Sobre muros, armas e os bilhões em narcodólares

O muro de Trump com a fronteira mexicana continua dando o que falar, mesmo  que o tal muro já tenha sido em boa parte construído nos governos de Bill Clinton e Barack Obama.  Mas sabe como é, para muitos o certo e o errado dependem única e exclusivamente se o presidente é Republicano ou Democrata. O próprio México, que enfrenta grandes problemas por conta de criminosos ilegais na sua fronteira com a Guatemala, vem discutindo a ideia de se construir “barreiras físicas” com aquele país... Voltemos ao muro de Trump, o malvadão!

Os cartéis de drogas mexicanos vivem em eterna guerra, quase sempre pelo controle do mais importante mercado para eles: os EUA! Pela fronteira entram toneladas de drogas anualmente e estimativas do próprio governo mexicano é que a movimentação financeira seja na casa dos 35 bilhões de dólares por ano! Convenhamos que é um montante injetado na frágil economia mexicana que não se pode desprezar e os governantes de lá sabem muito bem disso. Esse montante ainda é engrossado por milhares de imigrantes, legais e ilegais, que mandaram 27 milhões para seus parentes que ficam por lá só em 2016.

Oras, não é preciso dizer que a construção do muro afetaria em muito esse fluxo de bilhões de dólares, talvez aí esteja o real descontentamento de todos os presidentes mexicanos com a ampliação da vigilância sobre a fronteira. Presidentes esses que não se furtam em criticar duramente os EUA por ser o responsável de abastecer os cartéis com armas contrabandeadas. Interessante é que as críticas sempre surgem na forma de controle e restrições para venda de armas em solo americano e nunca no controle de fronteira! Aparentemente, e eu posso estar enganado, os bilhões de dólares que entram ilegalmente em solo mexicano parecem não incomodar... Enquanto isso – que lindinhos! – querem acabar com a Segunda Emenda da Constituição Americana porque não conseguem controlar seus próprios criminosos!

Claro que o muro traz uma forte simbologia de separação, até de xenofobia, porém não podemos esquecer que a maioria dos mexicanos que estão ilegais no país entraram com vistos de entrada e não foram mais embora daquela nação preconceituosa, capitalista selvagem e xenófoba... Esse pessoal deve se maluco de querer ficar lá, não é mesmo? Seja como for, convenhamos, se o presidente mexicano estivesse realmente preocupado em minimizar o tráfico de armas e o de drogas, deveria sim apoiar o muro, fazendo garantir o respeito aos mexicanos que para lá vão em busca de uma vida melhor, de trabalho, de oportunidades e não para vender metafetamina e outras drogas às toneladas, mas ai, sabe como é, haveria alguns bilhões de dólares a menos na máquina da corrupção que garante a existência dos cartéis.

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Assalto, tiroteio e mortos: apenas mais um dia comum em um shopping paulista... e eu estava lá.

Foto: Divulgação/Arquivo 857141f5 e611 4077 a2f6 98274420e2be Bene Barbosa

Uma quadrilha tentou assaltar uma loja da Samsung em um dos maiores shoppings de São Paulo, o shopping União de Osasco. Quatro homens armados com duas pistolas, uma sendo em calibre .40, uma submetralhadora 9mm e um revolver, invadiram a loja perto das 10:30 e renderam funcionários no local. Cercados por policiais à paisana, que estavam presentes, abriram fogo e houve uma intensa troca de tiros.

Os bandidos pegaram uma das vendedoras de refém e conseguiram sair do shopping. Houve perseguição e após baterem em um ônibus acabaram baleados pela Polícia Militar de São Paulo, que mais uma vez agiu da forma que precisa agir! Dois morreram no local e dois foram encaminhados para hospitais da região. Ninguém mais saiu ferido.

Seria apenas mais um dos tantos casos que ocorrem diariamente em São Paulo e por todo o Brasil, se não houvesse o pequeno detalhe: eu estava lá, com meu filho do meio, de oito anos, minutos depois da ocorrência. Coisa de mil metros de lá, chegamos a ver várias viaturas passando em alta velocidade, incluindo uma que seguiu pela contramão em uma movimentada avenida. Chegamos ao shopping, que sequer foi fechado, e pudemos constatar as marcas dos disparos que atingiram vitrines e paredes do estabelecimento.

Tratei o caso com a máxima tranquilidade que consegui para não causar pânico no meu moleque. Conversei com vários vendedores e atendentes e todos, absolutamente todos, desejaram que a polícia desse cabo dos assaltantes. Havia revolta e medo na fala de cada um deles.

Uma moça, de uns 18 anos, dizia para a outra: “eu moro na favela, acordo cedo, trabalho muito e ganho pouco, estudo à noite e vem esses vagabundos para fazer isso. Tenho um menino de 4 anos me esperando em casa e a gente nunca sabe se vai voltar”. Todos, de todas as classes sociais estão de saco cheio da bandidagem. Nem todos, é verdade. Não duvido que apareça rapidamente aquele pessoal que ama a bandidagem para dizer que a polícia agiu com excesso, que os policiais à paisana não deveriam ter enfrentado os criminosos dentro do shopping e todo esse lengalenga politicamente correto que nos trouxe até agora.  Para esses, meu recado: vão à merda!

