Blog Duda Rodrigues

Idiocracia

  • 25/02/2021 20:26
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Os últimos acontecimentos  que estamos vivenciando no mundo da política me trouxe uma reflexão: vejo que estamos vivendo tempos de desconfianças e de idolatrar idiotas. Parece contraditório, desconfiar e idolatrar, mas é a verdade.

Para quem se ofende com a expressão, deixe-me explicar... Antigamente na Grécia, os idiotas eram aqueles que eram privados de fazer a gestão ou coisa pública, que não faziam parte da polis, em meias palavras, aqueles que nada sabiam ou entendiam sobre governar, logo, não poderiam exercer cargos públicos.

Existe ainda um paradigma gigante em separar os cientistas sociais dos políticos. Deixamos aqueles que estudam a política fora do processo e colocamos os idiotas para participarem da festa e fazerem da administração uma verdadeira foile. O nome disso é marketing afetivo, a gente se apega aqueles que achamos que vão nos representar, mas não é bem assim. 

Considero a política como um casamento, as eleições é o tempo da paixão, da conquista. Quando o casamento de fato acontece, as máscaras caem e conhecemos os verdadeiros “eus”. Se a política é um relacionamento, que de 4 em 4 anos depositamos nossa confiança naqueles que estão ali para nos servir, quantos anos de provação temos que deixar passar para que a gente tome uma iniciativa? Respondo, zero. Estamos predestinados a pensarmos como idiotas.

Aí eu deixo uma reflexão para todos vocês. Se gostamos tanto de idolatrar e dar poder aos idiotas, qual a nossa função como meros cidadãos? Usar a nossa voz para mudar e cobrar aquilo que tanto almejamos? Ou deixar as nossas indignações no mundo das ideias e continuar elegendo e nos juntando os idiotas que estão no poder? Devemos sempre lembrar das célebres palavras de Karl Marx “Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.

Chico Filho na CCJ e novatos aprendendo a conquistar espaços importantes na casa Mário Guimarães

  • 24/02/2021 14:58
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Martelo batido, Comissões permanentes da Câmara de Vereadores de Maceió foram escolhidas. Chico Filho, que já foi presidente da casa, assume a Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final (CCJ), a mais importante comissão. Fato relevante é que ele foi cotado para o cargo de presidente da casa pela oposição, porém, resisti. Viu à frente uma melhor oportunidade? 

Enquanto o veterano garantiu uma boa comissão, João Catunda e Brivaldo assumem Comissões igualmente importantes, Catunda com a de Educação, Cultura, Turismo e Esportes (nenhuma novidade) e Brivaldo Marques como presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira.

As perguntas que eu havia levantado antes, agora começam a clarificar mais as ideias por aqui... como, “por quais motivos as Comissões ainda não foram compostas?”, resposta: acordos firmados que ainda não haviam sido cumpridos.

Agora, enfim, me parece que os problemas matrimoniais estão todos resolvidos e acertados. Como diria Frank Underwood, “Decisões tem consequências. Indecisões, mais ainda.”, veremos as consequências dessas decisões.

 

Em Alagoas, esquerda e direita escolhem as roupas para 2022

  • 23/02/2021 18:47
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A festa da democracia mal terminou e quem quer se ver na folia de 2022 já arruma o bloco. Não há tempo a perder. Para quem quer garantir a permanência, após sofrer dois anos na suplência, a hora é agora. 
 

E o primeiro pronunciamento do deputado Ronaldo Medeiros já devolveu à Assembleia Legislativa algum embate sobre Governo Bolsonaro. Antes a Casa era um monótono clima de contra o governador Renan Filho (MDB) e o silêncio de quem achava que não valia nem a pena responder. Hoje, o emedebista, ex-petista, fez uma série de críticas, que por muito tempo não se via na Casa de Tavares Bastos. Ele sabia, porém, que não sairia sem ouvir a defesa do presidente. O deputado Cabo Bebeto até apostar o salário o fez para defender Jair Bolsonaro. Antônio Albuquerque não é um bolsonarista de carteirinha, mas não esconde a simpatia pelas posições do presidente na pauta dos costumes e não deixou de se pronunciar. Após afirmar que se alegrava com a volta de Medeiros, classificou como pífio o discurso em que o presidente era tido como uma vergonha para o país.

Na Câmara de Vereadores, a pauta de costumes também compareceu. E até uma tatuagem íntima da cantora Anita foi motivo de discussão na tribuna, por meio do vereador Leonardo Dias. Para a ala da direita mais do canto, os costumes voltaram com força nas Eleições de 2022. É próximo ano, é logo ali, diria o saudoso Vanucci.

