Voney Malta

Prefeitura descobre até servidores mortos recebendo irregularmente

Quem achava que jamais seria pego caiu do cavalo. A Prefeitura de Maceió, através do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev Maceió), investigou e descobriu que quase seis mil servidores públicos municipais, aposentados e pensionistas dos seus quadros estão recebendo irregularmente.

Entre as inconsistências detectadas devido ao Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o município, o INSS e a Secretaria de Previdência Social do Ministério da Economia, foram encontrados casos de óbitos, incompatibilidade de aposentadorias e benefícios e conflito de carga horária entre os setores público e privado.

“Os casos são diversos e vão desde óbitos, a casos de servidores que estão afastados para tratamento de doença ou aposentados por incapacidade pela Prefeitura de Maceió, mas estão atuando na iniciativa privada e casos de pessoas que recebem algum tipo de benefício assistencial do Governo Federal e são servidores públicos”, explicou a diretora-presidente do Iprev, Fabiana Toledo.

No levantamento inicial foram constatados, por exemplo, 16 óbitos de servidores públicos municipais aposentados que continuavam recebendo o pagamento do benefício.  O pagamento foi cancelado e os nomes dos beneficiados serão enviados para serem investigados se houve erro ou má fé.

Quem foi descoberto aguarde porque será convocado para prestar esclarecimentos. Há possibilidade de consequências administrativas e até de envio dos casos para o MPE e Delegacia Contra Ordem Tributária e Administração Pública (Decotap).

Mais informações aqui.

PF investiga alagoano que passou pelo Ministério da Saúde

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A conversa que chega de Brasília é que a Polícia Federal iniciou uma investigação no Ministério da Saúde. Todos os contratos ligados ao Secretário Executivo do órgão no governo Michel Temer, Adeílson Loureiro Cavalcante, estão sendo analisados.

O Ministério era controlado pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Adeílson foi indicado pelo ex-senador alagoano Benedito de Lira e pelo seu filho, deputado federal Arthur Lira, ambos também do PP.

O que está sendo apurado é a suspeita de um esquema de corrupção em que o Hospital do Açúcar, em Maceió – “foi o caixa que recebeu milhões do Ministério da Saúde em convênios e repasses federal”.

“Está em curso uma das maiores operações já realizada na Esplanada dos Ministérios, com o alcance no governo passado e no atual, tudo acontecerá num espaço de tempo curto, não permitindo mais apagar as digitais apagadas pelo bando”, revela o site Brasília de Fato (leia aqui).

 Além de Loureiro - que foi secretário de Saúde de Maceió nos governos de Kátia Born e Cícero Almeida e dirigiu hospitais em Alagoas -, outros dois nomes bastante conhecidos da política local também ocuparam cargos estratégicos no Ministério da Saúde no governo anterior: Gilberto Occhi, que era o ministro, e Marco Fireman, Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos.

EM TEMPO - Curiosamente, o blog Saúde no DF, em 19 de abril de 2018, mostrou o histórico político, profissional e jurídico de Occhi, Loureiro e Firemam (leia aqui).

Acima de tudo, o deslumbrado Bolsonaro nos EUA

Estamos todos testemunhando o momento mais feliz da carreira do político Jair Bolsonaro. De repente o presidente virou um ‘grilo falante’, nos Estados Unidos. Ele está, acima de tudo, extasiado.

O entusiasmo é juvenil... e cafona. Mas tudo bem.

Toda essa emoção não ocorreu quando passaram pelo cargo os demais ex-presidentes após o fim da ditadura como Collor, Lula, FHC, entre outros.

Suspeito que os militares que governaram o país também souberam conter a emoção, não se deslumbraram.

O discurso e as entrevista de Jair Bolsonaro seguem o estilo simplório, ideológico, sem conteúdo econômico ou macropolítico.

É a linha Bolsonaro de ser: combate ao comunismo, críticas a imigrantes e ao PT, falta de importância de Marielle Franco e a emoção de estar alinhado aos EUA.

Questões e discussões comerciais em defesa dos interesses brasileiros que constam na agenda nas falas presidenciais estão em segundo plano.

