Quase todos os partidos não conseguem fechar chapas para deputado estadual e federal com nomes competitivos, disse-me o presidente estadual de uma legenda em Alagoas.

Há dirigente s à beira de um ataque de nervos, porque os nomes que somam - os chamados “escadas”, considerados capazes - não veem chance de competir com quem já tem mandato e, por isso, não se definem.

Quem está no cargo leva ampla vantagem: está estruturado, tem cargos no governo federal, estadual e nas prefeituras, além das emendas do orçamento, seja na situação ou na oposição.

Há presidente que já ameaçou entregar a legenda. Outro ofereceu um partido histórico para ser dirigido por um presidente de outra sigla, que não aceitou porque enfrentava o mesmo problema.

O cálculo é que, com cerca de 180 mil votos, elege-se um deputado federal. Há quem diga que há candidato pronto para gastar R$ 25 milhões na eleição.

O que significa que quase não há chances para quem não tem mandato - a não ser, para pouquíssimos, no voto ideológico, de opinião, especialmente entre alguns bolsonaristas.

A disputa para a montagem das chapas entra em fase decisiva com a aproximação do prazo final para a filiação partidária , dentro de um mês, e da desincompatibilização de cargos por aqueles que pretendem disputar a eleição.

Mas, se não houver “estrutura” total, completa e irrestrita, os candidatos “escadas”, aqueles com 15, 20 ou 30 mil votos, que ajudam a eleger os principais, serão artigo de luxo nestas eleições.