Resenha100Nota

Baseado em fatos reais, o drama "O Conto" volta ao passado para falar sobre abuso infantil

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Baseado nas memórias da diretora Jennifer Fox, "O Conto" (2018) é drama intenso que toca em questões delicadas, como o abuso infantil.

Jennie (Laura Dern), uma mulher de 48 anos, recebe um telefonema de sua mãe, aflita após descobrir um antigo conto escrito pela filha quando a mesma tinha apenas 13 anos. As palavras da jovem revelam um romance com seu antigo treinador de corrida quase trinta anos mais velho, que Jennie, já adulta, havia reprimido em suas memórias.

Laura Dern ("Parque dos Dinossauros")consegue transmitir a angustia da protagonista, que se recusar a assumir o papel de vítima. A confusão de suas lembranças denotam essa luta em aceitar o abuso sofrido, e desvelar o passado é reconhecer que ela não passou incólume pelo trauma, que inconscientemente repercute em seu atual relacionamento. Seu desejo de controlar a própria vida deu a falsa ilusão de igualdade com os adultos abusadores. 
A produção do longa ficou a cargo da HBO, que o tratou com o merecido capricho e respeito. Fox, por sua vez, conduziu bem o enredo alternando as recordações do seu alter ego em cena e levantando os questionamentos morais para reflexão.
A maneira como desvirtuamos a realidade para que ela pareça mais doce e poética, pode esconder marcas que insistimos em negar, mas evitar as cicatrizes é a omissão com nossos próprios sentimentos. 
É preciso abrir os olhos para olhar para dentro e nos resgatar da versão que criamos de nós mesmos.

7.5

*Disponível nos canais HBO

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Um conto de dois filmes no drama "Nasce uma estrela"

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Dirigido pelo ator Bradley Cooper, o remake "Nasce uma estrela" (2018) é um conto de dois filmes. Um protagonizado por Cooper, e outro pela estrela da música pop Lady Gaga.
Na história mais interessante acompanhamos o cantor Jackson Maine, que mesmo com o sucesso de uma carreira estabelecida no country, não consegue encontrar a felicidade e busca refúgio na bebida e nas drogas para suportar a insatisfação e um progressivo problema auditivo.
Entre um show e outro, ele cruza o caminho da aspirante a cantora profissional, Ally (Gaga) e abre as portas para o talento da jovem.

A primeira metade do longa é bastante promissora e a interpretação de "La Vie En Rose" que marca o encontro inicial do casal é tocante. 
Porém, no segundo ato começa o filme "promocional", que tenta vender para o espectador uma versão atualizada de "Uma Linda Mulher" e, para não restar dúvidas, em dado momento, o longa faz explicita referência ao sucesso de 1990.
Diferente da comédia romântica que apresentava a força do dueto Julia Roberts e Richard Gere, "Nasce uma Estrela" aposta em um drama frágil. Lady Gaga se esforça, mas ainda falta experiência no ramo. Nas cenas em que divide a tela com Cooper fica ainda mais evidente a falta de recursos e todas as suas cenas entoando as músicas da trilha sonora soam como videoclipes, que me afastou do filme. Há uma preocupação exagerada em mostrar o enredo da cinderela, que não me despertou a menor empatia. 
A impressão que fica é que "Nasce uma Estrela" foi vítima da sua protagonista, enquanto outro personagem pedia os holofotes.

O enredo, dividido em duas jornadas, por vezes parece apressado em enaltecer os atributos da nova cantora e superficializa o segmento do veterano Maine, pois sempre que o roteiro insinua aprofundar, há uma clara necessidade de voltar o foco para Ally.

O Jackson Maine de Bradley Cooper possui camadas que instigam a curiosidade sobre seu passado e temor pelo seu futuro. No presente, sua presença marcante em cima do palco passa a credibilidade exata e fora dele encontra como parceiro ideal o  ator Sam Elliot, que interpreta seu irmão e rende a cena mais emocionante do longa.