Amigos, o homem é um ser desejante. A frase é Arthur Schopenhauer. Mas em política ela seria de qualquer pessoa que observe as casas do povo. Os palanques mal foram desmontados, se é que foram, e nossos eleitos já sonham com saltos maiores. Quem há de condenar? Tanto na Câmara dos Vereadores de Maceió quanto na Assembleia Legislativa, alguns representantes olham para Brasília com bastante carinho. Leonardo Dias, dizem, é um deles e quer se posicionar como alguém a representar bem a direita. No PSB, do prefeito JHC, a novidade confirmada pelo colunista Wadson Regis é a desistência do deputado Davi Maia para Câmara Federal. A sua campanha seria um obstáculo a anseios, digamos, familiares de amigos. Embora do Democratas, o deputado já tem "sala" limpa e ar-condicionado ligado na sede dos socialistas. João Caldas pai e o vereador Delegado Fábio Costa agradecem pela desistência.

Tudo faz parte da cena política. É necessário se diferenciar. Movimento comum, são esperados nos palanques de 2022 os vereadores Chico Filho, João Catunda, Eduardo Canuto, entre outros. Em frente à Catedral, falam-se em Davi Davino Filho, Cabo Bebeto, Jó Pereira. E para se fazer notado numa eleição que tem tudo para se dividir entre Direita, Esquerda e Centro, todos se perguntam se a roupa a vestir é mais radical ou moderninha. Vejamos em breve.

Como se fosse a primeira vez...(Foi a primeira vez, não?)

  • 18/02/2021 19:40
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Foto: Edvan Ferreira
Câmara Municipal de Maceió iniciou, nesta quinta-feira (18), os trabalhos legislativos de 2021

Assim como no primeiro dia de aula, a primeira sessão legislativa do ano para a vereadora Teca Nelma e o presidente da Câmara dos Vereadores, Galba Netto, contaram com os genitores orgulhosos. Momento família ou vista grossa? Emoji pensativo.


O Orçamento, assim como as comissões, vira a semana como ponto de tensão para o presidente da Câmara. A peça continua nas mãos do Executivo e a previsão é que retorne no início da próxima semana. Parte da ansiedade acontece em razão de uma expectativa: a de um aumento do duodécimo da Casa de Mário Guimarães em torno de R$ 6 milhões, tendo em vista que a Casa passa de 21 para 25 vereadores este ano.

JHC, sorridente e descontraído, continua na tentativa de desmontar os palanques daqueles que se mostram em cima do muro, dizendo que a prefeitura será uma aliada permanente, perene. Porém a vereança, de forma sutil, mostrou que não vai abrir tão fácil assim. Nosso prefeito discursa muito sobre união, e construir um novo futuro. Ponto em que confesso, estou ansiosa para comentar sobre. Ronaldo Lessa preferiu deixar a simpatia para o prefeito. Com um tom impaciente, pediu aos vereadores... paciência. 

Em suma, falou-se muito sobre mudança, mas será que teremos mesmo? Ou manteremos as práticas antigas? Maceió tem tudo para um recomeço, e tirar a imagem da política suja que desmontou a cidade durante anos. 

Se estamos literalmente pagando para ver, então, sigamos acompanhando.

A ressaca do carnaval nas casas do povo

  • 17/02/2021 09:24
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Vinícius Firmino-Ascom ALE
Plenário da Assembleia Legislativa (ALE)

As reviravoltas do mundo político são tão frequentes quanto as de uma mesa de pôquer, enquanto todos os jogadores contam cartas no intuito de antecipar as jogadas do adversário e entender o momento de apostar, blefes e apostas continuam sendo uma ferramenta importante num lugar onde o acaso até se faz presente, mas é quase invisível.

Falava para vocês, na semana passada, que os orçamentos são a primeira grande tarefa deste ano para vereadores, deputados estaduais e federais em 2021. Mesmo sem folia, os papéis da vez não são os confetes mas as centenas de folhas cheias de números.

Deixei para esta semana para compartilhar que esta grande tarefa exige um trabalho bastante cobiçado: a relatoria dos projetos de lei. Incluindo o do orçamento, ser relator de um projeto de lei importante garante prestígio entre outras vantagens invisíveis.

