Voney Malta

Régis anuncia professora como pré-candidata à Prefeitura

Divulgação Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Fátima Romar

Presidente do Cidadania em Alagoas, o ex-deputado federal Régis Cavalcante anunciou que Fátima Romar - professora concursada da Semed (Secretaria Muncipal de Educação) há 13 anos - é pré-candidata do partido na disputa pela Prefeitura de Maceió. 

Professora do ensino fundamental, Fátima Romar diz que está pronta para para o desfio de criar um novo protagonismo para a função da mulher na política. 

Para ela,  o lugar da mulher é também na política: “é na política e onde ela quiser, esta é uma batalha que nos inspira e nos motiva a não desistir jamais, com a mesma disposição e amor que enfrento há anos a atividade do magistério público no Vale do Reginaldo, bairro sofrido há décadas no Município”.

A pré-candidata a prefeita de Maceió, embora pouco conhecida no mundo político, explica que este ponto não a preocupa, exatamente porque os 'conhecidos políticos' fracassaram na gestão da capital. 

"É preciso um choque de gestão na cidade, Maceió tem o pior ensino do País, do ponto de vista da qualidade, o maior número de analfabetos funcionais, a maior taxa de homicídio, a pior distribuição de renda, um crescente comércio de drogas, sobretudo o crack. Maceió detém os piores índices de desenvolvimento humano do País. A solução é a implementação da democracia participativa, Maceió é a nossa casa e temos de tomar conta", avalia.

De acordo com Régis Cavalcante, desde a mudança de nome do PPS para o Cidadania "surgiu a motivação de somar grupos da sociedade civil interessados em mudar o modo de fazer política e essa iniciativa, trouxe dentre outras, mudanças na política partidária o objetivo de nos colocarmos mais próximos das reivindicações da sociedade. Fátima, é uma pré-candidata que vai qualificar a disputa eleitoral de 2020".

FBI apoiou e tinha conhecimento da Operação Lava Jato

A denúncia é grave e pode ter fortes desdobramentos jurídicos nas ações dos procuradores e da Polícia Federal na atuação da Operação Lava Jato desencadeada a partir de Curitiba. 

As revelações feitas através de reportagem da Agência Pública e do Intercept Brasil mostra o envolvimento do FBI detalhadamente nas investigações que atingiram mortalmente grandes empresas, caso da Odebrecht.

A história lembra um filme americano onde ação policial internacional (esquadrão do FBI) trabalha com autoridades de outro País (Brasil) de maneira, dizem especialistas, não exatamente de acordo com a legislação brasileira numa ação conjunta.

Agentes especiais norte-americanos, procuradores brasileiros, policiais federais, encontros, estratégias, troca de informações e sonegação de informações às autoridades brasileiras fazem parte desse roteiro que não é ficção.

Lei na íntegra a reportagem "O FBI e a Lava Jato".
 

Novo vírus e o medo dos pobres com a pandemia

Nem bem sabemos se ainda enfrentamos a primeira onda ou se atingimos o pico de casos do Covid-19 no Brasil e uma nova ameaça já foi detectada na China com potencial de atingir o mundo.

Cientistas já alertaram para um novo vírus da gripe encontrado em porcos. Por enquanto é uma ameça que precisa e está sendo acompanhada. 

Enquanto isso, pesquisa Datafolha feita por telefone, nos dias 23 e 24 de junho, com 2.016 pessoas, revela que 47% dos brasileiros tem muito medo de contrair o novo coronavírus. E 51% só saem de casa quando é inevitável.

Leia abaixo outros dados do levantamento:

Proporção de pessoas que afirmam ter muito medo da pandemia é maior entre os mais pobres:

1 - 51% contra 36% entre os mais ricos.

2 - Mulheres - 53% contra 41% dos homens.

3 - Moradores da região Nordeste, 52%.

Preocupação com a pandemia:

4 - 20% acham que estão mais preocupados com a pandemia do que deveriam.

5 - 58% estão menos preocupados.

6 - Na medida certa, 20%.

7 - Não sabe, 2%.
 

Apesar do inferno astral, Bolsonaro mantém números

Crise na economia, omissão e boicote do governo no combate ao Covid-19, dificuldades políticas, instabilidade, imagem negativa no exterior, prisão de Queiroz, suspeita de envolvimento com milicianos no Rio.... 