É preciso fazer justiça ao trabalho de Cooper por trás das câmeras. As tomadas dos shows são bem realizadas e podemos sentir a energia pulsante da música. 
O setlist da produção é um ponto alto e merece uma visita no Spotify.

Eu quase consigo esquecer a última cena do filme, que exagera nos níveis de açucar em prol das lágrimas da bilheteria.

Apesar das críticas positivas e da boa recepção pelo público, "Nasce uma estrela" não me convenceu completamente. Provavelmente será sucesso de mercado e com um forte lobby poderá concorrer a alguns prêmios da Academia, mas para mim ainda não há estrelas no céu.

5.0

*Nos cinemas

Os rapazes de Liverpool desbravam a América no documentário "The Beatles: Eight Days Week"

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O documentário "The Beatles: Eight Days Week" (2016) se propõe a reviver a histeria da beatlemania, do início ao fim da banda. 

Dirigido por Ron Howard ("O Código da Vinci"), a produção reproduz o fenômeno musical que foi o surgimento dos rapazes de Liverpool e a loucura das turnês pelo mundo. O documentário dá destaque para o sucesso nos Estados Unidos, quando os Beatles conseguem adentrar no difícil mercado fonográfico americano.
Histórias marcantes como o show em Jacksonville, cidade que padecia de lutas raciais, onde os Beatles exigiram que não houvesse segregação do público durante a apresentação da banda, mostram a força e a maturidade que John, Paul, George e Ringo possuíam desde jovens.
Uma das melhores coisas de "Eight Days Week" é que toda a jornada compreendida entre 1963 e 1966 chega ao espectador pelos testemunhos dos próprios músicos. Assim podemos ouvir a visão de cada um, dentro de sua personalidade, sobre aquela época mágica e insana, de gritos adolescentes, gravações, compromissos comerciais e uma verdadeira maratona de shows.
Obviamente, a sequência de músicas é outro atrativo que não nos deixa esquecer porque os Beatles fazem parte do Olimpo do Rock.
Quando os quatro amigos se reuniram para cantar juntos pela última vez, no telhado do edifício da Apple Studios em Londres, o mundo não queira deixá-los ir, mas eles precisavam seguir caminhos diferentes, pois cada momento vivido precisa dar lugar a outro que virá a seguir. Então só nos restou cantar "Let It be, let it be..."

9.0

*Disponível na Netflix

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Scorsese acerta os ponteiros no lúdico "A Invenção de Hugo Cabret"

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*POSSÍVEIS SPOILERS*

Apos ficar órfão, o jovem Hugo (Asa Butterfield) passa a morar numa estação de trem em Paris, enquanto tenta dar vida a um robô autômato, pois acredita que a máquina contém a última mensagem deixada por seu falecido pai. O destino do garoto muda quando ele encontra um ilustre desconhecido.

Trazido aos cinemas em 2011, "A Invenção de Hugo Cabret" é um emocionante tributo ao maior mágico da história da sétima arte. Georges Mèlies ("Viagem a Lua"), interpretado respeitosamente pelo ótimo Ben Kingsley, pode ser considerado o primeiro grande cineasta que fez o espectador sonhar. Inventivo, ele ousou e usou toda sua criatividade para fabricar sonhos através de seus filmes recheados com os pioneiros efeitos especiais.
Martin Scorsese, diretor de "Hugo Cabret", fez questão de contar de maneira tocante a trajetória de Mèlies, dos primeiros passos na arte cinematográfica, após um encontro decisivo com os irmãos Lumière e seu revolucionário cinematógrafo, passando pelo auge da novidade dos filmes, pelo ostracismo seguinte, que o fez destruir boa parte de suas produções, até o redescobrimento de seu talento pelos novos críticos.
Toda essa homenagem é bem conduzida por Scorsese, que a guarda para o terço final do filme como a cereja do bolo. E que cereja.
Hugo, que vivia solitário à procura da mensagem para abrir seus caminhos, encontrou muito mais do que isso. O garoto, que se dispôs a consertar o que estava quebrado, restituiu aquilo que cada coisa merece. Assim como um velho relógio merece as horas, os minutos e os segundos, o grande artista merece o reconhecimento de um duradouro aplauso.

