Voney Malta

TSE pode criar abuso de autoridade religiosa na eleição

  • 12/08/2020 13:00
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve dar continuidade nesta quinta-feira (13) ao julgamento, iniciado em junho,  que define se abuso de autoridade religiosa desequilibra igualdade de condições em uma eleição. A partir dessa decisão também ficará claro se haverá punição eleitoral.

O ministro Edson Fachin, relator do caso, defende o enquadramento de abuso de autoridade sobre candidatos que tiram proveito da religião para conquistar votos dos fiéis.

Mas não será fácil punir até com a cassação de mandato quem cometer tal abuso. Ainda mais mudar a regra do jogo em pleno ano eleitoral e, do ponto de vista político, indo de encontro aos interesses dos parlamentares da bancada evangélica.

Dois votos já foram dados. O de Fachin e o do ministro Alexandre de Moraes, que divergiu do companheiro do Supremo  Tribunal Federal.

Não há dúvida que religiosos, especialmente os evangélicos, utilizam sua liderança para influenciar os votos dos fiéis.

Só que uma questão como essa deveria ser debatida profundamente pela sociedade, pelos interessados e envolvidos, e não ser transformada numa questão decidida pela interpretação de juízes.

Lideranças políticas e religiosas dos evangélicos vêm tal iniciativa como desrespeito "a liberdade religiosa e caracteriza ativismo judicial por não haver uma lei que preveja o abuso de poder religioso".

Confusão pode ser das grandes.

 

Para Renan, Moro produziu fatos para favorecer eleição de Bolsonaro

  • 11/08/2020 10:07
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Em entrevista ao Conjur, o senador Renan Calheiros afirmou que "O Moro sujou completamente sua biografia aceitando produzir fatos políticos para favorecer a eleição do Jair Bolsonaro, e depois integrando o seu próprio governo. Foi um péssimo ministro da Justiça. Durante a sua presença no ministério não conseguiu sequer ouvir o (Fabrício) Queiroz".

Para ele, a utilização da justiça e do Ministério Público com fins eleitorais ainda precisam de esclarecimento e punição: "Tanto Dallagnol como Moro precisarão passar por essa punição. Só assim nós teremos a validação desse importante momento político em que vive o país".

Ao se referir a Deltan Dallagnol, o senador é autor de uma queixa que gerou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra o procurador da República. A acusação é que Deltan atou contra a sua eleição para a presidência do Senado em 2019. "Ele fez publicações quase diárias, fez campanha pelo voto aberto, disse que minha vitória seria um retrocesso no combate à corrupção", afirma Calheiros.  

Renan Calheiros, que já prestou depoimento ao Conselho do MP, acredita "que seja a primeira vez na história da República que se comprova a utilização do Ministério Público com interesses políticos eleitorais. Alguém (Deltan) que não respeita a vedação constitucional e interfere em outro poder. Falei sobre os fatos, sobre as provas contidas na representação e respondi a perguntas do MP e do advogado da outra parte".

"Essa representação que eu fiz é anterior às revelações feitas pelo The Intercept Brasil, que só aconteceram quatro meses depois. Tudo que a representação contém se mostrou comprovado com as revelações da "vaza jato". O fato de que alguns representantes do Ministério Público tinham projetos políticos, que queriam apresentar ao menos um candidato ao Senado em cada Estado, que se apropriaram de R$ 2,7 bilhões que já estavam nos cofres da fundação de Curitiba em benefício próprio e que contou com a cooperação ilegal de outros países na investigação que comprometeu o interesse nacional", diz ainda Renan.

Renan Calheiros também trata sobre a criminalização da política, processos que enfrenta, separação entre os poderes, fake news, entre outros temas.

Leia AQUI a entrevista na íntegra.

O fim de militares da ativa no governo está proximo

  • 10/08/2020 10:36
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Está cada vez mais forte o consenso entre o mundo político e as Forças Armadas quanto a necessidade de alterar a Constituição e obrigar a passagem para a reserva dos militares que vão ocupar cargos civis no governo.

A preocupação decorre da presença de militares da ativa ocupando cargo político no governo Bolsonaro e fazendo política, caso concreto do ministro da Saúde general Eduardo Pazuello.

O alerta surgiu ainda com mais força quando ele distribuiu recursos carimbados para atender os Estados de senadores e deputados alinhados ao governo federal.  

E também por ser o responsável pela distribuição da cloroquina, medicamento insistentemente defendido pelo presidente da República.

É que há o temor de que a saída e o retorno dos militares leve aos quartéis a politização, a identificação e a defesa com alguma liderança, partido, ou grupo político.  

Por isso a defesa nos bastidores por parte de comandantes dos militares é de que é dever do" militar manter a neutralidade, o apartidarismo e a imparcialidade no exercício dessa função de Estado".

Essa mesma ideia também deverá atingir magistrados e membros do Ministério Público para que possam disputar eleições ou exercer cargo no Executivo (leia aqui).  

Militares e policiais também vão entrar nesse pacote.

O objetivo é interessante: evitar a politização da toga, das armas, enfim, impedir a boquinha, a corrupção, a troca de favores enquanto ainda esses profissionais estão nos cargos, na ativa.

A bola agora está, inicialmente, com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), simpatico a essa  mudança consitucional.

 

A disputa entre Arthur Lira e Rodrigo Maia

  • 06/08/2020 10:39
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FolhaPress
Arthur Lira e Rodrigo Maia

A corrida antecipada pela cadeira de presidente da Câmara dos Deputados já é de conhecimento público.  

A eleição, que só vai ocorrer em fevereiro do ano que vem, apresenta, neste momento, dois opositores: o alagoano Arthur Lira (PP) e o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  

Os dois já foram muito unidos. Maia comandando o Centrão (grupo de 10 partidos); Lira atuando mais no contato direto com os parlamentares.

Foi só o governo Jair Bolsonaro entrar no circuito liberando o sinal verde da corrida pelo cargo para o processo ser antecipado.

O que Bolsonaro fez foi se aproximar do parlamentar alagoano e demonstrar apoiá-lo. Logo Rodrigo Maia reagiu tirando o seu partido e o MDB do bloco do Centrão.

O presidente imediatamente decidiu, contam seus assessores, "por ora evitar gestos que possam influenciar na briga pelo comando da Câmara".

DEM e MDB têm 63 deputados e votam majoritaramente nas pautas econômicas apresentada pelo governo.  

Por isso foi burrice do governo Bolsonaro antecipar a eleição e correr o risco de perder votos no plenário.

