O governador Vilela foi chamado de “banana” pelo senador Fernando Collor (PTB) durante encontro com jornalistas. É que sete anos depois a segurança pública é um desastre completo. Sinceramente, não sei se o governador é um “banana”. Acho que banana sou eu, é você, caro leitor, são os pais, amigos e parentes dos militares mortos, dos Paulos, Josés, Antônios, enfim, dos alagoanos que vêm tombando nos últimos anos e dias.
No governo Ronaldo Lessa existiam 8 mil PMs. No governo Vilela, hoje, sete anos depois, são 5.400, dos quais cerca de 3 mil atuam na segurança pública. É muito pouco, é quase nada, é um número pequeno, reduzido, é um descaso conosco.
Pois bem, o Brasil Mais Seguro não está adiantando porque o governo alagoano não faz a sua parte quanto aos investimentos sociais nas áreas mais violentas e desassistidas. Não há escolas em tempo integral, quadras esportivas, policias, delegacias, etc.
Assim tombou Paulo Trindade, o Paulo Marmita, durante um assalto, como tantos outros pais e filhos têm tombado vítimas da insegurança. O danado é que tantos outros vão tombar nos próximos dias e meses.
A não ser que o governador entregue a segurança pública ao Governo Federal; desde que a presidente Dilma Rousseff se comprometa a enviar para Alagoas alguns milhares de policias. Se assim não for, não serve.
O certo é que hoje estou com medo. Saio muito pouco de casa, por hábito, e agora é que vou evitar ainda mais. Quem tem arma legalizada sabe que quase não adianta portá-la quando se está sozinho e ainda mais com a família e amigos pois os marginais têm a grande vantagem da surpresa.
E assim ficamos como bananas chorando os “Marmitas” com bastante medo!