Voney Malta

Decreto de emergência de Rui Palmeira na Saúde causa calafrios!

A decretação de situação de Emergência na Saúde em Maceió assusta bastante porque comprova que o prefeito Rui Palmeira errou feio na escolha do gestor anterior, João Marcelo Lyra.  Outro problema é que o decreto de Emergência nos remete a uma lembrança muito ruim, muito ruim mesmo.

Não sei se vocês lembram que, no início deste ano, mais da metade dos prefeitos alagoanos, ao assumirem os seus cargos, decretaram estado de Emergência porque o município teria sido entregue quebrado, esculhambado, esse era o argumento.

Em muitos casos era tudo mentira. O que alguns queriam era fugir da obrigação de fazer licitação. O Ministério Público prometeu investigar, assim como o Tribunal de Contas, o que causou a desistência de muitos dos novos caciques municipais.

E o que causa calafrios, muitos calafrios mesmo, é que essa história nos remete ao governo do também tucano Vilela. Você lembra-se do decreto de Emergência na educação, por exemplo? Pois é. Tetos de escolas caíram, decretaram emergência e nada da questão foi resolvida. Tantas denúncias surgiram sobre contratos feitos sem licitação baseados no tal do decreto.

E agora vem esse decreto de Emergência na Saúde, além da possibilidade de também ser decretada Emergência na Educação.

Se o planejamento público é decretar emergência, fazer compras, tomar decisões sem licitação, isso dá calafrios fortes. E pelo histórico em Alagoas, assusta e muito.

Ainda mais quando percebemos que além do erro na escolha do secretário de Saúde de Rui, quase um ano depois percebemos que faltou - ou falhou? -  planejamento na Saúde da capital.

Uma pena. Contabilizamos um ano perdido. Um ano de sofrimento pra tanta gente que precisa.  

Muita promessa foi feita na campanha, ou alguém esqueceu?

Resposta da SMCCU ao Blog

Publico na íntegra resposta da SMCCU a um texto divulgado neste blog no último dia 7 de outubro com o título: “No trânsito e nas calçadas salve-se quem puder. É a crise de educação e de autoridade”.

 Aproveito para garantir a qualquer cidadão, assim como a representante de empresa pública ou privada, que esse direito de apresentar explicações e opiniões será sempre respeitado e publicado, desde que respeitosos e esclarecedores.

Abaixo a resposta da SMCCU. Em seguida o texto que motivou o esclarecimento para que o leitor tire as suas conclusões. 

                   Resposta da SMCCU ao Blog de Voney Malta

A Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), em reposta a uma publicação do dia 08/10/13, no Blog de Voney Malta, vem informar que o órgão mantém equipes de fiscalização percorrendo, diariamente, toda a cidade de Maceió para coibir irregularidades em calçadas de diversos bairros.

No caso específico da Avenida João Davino, na Jatiúca, o Departamento de Fiscalização e Posturas informa que já realizou notificações a diversos proprietários de imóveis e fez a retirada de equipamentos que obstruíam o passeio público. Em outros casos, o setor aguarda a tramitação de processos para fazer melhorias na região.

O setor informa ainda que mandará uma equipe de fiscais ao local para verificar possíveis irregularidades cometidas pelas lojas. Segundo o diretor de fiscalização da SMCCU, Jamerson Oliveira, o grande problema é a reincidência dos comerciantes à irregularidade.

“Nós mandamos retirar o equipamento, o proprietário retira, mas, logo após a nossa saída, ele volta a obstruir a calçada. Nossa fiscalização é constante, mas não pode percorrer a cidade e coibir tudo de uma só vez”, disse o diretor.

Ao constatarem irregularidades, como piquetes, barras de ferro, rampas mal feitas ou placas e coberturas que obstruem a passagem de pedestres, os fiscais notificam o proprietário do imóvel para que ele faça a retirada do equipamento. Caso não seja cumprida a determinação, uma equipe do setor de Demolição da SMCCU vai até o local para fazer a remoção.

Construção ou Reforma de Imóveis

A SMCCU, por meio da Comissão de Acessibilidade, é a responsável por avaliar e aprovar projetos para a construção ou reformas de imóveis em Maceió. O objetivo é garantir segurança, conforto e autonomia a todos os cidadãos, principalmente, aos portadores de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida.

Composta por engenheiros da superintendência, a Comissão trabalha, primeiramente, com a análise do projeto de Alvará de Construção observando as condições adequadas de acessibilidade.