O rosário de problemas é extenso mas, segundo pesquisa Datafolha, o presidente Jair Bolsonaro consegue manter sua aprovação em 32%, o mesmo índice do fim de maio, 33%. Também consegue manter a média nos demais levantamentos.

Exemplo: nesta é rejeitado por 44% da população, na pesquisa anterior o índice era 43%. Regular 23%; eram 22%. 

O perfil daqueles que o aprovam também não mudou. Ele é mais rejeitado entre os jovens de 16 a 24 anos, 54%; entre os detentores de curso superior (53%); e ricos com renda acima de 10 salários mínimos, 52%.

Bolsonaro é mais apovado no Sul, onde 42% o acham ótimo ou bom. É onde tem a menor taxa de desconfiança entre as regiões, 35%.

A maior rejeição regional se dá no Nordeste, 52% de ruim ou péssimo.

64% dos entrevistados acreditam que Jair Bolsonaro sabia onde estava 'guardado' Fabrício Queiroz. Apenas 21% acham que o presidente não sabia onde Queiroz estava.

Bolsonaro se mantém, de acordo com a Folha de S. Paulo, como o presidente mais mal avaliado da história em seu primeiro mandato desde a volta das eleições diretas para o Planalto no pós-ditadura, em 1989.

"Antes dele, o pior índice era de Fernando Collor. Com um ano e seis meses de gestão, em setembro de 1991, o hoje senador amargava 41% de rejeição. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era rejeitado por 25%. Lula da Silva (PT) 17% e Dilma Rousseff (PT) 5%".

O Instituto Datafolha ouviu 2.016 pessoas por telefone terça-feira (23) e quarta-feira (24). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa em Maceió revela força de Bolsonaro na periferia?

Foto: Reprodução Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Jair Bolsonaro

Pesquisa realizada e concluída esta semana por uma empresa alagoana ouviu 800 eleitores em Maceió e retrata como a população avalia este momento de crise na economia e na saúde com o Covid-19. 

Como a pesquisa foi feita para consumo interno, para avaliação de cenário, e não foi registrada na Justiça Eleitoral, os números não podem ser divulgados pelos meios de comunicação. 
Contudo, dá pra antecipar que os nomes já de conhecimento da população permancem os mesmos na corrida eleitoral  ocupando os primeiros lugares em diversos cenários analisados.

Casos do deputado federal JHC, Alfredo Gaspar de Mendonça, os ex-prefeitos Cícero Almeida, Ronaldo Lessa, além de Davi Davino, Basile Christopoulos, e novidades como Lenilda Luna e o também ex-prefeito da capital Corintho Campelo, entre outros com menor apelo.

Como ainda é muito cedo, não há campanha nem qualquer discussão pública sobre a eleição deste ano, é alto o número de votos brancos e nulos tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada, respectivamente 76% não sabe/não opinou; e branco e nulo 26%.

O que chama atenção na pesquisa neste momento de crise é a avaliação dos governos do prefeito de Maceió, Rui Palmeira, do governador Renan Filho, e do presidente Jair Bolsonaro. 

Os números de Renan e Rui não são muito distantes e talvez carreguem alguma rejeição por estarem no exercídio do segundo mandato e também pelas decisões não agradáveis - mas necessárias - que tomaram e tomam no enfrentamento à pandemia.

Mas há uma grande surpresa, capaz de deixar o sujeito de queixo caído, revoltado e até duvidando, ou em estado de êxtase, dependendo do seu posicionamento político, simpatia, enfim.

61,8% aprovam; 32% desaprovam, quando perguntado se aprova ou desaprova a administração do presidente Jair Bolsonaro.

E na pergunta "Na sua opinião, a administração do presidente Jair Bolsonaro, até o momento, está?", 19,5% escolheram péssimo; ruim 9,3%;; regular 9,8%; bom 20,3%; ótimo 34%; e não sabe/não opinou 7,3%. 

De acordo com Marcelo Bastos, professor e especialista em eleições, os numeros sobre Jair Bolsonaro podem ser interpretados pela sua sempre boa avaliação nas classes média e alta, somada agora ao crescimento na periferia com o pagamento do abono de R$ 600. Essa ação é reconhecida como sendo tomada pelo presidente.

Terá agora o presidente influência eleitoral no Nordeste e, especialmente, em Maceió?

Ou tudo depende apenas da ajuda financeira aos mais pobres enquanto ela durar?
 

