Voney Malta

Maurício Quintella e o projeto majoritário

Revela o companheiro Roberto Gonçalves, aqui do Cada Minuto, que Maurício Quintella (PP), ex-ministro dos Transportes de Michel Temer, não decola em sua candidatura ao Senado e pode virar vice de Renan Filho (leia aqui).

Essa possibilidade, citada neste espaço em janeiro deste ano, volta agora ainda com mais força. Eu soube, lá atrás, que o desejo de Quintella era ser prefeito de Maceió para depois, se tudo desse certo, virar governador.

Porém, se for vice agora a possibilidade de realizar o maior dos desejos pode ocorrer muito antes do previsto. Além de concluir o mandato do titular, poderá disputar a reeleição para o governo alagoano.

O certo imediato é que a provável reeleição de Renan Filho o levará a disputar o Senado em 2022. Ou, e esse é o projeto principal dos Calheiros, ocupar um espaço no cenário nacional como candidato a presidente ou vice.

Mesmo que tudo isso dê errado, se nada se confirmar e Renan Filho não conseguir se posicionar no cenário nacional por qualquer imprevisto – tipo um mau segundo governo que o impeça de disputar um novo cargo majoritário-, o vice-governador poderá disputar o Senado, ou voltar a ser federal.

Mas, ainda antes de qualquer empreitada, desde que faça a leitura correta, poderá ter o apoio da máquina estadual e de Rui Palmeira (PSDB), com quem mantém os mesmos fortes laços políticos, e ser o candiato a prefeito dos dois grupos.

Resumindo, o risco de Maurício Quintella ser derrotado para o Senado é infinitamente maior do que ser eleito como vice de Renan. E como vice ele terá não só passagem livre no quarto e na cozinha do jogo das composições futuras para a prefeitura ou governo, mas será um dos protagonistas.

Os políticos mais velhos afirmam que o ex-minsitro é o mais pragmáticos entre todos os jovens políticos alagoanos. Ronaldo Lessa, Teotonio Vilela, João Lyra, Lula e Dilma são testemunhas dessa história.

Leia mais aqui sobre o pragmático Maurício Quintella e o entendimento com os Calheiros:

Procura-se aquele "O Vice”

Artigo fundamental para o fortalecimento ou enfraquecimento de determinadas candidaturas, o vice-governador ou o vice-presidente estao sendo caçados e disputados por vários partidos. Claro, com exceção em Alagoas.

Por aqui tá tudo lindo, tá tudo fácil, de boa! O governador Renan Filho conseguiu a proeza de não negociar o cargo em troca de apoio. Sem adversário, caso queira, pode repetir a dobradinha com o amigo e aliado da família, Luciano Barbosa.

Ou optar pelo ex-secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, detentor das mesmas qualidades do arapiraquense. Também pode não fazer nada disso. Indicar outro nome, aumentar o leque de alianças, algo desnecessário.

O mar está pra peixes na rede de Renan Filho. Tão maravilhoso que se dá ao luxo de liberar candidatos a deputado estadual e federal para formar coligação até no que seria a oposição. Isso só é possível, repito, porque inexiste disputa na corrida pelo governo.

Situação exatamente contrária na corrida presidencial onde “Procura-se O Vice”, vivo, claro, mas tão vivo que seja capaz de ‘matar’ o adversário – a campanha do adversário, é claro. A bola da vez para o PSDB e para o PT é o empresário mineiro Josué Alencar (PR), filho do ex-vice de Lula, José Alencar.

Ele resiste ao cargo com Alckmin. Bem relacionado com os petistas, foi para o PR por sugestão do PT para ser o vice de Lula. Sabe-se que Minas é fundamental na eleição. Foi assim na anterior. O Estado da região Sul-Sudeste foi decisivo para a eleição de Dilma contra Aécio. O PT mineiro já acena para Josué, caso queira, disputar a uma das vagas para o Senado, uma vez que o PR, no âmbito nacional, fechou apoio ao tucano Geraldo Alckmin.

