Blog Duda Rodrigues

O respiro dos injustiçados – vidas negras importam

  • 05/05/2021 17:34
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Entre tantos desencontros e decepções vividos nos últimos dias, uma notícia para “amenizar”, Derek Chauvin foi considerado culpado pela morte de George Floyd. Mesmo o juiz não tendo optado pela sentença de homicídio doloso (quando há a intenção de matar), temos ao menos, um sentimento de que a justiça foi feita, em partes.

Recentemente, um outro episódio no Big Brother trouxe a discussão sobre o cabelo afro do participante João. Afinal, Rodolfo fez ou não um comentário racista? Essa pergunta dividiu a população mais que “Capitú traiu Betinho ou não?”. Divagar por esse tema, torna-se cada vez mais preciso, principalmente porquê tenho a sensação de que quanto mais o tema é abordado, mais negligenciado ele é.

Não há como se falar do caso Floyd e de tantos outros casos de racismo, sem relembrar as palavras de Luther King, “Cem anos depois dessa declaração de emancipação, a vida do negro continua tristemente tolhida pelas algemas da segregação e pelas correntes de discriminação. Cem anos depois, o negro ainda vive numa ilha solitária de pobreza em meio a um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o negro ainda definha nas margens da sociedade americana e se percebe exilado em sua própria terra”. Ou seja, de nada adianta o papel nos informar que somos iguais, se não somos tratados da mesma forma.

Na Carta Magna de 88, logo em seus artigos iniciais, é garantido ao cidadão: igualdade, sociedade livre e justa, dignidade... entre tantos outros tópicos que são absolutamente ignorados. Mas, por quê?

Essa é uma pergunta que eu tento responder desde que entendo que o mundo é mundo. Sei que sou jovem mas, a realidade à bate porta cedo, e cada vez mais é possível ver que a sociedade teima em tentar segregar, através da cor. O jeito é seguir buscando não só as respostas para as questões mais enraizadas no ser humanos, mas também, a melhor forma de lidar com as diferenças.

Câmara propõe penas mais firmes nos casos de violência contra crianças e incapazes

  • 17/04/2021 13:37
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João Hélio, Isabela Nardoni, Eloá, Flânio, João Felipe, Bernardo, Arthur Pietro, Henry Borel... São alguns dos nomes já conhecidos por nós, a mídia fez questão de que a gente nunca esquecesse deles, e de fato não devemos. O Brasil está horrorizado – mais uma vez – com a violência contra crianças. O caso do menino Henry Borel, no  Rio de Janeiro, trouxe ao imaginário da população como o ser humano é capaz de cometer atrocidades.

Esquecer não é uma opção, e trazer medidas para que isso não se repita é essencial. Por isso hoje, não estou aqui para tratar das tragédias, e sim de atitudes que nos fazem aplaudir o legislativo.

A Câmara dos Deputados, aprovou essa semana, o Projeto de Lei 4626/20, do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ) que estabelece o aumento de pena e crimes de maus-tratos, abandono de incapazes e violência contra idosos. A proposta visa alterar um artigo do Código Penal, aumentando a pena para cinco anos de reclusão.

O relator, deputado Dr. Frederico de Castro (PATRIOTA-MG), acredita que os crimes contra menores, tenham aumentado drasticamente durante a pandemia, dados comprovados pelo Departamento Científico de Segurança da SBP. Só em agosto de 2020, foram registradas 4.142 mortes e inúmeros pedidos de intervenção judicial.

A crítica que faço diante desses fatos é se só agimos quando há uma massiva midialização (roubando o termo de Frazão Neto), para que existam medidas que combatam crimes como esse. Por esses dias, estava lendo um texto que falava sobre a integridade e o diabo. No texto, eram exploradas as duas palavras, sendo considerado integridade aquilo que não apresenta rupturas, que é o todo, completo. E o diabo, a fragmentação, doença e desequilíbrio. Claramente vivemos numa sociedade mentalmente fragmentada, onde o que nos resta é a condenação. Em meias palavras, geralmente gostamos de punir e não previnir.

