Vanessa Alencar

Valeu a pena o caminho para chegar até aqui

Foto: Jonathan Lins Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true

Tive um sonho interessante essa semana. Caminhava por muita lama, mato e ruínas, em uma trilha acidentada. Sentia medo o tempo todo. Medo de ser engolida pela lama, de uma cobra morder minhas pernas, de morrer de sede, fome ou cansaço...

Mas, ao final do caminho, chegava a uma espécie de lago ou rio, com a água mais cristalina que já tinha visto. Primeiro, molhava somente os pés, e depois tomava banho, jogava a água para cima, com as mãos, e ficava admirando o lindo reflexo do sol do fim de tarde nas gotas.

Lembro-me de pensar: valeu a pena o caminho para chegar até aqui.

Depois de uma greve bonita, pacífica e emocionante, que durou nove dias, nesta quarta-feira, 3 de julho, o Pleno do TRT/AL  aprovou, por unanimidade, a manutenção do piso de jornalista em Alagoas, com reajuste de 3%, a legalidade da greve e o não desconto dos dias parados.

Diante de um jornalismo precário - em razão da adesão de mais de 90% da categoria ao movimento -, começamos a ser ouvidos. Nós, que buscamos cumprir nosso papel, mesmo diante de toda sorte de perseguições, ameaças e até risco de morte, viramos notícia e agora comemoramos a vitória de uma batalha.

Só quero agradecer aos meus amigos e amigas que sempre me encheram de orgulho (muito mais nesses nove dias), aos colegas que arriscaram tudo, aos colegas que, não podendo arriscar, ajudaram da forma que puderam, aos estudantes, aos solidários profissionais de diversas áreas.

Quando perguntaram a minha profissão hoje, respondi com orgulho: jornalista. E valeu a pena o caminho para chegar até aqui.

Deputados recusam entrevista na TV: “Estou respeitando a greve de vocês”

Fotos: Vinícius Firmino/Ascom ALE Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Davi Maia

Repercutiu no plenário e fora dele a presença de uma equipe de reportagem da TV Gazeta na Assembleia Legislativa na tarde desta quinta-feira (27), quando aconteceu a última sessão ordinária antes do recesso.

Procurados para dar entrevista, alguns deputados recusaram, em solidariedade a greve dos jornalistas contra a proposta de redução de 40% do piso salarial.

“Não concederei entrevistas enquanto a greve perdurar”, disse Davi Maia (DEM), na tribuna da Casa. “Tive oportunidade de conversar com a repórter e disse que entendo o posicionamento dela, como profissional e como individuo, mas eu, como deputado, também tenho o discernimento de escolher dar ou não a entrevista... Não me sinto confortável em dar essa entrevista em período de greve, com tanta gente na rua... Deixo claro meu respeito ao movimento e a quem não quer entrar na greve, mas o movimento tem todo meu apoio”, completou.

Em aparte, Bruno Toledo (PROS) explicou as razões pelas quais concedeu a entrevista. “Não estou contra a greve, não tenho opinião formada quanto a isso... Mas queria aqui me solidarizar também com o profissional que está trabalhando com dignidade e merece esse reconhecimento... Não são ovelhas negras da categoria... Não é boicotando o trabalho da profissional que mostramos solidariedade... A repórter não está contra os companheiros de profissão, está apenas trabalhando”.

Marcelo Beltrão (MDB) também voltou destacar seu apoio à greve e ponderou: “Acho que os profissionais têm que se manter firmes e preservar o direito daqueles que não aderiram. Faz parte de qualquer democracia”.

Ângela Garrote não chegou a falar no plenário, mas um vídeo onde aparece recusando a entrevista já está circulando nas redes sociais. Diz ela a repórter: “Eu deixo para responder isso depois... Agora estou respeitando os repórteres que estão em greve por causa do chefe de vocês”.

 

*Aviso aos leitores: em apoio e respeito a greve dos jornalistas, só estou postando assuntos referentes à paralisação neste espaço.

#ReduçãoSalarialNão

 

Prefeitura contrata instituto para realizar concurso público

Ilustração/Internet Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Concurso Público

A Prefeitura Municipal de Palestina contratou o Instituto de Administração e Tecnologia (ADM & TEC) para organizar e executar concurso público para provimento de cargos efetivos no Município.

