Voney Malta

Ministro vem a Alagoas, se agarra aos números da violência, mas esquece do analfabetismo

O ministro da justiça, José Eduardo Cardoso, pisou em solo alagoano nesta sexta-feira (27) para comemorar a redução dos assassinatos, conforme anunciado pelo governo de Alagoas. Evento marcado para ocorrer no Centro de Convenções de Maceió - lugar ideal para fato de tamanha relevância.

Sabido como todo político maduro e com tempo de estrada, o ministro se esquivou de certos questionamentos sobre a insegurança e a violência que enfrentamos em Alagoas, conforme registrado em todos os sites, respondendo que os números mostram que a violência está caindo. “Avalio apenas números”, disse o ministro.

Uma pena que o ministro não queira saber mais. Deixa pra lá. Pior seria se ele não estivesse enviando homens, recursos e estrutura para Alagoas. Aí, meu caro leitor, estaríamos #@%& de verdade com a lentidão e inoperância do governo do PSDB.

Bom, como o ministro só quer se ater aos números e não quer saber da total falta de estrutura para o funcionamento de toda a segurança pública, seria bom que ele fosse informado que Alagoas lidera o ranking de analfabetismo no Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad).

E é claro que há relação entre analfabetismo e violência. No entanto, provavelmente, o ministro José Cardoso Alves não queira saber por que não tem a ver com a sua área de atuação específica - assim como o governador Vilela talvez prefira também não saber pra não ser aporrinhado. Como muita gente pode também não querer saber, desconfio, a não ser, talvez você, leitor.

Bom, se o ministro, o governador e um bocado de cidadãos não quer saber de histórias e depoimentos, talvez um ou outro leitor desavisado aceite ler este texto que escutei de um advogado que mais parece uma cena de filme. Ou um triste exemplo da completa omissão do poder público no cumprimento do seu papel diante do cidadão. Tal omissão é mais combustível que alimenta à insana violência que convivemos diariamente, pois gera certeza de mais e mais impunidade.

É essa relação que existe entre os dados, o drible do corpo do ministro, o silêncio omisso pela inoperância do poder público e o mata mata geral na terra dos marechais.

Vamos ao relato e as cenas que parecem mais um filme ou novela qualquer:

Cena 1 - A cidade é Arapiraca. Estamos no inverno de 2013. Chove continuamente. O corpo de um jovem assassinado está estendido no chão. A família, aos prantos, aguarda a presença da polícia técnica. Conta o advogado, indignado, que a espera pode durar de 12 a 24 horas. A água escorre com certa velocidade pela rua. Ora em maior quantidade, ora em menor velocidade, levando o sangue que escorre do corpo, lavando o corpo sujo de lama e de sangue.

Cena 2 – A cidade é Quebrangulo. O corpo de um homem assassinado é encontrado numa praça às 5 da manhã. Até às 12h30min não havia sinal da chegada da polícia técnica. Na praça, curiosos e familiares esperam enquanto observam as marcas dos tiros no corpo carbonizado.

Cena 3 – Depois de 12, 14 horas de espera pela polícia técnica, os corpos são recolhidos pelo IML. Ao serem liberados pelo Instituto, os familiares recebem os restos de seus entes queridos em estado de putrefação. Resumindo. O governo não cumpre o seu papel básico e obrigatório.

Dada à veracidade dos fatos acima que a mim foram relatados, é decepcionante o ministro José Eduardo Cardoso não querer ir além da frieza dos números em seus comentários. Assim também como é frustrante o governo não estar presente na vida do povo e nada comentar sobre os números do Pnad. Daí pode-se concluir o quanto a violência instalada e instituída tem relação direta com o descaso e com a inoperância governamental.

É o que penso.

E você, o que acha?

 

A omissão dos políticos e gestores no combate a dengue será salva pela vacina

No geral, bem sabemos que os políticos e gestores brasileiros são omissos e incompetentes na aplicação e implantação de políticas públicas em diversos setores. Ainda mais, e especificamente, quando se trata de saúde pública, para aqueles que mais precisam do atendimento público eficiente e eficaz.

No caso específico da dengue, bem sabemos que a estrutura de combate ao mosquito transmissor, assim como o atendimento ás pessoas infectadas, não funciona satisfatoriamente – estou sendo gentil pra não dizer que tudo é uma #&@%.

Assim, graças a pesquisadores brasileiros, já agora em outubro serão iniciados testes em seres humanos de uma vacina contra a doença. Essa será a forma mais eficiente para superar o abandono a que está sujeito o povo brasileiro.

Enfim, a notícia é boa.

Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil:

Vacina brasileira contra dengue começa a ser testada no país em outubro

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Instituto Butantan, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), inicia em outubro os testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. A vacina está sendo desenvolvida para combater, em uma única dose, os quatro tipos da doença já identificados no mundo. Segundo Alexander Precioso, diretor de Ensaios Clínicos do Butantan, nenhum outro país tem uma vacina como essa.

A  vacina começou a ser desenvolvida em 2006, juntamente com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Os vírus foram identificados no país norte-americano e, posteriormente, transferidos para o Butantan, em 2010.

A técnica utiliza o chamado vírus atenuado. “Isso ignifica que o próprio vírus da dengue é modificado para que seja capaz de fazer com que as pessoas produzam anticorpos, mas sem desenvolver a doença”, explicou Precioso.

Os cientistas já testaram a vacina em mais de 600 norte-americanos. “Os estudos lá mostraram que é uma vacina segura e que foi capaz de fazer com que as pessoas produzissem anticorpos contras os quatro vírus”, disse ele. O pesquisador explicou ainda que, nesses voluntários, não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local da aplicação, sensação comum para vacinas.

Porém, como os Estados Unidos não são uma região endêmica para a dengue, nenhum voluntário que recebeu a imunização havia contraído a doença antes. No Brasil, os testes vão envolver também pessoas que já tiveram dengue.

