Bene Barbosa
Bene Barbosa

Bene Barbosa é advogado, presidente do Movimento Viva Brasil e autor no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento.

Postado em 20/09/2016 às 11:36 0

Cidadão armado mata terrorista e evita massacre nos EUA


Por Bene Barbosa

O título acima seria uma manchete honesta sobre o ataque de um terrorista muçulmano em Minnesota, EUA, que deixou 8 feridos, incluindo um garoto de 15 anos, mas a grande imprensa não passou nem perto disso, claro!

No último sábado, dia 17, um homem vestindo um uniforme de uma empresa de segurança particular, sacou uma faca e atacou sistematicamente 9 pessoas em um centro comercial, para uma de suas vítimas ele chegou a perguntar se a mesma era muçulmana. O ataque só cessou quando Jason Falconer, sacou sua pistola e matou o terrorista, impedindo, sem a menor dúvida, que pessoas morressem. Em todos os noticiários no Brasil e no exterior o herói foi qualificado como “um policial de folga”... O que a imprensa fez questão de NÃO dizer é que:

1)    Ele foi – passado, friso aqui - chefe de polícia e hoje atua apenas como oficial part-time ministrando cursos de tiro para a instituição policial de lá, portanto, ele não era um “policial de folga”;

2)     É instrutor credenciado pela NRA - National Rifle Association, a maior e mais poderosa entidade pró-armas do mundo;

3)    Falconer é um ativista de destaque pelo direito do cidadão de portar e possuir armas para sua defesa;

4)    Ele é dono de uma empresa de treinamento de tiro que prepara e incentiva cidadãos comuns para usar e portar armas de fogo;

5)    É um atirador esportivo na modalidade chamada IPSC.

Como vocês podem ver, velhacamente, varreram para baixo do tapete o currículo “politicamente incorreto” do homem que matou o facínora e salvou sabe-se lá quantas vidas. Não interessa aos desarmamentista mais essa prova cabal de que um cidadão treinado, consciente e disposto não é uma ameaça à sociedade e sim um agente de pacificação e proteção em uma realidade inconteste de que os agentes de segurança nunca estarão em todos os locais, em todos os momentos.


Postado em 19/09/2016 às 15:54 0

A guerra de narrativas e a hipocrisia desarmamentista


Por Bene Barbosa

Juro que tentei me desligar do mundo nesse fim de semana. Parti para uma pequena cidade mineira onde moram os avós da minha esposa. Não tirei o computador da mochila e deixei o celular em modo avião. Tentei resumir tudo aos gostosos pedaços de queijo acompanhados de café de bule e uma aula para um dos meus filhos do que se faz com uma forquilha de goiabeira, um pedaço de tripa-de-mico, um pedacinho de couro e um cacho de mamonas. Mas nem tudo são flores... E lá estava a TV ligada, sábado à noite, Jornal Nacional e dá-lhe distorção em uma reportagem sobre a disputa presidencial americana.

Donald Trump, em um discurso na sexta-feira (16), disse que a democrata anda cercada de vários seguranças e sugeriu: "Tirem as armas deles. Ela não gosta de armas. Vamos ver o que acontece. Seria muito perigoso". Alguém consegue ver, nessa declaração, uma ameaça à Hillary? Não! Claro que não! O que Trump fez, mais uma vez, foi escancarar a hipocrisia desarmamentista da esquerda americana que afirma constantemente que as armas não trazem segurança, mas - oh! Que surpresa! – não abrem mão de muito seguranças armados para lhes proteger.

No Brasil também temos vários exemplos desse tipo de faça-o-que-digo-mas-mão-faça-o-que-faço. Um deles, para mim o mais bem acabado exemplo, é o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, que recorrentemente apoia o fim da possibilidade de que o cidadão tenha uma arma para sua defesa, pregando que mais armas significam mais violência (SIC), que tais objetos não trazem segurança, que foram feitas apenas para matar e toda aquela ladainha que já conhecemos bem e contestamos melhor ainda, mas – Oh! Mais uma vez, que surpresa! – não abre mão de seguranças muito bem armados e pagos com o dinheiro do contribuinte! São policiais, daqueles que o pessoal do PSOL adora chamar de fascista, repressores, assassinos de pobres e negros, etc, etc, etc..., mas que na hora do vamos ver, estarão lá para proteger, com o uso de armas de fogo, a vida do candidato. 

Na impressa, pelo menos para boa parte dela, os fatos não importam, o que importa é a narrativa que se faz deles e uma leitura essencial para entender como a mídia narra o assunto armas de fogo de forma absurdamente parcial é o livro Preconceito Contra as Armas do professor e economista americano, John Lott, lá ele prova matematicamente o que aqui eu afirmo. Em terras de Cabral não é diferente e a hipocrisia desarmamentista desaparece na “infowar” ao mesmo tempo que episódios como o que envolveu outro candidato fluminense, Flavio Bolsonaro, que legalmente armado abriu fogo contra criminosos se transformam em um mar de críticas, ignorando-se propositadamente que o fato de que um cidadão armado e treinado pode e é capaz de impedir crimes e criminosos, algo sempre defendido por Flavio em um raro exemplo de faça-o-que-falo-pois-eu-também-faço!

