Voney Malta

"Desisto da polidez e boa educação. Fora Bolsonaro!", pede ex-procurador da Lava Jato

  • 23/10/2020 09:18
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Uma das estrelas no auge das operações da Lava Jato de Curitiba, o procurador federal aposentado Carlos Fernando dos Santos Lima publicou, nesta sexta-feira (23), no UOL,  texto opinativo onde distribui pancadas contra Jair Bolsonaro e pede o afastamento do presidente.

Intitulado "Opinião: Desisto da polidez e boa educação. Fora Bolsonaro!", ele diz que "A gota d'água foi mais uma decisão indecorosa, indecente, infame e todos os adjetivos correlatos que foram e vierem a ser inventados para descrever a ação mal-intencionada e irresponsável de Jair Bolsonaro. A politização de uma crise de saúde pública que, até agora, levou mais de 150 mil brasileiros a óbito já era inadmissível, mas a continuidade de sua postura negacionista, de seu contínuo esforço de arrastar o Brasil para o lamaçal de sua ignorância é insustentável".

De acordo com Carlos Fernando, "Não podemos mais aceitar o que acontece. Nem estou falando da corrupção evidente nos gabinetes de seus filhos, nem sua união com a escória política do Congresso Nacional, nem de suas escolhas de pessoas subalternas aos interesses dos políticos, aplaudidas até pelo PT, para altos cargos do STF e do Ministério Público Federal. Finjamos, como querem, que a corrupção acabou e que o problema do Brasil seja a Lava Jato, o casamento gay ou outra pauta qualquer dessa intelectualmente indigente direita cultural. Mas salvemos os brasileiros de morrer quando é possível salvá-los".

"A estratégia de Bolsonaro é conhecida. Com sua postura de confronto e declarações polêmicas preocupa-se mais em criar uma cortina de fumaça sobre a ausência de qualquer plano de governo e sobre os escândalos envolvendo sua família e correligionários, bem como em agradar seus seguidores fanáticos e, principalmente, atacar qualquer potencial rival nas próximas eleições", acusa o procurador aposentado.

Ele afirma ainda que "O que estamos vivenciando não se trata mais de esquerda versus direita, mas sim de salvar pessoas e a economia brasileira de repetirmos em 2021 o desastre deste ano. A saída de Bolsonaro do poder é uma obrigação moral. Seja pela sua não reeleição ou, a via mais urgente, pelo impeachment, que existe para dar uma solução para situações em que haja um crime de responsabilidade. E deixar que brasileiros morram por opção política é sim suficiente para isso".

Leia aqui na íntegra.

Abstenção tende a ser elevada e decisiva nesta eleição

  • 22/10/2020 10:03
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Que ninguém fique surpreso caso as previsões se confirmem e as eleições municipais apresentem um elevado índice de eleitores que optem por não sair de casa para votar.  

A culpa não será exclusiva - no caso específico de Maceió -, da falta de liderança dos candidatos majoritários, da repetição do mesmo roteiro usado em eleições anteriores pelos marqueteiros, tampouco das mirabolantes promessas mentirosas na propaganda eleitoral.  

A pandemia de covid-19, que limita a campanha nas ruas, somado ao medo de sair de casa para votar, tende a aumentar o índice de abstenção. Especialmente no público com idade acima de 60 anos e nas pessoas com algum tipo de doença.  

Essa turma mais experiente, ou com risco de ser atingida, teme, naturalmente, que outras pessoas não sigam as regras que reduzem o contágio, casos do uso de máscara e distanciamento social.

Provavalmente muitos familiares desse grupo de "risco" não vão se esforçar para levar os seus parentes para votar. Tudo leva a crer que vão, na verdade, impedir.

Imagine, por exemplo, caro leitor, que em novembro o número de pessoas infectadas aumente nos municípios alagoanos. Tal situação, certamente, terá influência no númeto de faltosos.

Defender e divulgar o protocolo de segurança anunciado pelo TSE, garantir e cobrar que haverá fiscalização das normas, é também uma forma de incentivar o voto, que as pessoas compareçam para votar, uma questão que até o momento os marqueteiros não incluíram em seus programas.  

Portanto, o não comparecimento desse tipo de eleitor pode ser decisivo e surpreender qualquer previsão feita pelos institutos de pesquisa eleitoral.  

 

 

"Advocacia não rima com covardia", diz advogado eleitoral de JHC e de Luciano Barbosa

  • 19/10/2020 09:16
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Foto: cortesia
JHC

Renomado e reconhecidamente capaz, o advogado Fábio Henrique Cavalcante Gomes usou a sua conta no Facebook para afirmar que não se intimidará nem se acovardará pois confia na Justiça Eleitoral.

"Alagoas não tem "dono" e não aceitará o surgimento de novos "coronéis", pois muitos são aqueles que não se subjugam à corte da bajulação", afirmou. Para Fábio Gomes, "O cargo ou o caráter da parte adversa jamais me farão recuar do meu dever de oferecer o melhor de mim nas causas que patrocino."

Nas eleições municipais deste ano o escritório do advogado tem, entre outros, dois clientes de muita visibilidade. O vice-governador Luciano Barbosa (MDB) - que quer ser candidato a prefeito em Arapiraca e vem sendo impedido juridicamente pelo seu partido controlado pelo senador Renan Calheiros e pelo governador Renan Filho.  

O outro cliente renomado que ele defende é o deputado federal JHC (PSB), candidato a prefeito em Maceió.

A questão é: Pra quem terá sido dado esse recado?

Fábio Gomes já exerceu os cargos de procurador-geral da Assembleia Legislativa, foi secretário-seral da OAB de Alagoas e ainda desembargador eleitoral do TRE-AL  indicado pela Ordem dos Advogados.

Leia abaixo a publicação na íntegra:

"Advocacia não rima com covardia, e esta observação serve de alerta para quem,  inebriado pelo poder, pensa que pode usar de intimidação.

Já presenciei o início avassalador e o final precoce devastador de muitas figuras políticas, mas continuo firme no meu mister, enquanto uns vão e outros vem.

A confiança na Justiça Eleitoral e as prerrogativas conferidas por lei aos advogados, são bastantes para enfrentar sem temor qualquer causa.

O cargo ou o caráter da parte adversa jamais me farão recuar do meu dever de oferecer o melhor de mim nas causas que patrocino.

Alagoas não tem "dono" e não aceitará o surgimento de novos "coronéis", pois muitos são aqueles que não se subjugam à corte da bajulação".

Leia aqui a publicação feita no Facebook e os comentários.

Além de escolher prefeito e vereador, voto do eleitor vai "acabar' com partidos

  • 14/10/2020 09:54
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Divulgação
Urna eletrônica

Além do provável grande encolhimento do PT no comando das prefeituras nas capitais e nas grandes cidades brasileiras nas eleições municipais deste ano, o fim das coligações proporcionais (vereadores) também coloca em xeque a existência dos pequenos partidos.

Os nanicos - muitos funcionavam como siglas de aluguel -, pegavam carona nas alianças para eleger candidatos. Agora, com o fim das coligações proporcionais, a luta pela sobrevivência segue a regra do "cada um por si", ou "salve-se quem puder".

Nesse novo momento da história política que presenciamos, dos 33 partidos existentes apenas dez siglas deverão ter vida futura já partir do  fim desta eleição.  

Agremiações fisiológicas, dependentes de puxadores de votos em legendas maiores, ou ainda de fenômenros eleitorais esporádicos, estão com os dias contados. É que será muitíssimo complicado que atinjam o quoeciente eleitoral.  

E além das escolhas que nós eleitores faremos ao votarmos para prefeito e vereador, também estaremos impactando na eleição presidencial de 2022, porque o nosso voto irá definir como os cerca de R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral para financiar campanhas serão dividos pelos partidos.

Controlar prefeituras e câmaras é o caminho para o sucesso político. E como dinheiro é fundamental para tal objetivo, é o tamanho das bancadas na Câmara e no Senado a fórmula utilizada para a divisão dos recursos do Fundo Eleitoral.

