João Caldas, do partido Solidariedade, já circula nos corredores da Câmara dos Deputados no exercício do mandato no lugar de Arthur Lira (PP), que tirou hoje (11) uma licença de 123 dias, ou quatro meses.


Segundo fui informado, o deputado federal Arthur vai se dedicar a organizar o partido e acompanhar os passos do seu papai, o senador Benedito de Lira (PP), nas articulações para concorrer ao governo de Alagoas em 2014.


Enquanto isso, Caldas está no ambiente que mais gosta; os corredores e os gabinetes dos poderosos em Brasília. E sem perda de tempo já procurou o líder do governo na Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para informar e articular que já preparou uma indicação propondo anistia para os municípios objetivando retirá-los do famigerado CAUC (Cadastro Único de Convênios), uma espécie de SPC-/Serasa - dos municípios ou dos estados que devem documentos ou dinheiro à União e ficam impedidos de realizar novos convênios e receber dinheiro novo.


Um forte argumento utilizado por João Caldas é o exemplo constatado em diversos municípios alagoanos. Na época em que a CEAL era administrada pelo governo alagoano, o próprio Estado e os seus órgãos da administração direta e indireta não pagavam pela energia utilizada a companhia, nem os municípios também eram cobrados. Ou seja, ninguém pagava a ninguém e tudo era decidido na política, ou será politicagem?


Depois da federalização da CEAL, hoje Eletrobras, a conta do passado apresentada pelos novos donos da Companhia ficou imensa. Um município como Porto Calvo, por exemplo, renegociou o seu débito e hoje paga R$ 120 mil por mês.


João Caldas diz que o povo é que vem sendo penalizado com essa “camaradagem” uma vez que o pagamento do débito tira dinheiro que poderia ser investido no município.


Será?