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O pseudoparadoxo de Nogales: restrições às armas não trazem segurança!

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Nogales é uma cidade dividida onde parte fica nos EUA e a outra no México. Há então duas Nogales, separadas por um enorme muro construído com barras de metal em 1994 durante o governo de Bill Clinton. Imaginemos que dois irmãos, Juan e John, um nascido do lado mexicano e outro do lado americano resolvam comprar uma arma para sua defesa. Em tese, ambos possuem esse direito. Ambos estariam exercendo um direito constitucional. Vejamos o que dizem suas respectivas Leis Maiores:

“Los habitantes de los Estados Unidos Mexicanos tienen derecho a poseer armas en su domicilio, para su seguridad y legítima defensa, con excepción de las prohibidas por la Ley Federal y de las reservadas para el uso exclusivo del Ejército, Armada, Fuerza Aérea y Guardia Nacional. La ley federal determinará los casos, condiciones, requisitos y lugares en que se podrá autorizar a los habitantes la portación de armas.” Constituição Mexicana

“A well regulated Militia, being necessary to the security of a free State, the right of the people to keep and bear Arms, shall not be infringed.” Constituição dos Estados Unidos da América.

John vai até uma das muitas lojas de armas da pequena Nogales americana, olha uma infinidade de modelos e calibres de dezenas de fabricantes nacionais e estrangeiros. São revolveres, pistolas, carabinas, fuzis e espingardas. Se tudo estiver certo, formulário preenchido, checagem de antecedentes feita de forma on-line ele estará em posse de sua arma em até 30 minutos. Se no dia seguinte quiser comprar mais uma, e outra e depois outra, sem problemas!  Não há limite de armas e munições.

Enquanto isso Juan começa seu processo: primeiramente junta uma série de documentos como comprovação de residência, comprovante de trabalho lícito, antecedentes criminais e mais uma série de documentos burocráticos e trabalhosos. Toda essa documentação é enviada ao órgão estatal responsável pela autorização de compra. A autorização pode ser ou não dada, de forma totalmente discricionária. Imaginemos que o burocrata teve um boa noite anterior e autoriza a compra. Esse foi apenas a primeira parte de Juan e de qualquer um que tente comprar legalmente uma arma de fogo lá.

Juan, que é pobre, terá que pegar um ônibus e viajar por mais de 2.000 km. Serão aproximadamente 24 horas ininterruptas de estradas. Sim, é isso mesmo! Só há uma única loja de armas no México e fica na capital, em um distrito militar, sendo diretamente controlada pelo Exército daquele país. Poderá escolher entre meia dúzia de opções de armas importada pois não há no México uma só fábrica de armamento, o que faz com que 100% das milhares de armas ilegais apreendidas todos os anos seja de fabricação estrangeira. Também há restrições de calibres (.380ACP para pistolas e .38SPL para revolveres) muito parecida com a que vigora no Brasil. Caso ele escolha uma arma longa, uma espingarda ou carabina, terá que ser filiado a um clube de tiro e caça... Mais uma mórbida semelhança com a legislação tupiniquim. Agora é só encarar o caminho de volta...

Não é necessário dizer que na Nogales de John, o americano, há muito mais cidadão legalmente armados do que na Nogales do pobre Juan... Pela lógica desarmamentista, onde há mais armas há mais crimes e afirmar o contrário seria um paradoxo. Falso paradoxo! A Nogales americana tem baixíssimos taxas de crimes. De 2002 até 2012 ocorreram dois homicídios. Durante 8 dos 10 anos a taxa de homicídios na cidade foi ZERO! Estupros? Em média apenas um por ano. Enquanto isso, na Nogales latina, só em 2014, foram 74 assassinatos e altas taxas de todos os tipos de crimes.

Então vamos relembrar: Nos EUA a constituição garante o direito à posse e ao uso de armas de forma não condicionada. No México a Constituição garante apenas em tese pois coloca nas mãos do governo e das forças armadas todo o controle o que se traduz em uma arbitrariedade muito semelhante a brasileira. Nos EUA há aproximadamente 6 mil fabricantes de armas e munições. No México não há nenhuma fábrica de armas. Nos EUA há aproximadamente 50 mil lojas de armas e no México, apenas uma que fica e é controlada diretamente pelo exército. Em 2014 os EUA estavam na confortável 94º posição no que diz respeito à taxa de homicídios (5,4 por 100 mil habitantes) e o México com 22,0 homicídios por 100 mil habitantes sendo o 15º. País mais violento do mundo, posição ainda melhor ao Brasil que ocupa a 11ª posição com 32,4 homicídios por100 mil habitantes. No México, o governo autorizou a venda de 10.115 armas em 2015. Nos EUA, em 2015, o FBI processou mais de 23 milhões de checagens de antecedentes que em sua maioria absoluta resultaram na efetiva compra de uma ou mais armas.