Outro presidenciável corre feito louco para ter o vice que considera ideal. Jair Bolsonaro (PSL) já havia tentado o senador Magno Malta (PR-ES), que preferiu disputar a reeleição. E o general Augusto Heleno, cujo partido, o PRP, se negou a participar de uma coligação encabeçada por Bolsonaro.

Por último, Janaína Paschoal, co-autora do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas foi só advogada abrir a boca pra estragar tudo. Logo ela, a segunda pessoa mais aplaudida ao chegar à convenção do (PSL), no domingo (22).

O seu discurso desagradou a todos quando ela falou que "as pessoas não precisavam seguir ele". Pediu ainda aos partidários de Bolsonaro moderação e tolerância. Criticou a defesa de um pensamento único e defendeu que é necessário pensar na governabilidade. E emendou: “A minha fidelidade não é ao deputado Jair Bolsonaro. A minha fidelidade é ao meu País”.

Ali morreu Janaína vice-presidente. Ela não entendeu - ou sentiu ciúmes? - o que representa o “mito”, assim aclamado pelos seus simpatizantes durante as suas aparições.

Certamente não daria certo duas personalidades que se consideram "mitos" dividindo o mesmo espaço, as mesmas atenções. Essa história tinha tudo pra terminar numa delegacia.

 

 

 

MDB quer tribunal acima do STF e SUS pago

Aliado de Eduardo Cunha, articulador político de Michel Temer, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), encaminhou uma mensagem ao presidenciável Henrique Meirelles e a deputados do MDB.

Ele propõe a criação de uma corte ‘superior’ ao STF (Supremo Tribunal Federal), a anistia ao caixa dois cometido em campanhas eleitorais passadas e a cobrança de um valor mínimo para atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao mesmo tempo em que agora apoia Henrique Meirelles, o documento do ministro também é visto como um comunicado dos partidos do centrão que decidiram apoiar o tucano Geraldo Alckmin (PSDB) - DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, todos da base do governo.

É que a turam do centrão foi ameaçada de ficar sem os cargos no governo caso apoiassem Ciro Gomes (PDT). Por isso optaram pelo ex-governador paulista.

Leia e abaixo a integra da mensagem e tire as suas conclusões sobre o ‘pensador’ Marun:

"Colegas, estive refletindo sobre a situação de nossa pátria e conclui que existem males que veem para bem. Estamos agindo corretamente. A atitude de Alckmin nas denúncias o torna não merecedor do nosso apoio. Ajudamos a sua candidatura é verdade, ao vetarmos o apoio do Centrão ao débil mental do Ciro Gomes.

Este apoio foi para os tucanos, mas isto não é de todo ruim. Sabemos que a tucanidade de Alckmin não o faz o candidato para o agora. Temos um ótimo candidato e temos liberdade para estabelecermos um projeto realmente modernizador e que não seja refém das mazelas de um presidencialismo de coalizão que sabemos ter sempre a tendência de transformar-se em um balcão de negócios. Um projeto que vá além da Economia. Somos ou não somos um partido reformista?

Se somos, chegou a hora da ousadia. Conclamo os companheiros a apresentarmos à nação um plano realmente arrojado, que dê continuidade às conquistas do nosso Governo Temer. Com coragem de dizer a verdade. Confiantes na vitória, mas sem medo da derrota. 

Vamos reafirmar nosso compromisso absoluto com a responsabilidade fiscal. Vamos assumir o compromisso de fazermos ainda em novembro a Reforma da Previdência. Quanto a política, nós sabemos que ela tem que mudar. Vamos propor em janeiro uma reforma política que realmente reduza o número de partidos, acabe com a reeleição para o executivo, reduza o número de parlamentares nas casas legislativas da União, Estados e Municípios e reduza proporcionalmente estas despesas.

Vamos desburocratizar as eleições, mas punir realmente o uso de dinheiro ilegal nos pleitos. Podemos propor uma forma de leniência para o Caixa Dois já praticado e o criminalizarmos para o futuro. Vamos propor uma verdadeira reforma da administração pública com a relativização da estabilidade e com um teto salarial de acesso ao serviço público não superior um terço do teto de saída.