O cientista disse que, com base em estudos publicados no Sudoeste Asiático e nos Estados Unidos, pacientes com histórico de dengue  poderão receber a imunização sem risco à saúde. “No início do desenvolvimento da vacina lá [nos Estados Unidos], algumas pessoas receberam vacina monovalente, só de um tipo, e depois outra dose de um vírus diferente, para ver se quem já tinha o passado de dengue correria risco”, explicou.

Em uma primeira etapa dos testes brasileiros, que começam nesta semana, serão recrutados 50 voluntários da capital paulista, todos adultos saudáveis e que nunca tiveram dengue, com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os sexos. Eles vão ser imunizados em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

A próxima etapa vai incluir pessoas com histórico de dengue e a vacina será aplicada em dose única. Serão 250 voluntários da capital paulista e da cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado.

“Nós trabalhamos com a hipótese de que ela [vacina] será trabalhada em uma dose, mas nos primeiros 50 voluntários serão duas doses”, disse Precioso.“Os resultados de lá [Estados Unidos] demonstraram que a vacina já atua apenas com uma dose. Como ela vai ser, pela primeira vez, utilizada em uma região endêmica de dengue, vamos avaliar os dois esquemas [uma ou duas doses] e os dois tipos de população [já tiveram ou nunca tiveram dengue]”, acrescentou.

A terceira e última fase vai recrutar pessoas de diversas partes do país, de várias idades. “Ela vai gerar o resultado de que nós precisamos para solicitar o registro na Anvisa e, a partir daí, a vacina estará disponível”. A previsão dos pesquisadores é de que a vacina chegue à população em cinco anos.

 

Lula: “Estou voltando, com vontade, para felicidade de alguns e desgraça de outros”

Pelo jeito o ex-presidente Lula está com a corda toda. Parte de uma das muitas declarações concedidas por ele – e que me serviu para o título deste texto – reflete com exatidão tudo o que foi dito pelo ex-presidente.

Ele concedeu entrevista a um grupo de jornalistas da Rede Brasil Atual, site, rádio e revista, da TVT e do jornal ABCD Maior, ontem (24).

Na entrevista Lula disse que irá desempenhar, na eleição de 2014, o papel que a presidente Dilma desejar. Afirmou, ainda, que há dificuldades em manter o PSB na composição política, entre outros temas.

Abaixo, algumas frases de Lula e, em seguida, a entrevista publicada no site brasil247:

“Depois que o julgamento estiver totalmente concluído eu vou falar. E tenho muita coisa pra falar” – referindo-se ao julgamento do mensalão pelo STF.

¶“Se tem uma coisa que eu tenho vontade é de falar. Eu tenho cócegas na garganta para falar.

“Estou voltando, com muita vontade, com muita disposição – para felicidade de alguns, para desgraça de outros. É o seguinte: eu estou no jogo.”

“Lá atrás, quando rejeitaram a CPMF, tiraram R$ 40 bilhões por ano da saúde achando que iam prejudicar o Lula. Mas prejudicaram o povo”

“Uma reforma para valer não vai acontecer agora. Por isso, vai ter de ser feita por meio de uma constituinte exclusiva, com ampla participação da sociedade.”

SP247

O encontro ocorreu no Instituto Lula, durou 90 minutos e foi, segundo o ex-presidente, a primeira longa entrevista concedida pelo ex-presidente da República no exercício desta “função”. Lula abriu a conversa dizendo não haver “pergunta proibida”, mas pediu que o perdoassem se no excesso de cuidados de ex-presidente ao falar pareceria “chapa branca”. “Ainda estou aprendendo a ser ex-presidente”, disse. Ele comentou a importância das manifestações de junho, que considera o acontecimento do ano ao colocar em xeque todos os governantes – das prefeituras à Presidência da República – e por ter ajudado a criar uma nova agenda política para o país – apesar do fato de “alguns” quererem se apropriar das manifestações para desqualificar a política. “Se alguém chega pra você dizendo ‘olha, eu não gosto de política, mas…’, pode crer, essa pessoa está sendo política.”

O ex-presidente comentou respostas dadas às manifestações, como o Mais Médicos, teceu duras críticas aos opositores do programa e enfatizou que a iniciativa cobre apenas uma pequena parte de um grande problema. Lembrou que o país não dispõe nem de especialistas nem de tecnologia em diversas áreas, e que não vai resolver os grandes problemas sem recursos. “Lá atrás, quando rejeitaram a CPMF, tiraram R$ 40 bilhões por ano da saúde achando que iam prejudicar o Lula. Mas prejudicaram o povo”, disse, acentuando que o Estado é quem banca grande parte dos tratamentos dos ricos na rede privada, quando deduzem suas despesas do imposto de renda, enquanto aos pobres só resta o SUS.

Lula disse acreditar que poucos prognósticos poderão ser feitos sobre as eleições de 2014 antes de março do ano que vem, quando já devem estar colocados todos os nomes das disputas, em nível nacional e nos estados. Um dos principais articuladores políticos do PT, ele afirma que seu papel no processo será o “papel que a Dilma quiser” que ele tenha. Admite ver dificuldades na permanência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na base de apoio, vê obstáculos adicionais nas alianças com o PSB em alguns estados, como Ceará e Pernambuco, e vai considerar um grande feito, uma vez consolidada a ruptura, que os partidos façam um pacto de não hostilidade nos palanques em que forem adversários.

Para Lula, a mais importante das reformas do país é a política, com o fim do financiamento privado de campanhas. “Vocês vêem as grandes empresas fazendo campanhas contra o financiamento privado? Vocês veem empresários reclamando que não querem contribuir com campanhas eleitorais?”, questiona. Ele reconhece que a atual composição do Congresso não tem interesse nem força para fazer uma mudança impactante no sistema político-eleitoral porque põe em risco os próprios atuais mandatos. “Uma reforma para valer não vai acontecer agora. Por isso, vai ter de ser feita por meio de uma constituinte exclusiva, com ampla participação da sociedade.”