No Brasil a situação não é muito diferente. Desde a implantação do chamado Estatuto do Desarmamento, 90% das lojas de armas fecharam. A venda despencou abismo abaixo e hoje não representa nem 10% do que foi nas décadas de 80 e 90. E a criminalidade? Bom, acho que não preciso nem falar sobre isso. Sorte de quem pode se mandar para Nogales.... Nogales do John, claro!

P.S.: algumas pessoas disseram que eu não estava sendo honesto ao não considerar a diferença de população entre as duas cidades. Sem problemas! Vamos lá: Na Nogales de John, nos dois anos onde houveram apenas dois assassinatos a taxa por 100 mil habitantes foi de 4,7. Nos outros anos a taxa foi ZERO. Na Nogales de Juan, em 2014 a taxa foi de 37 homicídios por 100 mil habitantes. Nos anos anteriores a coisa não foi diferente (embora os dados disponíveis sejam conflitantes):

2010 – 226

2011 - 81

2012 - 56

2013 - 43

2014 - 74

2015 – 46

2016 – 50

Fontes:

 

http://www.city-data.com/crime/crime-Nogales-Arizona.html

https://www.fbi.gov/file-repository/nics_firearm_checks_-_month_year.pdf/view

http://www.excelsior.com.mx/nacioal/2016/08/17/1111571

http://armasdefuego.mx/como-comprar-un-arma-legalmente-en-mexico/

http://statelaws.findlaw.com/arizona-law/arizona-gun-control-laws.html

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Arma em formato de iPhone...A imprensa e seu eterno desconhecendo do mundo real...

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De tempos em tempos a imprensa é pega de surpresa com algum lançamento ou novidade no mundo das armas de fogo e munições e, claro, com total desconhecimento sobre a matéria sai em desabalada e histérica carreira publicando tudo aquilo que ela imagina ser verdade. Quase sempre um amontoado de bobagens e premonições catastróficas que deixariam Nostra Damus apavorado! Chamar alguém que tenha o mínimo conhecimento técnico sobre o assunto? Nem pensar! Muito melhor é consultar aqueles “especialistas” de sempre, do mais do mesmo, que no fundo não fazem a menor ideia do que estão falando. Para exemplificar temos o recente aparecimento das tais armas feitas em impressoras 3D. Lembram do alarde que foi feito? E ai, na prática o que ocorreu? Algum atentado? Um mísero homicídio? Armas sendo impressas e distribuídas pelas ruas? Nada! Só barulho. Festim!

A última agora é o lançamento de uma pistola em calibre .380 ACP com capacidade de apenas dois cartuchos e que se parece com um celular, mais precisamente com um i-Phone. Pronto! Imediatamente pipocaram pelo mundo matérias sensacionalistas que fazem parecer que tal arma é imperceptível e alguém com uma dessas poderia entrar em qualquer local... Primeiramente ela não é invisível nem ao olho humano que com uma rápida examinada pode identificar que não se trata de um celular “comum” e muito menos é invisível aos detectores de metal, equipamentos de raio-X e scanners corporais... E, segundo, para espanto de muitos jornalistas, isso não é sequer novidade!

Desde que as armas foram desenvolvidas, sejam de fogo ou não, muito se empenharam em dissimulá-las em objetos comuns e inofensivos. Assim, se qualquer um der uma vasculhada no Google procurando por “armas dissimuladas” ou “Disguised firearms”. Encontrará armas dissimuladas em formatos de anel, relógio, crucifixo, caneta, isqueiro, bengala, fivelas de cinto, guarda-chuva, maleta, lanterna, maço de cigarros, cachimbo e mais uma infinidade de opções! Nem mesmo a ideia do telefone celular é nova. Lá pelos meados da década de 90, um produtor não identificado lançou uma versão onde o celular-pistola era em calibre .22 e podia efetuar 4 disparos consecutivos, é possível encontrar vídeos dessa arma no Youtube. Neste último caso, em especial, lembro-me muito bem do alarde da imprensa sobre como ele poderia ser usado por criminosos, terroristas e contra policiais... Até onde se sabe, não houve um só caso!

Não bastasse isso temos ainda armas em tamanho diminuto com os mini-revolveres da North American Arms, Derringers (pequenas pistolas de dois tiros) e pistolas semiautomáticas minimizadas em seus mecanismos e calibres. Todas elas podem ser – e são! – escondidas de várias formas.  Eu mesmo, na década de 90, portei – legalmente, é bom dizer - uma pequena pistola Taurus modelo PT 51 em calibre 6,35mm dentro de uma carteira coldre. Aqui faço um parêntese: a legislação brasileira proíbe qualquer tipo de arma dissimulada, ou seja, uma arma feita em formato de outro objeto com o intuito de evitar que a mesma seja identificada como tal.

O que demostro é que, mais uma vez, há muito barulho por nada. Histeria anti-armas já muito bem conhecida por nós e só isso. Pode alguém cometer uma atrocidade com a tal arma i-Phone? Sim, poderia. É provável que aconteça? Muito pouco provável. E mesmo que ocorra, a inexistência dela não impediria que ocorresse, pois há e sempre haverá existência de outras opções tão ou mais eficazes.