Tudo bem que para o governo o comando da Câmara é fundamental por uma série de questões. A principal é que o presidente da Casa estará no comando durante o período eleitoral de 2022, quando o presidente da República deve disputar a reeleição ao Planalto.

Imagine, então, o tamanho da importância e do poder que terá o próximo chefão.

É por isso que 'o líder informal do governo', Arthur Lira, vem 'duelando' com Rodrigo Maia. O primeiro quer o cargo para poder dar o prócimo passo em sua carreira política. O segundo deseja eleger um parlamentar do seu grupo para permanecer influente, poderoso.

Maia tem a simpatia dos partidos de oposição, do PSDB, MDB e de algmas outras siglas que permanecem, por ora, no Centrão.

O fato é que o alagoano Arthur Lira está no jogo, embora os sinais indiquem que errou profundamente ao contribuir e aceitar precipitar o processo.

 

 

Revista revela "O dia em que Bolsonaro decidiu mandar tropas para o Supremo"

  • 05/08/2020 10:48
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A revista Piauí expõe uma história sobre os bastidores de uma formalidade de rotina do STF que levou o presidente Jair Bolsonaro a anunciar, no dia 22 de maio deste ano, que iria intervir e mandar tropas ao Supremo Tribunal Federal.

Isso após ficar sabendo que o ministro Celso de Mello  solicitou o posicionamento da Procuradoria-Geral da República - no caso de uma notícia-crime apresentada por três partidos - sobre mandar ou não apreender o celular do presidente e do seu filho Carlos Bolsonaro.

Desconhecedor da legislação e do funcionamento da burocracia judicial, o presidente ficou transtornado com tal possibilidade. Contam que palavrões e xingamentos, como é seu estilo, foi o que mais saiu de sua garganta.

De acordo com a revista, ele anunciou a decisão de intervir no eu gabinete, na reunião das 9 horas: "Estavam presentes dois generais: o ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. O terceiro general a participar do encontro, Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional".

Houve quem concordou e quem discordou. Não só pela questão dos telefones, mas também pelo clima hóstil existente dentro do governo também pela decisão de um outro ministro do mesmo STF, Alexandre de Moraes, "que proibira a posse de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal".

Como sabemos, nada pensado de improviso por Jair Bolsonaro e seus ministro militares foi adiante. O STF permanece cumprindo o seu papel, o presidente está estranhamente quieto em sua função preferida de incentivar o desrespeito às instuições.

Os detalhes da reunião, o papel dos ex-generais da ativa e de minsitros civis do governo, dos comandantes das Forças Armadas, da sociedade e da classe política são contados pela jornalista Monica Gugliano. A reportagem se baseia em "quatro fontes que pediram anonimato para não contrariar o presidente. Duas delas testemunharam a reunião".

Será que o Brasil é uma república de bananas por conta desse episódio, ou quase virou uma?

Leia a reportagem na íntegra aqui.

 

 

 

Fake news e marketing digital: os políticos oferecidos como ótimos produtos

  • 04/08/2020 12:28
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Políticos profissionais sabem exatamente como e de que forma atingir mentes e corações de grupos de eleitores, seja em Alagoas e no Brasil de Jair Bolsonaro, nos Estados Unidos do presidente Donald Trump, ou na Inglatera de Boris Johnson. É que o marketing digital tem o caminho.

Foi dessa forma que todos eles, incluindo deputados federais de direita, foram eleitos, em muitos casos de forma surpreendente. O livro “Os engenheiros do caos”, do cientista político franco-italiano Giuliano da Empoli, revela e desnuda como funciona a estratégia que tem dado certo para o crescimento dos populistas de direita.

Em comum, a estratégia utilizada aqui e em qualquer lugar do planeta é ficar em evidência na internet de qualquer maneira, melhor ainda se for gerando polêmica, fundamentalmente criando emoção.  

É como se fossse uma corrida "Em busca dos cliques que garantem visibilidade e ganhos com publicidade, agentes políticos apelam para títulos e comportamentos cada vez mais chamativos, num processo que costuma sacrificar a verdade e os fatos em muitos casos", explica Giuliano da Empoli.

Por isso, nessa estratégia, notícia falsa é fundamental, desde que também gere ódio. "O livro cita estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a demonstração de que uma falsa informação tem, em média, 70% a mais de probabilidade de ser compartilhada na internet do que uma verdadeira. Outros dados avaliam que a verdade consome seis vezes mais tempo que uma notícia falsa para atingir 1.500 pessoas".

Entendeu, caro leitor, o motivo do clã Bolsonaro - os seus aliados e muitos outros politicos - usar tanto as redes sociais, bancar influenciadores digitais com cargos e publicidade estatal e a avalanche de fakenews que divulgavam desde 2018 (eleição) e continuam divulgando?  

Tratamentos médicos não comprovados científicamente, desmatamento inexistente na amazônia, países interessados na floresta, gripezinha, vírus chinês, liberação de armas de fogo como forma de garantia da defesa pessoal e para redução da criminalidade, acusações de comunismo, esquerdismo sobre qualquer um que pense diferente, enfim (ufa!), a lista de negacionismo generalizado e fake news é imensa.

E nada é por acaso, nunca, principalmente em política.

 

Eleiçoes 2020: Almeida inicia fase de conclusão de apoios

  • 03/08/2020 11:06
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Dizem que o Cícero Almeida (DC - Democracia Cristã) que começa a concluir os entendimentos para formação do seu grupo de apoio é um novo político, agora bem mais maduro.  

"Através do DC ele saiu dos braços dos poderosos. O ex-prefeito está livre, leve e solto, calmo e mais experiente para enfrentar a campanha pela prefeitura da capital, com suas virtudes e defeitos que tão bem o maceioense conhece", revela Eudo Freire, presidente da sigla.

O ex-prefeito de Maceió andava silencioso. A pandemia causada pelo coronavírus foi o principal motivo. Apesar dessa dificuldade, algumas costuras já foram fechadas ou estão em processo de finalização e outras serão iniciadas.

O quadro atual de organização da pré-candidatura é o seguinte:

1 - O DC já tem uma chapa formada com 13 candidatos a vereador.  

2 - O estúdio para gravação da propaganda eleitoral já existe.

3 - Tem conversado bastante com o também ex-governador e ex-prefeito de Maceió Ronaldo Lessa (PDT). Se Cícero Almeida foi eleito, a decisão é que Lessas será, caso queira, candidato do grupo a govenador em 2022.