E abordou também a necessidade de um novo marco regulatório das comunicações – “há um projeto, o Paulo Bernardo disse que ia fazer debates públicos, mas não andou…” –, lamentou a ausência de projetos do governo do PSDB para o estado e a região metropolitana de São Paulo, e criticou a forma como “alguns” tentam “transformar coisas boas em coisas ruins”, referindo-se à realização da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil.

O ex-presidente foi cauteloso ao comentar o julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, porque diz ter de respeitar as instituições envolvidas na questão. “Depois que o julgamento estiver totalmente concluído eu vou falar. E tenho muita coisa pra falar”, disse, ressalvando que, no que diz respeito à abordagem política do caso, os acusados já foram condenados há muito tempo.

Qual o impacto das manifestações de junho na vida do país e o que elas mudam na vida dos governantes?

Eu acredito que o impacto de tudo que aconteceu em junho de 2013 deve servir como uma grande lição para a sociedade brasileira e, sobretudo, para os governantes brasileiros. Costumávamos afirmar que o povo precisa reivindicar sempre. Certamente, muita gente de partidos políticos, sindicatos e movimentos organizados da sociedade civil foi pega de surpresa, porque foi um movimento que se deu à margem daquilo que nós conhecíamos como tradicional forma de organização. Eu me lembro que não aconteceu nada no Brasil nos últimos 40 anos que a gente não estivesse à frente. Seja o movimento sindical, sejam os partidos de esquerda, seja a UNE, sejam os sem-terra...

O que eu acho importante? Aquilo não foi um movimento contra o governo, não foi um movimento em que as pessoas queriam derrubar o governo, mas foi um movimento em que as pessoas diziam “nós queremos mais”. Nós queremos mais educação, nós queremos mais saúde, nós queremos mais transporte, nós queremos mais qualidade de vida. Aí eu lembro de um discurso do Fernando Haddad durante a campanha que ele falava você está lembrado que na sua casa, da porta para dentro, melhorou muita coisa, mas da porta para fora piorou ou ficou como está. E era verdade, porque o cara tinha comprado uma máquina de lavar roupa, uma geladeira, um televisor, mas a cidade não foi cuidada adequadamente. Ou seja, você não fez as tarefas para cuidar do transporte adequadamente, não fez o saneamento básico adequado, não tornou a periferia boa para se morar.

A nossa presidenta teve a sabedoria de dar uma resposta muito imediata, colocando a reforma política como uma coisa fundamental para que a gente possa mudar a situação do Brasil, depois da questão da saúde com o Mais Médicos, depois da aprovação de 75% dos royalties para a educação... Ou seja, foram medidas tomadas pela nossa presidenta que mostraram que o governo está num processo de evolução para tentar encontrar soluções. Eu acho que agora ninguém pode mais dizer que o problema do transporte é só do prefeito. É do prefeito, do governador, do governo federal. Os problemas da saúde e da segurança não são mais do prefeito, passam a ser dos três juntos.

O que a gente precisa neste instante é saber que mudou a sociedade brasileira. Ela está mais exigente, ela tem mais informações do que tinha antes. Você imagina, nós saímos de um país que tinha, em 2007, 48 milhões de pessoas que viajavam de avião. Hoje nós temos 113 milhões de pessoas. Essa gente quer se queixar do aeroporto agora, quer se queixar do preço da passagem, quer se queixar da qualidade do serviço no avião. Antigamente você não tinha isso.

Eu acho que foi uma coisa de Deus fazer com que a sociedade se manifestasse e dissesse “olha, nós estamos vivos, nós reconhecemos que muita coisa foi feita e nós queremos que seja feito mais”. Isso é bom porque alertou os governantes. Ao invés de ficarmos lamentando, nós temos que agradecer e começar a trabalhar para que nós façamos acontecer as melhorias que a sociedade brasileira deseja e que todos nós sabíamos que o povo queria porque está na pesquisa de opinião pública.

Que bom que o povo resolveu dizer “estou aqui”. A única coisa grave do movimento é a manipulação para a tentativa de negar a política. Tenho dito publicamente que toda vez, em qualquer lugar histórico, em qualquer lugar do mundo que se negou a política, o que veio depois é pior. Portanto, se você quer mudar, mude através da política. Participe, entre num partido, crie um partido, faça o que você quiser. Aqui no Brasil o que teve foi o regime militar de 1964. No Chile foi Pinochet, na Argentina foi ditadura. Não queremos isso. Queremos democracia exercida em sua plenitude. E a sociedade quer isso. A sociedade quer debater política, então vamos debater sem medo de debater qualquer assunto. Sou daqueles que acham que não tem tema proibido.

Em relação às manifestações de junho, imaginava-se que elas dariam força para aprovação da reforma política no Congresso, e também que em 2011 a base aliada maior de Dilma daria mais condições para isso. Por que não avança?

Não é fácil. As pessoas que foram para as ruas não vão votar no Congresso Nacional. É importante lembrar que fizemos a campanha das Diretas, que possivelmente foi um dos maiores movimentos cívicos desse país, meses em que fomos à rua com todos os partidos políticos, com movimento sindical, centenas e centenas de manifestações pelo Brasil inteiro, toda a sociedade querendo, e quando chegou no Congresso não tínhamos número para aprovar e não aprovamos.

Tenho dito que só teremos uma reforma política plena o dia em que tivermos uma constituinte própria para fazer uma reforma política. Achar que os atuais deputados vão fazer uma reforma política mudando o status quo é muito difícil. Pode melhorar um pouco.

