Uber: se criminosos não respeitam a lei porquê respeitariam um contrato?

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No dia 6 de novembro um policial militar que complementava seus parcos ganhos sendo motorista UBER – o que por si já é forte indicativo a boa índole do agente – foi rendido por três criminosos, sendo que dois deles estavam armados. Todo policial sabe que em uma situação assim há poucas alternativas, pois, uma vez que identificado, fatalmente, seria executado pelos bandidos. Reagiu e matou os três criminosos! Bom, não preciso dizer que a primeira coisa que aconteceu foi o pessoal dos direitos humanos para humanos não direitos saindo imediatamente em defesa dos criminosos, afirmando que o policial agiu com excesso... Vão se lascar! Muito fácil dizer isso quando não é você que está sob a mira de criaturas que não pensariam duas vezes para te colocar uma bala na nuca! Não bastasse isso, a própria Polícia Militar abriu um inquérito que pode resultar em penalidades ao policial, pois é defeso aos mesmos fazerem “bico”... Coisas do Brasil...

Quando você acha que não pode piorar, piora! O UBER vai e solta uma nota para a imprensa dizendo que excluiria o policial da plataforma pois a empresa possui a regra de não permitir que motoristas e passageiros portem armas, nos EUA também é assim.. Ou seja, um policial, juiz, promotor ou os raros abençoados com o porte de armas no Brasil não podem usar os serviços da empresa se estiverem armados! Em seu site a empresa diz: 

“Armas de fogo: em um Uber, não!

A Uber trabalha constantemente para que todos que utilizam a plataforma - tanto os motoristas parceiros quanto os usuários - se sintam seguros e confortáveis usando o serviço.  Durante uma viagem solicitada por meio do aplicativo, a Uber proíbe o porte de armas de fogo de qualquer natureza a bordo do veículo, tanto para motoristas parceiros quanto para usuários. Qualquer pessoa que viole esta proibição perderá o acesso à plataforma da Uber”.

A empresa tem todo o direito de gerir sua política como bem lhe aprouver, isso é fato. O que não pode esperar é que não haja duras críticas sobre isso, ainda mais quando a desculpa é tornar mais segura a vida do passageiro e do motorista. Difícil imaginar isso sabendo que os criminosos agora têm ciência de que todo UBER é uma “gun free zone”. Pelo menos na teoria...

Em suma, Clint Eastwood, o último cowboy autêntico de Hollywood, disse uma vez que alguém que acredita que um criminoso seguirá uma lei de controle de armas é algum tipo especial de idiota... Pois bem, fico imaginando então o tipo de pessoa que acredita que bandidos respeitarão um simples contrato!

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The Walking Dead: registro de armas e governos tirânicos

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- Controle de armas? É coisa de vida ou morte!


É assim que Negan, o mais pesado vilão que já apareceu no seriado The Walkind Dead, se refere à necessidade de ter o controle absoluto de todas as armas disponíveis em Alexandria onde vivem Rick e seu grupo de sobreviventes no 4º episódio da 7ª temporada.


Para quem não acompanha o seriado, o mundo foi devastado por uma praga zumbi e em um cenário apocalíptico, caótico e anárquico foi se auto-organizando em grupos de sobreviventes, inicialmente nômades que no decorrer da série foram formando clãs e tribos e, mais recentemente, feudos governados pelos mais sábios, mais carismáticos, mais combativos ou mais violentos.


Rick é o governante de Alexandria e convencido de que nenhum outro grupo pode lhe enfrentar, dá continuidade à política de controle de armas iniciada por Deanna onde todos possuem acesso às mesmas porém todas, guardadas em um só local, em um estoque, são milimetricamente controladas por uma das moradoras. Já falei sobre isso no artigo chamado “The Walking Dead e o controle de armas” que está disponível aqui neste blog.


Tudo muda quando Negan, governador de um grupo maior, mais equipado e muito mais violento, tira Rick do comando e passa a ser o chefe da comunidade dominada. Em sua primeira visita há apenas um propósito: afirmar quem é que manda. Podem entrar em qualquer lugar e levar o que bem entenderem. Entre todos os atos, o mais óbvio e esperado aos dominados: o confisco de todas as armas existentes no local. E como ele consegue isso? Usando o inventário, o cadastro, o registro de todas as armas disponíveis. A falta de duas pistolas, uma Glock 9mm e uma pequena Beretta BobCat .22, só é percebida exatamente por conta do registro das mesmas no inventário e Rick é obrigado a localizá-las e entrega-las.


A verdade é que o registro de armas feito de forma centralizada até pode funcionar sem grandes problemas em um governo minimamente democrático e não tirânico, mas tudo munda quando não é esse o caso. Há na história vários exemplos disso e o da Alemanha nazista é um deles. Foi lá que se criou um dos mais precisos cadastros de proprietários de armas para logo depois confisca-las das mãos daqueles que eles pretendiam exterminar.


