Os pecados do passado batem na porta em "The Sinner", ótima série da Netflix

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Estrelada pela atriz Jessica Biel, "The Sinner" é uma grata surpresa entre as produções da Netflix. 

Em um domingo na praia com a família, Cora esfaqueia um desconhecido sem qualquer explicação. A partir desse fato, o detetive Ambrose busca a verdade escondida nas lembranças reprimidas de Cora.
Bill Pullman ("Ïndependence Day")entrega sua melhor interpretação em anos. É palpável o martírio que o personagem toma para si. Entendemos o elo que une detetive e acusada, de forma que essa interação rende os grandes momentos da série. Jessica Biel também agarra a personagem com unhas e dentes, fazendo de Cora um amálgama de fragilidade e força. Em "The Sinner" nossa curiosidade é instigada a cada episódio. Não há enrolação. A série trata o espectador com respeito ao conduzir a trama de forma inteligente, sem nos enganar em prol de um desfecho mirabolante. 
Cora é culpada? A quem cabe a decisão?
Se você estiver disposto a entrar nas lembranças da protagonista, saiba que enfrentará um caminho forte, intenso, pesado e triste. Olhar para dentro de nós pode nos mostrar mais do que um dia de sol.

9,2

*A segunda (e dispensável) temporada estreia em breve.

*Disponível na Netflix

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Não há como fugir no suspense "A Síndrome de Berlin"

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Durante uma rápida passagem pela Alemanha, a mochileira Clare (Teresa Palmer) encontra o jovem  professor alemão Andi (Max Riemelt), por quem se sente atraída, mas o que deveria ser um rápido romance de viagem torna-se um pesadelo quando ela é forçada a ficar presa no apartamento do affair.

Diferente da síndrome de Estocolmo, em que a vítima cria afeição por seu raptor, em "A Síndrome de Berlin" (2017), o carinho inicial se transforma em pavor pelo cárcere privado. 
O roteiro explora os conflitos e o filme não tem pressa em resolver a história. Teresa Palmer transmite a angustia que pede o papel, mas o grande destaque está na figura controversa do antagonista.
Andi é refém dos próprios sentimentos. É um homem que perdeu pessoas queridas e tem dificuldade em lidar com essas emoções. Provavelmente, é a origem da psicopatia do personagem, que foge do clichê bidimensional do gênero.
Nos cativeiros da vida, por vezes somos os guardiões das chaves que fecham as portas atrás de nós. Criamos celas, prisões à prova de fugas, mas nunca à prova de sentimentos. 
Que possamos sempre escolher a liberdade de ficar ou seguir em frente.

7.8

*Disponível no YouTube

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Casal precisa rever a dinâmica do relacionamento em "Por Trás dos Seus Olhos"

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Gina perdeu a visão após um trágico acidente de carro, mas após uma cirurgia para restituir a função, seu casamento começa a sofrer transformações com a nova dinâmica do casal.

Protagonizado por Blake Lively, "Por trás dos seus olhos" flerta com o suspense, mas na verdade é um drama sobre como enxergamos o outro e a dualidade entre a paz de uma situação familiar e a insegurança das mudanças.
Gina dependia do afetuoso marido, que não media esforços para trazer um pouco de luz para sua vida, mas quando ela volta a ver as cores do mundo, nem tudo coincide com as imagens que ela criou na mente. Por outro lado, James (Jason Clarke) se ressente ao ver a independência da esposa e passa a ter medo de não se encaixar mais na relação.
A direção de Marc Forster ("Em Busca da Terra do Nunca") acerta quando aborda a tristeza solitária do casal, mas erra ao exagerar em algumas cenas que possuem um tom mais caricato. A trama é interessante e nos deixa pensando sobre a utilidade que temos na vida do outro e na zona de conforto intocável que tentamos formar à nossa volta. Quando a felicidade de duas pessoas entra em rota de colisão é a hora de reavaliar o que nos faz feliz.

7.5

*Disponível no Youtube

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Documentário exalta a força do cinema em tempos de opressão - "Chuck Norris vs Comunismo"

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Na Romênia comunista, vários anônimos furam o bloqueio do governo, que censurava a comunicação e informação de todo o povo, através dos filmes e da magia que eles podiam proporcionar em tempos de opressão.

