Resenha100Nota
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Dustin Hoffman e Meryl Streep disputam a guarda do filho no excelente "Kramer Vs. Kramer"

Bruno Omena|

Ted Kramer é um homem que coloca o trabalho em primeiro lugar. Sua esposa, infeliz com o casamento, decide sair de casa deixando Billy, o filho do casal, com o marido, mas depois de um ano e meio ausente ela volta para requerer a guarda da criança.

Vencedor do Oscar de Melhor Filme, Roteiro Adaptado, Ator, Atriz Coadjuvante e Diretor, em 1980, "Kramer Vs. Kramer" (1979) é um eficiente drama sobre o que estabelecemos como prioridade na vida. Além de abordar a importância da participação de ambos cônjuges na criação dos filhos, o longa também toca no olhar que se deve ter em relação a felicidade do outro. O casamento é um acordo de vontades consensual que requer atenção diária.
Joanna Kramer foi murchando com o passar dos anos devido a falta de sensibilidade do marido em perceber sua tristeza em ter abdicado de sua carreira para assumir o papel integral de mãe e esposa. A saída de casa foi a fuga de uma vida sufocante e por isso é importante não julgá-la de forma tão severa.
Ted, por sua vez, assume a responsabilidade após anos ausente e se restabelece como um pai que ama, cuida e participa.
Impossível não se emocionar com a transformação de Ted Kramer.
Quando o casal entra em uma disputa judicial pela guarda de Billy questões são levantadas. O abandono, a valorização da figura paterna, as feridas do casamento e  a capacidade do pai cuidar de uma criança.
Meryl Streep e Dustin Hoffman fazem um trabalho monumental, em especial nas cenas do julgamento.
O garotinho Justin Henry também se destaca como o filho do casal.

Ótimo filme para exercer empatia e reavaliar nossas escolhas.

9.5

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SOBRE O AUTOR

Meus caros amigos, quem vos fala é Bruno Omena, cinéfilo e exército de um homem só, responsável pelo perfil @resenha100nota do Instagram e por este blog, Resenha100nota. Nesse espaço vamos falar sobre os lançamentos do cinema, dicas de filmes pra ver em casa, resgatar as pérolas da época do VHS e tentar descobrir onde os cinéfilos alagoanos se escondem. Como disse Humphrey Bogart, no clássico Casablanca: "Louis, eu acho que este é o começo de uma bela amizade!"

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