O Brasil de Bolsonaro no livro sobre Trump

Quando se encontraram em setembro do ano passado na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nos Estados Unidos, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro não conteve a emoção ao encontrar o presidente dos Estados Unidos  Donald Trump.

Risonho e feliz se declarou: 

- “I love you” (eu te amo).

- "Nice to see you again" (bom te ver de novo), recebeu como resposta em um tom mais cauteloso, formal.

Ou seja, namoro e casamento hétero - como já disse em tom de humor Bolsonaro em outras encontros políticos -, naquele não rolou, não havia clima, sabe-se lá por qual motivo.

Mas é no polêmico livro do ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, que o papel pouco significativo do Brasil e do presidente brasileiro é revelado. 

Bolsonaro é citado em dois trechos e o País em seis. Em todas situações apenas para retratar a ajuda a oposição venezuelana no objetivo de derrubar o governo de Nicolás Maduro, alvo do interesse norte-americano.

Bolton cita uma viagem que fez de Andrews para o Rio de Janeiro onde encontrou Jair Bolsonaro eleito, e a outra citação mostra Bolsonaro ao lado de Trump na visita em Washington enquanto o americano mais uma vez dava declarações sobre a Venezuela.

Um trecho interessante é sobre uma opinião de um importante personagem brasileiro. John Bolton relata que  a ajuda da Rússia à Venezuela deve crecer ainda mais futuramente. 
Contudo, segundo ele escreveu, “o ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo, me dizia que o fim já estava à vista para Maduro”, algo que, como sabemos não se concretizou.

O fato concreto é que esse o ex-assessor expõe claramente o papel lateral e insignificante do Brasil na política americana neste momento.

O livro intitulado "The Room Where It Happened: A White House Memoir" (A sala onde aconteceu: um livro de memórias da Casa Branca), será lançado nesta terça feira (23), é o mais vendido na Amazon e enfenta uma guerra jurídica.

É que o governo Donald Trump lutou (ainda luta) para evitar a publicação alegando que muitos detalhes contidos colocam em risco a segurança nacional.

Um juiz negou o pedido de suspensão do livro e fez criticas duras ao autor por revelar detalhes de negociações entre os EUA e outros países.

A verdade é que o juiz Royce Lamberth percebeu que nesses tempos de tecnologia não tinha mais como impedir a distribuição do livro. Redações já os tinham e também milhares deles já estavam em trânsito para serem entregues. Some-se a isso ainda o fato de que cópias piratas circulavam pelas redes sociais em PDF.

Dizem que o conteúdo será importante ferramenta para derrotar o "Love" hétero de Bolsonaro na eleição presidencial deste ano.

 

Bolsonaro está descobrindo que não há cativeiro para a democracia, diz Renan

Foto: Agência Brasil Rs=w:350,h:263,i:true,cg:true,ft:cover?cache=true Renan Calheiros

Frequentador assíduo das redes sociais, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), crítico do governo Jair Bolsonaro (sem partido), disse no Twitter que "Desde o início, Bolsonaro estava convicto de que faria a democracia brasileira refém de seus delírios". 

Para Renan, o presidente "Está descobrindo, da pior forma possível, que não há cativeiro para ela. Liberdade acima de tudo, Constituição acima de todos".

Fácil de constatar pelos últimos acontecimentos que Bolsonaro enfrenta o seu pior momento:

1 - Problemas em inquéritos sobre fake news, suspeita de apoio direto a manifestações que atentam contra a Constituição, julgamentos no TSE, envolvimento do seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, no equema da rachadinha quando era deputado estadua lno Rio.

2 - A prisão do seu ex-assessor Fabrício Queiroz na casa do seu ex-advogado, em Atibaia, e a suspeita de envolvimento com milicianos no Rio têm a capacidade de criar uma crise de proporções catastróficas.

3 - O advogado Frederick Wassef, dono do imóvel onde Queiroz foi preso, se vangloriava de ter um aparelho exclusivo para falar com a família Bolsonaro. O entorno da famílai e do governo teme medida judicial que apreenda e coloque o aparelho sob investigação.

Ah, é claro que o posicionamento do senador Renan Calheiros gerou muitas opiniões sobre o tema. Elogios e duras críticas, inclusive sobre questão sentimental.

Leia aqui o twitter e os comentários.
 

Militares não vão aceitar vinculações com milicianos e corruptores

Muitos ainda não entenderam - talvez porque não queiram, que o mote fundamental da prisão de Fabrício Queiroz foi a sua vinculação passada e atual com milicianos e a tentavia de interferir nas investigações.

