquete.

Fazer juízo de valor entre direita e esquerda é brigar pra reivindicar o lugar de isca. Ou o lugar de caça. Em ambos, você perde. Em ambos, nosso povo africano agoniza e procrastina uma atuação autônoma."

Fonte: Renato Gama.

Não,não estamos tão bem assim...

  • 30/07/2020 17:03
  • Raízes da África

Tem feito tempos muito  estranhos. A sensação de impotência,a incerteza dos passos que marcham, em círculos  pelos caminhos silenciosos da casa vislumbram o opacidade de  futuros . O som do silêncio nos permite ouvir as vozes abafadas emudecidas, pela corrida  cotidiana. Às vezes, ou muitas vezes, protelamos o auto encontro. Quem sabe amanhã...

E em dias assim, um tanto estranhos, ligo para algumas pessoas para saber delas e partilhar a escuta destes caminhos. A moça me diz que a pandemia criou buracos fundos em sua alma e ela começou a se perguntar de si mesma.  

-Ficar em casa com a mesma pessoa, tanto tempo, é sufocante- afirma, em um diálogo com outras linguagens.  

E, construir relações cúmplices  é  um trabalho permanente, e exige que cada pessoa tenha espaços para respirações aprofundadas  e o isolamento juntou/aprisionou  pulmões e ar.

Fala de caminhos profissionais , dos mundos que se apequenam e a voz se entristece.

Eu a ouço falar e digo-lhe que a pandemia nos tirou da zona do conforto, escavou túneis,  expôs a intimidade de alma e caráter de [email protected] e [email protected], e é preciso respeitar os tempos das coisas para desmantelar as dores.

Desacelerar e conectar  são interpretações , pandemicamente, metafóricas do estar consigo [email protected]

Promover um olhar mais inteligente sobre o tempo, celebrando o que há de melhor: a empatia, proximidade, pessoas e que tenhamos a coragem de descerrar as plaquinhas dos rótulos de auto-suficiência, das redes sociais.

Foi uma longa conversa que tive com a moça e acredito que energizamos nossa alma,numa repetição de afetos.

E há muitas outras gentes em sofrimento, adoecimento de alma e ,também, precisando de longas conversas..

Não, não estamos tão bem assim

"Seria lindo se uma empresa colocasse uma criança trans, como eu, numa campanha"- diz Maria Joaquina, de 11 anos.

  • 29/07/2020 17:01
  • Raízes da África

Maria Joaquina Cavalcanti Reikdall, de 11 anos,é uma menina trans que foi adotada por seus pais, Cleber Reikdal, 39 anos e Gustavo Cavalcanti, 37 anos, empresários e professores de patinação em Curitiba  que adotaram Maria  e mais dois irmãos, na época Maria com com oito, Carlos com quatro e  Talia com seis anos de idade.

Abandonados pela família biológica as crianças   viviam em um abrigo e a partir  da adoção legal e na convivência diária , os pais adotivos, perceberam  que Maria Joaquina era uma criança transgênero . “Olhando ela com a roupa de menina, a gente não conseguia entender inicialmente, porque nós pensávamos: somos gays e não usamos roupa de mulher, por que (na época) ele, o nosso filho, tem que usar roupa de mulher? Ele pode ser gay, mas aí que fomos tentar entender”, diz Cleber.

O inicio não foi fácil- dizem os pais, mas, como o amor acolhe Maria é uma criança muito amada, desenvolta, feliz e faz acompanhamento com endocrinologista no Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual (AMTIGOS),no Hospital das Clínicas de São Paulo. O ambulatório, coordenado pelo psiquiatra Alexandre Saadeh, é o primeiro e único no país a atender crianças e adolescentes com questões de gênero.

E, Maria Joaquina, a patinadora vivendo toda sua essência feminina  e de bem com a vida, sendo assertiva sobre  a paternidade do Thammy Miranda, em comercial da Natura, propõe : "Seria lindo se uma empresa colocasse uma criança trans, como eu, num campanha".

Boa, Maria!  

Fonte: https://jornalcomunicacaoufpr.com.br/ela-se-reconhece-como-uma-menina-trans-e-pede-para-a-gente-chamar-ela-de-filha/

Fotos: Internet

 

 

Sou morador de 'calçadas', porque se morar na rua,morro atropelado- diz o carioca Isac.

