Sobre tudo o que foi dito na manhã desta quinta-feira (26) pelo governador Vilela, durante coletiva, é preciso entender que ele fez os anúncios das medidas de segurança para esvaziar a manifestação dos militares em frente ao palácio do governo, prevista também para esta quinta.


Outro detalhe importante é que em nenhum momento Vilela tratou do tema realinhamento salarial dos militares. Depois, como político que não tem mais o que fazer após sete anos no comando sem tomar as devidas medidas para enfrentar a insegurança, viajou, dizem para Brasília. Tudo bem pensado.


A estratégia do governador também foi uma bofetada na cara da comissão de deputados da Assembleia Legislativa. Formada por seis membros, Flávia Cavalcante (PMDB), os petistas Judson Cabral e Ronaldo Medeiros, Jeferson Morais (DEM), Val Gaia (PSDB) e Antônio Albuquerque (PRTB), ficaram, todos, indiscriminadamente, a ver navios.


Inicialmente foi essa comissão que encaminhou os militares para negociar com o chefe do Executivo.


Pois bem, sequer o líder do governo na ALE, deputado Val Gaia, tinha conhecimento da coletiva nem do que seria anunciado.


Pior ainda foi o governador afirmar que não recebeu qualquer documento solicitando o dinheiro do décimo terceiro, salário, férias, dos servidores, um entendimento de boca praticado nos últimos seis anos pelo governador e Mesa Diretora. Recebeu. Todos os parlamentares da comissão confirmam o encaminhamento do documento necessário.

De qualquer forma, o governador agora joga os militares contra o Legislativo. A aprovação de algumas medidas dependeria dos parlamentares. Essa foi toda a estratégia do governador e isso está muito visível.

Enganou a todos, inclusive ao povo que exige segurança, sete anos depois.