Depois de ver o Donald Trump, quem sabe o capitão visite algum parque temático, fora da agenda oficial, e tire fotos com personagens de quadrinhos e/ou de cinema.

Tem também do velho oeste, mocinho e bandido, bang-bang legal. Não tem miliciano, criação nossa, atual, claro.

Ah, e vai encontrar brasileiros de todas as idades, principalmente crianças e adolescentes e um ideal ambiente infanto-juvenil-emocional.

 

 

 

 

Bolsonaro fomenta a discórdia, diz Senador

"Ele está fomentando a discórdia. É a antítese do que um presidente quer para o seu governo. Ele não pode sair por aí dizendo qualquer coisa polêmica, às vezes fora da realidade, que pode até ser a opinião pessoal dele, mas não é a do país", diz o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre o presidente Jair Bolsonaro.

O futuro relator da reforma da Previdência Social também afirma que o presidente prejudica politicamente o seu próprio governo e as futuras votações: "A primeira dificuldade vem do próprio governo, com bate-cabeças e bobagens ditas e feitas pelo presidente. Parece que Bolsonaro ainda não assumiu o papel de presidente da República do Brasil".

Ao Valor, o senador avaliou o governo do PSL como formado por vários grupos que não se suportam e têm opiniões diferentes. “O [ministro da Economia] Paulo Guedes traz uma agenda liberal, de forte abertura do Brasil ao comércio exterior. Uma política evidentemente globalista. E vem um outro, que é ministro das Relações Exteriores [Ernesto Araújo], fazendo discurso antiglobalista e influenciado por um filósofo, Olavo de Carvalho, com ideias absolutamente fora do padrão".

Ele também declarou que o PSDB não irá se tornar um partido de direita e que “Esse espaço da direita está ocupado pelo PSL e pelo Bolsonaro. Não é nem nunca foi nosso. O nosso, mais do que nunca, é o da social-democracia", diz. A questão dos costumes, na qual a agenda do PSL e do presidente é notadamente conservadora, é uma diferença clara, aponta. "Nosso espaço é este, uma visão liberal na economia, bastante liberal nos costumes e que vê o Estado como elemento regulador e atuante na questão dos desequilíbrios sociais".

 

STF prepara reação contra MP e bolsonaristas

Após decisão do presidente do STF, Dias Toffolli, nos próximos dias veremos, na prática, o início da reação do STF aos ataques de procuradores e bolsonarista feitos através das redes sociais contra ministros do Supremo, seu familiares e também contra o próprio Poder.

Essa decisão de investigar a disseminação de notícias falsas e ofensas foi tomada após a constatação de que nem o Ministério Público Federal nem o Ministério Justiça (Sérgio Moro) agiram contra a onda difamatória.

Toffoli também soube que grupos bolsonaristas elegeram a corte como alvo de fake news, chegando a atrelar o Judiciário ao narcotráfico. A investigação será comandada pelo ministro Alexandre de Morais.

Que fique claro que o uso da guerra pela internet começou lá atrás, pelo PT. A tropa de extrema-direita e os bolsonaristas melhoraram o seu uso, ganharam apoiadores e venceram as eleições do ano passado.

Essa turma continua em atividade contra inimigos reais, imaginários e até contra personalidades do próprio governo, caso do vice-presidente Hamilton Mourão. Já é sabido que agressões são disparadas por robôs e multiplicadas por irresponsáveis.

Tudo precisa ter limite e esse limite é a lei.

Renan vê governo em momento de “autoflagelação”

Foto: Reprodução C3a45b5c 43ba 432d afab e60df08e63de Renan Calheiros

Ainda não dá pra definir se o Renan Calheiros (MDB-AL) será o novo, o velho, mas dá pra cravar que será outro, quarenta dias depois da derrota na disputa pela presidência.

E tudo indica que o alagoano será líder da oposição, com toda a sabedoria que acumulou durante os mandatos e as quatro vezes em que presidiu o Senado Federal.

O governo do presidente Jair Bolsonaro, sem rumo, vive um momento de “autoflagelação” porque é “insuperável” na produção de fatos negativos, avalia Renan, em reportagem do Estadão.

