Voney Malta

Milícias e a queda do clã Bolsonaro

Por ora, nada é concreto, mas já há muita gente apostando na queda do presidente Jair Bolsonaro contaminado pelas suspeitas relações perigosas do seu filho, Flávio, deputado estadual no Rio e senador eleito, não só por causa do esquema financeiro na Assembleia Legislativa, mas também pela relação com milícias.

E tudo que começou com uma apuração sobre a movimentação financeira suspeita do seu principal assessor, o ex-PM Fabrício Queiroz, agora tem sequência com a relação de Queiroz com o grupo conhecido como Escritório do Crime, suspeito de matar a vereadora Marielle Franco e o seu motorista.

Ok, tudo bem, isso é uma baita teoria da conspiração! Pode ser. Contudo, ações e atos na política não são e não podem ser desconectados. Essa atividade não é e não pode ser uma ilha isolada. Tudo está conectado, sempre.

Por isso é estranho que Jair e Flávio, que elogiavam os milicianos, homenageavam no Legislativo e empregavam parentes deles nos seus gabinetes, nunca tenham recebido algo em troca, não é mesmo? Será que nem sequer tiveram apoio durante as campanhas eleitorais?

Também é estranho que o clã Bolsonaro não soubesse da proximidade de Queiroz com os milicianos. Já é sabido, por exemplo, que o transporte de vans na região da milícia era controlado por Queiroz.

Nas Forças Armadas e entre os militares da ala governista há quem veja o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) sem condições de assumir sua cadeira no Senado. Ideia é evitar levar a crise para dentro do Legislativo.

Enquanto isso, o general Hamilton Mourão é todos os dias só simpatia com jornalistas como vice ou substituindo o presidente - opinando sobre questões de política interna e externa de governo -, ao contrário dos Bolsonaro.

Para Hayle Gadelha, jornalista, publicitário, poeta e escritor, “O governo Bolsonaro candidata-se a ser um dos mais curtos de nossa história. Rodrigues Alves e Tancredo não valem, porque morreram antes da posse. A Junta Provisória de 1930, que ficou 10 dias, também não vale, porque era naturalmente provisória. Carlos Luz, ficou 3 dias. Ranieri Mazzilli, em duas vezes, 13 dias. Bolsonaro corre o risco de perder a faixa antes de completar um mês”.

E você, caro leitor, o que acha?

As apostas estão abertas!

Paulão: Bolsonaro determina a falência dos pequenos e micros produtores rurais

O alerta é do deputado federal Paulão (PT-AL): o produtor rural brasileiro - especialmente da agricultura familiar, começa 2019 com prejuízos enormes.

É que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) absorveu o Decreto 9.642, assinado no final de 2018 pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), que reduz os subsídios da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), a que tinham direito os produtores rurais.

O decreto prevê que no prazo de cinco anos todos os benefícios relativos a setor energético deixarão de existir. Neste período de tempo os benefícios serão reduzidos à razão de 20% ao ano, até sua extinção, começando em janeiro de 2019.

Segundo Paulão, o decreto mantido por Bolsonaro atinge em cheio os projetos agrícolas e perímetros irrigados, inclusive no sertão nordestino. Ele destacou que pelo que foi estabelecido, nos próximos 5 anos, a classe rural sentirá o impacto, pois o subsídio estava entre 10% e 30%. "

O parlamentar diz que "o decreto atinge todo o território nacional, milhões de agricultores, grandes, médios e pequenos deixarão de receber esse benefício e terão de pagar mais pela energia consumida, o que significa dizer que o homem do campo sertanejo vai arcar com uma conta de energia que não poderá pagar, considerando as tarifas que lhe serão lhe impostas".

O deputado também afirma que além da classe rural e irrigantes, o serviço público de água, esgoto e saneamento também perderá o desconto de 15% incluído como subsídio da CDE.

 “Ao acabar com esses subsídios o governo praticamente determina a falência de todos os pequenos e micros produtores rurais, mas, certamente vai proteger os parceiros dele do agronegócios que apoiaram a campanha dele e que hoje controlam o Ministério da Agricultura, em detrimento da políticas públicas e do meio ambiente", acusou Paulão.

CDE é um fundo setorial que tem como objetivo custear diversas políticas públicas do setor elétrico brasileiro, tais como: universalização do serviço de energia elétrica em todo o território nacional; concessão de descontos tarifários a diversos usuários do serviço (baixa renda, rural; Irrigante; serviço público de água, esgoto e saneamento; geração e consumo de energia de fonte incentivadas, etc.); modicidade da tarifa em sistemas elétricos isolados (Conta de Consumo de Combustíveis – CCC); competitividade da geração de energia elétrica a partir da fonte carvão mineral nacional; entre outros.