Acredito que é possível discutirmos uma mudança na votação, votar em lista, financiamento de campanha. Há um equívoco de fazer a sociedade compreender que o financiamento público vai tirar o dinheiro da União. A forma mais eficaz, honesta e barata de se fazer uma campanha política é você saber que cada voto vale um centavo, R$ 1 real, R$ 10 reais e que cada partido vai ter tanto, e que cada partido vai fazer aquilo e se alguém pegar dinheiro privado tem de ser considerado crime inafiançável, para que as pessoas não fiquem subordinadas aos empresários.

Por que os empresários não estão defendendo o financiamento público? É muito interessante que algumas pessoas, que se acham as mais honestas do planeta, acham que o financiamento público é corrupção e vai gastar dinheiro público. Por que o empresariado brasileiro não está na rua fazendo campanha para que seja pública e parar de dar dinheiro? Oras, é porque a eles interessa cada um construir a sua bancada. Os bancos têm bancada no Congresso Nacional, têm influência, porque cada um tem a lista de quem financia. Quem tiver dúvida disso, saia candidato para ver o que acontece, para ver como você se elege no Brasil. Quando colocamos financiamento publico é porque a gente acredita que pode melhorar.

Acredito que (para 2014) a gente vai conseguir fazer uma reforma política muito capenga. Temos que levar em conta que há interesses partidários. Tem partidos para os quais está bom assim. O cara tem mandato e quer preservar o seu mandato.

Na minha opinião a reforma política é a melhor possibilidade para se mudar a lógica da política no Brasil. E ter em conta que não é só para combater a corrupção, mas para facilitar as coalizões que são conseguidas, porque quando você ganha uma eleição com um partido aliado a outro tem que ter coalizão na hora para montar o governo.

Aqui no Brasil se acha um absurdo que um partido ganha eleição e dê cargo a outro, mas no mundo inteiro é assim. A Angela Merkli acabou de ser eleita primeira-ministra da Alemanha, com a maior votação dos últimos anos, vai ter que fazer uma coalizão com algum partido, vai ter que dar ministério para algum partido senão não forma maioria.

A reforma política pode ajudar nesse processo, mas acho que será muito frágil. Sobretudo
no ano de eleições. Nada, estou avisando com antecedência, nada, mudará para as próximas eleições. As pessoas podem querer fazer as coisas para 2018, 2020, mas para essa eu acho que não vai haver mudança.

O Mais Médicos é um programa apoiado por 70% da população. No entanto, há uma resistência de determinados setores da sociedade. Há oportunismo nisso?

As entidades que representam os médicos no Brasil nunca reconheceram que no Brasil faltava médico. Mais recentemente nós temos uma gama de denúncias de prefeitos espalhados pelo interior do país que querem contratar algumas especialidades que não existem. Padilha tem razão com o que ele fala: não se está buscando médico fora para substituir o médico brasileiro; se está buscando médico fora para trabalhar onde não tem médico.

E o Padilha sabe que o Mais Médicos não vai resolver o problema da saúde. O Mais Médicos vai dar oportunidade ao cidadão que não tem acesso a nenhum médico, a ter acesso ao primeiro médico e tratamento. E quando esse cidadão tiver acesso ao médico, ele vai querer mais saúde, porque ele vai ter informações: vão pedir pra mulher fazer mamografia, se é um homem vai ter que fazer exame de câncer não sei das quantas. Então, todas as vezes vai precisar formar mais gente.

É um trabalho bom. Por que é bom? Porque, quando em 2007 derrubaram a CPMF, que foi um ato de insanidade dos tucanos em relação a meu governo, fizeram isso achando que iam me prejudicar. A CPMF era 0,38% que se descontava em cada cheque que você passava. E não fizeram isso por conta da quantia, fizeram isso porque a CPMF permitia que a gente pudesse acompanhar e evitar a sonegação nesse país. Era por isso que eram contra a CPMF. Eles tiraram uma bagatela de R$ 40 bilhões por ano a partir de 2007.

Soma isso em quatro ou sete anos e vê a quantidade de dinheiro que tiraram da saúde, achando que iam prejudicar o Lula. Qual era a ideia? Vamos prejudicar o Lula. Vamos quebrar a cara dele, ele não vai se eleger. E caíram do cavalo, porque terminei meu mandato com 87% de bom e ótimo, 3% de ruim e péssimo e 10% de regular. Pois bem, quem eles prejudicaram? O povo. E alguns estão prejudicados porque viraram governador, e agora estão sabendo a quantidade de dinheiro que falta pra eles, ou viraram prefeitos.

Então, foi um gesto de insanidade. Nós temos que colocar na sociedade brasileira a seguinte ideia: você não vai conseguir fazer com que as camadas mais pobres da população tenha acesso a uma boa qualidade de saúde e à média ou alta complexidade sem dinheiro.

Se nós quisermos dar ao povo pobre o direito de ter acesso às mesmas máquinas que eu tenho, por conta de um plano médico, e que os ricos deste país têm por conta de um plano médico, tem que ter consciência de que tem que ter dinheiro. Tem gente que diz “eu tenho saúde boa porque pago do meu bolso”. Não é verdade. Aquilo que ele tira do bolso ele paga o Imposto de Renda e quem paga o tratamento dele é o Estado brasileiro. Essa é a verdade nua e crua. Todas as máquinas que eu passo quando faço exame são pagas pelo Estado, que me restitui na declaração do Imposto de Renda.

Temos que ter consciência de que temos que melhorar isso. A Dilma tem consciência disso, o Padilha tem consciência e é preciso que a gente discuta com a sociedade. Porque achar que a gente pode elevar a um padrão de ter acesso de alta complexidade as pessoas mais pobres sem dinheiro é vender ilusão. E achamos que o rico tem que pagar pela saúde do povo mais pobre. Era por isso que tínhamos apresentado um programa chamado Mais Saúde em que a gente iria utilizar todo o dinheiro da CPMF para cuidar da saúde. Agora vai ter um dinheiro do pré-sal e espero que num futuro bem próximo a gente possa fazer com que as pessoas tenham acesso à alta complexidade.

