Voney Malta

Recurso de Lessa quer anular julgamento por causa de parentesco de desembargadora

Tem profunda razão o jornalista Ricardo Mota ao dizer que “a sensação é de estranheza ao constatar que o deputado Ronaldo Lessa está proibido de disputar a eleição, enquanto outros candidatos condenados por improbidade pelo TJ de Alagoas não terão problemas pela frente, porque conseguiram liminar suspendendo os efeitos das respectivas sentenças – seriam enquadrados na Ficha Limpa”.

Especialistas em Direito Eleitoral dizem que a decisão do TRE está correta, como também a que liberou – e causa indignação e incompreensão - as candidaturas de condenados por decisões colegiadas e que foram confirmadas pelo próprio TRE-AL, casos de Cícero Almeida e Arthur Lira.

São ‘crimes’ diferentes, dizem aqueles com quem conversei. Tudo bem. Mas parece uma baita injustiça. Claro, há quem discorde dessa linha de argumentação.

Seguindo adiante, os advogados de Ronaldo Lessa estão recorrendo e pedem a “nulidade absoluta do julgado”. Com provas, o escritório do advogado Germano Regueira mostra que a desembargadora relatora do caso, Silvana Lessa Omena, tem parentesco por afinidade com o também candidato ao cargo de deputado federal Eduardo Canuto (PSDB). Os filhos de ambos são casados.

A defesa de Lessa também apresenta documentos de ações nas redes sociais feitas por Alex Omena, filho da magistrada, que é casado com a filha de Eduardo Canuto, Juliana Canuto Omena, inclusive com a presença da desembargadora em fotos.

Portanto, é pedida a nulidade e um novo julgamento: “Pelas razões aqui suscitadas e evidenciadas, é que se requer a declaração de nulidade absoluta do julgamento proferido pelo egrégio Tribunal Regional a quo, por participação de magistrada inquestionavelmente impedida para funcionar no pleito eleitoral, com o consequente retorno dos autos àquela instância ordinária para se produzir novo julgado”.

Aguardemos.

Leia aqui o recurso.

Collor não morreu e o risco do 2º mandato

A saída do senador Fernando Collor (PTC) da disputa pelo governo de Alagoas apenas antecipou o que era previsto. Ou seja, desde que não ocorra qualquer tempestade fora dos radares meteorológicos, Renan Filho (MDB) será reeleito.

Fato é que esta eleição para governador se dará por WO. Renan Filho já pode mandar preparar os convites para a nova posse, começar a pensar no secretariado e manter o planejamento de voos mais altos para 2022: Senado ou o plano principal: ocupar, em Brasília, um dos dois palácios (presidente ou vice).

É voz corrente no mundo político que o segundo mandato é sempre ruim. Mas isso não é regra e há uma minoria de exceções. Entretanto, se não tiver humildade e simplicidade, caneta bem equilibrada entre os dedos, paciência para escutar e muita determinação tudo o que foi construído pode ser perdido rapidamente.

Mesmo assim, ninguém pode garantir que tudo irá ocorrer como uma reta perfeita, sem que ocorram pontos fora da curva, imperfeições, e que chegará ao fim do segundo mandato da mesma forma que agora conclui o primeiro, bem avaliado.

É que mesmo que tudo seja feito certinho, como manda o figurino, ninguém consegue controlar todos os desejos e ambições que envolvem o mundo da política, os acordos e acertos, os planos e os imprevistos que alteram todo o quadro.

EM TEMPO:

Parte do que foi dito acima serve para o senador Fernando Collor. Erra quem pensa que ele chegou ao fim. Político profissional movido pelo discurso emotivo, pelo contato físico com o eleitor - mesmo que esporadicamente, só para quando é impedido pelo ‘tempo’.

O que hoje aparece turvo poderá estar límpido em 2022. Alianças desfeitas em um processo eleitoral podem ser reconstruídas em outro instante, de acordo com as conveniências do momento.

O relógio do tempo para 2022 já começou a andar com as consequências, mudanças e implicações causadas pela desistência de Collor.

Simples assim.

 

O futuro de Biu e de Cunha depois de Collor

Foto: Reprodução/Facebook A76c68dd 4508 4988 88df e6cdb55ab299 Benedito de Lira

Não decolar nas pesquisas, descumprimento de compromissos acertados, a não unificação do grupo e a grande probabilidade de sofrer uma derrota humilhante levaram o senador Fernando Collor (PTC) a desistir da disputa pelo governo.

Essa é a voz geral.

Contudo, há outras historinhas.