Eu confesso que depois de tantos anos estudando o assunto não consegui vislumbrar nenhuma vantagem ou benefício real no registro de armas e seus proprietários e é exatamente por isso que países como os EUA não mantém esse tipo de controle. Como diz um antigo ditado nórdico: o martelo de Thor tem a personalidade de Thor. Ou seja, não é uma simples questão burocrática que fará uma arma ser “boa” ou “má” e sim a mão que a empunha.

The Walking Dead e o controle de armas : http://www.cadaminuto.com.br/noticia/285493/2016/04/14/the-walking-dead-e-o-controle-de-armas

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Beltrame na Justiça seria o retorno à política do mais do mesmo!

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Sabe aquela notícia que você lê e um frio corre pela sua espinha? Pois bem, foi essa minha reação inicial quando li na coluna do Claudio Humberto que o atual Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, pode ser substituído por Mariano Beltrame, ex-secretário da segurança do Rio de Janeiro.

Essa substituição seria um retorno inexorável à política do mais do mesmo que estamos enfrentando desde o primeiro governo de FHC. Vejamos alguns exemplares da espécie que passaram por lá: Renan Calheiros – sim, quase ninguém lembra e o PSDB faz questão de esquecer -, José Carlos Dias, José Gregori, Aloysio Nunes Ferreira, Márcio Thomaz Bastos e José Eduardo Cardoso. O que todos esses e muitos outros tiveram em comum? Aquilo que eu apelidei de tripé da insegurança pública, criado por sociólogos de esquerda ainda na década de 70. Todos aplicaram à política nacional de segurança os seguintes mantras: cadeia não resolve (impunidade), desarmamento é bom e o estado precisa ter o monopólio da força, e criminalidade é fruto da desigualdade social e da pobreza. Essa última a mais preconceituosa de todas!

Goste-se dele ou não, Alexandre de Moraes, é ar novo no combate à criminalidade. Pude constatar in loco, ao ser recebido por ele nesta semana, que ali está alguém muito menos contaminado ideologicamente que seus antecessores. Não, não concordamos com todos os pontos e isso seria pouco possível dentro do extenso universo da segurança. Prova dessa ausência ideológica são os frequentes ataques que ele recebe de gente como o sociólogo Claudio Beato (queridinho do PSDB) e do Daniel Cerqueira do IPEA, aquele instituto cujo presidente culpou o capitalismo pela corrupção.

Beltrame seria o retorno a uma política fracassada que resultou e ainda resulta em milhares de mortos todos os anos e uma crescente e verdadeira sensação de insegurança. O que esperar de alguém que como Secretário de Segurança afirma que o problema dos traficantes do Rio de Janeiro é que eles adoram armas e esquecer a índole criminal dos mesmos? Imaginem o que podemos esperar... Teremos policiais amontados em containers, armados somente com pistolas e armas menos letais, enquanto recebem rajadas de fuzis AK-47 por todo o Brasil! Teríamos a fracassada política de segurança pública no Rio de Janeiro ampliada para um nível nacional em detrimento à política de segurança de São Paulo, que bem ou mal, conseguiu realmente reduzir os homicídios de uma forma óbvia: colocando homicidas nas cadeias. Destaco ainda que São Paulo está longe de ser o paraíso na terra, mas basta que se verifique os números para se constatar as diferenças gritantes.

Outro ponto preocupante seria a ascensão de conhecida ONG desarmamentista carioca, a conselheira do Ministério da Justiça, e o óbvio fechamento de portas aos que discordam, por exemplo, da política nacional de desarmamento. Seria o fim de qualquer diálogo com a sociedade civil organizada verdadeira, aquela que representa os 59 milhões de eleitores que disseram NÃO ao desarmamento em 2005 e não essa falsa sociedade civil organizada, que é mantida com verba pública e de governos e entidades estrangeiras que não representam ninguém além deles mesmo.

A verdade, simplificada ao extremo, é que enquanto o Ministro Alexandre de Moraes traz em sua administração sua alma de promotor, Beltrame traz a alma da sociologia de esquerda para o Ministério da Justiça. Torcemos para que o presidente Michel Temer não caia nessa armadilha e nos arraste junto para o mais do mesmo. Para o pessoal que repete sempre a mesma fórmula imaginando que um dia o resultado será diferente. Não, não será.