Sendo assim, o resultado das eleições municipais terá impacto profundo na dinâmica partidária, com mortos, sobreviventes e lamentos espalhados por todos os lugares.  

 

Covid-19 causou mais estragos nos municípios mais favoráveis ao presidente

  • 13/10/2020 07:55
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Foto: Reprodução/ Internet
Teste para Covid-19

Estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) conclui - a partir de dados do resultado do primeiro turno das eleiçoes presidenciais em todos os municípios em 2018, que "a Covid-19 causa mais estragos nos municípios mais favoráveis ao presidente Bolsonaro".

De acordo com a pesquisa, para cada 10 pontos percentuais a mais de votos para Bolsonaro há um acréscimo de 11% no número de casos e de 12% no número de mortos. A avaliação é que o discurso e o comportamnto do presidente Jair Bolsonaro minimizando o uso de máscara e a doença induz e induziu os seus simpatizantes a adotarem comportamento de risco.

Resumindo, essa é a explicação para a constatação de que ocorreram proporcionalmente mais mortes do que em outras localidades pesquisadas. E essa análise também é observada por pesquisadores da UFABC (Universidade Federal do ABC), da Fundação Getúlio Vargas e da USP (Universidade de São Paulo".

De acordo co reportagem da Folha, "Esse estudo concluiu que em praticamente todas as ocasiões em que o presidente minimizou a pandemia, a taxa de isolamento social no Brasil diminuiu —e mais pessoas se contaminaram e morreram, proporcionalmente, nos municípios em que Bolsonaro obteve uma melhor votação na eleição de 2018".

Como disse o ex-ministro da Saúde de Jair Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista nesta segunda-feira (12) no programa Roda Viva, Bolsonaro fez falas minimizando a Covid-19, não por despreparo, mas por ter tomando uma decisão consciente de pôr em risco as vidas das pessoas.  

"Não acho que seja despreparo, acho que foi uma decisão consciente, sabendo dos números, apostando num ponto futuro (...) Ele se abraçou na tese da economia, já para ter uma vacina para ele e falar: 'a economia vai recuperar, fui eu que recuperei, não deixei'. Ele fez uma opção política consciente que colocava em risco a vida das pessoas. Isso foi consciente da parte dele, não tenha dúvidas".

O ex-minsitro declarou que apresentou todos os tipos de cenários possíveis para Bolsonaro e outros ministros e que o presidente escolheu no que acreditaria. "Joga cloroquina, começa a chamar de vírus chinês, fala que a culpa é da China. Então não dá para falar da China, fala que é da OMS. Passou o Ministério da Saúde a ser o elemento de raiva, esse é o cara que traz a notícia ruim, fala o que não quero ouvir. Tanto que eles trocam o ministro e uma das primeiras coisas que o ministro militar chega e fala e que não vai mais dar números", explicou Mandetta.

Caso Laginha: Antes de decidir pelo afastamento, CNJ quer ouvir desembargador

  • 24/09/2020 14:56
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CNJ

O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),  André Godinho, negou a liminar pedida para afastamento do desembargador Klever Loureiro, do TJ de Alagoas, acusado por credores da massa falida da Laginha de atuar para favorecer a família do empresário João Lyra.

Entretanto, o membro do CNJ decidiu antes de tomar qualquer decisão "dar conhecimento do feito ao Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, facultando-lhe a oportunidade de apresentar informações adicionais sobre a questão debatida."

No despacho, André Godinho determina:

a) intime-se o Desembargador Klever Rego Loureiro, para que preste os esclarecimentos que entender pertinentes para análise do pedido formulado, no prazo de 72 horas, tendo em vista a existência de pedido liminar;

b) intime-se o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas -TJAL, para ciência deste procedimento e manifestação inicial, também no prazo de 72 horas, sobre os fatos descritos na inicial, bem como para que registre a existência de eventuais processos administrativos disciplinares para apuração das condutas do Desembargador Klever Rego Loureiro no âmbito daquela Corte de Justiça.

Leia abaixo o despacho na íntegra ou clique aqui:

Conselho Nacional de Justiça

Gabinete do Conselheiro André Godinho

Autos: PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS - 0007734-31.2020.2.00.0000

Requerente: ADEILSON DOS SANTOS e outros

Requerido: KLEVER REGO LOUREIRO

DESPACHO

Trata-se Pedido de Providências, com pedido liminar, formulado por ADEILSON DOS SANTOS e outros em face de KLEVER REGO LOUREIRO, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (TJAL), pelo qual se insurgem contra diversos atos praticados ao longo do processo falimentar da Laginha Agroindustrial S.A que, no entender do requerentes, afrontam o instituto falimentar e os deveres funcionais da magistratura. Apontam os Requerentes que, “em manifesto prejuízo aos credores, o Des. Klever Loureiro (1) prolatou decisões com escancarada parcialidade, movido por sentimentos e relações que lhe impediram a manutenção da necessária equidistância das partes;

(2) adotou posições diversas a respeito do cabimento de mandado de segurança em processo falimentar, ora admitidos, ora rejeitados, a depender do interesse do impetrante;  

(3) engavetou os recursos e processos após proferir decisão liminar, impedindo sua revisão pelo colegiado e se mantendo como único definidor do destino da falência;

(4) concedeu efeito suspensivo ativo em recurso promovido contra despacho de mero expediente, assim inclusive reconhecido pelos juízes que proferiram o ato; (5) avocou para si a competência para decidir sobre matérias reservadas ao juiz natural, a exemplo da escolha do administrador judicial, destituindo o único administrador judicial da falência que promoveu a venda de ativos e o pagamento a credores;  

(6) exarou decisões em matérias não apreciadas pelo juízo de primeira instância, dentre tantos outras teratologias e desrespeitos aos seus deveres funcionais de magistrado.”

Ao final, pleiteiam:

I. Nos termos do art. 99 do Regimento Interno do CNJ, cautelarmente, (I.1)a suspensão imediata

dos efeitos da decisão proferida no dia 15 de setembro de 2020 no processo tombado sob o n.

0806485-54.2020.8.02.0000, redistribuindo-se o processo para novo relator, que deverá reavaliar

as decisões proferidas pelo Des. Klever Loureiro não transitadas em julgado; e (I.2) o afastamento

imediato do Des. Klever Loureiro de ações, recursos ou incidentes envolvendo a Laginha Agroindustrial S/A – Falida, tudo até o julgamento final do presente Pedido de Providências;

II. No mérito, (II.1)o afastamento definitivo do Des. Klever Loureiro de qualquer demanda envolvendo a Laginha Agroindustrial S/A – Falida;  

(II.2) redistribuição definitiva de todos as ações, recursos ou incidentes de atual relatoria do Des. Klever Loureiro; (II.3)instauração de procedimento administrativo disciplinar em face do Des. Klever Loureiro;  

e (II.4)o encaminhamento de cópias deste Pedido de Providências para o Ministério Público do estado de Alagoas para apuração de crimes cometidos pelo Des. Klever Loureiro.

Não obstante seja compreensível a expectativa do Requerente em obter imediata solução para o caso vertente, reputase conveniente, antes da apreciação da medida de urgência, em homenagem aos princípios constitucionais do contraditório e ampla defesa, solicitar informações ao Requerido acerca dos fatos descritos na inicial.

Ademais, tendo em vista a gravidade das alegações envolvendo magistrado, oportuno, desde logo, dar conhecimento do feito ao Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, facultando-lhe a oportunidade de apresentar informações adicionais sobre a questão debatida.

Pelo exposto:

a) intime-se o Desembargador Klever Rego Loureiro, para que preste os esclarecimentos que entender pertinentes para análise do pedido formulado, no prazo de 72 horas, tendo em vista a existência de pedido liminar;

b) intime-se o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas -TJAL, para ciência deste procedimento e manifestação inicial, também no prazo de 72 horas, sobre os fatos descritos na inicial, bem como para que registre a existência de eventuais processos administrativos disciplinares para apuração das condutas do Desembargador Klever Rego Loureiro no âmbito daquela Corte de Justiça.