No documentário "Chuck Norris vs Comunismo" (2015), que mescla depoimentos e reconstituições, nos deparamos com histórias interessantes e absurdas, como a dubladora Irina Nistor que dava voz a todos os personagens nos filmes ou o órgão censor que cortava uma cena em que havia uma mesa farta, visto que seria um contraste com a realidade dos romenos. Tudo para manter a ordem social.
Numa época em que um vídeo cassete custava o preço de um carro novo, a fitas VHS eram contrabandeadas como cigarros e drogas, para abastecer aqueles que só queriam embarcar nas aventuras de Chuck Norris ou se divertir com "Dirty Dancing". Famílias e amigos reuniam-se em segredo em torno da televisão como trangressores do regime comunista de Nicolae Ceausescu.
É lamentável ver como um pensamento político tentou restringir o acesso à cultura a milhões de pessoas. Talvez os homens no poder soubessem que um filme não é apenas um filme. Nunca foi. O cinema inspira e pode mostrar que o mundo pode ser um lugar melhor.

10.0

*Disponível na Netflix

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O que torna um dia especial? - "Um Dia"

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O que torna "Um Dia" especial?
Por vezes tentamos voltar ao dia em que algo especial aconteceu. Viajamos nas lembranças buscando sentir novamente o sabor que parece nunca ter nos deixado. É o gosto do "se". São sentidos que podem despertar com o som de uma música ou o perfume que nos encontra acidentalmente. E a lembrança de um dia nos abraça, assim como a saudade daquilo que não vivemos.

Dexter (Jim Sturgess) é um jovem com fome de vida e pressa para curtir sua juventude. Seus excessos lhe custam mais do que dias. Custam momentos.
Emma (Anne Hathaway) é uma talentosa escritora, que carece de confiança em si mesma, e busca mais do que apenas um dia feliz.
A amizade dos dois é o símbolo da troca de diferenças. Dexter estimula a ousadia de Emma, que tenta emprestar um pouco de serenidade para o amigo. Mesmo com a distância, eles desenvolvem o ritual de uma vez ao ano se encontrar, na inconsciente tentativa de resgatar as mesmas pessoas que passearam no primeiro 15 de julho juntos. Mas todos mudam. E por mais gostoso que seja voltar ao passado para rever uma época, a mudança é importante e necessária. Triste de quem permanece o mesmo. 
Desse modo, Dexter e Emma passam o filme tentando entender essas transformações e a própria relação de amor e amizade desenhada anualmente.
Com similaridades ao romance "Cidade dos Anjos"(1998), com Meg Ryan e Nicolas Cage, Um Dia nos provoca a refletir sobre todos os dias. Não apenas a data marcada no calendário, mas também como poderíamos multiplicar esses números para termos mais do que momentos na vida. Para termos uma vida de momentos.

8.5

*Disponível na Netflix

 

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"Whiplash" encontra a batida perfeita

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O primeiro filme do diretor Damien Chazelle com o selo de Hollywood é uma pequena jóia. Antes ele já havia dirigido "Guy And Madeline on the Park Bench" (2009) sem grande repercussão, mas foi com "Whiplash" que o jovem norte-americano ganhou visibilidade. Andrew (Miles Teller), estudante de uma famosa escola de música, consegue a chance de tocar bateria na turma do exigente professor Fletcher (J. K. Simmons), porém os métodos do mestre vão levá-lo ao limite.

O velho clichê do professor que tira o melhor do aluno sob uma relação quase militar seria uma armadilha fácil, se não fosse as mãos habilidosas do diretor. O filme anda no passo certo, cadenciando a história e a obsessão de seu protagonista. Andrew vive para ser o melhor no que se propôs a fazer. Apesar do ar tímido, há uma certa arrogância disfarçada, que acaba caindo no radar de Fletcher. Amante do rigor técnico e dedicando sua vida para estimular e descobrir talentos, o regente é um carrasco que aciona a guilhotina esperando encontrar vida, sem receio que cabeças rolem no processo.