 

Homenageados por Bolsonaro, milicianos suspeitos de morte de Marielle são presos

Fatos e coincidências que o perigoso mundo da política sempre é capaz de unir. Homenageados em 2003 e 2004 por indicação do deputado estadual Flávio Bolsonaro, o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, estão entre os presos e procurados na Operação Os Intocáveis, em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio.

Eleito senador no ano passado, Flávio Bolsonaro (PSL) sempre foi próximo de policiais militares. Ronald, um dos detidos, e Adriano, são suspeitos de participar de um grupo de extermínio chamado de Escritório do Crime, que estaria envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Operação foi comandada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), com o apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil.

Os presos integram a milícia mais antiga e perigosa do Rio de Janeiro. O grupo também atua com venda de segurança, receptação de mercadorias roubadas, grilagem de terras, entre outras ilegalidades.

Além de ainda dever esclarecimentos sobre depósitos suspeitos de servidores de seu gabinete na Assembleia Legislativa, Flávio Bolsonaro terá que se explicar sobre essa proximidade com criminosos.

Já há quem afirme nas redes sociais sobre uma profunda relação entre o clã Bolsonaro e milicianos no Rio.

Aguardemos.

 

Arthur sofre derrota na disputa pela Câmara

Foto: Divulgação Daedf133 d71f 49c3 bfaa e2541f12930c Arthur Lira

Tudo indica que o PCdoB, embora fora do bloco formado pelo PSL na disputa pela Presidência da Câmara, deverá votar em Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Esse fato fez com que liados do deputado do Rio comemorassem e decretassem o fim da articulação oposicionista comandada pelo deputado alagoano Arthur Lira (PP).

Contudo, as articulações não estão encerradas, apesar dos sinais de divisão da oposição e de que Arthur Lira não irá conseguir convencer e manter todos os partidos de esquerda em um único bloco.

E como em qualquer eleição, melhor do que uma disputa é o entendimento. Por isso o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), ligado a Rodrigo Maia, teria proposto a Arthur o seguinte acordo: o PP apoiar a reeleição de Maia e Arthur ser o candidato do bloco em 2021.

Ainda não houve resposta. Mas o jogo está sendo jogado.

Garoto-propaganda da reforma da Previdência, Bolsonaro já pode se aposentar

Tudo indica que o presidente Jair Bolsonaro irá explicar aos brasileiros, como garoto-propaganda, a reforma da Previdência, mas sem se aprofundar sobre o tema, é claro.

Início de governo, popularidade em alta, pouco desgaste, 57 milhões de votos e muita influência nas redes sociais dão respaldo para o uso dessa estratégia. A ideia, do ponto de vista político-administrativo, é aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ainda no primeiro semestre deste ano.

Contudo, Bolsonaro vive neste momento um dilema, digamos, ‘existencial-presidencial-parlamentar’: ele já pode se beneficiar do mais vantajoso regime de aposentadoria concedido a parlamentares, mas não sabe o que fazer.

É que o presidente está apto a solicitar, por ter sido deputado por quase 28 anos, o benefício do Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), que é concedido a partir de 50 anos de idade e oito anos de mandato.

Recebe o salário integral de parlamentar quem completa 30 anos de contribuição para o sistema. O valor da pensão fica fora do teto do funcionalismo.

Além de Bolsonaro, mais de 140 deputados e ex-deputados poderão pedir essa aposentadoria a partir de fevereiro. O valor é de até R$ 33.763. No caso de Jair Bolsonaro, ele poderá acumular a aposentadoria com o salário de presidente da República, que é de R$ 30.934,70.

Como ‘aposentável’, será que o presidente irá fazer cumprir o que a lei permite, mas que é um baita privilégio?

Sem acordo com Maia, Arthur será candidato a presidente

Assessoria/Arquivo 94d67f7e ea37 46e0 9252 e1b1efaa1e06 Deputado Arthur Lira

Bem que o PP pressionou e ofereceu ao presidente da Câmara e candidato à reeleição, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apoio em troca da relatoria da comissão de Orçamento.

Mas foi rejeitado porque Maia não aceitou desfazer o acordo acertado anteriormente com o PSD pelo mesmo cargo.

Sem a relatoria, o PP reafirmou que vai lançar o deputado federal alagoano Arthur Lira para disputar a presidência da Câmara.

Mas por que ser relator da comissão de Orçamento é tão importante?

Porque é o relator quem define e apresenta como todas as despesas do orçamento serão alocadas.

É uma função considerada ‘poderosa’. Quem a exerce é procurado e bajulado por muita gente da política e do mundo empresarial, com todos os tipos de interesses em jogo.

 

Férias!

Amigos leitores, as férias chegaram. Durante o restante deste mês e parte de janeiro vou dar uma paradinha. Desejo um excelente Natal para todos e um Novo Ano repleto de felicidades.

Até 2019.