O extrato do contrato foi publicado nesta sexta-feira (21), no Diário Oficial dos Municípios. A contratação custou R$ 280 mil e a vigência é de 180 dias.

Em setembro do ano passado foi firmado um TAC entre a Promotoria de Justiça de Pão de Açúcar e o município de Palestina, para que, no prazo de 180 dias, a prefeitura lançasse edital para concurso. Na ocasião, a promotora Martha Bueno disse que foi detectado um número excessivo de funcionários contratados temporariamente.

“Luto” de jornalistas é compartilhado por políticos, delegados e entidades

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Vários políticos, representantes de entidades e profissionais de outras áreas, como segurança pública, compartilharam em suas redes sociais a campanha do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal) contra a redução do piso da categoria em 40%, proposta encabeçada pelo Sistema Pajuçara de Comunicação, Gazeta de Alagoas e pela TV Ponta Verde.

Sem acordo, após audiência realizada no dia 19 deste mês, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT/AL), a categoria decidiu deflagrar greve na próxima terça-feira, 25.

Durante pelo menos dois dias este mês, jornalistas que atuam nas TVs, portais de notícias, jornais e assessorias vestiram preto em protesto contra a proposta de redução salarial.

Entre os políticos que compartilharam recentemente a imagem com a #ReduçãoSalarialNão, estão o deputado federal Paulão (PT), os deputados estaduais Davi Maia (DEM), Ângela Garrote (PP), Flávia Cavalcante (PRTB) e Davi Davino Filho (PP), os vereadores Silvânia Barbosa (PRTB), Galba Novaes Netto (MDB) e Lobão (PR).

Também se pronunciaram favoráveis à categoria, o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar; o presidente do PSL em Alagoas, Flávio Moreno; o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, Rafael Brito; os delegados Thiago Prado, Sidney Tenório e Fábio Costa; o Comandante do Policiamento do Interior, coronel Walter do Valle; o vice-presidente do Sindsaude, Alessandro Fernandes, Sintesfal, Sintufal e Sintect.

Lobão e Flávio Moreno ainda gravaram vídeos. “Uma imprensa livre, valorizada é o que precisamos. Redução salarial não", disse o primeiro. “Precisamos dos jornalistas sendo bem pagos, motivados e valorizados. É uma categoria importante em todo Brasil”, completou o segundo, sugerindo que as empresa busquem outras formas de economia.

Em vídeo, Alfredo Gaspar pontuou que, "neste momento, onde as fake news ameaçam a democracia, é preciso valorizar e reconhecer o papel do jornalista".

Durante o mês, outras autoridades e entidades se colocaram contrárias a qualquer redução salarial, como a CUT, o governador Renan Filho (MDB) e o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airan.

“Redução salarial é uma proposta indecente”, resumiu o presidente do Sindjornal, Izaías Barbosa.

A categoria que dá voz à sociedade, mesmo diante de perseguições, ameaças e da dor de lidar diariamente com a realidade nua e crua, agora precisa ser ouvida.

Vereadora repercute reportagem sobre oncologia: “Lá fora as pessoas estão pedindo socorro”

Ascom/Câmara Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Vereadora Silvânia Barbosa

Na sessão desta terça-feira (18), na Câmara Municipal de Maceió, a vereadora Silvânia Barbosa repercutiu a reportagem do CadaMinuto intitulada Oncologia: “As pessoas estão morrendo sem direito de lutar pela vida”, alerta defensor público’, publicada no domingo (16).

A parlamentar disse que a Casa não poderia deixar passar despercebida a fala do defensor público Daniel Alcoforado, “que trouxe com uma riqueza primorosa de detalhes a situação dos pacientes oncológicos de Alagoas”.

“Senti que precisava fazer alguma coisa ao ler a matéria... São informações assombrosas e, na minha leitura, uma grave denúncia. Fiquei estarrecida com o que li e resolvi trazer os dados para discutir nessa Casa... Precisamos provocar os órgãos responsáveis a encontrarem soluções urgentes. Esses pacientes não podem esperar”, frisou.