Pois bem... se Dostoiévski acredita que: o criminoso, no momento em que pratica o seu crime, é sempre um doente, me apego as palavras cirúrgicas de Cesare Beccaria, “Um dos maiores travões aos delitos não é a crueldade das penas, mas a sua infalibilidade [...] A certeza de um castigo, mesmo moderado, causará sempre impressão mais intensa que o temor de outro mais severo, aliado à esperança de impunidade.”.

Falta de um líder joga Brasil na cova das mazelas

  • 09/04/2021 09:15
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Temo em ser pessimista demais, mas, infelizmente o quadro parece cada vez mais grave, e o retorno ao normal, cada vez mais distante. O mal-estar social só aumenta e a crise parece ter criado raízes profundas e difíceis de serem reparadas. Seguindo os ensinamentos de Churchill, devemos conhecer o nosso inimigo, e ouso a dizer, e repetir: precisamos paulatinamente nos unir e não deixar que a pandemia e a fome façam mais vítimas.

Segundo dados publicados pela Agência Brasil, a taxa de pessoas desempregadas de junho a agosto de passou de 13,6 %. Esse retrato diz muito sobre os caminhos que o nosso país vem trilhando durante mais de um ano de pandemia.

A matéria postada essa semana no site O Globo, mostra que, em 17 anos, o índice de famílias passando fome cresceu, deixando 116,8 milhões de pessoas no status de insegurança alimentar (ou seja, tiveram que diminuir o alimento para terem o que comer no dia seguinte ou chegaram a passar fome). Infelizmente a perspectiva só tende a piorar, a pesquisa foi feita no ano passado, quando a parcela do auxílio emergencial ainda estava sendo pago.

Obviamente, as desigualdades já eram latentes na nossa sociedade, porém, o surto de coronavírus abriu ainda mais as feridas existentes, e o retrato da miséria acabou ficando cada vez mais detalhado: mulheres, solteiras vivendo o pesadelo de ter que deixar de comer para alimentar seus filhos.

Em face deste cenário, temos como ponto principal a taxa de desemprego. Os anos passam, o mercado de trabalho fica cada vez mais desafiador, e menos pessoas são absorvidas, acarretando mais uma onda de desemprego, levando famílias à infeliz insegurança alimentar que comentei acima.

A crise vem trazendo muitas preocupações nos lares e dentro do legislativo. Recentemente, foi discutido na Assembleia Legislativa de Alagoas os efeitos da pandemia no setor produtivo. Parlamentares se dividem entre o aumento da taxa de mortes e desemprego. Na Câmara Federal, um projeto foi aprovado na CCJ, que estabelece normas para facilitar o acesso ao crédito em bancos públicos, com o intuito de abrandar os impactos econômicos causados pela covid-19.

Decidi finalizar com uma reflexão que cabe ao momento, "Quão espesso e desconcertante é o véu do desconhecido." – Winston Churchill

Vereador João Catunda apresenta emenda a Projeto de Lei para a compra de respiradores e leitos

  • 29/03/2021 15:42
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Tomando como base a atual realidade do país, onde pessoas estão perdendo a vida por falta de equipamentos nos hospitais públicos e visando auxiliar o Poder Executivo nesse enfrentamento, foi apresentado na sessão legislativa de hoje (25), na Câmara de Vereadores de Maceió, uma emenda à Lei 5.917/2010, que dispõe sobre a utilização da Verba Indenizatória Parlamentar (VIAP).

“Na última semana fiz um pronunciamento no plenário da câmara abordando o momento tão delicado, complexo e aterrorizador que nossa cidade, nosso país e o mundo como um todo está vivenciando. Precisamos nos unir, o momento não é de polarização, radicalização ou de escolher lados. Somente um lado pode ser escolhido nesse momento, o lado da vida. Falei também que nesse momento, nosso trabalho enquanto políticos não é apenas legislar. Nesse momento, nosso trabalho é salvar vidas. Nosso trabalho é lutar pelos milhões de brasileiros que estão sofrendo com a falta do básico. Nos falta esperança, nos falta dignidade, nos  falta inclusive o ar que respiramos.”, disse Catunda no vídeo postado em suas redes socais.