Leituras adicionais:

 

Preconceito Contra as Armas de John Lott Jr,: http://livraria.mvb.org.br/preconceito-contra-as-armas

Trump acusa Hillary de planejar anistia para imigrantes ilegais: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/09/trump-acusa-hillary-de-planejar-anistia-para-imigrantes-ilegais.html

Marcelo Freixo é desmascarado por Bene Barbosa  http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/marcelo-freixo-e-desmascarado-por-bene-barbosa/

Segurança de Freixo é morto em tentativa de assalto, no Rio: http://extra.globo.com/casos-de-policia/seguranca-de-freixo-morto-em-tentativa-de-assalto-no-rio-18103379.html#ixzz4KinfoBPQ


Postado em 31/08/2016 às 11:42 0

Senador Magno Malta muda de posição sobre o desarmamento


Por Bene Barbosa

Em entrevista ao canal no Youtube da advogada e procuradora em Brasilia Beatriz Kicis, “Papo que bate (assista aqui: https://youtu.be/qSicrGPtLXI ), o senador Magno Malta (PR-ES) admitiu que o Estatuto do Desarmamento precisa mudar para garantir o direito de defesa do cidadão. O político assumiu que mudou sua opinião e que a Lei 10.826/2003, mais conhecida como Estatuto do Desarmamento, precisa de mudanças.

“(...) Eu imagino que em um país abandonado no ponto de vista da segurança pública nós não podemos privar o cidadão de ter uma arma em sua casa ou ter uma arma dentro do seu carro. Não é para brigar na rua, não é para atirar em ninguém”, afirma.

O senador atrela a mudança de opinião à situação complicada do Brasil, ao abandono da segurança pública e denuncia a falta de Policiais Federais nas fronteiras. “A Argentina tem 33 milhões de pessoas e 48 mil homens na Policia Federal. O Brasil tem 200 milhões e 12 mil homens operacionais na Policia Federal para nossas questões de fronteira. Então o abandono e esse governo ideológico, perdulário, que vale tudo: legalização de droga, bandido está protegido, estupra, sequestra, mata com 17 anos e está tudo certo e nós protegemos”. Magno Malta também ressalta a vulnerabilidade dos cidadãos brasileiros.

“Hoje eu entendi que nada é tão bom, absolutamente bom, que não precisa ser mudado. O Estatuto da Criança e do Adolescente a gente achava que era o suprassumo, aquilo não é o suprassumo. E a primeira mudança que veio 18 anos depois foi feita por mim, que foi a CPI da Pedofilia. Então, o Estatuto do Desarmamento não é o suprassumo do mundo. Precisa realmente de mudanças”. 

O político ainda esclarece, durante a entrevista, que não é mais relator do projeto autoritário do senador Cristovam Buarque que proíbe a venda de armas no Brasil e que quando o seu nome apareceu para relatoria ele devolveu porque não se viu em condição de relatar um projeto que vai desarmar a população. 

Malta informou ainda que nunca teve porte de arma, mas que passou a entender que a arma é como um cadeado de bicicleta, um objeto de proteção que fará o criminoso pensar várias vezes antes de cometer o furto/roubo.  O senador também defendeu que o cidadão que mora em um sítio afastado possa ter mecanismos de defesa. 

Por fim, o senador Magno Malta defendeu a necessidade de estabelecer regras muito sérias sobre o assunto. E finaliza: “Alguém já disse um dia que só os tolos não mudam” e tenho certeza, se isso aconteceu foi graças as pessoas como a própria Beatriz Kicis e como o jovem Felix Rodrigues que entregou uma cópia do Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento (vídeo aqui: http://migre.me/uQCX8 )  ao senador. O cidadão agradece, o bandido se preocupa!


Postado em 25/08/2016 às 11:01 0

Homicídios: a triste lição nordestina


Por Bene Barbosa

De acordo com o Mapa da Violência 2016 das 150 cidades com maior taxa de homicídios com o uso de armas de fogo no Brasil, 107 estão no nordeste. Uma triste realidade que traz, ou deveria trazer, à tona duas verdades incontestes: o desarmamento fracassou e desenvolvimento econômico não significa menos crimes.

Desde os anos 2000 a região nordestina é destaque nas tais campanhas de desarmamento com adesão notável dos cidadãos honestos que, de boa-fé, entregaram armas e munições ao governo que prometeu em contra partida, além do pagamento de alguns trocados – e que em muitos casos nem isso cumpriu dando o mais puro e simples calote -, trazer mais policiamento, mais proteção, mais segurança ao cidadão... Promessas, promessas... Na questão da venda legal o nordeste também se destaca no cenário nacional e de acordo com dados da Polícia Federal essa é a região com o menor número de armas legais vendidas e registradas. Não deixo de fora também o grande número de armas apreendidas pelas forças policias, muitas vezes de sitiantes e pequenos comerciantes que sem outra opção as possuíam de forma ilegal para sua proteção. O desarmamento foi um sucesso ao desarmar o cidadão, mas como vemos pelos números de guerra civil, não passou nem perto de impedir que criminosos continuassem se armando. O desarmamento foi um fracasso e ponto final.