Vamos a um breve resumo, em primeiro plano temos a mudança no executivo e legislativo de Maceió, além de prefeitura e governo não terem elegido o seu  sucessor a frente do  município, tivemos uma grande renovação dentro do legislativo. Hoje, a câmara conta com 25 vereadores, onde destes, 14 são novatos.

Tensão entre os parlamentares 

 

   O clima da Casa Mário Guimarães com a votação do orçamento batendo na porta e a escolha dos presidentes das comissões é de tensão, o ar fica cada vez mais rarefeito e pesado, fazendo bater no teto do alto pé-direito as expectativas para a primeira sessão da Câmara de Vereadores.

A casa já iniciou 2021 dividida, com sutis trocas de farpas entre alguns parlamentares, atmosfera que foi nítida na reunião que aconteceu na última quinta-feira, uma espécie de preparatório para o início das atividades legislativas, apenas entre vereadores. Com algumas demonstrações de força medidas inclusive pela ausência de alguns vereadores.

   Difere bastante do da Casa de Tavares Bastos, onde as coisas parecem mais resolvidas e pacificadas com a reeleição da Mesa Diretora encabeçada pelo deputado Marcelo Victor. A escolha dos presidentes das comissões em Maceió é mais próxima da de Brasília: há tensão e um malabarismo para atender a todos em seus pleitos.

  O problema é que só tem um presidente da Comissão de Constituição e Justiça, e poucas vagas nela, um presidente da Comissão de Orçamento, e poucas vagas também. São duas comissões disputadas a tapa. Bem, esperamos que simbolicamente falando, pois a Casa dos Vereadores já iniciou 2021 dividida, com sutis trocas de farpas entre alguns parlamentares. A reunião da última quinta-feira (11), preparativa para a primeira sessão, revelou que nada está esquecido.

Já no Congresso Nacional, o Orçamento já está nas mãos do senador Márcio Bittar (MDB-AC), mas as Comissões permanentes seguem em ampla disputa. A CCJ tem polêmicas à vista com a possível presidência da aliada de primeira ordem de Jair Bolsonaro, Bia Kicis (PSL-SP).

Atritos? Problemas no paraíso? De uma coisa tenho certeza, teremos muito o que comentar sobre as sessões que estão por vir.

Parlamentos de olho na ressaca da crise

  • 11/02/2021 19:00
  • Blog Duda Rodrigues
Foto: Reprodução
Câmara Municipal de Maceió

 

 

No Brasil, há um ditado que diz que o ano começa após o Carnaval. E, se a folia deste ano não permite que ninguém relaxe nos cuidados com a saúde, vereadores, deputados estaduais e congressistas também estão cuidadosos com a saúde do Orçamento público.

Tanto na Câmara de Vereadores de Maceió quanto no Congresso Nacional, os projetos de lei orçamentária anual devem receber prioridade neste primeiro trimestre. Na Assembleia Legislativa de Alagoas, o projeto já está aprovado, para felicidade do governador Renan Filho (MDB), mas não sem exigir que os deputados estaduais apreciem vetos a alguns artigos.

Tratados como inconstitucionais pelo Executivo Estadual, os artigos deslocam recursos de pastas e, de acordo com o Governo, podem inviabilizar o funcionamento de algumas secretarias-chave do Estado, como a Segurança Pública.

No plano federal, o alagoano Arthur Lira (Progressistas) assumiu a presidência da Câmara dos Deputados instalando na primeira semana de trabalho a Comissão Mista de Orçamento (CMO), junto ao Senado, e apontou para uma apreciação antes do fim de março. Sem Orçamento, o Governo Federal tem de trabalhar com 1/12 dos recursos previstos para 2020 e isso engessa a máquina. No entanto, os parlamentares têm o desafio de retornar com o auxílio financeiro a milhões de brasileiros sem qualquer renda em período de pandemia.

Na Câmara dos Vereadores, a nova Mesa Diretora tenta viabilizar o melhor Orçamento possível para o primeiro ano de gestão do Prefeito JHC (PSB), que encontra as finanças do Município em estado de calamidade e uma arrecadação com sérias dificuldades. A peça certamente estará na pauta do início da legislatura e será um desafio para diversos vereadores que precisam dar respostas ao maceioense em tempos de crise.

Se haverá algum tipo de celebração no meio político, não será nas tradicionais festas de Olinda e Salvador, suspensas por medidas sanitárias. Mas uma coisa é certa: após quarta-feira de cinzas, todos os parlamentares terão pela frente um banho de números nada festivos para adequar e uma ressaca da crise promovida pela pandemia do Coronavírus nestes quase 12 meses.