Concluídas as obras, a Comissão vai até o local para verificar se tudo foi realizado de acordo com o projeto apresentado inicialmente. A partir daí, o órgão emite o Habite-se certificando que a edificação está em condições de ser habitada.

Segundo Claudilson Sampaio, engenheiro da SMCCU, um dos objetivos dessas exigências é padronizar as calçadas da cidade.

“Há vários anos, estamos cobrando nos projetos de construção de imóveis uma padronização das calçadas, pois elas devem ser antiderrapantes, ter sinalizações táteis de alerta e identificar as faixas de pedestres e de serviços, onde são instalados postes e placas”, afirmou.

A fiscalização da superintendência segue o que determina o artigo 339, do Código de Urbanismo e Edificações do Município, onde é informado que compete ao proprietário ou possuidor de cada terreno a construção, reconstrução e conservação dos passeios públicos, inclusive cumprindo os requisitos de durabilidade e facilidade de manutenção.

Abaixo o texto publicado no dia 7 de outubro:

No trânsito e nas calçadas salve-se quem puder. É a crise de educação e de autoridade

Ao sair de casa a gente tem que estar preparado para usar totalmente a paciência e a tolerância. Isso se quisermos retornar inteiros. Se estivermos no trânsito é susto por todos os lados. Olhamos por um retrovisor e nos assustamos quando um motociclista nos ultrapassa pelo lado contrário tirando um fino daqueles.

Na Avenida João Davino, na Jatiúca, já há um bom tempo as calçadas deixaram de servir aos pedestres. Elas foram tomadas, roubadas. Farmácias, hotéis, pousadas, escritórios, enfim, fazem da calçada um prolongamento do negócio particular ao transformá-la em estacionamento.

Daqui a alguns anos, o número de idosos irá aumentar. Do jeito que as coisas caminham, os futuros senhores estarão impedidos de ir e vir por falta de autoridade e educação.

O transporte clandestino disputa com os ônibus que circulam em Maceió. Invadem calçadas para chegarem primeiro nos pontos. Uma guerra por passageiros.

Em todos os casos citados, a fiscalização cabe ao poder público, a autoridade pública. Mas que parecem fechar os olhos, simplesmente.

As calçadas invadidas e a permissão de funcionamento dos empreendimentos comerciais cabem a fiscalização a SMCCU (Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano) e a SMTT (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito). A esta também cabe fiscalizar os clandestinos e o modo perigoso como guiam os motociclistas.

Caso não atuem e fiscalizem, falta autoridade e existe omissão. E então tudo é uma grave crise de responsabilidade e de educação

 

 

A greve, o sofrimento do povo e o desrespeito dos banqueiros e bancários

A greve dos bancos está próxima de completar um mês. Mas o entendimento está muito distante. A Federação Nacional dos Bancos oferece 7,1%. O Comando Nacional dos Bancários quer 11,93%, além de aumento no piso salarial para os caixas e na participação de lucros.

O número de pessoas em busca de crédito diminuiu. O comércio prevê perdas significativas nas vendas podendo chegar a 30% em regiões como o Nordeste, onde o hábito do uso do dinheiro em espécie é bem maior do que em outras regiões.

Contudo, os efeitos da greve são mais sentidos, como sempre, pelo povo. Aposentados, pensionistas, pessoas doentes que precisam comprar remédios, fazer feira e pagar as suas contas são os mais perversamente atingidos. Ou seja, os bancários estão mesmo é castigando as pessoas mais necessitadas, que mais precisam do sistema.

Será que não seria mais inteligente deixar um ou dois bancos - tomando Maceió como exemplo - funcionando pra atender especificamente esse tipo de cliente? Assim, o ruim, o impiedoso, seria o banqueiro, não o bancário como o povo está achando e sentindo raiva agora.

É que através da tecnologia, da internet, empresas e cidadãos de classe econômica mais elevada conseguem resolver diversas pendências. Pagam contas, fazem transferência, tiram dinheiro de caixa eletrônico ou em casa lotérica, recebem o pagamento do salário, enfim, uma série de questões pode ser resolvida. Mas o povão não. O povão tá é %&#@$ e mal pago!

Observem que os banqueiros patrocinam os principais meios de comunicação, os principais eventos. Patrocinam até o Jornal Nacional, da Rede Globo. Por isso não vemos notícias negativas sobre a greve e o sofrimento do povão.

A greve é justa, isso nem se discute. Todo banqueiro é um filho da @&*$% que só pensa no lucro e não está nem aí pros bancários e pro povo. O lucro dos bancos nos últimos sete anos cresceu 120%, ou 55% acima da inflação.

