Não será a primeira vez que um membro do Ministério Público Estadual comanda a Defesa Social. No final dos anos 90, governo Ronaldo Lessa, Antônio Arecippo tomou pra si o comando. O que ocorreu de mais importante naquela época foi a proximidade do Estado com os promotores. E só. Ele sequer demorou um tempo significativo no cargo que lhe possibilitasse mudanças na estrutura da segurança.


O mesmo estará ocorrendo agora com o convite feito ao ex-chefe do MPE, Eduardo Tavares. Dário César sai pelo desgaste conquistado muito mais pelo não cumprimento da promessa dada pelo governador Vilela que garantiu, durante a campanha eleitoral, que iria contratar mil novos PMs todos os anos. Não contratou nem contratará.


 Sem policiais em quantidade suficiente nos municípios alagoanos, apesar de toda ajuda da presidente Dilma, segurança pública é um fracasso retumbante em Alagoas. A chegada de Eduardo Tavares é uma tentativa de blindagem, não passa disso, especialmente porque não há tempo pra nada e essa será a justificativa usada por ele e pela comunicação governamental.


Falam por aí que Dário César será candidato a deputado federal. É pouco provável que tenha votos capazes de o elegerem. Ora, é repetitivo falar sobre o fracasso que é a segurança, depois, a pasta não dá votos e ele não é do ramo.

Dizem as más línguas que a candidatura de Dário servirá de "escada" para o objetivo principal do governador, que é eleger o sobrinho, Pedro Vilela, secretário de Esportes de Maceió, deputado federal pelo PSDB.

Em tempo - O termo escada, em política, significa que os votos de determinado candidato servirão para, na soma geral dos votos do partido ou da coligação, ajudarem a eleger um outro postulante do partido ou da coligação.