4 - Entendimentos para conseguir apoio do Avante e melhorar o tempo de propaganda eleitoral está muito adiantado, na verdade prestes a ser finalizado.

5 - Cícero Almeida conversa ainda com o partido Rede, de Heloísa Helena, e com o PSOL.

6 - Ele também tem conversado com membros do Cidadania e deverá  procurar o presidente do partido em Alagoas, o ex-deputado federal Régis Cavalcante.

Conclusão:

A avaliação daqueles que circulam no entorno do pré-candidato é que as últimas pesquisas tornadas públicas e as que circularam no meio político provam o quanto Cícero Almeida é competitivo. E isso deu ainda mais motivação.

A estratégia a partir de agora é, além de fechar os apoios, andar pelo município. E esse é um dos momentos da política em que o ex-prefeito por dois mandatos (2005 a 2012) mais se sente a vontade.  

 

 

 

 

 

 

Quarentena: além de Moro, candidato em Maceió pode ser atingido

  • 31/07/2020 10:37
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Foto: Arquivo / Cada Minuto
Alfredo Gaspar

Bons e maus motivos 'esquentaram' as discussões sobre a quarentena para restringir a candidatura de juízes, procuradores e membros das forças de segurança em eleições, conforme inicialmente tratei nesta quinta-feira neste espaço (leia aqui).

É óbvio que o objetivo tem cara: Sérgio Moro, ex-juiz, e nome citado como candidato para presidente em 2022.  

No mundo jurídico há interpretações divergentes sobre a ideia defendida pelos presidentes do STF, ministro Dias Toffoli, e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a quarentena de oito anos para disputar uma eleição.

Irretroatividade da lei de um lado. Do outro, juristas que veem nas atividades de juízes, promotores, procuradores e delegados uma função que é de Estado, uma carreira de Estado.  

A polêmica está no ar e , provavelmente, a judicialização do caso também.

Como diz o advogado Leonardo de Moraes, "Sobre moro, etc, a lei não poderia atingir, pois a lei entrou em vigor (caso aprovada) após a sua exoneração. Mas em nosso país qualquer coisa pode acontecer".

Agora trago essa história da eleição para Maceió.

Na hipótese de a mudança da legislação ocorrer antes da eleição municipal deste ano, ela não atingiria o pré-candidato a Prefeito em Maceió, o ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB).

É que na legislação eleitoral existe o princípio da anualidade, o que significa que as regras do jogo só podem ser alteradas até um ano antes da eleição.

Mas aqui está a novidade, de acordo com uma visão jurídica: Se eleito, e, repito,  caso ocorra mudança na legislação -, Gaspar de Mendonça seria atingido apenas futuramente. Ele ficaria inelegível para a eleição seguinte até completar o prazo. Não poderia disputar a reeleição, o que significa que ficaria inelegível.

Polêmicas e controvérsias jurídicas nos aguardam nas reações e ações para implodir à Operação Lava Jato, procuradores, membros das forças de segurança, Sérgio Moro, caso a quarentena passe de seis mese para quatro, cinco, ou oito anos.  

Três propostas tramitam, hoje, na Câmara dos Deputados. Nenhuma contempla o tempo de afastamento de oito anos defendido por Maia e Toffoli, mas é só apresentar uma emenda que resolve.  

 

 

 

Judiciário, PT, Bolsonaro e Congresso: Todos contra Moro

  • 30/07/2020 12:12
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Foto: Jovem Pan
Jair Bolsonaro

Antes de qualquer coisa, caro leitor, dispa-se de sua ideologia e simpatia exacerbada por qualquer grupo político ou indivíduo. Aqui vamos tratar de politica como ela é, política pura, atividade que, em sua essência, também une adversários contra o inimigo comum, aquele que tira votos e tem possibilidade de vitória.

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro é o inimigo número um de todos os poderes e dos partidos de esquerda.  

Do presidente Jair Bolsonaro porque, caso dispute o governo federal, o ex-ministro é uma alternativa que lhe toma os votos dos lavajatistas e de eleitores de centro e de direita frustrados com a atual administração.

Dos partidos de esquerda e do PT por ser visto como o responsável pela derrocada de lideranças como Lula e de perseguição específica ao partido antes e durante as eleições de 2018.

De quase todos os demais partidos de centro, liberal e de direita com representantes no Congresso porque também foram atingidos pelas operações da Lava Jato, caso do MDB, PSDB, PP PR, entre outros.  

No Judiciário e no MPF, especialmente nas altas Cortes do Poder, há inveja, raiva, constrangimento, temor. Tudo por casua da viabilidade eleitoral do ex-juiz.  

Por isso a Operação Lava Jato está sob pressão. Por tudo isso as autoridades das cúpulas dos três Poderes estão pregando contra a politização do Judiciário e do Ministério Público.

Quem levantou a bola foi Dias Toffoli, presidente do STF. Ele defendeu que a quarentena para que ex-juízes, ex-procuradores e ex-promotores possam disputar eleições passe de seis meses, como é hoje, para oito anos.

De imediato recebeu a concordância do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, também disse que o Judiciário tem atuado como linha auxiliar da política.

O tema está em discussão e pode a qualquer tempo ser aprovado, há prazo pra isso, longo, arma guardada contra Sérgio Moro até meados de 2021, acredite caro leitor, e tudo dentro da lei polêmica, da controversa legislação.

Explico.

Existe uma lógica que nenhuma lei pode retroagir para prejudicar alguém. Sérgio Moro deixou o cargo de juiz antes da existência da hipotética nova lei, portanto, não deve ser prejudicado.  

Mas a questão não é essa.

Juízes - assim como promotores, procuradores, delegados -, por exemplo, "exercem uma função publica que, se usada de forma não republicana, podem passar 3 ou 4 anos destruindo a vida de adversários políticos, ou prejudicando ao máximo com abertura de investigações, ainda que não haja denúncia. Faltando seis meses para a eleição, renuncia e sai candidato", avalia Fábio Gomes,  ex-desembargador eleitoral do TRE de Alagoas.

Segundo ele, essa "é uma forma de interferir no proceso democrático através de uma função que é de Estado, uma carreira de Estado. Tanto é que enfrentam quarentena para advogar quando deixam o cargo, em algumas dessas carreiras".

Sendo assim, você, caro leitor, tem alguma dúvida que o chute, o bicudo, a rasteira, o 'tchauzinho querido' está preparado para Sérgio Moro e tem o envolvimento de todos os Poderes da República?