E analisa que “O ministro da Educação (Ricardo Vélez Rodríguez) é um horror, o das Relações Exteriores (Ernesto Araújo) não fica atrás. Mas não dá para predizer o que vai acontecer com o governo até porque seria uma competição insustentável com o cientista político lavo de Carvalho“.

Embora aparente certa humildade ao afirmar que voltou ao baixo clero, ele fala e ouve de outros senadores que “essa renitência de manter a divisão da sociedade pela rede social, não deixando que ódios sejam superados, é uma coisa muito complicada”.

 

Marielle e Anderson: relação entre o clã Bolsonaro e milícias repercute no mundo

Já está claro que o rumo do governo Bolsonaro é a crise. Quando deixa a boca fechada ou não usa as redes sociais descobrimos que o presidente tem uma vizinhança que mata. Tem também fotos com os supostos envolvidos no assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. E ainda registros de seus filhos homenageando, na Assembleia Legislativa, PMs que depois perderam a farda por crimes e hoje atuam em milícias e no famoso escritório do crime.

A soma disso tudo tem dado uma repercussão ao caso que ultrapassa as nossas fronteiras. Enquanto a imprensa brasileira trata com correta cautela as relações pessoais e políticas do clã Bolsonaro, a imprensa internacional segue um caminho diferente.

O mais importante jornal dos Estados Unidos, o New York Times, destaca - em sua reportagem sobre a prisão dos supostos assassinos - a ligação entre a família de políticos e as milícias do Rio.

Não menos influente, o Washington Post anuncia que terá um novo correspondente no Brasil, Terrence McCoy. O país é visto como um laboratório de desafios globais, além do risco de se transformar num regime autoritário.

“Vemos o Brasil como um país particularmente relevante, porque muitas das questões que o Brasil enfrenta - uma mudança em direção à autocracia; violentas tensões sobre raça e violência; ameaças urgentes ao meio ambiente, e particularmente à Amazônia - podem ser vistas como microcosmos de desafios globais mais amplos”, diz o jornal.

 

Pra piorar, o colunista Lauro Jardim, do O Globo, revela que o delegado do caso, Giniton Lages, será afastado da segunda etapa da investigação que agora busca descobrir se há mandante. Justificativa dada será a de que o delegado cumpriu o seu papel

Contudo, o site Brasil 247 revela que “Lages desagradou profundamente o bolsonarismo ao citar o presidente da República e sua família na entrevista coletiva sobre a prisão dos assassinos no final da manhã desta terça-feira”. Vale lembrar que o governador Do Rio, Wilson Witzel, recebeu o apoio político da família nas eleições do ano passado.

Será que vem terremoto por aí?

EM TEMPO – Leia reportagem esclarecedora e aprofundada da Revista Piauí sobre o os assassinatos de Marielle e Anderson e a relação histórica  e familiar entre o poder público, política e milícia.

 

Estado reage contra ameaças de Bolsonaro

Não é, mas bem que parece fim de governo o de Jair Bolsonaro, criador de casos e de crises. Já há duvidas se ele governa, se sabe e se gosta de governar. Porque há quem afirme que estamos diante de um tuiteiro de 13 anos como chefe da nação. O tempo vai esclarecer essa dúvida.

Mas são crescentes as reações de diversos setores por conta da governança de Bolsonaro pelas redes sociais divulgando vídeos pornôs, ataques e mentiras até contra jornalistas. Rapidamente – o Brasil - viramos, em menos de três meses, motivo de séria preocupação sobre como e para onde estamos sendo guiados.

É assustador, caro leitor, que o Estado de São Paulo, jornal com 144 anos de existência e considerado conservador e de direita, publique editorial para defender uma funcionária contra um Presidente da República. De acordo com o texto, o compromisso dos profissionais do Estado é “inarredável com os valores democráticos e com o regime da lei” e “se encontra mais vivo do que nunca, em especial diante de ameaças que partem do próprio presidente da República, o sr. Jair Bolsonaro”.

