Voney Malta

Lula manda recado e diz que é “candidato para recuperar a soberania do povo”

Preso na sede da PF em Curitiba, no Paraná, o ex-presidente Lula demonstra mais uma vez o quanto é um político sábio. Em sua pagina na internet, na manhã desta terça-feira (10), nada de reclamar, questionar ou criticar a guerra de opiniões sobre a sua soltura ou não.

O espaço foi usado para o ex-presidente afirmar que é candidato “para recuperar a soberania do povo brasileiro”, chamar Temer, o presidente mais rejeitado da história política brasileira, de golpista por estar vendendo o país a preço de banana e garante que “Podem ter certeza, vou ser candidato para, entre outras coisas, recuperar a soberania do povo brasileiro."

Ou seja, Lula desvia o foco, nada de discurso raivoso de um pobre coitado. O fato é que mesmo preso consegue se manter no centro do noticiário dizendo o que o eleitor deseja ouvir dos prováveis candidatos.

É também por isso que lidera as pesquisas eleitorais em qualquer cenário e transfere votos decisivos, caso seja impedido de disputar o pleito.

Leia abaixo na íntegra a publicação do ex-presidente Lula ou leia no endereço https://lula.com.br/recado-do-lula-sou-candidato-para-recuperar-soberania-do-povo-brasileiro:

"É muito triste que parte do patrimônio público, construído com muito sacrifício pelo povo brasileiro a partir da metade do século XX, esteja sendo vendido de forma irresponsável, a preço de banana, para encobrir a ilegitimidade de um golpista, para abrir mão de qualquer soberania que um país precisa ter e consolidar o complexo de vira-lata que a elite brasileira sempre teve em relação aos EUA.

Podem ter certeza, vou ser candidato para, entre outras coisas, recuperar a soberania do povo brasileiro."

Lula

 

Férias!

Enfim, alguns dias de folga. Tempo para ver, ouvir, pensar, recarregar e seguir adiante. Volto no início de julho.

Boa copa pra todos e ótimas festas juninas.

“O próximo presidente vai ser impichado”, diz ex-ministro

A frase acima foi ouvida por uma plateia de advogados e foi dita por Delfim Netto – ex-ministro da Fazenda no governo do general Emílio Médici, ministro da Agricultura do general João Figueiredo e do Planejamento durante a abertura democrática. Em 1987, foi eleito deputado constituinte e, depois, deputado federal por São Paulo pelos 20 anos seguintes.

Segundo Delfim, o sistema brasileiro foi feito para se perpetuar e se manter e nenhuma reforma política dos últimos anos tocou em algo importante ou transformador. Ou seja, o sistema é montado para manter o poder dos donos dos partidos, o que significa que o que muda é para continuar como está.

Além disso, as eleições no país são focadas nas disputas para os cargos federais, pois é no Congresso que, de fato, o poder será compartilhado, capitaneado, ou tomado. Como exemplo, em 228 anos de eleições, os Estados Unidos tiveram 45 presidentes. Em pouco mais de 90 anos, o Brasil teve 43, sendo que somente cinco presidentes terminaram seus mandatos.

Bom, e como o que mudou continua como está, portanto nada mudou em termos de legislação eleitoral, o próximo presidente terá que negociar nas mesmas condições que os presidentes anteriores construíram o entendimento: cargos, verbas orçamentárias, obras, áreas de influência, enfim.

Os deputados e senadores eleitos serão basicamente os mesmos, sem nenhuma alteração percentual significante e transformadora no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas. Assim o modelo é repetido nos municípios, estados e no distrito Federal. O que significa que é isso que o sistema político-eleitotal brasileiro historicamente entrega.

Simplificando, pra não ser "impichado" é o modelo ou “dá ou desce”.

 

Futebol e política: A vaidade de Neymar e o pragmatismo de Alckmin

Os dias passam voando. Eu já tenho 52 anos, testemunho mais uma eleição e outra copa do mundo. Já faço contas do tempo de vida útil do corpo, se tudo der certinho como dois e dois são quatro. Mas ninguém controla o imprevisto, aquilo que pode mudar tudo e dar uma nova direção. Se assim é na vida, assim também é no futebol e na política.

