Voney Malta

Férias!

  • 14/12/2020 08:50
  • Voney Malta

Amigos, as férias chegaram. Desejo um excelente Natal para todos e um Novo Ano repleto de felicidades. Desejo também que 2021 seja um ano com vacina, portanto, repleto de aglomeração, sem pandemia, sem covid.

Se cuide e siga as recomendações da ciência, pois falta pouco para superarmos essa crise.

Que venha um maravilhoso 2021, 2022…..

Oposição vai decidir se o presidente será mais ou menos identificado com Bolsonaro

  • 10/12/2020 12:12
  • Voney Malta
Internet
Câmara dos Deputados votou nesta quarta-feira (02) sobre a denúncia de crime de corrupção contra Temer

As contas estão sendo feitas por todos os atores. A máquina de calcular é ferramenta insistentemente utilizada após a largada dada nesta quarta-feira (10) com a oficialização da candidatura do deputado federal Athur Lira (PP-AL) para presidente da Câmara.  

Quase no mesmo instante, o grupo ligado ao presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) também reafirmou que terá candidato. E pelos números especulados, na operação matémática, a futura Mesa Diretora será definida pelos partidos de oposição ao governo Bolsonaro.

Vale lembrar que a eleição só ocorrerá em 2021, no dia 1º de fevereiro. Portanto, do ponto de vista político ainda falta muito tempo, o que significa que tudo pode mudar.  

Mas, de acordo com o levantamento feito, Arthur Lira teria - neste momento - o apoio de 8 partidos. PP, 40 deputados; PL, 41;  PSD ,33;  Solidariedade, 13; Pros 10; PSC, 9; Avante 8; Patriota, 6;  e a promessa do PTB, que tem 11 deputados, de votar no alagoano.  

Bom, se todos os deputados dos partidos citados acima  votarem unidos, Arthur terá 171 votos. Esse número ainda pode crescer, pois o candidato deverá ter o apoio dos bolsonaristas do PSL - 15 a 20 deputados - e ainda em torno de 18 dos 30 do PSB.

Se tudo isso conspirar direitinho, com perfeição, matemática certinha, os votos em Arthur saltam para 210; mas não se elege. Para ser eleito são necessários pelo menos 257 votos.  

O grupo de Rodrigo Maia teria hoje em torno de 146 votos, segundo especialistas. DEM, 28 deputados; PSDB, 31; MDB, 35;  Cidadania, 8; PV, 4; votos do PSL, além de espaço para crescer caso consiga o apoio dos partidos de oposição e ainda do Republicanos.

A verdade é que a eleição ainda tem  muita lenha para queimar. Arthur Lira, por exemplo, tem que impedir uma possível divisão dentro do seu partido, caso Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) seja candidato do grupo de Rodrigo Maia. Outra tarefa é conseguir votos dos oposicionistas.

Resumindo, no cenário atual o presidente mais ou menos identificado com o governo Jair Bolsonaro será definido pela siglas oposição, casos do PT, PSOL, PDT, entre outros.

 

Bolsonaro entra de corpo e alma para eleger Arthur

  • 09/12/2020 09:35
  • Voney Malta
Deputado Arthur Lira

Um fato que ninguém pode negar é que Jair Bolsonaro entrou com tudo para eleger o deputado alagoano Arthur Lira (PP) presidente da Câmara dos Deputados.  

Para isso o presidente está falando a linguagem - que ele conhece bem por já ter sido deputado - que mais agrada aos parlamentares: cargos e dinheiro.

No balcão do convencimento, Bolsonaro, via articuladores, já informou aos deputados que está oferecendo mais cargos no primeiro escalão da administração, o comando de ministérios como o do Turismo e o da Cidadania.

E agora colocou na mão de Arthur que ele seja procurado pelos parlamentares para que defina a "liberação de verbas acertadas na aprovação do PLN 30, projeto de lei que abriu crédito suplementar de quase R$ 6,1 bilhões a oito ministérios".

Contudo, esse tipo de estratégia que coloca o político sob pressão e submissão é motivo de irritação, inclusive por parte de deputados do centrão. Portanto, tal movimento pode ter efeito contrário.

A candidatura de Arthur Lira está prevista para ser lançada nesta quarta-feira (9), inclusive com o anúncio dos partidos que o apoiam.

A do grupo de Rodrigo Maia (DEM-RJ) também dará um passo importante no processo. E mesmo não tendo ainda um nome definido, vai anunciar os partidos que compõem o grupo também nesta quarta.

A questão urgente agora para Arthur Lira é se viabilizar. Dizem que o deputado tem o apoio de cerca de 160 parlamentares. Como são 513 no total, esse número precisa crescer bastante.

A disputa pela sucessão de Maia (DEM-RJ) está cada vez mais acirrada. A corrida agora é pelos votos da oposição que, ao que tudo indica, irá decidir quem será o próximo presidente da Câmara.

 

 

 

 

Decisão do STF beneficia Arthur e Bolsonaro

  • 07/12/2020 09:46
  • Voney Malta
Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro e um dos líderes do Centrão, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), durante gravação de vídeo.

Apesar de ser um político com importantes problemas jurídicos, a decisão do STF que os atuais presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), não podem se candidatar à reeleição, é excelente para Arthur Lira (PP-AL) e Jair Bolsonaro.

O que o parlamentar precisa conseguir agora é atrair para o seu projeto o PSDB e o PT. Com o PT Arthur Lira (PP-AL), considerado acessível, já iniciou os afagos.

"Das 19 propostas legislativas apresentadas pelo líder informal do centrão na Câmara, na primeira semana de dezembro, oito pediam urgência ou pautavam projetos de lei de deputados de partidos da oposição como PT, PSOL e PSB", revela Mônica Bergamo, na Folha.

Ela diz ainda que "Um deles é de autoria das deputadas Benedita da Silva (PT-RJ) e Maria do Rosário (PT-RS), oponente histórica do presidente Jair Bolsonaro. Em novembro, apenas um projeto do PT e outro do PC do B ganharam o apoio de Lira".