Cópia deste despacho valerá como Ofício, cuja resposta deverá citar o número do presente procedimento (PP7734-31.2020) e ser enviada eletronicamente, nos termos da Resolução do CNJ nº

185, de 2013.

À Secretaria Processual, para as providências cabíveis.

Brasília, data registrada no sistema.

Conselheiro André Godinho

Relator

Num. 4124967 - Pág. 3 Assinado eletronicamente por: ANDRE LUIS GUIMARAES GODINHO - 24/09/2020 12:00:42

https://www.cnj.jus.br:443/pjecnj/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?x=20092412004

No CNJ: Credores da Laginha denunciam e pedem afastamento de desembargador alagoano

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  • 24/09/2020 09:38
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Foto: Divulgação
Conselho Nacional de Justiça

Prestes a sentar na cadeira de presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), o desembargdor Klever Rêgo Loureiro foi denunciado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por credores da massa falida da usina Laginha, do empresário João Lyra.

Os credores pedem apuração disciplinar e o afastamento do desembargador do caso acusando-o de atuar para favorecer a família de JL. O procedimento foi despachado para o gabinete do Conselheireiro André Godinho.  

De acordo com a petição, "Durante o curso do processo falimentar, o Des. Klever Loureiro tem perpetrado diversas violações ao instituto falimentar e a seus deveres funcionais, impedindo, por razões não aparentemente jurídicas, o seu regular processamento, a alienação de ativos e o pagamento dos credores."

Acusa ainda que a intenção é "tentar evitar o pagamento de credores na forma da lei, viabilizar a redução da importância a eles destinada e reverter o maior número de ativos para o Falido e que resta claro que o afastamento do administrador judicial, que estava trabalhando de acordo com a legislação para realizar o pagamento aos credores, e a nomeação de um amigo da família do Falido tem o nítido intuito de sobrestar o pagamento aos credores. E assim conseguiram, pois os pagamentos foram suspensos pelo prazo de 60 dias pelo Des. Klever Loureiro, podendo ser prorrogado."

Também reclama que o novo administrado judicial designado, Julius César Lopes de Vasconcelos Santos, não tem competência para a função, mantém relação de amizade com a família de João Lyra, e que "É também notória a relação próxima entre a família do Des. Klever Loureiro e a do Falido."

Leia na íntegra aqui o processo encaminhado ao CNJ.  

Caso também foi divulgado pelo jornalista Guilherme Amado, da revista Época. Leia aqui.

Guru de Bolsonaro diz que ele viverá "da caridade de seus inimigos"

  • 23/09/2020 09:51
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Reprodução
Bolsonaro discursa na Assembleia da ONU

Astrológo, filósofo, escritor, conselheiro e orientador do clã Bolsonaro e de seguidores do conservadorismo radical, Olavo de Carvalho publicou em seu Twitter que o presidente Jair Bolsonaro subiu na vida e está se livrando daqueles que o ajudaram.  

"Subir na vida e, uma vez lá em cima, livrar-se dos que o ajudaram na escalada. O Bolsonaro aprendeu isso com Maquiavel e vai terminar como Maquiavel terminou: vivendo da caridade de seus inimigos", publicou.

Claro que essa opinião gerou muita polêmica. "Olavo discordo várias vezes com você, mas sem duvida foi uma boa surpresa você criticar a demagogia e populismo do Bolsonaro", disse @LucasdiGrassi.  

Já @bahia_santiago afirmou que "O professor Olavo tem se comportado como uma pessoa ressentida. Sinceramente, votei no Bolsonaro por ser militar e nunca tinha ouvido falar nem do senhor, nem do Alan. O que a maioria não queria era ter o PT no comando. Bolsonaro e, não o senhor, foi quem reuniu esses sentimentos".

Leia aqui outras opiniões sobre essa publicação.

Olavo de Carvalho também emitiu, durante esta terça-feira (22), outros posicionamentos polêmicos.  

1 - @opropriolavo - "Bolsonaro, cure-se dessa sua CEGUEIRA. Não vê que estão usando você como camuflagem "conservadora" de uma ditadura comunista?"

2 - @opropriolavo - "Criticar o Bolsonaro, quem faz sou eu. Os Antas o DIFAMAM, o que é coisa totalmente diferente."

3 - @opropriolavo - "Os generais aceitaram o Bolsonaro como presidente só para usá-lo como fachada democrática da ditadura esquerdista que eles amam e servem."

4 - @opropriolavo - "Democracia, o caralho. O Brasil é uma ditadura comunista, com um presidente direitista de fachada."

Dá para perceber, caro leitor, que foram vários (dezenas) Twitters publicados em apenas um dia, o que deixou os frequentadores mobilizados. Todos geraram imensa discussão.  

Leia aqui.

 

Grandes veículos boicotam Plano de Reconstrução proposto pelo PT

  • 22/09/2020 09:48
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Folha, Estadão, Grupo Globo, entre outros veículos de comunicação, simplesmente ignoraram o Plano de Reconstrução do Brasil lançado pelo PT nesta segunda-feira (21).

O partido, que governou o Brasil por 13 anos e tem a maior bancada na Câmara merecia ter os seus argumentos para diversas áreas debatidos por especialistas, avaliados, questionados, comparados com o atual governo e também com os períodos em que o partido esteve no poder.

Mas nada disso ocorreu. Simplesmente parece que nada aconteceu e que o evento de lançamento inexistiu 'numa estranha coincidência' ao mesmo tempo para todos os principais veículos de comunicação do País.

Da mesma forma, caso o MDB, por exemlo, proponha uma 'Ponte Para o Futuro' o plano deve ser criticamente debatido e informado aos brasileiros. Como ocorreu com Michel Temer, vice-presidente, meses antes de assumir defiitivamente a Presidência após o impeachment de Dilma Rousseff (PT)

Ignorar como foi feito parece uma forma de censura silenciosa, negociada, com cara de combinação política e econômica, o que só contribui para manter a sociedade dividida.

Ora, se os principais meios de comunicação ignoram o PT e suas lideranças, e são críticos (exageradamente?) com relação ao governo Jair Bolsonaro, pode-se deduzir que Folha, Estadão e Grupo Globo fazem oposição aos dois grupos políticos, certo?

Sendo assim, vão apresentar e defender algum candidato ou ideia em 2022?

Leia aqui o Plano de Reconstrução proposto pelo PT que, entre outras coisas, pretende "assegurar um novo caminho para o país, baseado na ampliação de oportunidades, na igualdade e ampla liberdade de expressão e comunicação, além da defesa da soberania nacional, ameaçados pelo governo de Jair Bolsonaro".  

 

Pesquisa: Bolsonaro e Lula disputam corrida eleitoral para 2022

  • 18/09/2020 10:44
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Levantamento  feito  pelo Instituto PoderData entre os dias 14 e 16 de setembro,  ouviu 2.500 pessoas através de ligações telefôncicas em 459 municípios em todas as unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa, divulgada na noite desta quinta-feira (17) pelo Poder360, mostra o presidente Jair Bolsonaro na frente (hoje)  de todos os adversários no primeiro turno da eleição presidencial de 2022.  

Na pergunta, se a eleição fosse hoje, você votária em qual dos candidatos?, Jair Bolsonaro (sem partido) aparece com 35% dos votos; Lula, 21% (PT);  Moro (sem partido), 11%;Mandetta (DEM), 5%; Doria (PSDB), 4%; Ciro (PDT), 3%; Dino (PCdoB), 3%; branco e nulo, 11%; não sabem, 7%.

No segundo turno, em um novo cenário, o presidente bate todos os adversários com certa tranquilidade, inclusive quando é incluido o presidenciável petista derrotado em 2018, Fernando Haddad.  

Mas o quadro muda quando esse adversário é o ex-presidente Lula: dá empate, 41% a 41%. Branco, nulo e não sabem, 18%.

Os simpatizantes de Lula podem intepretar esse levantamento entendendo que o ex-presidetne é o único capaz de enfentar Jair Bolsonaro.

