De acordo com pesquisas realizadas por institutos alagoanos para consumo interno, a imagem do governador Vilela está se esvaindo. Dados apontam uma queda para cerca de 15% de aprovação. Tudo tem relação direta com o caos na saúde, educação e segurança pública. Nada é inventado, pelo contrário. Enquanto a propaganda oficial mostra o mundo tucano perfeito, a realidade teima em existir ainda mais forte a cada dia.
O danado é que dificilmente esse quadro poderá ser revertido. Caso seja candidato em 2014 ao Senado Federal, o governador terá que deixar o mandato em abril, seis meses antes das eleições, o que significa que restam pouco mais de cem dias no comando de Alagoas. Ou seja, o tempo é excessivamente curto para reverter o caos construído em setores estratégicos que influenciam diretamente na vida da população.
Se há imenso desgaste com a opinião pública, com a classe política isso também vem numa crescente. Prefeitos alagoanos estão imensamente insatisfeitos. O repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que atende toda a educação básica, da creche ao ensino médio, não vem sendo feito no prazo correto.
Do que é arrecadado, por exemplo, até o último dia útil, que é uma sexta-feira, tem que ser repassado até o segundo dia útil da semana seguinte. E isso não vem sendo feito, segundo me confidenciou um prefeito alagoano, que ainda afirmou que todos os Estados cumprem o prazo, menos Alagoas, e que a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) precisa agir.
Assim, de pó em pó, de insatisfação em insatisfação, de crise em crise, uma personalidade política pode estar se esvaindo lentamente.