 

 

Generais em conflito

Nesta quarta-feira (12), dia em que o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, afirmou em entrevista à revista Crusoé que o esquema Bolsonaro-Queiroz de apropriação de salários de funcionários dos gabinetes de Jair e Flávio Bolsonaro é uma "burrice ao cubo", outro general saiu em defesa da família.

Augusto Heleno, futuro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), inocentou por completo Jair Bolsonaro em entrevista veiculada na madrugada desta quinta (13) no programa Conversa com o Bial, da Globo.

Mourão defende a investigação do caso e a punição dos envolvidos. "Pô, porque o cara não entregava dinheiro em espécie? Quando há ilicitude, o dinheiro é entregue em espécie. A partir do momento que você coloca conta bancária, você está passando recibo, né?"

Para ele, “O dono da bola se chama Queiroz (Fabrício José Carlos de Queiroz). Ele é o dono da bola. É o dono da bola. Esse cara tem que vir a público e dizer. Ou ele diz: Não, isso era um esquema meu, que eu arrumei emprego para esse povo todo aqui e eles me pagaram, ou ele diz que a culpa é do Flávio".

Já o general Heleno antecipa que o presidente eleito não tem nada com o caso: "O presidente tá isento disso aí porque não teve participação. O que apareceu dele é irrisório, uma quantia pequena, e ele mesmo já explicou".

Ele também afirmou que está aguardando os acontecimentos e os esclarecimentos dos envolvidos, caso do PM Queiroz, e não do clã Bolsonaro. "Os responsáveis vão ter que assumir a culpa. Se houver alguma penalidade, vão ser submetidos a essa penalidade".

R$ 1,2 milhão circulou pela conta do PM Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito pelo Rio, Flavio Bolsonaro, apenas em 2016, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Entre as movimentações que constam do relatório está um cheque de R$ 24 mil pagos à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O Coaf também cita que a conta do PM recebeu repasses de oito funcionários e ex-funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro.

Há quem veja em várias declarações do general Mourão - desde que foi eleito - movimentos de quem cobiça assumir o cargo principal. Ele já é chamado por alguns de ‘vice-general golpista’, uma tradição da política brasileira, mas que aumentou de tamanho com a judicialização da política e o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

As apostas estão abertas.

Eleição no TCE tende ao confronto

Sem entendimento político e jurídico até o momento, a eleição para o Corpo Diretivo do Tribunal de Contas (TCE-AL), neste sábado (15), às 10 horas da manhã, deve registrar o confronto entre a situação, que pretende reeleger a Conselheira Rosa Albuquerque para a presidência, e a oposição capitaneada pelo Conselheiro Otávio Lessa.

Juristas especialistas na área são claros ao analisar o caso:

1 - o pedido do Conselheiro Anselmo Brito para que a Substituta Ana Rachel Calheiros possa votar contraria a Lei Orgânica e o Regimento Interno do Tribunal;

2 - o substituto cumpre as funções do titular nos seus impedimentos sem, entretanto, ter o poder de voto, muito menos numa eleição como a que vai haver;

3 - só seria possível a participação de Conselheiro Substituto na votação se houvesse uma mudança da Lei pela Assembleia Legislativa e consequentemente a do Regimento Interno do Tribunal.

A linha de análise dessa questão ainda vê enormes possibilidades de responsabilização jurídica dos atos pelos responsáveis em caso de aceitação de uma mudança ilícita que contrária, claramente, à Lei Orgânica e o Regimento da instituição.

EM TEMPO – INFORMO A QUEM INTERESSA QUE OS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS JÁ SÃO SABEDORES DA AMEÇA QUE SOFRI NOS ÚLTIMOS DIAS.

QUESTÃO ALGUMA DEVE SER TRATADA DE FORMA INTIMIDATÓRIA, TRUCULENTA, ESPECIALMENTE UMA SIMPLES ELEIÇÃO.

O CONTRADITÓRIO É GARANTIDO NO ESPAÇO DESTE BLOG. 

Ex-PM de Bolsonaro vive em local simples no Rio

O policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), mora em uma casa simples, em um beco no bairro da Taquara, na Zona Oeste do Rio, revela reportagem do O Globo.

Ele é citado em relatório do Coaf por conta da movimentação considerada atípica de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017. Descoberta ocorreu na Operação Furna da Onça, que prendeu deputados estaduais.

A conta do PM recebeu repasses de oito funcionários e ex-funcionários do gabinete de Flávio. A partir dessa conta houve depósito na da esposa do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Do ponto de vista exclusivamente político, as revelações causam constrangimento em aliados da área militar que exigem esclarecimento, e  ainda enfraquecem o clã familiar no Congresso Nacional, especialmente neste momento de articulações para definição dos nomes que vão concorrer aos cargos das Mesas da Câmara e do Senado.

Já há quem fale – precipitadamente? - em impeachment. 

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