Voney Malta

Eleição para presidência da OAB poderá ser on-line

  • 07/04/2021 10:41
  • Voney Malta
Foto: Divulgação
OAB Alagoas

Alguns pré-candidatos ao comando das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil nos estados defendem a adoção de votação on-line nas eleiçoes deste ano.

Em São Paulo, por exemplo, o grupo de apoiadores da advogada Dora Cavalcanti vai lançar um movimento - e tenta o apoio da OAB local - para que o voto a distância seja implantado.

A preocupação é que literalmente ninguém tem como prever, advinhar, comprovar ou saber como estará a pandemia em novembro, mês onde geralmente ocorre a eleição nos estados.

A questão da votação on-line já foi debatida no ano passado no âmbito do Conselho Federal da OAB, em Brasília, inclusive abrindo possibilidade para que estados participem de um projeto piloto.

De acordo com Nivaldo Barbosa, presidente da OAB-AL, uma comissão nacional foi criada mas ainda não apresentou uma ferramenta eficiente e segura que garanta segurança digital da votação on-line.

Para ele, "a votação on-line será experimentada em alguns estados, mas é difícil implantar para todo o país porque ainda não há garantia da autonomia e do sigilo do voto, bem como da infalibilidade do sistema, mas acredito que essa é a tendência para as eleições seguintes"  

EM TEMPO - No caso de Alagoas, até o início de outubro a OAB define a data exata do pleito que será realizado, como sempre, em novembro.

Contaminação e mortes ocorrem nos locais que mais votaram em Bolsonaro, diz estudo

  • 06/04/2021 10:15
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Foto: Renato Costa/FramePhoto
Jair Bolsonaro

Estudo feito por mestres, doutores e estudantes do  Ieps - Instituto de Estudos para Políticas de Saúde -, e publicado na Folha,  mostra como e quanto o discurso e o comportamento de um líder influencia no comportamento da população.

No caso concreto do covid-19, o grupo de pesquisadores coletou o número de mortes por município e estados desde o primeiro caso por local até o final de março, analisou a evolução, mediu calculou e chegou a uma terrível conclusão: "o distanciamento social tendeu a ser relativamente menor, e a incidência de casos maior, em municípios que votaram mais em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, logo após demonstrações públicas do presidente se posicionando pela minimização da gravidade da crise e do risco sanitário nos primeiros meses da pandemia".

"Tomemos o caso de Boa Vista (RR): trata-se da capital com o segundo maior percentual de votos em Bolsonaro (69,3%) e a quinta colocada no que se refere à taxa de aceleração de óbitos (134,8%). Já São Luis (MA) contabilizou o quarto menor percentual de votos em Bolsonaro (36,6%), bem como a segunda menor taxa de aceleração, com uma queda de 21% na média de 2021", explicam os pesquisadores.

Outro exemplo curioso apresentado ocorre entre Piauí e Santa Catarina. Diz o estudo que "No Piauí, estado com menor percentual de votos em Bolsonaro no primeiro turno (18,8%), a taxa de aceleração de óbitos é uma das mais baixas (34,6%). Em Santa Catarina, por outro lado, Bolsonaro recebeu 65,8% dos votos válidos no primeiro turno —trata-se do estado que proporcionalmente mais votou em Jair Bolsonaro no primeiro turno— e a taxa de aceleração de óbitos superou 200% em 2021."

De acordo com a conclusão dos pesquisadores, "Ainda que o presente trabalho tenha caráter descritivo, os resultados indicam a existência de uma relação positiva entre apoio eleitoral ao presidente e a aceleração da mortalidade por Covid-19 em 2021 no Brasil".  

Para eles, "A mortalidade tem acelerado exatamente nos estados e municípios que mais votaram em Bolsonaro em 2018 e onde o distanciamento social tem sido menor —portanto, em lugares mais alinhados e suscetíveis à retórica do presidente. Neste sentido, apoio político e eleitoral a Bolsonaro têm correlação direta com mortalidade: mais votos, menos vidas".

Clique aqui para o ler "Quantas vidas cabem em um voto?" na íntegra. Estudo foi realizado por Beatriz Rache
Mestre em economia e pesquisadora do Ieps (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde); Miguel Lago, Mestre em ciência política e diretor executivo do Ieps; Fernando Falbel, ​Estudante na Eaesp-FGV (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas) e estagiário do Ieps; e Rudi Rocha, Doutor em economia, é professor da Eaesp-FGV e diretor de pesquisas do Ieps.

 

"Lula será o candidato de centro", aposta Renan Calheiros

  • 05/04/2021 12:39
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Foto: Agência Brasil
Renan Calheiros

Serve pra vida e tambêm, óbvio, para a política, ainda mais nesses tempos de pandemia: Paciência, persistência e prudência.  

Tudo deve ser pensado, planejado e anunciado como quem define e traça uma meta.  

Exatamente o que expôs o senador Renan Calheiros (MDB-AL), diante da intenção de alguns partidos e lideranças de encontrarem uma alternativa a Lula e Bolsonaro em 2022.

Em entrevista ao Valor, o senador crava que será Lula o nome que unirá e unificará o centro contra Jair Bolsonaro, o que impedirá o surgimento de uma terceira via.

"Lula será o candidato de centro em 2022", aposta Renan Calheiros.  Para ele, “Lula tem o melhor perfil para a aliança com o centro. Ele já fez isso em governos anteriores e entregou ótimos resultados, mesmo com algumas alianças até equivocadas. Mas é ele quem tem mais condições de atrair o centro contra Bolsonaro”.

“É isso que causará esvaziamento de outras candidaturas”, conclui.

Rei, rainha, peão, cavalo, torre e bispo já estão em movimento sobre o tabuleiro.

Paciência, persistência e prudência para o enfrentamento de raios e trovões e também do imprevisto são necessários.

Imprevisto esse que elegeu Jair Bolsonaro em 2018. 

Queda de comandantes reforça papel constitucional das Forças Armadas

  • 31/03/2021 09:40
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A tentativa do presidente Jair Bolsonaro de aliciar as Forças Armadas para atender os seus interesses e os dos seus filhos parece ter dado com os "burros n'água".

Exército, Marinha e Aeronáutica vêm agindo de acordo com a Constituição ao se portarem profissionalmente como instituições de Estado.  