Aliás, desconfio que os banqueiros devam mesmo é estar felizes porque a greve faz com que eles economizem energia, água, material de escritório, transporte.

Por isso acho que os bancários deveriam ser criativos, inventar algo que beneficie os mais simples, humildes e necessitados. E não simplesmente repetir o que fazem outras categorias como rodoviários, taxistas, sem-teto, sem-terra, enfim, que quando protestam atingem mesmo é o povo fechando ruas, avenidas e rodovias.

Quem tem que sentir no bolso e no estômago não é o povo, como mais uma vez está ocorrendo.

Uma pena que o “pau só arrebenta nas costas dos mais fracos”.

 

Estamos de volta aos tempos dos cangaceiros, bandoleiros e justiceiros?

Apesar do impressionante desenvolvimento tecnológico alcançado nas últimas décadas em todas as áreas do conhecimento humano, a cada dia que passa tenho a impressão de que algo nos puxa sempre para uma outra época, como se quisesse que nunca nos afastássemos dos períodos mais terríveis e violentos da nossa história: A dos cangaceiros, bandoleiros  e justiceiros que infestavam o sertão nordestino até meados do século passado.

Para impressionar as crianças e adolescentes, fatos eram contados pelos mais velhos de forma assustadora. Diziam que os cangaceiros e bandoleiros, depois que matavam uma família, pegavam criancinhas, jogavam pra cima e aparavam  com um daqueles punhais que de tão grande mais parecia uma espada. Verdade ou mentira? Não sei. As versões sobre bandoleiros e justiceiros também eram impressionantes. Mas isso é outra história.

Quando vemos no sertão dez, doze bandidos ocuparem uma cidade logo penso no tempo dos cangaceiros. Uma das diferenças para essa época é o fato de que agora eles querem o dinheiro dos bancos, ao contrário do passado, quando queriam tomar dos moradores de uma cidade. Esses moradores até se reuniam para enfrentar os cangaceiros, o que não fazem agora, é claro, porque nada é tomado deles. E a polícia, em número ínfimo e sem estrutura, nada faz, nada pode fazer, corre e se esconde como antigamente.

Portanto, vejo semelhanças demais. Os cangaceiros de hoje dominando tudo, amedrontando a todos, matando, destruindo famílias, menos as nossas autoridades, assim como era no tempo dos cangaceiros, bandoleiros e justiceiros.

E quando o povo consegue por as mãos em um ladrão desses, a pancadaria come solta. São os justiceiros.

Enquanto isso o governador Vilela recupera-se de um abalo em sua saúde com as mortes e a violência desgraçando a vida de tantos.

Desejo melhoras sinceras ao chefe do Executivo. Mas lembro que ele ainda não pediu desculpas pelas velinhas acesas da propaganda que comemorava o fim da violência em Alagoas.

De fato, mais uma semelhança com o século passado dos cangaceiros, justiceiros e bandoleiros, quando a maior autoridade não estava nem aí para o sofrimento enfrentado pelo povo.

Será que estamos voltando ao tempo em que a lei era a do mais forte?

 

 

No trânsito e nas calçadas salve-se quem puder. É a crise de educação e de autoridade

Ao sair de casa a gente tem que estar preparado  para usar totalmente a paciência e a tolerância. Isso se quisermos retornar inteiros. Se estivermos no trânsito é susto por todos os lados. Olhamos por um retrovisor e nos assustamos quando um motociclista nos ultrapassa pelo lado contrário tirando um fino daqueles.

Na Avenida João Davino, na Jatiúca, já há um bom tempo as calçadas deixaram de servir aos pedestres. Elas foram tomadas, roubadas. Farmácias, hotéis, pousadas, escritórios, enfim, fazem da calçada um prolongamento do negócio particular ao transformá-la em estacionamento.

Daqui a alguns anos, o número de idosos irá aumentar. Do jeito que as coisas caminham, os futuros senhores estarão impedidos de ir e vir por falta de autoridade e educação.

O transporte clandestino disputa com os ônibus que circulam em Maceió. Invadem calçadas para chegarem primeiro nos pontos. Uma guerra por passageiros.

Em todos os casos citados, a fiscalização cabe ao poder público, a autoridade pública. Mas que parecem fechar os olhos, simplesmente.

As calçadas invadidas e a permissão de funcionamento dos empreendimentos comerciais cabem a fiscalização a SMCCU (Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano) e a SMTT (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito). A esta também cabe fiscalizar os clandestinos e o modo perigoso como guiam os motociclistas.