  • 29/07/2020 13:21
  • Raízes da África

O Isac se diz morador de calçadas, do centro do Rio de Janeiro:-"Sou morador de calçadas, porque se morar na rua, morro atropelado" - afirma ele gracejante.

Sou meio doido comenta Isac, a Giovanni Harvey, fundador da Incubadora Afro-Brasileira.

Mas, na verdade-verdadeira,a doidice de  Isac é puro perfeccionismo. Ele fabrica, artesanalmente, e com materiais recicláveis, pás.

As pás são feitas com latas de 18 litros, de óleo de soja, cortadas ao meio. Para fixação usa parafusos e não pregos.

E para evitar riscos a  [email protected], Isac faz um acabamento especialíssimo, nas bordas da lata.

 Depois que comprou uma pá, Giovanni Harvey analisa: "Resumo da ópera, o cara é um empreendedor, pesquisou para desenvolver o produto e atende melhor do que muito vendedor de loja chique."

Geovanni perguntou a Isac  se tinha um ponto fixo.

Se tiver um ponto fixo, eu danço-  explicou o homem.

Finda a compra e a boa conversa,  seguimos o caminho.

Salve, Isac!

Texto escrito em 2017, como estará o Isac em 2020?

Caminhada Nacional de 1 Milhão de [email protected] nas Ruas motiva criação de Comitê, em Alagoas.

  • 28/07/2020 23:12
  • Raízes da África

A convite  do babalorixá Pejigan Irivan de Assis,  coordenador do Fórum Sergipano das Religiões de Matriz Africana,  o Instituto Raízes de Áfricas será o responsável, em Alagoas pela articulação das tratativas para organização da Caminhada Nacional de 1 Milhão de [email protected] nas Ruas , que acontece dia 21 de março de 2021, em Brasília.

A Caminhada Nacional  é um movimento de  ação direta nas ruas, que visa a mobilização de vertentes sociais e politicas, em todos os Estados da Federação visando  substantivar a pauta de promoção das políticas públicas para igualdade racial  e a luta antirracista.  

Segundo, Irivan de Assis: "A criação dos comitês nos estados tem o objetivo de  promover e construir coletivamente a Caminhada de [email protected] nas Ruas e com isso possibilitar o crescimento e o aprendizado político [email protected] componentes."

"A criação do comitê , em Alagoas  traz o desafio  estratégico de  reunir  representações negras e antirracistas, que possam contribuir com os aprendizados no  dividir ideias, responsabilidades e ações'- afirma a coordenadora do Instituto Raizes de Áfricas.

Dez estados  que já possuem comitê estadual: Sergipe,São Paulo,Goiás,Espírito Santo,Brasília - Distrito Federal,Amapá,Pará,Tocantins,Acre.

 

A propaganda da Natura,que apresenta Thammy Miranda como pai, quebra esteriótipos, ou precisamos discutir sobre masculinidade tóxica.

  • 28/07/2020 16:52
  • Raízes da África

O Brasil  é um país, estruturalmente patriarcal, e cultua uma masculinidade sistêmica, estabelecendo um comportamento padrão  ( feito pressão) do que é ser homem.

 "Homem que é homem tem que ser "o dono', exercitar a masculinidade se impondo sobre mulheres,explorar  seus corpos e vidas, lugar de demarcação social do poder androcêntrico.

O feminicidio é fruto deste padrão comportamental .

No país do patriarcado enraizado,  homem-que-é-homem tem quer ser  forte, viril, reprodutor,provedor e poderoso, ou o  macho durão/rígido  e que  não tem permissão de demonstrações de  emoção/sensibilidade ( coisa de "mulherzinhas", ou gays).

O Brasil patriarcal, em seu culto fálico é um país que alimenta ódio , aversão às mulheres e gays e a  celebração de uma masculinidade exclusiva, é na verdade a ideologia de um regime político.

A masculinidade internalizada, naturalizada e institucionalizada pelo patriarcado  , está intrinsecamente relacionado à misoginia, à transfobia e à homofobia.

Thammy Miranda, um homem transgênero que foi identificado como mulher ao nascer e, ao longo da vida, passou a se reconhecer como homem é uma grande afronta ao patriarcado estrutural. É uma ruptura  violenta,visceral,  com os padrões,socialmente, estabelecidos.

A propaganda comercial comemorativa da Natura do dia dos pais, tendo Thammy Miranda, um homem trans,como protagonista quebra  esteriótipos.

Precisamos discutir sobre patriarcardo estrutural e  masculinidade tóxica.