Ou seja, não admitem se submeterem ao capricho amalucado de um governante, sabidamente temporário, quem quer que seja.

As diversas declarações, ações, atos e demonstrações antidemocráticas de Jair Bolsonaro sempre incomodaram as Forças Armadas.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Michel Temer, general Sérgio Etchegoyen, é mais um dos militares a resumir a questão ao confirmar o profissionalismo dos militares.

“Independentemente de quem estiver no comando, elas nunca vão deixar de ser instituição de Estado. Sei do que estou falando”. Afirmou ainda que se algum setor do governo estiver pensando em golpe, “a frustração será grande”.

Outros militares das Forças, da ativa e da reserva, também tratam do tema de maneira semelhante, segundo reportagem de Marcelo Godoy, no Estado de S. Paulo: "Para um tenente-brigadeiro, os militares pagaram um preço muito alto na 'última aventura' (o golpe de 1964) e têm a 'Argentina ao lado para saber o que é retaliação'. O brigadeiro afirmou que a geração formada nos anos 1980 é avessa a 'aventuras'".

Ainda de acordo com Godoy, "Um general chamou a atenção para o fato de o Alto Comando, assim como os generais de divisão, terem a mesma visão contrária ao uso político da Força. Um dos que têm repetido que 'não há a menor possibilidade de aventuras com a participação do atual Alto Comando' é Francisco de Brito, atualmente na reserva. Não só ele. O ex-ministro da secretaria de Governo Carlos Alberto Santos Cruz também repetiu na terça-feira, 30, que as Forças Armadas não entrarão em nenhuma 'aventura'".

Tanto o demitido ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, quanto os também demitidos Edson Pujol, comandante de Exército, Ilques Barbosa Júnior, Marinha, e o de Aeronáutica Antônio Carlos Bermudez, sempre deixaram claro que as Forças Armadas são insitituições de Estado e cumpridores dos preceitos constitucionais.

 

 

Gota d'água: Ministro da Defesa cai por causa de entrevista de general

  • 29/03/2021 17:08
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O surpreendente pedido de exoneração do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, teria tido como causa uma entrevista do general Paulo Sérgio, responsável pela área de saúde do Exército, ao jornal Correio Braziliense, publicada neste domingo (28).  

Sem negacionismo e seguidor de normas científicas - como é a formação nas Forças Armadas, o que deve ter desagradado o presidente Jair Bolsonaro, o general Paulo Sérgio apontou a possibilidade de uma terceira onda da covid-19 no País nos próximos meses.

Ele também revelou "que a Força entrou em uma espécie de lockdown, em que integrantes de grupos de risco foram enviados para home office e cerimônias militares acabaram suspensas em todos os quartéis. Além disso, estão sendo realizadas campanhas massivas de distanciamento social e outras ações, como uso de máscaras e higienização das mãos".

O general afirmou que a taxa de mortalidade na instituição é de 0,13%, bem abaixo do índice de 2,5% registrado na população.

Ainda é especulado que Jair Bolsonaro pediu o cargo do ministro porque Fernando Azevedo protegia as Foraçs Armadas da intenção do presidente de ter um alinhamento automático, assim como de receber apoio público em suas posições.

Segundo o Estado de S. Paulo, “também podem entregar os cargos os comandantes do Exército, general Edson Pujol, da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, e da Aeronáutica, brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez. Enquanto o ministro apresentava uma nota à imprensa anunciando sua saída do cargo, os três comandantes se reuniram para tomar uma posição conjunta.”

"Na expectativa do Planalto, a Defesa e o Comando do Exército deveriam ter tomado alguma atitude, repreendido de alguma forma o general, que, inclusive, defendera a Organização Mundial da Saúde (OMS), o isolamento social, o home office, as máscaras e as vacinas, sem uma única manifestação de aprovação ao uso da cloroquina ou do "tratamento precoce" propagandeado pelo presidente", revela reportagem.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista do general:

"Todo dia, nosso comandante, o general Leal Pujol, faz videoconferência conosco e recomenda para que a ponta da linha use máscara, álcool em gel, distanciamento".

"Hoje, no Quartel General, não estamos com todo o efetivo cumprindo o expediente normal. Metade vem um dia; outra metade, no outro. Ou metade vem de manhã e metade, à tarde".

"E queremos exatamente a manutenção do planejamento para nos prepararmos para essa terceira onda. É isso que estamos fazendo, e esperamos que o poder público faça também."

"Nós estamos no limite, e a gente torce e até reza para que esses números decresçam para não faltar (leito). Até hoje não faltou, mas é um risco que a gente corre."

"Estamos com uma taxa de mortalidade de 0,13%. Ínfima, em termos de comparação com a do país".

Leia aqui a entrevista na íntegra e tire as suas conclusões.

 

Advogados serão candidatos nas eleições de 2022

  • 29/03/2021 10:35
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Protagonista secular na luta em defesa de uma série de conquistas da sociedade, advogados -  e (ou) suas entidades de classe nos estados  - articulam uma série de candidaturas nas eleições de 2022.

Claro que muitas dessas candidaturas possíveis vão depender, também, mas não só, do resultado das eleições no Conselho Federal da Ordem dos Advogados e nas seccionais, o que está marcado para ocorrer este ano.

O nome de maior visibilidade nessa estratégia é o do presidente nacional da entidade, Felipe Santa Cruz, que pode ter apoio do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), na disputa pelo governo do estado.

O advogado também já foi sondado pelo PSDB e conversa com facilidade com membros do PSOL, PT, entre outras siglas de esquerda e de centro.

Santa Cruz tem se destacado como um crítico das ações - e da falta delas - do presidente Jair Bolsonaro. Sua candidatura é vista como um importante contraponto nas eleições no Rio e ainda com capacidade de influenciar no cenário nacional.

Em Alagoas, especificamente, também ocorrem conversas sobre candidaturas de membros importantes da advocacia, especialmente, por enquanto, na disputa proporcional.  

Quanto aos possíveis nomes, o sigilo tem sido "a alma do negócio".

Contudo, posso garantir que os nomes ventilados e avaliados não são nenhum dos tradicionais advogados candidatos derrotados nas últimas eleições.

A ideia dessas candidatutas é a de que elas representem, neste momento, a defesa de pautas sociais, defesa da democracia e respeito aos direitos sociais sem qualquer dose de “extremismo”.