Catunda, propôs para seja adicionado ao art. 2º, parágrafo 3º, a disponibilização dessa verba, em momentos de Calamidade Pública ou Pandemia, para compra de respiradores, leitos em UTI’s, equipamentos de proteção individual, ou qualquer outro bem necessário para ajudar no combate ao COVID-19, “Faz-se necessário ressaltar a discricionariedade do parlamentar para que possa utilizar sua verba indenizatória em momentos de pandemia e calamidade pública, uma vez que, é também responsabilidade desta Casa de Leis dentro de suas possibilidades auxiliar o executivo em suas demandas.”, justificou o vereador.

Concomitante ao evento, o parlamentar, aproveitou para anunciar que irá doar 50% do seu salário para ajudar famílias que estão passando por dificuldades financeiras durante a pandemia, 

“Espero eu que com essa atitude alguns possam ter melhores condições, quem sabe isso poderá ser a diferença entre a morte e a recuperação da nossa capacidade de respirar, um prato vazio e uma barriga cheia, entre o desespero e a esperança. Sociedade, estou aqui para servir!! Que Deus nos abençoe e nos traga dias melhores e voltemos a sonhar com um futuro de prosperidade para nossos filhos.”

 

Confira o vídeo na íntegra clicando AQUI.

Parlamentares alagoanos no combate ao abuso de vulnerável e uso de drogas por crianças e adolescentes

  • 25/03/2021 16:50
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No final do ano passado, o Brasil parou para ver o caso da menina de 10 anos, grávida,  vítima de um estupro. Esse, infelizmente não foi um caso isolado. O fato além de travar uma briga ideológica, trouxe um dado triste: ocorrem em média 6 internações por aborto, de meninas entre 10 e 14 anos, vítimas de violência sexual.

No cenário pandêmico que vivemos, parece que o show de horrores só acumula. O caso citato acima, é um de várias mazelas existentes na realidade, que continuam vitimizando crianças e jovens, antes, durante e depois do Covid-19.

Porém, esses dias, pudemos ter uma pequena luz no fim do túnel,  parlamentares alagoanos estão observando problemas além da pandemia. Calma, não me leve a mal, o momento em que vivemos é delicado e precisa de toda a atenção do mundo, porém, é notório que alguns assuntos acabaram sendo postos de lado diante da magnitude da situação que hoje se instala.

Recentemente, foram apresentados projetos de lei que dão a devida importância e cuidado com aqueles que são chamados de “futuro da nação”, as crianças e adolescentes. A deputada estadual Jô Pereira e o vereador por Maceió, João Catunda, trouxeram à luz, soluções de combate a trincheiras que acabam influenciando de forma negativa no crescimento e desenvolvimento de jovens e infantes.

O primeiro versa sobre a obrigatoriedade de maternidades, cartórios e hospitais a comunicar ao Ministério Público todos os casos de registro de nascimento de mães abaixo dos 14 anos, e o segundo, refere-se a obrigatoriedade de hospitais e instituições congêneres a notificarem ao Conselho Tutelar e Ministério Público nos casos, onde, houver uso de bebida alcoólica e/ou entorpecentes por crianças e adolescentes.

São dois problemas que estão, infelizmente, presentes, que precisam de cuidado e um olhar atento para que sejam combatidos com a maior eficácia.

Desafios enfrentados pela educação se agravam diante da pandemia

  • 16/03/2021 19:06
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Fonte: Web

Sem sombra de dúvidas a educação foi um dos setores mais afetados durante a pandemia. A disparidade entre “escola de rico” e “escola de pobre” já era alarmante, e agora parece que essa distância só aumenta.