Já os bolsonaristas podem entender que o presidente ainda tem mais de dois anos para melhorar o seu governo e que o seu candidato tem tudo para chegar ao segundo turno contra o candidato ideal (Lula) para polarizar o pleito de 2022.

EM TEMPO: Pesquisa ainda apresenta resultados por estratificação, avaliação do trabalho pessoal de Bolsonaro, intenção de voto por idade, sexo, escolaridade, renda e região, por exemplo.

Leia a pesquisa na íntegra aqui.

 

 

Vídeo: Após cirurgia em São Paulo, Renan diz que "acusações causam danos a minha saúde física e mental"

  • 16/09/2020 06:33
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Internado no hospital Sirio Libanês, em São Paulo, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) publicou um vídeo em suas redes sociais onde revela que tem se submetido a exames de rotina que detectaram um tumor no rim direito e outros tumores pequenos que estãos sendo avaliados.

Ele afirmou que está desgastado por perseguições, por falsas acusações arquivadas por falta de provas. E que essa "tortura" causa danos a minha saúde física e mental.

Fala-se muito em assassinatos de reputaçoes e a duras penas tenho me mantido equilibrado. Mas ninguém controla as reações do corpo diante de tanta perversidade, reclamou Renan Calheiros.

"Faço hoje um relato sobre as coisas que tenho enfrentando nos últimos anos. Uma perseguição sem fim. Tenho resistido e reagido. Mas o corpo, uma hora ou outra, responde negativamente a tanta pressão.", disse o senador.

Veja o video aqui.

 

PEC que propõe fim da reeleição pode atingir prefeitos eleitos

  • 15/09/2020 10:10
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Pra oposição Jair Bolsonaro não governa, só pensa na sua reeleição. Na disputa pela presidência em 2018 ele prometeu que acabaria coma  reeleição para prefeitos, governadores e presidentes. Em 2019 e agora em 2020 ele parece não lembrar da promessa.

Recentemente o ex-pesidente Fernando Henrique Cardoso disse ter se arrependido por ter concordado, durante o seu governo, com a criação da reeleição que o permitiu ficar oito anos no poder.

Na semana passada o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) apresentou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para proibir a recondução de presidentes, governadores e prefeitos.  

Para ser aprovada uma PEC precisa de 308 votos na Câmara e 49 no Senado. Caso aprovada, atingiria todos os prefeitos eleitos este ano, assim como Jair Bolsonaro e governadores já em 2020.

"A reeleição não é direito adquirido. E, da mesma forma como quando a emenda da reeleição foi aprovada valeu imediatamente, aplicando a FHC, extinta ela se aplica imediatamente a quem quer que esteja no mandato e em todos os mandatos", disse Alessandro Molon ao Estado de S. Paulo.

A ideia é que o mandato seja de 5 anos, sem reeleição. Contudo, há deputados e senadores que defendem que a mudança só entre em vigor a partir de 2026.

Levantamento revela que 16 dos 24 representantes das partidos são favoráveis ao fim da recondução aos cargos no Executivo. PT, PP, PROS, PSC e PSD ainda não se posicionaram sobre o tema.

As discussões sobre esa questão estão sendo retomadas. Agora, ninguém duvida que o instituto da reeleição reforça o “toma lá, da cá” para continuação no poder. Dificilmente um chefe do Executivo assume o cargo sem pensar no futuro e o futuro é a reeleição.

Também por isso tantas secretarias são criadas e muitos cargos são distribuídos para "ajeitar todo mundo que pode ajudar na reeleição".

 

 

Petrobrás de saída do Nordeste

  • 14/09/2020 10:07
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E também das regiões Sul e Norte.  

O objetivo é concentrar os negócios e investimentos no Rio e em São Paulo, onde estão os maiores campos de exploração de petróleo do pré-sal.

164 áreas de produção de petróleo e gás da estão sendo vendidas. Desse total, 148 áreas estão localizadas fora do eixo Rio-São Paulo.  

Infraestrutura logística, usinas térmicas, eólicas e de biocombustíveis, fábricas de fertilizantes e terminais de importação de gás natural líquido também estão em negociação com o setor privado

Uma Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás foi criada no Congresso. Há cerca de um mês deputados e senadores lançaram a campanha ‘Petrobrás, fica!’.  

O principal foco contrário à nova política da Petrobrás é o Senado, mas não parece, até o momento, apresentar qualquer resultado.

No Nordeste, por exemplo, o prejuízo será imenso porque a maioria das áreas tem menor porte e já está em fase de declínio, segundo reportagem do Estadão.

 

 

 

Collor e Luciano Barbosa têm conversa 'secreta' em Maceió

  • 10/09/2020 13:33
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Sen. Fernando Collor

O senador Fernando Collor (PROS-AL) anunciou em suas redes sociais que chegaria a Maceió nesta quarta-feira (9), o que de fato ocorreu.  

Também era previsto que teria uma agenda política cheia para definir como irá atuar nas eleições municipais deste ano.

E logo houve uma reunião fundamental: o encontro com o vice-governador Luciano Barbosa (MDB) é significativo, emblemático e também talvez misterioso.

Na manhã desta quinta-feira (10), Collor e Barbosa, que, digamos assim, nunca se "bicaram", tiveram uma longa conversa.

Por quase duas horas debateram a eleição em Arapiraca. O papo fluiu tão facilmente que até uma articulação paralela sobre outros municípios entrou no pacote.  

Mas, o que ambos conversaram e acertaram é segredo blindado. Ou seja quando adversários se reúnem em local conhecido, com uma das partes cedendo, é sinal de que algo novo está no ar ou, quem sabe, já se encontra em andamento.

Da reunião restaram algumas perguntas:

O que Luciano foi fazer no escritório de Collor?

O que conversaram?

Renan Pai e Renan Filho estavam sabendo?

Só o tempo dirá.  

Pela roda que gira nesta eleição em Alagoas a resposta chegará tão rápida quanto a mudança da nuvem política que sombreia o processo eleitoral em andamento.

 

Folha: Advogado alagoano foi delatado pela OAS por tentar influenciar decisões do STJ

  • 10/09/2020 10:25
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Segundo Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo (leia aqui), o advogado alagoano Eduardo Martins, filho de Humberto Martins, ministro presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), já foi acusado de receber recursos para interferir em processos que tramitavam na Corte.

Caso ocorreu na delação premiada feita pelo ex-presidente da construtora OAS, Leo Pinheiro. O empreiteiro afirmou "que pagou R$ 1 milhão para Eduardo Martins atrasar a tramitação de um processo de relatoria de seu pai que envolvia a empreiteira".

Contudo, o caso foi arquivado. Raquel Dodge, ex-procuradora-geral da República indicada no governo Michel Temer (MDB), considerou "que as provas eram insuficientes e não comprovavam os pagamentos".

Eduardo foi um dos alvos da operação da Lava Jato nesta quarta-feira (9) que mira escritórios de advocacia investigados por suspeitas de serem usados para desviar recursos da Fecomércio do Rio de Janeiro.

Para o MPF, ao advogado cabia obter decisões favoráveis para manter o comando da Fecomércio do Rio com Orlando Diniz. Em delação premiada após ser preso pela Lava Jato, Diniz revelou que teria pago R$ 82 milhões para tentar influenciar decisões do STJ.  

 

Advogado de Lula diz que juiz Bretas é vinculado ao presidente Bolsonaro

  • 09/09/2020 11:43
  • Voney Malta

Após ser citado como um dos advogados envolvidos contra um suposto desvio de recursos de instituições do Sistema S, no Rio de Janeiro, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicou uma nota onde afirma que nova fase da "Lava Jato deflagrada por Marcelo Bretas é mais uma clara tentativa de intimidação do Estado brasileiro pelo meu trabalho como advogado, que há tempos vem expondo as fissuras no Sistema de Justiça e do Estado Democrático de Direito.”

Ele cita, ainda, que “O juiz Marcelo Bretas é notoriamente vinculado ao presidente Jair Bolsonaro e sua decisão no caso concreto está vinculada ao trabalho desenvolvido em favor de um delator assistido por advogados ligados ao Senador Flavio Bolsonaro. A situação fala por si só.”