Independente dos probelams que enfrenta o STF e no MPF e da atuação da imprensa em revelá-los, o fato é que Arthur Lira, conseguindo ou não manter-se candidato, terá papel decisivo na eleição da Câmara dos Deputados, principalmente com o impedimento da tese de reeleição do presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ).

 

Na guerra pela presidência da Câmara, Arthur sofre o primeiro grande ataque

  • 03/12/2020 09:49
  • Voney Malta
Agência Câmara
Deputado Arthur Lira

Na guerra pelo comando da Câmara, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) - líder dos partidos da base de apoio do governo (Centrão)  e que tem ainda o apoio do presidente Jair Bolsonaro para disputar a presidência, recebeu nesta quinta-feira (03) o primeiro e estrondoso bombardeio.

Reportagem do Estadão (leia aqui) informa que obteve documentos sigilosos que acusam o parlamentar de ter estado "à frente de um esquema milionário de “rachadinha” quando integrou a Assembleia Legislativa de Alagoas, segundo denúncia do Ministério Público Federal.  

O desvio teria ocorrido "entre 2001 e 2007, de R$ 254 milhões dos cofres públicos. Somente o líder do Centrão movimentou R$ 9,5 milhões em sua conta. As informações estão em uma ação penal que Lira ainda responde na Justiça estadual. Ele já foi condenado pelo caso na esfera cível".

Segundo a reportagem, "O Estadão encaminhou por escrito perguntas a Lira na tarde de anteontem com prazo para resposta no dia seguinte. O deputado disse que não poderia apresentar sua defesa nas 24 horas solicitado pelo jornal e não quis se manifestar sobre o caso".  

Os documentos sigilosos obtidos pelo Estadão foram vazados pelos adversários ou terá sido o famoso e conhecido "fogo amigo" do mundo político"?

EM TEMPO - Leia aqui o que está em jogo na eleição da Câmara e do Senado, o papel do deputado federal Arthur Lira e as implicações nas eleições  de 2022.

 

Arthur e Bolsonaro jogam para 'controlar' Câmara e Senado

  • 02/12/2020 11:08
  • Voney Malta
Foto: Reprodução
Arthur Lira e Jair Bolsonaro

Erra quem pensa que o presidente Jair Bolsonaro está preocupado com uma série de projetos fundamentais  para a economia dependentes de votação na Câmara e no Senado.  

A disputa pelas presidências da Câmara e do Senado estão se impondo sobre tudo. E o jogo jogado em questão leva e objetiva o controle das duas Casas e a eleição de 2022, por fim.  

Por isso o capitão precisa ter o controle total do Legislativo com os seus aliados políticos do Centrão, os quais deverão seguí-lo na corrida pela reeleição. Ou seja, controlar cargos, verbas, projetos, tomar decisões políticas e administrativas estratégicas.

Também é por isso que Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP) não são aceitos para permanecerem nos cargos através da tese da reeleição. Ambos ganharam para si muita visibilidade e deram, consequentemente, musculatura ao DEM, que cresceu nesta eleição municipal e tende a ter candidatura própria ou se unir ao PSDB em 2022 de olho no governo federal.

A questão agora e urgente para Bolsoanro é virar e ganhar o jogo. Nesta terça-feira (1), 14 senadores divulgaram nota onde dizem que a Constituição e o regimento interno do Senado vedam a recondução para o mesmo cargo na mesma legislatura.  

Esse posicionamento é uma ação também contra o STF - e contra estratégia de Maia e Alcolumbre -, que inicia nesta semana o julgamento da ação sobre a possibilidade de reeleição dos presidentes do Senado e da Câmara.

E o grande líder dessa reação é o deputado federal Arthur LIra (PP-AL), líder do Centrão que ambiciona suceder Maia e conta com o apoio de Bolsonaro. Ele articulou, com o apoio de 11 partidos, também nesta terça, a divulgação de uma “Carta à Nação Brasileira e ao Supremo Tribunal Federal”, onde chama a possibilidade de reeleição de “coronelismo parlamentar”.

Arthur Lira e o governo de Alagoas em 2022

Citado e festejado como nome forte para disputar o governo de Alagoas, gente do mundo político e do círculo do parlamentar garantem que ele só pensa em presidir a Câmara, ser reeleito deputado federal em 2022 e, na legislatura seguinte, comandar outra vez por mais 2 anos o Legislativo.

Mas, claro, irá apoiar candidatos ao Senado e ao governo em Alagoas com o poder e a influência que tem um presidente da Câmara Federal aliado do presidente da República.  

Porém, falta ainda o jogo jogado ser concluído com perfeição para Arthur e Bolsonaro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Renan, Rui, JHC, Gaspar e a eleição depois da eleição

  • 30/11/2020 10:01
  • Voney Malta
Foto: Montagem CM
Renan Filho, Rui Calheiros, JHC e Alfredo Gaspar

Se engana quem carimbar como definitivo o resultado da eleição em Maceió como projeção para o futuro e que ele signifique o fim  desse ou daquele nome. Cada eleição é uma eleição e depois de um pleito tem outro em seguida, algumas vezes com os mesmos personagens, mas com mudanças no contexto de momento.

O governador Renan Filho (MDB), por exemplo,  é bem avaliado em Alagoas e tem ainda quase dois anos para desfazer a teia que agora  limita o seu raio de articulação,  como candidato em 2022, após o rompimento com o seu vice, Luciano Barbosa, eleito prefeito de Arapiraca, e também com a derrota de Alfredo Gaspar, em Maceió, os dois maiores colégios eleitorais.

Quanto ao prefeito Rui Palmeira, sai da disputa sem mandato e sem grupo político próprio. Contudo, caso lhe seja dado algum espaço no governo Renan já será uma grande ajuda para manter alguma visibilidade e poder. Caso contrário, irá depender dos resultados da administração do prefeito JHC.  

Portanto, que ninguém se engane  achando que o desgaste de Rui Palmeira é definitivo. Ele fez um bom governo e sua administração não frequentou as páginas policiais, até agora. Simplesmente Rui não cumpriu tudo o que prometeu, sofre o desgaste natural de dois mandatos como ocorre com todos os gestores.