Michael Moore, um dos mais doentios defensores das restrições para armas, mesmo ele, não foi capaz de ignorar a verdade de que qualquer objeto pode se tornar uma arma mortal e após o fatídico 11 de setembro em NY, escreveu:

"Isto começou como um documentário sobre a violência com armas na América, mas o maior assassinato em massa de nossa história acabou de ser cometido - sem o uso de uma única arma! Nem um único projétil disparado! Nenhuma bomba foi explodida, nenhum míssil disparado, nenhuma arma (ou seja, um dispositivo fabricado especificamente e com o propósito único de matar humanos) foi usada. Um estilete! - Eu não consigo parar de pensar nisso. Mil leis de controle de armas não teriam prevenido esse massacre. O que estou fazendo?"

A imprensa precisa urgentemente parar de se retroalimentar sobre certos assuntos, parar de acreditar que o seu pensamento ou suposto conhecimento, discutido em mesas de barzinhos badalados com outros jornalistas que pensam exatamente da mesma forma, são a verdade absoluta e incontestável.  Publicar coisas assim, sem ouvir quem realmente entendo sobre o assunto, quase sempre acaba em vergonha daqueles que parecem fazer questão de viver fora do mundo real.

 

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Quando o antimilitarismo bocó encontra a ignorância desarmamentista

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O deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP) postou recentemente um artigo sobre como teria o Japão conseguido ter números tão baixos de homicídios com o uso de armas de fogo em seu território e para tanto resolveu usar como comparativo os EUA. Bom, vocês já podem imaginar o que acontece quando o antimilitarismo bocó e a ignorância desarmamentistas se encontram...

O que podemos esperar de alguém que se põe a falar sobre armas e desarmamento e não conhece nem mesmo a diferença entre posse e porte de armas? Em seu artigo - ou de seu “ghost writer”, tanto faz – o deputado afirma que 88,8% da população americana tem porte de arma. Errado! Essa porcentagem é de proprietários de armas e assim mesmo é bastante imprecisa, pois leva em conta apenas o número total de armas colocadas à disposição no mercado americano e o número de habitantes.

Bem, sabemos que é muito comum que cidadão daquele país tenha mais de uma arma. Portanto, essa porcentagem mostra no máximo a relação entre armas totais nas mãos de civis e o total da população e repito: NÃO SE CONFUNDE COM O PORTE DE ARMAS.

Dá para piorar? Sempre dá! O artigo afirma que ocorreram 33.599 em um ano... Em um ano? Como assim? É uma média? Em qual ano? Ninguém sabe! E além de tudo - e isso tira ainda mais credibilidade do texto - nesse montante de mortes estão contabilizados os homicídios, as mortes justificadas (legítima defesa e mortes em confronto com a polícia) e suicídios! Nada menos que mais de 20 mil mortes a mais! O autor ainda faz questão de excluir do artigo o número de suicídios no Japão, que com desarmamento, teve mais de 25 mil casos somente em 2014! Também não cita os quase mil assassinatos cometidos com facas e outros objetos em solo japonês.

E acabou? Pior que não... O deputado afirma que a polícia americana é militarizada. Falso! Absolutamente falso! Embora a estética dos quase 18 mil departamentos de polícia existentes nos EUA seja semelhante à estética militar, em mais nada se confundem. O nobre deputado – ou o assessor que lhe escreveu o texto – ouviu o galo cantar e não sabe onde, como diria minha avó. O que se discute hoje nos EUA sobre a “militarização” da polícia diz respeito tão somente ao armamento, equipamentos e uniformes utilizados. Eles saíram daquela estética do policial de uniforme impecável, quepe e gravata para uma vestimenta de combate. Isso gerou uma série de protestos e desconfortos em especial nos liberais (esquerda americana), libertários e até mesmo em vários conservadores.

Ao contrário do que se afirma no texto, não há nenhum estudo que mostre que essa “militarização” trouxe qualquer resultado negativo ou tenha aumentando a chamada letalidade policial. Ah, antes que eu esqueça: a polícia japonesa moderna foi profundamente influenciada pela ocupação americana após 1945 e abandonou o modelo militarista e centralizado para um modelo civil e descentralizado, à semelhança americana!

 

 

Sobre o desarmamento no Japão, suas causas e consequências, eu já publiquei dois textos e não incomodarei meus leitores com repetições. São eles: “Atenção BBC, Globo e Folha: Desarmamento não é responsável pela baixa criminalidade no Japão, mas vocês sabem muito bem disso!” que mostra as inverdades por trás da reportagem que foi inspiração para o deputado e o “Japão: desarmamento, opressão, dominação e a incapacidade de defesa de uma nação”, onde falo sobre os motivos para o desarmamento no Japão no século XVI e os efeitos desastrosos apontados por vários historiadores, entre eles a imposição da abertura de seus portos para o Ocidente após a nada amistosa visita de quatro navios de guerra da Marinha Americana.

A postagem feita pelo deputado em seu Facebook já recebeu centenas de comentários críticos. É, deputado, não estamos mais em 1964 quando a esquerda falava qualquer bobagem e não havia ninguém lá para contestar e mostrar, escancarar, as mentiras, as meias-verdades e as ignorâncias.