Análises e pesquisas internas vinham revelando que a candidatura de Collor só crescia em rejeição, cerca de 58% no dia em que desistiu da disputa pelo governo. Estava, também, contaminando fortemente a quem deveria ajudar, Benedito de Lira (PP), desde o dia em que entrou na disputa.

Ou seja, errou quem imaginou que o palanque dado por Collor a Biu seria positivo para ambos. Acerta agora quem conclui que a desistência de Collor é benéfica para o senador pepista. Imagine, caro leitor, uma cirurgia onde o sangramento intenso foi estancado pela equipe médica.

Entretanto, se ainda não é sabido quando o paciente sairá da UTI, tampouco se irá sobreviver, é certo é que o senador do PP está de novo sem palanque. Só que essa situação pode abrir-lhe acertos com prefeitos que queriam votar nele, mas não aceitavam votar em Collor.

Portanto, dos males o menor: há uma luz no fim do túnel.

Só não dá pra afirmar que o paciente conseguirá se recuperar a tempo.

É que um dos inúmeros problemas de Biu está dentro de casa e se chama Rodrigo Cunha, candidato ao Senado pelo PSDB. O deputado estadual rejeitou apoiar e fazer dobradinha primeiro com Biu, depois com Collor.

A presença de Collor na coligação era para Rodrigo, que fala da nova política, um grande incômodo que ele constantemente precisava justificar. Agora não mais.

Por isso dá para concluir que a saída de Collor também foi excelente para Cunha.

E se foi boa para ele, é ruim para o companheiro de coligação.

Vídeos/Vingança: Temer destrói Alckmin

Patinando nas pesquisas e com reduzidas chances de disputar o segundo turno, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu uma mensagem direta e clara de Michel Temer. Ela significa uma pá de cal em suas pretensões. Um vídeo perfeito quanto aos requintes de crueldade política.

Irritado com as críticas que tem recebido do candidato tucano, o mordomo de filme de terror de quinta categoria foi contundente. Ele revela as ligações profundas entre os dois, a base de sustentação que é a mesma e os ministros amigos.

São os ‘50 tons’ de Temer e Alckmin que ficam claros para o eleitorado na relação amorosa entre MDB e PSDB. Afinal de contas, o presidente está magoado por ser a somente ele o culpado e agredido na campanha eleitoral, especialmente pelos aliados que formam a sua base de apoio.

Além de ser o presidente mais rejeitado da história política brasileira, Michel Temer carrega na cueca a as investigações de suspeita de corrupção junto com alguns ministros de sua inteira confiança.

Ele corre o risco de ser preso ao deixar o governo. Dai toda a sua irritação e revolta com os parceiros de primeira hora na derrubada do PT e de Dilma do poder.  

O fato é que o vídeo mostra que Temer e Alckmin são pai e filho do mesmo projeto e do mesmo grupo. e um vídeo comprovando isso de forma testemunhal é contundente, é explosivo.

Assista ao vídeo aqui.

EM TEMPO - POR VOLTA DAS 9 HORAS DESTA QUINTA-FEIRA (6) MICHEL TEMER DIVULGOU UM NOVO VÍDEO. VEJA AQUI.

 

'o povo sabe por que me condenam’, diz Lula em entrevista

Pessoalmente, apesar de estar condenado e cumprindo pena em Curitiba, eu ainda não tenho certeza da culpabilidade do ex-presidente Lula. As provas não são tão seguras e claras. Um apartamento que não está em seu nome, enfim.

Independente do que penso e do que acreditam mortadelas e coxinhas, o ex-presidente é o principal personagem da política brasileira nas eleições deste ano. Nem os seus adversários são capazes de atacá-lo diretamente. Em alguns estados a sua imagem é usada por candidatos de todos os partidos.

Lula se fosse candidato a presidente, dificilmente deixaria de vencer no primeiro turno. Pois bem, aqui compartilho aos meus poucos leitores uma entrevista do ex-presidente. É uma gravação de três horas publicada pelo tijolaço. O documento está sendo disponibilizado pela Editora Boitempo e foi colhido numa entrevista inédita com Lula.

Foram cerca de 10 horas de entrevistas conduzidas por Ivana Jinkings (editora da Boitempo), Juca Kfouri, Gilberto Maringoni e Maria Inês Nassif, para a produção do livro ‘A Verdade Vencerá: o povo sabe por que me condenam’.

Ouça aqui.

Clãs familiares dominam a política brasileira

A política brasileira está completamente dominada por sobrenomes tradicionais, de pai pra filho, repetidamente. É até possível afirmar que cargos efetivos na administração pública e cargos comissionados também carregam, em muitos casos, sobrenomes famosos.