Diz ainda que “Governantes que pretendem consolidar seu poder por meio do desprezo pelas instituições democráticas e republicanas e pelo apelo direto às ruas em geral sentem-se desconfortáveis com a atuação deste jornal na defesa do exercício responsável do governo. Essa é provavelmente a razão de fundo do inaceitável ataque do presidente da República, sr. Jair Bolsonaro, a este jornal e a uma de suas jornalistas, a repórter Constança Rezende”.

“O sr. Jair Bolsonaro decerto não se conforma que haja quem dele discorde ou, então, que ouse investigar os malfeitos a ele relacionados”, diz também o editorial. Segundo o texto, “os repórteres desta casa sabem muito bem como enfrentar a ferocidade dos que se consideram inatacáveis. As ameaças do sr. Jair Bolsonaro e de suas hostes de milicianos virtuais indicam que o Estado e seus jornalistas estão cumprindo seu dever”.

Leia abaixo na íntegra:

A missão do ‘Estado’

Os jornalistas do Estado se pautam pelo compromisso inarredável com os valores democráticos e com o regime da lei, que estão na essência da identidade do jornal desde sua fundação, em 1875. A defesa da liberdade contra todo tipo de tirania, a começar por aquelas que se creem chanceladas pelas urnas, marca a atuação desta publicação e de seus profissionais ao longo de 144 anos de história.

Esse compromisso se encontra mais vivo do que nunca, em especial diante de ameaças que partem do próprio presidente da República, o sr. Jair Bolsonaro. Esses arreganhos só fazem confirmar a relevância do exercício do jornalismo livre, que tem no Estado um centenário patrono.

Este jornal se comprometeu, desde seu primeiro número, a ser totalmente apartidário e independente, infenso às injunções do poder. A imparcialidade necessária para o exercício dessa liberdade não significa, contudo, que o jornal silencie ou deixe de defender o que acredita ser o certo diante do malfeito e do arbítrio. É papel desta publicação funcionar como a consciência crítica de seu tempo.

Foi com esse espírito que o Estado defendeu o fim da escravidão e o advento da República, que consagra a liberdade - e a responsabilidade - do indivíduo. Essa é a razão pela qual este jornal se tornou atuante tribuna dos defensores da democracia, quando esta palavra expressava apenas um desejo da sociedade. É assim há tanto tempo que tal característica se tornou a própria natureza do Estado perante seus leitores e a sociedade.

Em respeito a essa missão, o Estado posiciona-se radicalmente contra qualquer forma de populismo e extremismo. Governantes que pretendem consolidar seu poder por meio do desprezo pelas instituições democráticas e republicanas e pelo apelo direto às ruas em geral sentem-se desconfortáveis com a atuação deste jornal na defesa do exercício responsável do governo.

Essa é provavelmente a razão de fundo do inaceitável ataque do presidente da República, sr. Jair Bolsonaro, a este jornal e a uma de suas jornalistas, a repórter Constança Rezende. O sr. Jair Bolsonaro decerto não se conforma que haja quem dele discorde ou, então, que ouse investigar os malfeitos a ele relacionados. Julga-se imune a críticas e a dúvidas sobre seus atos por ter sido eleito por dezenas de milhões de eleitores, como se o voto na urna o colocasse acima do bem e do mal.

Mas este jornal não se deixa intimidar por quem quer que seja o inquilino na Presidência, a começar por aqueles que se julgam em missão messiânica de salvação do País. O Estado esteve ao lado dos democratas nas principais lutas políticas brasileiras desde a Proclamação da República, servindo-lhes de porta-voz. Foi assim, por exemplo, que o Estado enfrentou a truculência de Getúlio Vargas, ao reivindicar o regime da lei que aquele caudilho prometeu e afinal não respeitou. Foi assim, também que este jornal se insurgiu contra a ditadura militar, sofrendo, em razão disso, uma feroz censura. Nem isso fez o Estado vergar-se: no lugar das muitas notícias censuradas, o jornal publicou poemas de Camões com sugestivas estrofes para comunicar aos leitores a violência a que estava sendo submetido. Assim, o Estado foi protagonista da luta que por fim restabeleceu a democracia no País.

