A relação sempre foi motivo de reclamações. O Cidadania criticava decisões tomadas pela maioria dos integrantes da federação partidária, controlada pelo PSDB.

Em Alagoas, especificamente, diziam os líderes do Cidadania que não eram ouvidos e que muitos erros foram cometidos, levando as duas legendas a um enfraquecimento inimaginável.

Para se ter uma ideia, na eleição municipal de 2024, em Maceió, os partidos sequer conseguiram montar chapa e lançar candidatos à Câmara de Vereadores.

A separação era dada como certa. Mas disputas jurídicas na direção nacional pelo controle do Cidadania, envolvendo bancada federal e dirigentes partidários, reverteram a tendência.

A avaliação agora é que, neste momento, a separação enfraqueceria ainda mais os partidos. Bastaria, portanto, estender o contrato de “casamento” - a federação partidária.

O ex-governador Teotônio Vilela comanda o PSDB. Juca Carvalho responde pelo Cidadania. A corrida agora é pela montagem de chapa para a eleição proporcional em Alagoas.

Será que vão conseguir?  

Os dirigentes Régis Cavalcante e Juca Carvalho garantem que vão se esforçar para atrair possíveis candidatos para as eleições de 2026.

EM TEMPO - O PSDB e o Cidadania devem oficializar nesta terça-feira (10) a manutenção da federação formada desde maio de 2022 junto ao TSE.  

O anúncio será realizado em Brasília pelos deputados federais Aécio Neves (PSDB-MG) e Alex Manente (Cidadania-SP).