O presidenciável Jair Bolsonaro, por exemplo, além de ter os três filhos como políticos profissionais, o seu irmão Renato Bolsonaro foi sustentado pelos cofres públicos durante três anos, recebendo R$ 17 mil por mês na Assembleia Legislativa de São Paulo no gabinete de André do Prado (PR), um velho aliado político de Bolsonaro, segundo reportagem de João Filho, no The Intercept.

O clã de Jair Bolsonaro é apenas mais um incrustrado no nepotismo brasileiro. De acordo com Ricardo Costa Oliveira, que estuda a presença das famílias no poder, 62% da Câmara é formada por deputados originários de famílias políticas, enquanto no Senado esse número sobe pra mais de 70%.

Mais da metade dos ministros de Temer são representantes de famílias políticas. A lógica de domínio pelo parentesco também se dá em todas as outras esferas de poder da sociedade. Além dos executivos e legislativos estaduais e municipais, famílias tradicionais dominam o Ministério Público, todos os níveis do judiciário, os tribunais de contas e a mídia. 

Ou seja, poder político e econômico caminham unidos dentro do estado brasileiro há décadas.

Governadores do NE denunciam manipulação na avaliação do Ensino Médio

Os governadores do Nordeste divulgaram Carta onde questionam o Ministério da Educação quanto aos critérios adotados pelo instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) para cálculo da média das redes públicas referentes ao Ensino Médio.

Outra insatisfação exposta no documento diz respeito à exclusão dos estudantes do Curso Técnico Integrado. A ausência dessas escolas faz com que o indicador indicado não retrate a realidade.

Leia a íntegra da Carta dos Governadores aqui.

EM TEMPO: O texto apublicado aqui no Cada Minuto é idêntido ao do Brasil247 porque o autor é o mesmo, eu, Voney Malta. Também trabalho do 247.

Clãs familiares lideram pesquisas e devem manter o poder em AL, SE e PA

Foto: Página 181 33bf1c73 93b5 47ae 93f8 743d94c397da Renan Filho e Calheiros

Pela primeira vez na história eleitoral no Brasil pais e filhos disputam ao mesmo tempo as eleição majoritárias -concorrendo para os governos estaduais e Senado em três estados, Alagoas, Pará e Sergipe. São clãs familiares comuns na política do Norte e do Nordeste alimentados pelo poder político e econômico eleição após eleição nas regiões e estados com os piores indicadores sociais do país.

De acordo com pesquisa Ibope - realizada este mês em todos os estados e no Distrito Federal -, a tendência é que as dinastias dos Calheiros em Alagoas, dos Barbalho no Pará e dos Valadares em Sergipe elejam pais e filhos.

Alagoas: O senador Renan Calheiros e o seu filho, o governador Renan Filho, ambos do MDB, devem ser eleitos em Alagoas. De acordo com o Ibope, eles lideram as disputas. O senador lidera corrida por uma das duas vagas ao Senado com 33% de intenções de voto; o segundo colocado, Benedito de Lira (PP) tem 25%. Renan Filho aparece com 46% na disputa do governo; o segundo colocado, o senador Fernando Collor , fica com 22%.

Pará: Os Barbalho, também do MDB, lideram para o Senado, com o pai, Jáder Barbalho com 29% das intenções de voto. Seu filho, Helder Barbalho, tem 43% das intenções de voto para o governo.

Sergipe: a eleição é mais disputada, de acordo com a fotografia de momento. Antônio Carlos Valadares, (PSB) está na frente na corrida para reeleger-se ao Senado, com 28%; André Moura, 21%; Jackson Barreto, 16% e Rogério Carvalho, 12%. Na corrida pelo governo, Valadares Filho, também do PSB, tem 23%; Eduardo amorim, 17%; Belivaldo Chagas, 12%.

EM TEMPO: Esse levantamento foi feito pelo meu companheiro de colégio Guido, o empresário, professor e analista político Marcelo Barros. Estudioso, observador atento e crítico como sempre foi, detectou essas curiosas e históricas coincidências.

Vice de Bolsonaro defende propostas de Lula no Nordeste

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e o seu guru econômico, Paulo Guedes, defendem, para agradar ao mercado, o Estado mínimo. Mas o seu candidato à vice-presidente, General Hamilton Mourão (PRTB), segue um caminho diferente. Ou seja, a linha de pensamento de Mourão para enfrentar a fragilidade econômica do Nordeste é a mesma iniciada no governo do ex-presidente Lula.

Em Fortaleza, nesta terça-feira (28), o general afirmou que regiões como o Nordeste necessitam de um Estado forte. Segundo disse, pelo fato de o Brasil ser um País com dimensões continentais, cada Região tem características próprias e, no Nordeste, a realidade ainda é de pobreza.