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Como o pessoal da Segunda Emenda garantiu a derrota Hillary

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Não sei o que foi pior, se a análise dos tais especialistas que, quase unanimemente, apostavam na vitória tranquila de Hillary Clinton ou a tentativa de justificar, a posteriori, o fracasso miserável de suas projeções. Há um problema recorrente de muitos ditos analistas: não fazem análises e sim torcida descarada pelo candidato A ou B. Cito em especial o pessoal da Globo News que, vejamos, erraram todas as análises abaixo:

O desarmamento vai vencer no referendo de 2005; 

Obama conseguira aprovar mais restrições às armas nos EUA;

Os Suíços votarão por mais restrições às armas no plebiscito que será realizado;

As FARC serão perdoadas pelo povo colombiano no “plebiscito da paz”;

A Inglaterra dirá não ao Brexit, e;

Hillary já está eleita e o Trump é um bufão sem chance.

O que todos esses eventos possuem em comum? Todos trazem em seu bojo, alguns mais e outros menos, anseios ideológicos da esquerda que são incapazes de abandonar seus dogmas ideológicos ofuscantes até mesmo por alguns minutos. Cravam então suas torcidas, suas apostas, seus anseios, tudo, menos análises sérias e factuais. Falei disso quando Obama saiu derrotado em sua missão de aprovar medidas restritivas à posse e porte de armas em solo americano no artigo intitulado “Senado rejeita restrições à posse de armas nos EUA: torcida não é análise, nem jornalismo”. O link está final deste texto. 

Nas análises pós-ocorridos, ainda mais cegos pelo impacto de suas humilhantes derrotas, fazem ainda pior e saem atirando para todos os lados, quase sempre errando em tudo. Acreditem, fui testemunha disso, muito de perto, no referendo de 2005 e, juro!, até hoje eles não chegaram nem perto dos motivos reais da sua inexorável derrota. O apoio irrestrito das maiores emissoras, redes de rádios, jornais, revistas, artistas, Senado, Câmara e até da presidência, parecia garantir uma vitória fácil. Bom, não sou eu que vou contar o nosso segredo óbvio que só eles não enxergam.

Hoje, menos de 24 horas da derrota de Hillary, “a favorita”, tudo se repete. Já culparam a democracia, os pobres, as pessoas sem estudos e até os imigrantes legais(!!!!). Parece que ninguém realmente tenta entender as coisas. É triste ver o nível. Mesmo dentro das análises mais imparciais, um dos pontos que é quase sempre esquecido ou distorcido é a defesa do americano médio à sua Constituição, mais precisamente à Segunda Emenda, que afirma:

“Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido.”

A profundidade e importância desta emenda que não só dá um direito ao povo como também lhe responsabiliza pela eterna vigilância às suas liberdades e à própria democracia é de difícil compreensão para alguns “especialistas”. É que para entender, com profundidade a segunda emenda, é obrigatório conhecer os princípios que nortearam a fundação da mais importante e duradoura experiência democrática do mundo. Para isso, se me permitem, indico como introdução ao tema o livro O Grande Experimento de Marcel Novaes lançado esse ano pela Editora Record. 

A análise sempre superficial de que a segunda emenda diz respeito às armas e só, induz a erros grotescos como os que vi, ontem, na Globo News, onde até mesmo Demétrio Magnoli não escapou e afirmou que a segunda emenda foi feita para proteger os fazendeiros brancos... Desconhece o pensador que foram os Democratas com apoio da famigerada Klu Klux Klan que sempre apoiaram as restrições à posse de armas em especial pelos negros, aqueles que tanto gostavam de perseguir. A lógica é simples: tente queimar uma cruz ou espancar um filho de um homem que tenha em suas mãos um fuzil...

Trump, ao contrário de Hillary, sabe muito bem o valor que a Segunda Emenda tem para o povo americano e ao afirmar, sempre que possível, que seria um defensor dessa liberdade sabia que não estava falando para os jornais, para TV ou para o establishment. Ele se dirigia ao coração do que se convencionou chamar de América Profunda. Um tiro preciso em Republicanos e Democratas. Sim, Democratas! Não se espante, não. Basta ver a pesquisa Gallup realizada e divulgada poucos dias antes da consistente vitória republicana. Falei sobre isso no artigo “Pesquisa Gallup confirma: americanos NÃO querem mais controle de armas”. Vejamos uma das conclusões da pesquisa:

- Nos últimos 20 anos, o apoio a uma proibição de armas de assalto caiu entre todos os grupos partidários, incluindo os Democratas, onde apenas a metade apoia esse tipo de controle, em 1996 a porcentagem favorável era de 63%;

Em agosto, durante um comício em Wilmington, na Carolina do Norte, Trump falou sobre a escolha de um novo juiz para a Suprema Corte em substituição ao juiz conservador Antonin Scalia e o risco de que Hillary indicasse alguém favorável ao controle de armas. Disse ele: 

“Hillary quer abolir, essencialmente abolir, a Segunda Emenda. A propósito, e se ela conseguir escolher seus juízes, não tem nada que vocês possam fazer, pessoal. Embora o pessoal da Segunda Emenda talvez tenha, não sei. Mas vou dizer a vocês, esse será um dia horrível”.