Já o prefeito recém eleito, pelo nível de promessas apresentadas, terá que dar resposta com muita rapidez. Como elegeu, apenas três vereadores, terá que negociar com os vereadores para ter maioria. O problema é que a grande maioria dos novos e dos reeleitos são ligados ao grupo de Rui, de Renan e dos deputados da Assembleia.

Por fim, Alfredo Gaspar é nome forte em 2022. Estreou numa disputa de altíssimo porte. Se for capaz de avalair onde errou e acertou no todo da campanha eleitoral e tiver humildade, pode se recuperar e recomeçar a carreira. Do ponto de vista político, nada há que possa ser atacado quanto a sua honestidade na vida pública e isso é uma baita vantagem.

JHC é exemplo vivo de derrota e vitória, assim como tantos outros políticos. Agora, o que não deve fazer é passar os próximos dois anos comandado por algum político, logo depois de ter se apresentado como candidato para todos os alagoanos.

2022 já está bem aí, pra todos,  assim como 2024.  

 

 

 

Motivar o eleitor a sair de casa (ou não) vai decidir a eleição

  • 26/11/2020 10:48
  • Voney Malta
Reprodução / Internet
Urna Eletrônica

Em tempos de pandemia e de eleição com o primeiro turno apresentando alto índice de votos brancos, nulos e abstenções, tanto faz se o candidato está numa disputa apertada ou folgada, o segredo agora é conseguir fazer com que o ‘seu’ eleitorado vá em massa votar neste segundo turno.

No Rio de Janeiro, a folgada frente de Eduardo Paes (53%) sobre Marcelo Crivella (28%) - segundo pesquisa Ibope (leia aqui) divulgada nesta quarta-feira (25), traz uma grande preocupação: O eleitor, sabendo que Paes lidera nas intenções de votos por sexo, idade, renda, escolaridade, religião (exceção entre os evangélicos) e raça/cor vai sair de casa para votar?

Pois bem, o temor da equipe de Paes é que os dados desmotivem qualquer esforço por parte do eleitor uma vez que o clima do já ganhou está bem presente.

Já em outros municípios brasileiros onde a disputa está apertada, a estratégia também é fazer o eleitor sair para votar. Qualquer falha, ou acerto, pode decidir o pleito. E aí, é usar tudo para alcançar o objetivo.

Em Recife, por exemplo, onde o Ibope apresentou empate técnico (leia aqui) - João Campos, 43%; Marília Arraes, 41% - a Folha denuncia que "Servidores com cargos comissionados na Prefeitura estão sendo escalados pelos chefes diretos para cumprir desde o primeiro turno missões diárias na campanha de João Campos (PSB)".

"As convocações incluem bandeiraços, distribuição de panfletos em semáforos e comunidades e o uso de camisetas amarelas —cor da coligação do PSB. São feitas em grupos organizados pelo WhatsApp e divididos de maneira sistêmica por secretarias e órgãos públicos municipais". revela ainda a reportagem.

Em São Paulo, o tucano Bruno Covas (48%) está na frente de Guilherme Boulos (37%), O candidato do Psol perde no eleitorado mais velho e vence entre os mais jovens (leia). Bom, e se os eleitores mais velhos optarem por não votar? Esse é o medo da equipe de Covas uma vez que a candidatura de Boulos vem numa crescente.

E em Maceió, onde as pesquisas mostram uma leve vantagem de JHC sobre Alfredo Gaspar - cerca de 6%, segundo o Instituto Paraná Pesquisas (veja aqui), a saída é a mesma: fazer o eleitor/apoiador sair de casa e quem tiver, usar o seu poder.

A estratégia de mobilização e 'convencimento'  final vai decidir a disputa, é fato. A questão vai ser como driblar os fiscais do lado contrário.

Presidência da Câmara Federal: Arthur e Maia disputam apoio do PT

  • 25/11/2020 10:54
  • Voney Malta
FolhaPress
Arthur Lira e Rodrigo Maia

Político alagoano de maior destaque no Congresso Nacional, neste momento, o deputado federal Arthur Lira (PP) tem conversado com deputados petistas  com o objetivo de conseguir o apoio na disputa pela presidência da Câmara.

Contudo, o parlamentar, apoiado pelo aliado Jair Bolsonaro e um dos líderes do centrão - grupo de partidos que formam a base de apoio do presidente -, terá imensa dificuldade de conquistar o partido.

É que o PT também conversa com o atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ). E tem exigido o compromisso de que a próxima Mesa Diretora não  coloque "em votação a privatização dos Correios e da Eletrobrás em 2021 e não votar a autonomia do BC (Banco Central)", segundo revela a Coluna Painel, da Folha.

Mas se por um lado parece difícil para Arthur Lira somar o apoio do maior partido da Câmara e de oposição ao governo Bolsonaro, por outro o seu projeto de conquista do comando da Casa aparenta que caminha com certa tranquilidade.  

Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que articula mudanças no regimento interno do Congresso para permitir a reeleição dos presidentes das duas Casas, procuraram Maia para informar que senadores não aceitam que o DEM continue no comando da Câmara e do Senado.

Outro detalhe dessa movimentação é que aparentemente tudo indica que a reeleição do presidente do Senado tem menor divisão e rejeição dos pares do que a do presidente da Câmara.

E esse fato, ao que parece, por enquanto é positivo para Arthur Lira.

Porém, como em política a espera da passagem de alguns dias para um determinado evento ser concretizado parece demorar mais do que o normal porque tudo sempre pode mudar, meses de espera parecem uma eternidade.

 

 

 

Chique! Político vira nome de vinho

  • 24/11/2020 13:20
  • Voney Malta
Foto: Reprodução
Jair Bolsonaro

Tá lá no facebook. O presidente Jair Bolsonaro virou marca de vinho. Chiquérrimo, não é mesmo?  

Tem até um vídeo bem produzido (veja aqui) sobre o tema e o texto anunciando que "Faltam poucos dias para o lançamento do vinho mais esperado do ano e você não pode perder a oportunidade de garantir o seu na pré-venda. O Vinho Bolsonaro "il Mito".

O vinho, que está em sua pré-venda, é produzido no Chile.  