Enquanto alunos de escola particular continuaram com as atividades letivas de forma remota, a realidade nas periferias era chocante, muitas crianças e adolescentes perderam o ano por falta de estrutura, às vezes da escola, às vezes da própria casa, às vezes os dois.

Entre maio e julho de 2020 foi realizado um estudo que coletou dados e depoimentos Brasil afora. A Agência Brasil divulgou os dados desse estudo realizado pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Future, revelando uma realidade assustadora: 4,8 milhões de estudantes da rede pública não receberam atividades, nem online e nem impressas. Hoje, oito meses após, a realidade ainda choca e milhões de crianças continuam sem o acesso à educação.

Porém vivemos tempos incertos, o povo brasileiro não pode contar nem tão cedo com um “Brasil sem COVID”. A resolução vai além da construção de mais hospitais ou a compra de mais respiradores, a competência fica à cargo dos cidadãos, técnicos da área da saúde, e um diálogo assertivo entre os três poderes.

No tocante à educação, os desafios só aumentam, o ensino híbrido aparece como solução, contudo, a barreira tecnológica demonstra um juízo difícil diante da estrutura precária de muitas escolas da rede pública. O problema todo é que a pandemia trouxe a tona, ainda mais, os problemas enfrentados pela educação pública, além da estrutura, devemos pensar em como será realizado esse retorno de forma segura para a comunidade como um todo, e não apenas pala os alunos, professores e colaboradores.

Aqui em Alagoas, a rede municipal da cidade de Maceió retomou as atividades essa semana, porém, com dificuldades, tendo em vista que, muitos alunos não possuem a estrutura adequada para acompanhar o conteúdo.

A cada troca de ministro da Saúde uma sensação de medo e angustia acaba repousando dentro de cada um de nós. Como disse, tempos incertos, atitudes mais ainda.

Direita, esquerda ou...?

  • 09/03/2021 19:22
  • Blog Duda Rodrigues

Ontem, o ex-presidente Lula, voltou a se tornar elegível para o pleito de 2022. A corrida eleitoral para o Planalto que já vinha dando o que falar com especulações, apresentadores de televisão, a própria reeleição do presidente, entre outros. Agora, ganha um novo aliado para a esquerda, que vinha perdendo força nas últimas eleições.

O que se pode analisar desse ocorrido é que, na verdade, tudo pode acontecer. Com a volta de Lula, Bolsonaro pode se fortalecer, pois, existe no Brasil uma corrente antipetista, enorme. Ou não. O surgimento de um terceiro nome vindo do centrão pode mudar tudo. Ou, o país cairá nas graças de Lula novamente.

 Na minha humilde opinião, não tem jeito, o país vai polarizar. Há muito o que se fazer dos dois lados da lança. Temos dois políticos populistas que construíram sua carreira através do marketing afetivo e ficará nas mãos do eleitorado a decisão dessa divergência entre o lado A ou B. O que esperar de 2022? Sinceramente, diante dos fatos que estamos vivenciando, eu não arriscaria uma resposta. Tudo pode acontecer.

Amarelou

  • 04/03/2021 21:30
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Nunca achei uma palavra tão pertinente para ser o título de um texto meu. Com o Covid avançando cada vez mais, mesmo após um ano, não conseguimos obter as resoluções para frear o crescimento de casos do Corona. Amarelamos, afrouxamos e voltamos para a fase amarela, DE NOVO. É um déjà vu.

Comprar mais vacinas, usar máscara, lockdown... palavras estas que já calejadas no nosso cotidiano, ainda negamos o fato de que precisamos ter responsabilidade social. Discussão que continua martelando além dos ciclos e conversas entre amigos e familiares, está dando muito o que se falar nas cearas do Executivo como Legislativo. Mas afinal, de quem é a culpa?