 

Publicação do deputado: https://www.facebook.com/DeputadoPauloTeixeira/photos/a.396715610372500.89447.123368671040530/1381396105237774/?type=3&comment_id=1382335971810454&notif_t=like&notif_id=1484169174550352&pnref=story

 

Japão: desarmamento, opressão, dominação e a incapacidade de defesa de uma nação.

http://www.cadaminuto.com.br/noticia/294802/2016/11/01/japao-desarmamento-opressao-dominacao-e-a-incapacidade-de-defesa-de-uma-nacao

 

Atenção BBC, Globo e Folha: Desarmamento não é responsável pela baixa criminalidade no Japão, mas vocês sabem muito bem disso!

http://www.cadaminuto.com.br/noticia/297722/2017/01/09/atencao-bbc-globo-e-folha-desarmamento-nao-e-responsavel-pela-baixa-criminalidade-no-japao-mas-voces-sabem-muito-bem-disso

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Silas Malafaia: quem tentar me atacar vai morrer!

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Lá vou eu colocar a mão em vespeiro! Mas, quando eu não fiz isso? Confesso que tenho certas simpatias pelo pastor Silas Malafaia: sua capacidade de debate, sua coragem em defender temas considerados politicamente incorretos e um ou outro ponto de vista. Dito isto - e aqui não discutirei religião, seus pregadores e métodos - não posso me furtar de, mais uma vez, mostrar a hipocrisia do pastor no que diz respeito às armas e o direito de defesa dos cidadãos ditos comuns.

Em outubro de 2015, Malafaia gravou um vídeo atacando o PL 3722/12 do Deputado Rogério Peninha, que visa garantir ao cidadão idôneo, que cumpram requisitos objetivos e necessários, o direito à posse e ao porte de armas para sua defesa.

Dizia ele não acreditar que o cidadão tivesse o direito de se defender com o uso de armas e que mais armas trariam mais violência... Na época, gravei um vídeo falando disso e apontava exatamente a hipocrisia de quem negava esse direito aos outros enquanto se cercava de seguranças armados.

Nunca tive respostas e muitos me acusaram de mentir ao afirmar que o pastor teria seguranças armados para sua proteção...

Eis que hoje, 11 de janeiro de 2016, chega ao meu conhecimento um vídeo onde Silas Malafaia fala sobre a tentativa de homicídio do também pastor Valdemiro Santiago, que, à guisa de informação, foi preso por porte ilegal de armas, em 2003, ao ser flagrado com duas espingardas e uma carabina .22 em seu carro.

No vídeo ele (Malafaia) fala com todas as letras que se cerca de policiais que fazem sua segurança; e que qualquer um que atente contra ele será morto. Mais uma vez, mais um defensor do desarmamento, mostra o distanciamento do discurso e da prática, onde ao que parece se consideram ungidos que merecem proteção especial de pessoas armadas, enquanto negam a existência desse direito aos seus fiéis, incluindo aqueles que mesmo indiretamente pagam por esses seguranças armados.

Silas Malafaia, Valdomiro e tutti quanti merecem e devem mesmo se prevenir de malucos de toda espécie. Podem e devem defender a sua vida, sua integridade física e até mesmo seu patrimônio. Injusto e imoral é negar isso aos pobres cristãos que os cercam...

Silas Malafaia afirma que quem tentar ataca-lo vai morrer: https://youtu.be/yg4IOF0W_CU

Vídeo do Professor Bene Barbosa em resposta ao pastor sobre o apoio do desarmamento do cidadão: https://www.youtube.com/watch?v=J7tVZXenuQw

Leia também: Silas Malafaia: “A hipocrisia é uma miséria!”. É verdade, pastor. Aprende com isso, então!

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Atenção BBC, Globo e Folha: Desarmamento não é responsável pela baixa criminalidade no Japão, mas vocês sabem muito bem disso!

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Em meu artigo “Japão: desarmamento, opressão, dominação e a incapacidade de defesa de uma nação” expliquei os motivos e as consequências do desarmamento japonês que se iniciou ainda no século XVI. Qual a relação com a baixa criminalidade naquele país e as poucas (mas não inexistentes) mortes cometidas com esses instrumentos? Nenhuma!

Nos últimos meses duas reportagens, se é que se pode chama-las assim, me chamaram a atenção. A primeira foi no Jornal Nacional da Rede Globo exibida na Edição do dia 17/11/2016 e apresentava uma queda nos índices criminais em 13 anos consecutivos. Parabéns para o Japão, um dos países fora da curva nesse quesito! De forma absolutamente medíocre e, até mentirosa, o repórter apresenta como motivo a instalação de câmeras nas ruas e – Ó, que surpresa! – o desarmamento... Interessante notar que o ex-policial que é entrevistado afirma que em 5 anos patrulhando as ruas de Tóquio nunca precisou disparar sua arma... Entenderam? Ele não precisou, mas mesmo em um país tão pacífico a arma estava lá, em seu coldre, municiada e preparada se isso fosse necessário. E tem “especialista” que acha que a polícia brasileira deveria trabalhar desarmada. Interessante que nunca vimos uma reportagem na Globo sobre o fato dos homicídios nos EUA serem os mais baixos dos últimos 15 anos, ou que a criminalidade violenta tem caído praticamente consecutivamente desde 1990!