"No Nordeste, o Estado tem que ter participação grande. Como existe uma população empobrecida, pelas próprias características da Região, aqui o Estado não pode ser tão pequeno como pode ser no Centro-Sul. Essas dicotomias existem no País, por isso a gente diz que as coisas não podem estar centralizadas em Brasília", defendeu.

O General disse ainda que o governo de Jair Bolsonaro, caso eleito, programas e medidas essenciais para o desenvolvimento da Região, como o Bolsa Família, as operações de carros-pipas, a construção de poços cartesianos e a finalização da Transposição das águas do Rio São Francisco e da ferrovia Transnordestina, precisam ter continuidade.

Aliás, todos esses projetos e programas foram implementados na região pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Será que já há um choque entre o que propõe o economista Paulo Guedes e os militares. Ou tudo não passa de discurso de campanha adequado à necessidade?

Haddad diz que representa Lula e é o porta-voz de suas propostas

A página do ex-presidente Lula na internet não perde tempo e é rápida nas ações do seu vice, Fernando Haddad, seu provável substituto da disputa presidencial. Da assessoria recebi o resumo sobre uma entrevista concedida nesta manhã a uma rádio local.

Definitivamente, todo o discurso de Haddad é para defender o ex-presidente e apresentar propostas em seu nome. O fato é que Lula lidera as pesquisas eleitorais em todas as regiões e transfere votos.

Leia aqui ou leia abaixo o texto da entrevista de Fernando Haddad:

Em entrevista à radio Itatiaia, de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (29/08), o porta-voz de Luiz Inácio Lula da Silva e candidato a vice-presidente em sua chapa, Fernando Haddad, reafirmou que o Brasil tem a obrigação de cumprir a determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU – que assegura a Lula seu direito de ser candidato -,  uma vez que o Congresso Nacional aprovou o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e seus Protocolos Facultativos. “A imprensa deveria levar à população a notícia que podemos cometer outra ilegalidade. A primeira foi o impeachment da Dilma sem crime de responsabilidade. A segunda é banir das eleições quem ganharia em primeiro turno”, disse Haddad.

O vice de Lula afirmou que diversos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestaram publicamente dizendo que tratados internacionais precisam ser respeitados no Brasil quando o Congresso Nacional os internaliza. “Se violarmos o direito de o cidadão votar em quem bem entende, estaremos desrespeitando o ordenamento jurídico internacional”. Haddad lembrou que, nos governos petistas, as ordenações da ONU nunca foram desobedecidas, porque isso rebaixaria o país internacionalmente. “Temer é desconsiderado lá fora. O país empobreceu enquanto líder. A chancelaria brasileira, assumida por um tucano – primeiro foi o Serra, agora o Aluísio Nunes – fez a política externa desaparecer. Hoje, o Brasil não tem relevância internacional”, comparou Haddad.

O ex-ministro da educação de Lula lembrou que as gestões de Lula e de Dilma geraram 20 milhões de empregos, investiram pesado na educação e nunca deixaram faltar dinheiro para o tucano Aécio Neves governar Minas Gerais. “Se não resgatarmos o projeto de desenvolvimento com inclusão, não vamos sair da crise. Por isso, estou aqui para denunciar o que está acontecendo. Estou aqui pra representar Lula e fazer chegar ao povo mineiro as propostas do Lula e reinstalar a República no país. Os mineiros querem votar em Lula. Entendem que é a melhor pessoa para resgatar a dignidade do povo”.

O candidato a vice na chapa do PT reafirmou o compromisso, registrado no Plano LUla de Governo de retomar obras públicas paradas para fazer a economia girar. “Obra parada custa duas vezes, porque se deteriora. Não é inteligente paralisar obras. Hoje temos 40 mil casas do Minha Casa Minha Vida em todo o país paradas. E o povo sem teto e pagando aluguel caro”, afirmou o ex-ministro. Ele ainda criticou o teto de gastos imposto por Temer. “O governo Temer confunde gastos com investimentos. Você formar alguém é gasto?”, perguntou. Outra medida vai ser enquadrar o sistema bancário para baixar juros. “Quanto mais o banco cobrar juros, mais imposto ele vai pagar”, disse Haddad. Com isso, segundo ele, o trabalhador vai poder limpar seu nome, fazer crediário, abrir um negócio e gerar emprego. Haddad citou ainda a reforma tributária pretendida pelo novo governo, que vai isentar do Imposto de Renda aqueles que ganham até cinco salários mínimos.

 

 

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