Hoje, no discurso do Governador Renan Filho, podemos perceber que ele trabalha na mesma linha que já havia comentado no discurso de Arthur Lira, de trabalhar com a verdade, escutando a população, discutindo o comportamento da pandemia em Alagoas para determinar, enfim a fase que estamos, a amarela.

É gente, parece que chegou aquela hora de começarmos a colocar a responsabilidade para a gente, e fazer a nossa parte. A pandemia vai além de nossos governantes. Como diria Walter Benjamin “Que as coisas continuem como antes, eis a catástrofe!”

Em Brasília, Lira lidera diálogo sobre a vacinação contra o COVID-19

  • 02/03/2021 18:57
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Fonte: Agência Câmara de Notícias
Presidente da Câmara, Arthur Lira (E), almoça com governadores

De forma pacifista, porém sem deixar de lado o tom de liderança, o presidente da Câmara de Deputados, Arthur Lira, deu um choque de realidade para os presentes. Lembro-me bastante do discurso de Roosevelt na grande Crise de 29, mesmo com a depressão assolando os estadunidenses, Franklin traz em sua fala, verdade, franqueza e sobretudo, confiança. E assim, Lira também fez com os governadores presentes no almoço de hoje.

            Assim como Roosevelt trata que “Este é um momento de falar a verdade, toda a verdade, francamente e corajosamente. (…) Assim, primeiro que tudo quero afirmar minha firme convicção de que a única coisa que devemos temer é o próprio medo – aquele terror injustificado, sem nome e irracional que paralisa os esforços necessários para converter os recuos em avanços.”, fazendo um paralelo, Lira, coloca em seu discurso que agora apesar das diferenças de ideias, a hora agora é de união, e de pensar além do medo, além dos palanques, chegou a hora de pensar de fato, no povo.

            É notório que a pandemia trouxe consigo o medo. O medo de familiares com seus pares, o medo de comerciantes com o seu sustento, o medo da incerteza de que o amanhã, ainda é incerto. Com máscara e bom senso Lira conduz governadores sobre a situação das vacinas contra o COVID-19, porém é sabido por nós, que a pandemia deverá ser resolvida de forma moderada, rápida, porém não muito. 

Esperemos que, assim como Roosevelt, Lira apascente o problema além de boas palavras, até porque, como ele disse e a única coisa que anda reverberando em nossas mentes é: “seringas, vacinas, na direção dos braços dos brasileiros.”.

 

Idiocracia

  • 25/02/2021 20:26
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Os últimos acontecimentos  que estamos vivenciando no mundo da política me trouxe uma reflexão: vejo que estamos vivendo tempos de desconfianças e de idolatrar idiotas. Parece contraditório, desconfiar e idolatrar, mas é a verdade.

Para quem se ofende com a expressão, deixe-me explicar... Antigamente na Grécia, os idiotas eram aqueles que eram privados de fazer a gestão ou coisa pública, que não faziam parte da polis, em meias palavras, aqueles que nada sabiam ou entendiam sobre governar, logo, não poderiam exercer cargos públicos.

Existe ainda um paradigma gigante em separar os cientistas sociais dos políticos. Deixamos aqueles que estudam a política fora do processo e colocamos os idiotas para participarem da festa e fazerem da administração uma verdadeira foile. O nome disso é marketing afetivo, a gente se apega aqueles que achamos que vão nos representar, mas não é bem assim. 

Considero a política como um casamento, as eleições é o tempo da paixão, da conquista. Quando o casamento de fato acontece, as máscaras caem e conhecemos os verdadeiros “eus”. Se a política é um relacionamento, que de 4 em 4 anos depositamos nossa confiança naqueles que estão ali para nos servir, quantos anos de provação temos que deixar passar para que a gente tome uma iniciativa? Respondo, zero. Estamos predestinados a pensarmos como idiotas.

Aí eu deixo uma reflexão para todos vocês. Se gostamos tanto de idolatrar e dar poder aos idiotas, qual a nossa função como meros cidadãos? Usar a nossa voz para mudar e cobrar aquilo que tanto almejamos? Ou deixar as nossas indignações no mundo das ideias e continuar elegendo e nos juntando os idiotas que estão no poder? Devemos sempre lembrar das célebres palavras de Karl Marx “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.