 

Collor ministro de Bolsonaro? Fala sério! Ou não?

  • 26/03/2021 10:35
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Foto: Agência Brasil / Arquivo
Fernando Collor e Jair Bolsonaro

Podem até errar alguns antigos conhecidos alagoanos de Fernando Collor, mas eles cravam - e eu concordo -, que o senador não aceitaria assumir o Ministério das Relações Exteriores do governo Jair Bolsonaro, especulação que cresceu nos últimos dias.

Provável candidato em 2022 a renovar o mandato (ou disputar o governo de Alagoas), o que Collor precisa é ter influência no governo em troca de apoio no Senado, jamais vincular o seu nome e imagem a do atual presidente.

É inimaginável pensar em Collor seguindo determinações ideológicas de Bolsonaro e dos seus filhos na relação com países europeus, com os seguidores fanáticos de Donald Trump, ser contrário ao multilateralismo, a globalização da economia, ao meio ambiente, por exemplo.

O ex-presidente tem vários fatos negativos registrados no seu período como presidente, mas os positivos também existem, como, entre outros, em 1992, no Rio de Janeiro, a Eco-92 reuniu lideranças de 175 países para, pela primeira vez, dar a largada nas questões da conscientização ambiental e ecológica como agenda dos cinco continentes. Foi um marco.

Fernando Collor, em várias de suas atitudes políticas, jamais duvidou da ciência, nunca exaltou a ditadura militar, nem zombou dos direitos humanos, portanto, servir a um governante negacionista, acusado de cometer crime contra a humanidade durante a pandemia - segundo análise da coordenadora do doutorado de Saúde Global e Sustentabilidade da USP e consultora da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Deisy Ventura - não deve constar em seus objetivos estratégicos vincular-se como subalterno.

Some-se a isso, entre outros fatores, uma característica normal no ser humano, mas ainda mais presente no munda politico, que se chama vaidade.

Já imaginou Fernando Collor de Mello convocado por Jair Bolosaro para participar da live dele, numa quinta-feira à noite, tendo que agradar ao chefe?

E tem mais: todos os técnicos ou políticos indicados para algum cargo que apareceram bem na relação com a imprensa, se destacaram, ou discordaram de alguma questão de interesse do presidente, foram demitidos, casos concretos de Moro, Mandetta e presidentes de estatais.

Ou seja, a caneta bic não perdoa, pois, como Bolsonaro já disse várias vezes, o governo é dele e é ele quem manda e ponto final.

Porém, em política tudo, tudo é possível.

Ou não?

 

 

Estrategistas trabalham com Bolsonaro fora do 2º turno

  • 24/03/2021 10:57
  • Voney Malta

O reconhecimento por parte da Segunda Turma do STF da suspeição do ex-juiz Sergio Moro para julgar Lula (PT), coloca definitavamente o ex-presidente na corrida eleitoral de 2022, mesmo com os seus processos sendo reiniciados na Justiça Federal de Brasília.  

É que Lula agora tem ainda mais discurso para reafirmar que foi perseguido e humilhado com objetivo de ser afastado da eleição de 2018 e o seu algoz foi premiado com o cargo de ministro do governo eleito.

Diante desse quadro, o que importantes políticos e analistas começam a perceber é a real possibilidade de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fique fora do segundo turno.  

Primeiro, e especialemente, pela presença de Lula no processo, seja como candidato ou ainda como apoiador presente e ativo na campanha.  

Segundo, a manutenção do caos na saúde e na economia provocadas pela pandemia tendem a enfraquecê-lo, mesmo com os cerca de 22% - cenário mais negativo - que mantém nas pesquisas atuais.  

Quanto a este fator, é crescente e visível a insatisfação da sociedade com o governo errático, negacionista e irresponsável que está aí. Exemplos não faltam: assinaturas de milhares de economistas, banqueiros e empresários críticos quanto ao tratamento dado a pandemia, panelaços, entre outras situações claras de insatisfação.

Por isso também já corre nos bastidores várias avaliaçoes e consultas sobre a construção de uma candidatura alternativa que possa ocupar esse vácuo, uma espécie terceira via.  

Composiçoes com nomes como os do ex-presidenciável Geraldo Alckmin, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, o prefeito de BH Alexandre Kalil (PSD), a empresária Luiza Trajano, o apresentador Luciano Huck, Sergio Moro, assim como o general da reserva Santos Cruz, entre outros, estãos sendo apresentadas e avaliadas.

Donald Trump foi derrotado em sua reeleição. Por que o seu seguidor, imitador e também mentiroso brasileiro não pode ser?

Forças econômicas e políticas estão atentas e jogando diante de uma mudança de perspectiva: antes a questão era quem disputaria o segundo turno com Bolsonaro, agora já se pensa em quem pode disputar o segundo turno com Lula.

Contudo, possibilidades e perspectivas eleitoiias estão sempre em constante mudança, até um determinado momento.

 

 

 

 

 

Bolsonaro leva PT e PSDB a conversarem sobre 2022

  • 22/03/2021 10:54
  • Voney Malta

A crise econômica e de saúde terrivelmente mal geridas pelo governo de Jair Bolsonaro - "um presidente com a imagem já bem rachadinha", está servindo para uma aproximação  entre os antagônicos, desde 1990, PT e PSDB.

Tudo começou no alinhamento entre os partidos no Fórum dos governadores, onde resistem as ameças e boicotes feitos pelo presidente nas ações de enfrentamento ao coronavírus.

Agora já se fala sobre reunir os ex-presidentes Lula e FHC, e há interlocutores admitindo apoio a quem chegar ao segundo turno. “Da minha parte estou aberto a conversar. Na minha concepção, é preciso definir quem é o inimigo principal. Se é o Bolsonaro, como a gente ganha dele? E ganhar para fazer o quê? Essas são as duas questões postas”, disse FHC ao Estadão.  

Para Rui Costa (PT), governador da Bahia, “Se depender de mim, vamos trabalhar para isso. Sou a favor de que a gente coloque o Brasil acima das nossas divergências políticas secundárias. Estamos tratando de um projeto de salvação nacional. A lógica da disputa da eleição no Brasil será semelhante à dos Estados Unidos. É a democracia contra a barbárie e o ódio. A sociedade do bem vai prevalecer contra a lógica miliciana de condução do País.”  

