Depois da surpresa pelo anúncio de que o governador Vilela vai concluir o mandato, partidos e lideranças políticas de oposição não perderam tempo e já começaram a analisar o cenário.
Uma dessas avaliações concluiu que o governador, sabedor de que não tem voto porque a administração tucana não tem aprovação popular, desistiu da disputa contra o senador Collor (PTB) e a vereadora Heloísa Helena (PSOL). Simples assim.
Seguindo essa linha de raciocínio, caso Vilela saísse do governo para disputar o pleito com o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) sendo candidato para substituí-lo - Nonô já havia declarado que só seria candidato se assumisse as rédeas do Executivo – ele só teria chances de sair vitorioso caso mudasse o estilo de administração e criticasse o que não vem dando certo na Saúde, Educação e Segurança. Isso significa que Nonô faria e tentaria ser o contraponto, o diferente. Esse posicionamento respingaria negativamente na candidatura de Vilela ao Senado. Como todos sabem, o vice-governador tem estilo próprio de ser e fazer política.
Aqueles que avaliam o cenário político dessa forma sabem que o pragmatismo é fundamental nessa atividade. Assim, duvida-se que o governador vá apoiar completamente qualquer candidato do seu grupo, especialmente o senador Benedito de Lira (PP). Usando o pragmatismo como ferramenta a pergunta feita é: o que o senador Biu e o seu filho Arthur darão a ele (Vilela)?
Outra questão é que Biu de Lira, sendo candidato, irá representar a continuidade do governo do PSDB. Pra ele estará voltado todo o desgaste existente. Com essa visão acredita-se que o governador Vilela vai se preocupar mesmo é em terminar bem a sua gestão e não vai sangrar ainda mais por nenhuma candidatura dos partidos aliados.
Já do lado dos partidos de oposição estão sendo aprofundadas avaliações para uma chapa formada por Renanzinho e o ex-prefeito Cícero Almeida como vice.
Naturalmente, outras alternativas também são estudadas.