Cristiano Zanin Martins também diz que "De acordo com laudo elaborado em 2018 por auditores independentes, todos os serviços prestados à Fecomércio/RJ pelo meu escritório entre 2011 e 2018 estão devidamente documentados em sistema auditável e envolveram 77 (setenta e sete) profissionais e consumiram 12.474 (doze mil, quatrocentas e setenta e quatro) horas de trabalho. Cerca de 1.400 (mil e quatrocentas) petições estão arquivadas em nosso sistema. Além disso, em 2018, a pedido da Fecomércio-RJ, entregamos cópia de todo o material produzido pelo nosso escritório na defesa da entidade, comprovando a efetiva realização dos serviços que foram contratados".

Para o advogado, a autorização para invasão do escritório de advocacia e de sua casa "possui claros traços de abuso de autoridade, pois: (a) o seu prolator, o Sr. Marcelo Bretas, é juiz federal e sequer tem competência para tratar de pagamentos realizados por uma entidade privada, como é a Fecomercio/RJ, e mesmo de entidades do Sistema S por ela administrados por força de lei; a matéria é de competência da Justiça Estadual, conforme jurisprudência pacífica dos Tribunais".

Leia  baixo a nota do advogado na íntegra:

1. Atentado à advocacia e retaliação.

A iniciativa do Sr. Marcelo Bretas de autorizar a invasão da minha casa e do meu escritório de advocacia a pedido da Lava Jato somente pode ser entendida como mais uma clara tentativa de intimidação do Estado brasileiro pelo meu trabalho como advogado, que há tempos vem expondo as fissuras no Sistema de Justiça e do Estado Democrático de Direito.

É público e notório que minha atuação na advocacia desmascarou as arbitrariedades praticadas pela Lava Jato, as relações espúrias de seus membros com entidades públicas e privadas e sobretudo com autoridades estrangeiras. Desmascarou o lawfare e suas táticas, como está exposto em processos relevantes que estão na iminência de serem julgados por Tribunais Superiores do país e pelo Comitê de Direitos Humano da ONU.

O juiz Marcelo Bretas é notoriamente vinculado ao presidente Jair Bolsonaro e sua decisão no caso concreto está vinculada ao trabalho desenvolvido em favor de um delator assistido por advogados ligados ao Senador Flavio Bolsonaro. A situação fala por si só.

2. Comprovação dos serviços.

De acordo com laudo elaborado em 2018 por auditores independentes, todos os serviços prestados à Fecomércio/RJ pelo meu escritório entre 2011 e 2018 estão devidamente documentados em sistema auditável e envolveram 77 (setenta e sete) profissionais e consumiram 12.474 (doze mil, quatrocentas e setenta e quatro) horas de trabalho. Cerca de 1.400 (mil e quatrocentas) petições estão arquivadas em nosso sistema. Além disso, em 2018, a pedido da Fecomércio-RJ, entregamos cópia de todo o material produzido pelo nosso escritório na defesa da entidade, comprovando a efetiva realização dos serviços que foram contratados.

Os pagamentos, ademais, foram processados internamente pela Fecomércio/RJ por meio de seus órgãos de administração e fiscalização e foram todos aprovados em Assembleias da entidade — com o voto dos associados.

3. Natureza dos serviços prestados.

Nosso escritório, com 50 anos e atuação reconhecida no mercado, foi contratado a partir de 2012 para prestar serviços jurídicos à Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), que é uma entidade privada que representa os 2 milhares de empresários e comerciantes daquele Estado. A atuação do escritório em favor da Fecomércio/RJ e também de entidades por ela geridas por força de lei — o Sesc-RJ e do SenacRJ —, pode ser constatada em diversas ações judiciais que tramitaram perante o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, do Superior Tribunal de Justiça, do Supremo Tribunal Federal, e também em procedimentos que tramitam no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e perante outros órgãos internos e externos à entidade.

Em todos os órgãos judiciários houve atuação pessoal e diligente do nosso escritório. A atuação do nosso escritório deu-se um litígio de grandes proporções, classificado como uma “guerra jurídica” por alguns veículos de imprensa à época, entre a Fecomércio/RJ e a Confederação Nacional do Comércio (CNC), duas entidades privadas e congêneres de representação de empresários e comerciantes. Cada uma delas contratou diversos escritórios de advocacia para atuar nas mais diversas frentes em que o litígio se desenvolveu.

4. Abuso de autoridade.

Além do caráter despropositado e ilegal de autorizar a invasão de um escritório de advocacia e da casa de um advogado com mais de 20 anos de profissão e que cumpre todos os seus deveres profissionais, essa decisão possui claros traços de abuso de autoridade, pois: (a) o seu prolator, o Sr. Marcelo Bretas, é juiz federal e sequer tem competência para tratar de pagamentos realizados por uma entidade privada, como é a Fecomercio/RJ, e mesmo de entidades do Sistema S por ela administrados por força de lei; a matéria é de competência da Justiça Estadual, conforme jurisprudência pacífica dos Tribunais, inclusive do Superior Tribunal de Justiça; (b) foi efetivada com o mesmo espetáculo impróprio a qualquer decisão judicial dessa natureza, como venho denunciando ao longo da minha atuação profissional, sobretudo no âmbito da Operação Lava Jato; (c) foi proferida e cumprida após graves denúncias que fiz no exercício da minha atuação profissional sobre a atuação de membros da Operação Lava Jato e na iminência do Supremo Tribunal Federal realizar alguns dos mais relevantes julgamentos, com impacto na vida jurídica e política do país. Ademais, foge de qualquer lógica jurídica a realização de uma busca e apreensão após o recebimento de uma denúncia — o que mostra a ausência de qualquer materialidade da acusação veiculada naquela peça.

Esse abuso de autoridade, aliás, não é inédito. A Lava Jato, em 2016, tentou transformar honorários sucumbenciais que nosso escritório recebeu da Odebrecht, por haver vencido uma ação contra a empresa, em valores suspeitos — e teve que admitir o erro posteriormente. No mesmo ano, a Lava Jato autorizou a interceptação do principal ramal do nosso escritório para ouvir conversas entre os advogados do nosso escritório e as conversas que eu mantinha com o ex-presidente Lula na condição de seu advogado, em grave atentado às prerrogativas profissionais e ao direito de defesa. Não bastasse, em 2018 a Lava Jato divulgou valores que o nosso escritório havia recebido a título de honorários em decorrência da prestação de serviços advocatícios. Todas as circunstâncias aqui expostas serão levadas aos foros nacionais e internacionais adequados para os envolvidos sejam punidos e para que seja reparada a violação à minha reputação e à reputação do meu escritório, mais uma vez atacadas por pessoas que cooptaram o poder do Estado para fins ilegítimos, em clara prática do lawfare — fenômeno nefasto e que corroeu a democracia no Brasil e está corroendo em outros países.

 

São Paulo, 9 de setembro de 2020

 

Cristiano Zanin Martins

Ronaldo Lessa é mesmo o melhor nome do PDT pra ser vice?

  • 08/09/2020 09:57
  • Voney Malta

Não é somente a rejeição de aliados que pode inviabilizar o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) de compor como candidato a vice-prefeito na chapa do deputado federal JHC (PSB).

Mas o próprio tamanho político de Lessa, o seu histórico, a sua liderança e a sua importância política em Alagoas.

É que, em caso de vitória da dupla, a possibilidade de desentendimento entre Lessa e JHC é real e provável, pelo menos de acordo com a aposta - ou leitura - feita por velhas raposas da política local.

Existem detalhes nesse ofício fundamentais e decisivos pois ajudam a escrever a história, casos do ciúme, da inveja, da soberba.  

Lessa, pela sua trajetória, naturalmente será destaque em qualquer governo, ainda mais em um cargo no Executivo, como substituto do titular, no município onde foi excelente gestor, onde escolheu e elegeu quem o substituiu.

Esse leitura sobre suposto risco de desentendimento cresce ainda mais quando é sabido que o acordo de agora também visa 2022.

