Raízes da África

Já se agendou para IX edição do Festival Alagoano das Palavras Pretas? É na sexta-feira. E a gente espera você!

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Sexta-feira,24/05, a partir das 19 horas, no Aracajé vai ter poesia. Muita poesia autoral  feita por jovens talentos@s, pret@s artistas das periferias de Maceió. Gente que faz da escrita a arte da resistência.
Jovens literat@s mostrando sua arte.
 Literatura negra.
Teremos cantador@s  de vários quilates, soltando a voz ao som do violão.Teremos batalha de poesias.
As poesias impressas estarão espalhadas pelos quatro cantos do Aracajé, caso você queira ocupar o palco aberto e soltar a voz.
Será uma noite boa para ler poesia ao som de primorosas melodias  e conhecer jovens talentos, pratas-pretas das Alagoas de Palmares, e o melhor  você carrega a alma de leveza. 
Tem muita gente precisando relaxar a alma.
A realização da nona edição do Festival é uma iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio do governo do estado, através da SECULT,SEMUDH,SECOM e do Aracajé.
E por falar nisso, o  Aracajé é um restaurante bem simpático e aconchegante, com um acarajé de deixar água na boca. Fica na rua Paulo Falcão, no bairro da Jatiúca. É uma rua por trás da Avenida Amélia Rosa.
A gente faz o convite  torcendo por sua presença.
Afinal, não é todo dia que as palavras criam cores, né, não?
Apareça!

"Vamos ver se o Presidente da Fundação Cultural Palmares consegue alavancar a Serra da Barriga, de forma coletiva"- diz o empreendedor Adeilton Lima

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Com a palavra Adeilton Lima, graduado pela UFAL, MBA pela FGV, sócio diretor na empresa Balneário Mirante das Águas, em União dos Palmares:


'Acho engraçado como ainda tem gente que defende algo que não existe. Grupo gestor da serra não avança! Afirmo com propriedade. Onde estão os artefatos retirados da Serra? Qual destino? Duas escavações já foram feitas nos ultimos 12 anos. Kd o plano de ação pra estimular o turismo cultural da região e de União dos Palmares? Quais as entidades e suas respectivas ações e seus prazos? Quais investimentos financeiros e econômicos desse grupo pra tornar a Serra um equipamento religioso sustentável? As fontes de financiamento do governo federal aos poucos vão se esgotando...e aí? Quem vai pagar a conta? Existe um sentimento de pertencimento da comumidade (sociedade, entidades, associacoes, governo ee grupos religiosos?). Ou as açoes desse grupo só repele os citados acima? São muitas as perguntas sem respostas. Pouco querendo ser donos que na verdadd só atrasa o equipamento Serra. E o título de Patrimônio do Mercosul?? Algum avanço para explorar essa joia dd titulo? Sim explorar de forma que respeite a história e ele a valoração da Serra. Esses alguns itens de varios outros questinamemtis que temos inclusive por escrito. Lamentável! Vamos ver se o novo Presidente consegue alavancar essa serra em.conjunto com todos."


Fonte:https://www.facebook.com/adeilto.lima.9


 

-Ô, mulher por que você está aqui?- perguntei pra jovem de 19 anos, presa no Santa Luzia.

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É terça-feira dia de atividade do Instituto Raízes de Áfricas, no presídio feminino Santa Luzia, em Maceió,AL.
 As reeducandas estão sentadas ao chão participando das conversas em grupo, na Conferência Livre de Saúde sob o tema:"Democracia-Saúde &Ubuntu-Movimentando  ideias pelo Respeito à Saúde na Prisão".