Caso não atuem e fiscalizem, falta autoridade e existe omissão. E então tudo é uma grave crise de responsabilidade e de educação.

 

A Subcomissão do Senado e a estiagem em AL. Qual é o plano de Vilela?

A instalação no Senado da Subcomissão Permanente sobre Obras de Preparação para a Seca, esta semana, repercutiu positivamente na imprensa em todos os estados, especialmente nos do Nordeste. A exceção foi aqui, Alagoas, onde não houve a divulgação que o tema merece.

O objetivo da Subcomissão, proposta com sensatez pelo presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Fernando Collor (PTB-AL), é discutir permanentemente ações preventivas, sugerir políticas públicas capazes de propiciar as condições necessárias para a execução de obras que permitam à população do semi-árido o enfrentamento das longas estiagens, sem os prejuízos catastróficos que afetam a todos nós.

Pois bem, Alagoas vive a maior seca das últimas décadas. Os municípios do sertão e agreste permanecem sob decreto de emergência. Ou seja, o inverno terminado recentemente não foi capaz de diminuir os prejuízos sociais e econômicos causados pela estiagem e pela falta de uma política de ação e prevenção por parte do governador Vilela para enfrentar a estiagem passada e a sua continuidade.

A situação é de muita preocupação. As previsões são de outra estiagem até mais forte. O pior é que não se tem conhecimento de medidas ou ações planejadas pelo Governo de Alagoas para enfrentar o quadro atual e futuro. Sequer o governador Vilela iniciou qualquer articulação com a bancada federal para programar ações, antecipadamente, e também maior ajuda por parte do Governo Federal.

Vale lembrar que, há alguns meses, Alagoas recebeu recursos federais para usar nos municípios em estado de emergência. O dinheiro ficou parado, congelado, na conta do governo por cerca de sete meses porque simplesmente faltaram ação e plano. Erro esse que torna a se repetir.

Enquanto isso, em Pernambuco, o governo compra ração para animais, paga o frete e ajuda financeiramente os atingidos pela seca. Puro planejamento, responsabilidade e compromisso com a questão social e econômica.

O fato é que hoje, agora, o clima está quente e seco no sertão e agreste de Alagoas. Daqui a alguns dias o solo estará rachado, esturricado, sem vida e duro que nem pedra. O cheiro de morte de gente e de animais espalhado pelos baixios e altos já sem cor, acinzentados.

O silêncio assustador é quebrado apenas pelo vento empoeirado que, de vez em quando, aparece parecendo que carrega as esperanças dos desgraçados pra bem distante. O sertanejo reza, faz novena, vai à missa e faz promessa pra Frei Damião.

Daqui a alguns meses começa o processo eleitoral. Como de hábito, soluções de momento serão apresentadas e o voto pedido. É uma indústria que se repete, que teima em não desaparecer e se perpetua desgraçadamente deixando miséria e mortes.

É uma indústria de sofrimento repetido que beneficia a poucos porque rende votos.

Será este o plano do governador Vilela?

Abaixo o endereço da reportagem publicada sobre a Subcomissão:

http://www.brasil247.com/pt/247/alagoas247/116587/NE-ganha-Subcomissão-de-Preparação-para-a-Seca.htm

João Caldas fala sobre mudanças no quinto, denúncias de JHC e Marina no Solidariedade

Em Brasília desde domingo (29), o suplente de deputado, João Caldas, age como se estivesse no pleno exercício do mandato. São reuniões, visitas e articulações no ritmo de um político cheio de compromissos. Autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 204/2012, apresentada por ele no ano passado quando exerceu o mandato por quatro meses em substituição ao então candidato a prefeito de Maceió, Rui Palmeira, Caldas comemora a criação de uma Comissão para analisá-la, propor emendas ou não, e encaminhá-las para votação em plenário, após dez sessões ordinárias.

Essa PEC, caso aprovada, determina que os órgãos de representação dos membros do MP e dos advogados enviarão lista tríplice ao chefe do Poder Executivo competente, que escolherá um dos nomes para indicação ao tribunal. Na prática, os órgãos de representação deixarão de encaminhar a lista com seis nomes para o TJ, TRT, enfim, para um tribunal, que escolhe três e encaminha para decisão do chefe do Poder Executivo.