A segunda reportagem veio pelas mãos da BBC Brasil em 07/01/17 e foi republicada na íntegra pela Folha de São Paulo no dia seguinte. Seu título “Como o Japão praticamente extinguiu as mortes por arma de fogo”. Não é nem preciso ler o texto para saber qual foi a conclusão. Para se ter uma ideia do desconhecimento do jornalista sobre a sociedade japonesa e seus valores, a legenda de uma das fotos afirma: “Até mesmo o crime organizado no Japão dificilmente usa armas de fogo. Geralmente, os criminosos utilizam facas”. Se o repórter tivesse lido qualquer coisa sobre essa associação criminosa saberia o real motivo. Outro ponto que merece pesadas críticas e a afirmação que há mais de 30 mil mortes decorrentes ao uso de armas de fogo nos EUA. O que a BBC fez foi juntar homicídios, mortes justificadas (legítima defesa e morte de criminosos em confronto com a polícia) e acidentes, mas, claro, não incluiu nas mortes no Japão os, por exemplo, 25 mil suicídios que ocorreram só em 2014! Desonestidade pura e simples... Ou burrice mesmo.

Quais os “detalhes” que os jornalistas “esqueceram” de citar? Vamos lá!

O Japão mantém a pena de morte por enforcamento. Assim, autores de múltiplos assassinatos, sejam serial killers ou terroristas, acabam balançando na ponta de uma corda. Hoje, 80% da população japonesa aprova a medida capital e muitos pedem a sua ampliação para outros tipos de crimes. No dia da execução, que é comunicada apenas uma hora da mesma, o condenado tem a obrigação de arrumar sua cela, escrever bilhetes de despedida e orar. Mais nada.

As prisões japonesas estão entre as mais rigorosas e “desumanas” do mundo. Lá, ao contrário da visão humanista ocidental onde se tem como missão a ressocialização do preso (trato disso em meu artigo “Cadeia não é assistência técnica de gente!”), a prisão é puramente uma punição e o objetivo é que o condenado se arrependa de seu crime e entenda a desonra de seus atos.

Nos primeiros 23 dias de prisão, quando ainda ocorre a investigação, o detido fica completamente isolado, sem contato nem mesmo com seu advogado. O interrogatório é absolutamente secreto e podemos imaginar os métodos usados... Nas prisões japonesas reina a mais rígida ordem e limpeza. O detento não tem nenhum contato com o mundo exterior, não podendo assistir TV ou ouvir rádio. Livros e revistas são previamente analisados antes de serem disponibilizados. Visitas são raramente autorizadas, mesmo de seus advogados. Nenhum preso pode falar sem permissão, as conversas entre presos são proibidas e quem não obedece essas e outras regras recebe punições que vão de humilhações em frentes aos outros condenados até ter suas mãos algemadas às costas e colocado em uma solitária com um roupão aberto atrás para que possa apenas fazer suas necessidades.

Longe de mim tentar em poucas palavras, em um simples artigo, tentar entender ou explicar por que motivos a criminalidade japonesa é tão baixa e continua caindo. Longe de mim, por exemplo, dizer que a diminuição na imigração para o Japão coincide com a queda da criminalidade lá. Aliás, uma pequena curiosidade, dos estrangeiros presos, a maioria é composta de chineses e brasileiros... Não tenho como afirmar os motivos dessa baixa criminalidade com precisão, mas uma coisa eu sei: o desarmamento não tem nada com isso e essas reportagens não passam de panfletagem ideológica que mente, deturpa e esconde o que é incômodo.

Links ao final do artigo:

Artigo “Cadeia não é assistência técnica de gente”: http://www.cadaminuto.com.br/noticia/297649/2017/01/06/cadeia-nao-e-assistencia-tecnica-de-gente

Artigo “Japão: desarmamento, opressão, dominação e a incapacidade de defesa de uma nação”: http://www.cadaminuto.com.br/noticia/294802/2016/11/01/japao-desarmamento-opressao-dominacao-e-a-incapacidade-de-defesa-de-uma-nacao

Reportagem da BBC e Folha: https://www.facebook.com/bbcbrasil/posts/10154209315037816?pnref=story

Reportagem Jornal Nacional: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/11/policiais-japoneses-enfrentam-um-problema-falta-do-que-fazer.html

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Cadeia não é assistência técnica de gente!

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 “Cadeia não é assistência técnica de gente, é para tirar bandido de circulação e evitar novos crimes. Precisa desenhar?” de Alexandre Borges em seu perfil no Twitter.

Afirmar que as prisões devem ter como papel primário a ressocialização não passa de um grande engodo, uma mentira repetida à exaustão pelos adeptos de Rousseau onde na total impossibilidade, mesmo filosoficamente, de negar a necessidade de prisões, tentam dar uma mão de verniz politicamente correto e com isso tranquilizar suas consciências “do bem” com o pensamento de que condenar alguém à privação de liberdade não é uma punição ou uma proteção para a sociedade – que essa galerinha engajada acha mais culpada que o próprio criminoso - e sim um favor ao condenado que será redimido e “curado” pelo sistema.