Ao passar por um dos grupos a menina me chama, com uma alegria incontida. Vou até ela, mas não reconheço a feição e ela se apresenta :- Sou fulana. Eu estava na Unidade de Internação Feminina,quando a senhora  fazia encontros lá, lembra?
Sim, lembrei dela e me bateu uma tristeza do tamanho do mundo.
-Ô, mulher por que você está aqui?- fiz a pergunta à menina de 19 anos, presa no Santa Luzia.
-  Foi um bocado de coisas, professora e desviou-se  do assunto.
Perguntei-lhe da idade. 19 anos afirmou  ela e continua: passei 1 ano e 6 meses na rua, em liberdade, depois que saí da UIF , caí aqui. Me conta isso como se  fosse um fato  simples da vida comum.
É ainda uma menina.
Uma menina  preta,muito linda, moradora de territórios precarizados pela pobreza, mas com uma mãe que abarca o mundo para salvar sua princesa das drogas,mas, o "mundão" é perverso.
Antes de me direcionar  na orientação de outro grupo,acarinho-lhe o rosto e peço  que tome juízo, a mas, a imagem da menina grudou em minhas emoções.
Ter encontrado essa moça,aos 19 anos, entre as 4 paredes de um presídio, me  tirou do eixo  e  consolidou a certeza de que estamos abandonado nossos jovens à própria sorte.
À própria sorte!

 

Presidente da Palmares recepciona lideranças negras no escritório da instituição,em Alagoas.

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Como parte da agenda de trabalho em Alagoas, o advogado Vanderlei Lourenço,presidente da Fundação Cultural Palmares recebeu na manhã da terça-feira, 21/03, no escritório  da Fundação Cultural Palmares, em Alagoas, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros e o sociólogo e escritor, Carlos Martins.
Na abertura da conversa, Arísia Barros falou sobre o IX Festival Alagoano das Palavras Pretas, que acontece dia 24 de maio  visando a valorização da literatura negra e de jovens literat@s pret@s e periféricos, e apresentou,ainda  os novos projetos do Instituto Raízesde Áfricas, visibilizando a juventude negra.
Vanderlei parabenizou a ação e ampliando a conversa,com a participação do  sociólogo Carlos Martins falou que tem como meta de gestão as ações de empreendedorismo. Ações que criem oportunidades para a  ocupação afirmativa dos muitos   espaços, pela juventude negra. Ações que potencializem a vocação das comunidades quilombolas visando a autossuficiência, criando  meios estratégicos para a auto sustentabilidade-completou.
O sociólogo,Carlos Martins fez pontuações analíticas  sobre as  muitas sequelas provocadas pelo racismo e ratificando os posicionamentos de Vanderlei falou sobre  sua experiência no governo do estado de Alagoas, tendo como  objeto o microcrédito.

Encerrando o  encontro que serviu para reafirmar parcerias entre a Palmares e lideranças do estado, Vanderlei Lourenço,o presidente da FCP reafirmou sua postura de " que é imprescíndivel escutar  as muitas e diferentes visões das diversas,múltiplas entidades do movimento negro da terra de Palmares, buscando assim agregar valor à causa que é comum: o combate ao racismo."
 

Mulheres aprisionadas do Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL, são protagonistas da Conferência Livre de Saúde.

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A Conferência Livre de Saúde sob o tema:"Democracia-Saúde &Ubuntu-Movimentando ideias pelo Respeito à Saúde na Prisão", no Presídio Santa Luzia em Maceió,AL  juntou umas gentes bem participativas.
Idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, e com o apoio  agregador de Marcos Sérgio, gestor da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social ,a conferência marca um fato inédito   foi organizada  em um prazo recorde de  3 dias , e  com um final de semana no meio. A vontade de fazer  desburocratizou  todo processo , porque  contou com a habilidade e o compromisso  da  equipe de Marcos  Sérgio  que  fez acontecer.
E aconteceu.
A conferência foi um palco  espaço privilegiado  de fala e escuta . As reeducandas protagonizaram a discussão, rascunharam em papel  40 quilos,  sobre ações de saúde necessárias para mulheres  no sistema penitenciário.
Com um público de 75 pessoas  foi uma ação  coletiva, aquela coisa de "ninguém solta a mão de ninguém". A SESAU  estava lá levando conhecimento,  o Projeto de extensão comunitário do CESMAC  deu grande contributo na orientação  dos grupos de trabalho e o Conselho Estadual de Saúde legitimou a ação.
Veraleide Nazaré , da AABB Comunidade levou  dinâmica, ludicidade, afetos e lágrimas que  lavaram olhos e alma de mulheres aprisionadas.
E, com a intervenção de Veraleide as reeducandas , bem mais do que palavras bordaram  voos de liberdade.
"Precisamos de mais ações como essas para  a gente não ficar pensando besteira, ou não se sentir tão triste"- disse uma reenducanda.
Foi uma roda de conversa, que   desvelou vivências e reafirmou  o diálogo com  a escolha de 4 reeducandas para representarem, como delegadas-suplentes,  o presídio Santa Luzia na Conferencia  Estadual de Saúde . 
Essa foi a melhor conferência livre que participei- disse o conselheiro Cícero Vieira  do Conselho Estadual de Educação.
O Instituto Raízes de Áfricas tem a certeza de missão cumprida!
 