E qual o motivo para João Caldas lutar tanto e vibrar demais pelos desdobramentos que essa PEC vem tendo? Disse-me ele que usou suas amizades e influência para que as OABs e os MPs fossem beneficiados. Mas também porque acha um erro desembargadores escolherem um representante de outra categoria. Para ele, a forma atual fragiliza as instituições, MP e OABs, porque precisam pedir favores e fazer política.

Entretanto, só atentou para o fato depois de ver o seu filho, o deputado estadual João Henrique Caldas, afastado do mandato de deputado por decisão de um desembargador que conseguia influenciar outros desembargadores que precisaram pedir favores para serem indicados para o tribunal.

A presença de João Caldas, na capital federal, também está servindo para acompanhar e participar das articulações do seu partido, o Solidariedade. E quem está a ponto de se filiar ao partido é a presidenciável Marina Silva, que dificilmente irá conseguir registro para o seu partido, o Rede Sustentabilidade, na Justiça Eleitoral.

Por fim, pergunto a João Caldas se há preocupação com o enfrentamento iniciado pelo seu filho, o deputado João Henrique Caldas, ao denunciar supostas e graves irregularidades na Assembleia?  Sem demora, João caldas diz que há preocupação.  “Quem conhece os meandros da política, é de se preocupar. Como Alagoas perdeu, no passado, a chance de virar essa página, ele está fazendo um bem grande a sociedade, com coragem. Alguém precisava fazer e eu não o desencorajo nem tento influenciar. Ele é equilibrado. Não acusa nem denigre ninguém”.

Nova leva de médicos cubanos desembarca no Brasil

250 novos médicos desembarcaram na madrugada desta quarta-feira (2). Até o final desta semana a previsão é de que cheguem ao Brasil 2 mil médicos cubanos inscritos no Programa “Mais Médicos” do Governo Federal. Até o final deste ano o número total só de cubanos por estas paragens deverá ser de 4 mil profissionais, calcula o Ministério da Saúde.

Apesar da rejeição de diversas lideranças dos médicos brasileiros, muitas até preconceituosas, o programa poderá quebrar paradigmas e melhorar o funcionamento da saúde nos lugares mais distantes do Brasil. E, quem sabe, influir também na forma, na visão e nos objetivos com os quais foram e são formados os profissionais da saúde em nossas universidades.

É que está ficando cada vez mais impregnado em todas as profissões que o objetivo final e único de tudo é o dinheiro. É importante, mas não pode ser apenas isso.

Assim como, de nada vai adiantar a presença dos médicos nos lugares mais pobres, distantes e abandonados se não existir o mínimo básico e necessário para realização de consultas e exames, ou, pelo menos, numa localidade próxima.

Que sejam bem vindos, apesar da reação negativa – e até preconceituosa, de representantes da categoria médica.

Abaixo, matéria sobre a chegada de mais médicos ao Brasil

Cubanos dizem que objetivo de sua vinda é ajudar a melhorar saúde da população

Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Ao desembarcar, na madrugada de hoje (2), em Brasília, médicos cubanos disseram que o objetivo de sua vinda para o Brasil é humanitária e que pretendem ajudar a melhorar a saúde da população. "Eu acho que trabalhar nas áreas carentes é uma grande experiência para todos nós. É muito lindo ajudar todo o povo que necessita de nossa ajuda, de nosso trabalho", disse a médica Roxana Galliardo. "Minha expectativa é ajudar o povo brasileiro a melhorar sua saúde. Tenho 20 anos de experiência e já trabalhei em outros países, como a Venezuela e o Paraguai, em áreas muito carentes", reforçou Ramon Flore.

Marcado para as 22h40 de ontem (1º), o desembarque de mais de 250 profissionais só ocorreu por volta da 1h. Um pequeno grupo aguardou os médicos estrangeiros para dar-lhes boas-vindas, com bandeiras de Cuba e do PT. A médica Lázara López também ressaltou que veio para contribuir. Chegando para receber entre 40% e 50% do total do pagamento de R$ 10 mil repassado pelo governo brasileiro, Lázara não faz comparações entre trabalhar em Cuba ou no Brasil. "Não é questão de ser ou não vantajoso para nós. Nós só fazemos isso por solidariedade".

Até o fim da semana, 2 mil médicos cubanos terão chegado ao Brasil. Na segunda-feira (7), esses profissionais iniciarão um curso com duração de três semanas, com aulas de saúde pública e língua portuguesa. Além dos 2 mil cubanos, os 149 médicos com diploma do exterior que foram selecionados para a segunda fase do Programa Mais Médicos iniciam o curso na próxima segunda-feira. As aulas ocorrerão no Distrito Federal, em Fortaleza, Vitória e Belo Horizonte. Em seguida, eles seguirão para os municípios em que vão atuar.