Contudo, claro que a tarefa não será tão simples. São décadas de disputas entre as duas siglas. PT E PSDB só entiveram juntos no 2º turno de 1989, quando o presidenciável Mário Covas declarou apoio a Lula contra Fernando Collor.

No presente também será necessário superar a resistência atual a essa aproximação na bancada do PSDB liderada pelo deputado Aécio Neves (MG) que apoia Jair Bolsonaro e entre parlamentares petistas mais 'radicais'.

No cenário atual tudo caminha para que nas eleiçoes de 2022 tenhámos o inverso do que ocorreu em 2018, quando todos os postulantes tentavam incoporar o voto antipetista. Agora tudo indica que será o voto contra Bolsonaro.

A vida dos brasileiros e a nossa democracia precisam parar de serem golpeados constantemente e insistentemente pelo devoto de hidroxicloroquina, ivermectina, seus filhos e seus aliados radicais.

 

 

 

Vídeo: Felipe Neto diz que Bolsonaro criou o "Bolso Família"

  • 19/03/2021 09:53
  • Voney Malta
Foto: Getty / Imagens
Jair Bolsonaro

Talvez hoje Felipe Neto seja a principal voz (a mais ouvida e de maior repercussão?) de oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

Por seus críticos posicionamentos nas redes sociais sofreu ameaças e é perseguido nas redes sociais por filhos e aliados  do presidente.

Até a Lei de Segurança Nacional foi usada, esta semana, para ameaçá-lo com um inquérito por ter chamado o presidente de “genocida”, por seu comportamento na pandemia.

O que diz Felipe Neto tem imensa repercussão, e isso  tem assustado e incomodado Bolsonaro e seus filhos.  

Reconhecido também internacionalmente, ele tem 40 milhões de seguidores em seu canal no YouTube e outros 25 milhões no Twitter e no Instagram.

É muita coisa.

Pois bem, um dia após a Justiça ter determinado a suspensão da investigação - aberta a pedido do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), no caso em que Felipe chamou o presidente de genocida-, Felipe Neto publicou um vídeo no youtube onde promove o 'Bolso Família'.  

"Toda familia merece proteção. Mas como toda família é muita gente, o governo Bolsonaro criou o "Bolso Família", o maior programa de teransferência de dinheiro público para o bolso de apenas uma única  família; a família Bolsonaro". diz o vídeo.

Narração diz ainda que "Já são cerca de 6 pessoas beneficiadas com toda proteção da máquina do Estado. Enquanto as famílias do Brasil ficam sem auxílio, sem emprego e sem vacina, os beneficiários do Bolso Família já contam com rachadinhas do salário de funcionários fantasma, 89 mil parcelados na conta da esposa, milhões em dinheiro vivo não declarado, dezenas de imóveis suspeitos e mansão própria de seis milhões de reais. Para ter acesso ao programa é simples, basta ter o sobrenome do presidente ou ter o rabo preso com Queiroz.

Veja o video e os comentários aqui.

Covid: Vereador quer usar aeronave para 'pulverizar' cidade com álcool em gel

  • 17/03/2021 09:55
  • Voney Malta

Um ano depois do registro da primeira pessoa morta vítima do coronavírus no Brasil (17 de março) o presidente da Câmara de Vereadores da bela e turística Canela, no Rio Grande do Sul, dormiu, dormiu, dormiu e  acordou lembrando do sonho que teve com a solução para enfrentar o coronavírus.

Alberi Dias (MDB) divulgou aos seu companheiros, durante sessão, que a pulverização da cidade poderia ser a solução para enfentar a crise sanitária: "Nós poderíamos pulverizar ao menos nossa cidade. Temos vários empresários que são donos de helicópteros, de aviões. Não sei se existe o álcool em gel líquido, mas seria bom pulverizar, porque o vírus está no ar. É uma coisa de outro mundo".

“Pulverizam lavouras com avião. Talvez fosse uma ideia, porque o álcool em gel não faz mal, não vai prejudicar ninguém, não vai manchar roupa de ninguém, o telhado de ninguém. É uma ideia. Hoje eu acordei pensando nisso: por que não pulverizar?”, questionou o presidente (veja o vídeo).

Bem, parece que o desespero da população tá em ritmo crescente, não é mesmo?

Desespero esse causado pelo maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil, segundo a Fiocruz.  

A tragédia humanitária não é uma 'gripezinha', como dizia o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Estamos próximos de chorarmos 3 mil mortos por dia e de atingirmos o assustador número de 300 mil mortes desde o inicio dos registros. Há quem calcule que, sem vacinas, poderemos superar 600 mil mortes.

O descaso do governo federal e sua asssutadora falta de liderança e incapacidade de governar o país nessa terrível crise já é reconhecida pelos brasileiros, de acordo com os número da pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (17). Realizada por telefone nos dias 15 e 16 de março, ouviu 2.023 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

- 54% acham ruim ou péssimo o desempenho do presidente Jair Bolsonaro na gestão da crise.  

-43% acreditam que o presidente é o principal culpado pela situação.

-38% acham que os governadores e os prefeitos (28%) estão combatendo melhor a pandemia do que Bolsonaro (16%).

Leia aqui mais dados sobre a pesquisa.

 

Políticos de AL usam o Twitter para opinar sobre novo ministro da saúde

  • 16/03/2021 10:12
  • Voney Malta

A cardiologista e professora na USP Ludhmila Hajjar disse não ao emprego de ministra da Saúde do governo Jair Bolsonaro. Ela não concordou com as ideias do quase chefe. Agora anda com segurança pessoal e carro blindado, segundo a jornalista Bela Megale, no jornal O Globo, após ter sido ameaçada de morte por bolsonaristas.  

Contrário ao que é recomendado pelas boas práticas de sáude no combate à pandemia e incentivador da população a descumprir medidas, Bolsonaro imediatamente arranjou outro ministro, o também médico Marcelo Queiroga.  

Dizem que o novo ministro já defendeu, num passado recente,  o uso de máscara, distanciamento social e criticava a cloroquina. Mas, ao que parece, já se adaptou ao pensamento do presidente. Ou seja, ainda não sabemos bem o que vem por aí nas mãos do quarto ministro da Saúde.