Chico Filho na CCJ e novatos aprendendo a conquistar espaços importantes na casa Mário Guimarães

  • 24/02/2021 14:58
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Martelo batido, Comissões permanentes da Câmara de Vereadores de Maceió foram escolhidas. Chico Filho, que já foi presidente da casa, assume a Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ), a mais importante comissão. Fato relevante é que ele foi cotado para o cargo de presidente da casa pela oposição, porém, resisti. Viu à frente uma melhor oportunidade? 

Enquanto o veterano garantiu uma boa comissão, João Catunda e Brivaldo assumem Comissões igualmente importantes, Catunda com a de Educação, Cultura, Turismo e Esportes (nenhuma novidade) e Brivaldo Marques como presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira.

As perguntas que eu havia levantado antes, agora começam a clarificar mais as ideias por aqui... como, “por quais motivos as Comissões ainda não foram compostas?”, resposta: acordos firmados que ainda não haviam sido cumpridos.

Agora, enfim, me parece que os problemas matrimoniais estão todos resolvidos e acertados. Como diria Frank Underwood, “Decisões tem consequências. Indecisões, mais ainda.”, veremos as consequências dessas decisões.

 

Em Alagoas, esquerda e direita escolhem as roupas para 2022

  • 23/02/2021 18:47
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A festa da democracia mal terminou e quem quer se ver na folia de 2022 já arruma o bloco. Não há tempo a perder. Para quem quer garantir a permanência, após sofrer dois anos na suplência, a hora é agora. 
 

E o primeiro pronunciamento do deputado Ronaldo Medeiros já devolveu à Assembleia Legislativa algum embate sobre Governo Bolsonaro. Antes a Casa era um monótono clima de contra o governador Renan Filho (MDB) e o silêncio de quem achava que não valia nem a pena responder. Hoje, o emedebista, ex-petista, fez uma série de críticas, que por muito tempo não se via na Casa de Tavares Bastos. Ele sabia, porém, que não sairia sem ouvir a defesa do presidente. O deputado Cabo Bebeto até apostar o salário o fez para defender Jair Bolsonaro. Antônio Albuquerque não é um bolsonarista de carteirinha, mas não esconde a simpatia pelas posições do presidente na pauta dos costumes e não deixou de se pronunciar. Após afirmar que se alegrava com a volta de Medeiros, classificou como pífio o discurso em que o presidente era tido como uma vergonha para o país.

Na Câmara de Vereadores, a pauta de costumes também compareceu. E até uma tatuagem íntima da cantora Anita foi motivo de discussão na tribuna, por meio do vereador Leonardo Dias. Para a ala da direita mais do canto, os costumes voltaram com força nas Eleições de 2022. É próximo ano, é logo ali, diria o saudoso Vanucci.

Amigos, o homem é um ser desejante. A frase é Arthur Schopenhauer. Mas em política ela seria de qualquer pessoa que observe as casas do povo. Os palanques mal foram desmontados, se é que foram, e nossos eleitos já sonham com saltos maiores. Quem há de condenar? Tanto na Câmara dos Vereadores de Maceió quanto na Assembleia Legislativa, alguns representantes olham para Brasília com bastante carinho. Leonardo Dias, dizem, é um deles e quer se posicionar como alguém a representar bem a direita. No PSB, do prefeito JHC, a novidade confirmada pelo colunista Wadson Regis é a desistência do deputado Davi Maia para Câmara Federal. A sua campanha seria um obstáculo a anseios, digamos, familiares de amigos. Embora do Democratas, o deputado já tem "sala" limpa e ar-condicionado ligado na sede dos socialistas. João Caldas pai e o vereador Delegado Fábio Costa agradecem pela desistência.