Erra em igual tamanho aqueles que acham que prisões devem ser calabouços de sofrimento eterno. Tal visão, que vem muito mais do fígado do que da consciência, só ocorre na maioria das vezes exatamente por conta da impunidade que assola o país. Impunidade essa que em parte tem nascedouro na própria situação caótica e desumana de nossas prisões. Não são raros os casos onde juízes se sentem constrangidos em jogar pequenos criminosos na cova dos leões e os colocam em liberdade ou lhes dão sentenças mínimas.  O problema é que esses pequenos criminosos continuarão com suas vidas criminais e se tornarão, em sua maioria, criminosos muito mais violentos e perigosos. Vale o velho ditado americano de que sentenças fracas fazem criminosos fortes.

E o que pode ser feito? A primeira coisa é aceitar que as prisões não são hospitais para curar bandidos e sim instituições que visam retirar de circulação pessoas que são um risco à sociedade evitando assim mais crimes. Estudos e pesquisas pelo mundo mostram que a reincidência é sempre maior quando os valores daqueles que são presos não são confrontados com outros valores melhores. Não é sem motivo que a religião é o maior fator de ressocialização e o segundo é o trabalho. Hoje nas cadeias brasileiras não há garantia nem de um, nem de outro. Os criminosos encontram lá dentro, via de regra, tudo que encontram aqui fora: crimes, violência, drogas, bebidas, sexo e outras tantas regalias que são concedidas oficial ou extraoficialmente como moeda de troca para que não explodam rebeliões. Para resumir, o que estou dizendo é que o sistema carcerário deve primeiramente cumprir seu papel de retirar bandidos da sociedade e secundariamente garantir condições mínimas para aqueles que desejam se reabilitar que ao final das contas é uma decisão pessoal e intrasferível tal qual o cometimento do crime que o colocou lá.

Com os últimos massacres - hoje foram mais 33 presos degolados e com seus corações arrancados em Roraima – estamos vendo e lendo as coisas mais absurdas possíveis, entre elas a grande mentira que o Brasil prende demais, que há uma política de encarceramento em massa. ISSO É SIMPLESMENTE MENTIRA! O Brasil, em relação à sua população, está na 35ª posição no mundo. Muito longe, portanto, de uma política de encarceramento em massa! Hoje, há mais de 500 mil mandados de prisão em aberto, ou seja, mais de 500 mil criminosos que deveriam estar atrás das grades e não estão e continuam cometendo seus crimes de forma impune!

De outro lado, aqueles que comemoram os massacres deveriam pensar que se isso ocorre dentro das cadeias onde o Estado deveria ter algum controle, pode-se imaginar o que ocorre do lado de fora das grades onde eu, você e nossos filhos estamos... Os massacres são a prova irrefutável que a segurança pública está absolutamente falida no Brasil e o Estado perdeu qualquer controle. Eu não vejo motivo para comemoração e sim de extrema preocupação. Ainda mais se levarmos em conta que é esse mesmo Estado que nega o nosso legítimo direito de defesa por força de uma legislação que praticamente impede a posse e o porte de armas.

O pessoal que culpa a sociedade, a pobreza, o capitalismo, a desigualdade, o sistema e tudo o mais, menos o criminoso, no fundo, é o grande responsável por tudo isso. Criaram uma consciência coletiva que é melhor construir escolas do que cadeias. Errado! As duas são igualmente necessárias em qualquer sociedade civilizada. Foi por conta dessa turma que hoje nenhum governo (ainda mais os socialistas ou social democratas) gosta de investir nas prisões, seja na construção de novas unidades, seja na necessária remodelação das existentes. Enquanto esse modelito humanizador for aplicado continuaremos tendo a população refém, policiais assassinados, presos degolados e agentes penitenciários pagando penas mais severas que as dos próprios detentos.

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Alemã cria short à prova de estupros e tem gente achando o máximo...

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Essa é uma daquelas notícias que você custa a acreditar que é verdadeira, mas é! A empresária alemã Sandra Seilz desenvolveu um short como forma de proteger mulheres de estupros. O produto já está em fabricação e vendido pela empresa alemã TECOS GmbH, da cidade de Oberhausen e tem ganhado muitos elogios de páginas feministas. O chamado Safe Shorts conta com tecido a prova de cortes e rasgos, um cadeado – sim, como nos cintos de castidade da idade média – e um alarme de 130 decibéis que pode ser acionado pela vítima.

O que quase ninguém ousa dizer é, primeiramente, ao que se deve a explosão de estupros na Alemanha e em outros países da Europa: a onda de refugiados. A verdade é essa e ponto final! Gente que encara o estupro de mulheres que não se cobrem dos pés à cabeça, como um direito divino. Dito isto, vamos ao segundo ponto: o que impedirá o estuprador de, frustrado em seu fracasso, espancar, mutilar e matar sua vítima? Nada! O que fará o tal cinto de castidade politicamente correto evitar que a vítima tenha que escolher entre abrir o cadeado ou ser degolada? Novamente, nada!