Isso significa que ele, conhecido como é, será constantemente procurado por lideranças, aliados, amigos e ex-amigos do poder.  

Todos com  a cabeça no presente e no futuro, ou seja, é meio caminho andado para o combinado não ser cumprido.

Há quem acredite que é mais seguro indicar alguém de extrema confiança para o cargo de vice, enfiar o corpo na campanha e, em caso de vitória, o PDT indicar um 'banda' dos gestores de Maceió.

Se esse raciocínio tiver razão, Lessa de vice não é a melhor alternativa para Lessa.

Mas, e para JHC?

 

 

 

Quase lá: Lancet revela excelentes resultados em testes de vacina contra Covid

  • 04/09/2020 10:10
  • Voney Malta

Principal revista científica do mundo, The Lancet revela que os resultados das primeiras duas fases de testes clínicos da vacina russa Sputnik V para Covid-19 induziu resposta imune e não teve efeitos adversos.

De acordo com a revista, o medicamento não só é eficaz no combate ao coronavírus SARS-CoV-2 como sua aplicação é segura.

E nos resultados dos testes clínicos da primeira e segunda fases, os especialsitas não encontraram "efeitos indesejados graves da vacinação por nenhum dos critérios de avaliação".

Publicação dia ainda que "foram também apresentadas provas científicas da eficiência da vacina Sputnik V". Ou seja, "sua capacidade de gerar uma resposta imunológica duradoura do organismo em 100% dos vacinados graças à tecnologia única de aplicação em duas etapas".

Leia abaixo a reportagem na íntegra ou clique neste linque:

sputniknews

The Lancet publica resultados dos testes clínicos da vacina russa Sputnik V

Menos de um mês após o registro da vacina russa Sputnik V contra a COVID-19, a mais influente revista científica no mundo, The Lancet, publicou hoje os resultados das primeiras duas fases de testes clínicos do medicamento, algo que era muito aguardado pelos representantes da comunidade científica mundial.

O material publicado responde às críticas de especialistas estrangeiros e traz a tão esperada clareza sobre o desenvolvimento do medicamento pelos cientistas russos.

É válido ressaltar que a Sputnik V, sendo a primeira vacina contra a COVID-19 registrada na Rússia e no mundo, não só é eficaz no combate ao coronavírus SARS-CoV-2 como sua aplicação é segura.

A publicação dos dados da primeira e segunda fases de testes pela The Lancet, segundo afirmam os cientistas do Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, é o primeiro passo de uma série de publicações sobre a Sputnik V em revistas científicas.

"Em setembro, também serão entregues para publicação os dados completos dos testes da vacina em animais – primatas, hamsters sírios, ratos transgênicos, nos quais a vacina mostrou 100% de eficiência (os resultados nos primatas e hamsters sírios foram obtidos antes dos testes clínicos). Os primeiros resultados dos testes clínicos pós-registro [terceira fase], com a participação de 40 mil voluntários, serão publicados em outubro-novembro", disseram os desenvolvedores da vacina, Aleksandr Gintsburg e Denis Logunov, do Centro Gamaleya.

Vacina com segurança comprovada

Uma das principais conclusões a que os cientistas do Centro Gamaleya chegam no artigo científico é a segurança da vacina. De acordo com os resultados dos testes clínicos da primeira e segunda fases, não foram detectados pelos especialistas efeitos indesejados graves da vacinação por nenhum dos critérios de avaliação.

Nem todas as outras vacinas contra a COVID-19 podem se orgulhar de tamanho sucesso, algumas delas acabaram trazendo efeitos indesejados graves em 25% dos vacinados.

Imunidade duradoura

Na publicação foram também apresentadas provas científicas da eficiência da vacina Sputnik V.

Como exemplo, é comprovada sua capacidade de gerar uma resposta imunológica duradoura do organismo em 100% dos vacinados graças à tecnologia única de aplicação em duas etapas.

Denis Logunov, vice-diretor do Centro Gamaleya, garante que se observa imunidade humoral e resposta imunológica celular em 100% dos vacinados, o que é suficiente para proteger o ser humano de forma eficaz contra a infeção pelo coronavírus.

"O nível de anticorpos nos voluntários vacinados foi 1,4-1,5 vezes maior do que nas pessoas que adoeceram e venceram a doença. Como comparação, a empresa farmacêutica britânica AstraZeneca obteve um nível de anticorpos nos voluntários vacinados praticamente igual ao nível de anticorpos daqueles que adoeceram após infecção pelo coronavírus", publicou a revista, citando Logunov.

Da mesma forma, o Centro Gamaleya afirma que, no contexto dos testes clínicos da Sputnik V, em todos os voluntários se desenvolveu a imunidade celular T, representada tanto por células CD4+, como por células CD8+.

Estas células permitem reconhecer e destruir as células infectadas pelo coronavírus.

A vacina funciona em 100% dos casos

Um dos maiores receios da comunidade científica em relação ao uso de vacinas na base de vetores de adenovírus do ser humano – é este precisamente o método usado pela vacina Sputnik V – seria a existência anterior em algumas pessoas de imunidade em relação aos adenovírus.

Em outras palavras, havia o receio de que esta imunidade não deixasse entrar no organismo a quantidade necessária de adenovírus humano,que na vacina exerce a função de "táxi", levando às células o material genético da membrana externa do coronavírus (é bom lembrar que a vacina Sputnik V não contém o próprio coronavírus, o que excluiu completamente a possibilidade de infecção).

Considerando que as pessoas habitualmente adoecem por adenovírus (um exemplo é o simples resfriado), nelas pode se formar imunidade, a qual teoricamente poderia reduzir a eficiência da vacina, que usa adenovírus como vetor.

Os resultados dos testes acabaram mostrando o oposto: a imunidade pré-existente não influencia a eficiência da vacinação.

"Foi escolhida uma dose segura ótima, a qual garante resposta imunológica eficaz em 100% dos vacinados, até naqueles que tiveram há pouco tempo uma infecção por adenovírus. Isso acaba por reduzir a necessidade de desenvolver novas vacinas na base de plataformas não verificadas", diz-se na publicação.

Tais plataformas não verificadas têm sido desenvolvidas por algumas empresas ocidentais devido aos receios sobre os adenovírus humanos, segundo especialistas russos. Algumas delas, como exemplo, a tecnologia mRNK (vacina da empresa Moderna) ou o adenovírus de chimpanzé (vacina da empresa AstraZeneca), nunca antes foram utilizadas para a criação de vacinas registradas.

Tais medicamentos necessitam de testes a longo prazo devido aos receios de sua influência na função reprodutiva do organismo, além de possíveis propriedades cancerígenas elevadas, capazes de provocar doenças oncológicas.

Na revista The Lancet, os cientistas russos apresentam referências aos testes de segurança da plataforma na qual a vacina Sputnik V está baseada.

"Assim, desde 1953 no mundo já foram feitos 250 testes clínicos e publicados mais de 75 artigos internacionais, os quais confirmam a segurança das vacinas e remédios desenvolvidos nesta base [...] Os medicamentos na base de vetores de adenovírus humanos são usados na prática há mais de 15 anos. É o caso da vacina contra o vírus Ebola e o medicamento contra o câncer Gendicina, usado na China há mais de 12 anos", explicou Denis Logunov.  

Tecnologia única de 2 vetores

Uma das particularidades da vacina russa, segundo o acadêmico e diretor-geral do Centro Gamaleya, Aleksandr Gintsburg, é o uso de dois adenovírus – os sorotipos 5 e 26 – em duas injeções separadas.

Atualmente, a vacinação dupla é reconhecida por muitos especialistas como fator capaz de fortalecer substancialmente a imunidade contra o coronavírus.

Contudo, se usarmos o mesmo vetor nas duas injeções, o sistema imunológico inicia um mecanismo de defesa e começa a rejeitar o medicamento na segunda injeção.

A utilização de um segundo vetor resolve o problema completamente, ajudando a evitar esse efeito neutralizante.