O comportamento do presidente da República, sr. Jair Bolsonaro, que não se vexa de usar até mesmo informações falsas para atacar jornalistas que considera inimigos, mostra o quão frágil é o regime democrático e reforça a necessidade da vigilância redobrada contra a sedução do arbítrio. É nessa difícil conjuntura, em que a hostilidade à imprensa profissional é estimulada pelo próprio presidente da República, que o trabalho dos jornalistas do Estado torna-se ainda mais relevante. Tendo como norte a objetividade e atenção exclusiva aos fatos, os repórteres desta casa sabem muito bem como enfrentar a ferocidade dos que se consideram inatacáveis.

As ameaças do sr. Jair Bolsonaro e de suas hostes de milicianos virtuais indicam que o Estado e seus jornalistas estão cumprindo seu dever, zelando pela tradição deste jornal de defender a liberdade e a democracia em qualquer circunstância.

 

Guerra política entre evangélicos

Após 42 dos 82 deputados federais da bancada evangélica não terem se reelegido, o Deus nos acuda se instalou entre os irmãos.

Há uma Guerra Santa entre os parlamentares pela presidência da bancada, inclusive com a participação ativa de parlamentares novatos em busca de protagonismo.

Caso a paz de Deus reinasse entre os irmãos, a essa altura o escolhido já teria aparecido em consenso como em anos anteriores.

Mas, as indicações que um dia foram feitas através de consenso e escolhas até por aclamação, hoje há rachas. A guerra pelo poder envolve líderes da maior Igreja evangélica do país, a Assembleia de Deus.

A queda de braço ocorre entre  afilhados políticos e parentes do bispo Samuel Ferreira, do assembleiano Ministério Madureira, do pastor José Wellington Bezerra da Costa, líder do Ministério Belém, e do pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, diz reportagem da Folha (leia aqui).

Como toda a bancada apoia o governo Jair Bolsonaro, o temor é que o presidente decida publicar alguma mensagem nas redes sociais.

É que nos bastidores da Câmara só se fala do “barraco evangélico” com “tiro, porrada e bomba”

Grande mídia manda Bolsonaro trabalhar e calar

Os simpatizantes ferrenhos de Jair Bolsonaro não entendem e não aceitam como grandes veículos de comunicação estão se postando contra as declarações destrambelhadas do presidente.

 

E os meios de comunicação também não compreendem os motivos dos discursos e improvisos que enfraquecem a fala presidencial que tantas vezes precisa ser reinterpretada por auxiliares ou pelo vice para reduzir o estrago.

 

O problema é que o grupo Globo, Estadão, entre outros da grande mídia, e os seus parceiros empresários apostaram que Jair Bolsonaro – único capaz de derrotar o PT nas eleições do ano passado – iria priorizar a agenda econômica.

 

Esses setores tratam a agenda econômica, o enxugamento do estado e a criação de um ambiente ideal para os negócios como prioridade absoluta, acima de tudo e de todos.

 

Contudo, Jair Bolsonaro e os seus simpatizantes de ultradireita vêm com extrema importância a pauta de costumes na cultura, educação, orientação sexual, racismo e violência policial.

 

Portanto, esse é o tema relevante, central pra essa turma populista de ultradireita. E que define espaço e território sobre comportamento e tenta criminalizar opções diferentes.

 

O fato é que até para a elite política e econômica que optou por tirar o PT do poder e derrotar o candidato do partido, assim como se afastaram de opções mais de centro, centro-direita, direita, Jair Bolsonaro é um criador de crises.

 

Por tudo isso, talvez, é que o Globo publicou editorial em que manda o presidente trabalhar e sair das redes sociais (leia aqui). O do Estadão, por sua vez, diz que “Vai mal um país cujo presidente claramente não entende qual é seu papel, especialmente quando não consegue dominar os pensamentos que, talvez, lhe venham à mente”, (leia aqui).

 

Bom, como o tempo de mandato ainda é muito curto, o que temos é um presidente destrambelhado, idiota, violento ou é um político genial?

 

 

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