Vamos radicalizar nas privatizações e propor a autonomia do Banco Central. Vamos propor mandatos para o STF, revogar a Lei da Bengala, votar a Lei do Abuso de Autoridade, e criarmos uma Corte Constitucional que possa dirimir conflitos entre as decisões do STF e a Constituição Federal.

Vamos propor um Conselho Superior para as Polícias, para que não prospere o Estado Policialesco e as ações dos maus policiais tenha controle externo. Vamos propor medidas que possibilitem um real combate a criminalidade, duras mas realísticas. Vamos ter coragem de dizer que cadeias são hoje universidades do crime. Que lá devem estar os reincidentes e aqueles que representam perigo para a sociedade. Que em relação aos outros tipos de crime temos que propor medidas duras mas alternativas. Que é uma imbecilidade ficarmos sustentando delinquentes em presídios para que eles saiam dali criminosos perigosos.

Vamos deixar claro que existem só Três Poderes na Republica e que eles devem se respeitar. Vamos manter o Bolsa Família, mas vamos propor um valor mínimo para o atendimento pela saúde pública, mantendo a gratuidade absoluta somente para aqueles que são realmente carentes. 

Vamos apoiar a educação criando a obrigatoriedade das TVs concessionárias públicas de apresentarem diariamente das 9 às 11hs e das 14 às 16hs programas educativos produzidos pelo estado. 

Vamos..., vamos..., vamos ousar! 

Se vencermos, será uma vitória do Brasil. Se isto não acontecer, pelo menos teremos o orgulho de não termos participado da eleição a passeio.

Coragem MDB e vamos em frente!"

Coligações: Baleias, tubarões e golfinhos

Reta final de decisões importantes. As discussões giram em torno das coligações, especialmente para deputado federal. Baleias, tubarões e golfinhos debatem como será a formação. Um único grupo – o chapão, ou divisões em grupos menores, pequenas chapas?

Nos partidos que circulam em torno do governador Renan Filho (MDB) esse é o tema principal. Alguns aceitam qualquer decisão desde que lhes sejam dadas condições semelhantes aos puxadores de votos, as baleias.

Isnaldo Bulhões, Sérgio Toledo, Marx Beltrão, Antônio Albuquerque, entre outros, seriam esses puxadores (baleias). Paulão, Ronaldo Lessa e Carimbão – que podem formar uma coligação apenas entre o PT, PDT e Avante - como são deputados federais, seriam os tubarões.

Golfinhos

O professor e jornalista Régis Cavalcante, por exemplo, só precisa de alguma estrutura de campanha e de apoio para tentar disparar na corrida eleitoral. Tem voto, trajetória de política honesta e passagem exemplar pelo Congresso Nacional.

Situação semelhante é a do comunicador Jeferson Morais, ex-deputado estadual. O caso de ambos, que não é diferente de outros pré-candidatos a deputado federal e estadual, é que como golfinhos podem surpreender até a reta de chegada. Tal possibilidade tende a crescer de acordo com as condições oferecidas.

Afinal de contas, nesta eleição, será fundamental o convencimento do decepcionado e revoltado eleitor com a classe política. É o caso da imensa maioria da população, como mostram as pesquisas. Para tanto será necessário o uso intensivo do discurso certo na propaganda eleitoral e comunicação intensiva nas redes sociais. Tirar de casa, fazer votar consciente e convencer podem fazer muita diferença neste pleito.

Os golfinhos são bem rápidos e inteligentes. Surpreendem.

Mas a decisão também cabe ao atual e momentâneo chefe, o 'Rei dos Mares'.

 

 

Lula retarda alianças no Nordeste

O quadro político no Nordeste difere completamente dos estados das outras regiões do país. O fator Lula e a indefinição sobre a candidatura do ex-presidente retardam diversas decisões sobre coligações e apoios a projetos nacionais.

Até partidos que têm pré-candidatura própria, MDB e PCdoB, aguardam dar um passo adiante por outro candidato que não seja Lula por medo de perder o apoio popular. É que o petista lidera com folga as pesquisas eleitorais em todos os estados nordestinos e ainda transfere votos.