Por outro lado, alguns políticos alagoanos demonstraram conhecer o médico. No Twitter, o senador Fernando Collor (PROS) desejou bons resultados para o futuro ministro: "Desejo uma excelente gestão ao médico @mqueiroga2, novo ministro da Saúde. Que os entraves que atrasam a vacinação em massa sejam superados já. Para salvar vidas e recuperar a economia, a imunização é o caminho!"

Porém, Marcelo Benites, um dos seguidores do senador reagiu: "Precisamos mais que sorte senador estamos sendo dizimados. Depois que o navio bateu n iceberg não adianta trocar o capitão. Titanic morreram 1.500 pessoas já passamos de 260 mil. Perdemos a guerra, perdemos a esperança, e nossa classe política é uma vergonha para esse país. (Leia aqui outras opiniões).

O senador Rodrigo Cunha (PSDB) ofereceu apoio: “Chegamos ao quarto Ministro da Saúde enquanto tentamos sobreviver à pandemia. Desejo ao Dr. Marcelo Queiroga clareza e apego inegociável à ciência. Coloco meu mandato à disposição, principalmente, na garantia de vacinação célere de toda nossa população”.

Deputado federal e líder do MDB na Câmara, Isnaldo Bulhões também usou o Twitter para dizer que "Os desafios na saúde são enormes, ainda mais em meio a crise sanitária em que vivemos. Para isso é necessário diálogo, experiência e um forte currículo, e não temos dúvidas de que o médico e cardiologista, Dr. Marcelo Queiroga, possui a junção de tudo isso. Vamos em frente! Bandeira do Brasil

"Confirmado o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Desejo um bom trabalho e sabedoria para dar novos rumos à pasta, focado no esforço de um plano nacional forte de imunização contra Covid-19 que alcance toda a população do Brasil, o quanto antes", postou a deputada federal Tereza Nelma (PSDB)

 

 

Pesquisa XP/Ipespe: Bolsonaro e Lula estão tecnicamente empatados

  • 12/03/2021 13:05
  • Voney Malta
Foto: Reprodução / Internet
Lula e Bolsonaro lideram intenções de votos, segundo Paraná Pesquisa

Maior corretora de investimentos do Brasil, a XP divulgou para os seus clientes, e para o mercado financeiro, a primeira  pesquisa após o julgamento no STF que devolveu ao ex-presidente Lula a sua possibildiade de ser candidato em 2022.  

Entre os dias 9 e 11 de março foram feitas 800 entrevistas telefônicas no Ppaís. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

A rejeição ao presidente Jair Bolsonaro cresceu, especialmente por sua atuação no combate ao covid-19. Avaliação negativa nessa área específica saltou de 53% para 61%. A parcela que acredita que a economia do país está indo no caminho errado é de 63%; em fevereiro era 57%.  

Na pesquisa estimulada, Jair Bolsonaro tem 27% das intenções de voto; Lula 25%; Sergio Moro (10%), Ciro Gomes (9%); Luciano Huck (6%).  

Já no segundo turno, Bolsonaro aparece com 41%, Lula tem 40%. Nas simulações com os demais candidatos, Bolsonaro vence todos, com exceção de Sergio Moro, 31% a 34%.

Na espontânea, Bolsonaro foi de 21% para 25% e Lula de 5% para 17%.  

Sobre o próximo presidente, 52% dos entrevistados dizem preferir votar em um candidato que “mude totalmente a forma como o Brasil está sendo administrado”. Já 29% preferem alguém que “mude um pouco”.

 

Eleições 2022: Lula paz e amor e Moro desejado pelo Podemos

  • 10/03/2021 11:00
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"Se quiseram matar a jararaca, não fizeram direito, pois não bateram na cabeça, bateram no rabo. A jararaca está viva", bradou o ex-presidente Lula após o juiz Sergio Moro determinar que ele fosse conduzido coercitivamente para prestar depoimento à PF, em 2016.

E o que veremo a partir de agora, tudo indica, não terá nada a ver com uma serpente. Candidato ou não em 2022, Lula está sendo orientado a representar a salvação nacional e a pregar menos armas e mais vacina após o ministro Edson Fachin, do STF, ter anulado todas as suas condenações da Operação Lava Jato.

Portanto, o PT vai deixar de lado qualquer estratégia do 'nós contra eles', deve apresentar algum plano de reconstrução nacional para superar a crise social. Ou seja, vai reaparecer com um discurso de esperança que possibilite encontrar saídas.

Quanto ao ex-juiz e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, só depende dele ser candidato ou não em 2022. O Podemos ainda o espera pois acredita - independente de ser considerado suspeito no jugamento de Lula no Supremo, na Operação Lava Jato ainda como uma bandeira contra a corrupção e que conta com muita força na sociedade.

De acordo com a avaliação  de Álvaro Dias (Podemos-PR), líder do partido no Senado, "A candidatura de Sergio Moro só depende dele. É uma questão pessoal. Cabe saber se ele está disposto ao enfrentamento, pois não será uma disputa suave e certamente levará pancadas de ambos os lados, do PT e do Bolsonaro. Então ele tem que estar preparado". 

Covid, Bolsonaro, desvio e eleição com Lula é outra coisa

  • 09/03/2021 11:04
  • Voney Malta

A bolsa brasileira caiu quase 4%, o dólar subiu próximo dos 6 reais e quase todo mundo desviou o foco da terrível crise de saúde que enfrentamos (também social e econômica causada pela pandemia do coronavírus e pela incompetência comprovada do governo Bolsonaro, além de boa parte dos governadores, prefeitos e da população, para reduzir as mortes e o colapso nas unidades de saúde), após Edson Fachin, ministro do STF, pegar a todos - incluindo os seus colegas, de surpresa com a decisão sobre a anulação dos processos referentes ao ex-presidente Lula.

O desvio de foco nos leva a deixar em segundo plano o dado que o Brasil perde ao menos um profissional de saúde a cada 19 horas, ou 1,3 por dia, para a Covid. De acordo com o Ministério da Saúde, dos 484.081 profissionais infectados 470 morreram até o início deste mês.

Contudo, os Conselhos Federais de Médicina e de Enfermagem suspeitam que os números do Ministério estão subnotificados: teriam morrido 551 médicos e 646 enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, o que dá uma morte a cada sete horas e meia, segundo reprotagem da Folha (leia aqui).