 

 

 

São Paulo, Brasília, movimentações e erros na política

  • 29/07/2020 11:05
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Algumas movimentações políticas ocorridas em Estados estratégicos e na Câmara dos Deputados, nos últimos dias, estão interligadas e são essenciais para a eleição da Presidência da Câmara dos Deputados no injício de 2021 e ainda para a de Presidente da República, em 2022.  

As movimentaçoes do tabuleiro são as seguintes:  

1 - No primeiro caso, em São Paulo, o ex-governador e pré-candidato a prefeito na capital, Márcio França (PSB), já está associando o prefeito Bruno Covas ao governador também tucano João Doria.

A ideia é fazer da eleição para a Prefeitura de São Paulo a continuidade da disputa de 2018. Dos votos computados apenas na capital, França obteve 58%, Doria ficou com 42%. Por isso o socialista está divulgando o tema "Uma vitória minha é uma derrota do Doria".  

Caso o prefeito Covas saia derrotado, o resultado terá terríveis implicações na ambição do governador de disputar a Presidência da República. Uma derrota no município mais importante do país, local onde ocupou o primeiro cargo público derrotando o PT, tende a ser letal para as ambições do governador.

2 - No segundo caso, com envolvimento destacado do deputado federal Arthur Lira (PP), a saída do DEM e do MDB do bloco de partidos do Centrão atingiu a estratégia de Bolsonaro de ter apoio seguro na Câmara para os seus projetos e para barrar qualquer risco de impeachment.

O movimento de independência das duas siglas também implodiu, neste momento, o sonho do parlamentar alagoano de criar musculatura para sudecer Rodrigo Maia no comando da Câmara.  

É que a saída do DEM e do MDB do bloco deve atrair outros partidos dentro e fora do grupo para o lançamento de uma candidatura contra o governo e contrários a Arthur Lira.

São movimentações que caminham, ora enfraquecendo, ora fortalecendo, rumo ao embate definitivo de 2022 com eleições gerais.

Talvez Arthur e Bolsonaro tenham cometido aquilo que o alagoano Aldo Rebelo, ex-ministro e ex-deputado federal, teria batizado de “o errado perfeito”, que nada mais é do que uma série de decisões erráticas que acabam causando e viabilizando uma ação/reação que beneficia outro grupo.

E não há cloroquina, hidroxicloroquina, fakenews, nem o raio que o parta, que resolva ou tenha remédio para erros na política.

 

Covid-19, cloroquina, Bolsonaro, charlatanismo e intimidações contra médicos

  • 28/07/2020 10:40
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Considerado conservador e tradicional, o Estado de S. Paulo vem surpreendendo com análises e críticas ao governo conservador-liberal-religioso-reacionário-militar e negacionista chefiado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Nesta terça-feira (28), o editorial intitulado "O efeito do charlatanismo" - ‘As pessoas não querem saber de pesquisa científica. Só do que o Bolsonaro tomou’, é contundente ao revelar pesquisa feita pela Associação Paulista de Medicina que mostra que 48,9% dos quase 2 mil profissionais de saúde entrevistados em todo o País disseram ter sofrido pressão de pacientes ou de parentes de internados para receitar remédios sem comprovação científica contra a covid-19.

O texto destaca que "Os médicos também reclamam de intimidação nas redes sociais quando descartam o uso desses remédios, em especial da cloroquina, cuja eficácia no combate à pandemia já foi amplamente desqualificada. Há quem relate ter sofrido até ameaças de morte".

A politização da pandemia por parte de Jair Bolsonaro é uma estatégia da parte dele "Preocupado com os efeitos da crise sobre sua popularidade, o presidente agarrou-se à cloroquina como panaceia – e passou a tratar os médicos e as autoridades que questionaram a eficácia da droga como adversários políticos", explica o editorial.

"Como consequência disso, os médicos e as autoridades que decidem seguir a ciência e não o palpite presidencial são acusados de fazê-lo por oposição ao presidente e, no limite, porque esperam o agravamento da crise para prejudicar Bolsonaro. É o charlatanismo elevado à categoria de política de Estado para a área da saúde".

O exemplo desse charlatanismo político é a declaração dada ao Estado pela médica intensivista Bruna Lordão, de São Paulo, que pediu demissão de um hospital após enfentar grave constrangimento: “Sei que é um momento complicado, entendo a agonia e a angústia das pessoas, mas começaram a me chamar de assassina porque eu não tinha usado cloroquina no tratamento. As pessoas não querem saber de pesquisa científica. Elas só querem saber o que o Bolsonaro tomou. Foram certamente os piores momentos da minha carreira.”

Leia o editorial aqui na íntegra.

 

Hidroxicloroquina: Médico não será cassado se recusar prescrever

  • 27/07/2020 10:22
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"Quem estiver contaminado com covid-19 e pedir para ser tratado com hidroxicloroquina e o médico se recusar ou mesmo o hospital não permitir, peça a um familiar ir a uma delegacia e fazer um boletim de ocorrência. De posse do mesmo, volte ao hospital e apresente-o ao médico e paço o documento de autorização para assinar". diz um texto que circula nas redes sociais.

"Se este médico se recusar a fazer a receita, vá ao Ministério Público e peça a cassação imediata do CRM [registro no Conselho Regional de Medicina] deste médico", afirma o texto encontrado pelo UOL sendo compartilhado "em especial em grupos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), entusiasta do medicamento".

O fato verdadeiro é que nenhum médico é (será) punido com  a perda do seu registro profissional caso se recuse a indicar ou prescrever qualquer remédio - tenha eficácia ou não comprovada - ou tratamento solicitado pelo paciente. O profissional tem ampla autonomia para atuar com o objetivo de oferecer o melhor cuidado.

Portanto, a informação que circula entre simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro sobre como pressionar e intimidar médicos é completamente mentirosa (fakenews).

Por falar no principal defensor/vendedor da hidroxicloroquina, o garoto propaganda tem oferecido o medicamento - comprovadamente ineficaz para o tratamento do coronavírus-, para humanos e até para aves, caso das Emas, nos palácios onde Bolsonaro circula em Brasília.

Mais de 85 mil brasileiros morreram por causa do coronavírus. Isso dá mais de seis estádios lotados como o Rei Pelé, em Maceió, ou dois Nilton Santos, no Rio de Janeiro.  

Mas essa 'imagem' não parece tocar, alertar ou produzir alguma reação mais humana em parte dessa turma já amplamente conhecida e identificada nas redes sociais e no comando da política nacional.

 

Collor: Se eu der um soco em mim mesmo e doer, eu sou fraco ou forte?