Centro Gamaleya versus AstraZeneca

Se, por um lado, alguns criticam o fato de a vacina russa ter sido testada em um pequeno número de voluntários, os cientistas ressaltam que conseguiram testar o sistema de duas injeções em um grupo de pessoas mais amplo do que, por exemplo, fez um dos líderes no desenvolvimento de outra vacina contra a COVID-19, a empresa AstraZeneca.

A gigante britânica utilizou quatro vezes menos voluntários na primeira e segunda fases para a determinação da eficiência de duas injeções de sua vacina.

"A quantidade de participantes nos testes clínicos da vacina russa Sputnik V na primeira e segunda fases, quando se utilizaram duas injeções, foi quatro vezes maior do que o número de pessoas inoculadas com duas injeções na AstraZeneca", explicou o diretor-geral do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), Kirill Dmitriev.

Tecnologia única e segura

Na semana passada, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos EUA anunciou a possibilidade de recorrer ao procedimento acelerado de registro de vacinas candidatas nas condições da situação epidemiológica atual, ou seja, sem a necessidade de realização da terceira fase de testes clínicos em dezenas de milhares de voluntários.

A possibilidade de o mesmo acontecer no Reino Unido foi discutida pelo governo do país.

Contudo, os órgãos reguladores nestes países ressaltam a possibilidade de registro acelerado somente para vacinas que já comprovaram sua eficiência e segurança.

Na opinião dos especialistas russos, existem poucos medicamentos capazes de atender a tais exigências.

"No dia de hoje, a única tecnologia que corresponde a tais critérios é a plataforma na base de vetores de adenovírus humanos. Ela já comprovou sua segurança em inúmeros testes ao longo de décadas", considera Kirill Dmitriev.

Publicação como 'resposta final'

De acordo com Dmitriev, a publicação dos dados da vacina russa na revista The Lancet é a resposta final às críticas feitas à Rússia após o registro da Sputnik V em agosto passado.

"Agora a Rússia, por sua vez, pode fazer algumas perguntas à comunidade internacional. Apelamos para a publicação dos dados oficiais que comprovem a eficiência duradoura das vacinas na base do adenovírus de chimpanzé ou mRNK, a ausência de riscos cancerígenos e efeitos colaterais na fertilidade durante sua aplicação. Não seria também nada mau saber a razão pela qual a AstraZeneca insiste em recusar judicialmente sua responsabilidade em caso de efeitos colaterais", acrescentou.

 

PEC possibilita reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado

  • 03/09/2020 07:07
  • Voney Malta

Todo o entendimento que possibilita a reeleição do presidente da Câmara dos Deputados e do presidente do Senado - e que vem ocorrendo sem reação contrária substancial - agora está oficializado com a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).  

A autora da Proposta é a senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), aliada do presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP). Portanto, uma articulação iniciada há meses nos bastidores agora fica visível.

Contudo, ainda há todo um ritual jurídico e político a ser seguido, mas se agora toma forma é porque conta com apoio majoritário da classe política e até do presidente Jair Bolsonaro.  

Para que a PEC tramite no Senado são necessárias 27 assinaturas, depois que seja pautada pelo presidente da Casa, e para ser aprovada precisa de no mínimo 49 votos favoráveis entre os 81 senadores.

Já na Câmara são necessários pelo menos 308 votos entre os 513 deputados. Nas contas dos aliados há votos suficientes nas duas Casas para recondução dos dois presidentes.

Parece cena de programa humorístico a argumentação da autora da PEC que possibilita a reeleição: "reeleição é necessária diante do contexto político da pandemia de covid-19. Alcolumbre e Maia conciliaram interesses na crise e precisam ter aval para continuar no poder ", disse a senadora Rose de Freitas ao Estadão.

Para ela, “Há uma discussão de que fazer a reeleição em função do Davi, do Rodrigo, é muito personalista esse processo, mas acontece que é o voto da democracia. Se você não quer reeleger, vota contra a pessoa que está disputando. Além dele (Alcolumbre), quem? Aí você fica jogando no escuro.”

Resta saber se o senador Renan Calheiros (MDB-AL) é contra ou a favor a recondução de Alcolumbre, seu adversário na última eleição para presidente do Senado

Decisão: Apoiadores de Lessa "a beira de um ataque de nervos"

  • 02/09/2020 10:21
  • Voney Malta

A expectativa sobre a possibilidade de Ronaldo Lessa (PDT) anunciar nos próximos dias se continua ou não candidato a Prefeito de Maceió deixou os "lessistas raiz à beira de um ataque de nervos".

Na rua e, principalmente em grupos de WhatsApp, a turma está inquieta, em polvorosa, desde que informei no Cada Minuto, na sexta-feira (28/8 - leia aqui),  o acordo nacional para o PDT apoiar candidaturas do PSB com chances de vitórias em grandes cidades.

Os ataques e críticas ao pré-candidato a prefeito em Maceió, JHC (PSB), pivô -sem culpa - da crise no PDT, são grandes. Até a proximidade do deputado federal com Jair Bolsonaro é citada como se fosse novidade. Nem João Caldas, pai do parlamentar, escapa.  

O ex-presidenciável Ciro Gomes, beneficiário direto do acordo, também não é poupado da pancadaria.  

O fato é que Maceió faz parte do pacote que tem como contrapartida do PSB apoiar Ciro Gomes para presidente em 2022. As duas siglas já se entenderam em São Paulo, Rio, Porto Alegre, Recife e Fortaleza.  

Há apoiadores que defendem que Ronaldo Lessa deve se rebelar e manter a candidatura acreditando em sua força política também para eleger vereadores. Mas reconhecem e aceitam que a decisão é única e exclusiva dele.

É certo que a vontade política de Ronaldo Lessa não importa sobre este tema neste momento. Político sem mandato fica fragilizado naturalmente. Ainda mais no caso dele que não é relevante a nível nacional ou dentro da máquina partidária

Contudo, Ronaldo Lessa não é obrigado a seguir o interesse nacional do PDT de Ciro. Pode optar por não ser candidato a nada, nem a vice, ou ainda deixar o partido por conta da imposição.

Ou aceitar o "sacrifício".

 

Bolsonarismo opera para 'tomar' dois Estados

  • 31/08/2020 10:31
  • Voney Malta

No Rio de Janeiro, como já sabemos, o governador Wilson Witzel, eleito nos braços do fenômeno conservador Jair Bolsonaro em 2018, foi afastado do cargo na última sexta-feira (28) através de uma questionadíssima e suspeitíssima decisão monocrática.

O mundo jurídico - assim como o político - está em polvorosa desde que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Benedito Gonçalves, tirou Witzel da função por 180 dias.  

Agora inimigo político, o governador afastado enfrenta o poderio jurídico do presidente Jair Bolsonaro, assim como a força política do bolsonarismo a partir da abertura do processo de impeachment iniciado pelo Legislativo do Rio.

Bem menos citado, processo semelhante ocorre em Santa Catarina, onde dificlmente o governador Carlos Moisés (PSL) vai sobreviver ao processo de impeachment aberto pela Assembleia Legislativa.

O filho do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), atua para que a  vice-governadora Daniela Reinehr, bolsonarista radical, seja poupada da 'guilhotina'. Até Karina Kufa,  advogada do presidente e tesoureira do Aliança, foi liberada para trabalhar na defesa de Reinehr.

A explicação sobre a crise em Santa Catarina é simplesmente de disputa política. O motivo do impeachment do governador e da vice é uma equiparação salarial entre Procuradores do Estado e da Assembleia Legislativa (Alesc). Somente isso.

Mas, a verdade, é que o problema é, repito, político. Carlos Moisés nunca foi dessa atividade. Ele é um ex-bombeiro aposentado que no último dia do prazo registrou o seu nome para que o PSL não ficasse sem candidato na disputa. Venceu surpreendemente.

Depois da posse se afastou de quem nunca foi próximo, Jair Bolsonaro. Carlos Moisés é tido como de total inabilidade política, assim como Daniela Reinehr. Só que ela  confia que a salvação está no clã familiar que preside o Brasil: “Sempre me mantive fiel ao Bolsonaro. Somos todos crias dele, é o mentor que fez a gente. Eduardo tem sido grande parceiro, muito gentil e cuidadoso para que esse impedimento não aconteça no meu caso”, disse ao Valor Econômico.  