A imprensa, em mais um movimento histérico, acusou Trump de fomentar a violência armada contra Hillary. Mais uma bobagem gigantesca. O que o presidente eleito estava dizendo naquele momento é que, em última instância, o pessoal da “Segunda Emenda”, era responsável por garantir a democracia, que o povo e só o povo é o verdadeiro “dono” do poder. Mais uma vez ele acertou o alvo em cheio e, sem usar suas armas, o “pessoal da Segunda Emenda” foi lá é fez alguma coisa. O resto é mimimi.

Saiba mais:

Senado rejeita restrições à posse de armas nos EUA: torcida não é análise, nem jornalismo.

http://www.cadaminuto.com.br/noticia/288754/2016/06/21/senado-rejeita-restricoes-a-posse-de-armas-nos-eua-torcida-nao-e-analise-nem-jornalismo

Pesquisa Gallup confirma: americanos NÃO querem mais controle de armas

http://www.cadaminuto.com.br/noticia/294547/2016/10/27/pesquisa-gallup-confirma-americanos-nao-querem-mais-controle-de-armas

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O fuzil de Lula e muitas perguntas sem respostas

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Paulo Okamotto, diretor do Instituto Lula, apresentou ao juiz Sérgio Moro um impressionante levantamento do acervo proveniente dos anos que Lula foi presidente.  São quase 2.000 páginas contendo as fotos e a descrição dos objetos. O acervo ou “tralha” como gosta de dizer o ex-presidente está no meio de mais um dos intermináveis escândalos que envolvem o PT e seus companheiros.

Dentre milhares de itens um me chamou a atenção especial e foi destaque no blog do jornalista Fernando Rodrigues: um fuzil AK-47! O fuzil, conforme descrição constante na planilha entregue a Moro, foi fabricado na comunista Correia do Norte e foi utilizado pelo grupo guerrilheiro marxista FARABUNDO MARTI PARA LA LIBERACION NACIONAL (FMLN) e utilizado na frente oriental entre os anos de 88 e 91. A luta da FMLN era para a implantação de uma ditadura comunista naquele país. Fracassaram, mas não totalmente e voltarei a esse ponto mais para frente.

Primeiramente vamos levantar algumas questões práticas e legais sobre o referido objeto que pelo rigor da legislação atual não pode ser tratado simplesmente como uma lembrancinha de uma tia idosa. É um fuzil, uma arma de uso restrito e deve obrigatoriamente estar constando em algum acervo legal registrado no Exército. Teria Lula ou o seu Instituto o devido Certificado de Registro de Colecionador para possuir tal artefato? É possível, mas muito pouco provável. Para os transportes foram expedidas as devidas Guias de Tráfego? Também é difícil acreditar nisso. E assim sendo, há crime de posse ilegal de arma de uso restrito que prevê prisão em flagrante, sem direito à fiança. Vejamos o que diz a fria letra da lei 10.826/03:

“Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar:

Pena – reclusão, de 3 a 6 anos, e multa”.

Fina flor da ironia, a lei em questão foi sancionada pelo ex-presidente Lula que também participou ativamente da campanha pelo desarmamento da população, chegando inclusive se unir a FHC com este objetivo.

Deixando de lado o tecnicismo e toda discussão legal que o fato deveria gerar, inclusive com a prisão dos envolvidos no crime tipificado acima, vamos falar do que para mim é o mais grave: o simbolismo dessa arma, que aliás, sequer foi o AK-47 o mais usado pelos guerrilheiros. O mais comum em suas mãos eram os FAL vindos da Bélgica, os G-3 alemães e os M-16 americanos, mas apenas o AK-47, ainda mais feito na Coreia do Norte, que traz todo o simbolismo necessário para um presente desse porte – desculpem o trocadilho inevitável. Uma arma usada não para lutar pela liberdade ou para defesa e sim para implantar um regime ditatorial e genocida: o comunismo. A FMLN deflagrou uma sangrenta guerra civil em El Salvador como milhares de mortos e atrocidades inenarráveis, ouso de crianças e adolescentes nos combates nunca foi completamente vencida, mas também não passou nem perto de alcançar o seu objetivo de tomar o poder, pelo menos não pelo cano dos seus fuzis. 

Mauricio Funes da FMLN foi eleito presidente daquele país em 2009, acabando com a hegemonia política da direita que durava 20 anos. Quem foi o grande responsável por isso? João Santana, o marqueteiro oficial do PT, que foi preso este ano em uma das fases da operação Lava Jato. A listagem apresentada não traz o nome de quem presenteou o ex-presidente Lula com o fuzil, mas não é muito difícil imaginar pelas mãos de quem essa arma passou até desembarcar em solo brasileiro no melhor da citação atribuída à Maquiavel: Aos amigos os favores, aos inimigos a lei.