Na primeira fase do Mais Médicos, 400 profissionais cubanos chegaram ao Brasil e passaram por curso de formação e avaliação. A previsão do Ministério da Saúde é trazer ao país, até o fim do ano, 4 mil médicos cubanos. Esses profissionais vêm ao Brasil por meio de um acordo intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e, por isso, não precisam passar pelo Revalida (Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior). Eles terão um registro provisório válido por três anos e apenas para o local designado pelo programa.

Salve-se quem quiser! Cadin é implantado para aumentar arrecadação e evitar penalidades

Ser prefeito e não ter conhecimento de como deve funcionar a administração pública quase sempre termina nas barras dos tribunais e um montão de dinheiro gasto com advogados. Outras vezes, acaba com alguns dias, ou meses, numa prisão, sem falar no risco de ficar impedido de exercer cargo público. A dor de cabeça pode ser imensa.

Por falta de conhecimento técnico ou assessoria preparada para tal, o gestor se enrola numa teia de processos que pode custar caro. O ente público, por exemplo, não pode contratar com uma empresa que possua débitos tributários. Em tese, e dependendo do caso concreto, pode configurar crime contra a Lei de Licitação e crime de responsabilidade, além de configurar ato de improbidade administrativa.

Por causa desses riscos, começa a ser implantado em Alagoas o Cadin (Cadastro de Inadimplentes Municipal). O município de Barra de São Miguel é o primeiro a instalar esse procedimento, que também visa aumentar a arrecadação. 

Significa, também, a proteção da realização de futuros negócios que envolvam a concessão de crédito.

E, na hipótese da inscrição de débitos fiscais, o devedor ficará impedido de obter certidão negativa de débitos tributários, celebrar convênios, participar de licitações, firmar contratos com a Administração Pública, gozar de benefícios fiscais condicionados, incentivos financeiros ou quaisquer outros benefícios concedidos pelo Município, além de obter repasse de valores de convênios ou pagamentos referentes a contratos administrativos, além das implicações perante terceiros impostas pela inclusão no cadastro de inadimplentes.

Ou seja, começa a ser implantado em Alagoas uma nova modalidade de controle.  O escritório responsável por esse trabalho é o PGL Advocacia e Consultoria. A AMA – Associação dos Municípios Alagoanos, já encaminhou para todos os prefeitos ofício elogiando esse novo tipo de serviço.

Agora é esperar pra saber se os prefeitos estão preocupados com o futuro.

Portanto, salve-se quem quiser!

Justiça quebra sigilo fiscal e bancário de homem forte do PSDB

O vereador pelo PSDB da cidade de São Paulo, Andrea Matarazzo, teve o seu sigilo fiscal e bancário quebrado por determinação da Justiça Federal paulista. Ele é considerado um importante membro do tucanato paulista com influência em todos os governos desde Mário Covas, passando por José Serra, Geraldo Alckmin e até Fernando Henrique Cardoso.

Andrea Matarazzo é suspeito de ter arrecadado propinas superiores a US$ 20 milhões junto à empresa francesa Alstrom. Parte desse dinheirão teria sido utilizada no caixa dois da campanha que levou FHC a cumprir o segundo mandato como Presidente do Brasil. Além de Matarazzo, outras dez pessoas ligadas ao PSDB também tiveram os sigilos quebrados.

Essa decisão atinge duramente o coração do PSDB¶ não só lá na Avenida Paulista, é certo. A quebra de sigilo vai de 1997 ao ano 2000. De acordo com investigação da PF, os pagamentos de propina a servidores do governo – agentes públicos - do PSDB teriam ocorrido para viabilizar contratos nas áreas de transportes, energia e abastecimento.

Várias empresas no exterior foram usadas no esquema e muitos “donos” de empresas já “abriram o bico” e confessaram tudo em depoimento aos delegados. E mais: O Matarazzo, tucano mais importante dessa história tinha conhecimento de tudo porque era secretário de Energia e presidente do conselho administrativo da EPTE. A Polícia Federal afirma que os indícios são muito fortes de que Matarazzo tenha se beneficiado juntamente com o PSDB.

Este será um mote importante pra eleição de 2014. Há munição de todos os lados, contra todos os lados. A batalha pelos votos durante a campanha eleitoral será dura e suja, talvez.


 

 

 

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