Tudo faz parte da cena política. É necessário se diferenciar. Movimento comum, são esperados nos palanques de 2022 os vereadores Chico Filho, João Catunda, Eduardo Canuto, entre outros. Em frente à Catedral, falam-se em Davi Davino Filho, Cabo Bebeto, Jó Pereira. E para se fazer notado numa eleição que tem tudo para se dividir entre Direita, Esquerda e Centro, todos se perguntam se a roupa a vestir é mais radical ou moderninha. Vejamos em breve.

Como se fosse a primeira vez...(Foi a primeira vez, não?)

  • 18/02/2021 19:40
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Foto: Edvan Ferreira
Câmara Municipal de Maceió iniciou, nesta quinta-feira (18), os trabalhos legislativos de 2021

Assim como no primeiro dia de aula, a primeira sessão legislativa do ano para a vereadora Teca Nelma e o presidente da Câmara dos Vereadores, Galba Netto, contaram com os genitores orgulhosos. Momento família ou vista grossa? Emoji pensativo.


O Orçamento, assim como as comissões, vira a semana como ponto de tensão para o presidente da Câmara. A peça continua nas mãos do Executivo e a previsão é que retorne no início da próxima semana. Parte da ansiedade acontece em razão de uma expectativa: a de um aumento do duodécimo da Casa de Mário Guimarães em torno de R$ 6 milhões, tendo em vista que a Casa passa de 21 para 25 vereadores este ano.

JHC, sorridente e descontraído, continua na tentativa de desmontar os palanques daqueles que se mostram em cima do muro, dizendo que a prefeitura será uma aliada permanente, perene. Porém a vereança, de forma sutil, mostrou que não vai abrir tão fácil assim. Nosso prefeito discursa muito sobre união, e construir um novo futuro. Ponto em que confesso, estou ansiosa para comentar sobre. Ronaldo Lessa preferiu deixar a simpatia para o prefeito. Com um tom impaciente, pediu aos vereadores... paciência. 

Em suma, falou-se muito sobre mudança, mas será que teremos mesmo? Ou manteremos as práticas antigas? Maceió tem tudo para um recomeço, e tirar a imagem da política suja que desmontou a cidade durante anos. 

Se estamos literalmente pagando para ver, então, sigamos acompanhando.

A ressaca do carnaval nas casas do povo

  • 17/02/2021 09:24
  • Blog Duda Rodrigues
Vinícius Firmino-Ascom ALE
Plenário da Assembleia Legislativa (ALE)

As reviravoltas do mundo político são tão frequentes quanto as de uma mesa de pôquer, enquanto todos os jogadores contam cartas no intuito de antecipar as jogadas do adversário e entender o momento de apostar, blefes e apostas continuam sendo uma ferramenta importante num lugar onde o acaso até se faz presente, mas é quase invisível.

Falava para vocês, na semana passada, que os orçamentos são a primeira grande tarefa deste ano para vereadores, deputados estaduais e federais em 2021. Mesmo sem folia, os papéis da vez não são os confetes mas as centenas de folhas cheias de números.

Deixei para esta semana para compartilhar que esta grande tarefa exige um trabalho bastante cobiçado: a relatoria dos projetos de lei. Incluindo o do orçamento, ser relator de um projeto de lei importante garante prestígio entre outras vantagens invisíveis.

Vamos a um breve resumo, em primeiro plano temos a mudança no executivo e legislativo de Maceió, além de prefeitura e governo não terem elegido o seu  sucessor a frente do  município, tivemos uma grande renovação dentro do legislativo. Hoje, a câmara conta com 25 vereadores, onde destes, 14 são novatos.

Tensão entre os parlamentares 

 

   O clima da Casa Mário Guimarães com a votação do orçamento batendo na porta e a escolha dos presidentes das comissões é de tensão, o ar fica cada vez mais rarefeito e pesado, fazendo bater no teto do alto pé-direito as expectativas para a primeira sessão da Câmara de Vereadores.