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Globo é condenada a pagar encargos trabalhistas para bombeiro militar contratado como segurança armado.

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A Rede Globo, uma das empresas jornalísticas e de entretenimento mais empenhadas em defender e ampliar as restrições às armas de fogo, a mesma que financia ONGs desarmamentistas, que nunca se furta em afirmar que armas não são instrumentos eficazes para defesa, que não deixam de apoiar e divulgar campanhas de desarmamento onde os cidadãos são convencidos  a entregarem suas armas para ficarem mais seguros, que usa suas novelas, atores e jornalistas na defesa do malfadado Estatuto do Desarmamento, oras vejam só que “surpresa”, usa até mesmo bombeiros militares armados para garantir a segurança de seus diretores e atores!

Abaixo segue trechos da notícia divulgada na página do escritório de advocacia Santos Pedro. É, definitivamente, isso a Globo não mostra!

“A Justiça do Trabalho reconheceu o vínculo empregatício de um bombeiro militar contratado pela Globo Comunicação e Participações S.A. para exercer a função de agente de segurança patrimonial. O processo chegou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) por meio de recurso da emissora, mas a Terceira Turma negou provimento a seu agravo de instrumento.

O bombeiro declarou que, quando estava de folga na corporação, em média quatro dias na semana, trabalhava para a Globo, ARMADO, fazendo ESCOLTA de funcionários, ARTISTAS E DIRETORES recebendo salário mensal em espécie diretamente do coordenador de segurança da Globo, no Projac ou nas instalações da emissora no Jardim Botânico (RJ). Contou que não tinha carteira de trabalho assinada, não recebia férias nem 13º salário, trabalhava à paisana E QUE A ARMA QUE UTILIZAVA ERA DE SUA PROPRIEDADE.”

A íntegra dessa matéria e o processo podem ser acessados no link: http://santospedro.com.br/rede-globo-nao-consegue-afastar-vinculo-de-bombeiro-militar-contratado-como-seguranca/

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A Globo e a família Marinho já abriram mão de seus seguranças armados?

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O jornal O Globo já é velho conhecido nosso com sua defesa do desarmamento e hoje isso se repete em mais um editorial que, em tom de fim do mundo, fala sobre o crescimento dos homicídios em algumas grandes cidades americanas... Pois bem, lá vamos nós.

No dito panfleto travestido de jornalismo, afirmam que grandes cidades americanas apresentam um enorme crescimento nos homicídios e, claro, acusam a facilidade para posse e porte de armas como o causador disso, mas não explicam – pois explicação não há! – por qual motivo outras cidades de grande e pequeno porte, que possuem as mesmas leis para compra e porte de armas não tiveram aumento, muito pelo contrário tiveram redução em seus homicídios. Também não explicam como em um país que vende milhões de armas todos os anos, os índices gerais de homicídios estão diminuindo desde a década de 80. Outro ponto importante é o uso dos homicídios em números absolutos e não as taxas por 100 mil habitantes que seria o correto, a intenção é óbvia: causar choque... Vindo de um jornalista que mora em um país com rígido controle de armas e... taxa que ultrapassa os 30 homicídios por 100 mil habitantes – nada menos que 6 vezes maior que a americana - e perfazendo a inacreditável cifra de 60.000 homicídios por ano! 

O último parágrafo é a expressão máxima do termo criado por George Orwell em seu imorrível 1984: o duplipensar. Trata-se da capacidade de ter na cachola duas ideias absolutamente antagônicas e conviver plenamente com ambas, um verdadeiro desafio a qualquer pensamento minimamente lógico. Vejam:

“No Brasil, onde o Estatuto do Desarmamento impõe restrições, a violência com armas de fogo tem índices de zonas de guerra. Por isso, é importante ficar vigilante às iniciativas da chamada “bancada da bala”, composta por parlamentares ligados à indústria de armas, que vêm tentando criar brechas na legislação”.

Ou seja, o jornalista que escreveu essa pérola afirma o fracasso do desarmamento no Brasil ao mesmo tempo que defende o desarmamento no Brasil! Seria até engraçado se isso não estivesse publicado no editorial de um dos maiores jornais do país.

Mas longe de mim ser um radical que não acredita na boa vontade dos desarmamentistas! Sim eu posso crer! E para isso acontecer é fácil: basta que todas as empresas das organizações Globo, bem como todos seus diretores, incluindo a família Marinho, e artistas pró-desarmamento como o casal Angélica e Luciano Huck abram mão do uso de seguranças particulares armados para se protegerem! Enquanto isso não acontecer vou continuar afirmando o óbvio: vocês não passam de um bando de hipócritas!