Outro paradigma quebrado é a velha questão apresentada por muitos sociólogos de que o desenvolvimento econômico e a melhor distribuição de renda são fatores primordiais para redução da criminalidade. Oras, se isso fosse verdade, com a expansão de polos econômicos, melhor distribuição de renda e do crescimento do poder aquisitivo nos últimos anos, a região nordestina, mais uma vez destaque também nesse quesito, teria uma obrigatória redução em suas taxas criminais. Não aconteceu, muito pelo contrário! Derrotada a tese de esquerda que o crime é fruto da desigualdade social, uma tese preconceituosa que acusa os mais pobres de serem os responsáveis pelo cometimento de crimes.

Como bem define o psiquiatra e escritor britânico Theodore Dalrymple, a raiz da criminalidade não está na pobreza material e sim na miséria moral, na certeza da impunidade e no discurso de que o bandido, aquele que puxa o gatilho ou empurra a faca não é responsável única e exclusivamente pelos seus atos.

Que dentro dessa catástrofe nordestina, imbuídos com uma coisa chamada honestidade intelectual, nossos governantes possam aprender com essa triste lição e mudar de uma vez por todas o foco da nossa (in) Segurança Pública.

Dicas de leituras:
A vida na Sarjeta: http://livraria.mvb.org.br/a-vida-na-sarjeta
Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento: http://livraria.mvb.org.br/mentiram-para-mim-sobre-o-desarmamento


Postado em 22/08/2016 às 14:51 0

Armas: a opinião e os nossos 60 milhões de votos


Por Bene Barbosa

Em um artigo intitulado “agenda paralela dos militares” a colunista do jornal Estado de São Paulo e comentarista da Globonews Eliane Cantanhêde abordou em tom pouco cordial e isento uma série de temas relativos aos projetos que dizem respeito às Forças Armadas brasileiras. Não vou aqui me entender sobre tais projetos que jocosamente ela batiza de “agenda paralela” como se fossem algo proibido, indecente ou desonesto. Vou me ater em um ponto específico, um trecho, uma frase para ser mais exato: “A sociedade em geral é contra as armas, mas atiradores, caçadores e colecionadores pressionam por mais facilidade para compra, venda e registro”.

Como é? A sociedade em geral é contra as armas? Vamos lá! Contestada por um leitor chamado Paulo Vieira que pelo Twitter sugeriu que a jornalista consultasse no site do STE o resultado do referendo de 2005, resultado esse onde quase 60 milhões de brasileiros, perfazendo 2/3 dos eleitores, disseram NÃO ao desarmamento, a resposta da colunista foi sentencial: “Eu sou contra as armas!”. Ela acredita que em seu mundo de fantasia autoritária a sua opinião pode ser transformada em opinião pública, sem qualquer problema ou consequência? Pode ser um caso de megalomania ideológica, mas acho que não é o caso. Já vi isso acontecer muitas e muitas vezes...

Não são poucos jornalistas que se fecham em seu mundinho, trocam figurinhas entre seus pares e não raramente conversam apenas com aqueles que comungam do mesmo viés. Reúnem-se para um gostoso happy hour em barzinhos descolados da Vila Madalena ou do Leblon – locais conhecidos por abrigar a mais fina flor da esquerda caviar tupiniquim - e pronto: travestem o jornalismo de opinião com ares de representatividade social. É a opinião publicada tratada como se opinião pública fosse. Algo absolutamente inaceitável que destrói a obrigação basilar de qualquer jornalista sério que é de informar.

Mas há vezes que a opinião pública verdadeira mete o pé na porta das redações... E é divertidíssimo!   Em vídeos disponíveis no Youtube (links ao final deste texto) há dois exemplos fantásticos do que acontece quando um jornalista sai do barzinho da Vila Madalena e coloca os pés no boteco do Seu João. Em um desses vídeos a apresentadora Maria Beltrão do programa Estúdio i da Globonews leva um susto quando 84% dos telespectadores votaram em favor do uso de armas pela população. Com o apresentador César Filho, ferrenho defensor da rendição aos criminosos (a não ser quando a vítima é uma colega de emissora), não foi diferente e ao apresentar a enquete sobre o PL3722/12, que visa devolver ao cidadão o direito à legítima defesa com armas, o rapaz até engasgou com o massacrante resultado de 95% favorável ao mesmo.

Vou terminando por aqui com a frase “sou contra as armas”, proferida pela Eliane Cantanhêde, ainda martelando em minha mente... Seria ela contrária também às armas usadas pelos seguranças da família Marinho ou dos donos do jornal Estadão? Seria contra as armas dos seguranças que garantem a tranquilidade dos estúdios da Globonews? Os seguranças do Estadão trabalham portando buquês de flores?  Gostaria muito de vê-la opinar sobre isso e pedir o imediato desarmamento desses agentes particulares. Sei que isso não vai acontecer e, sendo assim, me contento com um jornalismo honesto. Ou será que é pedir demais?

Íntegra do artigo “Agenda paralela dos militares” – nota: pelo que parece a tal maioria citada pela autora não deu as caras nem nos comentários... - http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,agenda-paralela-dos-militares,10000070926

Vídeo enquete na Globonews: 

 

Vídeo enquete na Record:

 


Postado em 19/08/2016 às 17:47 0

O Ministério da Justiça e o Fracasso do Estatuto do Desarmamento


Por Bene Barbosa

Em recente entrevista concedida na Cidade da Polícia, Zona Norte do Rio, o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, chamou atenção para uma grave situação: a falta de investimentos do governo Dilma em equipamentos bélicos para as polícias. O ministro afirmou que o Brasil precisa de menos pesquisas/diagnósticos de segurança pública e mais armamentos. 