O Brasil precisa acabar com a mania de dizer que o SUS não funciona. O problema é que universaliza a saúde, coloca muita gente, a qualidade diminui. Se atendesse só 30% melhoraria a qualidade, se atendesse só 20% ela seria melhor, se atendesse só 10% ela seria extraordinária. Mas na hora em que tem que ter um programa para todo mundo precisa de mais recurso. É isso que temos de ter em conta. Dilma e Padilha marcaram um gol com o Mais Médicos. Abriram um debate muito importante com a sociedade para as pessoas começarem a enxergar.

Resposta do deputado estadual Antônio Albuquerque ao blog

Em virtude de um texto publicado neste blog no dia 20 de setembro, com o título “ Ex-presidentes da Assembleia, Celso e Albuquerque, iniciam enfrentamento”, - que você pode ler ou reler no link http://cadaminuto.com.br/noticia/226286/2013/09/20/ex-presidentes-da-assembleia-celso-e-albuquerque-iniciam-enfrentamento - recebo, da parte do deputado estadual Antônio Albuquerque, solicitação de publicação de um texto em que ele emite as suas próprias opiniões.

Leia , abaixo, o texto encaminhado pelo parlamentar:

O “coronel” decadente, a agressão e a ilegalidade

Ao estilo dos decadentes ”coronéis” do Sertão, que tanto atraso e violência produziram ao longo dos tempos, o atual prefeito de Canapi, ao tomar conhecimento de minha presença na região, numa reunião democrática e transparente, realizada em ambiente público e na companhia de reconhecidos líderes sertanejos, como o prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão, e seu pai, Hélio Brandão, resolveu cometer dois graves atos: um de violência e truculência contra mim e outro de ilegalidade e de afronta às instituições à Canapi e ao povo.

O prefeito Celso Luiz , ao me agredir, resolveu misturar o público com o privado: utilizou a página oficial do município no Facebook (www.facebook.com/pre.decanapi/posts/209505655892079), um poderoso instrumento de comunicação dos novos tempos, que deveria estar a serviço do interesse público, para cometer abuso de poder e, ao mesmo tempo, agredir-me, através de nota oficial e termos que não condizem a um chefe de municipalidade.

Esse episódio deve suscitar o interesse dos órgãos de fiscalização, inclusive do Ministério Público Eleitoral, porque o prefeito de Canapi utiliza instrumentos pertencentes à cidade para fazer campanha eleitoral e trombetear supostas vantagens eleitoreiras. A virulência das palavras proferidas jamais me intimidará.

Continuarei a Visitar o Alto Sertão alagoano e qualquer outra localidade do meu Estado, na condição de cidadão ou de parlamentar, sobretudo atendendo a convites gentis e sinceros de lideranças políticas e comunitárias, que graças a Deus, são frequentes e honrosos.  A reação do prefeito foi ato desproporcional e sugere certo desespero, o que deve preocupar, sim, as autoridades competentes encarregadas de fiscalizar a correta aplicação do bem público.

 

DEUS teria dito: Téo, ou você tira Alagoas do caos ou EU tiro os Santos protetores

A trajetória política do governador Vilela pelos corredores do poder em Alagoas e Brasília parece ter sido guiada por alguns Santos, me relata um conhecido, devido à imensa insegurança que sempre acompanhou esse personagem da política alagoana.

Pra quem acredita em Santos, verá, nas próximas linhas, uma série de coincidências. Pra quem não acredita e acha que a turma do céu tem muito mais o que fazer, também não deixa de ter razão. Só que todos vão concordar o quanto Vilela demora a tomar e a assumir posições.

Vamos, então, a cronologia e a revolta de DEUS, segundo um crente amigo meu:

Candidato pela primeira vez a um cargo público, Vilela concorreu ao senado em 1986. É nesta data que se registra o primeiro “São” que o carregou nas costas: Collor. Com sabedoria, paciência e serenidade conseguiu convencer, por diversas vezes, Téo
Vilela a não renunciar a sua candidatura. Ele, o atual governador, achava que não seria eleito. Mas foi.

O segundo “São” de Vilela surgiu oito anos depois, em 1994. “São” Suruagy, candidato a governador, foi eleito com quase 80% dos votos. Abraçou o senador candidato a reeleição e o levou a vitória. Neste mesmo ano também surge o terceiro “São”, que é o usineiro João Tenório, ao participar ativamente da campanha. “São” João Tenório é o protetor que está há mais tempo com Teotonio Viela e sempre presente nas campanhas eleitorais.

Observem que o número dos Santos só faz aumentar. Em 2002, por exemplo, foi o ano em que eles mais apareceram para empurrar o Téo. Foram os “São” Renan, com quem fez dobradinha para ambos se reelegerem, e “São” Ronaldo Lessa, que também disputava a reeleição para governador. Venceram todos.

Quatro anos depois, 2006, concorreu ao governo de Alagoas na marra, instigado pelos protetores de sempre: “São Tenório, São Calheiros e São Lessa”. Venceu o usineiro João Lyra de uma maneira inesperada, tão surpreendente que até hoje... Bom, essa é outra história que os Santos não quiseram tratar nem revelar ao meu amigo, proibidos que são por DEUS. Portanto, vamos ao que interessa e o que interessa é a eleição seguinte, a de 2010.

Nesta “São” João Tenório atuou ainda com mais força junto a amigos. Vilela enfrentou Lessa, que já não era mais nenhum santo. O trabalho dos protetores de Teotonio Vilela foi tão forte e inteligente que conseguiram minar a candidatura de Ronaldo Lessa com uma série de problemas em quase todas as esferas do Judiciário. Vitória de Vilela.