Vejam o caso do atleta de futebol Neymar. Bastou uma só partida apresentando alguns dos seus antigos defeitos visíveis quando desfila no gramado – individualismo, egocentrismo, burrice... – para ser julgado e condenado ao fogo do inferno.

Calma gente, Neymar é isso. Foi uma criança com sensacional talento individual preparada para crescer e virar uma estrela, o centro das atenções. Agora, se as características do indivíduo – o drible - não forem usadas com inteligência e em determinado espaço do campo, o grupo inteiro vai perder.

O ex-jogador do Santos é o mais capaz de decidir em prol do time que defende. Como controlar essa máquina de fazer dinheiro que carrega um rio de vaidades nos bicos das chuteiras, ‘aí são outros quinhentos’.

Certamente o que não vai fazê-lo mudar é o dinheiro que está em jogo caso o Brasil ganhe o título. Porque Neymar e os atletas que jogam na Europa têm recursos suficientes para atender satisfatoriamente seus filhos, netos, bisnetos e até mais, talvez.

Portanto, o que vai contar pra eles não é a premiação. Mas a vaidade e o orgulho de fazer parte de uma geração vencedora, que conquistou o título mais importante da carreira profissional, daqueles que dá reconhecimento mundial eterno, além de excelentes contratos publicitários com empresas multinacionais por toda a vida.

De qualquer forma, como sempre mais nunca é de menos, a CBF definiu em R$ 43,1 milhões o prêmio para ser divido em caso de conquista.  Ou seja, cerca de US$ 500 mil (R$ 1,87 milhão) para cada um dos 23 convocados.

Sobre eleições, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), desesperado, tenta a última cartada. O coordenador da campanha, Marconi Perillo, terá um encontro com o presidente nacional do MDB, senador Romero Jucá.

Em ação uma palavra fundamental para o futebol e para a política: pragmatismo. Os tucanos precisam do tempo de propaganda do MDB e do apoio dos cerca de mil prefeitos. Não importa o desgaste de Temer e do partido que, aliás, é quase o mesmo que o dos tucanos.

O que importa é dar alguma esperança para que Alckmin consiga pelo menos disputar uma possível ida para o segundo turno da eleição presidencial e, quem sabe, chegar a finalíssima mais uma vez.

Ou seja, Geraldo Alckmin e o PSDB baixaram a bola, controlaram a vaidade. O mesmo que Neymar e companhia devem fazer, inclusive o sabichão Tite.

Bola pra frente!

 

 

 

 

Ministro de Temer teme a prisão do ‘poderoso chefão’

Coordenador político do governo Michel Temer, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, prevê um fato novo para o currículo do homem que exerce o mais longo mandato tampão da história brasileira e que também é o presidente mais rejeitado da história política do país: quando deixar o governo será preso.

Claro que o aliado Marun usa palavras suaves ao dizer que a partir do primeiro dia de janeiro temer será alvo de uma ‘grande perseguição’.

O general da tropa de Temer – antes foi da tropa de Eduardo Cunha, atualmente preso, - diz que “Hoje em dia qualquer um pode ser preso, principalmente no império das prisões preventivas. O meu receio é que o devido processo legal não seja observado.”

A verdade é que fora do mandato, a turma do governo está temendo a ação de magistrados de primeira instância e dos procuradores. São duas denúncias criminais contra. E no Supremo Tribunal Federal mais dois inquéritos por corrupção estrelados pelo mordomo de filme de vampiro de quinta categoria.

Agora, o tema que incomoda o ministro – que sonha com um candidato de centro alinhado ao governo federal -, é o presidenciável Ciro Gomes, que chama Michel Temer de “escroque” e afirma que vai destruir o MDB porque a sigla “só existe para roubar”.

Leia mais aqui.

 

 

Surpresa: Data Folha revela causa da impopularidade de Temer

Meu queixo caiu!

Na minha natural estupidez sempre pensei que o motivo da impopularidade e rejeição recorde, histórica, monstruosa e imensa do presidente Michel Temer fosse, em primeiro plano, as suspeitas de corrupção dele e de seus ministros. Depois, quem sabe, por não ser confiável, tipo alguém que tem perfil de traidor.