  • 23/07/2020 09:50
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Reprodução
Fernando Collor

"Pessoal vou dormir mas fiquei com uma dúvida aqui. Seguinte: Se eu der um soco em mim mesmo e doer, eu sou fraco ou forte?"

Essa indagação foi publicada pelo senador Fernando Collor (PROS-AL), em seu Twitter, exatamente às 12:44 desta quinta-feira (23).

Se a pergunta era séria e ele queria realmente descobrir se tal atitude o revelaria como "fraco ou forte?" não posso respoder, embora eu queira acreditar que foi muito mais uma estratégia de comunicação com a turma  que passeia pelas redes sociais de políticos e influenciadores do que a curiosidade do significado da descoberta de se esmurrar.

É que rola mesmo esse tipo de diálogo entre desconhecidos sobre questões com pouca importância existencial. Faz parte desse novo mundo, dessa nova forma de interação no mundo digital.

Mas, vai que não seja nada disso e realmente rolou uma curiosidade do senador!?  

Falando sério, duvido.

O maduro setentão tem sido, nos últimos meses, menos formal e frequentador bastante assíduo das redes sociais.  

Espaço onde trata sobre todos os temas, ora com humor, ora com seriedade, também revela arrependimento acerca de decisões políticas que tomou, e assim segue se comunicando nas redes socais, dando entrevistas e participando de lives.

Ah, ia esquecendo de mostrar o papo entre Collor e os seus seguidores. Leia abaixo algumas respostas:

@Collor - "Pessoal vou dormir mas fiquei com uma dúvida aqui. Seguinte: Se eu der um soco em mim mesmo e doer, eu sou fraco ou forte?"

@lilgusta - "essa eh fácil quero ver você me responder porq calça a gente bota e bota a gente calça ein Sr. Collor????"

@Collor - "Esse vocábulo é usado no português coloquial e significa pôr, colocar. É possível empregarmos “bota” tanto com os substantivos bota como calça. O verbo calçar é mais restritivo que o verbo botar, por isso não podemos “calçar uma calça”, por exemplo. A opção seria vestir a calça."

@ExperimenTheo - "Medir é para todos os efeitos comparar, sendo assim, se vc se medir como parâmetro é pouco conclusivo. perceba que se vc medir um palito com o mesmo palito vc so descobre que ele mede um palito. Não da para dizer se ele é grande ou pequeno...+"

@erickgompp - "Um físico experimental, é um físico experimental até na página do collor"

@dooleysales - "Pra cima delas presida! Melhor a ELBAzona ou a Lamborghini?"

@Collor - "Cada uma em seu momento"

@alobarreto - "P tiozão que fudeu com a poupança dos brasileiros quer pagar de engraçadão aqui. Tem trouxa que ainda cai nessa".

Aqui você pode ler outras opiniões no Twitter do senador Fernando Collor

 

 

Em plena crise, Saúde cria estratégia para 'obrigar' servidores a se aposentarem

  • 22/07/2020 10:59
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Além da Reforma da Previdência Estadual - também conhecida como Lei Renan Filho -, que caiu como uma bomba para os servidores públicos ativos e aposentados ao aumentar o desconto de 11% para 14% nos salários, os trabalhadores da Saúde Estadual tiveram mais uma péssima notícia esta semana.

É que na pasta existe uma gratificação por função criada ainda por Geraldo Bulhoes, que governou Alagoas de 1991 a 1995. Ela pode ser concedida pelo secretário a qualquer servidor efetivo ou comissionado.

Pois bem, pelo WhattsAPP os trabalhadores receberam, na noite desta segunda-feira (20), a seguinte mensagem enviada pela Gerência do Fundo Estadual de Saúde:

"Boa noite!!!⚠️⚠️⚠️⚠️⚠️

Pessoal, o Gabinete pediu para comunicar a todos os servidores que já tem tempo de se aposentar que a gratificação vai ser mantida até o mês de agosto. em setembro os servidores que obtarem por permanecer nas atividades não  receberão mais o benefício. Foi recomendando a esses servidores que procure o RH para dá entrada na aposentadoria."

Os servidores ameaçados de perder a gratificação por função são aqueles que já tem 35 anos de serviços e 58 de idade, caso dos homens, e mulheres com 30 anos de serviço e 58 de idade.  

Contudo, o funcionário público pode trabalhar até os 75 anos, quando é aposentado compulsoriamente (obrigatoriamente) -, também conhecida como aposentadoria "expulsória'.

Só que, ao que parece, o secretário Estadual de Saúde, Alexandre Ayres, não quer pagar pra ter essa turma 'envelhecida', com menos de 75 anos, por perto. Se quiserem ficar, que recebam menos, essa é decisão.

Numa crise sanitária e econômica como a que enfrentamos, me pergunto como fica a saúde mental desses profissionais "mais velhos" que tanto precisam continuar trabalhando para receber a gratificação?

Conheço um funcionário da Saúde, com nível superior, com carga horária de 40 horas semanais, cuja gratificação é de R$ 1.400,00. Mas, a maioria dos atingidos - aqueles que mais vão sofrer - têm nível médio, e o salário não passa de R$ 1.500,00 

Nessa turma de nível médio há casos em que a gratificação é maior do que o salário. Portanto, a perda será imensa, porque a gratificação é fundamental, é extremamente importante.

Será que os Calheiros estão cientes e deram o sinal verde para essa mudança?  

Bom, o secretário Alexandre Ayres não é nem um pouco elogiado pelos servidores. Quando assumiu o cargo cortou em 30% o valor da gratificação por função. 

 

 

 

Mais mulheres e policiais devem disputar eleições 2020

  • 20/07/2020 10:56
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Divulgação
Fátima Romar

A eleição deste ano, a primeira na era Jair Bolsonaro, já revela a tendência de um grande aumento no número de mulheres, policiais e mulheres policiais na disputa pelo comando das prefeituras.

Aqui em Maceió, até o momento, a professora Fátima Romar foi anunciada pelo Cidadania. E no estreante Unidade Popular (UP) a jornalista Lenilda Luna também já foi indicada como pré-candidata.

Em outras capitais, oito mulheres policiais são pré-candidatas. Casos Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Aracaju, Goiânia e Manaus. Seis são delegadas de polícia civil. As outras duas são oriundas da PM.

O interessante é que as candidatas são de partidos de todas as linhas ideológicas: ditos progressistas como PT e PDT, aos mais conservadores, como Podemos, DEM e PSC.  