A única coisa que pode realmente parar um estuprador é a força física superior ou, na falta dessa, uma arma! Coisa que vem acontecendo corriqueiramente nos EUA e que já demostrei no artigo “Texas ultrapassa um milhão de portes de armas; 270 mil são de mulheres” do qual cito um trecho abaixo:

“Tal conclusão é reforçada por um dado incontestável levantado pelo estudo “Law Enforcement Assistance Administration, Rape Victimization in 26 American Cities”, do Departamento de Justiça norte-americano, onde se demostra que apenas 3% dos estupros se concretizam quando a mulher está armada e reage”.

Eu continuarei preferindo minha esposa ou minha filha livres e armadas do que usando um short anti-estupro ou uma burca... Sei lá, sou meio antiquado mesmo.

 

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O riso do cansaço: famílias dos mortos na guerra de facções serão indenizadas

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Possivelmente mais de 60 mortos dentro de uma cadeia no Amazonas. A primeira lição é que não são necessárias armas de fogo para que a barbárie se instale, para que os homicídios aconteçam, para que as guerras explodam. Controlar as armas de fogo com o propósito de regular o crime faz tanto sentido quanto regular a venda de talheres para se combater a obesidade. Nem mesmo dentro de uma penitenciária o estado foi capaz de impedir a entrada de armamento ilegal. Culpar objetos é negar a humanidade do crime e, portanto, suprimir a autoria. Os mais de 60 mortos foram esfaqueados, degolados, queimados vivos, esganados e espancados em um episódio que deixaria horrorizado até Negan, o pior vilão do seriado The Walking Dead.

O massacre, antes de tudo, mostra a monstruosidade dos atos daqueles humanos. Sim, são humanos e negar a sua humanidade é negar que merecem ser tratados e punidos na mesma proporção da consciência de seus atos inomináveis. Monstros são monstros e agem sem total consciência de seus atos, se monstros fossem, haveria que tratá-los como tais apenas aceitando sua condição natural ou seria como condenar um leão por comer uma zebra. Theodore Dalrymple, em seu texto Uma História de Terror define com precisão o perigo de desumanizar o crime e os criminosos: "Na visão de mundo psicoterapêutica adotada por todo bom progressista, o mal simplesmente não existe; temos apenas vitimização. O ladrão e o roubado, o assassino e o assassinado, são todos vítimas das circunstâncias, subjugados e unidos pelos acontecimentos. As futuras gerações (espero) acharão curioso como, justamente no século de Stalin e Hitler, pudemos ser tão veementes em nossa obstinada negação quanto à capacidade do homem para o mal”.

Minha real preocupação - e deveria ser a de todos - é que os que ali estão, mais dia, menos dia, estarão nas ruas novamente, que as cadeias no Brasil não são controladas pelo Estado e sim pelos próprios detentos, que facções vão se organizando e, se hoje lutam entre si, um dia vão se unir, como já acontece em vários estados brasileiros. Vi muita gente comemorando que os bandidos estavam se matando... Não vejo motivo para comemorar a barbárie.

Bom, muitos devem estar estranhando a imagem que ilustra esse artigo. Sou eu rindo durante um debate que tive com o presidente da Comissão de Diretos Humanos da OAB de São Paulo, um advogado que tentava justificar o desarmamento usando o marxismo para tal... O riso, ao contrário do que muitos acharam, não era de escarnio e muito menos de felicidade. O amigo, ensaísta e crítico literário, autor do fantástico Poeira da Glória, Martim Vasques da Cunha, foi o único que captou a essência do meu riso e durante um almoço sentenciou: “Bene, não gostei daquele riso. Aquilo foi o riso de cansaço”.

O riso, que virou até meme, ocorreu quando eu afirmava que o Estado não se responsabilizava individualmente pela segurança do cidadão e os juízes, quase unanimemente, negavam indenizações para quem foi vítima em crimes que, em tese, o Estado deveria coibir. O douto advogado então citou o caso de um presidiário que se enforcou e o Estado teve que indenizar a família. Parece que ele desconhecia a divergência das situações onde o preso está sobre a tutela direta do Estado, mas o cidadão não.

Eis que chega a notícia, ou um alerta às famílias dos criminosos mortos no Amazonas, publicada pelo jornal O Globo que afirma: “Em março de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o poder público tem o dever de indenizar a família de detento que morrer dentro do presídio, mesmo que seja caso de suicídio. Essa decisão tem repercussão geral – ou seja, juízes de todo o país têm a obrigação de aplicar o mesmo entendimento em ações sobre o assunto”.

Caí no riso de novo... Riso de cansaço que não passa e não atenua. Eu, você, todos nós pagaremos alguns milhões às famílias daqueles que escolheram delinquir. Escolheram entrar em facções. Escolheram entrar em guerra. Que se armaram, se organizaram, planejaram e executaram o massacre, ou seja, pagaremos por aqueles que são os únicos responsáveis pela própria desgraça.

Matéria do O Globo - http://oglobo.globo.com/brasil/para-stf-familias-de-presos-mortos-em-manaus-tem-direito-indenizacao-20721352

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