 

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Japão: desarmamento, opressão, dominação e a incapacidade de defesa de uma nação

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Não raramente o Japão é utilizado, por aqueles que professam da crença de que armas trazem violência e insegurança, como exemplo de uma nação pacífica, onde os homicídios são raros e isso se deve ao desarmamento. Nada raro porém é o desconhecimento total de quando, como e o porquê o Japão foi desarmado e, mais importante ainda, quais foram, as consequências nefastas disso.

Tanegashima é uma ilha do sul do Japão, situada no arquipélago Ōsumi sendo a segunda maior do arquipélago. Foi nesta ilha que desembarcaram os primeiros portugueses com suas missões Jesuítas em 1543. Logo depois vieram os franciscanos e dominicanos. Junto aos Europeus vieram as armas de fogo que causaram enorme impacto nos moradores da ilha, que em pouquíssimo tempo puderam constatar sua utilidade para caça e defesa quando comparadas aos arcos e flechas e espadas. A ilha era e é conhecida pela sua produção de ferro e pelos mestres artesãos/ferreiros. Dentro desse contexto, não demorou muito que esses ferreiros passassem a produzir seu próprio armamento, com grande qualidade e quantidades relativamente altas para padrões de produção da época. O Japão entrava oficialmente na Era da Pólvora e Tanegashima se tornava sinônimo de arma de fogo e assim são designadas até hoje.

O Japão feudal era politicamente caótico. No início do século XVI, os conflitos internos tinham saído do controle ameaçando a ordem social e o poder dos senhores feudais. Esse cenário só seria revertido pela sucessão de três guerreiros notáveis: Oda Nodunaga, Toyotomi Hideyoshi e Tokugawa Ieysu. Como explica John Keegan em seu livro “Uma História da Guerra”:

“A excelência do comando não foi a única explicação para a restauração do poder central. Os três generais eram também expoentes de uma nova arma (as armas de fogo)”.

Da mesma forma que souberam utilizar as armas de fogo para impor um governo central, entenderam que o controle absoluto das mesmas era essencial para a manutenção do Status Quo. Hideyoshi então, determina que todos aqueles que não eram militares deveriam entregar suas armas de fogo e espadas na promessa da construção de uma gigantesca imagem de Buda. Promessa que nunca se concretizou. Ao que parece as promessas dos desarmamentistas do passado chegaram incólumes aos desarmamentistas modernos. Ao final do século XVII as armas de fogo e canhões já eram raríssimas, pouquíssimos japoneses ainda tinham o conhecimento no fabrico de armas e canhões.

Keegan aponta três motivadores para a imposição do desarmamento no arquipélago japonês. Primeiramente havia uma verdadeira ojeriza ao que era estrangeiro e as armas de fogo era um grande símbolo disso, associadas ainda mesmo que ilogicamente ao cristianismo que era visto como uma ameaça à ordem estabelecida pelos governantes. Junto com as armas, todos os religiosos estrangeiros foram banidos. O segundo, e para mim o de maior peso, foi a “instabilidade social” que a posse de armas trazia uma vez que qualquer camponês, sem qualquer tradição nas artes do combate, munido de uma arma de fogo poderia abater sem muitas dificuldades um fidalgo ou um samurai altamente treinado. O terceiro ponto é que simplesmente era possível! Não haviam ameaças externas, as ameaças internas (após o desarmamento das classes inferiores) podiam ser facilmente esmagadas pela força das espadas samurais e, culturalmente, a pólvora era irreconciliável com o ethos do guerreiro japonês. Na prática, para as classes dominantes, as armas não fariam qualquer falta.

O Japão se tornava a nação que implantara o desarmamento com o maior e mais profundo grau de sucesso possível. A Era da Pólvora simplesmente foi varrida daquele país, mas isso não significou mais civilidade ou paz. Muito pelo contrário. Ao desarmar sua população, camponeses e não fidalgos, os governantes levaram a opressão ao patamar poucas vezes alcançado. Como define John Keegan, “ao assegurar o monopólio das espadas aos guerreiros, os Tokugawa estavam garantindo o lugar dos samurais no pináculo da sociedade japonesa”.

A própria ideia rousseauniana de que em sociedades primitivas e/ou antigas as guerras eram insípidas e pouco sangrentas e que a arma de fogo trouxe mais letalidade e, portanto, mais mortes, não se sustenta. Lawrence H. Keely em seu livro “A Guerra Antes da Civilização – o mito do bom selvagem – destrói essa falsa afirmação trazendo alguns dados interessantes, entre eles de que “em uma comparação recente de taxas de baixas das guerras antigas e modernas, foi calculado que em média setenta por cento dos homens engajados nas batalhas antigas foram mortos ou feridos, ao passo que somente sessenta por cento dos combatentes nas batalhas modernas mais sangrentas se tornaram baixas”.