9.5

*Diposnível no Youtube

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Uma teia de erros envolve o filme solo do vilão "Venom"

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Há alguns anos, quando foi anunciada a produção de um filme solo do vilão Venom, meu primeiro pensamento foi: isso não me parece uma boa ideia. E de fato não foi.

Focar as ações em uma aventura do arqui-inimigo do homem aranha, mas sem a participação do herói, era uma jogada de risco e cercada de desconfiança.
Porém os executivos da "Sony", detentora dos direitos de todo o universo do teioso, enxergaram viabilidade no projeto e chamaram o ator Tom Hardy, que já havia encarnada o vilão Bane na terceira parte da trilogia do Batman de Christopher Nolan, para protagonizar o longa e assumir as rédeas do simbionte alienígena Venom.
Quando os primeiros trailers aterrissaram na internet as reações não foram das melhores e público ficou dividido entre os que odiaram e os que demonstraram indiferença com o filme.
Pois bem, "Venom" (2018) finalmente estreou e pude confirmar com meus próprios olhos o mau agouro inicial se materializar. Durante a projeção, que durou aproximadamente duas horas, uma nova pergunta martelava minha cabeça: com quantos roteiristas se faz uma história péssima? 
Conferi a resposta nos créditos finais. Três pessoas assinaram a história da criatura Venom, que cai na terra junto de uma tripulação em missão espacial financiada pela empresa VIDA, cujas pesquisas feriam quaisquer normas éticas. A procura de um hospedeiro, o simbionte toma o corpo do jornalista Eddie Brock, que tentava desmascarar a mega corporação.
Repleto de situações constrangedores, o filme ora flerta com o terror, ora com a comédia, mas em momento algum se sobressai nos gêneros citados. Michelle Williams, que interpreta o interesse romântico do protagonista, está nitidamente desconfortável no papel. Já Tom Hardy, agora deve saber o que George Clooney sentiu quando cometeu o grande equívoco da carreira ao assumir o manto do homem morcego, na versão cafona do diretor Joel Schumacher.
Simplesmente nada funciona nesse filme, que se contradiz a todo instante. 
Venom é um vilão que sonha ser o anti herói e busca incansavelmente alcançar a torcida e simpatia do espectador. Ajuda o desestabilizado Eddie Brock, dá conselhos amorosos, quer, a princípio, destruir o mundo, mas na sequência percebe que é um lugar lindo para se viver, entre outras bobagens.
A dinâmica entre Brock e o parasita (que odeia ser chamado assim) é uma imitação chinfrim do dueto John Connor e o andróide futurista da franquia "O Exterminador do Futuro".
Em resumo, "Venom" pode ser definido como um coletivo de decisões erradas. Um retrocesso. 

3.5

*Em cartaz nos cinemas

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Mais do que um suspense, "Buscando" é um choque de realidade na era da internet

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***POSSÍVEIS SPOILERS

Quando um filme consegue unir uma boa história, um plot twist eficiente e levantar questões que te deixam refletindo após os créditos finais, é sinal que a experiência cinematográfica foi mais do que um mero entretenimento. Foi recompensadora.

