Taika Waititi nos leva de volta a Alemanha nazista para contar a fábula "Jojo Rabbit" (2019) sobre um garoto fã de Hitler, mas que não entende muito bem a natureza dos judeus até descobrir que uma jovem judia se esconde em sua casa.

O filme de Waititi é carregado de humor politicamente incorreto, porém tudo é feito para exagerar uma realidade por si só absurda. As atuações tem o timing perfeito para  a comédia e para os momentos mais emotivos. Scarlett Johansson e Sam Rockwell estão ótimos em papéis coadjuvantes, Taika Waititi segura bem a reimaginação afetada do Führer, mas o grande destaque vai para o pequeno Jojo, Roman Griffin Davis e da jovem atriz Thomasin McKenzie. A dupla ganha o espectador do início ao fim.
"Jojo Rabbit" pode eventualmente lembrar o oscarizado "A Vida é Bela" (1997), ao brincar e emocionar dentro do cenário triste da Guerra e do Holocausto. Para alguns, um assunto delicado demais para ser pincelado com humor, mas esse filmes são como instrumentos efetivos para a transmissão de mensagens importantes como a coragem, a fé e a capacidade do ser humano de se manter de pé e otimista mesmo diante dos horrores que podem bater à porta.

8.0

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