Pois bem, enquanto assessores do governo federal comemoram internamente, pois avaliam o petista como o adversário ideal para 2022, Lula já anunciou em suas redes sociais uma entrevista coletiva nesta terça-feira (9), a partir das 14h, para tratar, entre outros temas, da decisão de Edson Fachin de anular as sentenças da Lava Jato.  

Mas o fato é que com Lula, a eleição presidencial é outra coisa:

1 -  polarizada;

2 - altera alianças políticas nos estados;

3 - com Lula e Bolsonaro qualquer candidato de centro ou de centro-direita tende a ter desempenho pífio, com exceção de Sergio Moro; 

4 - o ex-juiz pode surgir para defender o seu legado (lava-jato) de combate aos esquemas políticos, corrupção, enfim.

EM TEMPO: “Em razão do julgamento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro para as 14h, a entrevista do ex-presidente Lula foi remarcada para amanhã (10), a partir das 11h. #equipeLula”, informou a conta de Lula no Twitter (veja aqui)

 

 

Caso Pilar: "a Lei é para todos", diz presidente da Câmara de Vereadores

  • 05/03/2021 19:28
  • Voney Malta

DIREITO DE RESPOSTA

A Câmara Municipal de Pilar/AL, apoiada no artigo 2º, §1º, da Lei 13.188/2015, vem solicitar direito de resposta ao Sr. Voney Malta pela matéria publicada no dia 05 de março deste ano de 2021, com a seguinte manchete: “Caso Pilar: muito mais que uma decisão política”.

Em resumo, a matéria publicada afirma que a decisão de declarar a vacância do cargo de Vice-Prefeita envolve preconceito, racismo e crime de injúria.

Inicialmente, cabe destacar que a Câmara Municipal de Pilar/AL, conhecida como “A Casa do Povo” busca manter o diálogo com todos os Poderes, além dos veículos de informações sociais, visando à transparência dos atos promovidos pela Casa.

A matéria publicada expõe suposta afirmação realizada por membros do Poder Legislativo municipal e lideranças políticas locais que atentam não somente contra a moral e a ética social, como também caracteriza crime de injúria racial.

A Sra. Ivanilda Rodrigues de Melo é reconhecida por todos os setores sociais do município de Pilar/AL. Professora, secretária de educação, eleita Vice-Prefeita, combativa e com plenos direitos de se candidatar a cargos políticos, ingressou na política na última eleição naturalmente, tendo em vista que seu nome e seus feitos pela cidade são amplamente reconhecidos, atributos estes que esta Casa respeita e exige respeito aos que tentam diminuí-la.

Não obstante, a Lei é para todos, isto é, os candidatos eleitos devem tomar posse no dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da eleição ou em até dez dias, desde que por motivo justo aceito pela Câmara.

A Sra. Ivanilda Rodrigues de fato apresentou atestado médico que compreendia o intervalo de 31 de dezembro de 2020 até o dia 05 de janeiro de 2021. Porém, somente requereu a sua posse no dia 22 de fevereiro de 2021.

É importante destacar que no mês de janeiro somente as atividades legislativas se encontravam em recesso enquanto o funcionamento interno do órgão legislativo ocorreu sem interrupção. Inclusive, o Vereador Thiago Viana de Mendonça Canuto, primeiro suplente, tomou posse no dia 25 de janeiro de 2021, após o Vereador Clewerton Afonso Carvalho Cavalcante ter assumido uma secretaria municipal.

Desta feita, não restou alternativa, diante da ausência de justificativas da professora Ivanilda Rodrigues senão a declaração de vacância do cargo de Vice-Prefeita, em respeito ao artigo 55, §1 da Lei Orgânica do Município do Pilar, que está em conformidade com a Constituição Federal.

Agir de outra forma seria incorrer em improbidade administrativa e permitir que o Poder Executivo assim também o fizesse, de modo que não restou escolha, mesmo diante do respeitável histórico público da professora Ivanilda Rodrigues.

Esclarecidos tais fatos, esta Câmara repudia veementemente a matéria veiculada no portal do CADAMINUTO pelo Sr. Volney Malta, bem como em relação as ilações de preconceito, racismo e injúria levantadas por este em detrimento dos membros do poder legislativo pilarense.

Câmara Municipal de Pilar/AL, 05 de março de 2021.

Tayronne Henrique dos Santos

Presidente

 

EM TEMPO: Leia aqui o texto que deu origem a essa solicitação de direito de resposta.

 

Caso Pilar: Muito mais que uma decisão política

  • 05/03/2021 11:00
  • Voney Malta

Ivanilda Rodrigues de Melo, 66 anos de idade. Professora, servidora pública efetiva da Secretaria Municipal de Educação. Solteira e até setembro de 2020 sem qualquer vínculo político em sua terra natal.  

O que teria levado um prefeito com a administração aprovada por mais de 90% da população escolher uma senhora sem expressão política para ser sua vice-prefeita?

Dona Ivanilda é uma daquelas pessoas que orgulham sua terra. Uma vencedora. Uma cidadã de fibra que diz não ter medo de ameaças e de enfrentar, de frente, os desafios de uma mulher pobre e negra na política.

Ao que tudo indica chegou a hora de Ivanilda Rodrigues lutar pelos seus direitos e ainda enfrentar o preconceito e o racismo. Isso mesmo! A disputa pela cadeira de vice-prefeita (o) no Pilar, ganha novos capítulos e, ao que tudo indica, vai muito além do cargo. Envolve o projeto de poder, que é natural na seara política, mas extrapola os direitos igualitários.  

Uma conversa entre vereadores do município e lideranças da cidade pode mudar o direcionamento da decisão monocrática do presidente da Câmara, Tayrone Henrique, que decidiu pela vacância do cargo de vice-prefeita.  

“Não vamos deixar essa negra, sem força política, sem noção política, assumir se o Renatinho (prefeito do Pilar) decidir mesmo disputar o Governo do Estado. De qualquer maneira vamos dar pressão nele. A gente sabe como ele é na hora da pressão”, teria dito um dos envolvidos contrários a Dona Ivanilda.  

Se essa conversa entre vereadores e políticos do Pilar for instada como prova de uma trama de projeto de poder, Ivanilda Rodrigues pode até não reaver o cargo de vice-prefeita, mas o caso certamente ganhará repercussão nacional pelo crime contra a honra de uma negra vencedora.