Esse foi meu sentimento ao sair da sessão de "Buscando" (2018), filme que traz a saga de um pai em busca da filha desaparecida. Na trama, o viúvo David Kim (John Cho) precisa seguir os rastros deixados pela jovem Margot (Michelle La) na internet para tentar encontrá-la.
O diretor Aneesh Chaganty utiliza imagens de Facetime, YouTube, filmagens de circuito interno e telejornais para contar sua história e trazer o espectador para uma realidade mais próxima ao que vivemos em tempos de conectividade ininterrupta. Tal opção combinou perfeitamente com a proposta do longa.
O roteiro bem trabalhado nos deixa apreensivo e ansiosos por pistas que revelem o destino da garota, ao passo que cada descoberta é um convite para formularmos novas teorias.
O caminho perseguido por David é um misto de angústia e surpresa, pois as peças do quebra-cabeça que ele vai montando o leva a constatar que, talvez, ele tenha perdido a ligação com a filha que ele julgava conhecer tão bem.
A produção tambem aborda o mundo predatório da internet e das redes sociais. A garota, sem amigos, tem uma popularidade instantânea quando as notícias sobre seu desaparecimento tomam os jornais. Novas amizades surgem a cada tweet ou postagem no Facebook. Os comentários maldosos, que levantam hipóteses sobre a autoria do suposto crime, destilam a falta de humanidade e compaixão com os sentimentos da família, e a espetacularização da investigação retrata bem o que vemos nos noticiários policiais nos dias atuais.

É levantando tantas questões importantes e presentes nesse mundo moderno e conectado, que "Buscando" se destaca entre a leva de filmes do gênero. 
A busca do protagonista é a busca dos pais em conhecer melhor os filhos. É a busca do respeito pela dor alheia, pela solidariedade e pela amizade real.
Busca pela verdadeira conexão. Não entre dispositivos. Entre pessoas.

9.0

*Em cartaz nos cinemas

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As memórias das boas amizades fazem o homem em "Conta Comigo"

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Todos têm os seus filmes de cabeceira. Aqueles que você recorre pra buscar a lembrança de uma época, a força pra superar um problema ou o sorriso que te faz esquecer do mundo. Vou citar um destes filmes que assisti quando garoto e sempre que torno a vê-lo revivo antigos sentimentos: "Conta Comigo" (1986)

Grande parte do público desconhece que a autoria do conto que deu origem ao filme dirigido por Rob Reiner ("Harry e Sally") é de Stephe King. Sim, ele mesmo. O autor, celebrado como mestre do terror e responsável por obras como "It - A Obra Prima do Medo" e "Carrie, a Estranha", escreveu essa história intimista sobre a amizade de quatro garotos que partem a procura do corpo de um adolescente desaparecido.

"Conta Comigo" é uma jornada de autodescoberta em que podemos sentir a inocência e as marcas que a vida estava deixando naquelas crianças. Gordie vivia a sombra do irmão falecido; Chris era rotulado pela fama de delinquente juvenil; Teddy tinha problemas de relacionamento com pai, veterano de guerra; e Vern era vítima constante de bullying por ser  gordinho. É muito bom ver a cumplicidade e camaradagem entre os garotos, e como eles se ajudavam inconscientemente ("Stranger Things" notadamente buscou inspiração aqui). Juntos, a aventura era o escape para realidade que nem sempre era generosa com os amigos. 

O Longa é contado a partir das memórias de um Gordie já adulto e o que sempre me encantou foi isso: Saber que um adulto (King, Reiner, Gordie) não esqueceu a criança que foi um dia e que ele estava prestando atenção em mim, nos meus sentimentos e nos meus medos. Saber que ele entendia. Do mesmo modo, era reconfortante ver que a amizade sincera do quarteto era a certeza que eu não estava sozinho.

Quando a aventura acabou, Gordie e seus amigos não eram mais os mesmo. Eu não era mais o mesmo. "Stand by me".

10

*Disponível no Youtube

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Documentário da Netflix exalta o talento e a genialidade de Quincy Jones

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Quincy Jones pode ser considerado facilmente uma das grandes lendas da música americana. Talentoso arranjador e produtor musical, Quincy firmou parcerias de sucesso com gente do calibre de Frank Sinatra, Ray Charles, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald e Michael Jackson. A dobradinha com o "Rei do Pop" rendeu o álbum mais vendido da história "Thriller" e alçou a carreira do jovem Michael para outro patamar.