Em comum entre as mulheres policiais, tudo leva a crer que será o discurso contra a corrupção e o combate a violência.

Se essa tendência for confirmada pelas siglas com a efetivação dos nomes dos candidatos entre 31 de agosto e 16 de setembro e o regsitro for feito até 26 de setembro, teremos um grande protagonismo das mulheres na disputa pelos cargos majoritários nas grandes cidades do Brasil.

No total, hoje, 38 mulheres são pré-candidatas às prefeituras de 21 capitais. E, não duvide, são nomes competitivos.

Veja abaixo a lista de pré-candidatas:

1 - Aracaju

Danielle Garcia (Cidadania)

Georlize Teles (DEM)

2 - Belém

Úrsula Vidal (Podemos)

3 - Belo Horizonte

Luisa Barreto (PSDB)

Áurea Carolina (PSOL)

Marcela Valente (PSL)

4 - Boa Vista

Gerlane Baccarin (PP)

Shéridan Oliveira (PSDB)

5 - Cuiabá

Gisela Simona (PROS)

6 - Fortaleza

Luizianne Lins (PT)

7 - Florianópolis

Angela Amin (PP)

8 - Goiânia

Adriana Accorsi (PT)

9 - João Pessoa

Edilma Freire (PV)

Socorro Gadelha (PV)

Daniela Bandeira (PV)

Amanda Rodrigues (PSB)

10- Manaus

Conceição Sampaio (PSDB)

Debora Mafra (PSC)

Caroline Braz (PSC)

11 - Maceió

Fátima Romar (Cidadania)

Lenilda Lula (UP)

12 -Natal

Natalia Bonavides (PT)

13 - Porto Alegre

Manuela D’Ávila (PC do B)

Fernanda Melchionna (PSOL)

Comandante Nádia (DEM)

Juliana Brizola (PDT)

14 - Porto Velho

Cristiane Lopes (PP)

15 - Palmas

Cinthia Ribeiro (PSDB)

Vanda Monteiro (PSL)

16 - Recife

Marília Arraes (PT)

Patrícia Domingos (Podemos)

17 - Rio de Janeiro

Martha Rocha (PDT)

Benedita da Silva (PT)

Renata Souza (PSOL)

18 - São Paulo

Joice Hasselmann (PSL)

Marta Suplicy (Solidariedade)

19 - Salvador

Major Denice (PT)

Olívia Santana (PC do B)

Lídice da Mata (PSB)

20 - Teresina

Simone Pereira (PSD)

21 - Vitória

Neuzinha de Oliveira (PSDB)

 

 

 

Para Renan, ressuscitar a CPMF mostra o quanto o governo está sem rumo

  • VONEY MALTA
  • 17/07/2020 18:00
  • Voney Malta

"A simples cogitação de ressuscitar a CPMF mostra o quanto o governo está atordoado, sem rumo. É o pior imposto existente por ser regressivo e tributar toda cadeia econômica. É a cloroquina da área econômica. Não resolve e faz muito mal", criticou no Twitter (veja aqui) o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Tema defendido apenas por representantes do governo federal, tem sido alvo de intensas críticas de políticos, empresários, mercado financeiro e economistas. O autor da ideia é o ministro paulo Guedes, da Economia. 

Nesta quinta-feira (16) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou feros do tema, revelou na Globo News sua intenção de pretendia "recriar a campanha "Xô, CPMF", lançada em 2007 contra a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras, derrubada naquele momento pelo Congresso."

Paulo Guedes, por sua vez, justifica o novo ​tributo como forma de desonerar a folha de pagamento para até um salário mínimo. 

A queda de braço está só começando. E um tema sensível como esse, ainda mais sendo tratado em ano eleitoral, tem tudo para ser derrotado, mesmo com o acordo acertado entre o governo Jair Bolsonaro e os deputados do Centrão.

Em Maceió, dificilmente uma chapa vai eleger 2 vereadores; 3 é quase impossível

  • VONEY MALTA
  • 16/07/2020 11:00
  • Voney Malta

Dos 33 partidos políticos registrados na Justiça Eleitoral em fevereiro deste ano, cerca de 20 vão lançar candidatos a vereador em Maceió. 

No meio político a avaliação é que 13 siglas vão atingir o quociente eleitoral para eleger 1 vereador. Se essa conta bater, como são 25 vagas, sobram 12 para serem preenchidas. 

E como existem partidos com possibilidade de eleger mais de um vereador - casos do MDB, Podemos, PSB e o PP, por exemplo -, essa matemática significa que a eleição proporcional deste ano tende a ser surpreendentemente renovadora.

A verdade é que deve ser decepcionante para muita gente com mandato e também pra quem sonha com o cargo. E tudo por causa, outra vez e sempre, da modificação na legislação e da matemática.

O cálculo sobre a mesa dos políticos prevê que são necessários cerca de 17 mil votos para eleger 1 vereador e 32 mil para conquistar a segunda vaga. 

Para ganhar a terceira, 50 mil votos, número considerado improvável, tido até como impossível pelas cabeças pensantes.

Há um exemplo concreto em algumas siglas, mas vou usar o Podemos como exemplo, partido com nomes fortes eleitoralmente porque tem quatro prováveis candidatos tidos como os mais capazes, casos dos vereadores Kelmann Vieira e Eduardo Canuto, além de Beto da Farmácia e Joãozinho, assessor do prefeito Rui Palmeira.  

O provável é que os dois vereadores tenham mais chances pois têm, entre outras vantagens, mandato, são mais conhecidos. A dúvida que fica é até onde os outros dois, e os demais candidatos, vão se esforçar para ajudar na eleição de Kelmann e Canuto? 

Situação semelhante ocorre no DEM, mas com uma diferença: em vez de eleger dois tende a eleger apenas um, numa disputa entre Gabi Ronalsa e Simone Andrade.

Não será fácil para qualquer chapa atingir 32 mil votos. Serão muitos os partidos que não vão atingir a votação necessária por conta exatamente do alto número de siglas na disputa e a impossibilidade de se fazer coligação, que foi a grande mudança para esta pleito.

Há quem aposte que uma chapa poderá chegar aos 30 mil votos e não eleger ninguém na sobra. 

Ou seja, o quadro eleitoral mudou e essa será a primeira eleição dessa forma, com essa nova regra. Algo que os deputados federais, principalmente, estão observando porque serão os atingidos , em 2022, por essa regra.

Portanto, tudo indica que teremos uma eleição com muitos partidos, mas com a imensa maioria dos eleitos oriundos de várias siglas. 