“Tem especialista que nunca trabalhou em segurança pública, mas de alguma forma vira especialista, que cobra viagens internacionais para aprender não sei o quê”, disse. 

Estudos financiados pelo governo, como o Mapa da Violência e o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, se consolidaram como referências dos quadros de violência no país, sendo adotados pelos órgãos públicos, especialmente o Ministério da Justiça, para balizar a atual política de segurança pública. 

Seguindo a diretriz de governo em prol do desarmamento estas pesquisas possuem claramente viés ideológico e com a distorção da realidade, dos números e estatísticas, tentam justificar a fracassada política nacional de desarmamento, que após mais de dez anos em vigor não surtiu efeito na redução da violência. Ao contrário. 

O Brasil é o 11º país com maior taxa de homicídios do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).  De acordo com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), a taxa no Brasil é de 32,4 homicídios para cada 100 mil habitantes, mais que o triplo do máximo considerado aceitável pela ONU, que classifica como violência epidêmica quando há mais de 10 por mortes violentas para cada 100 mil moradores. O estudo usa dados de 2012, último ano em que o levantamento foi feito em todo o mundo.

É nítido que a atual política de segurança pública no País está rumo ao colapso. Vemos hoje uma total falta de controle de armas de fogo. Criminosos agem livremente com armamentos ilegais pesados. Enquanto isso, os agentes de segurança pública não possuem equipamentos o suficiente para fazer frente aos dos bandidos. Além disso, os cidadãos de bem estão desarmados e desprotegidos, uma vez que não conseguem legalmente possuir uma arma de fogo, e por vezes se veem obrigados a optarem pela ilegalidade para se defenderem.

A precariedade nas instalações policiais, número reduzido de efetivos, viaturas e equipamentos, defasagem salarial e as precárias condições de trabalho, estão entre os principais problemas enfrentados pelas corporações policiais atualmente. A reivindicação de mais equipamentos de segurança adequados à atividade policial por profissionais de segurança pública também não é algo novo. Não raramente o armamento é inadequado frente aos fuzis que os criminosos utilizam sem se preocuparem com a ilegalidade de seus atos. 

Segundo o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, um decreto deve ser publicado até o final do mês para permitir que policiais usem armamento apreendido com criminosos, após processo de legalização. O texto mudará substancialmente a regra atualmente em vigor no Estatuto do Desarmamento, que obriga o Exército do Brasil a destruir todas as armas apreendidas com bandidos. Além disso, a resolução diminuirá o tempo de espera para a compra oficial de armas que pode chegar a nove meses ou até mais. 

Moraes ainda negou que no novo governo haja uma política de enfrentamento ao crime, e preferiu chamá-la de política de legalidade. De fato, a ação proposta pretende transformar as milhares de armas ilegais utilizadas contra policiais e a população, em instrumentos legais de proteção e defesa da sociedade. Uma de muitas iniciativas necessárias para a legalização das armas de fogo e melhoria da segurança pública no País.

O posicionamento do Ministro é inédito naquela pasta e vem em encontro a algo que já sabemos faz muito tempo: urge uma mudança radical na legislação atual para que a mesma tenha poder para punir criminosos e garantir que instituições polícias, agentes de segurança e até mesmo o cidadão não continuem desarmados e à mercê dos criminosos.


Postado em 26/07/2016 às 10:27 0

Massacre no Japão: 19 mortos e 25 feridos. Para correspondente da Globo não foi tão ruim assim.


Por Bene Barbosa

No Japão, um desequilibrado invadiu, durante à noite, um centro para deficientes armado com facas. O ex-funcionário do local, percorreu quarto após quarto esfaqueando sistematicamente, enquanto dormiam, 44 pacientes. O saldo foi de 19 mortos e 25 feridos, sendo que 20 se encontram em estado gravíssimo.

O que me espanta é ver comentários como o do reportes Márcio Gomes, correspondente da Globo no Japão, que afirmou com cara de alívio: “ainda bem que ele não tinha uma pistola ou um fuzil”. Oi? Como é? O assassino mata 19 deficientes deixa outros 20 à beira da morte no pior ataque desse tipo desde 1945, mas poderia ser pior se não fossem às restrições às armas no Japão? Vá se lascar! Desonestidade jornalística te limites e a paciência dos telespectadores também! Por sorte ainda temos jornalistas como o Alexandre Garcia que imediatamente rebateu: basta uma faca nas mãos e essa loucura e esse ódio no cérebro.

Duvido que o repórter tenha a mínima ideia de quando e o porquê do desarmamento no Japão e a os motivos da eterna predileção pelas armas brancas pelo povo japonês. Desconhece, aquele que deveria informar, que o homem que esfaqueou os indefesos deficientes desobedeceu a lei japonesa que PROÍBE o porte de qualquer lâmina com mais de 6 centímetros! Crime que pode resultar em dois anos de prisão. A lei de controle de armas do Japão, que inclui espadas, facas e outros tipos de lâminas é bastante dura e rígida ao ponto de, em 2015, ter sido responsável pela prisão do diretor da Divisão de Gerenciamento de Crises da cidade de Wakayama depois dele ser flagrado pela polícia com uma faca em sua mochila.  Tais restrições vieram após uma série de ataques nos anos 90 e início dos anos 2000. Óbvio, me parece, que os malucos e psicopatas de lá também não se dão ao desfrute de respeitar a lei... 