Talvez também por parecer com um mordomo de filme de vampiro de quinta categoria. Quem sabe por ser um ‘velho’ casado com uma jovem e bela mulher, o que causa inveja pra muitos. Por ser feio, por ser descendente de libaneses, enfim.

Mas não é por nada disso.

Meu queixo caiu e fiquei pasmo!

De acordo com pesquisa realizada pelo Data Folha, a repulsa ao presidente é motivada pela crise, pela péssima gestão na economia. Das 2.824 pessoas ouvidas, 82% rejeitam o governo. Dessas, 51% atribuem o desastre ao caos econômico. Em seguida, desemprego (13%), os preços dos combustíveis (13%) e os impostos (10%) contribuem para a péssima imagem de Temer.

A pesquisa do Data Folha revela, ainda, “que a imagem pessoal do presidente e o desgaste causado por escândalos de corrupção que o envolvem são laterais”. Levantamento foi realizado em 6 e 7 de junho

Meu queixo caiu e fiquei embasbacado!

Ser suspeito de corrupção não tem lá tanta relevância. Se fulano botar no bolso o ‘dele’, ajudar os seus aliados com o ‘faz-me rir’ oriundo sabe-se lá de onde, tá tudo bem, desde que resolva o meu, resolva o seu, o meu, o teu, o dele.

Uma pena.

Talvez honestidade seja um tema transversal, lateral,a té rasteiro.

De repente o político que rouba, mas faz, é o que tem valor e merece o voto.

Será que é esse mesmo o pensamento geral e majoritário da sociedade?

Leia a pesquisa na íntegra aqui.

‘Vaquinha virtual’ ou o ‘faz-me-rir’ dos candidatos

Tá começando a virar hábito. Mas é difícil dizer se vai pegar e virar moda, muito embora esteja se espalhando. Já são vários os candidatos lançando nas redes sociais pedidos de ajuda financeira aos apoiadores e simpatizantes. É a tal da ‘vaquinha virtual’, ou ‘me dá uma ajuda aí’, também conhecida como ‘faz-me-rir’.

Entre alguns nomes cito o do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), que postou uma foto ao lado do ex-presidente Lula. Jogou pesado, escolheu bem, ou terá sido apelação? Difícil, dizer, mas, de repente vai receber ajuda até de gente do Nordeste que acha Lula quase uma entidade. Ah, tem também o candidato ao Senado por Alagoas, Rodrigo Cunha (PSDB), indicado pelo usineiro Teotonio Vilela.

Bom, pode ser melhor pedir dinheiro em tempos de crise econômica e Lava Jato do que comprar votos, aliciar cabos eleitorais, distribuir remédios, tijolos, fazer laqueaduras (para muitos é melhor fazer tudo isso junto e misturado, de uma vez só). Além disso, passa uma ideia para o eleitor de campanha sem ostentação, até pobre, digamos assim, não é mesmo?

Agora, falando sério, não dá pra imaginar que Pimentel, que disputa a reeleição, e Rodrigo Cunha, deputado estadual, filiados a dois dos maiores partidos do país, PT e PSDB, respectivamente, não terão apoio das suas siglas, de empresários, enfim.

Ou seja, que vão entrar numa disputa majoritária, que vão ter que correr o estado inteiro acompanhado por assessores, pagar hospedagens, carros e combustível, preparar propaganda eleitoral para os meios de comunicação, e vão depender ou precisar de ajuda financeira dos simpatizantes. Difícil acreditar, certo?

Esse pode ser o famoso “me engana que eu gosto!”, mas permitido e dentro da lei. Semelhante ao cara guloso que antes de terminar a comida em seu prato vai botando mais, completando, com medo que falte. Assim são alguns políticos, não necessariamente são os casos do governador e do deputado, é claro.

Agora, não tenho nenhuma dúvida que surgirão algumas dezenas dos chamados candidatos ‘poca urnas’ nesta eleição. Olha só a vantagem: Sai candidato, completa a chapa, ganha algum dinheiro para apoiar alguém, tem poucos votos, talvez receba um emprego público antes e depois da campanha e ainda pode ganhar uns trocados extras pedindo apoio financeiro ao eleitor, a tal da vaquinha virtual, aquela que dá como leite o ‘faz-me-rir’.

Enquanto isso, o país afundando sem avistar o fundo do poço.