No Brasil a bebida será vendida e distribuída pela Pacific Catering de Macaé Comércio de Produtos Alimentícios Eireli, do Rio de Janeiro.

O vinho custa R$ 139 e além da versão vinho tinto também está disponível na versão espumante por R$ 198.

 

Em caso de derrota, projeto futuro de Renan e Rui tende a naufragar

  • 21/11/2020 11:21
  • Voney Malta
Secom-Maceió/Arquivo
Renan Filho e Rui Palmeira

Se nenhum fato grave (novo) surgir nos próximos dias, a tendência, tendo como base a pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (23) - JHC (PSB) em primeiro lugar com 42%, seguido de Alfredo Gaspar (MDB) 38% - é que o quadro não seja alterado.

Apesar do apoio do prefeito da capital Rui Palmeira e do governador Renan Filho, a verdade é que o candidato não emplacou, não empolgou. E serão os dois os grandes derrotados, o que tende a ser fatal para o futuro político de ambos.

Quando optou por não ter grupo nem candidato em 2018 contra a reeleição do governador, assim como nesta eleição onde será escolhido o seu substituto, Rui colou o seu destino ao de Renan.  

Quando Renan Filho não foi 'atencioso' com o vice-governador Luciano Barbosa e os seus problemas familiares-jurídicos-policiais, também rompeu a garantia de que o seu destino como candidato a senador em 2022 seria tranquilo com Luciano no controle da máquina governamental.  

Luciano foi eleito prefeito do segundo maior colégio eleitoral, Arapiraca, contra toda a força política e jurídica dos Calheiros. Aconteça ainda o que acontecer no campo jurídico contra Luciano Barbosa, o estrago já está feito.

E se perder em Maceió, o maior colégio eleitoral de Alagoas, o desastre perfeito está formado e em andamento.

Contudo, o que tem dado capacidade de disputa ao candidato Alfredo Gaspar é a força da máquina pública. E o que pode reverter a pequena diferença contra JHC é essa mesma máquina.

Mas dizem que o outro lado, incluindo deputados estaduais e federais, estão atentos e vigilantes.

 

Mulher de Sergio Moro diz que Bolsonaro não cumpre o que prometeu

  • 20/11/2020 11:05
  • Voney Malta
Foto: Reuters
Sergio Moro e Jair Bolsonaro durante evento realizado no Palácio do Planalto.

Citado como um dos nomes para disputar o cargo de presidente em 2022, o ex-ministro da Justiça do governo federal está recebendo mais uma ajuda, só que dentro de casa, para avançar nessa possibilidade: Rosangela Moro, sua esposa, está prestes a lançar um livro onde conta sua vida ao lado do agora 'inimigo' Jair Bolsonaro.

Intitulado “Os dias mais intensos - Uma história pessoal de Sergio Moro”, Editora Planeta, ela revela detalhes da vida do seu companheiro durante as investigações da Lava Jato, a atuação no Ministério da Justiça, a fritura, os desentendimentos.

Leia abaixo alguns trechos da entrevista que a advogada Rosangela Wolff Moro concedeu a Bela Megale, do O Globo:

1 - Decepção - "Naquele momento, quando ele aceitou o convite, Bolsonaro tinha um projeto para o Brasil, para a justiça e para a segurança pública, que eram convergentes com projetos que Sergio poderia implementar, se ocupasse o Ministério da Justiça. Mesmo sabendo que receberia críticas, ele aceitou o convite, porque viu a possibilidade de sedimentar alguns avanços da Lava-Jato."

2 - Fim da velha política com Bolsonaro - "Ninguém desconhecia essas falas mais acentuadas do candidato, mas, com ele sentado na cadeira de estadista, dividindo as responsabilidades com o corpo técnico de ministros e os próprios generais, acreditávamos que seriam novos tempos. "

3 - Enganada por Bolsonaro - "Como cidadã, eu vejo que ele se afastou da pauta da campanha eleitoral. Vejo que grande parte dos cidadãos percebe isso."

4 - Postagem sobre covid-19, achismo e ciência - "Nesse governo, todo mundo já percebeu que não se pode discordar, ainda que tecnicamente, o que é saudável. Se você discorda, acaba sendo visto como inimigo número um. A saúde, para mim, é uma coisa muito cara. Eu me assustei muito com a Covid-19, não acho normal 1.400 pessoas morrerem em um único dia. "

5- Eleitora de Lula em 2002 - "Sabe aquela frase, ‘brasileiro tem memória curta?’. Eu não saberia te dizer porque votei no Lula. Comecei a prestar mais atenção em política, em direitos do cidadão, em 2009."

6 - Moro candidato - " O nosso radar hoje não vai até 2022, está em um período mais curto, focado em nossa família e Sergio se inserindo na iniciativa privada. Vejo que ele tem vontade de participar do debate, como de fato ele faz. Isso é uma coisa, ser candidato em 2022 é outra."

 

 

Eleição em São Paulo e eleição em Maceió

  • 19/11/2020 09:47
  • Voney Malta

Tá engraçada a eleição em São Paulo. A estratégia dos candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) é conseguir reduzir os estragos que determinados novos apoios, após o primeiro turno, podem causar.

O tucano, ao receber o sinal verde de Celso Russomano (Republicanos), apoiado intensamente por Jair Bolsonaro, tem sido acusado de se aproximar do presidente. Fotos deles juntos estão sendo distribuídas nas redes sociais. Bolsonaro ajudou a rejeição de Russomanno a crescer  e atingir 49%.

Por outro lado, o apoio do ex-presidente Lula a Boulos também tem sido explorado negativamente com a firmação de que se eleito colocará o PT no poder, assim como a tentativa de mostrar o líder dos sem teto como radical dos movimentos sociais que chefia.

Pesquisa Datafolha de outubro diz que 54% dos paulistanos revelaram não votar em um candidato apoiado por Lula. Já o apoiador mais desagradável para Covas é o governador João Doria (PSDB). 39% dos paulistanos rejeitam o governador e 60% dos moradores de São Paulo não votariam no candidato apoiado por ele.