A vereadora propôs a realização de uma audiência pública para tratar do tema, definindo pontos que devem ser implantados logo para, em seguida, com mais calma, buscar soluções para o restante: “O que não podemos é permitir que essas pessoas continuem morrendo”, destacou, lembrando que o assunto precisa ser discutido sempre e em todas  as casas que têm poder de mudar a situação.

Silvânia parabenizou as jornalistas do CadaMinuto pela reportagem: “A imprensa brasileira também sabe ser grande e presta enormes serviços a sociedade”.

Em apartes, os vereadores Kleber Costa e Fátima Santiago falaram sobre as perdas de vidas decorrentes da ausência do diagnóstico precoce. Já Ronaldo Luz destacou a atenção básica como uma das principais ações preventivas contra o câncer e solicitou à Comissão de Saúde da Casa que convoque o Controle de Avaliação do Município para detalhar os dados referentes aos recursos destinados à atenção básica em Maceió.

“Lá fora as pessoas estão pedindo socorro e isso é o mínimo que nós, como parlamentares, podemos fazer”, disse Silvânia Barbosa, ao concluir o pronunciamento.

Curtas: Marcelo Victor, seleção, concurso e punição a vandalismo...

Ascom/ALE/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Marcelo Victor

Cidadão Honorário

Natural de Palmeira dos Índios, o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Marcelo Victor (SD), será agraciado com o título de Cidadão Honorário de Maceió.

De autoria do vereador Samyr Malta (PTC), o Projeto de Decreto Legislativo concedendo a honraria ainda não foi apreciado em plenário, mas já recebeu parecer favorável na Comissão e Constituição e Justiça da Câmara. O parecer foi publicado no Diário Oficial de Maceió desta segunda-feira (17).

Em seu quarto mandato consecutivo na Casa de Tavares Bastos, Marcelo Victor ocupa pela primeira vez - e diga-se de passagem, bastante à vontade no cargo -  a presidência da Casa.

Processo Seletivo

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou um avido de cotação de preços para contratação de empresa de processo seletivo simplificado para preenchimento de vagas e formação de cadastro de reserva da pasta.

O prazo para envio das propostas é de cinco dias úteis, a partir de hoje, data da publicação. Maiores informações podem ser obtidas pelo e-mail: mczsuprimentos@gmail.com e pelo telefone 3315-5222.

E por falar em seleção, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) despachou favoravelmente pela possibilidade de concurso pretendido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult). O despacho não informa, no entanto, a natureza do certame.

Concurso

A Prefeitura de Maravilha informou que também está recebendo cotações para contratação de empresa especializada nos serviços de planejamento, organização e execução de concurso público no município. Não foram divulgados detalhes sobre o futuro certame. Maiores informações podem ser obtidas por e-mail: licitacaomaravilhaal@gmail.com.

Vandalismo em escolas

Um Projeto de Lei de autoria do deputado Cabo Bebeto (PSL) determina que os pais de alunos das escolas públicas estaduais sejam responsáveis pela indenização financeira quando seus filhos, menores de idade, causarem danos a esses estabelecimentos. Conforme a proposta, os pais também podem autorizar os filhos a prestar serviços a unidade escolar na qual ocorreram os danos.

Na justificativa, Bebeto citou os crescentes casos de vandalismo no país, divulgados na imprensa nacional, lembrando que até agora não há qualquer tipo de responsabilização prevista em lei, a não ser a possibilidade de o Estado ingressar judicialmente contra os eventuais vândalos.

 

Renan classifica demissões no BNDES de “ninharia inquisitória”

Agência Brasil/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Renan Calheiros e Joaquim Levy

Em sua movimentada conta no Twitter, o senador Renan Calheiros (MDB) criticou as demissões do presidente do BNDES, Joaquim Levy, e do diretor de Mercado de Capitais do banco, Marcos Barbosa Pinto.

Para o senador, a demissão é “mais um exercício de ninharia inquisitória do governo Jair Bolsonaro... Eis o porquê de ficar cada vez menor”.

Joaquim Levy entregou ontem (16) sua carta de demissão ao ministro da Economia, Paulo Guedes. A decisão foi tomada após Bolsonaro ter dito, em entrevistas, que Levy estava com a cabeça a prêmio, entre outros motivos, por ainda não ter atendido a sua determinação de exonerar Marcos Barbosa.