O historiador Stephan Turnbull corrobora com essa visão ao resumir os efeitos do desarmamento:

“As ordens do ditador Hideyoshi foram executadas com exatidão. A crescente mobilidade social dos camponeses foi subitamente revertida. Os Ikki, os monges-guerreiros, se tornaram figuras do passado... Hideyoshi forçou os camponeses a abandonarem suas armas. Ieyasu [o regente seguinte] então começou a privá-los de seu respeito próprio. Se um camponês ofendesse um samurai, ele poderia ser executado imediatamente pela espada do samurai. [The Samurai: A Military History (New York: Macmillan, 1977).

Se nos mais de 200 anos o desarmamento trouxe enormes vantagens aos governantes autoritários e tão somente a eles, isso se reverteu quando o Comodoro americano Mathew Perry e sua frota de “navios negros” abriram fogo com seus 22 canhões na baia de Edo. Quando desembarcaram houve um misto de medo e reverência por parte de uma população que em dois séculos vira poucos estrangeiros e nenhuma arma de fogo. Não se tratava apenas de exibicionismo, tratava-se de um ultimato à abertura dos portos japoneses aos americanos e às outras nações ocidentais. Ao governo japonês, que abandonara as armas de fogo e canhões, não houve alternativa senão aceitar os “acordos” comerciais.

Outros estudiosos, entre eles David Kopel, Paul Gallant e Joanne Eisen do Independence Institute, apontam ainda, com base no livro, “Giving up the Gun: Japan’s Reversion to the Sword 1543-1879” de Noel Perrin, que as leis de desarmamento japonesas forjaram a cultura de submissão às autoridades, que por sua vez facilitaram o domínio por uma ditadura militar imperialista na década de 30 que levou a nação a uma desastrosa guerra mundial.

No final das contas, como afirmam os estudiosos acima, “o único país que criou uma sociedade verdadeiramente sem armas criou uma sociedade de dura opressão de classes, em que os homens fortes da classe mais alta poderiam matar integrantes das classes mais baixa com total impunidade. Quando um governo racista, imperialista e militarista tomou o poder, não havia nenhum meio de resistência eficiente. A sociedade sem armas do Japão se tornou exatamente o oposto da utopia igualitária da canção Imagine de John Lennon”.

Livros recomendados:

John Keegan – Uma História da Guerra - http://livraria.mvb.org.br/uma-historia-da-guerra

Lawrence H. Keely - A Guerra antes da civilização - http://livraria.mvb.org.br/a-guerra-antes-da-civilizacao-o-mito-do-bom-selvagem

Noel Perrin - Giving up the Gun: Japan’s Reversion to the Sword 1543-1879 - https://www.amazon.com/Giving-Up-Gun-Reversion-1543-1879/dp/0879237732

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Pesquisa Gallup confirma: americanos NÃO querem mais controle de armas

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Sabe quando aquele jornalista engajadinho ou aquele “especialista” global que diz que cada vez mais americanos querem mais controle sobre armas e a proibição da venda de fuzis? Oh! Que surpresa! É mentira!

Como eu já afirmei e comprovei no artigo “Como os democratas derrotaram o desarmamentismo de Obama” publicado no jornal Gazeta do Povo no início deste ano, cada vez mais americanos se opõem às restrições desejadas por alguns e uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup e recém divulgada confirma exatamente isso. Vale lembrar que em 2013, fiz uma análise dessa questão para a CBN, logo após o Massacre no Cinema de Aurora e afirmei que não haveria mais restrições e, pelo contrário, os americanos entenderiam que ataques daquele tipo não podem ser impedidos com maiores controles, muito pelo contrário, só uma pessoa armada pode impedir massacres assim. Dito e feito!

Realizada entre os dias 5 e 9 de outubro a pesquisa traz uma série de dados para lá de interessante e que, mais uma vez, desmontam aquilo que boa parte da imprensa brasileira vende para nós como verdade absoluta. Vamos lá:

- Apenas 36% da população americana é favorável ao banimento dos chamados fuzis de assalto. Quatro anos atrás esse número era de 44%;

- Nos últimos 20 anos, o apoio a uma proibição de armas de assalto caiu entre todos os grupos partidários, incluindo os Democratas, onde apenas a metade apoia esse tipo de controle, em 1996 a porcentagem favorável era de 63%;

- Mesmos nas casas onde não há armas, a maioria das pessoas também respondeu contrariamente às proibições;

Tenho a absoluta certeza que não leremos uma só linha sobre essa pesquisa nas páginas dos grandes jornais e revistas nacionais, agora fico imaginando se o resultado fosse o inverso... Ainda mais na iminência de aprovação do PL 3722 que retornará ao Brasileiro a liberdade de autodefesa. Dias ruins para os torcedores travestidos de analistas...