Com contribuições inestimáveis não apenas para a música e cultura, "Q" também se engajou em questões políticas e sociais, abrindo portas que estiveram fechadas por muito tempo.
O documentário "Quincy" (2018) faz uma bela retrospectiva de sua vida pessoal e da carreira intercalando imagens de arquivos e depoimentos do próprio Quincy e de pessoas que estiveram intimamente ligadas a ele.
Vindo de uma família humilde, o jovem Quincy sobreviveu na América racista e segregadora da época e lutou pelo seu espaço entre os grandes músicos. O reconhecimento inevitável veio de todas as partes. Colegas de profissão, público e crítica especializada se renderam ao talento de Jones. Não à toa, ele faz parte do seleto grupo de profissionais a ter em sua coleção os prêmios do Oscar, Grammy, Emmy e Tony. Sua paixão pelo trabalho é evidenciada durante a projeção e isso custou um pouco de sua saúde e de seus relacionamentos.
Algumas palavras proferidas pelo produtor nos ajudam a ter certa noção do homem diferenciado que agarrou as rédeas do destino e fez sua trajetória de sucesso.
Em um momento de reflexão, após um difícil período no hospital, Quincy conclui que não há nada melhor para desejar do que uma vida longa cheia de amor para compartilhar, saúde para sobrar e amigos para cuidar, pois isso é o que realmente importa.
O velho Quincy realmente sabe das coisas...

9.0

*Disponível na Netflix

Novo filme da franquia "O Predador" é um verdadeiro teste de paciência

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Dirigido pelo controverso Shane Black ("Homem de Ferro 3"), a nova aventura do caçador espacial de dreads se perde nos maneirismos do diretor. Longe do clima do filme original, protagonizado pelo astro Arnold Schwarzenegger, a sobrevivência e a luta entre duas raças fica em segundo plano na versão anabolizada de "O Predador" (2018).

Dessa vez, pouca coisa faz sentido em um roteiro que me faz questionar o que levou a sua aprovação pelos produtores. O filme parece uma grande paródia do gênero com uma péssima execução. O "humor" presente no longa, tenta levar ironia e sarcasmo, mas navega entre o mau gosto e o desnecessário.
Boyd Holbrook ("Narcos") parece ser o único a levar a sério a história da perseguição alienígena que acaba trazendo os predadores para a Terra. Holbrook é o protagonista de falas rasas acompanhado por uma trupe de clichês ambulantes, que inclui Thomas Jane ("O Nevoeiro") no papel mais ridículo de sua carreira. Até o jovem Jacob Tremblay, destaque nos últimos anos com "O Quarto de Jack" e "Extraordinário", tem pouco a fazer em um enredo que insiste no absurdo e no inverossímil.
É uma pena ver mais uma franquia, que possui um ótimo material original, ser tratada como um enlatado para consumo rápido e sem sabor. Melhor pedir uma pizza.

3.0
 

Da Prateleira: Efeito Borboleta (2004)

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Quem nunca pensou em voltar no tempo para corrigir os erros do passado? "Efeito Borboleta" toca nesse tema ao contar a história de Evan Treborn, universitário que descobre o poder de voltar no tempo, em sua versão mais jovem, para consertar os rumos da vida, mas cada mudança no passado repercute de maneira implacável no futuro.

Ashton Kutcher deixa de lado as caretas das comédias bobas para investir drama em um filme, por vezes pesado e angustiante. Como o título do filme sugere, o bater de asas de uma borboleta pode provocar um furacão do outro lado do mundo. Ações e consequências. Risos e lágrimas. Encontros e desencontros. Para manter o rumo às vezes é necessário desviar o caminho. Se for preciso seguir uma nova estrada, ligue o som, sintonize "Stop Crying Your Heart" do Oasis e siga em frente. 

9.0

PS.: O filme tem duas sequências dispensáveis. Passe longe.

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