A casa já iniciou 2021 dividida, com sutis trocas de farpas entre alguns parlamentares, atmosfera que foi nítida na reunião que aconteceu na última quinta-feira, uma espécie de preparatório para o início das atividades legislativas, apenas entre vereadores. Com algumas demonstrações de força medidas inclusive pela ausência de alguns vereadores.

   Difere bastante do da Casa de Tavares Bastos, onde as coisas parecem mais resolvidas e pacificadas com a reeleição da Mesa Diretora encabeçada pelo deputado Marcelo Victor. A escolha dos presidentes das comissões em Maceió é mais próxima da de Brasília: há tensão e um malabarismo para atender a todos em seus pleitos.

  O problema é que só tem um presidente da Comissão de Constituição e Justiça, e poucas vagas nela, um presidente da Comissão de Orçamento, e poucas vagas também. São duas comissões disputadas a tapa. Bem, esperamos que simbolicamente falando, pois a Casa dos Vereadores já iniciou 2021 dividida, com sutis trocas de farpas entre alguns parlamentares. A reunião da última quinta-feira (11), preparativa para a primeira sessão, revelou que nada está esquecido.

Já no Congresso Nacional, o Orçamento já está nas mãos do senador Márcio Bittar (MDB-AC), mas as Comissões permanentes seguem em ampla disputa. A CCJ tem polêmicas à vista com a possível presidência da aliada de primeira ordem de Jair Bolsonaro, Bia Kicis (PSL-SP).

Atritos? Problemas no paraíso? De uma coisa tenho certeza, teremos muito o que comentar sobre as sessões que estão por vir.

Parlamentos de olho na ressaca da crise

  • 11/02/2021 19:00
  • Blog Duda Rodrigues
Foto: Reprodução
Câmara Municipal de Maceió

 

 

No Brasil, há um ditado que diz que o ano começa após o Carnaval. E, se a folia deste ano não permite que ninguém relaxe nos cuidados com a saúde, vereadores, deputados estaduais e congressistas também estão cuidadosos com a saúde do Orçamento público.

Tanto na Câmara de Vereadores de Maceió quanto no Congresso Nacional, os projetos de lei orçamentária anual devem receber prioridade neste primeiro trimestre. Na Assembleia Legislativa de Alagoas, o projeto já está aprovado, para felicidade do governador Renan Filho (MDB), mas não sem exigir que os deputados estaduais apreciem vetos a alguns artigos.

Tratados como inconstitucionais pelo Executivo Estadual, os artigos deslocam recursos de pastas e, de acordo com o Governo, podem inviabilizar o funcionamento de algumas secretarias-chave do Estado, como a Segurança Pública.

No plano federal, o alagoano Arthur Lira (Progressistas) assumiu a presidência da Câmara dos Deputados instalando na primeira semana de trabalho a Comissão Mista de Orçamento (CMO), junto ao Senado, e apontou para uma apreciação antes do fim de março. Sem Orçamento, o Governo Federal tem de trabalhar com 1/12 dos recursos previstos para 2020 e isso engessa a máquina. No entanto, os parlamentares têm o desafio de retornar com o auxílio financeiro a milhões de brasileiros sem qualquer renda em período de pandemia.

Na Câmara dos Vereadores, a nova Mesa Diretora tenta viabilizar o melhor Orçamento possível para o primeiro ano de gestão do Prefeito JHC (PSB), que encontra as finanças do Município em estado de calamidade e uma arrecadação com sérias dificuldades. A peça certamente estará na pauta do início da legislatura e será um desafio para diversos vereadores que precisam dar respostas ao maceioense em tempos de crise.

Se haverá algum tipo de celebração no meio político, não será nas tradicionais festas de Olinda e Salvador, suspensas por medidas sanitárias. Mas uma coisa é certa: após quarta-feira de cinzas, todos os parlamentares terão pela frente um banho de números nada festivos para adequar e uma ressaca da crise promovida pela pandemia do Coronavírus nestes quase 12 meses.