Com exceção dos estados onde o PT tem candidatura própria e consolidadas, casos do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Bahia, nos demais, inclusive naqueles onde os candidatos dos partidos apoiaram o impeachment de Dilma, a tendência é que apoiem Lula. É o caso de Roseana Sarney (MDB), que disputa o governo do Maranhão, e os Calheiros em Alagoas.

Há, ainda, alguns dilemas. O PCdoB da presidenciável Manuela D’ávila e do governador do Maranhão Flávio Dino, aliado do PT, tem evitado tomar algumas decisões enquanto aguarda definições no cenário nacional.

O caso do PSB é ainda mais complicado. O partido está dividido no cenário nacional sobre qual caminho seguir. Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB) são as principais alternativas. Entretanto, não é o caso do Nordeste.

Os governadores e postulantes do PSB são próximos ao PT e a candidatura Lula. Na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho tem o PT em sua base de apoio e seu escolhido para o pleito, João Azevedo (PSB), devem apoiar Lula.

A situação é semelhante a de Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco, apesar da pré-candidatura da vereadora de Recife, Marília Arraes (PT).

Em Sergipe, a candidatura ao governo do deputado federal Valadares Filho (PSB), líder nas pesquisas, deve contar com o apoio do PT e garantir mais um palanque para Lula.

Afinal de contas, todos vão precisar do prestígio do ex-presidente, candidato ou não, na campanha eleitoral, porque é o maior cabo eleitoral da região, segundo pesquisas.

 

Efeito Marília: Política de aliança nacional está sendo decidida em PE

Enquanto a eleição majoritária e proporcional em Alagoas está praticamente definida, aqui ao lado, em Pernambuco, lances decisivos da política local estão sendo jogados com profundas consequências na disputa presidencial.

Uma mulher, vereadora por Recife, neta do ex-governador Miguel Arraes e prima do também ex-governador Eduardo Campos, Marília Arraes (PT) está alterando o quadro eleitoral no estado e no Brasil.

Com condições concretas de vencer o governo contra o governador Paulo Câmara (PSB) e o senador Armando Monteiro (PTB), ela é o principal “empecilho” para que ocorra o entendimento nacional e o PSB apoie o candidato petista para presidente.

É que o partido de Câmara, cuja executiva nacional é dominada por nordestinos e, principalmente, por pernambucanos, exige que Marília não concorra. Em outros dois estados há alguns problemas, porém mais fáceis de serem administrados.

Em São Paulo, por exemplo, o governador Márcio França não quer o PT – desgastado, em seu palanque. Em Minas, o ex-prefeito de BH, Márcio Lacerda, quer disputar o governo, tem poucas chances, mas também defende o apoio a Ciro Gomes (PDT).

Ou seja, nos dois estados do sudeste a situação é menos conflituosa para ser resolvida. Mas em Pernambuco, a coisa tá pegando fogo, o que é mostrado pelas pesquisas de opinião, falta de confiança entre dirigentes das siglas e os diferentes interesses partidários localizados.

Pesquisa Datamétrica publicada pelo Diário de Pernambuco sobre a disputa pelo governo revela um cenário semelhante ao levantamento anterior. Realizada entre os dias 11 e 12 de julho, o governador e candidato à reeleição, Paulo Câmara (PSB), segue tecnicamente empatado com a vereadora do Recife Marília Arraes (PT).

Na espontânea, Câmara aparece com 13% e Marília com 11%. O senador Armando Monteiro (PTB) registra 6% das intenções.

Vale lembrar que na eleição anterior Paulo Câmara estava derrotado. Mas a emoção da tragédia que vitimou o jovem ex-governador Eduardo Campos, a quem Câmara era ligado, deu-lhe a vitória sobre o senador Armando Monteiro. Há quem diga, com todo respeito, que quem venceu o governo em 2014 foi o governador morto.