O processo será judicializado pelo prefeito Renato Filho. A defesa vai se apegar no artigo 1º do regimento do Poder Legislativo: “Se decorridos dez dias da data fixada para a posse o Prefeito ou o Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior aceito pela Câmara, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago”.  

Detalhe: No dia 1º de janeiro Ivanilda estava infectada com o coronavírus. Nos dias seguintes boa parte dos vereadores, inclusive o presidente do Poder Legislativo também foi infectado. Na sequência outros servidores da Casa, que só retornou as atividades no dia 18 de fevereiro.  

Ou seja: O poder Legislativo estava em recesso durante todo mês de janeiro, vereadores e servidores foram infectados pelo coronavírus e foi Ivanilda Rodrigues quem procurou a casa para tomar posse, só que fora do prazo regimental. O presidente da Câmara cumpriu o regimento da Casa, é fato. Livrou-se de qualquer problema de improbidade.

Mas o caso deve ganhar um novo rumo, que terá seu veredicto na justiça. Independente da decisão judicial, o contexto preconceituoso e o crime de injúria devem ser um capítulo à parte.

Vídeo sobre o "custo Bolsonaro" detona o presidente

  • 05/03/2021 09:49
  • Voney Malta
Foto: Redes Sociais / Reprodução
Jair Bolsonaro

Enquanto o próprio Ministério da Saúde prevê uma explosão de cerca de 3 mil mortes por dia nas próximas semanas, uma peça publicitária foi divulgada nas redes sociais por Gregório Duvivier, entre outras pessoas, com fortes críticas ao governo federal.

O início dos disparos no zap e no twitter ocorreram na noite desta quinta-feira (4). A estratégia de divulgação lembra uma gigantesca campanha de propaganda.  

A peça é perfeita, inclusive ao usar figuras como os minsitros Ricardo Salles, Ernesto Araújo e Damares Alves, para atacar o presidente Jair Bolsonaro.

Enquanto o Ministério da Saúde avalia que iremos enfentar uma tempestade violenta após aglomerações de final de ano e carnaval, a falta de isolamento social, variantes mais contagiosas do coronavírus, provável colapso hospitalar nos estados e a falta de vacinas, os criadores da peça encontraram o discurso certinho contra Jair Bolsonaro.

Veja o vídeo aqui, leia os comentários dos internautas e tire as suas conclusões.

Pela 1ª vez Bolsonaro tem aprovação abaixo de 30%

  • 04/03/2021 09:51
  • Voney Malta
Foto: Agência O Globo
Jair Bolsonaro

Alguns comemoram, outros duvidam, mas é a primeira vez que uma pesquisa mostra o governo do presidente Jair Bolsonaro com avaliação abaixo de 30%.  

Levantamento foi realizado entre 18 e 23 de fevereiro pelo IPEC (Inteligência, Pesquisa e Consultoria) - instituto criado por ex-dirigentes do Ibope.

28% dos entrevistados consideram a gestão Bolsonaro ótima ou boa, enquanto 39% avaliam como ruim ou péssima. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

47% dos eleitores com renda mensal superior a cinco salários mínimos consideram o governo ruim ou péssimo. 24% consideram ótimo ou bom.  

Já 26% dos ouvidos com renda de até um salário mínimo acham o governo ruim ou péssimo;  38% consideram ótimo ou bom.  

Permanece o setor evangélico como a principal base de apoio ao presidente: avaliação positiva de 38% neste segmento e a menor taxa de rejeição - apenas 27% cravam o governo federal como ruim ou péssimo.

2.002 pessoas foram entrevistadas presencialmente em 143 municípios.

Pesquisas anteriores feitas por outros institutos sobre índices de aprovação de Bolsonaro apresentaram os seguintes resultados:

Datafolha, 31% (campo em 20 e 21 de janeiro); XP/Ipespe, 30% (02 a 04 de fevereiro); PoderData, 30% (01 e 03 de fevereiro); Exame/Ideia, 31% (12 de fevereiro).

Veja aqui mais detalhes das pesquisas anteriores.

 

Parecer da PGR mantém condenação de Arthur Lira

  • 02/03/2021 12:02
  • Voney Malta

O STJ já recebeu o parecer que havia solicitado a PGR. A Procuradoria-Geral defende que seja mantido a condenação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que pode levá-lo a perda do mandato por improbidade administrativa , dano ao erário e enriquecimento ilícito.  

O processo trata do uso de verbas na Assembleia Legislativa de Alagoas - onde foi condenado neste caso em duas instâncias, quando ele era deputado estadual e membro da Mesa Diretora.

Defensores do parlamentar no Superior Tribunal de Justiça  já recorreram e pedem a anulação do caso argumentando que houve erro de procedimento na intimação, o que foi negado em parecer da PGR.

No auge de sua trajetória política e amigo e alaido do presidente Jair Bolsonaro, Arthur Lira corre para sobreviver.  Ele também responde a outras denúncias no STF 

Em Goiás, campanha de conscientização usa último áudio de paciente de Covid-19

  • 01/03/2021 10:35
  • Voney Malta
Foto: Agência O Globo
Leitos de Covid-19

É justamente na Unidade da Federação onde o presidente Jair Bolsonaro tem um dos seus principais aliados, o governador Ronaldo Caiado (DEM), que surgiu uma propaganda governamental que emociona e choca.

Um vídeo mostra o áudio de uma conversa enviada por um paciente que morreu pouco tempo depois. Segundo o governo, o áudio é de um caso real.  

O personagem fala com dificuldades, diz que está com falta de ar. No final, a campanha traz uma mensagem de alerta: "Ou você escuta que a Covid-19 mata ou quem vai escutar é a sua família", além das recomendações para evitar aglomerações, usar máscara e álcool em gel.

Antes de disponibilizar neste espaço a propaganda veiculada pelo governo de Goiás, quero dizer que o negacionismo, a gripezinha, a falta de vacinas, a falta de compaixão, o incentivo as aglomerações, o não uso de máscaras, a mentira, enfim, tudo isso me dá a impressão que as portas do inferno foram abertas.  

E o dono das chaves é o principal incentivador para essa desgraceira, o presidente da República Jair Messias Bolsonaro. 1.208 brasileiros e brasileiras morreram neste domingo (28). E lá se vão 39 dias com média móvel acima de mil.