Não é a primeira vez que isso acontece, não será a última. Malucos, terroristas e psicopatas sempre encontram uma forma, um instrumento, para o cometimento de barbáries como essa. Em Nice foram 84 mortos com o uso de um caminhão, em 11 de setembro quase 3 mil mortos com o uso de aviões, na China 34 mortos e 140 feridos à faca em uma estação de trem, em Boston, EUA, 3 mortos e 264 feridos com o uso de panelas de pressão e por ai vai.

As recentes tragédias nos mostram que aqueles que decidem matar possuem ao seu alcance a mais diversa gama de instrumentos para isso. Uma simples caneta pode se transformar em um objeto letal, assim como um martelo, uma chave de fenda ou um carro. Por outro lado, aos que querem se defender só há um instrumento eficaz para isso: a arma de fogo. O resto é historinha para boi dormir.


Postado em 22/07/2016 às 15:46 0

Cidadãos armados podem impedir terroristas! 


Por Bene Barbosa

Um marroquino de 37 anos esfaqueou uma mulher e suas três filhas em um resort nos alpes da França, após se enfurecer com as roupas que elas vestiam. As meninas tinham 8, 12 e 14 anos. Os ferimentos foram graves, mas a rápida intervenção médica salvou a vida das quatro. No dia anterior um refugiado de 17 anos armado com um machado atacou passageiros de um trem na Alemanha. Quatro pessoas foram feridas, três ficaram em estado grave. No dia 14 de junho o tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel deixou um rastro de corpos ao atacar a multidão em Nice. Sua arma foi um caminhão. O macabro saldo foi de 84 mortos e dezenas de feridos. Em novembro de 2015 a Cidade Luz foi o alvo. Armados com fuzis AK-47 e explosivos, oito terroristas fizeram mais de 100 vítimas fatais e deixaram centenas de feridos em Paris. 

...E o lobo soprou e soprou e a casa derrubou. 

Algumas lições podem e precisam ser aprendidas com esses terríveis e perturbadores exemplos. Em comum, todos pegaram de surpresa as forças governamentais que, em tese, deveriam estar lá para evitar casos assim. Restrições duríssimas à posse de armas na França, incluindo a proibição de fuzis automáticos e explosivos, não foram suficientes para impedir que os terroristas tivessem acesso a esses instrumentos. Na ausência de armas de fogo, um simples e inofensivo veículo, nas mãos de um monstro, pode ser muito mais mortal que a mais letal das armas de fogo. O cidadão europeu, de forma geral, sempre preferiu que o estado fosse o único a lhe proporcionar segurança e as armas sempre foram vistas como instrumentos para prática esportiva e para caça. Atirar em alguém para se defender? Sacré bleu! 

Você já ouviu falar de Ronald Noble? 

Se você não acompanha de muito perto, quase com uma visão microscópica, o assunto armas e desarmamento, provavelmente não. Ronald Kenneth Noble nasceu em 1956 em New Jersey, USA, graduou-se em direito pela Stanford Law School e economia e administração pela University of New Hampshire e lecionou na New York University School of Law. Durante a primeira administração Clinton, de 1993 a 1996, Noble serviu como subsecretário no Treasury for Enforcement, órgão do poderoso US Department of the Treasury e isso fez dele o supervisor direto da ATF (Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives) que sob o seu comando desempenhou um papel importante na agressiva política de controle de armas do governo Clinton. Não fica a dúvida de quais eram suas convicções sobre o assunto. Um desarmamentista! 

O massacre do Shopping Westgate e a quebra de paradigma... 

Em 2000, Noble se tornou o primeiro não-europeu a chefiar a Interpol e com uma administração irretocável foi reeleito mais duas vezes, ficando no cargo até 2014 e como ele mesmo explica, foram esses 14 anos de envolvimento direto na luta contra o terrorismo no mundo que mudaram radicalmente sua visão sobre o controle de armas.  

Após o terrível massacre no Shopping Westgate, no Quênia, onde 69 pessoas foram brutalmente assassinadas por um grupo de terroristas islâmicos, Noble, ainda diretor-geral da Imterpol, concedeu uma entrevista para a ABC News e declarou: “A sociedade precisa decidir como quer encarar o problema. Uma forma é assumir que queremos uma sociedade armada. Como você protege alvos fáceis? Isso é um grande desafio. Não se pode ter policiais armados em todos os lugares”. Mais recentemente ele voltou ao assunto, desta vez como fundador da RKN Global, uma empresa de consultoria para soluções em segurança, publicando um vídeo intitulado “Cidadãos armados podem ajudar a impedir massacres terroristas como o de Nairóbi e Paris”. 

Em suma, o então diretor-geral da mais importante agência internacional de combate ao crime e ao terrorismo acabava de reconhecer uma verdade insofismável: o estado NÃO pode proteger todos, o tempo todo e em todos os lugares! 

