Qualquer um pode ver o vice-governador José Thomaz Nonô na paradisíaca Barra de São Miguel. Porém, enquanto pesca peixinhos, está de olho na movimentação dos tubarões das eleições de 2014, uma competição que muitos participam, mas poucos alcançam o objetivo.


Com tempo pra avaliar o novo cenário criado pelo governador Vilela, Nonô já tomou algumas decisões importantes. Reúne segunda-feira (13) “a companheirada do DEM” para fazer uma leitura do presente e do futuro;  combinado com Vilela vai intensificar a participação no governo; é candidato a um cargo majoritário; vai conversar com todos os atores políticos, indiscriminadamente.


Quanto ao cargo majoritário, ele já decidiu que não vai pra disputa proporcional – durante 24 anos foi deputado federal - nem que lhe fosse dada de presente. Com o passar do tempo irá decidir se disputa o governo ou o senado. E pra vice, que também é majoritário, pergunto? “Não sei. Nem pensei”, diz. 


Mas o que Nonô vai fazer é avaliar tudo e conversar com todos, tanto no plano nacional quanto no local. “Não tenho problema com nada nem com ninguém. Não compro briga de graça, já aprendi”. Recentemente falou com o senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB), com quem marcou um encontro em São Paulo. Tem, ainda, muita proximidade com pessoas ligadíssimas ao também presidenciável Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco.


Sobre o fortalecimento do nome do deputado federal Alexandre Toledo (PSB) para o governo, José Thomaz o avalia como “excelente quadro como sustentáculo de Eduardo Campos. Toledo foi meu eleitor a vida inteira”, afirma. 


Como político tem que ter perspectivas, o vice-governador José Thomaz Nonô, claramente, já traçou as suas. Conversar com todos e seguir o melhor caminho com as opções já definidas.


Política é resultado. E só.