~~Entre os anos 20 e 30 do Século 20 Lampião e seu bando amedrontaram diversos municípios do Sertão nordestino. Invadiam cidades e fazendas em busca de víveres, mercadorias, dinheiro e outros bens valiosos. Quando os moradores de determinada localidade eram informados da presença do grupo nas proximidades, ou fugiam ou se organizavam para enfrentar os bandoleiros.
Alagoas fazia parte da rota de Lampião. E tanto tempo depois parece que ele ressuscitou, viveu de novo, reviveu, voltou à vida. Basta ver o número de vezes que o mesmo banco, no mesmo município, no mesmo estilo de ação, é explodido. Mata Grande, Canapi, Porto de Pedras, enfim, têm recebido visitas constantes.
E, da mesma forma que no passado, o número de policiais é ínfimo. Os moradores não reagem porque o que é tomado violentamente está no banco, que tem seguro, portanto, o verdadeiro proprietário do “faz-me rir” não fica no prejuízo.
Durante muito tempo do reinado de Lampião o governo nada fazia. Que diabos, os crimes ocorriam numa região pobre e miserável. Não valia se importar.
É o que parece estar ocorrendo agora. Para que o governador Vilela se preocupar com esse povinho? Para que criar volantes pra enfrentar “Lampiões e seus bandos”?
Se Lampião e seu bando não ressuscitaram talvez tenham incorporado nos atuais bandidos. Será que o espiritismo poderia explicar? Não sei, nem entendo. Mas bem que o governador Vilela poderia mandar “umas volantes para proteger o povo”, aumentar o número de policiais, proteger os cidadãos e os bens públicos.
O povo do interior está assustado.
Terá Lampião ressuscitado?
Terá o governador omisso da época incorporado no atual, ou será o contrário?
Sei lá.