Não é sem motivos que podemos dizer que ele está correto. Uma análise feita pela Cato Institute chamada “O custo e as consequências do controle de armas” mostra que em 25 anos, nos EUA, pelo menos 10 massacres foram impedidos por cidadão armados. São eles: Restaurante Shoney’s no Alabama (1991); Pearl High School no Mississippi (1997); middle school dance na Pennsylvania (1998); Appalachian School of Law na Virginia (2002); Trolley Square Mall em Salt Lake City (2007); New Life Church no Colorado (2007); Players Bar and Grill em Nevada (2008); Sullivan Central High School no Tennessee (2010); Shopping Clackamas  no Oregon (2012; três dias depois de Newtown); Mayan Palace Theater em San Antonio (2012; três dias depois de Newtown); e Sister Marie Lenahan Wellness Center em Darby, Pennsylvania (2014). Alguém ouviu ou leu uma só linha na imprensa sobre isso? Não, claro que não! 

Encerro este artigo enquanto assisto, desolado, mais um ataque na Europa. Desta vez na Alemanha onde terroristas abriram fogo contra cidadãos desarmados. A polícia chegou somente depois que tudo já havia acontecido. Como disse Roger Scruton: “Nós, conservadores, somos chatos. Mas também estamos certos”. 

Referências: 

Vídeo sobre o ataque em Nairóbi  https://vimeo.com/165401221

Análise sobre os custos e as consequências do controle de armas feito pela Cato Institute  http://www.cato.org/publications/policy-analysis/costs-consequences-gun-control

 


Postado em 21/07/2016 às 14:06 0

Quando a segurança pública é de brincadeira, brinquedos são levados a sério.


Por Bene Barbosa

Nos últimos dias a imprensa nacional foi inundada com matérias sobre o uso de armas de fantasia, simulacros de armas chamados airsofts, que estão sendo usadas - de acordo com as reportagens – com grande frequência para cometer assaltos e outros crimes. A pauta, repercutida pela imprensa de forma sistemática, é de uma conhecida ONG desarmamentista de São Paulo que afirma ter um “estudo” provando que 30% das armas usadas em roubos são simulacros. Pois bem, fazendo uma rápida pesquisa não foi difícil checar o “arsenal” de simulacros usados por criminosos. Vejamos alguns casos:

“Homem usa torneira para simular arma durante assalto em Araraquara”, G1, 14/04/16;

 

“Homem assalta padaria em Vitória com pistola de cola quente”, G1, 19/02/15

“Polícia vai periciar arma usada em sequestro de dez horas no DF. Há a suspeita de que pistola usada por homem pode ser de videogame.” G1, 27/02/09 – NOTA: foto que ilustra essa reportagem. Sim, é isso mesmo que vocês entenderam, foi necessária uma perícia para saber que essa arma era do videogame Master System;

“Dupla é detida após tentar assaltar mulher com secador de cabelo na BA” G1, 15/01/15;

“Bandido usa guarda-chuva para cometer assalto no DF”, R7, 10/04/12;

E, finalmente, guardei o melhor para o final... “Travesti é presa em Pernambuco acusada de assaltar estudantes usando um vibrador”, jornal Extra, 29/02/16.

Entenderam? No país onde o cidadão foi desarmado, onde se cultua a histeria contra armas de fogo, onde o policial precisa pensar 10 mil vezes antes de atirar contra um criminoso, qualquer coisa vira uma “arma”.

Assistindo e lendo tais reportagens cheguei a esquecer, por um segundo, que o Brasil é um país com 60 mil homicídios por ano, onde só no Rio de Janeiro a polícia apreende dois fuzis por dia, onde quadrilhas desfilam armados até com armas em calibre .50, onde nossas fronteiras são um verdadeiro queijo-suíço, onde menores impunes esfaqueiam e matam pessoas em plena luz do dia, mas, claro, agora problema são as armas de brinquedo, as armas que não são armas!

Por qual motivo os criminosos as usam? Porque sabem que não vão levar tiros de verdade, porque estão amparados e justificados pelo discurso do “nunca reaja” e que pegos serão ainda beneficiados pela lei que deveria, em tese, defender a sociedade contra eles. Está na hora de falar sério sobre a nossa calamitosa segurança pública que, ao que parece, trata os criminosos como inocentes crianças e os brinquedos com a toda a seriedade do mundo. Tudo invertido.


Postado em 13/07/2016 às 14:56 0

A bela e as feras


Por Bene Barbosa

Não entrarei aqui nos detalhes técnicos e jurídicos que levaram o promotor Francisco Santiago oferecer denúncia contra Gustavo Henrique Bello, cunhado de Ana Hickmann, pela morte do fã que tentava matá-la. Acredito que o juiz acatará a denúncia e Gustavo, que ao reagir salvou a vida de todos como já firmei em outro texto publicado neste blog e que pode ser lido AQUI, terá que provar no Tribunal do Júri que agiu em legítima defesa e que não houve excesso. Que no caos, na fúria e no terror que se instalaram naquele quarto de hotel nada de diferente poderia se esperar. Terá que provar o que a opinião pública já sabe e sente: o fim do psicopata foi trágico, justo e moral. 