Como vocês viram, o todo poderoso foi muito bondoso ao permitir tanta ajuda de tantos Santos que deu um ultimato ao governador, prestes há completar sete anos na chefia do Executivo: “Vilela, se os índices negativos e terríveis na educação, segurança e saúde, entre outros setores, não forem revertidos os “Sãos” vão deixá-lo”

. Depois do duro puxão de orelhas, até que Vilela se assustou e resolveu aparecer em inaugurações e ações do seu governo. Deixou o seu vice, Nonô, atuar um pouco mais, sem que os famosos supersecretários o incomodassem.

Entretanto, como os indicadores sociais e econômicos nada mudaram e o tempo é curto para qualquer alteração, DEUS também teria dito: Vilela me escute; se a situação não for resolvida e revertida os Santos vão deixar de protegê-lo e você encerra a sua trajetória política”.

Acredite quem quiser!

Marqueteiro de Aécio Neves já decidiu sobre o que ele não vai falar em 2014

O senador pelo PSDB mineiro, Aécio neves, depois de passar por Salvador e Maceió, já sabe que em 2014 não irá usar o tema “mensalão” em sua campanha à Presidência da República.  

O aviso foi dado pelo marqueteiro Renato Pereira, escolhido para cuidar da campanha. E a avaliação está baseada no fato de que nas eleições municipais do ano passado o tema, mesmo sendo tratado com ampla cobertura da imprensa, não prejudicou nenhuma candidatura petista. Ou seja, o tema mensalão não causa impacto no eleitor.

Decidido, então, que Aécio Neves não vai tratar desse tema, também decidido está que o foco principal do discurso na propaganda eleitoral será “quem muda o Brasil é você”.¶ Entretanto, o marqueteiro e antropólogo Renato Pereira não descarta que o mensalão venha a ser utilizado na campanha por José Serra, caso este seja candidato por outra legenda.

Quanto ao tema da campanha do senador Aécio Neves, a estratégia publicitária está baseada no fato de que o Brasil mudou nos últimos anos com a redução das desigualdades e a ascensão de milhões de brasileiros, e tal fato se deve única e exclusivamente ao esforço de cada um desses brasileiros e aos seus próprios méritos.

O segundo ponto da estratégia publicitária vai defender a agenda mais liberal do PSDB e a sua visão da economia. Ou seja, o agente da mudança não é fundamentalmente o Estado, mas sim a sociedade civil, os indivíduos e as empresas.

Assim, fica claro que veremos o PSDB afirmando que quem fez o brasileiro melhorar de vida foi o próprio brasileiro e o PT explicando que as políticas públicas implantadas pelos governos Lula e Dilma ajudaram o povo a melhorar de vida.

 

Ex-presidentes da Assembleia, Celso e Albuquerque, iniciam enfrentamento

Os ex-presidentes da Assembleia Legislativa de Alagoas, Celso Luiz e Antônio Albuquerque, deram o ponta pé inicial para uma disputa política que vai chamar a atenção do mundo político e da mídia.

Com estilos completamente antagônicos– enquanto o atual prefeito de Canapi, Celso Luiz, é afeito ao dialógo, o deputado estadual Antônio Albuquerque é impositivo na relação com políticos e aliados.

O que veremos, ao que tudo indica, será uma disputa pela manutenção e crescimento das bases eleitorais. O embate entre ambos será como um clássico entre botafogo e fluminense.

Mesmo com um estilo conciliador, Celso Luiz reagiu com palavras duras a uma reunião realizada por opositores e Antônio Albuquerque.

Há duras críticas e discurso que criou constrangimento. Vale a pena ler, não tenha dúvida.

Todos os fatos que motivaram este post foram registrados pelo canapiagora.com.br, no blog do companheiro Márcio Martins.

Abaixo, texto na íntegra publicado pelo prefeito Celso Luiz. Em seguida, reportagem que registra o encontro dos opositores:


Por: Marcio Martins

Reagindo em defesa das famílias e do povo do sertão contra pistoleiros de aventuras.

Foi com este tema que o prefeito Celso Luiz literalmente soltou o verbo na manhã desta quinta-feira (19). O gestor usou o facebook da Prefeitura Municipal para responder as criticas de seus adversários políticos que na ultima terça-feira (17) realizaram um encontro na Churrascaria Van, onde ficou definido o apoio ao deputado estadual Antônio Albuquerque e o fortalecimento de um grupo político local apoiado pelo parlamentar e lideranças políticas de Mata Grande, entre eles, o prefeito Jacob Brandão e seu pai Hélio Brandão.

Como referido no título do texto, Celso Luiz classificou o grupo de “pistoleiros de aventura” e proferiu severas criticas ao deputado estadual Antônio Albuquerque, ao qual chamou de cara lisa que não tem nenhuma história de trabalho, mas uma imensa história de violência e de truculência. No final, encerrou dizendo que disputará juntamente com seu irmão Tenorinho Malta, amigos e aliados as eleições do próximo ano e posteriormente não só as eleições municipais de Canapi, como de Inhapi, Mata Grande e Joaquim Gomes. “Amigos e aliados fiquem tranquilos. Vamos lutar e trabalhar para que os falsos e traidores, os que tentam vencer pela força e pela intimidação sejam derrotados.- Concluiu.

Veja na íntegra as palavras proferidas pelo gestor.

Reagindo em defesa das famílias e do povo do sertão contra pistoleiros de aventuras.

Adversários dos meus adversários se unem como animais vomitando agressões contra a nossa administração. Isso não me assusta, pois estou acostumado a enfrentar desafios e a trabalhar para beneficiar o povo da minha região. Esse tem sido o meu papel na política e todos sabem disso.

O que faço com qualquer um é discutir os resultados da administração municipal. Para isso basta qualquer simples comparação entre as obras que tenho realizado em Canapi, em apenas nove meses de mandato, contra os cinco anos de Jacob Brandão em Mata Grande, que nada fez nada faz e nada irá fazer para ajudar o povo. 