Na autorização de prisão concedida pelo juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, ele cita diretamente a perigosa influência de Queiroz junto a milicianos no Rio. 

E ele não ficou preso no batalhão da PM porque foi descoberta uma caderneta com anotações sobre pessoas que poderiam ajudá-lo caso ficasse detido no batalhão prisional da PM.

Resumindo, a questão inicial da rachadinha e os repasses de ex-assessores para conta de Queiroz no valor de R$ 2.039.656,52 e saques na conta do investigado que totalizam quase R$ 3 milhões, além de transferências posteriores para o então deputado estadual Flávio Bolsonaro. é dinamite pura. 

A outra, relação com milicianos, é explosão nuclear no clã familiar e, consequentemente, no governo federal.

É que há gravações no MP do Rio do advogado Luis Botto Maia, "ligado ao senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), se comunicando com o miliciano Adriano da Nóbrega em dezembro do ano passado, quando o ex-policial militar já estava foragido" , para montagem de todo o esquema de enfrentamento das investigações, segundo reportagem da Folha.

O advogado Frederick Wassef, o mesmo que cedeu a casa em Atibaia onde Queiroz foi preso e que defende Flávio e o presidente Jair Bolsonaro, também participou de todo o esquema.

E tudo leva ao presidente Bolsonaro, o chefe da família, inclusive as investigações sobre fake news e financiamento e as apurações sobre movimentos antidemocracia. O faz tudo Wassef, milícia, rachadinha, gabinete do ódio, parlamentares, empresários e manifestantes golpistas, enfim, para um presidenciável que pegou carona na revolta geral  da população com a classe política, ser envolvido com milícia e roubalheira não tem como não sofrer danos terríveis.

Há quem já fale numa tentativa de salvar o governo a partir da criação de um ministério de notáveis, com apoio do Congresso. Ideia foi usada na crise do governo Collor, em 1992, mas de nada adiantou.

A questão agora é que a situação do presidente está ficando insustentável. Outra saída que está sendo trabalhada passa pelo vice Hamilton Mourão, o que não desagradaria militares da ativa e da reserva.

Portanto, Bolsonaro é um caso perdido. Os militares não vão aceitar qualquer possibilidade de serem responsáveis pela proteção de milicianos nem de sujeitos envolvidos com corrupção.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos da queda do bolsonarismo.

STF, Queiroz, Covid-19: O presidente e a tempestade perfeita

Desde que assumiu o governo Jair Bolsonaro trocou o presidencialismo de coalizão pelo de confrontação. Se não todo dia pelo menos toda semana uma briga com algo ou com alguém é gerada através de uma declaração ou de uma ação.

Como quem 'planta vento colhe tempestade', a do Chefe Supremo das Forças Amadas parece perfeitamente formada com a prisão nesta quinta-feira (18) de Fabrício Queiroz, amigo e ex-assessor do presidente e do seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.

Queiroz é investigado no caso chamado de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). No esquema, funcionários do então deputado estadual Flávio Bolsonaro devolviam parte do salário e o dinheiro era lavado por meio de uma loja de chocolate e investimento em imóveis.

O ex-PM - que também é suspeito de ter vículos com milicianos no Rio, estava escondido há mais de um ano em um imóvel pertencente ao advogado da família do senador, em Atibaia, em São Paulo. A casa é do advogado Frederick Wassef, que também atua para Bolsonaro.

Com a economia em frangalhos, investigações sobre fake news e atos contra a democracia seguindo normalmente, além de pedidos de impeachment na Câmara dos Deputados, queda na popularidade, mortes causadas pelo Covid-19, desgaste na imagem do presidente dentro e fora do Brasil, parece que a tempestade está prestes a desabar. Ou seja, o furacão junto ao presidente é real. 

Quando você junta tudo e olha pra todos lados parece não existir saída. Especialmente quando o governo não tem rumo nem comando. Porque se projeto tivesse não teria três ministros da saúde dentro de uma pandemia, dois de justiça, dois de educação em tão curto tempo de governo.

Um líder democrático capaz sabe dialogar, negociar -  e negociação não significa corrupção. Negociar significa unir grupos em torno de ideias e propostas, ouvir especialistas e tomar decisões, definir objetivos e liderar a sociedade.

Mas se tivernos um presidente incapaz de ter tais planos e atitudes ele está perdido, nós estamos perdidos.