Toda a máquina de campanha trazia declarações de Campos pedindo votos para Câmara. Além disso, a família do ex-governador declarou publicamente o seu apoio e se engajou na campanha.

Leia reportagem na íntegra sobe a pesquisa para o governo de Pernambuco aqui.

 

Pra que disputa se eleição está definida?

Estranha eleição a deste ano em Alagoas. Apesar do distanciamento do eleitor, praticamente todos os cargos estão preenchidos, pelo menos de acordo com a bolsa de apostas que circula no meio.

Sendo assim, melhor seria não termos disputa. Pra que, se tudo está praticamente definido? O certo é resolver tudo com algumas pesquisas de opinião e logo empossar essa turma. Dessa forma, pelo menos os gastos com a eleição seriam evitados e não teríamos aquele longo, enfadonho e repetido discurso dos personagens de sempre na propaganda eleitoral gratuita, não é mesmo?

Agora, falando sério, a situação atual é raríssima. Nem no auge do ‘reinado’ dos influentes e poderosos “coronéis” tal fato ocorreu. Hoje já é sabido que o governador Renan Filho, sem adversário, está reeleito. Das 9 vagas para federal sete nomes já estão certos, assim como já são conhecidos os de 18 dos 27 deputados estaduais.

Calculam, também, que das duas vagas para senador uma está preenchida e é de Renan Pai (MDB). Biu de Lira (PP), Maurício Quintella (PR) e Rodrigo Cunha (PSDB) disputam a última, com maiores chances para o ex-ministro de Temer.

E o motivo é simples. Com a classe política desacreditada e o eleitor decepcionado com o sistema que impede o surgimento de novas e diferentes alternativas, o eleitor do ‘negócio’ – influenciado político - terá mais peso, daí a possibilidade de Quintella crescer a partir da estrutura que montou e reforçou com os Calheiros, Rui e Michel Temer.

Gênio da política alagoana e nacional, o senador Renan Calheiros (MDB) é o grande cérebro do atual fenômeno local com três jogadas: ‘ - atrair Quintella destruiu a oposição; 2 - consegue surfar na aprovação do governo do seu filho; 3 - defende o ex-presidente Lula constantemente, o que o aproxima do eleitor humilde e o vacina contra a antipatia de boa parte dos formadores de opinião ‘lulistas’, um fenômeno eleitoral no Nordeste.

Bom, como me disse o autor da ideia dessa postagem, “seriam bom que tudinho caísse do cavalo”. Porém, imediatamente completou: “Mas como se tá tudo montado e inexiste oposição?”

Entreguem os diplomas e vida que segue.

 

Collor diz que o poder é cruel e que ia ser padre

Foto: DM 8ce95c74 d90c 4c0a bf0d e8f2729f7974 Fernando Collor

Entrevistado na Folha, o ex-presidente Fernando Collor lamenta o fato que classifica como 'não ter sabido exercer o poder', e por isso ter sido expelido da cadeira de presidente da república em 1992.

Pré-candidato a voltar ao planalto - ele tem 1% das intenções de votos e a maior rejeição - Collor também trata sobre magia negra em sua casa, diz que o STF está reagindo a preponderância do juizado de primeira instância e MPF e afirma, entre outras cosias, que Lula tem sido vítima de injustiça e que Jair Bolsonaro é “irascível” (quem se irrita com facilidade ou que frequentemente demonstra raiva, irritação).

Abaixo trechos da entrevista:

“Estou acostumado a lutar com as adversidades. Os eleitores de 16 a 34 anos têm avaliação do meu governo de acordo com os livros, que distorceram lamentavelmente muito dos fatos.

Suicídio

“Superei graças, entre outros fatores, a uma conversa com o Brizola. Eu o recebi no Planalto, o processo do impeachment campeando, ele disse: doutor Getúlio [Vargas, ex-presidente] sofreu uma campanha como essa que você está sofrendo, só que não suportou e deu fim à vida. Eu queria lhe pedir uma coisa: resista.

Xingamentos a Rodrigo Janot

“Na sabatina para a recondução dele, eu sentei na frente e não tirei durante 2h40 os olhos de cima dele. E dizia: filho da puta, você é filho da puta.”