J. K. Simmons ganhou o Oscar mais do que merecido. O personagem é vivido com paixão. Miles, apesar de mais contido, entrega um bom trabalho e carrega, além das baquetas, a torcida do espectador pelo tempo certo das batidas. O primor técnico também é destaque. Os cortes são certeiros, o som é agradável e a fotografia do filme é pra pendurar na parede. A cena final é extasiante.
Segundo a filosofia de Fletcher, não há duas palavras mais danosas na nossa língua do que "bom trabalho". Por isso, espero que ele não me ouça. Bom trabalho, Damien Chazelle!

9.0
 

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O estranho mundo de Tim Burton

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Ver um filme de Tim Burton é embarcar numa aventura de cores fortes, personagens bizarramente interessantes e histórias que emulam contos de fadas para adultos.
Fã do escritor Edgar Allan Poe, Tim trouxe para seus filmes a influência dos filmes de terror que marcaram sua juventude e soube adicionar humor à mistura para suavizar o gênero.

"Os Fantasmas se Divertem" (1988) mostrou que a receita teria êxito. Geena Davis e Alec Baldwin formam o casal, que, após a morte, tenta assombrar os novos moradores da casa em que vivia, mas no processo acaba por despertar o espírito anarquista Beetlejuice (Michael Keaton, em interpretação inspirada).
A próxima missão do diretor foi emprestar sua visão para o homem-morcego. "Batman" de 1989 trouxe ressalvas quanto a escalação de Keaton como protagonista, mas eternizou Jack Nicholson na pele do vilão Coringa. Pelo menos até a versão de Heath Ledger. O filme foi bem e garantiu uma sequência, "Batman - O retorno" (1992), até a franquia do herói ir parar nas mãos pouco competentes de Joel Schumacher ("Por um Fio"). 
Entre as aventuras do paladino de Gotham, em 1990, Tim Burton lança aquela que considero a grande jóia de sua carreira: "Edward Mãos de Tesoura" (1990).
Se hoje "A Forma da Água" (2017) recebe elogios e aplausos calorosos, Edward merece o reconhecimento de irmão mais velho, que tratou do mesmo tema com sensibilidade, sagacidade e poesia. 
A fábula sobre o jovem com tesouras no lugar das mãos, criado artificialmente em uma velha mansão, e que é obrigado a interagir com o mundo após a morte de seu criador, marcou a primeira parceria entre o diretor e o ator Johnny Depp. Winona Ryder co-estrela e protagoniza uma linda cena em que dança sob a neve da escultura de Edward. A música do compositor Danny Elfman, outro parceiro frequente em sua filmografia, agrega emoção ao momento.
Porém, tantos acertos não livrou Burton de escolhas equivocadas. O reboot da franquia de sucesso "Planeta dos Macacos" (2001), com Mark Wahlberg e Tim Roth, fez a crítica torcer o nariz. O final sem sentido corrobora com a birra.
Trazer Willy Wonka de volta a vida para o remake do clássico imortalizado por Gene Wilder ("A Fantástica Fabrica de Chocolates", 1971) também não foi um acerto. Depp, que encarnou o dono da fábrica de guloseimas, passa longe da aura mágica de Wilder e perto demais das esquisitices de um famigerado rei do pop.
A dobradinha Burton - Depp pedia descanso.
Entre as produções mornas que viriam a seguir, "Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas" (2003) é uma preciosidade.
A relação de pai e filho ganha ares de fantasia para ilustrar as reflexões sobre ausências, admiração e a maneira de enxergar a vida.

Entre erros e acertos nao há como ficar indiferente ao estranho e instigante mundo de Tim Burton. 

Top 3:
"Edward Mãos de Tesoura" 9.5
"Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas" 9.0
"Batman" 8.5

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Suspense com cara de novela - "Tabula Rasa"

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"Tábula Rasa" (2018) é uma série belga de suspense, com ares de novela das 21 horas. Apesar da abertura, de gosto bem duvidoso, a produção chama a atenção pela sinopse interessante.