Já em Alagoas, apesar de as pesquisas registradas não terem medido o desgaste que os apoios do governador Renan Filho, do senador Renan Calheiros, além do prefeito Rui Palmeira e do ex-deputado federal João Caldas podem causar em seus candidatos - respectivamente Alfredo Gaspar e JHC. Provavelmente esse será o principal mote a ser usado para desconstruir as candidaturas.

Outra tentativa deverá ser ligar a Assembleia Legislativa o candidato que conseguir o maior número de apoios de vereadores vinculados aos parlamentares.  

Agora, certamente quem não vai desembarcar em Maceió - apesar de ser bem avaliado na capital alagoana, para chamar de seu um dos candidatos é o presidente Bolsonaro. Dizem que ele anda bastante ressentido com a derrota dos nomes que escolheu no primeiro turno.

 

 

 

Eleições 2020: É hora do 'passe' caro

  • 17/11/2020 11:32
  • Voney Malta
Foto: Divulgação
Alfredo Gaspar e JHC

A diferença irrisória de votos no primeiro turno entre Alfredo Gaspar (MDB) e JHC (PSB) - pouco mais de dois mil votos - colocou em ação um batalhão silencioso na corrida pelo apoio de candidatos que não chegaram ao segundo turno na disputa pela prefeitura de Maceió.

Por conta do discurso e do perfil do eleitorado, alguns nomes estão sendo deixados de lado, casos, por exemplo, de Josan Leite (Patriota), quarto colocado com 22.995 votos, e da estreante Valeria Correia (PSOL) - que obteve 13.120, por serem considerados ideológicos.

Mas os nada ideológicos quase 10 mil votos obtidos pelo ex-prefeito Cícero Almeida (DC) e os fenomenais 91.025 votos conquistados por Davi Davino Filho (PP) estão motivando extrema cobiça por parte das duas chapas que vão se enfrentar no segundo turno.

Especialmente porque o primeiro turno mostrou o eleitor insatisfeito e impactado pela pandemia do Covid-19, o que é comprovado pelo elevado número de votos brancos, nulos e abstenções. Portanto, todo apoio e qualquer voto tende a ser decisivo.

Revelam os bastidores que fazia muito tempo que uma declaração de apoio não tinha tanta importância quanto nesta eleição.  Contam que nas negociações já iniciadas há questões impublicáveis neste espaço por falta de provas.  

Mas naquilo que é publicável, cargos, secretarias, estrutura para candidatura futura, enfim, estão sendo ofertados. Ou seja, como dizem alguns, "hora de mesa, cama e banho para os proximos quatro anos pra quem foi derrotado no primeiro turno, mas que consegui vencer no segundo turno através da oferta do apoio".

EM TEMPO:

1 - Há uma visão no balcão da política que o eleitor que votou em Josan Leite não vota em JHC e muito menos no candidato apoiado por Renan Filho, Alfredo Gaspar. A não ser que a turma conservadora-bolsonarista crie algum movimento para atingir o prefeito Rui Palmeira e os Calheiros. É que o PSB não tem, mas JHC tem proximidade com a família do presidente Bolsonaro.  

2 - Por conta - também - do embate no primeiro turno, a avaliação é que o eleitor de Davi Davino combina mais com o de JHC. Some-se a isso os interesses políticos de companheiros de Davino na Assembleia  e também do deputado federal Arthur Lira (PP) em enfraquecer o poderio dos Calheiros visando as eleições de 2022.

3 - Quanto aos candidatos, outro desafio para o segundo turno será como modernizar e melhorar o estilo e a comunicação de Alfredo Gaspar na propaganda eleitoral, quesito que JHC vence facilmente.  

 

 

 

 

Parlamentar tenta eleger parentes, perde e culpa o eleitor

  • 17/11/2020 10:12
  • Voney Malta
Agência Câmara
Deputada Carla Zambelli

A deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PSL-SP) bem que tentou criar o seu clã político, mas deu errado. Ela lançou e apoiou o seu pai, o irmão e até a cunhada nas eleições municipais em São Paulo.

Na capital, o seu irmão, Bruno Zambelli, fracassou para vereador pelo PRTB. O pai, João Hélio Salgado (Patriota), disputou como vice-prefeito em Mairiporã, na Grande São Paulo, ficou na terceira colocação. Também no mesmo municíoio, a cunhada, Tatiana Flores Zambelli, não se elegeu para vereadora.

A deputada federal, na campanha, usou a sua imagem, atuou nas redes sociais como patrocinadora da candidatura dos seus parentes, publicou vídeos, enfim, tudo que era possível, mas não deu certo.

E como seguidora fiel, raiz, do estilo político do presidente Jair  Bolsonaro de fazer política, culpou pela derrota o dinheiro dos adversários, reclamou dos apoiadores e ainda levantou a possibilidade de fraude no TSE - Tribunal Superior Eleitoral.

"A nossa chapa em Mairiporã está em terceiro e assim deve ser o resultado final. O atual prefeito e o que está na frente gastaram milhões do fundo eleitoral, do seu dinheiro. Nós gastamos menos cem mil reais. O milhão e a POSSÍVEL fraude no TSE contra o tostão",  publicou a parlamentar no Twitter (leia aqui).  

"O que houve com os conservadores? Erramos, nos pulverizamos ou sofremos uma fraude monumental?", também questionou (leia aqui e veja a reação dos seguidores).

 

Petistas e bolsonaristas são os grandes derrotados

  • 16/11/2020 10:28
  • Voney Malta
Foto: Paulo Chancey Junior/CM
Locais de votação

Eleito após eventos oriundos da Lava Jato e toda aquela tsunami que causou a queda de Dilma, a prisão de Lula e a desmoralização do PSDB de então comandado por Aécio Neves, o resultado das urnas, principamente nas capitais e grandes cidadedes, mostra o presidente Jair Bolsonaro como um dos grandes derrotados.

Dos 45 candidatos a vereador que Bolsoanro pediu votos em suas redes sociais apenas sete foram eleitos. E dos treze candidatos a prefeito, dois vão para o segundo turno - Marcelo Crivella, no Rio;  Capitão Wagner, em Fortaleza. Eleitos foram Mão Santa (DEM), em Parnaíba, no Piauí, e Gustavo Nunes, em Ipatinga, Minas Gerais.