Leia a entrevista na íntegra aqui.

 

Parreira diz que o Brasil fracassou por inexperiência

Campeão do Mundo pela seleção brasileira como preparador físico e técnico em 1970 e 1994, Carlos Alberto Parreira explica que faltou aos atletas e a comissão técnica experiência para conquistar a Copa do Mundo da Rússia 2018.

Respeitado pela imprensa mundial e uma espécie de conselheiro técnico de Fifa e de outras entidades de futebol, Parreira toca no cerne da questão de maneira diplomática e respeitosa. Para ele, “não basta conhecer os problemas, é preciso saber como resolvê-los”, diz num claro toque sobre a inexperiência de todo o grupo brasileiro.

Outro ponto levantado pelo treinador é que apenas o talento não ganha título. Aí me lembro de Neymar tentando dribles no meio de campo ou na linha intermediária defensiva brasileira, e até o Coutinho priorizando a entrega da redonda para o astro do PSG.

Além disso, a história das participações fracassadas do Brasil mostra que não dá certo convocar jogadores contundidos e/ou em fase final de recuperação. São vários os exemplos, caso de Zico em 86 e do próprio Neymar agora.

Agora resta esperar a competição de 2022.

Renan, Dino, Rui, Ciro e os cuidados com o vice escolhido

Lisa Gabriela/ CadaMinuto/Arquivo 0898abcf a6c6 4776 bfd5 d0a60a19aecc Governador Renan Filho

Depois da atuação decisiva de Michel Temer para derrubar a presidente Dilma Rousseff, nunca a escolha do vice por parte do cabeça da chapa majoritária foi tão importante quanto agora. É como se fosse uma escolha entre algo próximo ao paraíso ou do inferno; dormir o sono dos justos ou fechar os olhos e ter pesadelos; e se dormir saber que deitou com o inimigo.

Por isso nas eleições deste ano o vice é fundamental. Em alguns estados a situação é tranquila por conta da força política dos governadores que vão disputar à reeleição, casos de Rui Costa (PT), na Bahia, que vai manter o mesmo vice, João Leão (PP), Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão, com Carlos Brandão (PRB), e Renan Filho, em Alagoas, que deve optar entre os amigos e aliados, caso do atual vice-governador e ex-secretário de Educação, Luciano Barbosa, ou o ex-secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias.

Em comum entre os três governadores o fato de que provavelmente enfrentarão uma reeleição tranquila. Nos casos da Bahia e de Alagoas, por exemplo, os dois principais oponentes, os prefeitos de Salvador e Maceió, ACM Neto (DEM), e Rui Palmeira (PSDB), respectivamente, preferiram permanecer nos cargos.

Na corrida pela Presidência é o pré-candidato Ciro Gomes (PDT) quem tem demonstrado os maiores cuidados. A escolha não pode ser apenas pelos votos e tempo de propaganda eleitoral. Mas também pela tranquilidade e proximidade entre o titular e o substituto.

O ex-ministro tem como nome preferido o do empresário Benjamin Steinbruch, do PP, que cumpriria papel semelhante ao de José Alencar na primeira eleição de Lula, que é dar o aval de parte do PIB a um hipotético governo Ciro.

O dono da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Ciro são amigos. O cearense já trabalhou para Steinbruch, que é considerado um empresário de visão mais desenvolvimentista, com sensibilidade social e defensor da ação do Estado como indutor do desenvolvimento.

NO entanto, caso esse casamento não dê certo por conta de todas as variantes da política, o PDT também negocia com o PSB, que pode querer indicar o vice. E o nome mais citado é o do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que também é próximo de Ciro, com quem já trabalhou em Brasília.

Ou seja, para Renan, Dino, Rui e Ciro as discussões e prováveis escolhas iniciais para indicação do vice não tem sido algo complicado. É que os nomes postos têm antiga relação pessoal, profissional e política.

Afinal de contas, chega de surpresas como o renascimento político de mordomo de filme de vampiro de quinta categoria.

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