Claro, os deputados estaduais querem os cargos, o que pode ocorrer ainda em setembro. Especialmente o presidente da Assembleia Legislativa catarinense, deputado Júlio Garcia (PSD), que assumiria o governo temporariamente.  

É um político da velha guarda, hábil e o principal articulador do processo. E como é comum na política nacional, é mais um daqueles parlamentares com uma folha corrida daquelas: foi indiciado em 2019 pelos crimes de fraude em licitação, integrar organização criminosa, corrupção ativa e ocultação de bens na Operação Alcatraz.

 

 

Acordo nacional pode levar o PDT a indicar o vice de JHC em Maceió

  • 28/08/2020 08:42
  • Voney Malta
Divulgação/Arquivo
Ronaldo Lessa

Tem muita gente em Alagoas crente que o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), pré-candidato a prefeito de Maceió, pode ser o vice-prefeito na chapa do deputado federal JHC (PSB).

É que conversas e alianças continuam a todo vapor pelo País entre lideranças do PSB e do PDT. O compromisso firmado é o PDT apoiar candidaturas com possibilidades de vitória nas capitais e em grandes cidades.  

Em contrapartida o PSB, em 2022, apoia Ciro Gomes para presidente.

PSB e PDT já se acertaram em São Paulo, Rio, Porto Alegre, Recife e Fortaleza. Em Curitiba e Salvador são grandes as possibilidades de entendimento. Em São Paulo, o ex-governador Márcio França (PSB) conta com apoio dos pedetistas. Em contrapartida o PSB apoiará a deputada estadual Marta Rocha (PDT) no Rio..

Estratégia dos partidos de centro-esquerda, PDT e PSB, entre outras siglas críticas ao lulismo, é de se afastar do PT e de ter maior independência na conquista de eleitores e de força política visando 2022.

Claro que o quadro de candidaturas pode mudar, pois haverá convenções de 31 de agosto a 16 de setembro para oficializar os nomes e o registro de candidaturas até 26 de setembro.

O momento é de definições, inclusive, repito, com total influência das questões nacionais.  

Maceió, Ronaldo Lessa  e JHC são parte desse plano de abrangência macro, digamos assim.

Dessa forma, será que Ronaldo Lessa - ex-vereador por Maceió, ex-deputado estadual, ex-prefeito da capital, ex-governador e ex-deputado federal - topa ser vice de JHC?

Ou ainda,  desprovido de vaidade e com a promessa de que, em caso de vitória, será candidato do grupo ao governo de Alagoas, ou a Senador, ou a deputado federal em 2022, Lessa aceita ser vice de JHC?

 

 

 

 

Ronaldo Lessa, Alfredo Gaspar e os detalhes da política

  • 25/08/2020 11:28
  • Voney Malta
Internet
Ronaldo Lessa

Em 2012 o ex-prefeito de Maceió e também ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), era candidato a prefeito da capital. Ele tinha o apoio dos senadores Fernando Collor, Renan Calheiros, do então prefeito Cícero Almeida, de deputados federais como João Lyra e até do ex-presidente Lula - que dizem que nessa época não gostava de Lessa.  

Durante toda a campanha eleitoral ele teve a sua candidatura bombardeada com fatos negativos quanto a sua inelegibilidade. Todos os dias surgiam questionamentos oriundos do Ministério Público, dos adversários e da Justiça Eleitoral. Um bombardeio.

O crime era uma multa aplicada pela Justiça Eleitoral paga com atraso  de 20 dias após ter feito o registro de sua candidatura, em 5 de julho. Por fim, após condenação em Alagoas o TSE entendeu que, para ser elegível, o cidadão tem de estar em dia com a Justiça Eleitoral no momento em que registra sua candidatura.

Ronaldo Lessa teve a sua candidatura impugnada. Cabia recurso, mas uma candidatura com questionamentos desse tipo é inviável. Uma nova chapa foi formada com Jurandir Boía e como a decisão saiu em cima da hora sequer houve tempo para mudar a foto da urna eletrônica, que permanecia com a de Lessa. Rui Palmeira foi eleito.

Contam os bastidores que os questionamentos jurídicos contra o candidato do PDT foram orquestrados por um dos poderosos que apoiava Ronaldo Lessa. Os motivos: Raiva antiga, evitar que o ex-governador voltasse a ter o controle da máquina pública da capital e tirar do circuito a ambição dele de se candidatar outra vez ao Senado. Além do mais, por todos os problemas já não mais era um "investimento" viável.

Além da perda política Ronaldo Lessa ainda teve prejuízo financeiro. As promessas feitas pelo grupo de que bancaria as despesas com o marketing da campanha, assessoria jurídica, entre outras despesas, não foram cumpridas. O débito foi quitado durante alguns anos pelo próprio ex-candidato.

Por isso é importante olhar para o passado e tentar entender o presente e o futuro.  

Dizem que o prefeito Rui Palmeira já decidiu que Tacio Melo (Podemos) é o seu escolhido para ser o vice de Alfredo Gaspar (MDB), candidato dos Calheiros na disputa pela Prefeitura de Maceió.

Rui e Tacio, em campanhas anteriores, agrediram duramente, violentamente, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). Vídeos mostram isso. Dizem que restou grande mágoa.  

Rui quer ser candidato ao governo em 2022. O governador Renan Filho a senador. Renan Calheiros ainda terá mais quatro anos de mandato, portanto, estará despreocupado.

A chance de Alfredo Gaspar ser eleito é grande. Contudo, precisa ficar atento aos interesses pessoais em jogo.  

Como revelam as pesquisas, se não existir apoio integral do prefeito, do governador, do senador e mobilização total da máquina pública, dentro do que é permitido pela legislação, reconhecendo e aceitando uma candidatura, a história de Ronaldo Lessa poderá ter semelhanças com a que está sendo escrita agora.

Político profissional só sobrevive se souber esconder mágoa, se entender que união ou afastamento de atuais, de novos ou de velhos aliados depende do objetivo traçado, e se na hora certa souber se vingar daqueles que foram adversários um dia, ou daqueles que poderão ser no futuro.

Talvez solitário nesse ramo, Alfredo Gaspar precisa ficar atento aos detalhes.

 

 

 

 

 

Bolsonaro diz "por que sua esposa recebeu R$ 89 mil de Queiroz?"

  • 24/08/2020 08:32
  • Voney Malta
Foto: Reprodução
Jair Bolsonaro em live nas redes sociais

Jornalistas, deputados de direita, de esquerda, de centro, artistas, religiosos, influenciadores digitais, entre outros, invadirama as redes sociais do presidente Jair Bolsonaro no domingo e nesta segunda-feira (24) inquirindo ao "Presidente @jairbolsonaro, por que sua esposa Michelle recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?"

É a mesma pergunta feita por um jornalista do jornal O Globo, em Brasília, cuja resposta de Jair Bolsonaro foi a de ter vontade  de encher a boca do profissional de porrada, que está motivando tamanha polêmica.  

Essa reação desproporcional, desequilibrada e violenta gerou uma das maiores mobilizações espontâneas contra o presidente nas redes sociais desde queele  assumiu o governo em 2019.

No final da noite de domingo mil tuítes com a frase "Presidente @jairbolsonaro, por que sua esposa Michelle recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?" eram gerados a cada 40 segundos, revelou o pesquisador Fabio Malini, especialista em extração de dados do Twitter, de acordo com reportagem da Folha.

Somente por volta das sete horas da manhã desta segunda-feira o presidente respondeu ao questionamento. Ou melhor, foi uma 'não' resposta. Na verdade uma tentativa estratégica de ser a vítima da história:

"Há pelo menos 10 anos o sistema Globo me persegue e nada conseguiram provar contra mim. Agora aguardo explicações da família Marinho sobre a delação do "doleiro dos doleiros", onde valores superiores a R$ 1 bilhão teriam sido repassados a eles.", tuitou Bolsonaro (acompanhe aqui).