Entre os partidos de esquerda o PT sai bastante enfraquecido. Se em 2016 disputou o segundo turno em sete capitais, agora tem pequenas chances em Recife e Vitória. A verdade é que o partido até agora nada fez, concretamente, sobre o seu envolvimento e de suas lideranças nas denúncias de corrupção que atingiram os governos petistas. Além disso, o PT não apresentou nenhum novo nome.

Alagoas 

Em Maceió, por exemplo, o candidato da família Bolsonaro, Josan Leite, teve apenas 6,36% dos votos. Ficou na quarta colocação. Pior do que ele, contudo, foi o petista Ricardo Barbosa, sétimo colocado, 2,35% dos votos válidos, atrás até da estreante Valéria Correia (PSOL), 3,63%.

Um dos problemas na capital alagoana foi o posicionamento do PT ao atuar como uma espécide de satélite do candidato do MDB, Alfredo Gaspar. Nos debates e na propaganda eleitoral quando Ricardo Barbosa criticava Gaspar citava o nome do prefeito Rui Palmeira, mas escondia o do governador Renan Filho. É sabido que o PT tem vários cargos no governo alagoano e é aliado dos Calheiros.  

Quem Ganha

1 - Como não há espaço vazio em política, a perda de musculatura por parte do PT representa o fortalecimento do PSOL e do PDT. O primeiro, principalmente, na disputa pela prefeitura da maior e mais rica capital brasileira, São Paulo, com Guilherme Boulos.

2 - O enfraquecimento do extremismo representado pelo presidente da República abriu espaço para o crescimento do DEM, que conseguiu eleger três prefeitos de capitais no primeiro turno.  

3 - PSDB e o PSD também tiveram duas vitórias confirmadas. Já no segundo turno o MDB é a sigla que vai disputar sete das 18 prefeituras de capitais.

4 - Os resultados podem significar, concretamente, o fortalecimento dos partidos de centro, o que pode derrubar a polarização PT X Bolsonaro, tão desejada por bolsonaristas e petistas.

 

 

 

 

 

 

Adutora do Piau está em pleno funcionamento, diz assesoria de Arthur

  • 15/11/2020 19:06
  • Voney Malta
Foto: Reprodução
Arthur Lira e Jair Bolsonaro

De acordo com a assessoria do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), não são verdadeiras  as notícias que dizem que a adutora inaugurada no dia 5 deste mês, no povoado do Piau, em Piranhas, não está funcionando.

O evento contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro, ministros e políticos alagoanos.  "Foram plantadas informações falsas para aproveitamento eleitoral. É importante combater esta prática", afirma nota da assessoria.

Segundo o site RBA (leia aqui), "Bolsonaro posou para fotos e deu banho em uma criança na água que jorrava da adutora – só que na verdade pertencia à rede antiga. A população de Piau segue sem água nas torneiras e se diz enganada pelo presidente".

Mas, de acordo com a assessoria do deputado alagoano, "Mais de 10 mil moradores do distrito do Piau recebem desde o dia 05 deste mês água do novo sistema de abastecimento, inaugurado pelo presidente Jair Bolsonaro. A obra foi concluída e atende a uma demanda histórica daquela região".  

A nota diz ainda que "A obra tem investimento R$ 13 milhões, de emenda do parlamentar alagoano, e foi executada pela Funasa. "Esta obra faz parte de uma série de ações para levar água para o sertanejo alagoano".

Leia abaixo nota na íntegra enviada da pelo assessor Wendel Palhares:

"Mais de 10 mil moradores do distrito do Piau recebem desde o dia 05 deste mês água do novo sistema de abastecimento, inaugurado pelo presidente Jair Bolsonaro. A obra foi concluída (ver vídeo) e atende a uma demanda histórica daquela região.

O secretário de Infraestrutura de Piranhas, Toni Nunes, garante que o serviço está em funcionamento pleno durante esses 10 dias, sofrendo pequenas interrupções em razão de manutenção.

Camila Santos, moradora de Pitangas, também deu testemunho sobre o fornecimento da água. "Chegou o que nós estávamos esperando há muito tempo".

Já o deputado federal Arthur Lira lamentou a divulgação de notícias falsas nos últimos dias, que induziram ao erro vários jornalistas. "Foram plantadas informações falsas para aproveitamento eleitoral. É importante combater esta prática".

A obra tem investimento R$ 13 milhões, de emenda do parlamentar alagoano, e foi executada pela Funasa. "Esta obra faz parte de uma série de ações para levar água para o sertanejo alagoano", declarou."

Prefeita, políticos e Bolsonaro inauguram obra fake em Alagoas

  • 15/11/2020 09:19
  • Voney Malta
Foto: Alan Santos / PR
Bolsonaro e Collor durante inauguração em Piranhas

Acompanhado por deputados federais, ministros, senadores, além da prefeita de Piranhas, Maristela Sena Dias (PP) - a inauguração da obra inacabada da adutora no povoado de Piau, no dia 5, está sendo considerada pura fake news.

Bem que a água jorrou, o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) elogiou o senador Fernando Collor (PROS-AL), citou o agora amigo íntimo o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) - líder do centrão, tirou fotos, molhou os moradores e até deu banho numa criança.

O problema é que a água que jorrava da adutora não era dela. Explico: era de rede antiga. O fato é que Piau e seus moradores continuam sem ver um pingo d'água em suas torneiras. O sentimento é de que tudo não passou de mentira e enganação, o que significa fake news.

Leia aqui a reportagem na íntegra publicada pela RBA.

Pesquisa mostra qual partido o eleitor tende a votar

  • 12/11/2020 09:48
  • Voney Malta

A pesquisa nacional realizada pela Fórum, entre os dias 4 e 9 de novembro, diz que 9,3% dos eleitores pretendem votar em um candidato do PT no próximo domingo (15), no primeiro turno das eleições municipais.  

Apesar de ainda estar na liderança, o resultado mostra uma forte queda em comparação ao levantamento feito em maio deste ano, quando o partido tinha quase 14% da preferência do eleitorado.  