No ano passado, durante as eleições, o deputado Antônio Albuquerque chamou Jacob Brandão de ladrão e maloqueiro. Quem será que está certo? Será o deputado, ou Jacob não é ladrão e maloqueiro? 

Gostaria que eles explicassem porque o deputado está com Jacob e Hélio se até o ano passado estava com Fernando Lou!!!!!! O certo é que o deputado foi votado em Mata Grande em 2010, pela oposição ao ex-prefeito Hélio Brandão. Agora o parlamentar está traindo esse povo. É uma cara lisa que não tem nenhuma história de trabalho. Mas tem uma imensa história de violência, de truculência, deveria estar cuidando da cidade dele (Limoeiro de Anadia), mas o povo não quer nem vê-lo por perto, tanto que foi derrotado nas duas últimas eleições. Portanto, não tem serviços prestados em Canapi, Mata Grande e Inhapi.

Eu, Tenorinho Malta, nossos amigos e aliados vamos disputar a eleição do ano que vem e depois teremos candidatos em Canapi, no Inhapi, na Mata Grande e em Joaquim Gomes, dentre outras cidades.

Para finalizar, que o povo, que os nossos amigos e aliados fiquem tranquilos. Vamos lutar e trabalhar para que os falsos e traidores, os que tentam vencer pela força e pela intimidação sejam derrotados. 

Celso Luiz

 

Encontro de lideranças politicas organizado pela oposição declara apoio ao deputado estadual Antônio Albuquerque.

Parlamentar prometeu retribuir fortalecendo o grupo politico que deve enfrentar o prefeito Celso Luiz em 2016.

Por: Marcio Martins

Os vereadores Urso Biano e Aloísio Basílio que fazem oposição ao prefeito Celso Luiz articularam na noite desta terça-feira (17) juntamente com o apoio de várias lideranças politicas do município, um grande encontro de lideranças para receber o deputado estadual Antônio Albuquerque, candidato a reeleição nas eleições do próximo ano. O local escolhido foi a Churrascaria Van, que acomodou cerca de 80 pessoas, entre vereadores, ex-vereadores, ex-prefeitos, eleitores e vários candidatos que disputaram as eleições municipais do ano passado.

O encontro que contou com a presença do prefeito de Mata Grande, Jacob Brandão, do seu Vice-Erivaldo Mandú, do seu irmão Júlio Brandão (presidente da Câmara Municipal de Vereadores) e do seu pai o ex-prefeito Hélio Brandão, teve como objetivo principal a formação e sustentabilidade de um grupo politico capaz de enfrentar não só as eleições do próximo ano, mas principalmente as eleições municipais de 2016, foi o que deixou claro o presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Mata Grande, Julio Brandão que ao fazer uso da palavra disse que o objetivo principal do encontro era a "prefeitura de Canapi".

Fizeram uso da palavra, o prefeito de Mata Grande Jacob Brandão que fez a abertura do encontro falando da importância de unir lideranças dos dois municípios no sentido de formar um grupo politico capaz de disputar e vencer as próximas eleições, como também, já num primeiro momento ajudar a reeleger o deputado estadual Antônio Albuquerque. Após o pronunciamento do gestor, foi a vez do seu pai o ex-prefeito Hélio Brandão fazer uso da palavra pedindo empenho do grupo para a reeleição do deputado estadual Antônio Albuquerque e criticando veementemente a maneira como o prefeito Celso Luiz venceu a eleição, que segundo ele, foi no "tapetão". E finalizando suas considerações, o ex-prefeito de Mata Grande reforçou o pedido de união do grupo e desafiou o atual prefeito de Canapi a vencer as eleições de 2016 no voto. "Se este grupo permanecer unido a vitória é certa, pois eu quero ver se ele terá peito para ganhar da gente no voto e não puxando o tapete como ele fez com você Vavá" fazendo referencia ao ex-secretário de transportes do município  Vavá Mariano que foi impedido de disputar as eleições graças a uma manobra politica orquestrada pelo prefeito Celso Luiz.

Completando a lista de oradores da noite, também fizeram uso da palavra, o próprio Vavá Mariano, o ex-prefeito Zé Mariano, os vereadores Urso Biano e Aloisio Basílio e o professor Janielsom Vieira, candidato a vice na eleição passada pelo (PTN), partido que fez coligação com o PSDB do ex-prefeito Zé Mariano, o qual impedido pela justiça eleitoral, horas antes da eleição lançou sua neta candidata a prefeita. Em suas palavras Janielsom disse apoiar o grupo, no entanto, fez questão de dizer que ainda que todos desistissem, mesmo só ele seria candidato a prefeito em 2016.

Após as colocações de todas as lideranças locais e do município de Mata Grande, finalmente chegou a hora do tão esperado discurso do deputado estadual Antônio Alburquerque, que iniciou sua fala agradecendo a presença de todos e de pronto justificando sua nova aliança com o prefeito Jacob Brandão de quem foi adversário nas ultimas eleições ao apoiar o ex-prefeito Fernando Lou. "Sou antes de tudo um cidadão, faço politica respeitando não somente aqueles que votam comigo, mas também os meus adversários, porque eu entendo que a politica e o exercício cada vez mais forte e mais verdadeiro da democracia e a democracia é a relação saudável e respeitosa entre os homens e mulheres. Fiz e faço politica em Mata Grande, tenho no Fernando Lou, um aliado politico e um amigo, não o deixaria em qualquer circunstância e aqui não estaria se não fosse do conhecimento dele." 