Ana Hickmann, Gustavo, sua esposa e todos os amigos e familiares próximos terão que se preparar para anos de sofrimento e tensão. A chance real de condenação e, portanto, de cadeia é muito remota, mas existe. Situação terrível que ninguém merece passar e que causou e está causando revolta – justíssima! – até mesmo naqueles que pouco tempo atrás não conheciam essa realidade, entre eles, muita gente da própria emissora onde a apresentadora trabalha. 

Não foram poucas as vezes que vimos e ouvimos apresentadores e jornalistas da TV Record repetindo o mantra “nunca reaja”. Também não foram poucas as vezes que reportagens nesse canal pediram “rigorosas investigações” quando policiais mataram em legítima defesa própria e de terceiros. Em contra ponto, não vi uma só linha, não vi um só segundo de indignação quando outros tantos casos semelhantes ao da apresentadora aconteceram como, por exemplo, o atirador esportivo de Cubatão, litoral de São Paulo que, mesmo baleado na perna e na cabeça, matou um assaltante, baleou o outro e acabou preso! Não só ele como a sua esposa! Esse é apenas um caso, há incontáveis outros. Não, eles não mereciam passar por isso. Ninguém merece!

A bela encontrou-se com a fera travestida de fã, foi salva pela fera contida no heroico cunhado. A bela foi julgada pela fera do politicamente correto que insiste na farsa de que toda vida é uma vida, que a vida do facínora vale tanto quanto de suas indefesas vítimas. Estão sentindo a fera dos aplicadores do direito que se embasam na legalidade de suas ações, legalidade essa que nem sempre reflete justiça. Ana, seu cunhado e sua cunhada encararam a fera do fracasso da legislação que impede ao cidadão o direito de defesa, mas não passa nem perto de impedir que toda sorte de malfeitores tenha em mãos os instrumentos necessários para seus malévolos intentos. Feras que surgem das entranhas dos discursos ideológicos, de Rousseau e Foucault, de Chaui e Karnal e que, sub-repticiamente, transformam o herói em vilão, a bela em feia, as vítimas em acusados e o justo em injusto.


Postado em 07/07/2016 às 18:06 0

Rodrigo Janot: Uma pistola ao lado da cama e o desarmamento dos outros


Por Bene Barbosa

O procurador-geral da República do Brasil, Rodrigo Janot, ao ser inquerido por um repórter do Washington Post se ele não tinha medo de represálias por conta da Operação Lava-jato respondeu: "Durmo com uma pistola ao lado da cama. Ela possui três carregadores com 14 cartuchos cada um”. Janot não exerce função policial ou militar, não tem, portanto, obrigação legal de entrar em confronto com criminosos ou de fazer uso de sua arma no cumprimento dos deveres que lhe impõe seu cargo. Janot tem uma arma para sua defesa e, assim, mesmo que implicitamente, assume o que todos nós sabemos: o Estado não é e nunca será onipresente na sua defesa. Janot, por ser membro do Ministério Público possuiu porte funcional e direito de possuir armas em calibres restritos. Até aqui, nenhuma crítica e total respeito ao seu direito de defesa.

O problema começa quando o mesmo Rodrigo Janot Monteiro de Barros, que também exerce a função de presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, assina uma nota técnica desta instituição dando apoio ao atual Estatuto do Desarmamento e colocando-se oficialmente contra a aprovação do PL 3722/12 de autoria do deputado Rogério Peninha que restituiu ao cidadão ordeiro o direito à posse e ao porte de armas. Diferentemente do que tenta transparecer a nota, tal possibilidade, ainda trará uma grande quantidade de restrições e preceitos legais obrigatórios, muito diferente da falsa afirmação que “qualquer um” poderá comprar e portar armas de fogo.

Ainda encontramos citações de dados poucos condizentes com a realidade brasileira atribuindo magicamente à lei em vigor uma estabilização dos homicídios no Brasil. Afirmação que não se sustenta nos próprios números divulgados no Atlas da Violência 2016 que indicam que em 2014 tivemos 59.627 homicídios, número recorde. Não bastasse esse impressionante número, após a entrada em vigor do Estatuto, o número de homicídios cometidos com o uso de armas de fogo também atingiu o mais alto patamar, com mais de 70% de presença nos assassinatos. E vamos mais fundo! De 2004 até 2014, sob a égide da lei desarmamentista, 19 estados brasileiros apresentaram vigoroso crescimento nas taxas de homicídios e nos que apresentaram decréscimo, na maioria das vezes muito tímido, não há nada coisa que indique que isso seja devido a atual política desarmamentista.

Mesmo que houvesse perfeição nas questões técnicas e estatísticas – e como vimos acima, não há! – temos ainda a incompatibilidade absoluta do discurso empregado em contraposição à atitude do órgão que jamais criticou ou cogitou abrir mão do porte funcional de seus membros. Por qual motivo, eu, um cidadão comum, devo acreditar que o monopólio da segurança oferecido pelo Estado será suficiente ou eficiente em me proteger, proteger minha família e nosso patrimônio quando o próprio presidente da entidade dorme com uma pistola calibre .40 S&W e 3 carregadores ao lado da cama, sabedor que as forças de segurança não estarão lá quando ele realmente precisar?  E convenhamos que ele está longe de ser apenas mais um cidadão comum ligando 190.


Postado em 30/06/2016 às 13:16 0

Armas e acidentes: mais luz e menos calor!