Envolvido nos últimos anos em denúncias de corrupção e atingido fortemente com a prisão de algumas das suas principais e históricas lideranças - casos do ex-presidente Lula, Zé Dirceu, por exemplo, esse 'rosário' de problemas jurídicos e policiais pode explicar um pouco a perda influência do PT.  

Some a isso o fato de que até agora o partido não fez efetivamente e claramente qualquer balanço específico sobre esse problemas diretamente para os seus simpatizantes.  

Pois bem, como na vida e na política o risco não pode ser destruído, mas apenas modificado, transformado, quando escolhemos não fazer um movimento importante também escolhemos algum risco, mesmo que ele não aconteça agora, já, imediatamente.

Sendo assim, quem não conhece os limites para deter e conviver com o poder, termina por caminhar para a destruição. E ela está nos detalhes, nas pequenas decisões. Semelhante a  uma queda.

Como em política inexiste vácuo de poder, o Psol aparece em terceiro em intenção de votos, 4,2%. PSL tem 4%. O segundo colocado é o PSDB, com 4,8%. Não tenho nenhuma preferência para votar em um partido, atingiun 59,7%.

Leia a pesquisa na íntegra aqui e saiba a colocação de todos os partidos.

 

 

PP e MDB: Eleição em Maceió é estratégica na disputa por poder em Brasília

  • 09/11/2020 09:23
  • Voney Malta
Foto: Arquivo das Assessorias
Davi Davino e Alfredo Gaspar

Caso o deputado estadual Davi Davino (PP) de fato consiga chegar ao segundo turno da eleição em Maceió e tenha como adversário Alfredo Gaspar (MDB), essa disputa será mais uma luta pelo protagonismo nos municípios brasileiros entre o PP e o MDB.

O MDB - junto com o PSDB - é o partido que mais elegeu prefeitos nos últimos 20 anos. Mas nos úlltimos dois anos vem perdendo a sua liderança nos municípios. E o risco de ainda maior perda de influência é crescente no atual cenário eleitoral.

O PP, que faz parte do centrão e da base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), é parte dessa ameaça, assim como os seus aliados PSD e DEM, todos em ascensão no cenário político nacional.  

Além de ter reduzido a sua bancada na Câmara de 66 para 34 deputados, o MDB elegeu 1049 prefeitos em 2016, mas agora tem apenas 897. Os demais abandonaram a legenda, indo para partidos como o PP, que hoje tem 632 prefeitos.

Vencer eleições nos pequenos municípios e nas grandes cidades é fundamental para o  crescimento de uma bancada no Congresso Nacional, daqui a dois anos. Assim como ter maior influência na eleição presidencial, uma vez que são os prefeitos os principais cabos-eleitorais nas eleições gerais, caso também da de 2022.

O MDB nacional conta que tem chances de vencer em algumas capitais. Além de Maceió, a lista tem Porto Alegre, Belém, Goiânia, Teresina, Boa Vista, João Pessoa e Cuiabá.

Mas é preciso combinar com sua Excelência, o 'todo poderoso eleitor'.

 

Quem é e quem será o candidato de Bolsonaro em Maceió?

  • 05/11/2020 09:58
  • Voney Malta

É pouco provável que essa curiosidade venha a ser esclarecida nesta quinta-feira (05), dia em que o presidente Jair Bolsonaro desembarca em Piranhas, no Sertão de Alagoas.

Coerente seria se o apoio fosse declarado ao aliado raiz Josan Leite, candidato a prefeito em Maceió.  Josan participou ativamente dos protestos contra o governo Dilma, das manifestações culpando o PT por todos os casos de corrupção,  e também dos eventos de apoio ao então presidenciável Jair Bolsonaro.  

Em 2018 foi candidato a governador em Alagoas pelo mesmo partido de Bolsonaro, o PSL. Obteve 143.208 votos (11,06%). Deixou a sigla acompanhando o presidente, seus filhos e outros bolsonaristas após serem derrotados na tentativa de tomar o controle do partido.

É defensor das pautas políticas do conservadorismo de extrema direta bolsonarista, olavista, damarista, enfim. Mas não tem uma declaração de apoio do presidente ou dos seus filhos. E isso, caso ocorresse, seria, certamente, importante.

Ainda na eleição de 2018, foi em Alagoas que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) obteve o maior percentual de votos válidos entre todos os estados nordestinos: 40,08%, contra 59,9% obtidos por Haddad.

E contrariando a maioria dos eleitores alagoanos, os eleitores de Bolsonaro foram a maioria em Maceió (AL), com 61,63% dos votos válidos, contra 38,37% do petistas Fernando Haddad.

E tem mais: Pesquisa Ibope divulgada pela TV Gazeta no dia 23 de outubro mostra a avaliação da administração do presidente melhor do que a do prefeito de Maceió Rui Palmeira e a do governador Renan Filho no quesito 'Ótima'. Rui - Avaliação: Ótima: 6%; Renan: Ótima: 12%; Jair Bolsonaro: Ótima: 23% (leia aqui).

Portanto, o apoio de Jair Bolsonaro, repito, seria coerente e fundamental, certo?

Mas há quem acredite que ele, ressabiado com os apoios que anunciou no Rio e em São Paulo, e que estão decepcionando terrivelmente, vá aguardar pelo segundo turno.

Se chegar ao segundo turno, Davi Davino (PP) pode receber essa declaração de simpatia. Não apenas por ser candidato dos deputados da Asembleia Legislativa de Alagoas, mas por ter ao seu lado o importante aliado do presidente, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL).

Contudo, caso JHC (PSB) alcance o segundo turno, mesmos sendo de um partido de esquerda, também pode ter o apoio. Ele tem ótimas relações com a família Bolsonaro.  

Quanto ao candidato dos Calheiros,  Alfredo Gaspar (MDB), as relações políticas, em Brasília, do senador Renan e de deputados federais ligados a ele e ao seu filho, o governaodr Renan, são ótimas.