Annemie (Veerle Baetens), é uma mulher que sofre de amnésia de eventos recentes, após um grave acidente de carro que pôs fim a sua carreira de dançarina. Quando um morador da região desaparece, Annemie pode ser a única pessoa a saber o que aconteceu, mas para isso terá que recorrer às suas lembranças inconstantes.

A série flerta com o terror sobrenatural, mas no final se revela uma grande novela com uma trama que se arrasta, dando doses homeopáticas de pistas para o espectador, suficientes apenas para mantê-lo interessado em ver o próximo episódio.
O início promissor contrasta com o desfecho rocambolesco.
A direção é confusa ao assumir um tom soturno e contido, e em seguida mudar o estilo radicalmente para algo exagerado, que parece deslocado do resto da trama.
Fica a impressão que tentaram colocar várias marcas visuais sem qualquer identidade com a história contada. São diversos os simbolismos de "Tábula Rasa".
O papel de parede que denota o  labirinto que é a mente da protagonista e que instantaneamente me remeteu a "O Iluminado" (1980), de Stanley Kubrick. Ainda consegui pescar uma explícita referência a "Poltergeist" de Tobbe Hopper (1982) e "Donnie Darko" (2001).
O uso das cores é outro artifício do diretor para manipular as emoções do espectador. Seja o vermelho que envolve a pequena Romy (Cécile Enthoven) emulando o sentimento de perigo, ou os tons escuros das vestes de Benoit (Stijn Van Opstal) que dão um ar de mistério e solidão ao personagem.
Tudo fumaça para pouco fogo.

Sempre alternando entre o instigante e o cafona, "Tabula Rasa" se revela um produto genérico com uma embalagem que atrai, a princípio, mas logo soa como propaganda enganosa.


5.0

*Disponível na Netflix

 

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Chalize Theron e o lado B da maternidade na comédia "Tully"

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Em "Tully"(2018), Jason Reitman, diretor da simpática comédia "Juno", retoma a parceria com a roteirista Diablo Cody para contar a história de uma mãe de três filhos exausta com as responsabilidades e sobrecarregada pela pouca participação do marido.

Após a insistência do irmão, Marlo (Charlize Theron) concorda em contratar uma babá noturna para ajudar com o bebê recém-nascido.
Tully (Mackenzie Davis), a babá, vai além de suas atribuições e melhora também a vida pessoal de Marlo, que passa a se sentir mais leve e disposta.
O filme de Reitman conta com ótima interpretação de Theron e um roteiro afiado, pronto para nos fazer refletir sobre expectativas e companheirismo. 
Nos momentos de pressão, quando as obrigações parecem exigir mais do que podemos suportar, buscamos refúgio nos lugares que trazem segurança. Buscamos a força e a energia para salvar o mundo. O mundo particular que construimos.
Às vezes só precisamos de alguém pra dividir, compartilhar. O difícil fica mais fácil. O pesado, mais leve. E a vida...Bem, essa só multiplica...

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Quanto tempo dura uma paixão? - "As Pontes de Madison"

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Dirigido e estrelado por Clint Eastwood, "As Pontes de Madison" (1995) é um dos maiores romances do cinema.

A história da dona de casa, absorvida pela rotina do casamento e do lar, que se sente revigorada pela inesperada visita de um fotógrafo, é forte, impactante, e acima de tudo, verdadeira. 
Meryl Streep interpreta a esposa dedicada à família, que carece de atenção e reconhecimento. A mulher é esquecida e os sentimentos adormecidos. Robert (Eastwood), o fotógrafo, volta a lente de sua câmera para Francesca e mais do que olhar, ele a enxerga. 
Mas o que fazer quando a paixão e as novas perspectivas de futuro entram em choque com a calma e as responsabilidades da vida que construimos até ali? 
Esse dilema é retratado de maneira bonita e triste. Alguém sairá despontado. Segurar uma oportunidade pode significar abrir mão de algo ou alguém. E suportar as consequências da escolha. O semáforo fica vermelho esperando por essa decisão. Seguir a paixão é tomar o caminho da mudança. É arriscar e vê que forma o amor terá quando se transformar ou se ainda será amor. O tempo dirá se os dias se perpetuarão junto com a sensação de que certas coisas só acontecem uma vez na vida. 

10.0

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