Vanderlei Lourenço, presidente da Palmares, cumpre agenda institucional,em Alagoas.

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O presidente da Fundação Cultural Palmares, o advogado Vanderlei Lourenço está em Alagoas cumprindo agenda institucional.
Vanderlei afirma que  o objetivo da visita  é fazer  reconhecimento de algumas pautas, como também estabelecer o diálogo com instituições e movimentos sociais na busca de realizar uma gestão participativa e assertiva.
Na segunda  a tarde o presidente  reuniu-se com  a secretaria de Turismo e  Municipal de Esporte e Cultura de União do Palmares, logo depois fez uma visita  técnica à  Serra da Barriga.
Na continuidade da agenda , em Maceió, Vanderelei  terá conversas com secretarias de estado ,como a SECULT e SEMUDH.
 

Abrace a sua mãe. A vida é muito curta para sentir saudade de quem está ao nosso lado

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Rebeca Bedone, escreve:
“O câncer tira a importância do que não é importante”, ouvi do filho de uma paciente que morreu recentemente. Até seis meses atrás, ela esbanjava uma saúde de ferro. Era ativa, e tinha um bom humor que cativava a todos, desde o porteiro do prédio até o cachorrinho da família.
“Minha mãe nunca esmorecia.” Durante a nossa conversa, vi nos olhos daquele moço de trinta e poucos anos o que era uma mistura de carinho, pesar e saudade. Ele me contou fatos da sua infância, como o dia em que a mãe dormiu ao seu lado fazendo-lhe cafuné porque ele tinha medo de chuva com trovões e relâmpagos. Deu risada da bronca que levou, na adolescência, quando ela encontrou um cigarro no bolso da calça dele. E encheu-se de emoção ao recordar a felicidade que ela sentiu ao levá-lo até o altar quando ele se casou.
“Eu andava sem tempo para ela.” Casamento, filhos, promoção no trabalho. Viagens a negócios. Contas a pagar. Férias. Metas. Funcionários.
“Tinha certeza de que mamãe morreria velhinha, e não linda e forte aos 60 anos.” Ele, que também é meu paciente, enxugou os olhos e se levantou da cadeira. Me deu um abraço agradecido e foi embora sem perceber o quanto fiquei tocada por aquela conversa.
É… a gente se acostuma. Penso aqui, agora, na minha correria de todo dia. Eu e minha mãe trabalhamos juntas; ela também é médica. Dividimos o mesmo consultório e nossas salas são uma de frente para a outra. Estamos separadas por duas paredes, a poucos metros, e, mesmo assim, tem dias que não nos encontramos, pois, nossos horários de chegada e saída nem sempre são os mesmos.
Outro dia, minhã mãe falou que sente muita falta da minha avó. Vovó morreu há mais de 20 anos, após uma queda boba ao tropeçar na escada; foi dessas mortes que a gente nunca espera e tem dificuldade para superar. Lembrei também do pesar de uma amiga que estava brigada com a mãe quando esta morreu num acidente de carro. Coisas imprevisíveis dessa vida que é um sopro. Nunca estamos preparados para perder nossos pais, não importa a nossa idade.
Voltando ao início desse texto, pego-me pensando: o que é mais importante? Vivemos apressados. Desatentos. A vida está tão louca que queremos o que não temos enquanto nos esquecemos de olhar para tudo aquilo que já conquistamos. Deixamos a existência passar enquanto o que realmente importa está aqui, bem ao nosso lado.
Acredite, pode não haver tempo suficiente para curarmos todas as nossas dores ou realizarmos tudo o que gostaríamos. Pode não haver tempo para dizer a quem você ama o quanto essa pessoa é importante…
É isso. Vou ali na sala ao lado abraçar a minha mãe."