Nos bastidores, o comentário é que o presidente da República também estaria insatisfeito com a demora de Levy em abrir a “caixa-preta” do BNDES.

 

Aprovado projeto que proíbe contratação de condenados na Lei Maria da Penha

Assessoria Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputada Cibele Moura

Por unanimidade, os deputados aprovaram, na sessão desta quinta-feira (13), o Projeto de Lei Ordinária (PLO), de autoria da deputada estadual Cibele Moura (PSDB), que veda a nomeação, para cargos comissionados, de condenados (em decisão transitada em julgado) com base na Lei Maria da Penha, em todas as esferas da administração pública direta e indireta e de todos os poderes constituídos de Alagoas.

Aprovada hoje já em segunda votação, a matéria segue agora para sanção ou veto do governador Renan Filho (MDB).

Na justificativa da proposta, a parlamentar destacou que, embora muitos avanços tenham sido alcançados com a Lei Maria da Penha, os números da violência doméstica contra as mulheres e dos feminicídios seguem alarmantes em Alagoas e no país, demonstrando a necessidade urgente de ampliar as medidas de combate a esses crimes.

Para Cibele, o projeto pretende - por meio de mais uma ação coercitiva aos agressores -, inibir e prevenir esse tipo crime.

Decretos de Bolsonaro são “ilegais, inconstitucionais e engordam”, diz Renan

Foto: Reprodução Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Renan Calheiros

Depois que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (12), o projeto de decreto legislativo (PDL) sustando os efeitos do decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que flexibiliza o acesso às armas de fogo, o senador Renan Calheiros (MDB) usou as redes sociais para comemorar a notícia.

 “CCJ derrotou um item da agenda da morte de Bolsonaro que liberou o uso de armas. É o Senado exercendo seu papel e independência”, escreveu o senador em sua página no Twitter.

Calheiros também divulgou um vídeo no qual defende que os decretos do Executivo não são intocáveis, até porque “são ilegais, inconstitucionais, engordam, desmerecem a vida, mudam regras de trânsito irresponsavelmente quer liberar armas, dar ordens para matar”.

“Nunca me imaginei aqui, em pleno século 21, lutando com vários senadores para proteger direitos inalienáveis”, reforçou.

Veja o vídeo.

Paulão ironiza apoio da cúpula das Forças Armadas a Moro: “Alguém tinha dúvida?”

Vanessa Alencar/CM/Arquivo Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Deputado Paulão

O deputado federal Paulão (PT) usou sua conta no Twitter para repercutir os desdobramentos da divulgação, pelo site The Intercept Brasil, de conversas entre o então juiz Sérgio Moro, ministro da Justiça, e procuradores da Operação Lava Jato.

“A imprensa noticiou que o Alto Comando das Forças Armadas está com o Moro. Alguém tinha dúvida? O comportamento do ex-ministro do Exército mandando um recado ao STF, já demonstrava o interesse pela eleição do Bolsonaro”, disse o parlamentar, em um dos posts publicados nesta terça-feira (11).

Paulão se referiu as declarações do general Eduardo Villas Bôas, no ano passado, de que estaria pronto para "intervir" caso o Supremo concedesse Habeas Corpus ao ex-presidente Lula (PT), em abril de 2018.

Já ontem (10), o deputado alagoano disse que “o comportamento das Forças Armadas é lamentável diante do maior escândalo da história de integrantes do judiciário brasileiro”, em referência ao silêncio oficial das Forças Armadas sobre o episódio.

Em outras postagens, Paulão também criticou as declarações do ex-presidente FHC (PSDB) sobre o caso - “não é postura de um estadista. Toda vez que envolve um assunto com Lula, ele se apequena” - e as notas de solidariedade de entidades do Poder Judiciário ao ministro da Justiça.

Ele também ironizou a demora de Bolsonaro em prestar solidariedade a Moro: “Demorou muito para dar uma nota de apoio ao Moro. Em relação ao Neymar foi um apoio flash” , defendeu a liberdade imediata de Lula e o afastamento do ministro do cargo: “Se o Moro tivesse com o Brasil, pediria afastamento do cargo. O país está paralisado”.

 

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