Perigo: TSE prepara anúncio sobre eleição sem biometria

  • VONEY MALTA
  • 15/07/2020 10:00
  • Voney Malta

Depois que o Congresso aprovou, após sugestão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o adiamento do pleito deste ano por causa da pandemia do coronavírus, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, decidiu que a eleição para prefeitos e vereadores irá ocorrer sem a biometria.

Ele seguiu a recomendação de especialistas para evitar aglomerações nos locais de votação. Médicos e técnicos do Tribunal também acreditam que cerca de 70% do tempo gasto pelo eleitor para votar é por causa da biometria.

Uma resolução sobre o tema ainda será divulgada após aprovação pelo plenário do TSE, o que deve ocorrer em agosto, após o recesso. A tendência é que os demais ministros, que já foram consultados, sigam a mesma linha, uma vez que o país enfenta uma grave crise sanitária

O TSE recua vários passos no combate às fraudes eleitorais com essa decisão, mas o momento é excepcional. 

Outras questões que estão sendo avaliadas pelo órgão máximo da Justiça Eleitoral são o aumento do horário de votação e a criação de horários específicos de acordo com a idade do eleitor.

O primeiro turno do pleito de 2020 está marcado para o dia 15 de novembro e, caso necessário, o segundo será em 29 de novembro.

EM TEMPO - Provavelmente 'os meninos sabidos' que entendem como e oq ue fazer para corromper uma eleição vão se programar para agir diante da janela de facilidades que se abre.

Para combater e enfrentar esses riscos restam apenas a consciênca do cidadão e o aumento da fiscalização feita por órgãos de Estado (MPs) e entidades da sociedade civil, caso das OABs, entre outras entidades.

Vox Populi: maioria vê Bolsonaro culpado por crises econômica e sanitária

  • VONEY MALTA
  • 14/07/2020 10:00
  • Voney Malta

Saiu do forno quase agora pesquisa realizada pelo Vox Populi. 1.500 entrevistados foram ouvidos por telefone, entre 25 de junho e 3 de julho. 49% acham negativo, ruim, o desempenho do presidente Jair Bolsonaro no combate à epidemia casuada peo Covid-19. 

O desempenho considerado positivo e regular atingiu 24%. Por sua vez, 69% vêm a atual crise econônica como a pior da história do país. 

A maior rejeição ao presidente é encontrada entre as mulheres, 51%, enquanto entre os homens é de 35% o percentual daqules que avaliam o seu desempenho como negativo.

Já o desempenho de Bolsonaro no governo é negativo para 44% dos entrevistados. 31% positivo; regular, 23%.

A pesquisa - bem aprofundada quanto aos diversos temas e cenários -, avalia o governo do presidente Jair Bolsonaro, compara com levantamentos de outros períodos, apresenta o desempenho por região, gênero, idade, escolaridade, renda, religião, também faz comparação do governo Bolsonaro com os governos petistas, eleições deste ano, racismo, entre outras questões.

Leia aqui a pesquisa na íntegra publicada inicialmente no brasil247.com.br

Movimentos políticos de Bolsonaro para sobreviver

  • VONEY MALTA
  • 13/07/2020 11:00
  • Voney Malta

Depois do acerto com os deputados dos partidos que formam o Centrão, agora é a vez dos antigos amigos do PSL que viraram inimigos e podem retornar ao colo do amor hétero do presidente Jair Bolsonaro.

Contam que essa aproximação foi iniciada e fechada a partir de um telefonema de Bolsonaro ao presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PE). O papo iniciado há duas semanas teria sido definido com, é claro, indicações para cargos. 

Portanto, aquelas agressões - com termos como governo estelionatário, Bolsonaro "vagabundo", entre outras pancadas dos dois lados -, que presenciamos no ano passado estão basicamente superadas. 

Por isso não será surpresa se ouvirmos do presidente uma declaração inesperada, mas já observada em vários outros momentos, tipo "I Love You, Bivar!". Contudo, ainda há um único problema, que é a turma do PSL de São Paulo.

A deputada Joice Hasselmann, o deputado e presidente do partido no estado, deputado Júnior Bozzella, e o senador Major Olímpio resistem. "Infelizmente os partidos e os parlamentares querem saber é de cargos e de emendas. Quero ver como fica esse povo que foi tão chutado, machucado e chamado de bandido pelo Bolsonaro. Eles que se abracem novamente e saiam gritando 'mito'", criticou o senador.

O outro movimento de Jair Bolsonaro é a recriação do Ministério da Segurança. O objetivo desse posicionamento do governo é manter e fortalecer dentro do Congresso o apoio de parlamentares oriundos das PMs e dos bombeiros dentro do Congresso, como já acontece com evangélicos, militares das Forças Armadas e o centrão.

São lances do presidente nos bastidores que visam construir uma maioria na Câmara e no Senado, no momento em que o governo está fragilizado, sendo contestado em vários setores da sociedade, com forte perda de aprovação popular.

Político que defende e indica remédio é 'charlatão'?

  • VONEY MALTA
  • 09/07/2020 10:00
  • Voney Malta

Nenhum político deveria indicar qual medicamento a sociedade deve tomar. Esse é um tema exclusivo da área médica, da ciência. 

Portanto, é grave o presidente Jair Bolsonaro recomendar o uso da hidroxicloroquina como tratamento para combater o coronavírus.

Isso não é papel de uma autoridade, ainda mais sendo a mais importante de um país, porque é um tema exclusivo dos profissionais da saúde, repito. 

Pior ainda quando, após ser diagnosticado com a Covid-19, toma o medicamento, grava vídeo e divulga nas redes sociais.

Parece um irresponsável que, agindo como médico, pratica uma espécie de charlatanismo por um lado, por outro ocupa o espaço exclusivo de profissionais da área; o pior é que esssa estratégia tem claro objetivo político. 

Por isso são ações e atitudes que configuram crime.

Porém, tem mais:

Após ser diagnosticado com o vírus, Jair Bolsonaro estaria passando por exames de eletrocardiograma duas vezes ao dia para monitorar a frequência cardíaca.

Ou seja, o protocolo seguido por Bolsonaro vai além do recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para pacientes. 

A entidade pede para que sejam realizados exames no primeiro, terceiro e quinto dias do tratamento com a hidroxicloroquina.

É que o remédio não tem eficácia comprovada contra a Covid-19 e causa alterações, em alguns casos, na frequência cardíaca.