Sendo assim, o presidente Jair Bolsonaro tende a continaur neutro na eleição em Maceió. Pode ser que até grave nas redes sociais a seguinte mensagem:

- Ó, meus amigos de Alagoas, aí de Maceió, meu candidato aí, como é mesmo o nome dele? Josan...Josan; é. Não chegou no segundo turno. Aí eu peço que você vote em quem quiser, tem fulano, cicrano...tá oquei? Tá todo mundo comigo, tá certo?

Mas quanto a Josan Leite, definitivamente, foi deixado pra trás!

Coisas da política profissional.

Eleição americana é mais importante do que as eleições municipais

  • 03/11/2020 09:06
  • Voney Malta
Foto: REUTERS
No Jardim das Rosas da Casa Branca, Trump anuncia rompimento dos Estados Unidos com a OMS.

No feriadão do dia dos finados o tema mais importante nos grandes meios de comunicação  foi a eleição presidencial dos Estados Unidos. Pouca atenção foi dada para as eleições municipais do Brasil.

Sequer foi apresentado algum destaque para a movimentação dos candidatos das principais cidades do país numa data tão significativa, especialmente no momento em que vivemos uma pandemia.  

E nesta terça-feira (3) a linha editorial continua inalterada: Donald Trump e Joe Biden permanecem como a principal notícia. Tudo leva a acrer que assim deve permanecer pelos próximos dias.

A aposta é que eleição americana é decisiva para o futuro dos Estados Unidos, do Brasil, do planeta  e até da democracia!

A analista Michael Hirsh diz que a vitória de Trump lançaria o pais “como mais um dejeto na pilha de cinzas das repúblicas fracassadas que se estende à Grécia e Roma antigas”. Para o cientista político Eliot Cohen, seria “não um estado fracassado, mas uma visão fracassada, uma potência em declínio cujo tempo passou”.

Vitória de Biden significaria outra visão do acordo climático de Paris, novos compromissos nucleares com a Rússia e outro tipo de relação com a China, outra atitude com o coronavírus, por exemplo.

E com relação ao Brasil chefiado por Jair Bolsonaro, que se pronunciou favoralmente a reeleição de Trump e é visto como populista de direita, contam que Biden vai entrar forte na mudança do clima, no desmatamento e não vai hesitar em desafiar Bolsonaro na questão da proteção da amazônia.

Já há quem diga que alguns ministros do governo brasileiro dependem do resultado do pleito dos EUA para permanecerem ou não no cargo, principalmente o do meio ambiente e o das relações exteriores.

Aguardemos.

Candidatos alagoanos compram mensagens políticas na internet

  • 29/10/2020 09:41
  • Voney Malta
Internet
Internet

Não são apenas os candidatos majoritários que adquirem das empresas de marketing o programa de governo que apresentam aos eleitores.

As promessas revolucionários sobre saúde, educação e segurança, as frases de efeito, enfim, todo aquele mundo perfeito prometido também está disponível para os candidatos a vereador numa proporção maior nesta eleição.

Por isso, caro leitor, não se impressione se, por acaso, você perceber que uma propaganda de um candidato em São Paulo ou em Minas é igual, ou bem semelhante, a outra usada, por exemplo, em Maceió.

Histórias emotivas contadas idênticas, idem história pessoal, trajetória de vida e política, enfim. É que cresceu, graças ao desenvolvimento das redes sociais, o número de empresas de marketing político digital vendendo serviços na internet.

Elas oferecem textos prontos (motivacionais também) para publicação nas redes sociais e para transmissão em grupos de WhatsApp.

Profissionais de comunicação engajados em campanhas eleitorais também bebem dessa fonte. Dizem que os textos custam em torno de R$100,00 por até quatro sugestões diárias.

Por isso tem muito candidato dizendo aqui o mesmo que é dito em outro Estado por um postulante ao cargo de vereador ou prefeito, assim como são utilizadas mensagens com as mesmas imagens de emojis.

Alguns políticos alagoanos que disputam prefeituras ou câmaras de vereadores já foram identificados.  

 

Renata Melo vai salvar candidatura de Alfredo Gaspar?

  • 26/10/2020 10:25
  • Voney Malta

O embarque da marqueteira Renata Melo pode ser o barco de salvação que garantirá a chegada de Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB) ao segundo turna da eleição para Prefeito de Maceió.

A alagoana cresceu e desenvolveu o seu conhecimento nesse ramo  vivendo no ambiente da turma qualificada de Salvador - onde os revolucionários marqueteiros políticos Duda Mendonça, João Santana, Fernando Barros (da Propeg), entre outros, surgiram para o Brasil e para o mundo.

Ela, em Alagoas, foi decisiva nas eleições de Rui Palmeira. A estratégia de como enfraquecer e de como atingir JHC na última eleição para prefeito foi simples e eficiente: vincular e transformar em um só pai, mãe e filho - no caso João Caldas, D. Eudócia e o deputado federal JHC, além de expor o quanto as propostas do candidato eram frágeis.

Renata Melo foi, ainda, fundamental não só para derrotar, em 2012, o grupo de Omar Coêlho no comando da OAB de Alagoas e eleger  Thiago Bomfim, mas também para manter esse grupo vitorioso até os dias atuais com Nivaldo Barbosa no comando da entidade de classe.

O desafio de agora não será fácil. Tirando o apoio dos Calheiros a Alfredo Gaspar, que certamente vale ser duramente questionado, o candidato do MDB dificilmente tem como ser pessoalmente e profissionalmente contestado e acusado.

Quanto aos outros dois principais oponentes, JHC ainda tem o mesmo calcanhar exposto do passado e faz uma campanha nos meios de comunicação semelhante a anterior. Já Davi Filho é o candidato apoiado por  políticos com questões jurídicas preocupantes.

Como atacar os oponentes na propaganda eleitoral, nas redes sociais e nas entrevistas, parece claro. Esse é o desafio da curta corrida de agora. Além da dose certa, do uso exato e correto do veneno; e do antídoto também.

Porém, o grande desafio será transformar o ritmo do discurso cansativo, lento, envelhecido e ultrapassado que Alfredo Gaspar desenvolveu até agora em algo que pode até não empolgar, mas que pelo menos não cause tamanho descaso.