Por Bene Barbosa

Pouca coisa causa mais comoção que acidentes que façam crianças vítimas fatais, em especial quando o receptor da notícia ou pseudonotícia seja pai e mãe. Eu, como pai de três filhos, sei bem disso. O problema é que os desarmamentista também sabem e não se sentem nem um pouco constrangidos em usar sangue inocente para adubar a ideia que armas são perigosíssimas e ninguém está seguro perto delas, em especial as crianças. Pois bem, será mesmo?

Dias atrás, Eduardo Bolsonaro, deputado e policial federal, esteve no programa Pânico da rádio Jovem Pan. Durante a entrevista-debate o apresentador do programa, Emílio Surita, jogou o seguinte dado: nos EUA acidentes com armas matam mais que acidentes com automóveis. Quase cai da cadeira! Esse dado estava absolutamente incorreto e naquele momento milhares de pessoas desavisadas poderiam sair por ai repetindo isso, acreditando na veracidade da citação. Vamos aos números verdadeiros.

Consultando uma fonte confiável, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), em seu relatório anual “National Vital Statistics Reports” edição 2013 (a mais recente) verificamos que houve apenas 505 acidentes fatais envolvendo disparos não-intencionais de armas de fogo nos EUA, naquele ano. Lembrando que, na época, havia 270 milhões de armas em circulação naquele país. No mesmo período, 3.391 pessoas morreram afogadas, 30.208 foram vítimas fatais em quedas, 2.760 em incêndios, 35.369 em acidentes com veículos automotores e 38.851 por ingestão acidental ou exposição à substância tóxicas, incluindo remédios e produtos de limpeza.

Não obstante o baixo número de acidentes, desde 1981 o número envolvendo armas desabou, saindo de quase 2 mil casos para pouco mais de 500. Ao que se deve isso? À restrição é que não é! Nunca se vendeu tantas armas lá quanto se vendeu desde à década de 90. De 1990 até os dias atuais foram comercializadas mais de 170 milhões de armas novas em solo americano. Tal queda (demostrada no gráfico que ilustra esse artigo), apontam alguns estudos, se devem a dois fatores principais. O primeiro é que as armas mais modernas se tornaram mais seguras e, o principal deles, há hoje uma forte conscientização de que as crianças devem ser educadas no trato com armas. Um desses programas é o Eddie Eagle criado pela NRA que possuiu comprovada eficácia na redução de acidentes envolvendo crianças e armas.

Como eu disse, nada choca mais e causa mais preocupações que acidentes envolvendo crianças e, não são só os desarmamentista, que se utilizam disso. Alguns também o fazem para vender o seu peixe. É o caso de uma empresa israelense chamada Zore que desenvolveu um produto que trava a arma e ainda envia um alerta caso a mesma seja movimentada sem autorização do proprietário. Em seu vídeo-propaganda, republicado no perfil do grupo Nordeste Libertário, eles afirmam que 2.700 crianças morrem por ano nos EUA com acidentes envolvendo armas de fogo. Número, como já vimos acima, absolutamente falso! Para se ter uma ideia exata da desonestidade, dos 505 acidentes fatais em 2013, apenas 69 envolveram crianças até 14 anos. Medo para gerar interesse no produto... Apelação pura! Nunca vi com bons olhos travas, muito menos as que utilizem componentes eletrônicos, que não raramente apresentam falhas. Além disso, tente colocar um código em um dispositivo quando a porta da sua casa está sendo arrombada ou alguém pula o muro, de arma em punho e avança contra você. Arma deve estar em pronto uso ou não serve para defesa.

O que os vampiros do desarmamento não gostam de dizer - e nunca dizem! - é que o mesmo CDC, anos atrás foi incumbido pelo presidente Obama de preparar um relatório sobre as armas de fogo nos EUA com o objetivo de embasar uma legislação mais restritiva. Produziu um relatório que foi um banho de água fria nas intenções presidenciais. O estudo indicava que, a despeito do gigantesco crescimento na venda de armas e a liberação do porte na maioria dos estados, houve acentuada queda nos crimes violentos, incluindo os homicídios. Os acidentes, como já demostramos, também desabaram e que, atenção!, as armas de fogo eram usadas até 3,5 milhões de vezes em legítima defesa por ano! Quantas crianças foram então salvas pela existência de armas nas mãos de seus pais e responsáveis? Incontáveis! Mas isso não interessa aos desarmamentista.

No Brasil a situação não é diferente, de acordo com o DATA/SUS, em 2012, 1.862 crianças até 14 anos morreram em acidentes de trânsito, 1.161 afogadas, 756 sufocadas, 297 vítimas de queimaduras, 220 em quedas, 83 intoxicadas e 21 por disparo acidental de armas de fogo. Então quando vocês ouvirem algo diferente disso, saibam que é mentira.

Tenho três filhos e faria qualquer coisa por eles. Pagaria de bom grado com a minha vida a possibilidade de mantê-los em segurança. Se, por menor que fosse a possibilidade, as armas significassem menos proteção e mais chances de acidentes, não pensaria duas vezes em “mudar de lado”, mas anos de estudos e vivência prática me demostraram exatamente o contrário, por esse motivo, o que precisamos é menos calor, menos emoções e mais racionalidade, mais luz nesse infindável debate!