Como diz Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, "A Cepa mais transmissível anda de Ferrari. Já a campanha de vacinação vai de carroça". Para ele, "O Brasil está como uma nau sem rumo. Estamos num caos. Não tem liderança que fala pela saúde brasileira. O papel do ministério se perdeu".

Veja o vídeo aqui. 

PEC da impunidade: "defendo é que o artigo 53 seja regulamentado para que a inviolabilidade não seja plena se atacar a democracia", diz Arthur

  • 25/02/2021 10:55
  • Voney Malta
Uol/FolhaPress
Arthur Lira

No dia seguinte após conseguir aprovar a admissibilidade de PEC que blinda deputados, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), usou sua conta no Twitter, nesta quinta-feira (25), diante da forte reação contrária da sociedade que entende que a PEC que amplia a imunidade parlamentar e reduz as chances de prisão de deputados e senadores favorece a impunidade, para explicar o seu posicionamento.

Foram três postagens quase a mesmo tempo:

1 - "A inviolabilidade da imunidade parlamentar quanto a sua voz não é plena.  Não poderá ser plena quando atacar a democracia. Mas a mim cabe dizer que muita coisa que acontece é culpa do Parlamento quando se nega a debater os assuntos." Leia aqui os comentários.

2 - "É culpa do Congresso quando deixa lacunas. Quando o Congresso não define, não debate, não pauta, é erro do Parlamento. O que eu defendo é que o artigo 53 seja regulamentado para que a inviolabilidade não seja plena se atacar a democracia.", leia aqui as opiniões dos seguidores do parlamentar.

3 - "A admissibilidade que foi aprovada ontem trata de princípios constitucionais. Não trata do mérito. O que o plenário vai resolver em relação ao texto da PEC das Prerrogativas ainda vai ao debate. A minha opinião é colocar em discussão. Vamos tratar agora no colégios de líderes.", também leia aqui os comentários.

Hoje é assim:

Congressistas são invioláveis civil e penalmente por opiniões e votos. Parlamentares, quando assumem o cargo, serão julgados pelo STF. Congressistas não podem ser presos, apenas em caso de flagrante de crime inafiançável. Hoje, parlamentar preso fica sob custódia da Polícia Federal. Decisão judicial pode afastar parlamentar do mandato.

O que está em discussão:

Inclui na Constituição que congressistas podem apenas responder em processo ético-disciplinar por quebra de decoro parlamentar em caso de opiniões e votos. Texto diz que julgamento perante o STF será sobre crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções parlamentares.

Projeto delimita o conceito de inafiançabilidade ao que já está previsto na Constituição: racismo, prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o estado democrático

Deputado ou senador preso em flagrante será encaminhado à Câmara ou ao Senado, onde aguardará, sob custódia do Legislativo, a decisão do plenário da Casa Projeto veda o afastamento judicial cautelar de membro do Congresso, somente podendo ser decretada a perda do mandato por decisão do Congresso.

O fato é que a proposta como se encontra desagradou o STF e é considerada absurda. Tudo indica que o textos será rediscutido.

 

Nicolelis prevê "devastação épica q o SARS-CoV-2 pode causar se nada for feito de verdade"

  • 24/02/2021 10:04
  • Voney Malta
Foto: Agência O Globo
Leitos de Covid-19

Respeitado mundialmente, o neurocientista Miguel Nicolelis usou as suas redes sociais para fazer um alerta assustador: "Neste momento, o Brasil é o maior laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção. Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica q o SARS-CoV-2 pode causar qndo nada é feito de verdade p/ contê-lo."

Ele disse ainda que 'Ou os políticos brasileiros aprendem rapidamente a pronunciar “lockdown”, ou todo BR vai entrar em colapso sanitário ao mesmo tempo. Do Oiapoque ao Chuí, governantes estão renunciando às suas responsabilidades de liderar e proteger a população. Não há mais nhm tempo a perder."

Recentemente, Nicolelis deixou a coordenação do Comitê Científico do Consórcio Nordeste por discordar da falta de cumprimento das medidas sugeridas pelos cientistas aos governadores da Região.

O Brasil é o terceiro no ranking de casos de coronavírus (10,2 milhões), atrás de Índia (11 milhões) e Estados Unidos (28,8 milhões). O país também contabiliza a segunda maior quantidade de mortes (248 mil) - os EUA também ficam na primeira posição (514 mil).

Leia aqui e aqui os dois tweets publicados por Miguel Nicolelis e as opiniões - até desesperadas, de vários brasileiros e tire as suas conclusões.

Arthur abre espaço para Collor junto a Bolsonaro

  • 22/02/2021 10:14
  • Voney Malta
Foto: Alan Santos / PR
Bolsonaro e Collor durante inauguração em Piranhas

Em 2014 Fernando Collor foi reeleito senador por Alagoas com 55,69% dos votos válidos. Uma das estratégias da campanha foi massificar sua ligação com Dilma e Lula e mostrar ações feitas em conjunto com o governo federal em benefício de Alagoas.

A estratégia para as eleições de 2022 é basicamente a mesma, mas com uma novidade. Segundo reportagem da Folha, a aproximação entre Collor e Jair Bolsonaro foi feita pelo presidente da Câmara, o também alagoano Arthur Lira.

Se antes Collor era chamado de "grande mentiroso" por Bolsonaro, em uma inauguração em Piranhas (AL), no final do ano passado, ouviu que era "um homem que luta pelo interesse do Brasil".  

E o senador, por outro lado, além de recentemente defender o atual presidente nas redes sociais, foi muito bem visto ao não aceitar o convite do presidenciável governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para participar do lançamento da campanha de vacinação contra o coronavírus.

De acordo com a reportagem, Arthur "teria uma "dívida" com Collor, que aceitou lançar seu nome em uma eleição suicida contra a reeleição do governador Renan Filho (MDB) em Alagoas, cuja gestão era bem avaliada".

E "Lira estaria então compensando o senador, com a aproximação com o Palácio do Planalto. Essa nova relação significaria para Collor a oportunidade de se tornar o candidato de Bolsonaro para a próxima eleição ao Senado em Alagoas".

"Collor informou via assessoria de imprensa que não iria comentar sua aproximação com Planalto nem se e de que forma vinha contribuindo com o governo. O Palácio do Planalto também foi procurado, mas não se manifestou até a publicação dessa reportagem", explica ainda a Folha.