Questionamento interessante foi o postado no Twitter por [email protected]_dBrisa: "Jair Bolsonaro diz que confia na Cloroquina, mas tem médico à disposição 24 horas e faz 2 Eletrocardiogramas por dia. Assim fica fácil confiar, visto que arritmia cardíaca é um dos efeitos colaterais mais graves da droga.O gado que obedece Jair também tem essas regalias?"

Pois é. Jair Bolsonaro diz que está tomando aquele remédio suspenso, não recomendado pelas entidades de saúde do mundo para tatamento do Covid-19.

Mas será mesmo verdade que ele está contaminado?

Será que está ingerindo mesmo hidroxicloroquina?

Bom, eu sei que não foi Bolsonaro quem levou e inventou a mentira na política, mas sei que ele é useiro e vezeiro dessa estratégia.


Bolsonaro está contaminado? Ele merece ganhar cachê do fabricante da cloroquina?

  • VONEY MALTA
  • 08/07/2020 10:00
  • Voney Malta

Por tudo que já disse e desdisse em menos de dois anos de governo, qualquer ser humano de bom senso e alguma criticidade deve duvidar do anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro de que foi contaminado pelo Covid-19.

Até quando foi noticiar aos meios de comunicação escolheu os veículos para falar. Talvez para evitar ser questinado por profissionais de veículos 'inimigos', como ele já acusou diversas vezes em seus desequilibrados rompantes.

Portanto, o presidente diz estar contaminado, é ele quem afirma, o que significa que ninguém, nenhuma rádio, jornal, tv, site, enfim, nenhum jornalista profissional deve afirmar que o fato é verdadeiro. 

É que o histórico do personagem é bastante suspeito. É pra lá de duvidoso.

Tem mentiras em série, fake news aos milhares, esnoba recomendações científicas, e como presidente parece muito mais que trabalha como garoto propaganda da cloroquina - um remédio sem comprovação de eficácia contra o coronavírus.

Bom, se não recebe cachê deveria cobrar porque é o maior propagandista do medicamento.

E essa constatação não é minha. É de um membro do governo federal, Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, que escreveu o seguinte nesta terça-feira (7), segundo a Folha de S. Paulo: "A cloroquina ganha seu maior garoto propaganda. Ninguém menos que o presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro está cada vez melhor! É um dia triste para a esquerdalha. Grande dia para a direita conservadora e para o Brasil! Merecia ganhar um cachê do fabricante da cloroquina".

E nesta quarta-feira (8) o presidente voltou a defender, em suas redes sociais, o medicamento: "Aos que torcem contra a Hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo".

Leia aqui a polêmica gerada nas redes socias.

Cidadania inicia estratégia de divulgação dos seus pré-candidatos em Maceió e Arapiraca

  • VONEY MALTA
  • 07/07/2020 10:00
  • Voney Malta

Citado como renovação politica no Agreste alagoano, o advogado Hector Martins é pré-candidato do Cidadania em Arapiraca.

Ele deixou a presidência da seccional da OAB no município para enfrentar o desafio de lançar o seu nome na disputa.

Uma estratégia que já está sendo usada para difundir o nome do advogado é o uso das redes sociais.

Uma série de lives estão agendadas para esta semana com nomes importantes do Cidadania no cenário político brasileiro.

O pré-candidato vai promover encontros online para debater a conjuntura política e o futuro das cidades pós pandemia. 

O primeiro debatedor, na noite desta segunda-feira (6), foi o ex-deputado federal e presidente do Cidadania em Alagoas, Régis Cavalcante. 

Para esta terça-feira (7) ele vai receber Roberto Freire, presidente nacional do partido. O tema em discussão será 'Democracia e o papel das instuições em tempos de instabilidade política'.

O ex-senador e ex-ministro da Educação Cristovam Buarque vai discutir, na quarta-feira (8), 'Políticas públicas para a Educação no pós-pandemia.

A professora Fátima Romar, pré-candidata a prefeita de Maceió vai participar da discussão sobre 'A mulher e os desafios da política', na quinta (9).

Por último, na sexta-feira (10) será a  vez do deputado federal do partido Daniel Coelho, pré-candidato a prefeito de Recife. Eles vão debater a 'Conjuntura política e as eleições municipais'.

As lives no instagram estão agendadas para serem iniciadas ás 20 horas.

O Cidadania em Alagoas tem optado por apresentar pré-candidatos estreantes na política que são vistos pela sociedade como profissionais respeitados, casos de Hector em Arapiraca, cidade mais importante do interior, e de Fátima em Maceió.

Se vai dar certo ou não só saberemos lá na frente, após decisão do todo poderoso: 

'SUA EXCELÊNCIA', o eleitor!

'Rachadinha': Ex-gabinete de Bolsonaro na Câmara sob suspeita

  • VONEY MALTA
  • 06/07/2020 09:00
  • Voney Malta

Todos os filhos adultos do presidente Jair Bolsonaro seguiram a profissão do pai. Por ele foram encaminhados e é provável que também tenham incorporado virtudes e defeitos do chefão da família.

O senador Flávio e o vereador Carlos são investigados por suspeita de apropriação de parte do salário de servidores nomeados em seus gabinetes, a famosa e tradicional 'rachadinha'. 

E, ao que parece, esse esquema começou bem antes. Documentos dos 28 anos de Jair Bolsonaro como deputado federal mostram "intensa e incomum rotatividade salarial de seus assessores, atingindo cerca de um terço das mais de cem pessoas que passaram por seu gabinete nesse período", revela reportagem da Folha de S. Paulo.

Ou seja, foi observado "rotatividade salarial atípica de funcionários, que atingiriam cerca de um terço das mais de 100 pessoas que trabalharam em seu gabinete".

Dados da Câmara, segundo a reportagem, "mostram que assessores chegavam a ter os salários dobrados, triplicados, quadruplicados, o que não impedia que pouco tempo depois tivessem as remunerações reduzidas a menos de metade".

"Nove assessores de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) que tiveram o sigilo quebrado pela Justiça na investigação sobre “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio foram lotados, antes, no gabinete do pai na Câmara dos Deputados. Ao menos seis deles estão na lista dos que tiveram intensa movimentação salarial promovida por Bolsonaro quando era deputado federal". 

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) já anunciou em suas redes sociais que irá pedir investigação: "Estamos acionando o Ministério Público Federal para investigar esse 'vaivém' no gabinete de Bolsonaro: movimentações atípicas de servidores que indicam provável prática de RACHADINHA no gabinete do então deputado Jair Bolsonaro. Deve responder à justiça e ao país! ".

Mais informações leia aqui.