 

Parlamentar é alvo da PF por esquema criminoso em Ministério

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (12) três mandados de busca e apreensão no Rio e em Brasília envolvendo a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ). Ela é investigada por suspeita de participação em esquema criminoso dentro do Ministério do Trabalho para a concessão fraudulenta de registros sindicais.

Na primeira fase dessa operação, que foi chamada de operação Registro Espúrio, foram cumpridos mandados contra os também deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB).

De acordo com os federais, além dos mandados de busca que sestãos endo cumpridos, serão impostas medidas cautelares a pedido da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), como a proibição de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter contato com os demais investigados ou servidores do ministério.

De acordo com as investigações, uma organização composta por políticos, partidos, centrais sindicais e servidores é suspeita de atuar na concessão irregular de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho através do pagamento de propina. Somente pela liberação de um registro sindical houve pagamentos que envolviam valores que chegaram a 4 milhões de reais.

Quando da primeira fase da operação, o presidente nacional do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson, que é pai de Cristiane Brasil, disse que a legenda “jamais participou de quaisquer negociações espúrias no Ministério do Trabalho”.

Cristiane Brasil quase foi ministra do Trabalho. Ela chegou a ser indicada no início do ano por Michel Temer ,mas não tomou posse porque a Justiça barrou seu nome sob alegação de que ela não tinha condições de assumir o cargo por ter sido condenada em processo trabalhista.

Bom, é mais um caso em que representantes do povo são suspeitos de crimes e de participação em organização criminosa. A parlamentar, especialmente, deveria ter apreendido com as ilicitudes cometidas pelo próprio pai, Roberto Jefferson, preso e condenado por envolvimento naquele que ficou conhecido como “mensalão do PT”.

Com Reuters

FHC rifa Alckmin e busca um candidato

Enfraquecido por conta das pesquisas eleitorais, pra muita gente a candidatura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), está inviabilizada. Desde a semana passada foi iniciado um movimento que vê Marina Silva (REDE) como a alternativa do "centro democrático" para a disputa presidencial. O autor da ideia é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Já faz tempo que FHC percebeu que Alckmin não decola para ser a alternativa ao antipetismo e a Jair Bolsonaro. Antes tentou o nome do apresentador Luciano Huck e o do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. Mas ambos desistiram.

Avaliação é que Marina é um nome ainda não desgastado com a política tradicional. E na pesquisa Datafolha divulgada ela está em segundo lugar, com até 15% das intenções de voto, nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse grupo chefiado por FHC tem ainda como mais uma alternativa o nome do senador Álvaro Dias (Podemos) contra a provável polarização entre Jair Bolsonaro e um candidato de coalização dos partidos de esquerda.

Leia mais aqui.

 

Bolsonaro lidera; mas candidato de Lula triplica intenções de votos

Pesquisa encomendada pela XP investimentos – a maior corretora do país -, e realizada pelo IPESPE (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) entre os dias 4 e 6 de junho, mostra o deputado federal Jair Bolsonaro na liderança dos votos, entre 21% e 23%, nas simulações sem o ex-presidente Lula. 1000 entrevistas foram feitas por telefone e a margem de erro é de 3,2% para mais ou para menos.

Agora, quando o ex-presidente escolhe e indica um candidato ele cresce meteoricamente. Na simulação em que o nome de Lula é associado ao do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, este salta de cerca de 3% para 11% das intenções de votos, ficando no mesmo patamar de intenções que Marina Silva e supera numericamente Ciro Gomes. Geraldo Alckmin tem 8% e Álvaro Dias, 6%.

Se nessa pesquisa Jair Bolsonaro fica cerca de 10% acima de Haddad, se Lula for o candidato fica 10 pontos acima do deputado federal. Portanto, inegável a liderança do petista e a sua capacidade de transferência de votos.

Levantamento do IPESPE também faz uma comparação com duas pesquisas anteriores realizadas pelo Instituto e avalia seis possíveis cenários para o segundo turno. Não é surpresa afirmar que Lula vence a disputa com qualquer um dos nomes e que Geraldo Alckmin, o chuchu paulista, apodreceu e derreteu. Mas há surpresas, especialmente quanto a Bolsonaro, Marina e ciro.

Leia detalhes e mais análises da pesquisa aqui e aqui.

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