E assim temos sido vítimas e testemunhas.

Por isso a estratégia de Jair Bolsonaro tem sido desde sempre manter o País em estado constante de polarização, de inquietação.
 

A Constituição sou eu, porra! O chefe Supremo das Forças Armadas, sou eu, tá oquei?

Dizem que cão que muito late não morde. 

Contam que quem grita alto quer intimidar. 

Falam que quem parece mais forte quer assustar.

Acreditam que quem ameaça quer impor medo.

Essa estratégia dá certo algumas vezeso, mas não é regra, não é garantia de vitória - embora muita gente faça uso dela, especialmente na política - porque há aqueles que não se acovardam nem se intimidam pois cumprem o seu papel com naturalidade e coragem.

Dito isso, lembro do nosso imitador 'trumpiano', chefe maior do governo 'barata voa', o impressionante presidente Jair Bolsonaro. Com um pouquinho de atenção dá pra preceber quantas frases e palavras de Donald Trump ele copia, cola e usa.

Disse ele, nesta segunda-feira (15), que a  decisão de impedir a posse do delegado Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal - após denúncia do ex-minsitro Sérgio Moro sobre a intenção do presidente de interferir por interesse particular na PF - foi "mais uma brutal interferência do STF no Executivo, não podemos concordar com isso".

A palavra 'brutal', caro leitor, é constantemete usada pelo presidente americano para ameaçar um país, para intimidar os chinese, iranianos, russos, venezuelanos, entre outros, em questões políticas, comerciais, militares para propagar o poderio norte-americano.

"Não quero dar soco na mesa e afrontar ninguém, mas peço que não afronte o Poder Executivo. Não queremos medir força com ninguém. Nós queremos administrar e conduzir o Brasil a um porto seguro. Afinal de contas, têm muitas incertezas no ar", disse Bolsonaro.

E continuou atacando o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no STF que apura a produção de fake news e ofensas contra magistrados da Corte: “É um inquérito que serve para o interesse apenas dele. Ele é vítima, ele interroga, ele julga e ele condena. Isso não é justo, no meu entender, porque está à margem da legislação brasileira. Isso é um foco de atrito. Até busca e apreensão foram realizadas na casa de 29 simpatizantes meus, nenhum da oposição. Isso não soa muito bem no Estado democrático de direito. Isso, obviamente, é um foco de atrito que o Supremo tem que superar.”

Jair Bolsonaro também afirmou, referindo-se ao julgamento no TSE da chapa dele e do vice Hamilton Mourão  que as Forças Armadas não aceitarão “um julgamento político para destituir um presidente democraticamente eleito. Nós, militares das Forças Armadas, e eu também sou militar, somos os verdadeiros responsáveis pela democracia em nosso país.

Expôs ainda que “Nós jamais cumpriríamos ordens absurdas, mas também jamais aceitaríamos um julgamento político para destituir um presidente democraticamente eleito”.

Por ver e ouvir tantas declarações fora de contexto, recheadas de ignorância jurídica, política, científica e administrativa - além de de teorias conspiratórias estapafúrdias para justificar um governo com resultados medíócres - sem falar de suspeitas firmes de práticas ilegais na eleição de 2018 e no envolvimento com grupos que pratica atos antidemocráticos, por tudo isso arrisco dizer que se fosse uma luta de boxe o presidente está encostado nas cordas sendo esmurrado.

Por isso ele grita, ameaça, tenta intimidar, amedrontar.

Mas não adianta. A lei é para todos, tem que ser para todos. Ninguém pode estar acima da lei, seja quem for. Essa é uma das bases para o fortalecimento da democracia e para a evolução da nossa sociedade.

Bem, e enquanto um e uns ladram a PF deflagrou nesta terça (16) a Operação Lume. Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em cinco Estados e no Distrito Federal no âmbito do inquérito sobre a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. 

Entre os alvos estão deputados, blogueiros, empresários, advogados, publicitários, todos ligados ao bolsonarismo. O pedido das diligências foi feito pela Procuradoria-Geral da República ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
 

EM TEMPO - "A Constituição sou eu, porra! O chefe Supremo das Forças Armadas, sou eu, tá oquei?" Ainda bem que a Constituição não é um indivíduo, um poder. O chefe supremo das forçar armadas tem os limites definidos pela Constituição, assim como os chefes dos outros poderes. 

 


 

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