Dando prosseguimento, o parlamentar criticou a forma que muitos candidatos ainda fazem politica, puxando tapete, subindo em palanques para esculhambar e falar desaforos. Disse que o povo não estar precisando disso, mas de alguém que venha para prefeitura, ser prefeito, morar na cidade, atender os problemas da segurança pública, da  saúde, da educação, da estrada vicinal, da falta da água e de todas as obrigações que são inerentes ao cargo de prefeito. Sobrou até para o ex-prefeito Zé Hermes, o qual o parlamentar criticou sua ausência na cidade durante os oito anos que foi prefeito do município, opinião esta que deixou alguns aliados politico do ex-gestor visivelmente incomodados "O Zé Hermes é meu amigo, não tenho nada contra ele, mas eu não posso dizer que ele estava certo sendo prefeito aqui e morando em Maceió, prefeito do Canapi tem que morar no Canapi, devia estar na legislação, devia ser proibido, o cidadão não pode ser prefeito de uma cidade e morar em outra" - Disse.

Antônio Albuquerque falou cerca de 25 minutos, e em resumo, deixou claro que não veio ao município para ser inimigo do prefeito, mas para enfrentar a eleição no voto e para isso disse achar importante que o grupo permaneça unido e quando achar conveniente possa apresentar como prefeito o melhor nome, aquele que realmente represente a vontade do povo.

Para o vereador Urso Biano, maior aliado politico do parlamentar no município  o encontro foi um momento de fortalecer um grupo que já é considerado forte, mas que através de alianças formadas com lideranças locais e da região e com o apoio incondicional do deputado Antônio Albuquerque pode se tornar imbatível.

Prefeitura salva duas “usinas” e o viaduto da Brandini

Talvez você não saiba leitor que Maceió tem duas usinas. Ambas estavam paradas desde a gestão do ex-prefeito Cícero Almeida, sabe-se lá por qual motivo.

A previsão é de que as duas voltem a funcionar a partir de outubro e vão ser fundamentais na redução de custos e no trabalho de recuperação das vias públicas esburacas da capital.

Uma usina de asfalto estava danificada, por isso, parada. Já está sendo recuperada e testada para produzir asfalto que será usado para tapar os buracos que tanto infernizam a vida dos condutores e para recapear ruas, avenidas e corredores de ônibus.

A outra usina, só que de reciclagem, parada há cerca de três anos, já está armazenando lixo produzido pela construção civil. Nesta usina os resíduos sólidos são transformados também em asfalto, só que de uma qualidade menos resistente, por isso será utilizado em ruas com pouco fluxo de veículos leves.

A vantagem para a administração pública quando ambas estiverem funcionando será, naturalmente, a redução de custos porque não mais terá que comprar o asfalto a empresas privadas e ruas mais limpas, pois o lixo da construção civil terá valor. Além disso, esse resíduo sólido também deixará de ser levado para ser tratado inadequadamente no aterro sanitário, o que também significa redução de despesa por parte do município que paga a concessionária do aterro pelo recolhimento do lixo.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Roberto Fernandes, o projeto é recapear, imediatamente, 40 Km.

Satisfeito com a recuperação das usinas, Fernandes anuncia que o viaduto da Brandini, no Bom Parto, que corria o risco de ser perdido, foi salvo.

Havia R$ 6 milhões do governo federal depositados na Caixa Econômica. Mas a Prefeitura não tinha acesso porque não tinha o projeto de construção e uma licitação feita na gestão anterior precisava ser refeita por ter problemas na planilha, ou seja, nos custos. O prazo para a solução das exigências era 30 de junho, mas foi conseguida a prorrogação e uma nova licitação será feita.

O dinheiro depositado na CEF será usado para o início das obras no entorno do futuro viaduto. O custo total da obra está orçado em R$ 18 milhões. E como ano que vem teremos eleições, a expectativa é de que a bancada federal atue junto a União por recursos no Orçamento e também que os deputados e senadores disponibilizem parte das suas emendas individuais para o viaduto.

Pelo menos, a turma da bancada federal terá discurso para pedir o nosso voto, não é mesmo?

Ex-deputado federal delator do “mensalão” elogia decisão do STF

O ex-deputado federal Roberto Jefferson parece ter ficado bastante satisfeito com a decisão do STF de ter aceitado os embargos infringentes de 12 réus. Os elogios foram muitos. Para ele o STF afirmou que a democracia não é o regime da passeata e sim o regime da lei. Roberto Jefferson diz que o que fica claro após a decisão é que a lei se saiu vitoriosa sobre a passeata.

Quem pensa que ele será beneficiado pela decisão, ou seja, terá um novo julgamento, engana-se. O ex-deputado foi condenado a 7 anos e 14 dias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Por ter sido o autor das denúncias que revelaram para a nação a existência o “mensalão”, foi beneficiado com a redução de um terço da pena e ainda escapou do regime fechado.

Abandono da Orla: Prefeitura envia esclarecimentos ao blog

Depois que este blog foi porta-voz ao publicar nesta terça-feira (17), um texto com o título: O abandono da orla. Um alerta a Rui que está levando “bola nas costas”, revelando a insatisfação de moradores que curtem os domingos no calçadão da Orla e também em parte da Avenida Sílvio Vianna, que fica interditada, a Prefeitura de Maceió, através da Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Cidadania e da Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano, nos encaminha os seguintes esclarecimentos:

Caro jornalista Voney Malta, 

sobre o post  " O abandono da orla. Um alerta a Rui que está levando bola nas costas", a Secom esclarece:

O secretário municipal de Segurança Comunitária e Cidadania, Edmilson Cavalcante, informa que a secretaria possui equipe de orientação e supervisão dos Guardas Municipais escalados para realizar a segurança da orla aos domingos - no trecho da área do Sete Coqueiros até o antigo clube Alagoinhas – o grupamento Bike Patrulha. Segundo ele, o diretor operacional do órgão, Moacir Valdevino, está tomando as devidas providências, inclusive, o encaminhamento dos fatos relatados pela imprensa à Corregedoria para que as medidas necessárias sejam tomadas.

Quanto aos ambulantes, a Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) informa que, na última quinta-feira, foi realizada uma vistoria para detectar problemas na orla, para que sejam feitas melhorias no local.

Cordialmente,

ASSESSORIA SECOM/MACEIÓ

 

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