 

Instituto Raízes de Áfricas e SERIS realizam Conferência Livre sobre Saúde, no Presídio Santa Luzia.

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As reeducandas do Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL  participam na segunda-feira, 20 de maio, da 2ª Conferência Livre de Saúde sob o tema:"Democracia-Saúde &Ubuntu-Movimentando ideias pelo Respeito à Saúde na Prisão.
A 2ª Conferência tem como objetivo  ser um espaço privilegiado  de fala e escuta visando assim garantir o protagonismo das reeducandas na discussão sobre suas necessidades e prioridades na Política de Saúde do Sistema Prisional.
Além das demandas  (relatório) serão eleitas duas mulheres( delegada e suplente) para participação na etapa estadual.
Iniciativa do Instituto Raízesde Áfricas e Secretaria de Estado de Ressocialização, conta com o apoio do Conselho Estadual de Saúde.
Marcos Sérgio, gestor da SERIS afirma que:' com a realização da 2ª Conferência de Saúde dentro do presídio, o estado de Alagoas,  assume o compromisso de estabelecer espaços  de respeito e garantia dos direitos à saúde das mulheres encarceradas."
 

No sábado,18/05 tem Conferência Livre de Saúde para os movimentos sociais, em Alagoas.Participe!

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O sábado, 18 de maio, é dia dos movimentos sociais,em Alagoas, ocuparem espaços na discussão sobre  Política da Saúde. É dia da Conferência Livre Democracia e Saúde.
 Quais são as prioridades  em relação a saúde dos movimentos sociais? Quais são as grandes carências e  como buscar soluções? Como criar unidade de luta para defesa do SUS?
Essas e outras motivações farão com que diversas representações dos movimentos socias participem da Conferência Livre de Saúde, que possibilitará a retirada de delegad@s de forma paritária, que participarão da Etapa Estadual.
Esta edição tratará, de forma abrangente, a temática Democracia e Saúde, abordando Saúde como Direito, a Consolidação dos princípios do Sistema único de Saúde (SUS) e Financiamento adequado e suficiente para o SUS. 
A Conferência Livre  acontece das 9 às 14 horas, na ladeira Geraldo Melo, nº38, Farol (antiga Ladeira da Rodoviária)
Participe!!!
 

Meu filho nasceu menino, e aos 3 anos afirmava ser uma menina e nós o apoiamos.

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Quando engravidei e o ultrassom mostrou que teríamos um menino, eu e e meu marido vibramos. Era o filho homem tão esperado, depois de termos uma menina, e finalmente formamos o casal de filhos que tinhamos planejados. Um menino e uma menina lindos e saudáveis.
E  a vida ia seguindo, até percebermos um comportamento diferenciado em nosso menino. Ele desde pequeno pedia para vestir roupas de menina e se comportavava como tal. Pensávamos que como convivia e  tinha duas mulheres  defronte ao espelho diário, eu e a irmã ,fazia tudo por imitação.Achavamos engracadinho, e não demos muita importância.
Entretanto, o  passar do tempo só acentuava o comportamento. Aos 3 anos ele me pediu para colocar um rabo de cavalo e roupas de menina.Decidimos atender as vontades, compramos as roupas e só usava para dormir. Aos poucos liberamos para usar as roupas, socialmente. E a felicidade do meu filho foi tão genuína que sabemos que foi a coisa certa a se fazer.
Sim, sabemos de todos os preconceitos e opressões pelos quais nossa meninoa vai passar todavia, como pais não podíamos manter nosso filho em uma prisão, em nome  da aparência social. E foi assim que descobrimos o que e  identidade de gênero.
Somos uma família e meu filho está feliz. É o que basta-disse a mãe.
 

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