Artigo Gazeta do Povo - http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/como-os-democratas-derrotaram-o-desarmamentismo-de-obama-3dpsmcs6fvzn6uap460c7a1wn


Entrevista para CBN - http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-noite-total/2013/01/15/FACILIDADE-EM-COMPRAR-ARMAS-NOS-EUA-NAO-TEM-RELACAO-DIRETA-COM-VIOLENCIA.htm


Íntegra da pesquisa Gallup - http://www.gallup.com/poll/196658/support-assault-weapons-ban-record-low.aspx?utm_source=alert&utm_medium=email&utm_content=morelink&utm_campaign=syndication

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ALAGOAS: No estado mais violento do país o inimigo agora são as armas de brinquedo

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Criada em 2009 no governo de Teotônio Vilela (PSDB) como Secretaria Especial de Promoção da Paz, a atual SEPREV – Secretaria de Estado de Prevenção à Violência - tinha por objetivo “articular e promover ações que permitissem a promoção da cultura de paz e não violência em Alagoas”. Nem preciso dizer qual o resultado depois de sete anos de existência...

A verdade é que no estado mais violento do país, com 56,1 homicídios por 100 mil habitantes, chega parecer brincadeira uma campanha desse tipo. Essa secretaria custará, só esse ano, 35 milhões saídos diretamente do bolso dos contribuintes, valor equivalente ao salário de mil soldados da polícia militar desse estado, o que equivale a 1/7 do efetivo da PM atual. 

O desperdício de verbas não acaba aqui. Vejamos o tal “ônibus do desarmamento” que de acordo com a SEPREV recolheu em quatro anos a ninharia de 450 armas. São cerca de 100 armas por ano. Um fiasco ao custo de milhões! E ainda fico imaginando o tipo de armamento que foi entregue e quem o entregou. Com certeza não foram os fuzis e metralhadoras que estão nas mãos das quadrilhas do “Novo Cangaço” ou dos traficantes que dominam até mesmo as pequenas cidades que outrora eram um mar de tranquilidade e paz.

 A verdade é que o objetivo dessa e de outras secretarias congêneres não é combater a criminalidade ou reduzir verdadeiramente a violência. Nunca foi e nunca será. Por trás de campanhas aparentemente inócuas ou inúteis que jogam no lixo o dinheiro do contribuinte, há um mal muito maior.

A ideia de “paz social” através de uma “cultura de paz” é caminho obrigatório para a implantação do socialismo. A tal “paz social” só pode ser alcançada pela chamada “justiça social”, que nada mais é que a destruição do capitalismo e de todos os valores que o sustentam e é exatamente isso que estão fazendo quando tentam impor até mesmo o tipo de brinquedo que nossos filhos podem ou não brincar.

Não é sem motivo que a maior e mais organizada facção criminosa do Brasil, o PCC, tem em seu lema a palavra “paz”, sendo assim devemos imaginar então que eles também estão combatendo a violência e a criminalidade? Não é coincidência que a palavra também está, por exemplo, nas ONGs Sou da Paz de São Paulo ou na Pazeando do Paraná e - vejam só que “surpresa”! - estava no nome inicial da Secretaria em questão.

O objetivo real, conhecido ou não pelos que atuam na “Secretaria da Paz” - e tenho certeza que há muita gente que acredita que está trilhando um caminho correto - não é e nunca será o combate e redução da criminalidade, pois para os ideólogos por trás de tudo isso, o crime é instrumento para induzir a sociedade para um estado de aparente anomia onde poderão, muitas vezes sem que se perceba, conduzir o seu processo revolucionário e criar uma sociedade à sua imagem e semelhança, criar um ”mundo melhor” e acreditem, nada é mais mortal e destrutivo que pessoas que resolvem “mudar o mundo”. Fuja delas, pois já deixaram um macabro rastro de milhões de mortos pelo mundo.

Deixando de lado toda questão ideológica e focando no combate e redução da criminalidade, está na hora de falar sério sobre a nossa calamitosa segurança pública que, ao que parece, trata os criminosos como inocentes crianças e os brinquedos com a toda a seriedade do mundo. Que rasgam dinheiro em Secretarias e projetos que simplesmente não deveriam sequer existir.  Impedir que crianças brinquem para se diminuir a criminalidade e violência faz tanto sentido quanto proibir o uso de colheres e garfos para se combater a obesidade.

Em tempo: o amigo e editor deste portal, Luis Vilar, convidou o Secretário Jardel Aderico, que sorridente e saindo do Ônibus do Desarmamento, ilustra essa matéria, para um debate comigo, mas até este momento não houve resposta.

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